quinta-feira, 14 de agosto de 2014

EBD: A visão de um líder chamado por Deus


Texto Áureo
Então o Senhor me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas, para que a possa ler quem passa correndo. 
Habacuque 2:2

Verdade Aplicada
Visão é a capacidade de ver não somente o que é, mas o que pode vir a ser uma realidade.

Texto de Referência
Gêneses 15:3-7
Disse mais Abrão: A mim não me concedeste descendência, e um servo nascido na minha casa será o meu herdeiro.
A isto respondeu logo o Senhor, dizendo: Não será esse o teu herdeiro; mas aquele que será gerado de ti será o teu herdeiro.
Então, conduziu-o até fora e disse: Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes. E lhe disse: Será assim a tua posteridade.
Ele creu no Senhor, e isso lhe foi imputado para justiça.
Disse-lhe mais: Eu sou o Senhor que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te por herança esta terra.


Desenvolvendo uma Visão

Moisés, o grande e respeitável líder de Israel estava morto, mas o povo ainda não tinha entrado na terra prometida. Para conquistar Canaã, a nação enfrentaria ainda muitos desafios e precisava urgentemente de uma liderança forte e consistente, e Deus, imediatamente se encarrega de levantar um novo líder. 

A voz do Senhor alcança Josué, um dos dois únicos sobreviventes da geração que tinha saído do Egito, e o convoca para assumir essa grande responsabilidade. Deus encoraja Josué dizendo que estaria com ele, da mesma forma que estivera com seu antecessor, e onde quer que chegasse, o sucesso chagaria na frente, mas era necessário esforço e motivação, cuidado com a Lei, temor e muita coragem. Porém, uma das promessas mais relevantes feitas a este jovem líder, está inserida em Josué 1:4 – Desde o deserto e desde este Líbano até ao grande rio, o rio Eufrates, toda a terra dos heteus e até o grande mar para o poente do sol será o vosso termo

Esta promessa de sucesso e vitórias está claramente atrelada com a capacidade visionária de seu líder, pois o Senhor determina que o limite para as conquistas de Josué (termo), será o poente do sol. Aqui temos um mistério interessante, pois o sol não se põe em um local geográfico específico, mas sim atrás da linha do horizonte. Pois bem, cientificamente a definição para “horizonte” é basicamente um plano que passa pelo observador e é perpendicular à direção do fio de um prumo.  Resumindo: A linha do horizonte começa, onde termina o alcance da visão, e portanto, o “poente do sol” é relativo, variando de pessoa para pessoas.

Assim, podemos entender que Deus estabeleceu uma aliança com Josué, determinando que seu território seria exatamente do tamanho de sua visão. Um líder de visão limitada, restringe o potencial de seu próprio povo.  Quando Deus chama alguém para liderar, Ele também aponta para o seu escolhido em qual direção deve olhar, mas não estabelece limites de conquistas, pois é exatamente o alcance da visão do escolhido, que determinará até onde ele poderá chegar, e neste caminho, haverá o amadurecimento do chamado, e o cumprimento das promessas.

Deus é quem projeta em nós a visão de uma realidade futura preferível, ou o lugar onde Ele deseja que cheguemos (Ezequiel 40:2). Tanto o nosso presente quanto nosso futuro podem sofrer alteração mediante o poder de uma visão comunicada por Deus. As pessoas seguem e são influenciadas, porque acreditam na grandiosidade da visão que elas demonstram possuir. Essa visão sempre é maior que o visionário, sempre desafia o natural e o óbvio, gera esperança e, por isso, é tão contagiante. Jamais faltaram seguidores a Moisés, porque ele inspirava seus seguidores. Para o povo tudo era escravidão, mas para ele a liberdade era uma realidade visível, mesmo sob as mais turbulentas circunstâncias (Hebreus 11:27).

Mas o que é uma visão?

No âmbito espiritual, “visão” é a habilidade de enxergar além do que nossos olhos físicos conseguem ver (Marcos 6:34). A capacidade de não apenas ver o que é, mas também o que pode vir a ser realidade.

E como se adquire uma visão?

Nós podemos enxergar e ao mesmo tempo não ter visão, e um exemplo desta realidade pode ser encontrado em Isaías 6:9, quando o Senhor disse ao seu povo: “Estejam sempre ouvindo, mas nunca entendam; estejam sempre vendo, e jamais percebam”. Visão é um conceito que é inspirado por Deus no coração de um ser humano.

É importante ressaltar porém, que ter um “sonho” é diferente de ter uma “visão”. Existe um enorme abismo entre um sonhador e um visionário. Um sonhador tem muitos sonhos e raras vezes converte esse sonho em realidade, enquanto que uma pessoa com visão, não somente tem sonhos, como também sabe como os converter em realidade. A fonte da visão espiritual de um líder não está em si mesmo, mas em uma revelação que vem da parte de Deus para dar sentido a sua vida. Sua visão deve ser mais que uma boa ideia, deve ser um destino inspirado por Deus, sendo crucial para um líder aprender a distinguir de onde vêm seus recursos e sua força. Finalmente, deve saber que Deus é a origem de seu sonho ou sua visão. O conteúdo de uma visão divina e o interesse em realizá-la coloca criador e criatura em plena sintonia.


Abraão: Um homem visionário

Em Gêneses 15, percebemos claramente que a realidade presente de Abraão era de insegurança e medo, mas Deus se aproxima dele e lhe conforta por meio de uma visão. Deus conversa com ele e o anima, mostra-lhe as estrelas e as areias do mar como exemplos de um futuro glorioso, depois sela esta promessa por meio de um sacrifício de adoração: 

“Disse-lhe mais: Eu sou o Senhor, que te tirei de Ur dos Caldeus, para dar-te a ti esta terra, para herdá-la. E disse ele: Senhor DEUS, como saberei que hei de herdá-la? E as aves desciam sobre os cadáveres; Abrão, porém, as enxotava. E pondo-se o sol, um profundo sono caiu sobre Abrão; e eis que grande espanto e grande escuridão caiu sobre ele. Então disse a Abrão: Saibas, de certo, que peregrina será a tua descendência em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos, mas também eu julgarei a nação, à qual ela tem de servir, e depois sairá com grande riqueza. E tu irás a teus pais em paz; em boa velhice serás sepultado. E a quarta geração tornará para cá; porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia.  E sucedeu que, posto o sol, houve escuridão, e eis um forno de fumaça, e uma tocha de fogo, que passou por aquelas metades. Naquele mesmo dia fez o Senhor uma aliança com Abrão, dizendo: tua descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates.

O fato de Abraão cansar; e Deus passar como um fogo pelo sacrifício revela que Deus o ajudaria na realização de sua visão. Em tempos de dúvidas, Deus jamais abandona seus servos. Antes, Ele se aproxima, anima e reaviva as suas promessas (Gênesis 15:5-17).

