quarta-feira, 16 de abril de 2014

Deus, Dedinhos e Fotográfias


Pb. Miquéias Daniel Gomes


Lembro-me perfeitamente da cena:

“Eu estava deitado no chão da sala entretido com alguma coisa boba que passava na TV. Meu filho Nicolas, que tinha pouco mais de dois meses de vida, estava sentadinho sobre mim. Sua mãe lia uma revista reclinada no sofá. Por alguns instantes o pequeno bebezinho não era o centro do mundo. Embora se esforçasse para atrair sobre si nossa atenção com gestos e resmungos, continuávamos intactos absorvidos em nossas futilidades. Foi então que ele decidiu igualmente se ocupar com alguma frivolidade e passou a procurar por todo o ambiente algo que lhe chamasse a atenção. Encontrou seus pezinhos, que por algum motivo, naquela hora estavam sem as famigeradas meias, e foi aí que fez uma descoberta incrível: Ele podia, sozinho, mover os dedos dos pés.

Que descoberta. Nem Indiana Jones seria capaz de tamanha proeza. Sua empolgação automaticamente nos contagiou. Paramos nossas atividades secundárias para desfrutarmos do momento mágico de nosso garotinho que havia passado para um novo estágio. Agora ele era o “Senhor” de seus próprios pés. Seus dedinhos se mexiam com agilidade, acompanhados de burburinhos de satisfação e dos gritos histéricos da mamãe: - Pega a câmera... Tira uma foto... Filma tudo... Que belezinha...  

Nosso filho já era um homenzinho.

Mas Miquéias, que coisa boba você me contou agora!  
Quem é que está interessado nos movimentos dos dedinhos do seu filho?

Eu estava. Minha esposa estava. Pais sempre se orgulham dos grandes feitos de seus filhos, mesmo que sejam tão pequenos que passem despercebidos pelo resto do mundo. Ninguém comemorou a proeza do Nicolas, exceto eu e sua mãe. Comemoramos, aplaudimos e nos orgulhamos. Aquele era o nosso garoto. "O Incrível Nicolas", grande dominador de seus próprios dedinhos.


No livro do profeta Oséias, Deus deixa bem claro o que enxerga quando nos vê: “Quando Israel era menino eu o amei... Eu ensinei a andar Efraim; tomei-o pelos braços... Atraí-os com cordas humanas, com cordas de amor (Oséias 11:1-4 destaque meu)”

Somos como crianças aos olhos de Deus, crianças birrentas, teimosas e desobedientes, e mesmo assim cuidadas e amadas por um pai que não mede esforço para nos fazer feliz.

Deus nos acompanha diariamente com sua câmera fotográfica divinal. 
E Pra quê? Para registrar nossos pecados e falhas? 
Não! Ele não precisa disso. 
Ele faz questão de apagar nossos pecados de sua memória. 

Deus usa sua câmera para fotografar nossos momentos heroicos, históricos e inesquecíveis, como por exemplo, o dia em que aprendemos que somos capazes de mover os dedos de nossos pés sozinhos. E pode acreditar, exatamente nesse instante lá estava Deus, todo orgulhoso, comemorando sua grande descoberta.

Deus nunca teve vergonha de se orgulhar de seus filhos. Quando Jesus nasceu pobre e solitário numa manjedoura de Belém, ele não deixou o momento passar despercebido.  Enviou anjos para cantar, anunciando à rudes pastores que seu menino havia nascido: - Ei, não fiquem aí parados, venham ver como meu menino é especial! E quando Jesus desceu as águas do batismo ele explodiu de felicidade, rasgou os céus e gritou para quem quisesse ouvir: - Esse é o meu garoto! Estou orgulhoso dele!

No céu deve haver um álbum de fotografias com cada um desses momentos especiais.

Jesus é o primogênito de Deus. Eu e você somos o restante da prole. E assim como acompanhou passo a passo o dia a dia de seu filho na terra, Deus também acompanha os passos dessas crianças levadas que ele adotou, e os tornou em filhos tão legítimos quanto o próprio Cristo.

“Se somos filhos, então somos herdeiro; herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, se de fato participarmos dos seus sofrimentos, para que também participemos da sua glória (Romanos 8:17).”

