terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Biografia: Frida Vingren




Além Gunnar Vingren e de Daniel Berg, muitos outros personagens construíram as bases das Assembléias de Deus no Brasil. Adriano Nobre, José Rodrigues, José Calazans, Nils Nelsons, Nils Kastberg, Samuel Nystrom entre outros foram grandes ícones deste período de implantação das Assembléias de Deus. Mas não podemos nos esquecer de Frida Strandberg. A liderança desta mulher nos chama muita atenção, pois sua atuação foi de suma importância para a consolidação da Assembléia de Deus no Brasil. Frida nasceu em junho de 1891, no norte da Suécia, era de uma família de c rentes luteranos (a Igreja Estatal Oficial na Suécia). Formou-se em Enfermagem chegando a ser chefe da enfermaria do hospital onde trabalhava. Tornou-se membro da Igreja Filadélfia de Estocolmo, onde foi batizada nas águas pelo pastor Lewi Pethrus, em 24 de janeiro de 1917.

Neste mesmo ano recebeu o batismo com o Espírito Santo e o dom de profecia e se sentiu vocacionada para a obra missionária sendo enviada pelo pastor Pethrus para o campo missionário brasileiro e, chegando a Belém/ Pará, se casou Gunnar Vingren em 16 de outubro de 1917. Contraiu malária em março de 1920 e quase morreu. Recuperada viu seu marido pegar a mesma enfermidade várias vezes. Depois de muitos anos no Pará, a família Vingren migra para o Rio de Janeiro, seguindo o mesmo processo da migração nordestina.

Frida Vingren (nome de casada) desenvolveu grandes atividades evangelísticas, abriu frentes de trabalho em muitos lugares do Rio de Janeiro. As atividades de assistência social, círculos de oração e grupos de visitas ficaram sob sua responsabilidade. Também exercia a função de docência nas classes de Escola Dominical e ministrava Estudos Bíblicos. Era responsável – no inicio da obra no Rio de Janeiro – pela leitura devocional nas aberturas dos cultos, pela execução musical dos hinos – ela era organista e tocava violão – e, quando Gunnar Vingren se ausentava da Igreja em visita ao campo missionário, Frida substituía-o pregando e dirigindo os cultos e trabalhos oficiais. Frida exerceu a direção oficial dos cultos realizados aos domingos na Casa de Detenção no Rio de Janeiro e era excelente pregadora, exercendo sob seus ouvintes grande carisma. Pregava e dirigia os cultos nos pontos de pregação da AD no Rio de Janeiro, em praças públicas e áreas abertas. Os cultos ao ar-livre promovidos no Largo da Lapa, na Praça da Bandeira, na Praça Onze e na Estação Central eram dirigidos por Frida, tendo Paulo Leivas Macalão como seu auxiliar direto.

Articulou-se como escritora de diversas matérias nos jornais oficiais da AD, como os jornais Boa Semente, O Som Alegre e Mensageiro da Paz (este último agregou os dois primeiros). Ela escrevia mensagens evangelísticas e traduzia vários outros textos e hinos da língua escandinava. Foi também comentarista das Lições Bíblicas de Escola Dominical (hoje revista oficial da CGADB para a Escola Dominical) na década de 1930.

Além de excelente escritora, Frida sempre se dedicou à música. Cantava, tocava órgão, violão e compunha hinos de grande valor espiritual. Vinte e três hinos da Harpa Cristã são de sua autoria e alguns destes têm forte essência escatológica. Frida, ao que parece, não foi simplesmente uma colaboradora no processo de implantação da AD. Ela foi, juntamente com seu marido, a principal líder da Igreja entre 1920 e 1932. Alencar alega que [Daniel] Berg é nulo [...] Como Berg é inexpressivo na liderança e Vingren, doente, ficou pouco tempo efetivamente na liderança, fica a dúvida sobre quem de fato dirigia e dava “as cartas” nesta igreja em seus primeiros anos: Frida Vingren?

O modelo de liderança de Frida Vingren, segundo relata Alencar, incomodou muito a liderança masculina da AD. Frida é o modelo de uma líder completa, numa época em que As mulheres ainda não participavam da vida política do país nem mesmo como eleitoras, mas a AD permite que elas, excepcionalmente, sejam pastoras e ensinadoras. [O que incomoda então é a] influência de Frida Vingren? Com certeza. Ela prega, canta, toca, escreve poesia, textos escatológicos, visita hospitais, presídios, realiza cultos e – nada comum – dirige a igreja na ausência do marido (e… na presença também) [...] na foto dos missionários… que participaram da Convenção de Natal [Rio Grande do Norte, 1930] ela é a única mulher que aparece. Onde estão as esposas dos outros [missionários e pastores]?… Frida chega a escrever um texto no Mensageiro da Paz… disciplinando a con duta dos obreiros.

Frida é vista como uma mulher extraordinária. Ivar Vingren argumenta que a esposa do irmão Vingren, foi também uma missionária fiel, perseverante e zelosa, que além do cuidado pela família, soube participar e ajudar no trabalho do seu esposo. Grande é a multidão de almas que ela ganhou para Jesus durante estes anos de luta junto com o seu esposo.  Frida, numa das cartas selecionadas na obra autobiográfica dos Vingren, expressa o seu esgotamento físico e seus sentimentos acerca de seu trabalho pioneiro no Brasil. Ela enumera as dificuldades na categoria “tribulação”, sofrimento” e “agonia”. Mas tem muita esperança, quando contempla os sinais de Deus operando na Igreja e nas congregações. Ela declara que tem pagado o preço do trabalho, mas sabe que nada é em vão perante o Senhor. A missionária – dirigente dos trabalhos oficiais na AD do Rio de Janeiro (até então Missão Sueca) nesta mesma carta demonstra um sinal de frustração por ter de entregar a direção do Jornal “Mensageiro da Paz” aos líderes nacionais - O Senhor sabe de tudo, eu não quero defender-me, pois não sou sem falta, mas aquele dia tudo se revelará [...] Agora, depois que entregamos a direção do jornal “Mensageiro da Paz”, eu pensei então que o nosso tempo aqui no Brasil talvez esteja terminado ou o Senhor talvez tenha alguma outra missão para nós cumprirmos [...] Para mim é como arrancar o coração do meu peito, quando penso em deixar o Brasil para talvez nunca mais voltar!