Quando Deus chamou Abraão, deu-lhe um encargo e lhe fez grandes promessas de lhe mostrou uma direção. A partir de então, uma visão passa a dar sentido a sua vida. Todavia, essa visão precisava se desenvolver e tomar forma, vindo a tornar-se clara com a experiência do tempo e do convívio ao lado de Deus. O desenvolvimento e a compreensão dessa visão fizeram de Abraão um homem esperançoso e cheio de fé no Deus que chama a existência as coisas que ainda não são. Abraão estava adiantado em idade juntamente com Sara sua mulher, e seu maior questionamento era a ausência de um herdeiro na família. Ele vai a Deus e questiona sua situação, Deus lhe compreende e lhe dá um entendimento diferente de sua promessa. Não seria o damasceno Eliezer, seu servo, o herdeiro de sua fortuna e sim aquele que viria nascer dele próprio. Para uma compreensão maior, Deus lhe convida a sair da tenda, lhe mostra as estrelas do céu, os grãos de areia do mar, fazendo-lhe entender que assim seria a sua descendência. Tal visão foi tão poderosa que mudou o interior de Abraão a partir dali. “Abraão creu no Senhor, e isso lhe foi imputado por justiça”.

Embora a visão de Deus seja um retrato futuro, ela é poderosa para mudar o nosso presente, e até mesmo o nosso íntimo.


Deus é a fonte e o alvo de nossa visão

Deus é a fonte. Ele comunica a visão a seus servos, e, embora seus caminhos sejam desconhecidos, eles são sempre seguros; pois as visões dadas por Deus são sempre perfeitas em seus propósitos (Amós 3:7). As visões divinas são coerentes com as circunstâncias e com o futuro desejável que Deus quer para seus. Podemos dizer que o Senhor deseja que sejamos felizes, mas em sua onisciência, Ele nos conhece melhor que nós mesmos, portanto, Deus cria e modifica o futuro de seus filhos, a partir dessa visão desejável (Jeremias 29:11). Abraão, por exemplo, era um produtor e comerciante pastoril já bem sucedido em sua terra de origem, mas Deus transformou sua vida e a de muita gente por causa de uma visão a ele confiada.

A visão cria prioridades, pois ela nos instrui no que devemos fazer. Hebreus 11:8 nos diz que Abraão “saiu” para obedecer o que Deus lhe havia dito. Ele saiu “sem saber” para onde ia e nem o que faria quando chegasse lá, mas no momento, a visão lhe mandava “ir”, e ele foi. Isso significa que para obedecer não necessitamos “saber'. Necessitamos somente de vontade para caminhar na direção que Deus nos mostra. Na medida em que caminhamos, a porta se amplia, a perspectiva se aclara, e podemos visualizar mais na medida em que avançamos. Muitos de nós não vamos além porque não queremos sair. “E não sair quando Deus diz é tão perigoso quanto sair quando Ele não diz”. Abrão creu no SENHOR, e isso lhe foi creditado como justiça.

Vejamos alguns aspectos de uma verdadeira visão:

- Deus a fonte da visão (Habacuque 2:3)

- A visão coloca os liderados em consonância com o líder (João 15:15)

- Deus trabalha para o cumprimento da visão (Gêneses 15: 9-10)

A visão de Deus para Abrão tinha dois aspectos: primeiro, uma descendência numerosa, e como Ele creu e recebeu a justiça de Deus. O segundo aspecto era que daria a Abraão a terra de sua peregrinação. Interessante que neste ponto Abraão questiona como ele poderia ter certeza ou saber que isso lhe sucederia? De modo surpreendente Deus lhe dá uma receita específica de adoração. Nela havia alguns animais que ele deveria sacrificar, porém, algumas aves de rapina tentaram macular o sacrifício e impedi-lo de realizar. Abraão lutou, mas se cansou, e Deus completou com fogo divino o que Ele mesmo havia pedido. Isto nos alerta para as dificuldades de uma grande liderança, onde as hostes malignas sempre tentarão impedir nossos sacrifícios de adoração a Deus. Por outro lado, uma visão dada por Deus também é por Ele corroborada. Abraão dormiu, mas Deus não dorme (SaImo 121:3-4).  Quando Deus tem um projeto a realizar, está sempre se unindo a quem concedeu a visão para que esta se torne realidade (Gêneses 15:12-17).


Visão: Um legado para gerações

Abraão pouco conhecia sobre o Deus que o estava chamando, mas sua visão já rompia as barreiras do tempo, e a adoração sacrificial que realizou, foi um método inteligente de se “amarrar” com Deus, e assim   ele passou a ter certeza que seria herdeiro da terra de sua peregrinação. A primeira parte consistiu em ele obedecer sacrificando os animais pedidos. A segunda parte foi o fogo divino que passou entre aqueles pedaços. Essa foi a maneira de Deus confirmar a Abrão, sua visão a ele entregue. Quando um sonho é de Deus e fazemos a nossa parte, Deus se compraz em confirmar através do fogo. Agora é importante que assim como Abraão lutou para proteger o holocausto das aves de rapina, que eram uma oposição a seu destino profético, de igual modo, um líder deve proteger a visão que Deus lhe confiou.   O que torna uma pessoa num Líder diferenciado, e sem dúvidas sua capacidade de visualizar as circunstâncias. Ele não apenas se relaciona com o presente, mas determina o seu futuro mediante tal visão. E ela que atrairá seguidores, mas nenhuma pessoa ajuizada seguirá outra pessoa que não tenha uma visão convincente, ou alguém que tenha devaneios. Sem visão o povo perece, sendo ela maior legado que um líder dá a seus seguidores (Provérbios 29:18) 

A visão divina é para todo possuidor uma fonte de esperança. A função dos olhos é enxergar, mas a visão se estende além do globo ocular, quem a possui tem um alvo e um destino a chegar, vive e respira por ela, é incansável em sua caminhada, e nem mesmo a afronta e a presença da morte o pode desestimular. Abraão viveu por aquilo que Deus lhe mostrou. Ele tinha no coração a convicção de que era real e isso era sua força para viver. Vejamos alguns pontos importantes de como se relacionar com uma visão. Em um Líder, ela deve ser ultracontigencial, ou seja para além dos limites. Deve ser capaz de tornar o invisível em realidade, e o desconhecido em possibilidade. Paulo sempre viveu movido por uma visão de uma realidade futura além do paganismo que imperava em seus dias. Ele ouvia o Senhor Jesus lhe dizer: “tenho muito povo aqui”, e, em cima dessa visão, trabalhava (Atos 18:9-10). A visão dada por Cristo sempre nos motivará a sermos agentes transformadores.

