terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Biografia: Horatio Gates Spafford



Uma das mais belas canções de todos os tempos se chama IT IS WELL WITH MY SOUL, que em sua versão na língua portuguesa recebe o nome de "SOU FELIZ" . Este hino foi escrito por Horatio Gates Spafford, nascido em 1828. Ele foi um presbiteriano convertido a Cristo através do evangelista Moody (um grande evangelista e avivalista do século 19).

Horatio se tornou um advogado próspero na cidade de Chicago e mesmo depois de seu sucesso financeiro, continuou mantendo um relacionamento estreito com Moody e com um profundo interesse pelas campanhas de evangelização. Tinha apurado gosto pela música e era devotado ao estudo das Escrituras.

Horatio tinha feito pesados investimentos financeiros em uma área da cidade de Chicago, onde, no dia 9 de outubro de 1871, acontece um dos maiores incêndios da história dos EUA. Este incêndio matou centenas de pessoas e deixou milhares desabrigados. Horatio teve uma grande perda financeira por causa deste incêndio que destruiu cerca de um terço da cidade, mesmo assim, ele e sua esposa trabalharam intensamente durante dois anos ajudando as vítimas a reestruturarem suas vidas. Não bastasse esse terrível abalo financeiro, Spafford passou por uma dolorosa perda de um filho. Esta morte trouxe grande sofrimento para toda a família.

Horatio Spafford, procurando um tempo de refrigério e descanso, resolveu viajar com a esposa (Anna Tubena Larsen) e suas quatro filhas: Anna (Annie), Margaret (Maggie), Elizabeth (Bessie), and Tanetta, para a Europa, onde se encontraria com Moody e Sankey em uma cruzada evangelística na Inglaterra, em 1873. Em novembro daquele ano, devido a inesperados compromissos de negócios, Spafford precisou permanecer em Chicago; mas ele enviou sua esposa e as suas quatro filhas conforme já estava programado, no navio S.S. Ville du Havre. Sua expectativa era seguir viagem dias depois. Durante a viagem, o navio sofreu um acidente e naufragou em 12 minutos. Dias depois, os sobreviventes finalmente chegaram a Cardiff, no País de Galles, e a senhora Spafford mandou um telegrama ao seu marido: “SALVA, PORÉM SÓ”.

As quatro filhas do casal morreram no acidente.Imediatamente após receber o telegrama da esposa, Spafford tomou um navio e foi ao seu encontro. Próximo ao local do acidente, Spafford, profundamente comovido e sustentado pelo Deus que inspira canções, compôs um dos mais belos hinos da história.


Quando a paz, como um rio, atravessa o meu caminho
Quando tristezas como as ondas do mar me inundam
Seja o que for a minha porção,
Tu me ensinas que tudo está bem com a minha alma.

Tudo está bem, tudo está bem com minha alma.

Ainda que Satanás me ataque, se provações me vêm
Que eu deixe esta segurança controlar-me:
Cristo já considerou a minha triste situação,
E derramou o Seu próprio sangue pela minha alma.

Para mim, portanto, viver é Cristo daqui pra frente.
Se o Jordão acima de mim rolar,
Nenhuma dor intensa provarei,
Pois na morte e na vida Tu hás de sussurrar paz para a minha alma.

Senhor, é por Tua vinda que nós esperamos
O céu, e não o túmulo, é o nosso alvo.
Ó trombeta do anjo, ó voz do Senhor,
Esperança e descanso abençoados da minha alma!

Spafford teve grandes perdas, de forma catastrófica, não natural. Teve um pedaço de si arrancado do peito, mas mesmo assim não deixou de se alegrar em Jesus. Apesar destes acontecimentos que causaram dor e tristeza, ele não se afastou do Senhor. Foi um momento em que ele pode sentir o conforto, a paz que está acima de todo o entendimento humano, que só Cristo pode dar.


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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

O que a Bíblia diz sobre dinossauros?

Desde que os “Dinossauros” se popularizaram em meados da década de 90, migrando da paleontologia para o imaginário popular, muito se tem questionado se a existência desses grandes repteis é realmente ratificada pelas escrituras. 

A resposta para esta indagação, porém é um tanto complexa, podendo ser “sim” ou “não” dependendo da interpretação que se dá a certos escritos bíblicos e o conceito de cada estudioso em relação a idade do planeta Terra.  Os exegetas do site  Got Questions, por exemplo, analisam da seguinte forma esta questão: 

Aqueles que acreditam em uma idade mais antiga para a terra tendem a concordar que a Bíblia não menciona os dinossauros, pois, de acordo com seu paradigma, os dinossauros desapareceram milhões de anos antes que o primeiro homem andasse sobre a terra. Os homens que escreveram a Bíblia não poderiam ter visto dinossauros ainda vivos. Aqueles que crêem que a terra é mais jovem tendem a acreditar que a Bíblia menciona os dinossauros, apesar de jamais haver usado a palavra “dinossauro”. Ao invés, usa a palavra tanniyn, vinda do Hebraico. Tanniyn é traduzida de algumas poucas maneiras diferentes nas Bíblias de língua inglesa; às vezes como “monstro do mar”, às vezes como “serpente”. É mais comumente traduzida como “dragão”. Tanniyn parece ter sido algum tipo de réptil gigante. Estas criaturas são mencionadas quase trinta vezes no Antigo Testamento e são encontradas tanto em terra quanto no mar. Além de mencionar estes répteis gigantes quase trinta vezes no Antigo Testamento, a Bíblia descreve algumas criaturas de tal modo que alguns estudiosos acreditam que os escritores poderiam estar descrevendo dinossauros. Behemoth é descrita como a mais poderosa de todas as criaturas de Deus, um gigante cuja cauda é comparada à árvore de cedro (Jó 40:15). Alguns estudiosos tentaram identificar Behemoth como um elefante ou hipopótamo. Outros dizem que tanto elefantes quanto hipopótamos têm caudas muito finas, nada que se possa comparar ao cedro. Os dinossauros como o Braquiossauro e o Diplodocus, por outro lado, tinham caudas enormes que poderiam facilmente ser comparadas à árvore do cedro.

