quinta-feira, 6 de novembro de 2014

EBD: Elias e a Batalha dos Deuses


Texto Áureo
Eis que eu sou o SENHOR, o Deus de toda a carne; acaso haveria alguma coisa demasiado difícil para mim?
Jeremias 32:27

Verdade Aplicada
O mal só pode triunfar enquanto os bons estiverem calados, a missão da luz sempre será o extermínio das trevas.

Textos de Referência
I Reis 18:30, 32, 35, 35, 39

Então, Elias disse a todo o povo: Chegai-vos a mim. E todo o povo se chegou a ele; e reparou o altar do SENHOR, que estava quebrado.
E com aquelas pedras edificou o altar em nome do SENHOR; depois, fez um rego em redor do altar, segundo a largura de duas medidas de semente, de maneira que a água corria ao redor do altar, e ainda até o rego encheu de água.
Então, caiu fogo do SENHOR, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e o pó, e ainda lambeu a água que estava no rego.
O que vendo todo o povo caiu, sobre os seus rostos e disse: o SENHOR é Deus!  o SENHOR é Deus!


Panorama Histórico

Na sua origem e em sua essência, a nação israelita sempre foi monoteísta, sendo projetada, criada, guardada e protegida por aquele que viria a ser conclamado como “O Deus de Israel”. Mesmo assim, por inúmeras vezes ao longo de sua história, Israel flertou com culturas estrangeiras, deixando-se influenciar por seus hábitos e até mesmo importando suas praticas religiosas pagãs. Este costume se deriva do próprio Egito, onde  os Israelitas habitaram por mais de quatrocentos anos, e se evidenciou no deserto, mesmo o povo ainda estando sobre a liderança de Moisés. Durante a gestão de Josué, a miscigenação com o paganismo se intensificou, tornando-se rotineira no período dos juízes, o que trouxe grandes calamidades para a nação. No inicio da era dos reis, mesmo com os deslizes morais e espirituais de seus monarcas, a nação não se corrompeu de forma generalizada, mas esta realidade mudou com a morte de Salomão e a ascensão de seu filho ao trono. Devido ao uso abusivo de poder praticado por Roboão, uma verdadeira guerra civil irrompeu em Israel, dividindo o país em dois. Ao norte, a  coalisão de dez tribos nomeou um eframita chamado Jeroboão como rei, e ao sul, Reoboão exerceu seu reinado apenas sobre as tribos de Judá e Benjamim. Embora seu reino fosse maior, mais populoso e tivesse herdado o nome de Israel, Jeroboão estava inseguro, pois a capital Jerusalém com seu suntuoso Templo, pertenciam agora  ao reino do sul, que passou a ser chamado de Judá. Temendo que seus súditos atravessassem a fronteira para fins religiosos, Jeroboão decide criar uma nova religião. Assim, torna Dã e Betel em cidades de adoração, colocando em cada uma delas, a imagem de um bezerro de ouro. Para conduzir seus novos rituais religiosos, ele abre um verdadeiro concurso publico para o serviço sacerdotal, e muda as datas das principais festas judaicas. Começava o declínio espiritual de Israel.

Uma sucessão de reis corrompidos marca os primórdios do novo reino, sendo que Acabe é apenas o oitavo deles. Filho de Onri, um rei que conseguiu ser mais perverso de todos os anteriores, Acabe demostrou ao longo de seus 21 nos de reinado, muita força política, mas uma moral extremamente fraca. Em seu primeiro confronto com os sírios foi ajudado pelo Senhor, que venceu por Israel a batalha realizada em regiões montanhosas. Convencidos que o “Deus de Israel” era um “Deus de Montanhas”, a Síria levou a guerra para regiões de geografia plana, e mais uma vez, foi milagrosamente derrotada, sendo inclusive neste período cunhada  a expressão: Deus dos Montes e dos Vales. Portanto, Deus se revela desejoso de participar ativamente do reinado de Acabe, mas ele opta por alicerçar seu reino em alianças escusas, sendo a primeira delas com o próprio Ben Hadade, rei dos sírios. Sua mais errônea aliança porém é com Etball, rei dos sidônios e alto sacerdote de Baal, pois como parte deste tratado, Acabe se casa com a princesa fenícia Jezabel, uma mulher que traria ruína para toda a nação.

Declínio Espiritual de Israel

A batalha de Elias contra Baal e seus profetas prefigura a luta do bem contra o mal. De todos os milagres retratados aqui, esse pode ser considerado singular, porque não é um milagre pessoal, mas um sinal que desmascara um governo espiritual dominante. Deus tem seus elementos surpresas. Elias é um profeta que surge do nada, sem referência, sem genealogia, mas com uma palavra fulminante, que tornou inerte o “deus” da chuva e da fertilidade numa época em que ser profeta era passar pelo fio da espada. Após a morte de Salomão e a divisão do reino, Israel passou por uma terrível sucessão de reis que contaminaram o povo com idolatria, maldade, traição, imoralidade, perversão e engano. O reino do mal se iniciava no coração daquele que estava no trono e se derramava sobre todas as pessoas daquela terra. A Bíblia traça um relato escuro de todos esses reis, e que faz questão de apontar o pior de todos eles, “Onri”, o pai de Acabe que também recebe destaque por se casar com Jezabel, a filha de Etbaal, o rei dos sidônios (I Reis 16:25-31). O escritor sagrado se debruça para destacar Jezabel por dois motivos: Primeiro, porque era o parceiro dominante no casamento, o poder por trás de Acabe; segundo, porque foi a precursora da adoração a Baal. A verdadeira adoração a Baal não havia encontrado eco entre os israelitas até que fosse introduzida por meio do casamento legal de Acabe e Jezabel, que trouxe como bagagem sua herança religiosa: a adoração idolatra a Baal. Quando a adoração a Baal entrou no reino de Israel, trazendo suas práticas pagãs e os sacrifícios bárbaros, a impiedade da terra cresceu de forma volumosa.

O casamento entre Acabe e Jezabel tornou legal a entrada demoníaca de Baal e todas as suas hostes, desta união em diante o mal tinha acesso livre para operar. O teólogo F.B. Meyer faz essa declaração acerca de Jezabel: “Ela exibia todas as marcas da possessão demoníaca e, de acordo com o registro de seus feitos, era realmente a enviada de Satanás. Em termos espirituais este foi um tempo de desespero completo”. A separação entre Deus e seu povo havia atingido seu ponto mais distante. Esse é o relato das trevas demoníacas que envolviam Acabe: E levantou um altar a Baal, na casa de Baal que edificaram em Samaria. Também Acabe fez muito mais para irritar ao senhor Deus de Israel, do que todos os reis de Israel que foram antes dele (I Reis 16:32-33).

