domingo, 5 de outubro de 2014

Quando tudo parece estar errado


Muitas vezes, quando tudo esta dando errado para você, esta dando tudo certo nos planos de Deus, e consequentemente, no final, tudo também dará certo em sua vida. Este foi o tema da mensagem pregada pelo nosso Pr. Wilson Gomes, no Culto da Família deste dia 05/10/2014. E que maior exemplo podemos encontrar desta verdade, senão o patriarca Jó? Reproduziremos aqui um excelente texto encontrado no site "Estudos da Bíblia", onde poderemos entender com maior propriedade o perfeito trabalhar de Deus sobre a vida do homem, mesmo que as circunstâncias digam não.

Imagine um dia que começa como qualquer outro. Você se levanta para ir ao serviço e, chegando na firma, encontra as portas lacradas. A firma fechou, sem aviso. Você, inesperadamente, ficou desempregado. Tendo obrigações para cumprir, você decide ir ao banco para sacar dinheiro e pagar algumas contas que estão vencendo. Mas, chegando ao banco, eles dizem que sua conta foi fechada, sem explicação, e que você não tem nenhum centavo. O dia já está piorando. Você resolve voltar para casa, ainda tentando entender o que está acontecendo. Chegando perto de sua rua, você percebe vários bombeiros e ambulâncias correndo por todos os lados. Suas vizinhas estão na rua, chorando inconsolavelmente. Antes de você chegar até sua casa, um dos vizinhos chama você e fala palavras que jamais esquecerá: "Aconteceu tão rápido", ele diz, "que não foi possível salvar ninguém. A casa, de repente, explodiu. Todos que estavam dentro morreram. Eu sinto muito. Todos os seus filhos estão mortos."

Alguns dias passam. Você acorda num lugar estranho. Olhando para seu redor, percebe que está num hospital. Você está sentindo dores terríveis, e uma coceira constante. Depois de algumas horas de sofrimento, a enfermeira avisa que está na hora de visita. No seu caso, várias pessoas serão permitidas entrar para visitá-lo. A primeira pessoa que entra no quarto é sua esposa. Precisando muito de uma palavra de consolo e de explicação, você olha para ela com tanta esperança, nunca imaginando o que ela vai falar. Ela chega perto da sua cama e começa a gritar: "Eu não entendo a sua atitude", ela diz. "Sua fé não vale nada. Você confia num Deus que fez tudo isso? Amaldiçoe o nome de Deus e morra!" Com essas palavras, ela sai do quarto.

Enquanto você procura entender tudo isso, chegam alguns amigos seus. São velhos amigos, sempre prontos para ajudar. Agora será consolado! Mas, eles entram no quarto, vêem seu estado crítico e seu corpo desfigurado pela doença, e não falam nada. Ficam com a boca aberta, olhando, mas não acreditam. Depois de um longo período de silêncio, um deles fala: "Você mereceu isso. Você deve ter feito alguma maldade muito grande, e Deus está te castigando. Ele tirou todos os seu bens e matou seus filhos. Ele causou esta sua doença. Ele fez tudo isso porque você é mau!" Você começa discutir quando um dos outros concorda com o primeiro, e depois outro também concorda com eles. Não adianta discutir. Para eles, você é um detestável pecador que deve sofrer mais ainda.

De repente, algumas crianças passam no corredor. Você se anima, porque crianças sempre trazem alegria e amor. Mas, estas crianças param na porta, vêem a feiura do seu rosto e corpo, e saem correndo. "Nunca vi nada tão feio", uma delas comenta.

Tudo ficção? Jamais aconteceria uma coisa tão terrível? Modifiquei os detalhes para ajudar você, o leitor moderno, sentir na pele o que aconteceu na vida de Jó. O livro de Jó é, possivelmente, o primeiro livro bíblico escrito. Um homem fiel e abençoado por Deus perdeu, num dia só, todas as suas posses e todos os seus filhos. Logo depois, foi atacado por uma terrível enfermidade. A própria esposa foi contra este homem de Deus, e disse: "Amaldiçoa a Deus e morre" (Jó 2:9). Os amigos o condenaram e discutiram com ele para provar a sua culpa (a maior parte do livro relata essas discussões, começando no 2:11 e continuando até 37:24). Todos os conhecidos dele, até as crianças, o desprezaram (19:13-19).

O livro de Jó trata de um dos assuntos mais difíceis na experiência humana: como entender e lidar com o sofrimento. É um livro rico e cativante que todos os servos de Deus precisam estudar. Um dia, mais cedo ou mais tarde, ele será útil na sua vida. Neste artigo, vamos considerar algumas lições claras e importantes desse livro.

Talvez o ponto principal do livro é o simples fato que pessoas fiéis a Deus ainda sofrem nesta vida. O primeiro versículo do livro já define, do ponto de vista de Deus (veja, também, Jó 1:8) o caráter de Jó: "Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal." Enquanto entendemos que o sofrimento entrou no mundo por causa do pecado (Gênesis 3:16-19), aprendemos em vários trechos bíblicos que a dor e a tristeza atingem as pessoas boas e dedicadas. Jó, um homem íntegro, sofreu imensamente. Paulo, um servo dedicado ao Senhor, sofreu muito mais do que a grande maioria dos ímpios (2 Coríntios 11:23-27). Mesmo quando ele pediu a Deus, querendo alívio de algum problema, Deus recusou seu pedido (2 Coríntios 12:7-9). Mas, não devemos estranhar com isso, pois o próprio Filho de Deus sofreu na carne (Hebreus 2:9-10,18). Os que servem a ele sofrem, também.