Irmãos às vezes têm divergências, mas mesmo assim tendem a cooperar entre si.  Se rirmos ou choramos juntos uns dos outros, lá está Deus nos observando com ternura... Tirando uma foto para o álbum de família.

Quando engolimos nosso orgulho e pedimos perdão a alguém, lá está Deus sorrindo para nós...

Quando aprendemos que somos capazes de abrir a porta com a chave da oração, lá esta ele do outro lado de braços abertos...

Se vencermos nosso medo e damos os primeiros passos em direção a ele (mesmo que seja por cima de águas), lá estará ele nos esperando, ansioso por um abraço apertado...

Quando imitamos nosso irmão mais velho em suas atitudes, gestos, palavras e pensamento, chegaremos em casa e encontraremos um pai extremamente orgulhoso e feliz...

Orgulhar a Deus é imitar a Cristo, o exemplo de filho perfeito.

Obediente – ele fez tudo como o pai ordenara
     Determinado – ele foi até o fim apesar das dificuldades
Esforçado – homem de dores e trabalhador
De fácil diálogo – Todos o entendiam, principalmente o pai, com quem conversava constantemente
Afável – estava sempre perto de quem o queria
Verdadeiro – nunca houve engano em sua boca
Justo – sempre esteve do lado do necessitado
Sincero – seu coração provinha de Deus
Puro – nunca pecou
Respeitoso – de fino trato com o próximo, independentemente de quem fosse
Amoroso – era movido por íntima compaixão
Controlado – nunca se deixou levar pela motivação errada
Centralizado – nunca esqueceu sua missão
Empático – morreu por todos os pecadores
Simpático – somos atraídos para ele
Fiel – estará lado a lado com sua “família” até a consumação dos séculos

É claro que nunca seremos iguais a Jesus, pois ele foi  (e ainda é) perfeito; e enquanto habitarmos neste corpo carnal nunca alçaremos a perfeição. Entretanto, Deus se orgulhará de nós, se pelo menos tentarmos sermos melhores a cada dia.  Se não podemos ser iguais a Cristo, podemos pelo menos tentar ser parecido.

Comece com pequenas atitudes:

Seja grato pelo dia que se inicia. 
Obedeça a um superior e respeite um inferior. 
Abrace alguém que não gosta de você. 
Evite um pecado por dia. 
Seja mais sincero. 
Não conte aquela mentira. 
Cante um hino ao invés de reclamar. 
Visite um enfermo. 
Pratique a generosidade. 
Empreste sem esperar receber de volta. 
Diga a alguém que Jesus o ama. 
Diga a alguém que você o ama. 
Diga a Deus o quanto ele é especial pra você.

Mova delicadamente um dedo de cada vez...  E tente não se assustar com a luz forte e repentina.

É apenas o flash!


domingo, 13 de abril de 2014

Tua presença é o meu prazer


Estar na presença do Senhor e um privilégio que palavras não conseguem expressar ou descrever. Certa vez Jesus fez um discurso ácido e desagradou a multidão que se retirou do local, deixando ali apenas os seus discípulos. O mestre então pergunta a eles se também gostariam de ir. Pedro tomou a palavra e proferiu: Para onde nós iremos, se somente tú tem as palavras de vida eterna?

A presença do Senhor nos torna maiores e melhores, e ao mesmo tempo nos deixa mais humildes e conscientes de nossas limitações. Em sua presença percebemos quanto somos miseráveis e pecadores, e assim entendemos que precisamos desesperadamente imergir no seu oceano de seu amor, no rio da sua Graça. Que privilégio é se sentir fraco e ser fortalecido, se sentir doente e ser curado, se sentir pobre e ser enriquecido pela maravilhosa presença de Jesus.

E o melhor, estamos aqui por que ele nos escolheu...

Ele nos amou primeiro, nos trouxe para junto de si pagando um preço de sangue pelo nosso resgate. Nos fez seus amigos e deseja que desfrutemos de amizade, para que ele também desfrute de nossa companhia.

Neste domingo (13/04/2014) pudemos nos sentir ainda mais próximos do Senhor, ao ouvir sua Santa Palavra, ministrada pelo Pb. Djair, nos dizendo: “Eu  vos escolhi”; e cantar com toda a força de nossa alma que “só sua graça me basta, e tua presença é o meu prazer...”

