sábado, 7 de junho de 2014

Grupo de Missões Ágape recebe Pr. Maximiliano Machado


No Jardim do Éden uma regra imutável foi estabelecida: A alma que pecar vai morrer. O homem se afastou de Deus e mergulhou num mar de pecado. Mas em sua imensa sabedoria e plena onisciência, o Criador já tinha um plano elaborado para sua redenção, antes mesmo da fundação do mundo: A morte de um inocente quebraria o ciclo vicioso da condenação.

Assim, Cristo foi enviado à Terra. Um Deus entre os homens, experimentando em sua própria pele as agruras e sofrimentos da vida humana, enfrentando as mesmas tentações que nós, e provando que é possível sim, se manter fiel a um propósito eternal.

A vida de Jesus na Terra é pra nos um referencial de santidade, justiça e amor. A cada ação ou reação, o Mestre nos mostrou que nossas atitudes devem repercutir na eternidade, e seus ensinamentos visavam uma vida terrena como preparação para a vida eterna.

Jesus viveu em nosso favor, morreu por nós e voltou para o céu por nossa causa; afim de nos preparar uma morada. O Espírito Santo foi enviado para nos acompanhar nesta jornada sem o Cristo corpóreo entre nós, mas em breve, Jesus voltará e levará sua igreja para a Cidade Santa.

Um lugar onde não existe mais dor, choro ou lamento... Onde a morte e o inferno não têm vez ou lugar... Onde as ruas são de ouro e as construções são de pedras preciosas, e a escuridão simplesmente desaparecerá.

Pr. Maximiliano Machado

Vivemos hoje nos preparando para viver este amanhã... E assim, vivendo por Jesus (e como Jesus), anunciamos este Evangelho ao mundo, levando pão ao faminto e água ao sedento, no intuito de que muitos outros conheçam esta verdade, e entreguem sua vida ao nosso Senhor, aumentando dia a dia o número de remidos na glória futura.

Esta foi a mensagem que ouvimos nesta noite de sábado (07/06/2014), no culto do Grupo de Missões Ágape, através da instrumentalidade do Pr. Maximiliano Machado (Mogi Guaçu SP), que com poder e autoridade, nos lembrou de quem somos e qual o nosso real propósito nesta Terra.


Tarde da Sobremesa

O Departamento de Missões Ágape, promoveu neste sábado (07/06/2014), uma Tarde da Sobremesa. O objeto do evento foi angariar fundos para os investimentos missionários que nossa igreja realiza no Paraguai.

Os quitutes foram doados pelos membros da igreja e disponibilizados a toda comunidade por preços muito acessíveis e abaixo da tabela do mercado. Parabéns a toda organização (Cp. José Osvaldo, Dca. Carmem Silvia, Alberto Chinchete e Ruth Daniele), que se empenharam para tornar este projeto em realidade, bem como a todos os voluntários e colaboradores que acreditaram nesta iniciativa.

Missão: Todos unidos no mesmo propósito.


Luto - Roseli Pereira Almeida da Silva

Faleceu na manhã deste sábado, 07 de junho de 2014, a nossa irmã  Roseli Pereira Almeida da Silva.

Nascida no dia 11 de dezembro de 1972, na cidade de São Paulo, essa guerreira do Senhor foi para nós um exemplo de superação e força de vontade, se dedicando fervorosamente à obra do nosso Deus, vencendo para isto algumas debilidades.
Passou seus últimos dias numa luta acirrada e heroica contra uma grave enfermidade, sem nunca perder a fé e a comunhão com nossa igreja. Aprouve ao Senhor recolha-la para seu merecido descanso ao lado de nosso Pai.

A toda família enlutada, prestamos nossas condolências e ofertamos nossos sentimentos e orações para que haja consolo.

Roseli Pereira Almeida da Silva
11/12/1972 - 07/06/2014


quinta-feira, 5 de junho de 2014

EBD: Superando o Complexo de Inferioridade

Um grupo de apenas 300 soldados se posiciona para a maior batalha de suas vidas, pois o exército inimigo supera esse número em algumas centenas. Embora as probabilidades estejam contra eles, esse pequeno grupo de valentes não está temeroso e nem assustado, pois confiam plenamente na estratégia de seu líder... Gideão

Ah, Gideão. Que homem corajoso. Ele foi capaz de em sua juventude promover restauração espiritual na casa de seu pai, mesmo sendo o filho mais novo. Depois desenvolveu uma estratégia que garantia a colheita da família mesmo diante de ataques saqueadores dos midianitas. A poucos dias da batalha, teve a “ousadia” de dispensar 31.700 soldados que considerou inaptos para compor seu exército, e agora marcha com um número ínfimo de companheiros para derrotar o inimigo invasor que já há alguns anos amedrontava toda a nação.