É difícil aceitar que Frida seja “sem falta”. Ela faz tudo e assume toda a responsabilidade da Igreja em São Cristóvão/ RJ além de cuidar das congregações ligadas a esta Igreja, dirigir o jornal e articular outros trabalhos acima citados. Ela tem um esgotamento físico que chega a atingir o sistema nervoso e alega sofrer do coração. Sinais claros de cansaço de uma pessoa que se dedica integralmente à obra da Igreja. É complicado vê-la somente como colaboradora ou à sombra de Vingren. Frida desabafa quando diz que “Gunnar tem estado enfermo a tanto tempo, que faz muito [tempo] que ele nem tem podido participar do trabalho”. Por causa da enfermidade de Gunnar Vingren, este não teve o tempo e a energia suficiente para poder assumir o trabalho. Quem assume o trabalho integralmente é Frida, apesar de Samuel Nystrom – teórica e documentalmente – ser o segundo dirigente da Igreja na ausência de Gunnar Vingren. É fato que Frida é uma mulher humilde que compreende seu papel de liderança e, sem soberba, relata como Deus, em uma revelação dada a uma irmã, a via quando ela auxiliava seu marido. - Quando nós [Gunnar e Frida] saímos do Pará e viemos ao Rio de Janeiro, uma irmã no Pará teve uma visão. Ela viu como Gunnar estava ajuntando frutas maduras num grande pomar e ela me viu também num canto do pomar, trabalhando com uma bomba de água, que estava regando todas as árvores.

Esta visão está muito próxima à lógica do ministério apostólico compreendido por Paulo. “Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento” (I Coríntios 3.6). Gunnar seria Paulo? Frida, Apolo? A compreensão hermenêutica pentecostal pode nos abrir para essa possibilidade interpretativa. Mas, Frida nunca esteve “num canto do pomar”. O fato é que Frida Vingren, com o agravamento da enfermidade de seu marido, foi preterida pela liderança nacional. Em 1932, por causa do estado de saúde de Gunnar, toda a família Vingren é obrigada a voltar à Suécia para cuidar da saúde de Gunnar. Neste mesmo ano, antes de viajar para a Suécia, o casal Vingren sofre com a morte de sua filha caçula. Frida perde o que lhe é mais precioso no período de dois anos (1932-1933). Perde sua filhinha, é forçada pelas circunstâncias explícitas (doença do marido) e implíc itas (a oposição da liderança nacionalista e masculina) a deixar o trabalho eclesiástico por ela exercido e suportar a perda – por falecimento – de seu marido. Sete anos depois do falecimento de Gunnar, Frida também entra pelas portas das mansões celestiais e as obras de suas mãos a acompanharam e naquele dia tudo se revelará. - “Então ouvi uma voz dos céus dizendo escreva: Felizes os mortos que morreram no Senhor… Diz o Espírito: Sim, eles descansarão das suas fadigas, pois as suas obras os seguirão”. (Apocalipse 14.13).

Frida Vingren é o típico modelo de mulher pentecostal que exerceu o seu ministério pastoral na periferia do poder clerical. Dentro das AD se constituíram as sociedades eclesiais femininas como grupos de visitação, de oração, de louvor, assistência social; Frida é a origem. 

Texto escrito por Marcos José e publicado no site "Pentecostalismo". Confira a postagem original e completa  clicando aqui.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Campanha - Minha Família, Meu Celeiro


Na noite desta segunda feira, todas as igrejas Assembleia de Deus Madureira, sediadas em Mogi Guaçu, iniciaram uma campanha de oração que se estenderá até o fim de Janeiro, com o tema: “Minha Família, Meu Celeiro”.

Em nossa igreja na cidade de Estiva Gerbi, está campanha será realizada de segunda a sexta feira das 19:00 as 20:00 horas, sendo que nas quartas feiras a campanha será absorvida pela Quarta Forte. Já aos sábados e domingos serão realizados períodos de oração antes dos cultos oficiais e durante as reuniões. Na sistemática de trabalho desenvolvida para esta campanha, além dos intervalos de oração, serão realizados devocionais diários, que serão ministrados por diversos membros da igreja. Em cada dia da campanha, será realizado um clamor especial por uma família especifica.

Para abrilhantar esta campanha, foi montado um mural onde serão estão sendo fixados retratos dos membros da igreja e de seus familiares, que serão constantemente apresentados ao Senhor em nossas preces. Também construímos um “Altar da Família”, onde vários elementos que representam as necessidades de cada casa, serão depositados em um ato profético. Já no primeiro dia da campanha foram colocados sobre este altar, por exemplo: chaves, lista de compra, celulares, carteira de trabalho, leite, processos judiciais, e até mesmo porção de terra...  O Pr. Wilson Gomes também informou que aos finais de semana, serão realizadas unções especiais, sendo a primeira delas para os “chefes” de família.

Participe também... Deus tem grandes bênçãos para o seu lar!


Pode um cristão estar possesso por demônios?

Infelizmente, muitos cristãos ainda tem o receio de estarem dominados por forças malignas, ou temem que outros cristãos em sua volta estejam. Mas seria isto possível? Com base neste estudo publicado no site Got Questions, tentaremos trazer uma luz sobre esta questão.

Embora a Bíblia não afirme explicitamente se um cristão pode ou não ser possuído por um demônio, verdades bíblicas relacionadas deixam bem claro que os cristãos não podem ser possuídos por demônios. Há uma nítida diferença entre ser possuído por um demônio e ser oprimido ou influenciado por um demônio. A possessão demoníaca envolve um demônio tendo controle direto e total sobre os pensamentos e/ou ações de uma pessoa (Mateus 17:14-18, Lucas 4:33-35; 8:27-33). Opressão ou influência demoníaca envolve um demônio ou demônios atacando espiritualmente uma pessoa e/ou incentivando-a a um comportamento pecaminoso. Observe que há várias passagens do Novo Testamento que lidam com a guerra espiritual, mas em nenhuma encontramos instruções para expulsar demônios de um crente (Efésios 6:10-18). Os crentes são instruídos a resistir ao diabo (Tiago 4:7, 1 Pedro 5:8-9), mas não a expulsá-lo. Os cristãos são habitados pelo Espírito Santo (Romanos 8:9-11, 1 Coríntios 3:16, 6:19). Certamente o Espírito Santo não permitiria que um demônio possuísse a mesma pessoa em quem Ele habita. É impensável que Deus permitiria que um de seus filhos, alguém que Ele adquiriu com o sangue de Cristo (I Pedro 1:18-19) e tornou uma nova criatura (II Coríntios 5:17), fosse possuído e controlado por um demônio. Sim, como seguidores de Cristo, estamos em guerra com Satanás e seus demônios, mas não de dentro de nós mesmos. O apóstolo João declara: "Filhinhos, vós sois de Deus e tendes vencido os falsos profetas, porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo" (I João 4:4). Quem é o Ser que em nós habita? O Espírito Santo. Quem é o que está no mundo? Satanás e seus demônios. Portanto, o crente tem vitória sobre o mundo dos demônios e o caso de possessão demoníaca de um seguidor de Jesus não pode ser defendido biblicamente.