Pb. Djair

sábado, 12 de abril de 2014

Herança Divina recebe o Pb. Edson Alves de Castro

Pb. João Garcia, Pb. Divino Donizete, Pb. Edson de Castro, Pb. José Severo
e Pr. Wilson Gomes
Neste sábado (12/04/2014), o Grupo de Varões Herança Divina, realizou seu culto mensal. Deus esteve presente, se manifestando através do louvor e da palavra ministrada, nos relembrando que independente da situação vivida, ele estará sempre por perto, estendendo sua mão para nos amparar e garantir que suas promessas serão mantidas inalteradas, enquanto formos fiéis aos seus caminhos.

A noite contou com a participação da dupla “Nelson e Divino”, que abrilhantou a reunião com belos hinos ao Senhor. O preletor convidado foi o Pb. Edson Alves de Castro, da cidade de Mogi Guaçu, que inspirado pelo Espirito Santo, nos levou a um questionamento profundo sobre “o que temos em nossas mãos?

Nelson e Divino
A mão do homem tem sido uma ferramenta de suma importância na história da humanidade, já que ela é capaz de construir e destruir com a mesma competência. Um simples sinal feito com ela pode gerar ações que ecoaram pela posteridade, sendo ela suscetível tanto para o bem quanto para o mal. Uma grande responsabilidade foi colocada em nossas mãos pelo Senhor: dons, talentos, sementes, palavras, vidas... E o que nossas mãos têm realizado com tais dadivas a ela confiada? O que teríamos em nossas mãos para apresentar ao nosso Deus, caso os resultados fossem exigidos agora?

Pb. Edson Alves de Castro

Que nossas mãos sejam ferramentas de bênçãos nas mãos do Senhor... Aptas para exercer o bem e ligeiras no bom serviço. Que possamos olhara para elas e ver o reflexo dos cravos que pregaram Jesus no madeiro, pois são nossas mãos que ele usa para continuar sua obra aqui na terra.


sexta-feira, 11 de abril de 2014

EBD - Vencendo o Medo da Rejeição

Texto Adaptado

Fontes:

Revista Jovens e Adultos nº 91 - Lição 2 (Editora Betel)

Blog da Escola Bíblica (www.ebd316.com)

Moisés havia sido criado no palácio do Egito e ali se aprimorou em conhecimentos arquitetônicos, militares, científicos e medicinais, bebendo na fonte da mais avançada sociedade de sua época; preparando-se para ser um sucessor do próprio Faraó. Este conhecimento sobre sistemas políticos, noções de liderança e o desenvolvimento de boa relação com o governo egípcio seria de grande valia para a missão à ele destinada, porém um outro tipo de laboratório precisaria ser visitado por este hebreu transvestido de Príncipe do Egito.

Em seu futuro Deus já vislumbrava Moisés guiando seu povo pelo deserto, deixando para trás a servidão, rumo a Terra Prometida; e assim sendo, nosso herói é levado pela força das circunstâncias para um isolamento de 40 anos na escaldante aldeia de Midiã. Ali ele aprende o nome de cada serpente, as características de cada planta capaz de nascer e sobreviver na aridez, de identificar sinais de água, descobrir trilhas na areia e o mais importante: apascentar ovelhas. Deus tinha um grande plano, mas para coloca-lo em ação seria necessária mãos humanas, uma voz de comando humana; e para isso precisava de um líder capacitado, capaz de se comunicar com reis e ao mesmo tempo “pastorear” um povo de dura servis pela desolação do deserto... Um pastor hábil e experiente para lidar com ovelhas em situações extremas.

As ovelhas têm algumas características que as tornam vulnerável, como por exemplo, a incapacidade de distinguir entre a boa e a má vegetação, o que muitas vezes leva algumas à morte por comerem ervas venenosas. Moises, ao ser levado por Deus a cuidar de ovelhas, pôde aprender que esses animais também são extremamente teimosos e, em alguns casos, precisam ter uma de suas patas quebradas para não fugir à vontade de seu pastor. A ovelha teimosa e fujona, que se afasta do grupo constantemente, colocando em risco sua vida, geralmente tem sua a sua pata quebrada pelo pastor que passa a carregá-la no colo, dando-lhe um nome para que, quando ele a chamar, ela identifique a sua voz e volte imediatamente para o rebanho. Conhecimentos assim não são adquiridos dentro de um palácio. Para Moisés o deserto funcionou com uma pós graduação, preparando alguém que de certa forma já era preparado.