Todavia o visionário não pode esquecer a origem da visão: DEUS! No caso de Abraão a base de sua fé foi Deus, não suas promessas. Ele não foi chamado de amigo de Deus pelo interesse da promessa, mas pelo convívio com o que prometera (II Crônicas 20:7; Isaías 41:8; Tiago 2:23).  O mais fascinante numa visão é que quando se passa a ter afinidade com seu doador ela se torna secundária, e Ele a principal razão de nossas vidas. Deus tem prioridades. E os líderes, precisam conhecê-las para não motivar erroneamente as pessoas a trabalharem e a sacrificarem por sua própria visão, em vez da visão e propósitos divinos. Deus tem como finalidade estar unido a nós. Todavia, o chamado é para aqueles que desejam desenvolver e equipar a outros para cumprir seus propósitos. Assim, devemos avaliar nossa visão de acordo com a vontade e direção de Deus, e aprender a comunicar isso àqueles que influenciamos. O mundo precisa urgentemente de pessoas visionárias capazes de romper com o natural. Abraão hoje está calado, mas sua vida fala e ensina gerações e gerações através de seu exemplo de fé (Tiago 2:23).

Um exemplo desta realidade pode ser observado neste glorioso círculo de visão gerando legado e legado gerando nova visão: Nomes como o Dwight Moody e Billy Graham você provavelmente já conhece, afinal através de seus respectivos ministérios, estes evangelistas impactaram o mundo, cada um em seu tempo, ganhando milhares de almas para Cristo. Mas você sabe quem foi Kimball?
Kimball foi mestre visionário... Não um Mestre renomado com centenas de discípulos... Mas sim um simples professor de escola bíblica em sua igreja local na cidade de Boston. Entretanto ele era um ensinador tão dedicado e eficiente, que cativou de forma profunda o coração de um de seus melhores alunos, que era vendedor de sapatos naquela cidade: Dwight Moody, que se tornaria o maior evangelista da história.  Através de suas campanhas evangelísticas, Moody influenciou muitas e muitas vidas, inspirando poderosamente o jovem Frederick Meyer a também pregar o Evangelho. Meyer desenvolveu seu ministério pregando em colégios e faculdades, e durante um dos seus sermões, J. Wilber Chapman se converteu. Chapman se tornou funcionário da Associação Cristã de Moços e foi o organizador do um evento que visava um reavivamento espiritual entre os jovens americanos e ele convidou o ex-jogador de beisebol Billy Sunday para participar. A presença de Sunday atraiu muitas pessoas, e o evento foi tão bem sucedido que chamou a atenção de líderes comunitários de Charlote, que planejaram uma outra cruzada evangelista, convidando Mordecai Hamm para pregar na cidade. Durante aquele evento Billy Graham, o maior evangelista de nosso tempo, entregou sua vida a Jesus!

Deus tem como amigo o homem que com dignidade é fiel à visão que lhe foi entregue. Abraão teve motivos de sobra para abandonar a visão, mas sua respiração não estava nas coisas temporais, e sim, nas que são eternas. Ele deixou tudo para trás, foi fiel e capaz de sacrificar sua vida e seus sentimentos. A visão torna o sofrimento e o desapontamento suportáveis, é capaz de gerar esperança em meio ao desespero e prover paciência na tribulação, ela é o fundamento da coragem e o combustível da persistência. A vida é dinâmica, o tempo passa, as coisas se transformam, e desprezar uma visão pode provocar um vazio que nem mesmo a eternidade será capaz de preencher. Quem sabe Esaú pudesse explicar melhor sobre esse vazio quando viu o real valor da benção que trocou por um prato de comida?

A aquisição, o desenvolvimento e o relacionamento de uma visão são etapas que todo líder deve passar. Quando falamos de fidelidade à visão confiada, compete-nos também passá-la adiante e não morrer com ela. Toda a visão que se encerra com a existência de um líder indica que tudo foi feito na pessoa dele próprio, por isso, ela morreu com ele. Líderes geram filhos, jamais deixam a próxima geração órfã de visão.

O líder passa, mas a visão é das gerações.


Para conhecer com maior profundidade o perfil bíblico de um líder, participe neste domingo (17/08/2014), da Escola Bíblica Dominical.

Texto compilado das seguintes fontes:

Revista Jovens e Adultos nº 92  
Liderança Cristã Editora Betel

Bíblia On Line
www.bibliaonline.com

Notas Adicionais
Pb. Miquéias Daniel Gomes

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Quarta Forte: Um convite para a reflexão


Certa vez, o sábio Rei Salomão escreveu que era muito mais proveitoso visitar uma casa onde estava acontecendo um velório, do que ir em uma festa (Eclesiastes 7:2). Ele dizia isto porque na celebração reside o torpor da alegria e a frivolidade do momento, mas no luto, reside o pesar e a reflexão sobre questões mais eternas.

E esta, infelizmente é uma semana que nos permite refletir em larga escala.
O cinema perde um de seus maiores comediantes, Robin Willians, um grande ator que se destacava pela comicidade de seus papéis e pela facilidade de trazer riso ao rosto das pessoas, e que num cruel e trágico paradoxo, morre vitimado por uma terrível depressão. Hoje, o Brasil perde um de seus políticos mais expoentes, Eduardo Campos, um homem que no auge de sua vida política, no momento em que começa a se destacar na corrida presidencial, morre repentinamente em uma tragédia aeronáutica, que ceifa sua vida e de muitas outras pessoas.  

A morte não marca hora, não respeita posição, ignora projetos pessoais e não se importa com visibilidade, dinheiro, carreira ou fama. E a partir do momento em que a encontrarmos, a única coisa realmente importante, é o que levaremos conosco para os pós tumulo, e só podermos carregar para lá, apenas aquilo que temos dentro de nós. É essa centelha que queima em nosso interior, que definirá nosso destino na longa vida que se segue após esta breve e momentânea vida.

A Quarta Forte deste dia 13 de Agosto, não fugiu da reflexão. Depois de algumas semanas de festas e grandes eventos, e com um cronograma fortíssimo sendo preparado para setembro, hoje nossa reunião aconteceu num clima bem familiar e aconchegante, o que nos permitiu ouvir alguns conselhos inspiradores de nossos líderes: Pr. Wilson Gomes, Pr. José Severo, Pr. Adriano Silva, Pr. Luiz Carlos Candido e Ev. Lucas Gomes; além da mensagem oficial baseada em II Reis 5, ministrada pelo co-pastor do Jardim Ludi, Dc. Carlos Henrique Rodrigues.

Em cada inserção, esses homens foram usados por Deus para nos fazer pensar sobre as coisas que realmente importam em nossa vida. Existem prioridades, que uma vez seguidas, resultaram em bênçãos, não apenas nesta vida, mas também na eternal.

