quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

EDB - A Fidelidade entre Pais e Filhos


Texto Áureo
Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. 
Efésios 6:1

Verdade Aplicada
A fidelidade entre pais e filhos credencia a família a apossar-se de sublimes promessas de Deus, de modo a viver muitos dias e viver bem.

Textos de referência
Efésios 6:1-4

Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, pois isto é justo.
Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa, para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra.
E vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.


Pais e filhos

Fidelidade entre pais e filhos é a convivência na qual os pais assumem ônus da paternidade responsável (amor, carinho, proteção, etc.). Nesse convívio criam-se vínculos e laços de amor fraternal. Assim, o resultado da fidelidade paternal é amor, respeito e honra por parte dos filhos. Embora a realidade atual apresente mudanças no padrão do relacionamento família, veremos que a Bíblia possui princípios imutáveis para um relacionamento fiel entre pais e filhos. A crise familiar surgiu desde o momento em que o homem deixou de observar os princípios da Palavra de Deus (Gêneses 3:1-7), resultando em várias conseqüências: desrespeito aos pais (Gêneses 9:22-25), profanação (Gêneses 49:3-4), incesto (II Samuel 13:11-14), subversão (II Samuel 15.12-14) e homicídio (Gêneses 4:8). Ainda hoje, esses males continuam ocorrendo pela inobservância da Palavra de Deus (II Timóteo 3:2 / Efésios 6:4).

O livro de Provérbios, verdadeiro manancial de conselhos paternos, exprime com muita clareza que os pais são responsáveis por legitimar ou repelir conhecimentos e valores adquiridos pelos filhos (Provérbios 1:8-19), exercer mediação entre os filhos e o mundo e empenhar-se no seu desenvolvimento físico, mental, social e profissional. Na família cristã, o pai, além de suprir as necessidades básicas, precisa ser sacerdote e continuamente apresentar sua família a Deus (Jó 1:5), e pastor, criando na vida dos filhos um padrão de moralidade com base nas Escrituras (Provérbios 2:3). Além de prover e educar, os pais devem impor limites de maneira sensata, transmitindo valores éticos sólidos, capazes de fazer com que os filhos ajustem seus comportamentos às exigências da vida dentro da coletividade e obedeçam a regras básicas de convivência (Provérbios 4:7).

Os filhos ocupam um lugar especial na família. Eles são os responsáveis pela coroação da família, dando o sentido de um lar completo. A Bíblia é enfática ao afirmar que os filhos são herança do Senhor (Salmos 127.3-5). Filhos ocupam um lugar de honra na família, contudo, devem submissão aos pais (Provérbios 15:20; 17.6). O texto Bíblico diz que isso é justo (Efésios 6:1). Eles devem honra aos progenitores até mesmo depois de constituírem suas próprias famílias. Nessa fase os filhos terão dupla oportunidade: cuidar dos pais e chefiar seus lares.

Todo pai precisa entender que recebeu a missão maravilhosa de conduzir seus filhos a Deus. Os filhos são como um presente do Senhor, uma espécie de jóia fina e muito rara, que precisa ser lapidada com esmero e amor. Conduzir, preservar e preparar os filhos para Cristo é dever de seus progenitores. Podemos comparar os filhos com os vasos. Um vaso foi fabricado para ser cheio de algo, mas alguém precisa escolher o conteúdo e despejá-lo ali. Cristo é este conteúdo que está destinado para eles (Colossenses 4:7). A primeira noção espiritual que os pais precisam ter com relação aos filhos que Deus lhes deu, é que eles precisam ser cheios de Cristo.

(Comentário Adicional: Dc. Bene Wanderley)


Amizade e companheirismo

Os pais devem educar seus filhos, apoiá-los com firmeza e confiança e serem seus melhores amigos (Provérbios 4:3-27). Os laços de amizade e companheirismo entre pais e filhos tornam essa relação à parceria mais ideal e confiável (Salmos 2:12). A amizade não é exigida, não se conquista de maneira forçada, sob pressões e ameaças, mas espontaneamente, independentemente de obtenção de recompensas ou favores. O filho que recebe dos pais a atenção devida, provinda de um amor verdadeiro, além de desenvolver autoconfiança, é altruísta, tolerante e aprende a valorizar. Nessa jornada, todas as oportunidades devem ser aproveitadas. Os pais devem promover atividades conjuntas, passeios e tempo com qualidades, abrindo mão de interesses próprios e se dedicando mais a família, fortalecendo a união e concretizando uma relação não apenas de pais e filhos, mas de amigos e parceiros.