Seu nome é Gideão, mas ele poderia se chamar “Coragem” ou “Confiança”.

Mas nem sempre foi assim...

Os filhos de Israel fizeram o que era mal aos olhos do Senhor, e assim, Deus permitiu que os midianitas os castigassem por sete anos. A opressão imposta por este velho inimigo íntimo foi tão severa, que os hebreus tomados pelo medo, faziam para si  covas nos montes; recorriam às habitações em cavernas e gastavam seus últimos recursos em fortificações para se esconder do inimigo. Eles até podiam cultivar seus campos em paz e tranquilidade, mas, quando chegava à época da colheita, os midianitas se aliavam aos amalequitas para invadir Israel, tomando posse do que era colhido e destruindo tudo o que não pudessem aproveitar.

Os midianitas e seus aliados eram tribos nômades, assim, eles subiam contra os hebreus, em grande multidão, com os seus gados e tendas; agindo como gafanhotos devoradores, usando camelos ágeis e realizando ataques repentinos. Em consequência desses saques constantes, Israel empobreceu muito, e em desespero, clamou ao Senhor.

Na cidade de Ofra, nas terras de Manassés, um ser misterioso é visto assentado embaixo de um carvalho que crescerá virtuosamente na propriedade de um homem chamado Joás. Naquele mesmo dia, seu filho Gideão, usava uma eira improvisada que funcionava em segredo, tal como uma destilaria ilegal numa mina de carvão abandonada, para malhar o trigo colhido pela família. E é exatamente para lá que o ser misterioso se dirige. Ele é ninguém menos que o “Anjo do Senhor”.

- O Senhor é contigo, varão valoroso! – Disse ele a Gideão

- Ai, senhor meu (Adonai), se o Senhor (Yahweh), é conosco, por que tudo isto nos sobreveio? E que é feito de todas as suas maravilhas que nossos pais nos contaram, dizendo: Não nos fez o Senhor subir do Egito? Porém, agora, o Senhor nos desamparou e nos deu na mão dos midianitas – Respondeu Gideão.

- Vai nesta tua força Gideão. Pois através dela o Senhor livrará Israel da mão dos midianitas.  

- Ai, Senhor meu (Adonai), com que livrarei a Israel? Eis que a minha família é a mais pobre em Manassés, e eu, o menor na casa de meu pai.

- Eu irei com você Gideão. E você irá ferir os midianitas como se fossem um homem só.

- Se agora tenho achado graça aos teus olhos, dá-me um sinal.

Gideão tinha a capacidade. Agora tinha o chamado. Mesmo assim se sentia impróprio para realizar aquela tarefa, buscando desesperadamente alguma prova física que aumentasse a confiança em si mesmo e na sua comissão.

Aos olhos de Deus ele era um homem capaz, valoroso e destemido.
Aos seus próprios olhos ele era incapaz, pobre e insignificante.

O Complexo de Inferioridade está diretamente relacionado à imagem que fazemos de nós mesmos. Ele gera no indivíduo uma imagem distorcida de si, que posteriormente é levado a desenvolver o mesmo tipo de imagem em relação aos outros, em relação a sua vida e também em relação ao Criador, passando a ver tudo e todos distorcidamente.

O que é Complexo de Inferioridade?

