quinta-feira, 7 de agosto de 2014

EBD: Liderança e sua influência inspiradora


Texto Áureo
Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza.
I Timóteo 4:12 

Verdade Aplicada
O mundo aguarda uma manifestação da igreja repleta de autoridade baseada na integridade e no exemplo.

Texto de Referência
Tito 2:1-7

Tú, porém, fala o que convém à sã doutrina.
Quanto aos homens idosos, que sejam temperantes, respeitáveis, sensatos, sadios na fé, no amor e na constância.
Quanto às mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias em seu proceder, não caluniadoras, não escravizadas a muito vinho; sejam mestras do bem, a fim de instruírem as jovens recém-casadas a amarem ao marido e a seus filhos, a serem sensatas, honestas, boas donas de casa, bondosas, sujeitas ao marido, para que a palavra de Deus não seja difamada.
Quanto aos moços, de igual modo, exorta-os para que, em todas as coisas, sejam criteriosos.
Torna-te, pessoalmente, padrão de boas obras. No ensino, mostra integridade e reverência.


O maior Líder que já existiu

Muitos líderes têm se destacado por ter uma grande equipe ao seu lado. Muitos coordenadores e gestores, aliás, se beneficiam da autonomia para escolher seus colaboradores, e com isto elaboram prévios critérios para contar apenas com profissionais muito qualificados, inclusive, moldando neles sua liderança.  Jesus se tornou o maior líder de todos os tempos, seguindo exatamente o caminho inverso. Escolheu para formar sua equipe, homens despreparados, sem virtudes aparentes e ainda sem um direcionamento definitivo de suas vidas. Ao escolher seus doze discípulos, o Mestre, agregou fogo e pólvora no mesmo barril, criando um ambiente explosivo, mas que através de sua liderança, se moldou nos propósitos previamente estabelecidos. É claro que toda a liderança de Jesus foi posta à prova em seu ministério, tendo que lidar com os dramas familiares de Pedro e André, e com a fogueira de vaidades que queimava na casa dos irmãos “Trovão”: Tiago e João (Mateus 20:20). Para um ministério que precisava de expansão, é convocado Felipe, cuja eloquência deixa a desejar, e como um dos ministros do Reino que pregava agregação, é escolhido Natanael, em cujo caráter é visível traços de preconceito (João 1:44-47. Junte-se ainda neste caldeirão a instabilidade de Pedro, o pragmatismo exagerado de Tomé, o materialismo latente de Judas, a rivalidade odiosa existente entre o “publicano” Mateus e o “zelote” Simão, além do ostracismo subjetivo de Tadeu e Tiago. Mas, além de ensinar, o mestre inspirou esses homens. Jesus Cristo quando estava pregando a sua Palavra, acompanhado dos seus discípulos, influenciou e liderou através dos seus exemplos, trabalhando, ensinando, incentivando e servindo. Jesus sempre dava a direção aos seus discípulos e seguidores, agindo com paciência e amor, dando a provisão necessária para que todos fossem preparados para a obra do seu ministério, levando-os a uma condição muito melhor do que quando os encontrou, e em menos de três anos, a liderança incisiva de Jesus foi capaz de mudar hábitos, forjar caráter e imprimir sua marca pessoal em cada um de seus pupilos, ao ponto que de tão parecidos, os olhos mais leigos não podiam diferenciar um do outro (Mateus 26:48, 69-74).

O estilo de liderança do Senhor Jesus foi além de prático, muito inspirador. Ele mesmo disse: “eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (João 13:15). Noutra ocasião também falou: “aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração” (Mateus 11:29). Tais palavras destacam a qualidade da sua liderança inspiradora. Igualmente, os termos “façais e aprendei” trazem consigo um apelo de compromisso com o seu exemplo.

Essa é a nossa missão. Como pastores, líderes de departamento, diáconos e obreiros na obra do Senhor, devemos agir com amor e paciência para com os novos convertidos e os cristãos mais fracos, primeiramente dando o exemplo, depois ensinando, servindo e mostrando a direção a ser seguida, entendendo que alguns atingem a maturidade cristã mais rápida, enquanto outros demoram muito mais e exigem mais trabalho.


Padrão de Liderança

Quem conhece Jesus não o segue pelo que Ele faz, mas pelo que Ele é. O que Jesus tem de mais impactante, em sua liderança, é sua integridade de vida. Suas palavras transformaram as pessoas, Ele é o homem perfeito, o nosso maior modelo. Sua liderança para influenciar na melhora das pessoas era extraordinária e com testemunho (João 5:36). Ele liderava homens e mulheres para uma causa e propósito comum, através do seu caráter que inspira confiança (João. 13:15). Liderança é, acima de tudo, um exercício de relacionamentos. Jesus sabia muito bem como se relacionar com pessoas. Isento de qualquer vaidade, e munido de carisma e empatia, Ele conseguia falar a língua de seus liderados, ganhando a confiança dos mesmos. Jesus não hesitava em entrar na casa das pessoas e visitar locais onde gente marginalizada se refugiava; mas também não se esquivava de encontros com nobres e príncipes ou ensinar doutores letrados da lei. O grande segredo de Jesus era se nivelar ao seu ouvinte, para depois traze-lo ao seu próprio nível. Sua vida era moldada por suas palavras e vice-versa, e assim cada detalhe de seu ministério inspirou, inspira e continuará inspirando a todos que voltarem seus olhos e ouvidos para Ele.

O maior desafio do líder é liderar à ele mesmo, é conhecer a si próprio, é desalojar do seu interior os desejos mais secretos e pecados ocultos, confrontá-los com a Palavra de Deus, e através da parceira com o Espirito Santo desenvolver uma disciplina pessoal e domínio próprio, buscando uma semelhança com Cristo. A liderança de Jesus não teve momentos de oscilação e nem períodos de turbulência, e essa estabilidade se deve ao fato que Jesus nunca oscilava. Ele tinha plena certeza de onde vinha, o que deveria fazer e para onde estava indo, e assim podia manter um “Padrão de Excelência” em seu ministério.