O apóstolo Paulo exorta os filhos à obediência aos pais, bem como os pais a não provocá-los a ira, mas criá-los na disciplina e admoestação do Senhor (Efésios 6:1-4 / Colossenses 3:20-21). A Bíblia refere-se ainda a esse assunto nos dez mandamentos, dizendo que os filhos devem honrar a seus pais (Êxodo 20:12), e faz questão de salientar que é o primeiro mandamento com promessa. Encontramos várias outras referências nas Escrituras enfocando o assunto, as quais contemplam a felicidade do lar, da família que teme a Deus e se compraz nos seus mandamentos e referem-se aos filhos como herança do Senhor. Só no livro de Provérbios, encontramos uma riqueza imensurável de ensinamentos que, aplicados à família, são o suficiente para uma vida equilibrada e harmoniosa.

Quando um filho nasce, seus pais têm a oportunidade de compreender com um pouco mais de propriedade o amor do próprio Deus. Afinal, para aquele pequeno ser que acaba de chegar ao mundo, é destinado todo o afeto e cuidados que seus progenitores são capazes de gerar. Amor sacrificial, incondicional e irrestrito, externado em total devoção, mesmo sem (na maioria das vezes) receber nada em troca, da mesma forma que Deus age em nosso favor. Em Romanos 8:15, Paulo afirma que através do Espírito somos adotados pelo próprio Deus e passamos a ter o direito de chamá-lo “ABBA PAI”. Este termo, derivado do aramaico, conota intimidade na relação paternal, podendo ser entendido como “meu pai” ou “paizinho”, e em sua etimologia original remete a forma como uma criança pequena se refere ao seu pai. Foi usado pelo próprio Jesus em algumas oportunidades (Marcos 14:36), já que sua relação com o Deus Pai era vinculada  em uma unidade perfeita e imutável (João 17:10-11). Deus deseja intimidade com sua “família” (Mateus 12:50),  e ao nos criar sua semelhança, e depois nos conceder parte do seu tesouro particular  em forma de “filhos”, transmite-nos a mensagem, que é este o mesmo relacionamento que espera existir entre nós e nossa preciosa herança (Salmo 127:3).

(Comentário Adicional: Pb. Miquéias Daniel Gomes)


O Desafio da Disciplina

As Escrituras nos advertem que desde o início a imaginação dos pensamentos do coração do homem era má continuamente (Gêneses 6:5). Se quisermos que nossos filhos tenham um caráter a toda prova, precisamos enfrentar desafios no processo instrutivo desde cedo, e isso envolve diálogo, prática e convivência sadia, firmeza e autocontrole. Disciplina implica em determinar limites. Devemos nos espelhar nas Escrituras, que nos exorta a instruir os filhos desde a mais tenra idade (Deuteronômio 6:6-7) senão teremos uma colheita ruim (II Timóteo 3:1-9). A infância é o período de ouro do aprendizado, pois nessa fase a assimilação é mais fácil. Não meçamos esforços para que os princípios introduzidos nas mentes infantes se fixem de tal maneira que perdurem por toda vida. Os ensinamentos semeados garantirão colheita de bons frutos no futuro (Provérbio 22:6). Filhos bem preparados farão a diferença como referenciais para a Igreja e para a sociedade. Temos que acreditar na família. Famílias estruturadas e fiéis, células sadias, corpo saudável, Igreja forte. É dever do homem, como cidadão, viver de maneira ética. Como conhecedores da Palavra de Deus, maior responsabilidade temos de cooperar para que haja mais harmonia na sociedade através do Corpo de Cristo. A esperança da família está no viver a Palavra de Deus, aplicando os ensinamentos exarados nas Escrituras Sagradas.

Não raramente encontramos pais que preferem um filho em detrimento de outro, isso não é bom, causa divisão na família. Ser excessivamente rigoroso com um, enquanto outro desfruta de especial proteção não parece justo, cria ruptura na família. Outra situação não menos grave é quando há divergência na forma em que educam: um dos pais ensina de um modo e o outro desfaz, ensinando de maneira diferente. A falta de coerência nos métodos de formação dos filhos gera conflitos (Gêneses 37:3, 4:11; 25:28; 27:3-13), e instala a discriminação dentro do lar. O processo disciplinar exige equidade no tratamento com os filhos; antes de criticá-los é preciso ter interesse pelas coisas do universo deles. Também é preciso respeitar os limites dos filhos e estimular a superação dos mesmos, inspirando-lhes confiança. Somos observados pelos que nos rodeiam, principalmente por nossos filhos. Aprendemos a respeitar aos outros através da educação e disciplina, mas principalmente pelo exemplo. Os filhos fazem o que vêem seus pais fazerem, (Mateus 11:27; Tiago 1:23-25). Se os pais são fiéis, os filhos aprenderão com eles. É grande a responsabilidade dos pais na lapidação do caráter dos filhos, pois estes herdam atitudes no aprendizado e no convívio e que, por sua vez, influenciam as novas gerações. As ações têm poder de convencimento. Elas falam por si mesmas, ensinam mais que palavras.