Nos dias de hoje, nunca fomos tão bombardeados por padrões. 
Padrões de beleza, de moda, de sucesso e acima de tudo, de vitória. Não faltam regras para atingirmos o sucesso: sermos bonitos, espertos, espirituosos, modernos, sorridentes, termos uma excelente companhia ao nosso lado e que de preferência também tenha todos os elementos capazes de reforçar o tão desejado status. Quando este padrão não é atingido, para a maioria das pessoas sobra a sensação de que se vive em um retumbante fracasso. Com isso o indivíduo acaba se isolando e tendo uma percepção muito negativa a seu próprio respeito, e em longo prazo, isso pode paralisar a sua vida.
A denominação “Complexo de Inferioridade" foi criada pelo médico psiquiatra Alfred Adler (1870-1937), para designar sentimentos de insuficiência e até incapacidade de resolver os problemas, o que faz com que a pessoa se sinta um fracasso em alguns aspectos de sua vida, ou seja, “baixa autoestima”. Esta aparece quando uma pessoa não tem consciência de seu valor pessoal, o que pode comprometer todos os seus relacionamentos, seja pessoal, profissional, afetivo, familiar e social. No moderno entendimento da psicologia,  o palavra “complexo” sugere todo um sistema envolvido, e então neste caso, ela é substituída pelo termo “Sentimento de Inferioridade”, que em sua definição,  é o sentimento de ser inferior as outras pessoa, podendo-se manifestar de diversas formas. Uma delas é a anulação da personalidade, quando a pessoa desiste dos contatos sociais e fecha suas possibilidades, culpando o mundo por sua infelicidade. Outra é a agressão, quando surge através de uma atitude hostil ou crítica alheia.

O que provoca o Complexo de Inferioridade?

Alfred Adler afirmava que todas as crianças são profundamente afetadas por um sentimento de inferioridade, que é uma consequência do tamanho da criança e de sua falta de poder perante os adultos.  Isso desperta em sua alma um desejo de crescer, de ficar tão forte quanto os outros, ou mais forte ainda. Adler sugere que existem três situações na infância que tendem a resultar no complexo de inferioridade:

Inferioridade orgânica: Crianças que sofrem de doenças ou enfermidades com deficiências físicas tendem a se isolar, fugindo da interação com outras crianças por um sentimento de inferioridade ou incapacidade de competir com sucesso contra elas. Contudo, ele salienta que as crianças que são incentivadas a superar suas dificuldades tendem a compensar sua fraqueza física além da média, e podem desenvolver suas habilidades de maneira surpreendente. Por exemplo, se dedicam a uma atividade física para compensar a deficiência.

Crianças superprotegidas e mimadas:  Essas crianças podem desenvolver um sentimento de insegurança, por não sentirem confiança em suas próprias habilidades, uma vez que os outros sempre fizeram tudo por elas. 

Rejeição:  Uma criança não desejada e rejeitada não conhece o amor e a cooperação na família. Não sentem confiança em suas habilidades e não se sentem dignas de receber amor e afeto dos outros. Quando adultos, tendem a se tornar frios, duros, ou extremamente carentes e dependentes da aprovação e reconhecimento de outras pessoas. Quanto mais necessidade de ser aprovado e reconhecido pelo outro, mais se desenvolve a necessidade de agradar. Isso faz com que as pessoas deixem de ser elas mesmas, tornando-se o que os outros gostariam que fossem. 
Alguns acontecimentos passam informações errôneas sobre nosso valor como seres humanos, o que resulta em comportamentos introvertidos que, além de causar boas doses de sofrimento emocional, causa muita limitação na vida social, profissional e pessoal.  As situações formadoras de sentimentos de inferioridade são todas aquelas onde a pessoa se percebe incapaz, como por exemplo, numa a família explosiva. O pai, mãe, ou qualquer pessoa significativa da infância que resolve as questões dentro de casa pelo caminho do “grito”, oferece um ambiente onde a criança nunca se sente apta a entender como deve proceder, pois diante de pessoas explosivas parece que nunca conseguirá falar ou fazer a coisa certa.
Juntamente com esta sensação de estar sempre errado surge o significativo sentimento de inferioridade. Ao longo da vida este sentimento aparecerá toda vez que estiver se relacionando com pessoas que de alguma forma lembram o pai, a mãe, ou quem tenha sido o explosivo na vida desta pessoa. Sabendo disso entendemos o porquê de algumas pessoas sentirem tanta dificuldade em se relacionar com seus chefes. Pois qualquer pessoa que lembre, mesmo que vagamente, a posição hierárquica superior na qual o pai se colocava, será o gatilho para que surja o forte sentimento de inferioridade. O resultado deste sentimento de inferioridade é que o indivíduo pode ter atitudes diante de seu chefe que na realidade são respostas ao comportamento de seu pai. Aí a coisa fica pior ainda, pois o indivíduo já teve o estresse de lidar com seu pai, não saiu vencedor, se sentiu inferior e agora surge outra pessoa que exige dele o mesmo domínio que não teve em épocas anteriores. Então, toda essa sensação de incapacidade e inferioridade vai se tornando uma grande bola de neve, e aos poucos o indivíduo se vê atropelado por ela e completamente indefeso contra tal sentimento arrasador.
Um dos sintomas da depressão (outra grave doença da alma) é a prostração, onde o indivíduo entra em um processo chamado de melancolia que pode levar até a morte por falta de alimentação, pois, nesse caso, a pessoa perde todo o desejo de alimentar-se. O complexo de inferioridade pode, em alguns casos, levar o indivíduo até este ponto. Sendo assim, é importante que observemos, na igreja, irmãos que estejam afastados por muito tempo da comunhão, e buscar fazer algo para reinseri-lo ao grupo, evitando assim, maiores traumas.