O propósito de Satanás fica bem claro nos primeiros dois capítulos de Jó. Ele vê o sofrimento como uma grande oportunidade para derrubar a fé dos servos de Deus. Ele aceitou o desafio de tentar destruir a fé de um dos homens mais idôneos do mundo. Depois, ele foi tão ousado que desafiou o próprio Jesus, usando todas as tentações imagináveis para o vencer (Mateus 4:1-11). O diabo entende muito sobre a natureza humana. Ele sabe que pessoas que servem a Deus fielmente quando tudo vai bem na vida podem ser tentadas por meio de alguma calamidade pessoal. Problemas financeiros, a morte de um ente querido, alguma doença grave -- tais sofrimentos na vida são, freqüentemente, o motivo de abandonar a Cristo. Enquanto a mulher de Jó não prevaleceu na vida do próprio marido, o conselho dela (Jó 2:9) vem derrubando a fé de muitas outras pessoas que enfrentam dificuldades na vida. Jó não sabia a fonte de seu sofrimento (capítulos 1 e 2 contam a história para nós, mas ele não sabia de tudo que estava acontecendo entre Deus e Satanás). Às vezes, nós não temos noção da fonte das nossas dificuldades. Mas, podemos ter certeza que o diabo está torcendo para que tropecemos e afastemos de Deus.

Três amigos de Jó ficaram sabendo de seu sofrimento, "e combinaram ir juntamente condoer-se dele e consolá-lo" (Jó 2:11). Mas as palavras deles não ajudaram. Ofereceram explicações baseadas nas opiniões deles, e não na verdade que vem de Deus. Onde Deus não tinha falado, eles ousaram de falar. O resultado não foi consolo e ajuda, e sim perturbação e desânimo. A mesma coisa acontece hoje. Quando alguém sofre de um problema de saúde, outras pessoas tendem falar sobre algum caso triste de alguém que teve a mesma doença e morreu. Quando uma pessoa amada morre, muitas pessoas procuram confortar a família com palavras insensatas e até mentirosas. É melhor falar umas poucas palavras com compaixão do que falar muito e entristecer a pessoa mais ainda. Quando sofremos perda, é melhor procurar conselho na palavra de Deus e da boca de pessoas que a conhecem e que vivem segundo a vontade do Senhor.

Quando sofremos, é natural perguntar: "Por quê?". Jó fez isso (Jó 3:24). Habacuque fez a mesma coisa (Habacuque 1:3). Milhões de outras pessoas têm feito a mesma pergunta. É interessante e importante observar que Deus não responde a todas as nossas perguntas. Pode ler o livro de Jó do começo ao fim, e não encontrará uma resposta completa de Deus à pergunta do sofredor. Durante a boa parte da história, Deus deixou Jó e seus amigos a ponderar o problema. Quando o Senhor falou no fim do livro, ele não explicou o porquê. A partir do capítulo 38, Deus afrima que o homem, como mera criatura, não é capaz de entender muitas das coisas de Deus, e não é digno de questionar a sabedoria divina. Jó entendeu a correção de Deus, e respondeu humildemente:"Sou indigno; que te responderia eu? Ponho a mão na minha boca. Uma vez falei e não replicarei, aliás, duas vezes, porém não prosseguirei" (Jó 40:4-5). Jó pediu desculpas a Deus por ter duvidado da justiça e da bondade do Criador: "Na verdade, falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia....Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza" (Jó 42:3,6).

O sofrimento desta vida é temporário. O sofrimento de Jó foi intenso, mas não durou para sempre. É bem provável que ele lembrou, durante o resto da vida, daquelas experiências doloridas. Mas a crise passou, e a vida continuou. Deus restaurou as posses dele em porções dobradas. A mesma coisa acontece conosco. Enfrentamos alguns dias muito difíceis, mas as tempestades passam e a vida continua. Vivendo na época da nova aliança de Cristo, nós temos uma grande vantagem. Temos uma esperança bem definida de uma recompensa eterna no céu (Hebreus 11:13-16,39-40; 12:1-3; 13:14). Qualquer sofrimento é pequeno quando o colocamos no contexto da eternidade.


Nós vamos sofrer nesta vida. Pessoas que dizem que os filhos de Deus não sofrem são falsos mestres que ou não conhecem ou não aceitam a palavra do Senhor. Jó perdeu tudo. Jeremias foi preso. João Batista foi decapitado. Jesus foi crucificado. Estêvão foi apedrejado. Paulo sofreu naufrágio e prisões. Você, também, vai sofrer. Os problemas da vida não sugerem falta de fé, e não são provas de algum terrível pecado na sua vida. Às vezes, as provações vêm como disciplina de Deus (Hebreus 12:6-13); às vezes, não. Mas sempre são oportunidades para crescer (Tiago 1:2-4), e convites para adorar a Deus (Tiago 5:13; Jó 1:20).


sábado, 4 de outubro de 2014

Um final muito feliz


Existe um elemento imprescindível em qualquer festa, sem a qual, as demais coisas perderiam o sentido: A ALEGRIA!

Segundo Gálatas 5:22, a alegria está presente no fruto espiritual. Neemias 8:10 revela que nossas forças provem da alegria divina. Provérbios 15:13, revela que a alegria é o verdadeiro segredo de beleza. Logo, podemos concluir que o cristão é alguém essencialmente alegre. É essa foi a marca imprensa no encerramento das festividades pelo 17º Aniversário do Grupo de Jovens Nova Dimensão. Com a igreja tomada por uma juventude linda e abençoada, foi inevitável a criação de um cenário propicio para a mais extravagante das adorações, aquela que provem do fundo da alma e de tão intensa, é externada de forma corporal. E foi exatamente isso o que aconteceu na noite deste sábado, dia 04/10/2014, no encerramento de nosso conclave, onde jovens compromissados com Deus, tiveram liberdade para “extravasa” toda essa felicidade que emana de um sepulcro vazio.



Para este momento especial, recebemos muitos convidados e ouvimos a apresentação musical de muitos levitas. Participaram desta festa a Igreja Assembleia de Deus Belém (Estiva Gerbi), Assembleia de Deus Madureira (Ipê 8 – Mogi Guaçu), Assembleia de Deus Madureira (Jardim Nova – Mogi Guaçu), Assembleia de Deus Ipiranga (Mogi Guaçu) e a Comunidade Ebenezer de Aguaí. Louvaram ao Senhor o Grupo El Shaday, Grupo Fortes em Cristo, Grupo Shalom, Grupo ACSA, Diante da Graça, Quarteto Hemã, Natã e Isabele, Benê Wanderley, e é claro, o Grupo Nova Dimensão.

A preletora da noite foi a Pra. Simone, da cidade de Aguaí, que com muita autoridade ministrou uma palavra poderosa sobre o poder influenciador da igreja, que através do Evangelho de Cristo, pode mudar o mundo, arrebanhando almas das mãos de Satanás, trazendo-as para o aprisco do Senhor. 