A hora havia chegado. Da sarça em chamas o grande “Eu Sou” convoca Moisés para a grande missão de resgate. E ele recua... Se sente incapacitado, amedrontado e inseguro... Um festival de justificativas de sua não condição é apresentado ao Senhor:

- Não sou o mesmo Moisés de antes...
- Sou um simples camponês...
- Ninguém vai acreditar em mim...
- Eu não sei falar muito bem...
- Existe alguém mais capacitado que eu para esta tarefa...

Muitos são os argumentos para camuflar um trauma cuja origem remontava a quatro décadas: “Os egípcios me querem longe e os hebreus não me querem por perto... Não posso voltar para um lugar onde ninguém gosta de mim”.

Moisés tinha medo da REJEIÇÃO.

É muito fácil encontrarmos no meio do povo de Deus, pessoas que receberam um chamado especial e, ainda assim, sentem-se incapazes de realizá-lo. O caso de Moisés nos leva a enxergar como essas pessoas se deixam levar por um sentimento negativo que acaba por impossibilitá-los de fazer o que o Senhor espera delas. Deus não NECESSITA de um homem para que sua obra seja realizada, mas ele QUER que seja assim. As frustrações, traumas, ou quaisquer que sejam os problemas humanos não constituem empecilho para Deus. Talvez constituam empecilhos para um homem que queira ser agente da vontade de Deus. Portanto, qualquer pessoa que deseja ser inserida nos grandes planos do Senhor necessita buscar a cura para qualquer mal que possa existir em sua alma.

Como exemplo podemos citar o caso de Saul, escolhido rei sobre Israel, mas que foi substituído por Davi por, principalmente, não poder se livrar dos muitos males de sua alma. Quando Samuel anuncia a Saul que ele foi reprovado por Deus, ele diz: Procedeste insensatamente, não observando o mandamento que te deu o Senhor, teu Deus, que estava pronto a confirmar para sempre o teu trono sobre Israel. Agora o teu reino não subsistirá. O Senhor escolheu para si um homem segundo o seu coração e o fará chefe de seu povo, porque não observaste as suas ordens.” (II Samuel 13.13-14). Saul cedeu à ansiedade, ao pessimismo, à angústia e precipitou-se oferecendo ele mesmo o sacrifício destinado a ser oferecido por Samuel como sacerdote. Apesar da boa intenção que, pelo menos ele declarou ter, alguem para estar na posição de rei, um líder, não pode ser precipitado e nem agir “insensatamente” atentando contra as ordens do Senhor. Neste caso específico, a ansiedade de Saul, sendo ela ignorada por Deus, certamente teria tornado essa “enfermidade da alma” uma regra na nação de Israel.

Síndrome da Aceitação

A Síndrome da Aceitação, também conhecida como Síndrome de Rejeição, é um sentimento latente e persistente de inferioridade. São muitas as situações que podem desencadear o sentimento de rejeição: relacionamento amoroso, familiar, no trabalho e nas amizades. Também pode ter sua origem em situações de humilhação, no preconceito e até em casos mais corriqueiros como enfermidades e desemprego. Uma vez que sentir-se amado, admirado e querido é um desejo comum nas pessoas, ser rejeitado é um medo que abrange grande parte da população.

Desde a infância nos deparamos com muitas situações de rejeição, afinal, quem nunca ficou de lado ou se sentiu menos preferido? As pessoas têm medo de não serem aceitas. Esse medo pode ser frequente e até aceitável, mas sua persistência e repetição são preocupantes, pois pode surgir independentemente da situação real que se vive. Acontece devido à presença de fantasias que sustentam a ideia de que não se é suficientemente bom para os outros. Esse sentimento da pessoa rejeitada de que parece que tem algo de errado com ela na maioria das vezes não é bem percebido. Essa é a causa maior da dor: achar que a rejeição ocorreu por que há um “defeito” na pessoa e isso que a levou a ser descartada, desprezada, abandonada, rejeitada. A pessoa busca a explicação, não encontra, e, inconscientemente, é levada a sentir que tem algo de errado nela que levou a outra pessoa a rejeitá-la.