Gideão se revelou um grande general da história do povo de Israel. Com seu pequeno exército, derrotou seus inimigos mais forte e poderosamente armados. Foi um feito militar inigualável até os dias atuais. Ele desconhecia sua própria capacidade, mas Deus sabia do seu valor. O Senhor acreditava em seu servo, e quando ele passou a acreditar em si mesmo, tudo começou a mudar. As pessoas que vivem mergulhadas na reclamação, na auto piedade, e no sentimento de inferioridade, enterram seus talentos e escondem sua personalidade. Contentam-se em viver uma vida de lamentações, enquanto Cristo morreu para dar-lhes uma vida de abundância (João 10.10).


Quais os principais sintomas do Complexo de Inferioridade?

O indivíduo que desenvolve Complexo de Inferioridade, em muitos casos, sofre constantemente com outras enfermidades da alma, como por exemplo, a culpa, a depressão e a irritabilidade. Além disso, as confusões quanto a sua existência acabam por torná-lo extremamente instável emocionalmente, e esta instabilidade pode provocar um comportamento agressivo que irá funcionar como mecanismo de defesa, pois leva o indivíduo a desenvolver uma posição desdenhosa em relação ao resto do mundo. Esta posição, na realidade, é apenas um meio encontrado por ele para proteger-se.

Quem vive o passado vive triste, quem vive o futuro vive ansioso, o ideal é viver o presente. Pessoas com sintomas do Complexo de Inferioridade, na maioria das vezes, apresentam um intenso desinteresse por projetos atuais, ficam sempre presos a acontecimentos do passado nos quais obtiveram sucesso, ou então se focam insistentemente em sonhos e projetos futuros. No caso de indivíduos que não valorizam o presente, é normal que desenvolvam um imenso vazio existencial que acabará por levá-los a um processo de queda emocional ocasionando um quadro depressivo.

Para superar esse sentimento de inferioridade e aumentar a autoestima, deve-se trazer o complexo a nível consciente e ignorar sua consciência repressora. Depois, ir superando gradualmente a incapacidade ou aceitar as consequências, reconhecendo-a como um temor infantil. Nesta etapa, é necessário reprogramar-se emocionalmente, substituindo a "negatividade" pela "positividade". O pessimismo é um estado de espírito, uma postura, um hábito. Se você não é um otimista de nascença, pode treinar para ser um. Comece por observar o número de negativas que você usa por dia, por exemplo, quantas vezes você diz: "nunca vou aprender isso", "eu não consigo", “isso não é para mim”. Esta é a hora de libertar a sua mente. Bloqueie imediatamente esses tipos de pensamentos e substitua por um positivo.

Comprovou-se cientificamente, que um pensamento positivo é mais forte do que um negativo. Logo, seja mestre e não escravo da sua mente. Não protele. As pessoas que estão sempre protelando gostam de se considerar resistentes às pressões, exigências, apelos ou ordens. Na realidade, elas evitam tentar para não falhar. Reforce seus desejos com ação. Obrigue-se a agir até mesmo quando teme agir. Nunca desperdice uma oportunidade, e se ela não surgir, crie, não fique esperando ou reclamando da situação. O mundo é para quem faz.

A grande maioria das pessoas não está satisfeita com a sua aparência. Assim, para vencer este receio, concentre-se nas suas qualidades e habilidades e não nos seus defeitos e deficiências. Lembre-se: não existe pessoa perfeita. Se envolva mais com "você" e menos com o seu "eu". É o excesso de atenção com a sua aparência e comportamento que o faz sentir-se assim. Crie na sua mente a imagem de como você quer ser, e submeta esse projeto aos cuidados do Senhor, afinal, nós criamos no exterior o que vemos em nosso interior.