Outros estudiosos, defendem o conceito de que a Bíblia não menciona os dinossauros, mas apresenta um cenário muito coerente, que explicaria “onde” e “quando” eles se “encaixam” na história, bem como a provável razão para seu desaparecimento. 

A chave para esta interpretação é um possível período de tempo entre os versículos 1 e 2 de Gênesis 1 - (verso 1) No princípio criou Deus os céus e a terra, (verso 2) e a terra era sem forma e vazia e havia trevas sobre a face do abismo. Os defensores desta tese partem do princípio que não haveria motivos para Deus criar algo sem forma e vazio, e portanto, o segundo verso fala da condição do planeta após um cataclisma sofrido pela criação original. 

Ezequiel 14:28, relata que antes da queda, Lúcifer estava no Monte Santo do Senhor e andava em meio a pedras afogueadas. Este local não ficava no céu, mas sim abaixo dele, e foi ali que Lúcifer iniciou seus planos para promover sua rebelião contra o Criador (Isaías 14:12-14). Este lugar seria a terra criada originalmente e pedras afogueadas (brilhantes), seriam o que hoje conhecemos por “pedras preciosas”. Seria exatamente nesta terra “mineral” que os grandes dinossauros teriam habitado. 

Derrotado em sua rebelião, Lúcifer foi lançado para baixo, e o próprio Jesus relatou em Lucas 10:14, que viu Satanás cair como um “raio”, ou em outras interpretações, um cometa ou meteoro. Em sua fúria, ele teria atingido violentamente a terra, provocando uma imensa explosão que culminou numa terra “sem forma” e vazia”, e neste processo, os dinossauros teriam sido extintos.

Não é possível precisar quanto tempo se passou entre este cataclisma e a “reforma” da terra descrita nos primeiros versos do Gênesis, que culminaram no planeta como conhecemos, já que por exemplo, água e terra não são “criados” e sim “separados” pois já estavam ali (Gêneses 1:9-10). Isto explicaria a idade científica dos achados arqueológicos na casa dos milhões de anos, e também explicaria o fato de que os ossos fossilizados dos dinossauros, bem como as pedras preciosas, geralmente são encontrados “abaixo do solo” e não mais na superfície.

Tudo o que podemos afirmar, é que qualquer explicação para relacionar a Bíblia com a existência dos dinossauros, estará sempre no campo das suposições. Isso acontece porque o tema não tem qualquer relevância dentro do plano da salvação, logo não deve ser um tema digno de grandes aprofundamentos, sendo estudado apenas a título de curiosidade.  

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domingo, 11 de janeiro de 2015

A jornada para o céu


A caminhada rumo ao céu não é nem um pouco fácil. Embora muitos tenham sido ludibriados por um falso evangelho que promete “um mar de rosas” e “nenhum espinho”, foi o próprio Jesus quem nos alertou que neste mundo teríamos aflições, que somos como ovelhas no meio de lobos e que a renúncia é o primeiro passo de um discípulo.  De fato, o caminho da salvação é muito estreito e a porta de passagem é pequena. Essa jornada é longa e atribulada, mas a certeza da chegada é parte do caminho. Não estamos sozinhos e nem desamparados, Cristo vai conosco, e se Deus está do nosso lado ferrolhos e portas não ficam trancados por muito tempo. Os passos são nossos, mas as pegadas são do nosso Senhor. Aqueles que caminham lado a lado com Deus estão resguardados por uma promessa que Ele mesmo fez: Eu irei adiante de ti, e endireitarei os caminhos tortuosos; quebrarei as portas de bronze, e despedaçarei os ferrolhos de ferro. Dar-te-ei os tesouros escondidos, e as riquezas encobertas, para que saibas que eu sou o Senhor, o Deus de Israel, que te chama pelo teu nome. Por amor de meu servo Jacó, e de Israel, meu eleito, eu te chamei pelo teu nome, pus o teu sobrenome, ainda que não me conhecesses. Eu sou o Senhor, e não há outro; fora de mim não há Deus; eu te cingirei, ainda que tu não me conheças; Para que se saiba desde o nascente do sol, e desde o poente, que fora de mim não há outro; eu sou o Senhor, e não há outro (Isaías 45:2-6).

Em resumo, o caminho exige muita abnegação e sacrifícios, mas a chegada faz tudo valer muito a pena. E este é o sentimento que fica em nós após o Culto da Família deste domingo, 11/01/2015, onde realizamos uma homenagem póstuma ao irmão Abílio Almeida, que descansou no Senhor na última quarta feira. Foi ressaltado que todos estamos lutando para chegar exatamente onde nosso saudoso irmã já está, e que ele já alcançou a coroa da justiça, tão almejada pelos fiéis : Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda (II Timóteo 4:7-8). 
Ao final da reunião, ainda fomos lembrados através da ministração do Ev. Carlos Alberto Moreira, sobre a fidelidade de nosso Senhor, que por muito nos amar, entregou-se na cruz por todos nós, nos apresentando o caminho rumo ao céu, e se esse caminho é difícil, Ele estará do nosso lado, nos guiando, nos conduzindo e nos tomando em seus braços sempre que preciso, até a consumação dos séculos. E como já dizia a saudosa Frida Vingren no belíssimo hino 515 da Harpa Cristã: “Se Cristo comigo vai, eu irei!”


sábado, 10 de janeiro de 2015

O que falta é convicção

Pr. Wilson Gomes recebendo seu amigo pessoal,
Pr. José Roberto
Quando olhamos para as páginas da Bíblia e nos encontramos com personagens memoráveis que experimentaram de grandes porções do poder de Deus, muitas vezes pensamos: Ah, se estes feitos maravilhosos ainda acontecessem nos dias de hoje.... Ah se Deus agisse assim na minha vida.... O que nos esquecemos é que Deus não mudou e seu poder continua inalterável. Foi o homem que se deixou influenciar por fatores racionais, se apostatou da fé e deixou de crer sem reservas no Todo Poderoso. 