Valorize mais as pessoas e menos as coisas...

Cuide mais de sua família e menos de seus afazeres diários...

Ouça mais e fale menos...

Confie mais em Deus e menos em suas próprias forças...

Descanse mais e se estresse menos...

De preferência ao conteúdo e não a aparência...

Obedeça mais a voz do Senhor e se guie cada vez mais pelos seus instintos...

Seja mais e tenha menos...

Viva os planos de Deus que são perfeitos e engavete seus próprios e falíveis planos...

Cuide do hoje e deixe Deus cuidar do amanhã...


Vídeo: Pegadas

Com a direção de Jim Huggins, tendo em seu elenco Chris Faherty, Carolle Geagon, e Doug Stricklin; o longa metragem "PEGADAS" (Footprints), foi lançado em 2012 pelo catálogo gospel da PlayArte Pictures.  Bem avaliado pelo setor a que se destina, o filme é baseado em uma emocionante e inspiradora história real, e é indicado para toda a família, afinal, quem resiste a um belo filme com um cãozinho fofo. "PEGADAS" conta a história de um homem que, depois de perder tudo que mais amava, encontra o poder curativo do amor onde menos esperava. A história de um cachorro que, depois de ser tratado como lixo, aprende a confiar e a ajudar. A história de uma jornada que acabou reunindo os dois – e sobre como, neste processo, eles impactaram muito mais vidas do que sequer poderiam imaginar.



terça-feira, 12 de agosto de 2014

Testemunho: O Dono da Vida (Midian Dalila Fernandez Valin)




Eu tinha apenas 51 dias de vida quando fui internada às pressas sofrendo com ataques cardíacos. Veio então o diagnóstico que eu estava com COQUELUCHE (também conhecida como “tosse comprida”).

Minha mãe, na época com apenas 21 anos e meu pai com 28 anos, ficaram desesperados, afinal de contas eu era a primeira filha e faltava a experiência necessária para lidar com aquela situação.

Foram dois meses de muito desespero, onde eu tinha no mínimo três paradas cardíacas por dia. Para poder ser medicada, rasparam minha cabeça, pois já não achavam mais veias nos braços e nas pernas para as aplicações intravenosas.

Até comecei a me recuperar, mas quando tudo parecia estar melhorando, meu quadro se agravou e eu acabei indo parar na UTI, pois estava muito frágil e já não suportava mais as paradas cardíacas. Fiquei vinte dias, sobrevivendo somente por aparelhos, e então a situação que já era crítica se tornou irreversível quando por duas horas e meia, o meu cérebro ficou sem oxigenação, e fui declarada morta pelos médicos. 

Já era noite e enquanto meus pais se apressavam para preparar o meu velório, estava sendo realizado um culto na igreja ICPB que minha família frequentava. Meu saudoso avô Percílio Fernandes estava naquela reunião, e ao saber dos últimos acontecimentos ele se levantou e pediu para a Igreja orar em meu favor. Foi nessa hora então, que lá no hospital, sem os aparelhos que já haviam sido desligados, eu gritei e literalmente, voltei a viver...

Todos os médicos do hospital correram para ver o que estava acontecendo, e ninguém conseguia explicar ou entender “como” ou “porque” eu havia acordada. Mas a minha família sabia a resposta exata para tais questionamentos da medicina: Deus estava no controle de tudo e ele tinha me devolvido a vida.

Os médicos então disseram à minha família que eu não iria falar e nem andar, e que pelo resto de minha vida, eu dependeria da ajuda de outras pessoas para tudo, e que não existia nenhuma possibilidade de eu ser uma criança normal. Meu tio Israel (que nem é evangélico) se voltou para o médico e respondeu: - “O Deus que a minha mãe e minha irmã servem, não é Deus que faz as coisas pela metade!”.

E foi assim que aconteceu...
Aos nove meses eu comecei a falar e andar e com apenas um ano eu já sabia escrever.  Vieram médicos do Brasil inteiro para me examinar, pois não acreditavam em tudo o que estava acontecendo comigo... 

Realmente o meu tio estava certo sobre o DEUS que minha família serve. Ele não faz as coisas pela metade, não deixa uma obra incompleta e eu sou prova viva disso.

Hoje tenho já tenho 22 anos. Ando, falo e não tenho nenhuma sequela, para honra e glória do SENHOR.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Vídeo Comemorativo: Dia dos Pais 2014

Este é o nosso tradicional vídeo comemorativo produzido pela Secretaria Eclesiástica, e exibido no culto em homenagem ao Dia dos Pais.

O título deste trabalho é “Rei, Profeta e Sacerdote”, e originalmente mesclava o trabalho artístico de membros da nossa igreja, com cenas do filme “Corajosos”.

Obviamente, em respeito às leis de direitos autorais e a censura exercida pelo youtube, o vídeo foi editado e teve sua trilha sonora alterada. Mesmo assim, cada paizão da igreja ainda se pode ver na telinha. Confira:




Como a medicina explica a morte de Jesus?

Será que na noite de sua paixão, Jesus de fato suou gostas de sangue, após lhe ser revelado o sofrimento vindouro?

Para responder à esta pergunta, iremos recorrer aos escritos do Dr. Barbet, um docente médico-cirurgião francês, que por treze anos viveu em companhia de cadáveres e durante toda sua carreira estudou a anatomia humana, e nos traz algumas observações clínicas sobre a morte de Jesus, cuja agonia começou de fato no Jardim do Getsêmani e se estendeu até o calvário. O fenômeno raro de suar san­gue é chamado de "hematidrose", e só acontece em condições excepcionais. Para provocá-lo é preciso que o indivíduo se encontre em um estado de fraqueza física, acompanhado de abatimento moral vio­lento, causado por violenta emoção e grande medo. O terror e a angústia de sentir-se carregando todos os pecados dos homens devem ter produzido tal tensão, ocasionando o rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas sudoríparas. O sangue mistura-se ao suor e se concentra na pele e então escorre por todo o corpo. Um fato que deve ser notado, é que este acontecimento foi relatado apenas em um dos evangelhos, e o único escritor que falou sobre isso, foi exatamente Lucas, que era um médico respeitado.

Mas o sofrimento de Jesus, estava apenas começando. Após ser enviado para Pilatos, ter sido por este julgado e condenado, ini­cia-se a mais sangrenta de suas flagelações. O flagelo era executado com tiras de couros sobre as quais eram feitos nós nas pontas ou fixado pequenos pedaços de ossos ou chumbo. Os carrascos iniciam o espancamento; e neste processo a pele se dilacera e se rompe, fazendo o sangue espirrar. A cada golpe Jesus reage num sobressalto de dor. As forças se esvaem, o suor frio desce pela face, a cabeça gira em uma vertigem de náusea e calafrios lhe correm ao longo das costas. Se não estivesse preso no alto pelos pulsos, cairia numa poça de sangue.