Em vista da forte evidência bíblica de que um Cristão não possa ser possuído por demônios, alguns professores da Bíblia usam o termo "demonização" para se referir a um demônio tendo controle sobre um cristão. Alguns argumentam que, embora um cristão não possa ser possuído por demônios, ele ainda pode ser demonizado. Normalmente, a descrição de demonização é praticamente idêntica à descrição da possessão demoníaca. Assim, temos o mesmo problema. Mudar a terminologia não muda o fato de que um demônio não pode habitar ou assumir o controle total de um cristão. Influência e opressão demoníaca são realidades para os cristãos, sem dúvida, mas simplesmente não é bíblico dizer que um cristão pode ser demonizado ou possuído por um demônio.

Grande parte do raciocínio por trás do conceito de demonização é a experiência pessoal de ver alguém que "definitivamente" era um cristão exibindo evidência de que estava sendo controlado por um demônio. É fundamental, porém, que não permitamos que a experiência pessoal influencie a nossa interpretação das Escrituras. Pelo contrário, devemos filtrar as nossas experiências pessoais através da verdade das Escrituras (II Timóteo 3:16-17). Ver alguém que achamos ser um cristão exibindo um comportamento demonizado deve nos levar a questionar a autenticidade da sua fé. Não deve nos levar a alterar a nossa perspectiva sobre se um cristão pode ser possuído por demônios ou demonizado. Talvez a pessoa realmente seja um cristão, mas está sendo oprimida por demônio e/ou sofrendo de graves problemas psicológicos. No entanto, novamente, nossas experiências devem passar o teste das Escrituras e não o contrário.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Chronos VS Kairós

Inspirado na mensagem ministrada pelo Pr. Wilson Gomes no Culto da Família em 04/01/2015. Partes deste texto foram compilados do site Salmo 37
Muitos crentes estão frustrados, com a vida espiritual em declínio, decepcionados com Deus e a Igreja. Tudo isso, porque supostamente Deus deixou de cumprir as promessas feitas. Obviamente, este tipo de pensamento nada mais é que loucura humana, pois Deus é fiel em tudo o que fala e faz. Se uma promessa foi realmente feita por Deus, não haverá no ceú, na terra ou embaixo da terra, qualquer força que seja capaz de impedi-la de se realizar... Mas elas só se tornaram realidade no tempo de Deus e não no nosso. E é exatamente aí que os prognósticos do homem falham miseravelmente e os projetos de Deus se mostram plenos e absolutos: Existem dois  conceitos gregos para definir o “tempo”: Chronos e Kairós.  Chronos (do qual se derivam palavras como “cronologia’ e “cronômetro) é o tempo marcado pelo relógio; minutos, décadas, séculos – passado, presente e futuro. Kairós, por sua vez, é o tempo como substância. É não-sequencial e indivisível. Esse tempo é a pura existência do ser. É a categoria de tempo segundo Deus. Conforme Jesus disse aos fariseus, Deus não disse a Moisés: “Eu era o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó”, mas, “EU SOU o Deus de Abraão, Isaque e Jacó”. Resumindo: Chronos é o tempo do homem, medido por calendários e relógios. Kaíros é o tempo de Deus, e a única forma de data-lo é de eternidade em eternidade.
Quase todos nós passamos a vida servindo a chronos. O relógio dita o nosso ritmo de vida e nos fecha dentro das paredes da agenda e dos prazos impostos. Como base para entrarmos nas profundezas de Deus, temos a Sua exortação para trocarmos nossos fusos horários – mudarmos de chronos para kairós. Paulo trata desse assunto assim: “Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios.” (Efésios 5:15-16). O tempo pertence a Deus: “Tudo fez formoso em seu tempo” (Eclesiastes 3:11). A ansiedade gera a pressa, o medo gera a ansiedade e, como sabemos: “No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor” (I João 4:18). Quem confia no amor de Deus, não deveria temer. Deus enxerga a mim e a você no kairós; nós nos enxergamos no chronos.  Não sabemos todas as razões, todos os porquês, todas as implicações. Mas Ele sabe de tudo aqui e agora, eternamente. Isso é grande e misterioso demais para entendermos, mas não precisamos entender, precisamos confiar e crer. O amanhã está nas mãos de Deus – Ele proverá. Creia na fidelidade de Deus!

Pr. Valdomiro Abreu assume a congregação do Jardim Ludi

Pr. Valdomiro Abreu
Por: Caio Nunes

Após um período de transição, onde vários obreiros foram escalados para dar prosseguimento ao trabalho, na noite deste domingo, 04/01/2014, a congregação do Jardim Ludi recebeu definitivamente o seu novo dirigente. E ninguém melhor para assumir este trabalho que um dos patriarcas desta igreja, veterano na obra do Senhor e grande exemplo para todos os féis, o querido Pr. Valdomiro Abreu.

Nascido em 17 de agosto de 1940, o Pr. Valdomiro Abreu construiu ao lado de sua esposa Onofra (In Memorian), uma honrosa história de lutas e vitórias não apenas em nossa igreja, mas também em nossa cidade, antes mesmo de sua emancipação. O Pr. Valdomiro, inclusive, foi o dirigente de nossa sede regional entre os anos de 2005 e 2008, período no qual inauguramos nosso templo.

Nosso presidente regional fez questão de pessoalmente dar posse ao novo dirigente, ressaltando a sua importância histórica para nossa igreja. Também realizou uma leitura do Salmo 121, trazendo uma palavra de benção sobre o pastorado do Pr. Valdomiro, e juntamente com todos os irmãos, realizou uma oração empossando o novo dirigente. O Cp. Daniel Mateus Freire e sua esposa Eliane Cardoso Freire serão auxiliares no trabalho.  A cerimônia tambem foi acompanhada pelo 1º Secretário da igreja, Pb. Carlos Alexandre Alves de Lima.


sábado, 3 de janeiro de 2015

E o ano começou pra valer

Por: Valquíria Gomes

2015 começou para valer com a realização do primeiro culto oficial do ano, onde o Pr. Wilson Gomes ressaltou a calçar os pés no chão, deixar para trás o clima festivo dos últimos dias e encarar face a face a realidade de um novo ano, com seus prazeres e labores. Este, profeticamente é para nós o Ano do Renovo, onde nosso primeiro objetivo será a busca pela renovação dos valores familiares.