Em resumo: Falta-nos convicção. 

Sem convicção, falta também comprometimento e sem comprometimento não existe entrega. Este círculo vicioso nos leva a um paulatino afastamento de Deus. Deixamos de observar os seus mandamentos e sem firmeza na Palavra, limitamos o agir de Deus em nossa vida. Deus quer fazer coisas grandes em nossa vida, mas primeiro ele só fará quando permitimos, pois o Criador dos céus e da terra, respeita a vontade de meros mortais. Deus é generoso em todas as vertentes.  Quando assumimos um compromisso verdadeiro com Deus, aceitamos sua vontade, sua soberania e seu poder sobre nós. Restauramos a “convicção”, e então, nossa fé rompe limites. É exatamente aí que os milagres começam a acontecer.
 
Na noite deste sábado, dia 10/01/2015, recebemos o Pr. José Roberto (Mogi Guaçu SP), que fechou com chave de ouro, um culto onde fomos chamados a restaurar nosso Fé no Senhor. Não através de meras palavras, mas sim por provas vivas do poder existente na relação profunda e sincera entre o homem e seu criador.

- A família enlutada pela perda de seu patriarca (Abílio), que ainda com o coração sangrando, louva ao Senhor com alegria!

- A jovem Sara que após uma longa batalha pode finalmente testificar que venceu o câncer!

- Os irmãos que apesar dos prognósticos desfavoráveis, terminaram 2014 aposentados!

- O filho diagnosticado pela medicina como mentalmente  incapaz, e que acabou de se formar em engenharia da computação!

- O servente de pedreiro que da noite para o dia se tornou o mestre da obra!

Como disse Paulo em Efésios 3:20, Deus é poderoso para realizar infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou imaginamos, de acordo com o seu poder que age em nós, a esse seja glória na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre.

Deus tem o poder (eternamente). Onde está sua convicção?


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Suzana, uma mulher fiel


O nome Suzana significa “Lírio”, e ela foi uma das mulheres que seguiam Jesus em seu ministério de cidade em cidade.
 
Como Maria Madalena e Joana, Suzana havia sido curada por Jesus de alguma doença debilitante ou libertada de maus espíritos. Ela, então, tornou-se uma líder entre as mulheres que serviam Jesus e seus discípulos, e os apoiavam financeiramente.
 
Jesus amava e respeitava aquele grupo de mulheres devotas. Ele as valorizava e obviamente prezava suas ofertas generosas e abnegadas. 
 
As ações de Jesus com relação as mulheres muitas vezes expressavam sua apreciação pelas habilidades que elas receberam de Deus. Ele ensinou as mulheres da mesma forma que ensinou aos homens. Lucas registra os dois anjos que se dirigiram as mulheres no túmulo vazio, lembrando das palavras que Jesus as havia ensinado, ainda na Galileia, sobre a crucificação e a ressurreição (Lucas 24:8).
 
Jesus queria que as mulheres se envolvessem na obra de Deus (e ainda quer) e, em seu breve ministério, colocou um firme fundamento sobre o qual elas têm construído com fidelidade nos últimos dois mil anos, e com certeza, continuarão até a sua volta.
 
“Meninas”, Deus espera o melhor de cada uma de nós. Façamos tudo com alegria e com gratidão.
 
Bom Final de Semana. Beijos...

Fonte: Bíblia da Mulher – SBB

 
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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

EBD: A Fidelidade de Jesus


Texto Áureo
De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus.
Filipenses 2:5

Verdade Aplicada
A fidelidade é uma característica requerida àqueles que almejam viver a eternidade com Jesus.

Textos de Referência
Filipenses 2:5-8

De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus.
Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz.


Da Glória para a Cruz

João identifica Jesus como “o Verbo” (a palavra que vive) e declara que “Ele” estava com Deus no principio e que “Ele” era Deus, e que sem “Ele” nada teria sido criado. Sobre “Ele”, o próprio Deus declarou: Este é meu filho amado, e nele tenho prazer! Jesus - Filho unigênito de Deus, aquele que “era” ontem, “é” hoje e para sempre. Desde os primórdios da criação; adorado nos céus, louvado por milhares de anjos, revestido de glória e luz. Verbo vivo e eterno, imaculado e perfeito, reluzindo em todo esplendor. E então, porque Deus amou o mundo, o “Verbo” se fez “carne” e habitou entre nós. Deus presente entre mortais, vivendo como um de nós. Nada de especial era percebido naquele homem em um primeiro olhar. Seu jeito era simples, seu rosto era familiar demais para ser percebido. Ele havia nascido em uma pequena cidade e se criado em uma região sem maiores relevâncias. Sua profissão não era nobre e seu nome extremamente comum... Enfim, nada havia naquele carpinteiro de Nazaré que despertasse nossa curiosidade em conhecê-lo melhor. Ele era como uma pequena planta sob o sol, debaixo da qual não se procura sombra. Ele era como raiz escondida embaixo de uma terra seca, a qual poucos se aventuram em encontrar. Não havia no seu rosto uma beleza que saltasse aos olhos, pelo contrário, sua pele estava queimada de sol e seus cabelos ressecados pelas longas caminhadas no deserto e castigado pela salinidade do mar da Galiléia. Quando ele passava pela rua, muitas pessoas viravam o rosto para não vê-lo, pois se sentiam superiores à ele e diziam que seu sofrimento era merecido e que de alguma forma  o próprio Deus o estava oprimindo. E mesmo fazendo inúmeros julgamentos em relação a sua aparência, bastavam alguns minutos para que se esquecessem completamente, pois dele não faziam causo algum.