Com longos espinhos, os algozes tecem uma espécie de capacete e o apli­cam sobre sua cabeça. Os espinhos penetram o couro cabeludo fazendo-o san­grar. Pilatos após mostrar este homem dilacerado à multidão, o entrega para ser crucificado.

É colocado sobre os ombros de Jesus, o braço horizontal da cruz, com um peso de cerca de cinquenta quilos. A outra estaca vertical já está no calvário. Je­sus vai caminhando com os pés descalços pelas ruas de terreno irregular cheio de pequenas pedras. O percurso é de cerca de seiscentos metros, e Jesus fatigado, arrasta um pé após outro e freqüentemente cai sobre os joelhos. Seus ombros estão cobertos de chagas e quando cai por terra a viga lhe escapa e escorrega pelo dorso, esfolando-o.  

Chegando ao Calvário, os soldados retiram suas vestes, porém, sua túnica está colada nas chagas e tirá-la produz uma dor atroz, pois quem já tirou uma atadura de gases de uma ferida, sabe que cada fio do tecido adere à carne viva. Ao tirarem a túnica, se laceram as terminações nervosas postas em descoberto pelas chagas. Os carrascos dão um puxão violento e o sangue começa a escorrer. Jesus é deitado de costas e suas chagas se incrustam de pedregulhos. Então ele é depositado sobre o braço horizontal da Cruz.

Os carrascos pegam um longo prego pontiagudo e quadrado, apoiam sobre o pulso de Jesus e com golpes de martelo o plantam e rebatem sobre a madeira. O rosto de Jesus se contrai assustadoramente. O nervo mediano foi lesado, uma dor aguda se difunde pelos dedos e espalha-se pelos ombros, atingindo o cérebro. A dor mais insuportável que um homem pode provar, pois, é proveniente de uma “sin­cope”, lesão dos grandes troncos nervosos que faz uma pessoa perder a consciência por causa da dor, o que não ocorre com Jesus. O nervo é destruído só em parte, a lesão do tronco nervoso permanece em contato com o prego.

Quando o corpo for suspenso pela cruz, o nervo se esticará como uma corda de violino, e a cada movimento ou solavanco, vibrará desper­tando dores dilacerantes. As pontas cortantes da grande coroa de espinhos pene­tram no crânio e a cabeça inclina-se para frente em razão da coroa ter um diâme­tro que impede de apoiar-se na madeira. 

Pregam-lhe os pés.

Ao meio dia, Jesus tem sede, pois não bebeu desde a tarde anterior. Seu corpo torna-se numa máscara de sangue, a garganta seca lhe queima, mas não pode engolir. Um soldado lhe estende numa ponta de uma vara uma esponja em­bebida numa bebida ácida e com efeito entorpecedor. Ele rejeita.

Um fenômeno ocorre no corpo de Jesus: os músculos dos braços se enrijecem em uma contração que vai se acentuando, os deltóides, os bíceps esticados são levantados, os dedos se curvam. Esta reação se assemelha a alguém infectado de tétano, num fenômeno que os médicos chamam de “tetania”. A respiração vai se fazendo pouco mais curta, o ar entra com um sibilo, mas não consegue mais sair. Jesus respira com o ápice dos pulmões. Tem sede de ar semelhante a um asmático em plena crise, seu rosto pálido pouco a pouco torna-se vermelho, transformando logo após num violeta purpúreo e, enfim, cianótico. Jesus é envolvido pela asfixia. Os pulmões cheios de ar não podem mais se esvaziar.

A fronte está cheia de suor e os olhos saem fora da órbita. Lentamente com um esforço sobre humano, Ele toma um ponto de apoio sobre o prego nos pés, esforça-se a pequenos golpes e se eleva aliviando a tração dos braços. Os mús­culos do tórax se distendem, a respiração torna-se mais ampla e profunda, os pulmões se esvaziam e o rosto recupera a palidez inicial.

E então, Ele usa todo este esforço para falar: - "Pai perdoa-lhes, pois não sa­bem o que fazem".

Logo após o corpo começa a afrouxar-se de novo e a asfixia recomeça. Cada vez que quiser falar, deverá elevar-se, tendo como apoio o prego dos pés.

A temperatura diminui: já são quase três da tarde, e ele já está na cruz a seis horas. Todas as suas dores, a sede, as cãibras, a asfixia, o latejar dos nervos medianos lhe arrancam um lamento: -  "Deus meu, Deus meu, por que me desam­paraste?

E por fim Ele irrompe o silêncio da cruz pela última vez: - “Está consumado”. E num grande brado diz: - “Pai, nas tuas mãos Eu entrego o meu Espirito”.

E então, Ele expira, morrendo por mim e pro você.

domingo, 10 de agosto de 2014

Homenagem ao Dia dos Pais 2014


Este domingo (10/08/2014) foi mais do que especial, afinal aproveitamos a data para abraçar, beijar e declarar o amor que sentimos por esta pessoa tão importante em nossa vida. Celebramos o Dia dos Pais, e obviamente, dedicamos um culto muito especial aos queridos papais de nossa igreja.

Este ano, o tema escolhido foi: REI, PROFETA E SACERDOTE, e já no começo do culto, nosso Pr. Wilson Gomes, trouxe uma rápida palavra, elucidando o assunto, e depois de um belíssimo devocional, o Pb. Carlos Alexandre, assumiu o cerimonial e a festa começou. E como já é tradição, encomendamos um bolo bem grande e bonito para celebrar o momento. O Grupo Soldadinhos de Cristo preparou um teatrinho muito fofo e convidou todas as crianças da igreja para cantar em homenagem aos papais. A Secretaria Eclesiástica apresentou o tracionadíssimo vídeo comemorativo, onde cada pai pode ser ver na tela, o que mais uma vez emocionou toda a congregação.

E como sempre acontece, muita gente trabalhou para que esta celebração fosse possível. Obreiros do Senhor que doaram seus talentos para apresentar o melhor ao Senhor, e assim fazer uma homenagem mui digna a esses homens de Deus, a quem temos o privilégio de chamar: PAI!


Rei, Profeta e Sacerdote


Muito mais que apenas um chefe de família, o “PAI” é um embaixador de Deus dentro do lar. Logo ele é um representante legitimo do criador junto a sua família, e está honra se abraça com a necessite de atuar como o próprio Deus nos primórdios da criação, suprindo, instruindo, dialogando, cuidando, redarguindo e amando, exercendo uma tríplice função de cunho espiritual, que se fundem com todas as outras responsabilidades que recaem sobre seus ombros paternos.