A ausência dos pais, o desencontro com os filhos, seja pelo excessivo trabalho ou por displicência, roubam orientação, afeto, formação religiosa, etc. Por mais que tenhamos obrigações, elas jamais justificarão nosso dever de nos inteirar do mínimo de informações vitais dos nossos filhos: alimentação, companhias, uso adequado da TV, computador e internet, etc. Não é um favor que fazemos e sim uma prova de que os amamos. Atitude, postura, e limites são ingredientes indispensáveis para a lapidação de filhos saudáveis. Não adianta dar tudo aos filhos se não os amarmos verdadeiramente. Nada substitui o apoio, o carinho e a presença.


No caminho...

Quando falamos da relação pais e filhos, talvez o texto bíblico mais incisivo, conhecido e comentado seja Provérbios 22:6: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e mesmo quando envelhecer, não se desviará dele". Um erro comum na citação deste texto é trocar o indicativo “no” por “o”. O conselho aqui expresso não é para se indicar “o” caminho (vá por ali), mas sim ensinar “no” caminho (ande ao meu lado). O grande discipulador aqui não é o vocabulário, mas sim o próprio exemplo. Pais íntegros que almejam uma vida de integridade para seus filhos não se encaixam nos moldes mundanos do “faça o que eu digo e não o que eu faço”, mas criam ao longo do caminho, o rastro de pegadas onde seus pequenos discípulos também porão os pés. Salomão, ao escrever o texto supracitado sabia muito bem do que estava falando, pois viveu esta realidade dentro de sua própria família.

Davi foi o maior rei da história de Israel. Fortaleceu o reino, consolidou Jerusalém e expandiu as fronteiras da nação. Mas nos recônditos do palácio, falhou miseravelmente como pai, seja no exemplo, nas palavras ou nas atitudes. Polígamo inveterado, colecionou esposas como se fossem mudas de roupas (Mical, Abigail, Ainoã, Eglá, Maacá e Bete-Seba) sem se importar com as conseqüências de seus impulsos (hábito este seguido por seu filho Salomão). Destes relacionamentos vieram mais de vinte filhos, o que limitou a intimidade do pai com cada um deles. Foram educados magistralmente como príncipes e princesas, mas renegados como filhos e filhas, crescendo sem a imposição de limites ou parâmetros de moralidade. Enquanto isto, Davi errava ao preferir abertamente Absalão em detrimentos dos demais filhos ou escolhendo Salomão como herdeiro do trono por este ser filho de Bete-Seba, sua esposa mais influente. Por ser ausente até mesmo quando estava presente, Davi sequer percebeu a crescente tensão sexual em sua própria mesa de jantar, o que desencadeou o estupro de sua filha Tamar pelo próprio irmão Amnom. Ciente do acontecido, foi omisso ao não punir Amnom e nem acolher a princesa deflorada. Esta passividade gerou o ódio de Absalão que se encarregou de assassinar seu irmão Amnom. Desta vez, Davi teve um surto de raiva contra seu filho favorito, e Absalão fugiu para três anos de exílio. Neste tempo, Davi nada fez para se reconciliar com seu filho. No retorno do pródigo, o “rei” (não o pai) recebe o "príncipe" (não o filho) com um beijo formal, fugindo mais uma vez da responsabilidade paterna. Indignado com tamanha indiferença, Absalão promoveu uma guerra civil em Israel, e Davi se viu obrigado a fugir de Jerusalém, sendo perseguido pelo próprio filho. Neste conflito, Absalão morreu e Davi lamentou a morte do filho, amargurado por saber que já era tarde para reconciliações. Antes de sua morte, Davi ainda teve que lidar com mais uma guerra nacional provocada por rupturas em sua família, quando seu filho Adonias usurpou o trono do pai e Davi precisou coroar Salomão às pressas para cumprir a promessa que fizera a Bete-Seba.

Davi nos deixa valiosas lições com os seus erros, e a principal delas é que a família vem antes do reino. Uma nação que emerge de famílias fragmentadas, implodirá sobre as próprias bases. Davi era um homem elogiável, um rei austero, um músico brilhante, um adorador por exigência. Andava lado a lado com Deus e isso lhe garantiu suas grandiosas vitórias, mas andava distante de seus filhos, o que causou suas mais vergonhosas derrotas.