Padrão é aquilo que serve de modelo para outros, e deve ter uma forma e conteúdo específico. Na questão da liderança inspiradora, ela não foge a esta regra. Paulo diz ao jovem líder Timóteo: “torna-te padrão dos fiéis” (I Timóteo 4:12). O homem sem Jesus Cristo é como o início da criação: sem forma e vazio (Gêneses 1:2). Mas a presença de Deus em sua vida o torna criativo e capaz. Ele passa a ter forma e conteúdo. O que a forma é a Palavra (Gêneses 1:3), e o que o preenche é o Espírito de Deus.

E seguindo o modelo que é Cristo, os cristãos amadurecidos e líderes espirituais se tornam espelhos nos quais a próxima geração adquire forma e conteúdo também (I João 2.6).

O líder deve ter uma convicção já visualizada no apóstolo Paulo, projetando nas pessoas lideradas, através do seu exemplo, a imagem de Cristo - “Sejam meus imitadores, como eu sou imitador de Cristo” - (Filipenses 3:17). Depois que o líder assimilou o viver de Cristo poderá influenciar as pessoas de seu grupo a seguir o seu exemplo e buscarem a semelhança com Cristo. Entretanto, uma séria acusação que pesa sobre a igreja através dos tempos, tem sido a falta de exemplo dos cristãos e seus líderes. Há uma enorme diferença entre aquilo que se ensina e se exige para o que muitas vezes é exemplificado. Uma liderança plena de autoridade é aquela que obedece à Palavra e se oferece como padrão a ser seguido.

A palavra padrão vem do grego “tipos”, ela se refere a “uma figura formada por um golpe ou impressão”. E exatamente isso que Deus quer formar através de seus líderes, e como acontecerá?

Com a forma da sua Palavra e o conteúdo do Espírito Santo.


Bons Líderes incentivam e esclarecem

O líder também tem a função de despertar as motivações das pessoas para que os resultados aconteçam. Não existe nada mais incentivador que um bom exemplo (Gálatas 6:17). Além disso, toda liderança tem a função de gerar benefícios significativos na vida dos seus liderados, tornando-o também um agente multiplicador. O líder sempre tem a função de agregar valores, buscando performances diferenciadas. A liderança é resultado comum entre as partes; é uma situação em que se evidencia o comprometimento em busca de um objetivo comum. Um líder deve não somente gostar do que faz, como também “gostar de gente”. Sua meta é sempre fazer as pessoas refletirem e participarem (I Coríntios 15:58). Treinar, formar, ouvir, acrescentar e controlar situações, é coisa comum ao dia-a-dia de cada bom líder. O maior incentivo que o líder pode dar, além de seu próprio exemplo, é demonstrar que todo cristão que se diz servo deve agradar a Deus, esclarecendo que não há alegria maior do que sentir que Deus está alegre com as suas atitudes e trabalho. O bom líder deve manter um relacionamento íntimo com os seus liderados, buscando conhecer as suas virtudes e fraquezas, incentivando através de seus exemplos conforme o modelo de Cristo o caminho a ser seguido, lapidando através da palavra de Deus as ovelhas do seu rebanho, como Cristo fez com os seus discípulos, produzindo servos fiéis, maduros, produtivos e compromissados com o reino de Deus. 

Líderes tem por ofício identificar problemas e liderados problemáticos, mas também tem a obrigação de criar soluções para estas anomalias. Os problemas escravizam as pessoas ao ponto de enxergarem apenas as dificuldades. Jesus era perito em criar soluções e achar “meios” criativos para resolver situações complexas (João 20:30). Ao encontrar a mulher Samaritana, Jesus lhe deixou tão empolgada com suas declarações que ela, além de esquecer quem era e se revelar aos outros, abandonou o símbolo de sua vergonha, o cântaro que trazia consigo. A confiança deve ser um dos primeiros passos para solução dos problemas. Quanto mais confiança um líder instila em outra pessoa, maiores as chances de ela superar suas barreiras. Aquela mulher à beira do poço tinha além de problemas psicológicos, um grande problema social. O horário em que se dirigiu ao poço denunciava sua situação. Era o horário em que não havia ninguém, e, assim, as críticas e as repudias dos vizinhos não poderiam atingi-la. Jesus lhe revela o número de seus relacionamentos e lhe assegura que o que vivia atualmente também era roubado. Ela sai dali impactada, alegre e liberta. Abandona o cântaro e a vida de tristeza, e conta para todos quem é, e quem a libertou: “Deixou, pois, a mulher o seu cântaro, e foi à cidade, e disse àqueles homens: Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito” (João 4:28-29).

Jesus era assim, ele inspirava confiança nas pessoas (João 6:2).


Comunicando a Palavra

O conteúdo da sã doutrina parte de alguns fatos ligados a pessoa de Deus: Do poder criador, sustentador e regenerador, da sua santidade e do seu amor imenso pela sua criatura. Doutrinar significa instruir, ensinar, incutir, educar e corrigir. Paulo, ao escrever a Tito, acerca do conteúdo da sã doutrina, demonstra preocupação com a vida de santidade dos cristãos cretenses. Paulo contempla homens e mulheres idosos, jovens recém-casadas e os jovens solteiros. Esse é o público alvo de Tito e de todas as igrejas que precisam de doutrinamento quanto a sua conduta cristã. Trata-se da conduta que devemos almejar, possuir e preservar. Nenhum pregador tem o direito de subtrair o teor da Palavra, a não ser àqueles, que por motivo de lucro, exploram os outros (II Coríntios 2:17). As palavras são poderosas ferramentas, elas têm o poder de matar e vivificar, é por elas que seremos vistos como salvos ou ímpios. Jesus disse: “Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado” (Mateus 12:37). Em 1 Pedro 3:15 está escrito “Antes, santifiquem Cristo como Senhor no coração. Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês”, ou seja, o líder deve estar preparado para dar resposta as questões que lhe são apresentadas, primeiro com o seu exemplo e testemunho cristão e depois pela Escrituras Sagradas. Escrevendo para um de seus pupilos, o apostolo Paulo nos deixa um excelente conselho: “Em tudo te dá, por exemplo, de boas obras; na doutrina mostra corrupção, gravidade, sinceridade, linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós” (Tito 2.7-8). A transparência e a coerência inspiram confiança nos liderados.