Acerca de Elias, J. Oswald Sanders escreveu: “Elias apareceu na hora “H” da história de Israel [...] Tal qual um meteoro, ele iluminou o negro céu da noite espiritual de Israel”. Ninguém poderia ter lidado melhor com um casal como Acabe e Jezabel do que Elias - “E sucedeu que, vendo Acabe a Elias, disse-lhes: És tu o perturbador de Israel?” (I Reis 18.17) -  O rude e sombrio profeta de Tisbe tornara-se o instrumento de Deus. A forma nominal do verbo hebraico que significa “perturbar, trazer calamidade” é aqui traduzida como “perturbador”. Há ocasiões em que esta palavra hebraica é usada com o sentido de “víbora, áspide ou cobra”. Acabe declara como se sente em relação a Elias, que para ele se tornou um problema nacional, o homem que fechou os céus com uma palavra, e que tornou inerte o portentoso Baal. Elias foi o profeta enviado por Deus para silenciar um governo maligno e aterrador. Deus não ficou sem voz profética, e Elias foi o precursor de um avivamento na vida de sua nação, seu profetismo incluía denúncia e pronúncia.


Elias X Acabe

Com o casamento pagão de Acabe, a idolatria ganha legalidade no reino do Norte. Jezabel, agora Rainha de Israel, passa a exercer grande influência nas decisões mais relevantes do país, tendo seu marido em total sujeição. Ela usa a fraqueza emocional de Acabe para impor suas vontades, e assim oficializa o culto ao deus Baal no território israelita. Além disto, Jezabel promove uma verdadeira matança, assassinando todos os profetas que se posicionam contra as suas ações. Apenas um pequeno grupo remanescente é salvo da chacina, mediante a providencial ajuda de um alto funcionário do palácio por nome de Obadias que esconde e alimenta esses homens durante o período de perseguição. Enquanto isso, Acabe se cerca com uma corja de pseudos profetas que falavam apenas o que o rei desejava ouvir, profetizando por pura conveniência. Sem uma liderança compromissada com Deus, toda a nação mergulha numa era de apostasia, imoralidade e escuridão espiritual. A perversidade deste casal foi tamanha, que sua semente do mal floresceu até mesmo no reino do Sul, quando Atalia, em mais um acordo mal fadado, foi concedida em casamento à Jeorão, filho de Josafá. Assim como a mãe, ela sujeitou o seu marido, manipulou situações  e após uma série de assassinatos, assumiu definitivamente o trono de Judá e ordenou que a linhagem de Davi fosse exterminada, o que só não ocorreu, graças a uma providencial intervenção divina (II Reis 11).

Com a nação imersa na idolatria e a mercê de falsos profetas; Acabe e Jezabel não enfrentavam resistência ao seu modo nefasto de governar, já que seus potenciais inimigos estavam mortos ou exilados. Mas é exatamente aí que Deus decide intervir e castigar a terra com uma grande seca. Para avisar ao rei sobre este castigo, Deus envia um profeta do Senhor remanescente e fiel, que se tornará uma pedra no sapato da casa real: ELIAS. Pouco sabemos sobre ele, apenas que seu nome significa “Jeová é o Senhor” e que era natural de um lugarejo chamado Tisbé, situado na região de Gileade, ao leste do Jordão, no território pertencente a tribo de Naftali. A descrição de sua figura soa pitoresca, já que se vestia de “pelos” e andava cingido de “couro”, o que faz alguns estudiosos cogitarem a possibilidade de Elias ser um tipo de ermitão. Porém, a Bíblia evidencia que ele era muito respeitado entre os profetas, e talvez sua reconhecida importância espiritual seja a razão para que Acabe se proponha a ouvir o que ele tem a falar. Seus caminhos se cruzam pela primeira vez quando Elias anuncia a grande seca que viria sobre Israel, privando a nação não apenas da chuva como também do orvalho,  mas novos e acalorados embates “olho no olho” ainda se dariam mais adiante, como por exemplo, em decorrência do retorno da chuva, do covarde assassinato de Nabote e do Desafio dos Deuses. O incomodo causado por Elias em Acabe foi tão intenso, que rei o identificou como “O Perturbador de Israel”.


Uma luz em meio as trevas

Durante muitos anos Israel viveu sob a égide da descrença e da impiedade de seus governantes. Como se não bastasse, Acabe e Jezabel, sua parceira dominadora, eram os piores da turma. Naquele instante, surge no cenário um profeta sem referências, que não marca audiência, e entra na presença do rei com dedo em punho dizendo: a partir de hoje não chove mais em Israel (I Reis 17:1). No palácio, diante do rei e de todo seu exército, esse homem aparece sem audiência prévia e diante do rei e todo o seu exército, sem sequer hesitar pronuncia a sentença Divina: “nestes anos nem orvalho nem chuva haverá, senão segundo a minha palavra”. Elias está com o dedo na face de Satanás, está pondo as coisas em pratos limpos, e desmascarando todo um sistema de governo Baal era a divindade da chuva, toda a colheita e prosperidade eram atribuídas a ele. Dizer que não iria mais chover era ridicularizá-lo diante de todos. Elias estava afirmando que a colheita iria fracassar, o gado morreria, e a fome iria se espalhar. Ou seja, a festa acabou, agora vocês vão ver quem está mandando! Elias estava anunciando publicamente a falência de Baal (Ezequiel 22:30). - “Vive o Senhor Deus de Israel, perante cuja a face estou...” (I Reis 17:1) – Elias entrega o pacote. Ele toca o alarme para acordar aquele povo indiferente e hostil. Enquanto a sua só existia evidencias gritantes da adoração a Baal, Elias põe a cabeça a prêmio declarando-se servo do “Senhor” (I Reis 18:22, 19:18).

Após tal sentença, o Senhor resolveu esconder seu servo para treiná-lo no anonimato (I Reis 17.2-3). O Senhor tinha coisas que queria tratar no profundo da alma de Elias, trabalhando situações E EVITANDO QUE, UM Elias despreparado fosse destruído. Assim envia Elias para o isolamento, onde ele não apenas seria protegido, mas equipado para uma missão ainda maior. Elias obedece e sai de diante das luzes dos holofotes, ele estava disposto a servir a Deus de maneira pública ou reservada, no palácio ou no ribeiro. Essa é a escalada da vida profética: um dia no palácio, outro dia no ribeiro, o pior é quando o ribeiro seca e nossos únicos amigos são os corvos! Mas quando estivermos prontos Deus nos enviará e nos usará ainda mais (I Reis 18:1).

Com a terra sendo castigada pela seca, Jezabel mobilizou uma força tarefa para “caçar” e prender Elias, considerado pela coroa, o grande responsável da calamidade. Em fuga, Elias não teria chance de sobreviver naquela região árida sem se expor e ser capturado. Então Deus o conduz até o ribeiro de Querite, onde o profeta encontra água limpa e fresca em abundância. Além disto, Deus lhe envia todos os dias carne e pão por intermédio de corvos. Um fato que merece atenção, é que o corvo constava na lista de animais impuros da religião judaica e pelos preceitos religiosos, Elias não poderia se alimentar com aquela comida. Mas o profeta estava despido desta religiosidade estereotipada, e somente assim pode desfrutar da provisão divina. Quem dá muita atenção ao corvo, deixa de aproveitar do banquete celeste. Passada algumas semanas, aquele ribeiro também secou em decorrência da ausência de chuva, e mais uma vez Deus dá ao profeta Elias um direcionamento contraditório, ordenando que ele fosse até a cidade de Serepta. Isto significava que o profeta precisaria se mover por estradas patrulhadas por Jezabel. Além disso, Serepta era uma cidade fenícia que ficava entre Tiro e Sidom, região governada exatamente pelo rei Etball, pai de Jezabel. Aquele seria o ultimo lugar para Elias se refugiar, mas foi ali que o profeta permaneceu por três anos, sendo sustentado por uma viúva pobre, que experimentou em sua casa o milagre da multiplicação (I Reis 17:1-24).