(Comentário Adicional: Pb. Miquéias Daniel Gomes)


A fidelidade entre pais e filhos

A boa relação entre pais e filhos passa necessariamente por uma comunicação eficaz. Significa que a pessoa compartilha, em família, o que ocorre com ela. Através da comunicação as pessoas partilham diferentes informações entre si, tornando tal ato uma atividade essencial para a vida em sociedade. Pais omissos serão responsabilizados pela maneira como criaram os filhos (I Reis 1:5-6). Aproveitemos o tempo que passamos com aqueles que realmente importam para nós, e nos foram confiados por Deus, a quem de fato pertencem (Salmo 127:3). As atitudes dos pais para com os filhos e dos filhos para com seus pais determinam o grau de relacionamento e equilíbrio na família. Ninguém melhor do que os pais para conhecer o caráter, personalidade e temperamento de cada um dos filhos. É de se esperar que os pais sejam os primeiros e melhores mestres dos filhos. O convívio sadio, pacífico e harmonioso é o ideal para semearmos confiança e estabelecer diálogo, oportunidade para ouvir e ser ouvido, criando um elo permanente com eles. A observância dos preceitos divino conduz pais e filhos a apossarem-se de promessas grandiosas, que contemplam a família no seu relacionamento mútuo e com deus (Deuteronômio 28:2-6; 30:6-9; Isaías 44;3). Nesse contexto, os pais se beneficiam ao serem honrados (Êxodo 20:12), os filhos por aplicarem este princípio e Deus é engrandecido pela observância da Sua Palavra.

O salmo 127:3-5 traça o perfil de uma família feliz e abençoada. O salmo 128 descreve o pai como abençoado, a mãe, videira frutífera, e os filhos, plantas de oliveira, herança do Senhor e flechas na mão do valente, e encerra com uma bênção de prosperidade e promessa de longevidade para o homem temente a Deus: ele terá paz e viverá o suficiente para ver seus filhos e seus descendentes. Portanto, a fidelidade entre pais e filhos coopera para a perpetuação das bênçãos na família de modo que serão como a oliveira verdejante na casa de Deus (Salmo 52:8; 92:12-15). A agressividade, a depressão, a tendência à rebeldia e a insubmissão dos filhos podem ser evitadas mediante o atendimento da carência afetiva deles. Não é suficiente estar fisicamente próximo durante a maior parte do tempo se não estiver disponível afetivamente. A presença dos pais representa a boa administração do tempo utilizado para o relacionamento com os filhos. A prudência deve nortear a escolha dos pais sobre quem irá conviver e cuidar dos filhos enquanto estiverem ausentes. Não é bastante ter filhos, precisamos ser pais, dar atenção e sermos acessíveis. Filhos necessitam mais da presença do que de presentes, inútil será trabalhar dia e noite a fim de lhes dar educação e qualidade de vida, se não nos doarmos a eles, correndo o risco de que o mundo o adote.

Aquele que com prudência, previne-se do mau tempo e alicerça sua casa na rocha, estará seguro (Mateus 7:24-27). Se não nos preocuparmos com a fundação, seremos insensatos e a família correrá perigo. O alicerce, mesmo não sendo aparente, faz a diferença e valoriza a construção. A palavra de Deu, manual do fiel e fonte inesgotável de ensino e aprendizado, nos fornece todos os materiais necessários para construirmos uma família bem fundamentada, à prova de vendavais.


Um legado abençoador

Numa época onde o Egito era a terra das oportunidades, e o lugar perfeito para se criar os filhos, a ordem controversa dada por Deus a Isaque foi não descer ao Egito e habitar na terra que Ele indicasse. Mais do que uma ordenança, este era um teste para o patriarca. E agora? Viver na comodidade da estagnação nas fartas planícies do Egito ou ser um peregrino de Deus pela terra? Isaque não teve duvidas e se apegou na promessa que havia sobre sua linhagem: "Eu serei contigo e te abençoarei como prometi ao seu pai Abraão”. Isaque poderia abrir mão de qualquer coisa, menos da presença de Deus na vida de sua família, e embora, no momento, o Egito proporcionasse expectativas de sucesso aos seus rebentos, lá na terra dos Faraós, seus filhos seriam privados da promessa de Deus, já que as mesmas estavam atreladas a obediência. Então, o patriarca simplesmente obedeceu.