Busque entender as razões que te fazem abaixar a cabeça diante de uma pessoa semelhante a você. Não há razões para isso! E se não conseguir mudar essas crenças sozinho, procure auxílio profissional. Sentir-se inferior a quem quer que seja é o mesmo que jogar fora tudo de bom que temos e apreciar somente as qualidades do outro, como se fossemos desprovidos de talentos. Feliz de quem descobre seus complexos e luta para mudar. Pare de sofrer simplesmente pelo medo de desatar as correntes que o prendem a seus complexos. Dale Carnegie, autor do segundo livro mais lido no mundo, depois da Bíblia, diz: “Você pode superar qualquer temor desde que se decida a fazê-lo. Lembre-se que o maior medo existe apenas na sua mente”. E complementa: “Todos nós temos muito mais coragem que jamais sonhamos possuir”. Portanto, complexos deixam de ser complexos quando são encarados como desafios a serem superados. 

Como lidar com o Complexo de Inferioridade?

Não é difícil encontrarmos na Igreja pessoas com claros sintomas que podem ser diagnosticados como complexo de inferioridade. Muitos de nossos irmãos se sentem incapazes para fazer algo mais na obra do Senhor por não se verem como competentes. Como já dito, o indivíduo que sofre de complexo de inferioridade tende a apresentar-se pessimista diante da vida. O pessimista tem sempre uma visão embaçada dos acontecimentos cotidianos como se vivesse constantemente em dias nublados (Juízes 6.15).

O diálogo de Gideão com o Anjo do Senhor nos mostra o quanto se considerava incapaz. Gideão se apresenta como o menor entre os menores deixando clara a impressão acerca de si. O fato de o povo de Israel estar sofrendo há sete anos nas mãos dos Midianitas eram preponderantes na visão que Gideão fazia do povo de Deus. Essa visão se refletia no complexo de inferioridade desenvolvido por ele que surgia a partir do momento em que se via como integrante de um povo que não tinha como se defender de seus algozes. Podemos pensar que Gideão era muito humilde (uma atitude muito elogiada na Bíblia). Porém, era uma falsa humildade, ele estava insatisfeito com que era e culpava Deus por isso, evidenciando seu complexo de inferioridade (Juízes 6:1-13).

Ao fazer o que era mal aos olhos do Senhor, o povo de Israel perdeu a proteção divina, vindo sobre eles à perseguição dos midianitas, amalequitas e de outros povos do Oriente. O povo de Israel acomodou-se preferindo construir covas e cavernas para se esconder a enfrentar seus opressores. Podemos observar que se abateu sobre eles um sentimento de negatividade, natural em pessoas que sofrem com o complexo de inferioridade. Declarações como: “não vamos conseguir vencer”, “sabia que isso ia acontecer”, “não temos condições de enfrentar esta situação”, são algumas das posições tomadas por pessoas que sofrem deste mal. A forma natural dos indivíduos que sofrem do complexo de inferioridade se relacionarem com o seus sentimentos em relação as lutas diárias, servirá para identificar o grau de gravidade em que se encontram. Em alguns casos, o acometido por este mal consegue, com muito esforço, vencer a inércia e seguir adiante em busca de um objetivo, e ao alcançar o que esperava, ele conseguem enxergar a vida de outra maneira, aprendendo do que pode ser capaz.

Ao se verem empobrecidos, os filhos de Israel se sentiam cada vez mais inferiores e entravam assim em uma roda viva de negatividade. O complexo de inferioridade leva a um sentimento de impotência em relação às adversidades da vida. Sempre que se depara com uma dificuldade a tendência de quem sofre desse mal é mudar o curso de sua trajetória para não ter de enfrentar os possíveis percalços que poderão surgir em seu caminho. O complexo de inferioridade age oprimindo o indivíduo, tirando as forças; impedindo-o de superar uma condição que lhe é imposta por uma determinada circunstância. No caso de Israel, as constantes investidas dos povos inimigos era o agente opressor que os impedia de reagir.