Vivemos em um tempo onde a família tem se tornado o alvo prioritário de Satanás, sendo vítima de constantes ataques malignos disfarçados de direitos civis e defesa de minorias, que visam minar e denegrir a essência daquela que a primeira e maior instituição criado por Deus. A Igreja, como uma salva guarda da verdade, deve se posicionar de forma incisiva e decisiva, como baluarte e escudo, protegendo estes valores das investidas infernais. A priori, iniciaremos 2015 orando pelas famílias, com a campanha “Minha Família, Meu Celeiro”. Ainda neste proposito, Escola Bíblica Dominical também começa 2015 com força total, e neste primeiro trimestre irá tratar de um tema, que embora renegado pela atual geração, é fundamental para uma para uma jornada cristã íntegra e frutíferaalém de ser a chave para uma vida familiar abençoada: FIDELIDADE.

Nosso, Pr. Wilson Gomes, aproveitou a reunião deste sábado, dia 03/01/2015 para apresentar o propósito da nossa campanha de oração e conclamar toda a congregação para se engajar nesta cruzada especial, fazendo uso do Salmo 127: Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois assim dá ele aos seus amados o sono. Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão. Como flechas na mão de um homem poderoso, assim são os filhos da mocidade, Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos, mas falarão com os seus inimigos à porta.


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Santa Chapinha!


Nós mulheres de Deus, embora priorizemos a beleza interior que provem do coração, também precisamos cuidar de nossa estética, pois além de melhorar nossa autoestima, ainda demostra cuidado e respeito para com o “Templo do Espírito”. 

E se existe uma invenção que muito contribui para que a mulher se sinta (e esteja) linda (e radiante), esta é sem duvidas,  a famosa “chapinha”.

Também conhecida como “Piastra” ou “Prancha Modeladora”, a “chapinha” é uma ferramenta utilizada para alterar a estrutura do cabelo com a ajuda do calor. Basicamente existem dois tipos gerais, as chapinhas alisadoras e as que produzem cachos. O sistema e funcionamento das chapinhas pode ser comparado ao do ferro de passar roupa, o qual durante muito tempo, também foi usado para secar e alisar os cabelos de muitas mulheres, mesmo sendo uma técnica muito arriscada, já que em decorrência do calor excessivo, podia causar danos permanentes

Marcel Grateau foi creditado pela invenção da chapinha de cachos em 1890, também conhecida por “baby liss”. Já em maio de 1906, Simon K. Monroe patenteou uma chapinha de dentes metálicos para alisar cabelos. Depois, em dezembro de 1909, foi a vez de Isaac K.  Shero, patentear uma invenção na qual duas chapas planas eram prensadas sobre os cabelos. No entanto, a chapinha como conhecida hoje foi inventada pela lady Jennifer Bell Schofield em 1912, que aperfeiçoou as invenções anteriores criando um instrumento composto por duas placas de ferro com uma dobradiça, que eram aquecidas para alisar os cabelos. Obviamente, nesta época, as mulheres sempre corriam o risco de saírem com os cabelos chamuscados ou até mesmo com queimaduras na pele, pois era impossível controlar a intensidade do calor.

Com o passar dos anos, a técnica foi sendo aprimorada e a chapinha elétrica foi desenvolvida, e mais recentemente foram lançados os modelos onde placas de cerâmica substituíram o metal e atenuaram drasticamente os riscos inerentes ao procedimento de alisamento e preservando a saúde dos cabelos.

Salve a Santa Chapinha!

Bom Final de Semana!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

EBD: A Fidelidade de Deus


Texto Áureo
A tua benignidade, Senhor, chega até os céus, até as nuvens a tua fidelidade.
Salmo 36:5

Verdade Aplicada
A fidelidade de Deus é a base sólida da sustentação de nossa confiança e relacionamento com Ele.

 Textos de Referência
Salmos 89:1,2,5 e 24

Cantarei para sempre as tuas misericórdias, ó Senhor, os meus lábios proclamarão a todas as gerações a tua fidelidade.
Pois disse eu: a benignidade está fundada para sempre: a tua fidelidade, tu a confirmarás até nos céus, dizendo.
Celebram os céus as tuas maravilhas, ó SENHOR, e, na assembleia dos santos, a tua fidelidade.
A minha fidelidade e a minha bondade o hão de acompanhar, e em meu nome crescerá o seu poder.


A Fidelidade de Deus

A fidelidade de Deus, um dos grandes temas da Bíblia, carrega em si a ideia do compromisso inabalável de Deus em manter, na relação com o Seu povo, tudo quanto se encontra escrito na Sua Palavra. A fidelidade é uma das gloriosas perfeições do Senhor, uma vestimenta do próprio Deus (Salmo 89:8). Tudo o que há acerca de Deus é grande, vasto e incomparável, assim é também Sua fidelidade (Salmo 36:5). A fidelidade é um atributo do caráter de Deus. A fidelidade é parte inerente do ser divino e Ele tem enorme satisfação em revelar-se a seu povo como Deus fiel (Deuteronômio 7:9). O apóstolo Paulo afirma que nem mesmo a infidelidade humana pode alterar a fidelidade divina (II Timóteo 2:13). A vida de Deus não muda. Ele é desde a antiguidade (Salmo 93:2). O salmista Davi compreende uma revelação da perfeição divina, por meio da qual Deus não está sujeito a qualquer mudança, não somente em Seu ser, mas também em Suas profecias, propósitos e promessas (Salmo 102 :26-27 / Hebreus 6:13-14). A fidelidade de Deus está expressa em Sua coerência moral e pessoal no seu relacionamento com as pessoas. Por isso, Deus é comparado a uma rocha (Deuteronômio 32:4). Ele permanece sempre na mesma posição. Ele é eternamente o Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação (Tiago 1:17). Deus não envelhece, Sua vida não aumenta nem diminui. Ele não ganha novas forças nem perde o que possui. Não amadurece nem se desenvolve. Ele não se torna mais forte nem fica mais fraco, nem mais sábio a medida em que o tempo passa, pois já é perfeito e sendo perfeito não pode mudar nem para melhor nem para pior. (Arthur W. Pink).