Deus tem usado o território inimigo como um verdadeiro campo de treinamento para seus escolhidos. Noé foi tirado do meio de uma geração corrompida e Abraão foi encontrado em uma fábrica de ídolos. O jovem rei Josias foi mantido fora do alcance da perversa rainha Atalia, exatamente dentro do templo por ela sitiado. Exemplos mais recentes podem ser encontrados em John Huss e Martin Lutero, pais da Reforma Protestante que desenvolveram seus teses reformadoras estudando a teologia católica dominante. Ou seja, toda Terra está sobre domínio do Senhor, até mesmo os territórios que achamos estar sob domínios dos nossos inimigos.


O Desafio dos Deuses

Finalmente, depois de três anos de anonimato, Deus fala a Elias: “Vai, apresenta-te a Acabe” (I Reis 18:1-2). Elias confronta primeiro o povo para que tome uma posição, em seguida convoca seus inimigos para um duelo onde o Deus que respondesse por fogo seria o “Deus verdadeiro” (I Reis 18:17-24). O povo de Israel já havia penetrado no campo radical da idolatria, estavam divididos e indecisos. Elias fez tudo conforme a revelação do Senhor, não fez um altar por conta própria (I Reis 18:36). Elias zombou deles, mostrou que para Deus nos ouvir não é preciso berrar, se cortar, nem fazer malabarismo, é somente ter intimidade. Coisa que os profetas de Baal e os sacerdotes de Asera não possuíam (I Reis 18:37-39). A resposta à oração não trouxe apenas fogo, ela trouxe de volta a Deus os corações das pessoas, e livrou o país dos profetas de Baal. Elias sabia que Baal era adorado como o “deus do sol” (o fogo do universo) e como o deus controlador de todas as colheitas e da produtividade da terra. Um deus assim com certeza teria raios e trovões em seu arsenal de armas! Se ele era capaz de fazer qualquer coisa, então poderia dar início a um incêndio. Assim, criou a oportunidade para desmascará-la e trazer o povo de volta a Deus. Quando a situação da nação era de declínio espiritual e o povo estava em cima do muro, Deus encontrou coragem em um homem para confrontar o que era errado. Todavia, a verdadeira batalha não era no campo físico, mas sim, no espiritual. Vejamos algumas lições importantes:

Uma aliança demoníaca: A cegueira da nação e toda a sua escravidão espiritual se iniciaram quando Acabe e Jezabel contraíram matrimônio. Seja qual for a união que venhamos nos associar; deve ser muito bem pensada (II Crônicas 6:14-15). Depois tornamos algo legal no mundo espiritual, as conseqüências podem ser fatais e não somente drásticas. Jezabel teve livre arbítrio para matar os profetas de Deus, ela era legalmente uma autoridade (I Reis 18:13). Ela era a cabeça de Acabe, era feiticeira, e usou seu poder para amedrontar, dominar, e surrupiar tanto a fé do povo quanto o lugar de adoração a Deus (I Reis 16:30-33). Hoje muitos casamentos podem se tornar um inferno em vez de bênçãos, muitas alianças podem matar em vez de dar a vida. É preciso ter cuidado, e discernir com quem nós juntamos forças. Podemos como Acabe, nos encontrar dormindo ao lado do inimigo. Adultério espiritual também é pecado.

O duelo dos deuses: Elias chama toda a nação para reparar não um altar de pedras, mas o altar da própria vida. O que faltava na vida do povo era água (palavra), o povo não sabia mais discernir quem era Deus e quem não era. O altar é o lugar onde sacrificamos o que temos de mais valioso para nossas vidas, e o que mais valia nos dias de Elias era a água. De outro modo, durante três anos houve seca, morte, e escassez de alimentos. E foi nesse altar que se revelou o grande mistério da batalha. A água simbolizava Baal (o deus da chuva), o fogo é um símbolo do próprio Deus. É comum a água apagar o fogo, e nunca o fogo secar a água. O fogo “lamber” a água significa que Deus literalmente engoliu a Baal, a verdade venceu a mentira, e só o Senhor é Deus. Oh glória!  (I  Reis 18:38-39).

Deus precisa de um homem na brecha: Jamais devemos subestimar o poder de uma vida totalmente dedicada (Atos 20:24). Todo esse episódio gira em torno de uma vida dedicada: a vida de Elias. Ele era apenas um homem, cercado e suplantado em número por um rei ímpio, a ímpia e poderosa esposa do rei, 850 profetas e sacerdotes pagãos e me um incontável número de israelitas descrentes. E todos eles foram silenciados e intimidados por aquele único homem dedicado a Deus. Nada intimida aqueles que sabem que aquilo em que crêem está baseado no que Deus disse. Quando sabemos que estamos dentro da vontade de Deus, somos invencíveis. Elias não se intimidou em nenhum momento. Nada nos deixa mais temerosos e inseguros do que não ter certeza de estar dentro da vontade de Deus.

Assim como Deus fez através de Elias, o Senhor Jesus confirmará sua Palavra dada a nós, mesmo que para isso Ele mande fogo dos céus. Esse fogo será uma resposta não apenas para seu povo acuado, mas também aos seus inimigos, para que temam e se convertam de seus pecados.


Sinais do Verdadeiro Avivamento

Muitos dizem que esta é a “Geração do Avivamento”, mas poucos entendem de fato o que um “AVIVAMENTO” significa. O relato da Batalha dos Deuses registra um dos maiores avivamentos já realizados, afinal em um único dia, toda a nação de Israel reconheceu a superioridade do Deus de Elias sobre os deuses cananitas Baal e Asera. Os gritos de “só o Senhor é Deus” ecoaram por todo reino, enquanto altares pagãos eram derrubados. E é exatamente esta a essência de um verdadeiro avivamento: TRANSFORMAÇÃO. Quando Elias ergueu sua voz, imediatamente “fogo” desceu do céu sobre o altar, e ali o avivamento começou. Infelizmente, muitos pregadores modernos tentam reduzir o conceito de avivamento apenas no cair do fogo, mas se esquecem que o fogo pelo fogo, acaba se apagando.