Como REI ele governa sua casa, e domina soberano em seu trono de amor, intervindo nos momentos necessários, delegando com muita sabedoria responsabilidades menores aos seus liderados, sendo o exemplo a ser seguido, tomando frente nas batalhas diárias e providenciando paz, sustento e segurança para sua gente. Ele se torna o molde onde o caráter de seus filhos é moldado, e de sua herança nasce um legado, que se perpetua pela posteridade. Como todo bom rei, ele precisa reinar com equidade, justiça, honra e paixão. Seu “reino” é a razão de sua existência, e a felicidade de seu povo, a motivação de seu reinado.

Como PROFETA ele é a voz Deus para sua família o responsável por revelar os mistérios do Criador para os seus. E ele quem ensina os preceitos do Senhor para os seus rebentos, instruindo em todo caminho a ser trilhado, sendo o guia espiritual da próxima geração. Dele emana palavras de incentivo e também de repreensão, quando necessário. Ele anuncia necessidade de santificação e proclama o ano da aceitação. Ele foi ungido com óleo de alegria, para trazer as Boas Novas de Salvação, e com isso curar corações machucados e libertar aos que se encontram cativos com algemas emocionais.   É ele quem serve de força para o vaso mais frágil, que ora pelo seu povo, que intercede pelos seus filhinhos, que ministra benção sobre sua casa, e acima de tudo, é ele quem traz Deus para dentro de seu lar.

Como SACERDOTE, ele leva sua família para a Deus. Suas ações e palavras apontam o caminho para o céu. E ele quem pega seus filhos pela mão e os insere no seio da igreja. Ao pai cabe a responsabilidade de ensinar para sua prole o poder da oração e a virtuosidade do louvor. Caberá a ele os maiores sacrifícios, e revelar a sua descendência a Santidade de Deus, e através de seu próprio exemplo, demostrar que só seremos aceitos pelo Senhor, quando nos achegarmos a Ele em reverencia e temor, com o coração puro e quebrantado. É seu dever “encarar” o Todo Poderoso, enquanto os demais estão fora da tenda, e transmitir aos seus sucessores o conceito sagrado que Deus é imutável, porém devemos nos renovar em santidade e obediência todos os dias, e com isso nunca banalizar o que é Santo. Ele indica o caminho do Santuário, e ao chegar lá abre a porta, dizendo para a sua família: Bem vindos a Casa de Deus... Guardem vossos pés, pois este é um lugar santificado!

Feliz Dia dos Pais... Muito sucesso e felicidade neste seu árduo governo profético e sacerdotal.

sábado, 9 de agosto de 2014

Perfil: Filadélfia


Assim diz o Senhor, aquele é santo e verdadeiro, que tem nas mãos a chave que abre e ninguém fecha, fecha e ninguém abre; para a igreja que está em Filadélfia:

Venho observando teu trabalho, e tenho colocado diante de você uma porta aberta que ninguém pode fechar. É verdade que você tem enfrentado algumas dificuldades, mas mesmo tendo pouca força, tem preservado sua fé, honrado o meu nome e mantido seu perfil de cristão.  Farei com que aqueles que têm te perseguido, contemplem sua vitória, e professem com a própria boca o quanto és amada por mim. E porque tem mantido sua fidelidade, eu protegerei dos dias maus que estão por vir. 

Apenas guarde e proteja o que você tem de mais precioso, e tome muito cuidado para que ninguém roube a sua honra, e a coroa que dei para você. Eu já estou a caminho, e brevemente voltarei para vós. Então persevere em oração, vigie a todo tempo e vença! E se vencer eu te colocarei no centro do templo do meu Deus, e dali, ninguém jamais irá te tirar. Colocarei meu selo sobre você, com o nome do meu Deus, o nome da cidade do meu Deus (a Nova Jerusalém), e também meu novo nome. Apenas esteja atenta, e ouça todos os conselhos que te darei através do meu Espírito.

(Inspirado em Apocalipse 3:7-13)

Pr. Diego Prado / Teatro / Vera e Jocelene

E com este contexto, encerramos neste sábado (09/08/2014), a festividade pelo 17º Aniversário do Círculo de Oração Lírio dos Vales, com muita alegria, louvor, salvação de almas, quebrantamento e exortação; afinal, é urgente a necessidade do preparo para a volta do REI, que vem para buscar uma NOIVA santa, pura, imaculada, perfeita e adornada, vitoriosa na preservação da FÉ.

Para esta celebração, nosso grupo de mulheres recepcionou com muita alegria, as irmãs da ICPB (Estiva Gerbi SP) e Assembleia de Deus Fantinato (Mogi Guaçu SP), além das cantoras Vera e Joceline. O preletor da noite foi o Pr. Diego Prado (Campinas SP), que nos trouxe uma maravilhosa palavra sobre a esperança que existe para aqueles que preservam sua fé, e vencem o mal pelo bem, conservando sua característica de cristão e seu perfil de Filadélfia; que consiste em um futuro glorioso na Nova Jerusalém, onde nosso corpo corruptível se revestirá da incorruptibilidade, onde as dores e as enfermidades serão aniquiladas, e toda lágrima deixará de existir... E lá, como símbolo de nobreza concedida apenas para a realeza vitoriosa, recebermos das mãos do próprio Jesus a Coroa da Glória , a Coroa Imarcescível, a Coroa da Justiça e a Cora da Vida. Apenas Guarde o que tens, para que ninguém roube a tua coroa...

Parabéns a toda liderança que organizou este evento (Pr. Wilson Gomes, Pra. Márcia Gomes, Dca. Marta Ferreira, Dca. Samara Alves e Cpa. Valquíria Gomes); Aos integrantes do Grupo Teatral que abrilhantou esta festa: (Jhonatas Wilson, Juscileine Alves, Lucas Mateus, Henrique Marques, Humberto Correa, Valquíria Gomes, Maria Eduarda e Cátia Alves); a todos os voluntários que trabalham nos bastidores do evento, além das centenas que prestigiaram essa festividade.

E nossa gratidão especial as 34 mulheres que participaram deste conclave, e numa só voz declararam para os céus ouvirem: MARANATA! Ora vem Senhor Jesus!


A Noiva

Pb. Miquéias Daniel Gomes

Ah como ela era feia. Na verdade, estava feia.

Ela nasceu linda e perfeita, imagem e semelhança do que havia de mais belo em todo o universo. 

Em sua infância ela correu livremente por jardins e campinas, absorvendo o perfume de cada flor, alimentando-se da doçura dos mais suculentos frutos, dançando alegremente em parceria com o vento... Como era deslumbrante sua beleza e insinuante sua inocência, tanto que olhos cobiçosos se voltaram para ela. Entretanto, sobre a jovem moça havia uma promessa de casamento, e ela já tinha um compromisso assumido com o Noivo mais desejável da história. Cada minuto de sua existência suspirava por este momento, cada dia que terminava, morria em paz e felicidade, pois também trazia para mais perto o esperado dia. A pequena Noiva crescia e se desenvolvia, e passado muito tempo, se tornou mulher, e cada segundo de sua vida era dedicado ao preparo esmerado para o casamento... 