Um líder tem que ser regenerado, tem que ser nascido de novo e possuir uma natureza espiritual para ser guia, caso contrário irá colocar seus liderados em grande perigo: “se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova” (Mateus 15:14).  A melhor forma de um líder apresentar-se como um comunicador do evangelho é não ter do que se envergonhar, vivendo com integridade (II Timóteo 2:1-5). Quem vai a um culto cristão, vai antes de tudo, alimentar-se da Palavra de Deus. A Palavra de Deus alimenta a alma, corrige os nossos erros, esclarece nossas dúvidas e causa bem estar. Manejar bem a palavra é muito mais que saber citar passagens inteiras ou versículos-chave. Os homens de Deus não saem da presença dele com discursos enlatados ou fábulas. Uma coisa notável no discurso de Jesus era sua autoridade (a certeza daquilo que ensinava). “E maravilharam-se da sua doutrina, porque os ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas” (Marcos 1:22). A Palavra é uma arma letal e incisiva, quando manejada com verdade produz vida, e penetra nas regiões mais ocultas da alma humana (Hebreus 4:12).

Não é o poder que faz as pessoas seguirem um líder, mas seu caráter, integridade e a maneira de relacionar-se com elas. O líder é um ser humano que se dispôs e assumiu a realização de uma missão com as pessoas. O significado original da palavra ‘liderança’ é continuar uma jornada na companhia dos outros. Assim, um líder está indo para algum lugar, ele tem uma meta e uma visão. Aqueles que se unem a ele na jornada confiam nele, embora não conheçam o caminho, confiam no líder para conduzi-los. Uma liderança cativa às pessoas pelo comportamento e pela ética irrepreensíveis. Não ordena para que algo seja feito ele apenas motiva e seus liderados realizam.

Cuidado! Perigo!

Vivemos um tempo onde muitos tem usado a Palavra de Deus para obter vantagens pessoais. Estes cidadãos manipulam o texto sagrado afim de justificar seus interesses, discursando falsamente em nome do próprio ego. Não é difícil identificar estes líderes, pois eles gostam de entreter o povo com piadas vazias (embora o bom humor, quando sadio, é sempre muito bem vindo), amam contendas de palavras e as polemicas por elas geradas. Obviamente não doutrinam sua gente, pois não possuem interesse que seu povo obtenha conhecimento, porque veem o evangelho como fonte de lucros, e uma igreja que se aprofunde na Palavra, é ruim para os negócios. Em Tito 3:9, Paulo ensina o jovem pastor a evitar controvérsias tolas, discussões e contendas, porque eram coisas inúteis e sem valor. 

O apóstolo Paulo também advertiu a Timóteo a respeito dos sofrimentos e dificuldades que iria enfrentar ao pregar a verdadeira Palavra, que falar a verdade iriam ter consequências em sua vida. O líder cristão não tem a missão de ser um bom contador de histórias para entreter os servos do Deus vivo com fábulas inúteis, que pervertem as almas dos incautos, deve ter compromisso com a obra de Deus e ser fiel em pregar a Palavra de Cristo, e deixar de lado as vãs filosofias, rejeitando completamente questões inúteis, porque elas não edificam e só produzem contendas. Esta não é uma missão fácil. Ensinar com mansidão aos que resistem à verdade, na expectativa que Deus lhes conceda arrependimento e lhes desperte do sono espiritual. O líder ou ministro deve estar pronto a suportar o sofrimento que advém da observação da ignorância e endurecimento daqueles que estão debaixo do seu ministério, os quais devem ser instruídos com mansidão.

Líderes existem para construir, mas a Bíblia nos alerta: cada um observe como edifica... Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto (I Coríntios 3:10-11). Muitos prédios bonitos caem com o passar do tempo, porque seus alicerces não foram preparados para suas estruturas. Assim são não somente os líderes, mas aqueles que são edificados sem terem os alicerces adequados.


Pratique  Boas Obras

O verdadeiro líder não está preocupado com riquezas, com a fama ou em falar coisas bonitas que agradam aos ouvidos dos seus ouvintes, ele busca inspiração que vem do alto para pregar a Palavra genuína de Cristo, mesmo que isso lhe cause muitos dissabores e sofrimentos. Essa missão não é fácil porque para muitos a Palavra de Deus é uma pedra de tropeço e serve de escândalo e é loucura para outros. Deve ter muito amor pela a obra do Senhor e pelas ovelhas que lhe foram confiadas para serem cuidadas, por isso deve pregar a Palavra com fidelidade, repreensão e paciência seguindo o padrão divino de salvação de almas. O líder cristão deve em sua própria pessoa oferecer-se como um modelo de boas obras (Tito 2:7). Note que a palavra de Paulo está no imperativo “torna-te padrão”. Palavra semelhante encontramos em I Timóteo 4:12. Este homem que lidera deve ser um padrão dos fiéis e tanto o testemunho verbal como o testemunho pessoal devem refletir um elevado padrão. Significa que a linguagem deve ser sadia e irrepreensível, pois é notório que quem tem domínio da língua alcança a perfeição (Tiago 3:2), pois somos constituídos por aquilo que falamos. Assim, um líder cristão deve pensar no que vai falar e selecionar bem as suas palavras. Nesse caminho não faltam adversários que busquem envergonhar um líder cristão. Eles buscam ocasião, principalmente, no tocante a linguagem utilizada pelo obreiro: Se é indecente, se causa nojo, se faz fofocas, se usa palavras profanas, entre outas coisas. Logo, pelas palavras um líder pode ser condenado ou justificado, então deve preocupar-se em cultivar uma linguagem de mui elevado padrão! Só dessa maneira não haverá indignidade para acusá-lo, ao contrário, tais adversários é que serão envergonhados ao tentarem lançar alguma culpa contra um homem ou mulher de Deus (Daniel 6:5).