Desprezar a si mesmo é uma atitude anticristã e o fazê-lo é um grave sintoma de complexo de inferioridade. Tentar sensibilizar a Deus como fez Gideão, dizendo- “ai meu Deus!” - não leva a nada, pois o Senhor não se deixa influenciar com tal atitude, afinal ele não sente pena de nós, o que Ele sente é amor. Gideão, embora estivesse contaminado pelo complexo desenvolvido pelo povo, mantinha a sua esperança. Ao sair todos os dias para malhar o trigo, deixava claro que, apesar de todo o sentimento negativo que impregnava os seus irmãos, ele podia obter êxito, e este fato foi decisivo para que fosse o escolhido por Deus em busca de uma solução em relação aos perseguidores de Israel. Já observamos que, quando Gideão foi confrontado pelo Anjo do Senhor, a sua primeira fala foi de impotência diante dos fatos, no entanto vemos que havia algo nele que podia ser utilizado por Jeová em favor do seu povo. Quando o Senhor nos observa, assim como fez com Gideão embaixo do carvalho, Ele sempre está nos proporcionando a oportunidade de experimentar a ação integral de sua Graça, que nos regenera, isto é, nos faz nascer de novo, nos renova fazendo de nós novas criaturas e restaura-nos devolvendo à comunhão com Deus.

Em alguns momentos, todo e qualquer indivíduo pode desenvolver um ou outro sintoma de complexo de inferioridade, há casos em que nos deparamos com situações as quais pensamos que estão acima de nossa capacidade, seja física, emocional ou financeira: no entanto, a Graça de Deus é, indubitavelmente, suficiente para nos fortalecer a ponto de nos tornar capazes de enfrentar todas as lutas.

Como superar Complexo de Inferioridade?
O primeiro passo para qualquer tipo de mudança é redirecionar sua vida para Deus, pois este é sem duvida o start para a cura de qualquer enfermidade da alma. Entretanto, algumas mudanças pragmáticas e atitudes práticas também devem ser incorporadas ao tratamento, como por exemplo, prestar mais atenção em si mesmo. Pare de olhar para si com os olhos dos outros. Esqueça os parâmetros de comparação que você vê na mídia e acima de tudo, seja generoso consigo mesmo. É saudável que desenvolvamos autocrítica e uma cobrança pessoal por melhorias, mas pratique também a autocompaixão e descubra se por acaso estes parâmetros são mesmo viáveis, deixando a paranoia de lado. Pare de se comparar a outra pessoa. Cada um tem suas necessidades e sua história de vida, portanto não cabe tentar medir-se pela métrica dos outros a todo tempo. Este é um exercício muito penoso para qualquer tipo de autoestima.
Outro ponto que é de grande ajuda é o autoconhecimento: por que você se sente inferior em relação às outras pessoas? Em que situações isso tende a acontecer? Entender as razões torna o caminho para a liberdade algo mais fácil e com pouco menos de percalços, além de lhe dá algo concreto para trabalhar.
O item mais do que fundamental é ocupar a própria mente. Estude, faça algo que goste, preocupe-se com as pessoas que você ama, ore mais, medite com mais frequência na Bíblia, participe de um grupo em sua igreja. Faça algo pra você e deixe as pendengas da vida alheia de lado dedicando a algo que te faça bem.
Agora, se a luta estiver muito difícil, não se martirize e procure ajuda especializada. Quando o complexo de inferioridade atrapalha demais a nossa vida, devemos fazer o que for possível para dar fim a isso, portanto a terapia não deve ser vista como um último recurso ou um sinal de fracasso, pois ela propiciará a você o processo de autoconhecimento e resgate da autoestima. Segundo a Bíblia, a vida na Terra é curta como um breve sopro e cheia de aflições. Então explore todas as possibilidades para desenvolver seu bem estar e sua qualidade de vida, vivendo em toda plenitude os planos de Deus para você.
Gideão se colocou como inapto para realização do grande projeto que Jeová tinha para Israel. Primeiramente apresentou a sua condição social, a de menor dentre a família mais pobre da tribo de Manassés. Em seguida, exigiu que o Anjo do Senhor lhe desses sinais de que era realmente quem dizia ser. Pessoas com complexo de inferioridade tendem a desconfiar de tudo e de todos, diante de suas incapacidades, forjam uma imagem distorcida em relação aos outros, semelhante a que forma de si próprio. “Como imaginou a sua alma assim é” (Provérbios 23.7).

A atitude de Gideão em relação ao Anjo do Senhor pondo-o a prova deixa clara a falha produzida pelo complexo de inferioridade em sua personalidade. Alfred Adler apresenta em seus estudos o termo arrogância compensatória que leva o indivíduo a desconfiar da capacidade de outros em realizar determinadas tarefas que ele não pode realizar. Diante de todos os seus pedidos atendidos, Gideão partiu para a nova etapa do projeto de Deus, a escolha de seu exército. O fato de sofrer por anos pela perseguição dos inimigos, mais uma vez, leva Gideão a crer que seria necessário um grande número de homens para que pudesse vencer. O complexo de inferioridade produz o que Adler chama de “o protesto masculino”, que é uma luta interior para combater a dependência emocional, construir autonomia e obter a superioridade. Ao reunir um grande número de homens, Gideão creu que seria superior aos seus inimigos.