E assim, alegremente, deixamos nossas felicitações ao Nova Geração, esperando que muitas outras celebrações como esta aconteçam até a volta de Jesus. Parabéns a toda liderança que se empenhou para que este conclave acontecesse, e a todos os participantes, que se vestirão lindamente de preto e roxo, mas coloriram nossos dias com as cores da ALEGRIA.  Um final muito feliz!

Pra. Simone

CIBEMG 2014


Durante este final de semana, nossa igreja está recebendo muitos jovens para uma grande festa de louvor e adoração. Enquanto isto, nossas irmãs estão em Mogi Guaçu, participando de um evento histórico para todo o nosso ministério: A CIBEMG 2014.

Este evento é uma celebração anual promovida pela “Convenção de Irmãs Beneficentes de Mogi Guaçu”, que reúne centenas de mulheres congregadas em várias cidades de nossa região, tais como Mogi Guaçu, Estiva Gerbi, Santo Antônio de Posse e Monte Sião. Na noite desta sexta-feira, 04/10/2014, nossa Catedral Sede foi tomada por uma multidão de mulheres guerreiras e valorosas, que numa só voz bradaram ao Senhor em louvor e adoração, dando início a mais este conclave, que começou inflamado e continuará incendiando nossos corações até o domingo. O tema escolhido para 2014 está inserido em II Timóteo 2:11, mas Deus já estendeu sua divisa para muito além. A preletora da primeira noite, que também ministrou um estudo na manhã deste sábado é a Missionária Ângela, que baseada em Isaías 5, ministrou uma poderosa palavra que nos fez refletir sobre a fidelidade de Deus em nossas vidas, mesmo que nossas expectativas sejam frustradas. Outro momento marcante foi o louvor do Coral CIBEMG, que simplesmente atraiu a Shekná de Deus para a congregação, manifestação que também esteve presente quando a Cantora Eliane (Camboriú SC), rasgou os céus com sua bela voz.





Nas palavras de nossa pastora regional, Pra. Marcia Gomes, a festa foi uma mistura de emoção e espiritualidade – Tudo foi planejado nos mínimos detalhes, a organização se mostrou impecável, o Coral CIBEMG está maior que nunca e ainda mais afinado, o trabalho das nossas pastoras foi esmerado, com destaque para a Pra. Cláudia, Pra. Rosana, Pra. Ângela Nora, Pra. Ângela Santos e Dca. Ivete, que se dedicaram de corpo e alma para este conclave... Ou seja, tudo que se podia fazer de melhor foi feito e as expectativas eram imensas, mas Deus sempre nos surpreende, e sua glória foi tamanha, que palavras são demasiadamente simplórias para descrever – E ao final acrescentou – Parabéns a todos os envolvidos, organizadores ou participantes, este é um daqueles momentos que jamais serão apagados de nossa memória.

Pra. Márcia Gomes e Missionária Ângela (preletora)

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Nova Dimensão - 17 Anos


Não é sempre que se faz 17 anos... Então, é preciso celebrar a data com grande estilo. E com este propósito, o Grupo de Jovens Nova Dimensão, organizou e se preparou para uma grande festividade, convidando igrejas amigas e irmãs, para comemorar esta data em união. E depois de muita expectativa (e ainda mais trabalho), finalmente na noite desta sexta-feira (03/10/2014), a festa começou.

A liderança escolheu como tema, o texto de Isaías 55:6 – “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto”; com a divisa - “Ninguém vem ao Pai, se não por mim”; retira de João 14:6. E foi exatamente sobre esta busca, que o nosso amado Pr. Eliel Santos, preletor convidado para a abertura deste conclave, ministrou. Todos os presentes foram convidados a uma reflexão sobre suas próprias buscas, e aconselhados a buscar acima de qualquer coisa, uma vida de intimidade com Deus. Ele salientou que com Deus, o feio fica belo, o difícil fica fácil e o impossível se torna possível. Jovens que escolhem Deus são bens sucedidos em suas escolhas: o pastor de ovelhas se torna rei, uma orfãzinha se torna rainha, um prisioneiro ganha status de príncipe e um escravo vira governador. Então, a grande questão que definira nosso futuro é exatamente o que temos buscado hoje.

Grupo Nova Dimensão
Grupo Mais que Vencedores

A festa ficou ainda mais bela com a presença de muitos convidados especiais que recebemos, em especial de uma caravana da Igreja Pentecostal Rei dos Reis (Mogi Guaçu SP). Quem também celebrou com a gente, foram os irmãos da Assembleia de Deus Madureira da cidade de Aguaí – SP, que locaram um ônibus e em grande número, e juntamente com seus pastores, Pr. Ademir e Pra. Néia, com o Grupo Mais que Vencedores, e da cantora Selma, prestigiaram nossa festa. Muitos louvores coroaram esta noite, que apesar de sua grandeza, cremos ser apenas o prelúdio de coisas ainda maiores.

A festa continua amanhã, e todos estão convidados!

Pr. Eliel Santos Almeida

Um Deus misericórdioso


 
A Misericórdia é diferente da Graça, uma vez que a Graça concede aquilo que não é merecido, enquanto a misericórdia deixa de dar o que é de merecimento.
A misericórdia é a compaixão prática para os pecadores que não tem direito nenhum de ser tratado deste modo. “Merecer Misericórdia” é uma contradição, pois a misericórdia é apenas para pecadores. Os anjos não a recebem nem precisam dela. É um conceito divino e está à disposição de todos, mas somente por meio do sacrifício de Cristo na cruz.
A misericórdia de Deus é grande, terna, abundante, eterna e se encontra entretecida em todos os outros atributos divinos. Seu grande amor dá origem à misericórdia, sua santidade garante a integridade desse atributo, sua verdade garante a confiabilidade; seu poder garante a duração, e sua fidelidade exige que sua misericórdia seja constante.
Os resultados da misericórdia são “PERDÃO”, “RESTAURAÇÃO” e “LOUVOR” da parte daqueles que a recebem. Ai de nós, se não fosse a misericórdia de Deus sobre as nossas vidas, pois com certeza já teríamos sido consumidos, como nos diz a própria Bíblia (Lamentações 3:22).
Louvemos ao Senhor por sua tão grande misericórdia!