O caráter de Deus não muda. No curso da vida humana, gostos, perspectivas, tempo, temperamento, entre outros, podem mudar o caráter de uma pessoa, mas nada pode alterar o caráter de Deus. Ele nunca se torna menos verdadeiro, misericordioso, justo ou fiel (Êxodo 34.6). O caráter de Deus é hoje, e sempre será exatamente como era nos tempos bíblicos, conforme a auto revelação de Deus a Moisés (Êxodo 3.14). Ele tem vida em si mesmo e o que Ele é agora será eternamente (Hebreus 13:8). O caráter de Deus é imutável. Assim, Tiago, numa passagem que trata da bondade e santidade de Deus para com os homens e hostilidade para com o pecado, menciona Deus como aquele “em quem não pode existir variação ou sombra de mudança” (Tiago 1:17). Os planos do homem podem mudar por falta de previsão ou ausência de poder. Porém os propósitos de Deus nunca se alteram (Salmo 33:11), visto que Deus é Onisciente, Onipotente e Onipresente. O que Deus executa no presente, Ele já planejara desde a eternidade (Efésios 3:3-11). Tudo o que se encontra em Sua Palavra, Ele se comprometeu a realizar (Marcos 13:31). O seu propósito abrange grandes reinos (Daniel 4:32), mas também tem planos para seus servos de forma individual (Atos 9:15) e com relação à Igreja (Filipenses 1:6). Podemos ter certeza de que o propósito de Deus com respeito à nossa salvação não é uma vaga possibilidade, mas uma convicção inabalável. A volta de Jesus e a consumação da nossa salvação é uma agenda firmada pelo Pai e Ele a levará avante.

Os textos sobre o “arrependimento” de Deus (Gêneses 6:6, I Samuel 15:11; Jonas 3:10; Joel 2:13) abordam a anulação de tratamento prévio dispensado a certos homens, como consequência da resposta deles a esse processo. Mas não há indicação alguma de que essa reação tenha sido prevista, nem que Deus tenha sido tomado de surpresa, nem que a mesma não estivesse estabelecida em Seu plano eterno. Não há mudança alguma em Seu propósito eterno quando Ele começa a agir em relação a uma pessoa de maneira diferente. (J.I.Packer).


Mentir... Jamais

O termo “FIDELIDADE” vem do latim “fidelis”, e faz alusão a atitude de quem é leal, honesto, confiável e verdadeiro nos compromissos que assume, sendo constante em sua conduta. Numa definição mais pragmática, podemos dizer que a FIDELIDADE é uma observância rigorosa e exata da verdade, ou ainda, firmeza e lealdade. Todas estas características estão presentes na composição do caráter divino, e é exatamente por isso que Ele não desiste de nós, seu projeto mais auspicioso. É claro que Deus deseja uma reciprocidade desta relação, por isto, Ele leva muito a sério nossas ações e palavras. Na atmosfera habitada pelo Senhor, não existe mentira e nem engodo, logo a verdade predomina absoluta. Deus exige (e cobra) de nós a mais pura verdade. Entenda: Na presença de Deus a mentira simplesmente deixa de existir, é portanto não existe a possibilidade de se mentir ou omitir até o mais escuso pensamento, já que Ele mesmo se revela assim ao homem espiritual: Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração. E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas (Hebreus 4:12-13).

Deus jamais se engana e portanto não pode nós enganar também. Suas promessas são respaldadas na total certeza de que Ele tem o poder de torná-las em realidade. Não existem palavras ditas no afã do momento ou verbetes lapidados por sentimentos deturpados e sazonais. Deus é pontual e preciso, zeloso por honrar cada vírgula de sua Palavra. Assim, Ele espera que honremos nossas palavras, votos e promessas com o mesmo esmero. Precisamos entender que Deus leva o homem muito a sério. Quando Esaú, entorpecido pelas circunstâncias, trocou sua primogenitura por um prato de lentilhas, certamente não estava considerando aquela promessa como válida, mas Deus estava. Como resultado, Esaú perdeu o direito de herdar as bênçãos patriarcais que lhe eram de direito (Gêneses 25:34). Portanto, precisamos refrear nossa língua, pesar cuidadosamente nossas palavras e medir milimetricamente nossas ações diante de Deus, pois a fidelidade Dele é tão intensa, que elevará ao quadrado nossas ações, dando a elas uma conotação muito mais intensa, o que acarreta maior cobranças sobre elas.  Na maioria das vezes não somos capazes de corresponder a estas expectativas divinas sobre nós, pois nossa natureza humana ainda se inclina para o mal, com suas mentiras frequentes e desculpas esfarrapadas, que minam e por vezes implodem, a nossa fidelidade para com Deus. Mas nossa infidelidade não compromete a fidelidade de Deus, que continuará verdadeiro e leal independentemente de nossas atitudes, pois como disse Paulo em II Timóteo 2:11-13, “fiel é esta palavra: Se, pois, já morremos com ele, também com ele viveremos; se perseveramos, com ele também reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará; se somos infiéis, ele permanece fiel; porque não pode negar-se a si mesmo.”


Fidelidade no cumprimento 
das promessas

A Bíblia está repleta de promessas de Deus para Seu povo. Em Hebreus 10:23, somos convidados a guardar firmemente a nossa esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel.  A maioria das promessas de Deus é incondicional e será cumprida (Gêneses 18:9-14), outras, porém, dependem da obediência e fé do seu povo. Em Sua ascensão ao céu, Cristo prometeu aos discípulos que enviaria o Espírito Santo (Lucas 24:49), mas estabeleceu uma condição: que permanecessem em Jerusalém até que do alto fossem revestidos de poder, o que se cumpriu no dia de Pentecostes (Atos 2:1-4). Precisamos, portanto, ter uma atitude de fé e perseverança face ás promessas de Deus e buscar o seu cumprimento por meio da oração, como fez o profeta Daniel. Ele entendeu que o fim do cativeiro havia chegado para Israel, então clamou ao Senhor pelo cumprimento da promessa (Daniel 9:1-2). Neemias também orou firmado nas promessas de deus (Neemias 1:9-10). Os que pensam que as promessas de Deus são tardias não possuem o discernimento necessário para saber que a demora de Deus tem o objetivo de afastar o julgamento e trazer a graça salvadora ao maior número possível de pessoas (II Pedro 3:9). Na vida do cristão, a espera é sem dúvida um amadurecimento pessoal. O tempo de deus não é o nosso. Os discípulos só esperaram dez dias e foram batizados no Espírito santo. Alguns homens de Deus, porém, tiveram que esperar com paciência a realização da promessa de Deus. José esperou treze anos para tornar-se primeiro-ministro do Egito. Moisés passou quarenta anos no deserto se preparando (Atos 7:22-23). Mas ambos alcançaram o cumprimento da promessa de Deus para suas vidas. Deus não atrasa nem adianta, chega sempre na hora certa. É preciso aprender a esperar no Senhor (Salmos 27:14).