O avivamento começa com Elias desafiando a fé do povo, conclamando sua nação para vivenciar um grande mover sobrenatural. Antes de clamar pelo fogo, Elias toma o cuidado de corrigir todos os desvios, fendas e imperfeições de seu próprio altar, e depois, manda molhar toda a estrutura, bem como abrir valas no entorno e enche-las de água. A água é um símbolo da Palavra de Deus e também do Espírito Santo. Antes do fogo cair, é necessário que haja uma manutenção preventiva no altar, que aqui tipifica a própria vida do envolvido. Depois, é preciso que a PALAVRA DE DEUS seja despejada em abundância sobre este mesmo altar, ao ponto de fazer as valas transbordarem. Fogo que cai sem antes o altar ser regado, não passa de pirotecnia. Com o altar preparado e encharcado, chegou a hora do fogo descer. É um momento lindo e especial, de vislumbre, deleite e glória, que marcará para sempre a história de quem o vivenciar, mas como todo bom e inesquecível momento, a queda do fogo é passageira. O que fica de fato, são seus efeitos.
A água evapora, simbolizando que a PALAVRA voltou para Deus cumprindo o seu propósito (Isaias 55:10-11). A carne sobre o altar é consumida, incinerada, queimada ao ponto desaparecer, e quando isso acontece, o Espírito é fortalecido (I Colossenses 3:1-3). Quando o fogo cai, mas a água continua nas valas e a carne se mantem mal passada sobre o altar, é por que de fato, não houve  avivamento real  ali. O fogo também pode representar separação. Quando Elias foi levado ao céu por um redemoinho, primeiro um carro de fogo desceu dos céus e passou entre ele e seu discípulo Elizeu, separando quem ficaria, de quem seria arrebatado. O fogo do verdadeiro avivamento tem esta característica de evidenciar os que são dos que NÃO são (II Reis 2:1-11).

Se o fogo caindo é uma visão deslumbrante, a próxima cena do avivamento é assustadora, mas imprescindível. Ao perceber que estava sendo enganado pelos falsos profetas, o povo de Israel reconhece a soberania do Deus de Elias e literalmente, elimina os mestres do paganismo. Em pouco tempo, cerca de  novecentos profetas de Baal e Asera são mortos ao fio da espada pelo turba enfurecida, transformando os seiscentos metros do Monte Carmelo, numa grande cascata de sangue, e a montanha num deposito de muitos cadáveres. Visão desagradável, não é? Mas é exatamente aí que reside a beleza do AVIVAMENTO, pois quando ele é genuíno, as coisas mudam, e nada é como antes. Quem experimenta o verdadeiro avivamento, não aceita mais em sua vida, a causa raiz de seu erro, e extermina o mal de uma vez por todas, por mais doloroso que possa ser  este processo (Mateus 18:9).

Se você presenciar um evento onde o fogo cai do céu, mas a carne não queima, a água não evapora, o altar continua fendido e os profetas de Baal e Asera continuam vivos... FUJA!.... Não houve qualquer avivamento ali.


Para compreender o cuidado divino através das intervenções milagrosas na história do seu povo, participe neste domingo (09/11/2014), da Escola Bíblica Dominical.

Material Base:
Revista Jovens e Adultos nº 93  
Milagres do Velho Testamento Editora Betel


Comentários Adicionais
Pb. Miquéias Daniel Gomes



quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Deixe os peixes para trás

Sob a direção do Pr. Adriano Silva, a Quarta Forte deste dia 05/11/2014 foi comovente. 

Com o cantor Bene Wanderley no devocional, ministrações especiais do Pr. Wilson Gomes, Pr. Luiz Carlos e do Pb. José Severo; e com a participação musical dos cantores Claudomiro Candido, Gabriele Abreu; e da dupla Jaime e Valdomiro, fomos pouco a pouco nos preparando para ouvir a palavra de Deus. 

A mensagem da noite ficou a cargo do Pb. Miquéias Daniel Gomes, que citando os textos de João 1 e Atos 2, discorreu sobre a vida do Apóstolo Pedro, enfatizando a importância de conhecer e seguir em conhecer a Jesus.

Simão foi apresentado a Cristo por seu irmão André, e imediatamente recebeu do Messias o codinome Pedro, que significa “Pedra”. Durante pouco mais de três anos, Pedro acompanhou o ministério de Jesus, presenciando seus milagres e vivenciando seus ensinamentos. O crescimento ministerial de Pedro fica evidenciado nas duas pescas milagrosas das quais participou. Na primeira delas, no Mar da Galileia, após uma noite malfadada de pescaria, Pedro “empresta” seu barco para Jesus usar como púlpito, e como recompensa, é levado de volta para o meio do mar, e após seguir as recomendações de Jesus, as redes trazem para dentro da embarcação mais de uma centena de grandes peixes. Deslumbrado pelo acontecido, Pedro se lança sobre os peixes, e achegando aos pés de Jesus, o reconhece como o filho de Deus. Pedro viveu grandiosas experiências nos meses seguintes: caminhou sobre as aguas, viu um peixe se transformar em caixa eletrônico, foi protegido contra satanás, presenciou a transfiguração, jurou jamais abandonar o Messias, negou Jesus na noite de seu julgamento e foi citado nominalmente na mensagem da ressurreição. Na Baía de Generasé, após mais uma noite de pescaria fracassada, os discípulos retornavam apara a praia famintos e injuriados. Um desconhecido que assiste a cena na margem, aconselha que eles voltam a lançar a rede outra vez, e... voulá... deja vú... Dezenas e dezenas de peixes começam a brotar na rede... João reconhece que o “estranho” é Jesus, e então, Pedro se lança nas águas e nada desesperadamente em direção ao Messias....

Percebe? Os peixes ficaram para traz... Já não são importantes. Se Jesus está na praia, o barco e a pescaria já não tem relevância... Tudo se torna insignificante quando temos a oportunidade de correr para Jesus. É o melhor, quem deixa os peixes crus no barco, encontra um Jesus amável, com sorriso largo e peixe assado na brasa, esperando seus amigos para um belo café da manhã.


Vídeo: Inimigos Invisíveis

Existe uma grande batalha que não vemos, não ouvimos, mas mesmo assim estamos no centro dela. Tudo acontece a nossa volta e por nossa causa, e a postura que tomamos em relação a ela, pode sim definir o lado vencedor: 
 
Porquanto, nossa luta não é contra seres humanos, e sim contra principados e potestades, contra os dominadores deste sistema mundial em trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais (Efésios 6:12).
 
Inimigos Invisíveis (Invisible Enemies) é uma produção estadunidense de 1997 que conta em forma de curta metragem, a história de Jackson, um universitário que encontra um par de óculos que o permite ver o mundo invisí­vel e espiritual ao redor dele. Através desses óculos ele descobre que a vida não é neutra, mas que existe uma batalha espiritual que acontece a  sua volta na vida da famí­lia e dos amigos... Os demônios atacam a vida de Allie, irmã de Jackson, pois não podem tocar nele.  Jackson vê que pelo poder de Jesus Cristo ele pode ser vitorioso sobre qualquer influência do inimigo. Uma história inspiradora.
 
 

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Testemunho: Por trás deste sorriso (Pr. Wilson Gomes)




Recentemente passei do meio século de vida. Já tenho mais de três décadas de casamento, quatro filhos e três netos. Só de pastorado, já acumulo mais de vinte anos. Se fosse contar toda a minha história para vocês, teria que escrever um livro de muitas páginas, mas neste momento, farei um pequeno resumo de como me encontrei com Jesus.