Bom final de semana.

(Fonte: Bíblia da Mulher – SBB)

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

EBD: O agir de um Deus sobrenatural


Texto Áureo
Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não vêem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas.
II Coríntios 4:18

Verdade Aplicada
Um milagre é uma ação que acontece dentro da experiência humana onde as operações da natureza se tornam inertes por ocasião de uma intervenção Divina.

Texto de Referência
Salmo 77:11-16
Eu me lembrarei das obras do SENHOR; certamente que eu me lembrarei das tuas maravilhas da antiguidade.
Meditarei também em todas as tuas obras, e falarei dos teus feitos.
O teu caminho, ó Deus, está no santuário. Quem é Deus tão grande como o nosso Deus?
Tu és o Deus que fazes maravilhas; tu fizeste notória a tua força entre os povos.
Com o teu braço remiste o teu povo, os filhos de Jacó e de José. (Selá.)
As águas te viram, ó Deus, as águas te viram, e tremeram; os abismos também se abalaram.

Milagres, uma ferramenta do povo de Deus.

Quando Moisés foi convocado por Deus para resgatar o povo de Israel do Egito, ele lançou mão de uma série de argumentos, a fim de justificar sua incapacidade de concluir tão árdua missão. Em determinado momento, por exemplo, Moisés disse ao Senhor que o povo não acreditaria em suas palavras, mesmo elas sendo as PALAVRAS do próprio “EU SOU”. Deus então concede a Moisés uma capacitação espiritual poderosíssima, afim de que ele operasse sinais e maravilhas (Êxodo 4:1-9). Uma vez diante de seus incrédulos ouvintes, que relutavam em aceitar e crer nas palavras do enviado de Deus, Moisés pode usar deste recurso especial, que definitivamente atrai a atenção de toda aquela gente para si. É verdade que a palavra falada é que trouxe toda a diretriz do plano libertador traçado por Deus, mas foram os atos miraculosos promovidos por Moisés (transformar um cajado em serpente, promover uma doença infecciosa no seu próprio corpo e a curar imediatamente, e ainda transformar água em sangue), que lhe trouxe credibilidade junto aos hebreus e provocou temor nos Egípcio. A capacidade de realizar proezas sobre humana é uma das maiores ferramentas que Deus disponibilizou aos seus servos ao longo de toda a história. Patriarcas, juízes e profetas utilizaram em larga escala deste recurso para os fins mais diversos, como livrar Israel de um inimigo, prover sustento ao povo, ajudar pessoas desesperadas, humilhar deuses pagãos e desafiar reinados ditatoriais, visando sempre, a glória de Deus e a oblação do nome poderoso do Senhor.

Com a IGREJA essa realidade não é diferente. Embora muitas acreditem que os milagres não são para os nossos dias, a Bíblia nos diz exatamente o contrario. João registra uma promessa maravilhosa feita pelo próprio Jesus, onde o Messias enfatiza que aqueles que crêem nele, podem sim realizar as mesmas obras por ele realizadas, e ainda avançar para coisas maiores (João 14:12). Considerando que em sua passagem sobre a Terra, Jesus  curou cegos, aleijados, mudos e leprosos, expulsou demônios promovendo libertação, andou sobre o mar, transformou água em vinho e ressuscitou mortos, então podemos concluir que o potencial miraculoso que reside no cristão é extraordinário. Quando comissionou seus discípulos a continuarem a obra por ele iniciada, Jesus concedeu a aqueles homens poder e autoridade, além do respaldo de sua presença divina. Com essa legalidade espiritual e fazendo do nome de Jesus sua "arma", os seguidores de Cristo tornam-se capazes de curar enfermos, expulsar demônios, falar idiomas específicos e sobreviver a investidas mortais de possíveis inimigos (Marcos 16:17-18 / Lucas 10:19). Em sua primeira carta aos coríntios, Paulo lista nove habilidades sobrenaturais, chamadas de “dons do espírito”, que são entregues a membros do corpo de Cristo, visando à edificação de toda a igreja, proporcionando meios de impactar o individuo mediante feitos inumanos, que comprovam a atuação de Deus através deste povo. Dentre as nove capacitações citadas pelo apóstolo, duas delas tem por finalidade a realização de feitos milagrosos para aperfeiçoamento da fé: Dons de Cura e Dons de Operação de Maravilhas (I Coríntios 12:8-9). Se toda a nossa fé esta centrada em Jesus e abalizada pelas suas palavras, temos também que crer na atualidade dos milagres, pois a verdadeira igreja não teve mudanças em sua essência, a obra que lhe foi confiada ainda é a mesma e as ferramentas disponibilizadas aos primeiros cristãos para viabilizar este trabalho, ainda estão em perfeito estado de conservação. A diferença é que pela incredulidade latente nos dias de hoje, preferimos uma zona de conforto, e assim, embora nossa mensagem diga que Jesus opera grandes milagres, na pratica, pouco trabalhamos para que os mesmos acontecem, e com isso perdemos a chance de mudar o pensamento desta geração incrédula, que talvez, se presenciassem a teórica do milagre se tornando em um “fato”, seria realmente impactada pelo evangelho. Pois se contra a PALAVRA, muitos intelectuais e religiosos tecem teorias e levantam dúvidas, contra um Milagre, fica difícil pautar em contrapartida. E esta é sem duvida, é a principal contribuição que a realização de obras miraculosas pela igreja, traz para o Evangelho de Jesus.

A crença nos milagres bíblicos sempre foi uma característica central da fé cristã (João 4.48). Sabemos que milagres não são acontecimentos do passado, pois estão presentes no dia a dia da igreja cristã. Neste trimestre estudaremos apenas alguns milagres registrados no Antigo Testamento a fim de extrair deles grandes revelações para edificação da nossa fé.