Há nas Escrituras numerosas ilustrações da fidelidade de Deus em manter Suas promessas sempre atuais. O juramento feito por Deus de que a terra produziria alimentos para todos continua (Gêneses 8:22). No dia de Pentecostes, Pedro relembrou uma promessa feita por Deus (Atos 2:39). Após quase dois mil anos, essa promessa continuasse cumprindo e pessoas ainda são batizadas no Espírito Santo onde o Evangelho é pregado confirmando assim a atualidade das promessas de Deus. Vidas libertas, pessoas transformadas, doentes curados e o Evangelho avançando até as mais longínquas regiões do mundo são provas do cumprimento da Palavra de Deus (Marcos 16:15-18). As Escrituras afirmam que Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e eternamente (Hebreus 13:8), o mesmo se aplica à Palavra de Deus, pois Cristo é a Palavra viva de Deus (João 1:14). Se Cristo permanece o mesmo, assim acontece com a Palavra de Deus em tudo quanto ela afirma. Creiamos, portanto na atualidade das promessas de Deus.


Porque as vezes Deus não nos abençoa?

Escrevendo aos cativos na Babilônia, o profeta Jeremias faz uma maravilhosa revelação sobre o caráter de Deus: Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais (Jeremias 29:11). Em outras palavras, podemos dizer que Deus deseja realizar nossos sonhos e nos fazer feliz. Mas primeiramente, Ele prova nosso coração afim de verificar se estamos preparados para viver nosso próprio sonho, sem nos apostatar da fé. Se comprovar nossa inaptidão para conviver com as bênçãos, Deus cerra as janelas do céu sobre nossa vida e em decorrência disso não vivemos os grandes projetos de Deus. Por exemplo, por conhecer os recônditos do coração humano, Deus sabe que dando um bom carro para determinado cristão, este passará a se dedicar única e exclusivamente a passeios e viagens, deixando a frequência nos cultos em segundo plano, e pouco a pouco viverá um esfriamento espiritual. Assim, embora deseje dar a benção tão esperada por seu filho, o Senhor a retém visando um bem maior. Outras vezes, somos testados com provação, para obtermos aprovação para dias de sucesso, abastança e honra, afinal, é nossa fidelidade no “pouco” que nos credencia ao “muito” (Mateus 25:21). Sobre este tema, reproduzo aqui um trecho do texto “Um teste para o seu coração”, escrito em parceria com o meu pai, Pr. Wilson Gomes:

Na hora da dificuldade e do aperto, quando nos encontramos em um beco sem saída, é muito complicado entender o projeto de Deus, que sim, é minuciosamente elaborado, e como diz o dito popular, até o “um” jocoso é número. Em outras palavras, cada detalhezinho é importante, então “nada” pode ser ignorado, e nenhuma etapa deve ser protelada. Andar com Deus, é exatamente viver de etapas muito bem planejadas, distintas e ao mesmo tempo intrínsecas. Na prática, a realidade é que este andar com Deus as vezes frustra nossas expectativas, pois queremos sempre o “melhor” imediato (eu quero o melhor, você quer o melhor), e Deus quer primeiramente nos ensinar “a como” viver e valorizar o melhor que está por vir... Para Deus existe duas questões de grande importância: Estamos prontos para viver o melhor? E quando chegar a hora em que receberemos do melhor, como iremos reagir? O povo de Israel viveu o dilema desta espera. Caminhando pelo deserto rumo a uma terra que manava leite e mel, mas que parecia cada vez mais distante, também questionou à Deus o “como” e o “porque” dos dias escassos de fartura. A resposta de Deus para Israel é a mesma que se encaixa na sua e na minha indagação, e está registrada em Deuteronômio 8:2-5: - “E te lembrarás de todo o caminho, pelo qual o Senhor teu Deus te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, e te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias os seus mandamentos, ou não. E te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem teus pais o conheceram; para te dar a entender que o homem não viverá só de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor viverá o homem. Nunca se envelheceu a tua roupa sobre ti, nem se inchou o teu pé nestes quarenta anos. Sabes, pois, no teu coração que, como um homem castiga a seu filho, assim te castiga o Senhor teu Deus” - Entendeu? Deus nunca irá te abandonar e sempre cuidará de você. Não no seu tempo, mas sim no tempo dele. Não de acordo com os seus planos, mas dentro do projeto original dele.  Antes de te abençoar, Deus irá testar o seu coração para ver se você não será estragado pela grande benção que está por vir, e se for necessário, Ele te vacinará para que você desenvolva anticorpos que mantenham afastados os efeitos colaterais do “melhor”, tais como orgulho, vaidade, soberba, apostasia e esfriamento espiritual. Portanto, fique firme. Aguente o tranco. Prepare-se para dias melhores no futuro vivendo dignamente os piores dias do agora. 


A Fidelidade de Deus para com o 
seu Povo

No relacionamento entre Deus e o Seu povo, Ele tem se mantido fiel. As gerações vão e vem, e Deus permanece fiel a todas elas. Mesmo quando o povo peca ou se desvia, Deus permanece fiel, pronto a perdoar, restaurar e socorrer, quando estes se voltam para Ele (II Timóteo 2:13). Essa é uma promessa que precisa ser celebrada e ao mesmo tempo compreendida. Não é um convite à licenciosidade, nem um incentivo ao erro. De forma alguma se deve brincar com o pecado. Sansão brincou e quase foi destruído (Juízes 16:20- 21). Esaú foi profano com as coisas de Deus e não encontrou lugar de arrependimento (Hebreus 12:16-17). Esses exemplos nos servem de advertência. Deus é fiel em perdoar o cristão sincero e verdadeiramente arrependido. Somos restaurados porque o Senhor é fiel. Dentre as riquezas de Deus está Sua capacidade de perdoar, expressa nas riquezas de Sua misericórdia que transcendem aos nossos mais elevados pensamentos (Salmos 103:11). Ninguém pode medi-la. O profeta Miquéias afirma que ninguém pode se comparar a Deus, porque além de perdoar a pessoa arrependida, Deus, de forma maravilhosa, esquece-se da transgressão do Seu povo (Miquéias 7:18).