Na história de Gideão vemos que Deus queria não só livrar o povo da opressão dos povos vizinhos, mas mostrar também que, com Ele no comando, não existe complexo de inferioridade que possa derrotar os seus servos, visto que o maior inimigo que o homem pode ter é ele mesmo, e sendo assim, provou que, com apenas trezentos homens, pode-se vencer uma multidão. Certa vez, alguém disse: “um mais Deus é sempre a maioria”. Quando alguém se acha incapaz para realizar algo grandioso na obra de Deus e acha Graça aos seus olhos, o Senhor o capacita jogando por terra todo complexo que possa servir de impedimento para realização do seu projeto.

Assim como outras enfermidades da alma, o complexo de inferioridade também pode não desaparecer com a conversão ao evangelho. No entanto a busca pela presença de Deus pode se tornar uma arma poderosa associada a tratamentos terapêuticos em direção à cura. Ao experimentar a Graça, passa-se por um processo total de limpeza que abrange o espírito a alma e o corpo.

O menor no povo de Deus é o maior (Lucas 7.28); o Senhor, quando nos olha, não vê o que somos, mas o que podemos vir a ser. O complexo de inferioridade não é e nunca será suficientemente grande diante da grandiosidade do poder de Deus na vida de seu servo, logo podemos concluir que, mesmo que pensemos que não alcançaremos êxitos em nossos projetos ou nos projetos de Deus para nós, o Espírito do Senhor nos levará a vitória (II Coríntios 12.10).

Texto Áureo
E ele lhe disse: Ai, Senhor meu, com que livrarei a Israel? Eis que a minha família é a mais pobre em Manassés, e eu, o menor na casa de meu pai.
Juízes 6:15

Verdade Aplicada
O complexo de inferioridade nos torna incapazes de perceber nosso verdadeiro potencial.

Textos de Referência
Juízes 6:11-15

Então, o Anjo do Senhor veio e assentou-se debaixo do carvalho que está em Ofra, que pertencia a Joás, abiezrita; e Gideão, seu filho, estava malhando o trigo no lagar, para o salvar dos midianitas.
Então, o Anjo do Senhor lhe apareceu e lhe disse: O Senhor é contigo, varão valoroso.
Mas Gideão lhe respondeu: Ai, senhor meu, se o Senhor é conosco, por que tudo isto nos sobreveio? E que é feito de todas as suas maravilhas que nossos pais nos contaram, dizendo: Não nos fez o Senhor subir do Egito? Porém, agora, o Senhor nos desamparou e nos deu na mão dos midianitas.
Então, o Senhor olhou para ele e disse: Vai nesta tua força e livrarás a Israel da mão dos midianitas; porventura, não te enviei eu?
E ele lhe disse: Ai, Senhor meu, com que livrarei a Israel? Eis que a minha família é a mais pobre em Manassés, e eu, o menor na casa de meu pai.


Para maiores esclarecimentos sobre o Complexo de Inferioridade, suas causas, sintomas e como supera-lo, participe neste domingo (08/06/2013) da Escola Bíblica Dominical

Fontes:

Revista Jovens e Adultos nº 91 - Enfermidades da Alma Editora Betel
O Psicólogo: blog.opsicologo.com
Wi Kihow: www.pt.wikhow.com
Portal R7: www.r7.com
  

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Quarta Forte recebe Missº Fernando Morais


Deus tem seus meios de trabalhar, e cabe a nós obedecer sua voz. Assim, na Quarta Forte de 04/06/2014, fomos surpreendidos por um destes mistérios de Deus.

Recebemos com muita alegria o Missionário Fernando Morais, da cidade de Mogi Mirim SP, que mesmo na urgência,  prontamente atendeu ao chamado do Senhor, e do Pr. Marcio José, para ser o mensageiro desta noite, e é claro que Deus honrou seu servo, tocando profundamente muitas vidas.