Milagres, sua origem e  significado

Por que Deus se apresenta com sinais tão maravilhosos? O que Ele deseja que venhamos compreender quando os realiza? (Romanos 1:19-20). Segundo Tomás de Aquino “quando Deus faz qualquer coisa contrária à ordem da natureza que nós conhecemos e estamos acostumados a observar, nós chamamos de milagre”. Poderíamos definir milagres como: “intervenção sobrenatural no curso usual da natureza; uma suspensão temporária da ordem natural, mediante o agir de Deus”. A palavra milagre encontra sua raiz no latim “miraculum” que significa “ver, olhar”. Para os latinos “miraculum” representava as coisas prodigiosas que escapavam a seu entendimento como: os eclipses, as estações do ano, e as tempestades (Atos 2:20). “Miraculum” provém de “mirari”, que em latim significa: “contemplar com admiração, com espanto, ou com surpresa”. Assim, do ponto de vista etimológico, a palavra milagre não tem necessariamente relação com alguma intervenção divina, ela está ligada ao assombro diante do inefável. Segundo o cristianismo, um milagre é uma intervenção Divina, onde de forma sobrenatural e extraordinária, Deus manifesta sua soberania e amor para com os seres humanos, um ato sem explicação científica razoável. Cada um dos dons do Espírito é milagroso. São todos sobrenaturais. No sentido geral da palavra “milagres”, todos os dons do Espírito são milagres, mas no sentido etimológico o dom de operação de milagres é um ato específico. Por exemplo, quando Eliseu dividiu as águas do rio Jordão com um golpe do seu manto, ocorreu uma operação de milagre! Houve uma intervenção no decurso usual da natureza. Não conheço maisninguém que com um golpe de uma capa abrisse um caminho pelo meio de um rio. (II Reis. 2:14).

No Antigo Testamento, o milagre é definido pelo menos por três termos: “teraton”, indicando prodígio como uma intervenção que reconhece a ação do Senhor; “thaumasion”, que expressa melhor à provocação do assombro; e “paradoxon”, que acentua a dimensão da surpresa inesperada. Em qualquer caso, o milagre é um ato pelo qual Deus se dá a conhecer ao homem, que se encontra maravilhado e espantado diante destes sinais de grandeza (Êxodo 6:6-8). Teologicamente, os milagres têm uma finalidade: eles acontecem para que o crente reconheça a atuação miraculosa como manifestação da Soberania Divina. O objetivo do milagre é antes de tudo, revelar a Soberania Divina, seu amor e misericórdia; ele revela a ação ininterrupta do Pai pela qualidade de vida dos seus filhos, conforme João 20:30-31.

O milagre antecipa a situação de um futuro escatológico, onde não haverá enfermidade, nem sofrimento, nem morte, senão a vida (Apocalipse 21:4). Os milagres são sinais visíveis da antecipação do Reino entre nós (Lucas 10:19; 11:20). Eles possuem, portanto, um valor de revelação, na medida em que expressam o poder e a glória de Deus sobre a criação. Assim, pois, o milagre segue sendo um sinal que provoca a reflexão e o discernimento; ele não é realizado somente na ordem da natureza ou na parte física da pessoa, também se manifesta sobre tudo, no silêncio da transformação do coração humano. O milagre é a intervenção livre de Deus dentro da criação, e no homem para expressar a vitória sobre o mal e a chamada a participação em seu Reino. O milagre se distingue do prodígio: na verdade, ele tende a enfatizar o caráter extraordinário e portentoso de um evento, enquanto que o prodígio é um chamado para que à fé se torne mais genuína e se reconheça a presença de Deus.


Curas, sinais e maravilhas

Uma vez entendido que um milagre pode ser definido como uma intervenção sobrenatural no curso usual da natureza ou uma suspensão temporária da ordem costumeira através da intervenção do Espírito Santo, podemos concluir que toda manifestação espiritual através dos DONS pode ser considerado um milagre. Mas o DOM específico de OPERAÇÃO DE MARAVILHAS, que pode também ser chamado de OPERAÇÃO DE MILAGRES ou OPERAÇÃO DE PODERES, e que no original grego significa “explosões de onipotência”, tem como propósito demonstrar o poder e a grandeza de Deus de forma inquestionável, a ponto de “estontear” quem a testemunha, e é o único DOM que leva o indivíduo que o recebe a participar de uma pequenina parcela do poder de Deus, o mesmo poder usado na criação do mundo. Porém, milagres também são encontrados em escalas menores, em situações mais localizadas e por vezes, chega até mesmo a passar despercebido. Vivenciamos milagres desde a fecundação e nossa vida pode ser definida como uma sucessão constante de milagres. Infelizmente, muitas vezes, nossa megalomania religiosa só valoriza a atuação divina em obras portentosas ou sinais de abrangência cósmica, mas é preciso uma atenção especial para perceber o trabalhar cuidadoso de Deus até mesmo na mais micra das questões. Somente quando nos atentarmos a esse cuidar diário por parte de nosso Deus, que passaremos a desenvolver o senso da gratidão, e com isso atrairemos sobre nossas vidas, bênçãos cada vez maiores. Leitores atentos dos evangelhos irão notar que Jesus revelou seu aspecto divino progressivamente, operando milagres discretos antes dos mais retumbantes, afim de seus seguidores o reconhecessem como Filho de Deus, primeiramente nas coisas pequenas. Essa é a prova de fogo do cristianismo, desenvolver a fidelidade no pouco, para só então ser introduzido no muito (Mateus 25:21). Até mesmo os mais impactantes milagres de Jesus, ou seja, a “ressurreição dos mortos”, se deu de forma estratégica, aumentando a intensidade dos efeitos paulatinamente.  Primeiro, num quarto fechado, Jesus ressuscitou a filha de Jairo, tendo como testemunhas, nada mais que uma meia dúzia de pessoas (Mateus 9:18-26). Depois, diante de uma cidade inteira, Jesus chamou de volta para a vida, o filho morto de uma pobre viúva (Lucas 7:11-15). Posteriormente, a nação de Israel foi impactada com a espantosa história de Lazaro, um homem que após quatro dias, foi retirado com vida da sepultura, por intervenção de seu amigo Jesus (João 11:1-46). Finalmente, Cristo divide definitivamente a história da humanidade quando ressurge vivo, após três dias no seio da terra, provando de forma irrefutável seu poder sobre a morte (Lucas 24:5). Finalmente, num futuro próximo, uma ressurreição em massa trará de volta todos os que dormiram em Cristo, em decorrência do arrebatamento da igreja (I Tessalonicenses 4:13-17). Portanto, independentemente do tamanho da intervenção divina, ou do impacto que ela cause, é preciso sabedoria para entender que milagre é sempre milagre, mesmo que receba nomes ou conotações diferenciadas.