Há uma necessidade para o líder cristão ser autocrítico. Ele deve avaliar se seu procedimento está em acordo com o evangelho de Cristo. É mais fácil proceder assim quando esse alguém se lembra de que prestará contas do próprio procedimento tanto no presente quanto no porvir. Quanto ao amor, ele é mais que um sentimento, ele tem a capacidade de agregar a si as várias virtudes que o compõe. Um líder que almeja os homens, isto é, conquistar discípulos e seguidores precisa ser um padrão de amor. Esse amor deverá se manifestar nos relacionamentos conforme se fizer necessário, por exemplo: às vezes, alguém precisa que se demonstre confiança, outros paciência, outros retidão, outros gentileza (Tito 2:1-3).

Tanto a fé quanto a pureza são inspiradores, pois nada se compara a uma vida completamente resignada a Jesus Cristo. A fé é diferente de saber que Deus existe, ela é capaz de moldar o procedimento de qualquer ser humano. A fé é sucedida pelas obras no princípio, mas depois caminham juntas, fé e obras (Tiago 2:22). Homens cheios de fé são contagiantes por serem cheios de boas obras e, isso não depende de seus temperamentos (Atos 6:1). Afinal, as pessoas se prendem a resultados práticos visíveis. Vejamos o exemplo de Estevão. Ele foi um homem cheio de fé. Isso significa que sua vida era tão cheia de fé, que não havia vazio que o medo, ou a dúvida pudesse ocupar. O verdadeiro líder ou cristão compromissado com a obra do Deus vivo tem a sua vida dedicada ao ministério de Cristo, ele deixa transparecer que o Espírito Santo habita o seu ser, e isso fica patente aos olhos das pessoas que o rodeia, pois as suas obras são de uma pessoa transformada pelo o poder de Deus, dignas de serem seguidas pelas almas que o admira.

A verdadeira liderança cristã tem forma e conteúdo, por isso, ela é inspiradora. O mundo ainda aguarda vozes de líderes cujos corações andam através das chamas do amor de Deus. Homens que não se contentem com nada mais neste tempo presente senão a se oferecem como sacrifício no altar de Cristo.


Para conhecer com maior profundidade o perfil bíblico de um líder, participe neste domingo (10/08/2014), da Escola Bíblica Dominical.

Texto compilado das seguintes fontes:

Revista Jovens e Adultos nº 92  
Liderança Cristã Editora Betel

Blog da EBD
www.ebd316.com

Comentário Adicionais
Pb. Miquéias Daniel Gomes


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Vídeo: O Presente

“O Presente” (The ultimate gift), é uma produção de 2007, dirigida por Michael O. Sajbel, que conta uma história comovente sobre o encontro com a verdadeira felicidade.  

Jason Stevens (Drew Fuller) é um jovem inconsequente que teve um relacionamento frio e sem diálogo com seu falecido avô milionário Howard “Red” Stevens (James Garner). Assim ele espera  que a herança para ele destinada, seja apenas uma mera transação financeira, e que pelo menos o permitirá continuar em seu estilo irresponsável de vida.

Mas para sua surpresa, Howard exigiu como parte da herança, que ele realizasse doze tarefas, as quais chamou de “presentes”, cada uma desafiando seu neto de uma maneira improvável, e somente após conclui-las, é que ele teria direito a receber “o maior de todos os presentes”. Nesta sua jornada, Jason irá conhecer a pequena e doce Emily, uma garotinha portadora de leucemia que o fará compreender o valor de coisas muito mais significantes que o dinheiro: a felicidade, a amizade e o amor.  



terça-feira, 5 de agosto de 2014

Testemunho: Escolhido por Deus (Pr. Márcio José Conceição)




Minha história começa quando minha mãe (Ana), se envolveu com um homem chamado Raul. Ela descobriu, porém, que esse homem era casado e se separou dele, mas se viu às voltas com uma gravidez indesejada, que ela tentou esconder de todo mundo...

Mas o meu pai, que na época chegou a ser considerado por alguns como o quarto maior feiticeiro do Brasil, procurou-a dizendo que seu “guia” o havia informado sobre a gestação dela e o Diabo já tinha um plano para aquela criança, que seria o seu sucessor dentro da feitiçaria. 

Nestas circunstâncias, sob o pretexto da religiosidade, quando nasci, minha mãe me renegou, entregando-me aos cuidados de meus avós, que eram obreiros na Assembleia de Deus da Missão. Posso então dizer que nasci em berço evangélico, e desde muito cedo frequentei a igreja, louvando no grupo infantil. Permaneci na casa do Senhor até os treze anos, quando minha vida deu uma guinada repentina, pois se num dia passei pelas águas do batismo, no outro já estava dentro de um clube fumando e bebendo. 

Naquele lugar conheci uma máquina que mudaria minha rotina, o fliperama, e consequentemente um jogo que arruinaria de vez minha vida: Street Fighter. Em pouco tempo já estava viciado, ao ponto de que para ter dinheiro e poder jogar constantemente, comecei a praticar roubos.

Tornei-me desobediente; passava 14 horas por dia jogando, os furtos evoluíram de pão e leite para itens cada vez mais caros. Eu tinha consciência que estava fazendo algo errado, mas não conseguia parar e então tive que sair de casa. Eu me afundava cada vez mais e quase fui parar na antiga FEBEM, e para não ficar preso ali acabei me fingindo de louco, sendo internado num lugar onde quase enlouqueci de verdade. Meus avós oravam sempre por mim e minha vozinha me contava que Jesus havia lhe dito que eu ainda seria um pregador do evangelho. Eu ria no rosto dela e dizia: NUNCA!