Não me envergonho de dizer que sou fruto de um lar destruído, pois é exatamente esta realidade que prova a grandiosidade da transformação que Deus realizou em minha vida. Ainda em minha infância, totalmente dominado pelo vício do álcool, meu pai, que já não era uma referência paterna, abandonou definitivamente nossa família, deixando para traz cinco filhos pequenos, dois quais, eu era o mais velho. Assim, enquanto minha mãe trabalhava para conseguir nosso sustento, era eu, que ainda criança, cuidava de meus irmãos.  Com o ascender da juventude, a vida me deu oportunidades para desfrutar de uma liberdade que eu ainda não tinha tido, e assim para resumir a história e não me ater aos detalhes cuja lembrança me é dolorosa, só direi que me entreguei completamente ao pecado, me tornando um escravo de toda sorte de vícios, passando a viver nas ruas, num estado deplorável de miséria. Jogado na sarjeta, consumido pelas drogas, não via perspectiva para a minha vida, e nem sequer imaginava que aquele não seria o meu fim. Deus colocou em meu caminho, um homem chamado José Carlos Gentil, e foi por ele que ouvi a mensagem de Jesus. 

No dia 12 de maio de 1982, enquanto vagava pelas ruas desertas do ainda em formação, Jardim Nova Odessa (Mogi Guaçu), deparei-me com um pequeno salão, onde estava sendo realizado um culto. Comovido pelo Espírito Santo, senti meu coração queimar desejoso de passar por aquelas portas, mas ao mesmo tempo, me sentia envergonhado e indigno de ali estar. Porém, com a graça de Deus, consigo juntar forças e entrei naquela sala, onde tudo era muito simples e o altar não passava de uma mesa de madeira. Mal me acomodei, um moço chamado Jason Profeta de Melo, que posteriormente se tornaria meu grande amigo, começou a cantar uma canção que parecia ter sido composta especialmente para mim: Jovem, eu vejo em teu semblante, atrás do teu sorriso, que vives um dilema. O teu olhar é triste e tão amargurado, tua vida é vazia e até já tens chorado. Mas hoje Jesus Cristo te guiou, para neste lugar tú estar. Alegre o teu olhar, esqueça as amarguras, Jesus quer te salvar! Se já não bastasse o impacto que esta canção teve no meu coração, ainda ouvi naquela mesma noite uma mensagem que mudaria a minha vida para sempre, quando o Pr. Felício, abriu sua Bíblia em Lucas 10, e começou a contar a história de duas irmãs, uma chamada Marta, que se ocupava com os afazeres da vida, e a outra, chamada Maria, que debruçada aos pés do Senhor, ouvia cada palavra proferida por Jesus. E tomei a decisão mais importante de minha vida, quando aquele homem de Deus, olhando para mim, explicou: Moço, Maria escolheu a melhor parte!

Sem pensar duas vezes, entreguei minha vida sem reservas para Jesus e tudo se fez novo em mim. Saí daquela casa santa me sentindo livre e leve, como se o mundo tivesse sido retirado de meus ombros, e a partir daquele dia, nunca mais coloquei uma gota de álcool em minha boca ou injetei qualquer tipo de droga em minhas veias. Jesus me libertou de vez!

Comecei a frequentar a igreja, cuja sede se situava no saudoso templo da rua Araras. Ali, era cada vez mais impactado pelo Espírito Santo, e me deslumbrava com os louvores e as pregações que ouvia. Mas nada me chamava mais a atenção do que ouvir os irmãos falando em línguas estranhas, e interessado neste mistério, comecei a perguntar o que era aquilo e como eu poderia adquirir a mesma capacidade. Me ensinaram, com a simplicidade da época, que aquele fenômeno era chamado de “Batismo com o Espírito Santo”, que aquela era a “língua dos anjos” e que para falar nesta língua, era preciso orar muito e buscar ao senhor com muita intensidade. E foi exatamente o que eu fiz.  Passados poucos dias da minha conversão, para ser exato, em 04 de Junho de 1982, após um culto maravilhoso, onde senti a presença de Deus de uma forma inexplicável, caminhava pelas ruas desertas da cidade, falando com Deus e prolongando o meu caminho, pois não queria chegar em casa. Olhava para o céu estrelado e me sentia cada vez mais perto de Deus, até que de repente, percebi que tudo em minha volta se iluminou, e quando voltei a olhar para cima, vi que sobre a minha cabeça existia uma imensa bola de fogo. O que senti naquela hora, jamais poderei traduzir com palavras. Não foi medo, nem receio, mas sim um fascínio indescritível. Comecei a caminhar e aquela esfera flamejante passou a me acompanhar. Se eu corria, ela acelerava também, e cada vez descia para mais perto de mim, até que finalmente, próximo ao local onde é hoje o Jardim Califórnia, ela literalmente, caiu em cima de mim, e imediatamente, comecei a falar em novas línguas. Um dia que jamais poderei esquecer.

Aliás, 1982 é um ano com muitas datas inesquecíveis. No dia 05 de julho, enquanto o Brasil lamentava a eliminação na Copa da Espanha, eu estava esfuziante, celebrando o meu novo nascimento, pois neste dia, desci as águas batismais. Neste mesmo ano, conheci uma moça chamada “Marcia”, e em poucos dias iniciamos um namoro que já dura 32 anos. Nosso namoro é na verdade, uma história a parte. Colocamos em nosso coração, o desejo de termos um namoro santificado, e para isso decidimos não nos beijarmos até a o nosso casamento, e foi exatamente isso que aconteceu. Nos casamos no dia 23 de Julho de 1983, e tamanho foi nosso testemunho, que três pessoas aceitaram a Jesus em plena cerimônia matrimonial. Mas nem tudo foram flores, pois logo no nascimento de nosso primeiro filho, enfrentamos uma batalha ferrenha, pois o Miquéias nasceu com uma anomalia crânio facial conhecida por “lábio leporino com fenda palatina”. Segundo os médicos, além de um logo tratamento com diversas intervenções cirúrgicas, ele não desenvolveria plenamente sua fala. Aquele foi um grande choque para um casal ainda jovem e muito inexperiente, mas através de uma serva do Senhor chamada Maria Oliveira, Deus nos fez uma promessa de que o filho que naquele momento trazia grandes tristezas, proporcionaria para nós, grandes alegrias futuras. Passados trinta anos, este meu filho é um presbítero da igreja, meu auxiliar no pastorado, ministro de louvor, um respeitado professor de teologia, prega desde os sete anos de idade, já foi radialista e ministra EBD há mais de 15 anos. Deus reverteu todos os prognósticos.