É imprescindível conhecermos as definições de alguns termos para entendermos de forma mais ampla tanto a profundidade do evento quanto a diferença que existe quando nos referimos aos milagres operados pelo Criador. Vejamos:

Cura: O grego do Novo Testamento apresenta muitas palavras que descrevem os processos de cura. Vamos nos deter apenas em três principais. São elas: “iasis” - que descreve o ato de curar (Lucas 13:32); “therapeúo” - que significa curar, honrar. É dessa palavra que se deriva a palavra terapia (Lucas 9.11); “iáomai”- que é um termo muito mais completo, pois não engloba somente a cura física, mas inclui ser livre de pecados, ou ser salvo (Atos 10:38). Neste sentido, a cura se manifesta tanto como um dom na vida dos cristãos, quanto como um direito legal outorgado pelo sacrifício vicário de Jesus Cristo. Um milagre jamais nasce de cálculos racionais, ele sempre está ligado a uma atitude de fé (Hebreus 11:1-3). O Sino Naamã, não mergulhou sete vezes no Jordão porque foi convencido pela medicina; Paulo teve que ver algo extraordinário diante de si para abandonar todo o curso de sua vida e seguir aqueles a quem tinha por hereges.

Sinal Divino: A palavra sinal vem do grego “simeion” que indica a marca do poder sobrenatural de Deus, é o selo pelo qual uma pessoa é conhecida, ou se distingue das demais (Mateus 12:38; 16:1-4). Esse termo “simeion” é usado para exemplificar um prodígio de maneira incomum e que transcende o natural (Atos 6:8). Deus realiza sinais para autenticar a missão daquele a quem enviou. Quando Moisés foi comissionado por Deus para livrar Israel do Egito, ele apresentou para Deus sua dificuldade: “mas eis que não me crerão, nem ouvirão a minha voz” (Êxodo 4:1). Os milagres credenciavam tanto Moisés quanto sua mensagem (Êxodo 3:20; 4:11-21).

Maravilhas: “E disse o SENHOR a Moisés: Quando voltares ao Egito, atenta que faças diante de Faraó todas as maravilhas que tenho posto na tua mão” (Êxodo 4:21). Em grego se utiliza o vocábulo “terás” para maravilhas, esse é um adjetivo que sempre é usado no plural. “Terás” descreve algo estranho, que deslumbra ou assombra ao espectador, e cuja procedência se atribui a um ato Divino. É conhecido de todos os estudiosos que a operação de maravilhas está alicerçada somente na fé de quem tem sobre si esse dom ou qualificação Divina, o qual dispensa a fé do beneficiado. Quem será que não se assombrou ao ver um caminho no meio do mar e dois muros feitos de água, como se houvesse uma mão a segurá-lo até que todos estivessem a salvo?Existem expositores que afirmam que os milagres já se encerraram, e que duraram até a era apostólica. Eles afirmam que hoje não é mais preciso milagres, porque o povo já tem toda a revelação que precisa para crer no Senhor. As Escrituras não ensinam que os milagres cessariam com os apóstolos, Jesus disse que faríamos obras maiores (João 14.12). Tanto os sinais quanto a salvação pertencem à promessa de Jesus no texto de Marcos 16.16-17.


 O poder sobrenatural de Deus

Jesus nos deixou como herança uma igreja que evangelizava e que estabelecia seu reino usando um poder sobrenatural como ferramenta principal e inseparável. Mas infelizmente, com o passar do tempo, algumas idéias humanas foram sendo introduzidas na igreja, e esse poder sobrenatural foi posto de lado (Lucas 10:9-19). No grego a palavra poder é “dunamis”, que também significa: força poderosa, potência ou habilidade inerente ao poder. “Dunamis” é a capacidade de realizar milagres. É o poder de Deus, a Sua habilidade sobrenatural, Seu poder explosivo, Seu poder milagroso. Atualmente, muitas igrejas se mostram negativas a esse poder, porque uma grande soma de cristãos do nosso século jamais presenciou um milagre físico ou uma obra sobrenatural. As metodologias humanas estão substituindo o “dunamis” de Deus, e o resultado é: estamos gerando cristãos sem uma experiência sobrenatural, pessoas enfermas, fracas, e oprimidas em nosso meio. O que nos difere das demais religiões é a mensagem de poder e impacto (Mateus 12:24; Marcos 6:7; Romanos 1:16; II Colossenses 4).Todos os movimentos cristãos, sem importar sua denominação, começaram com uma visitação sobrenatural de Deus, se isso não ocorresse jamais teriam impactado o mundo. Mas onde se encontra esse poder hoje? Quantos ainda desfrutam dele? O que aconteceu? Parece que com o passar do tempo o carnal substituiu o espiritual (Gálatas 3:3).

Quando falamos do sobrenatural devemos ter em mente o nível em que Deus habita. Milagres para Deus são coisas comuns, nós os denominamos como milagres porque nosso nível está totalmente abaixo daquele em que o Criador está. Só existe uma maneira de viver de forma diferenciada, é se ajustando ao nível em que Ele está. Quando o Senhor conduziu Ezequiel ao vale de ossos secos, Ezequiel foi levado em espírito. Deus o colocou num nível elevado para que visse aquilo que aos olhos carnais jamais entenderia. Ezequiel viu o império da morte, mas no nível em que estava proferiu a palavra de vida (Ezequiel 37.1-11). Não podemos discernir Deus com cálculos humanos. Deus é espírito, e é no espírito que Ele se revela, conforme João 4:24.O poder de Deus foi repartido a Sua Igreja para propósitos sérios e específicos que estão diretamente relacionados à propagação de seu Reino na terra (lJoão 2:20-27). Devemos lembrar que a “unção” representa para todos nós uma grande responsabilidade. Quando uma pessoa é investida de autoridade, deixa de ser uma pessoa comum e passa a ser vista de forma diferente pelos demais. Essa “unção” lhe dará uma autoridade que antes não possuía, e caso venha usá-la de forma indevida, tanto poderá trazer sérios danos para si quanto para os demais. Noé foi chamado por Deus para salvar o mundo e sua missão foi construir uma arca. Mais tarde plantou uma vinha, com o vinho produzido se embebedou e amaldiçoou seu filho. Quando foi responsável salvou o mundo, quando foi irresponsável amaldiçoou sua família (Gêneses 6:17-18; 9;21-25). Lembre-se: Unção não é autopromoção é responsabilidade!