Eu sabia que minha vida corria perigo, pois não conseguia largar meu vício, nem parar de roubar nas madrugadas (pelo fato de roubar roupas nas varandas, hoje dizem por ali que o “mascate” virou “pastor”), um promotor da cidade havia conseguido uma ordem proibitiva que me impedia de jogar fliperama, já estava na rua há dezenove dias sem tomar banho, comendo apenas manga verde com sal e pão dado por terceiros.
Um dia, passando em frente à igreja Quadrangular, vi uma jovem muito bonita cantando, e então, ouvindo aquele louvor, sentei me na calçada e chorei.

Lá no fundo do meu ser eu achava que Deus queria me matar e passei a vê-lo como um inimigo. Assentei no meu coração que se Jesus não fazia nada por mim, eu iria à igreja só para desviar do caminho aquela sua ovelhinha que cantava de forma tão linda.

Fui pra casa, tomei banho e voltei para a igreja com esse intento nefasto no coração. Mas as coisas não saíram do jeito que planejei, pois o pastor pregou com tamanha autoridade que eu nem sequer consegui olhar para aquela moça. Acabei sendo convidado para ir num retiro espiritual da igreja e pedi para Jesus me dar forças para ficar quatro dias sem jogar. Consegui.

Numa vigília, enquanto os irmãos entoavam um maravilhoso hino, foi feita a pergunta se alguém queria se render à Jesus e eu levantei as minhas mãos recebendo-o como único e suficiente Salvador. Fui revestido pelo Espírito Santo e selado com o batismo de fogo. Desde então permaneço fiel, servindo a esse meu amigo querido, Jesus de Nazaré.

Hoje sou liberto, tenho uma belíssima esposa (Juliana), um lindo filho (Lucas) e pela graça do Senhor sou um pregador do evangelho.

Jesus Cristo mudou minha história, destruindo qualquer intento do Diabo sobre mim, cumprindo o que ele mesmo planejou para minha vida antes mesmo do meu nascimento!

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Existe Maldição Hereditária?

Podemos, mesmo abraçando o Evangelho de Cristo, ainda carregar algum tipo de maldição?

A primeira coisa que precisamos fazer antes de responder esta pergunta, é entender o que de fato é uma maldição.

O dicionário de língua portuguesa Aurélio, define a palavra maldição nos seguintes termos:  "Ato ou efeito de amaldiçoar ou maldizer". Maldizer: "praguejar contra; amaldiçoar". Maldito: "Diz-se daquele ou daquilo a que se lançou maldição". O Dicionário Teológico diz que maldição é “uma praga que se arroga a alguém ou locuções previamente formadas encerrando desgraças e insucessos". Já a Bíblia On-line define o termo como “chamamento de mal, sofrimento ou desgraça sobre alguém e salienta: os que quebram a Lei estão debaixo de maldição (Gênesis 27.12; Romanos 3.14).

Por estas definições entendemos que a maldição pode ser originada por palavras perniciosas, atitudes pecaminosas e pela desobediência. Hoje muito se tem falado sobre um certo tipo de "maldição", que infelizmente tem se tornado o nicho publicitário e comercial de algumas igrejas, e a essência da mensagem de muitos escritores e pregadores ritualistas  renomados: Maldições Hereditárias

A maldição hereditária - segundo os que a defendem - surge em decorrência de um trabalho de feitiçaria ou de qualquer outra ação maligna lançada contra a vítima. Uma pessoa em sofrimento pode ter sido consagrada, antes ou depois do seu nascimento, às entidades demoníacas. Uma palavra má pode ter sido lançada sobre a vida de uma família, que nunca prosperará e será vítima de enfermidades e angústias. O ponto mais vertiginoso deste conceito, é que mesmo uma pessoa que já tenha tido um encontro com Jesus, seja fiel à Deus e esteja certo de sua salvação, pode ainda manter consigo maldições que se propagam em sua árvore genealógica, mesmo que sequer conheça a origem ou a causa.

Porém, é muito difícil conciliar a chamada "Teologia da Maldição Hereditária" com a Palavra de Deus. Os que defendem a existência de crentes amaldiçoados por maldições provindas de antepassados, admitem que é possível estarmos de posse de uma herança maldita, por nós desconhecida, e difícil de ser detectada no tempo e no espaço. O remédio seria QUEBRAR, ANULAR, AMARRAR, REPREENDER essa maldição. Feito isso, o crente ou não crente estaria leve, liberto e livre de todo peso. Nem ele nem os seus descendentes sofreriam mais os danos desse mal. Entretanto, se aceitarmos a ideia que mesmo após nosso encontro com Cristo, ainda estamos atados por uma maldição herdada geneticamente, então diminuímos drasticamente, ou até mesmo neutralizamos o poder de Jesus em nossa vida, assumindo que sua obra redentora por nós e o poder que emana do seu sangue são insuficientes para quebrar uma maldição, sendo necessário uma intervenção humana “especializada e ritualística” para que a libertação o aconteça; e isto foge completamente do que é bíblico.

“É evidente que diante de Deus ninguém é justificado pela lei, pois o justo viverá pela fé. A lei não é baseada na fé; pelo contrário, quem pratica estas coisas por ela viverá. Cristo nos redimiu da maldição da lei quando se tornou maldição em nosso lugar” (Gálatas 3:11-13).

"Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito" (Romanos 8.1).

Essa teoria anti-bíblica tem a maldição como uma entidade em si mesma que precisa apenas que alguém desencadeie o processo inicial, que é um pecado cometido por uma pessoa num passado remoto ou recente; depois disso, passa a agir com total independência e não leva em conta a responsabilidade pessoal. A maldição, segundo a doutrina em questão, opera cegamente atingindo qualquer um ao seu alcance; vai se transmitindo indefinidamente através do tempo, até que um especialista em quebra de maldições a identifica e interrompa seu ciclo. Ela usa como meio receptor e transmissor um local, um objeto, uma pessoa, uma família, uma cidade ou um país, como uma energia maligna invisível, e vai se espalhando, como exemplificado nas centenas de "testemunhos" baseados em experiências subjetivas e desmentidas pela Bíblia. A maldição em certas circunstâncias parece operar por si mesma, como um mal invisível que tem personalidade própria e poder de se auto-determinar. Já em outras circunstâncias parece ser uma energia maligna operacionalizada por demônios, que são chamados de "espíritos familiares"; sendo que esta maldição tem que ser quebrada pela intervenção humana num ritual que difere de especialista para especialista. 