O que todos não sabiam é que aquele trabalhador braçal e de aparência tão insignificante, era na verdade o Cordeiro de Deus que seria levado em silêncio até o matadouro e daria sua vida por todos que o desprezaram, inclusive “eu” e “você”. Deus imputaria sobre ele uma multidão de pecados, sem que ele cometesse nenhum deles, pois pela transgressão de todos nós que na cruz ele foi mortalmente atingido. E ali, no madeiro, um inocente em cuja boca nunca houve engano, era condenado pelos erros de toda a humanidade, e para aniquilar o poder da morte sobre seus próprios algozes, ele foi cortado da terra dos viventes, suportando a dor física da crucificação e carregando o fardo mui pesado de nossas iniquidades, ovelhas desgarradas que seguíamos nossos próprios caminhos errantes. E nós nem se quer percebemos que ele era ferido por causa das nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades. O castigo que nele foi infligido, na verdade era a chave que abria a porta para nossa paz e pelas suas pisaduras estávamos sendo curados. Ele expirou pelos nossos pecados e seu sacrifício agradou ao Senhor, que o fez enfermar por nossa causa. O seu trabalho porem não foi em vão e se estenderá pela posteridade. Ele ressuscitará e vera o resultado de seu esforço, e se alegrará, pois a sua justiça irá justificar a muitos e nossa iniquidades (que ele já levou sobre si) deixarão de existir!


O Filho e o Pai

A maneira de viver que Jesus partilhou com os que estavam à Sua volta foi suficiente para influenciar as demais gerações que sucederam depois d’Ele (Tiago 1:18). Mesmo ainda jovem ocupou a sua mente e seu tempo em cumprir estritamente os propósitos do Pai que O enviou para uma obra incomparável (Lucas 2:52). Os passos do Mestre neste mundo foram marcados pela maneira fiel com que se relacionou com o Altíssimo. Na Sua particularidade, mesmo sendo a segunda pessoa da trindade divina (Lucas 3:22), procurou portar-se com afinco na missão de desenvolver o caminho de salvação através da sua morte na cruz (Filipenses 2:8) e ressurreição do túmulo (Mateus 28:5-6). Sendo a fiel testemunha (Apocalipse 1:5) e primogênito dos mortos (II Coríntios 15.20), mudou a história de todos aqueles que não tinham mais esperança de vida eterna (I João 1:2; 5:11). O plano de salvação da humanidade incluía a vinda de Cristo a este mundo, como homem, nascido de mulher, conforme profetizado pelos profetas (Isaías 7:14; Miquéias 5:2), cumprindo todas as exigências legais ordenadas pela Lei mosaica que requeria um sacrifício perfeito (Hebreus 9:11,12; Gálatas 4:4) para que validasse a salvação de todos os homens. Sua concepção, nascimento e encarnação obedeceram criteriosamente aos propósitos de Deus prescrito na Lei: homem perfeito, nascido de uma virgem pura, sem pecado algum (João 1:1-14).

A sociedade na qual Jesus desenvolveu Seu ministério trazia em mente a influencia da filosofia grega na cultura dos povos. Isso fica evidente na pergunta cética de Pilatos para Jesus acerca do que é a verdade (João 18.37,38). Consta no evangelho de João que a Lei foi dada por Moisés, enquanto a graça e a verdade vieram por meio de Cristo (João 1:17). Ainda assim, os grupos religiosos da época, que detinha o conhecimento, interpretação, e ensino da Lei em Israel (Lucas 5:17), sentiam dificuldade em abandonar as verdades humanas para reconhecer a verdade eterna encarnada em Jesus como o Messias prometido (João 4:25). Nesse contexto de vida é que Jesus verbaliza Seus diálogos e exposições dos ensinos divinos, como aquele que traz e comunica a doutrina do Pai (João 7:16; João 14:24) a todos os povos, tribos e nações. Portanto, todos aqueles que procuram entender e aceitar a verdade do Eterno, naturalmente são libertos por ela, alcançando uma nova vida através da ação poderosa da palavra viva (Hebreus 4:12; I Pedro 1:23).

A submissão de Jesus em concretizar o plano de salvação designado por Deus implicou-O a tornar-se humano. Isso o condicionou a conviver com pessoas influenciadas pelo cumprimento da vontade romana em manter o domínio cultural e territorial de seus súditos. Em relação à humanidade, o propósito de Deus era que alguém que fosse perfeito assumisse a culpa pelos pecados de todas as gerações (Isaías 53:3-7; I Coríntios 13:10), uma vez que o homem carrega em seu sangue o “vírus” da desobediência, o pecado original (Romanos 5:12). Por isso, Jesus submeteu-se à vontade do Pai, carregando sobre Si mesmo os pecados da humanidade para que pudesse redimi-la e reconciliá-la com o Pai. Dessa forma, Jesus foi enviado voluntariamente, como um sacrifício perfeito, imaculado, realizando um ato de expiação na cruz, reconciliando o homem com o Criador (II Coríntios 5:18,19). O escritor Edgar Yong Mullins descreve que a personagem humana é o único meio adequado para a auto-revelação de um Deus pessoal. Assim, podemos contemplar a revelação do Pai na pessoa de Cristo.