Cuidados Especiais

Alguns cuidados devem ser tomados para que este poder seja usado com sabedoria. Impreterivelmente, o cristão deve usar a Bíblia como seu referencial de vida e guia de sobrevivência aqui na terra. É nela que se inicia e se encerra as ordenanças de Deus aos homens, e os preceitos que norteiam nossa fé. I Coríntios 1:18-25, evidencia que a origem do poder que em nós opera esta na PALAVRA DO EVANGELHO, e qualquer operação miraculosa que não seja embasada por ela, é passível de descrédito. Também não podemos esquecer que um milagre genuíno, está intrinsecamente ligado a um propósito específico, pois milagre sem propósito não passa de show de mágica. Obviamente, todo milagre, de alguma forma é espetacular, mas este espetáculo, na atuação espiritual, precisa promover mudanças profundas na espiritualidade do indivíduo, caso contrário, soará banal.  Um belo exemplo está registrado no livro apócrifo chamado “Evangelho da Infância de Jesus”, onde é possível encontrar algumas bizarras histórias de milagres sem nenhum propósito. Uma das mais interessantes narra um “milagre” curioso que “teria” sido realizado pelo pequeno Jesus, que juntando um pouco de barro, modelou caprichosamente um pássaro para depois lhe dar vida e vê-lo sair voando rumo ao céu... Embora seja uma bela história, a mesma não é aceita no cânon sagrado, pois vai na direção oposta de tudo que sabemos sobre Jesus. O Mestre, embora fosse um Deus entre os homens, nunca se utilizou de seus poderes divinos para outros meios, se não abençoar vidas e engrandecer o nome do Pai. Logo é difícil imaginá-lo dando vida a um pássaro de barro, para simplesmente “testar o seu poder”, pois isso não passaria de um grande número de mágica, ou espetáculo pelo espetáculo. Em contra partida, o capítulo sete do evangelho de Lucas, nos conta que ao entrar na cidade de Naim, Jesus se deparou com o cortejo fúnebre, do filho de uma viúva. Ele parou a multidão, dirigiu-se ao menino e o trouxe de volta a vida. Este fato, além de devolver a alegria (e o sustendo) a uma pobre mulher que estava fadada a amargar um imenso sofrimento, ajudou a espalhar o evangelho por toda a Judéia, ou seja, um milagre com propósito. Além da ressurreição de mortos, a Bíblia fala sobre operações maravilhosas para exercer castigo ou juízo (Atos 5:3-11; 13:7-12), como intervenção nas forças na natureza (Êxodo 14:21; Marcos 4:35-41) e como investida contra as ações de Satanás (João 6:2).

Outro cuidado de imprescindível relevância, e as prioridades da igreja em sua atuação através da capacitação espiritual. A PALAVRA DE DEUS é superior a qualquer tipo de milagres. Embora curas, sinais e prodígios devam acontecer com freqüência em nosso ministério, devemos tomar muito cuidado para não supervalorizarmos o milagre e usá-lo como bússola para nortear nossa vida. Sinais e maravilhas são meios que o Senhor usa para se manifestar ao seu povo, tendo como ferramenta as mãos e a boca de alguns indivíduos agraciados, mas não são eles os parâmetros indicativos para o desejo de Deus sobre nós. Logo não podemos nos tornar “reféns” dos milagres, buscando desesperadamente alguém que os realize e nem mudar nossa postura cristã quando um milagre não acontece. Nossa vida deve ser lapidada, regida e conduzida pela “PALAVRA” e não por manifestações megalomaníacas de poder. A revista Ensinador Cristão nº 45 assim define essa questão: “Os sinais seguem aqueles que creem e seguem a Palavra de Deus, e não os que creem e seguem os milagres”. Os que vivem puramente atrás dos milagres e se esquecem de quem os opera, pode se deparar com operações enganosas e fraudulentas, pois Satanás também tem a capacidade de realizar grandes obras. Tomados os devidos cuidados, a Igreja, precisa urgentemente recolocar em pratica a operação de maravilhas em larga escala, pois o tempo urge, a volta do Senhor está próxima e ainda há muitas almas para serem alcançadas. Portanto, “todas” as ferramentas disponibilizadas pelo Espírito Santo à Igreja, devem ser usadas com esmero, e se possível, até a exaustão. 

O poder de Deus está à disposição de todos nós (João 14:12). Milagres não são coisas do passado, eles sempre serão uma realidade na vida de todo aquele que crê (Marcos 16.17). Um dos propósitos mais importantes pelo qual Deus nos ungiu foi para nos tornar testemunhas de Seu poder. Que os sinais nos sigam por onde passarmos (Atos 1:8).




Para compreender o cuidado divino através das intervenções milagrosas na história do seu povo, participe neste domingo (05/10/2014), da Escola Bíblica Dominical.

Material Base:
Revista Jovens e Adultos nº 93  
Milagres do Velho Testamento Editora Betel

Comentários Adicionais
Pb. Miquéias Daniel Gomes



quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Quarta Forte com Pr. Mauro Cypriano


Pode até parecer clichê, mas a QUARTA foi muito FORTE. 

Primeiro porque o nosso Deus se fez presente (e isso já bastaria para validar a afirmação acima), mas o povo, em especial, se mostrou muito sensível ao mover do Senhor desde os primeiros acordes do primeiro louvor. E como Deus se manifestou na adoração de seu povo! A cada nova canção, a igreja vivenciava uma experiência diferente com Deus, sendo tocado pelo espírito e explodindo em avivamento, afinal, não é possível se  conter diante da Shekná.