Deus é fiel em socorrer e livrar. O povo de Israel, ao longo de sua história, é testemunha viva dos feitos poderosos do Senhor e Sua fidelidade para livrá-los dos seus inimigos. Davi confessou que sem o Senhor os seus opositores o teriam engolido vivo (Salmo 124:1-3). Na passagem pelo Mar Vermelho, Moisés disse que deus pelejaria pelo seu povo (Êxodo 14:1-31). Na ação de Deus que livrou os jovens hebreus da fornalha ardente, até o soberbo Nabucodonosor reconheceu Sua grandeza (Daniel 3:23-29). Essas mesmas promessas se aplicam aos cristãos hodiernos. O Senhor não nos prometeu uma vida fácil e sem dificuldades, pelo contrário, Ele nos conscientizou de que neste mundo teríamos aflições (João 16:33), mas pediu que tivéssemos ânimo, porque Ele venceu e não desampara nem abandona os Seus servos (Hebreus 13:5-6). Deus não permite uma luta acima do que podemos suportar (I Coríntios 10:13). A palavra assegura que quem nasceu de novo e não vive na prática do pecado, o maligno não lhe toca (I João 5:18). A libertação do apóstolo Pedro é um dos mais poderosos atos de socorro de Deus (Atos 12:1-10). Herodes representava a lei, ninguém podia escapar das suas mãos. Dentro da ótica humana era o fim de Pedro, fortemente guardado por dezesseis soldados, mas Deus, maior que qualquer poder deste mundo, enviou Seu anjo e libertou a Seu servo, revelando tanto a sua fidelidade, quanto Seu poder em livrar e socorrer.

A promessa da presença de Deus é uma verdade gloriosa revelada em toda a Bíblia. Quando recebeu a ordem de partir em direção à Canaã, Moisés pediu a Deus que a Sua presença fosse com eles, caso contrário não sairia dali (Êxodo 33:12-15). Deus lhe fez uma promessa e, durante quarenta anos no deserto, Ele foi fiel: de dia numa coluna de nuvem e de noite numa coluna de fogo (Êxodo 13:21-22), ou seja, não importam as circunstâncias (Salmo 23:4; Isaías 43:2), Ele estará presente. O Senhor Jesus corroborou essa promessa de forma maravilhosa para a Igreja (Mateus 18:20). Ele estará presente e de forma ativa por todos dias até o fim dos séculos (Mateus 28:20; Apocalipse 2:1). A infidelidade, um dos pecados mais proeminentes destes dias maus, está presente na vida social, nos negócios, nas amizades que se dissolvem tão facilmente e até na vida conjugal. No entanto, é encorajador erguer os olhos e contemplar aquele que é fiel em tudo e em todo o tempo, no qual podemos confiar plenamente na certeza de que Ele nunca falhará conosco.


Deus e Homem –
Uma relação de amor eterno

A Bíblia menciona a raríssima possibilidade de alguém se compadecer de uma pessoa muito boa, ao ponto de dar a vida do próprio filho por ela. Talvez existam pessoas que mereçam um ato de amor tão extremado, e até mesmo uma alma tão altruísta capaz de tamanho beneplácito. Mas o amor de Deus pelo homem é demostrado no fato que ELE nos deu a vida de seu próprio filho quando ainda éramos maus e pecadores, imerecedores de qualquer compaixão (Romanos 5:8). Desde então, esse grandessíssimo amor só faz aumentar, potencializado ainda mais pela graça e pela misericórdia que emana do trono divino. Deus nos ama e deseja um relacionamento intenso e verdadeiro com cada um de nós. Feliz é o homem que aceita esse favor e mergulha sem reservas no oceano infindo desse amor, cujas correntezas nos levam rumo a uma eternidade de paz e felicidade. Obviamente, como em todo relacionamento é necessário que se façam concessões, e mesmo Deus não nos devendo nenhum favor, é Ele quem voluntariamente se mostra tolerante aos nossos deslizes. Deus se dispõem a perdoar todas as nossas ofensas, afrontas e pecados, nossos rompantes de preciosismo e hedonismo, nossas lamúrias desmedidas e nossos desatinos sem precedentes. Todas as manhãs Deus renova sua misericórdia sobre nossa vida e nos dá uma chance de vivermos um dia de cada vez, ou invés de simplesmente nos fulminar e do barro recriar um homem melhorado. Deus convive com nossas imperfeições mesmo sendo perfeito. Ele nos ama com intensidade apesar de nossas prostituições espirituais. Deus continua nos aceitando de volta mesmo depois de virarmos as costas para Ele centenas de vezes. Deus é longânimo, compassivo e terno no trato com o homem, dando a ele inúmeras chances e recomeços diários. Em decorrência de nossa teimosia, muitas vezes Deus precisa usar de recursos drásticos para chamar nossa atenção e nos direcionar de volta ao caminho, logo, sua mais severa e punitiva ação nada mais é que um grito de amor. O elo fraco desta relação está exatamente no ser humano. Débil, dúbio e corrompido pelo pecado, negligenciamos a fidelidade divina, escarnecemos o sacrifício vicário de Cristo e deixamos Deus num plano secundário de nossa vida. Nada fazemos para justificar tamanho amor, mas esta realidade terrível não impede que Deus nos ame incomensuravelmente. E em decorrência deste amor, somos atraídos para seus braços e aprendemos a amar. Embora pecadores, a santidade de Deus nos inicia num processo continuo de santificação. Mesmo imperfeitos, a perfeição divina nos aponta o caminho para se chegar a estatura de varão perfeito. Em nossos abundantes pecados superabunda a graça de Deus e nossa pequenez é compensada pela grandiosidade do Altíssimo, pois o poder de Deus se aperfeiçoa em nossas fraquezas.

Quando nós entregamos de corpo e alma a um relacionamento profundo e sincero com nosso Deus, embora ainda revestidos de corruptibilidade, somos feitos herdeiros de Deus, co-herdeiros em Cristo, e esta é uma promessa garantida pela fidelidade de Deus. Ainda seremos humanos, propensos ao erro e ao fracasso, mas estaremos abrigados embaixo das asas do Altíssimo, e ali protegidos, não estaremos a mercê do mal. Ainda haverá dias de tempestade, mas Deus nos dará asas para voar acima dela. Ainda existirá fornalhas, mas Deus estará conosco no meio das chamas e elas não nos queimarão. Ainda haverá rios e mares para serem atravessados, mais Deus nos conduzirá pelas águas, e ainda que submersos, não nos afogaremos. Paulo foi muito feliz ao descrever como é estar em um relacionamento genuíno com Deus: Pois Deus que disse: "Das trevas resplandeça a luz", ele mesmo brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo. Mas temos esse tesouro em vasos de barro, para mostrar que este poder que a tudo excede provém de Deus, e não de nós. De todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados; somos perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos (II Coríntios 4:6-9). E assim, mãos dadas com Deus, seguimos de fé em fé e glória em glória, certos que a fidelidade de Deus é nosso norte, nosso leme e nosso porto seguro, e que ela nos levará ao céus, se tão somente nos entregarmos sem reservas ao seu amor: Graça a vós, e paz da parte de Deus nosso Pai e da do Senhor Jesus Cristo: Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós, fazendo sempre com alegria oração por vós em todas as minhas súplicas, pela vossa cooperação no evangelho desde o primeiro dia até agora. Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo (Filipenses 1:2-6).