Jesus e sua Missão

A encarnação do Filho do Homem entre nós teve como objetivo principal expiar os pecados da humanidade na cruz, reconciliando os pecadores e salvando todos os que haviam se perdido (João 1.14). Portanto, enfatizaremos a seguir o teor da fidelidade de Jesus no cumprimento dessa incumbência intransferível. A humanidade carece de salvação devido a incontestável realidade do pecado que a tem contaminado, manchado e afastado de Deus, conforme declarou o apóstolo Paulo (Romanos 3:23). A natureza humana estava corrompida, degenerada e completamente fora do plano do Criador. Daí a necessidade de se preparar uma solução permanente que correspondesse aos requisitos da justiça e do juízo divino. Ao enviar Seu filho para realizar a obra expiatória na cruz (Filipenses 2:8), Deus preparou o Sacrifício Perfeito (Hebreus 7:26), o advogado fiel (I João 2:1), o caminho reto pelo qual todos os que crêem em Seu nome possam ser reconciliados. Os sacrifícios do Antigo Testamento eram ao mesmo tempo expiatórios (pois apagavam os pecados, tornando o pecador remido de seu delito, restaurando-o à comunhão com o Criador) e vicários (pois outra vida era oferecida pelo pecado em lugar do transgressor), dessa forma assegurando a plena salvação. Assim, Cristo, o Sumo Sacerdote dos bens futuros, conforme descreve o autor da epístola aos Hebreus (Hebreus 9:11), se ofereceu uma vez para redimir a humanidade, realizando uma eterna redenção.

A comunhão no relacionamento entre Deus e o homem foi interrompida desde que o pecado foi concebido pelo primeiro casal no Éden, onde se fizeram inimigos de Deus (Colossenses 1:21). Mas, o amor que Deus tem pelas Suas criaturas é imensurável (João 3:16), capaz de ir ao encontro do homem caído e restabelecer a paz (Isaías 9:6), reconciliando-o consigo mesmo através da morte vicária de Cristo (II Coríntios 5:18) e removendo o abismo de separação criado pelo pecado (Isaías 59:2). Portanto, Jesus é o mediador do melhor concerto, consumado na Cruz por um alto preço independentemente de nós, e que oferece melhores promessas aos pecadores reconciliados porque Ele nos amou primeiro (Hebreus 8:6,/ I João 4:19). 

O ministério da reconciliação que Paulo escreveu para a Igreja em II Coríntios 5:18, é um dever que Cristo atribuiu a Seus discípulos para ser desenvolvido fielmente através da pregação do Evangelho da graça, onde todos são chamados à luz (João 8:12). O ato de expiação na cruz proporcionou a libertação do pecado e seu poder destrutivo a todos os que crêem no nome de Jesus (Lucas 19:10), assim, também como à descendência de Abraão (Mateus 1:21). Vivificados em Cristo, todos aqueles que são alcançados pela graça experimentam a novidade de vida ensinada e promovida diariamente pelo agir do Espírito Santo (Efésios 2:5). Assim, o bom Pastor que deu sua vida pelas ovelhas (João 10:11) direciona Seu olhar desde o céu a percorrer campos, desertos e vales à procura de ovelhas que se perdeu pelo caminho do engano (Mateus 18:12) no decorrer das gerações. Nenhum daqueles que o Pai deu a Cristo, exceto o filho da perdição, se perdeu enquanto Jesus cumpria fielmente Seu ministério aqui na terra, porque o Mestre os guardava (João 17:12). A manifestação do Reino de Deus é a revelação de Seu amor, presença, comunhão e misericórdia a toda a humanidade, revelados na bendita pessoa de Seu filho Jesus (Marcos 1:11).


Seja feita a sua vontade

Na noite de sua paixão, enquanto Cristo orava no Getsemani, o Pai lhe revelou os terríveis detalhes de como seria sua morte, e Jesus tomou ciência do grande preço que pagaria por nossos pecados. Como descrito por Davi no profético e messiânico Salmo 22, na cruz, Jesus enfrentaria não apenas uma dor física extrema, como também a angustia da solidão. Seria escarnecido por uma multidão de demônios, seu corpo se derramaria como água e seu coração se derreteria como cera. Seus olhos espirituais se abrem, e ele visualiza cena a cena... Após ser preso por centenas de soldados romanos e condenado por uma corte judaica arbitraria, ele seria enviado para Pilatos, onde enfrentaria a mais sangrenta de suas flagelações. O flagelo seria executado por meio de um açoitamento, realizado com tiras de couros sobre as quais eram feitos nós nas pontas ou fixado pequenos pedaços de ossos ou chumbo. Os carrascos iniciariam o espancamento; e neste processo sua pele seria dilacerada e se romperia, fazendo o sangue espirrar. A cada golpe Jesus reagiria num sobressalto de dor. As forças iriam se esvair, o suor frio desceria pela face, a cabeça giraria em uma vertigem de náusea e calafrios percorreriam ao longo das costas. Se não estivesse preso no alto pelos pulsos, cairia numa poça de sangue.  Com longos espinhos, os algozes teceriam uma espécie de capacete e o apli­cariam sobre sua cabeça. Os espinhos iriam penetrar seu couro cabeludo fazendo-o san­grar copiosamente. Pilatos, após exibir seu corpo dilacerado para a multidão, se acovardaria, e o entregaria para ser crucificado.