Minha segunda filha, chamada Ruth, no início de sua juventude, decidiu não mais frequentar a igreja e esta decisão perdurou por um longo período. Neste tempo, ela se envolveu com péssimas companhias, e entre eles, com um moço viciado, com quem viria a se casar. Meu terceiro filho, chamado Lucas, nasceu com a saúde muito comprometida, com um sistema imunológico baixo e com uma anomalia cerebral, que causava convulsões. Jesus o curou. Em sua adolescência, ele acabou conhecendo o mundo das drogas, e se tornou um dependente químico, colocando em risco a sua vida e toda a nossa família. Foram anos árduos de sofrimento, lágrimas e incertezas, pois além de conviver com os estragos que a droga causa em um lar, ainda tinha meu ministério pastoral questionado, pois alguns insinuavam que eu não poderia ser um pastor, já que meus filhos estavam perdidos no mundo. Mas Deus não me deixou envergonhado, pois sempre os ensinei no caminho da verdade. A Ruth voltou pra Jesus, trazendo seu marido a tiracolo, e hoje, auxiliam no Departamento de Missões de nossa igreja. O Lucas foi liberto das drogas, e é atualmente um dos maiores pregadores de nossa região, viajando por todo o Brasil com seu ministério itinerante. Tenho ainda um quarto filho, chamado Jhonatas, que embora esteja hoje focado na sua formação acadêmica e com o lançamento de seu primeiro livro, já tem desenvolvido um belo ministério evangelístico através das artes cênicas e da literatura. Certa vez, eu e minha esposa ouvimos uma profecia que nossos filhos seriam usados na obra de Deus de formas diferentes e inusitadas, e é exatamente isso que tem acontecido, provando mais uma vez o quanto nosso Senhor é fiel.

Tenho ainda muitas histórias para contar... É preciso escrever um livro para narrar as experiências pastorais que tenho vivido ao longo dessas duas décadas. Mas quero terminar este meu breve relato com alguns conselhos a todos aqueles que sentem em sua vida um chamado ministerial:

Ame a Deus sobre todas as coisas.
Não abandone o estudo secular.
Priorize sua família.
Estude a Palavra de Deus com Paixão e Devoção.
Não pare nos NÃOS... Insista.
Desenvolva a Fidelidade Ministerial.
Tenha respeito pelo Povo de Deus.
Ore mais.
Jejue mais.
Frequente a EBD.
Faça teologia.
Leia a Bíblia diariamente.
Fique na vocação em que foi chamado.
 

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Quais as principais diferenças entre católicos e protestantes?

Na última sexta-feira, dia 31 de outubro, foi comemorado o 497º aniversário da Reforma Protestante. Este tema foi abordado na coluna semanal da Pr. Márcia Gomes, e teve grande repercussão. 

Alguns questionamentos foram feitos, e talvez o principal deles, levantado em ambos os lados, é sobre as diferenças existente entre o CATOLICISMO e o PROTESTANTISMO, exatamente os dois maiores seguimentos religiosos do Brasil. Obviamente, existem várias diferenças importantes entre católicos e protestantes, mesmo que nos últimos anos, tenha se realizado um grande esforço por parte de líderes cristãos para se achar coisas em comum entre os dois grupos. Mas é fato e história que as diferenças continuam existindo, e elas são tão importantes hoje como foram no começo da Reforma Protestante. Como nosso proposito com esta postagem não é uma longa discussão sobre a teologia tradicional e a teologia reformada, faremos apenas um breve resumo, considerando os aspectos que julgamos mais relevantes. Apesar de haver muitas outras diferenças entre o que os católicos e protestantes crêem, estas quatro divergências que descreveremos devem servir para estabelecer que há sérias, importantes e significativas diferenças entre os dois.

A BÍBLIA

Uma das primeiras grandes diferenças entre o Catolicismo e o Protestantismo é a questão da suficiência e autoridade das Escrituras. Os protestantes crêem que somente a Bíblia é a única fonte da revelação especial de Deus à humanidade, e como tal ela ensina a nós tudo o que é necessário para nossa salvação do pecado. Os protestantes vêem a Bíblia como o padrão pelo qual todo o comportamento cristão deverá ser medido. Comumente se refere a esta crença como Sola Scriptura e é uma das “Cinco Solas” (sola é a palavra latina para “única”) que veio da Reforma Protestante como resumo de algumas diferenças importantes entre os católicos e protestantes. Apesar de haver muitos versos na Bíblia que estabelecem sua autoridade e sua suficiência em todas as questões de fé e prática, um dos mais claros é II Timóteo 3:16-17, onde vemos que “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.”

Os católicos, por outro lado, rejeitam a doutrina da Sola Scriptura e não crêem que somente a Bíblia seja suficiente. Eles crêem que tanto a Bíblia quanto a sagrada tradição católica romana igualmente se combinam no Cristianismo. Muitas doutrinas católicas romanas, tais como a do purgatório, orações aos santos, adoração ou veneração a Maria e tantas outras, têm pouca ou nenhuma base nas Escrituras, mas são baseadas apenas nas tradições da Igreja Católica Romana. Essencialmente, a posição da Igreja Católica Romana de negar a Sola Scriptura e sua insistência em que tanto a Bíblia quanto suas “Tradições Sagradas” se equivalem em autoridade enfraquece a suficiência, autoridade e integridade da Bíblia. A visão que se tem das Escrituras está na raiz de muitas, se não todas, as diferenças entre católicos e protestantes.

O PAPADO

Outra grande diferença entre Catolicismo e Protestantismo é a que diz respeito à posição e autoridade do papa. De acordo com o Catolicismo, o papa é o “vicário de Cristo” (vicário significa substituto), e toma o lugar de Jesus como o líder visível da Igreja. Como tal ele tem a capacidade de falar ex cathedra (com autoridade em assuntos de fé e prática), e quando ele o faz, seus ensinamentos são considerados como não passíveis de erro, devendo ser obedecidos por todos os cristãos. Por outro lado, os protestantes crêem que nenhum ser humano está livre de erros e que somente Cristo é o líder da igreja. Os católicos confiam na sucessão apostólica como uma forma de tentar estabelecer a autoridade do papa. Mas os protestantes crêem que a autoridade da igreja não vem da sucessão apostólica, mas sim da Palavra de Deus. O poder espiritual e a autoridade não estão nas mãos de simples homens, mas na própria Palavra de Deus registrada nas Escrituras. Apesar de o Catolicismo ensinar que somente a Igreja Católica pode, de forma apropriada e correta, interpretar a Bíblia, os protestantes crêem que a Bíblia ensina que Deus enviou o Santo Espírito para habitar todos os cristãos renascidos, dando a eles capacidade para que compreendam a mensagem da Bíblia.

Isto pode ser claramente visto em passagens como João 14:16-17: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.” Apesar de o Catolicismo ensinar que somente a Igreja Católica Romana tem a autoridade e poder de interpretar a Bíblia, o Protestantismo reconhece a doutrina bíblica do sacerdócio de todos os crentes, e que cristãos individuais podem confiar no Espírito Santo para que os guie em ler e interpretar a Bíblia por si mesmos. 