De fato, não há real base bíblica e teológica para as definições e práticas da maldição hereditária. Quando os defensores dessa heresia usam versículos da Bíblia, utilizam textos que falam do poder das palavras, e de maldições, mas tirando-os do contexto, manipulando-os e adulterando o sentido da Palavra de Deus, e, para apoiar a sua doutrina insustentável biblicamente, usam um grande número de supostos relatos testemunhais, com interpretações subjetivas e falaciosas. O fato é que os textos usados por estes “especialistas” não dão respaldo à teoria humanista e mística da maldição hereditária da família, defendida por eles e por muitos outros.

A verdadeira maldição atinge as pessoas sem temor a Deus, sem entrega à Cristo e sem vida no altar, pois estes sim, estão condenadas à morte eterna. Sem Cristo a maldição nunca acaba, mas quando Jesus entra na vida do homem, lança por terra toda e qualquer maldição:

"Portanto, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram, tudo se fez novo" (2 Coríntios 5.17).

"Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida" (João 5.24).

"Mas se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado" (1 João 1.7).

"Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós" (Gálatas 3.13). 

"Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres" (João 8.36). 

"Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça. Pelas suas feridas fostes sarados" (1 Pedro 2.24).

"Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós" (Gálatas 3.13).

Por tudo isto, podemos concluir que A doutrina/teologia/teoria da Maldição Hereditária implode em seus próprios paradoxos, tais como:

Morremos para o mundo e para o pecado, mas não teríamos morrido para possíveis maldições sobre nós lançadas?

A cruz nos salvou da maldição da lei, mas o sangue de Jesus teria sido impotente para nos livrar de maldições hereditárias?

Fica difícil de imaginar que uma pessoa beneficiária de tantas bênçãos, possa carregar sobre si o fardo das maldições. A solução para livrar-se definitivamente de qualquer maldição vinculada a nossa história, é aceitar a salvação que há em Cristo Jesus. A partir deste momento então, as maldições são arrancadas de nossa vida e já não mais alcançarão os justos, porque os muros de nossa fortaleza espiritual estão íntegros, e como já dizia Salomão em Provérbios 26:2 - "a maldição sem causa não virá".

Aos que se julgam ainda debaixo de maldição, Jesus te faz um convite para conhece-lo verdadeiramente, e para os que assim o fizerem, lavra uma promessa:

"Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei" (Mateus 11.28).

“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32).

domingo, 3 de agosto de 2014

Cavando Poços

Gêneses 26 nos narra uma importante história sobre persistência e determinação. Havia fome em Canaã, e Isaque decide abandonar a sua tenda, e seguindo o exemplo de seu pai (que tomará o mesmo caminho anos antes), ele decide se refugiar nas terras de Abimeleque enquanto planejava uma longa temporada no Egito. 

Deus porém aparece para ele, e o ordena que não desça até a terra dos faraós, e devido a sua obediência em cumprir esta ordem, Isaque é ricamente abençoado em Gerar, acumulado riquezas e ganhando a simpatia do rei.

Isaque cultiva sua terra, multiplica seus rebanhos e para prover água, cava poços. A inveja porém mora ao lado, e logo os filisteus começam a encher suas covas de entulho. Isaque persiste e juntamente com seus servos abrem novos poços, que mais uma vez são entulhados.

O que fazer quando nosso trabalho é destruído pelo inimigo?

A resposta de Isaque é uma só: Recomeçar...

Reconstruir, recavar, reestruturar, reedificar, refazer... Se reanimar...

O primeiro poço recebeu o nome de “Eseque” que significa “contenda”.
Depois veio “Sitna”, que quer dizer “inimizade”.

Com a graça de Deus, o persistente Isaque abre um novo poço para cada outro que é entulhado, até chegar num ponto onde os inimigos desistem, e finalmente daquela terra irrompe “Reobote” que significa “alargamento”, e ninguém mais, obstruiu o borbulhar das águas.

Esta foi a palavra que ouvimos na noite deste domingo (03/08/2014), através do Pr. Adriano Silva, no Culto da Família.  E na mesma reunião testemunhamos provas vivas de que realmente vale a pena insistir na obra de Deus, apesar das dificuldades. Certificamos a irmã Rosa dos Santos que se batizou na semana passada; apresentamos ao Senhor o pequeno Vitor Samuel, nascido no último dia 15 e ouvimos a dupla Vera e Jocilene, que apresentaram o seu CD para a igreja através de belos louvores.

Deus é contigo, e seus adversários trabalham sozinhos. Então persista e não desista, pois o Senhor é o folego extra que te levará a vencer os inimigos, nem que seja pela canseira.


Apresentação: Vitor Samuel Cândido


Com muito júbilo de alegria, na noite deste domingo, apresentamos ao Senhor o pequeno Vitor Samuel Cândido, nascido no dia 15 de Julho de 2014, filho dos nossos irmãos Claudomiro Cândido e Nádia Aurea de Azevedo Cândido.

Muitos amigos e familiares acompanharam a cerimônia realizada pelo Pr. Wilson Gomes, que aproveitou a oportunidade para trazer uma palavra sobre a responsabilidade que está inserida na vida dos pais, e que o exemplo dado pelos progenitores de uma criança, norteará a conduta da mesma por toda a extensão de sua vida. Depois de explanar eloquentemente sobre este tema, o Pr. Wilson tomou o pequenino Vitor em seus braços, e com uma oração realizada juntamente com toda a igreja, apresentou à criança ao Senhor.

Desejamos toda a sorte de bênçãos sobre esta família, e nosso Deus seja sempre o centro deste abençoado lar.