O “medo” comedido é benéfico

O medo de ser rejeitado é natural ao ser humano. Uma vez que rejeitar é o mesmo que reprovar alguma coisa, é até mesmo salutar que, em certa medida, o homem tenha esse medo, o medo de ser reprovado naquilo que venha a fazer. O medo faz com que nos preparemos melhor. É o medo do inimigo que aprimora os exércitos; é o medo da morte e do sofrimento causado pelas doenças que aperfeiçoa a medicina; é o medo de um futuro incerto que leva o homem a se organizar financeira e psicologicamente para a velhice; é o medo de ser atropelado que leva as pessoas a olharem atentamente para o fluxo de veículos antes de atravessarem a rua. O medo de ser rejeitado, igualmente, leva o homem a afastar sistematicamente fatores que possam servir de motivos para reprovação, social, afetiva, profissional e, do mesmo modo, espiritual. Sem o receio da desaprovação e consequentemente rejeição, o homem se torna presunçoso e presumido, confiante de que, independente de como haja ou da maneira como se prepare, será sempre aceito. O que torna o medo da rejeição uma “enfermidade” é o medo insuperável de reprovação. Ou seja, quando se apresenta a perspectiva de que indiferentemente de como nos preparemos, ou do quanto estejamos conforme, sempre seremos rejeitados, e que jamais nos aprovarão.

Todo o medo crônico é uma doença. Conforme os exemplos acima, se um exército, por mais preparado que esteja, permanecer com medo de enfrentar o inimigo, pode pedir rendição antes mesmo da batalha; se um médico, mesmo depois de seus muitos anos de estudo, temer proceder uma cirurgia em um paciente e por isso não fazê-lo, este poderá vir a óbito mesmo podendo ter sido salva sua vida; é o medo das incertezas do futuro que leva muitas pessoas ao suicídio; alguém que nunca tenha segurança em atravessar a rua pode jamais sair de casa.

O trabalho do Senhor exige preparação, vigilância, cuidado e o medo de sermos reprovados, tanto pela igreja quanto pelo próprio Deus, nos leva a observar com atenção nossa preparação para a obra. Alguém que tema irremediavelmente ser reprovado pode estar definitivamente excluído dos “planos” de Deus. Em algum momento devemos nos sentir aptos a fazer a obra, a atender ao chamado do Senhor. Se isso não acontecer, a obra será realizada da mesma maneira, mas através de outro agente.


O Medo Patológico da Rejeição e suas consequências

Como já vimos anteriormente, havia em Moisés, tudo o que era necessário para que ele pudesse servir a Deus. Tinha o conhecimento secular adquirido na casa de Faraó e agora também tinha sido preparado pelo Senhor no trato com as ovelhas. Entretanto, no momento em que é chamado para exercer a liderança para a qual fora preparado, ele se cerca de argumentos que tentam desqualifica-lo para aquela missão.

Quando o homem é separado para uma obra, primeiro ele passa pelo crivo divino e é selecionado pelo próprio Deus; em seguida, a ação do Espírito Santo, através da vida de cada um, é que vai mostrar aos outros homens que Deus está agindo e que ele é realmente um escolhido do Senhor. Muitos que são chamados perdem a oportunidade de serem reconhecidos por sentirem-se ameaçados e com medo de não serem aceitos, como foi o caso de Moisés. É claro que existem situações em que algumas pessoas usam de artifícios na busca pela aceitação. Nesses casos, fica a cargo do Espírito Santo revelar a verdadeira intenção de cada um e fazer o que for necessário para que eles sejam cobrados pelos seus atos (Atos 5:1-10).

O medo da rejeição também pode levar o indivíduo a duvidar da ação divina, tornando mais difícil sua caminhada na presença do criador. Não é raro nos depararmos com pessoas, que mesmo depois de terem uma experiência íntima e pessoal com Deus, ainda duvidem de sua atuação.  Uma pessoa que não está totalmente liberto de seus medos crônicos, naturalmente terá esse tipo de atitude e negará a capacidade de Deus em fornecer a solução para todos os problemas. O perigo disso está no risco, da pessoa com essa atitude, afastar-se da presença do Senhor, levando-o a um completo esfriamento espiritual e consequentemente à perda da salvação.