Sobre seus ombros seria colocado o braço horizontal de uma cruz, pesando cerca de cinqüenta quilos. A estaca vertical já estaria o esperando no calvário. Je­sus iria caminhar com os pés descalços pelas ruas de terreno irregular cheio de pequenas pedras, e num percurso com aproximadamente seiscentos metros, fatigado pela dor e cansaço, ele arrastaria um pé após outro, freqüentemente caindo sobre os próprios joelhos. A esta altura, seus ombros já estão cobertos de chagas e quando cai por terra a viga lhe escapa e escorrega pelo dorso, esfolando-o ainda mais. Quando chegasse ao Calvário, os soldados iriam retirar suas vestes, porém, sua túnica estaria colada nas chagas e a fricção produziria uma dor atroz, pois cada fio do tecido já estaria aderido à carne viva. Com a retirada da túnica, se laceram as terminações nervosas postas em descoberto e as chagas se laceram. Os carrascos dão um puxão violento e o sangue começa a escorrer. Então, ele seria deitado de costas sobre o braço horizontal da cruz, e suas chagas se incrustariam de pedregulhos.  Os carrascos pegariam um longo prego pontiagudo e quadrado, apoiariam sobre  seu pulso e com golpes de martelo, o plantariam e rebateriam sobre a madeira. Nesta hora, seu rosto se contrairia assustadoramente. O nervo mediano seria lesado, uma dor aguda se difundiria pelos dedos e se espalharia pelos ombros, atingindo o cérebro. A lesão dos grandes troncos nervosos quase o fariam perder a consciência, mas ele se manteria firme. O nervo estaria destruído só em parte, a lesão permanece em contato com o prego. Ao ser suspenso pela cruz, o nervo se esticaria como uma corda de violino, e a cada movimento ou solavanco, vibraria, desper­tando dores dilacerantes. As pontas cortantes da grande coroa de espinhos pene­trariam no crânio e a cabeça inclinaria-se para frente em razão da coroa ter um diâme­tro que impede de apoiar-se na madeira.  Então seus pés seriam pregados, provocando os mesmos efeitos nos membros inferiores.

Ao meio dia, ele teria sede. Uma máscara de sangue cobria seu rosto, a garganta seca lhe queimava, mas não poderia engolir. Os músculos dos seus braços se enrijeceriam em uma contração que iria se acentuando, os deltóides, os bíceps esticados seriam levantados, os dedos de curvariam. A respiração iria se fazendo pouco mais curta, o ar entrando com um sibilo, mas não conseguindo sair. Ele respiraria com o ápice dos pulmões. Tendo sede de ar semelhante a um asmático em plena crise, seu rosto pálido pouco a pouco se tornaria vermelho, transformando logo após num violeta purpúreo e, enfim, cianótico. Ele seria envolvido pela asfixia. Os pulmões cheios de ar não podiam mais se esvaziar.  A fronte estaria cheia de suor e os olhos saindo da órbita. Lentamente com um esforço sobre humano, Ele tomaria um ponto de apoio sobre o prego nos pés, esforçando-se a pequenos golpes e se elevaria, aliviando a tração dos braços. Os mús­culos do tórax se distenderiam, a respiração tornaria-se mais ampla e profunda, os pulmões se esvaziariam e o rosto recuperaria a palidez inicial. Logo após o corpo começaria a se afrouxar de novo e a asfixia recomeçaria. Cada vez que quiser falar, deveria elevar-se, tendo como apoio o prego dos pés.  Ele já estaria há seis horas na cruz. A temperatura corporal diminuindo, todas as suas dores, a sede, as cãibras, a asfixia, o latejar dos nervos medianos lhe arrancariam um angustiante lamento. Ele se sentiria completamente sozinho

De sobressalto Jesus, retorna ao Jardim. A angustia pelo sofrimento vindouro faz seu suor se transformar em gotas de sangue, um fenômeno raro que só acontece em condições excepcionais. Para provocá-lo é preciso que o indivíduo se encontre em um estado de fraqueza física, acompanhado de abatimento moral, causado por violenta emoção e grande medo. Esta tensão provocou em Jesus o rompimento das finíssimas veias capilares que ficam sob as glândulas sudoríparas. O sangue misturou-se ao suor e se concentrou na pele, escorrendo por todo o corpo. Jesus está em choque profundo. O medo aflige sua alma. Por um instante ele exita, não deseja passar por tanto sofrimento. Então pede ao Pai que mude os planos e não o faça beber daquele cálice amargo. Mas então se recompõem. Agarra-se a sua missão: Pai, seja feita a sua vontade e não a minha! Neste momento, Jesus escolhe a vontade de Deus . A vontade de Deus é salvar o homem de seus pecados. Isso só será possível se Jesus morrer. Então tudo está nas mãos dele. Sim ou não? - Jesus escolhe a cruz.


Jesus e a sua Igreja

A Igreja é a única organização instituída por Jesus para representá-lo na Terra. É um organismo vivo e ativo para agir no mundo como corpo de Cristo, reunindo pessoas de todas as classes sociais, etnias e culturas (I Coríntios 12:13), revelando os propósitos divinos e as verdades das Escrituras, apregoando o amor de Jesus e Seu ministério salvívico. O revestimento de poder se deu inicialmente quando Jesus Cristo ordenou aos seus discípulos que permanecessem em Jerusalém para que recebessem a virtude do Espírito Santo (Atos 1:8). A partir de então, toda a Igreja recebeu esse poder que lhe torna capaz de pregar, testemunhar e anunciar o Reino de Deus, e leva o crente a defender dinamicamente a fé que uma vez lhe foi entregue (Judas 3). Necessitamos de qualificações espirituais para servir o Mestre e Sua obra para qual fomos chamados. O apóstolo Paulo descreve que os dons do Espírito Santo são dispensados àqueles que propõem em sua mente viver para Deus e vencer o pecado a cada dia (I Coríntios 12). Assim, o poder de Deus dispensado à Sua Igreja sempre terá como alvo o aperfeiçoamento e fortalecimento daqueles que aceitarem o desafio de seguir o Cordeiro em comunhão e fidelidade a Seus mandamentos (Marcos 16:15-18). Ao ler os escritos de Paulo à igreja de Éfeso, entendemos a importância de todo servo de Jesus vestir a armadura de combate (Efésios 6:11-18). Portanto, jamais poderemos entrar em ação na propagação do Evangelho sem orar, jejuar e meditar nas Escrituras. Devemos vigiar em todo o tempo, pois sabemos do perigo iminente que corremos diante do inimigo de nossas almas.