Para conhecer os princípios e passos para uma jornada cristã íntegra e frutífera através da FIDELIDADE, venha participar neste domingo, (04/01/2015),  da Escola Bíblica Dominical.

Material Base:
Revista Jovens e Adultos nº 94  
Fidelidade Editora Betel
Comentarista: Pr. Josué Rodrigues Gouveia

Comentários Adicionais (em vermelho)
Pb. Miquéias Daniel Gomes

A Semente (Palavra Pastoral - Janeiro 2015)


Lendo a edição de dezembro do Informe Gospel, fiquei muito feliz e estimulado ao acompanhar a a saga da pequena semente. Seu conforto no alforje do agricultor, seu temor quando foi arrancada dali e sua tristeza quando estava sozinha no solo, coberta por terra, imersa em medo e solidão.  Confesso que me entristeci quando a sementinha, vencida por seus temores, e abrindo mão da vida, decide morrer...

Mas então, nosso editor, Miquéias Daniel Gomes, traz um irrompe de esperança quando afirma em seu texto: Espere um minuto! Sementes não morrem... São bem mais que sementes... Elas se transformam! E realmente, aquela semente venceu e tornou-se uma grande e bela árvore, produtora de frutos e doadora de sombra aos cansados e famintos. Nela os pássaros puderam fazer ninhos, e se não bastasse toda essa generosidade, ela ainda ganhou o dom de absorver gás carbônico e dar em troca oxigênio puro, combustível da vida na Terra.

Vale a pena ser semente. Quantos benefícios virão futuramente... Afinal o que pode existir de melhor que fazer o bem aos demais?  

Paulo chama a semente de “contribuição”, e é taxativo ao afirmar que quem mais semeia, mais colhe; não no sentido de valores, mas sim em proporção. As promessas inerentes à generosidade são grandiosas e abundantes, e para se ter a confirmação desta verdade, basta ler II Coríntios 9:6 – “E digo isto: Que o que semeiam pouco, pouco também ceifara, e o que semeia em abundancia, em abundancia também ceifará”.

Lembre-se sempre da semente guerreira, pois afinal, hoje você é ela. Somos lançados ao solo todos os dias... Acordar de manhã, pegar o ônibus, bater ponto, suor no trabalho, lágrimas no vestiário, perseguição de empregadores, dedos machucados, broncas da chefia, assaduras pelo calor excessivo... Meu Deus, que mês difícil... Como 2014 foi extenuante... Mas olha lá, você no corredor da igreja, trazendo sua oferta para ser depositada aos pés do Senhor.

Sabe, ali no envelope, ou nas suas mãos, não existem valores ou unidades monetárias, mas sim sementes... Em sua mão está a semente e ela se funde a você... A saga que ela enfrentou foi terrível e excruciante, mas todo esse sofrimento a trouxe até aqui... E agora você poderá vê-la brotar dia após dia, semente guerreira, que nunca desiste e jamais desanima...

Essa entrega produzirá frutos, e muito melhor que isso, comoverá sem dúvida, o coração do Deus que você tanto ama, e que te ama com inexplicável paixão.

2015 - De mãos dadas com a fé


Por: Jhonatan Wilson

Idealizou, creu, entregou-se, surpreendeu-se e em alguma adversidade perdeu o controle de tudo o que fez?... Sentiu a esperança escorrer dos olhos diretamente ao chão e viu a bandeira do fracasso ser hasteada?

Às vezes somos coroados com a vitória e então até mesmo o vento que entra por nossas narinas começa a ser mais desejado; há prazer no viver e construímos o nosso castelo. Mas, às vezes, as marcas da decepção aparecem de surpresa no rosto indicando que muito do triunfo se perdeu... O vento que passa a entrar por nossas narinas traz um cheiro de flores fúnebres; sentimos no ar o odor da derrota e o nosso castelo começa a ruir. A vida de vez em quando oferece a alegria e depois dá a tristeza; doa a euforia e logo após entrega a melancolia.

Nesse jogo de descida e subida temos um curto prazo para o ‘game over’, pois os dias passam acelerados demais e junto deles as dificuldades aumentam e também o índice da derrota. Há projetos que acabam assim, há dias que acabam assim... Há vidas que acabam assim!

O que nos faz diferentes uns dos outros são os modos como reagimos diante dos ‘nãos da vida’, e de quaisquer maneiras, ela continua sendo boa. Afinal, vivemos em um evento preparatório... A tristeza de hoje é a receita da perfeição do sorriso de amanhã. Enquanto houver ar, esse sentimento de fracasso será apenas uma matéria do currículo para recebermos o diploma da graduação em coragem.

Tanto pensamos no futuro que só andamos em círculos. Lutamos e renunciamos muito em prol de obter sucesso, mas na verdade, estamos sempre mais próximos do precipício das incertezas e do holocausto dos medos... Incertezas de conseguirmos ou não conquistar aquilo que projetamos, e medo de sermos ou não como desejam aqueles que estão ao nosso lado e que fazem com que em muitos dias ressurjamos... Aqueles que nos incentivam a dar o próximo passo. Mas por que precisamos ter incertezas e medos?... Há um agrado na angústia! É a dor que nos ensina a permitir receber bem o mal... É no momento de sofrimento que aprendemos a elevar os olhos para além dos montes e aí somos forçados a enxergar na pouca sombra dos dias nublados uma imagem que anuncia um novo tempo. E se há o novo, temos que recebê-lo bem.

Acreditar em circunstâncias improváveis de glória é difícil, todos sabemos, mas a fé pode nos dar a mão e guiar as nossas ações. Nos momentos de dificuldades somos encorajados a visualizarmos um final que provavelmente não veríamos se tudo estivesse bem. Acostumamos em sermos limitados quando precisamos ser borboletas que conseguem ter asas mesmo em processo de metamorfose... Voarmos mesmo dentro de casulos.

Os últimos homens que continuarem sobre os pés até o final da batalha serão os primeiros a erguerem as mãos calejadas para a glória de um novo tempo. Aqueles que se encharcarem na chuva serão os primeiros a contemplarem o arco-íris; o céu mais purificado e belo!

Nossa gratidão as dezenas de amigos e irmãos que compartilharam conosco de mais uma passagem de ano inesquecível....

Um Feliz 2015 a todos vocês. Vamos juntos viver o Ano do Renovo... De mãos dadas com a fé.