A Fobia Social

O medo da rejeição também é conhecido como fobia social, e essa fobia se caracteriza pelo medo, ou até mesmo horror que a pessoa tem de apresentar-se em público. Em alguns casos, evolui ao ponto de tornar a pessoa completamente incapaz de comunicar-se, mesmo que seja excelente naquilo para o que foi chamada a fazer.

Quem sofre de medo de rejeição apresenta um impressionante excesso de desconforto quando observado por pessoas, ou ainda, por única pessoa em eventos sociais, ou quando dependam de seu desempenho. Esse estado emocional se apresenta também como sintomas físicos, tais como: taquicardia, sudorese, boca seca, sensação de que vai desmaiar, pânico, confusão mental, gagueira, entre outros. Em seu diálogo com Jeová, Moisés apresenta um desses sintomas como desculpa para não atender o chamado de Deus: “não sou eloquente, pesado de boca e pesado de língua” (Êxodo 4:10).  Alguns teólogos afirmam que o pesado de boca e língua a que se referiu Moisés seria o fato de ele ser gago, já outros apresentam a possibilidade de, na verdade, ele ter dificuldade em falar a língua pátria, uma vez que a muito teria perdido o contato com sua língua nativa. Tais dificuldades podem também ter-se originado pelo desconhecimento das mudanças sofridas na linguagem ao longo dos anos que ele estivera ausente, como por exemplo, novas expressões idiomáticas e neologismos que naturalmente surgem no vocabulário cotidiano.

Buscando na Medicina, a cura para o Medo da Rejeição 

A ciência tem se utilizado de diversas técnicas para o tratamento do medo da rejeição através de medicamentos que amenizam os sintomas da ansiedade. Esses medicamentos devem ser indicados unicamente por médicos e devem obedecer à individualidade de cada paciente. Existem também tratamentos com acompanhamento de psicólogos que atuam com a técnica conhecida como cognitiva comportamental.

Um remédio muito eficaz foi utilizado por Zaqueu: Experimentar o gozo de estar na presença do Senhor, decidindo-se por abrir mão daquilo que ele considerava como o mais importante em sua vida por ter descoberto algo de maior valor (Lucas 19.8-10). Nenhum medo é motivo para que você abra mão das bênçãos do Senhor em você, e um tratamento feito paralelamente com uso de medicamento e acompanhamento terapêutico aumenta, em muito, a possibilidade de melhora para quem sofre com os sintomas do medo de rejeição.

Quando a superação do medo parecer inviável é preciso de fato considerar alguma patologia psicológica. A timidez exageradamente manifesta na forma de fobia social e os sintomas da ansiedade podem indicar uma doença, para além de um simples temor. E o crente também está sujeito a doenças. Para nós, como para todos os homens, estão disponíveis os recursos da medicina. É comum entre parte significativa do rebanho do Senhor o pensamento de que as doenças psicológicas não são verdadeiramente doenças. Da mesma forma que a perda da visão, por exemplo, acarreta em perda de qualidade de vida a qualquer ser humano, a síndrome do medo de rejeição o faz igualmente. Alguém patologicamente afetado pelo medo insuperável de ser rejeitado pode se tornar doente fisicamente por que disso pode advir, como consequência, depressão, que é uma tristeza crônica, e todos os males dela decorrentes, levando até mesmo à morte prematura ou a um sofrimento perene. Um tratamento adequado pode ser indicado por um profissional competente, da mesma forma como é feito para problemas do coração, do fígado ou dos rins. As drogas (medicamentos) sempre serão indicadas para casos extremos, onde seja mais benéfico o risco de dependência e dos efeitos colaterais aos dos sintomas da doença. A hora de procurar ajuda é exatamente aquela em que o temor de ser rejeitado supere a expectativa de ser aceito.

Buscando em Jesus, a cura para o Medo da Rejeição

As prováveis causas da fobia social são medo da exposição, que, no caso de Moisés, pode ser explicado pelo fato de ele ser um fugitivo por assassinato. Ele também temia a crítica, por achar que os seus irmãos o desprezariam, visto que ele os havia abandonado como escravos quando poderia ter tentado livrá-los daquela situação. Rejeição por pensar que o povo hebreu pudesse se levantar contra ele por apresentar-se como um enviado do Senhor e ainda a depreciação por aquilo que ele mesmo reconhecia como uma dificuldade real, isto é, o manejo da língua ou idioma.