Mas então, eis que em um garboso corcel negro, de cujos olhos flamejavam labaredas de fogo, surge um príncipe ardiloso, que reina nas partes mais obscuras da Terra. Sua voz é doce e aveludada, sua mão tem a textura das mais suaves pétalas, e seus olhos brilham como diamante, coroando a beleza de um rosto esculpido no mais raro mármore. E ele sabe como fazer promessas cativantes... E ele conhece profundamente o mundo, em cada detalhe, em cada recanto, em cada vale e fenda. Ele é o senhor do engodo e da enganação, e seu convite astuto e malicioso é praticamente irrecusável:

- Venha comigo e te mostrarei as coisas mais lindas e incríveis, com quais você se quer sonhou... Venha comigo e te levarei a conhecer os mistérios e os prazeres da vida. Te darei liberdades e privilégios... Te livrarei das algemas do amor, e te levarei a experimentar das delicias existentes na paixão... Apenas rompa seu compromisso com o Noivo e fuja comigo para onde apenas as fantasias ousam viajar....

E então, incauta e vislumbrada com tamanho garbo e fervor, a Noiva abraça a promessa feita na penumbra da noite, e imerge numa fantasiosa vida de alegria, onde conhece os prazeres indescritíveis da vida, mas em contra partida descobre que o preço cobrado para esse desfrute é imenso e amargo, e sua dívida se torna tão grande, que ela não tem condições de pagar...

Da inadimplência, nasce a escravidão... É o príncipe misterioso se revela um carrasco de alma enegrecida, ávido por retirar da Noiva tudo o que lhe fora dado na criação, e assim, dia após dia, sua luz vai sendo apagada, seus sonhos vão sendo eliminados, sua beleza vai se esvaindo, com sua alma sendo dilacerada.

É questão de tempo até que ela esteja jogada em uma sarjeta, suja e empoeirada, fedendo a pecado e a vergonha, vestida de trapos, com os cabelos emaranhados e sebosos, com um rosto desfigurado, marcado pela dor e coberto de cicatrizes, as mesmas cicatrizes que se fundem aos ferimentos que ainda sangram, em seu corpo, alma e espírito.

Pobre Noiva... Tantas promessas... Tantos planos... Tantos sonhos... 

E agora, ali jogada no chão, tudo que anseia da vida é a morte, pois ingenuamente ela pensa que o fim de sua existência, poria fim ao seu sofrimento. Mas o que ela não sabe, é que sua dívida permanece na eternidade. Isso só mudaria se alguém assumisse seus débitos e pagasse o alto preço por eles exigidos.

Mas quem se importaria com ela, agora que se tornará em uma criatura tão desprezível?

Enquanto seus olhos se fechavam, ela ainda consegue vislumbrar a figura de homem que se aproxima...

- Tanto faz... Deve ser apenas mais um...

Sem ter forças para qualquer reação, a Noiva apenas espera... Mas ao invés de sentir uma mão qualquer tocar seu corpo, ela sente uma mão conhecida que toca carinhosamente seus cabelos...

- Minha amada Noiva, finalmente te encontrei... Há muito tempo estou te procurando, mas hoje te encontrei...

Com as últimas forças que lhe restavam, a Noiva abre os olhos e contempla o rosto radiante do Noivo... Ela não lembrava de como ele era belo e de como sua voz era suave... Seu coração acelera e ela sente novamente como o amor é delicado e verdadeiro, e por um instante, todo medo e toda dor deixam de existir...

Mas a realidade é cruel, e logo a desesperança surge avassaladora:

- É muito tarde para mim...  Balbucia a Noiva – Eu cometi muitos erros, abri mão da verdadeira felicidade por prazeres passageiros, e agora, eu devo morrer...

- Não! Minha amada! Não deixarei que isso aconteça... Não posso viver sem você – Respondeu o Noivo com total convicção...

- Sinto muito meu amado... Mas eu não tenho o direito de viver ao seu lado... Eu não mereço ser feliz...

Enquanto dizia estas palavras, a Noiva sente a morte apertando seu pescoço... O pecado veio cobrar a dívida... A morte é uma agiota com quem não se negocia, e assim, alguém tinha que morrer... O Noivo então segura as mãos da Noiva e fecha seus olhos... Uma luz cintilante começa a emanar de seus olhos, e a Noiva não pode acreditar no que está acontecendo...

Uma a uma, suas cicatrizes começam a desaparecer, seus ferimentos se fecham instantaneamente, sua roupa começa a se refazer no mais refinado e puro linho branco, sua sujeira desaparece, seu cheiro é substituído pelo mais delicioso aroma, seu medo vai embora e leva junto suas culpas e dores. A Noiva está bela outra vez, seus cabelos bailam ao vento e seu hálito é como o cheiro das romãs...

Infelizmente sua alegria termina quando ela olha para o lado, e percebe o corpo do Noivo jazendo no chão. Ele está todo ferido, seu rosto desfigurado pelas mesmas cicatrizes que ela tinha adquirido. Sua roupa está rasgada e suja, e a Noiva finalmente entende o tamanho do amor que aquele homem sentia por ela, ao ponto de morrer em seu lugar, tomando sobre ele toda a aflição, angustia e flagelo que para ela estava destinado.

Mas calma, está história tem um final feliz. Afinal, a morte não sabia que a inocência e pureza do Noivo era tanta, que mesmo pagando toda a dívida da Noiva, ainda sobravam créditos para uma vida eterna, e assim, três dias depois o Noivo está de volta para viver este amor.

Uma alegria gigantesca, invade o coração da Noiva, quando atende a campainha naquela manhã de domingo... Ela não podia acreditar em seus próprios olhos... O Noivo estava ali, vivo,  mais belo do que nunca, com um sorriso estampado em seu rosto e o amor latejando em seu olhar...

- Voltei minha amada... Voltei pra você... Mas ainda não é hora do casamento... Preciso retornar para meu Reino, e ali vou construir uma casa para nós, bela e eternal, e assim, que tudo estiver pronto, eu irei regressar para você, e te levarei para morar comigo em um lugar onde não existe mais dor, sofrimento e lágrimas.... Apenas aguarde o meu retorno e jamais duvide de meu amor...

- Mas e se eu fraquejar novamente... E se eu não amar o suficiente? – Preocupou-se a Noiva.

- Eu amarei por nós dois... E embora você não me veja, eu estarei aqui para te ajudar todos os dias, até que os séculos se encerrem. – Respondeu o Noivo.

- E como poderei falar com você durante minha espera?