Conduzida pelo Ev. Lucas Gomes, e com o respaldo do Pr. Wilson Gomes, a primeira Quarta Forte de outubro, transcorreu lindamente com a participação especial de uma caravana abençoada da cidade de Aguaí SP. O Grupo de Jovens ADIEL marcou presença na igreja, e visitou o céu através do louvor, trazendo um pouco da Glória vindoura para o meio da congregação. O Ministério de Louvor Diante da Graça, por sua vez, cantou a soberania de Deus sobre todas as coisas, e os cantores Fernando Moraes e Talita Parisío completaram esta atmosfera de adoração que só o genuíno louvor pode proporcionar. Irmãos da igreja Presbiteriana, O Brasil Para Cristo e Revestidos da Armado de Cristo, também compareceram e contribuíram para o brilhantismo da celebração.


A ministração ficou a cargo do Pr. Mauro Cypriano (ICPB Aguaí), que acompanhado da sua amada família, bem como de sua digníssima esposa, Missionária Fátima, e parte da igreja sob seus cuidados; atendeu prontamente o convite da organização, e nos trouxe uma maravilhosa palavra baseada na história da rainha Ester, conclamando a igreja para uma vida de perseverança. Diante de uma ameaça terrível contra seu povo, a órfãzinha judia chamada de Hadassa, que por estratégia divina alcançou graças aos olhos do rei e se tornou rainha da Pérsia; desafiou as convenções daquele reino pagão, colocando em risco sua própria vida, afim de lutar pela sobrevivência de sua gente. Coragem, persistência e direcionamento divino foram as armas utilizadas por aquela jovem, e Deus honrou, com todos os pontos e vírgulas, a atitude corajosa de sua serva. O inimigo do povo de Deus caiu por terra e nenhum filho de Israel de perdeu.

Sua situação está difícil? A perseguição é grande? Seu inimigo é poderoso? A extinção é eminente?  
A saída para você é a seguinte: Coragem e Persistência... Deus não abandona o seu povo!

A Quarta Forte continua na próxima semana, e no dia oito será FORTÍSSIMA, com a participação do Pr. Sineilton Leal.

Pr. Wilson Gomes, Pra. Marcia Gomes, Ev. Lucas Gomes,
Missionária Fátima e Pr. Mauro Cipriano

De FÉ em FÉ (Palavra Pastoral - Outubro 2014)


Citando Habacuque 2:4, Paulo enfatiza que o único modo pelo qual o indivíduo pode ser justificado perante Deus é através da Fé. Aquele que é justo pela fé viverá, hoje e para sempre, em fé e pela fé. Viver da Fé, ou em melhor compreensão, de Fé em Fé, é um estilo de vida onde se vive tendo como apoio a Fé que se apoia na Fé, e que apela para a própria Fé, um ato sobrenatural, que envolve o desejo humano e a disposição de você como filho de Deus em crer ou ter Fé, apesar das circunstâncias. O fato a ser notado é que a salvação não somente vem pela Fé, mas é oferecida a todos os que creem, e no grego, fé e crer tem a mesma raiz etimológica. Assim sendo, tenho fé porque creio e creio porque tenho fé. Ambas são inseparáveis.


“Justo” é um termo técnico usado em tribunais e inserido na linguagem bíblica para retratar uma pessoa absolvida do salário cobrado pela morte e livre para exercer a sua Fé (Romanos 6:23). Neste contexto, não há justiça humana, mas sim a justiça santa que nos trata como filhos regenerados, e nos leva à presença de Deus, e aí sim, o justo poderá viver literalmente da fé. Durante a idade média, o catolicismo teve muita dificuldade para justificar a venda de indulgências, que era um pagamento em dinheiro para libertar as almas que estavam em prisão no purgatório (local alias, inexistente e refutado pela Bíblia). Muitos movimentos surgiram mostrando através da Palavra, que o justo vive da Fé, e que não há necessidade de qualquer pagamento para desfrutar da graça e receber a salvação que é dada por Fé, avalizada pelo sangue na cruz e assegurada pela ressurreição. Aqueles foram tempos difíceis para os amantes da Bíblia, quando a perseguição papal condenou muitos destes exegetas.

Mas o movimento cresceu, se desenvolveu, e explodiu definitivamente com a Reforma Protestante, através de pessoas que não aceitavam sobre si nenhuma norma ou dogma que não fosse validado pela Bíblia. É verdade que muitos protestantes perderam sua vida neste processo. Outros foram torturados, exilados, humilhados, mas tombavam valorosos em fé, sem negar suas crenças, cuja origem era apenas a Palavra do Senhor. Aos olhos da Igreja Romana morreram como hereges, mas o único pecado que cometeram, foi crer na PALAVRA, e assim, perante Deus, na vida e na morte foram achados justos.

A ordem é avançar pela fé, sem jamais negar a fé em Deus. Leia Hebreus 10:37 e 38, e atente-se em cada palavra, que nos traz uma promessa e nos impõem uma responsabilidade: “Porque, ainda dentro de um pouquinho de tempo, aquele que virá não tardará. Toda via, O MEU justo viverá da FÉ, e se ele retroceder, nele não se compraz minha alma.”
Mãozinhas para cima.... Fé... Muita Fé!

Vídeo: Compromisso Precioso

O emocionante filme Compromisso Precioso” (A Vow to Cherish); narra a história comovente do amor entre John e Ellen Brighton. Unidos eles enfrentam uma terrível doença impiedosa, o Mal de Alzheimer, que ou confirmará seu amor ou destruirá a família e seu casamento. Aqui há problemas na carreira profissional, nos relacionamentos familiares e uma confusão que só o poder de um amor real pode superar Phil Brighton, o irmão e sócio de John vivem livres demais para entender porque John mantém assim sua fé e seu casamento diante de circunstâncias tão terríveis.  Mas a luta de seu irmão faz com que Phil encontre uma nova esperança. O compromisso de uma fé desafiada pelo impossível e testada pelo irresistível afeta a família inteira. 

Com direção de Jonh Schimitd, e atuações inspiradoras de Barbara Babcock, David Morin, Ken Howard, David Denman e Dona Bullock, esta produção estadunidense de 1999 é uma história sobre  o triunfo do espírito de Jesus numa vida, e certamente vai inspirar a todos quantos assistirem  este filme maravilhoso, afinal, o amor jamais esquece...