Já Zaqueu, mesmo conhecendo que havia muitas pessoas que sentiam uma grande repulsa por ele, não se deixou levar por qualquer tipo de medo de rejeição que se pudesse fazer presente em sua alma, pelo contrário, desceu da árvore e recebeu a Jesus com um abraço, sabendo que a partir daquele instante, as coisas começariam a mudar em sua vida. Diferente de Moisés, o primeiro passo dado por Zaqueu foi ir ao encontro do Senhor, pois sabia que, o povo podia rejeita-lo, mas Jesus jamais o rejeitaria.  Este sim pode realmente nos livrar de todo o tipo de sentimento negativo (Mateus 11.28). Ao saber da passagem de Cristo por Jericó, Zaqueu não pensou duas vezes, foi ter com o mestre, venceu a sua deficiência física e procurou se apresentar a Jesus, que o recebeu prazerosamente (Lucas 19:1-4).

Quando recebemos o Senhor, tornamo-nos participantes do seu amor e sentimos que o verdadeiro amor lança fora todo medo (Hebreus 2:15), assim sendo, somos revigorados para qualquer projeto que Deus tenha para nossa vida (I João 4:18). No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, assim o que teme não é prefeito em amor.

Vença o medo da Rejeição

É confortante descobrir que não é difícil alguém com tanta importância para Deus, como Moisés, ficar preso em seus medos; e é ainda melhor ler mais alguns versículos e descobrir que embora tivesse muitos motivos para temer, Moisés venceu seu medo por rejeição e aceitou o mandamento do Senhor, uma vez que ele pode ver as maravilhas do Todo Poderoso (Êxodo 4:3-7).

Deus nos escolheu para uma grande obra, mas muitas vezes nos sentimos incapacitados para tal, temendo como as nossas ações repercutiram em quem nos cerca. A oração, a comunhão, a manifestação dos frutos do Espírito, a busca incessante da presença do Senhor são fatores a serem considerados na preparação para a obra. Sendo eles alcançados, o crente deve considerar-se pronto, fazer a obra em amor e assim lançar fora seus medos. Quando entregarmos nossa vida inteiramente a Jesus, ao exemplo de Zaqueu, estaremos livres de qualquer tipo de medo que possa tentar nos assombrar (Hebreus 2:15).

Contar com a ajuda de profissionais especializados é também de grande valia e pode fazer muita diferença na hora da tomada de decisões.

Para conhecer ainda mais esta enfermidade da alma que nos impede de desfrutarmos da companhia de outras pessoas e até mesmo de Deus, participe neste domingo (13/04/2014), e aprenda como vencer o medo da rejeição.

TEXTO ÁUREO
“Então respondeu Moisés e disse: Mas eis que não me crerão, nem ouvirão a minha voz, porque dirão: O Senhor não te apareceu” (Êxodo 4.1).


VERDADE APLICADA
O medo da rejeição afeta a nossa tomada de decisão em relação à obra à qual fomos separados pelo Senhor.


TEXTOS DE REFERÊNCIA
Êxodo 3:1,2,6,11 e 4:10 

E apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote em Midiã; e levou o rebanho atrás do deserto e veio ao monte de Deus, a Horebe.
E apareceu-lhe o Anjo do Senhor em uma chama de fogo, no meio de uma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia.
Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus.
Então, Moisés disse a Deus: Quem sou eu, que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel?

Então, disse Moisés ao Senhor: Ah! Senhor! Eu não sou homem eloquente, nem de ontem, nem de anteontem, nem ainda desde que tens falado ao teu servo; porque sou pesado de boca e pesado de língua.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Quarta Forte: Chame Deus para conversar

Convidados da Quarta Forte
Ezequias herdou um reino decadente, imerso na imoralidade e na idolatria; mas decidiu ser um rei diferente de seus antepassados. Destruí os altares de idolatria e restitui o culto ao Senhor, o Deus de Israel. Com esta atitude de retidão e fé, o jovem monarca atraiu sobre seu reinado bênçãos e prosperidade.

Logo porem, olhos cobiçosos se voltaram para Jerusalém. A poderosa Assíria enviou seus exércitos a fim de conquistar e desposar as cidades fortes de Judá. Rapidamente mais de 40 cidadelas foram tomadas a força pelo invasor, e a capital se viu acuada diante de um inimigo cujo poderio militar excedia em larga escala aos seus. Senaqueribe, autoridade máxima dos assírios, enviou uma carta ao rei Ezequias exigindo sua rendição, pois segundo ele, não haveria nenhuma força, do céu ou da terra, que poderia livra-lo das mãos de seu exército.