Os melhores dias da sua vida ainda estão por vir

Uma caravana de 23 obreiros de Estiva Gerbi, se dirigiu nesta manhã até nossa Catedral Sede em Mogi Guaçu SP, para participar da Reunião Geral de Obreiros, incluindo os pastores de nossas igrejas: Pr. Wilson Gomes (Sede Regional), Pr. Adriano Silva (Jardim Ludi) e Pr. Luiz Carlos Candido (Jardim São José); os secretários eclesiásticos: Pb. Carlos Alexandre e Pb. Miquéias Daniel; os tesoureiros: Dionizio Matias e Ronaldo Ferreira; e também dos nossos itinerantes: Ev. Lucas Gomes e Pr. Marcio José.

Pr. Arnaldo Mendonça
Presidida pelo Pr. Gessé Plácido Ribeiro e reunindo toda a mesa diretora do campo pertencente a Assembleia de Deus Madureira em Mogi Guaçu, a reunião abordou diversas pautas relativas ao bom andamento desta obra, mas também proporcionou para as centenas de ministros e obreiros presentes, a oportunidade de ouvir o Pr. Arnaldo Mendonça, missionário de nossa igreja que atua no estado americano da Califórnia, que nos trouxe um aconselhamento pastoral de tamanha intensidade, que certamente (e sem demagogia), teve impacto suficiente para mudar vidas. 

Baseado na aflição de Ana, em I Samuel 1, o homem de Deus nos mostrou que existem sim situações, onde nos depararemos com a tristeza e a solidão, não tendo a nossa volta uma única pessoa que entenda nosso sofrimento. Nestes momentos, a única saída é nos voltarmos para Deus, pois Ele sim tem a cura de nossas dores, mas é preciso porém o entendimento que o Senhor trabalha por meios de processos, e se faz necessário aceitar esse agir metódico de Deus em nós.

Ao entrar no Templo abatida, deprimida e com a alma se esvaindo em lágrimas; Ana buscava um filho que lhe era impossibilitado por sua esterilidade. Ali, clamando em angústia, ele nada recebeu de pratico, exceto uma promessa do sacerdote, que Deus atenderia sua petição.

Ana ouviu e creu.... Essa crença se tornou numa certeza... Ela saiu da Casa do Senhor sem a benção que fora buscar, mas sua confiança era tamanha, que suas atitudes mudaram... Um sorriso brotou em sua face, e as lágrimas deram lugar a um brilho em seus olhos. Por algum tempo ela continuou estéril e o filho não veio tão cedo. As circunstâncias ainda eram as mesmas, o problema continuava ali, porém, Ana havia mudado.

Quando seu filho nasceu, ela lhe deu o nome de Samuel... Esse menino cresceu, se tornando um Sacerdote do Senhor e um Profeta do Deus Altíssimo. Ele foi simplesmente o último juiz da nação e o primeiro conselheiro da era dos reis, sendo o homem usado para ungir os primeiros monarcas de Israel, e passados alguns milênios, seu simples nome é fonte de inspiração para milhares de pessoas. O processo de Deus é longo e doloroso, mas ao final dele, a benção é tão grande que serão necessários muitos anos para se falar sobre ela.

“Os melhores dias da sua vida ainda estão por vir”.


sábado, 2 de agosto de 2014

Grupo de Missões Ágape recebe Ev. Primo Fulli


Uma grande caravana da cidade de Aguaí prestigiou o Culto do Grupo de Missões Ágape, realizado neste sábado (02/08/2014). Esses amados irmãos deixaram a congregação do Parque Nova Cidade, e juntamente com o Pr. Ademir Santiago Munhoz e a Pra. Néia, celebraram ao Senhor com nossa igreja aqui em Estiva Gerbi. E a noite ficou ainda mais abençoada com a participação do Grupo “Profetas do Senhor”, que abrilhantaram a noite com lindos louvores e uma maravilhosa apresentação teatral.

Grupo Profetas do Senhor

Os organizadores do evento (Cp. José Osvaldo e Dca. Carmem Silva), convidaram o Ev. Primo Fulli para ser o preletor da noite. Foi uma grande oportunidade de nossa congregação rever este grande mestre, que foi o mentor da primeira turma formada pela escola teológica da EETAD em nosso sub núcleo estivense. E como esperado, ouvimos uma mensagem profunda, enraizada na Palavra de Deus, que nos alertou sobre a responsabilidade que muitas vezes temos renegado: Pregar em Jerusalém, Judéia, Samaria e até os confins da Terra (Atos 1:8).

Por vezes queremos pregar apenas em Jerusalém, mas nos esquecemos que precisamos quebrar barreiras, romper fronteiras e para além, transportando as Boas Novas. Porém, muitos tem visualizado o longínquo, almejado o distante, e se esquecido que nossa missão começa no aqui e no próximo. O evangelismo é urgente, mas precisa de estratégia. É preciso lembrar que a igreja está em constante rotatividade, pois todos os dias muitos “dormem no Senhor” e tantos outros “nascem para Cristo”. Assim, enquanto uns acabam de combater o bom combate, outros estão apenas iniciando a sua luta. Enquanto alguns ganham Jerusalém, outros já estarão pregando na Judéia e na Samaria, e alguns já terão chegado aos confins da terra. Duas coisas porém são fundamentais nesta progressiva jornada:

1º Não pular etapas.

2º Não deixar de passar para a próxima etapa, quando a anterior estiver concluída.

Precisamos nos engajar urgentemente nesta causa, pois o mundo aponta indícios concretos que a volta de Jesus está próxima. Não existe mais tempo para ostracismo e nem espaço para outras prioridades.

Missões nunca param e avançam mundo fora, mas se começa dentro de casa.

Ev. Primo Fulli

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Visão Mulher: Uma vida com propósito


A Bíblia nos conta muitas histórias sobre mulheres. Principalmente daquelas que pareciam fracas e frágeis, mas que nos momentos decisivos se tornaram grandes guerreiras, demostrando enorme coragem e determinação. Hoje quero fazer menção de apenas uma delas, a mocinha judia que se tornou rainha persa. Seu nome hebraico é Hadassa (que significa “murta”), mas como nasceu e cresceu na Pérsia, recebeu nesta cultura estrangeira o nome de Esther, cujo significado é “estrela”. 