A SALVAÇÃO

A terceira maior diferença entre o Catolicismo e Protestantismo é como a pessoa é salva. Outra das “cinco solas” da reforma era a Sola Fide (somente pela fé), que afirma a doutrina bíblica da justificação somente pela graça, através somente da fé, por causa somente de Cristo (Efésios 2:8-10). Contudo, de acordo com o Catolicismo Romano, o homem não pode ser salvo somente pela fé, somente em Cristo. Eles ensinam que o Cristianismo deve confiar na fé mais “obras de mérito” para salvação. Os Sete Sacramentos são essenciais à doutrina Romana Católica de salvação, que são: Batismo, Crisma, A Eucaristia, Penitência, Extrema-unção, Ordem e Matrimônio. Os protestantes crêem que baseados na fé apenas em Cristo, os crentes são justificados por Deus, quando todos os seus pecados são pagos por Cristo na cruz e Sua justiça é a eles imputada. Os católicos, por outro lado, crêem que a justiça de Cristo é concedida ao crente pela “graça através da fé”, mas em si mesma não é suficiente para justificar o crente. O crente deve “suplementar” a justiça de Cristo a ele concedida com obras meritórias.

Católicos e protestantes também discordam no que significa ser justificado perante Deus. Para os católicos, a justificação envolve que se seja feito justo e santo. Eles crêem que a fé em Cristo é apenas o início da salvação, e que a pessoa deve fazer que isto cresça com boas obras, pois “o homem deve fazer por merecer a graça de Deus da justificação e eterna salvação”. Logicamente que esta visão de justificação contradiz o claro ensinamento das Escrituras em passagens como Romanos 4:1-12; Tito 3:3-7, assim como muitas outras. Por outro lado, os protestantes fazem distinção entre o ato único de justificação (quando somos declarados justos e santos por Deus com base em nossa fé na expiação de Cristo na cruz), e santificação (o processo contínuo de ser justificado que continua através de nossas vidas na terra). Apesar de os protestantes reconhecerem que as obras são importantes, eles crêem que estas são o resultado ou fruto da salvação, mas nunca o meio para ela. Os católicos misturam justificação e santificação em um processo contínuo, que leva à confusão sobre como se é salvo.

A VIDA ETERNA

A quarta grande diferença entre católicos e protestantes tem a ver com o que acontece após a morte do homem. Enquanto ambos crêem que os incrédulos passarão a eternidade no inferno, há diferenças significantes e importantes no que diz respeito ao que acontece aos crentes. Por causa de suas tradições da igreja e sua confiança em livros não-canônicos, os católicos desenvolveram a doutrina do purgatório. O purgatório, de acordo com a Enciclopédia Católica, é um “lugar ou condição de punição temporal para aqueles que, deixando esta vida na graça de Deus, não estão totalmente livres de faltas menores, ainda não pagaram totalmente a reparação devida por suas transgressões”. Por outro lado, os protestantes crêem que por sermos justificados por Cristo apenas, e que a justiça de Cristo é a nós imputada, quando morremos, iremos direto para o céu para estarmos na presença do Senhor (II Coríntios 5:6-10 e Filipenses 1:23).

Ainda mais perturbadora do que a doutrina católica do purgatório é o fato de que eles crêem que o homem deve ou mesmo pode pagar ou compensar por seu próprio pecado. Isto, juntamente com a concepção errônea de que a Bíblia ensina sobre como o homem é justificado perante Deus, resulta em uma baixa visão da suficiência e eficiência da expiação de Cristo na cruz. Colocando de forma simples, o ponto de vista sobre a salvação da Igreja Católica Romana implica que a expiação de Cristo na cruz não foi pagamento suficiente pelos pecados daqueles que Nele crêem, e que até mesmo um crente deve expiar ou pagar por seus próprios pecados, tanto através de atos de penitência como passando tempo no purgatório. Mas a Bíblia ensina repetidas vezes que somente a morte de Cristo pode satisfazer ou aplacar a ira de Deus contra os pecadores (Romanos 3:25; Hebreus 2:17; I João 2:2; I João 4:10). Nossas obras de justiça nada podem acrescentar ao que Cristo já realizou.

Fonte de pesquisa: Got Questions
www.gotquestions.org
 

domingo, 2 de novembro de 2014

A beleza da Graça


A manhã deste domingo, 02 de novembro de 2014, foi muito movimentada, com uma série de grandes eventos sendo realizados em nossa Catedral Sede em Mogi Guaçu. Para atender a demanda e possibilitar a participação de Estiva Gerbi nesta grande celebração, e mesmo assim não comprometer a sistemática da Escola Bíblica Dominical, nossa liderança regional acordou junto ao Departamento de Educação Cristã, que o conteúdo da aula de hoje, deveria ser adaptado e ministrado no Culto da Família.  E foi exatamente isso o que aconteceu.

Nosso professor titular da EBD, Pb. Miquéias Daniel Gomes, foi o incumbido de sintetizar todo o estudo sobre a vida de Mefibosete, esmiuçada detalhadamente na quinta lição do atual trimestre (O Milagre da Restituição e da Honra), e ministra-lo para a igreja, sendo que com esta ação, além de contemplar os alunos que são assíduos, é possível ao DEC, alcançar pessoas que não possuem o hábito de frequentar a EBD. A história de Mefibosete traz um misto de fracasso e de sucesso. Ele era o filho de Jonatas, o amigo de Davi. Jonatas o protegia das loucuras de seu pai Saul e selou uma aliança com Davi, que tornando-se rei cuidaria dele e de seus descendentes. Jonatas e Saul morrem no mesmo dia, assim, quando a notícia da morte trágica  se espalhou, a desgraça veio a casa de Jonatas e seu filho Mefibosete de cinco anos de idade, além de perder seu pai e o futuro trono de Israel, ficou coxo de ambos os pés, porque no afã de salvá-lo da morte a ama que dele cuidava o derrubou. Após a ascensão do Novo Rei ao trono de Israel, Mefibosete é levado para Lô-Debar e lá vive exilado e totalmente esquecido por mais de vinte anos.

Segundo nosso professor, Mefibosete é um dos mais icônicos personagens da Bíblia, e sua história fala basicamente sobre o reencontro com própria identidade. Mefibosete sofreu grandes perdas e acumulou inúmeros traumas em sua vida, mas nada o impactou tão negativamente como o fato de ter renegado quem ele era de verdade. Coube a Davi esse reconhecimento. O Rei não devia favores a Mefibosete, que poderia ser visto como seu maior inimigo, mas se mostrou generoso e mui digno, sendo capaz de honrar uma aliança muito antiga e trazer Mefibosete ao lugar que julgou lhe ser de direito, mesmo que as circunstâncias dissessem o contrário. Jamais poderemos dizer que somos melhores do que Mefibosete. Nossos erros e falhas nos fizeram cair e na queda, nossos pés espirituais se fragmentaram como cacos de vidro. Aleijados, incapacitados e envergonhados, nosso passado de glória é enterrado sobre uma avalanche de pecados, que nos arrasta rumo a Lô-Debar, onde nos mantemos distantes de Deus, esquecidos pelas pessoas e esquecendo de quem somos e de quanto somos amados por Ele. Mas uma coisa é certa: Jesus é melhor que Davi. Ele não faz perguntas sobre nosso paradeiro, pois sabe onde estamos, já que nunca nos perdeu de vista. Ele não envia tropas para nos buscar, mas vai até Lô Debar pessoalmente, e insiste veementemente para que não tenhamos medo. Por ele somos elevados a posição de “filhos” e não “servos”, feitos herdeiros de Deus e co-herdeiros em Cristo.  Não há por nossa parte, merecimento ou mérito que justifique tamanha generosidade. Mas nisto reside a beleza da Graça... Não é preciso merece-la, basta aceita-la.