- Em poucos dias – Prometeu o Noivo – Um amigo muito especial virá para te fazer companhia. Ele caminhará com você, adornará você, instruirá você e te consolará quando sentires saudades de mim.

- E como ele se chama, meu Noivo?

- O nome dele é Espirito Santo!

E desde então, a Noiva aguarda ansiosa pelo dia do seu casamento, mas desta vez está vigilante, guardando tudo o que tem, para que ninguém retire dela sua coroa.

O Espirito e a Noiva dizem: VEM! E todo aquele que ouvir diga: VEM!                         (Apocalipse 22:17)

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Aberta as festividades pelo 17º Aniversário do Lírio dos Vales


O Grupo Lírio dos Vales, iniciou na noite desta sexta-feira (08/08/2014), as festividades pelo 17º aniversário de fundação do Círculo de Oração da nossa igreja. Para esta celebração especial, 34 mulheres abençoadas se vestiram de preto e laranja para participar do conclave, que neste ano traz uma temática conscientizadora a e necessária, baseada em Apocalipse 3:11: A Volta de Jesus.

Pra. Ângela Maria Nora
“Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a sua coroa.”

E nessa noite especial, uma centena de vozes se uniram para louvar, enquanto nossos olhos se fixaram no céu ansiosos pela chegada do Noivo. É claro que quando falamos da Volta de Jesus, é necessário abordar alguns temas que infelizmente tem sido renegado pelos pregadores modernos, tais como a apostasia, a apatia espiritual, o materialismo, o mundanismo e todas as armadilhas satânicas que tentam minar nossa expectativa e definhar nossa ansiedade por este que será o momento máximo da igreja. Por isto, a mensagem deste Retorno Divinal, é também uma chamada de alerta, afim de que busquemos o preparo, para estarmos enquadrados no perfil da Noiva, pronta e adornada, de vestes brancas e coroa intacta, apta para encontrar com o Noivo nas alturas. Com este propósito, o tema, os louvores, texto da apresentação teatral e cada detalhe do evento, foi pensado e executado visando trazer à todos os participantes, a clara noção de que Jesus está às portas, mas que devemos estar preparados para poder entrar por elas.

Como preletora convidada para a abertura da festividade, recebemos a Pra. Ângela Maria Nora, da Assembleia de Deus Parque do Estado I (Mogi Guaçu), que foi grandiosamente usada pelo Senhor em uma palavra de aconselhamento pastoral que muito edificou nossas vidas. Empresária muito bem sucedida em nossa região, a Pr. Ângela usou sua própria história de vida para nos mostrar que Deus honra suas promessas, e transforma as situações mais calamitosas e contrárias, em bênçãos ao nosso favor. Mesmo que o cenário seja de derrota e não existam possibilidades de reversão, o Senhor trabalha de formas milagrosas abrindo portas onde só existem paredes, e levantando castelos das cinzas e dos escombros. 

Nosso Deus é o DEUS dos IMPOSSÍVEIS, e fará o IMPOSSÍVEL por aquele que se manter fiel, e confiar em suas promessas.

Amanhã tem muitos mais, no encerramento desta grande festa.


Garfos e Promessas


O escritor Max Lucado diz que os anjos observam o velório de um cristão com a mesma expectativa que nós olhamos para uma maternidade. A própria Bíblia Sagrada deixa claro que a morte de um justo é abençoada no Senhor – O justo perece, e ninguém pondera isso em seu coração; homens piedosos são tirados, e ninguém entende que os justos são tirados para serem poupados do mal (Isaías 57:1); -  e o Salmo 116:15 é ainda mais explícito nesta verdade: Preciosa é à vista do Senhor a morte de seus santos.

Sei que este tema pode soar mórbido e desagradável, mas devemos entender que nosso Deus enxerga a eternidade como um todo, e este período que chamamos de vida, Ele chama de “sopro”, “brisa” ou “leve e momentânea tribulação”. Para o todo poderoso, a existência mais longa de alguém sobre a Terra é apenas uma ligeira viagem, período onde seus filhos amados estão distantes do lar. Então, tal qual um pai saudoso, Deus ansiosamente aguarda o retorno de seus amados para o lar, onde a vida (do ponto de vista eternal), começa de verdade. Ou seja, quando um servo do Senhor fecha seus olhos nesta Terra, ele os abre no céu, um lugar maior e melhor, onde já não existirá dor, lamentação ou lágrimas. Ainda pensando neste assunto, abri uma revista, e de repente me deparo com uma história que fala sobre garfos e perspectivas futuras. E como não acredito em coincidência, vou compartilha-la com vocês.

Há algum tempo, uma mulher que foi diagnosticada com uma doença terminal e teria pouco tempo de vida, entrou em contato com o pastor e solicitou uma visita. O pastor foi vê-la. Durante o encontro, ela ofereceu informações gerais de sua experiência como cristã e testemunhou de sua fé e amor por Jesus.

No final da conversa, calmamente ela mencionou detalhes de seu próprio funeral, tais como os hinos a serem cantados e os textos bíblicos que deveriam ser lidos.  Quando o pastor se preparava para sair, ela se lembrou de algo importante.

- “Há um último detalhe de que gostaria que o senhor se lembrasse” -  continuou a mulher.

- “Desejo ser enterrada com um garfo em minha mão direita”.   

Tal pedido deixou o pastor intrigado. A mulher então passou a explicar:
- Durante o tempo em que frequentei refeições sociais, observei que, depois dos pratos principais terem sido servidos, alguém inevitavelmente dizia: ‘Guarde o seu garfo.’ Era o meu momento favorito, porque sabia que algo melhor estava por vir, como bolos especiais, tortas ou sorvetes. Assim, eu desejo que as pessoas que assistirem ao funeral fiquem curiosas e queiram saber o significado do garfo. Então gostaria que o senhor explicasse isso para elas, e as aconselhasse a guardar o ‘garfo’ para aquilo que na espera.”

No funeral, as pessoas que passavam próximo ao corpo viam o garfo colocado na mão direita da mulher. O pastor disse que desde então não podia esquecer o garfo. Provavelmente aquelas pessoas também não se esqueceriam desse fato.  O pastor encerrou sua mensagem, dizendo:

 - “Da próxima vez que você segurar um garfo, lembre-se de que o melhor ainda está por vir.”

Amadas mulheres do Senhor... Vá até sua cozinha e apanhe um garfo em suas mãos. Repita este gesto toda vez que se sentir desesperançada ou insegura com o futuro. E ao olhar para este talher, lembre-se que o melhor ainda está para acontecer em sua vida, e o Deus que te faz esta promessa é tão poderoso, que transforma algo triste e trágico como a morte, em algo tão grandioso e maravilhoso como a vida eterna.

Nós porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e a nova terra nos quais habita justiça (II Pedro 3:13).