Essa jovenzinha órfã e humilde, nem se quer fazia idéia que havia sido escolhida pelo próprio Deus como peça estratégica de um elaborado plano, e que o propósito de sua vida era imensamente maior que qualquer um dos seus sonhos e projetos. Mesmo com toda a simplicidade e limitações, seu tio Mordecai, criou a pequena Hadassa cercada de carinho, afeto, atenção e amor, ensinando a sua sobrinha todos os preceitos do Senhor. Todo esse cuidado foi crucial quando Deus tirou a moça do anonimato e a colocou numa posição de grande evidência, fazendo-a rainha da maior nação de seu tempo.

Obviamente, como acontece em todo tempo e lugar, o inimigo de nossas almas tem seus instrumentos, e ele os usa ferozmente para tentar destruir quem tem propósitos. No caso de Esther, havia um homem chamado Hamã, que inspirado por forças maléficas, elaborou um terrível plano para exterminar toda a comunidade judaica que estava estabelecida na cidade de Suzã. O Rei Assuero, vitimado por sua própria vaidade e ignorando as reais intenções malignas de seu perverso conselheiro, acabou assinando um decreto que engenhosamente lavrava nas entrelinhas uma sentença de morte contra os judeus. Com a lei sancionada, Hamã pode colocar em prática seu plano vil, preparando ele mesmo uma forca para matar seu maior desafeto: Mordecai.

Acontece que a nova rainha da Pérsia também tinha origem hebreia, e quando soube desta terrível notícia, entendeu que sua vida estava em risco, pois ela seria assassinada juntamente com seu povo. Então ela se pôs a jejuar, buscando uma forma de ajudar sua gente. Esther toma então uma decisão muito arriscada. Sem nenhum convite do rei, ela adentra na sala do trono, numa atitude que poderia ser interpretada pelo monarca como um ato de insubordinação, e o castigo poderia ser a morte, caso Assuero à rejeitasse.

Mas Deus estava neste negócio e Esther alcançou graça aos olhos do rei, que a recebeu carinhosamente, e ainda se propôs a realizar um desejo de sua rainha.  Ela então o convidou para um grande jantar, e pediu que Hamã também estivesse presente. Durante o banquete, Esther revelou ao rei os detalhes escusos do plano nefasto elaborado contra os judeus. Ao tomar conhecimento da emboscada preparada por seu conselheiro mal intencionado, o monarca se enfureceu grandiosamente, ordenando que Hamã e sua família fossem imediatamente executados. Como não podia revogar sua própria lei, ele então editou um novo decreto, autorizando aos judeus a lutarem por suas vidas, quando a investida persa batesse em suas casas. E eles lutaram bravamente, e prevalecendo contra os seus inimigos, e assim tudo voltou a ser calmaria no território hebreu.

Assim como Esther, nós mulheres de hoje, também nascemos com um propósito de Deus em nossas vidas. Nenhuma de nós viemos a este mundo por obra do acaso ou por conta de um mero acidente. Temos encravado em nossa essência um grande valor, e é Deus que primeiro enxerga esse mérito. Podemos até ter fraquezas, mas Ele nos fortalece. Somos pequenas, é verdade, mas Deus é muito grande. A estrada a nossa frente é grande e sinuosa, mas o Senhor está conosco a todo momento, e sempre nos socorre quando precisarmos dele.

Então, mulher querida, erga sua cabeça e saiba que você é uma escolhida e amada por Deus. Se coloque diante Dele com coragem, e o deixe usa-la em seus propósitos, como um instrumento de grande valor. Deus tem grandes planos, e você faz parte deles. 

Apenas uma Vírgula (Palavra Pastoral - Agosto 2014)


Há alguns dias atrás, encontrei-me com uma grande amiga de minha família, que recentemente enfrentou uma batalha severa contra o câncer, mas obteve vitória e hoje está curada.  Então eu disse a ela, num tom descontraído:

- Irmã, já te colocaram no céu várias vezes, mas a senhora está aí, viva e dirigindo o seu carro.

Então ela me disse esta frase, que guardarei comigo por toda vida:

- Para os homens é um ponto final, mas para Deus é apenas uma vírgula.

Fiquei imaginando a enorme força de nossa fé, e que devido a ela, coisas perdidas são reencontradas, e situações de calamidades são revertidas de maneiras inexplicáveis. Quando tudo já pereceu e uma sentença desfavorável já foi decretada, Deus entra em ação, vem ao nosso socorro e muda toda a história.

Eu me alegro na capacidade de quem crê sem reservas no Deus Eterno, e tem a condição de se reinventar... Confesso que não aprecio o termo “tudo novo”, por considera-lo utópico demais, e porque existe muito mérito em se levantar de onde caiu, renascer das cinzas e reconstruir a partir dos escombros.

Essa irmã que citei no início do texto, devido a sua enfermidade, perdeu um dos seios, mas não perdeu sua fé e nem mesmo seu senso de gratidão. Hoje, totalmente curada, inclusive em sua estética, ela testifica que Jesus reinventou sua vida e reescreveu sua história, quando os homens pensavam que tudo tinha se acabado. E você? Pensa que chegou ao fim?

Que nada! Tente outra vez. De um reset e reinicie seus sonhos e projetos com a ajuda providencial de Jesus, pois coisas maiores e melhores ainda estão por vir...

Alguém muito sábio, certa vez escreveu: Quando o homem disser: Perdi a esperança; então Deus dirá: Perdi um homem.
Olhos a frente, cabeça erguida, determinação... Depois da vírgula, a história sempre continua, e fica ainda melhor.

Um grande abraço... Mãozinhas para cima... Deus vos abençoe!

Texto publicado originalmente na Edição Nº 55 do Informe Gospel