Pra nunca mais esquecer










Por Caio Nunes

Neste domingo, 02/11/2014, logo cedo, a partir das 7:00 horas da manhã, aconteceu os primeiros movimentos de um trabalho lindo abençoado e bem pensado, idealizado pelo Pr. Gessé Plácido Ribeiro em nossa Catedral Sede em Mogi Guaçu, realizado em várias etapas de que se intercalavam com períodos de oração, envolvendo irmãos e obreiros de todo nosso campo. 

Tivemos a oportunidade de ouvirmos um estudo maravilhoso sobre Mefibosete, que nos fez entender como é possível superar as adversidades com a superação, e tenho convicção, que todos que tem um sonho ou um projeto da parte de Deus, assim como eu, tiveram suas forças renovada, pois Mefibosete mesmo sendo aleijado dos dois pés, isso não o impediu de ser recompensado pelo rei Davi.



Depois desta palavra, assistimos à um batismo histórico, onde mais de 90 pessoas desceram as águas batismais, incluindo jovens, senhores e senhoras, de modo que a presença de Deus foi tão real que vimos irmãos sendo também batizados com o Espírito Santo ainda dentro do tanque. Fomos privilegiados por testemunhar esta intervenção maravilhosa de Deus, batizando seus filhos.

E logo depois aconteceu a Santa Ceia Geral, uma cerimônia que emocionou a todos os presentes.

Antes do estágio final, que era a consagração dos novos obreiros, um de nossos pastores, durante apenas dez minutos ministrou sobre o Salmo 119:83, tempo suficiente para mais uma manifestação de Deus tão intensa e notória que cada minuto parecia uma eternidade de glória.

Por fim, presenciamos a consagração de obreiros, momento em que muitos sonhos e projeto se tornaram reais e promessas de Deus foram cumpridas na vida de muitos homens e mulheres que se dedicam ao trabalho do Senhor. Momentos para nunca mais se esquecer.


sábado, 1 de novembro de 2014

As nações chamam. Eu vou!


As nações clamam em alta voz. Elas imploram por um fio de esperança em tempos de medo e guerra, por uma fagulha de luz em meio a escuridão, por uma palavra de vida em meios a promessas vazias e expectativas de morte. As nações, clamam por uma boa notícia, e portanto, ainda que inconscientemente, estão desesperadamente implorando pelo evangelho. Mas como ouvirão se não há quem prega? Como irão crer se ninguém se dispõe a falar? As nações clamam em alta voz e imploram por Cristo... Mas quem está disposto a ir?

Ana Claudia e Mariana
Esta foi a temática do último culto de 2014 do Grupo de Missões Ágape, realizado neste sábado, 01/11/2014. Sob a direção do Cp. José Osvaldo e da Dca. Carmem Silvia; a reunião desta noite soa como um grande pedido do próprio Cristo, para que sua igreja deixe o conforto das paredes e bancos de alvenaria para enfim ganhar o mundo e alcançar as inúmeras almas que necessitam urgentemente ser salvas das garras de Satanás, afinal, nas palavras do próprio mestre, “os campos estão brancos, prontos para a sega, mas os ceifeiros são poucos”. Várias canções enfatizaram esta necessidade urgente de um posicionamento corajoso em prol da obra missionária, acentuando o quanto Deus quis nos trazer para este tema. Como convidados especiais desta noite, recebemos as cantoras Ana Claudia e Mariana, da cidade de São João da Boa Vista SP, e o Missionário Elton do Amaral (Mogi Guaçu SP), que nos trouxe uma palavra enriquecedora, no sentido de entendermos a estrutura da obra missionária. 

Tudo começa em Jesus, a pedra angular e o fundamento sobre qual tudo está edificado. Só pode ser representante de Cristo, uma igreja que entenda quem ele é, o que fez, o que ensinou e aquilo que preparou para seus seguidores. É preciso viver Jesus e por Jesus,  para poder falar de Jesus e ser convincente ao ouvidos do próximo. Ser de Jesus significa obedecer aos seus mandamentos e seguir suas diretrizes, que para a igreja significa ser guiada e capacitada pelo Espírito Santo. Em Atos 2, Lucas relata que a chegada do Espírito Santo se deu em forma de fogo e vento. Estes são elementos que ilustram bem qual o papel da igreja em relação ao mundo. Como FOGO ela representa a justiça de Deus, que queima o pecado e extirpa o mal, agindo com salva guarda da verdade e baluarte dos preceitos do Senhor. Como VENTO ela tipifica o alcance do amor divino, e como se fosse uma extensão dos braços de Deus, alcança povos, raças e tribos, abraçando as nações.

Hoje, mas uma vez, fomos lembrados do clamor das nações, e de Deus ouvimos a pergunta incessante: Quem vai? Certamente, do meio da multidão uma voz se erguerá com um brado que estremecerá céus e terra...

EU VOU!!!!!!!!!!!!!!

Missionário Elton do Amaral

Vivendo a unidade - (Palavra Pastoral - Novembro 2014)


A unidade é uma chave que tem o poder de levar o indivíduo a conquistar grandes coisas, e sem ela, as portas para estas conquistas permaneceram fechadas. O termo “unidade” vem do latim “únitas”, que remonta a ideia daquilo que não pode ser dividido, sem que em sua respetiva essência, tudo seja destruído ou alterado. A unidade é uma decisão voluntária, provinda única e exclusivamente da vontade. Ninguém nunca viverá em unidade até que decida viver – Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo? (Amós 3:3)

Em Marcos 3:24, Jesus disse que um reino subdividido não pode subsistir, e as páginas do Nova Testamento ratificam esta verdade em inúmeros textos, dentre os quais podemos citar I Tessalonicenses 5:11, Gálatas 6:2 e Tiago 5:13. Aliás, biblicamente falando, não apenas Jesus evidência o poder da unidade, quanto o próprio Satanás mostra conhecer a grande potencialidade desta arma, que se torna nociva quando usada para o mal, pois não se engane, existem sim “unidades” forjadas para fins maléficos e tortuosos. Mas, por outro lado, quando a “unidade” é construída em Deus, e as motivações são revestidas de justiça, então ela se torna num celeiro abarrotado de ricas bênçãos.

Quem vive em unidade desfruta de uma vida emocional mais equilibrada, desenvolve a mansidão com maior fluidez e resolve seus conflitos internos com naturalidade, experimento amplamente o poder regenerador da cura interior. A unidade ajusta o emocional das pessoas. Você já notou que as pessoas que vivem em discórdia e desunião são emocionalmente abaladas, só vivem murmurando e nunca estão realmente felizes? Além destes aspectos mais pragmáticos, acabam desenvolvendo inclusive, traumas emocionais e problemas psicológicos, já que pesquisam comprovam que muitas doenças psicossomáticas são oriundas exatamente  de problemas relacionais. Em suma, quem trabalha para estabelecer a unidade, trabalha para seu próprio bem estar.