A Igreja cristã é perseguida desde seu início em Jerusalém. Entretanto ela é fundamentada em Cristo e por isso é capaz de suportar as tempestades que se levantam contra ela (Mateus 16:18). Jamais os representantes políticos e movimentos socioculturais de uma nação poderão inserir normas que venham desfazer a Igreja, que está pautada na Palavra de Deus (Colossenses 3:16). A Igreja gloriosa, invisível e inumerável de Jesus está muito além das paredes de tijolos feitas por mãos humanas, pois a sua posição não é alcançada pelo homem natural e sim espiritual (II Coríntios 2:14). É nessa posição sobrenatural que a Igreja de Cristo tem sido preparada (João 16:13), preservada (João 14:17) e guiada pelo Espírito Santo fielmente nas regiões celestiais em Cristo durante a dispensação da graça (Efésios 2:6). 

A noiva do Cordeiro tem a alegria de contar com a companhia fiel e ininterrupta de seu noivo mesmo antes do casamento, uma vez que Cristo é Onisciente, Onipotente e Onipresente (Jeremias 23:24). Pois a fidelidade de Jesus transcende o nosso entendimento e mesmo que sua Igreja possa se sentir fragilizada diante dos obstáculos, não está só. O apóstolo Paulo, ao escrever à igreja que estava em Corinto, lembrou-os de que cada crente é habitação do Espírito Santo, dessa forma somos ensinados como proceder em todos os instantes em nossa vida cristã (I Coríntios 6:19). O nosso Senhor está conosco todos os dias até a consumação dos séculos (Mateus 28:20), mas, para sentirmos Sua presença, é necessário intimidade, que alcançaremos através do tempo que reservarmos para ficar a sós com Ele em consagração (Mateus 26.38). A fidelidade de Jesus está pautada no compromisso com o Pai de se oferecer para vir ao mundo, de levar ao Calvário os pecados da humanidade, ser fiel ao cumprir Sua missão e apresentar ao mundo a certeza de Seu amor incondicional para com Sua Igreja amada.


O Espírito e a Noiva dizem: Vem!

A Noiva nasceu linda e perfeita, imagem e semelhança do que havia de mais belo em todo o universo. Como era deslumbrante sua beleza e insinuante sua inocência, tanto que olhos cobiçosos se voltaram para ela. Entretanto, ela já tinha um compromisso assumido com o Noivo mais desejável da história e cada minuto de sua existência suspirava por seu amado. O tempo passou e a pequena Noiva se tornou mulher, e cada segundo de sua vida era dedicado ao preparo esmerado para o casamento...   Mas então, eis que em um garboso corcel negro, de cujos olhos flamejavam labaredas de fogo, surge um príncipe ardiloso, que reina nas partes mais obscuras da Terra. Sua voz é aveludada e ele sabe como fazer promessas cativantes... . Ele é o senhor do engodo e da enganação, e seu convite astuto e malicioso é praticamente irrecusável: - Venha comigo e te mostrarei as coisas mais lindas e incríveis, com quais você se quer sonhou... Venha comigo e te levarei a conhecer os mistérios e os prazeres da vida. Te darei liberdades e privilégios... Te livrarei das algemas do amor, e te levarei a experimentar das delicias existentes na paixão... Apenas rompa seu compromisso com o Noivo e fuja comigo para onde apenas as fantasias ousam viajar...

E então, incauta e vislumbrada com tamanho garbo e fervor, a Noiva abraça a promessa feita na penumbra da noite, e imerge numa fantasiosa vida de alegria, onde conhece os prazeres indescritíveis, mas em contra partida descobre que o preço cobrado para esse desfrute é imenso e amargo, e sua dívida se torna tão grande, que ela não tem condições de pagar...  Da inadimplência, nasce a escravidão... É o príncipe misterioso se revela um carrasco de alma enegrecida, ávido por retirar da Noiva tudo o que lhe fora dado na criação, e assim, dia após dia, sua luz vai sendo apagada, seus sonhos vão sendo eliminados, sua beleza vai se esvaindo, com sua alma sendo dilacerada. É questão de tempo até que ela esteja jogada em uma sarjeta, suja e empoeirada, fedendo a pecado e a vergonha, vestida de trapos, com os cabelos emaranhados e sebosos, com um rosto desfigurado, marcado pela dor e coberto de cicatrizes, as mesmas cicatrizes que se fundem aos ferimentos que ainda sangram, em seu corpo, alma e espírito. E agora, ali jogada no chão, tudo que anseia da vida é a morte, pois ingenuamente ela pensa que o fim de sua existência, poria fim ao seu sofrimento. Mas o que ela não sabe, é que sua dívida permanece na eternidade. Isso só mudaria se alguém assumisse seus débitos e pagasse o alto preço por eles exigido.  Mas quem se importaria com ela, agora que se tornará em uma criatura tão desprezível?

Enquanto seus olhos se fechavam, ela ainda consegue vislumbrar a figura de homem que se aproxima...  Sem ter forças para qualquer reação, a Noiva apenas espera... Mas ao invés de sentir uma mão qualquer tocar seu corpo, ela sente uma mão conhecida que toca carinhosamente seus cabelos... Com as últimas forças que lhe restavam, a Noiva abre os olhos e contempla o rosto radiante do Noivo... Ela não se lembrava de como ele era belo e de como sua voz era suave... Seu coração acelera e ela sente novamente como o amor é delicado e verdadeiro, e por um instante, todo medo e toda dor deixam de existir...  Mas a realidade é cruel, e logo a desesperança surge avassaladora.