Pelo andamento da reunião, qualquer pessoa com o mínimo de sensibilidade espiritual, percebeu que Deus estava mirando diretamente o coração de pessoas aflitas, cuja circunstâncias da vida se agravaram e as colocaram em um estado de tristeza e sofrimento. A cada louvor e palavra, o Senhor falava poderosamente sobre o seu cuidar e sua fidelidade, que nunca nos abandona e que apesar das possibilidades de derrota serem grandes, ele é o Deus que transforma o impossível em realidade, e nossa vitória nasce das impossibilidades.

Missº Fernando Morais
Fomos lembrados que empregadores, advogados, juízes e reis estão nas mãos de Deus, e basta um simples movimento do Senhor, para que essas pessoas sejam usadas como ferramenta em nosso favor. Deus vai na frente em nossas batalhas, lutando nossas guerras por nós.

Nos resta descansar no Senhor e confiar na força do nosso Deus, certos de que ele descerá do céu, e no tempo oportuno virá em nosso socorro e nos livrará das mãos de nossos inimigos.

O choro dura uma noite, mas a alegria vem pela manhã. E hoje, certamente Deus enxugou as lagrimas que brotavam dos olhos de todos os presentes, mas de alguém especialmente, foi tirado até mesmo o motivo para chorar!

A Quarta Forte continua na próxima semana.



Vídeo: Não julgue pela aparência

Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos deitarão no regaço; porque com a mesma medida com que medis, vos medirão a vós.
Lucas 6:37-38



terça-feira, 3 de junho de 2014

Testemunho: Deus de Aliança (Pr. Adriano Silva)




Meu nome é Adriano Silva e eu sou natural da cidade de Recife – PE, onde aos dois anos de idade tive uma parada cardíaca, ficando em coma na UTI do hospital Barão de Lucena.

O médico chamou minha mãe naquela unidade médica e a informou que meu estado era gravíssimo, dizendo a ela: “Infelizmente mãe, seu filho não passará desta semana”.  Ela, sem saber o que fazer, foi embora para casa chorando muito.

Naquele dia, desesperada, minha mãe olhou para o céu e fez o seguinte voto: “Deus, se você curar o meu filho, eu vou ser uma crente e te servir”. E Deus ouviu sua súplica, e selou uma aliança com ela. Cumpriu sua parte do voto e o milagre aconteceu.

Eu fui curado.

Mas o tempo passou, minha mãe não cumpriu a sua parte na aliança, e acabou pagando um preço alto; só tendo um real encontro com Deus, depois que Satanás destruiu o nosso lar. Meu pai se envolveu com outras mulheres até chegar ao extremo de nos abandonar para viver com uma delas. Nesta época, eu tinha apenas sete anos de idade.

Minha mão ficou depressiva, e passou a ter pensamentos suicidas, mas Deus a conservou com vida.  

Numa tarde de domingo, ela ouviu bater palmas no portão de nossa casa e saiu para atender. Era a Campanha Evangelizadora, que como fazia toda semana, estava nas ruas resgatando vidas das mãos do inimigo. Foi naquele dia, que em prantos, minha mão entregou sua vida a Jesus, e seguindo seu exemplo, eu e minha irmã fizemos o mesmo. Foi uma grande benção. Nossa vida se transformou, pois agora servíamos a Deus.

Hoje tenho trinta e um anos, e estamos todos servindo a esse Deus, mas ainda orando pela salvação de meu pai, e tenho fé que em breve poderemos dizer que “TODA” a nossa casa serve ao Senhor.

Aos que leem este breve relato, desejo que sua fé seja renovada independentemente da situação vivida, pois sou prova viva que Deus tem o poder de salvar a alma, e devolver a vida. 

Ele é fiel em suas alianças.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Boas Férias EETAD!



Nesta noite fria de segunda feira (02/06/2014), os alunos da EETAD (Núcleo 990 – Sub Núcleo de Estiva Gerbi), realizaram a última prova do semestre, e agora já podem desfrutar de merecidas férias.

Neste semestre abençoado as matérias estudadas foram Profetas Maiores, Profetas Menores, Livros Poéticos, além de Daniel e Apocalipse – O Panorama do Futuro; sendo as mesmas lecionadas pelos professores: Pb. Miquéias Daniel Gomes e Pr. Wilson Gomes.

Boas Férias... Desfrutem do aprendizado e jamais deixem de meditar na Santa Palavra. Até a volta!

Retorno das Aulas: 07/Julho
Matéria: Bibliologia
Professor: Pr. Wilson Gomes