Ciente de sua fragilidade, Ezequias retirou suas roupas reais, deixou de lado sua coroa e se vestiu com panos grosseiros. Rebaixou-se de rei, para um simples servo e despido de qualquer autoridade humana e ostentação adentrou no Templo do Senhor. Ali, ele derramou seu coração e suas lágrimas, chamando seu Deus para uma conversa franca e desesperada: - “Hoje é um dia de angustia, de afronta e de vergonha... Mas sei que meu Deus não é feito por mãos humanas... Abra seus olhos Senhor e contempla a aflição de seu povo; estende sua mão e nos socorre, pois somente tú és Deus!”

O Senhor ouviu o clamor de seu servo e veio em auxilio de Jerusalém. Nenhuma flecha foi lançada, nem contra e nem a favor, pois quem guerreou por Ezequias foi o próprio Deus; que em uma única noite, de forma sobrenatural, destruiu 145.000 assírios. 
(Isaías 36-41)

Esta foi a mensagem ministrada pelo Pr. Luciano Azevedo (Assembleia de Deus Ipiranga – Mogi Guaçu SP); na Quarta-Forte do dia 09/04/2014. Um convite para termos uma postura diferente diante de Deus, se achegando à ele em humildade, mas coberto de fé, chamando nosso Senhor para uma conversa sincera sobre nossas necessidades.  Com muita alegria recebemos também os cantores de Mogi Mirim SP, Missionário Fernando e Evangelista Leandro Martins; além do Pr. Maximiliano Machado e sua esposa Aline .

A campanha “Ação que gera Reação” continua na próxima quarta feira.


Pr. Maximiliano Machado e Aline; Ev. Leandro; Missº Fernando e Pr. Luciano Azevedo

domingo, 6 de abril de 2014

Culto da Família: Fazendo prova do Senhor


Fazei prova de mim, diz o Senhor!  (Malaquias 3:10)

Durante todo o mês de março nossa igreja foi desafiada a ser fiel nos dízimos e nas ofertas... E ela foi... Houve um crescimento significativo dos dizimistas da igreja, uma prova que a fé do nosso povo realmente foi impulsionada.


Neste domingo, 06/04/2014, fizemos prova do Senhor, na certeza que as “janelas” do céu se abriram sobre nós. Janelas só podem ser abertas pelo lado de dentro, logo nossa parte consiste e termina em nossa voluntariedade em trazer o sustento à casa do tesouro, e depois, é aguardar a provisão de nosso Deus. O Pr. Wilson Gomes nos aconselhou sobre a importância de dizimar em família, e entender plenamente a beleza deste gesto, já que dentro daquele envelope não é colocado apenas uma quantia em dinheiro, mas sim uma parte de nossa vida, nosso sacrifício, nosso suor... Isto é louvor, é adoração... É semente que gera frutos.

Ministério de Louvor Diante da Graça - Deus de Aliança



O Ministério de Louvor Diante da Graça abrilhantou a noite cantando a fidelidade de Deus e declarando pela fé, que é tempo de restauração. O Pb. Miquéias Daniel Gomes trouxe uma introdução ao novo trimestre da Escola Bíblica Dominical, ministrando uma palavra sobre a importância de buscarmos a cura para nossas enfermidades emocionais, pois feridas e traumas interiores repercutiram pela eternidade.  

Foi importante essa iniciativa do Pr. Wilson Gomes de introduzir o assunto deste trimestre da EBD no Culto da Família, pois esta temática precisa ser discutida na igreja, afim de que alcancemos uma comunidade amadurecida com seus membros espiritualmente sarados... Os frutos já começaram a ser colhidos, pois ao final do culto fomos procurados por pessoas que imediatamente após a mensagem, procuraram seus  desafetos para uma reconciliação” -  declarou nosso professor.


A noite poderia ficar melhor? É claro... Para finalizar a reunião,  presbitério da igreja ungiu a palma da mão de todos os presentes, orando e intercedendo pelas bênçãos materiais e espirituais sobre cada um; certos de que Deus é fiel em suas alianças.