- É muito tarde para mim...  Balbucia a Noiva – Eu cometi muitos erros, abri mão da verdadeira felicidade por prazeres passageiros, e agora, eu devo morrer...

Enquanto dizia estas palavras, a Noiva sente a morte apertando seu pescoço... O pecado veio cobrar a dívida... A morte é uma agiota com quem não se negocia, e assim, alguém tinha que morrer... O Noivo então segura as mãos da Noiva e fecha seus olhos... Uma luz cintilante começa a emanar de seus olhos, e a Noiva não pode acreditar no que está acontecendo...  Uma a uma, suas cicatrizes começam a desaparecer, seus ferimentos se fecham instantaneamente, sua roupa começa a se refazer no mais refinado linho branco, sua sujeira desaparece, seu cheiro é substituído pelo mais delicioso aroma, seu medo vai embora e leva junto suas culpas e dores. A Noiva está bela outra vez, seus cabelos bailam ao vento e seu hálito é como o cheiro das romãs...  Infelizmente sua alegria termina quando ela olha para o lado, e percebe o corpo do Noivo jazendo no chão. Ele está todo ferido, seu rosto desfigurado pelas mesmas cicatrizes que ela tinha adquirido. Sua roupa está rasgada e suja, e a Noiva finalmente entende o tamanho do amor que aquele homem sentia por ela, ao ponto de morrer em seu lugar, tomando sobre ele toda a aflição, angustia e flagelo que para ela estava destinado. Mas a Morte não sabia que a inocência e pureza do Noivo eram tamanhas, que mesmo pagando toda a dívida da Noiva, ainda sobravam créditos para uma vida eterna. Assim, três dias depois o Noivo está de volta para viver este amor. Uma alegria gigantesca invade o coração da Noiva, quando atende a campainha naquela manhã de domingo... Ela não podia acreditar em seus próprios olhos... O Noivo estava ali, vivo, mais belo do que nunca, com um sorriso estampado em seu rosto e o amor latejando em seu olhar.

- Voltei minha amada... Voltei pra você... Mas ainda não é hora do casamento... Preciso retornar para meu Reino, e ali vou construir uma casa para nós, bela e eternal, e assim, que tudo estiver pronto, eu irei regressar para você, e te levarei para morar comigo em um lugar onde não existe mais dor, sofrimento e lágrimas... Apenas aguarde o meu retorno e jamais duvide de meu amor...

O Espírito e a Noiva dizem: VEM! E todo aquele que ouvir diga: VEM! (Apocalipse 22:17)

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Para conhecer os princípios e passos para uma jornada cristã íntegra e frutífera através da FIDELIDADE, venha participar neste domingo, (11/01/2015),  da Escola Bíblica Dominical.

Material Base:
Revista Jovens e Adultos nº 94  - Editora Betel
Fidelidade - Lição 2  
Comentarista: Pr. Esequias de Oliveira

Comentários Adicionais (em vermelho)
Pb. Miquéias Daniel Gomes



quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Vídeo - Deixados para Tráz II: Comando Tribulação

Continuação direta de um dos maiores clássicos do cinema gospel, “Deixados para Traz II – Comando Tribulação” (Left Behind II – Tribulation Force), traz para as telas do cinema a saga dos personagens do livro best seller homônimo de Tim Lahaye e Jerry B. Jenkins, que após serem “deixados para trás” no arrebatamento da igreja, agora precisam sobreviver a grande tribulação. Mas para isso irão ter que enfrentar um poderoso inimigo: O Anticristo.

Com direção de Bill Corcoran, e estrelado por Kirk Cameron, Brad Johnson, Clarence Gilyard Jr, Gordon Currie e Chelsia Noble; o filme foi lançado originalmente em 2002, e mesmo com um modesto orçamento de U$$ 3,8 milhões e com muitos conflitos de bastidores, teve boa aceitação pelo público alvo. Neste longa, após o desaparecimento de milhões de pessoas, o mundo em desespero, volta se para um carismático líder político chamado Nicolai Carpathia, que ascende ao posto de presidente das Nações Unidas. O grupo "Comando Tribulação", no entanto, conhece a verdadeira e sinistra identidade do governante e passa a fazer todo o possível para alertar e converter aqueles  que  como eles, foram deixados para trás.

Para melhor entendimento da história, é aconselhável que também se assista ao primeiro film da série - Deixados para Tráz 


Luto: Abílio Emídio de Almeida



Hoje os céus estão celebrando a chegada de mais um dos santos, embora aqui na Terra haja dor e luto em nossos corações. Faleceu nesta manhã (07/01/2015), aos 71 anos, nosso querido irmão Abílio Emídio de Almeida.

Nascido em 16 de outubro de 1943, o irmão Abílio, carinhosamente conhecido como “Mineiro”, construiu ao lado se sua esposa, Missionária Elza Lino, uma linda história de vida, além de uma família maravilhosa, que tem sido um celeiro de bênçãos para nossa igreja. Nos últimos anos, nosso irmão travava uma batalha ferrenha contra o Mal de Alzheimer, mas aprouve ao Senhor recolher seu servo para o merecido repouso celestial.

Deixa esposa, filhos e netos. A toda família enlutada, nossos sinceros sentimentos e nossas preces para que haja conforto em cada coração. Dividimos a mesma dor.

“O justo, perece e ninguém pondera isso em seu coração; homens piedosos são, tirados e ninguém entende os justos são tirados para serem poupados do mal” (Isaías 57:1).