Infelizmente, muitos pais são egoístas e não pensam nas promessas para seus filhos. Não plantam para o futuro. Querem honrar cargos, buscam reverência instantânea e esquecem que estamos semeando para a posteridade. Questionamos publicamente a Deus pelo que não recebemos e com isso matamos a fé de nossos filhos, pois vêem seus pais como figuras murmuradoras e críticas, estacionadas na fé, decepcionadas com Deus, com a igreja e com os irmãos. Seguindo esse exemplo deturpado, eles têm seu caráter moldado num clima de frieza espiritual. Crescem almejando ter idade para abandonar a igreja, que segundo seus pais, “não possui mais a presença de Deus”. O irônico (embora trágico) é que depois, esses mesmos pais choram amargamente, pedindo para Jesus trazer seus filhos de volta para a “Casa de Deus”, a mesma “Casa” da qual tanto maldizem. E se ao invés de murmuração e palavras ofensivas, nossos filhos nos ouvissem fazendo orações de agradecimentos? E se ao invés de picuinhas e falatórios eles nos vissem lendo a Bíblia, falando em línguas com lágrimas nos olhos e sendo gratos pelo que temos... Provérbios 22:6 diz  que nossos filhos se lembrarão do caminho em decorrência do ensinamento ministrado pelos pais. Então a questão de grande relevância é: O que temos ensinado? O tempo passa, pessoas mudam, estações se renovam, conceitos caem, costumes são esquecidos... Mas a doutrina bíblica persiste.

O caráter de Isaque foi forjado na obediência de seu pai. Ele não nasceu em casa de alvenaria, mas sim em tenda, numa nômade vida de obediente serviço a Deus e adoração por excelência, ambiente perfeito para a construção de uma fé convicta e avassaladora. O valor do sacrifício foi aprendido por Isaque ainda na adolescência, quando ele próprio era o inocente a ser oferecido em culto sacrificial que o seu pai quase levou as últimas conseqüências, só sendo detido pela intervenção do próprio Deus. E Qual lição tiramos desta história? – Leve Deus a sério, submeta-se ao seu poderio e vontade. Ele sabe o que está fazendo. Abraão sabia disso. Sabia que Deus viria com suas próprias condições e que para ser feliz basta aceita-las. Imprimiu em Isaque esta mesma certeza, que por sua vez a transmitiu a Jacó, que a ensinou aos seus herdeiros...  Perdemos nossos filhos quando o que é santo torna-se trivial, o que é espiritual tornar-se monótono e o sagrado torna-se inferior.

(Comentário Adicional: Pr. Wilson Gomes)

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Para conhecer os princípios e passos para uma jornada cristã íntegra e frutífera através da FIDELIDADE, venha participar neste domingo, (15/02/2015),  da Escola Bíblica Dominical.

Material Base:
Revista Jovens e Adultos nº 94  - Editora Betel
Fidelidade - Lição 7 
Comentarista: Pr. Queroz de Melo
Comentários Adicionais (em vermelho)
Pb. Miquéias Daniel Gomes  
Dc. Bene Wanderley  
Pr.  Wilson Gomes

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Quarta Forte recebe Pr. Ivanildo de Oliveira


Sob a direção do Pr. Eloi Buhl, na noite desta quarta feira, 11/02/2014, a Quarta Forte realizou o seu segundo trabalho em 2015, conservando sua característica principal: promover edificação espiritual a todos os presentes e ganhar almas para Jesus. Foram muitos louvores abençoados nas vozes ungidas de nossos adoradores locais, além da participação do cantor Marino (Mogi Guaçu SP), que com grande ousadia e unção, levou a congregação para mais perto do céu.

O convidado especial para ministrar a Palavra de Deus, foi o Pr. Ivanildo de Oliveira (Mogi Guaçu SP), que baseado na vida do patriarca Abraão, trouxe uma mensagem poderosa sobre o valor da obediência e do sacrifício na vida do servo do Senhor.

Abraão foi criado em uma família idolatra, mas Deus observou o seu coração e viu potencial para nele iniciar a grande nação modelo que projetará. O passo inicial foi se apresentar ao jovem caldeu e ordenar que ele deixasse a casa de seus pais e se lançasse às cegas rumo a uma terra desconhecida. Surpreendentemente, Abraão obedeceu...

Durante sua longa peregrinação, Abraão, cuja esposa Sara era estéril, recebeu a promessa que dele seria feito uma grande nação e que sua descendência seria tão numerosa quanto as areias da praia ou as estrelas do céu. Embora Sara tenha duvidado e o próprio Abrãao tenha titubeado, no fundo de seu coração, ele creu...

Os anos se passaram e a promessa não se cumpriu. O casal tentou dar seu próprio jeito na situação, mas com isso, acabou trazendo conflito e tristeza para dentro de sua tenda. No tempo perfeito de Deus, o tão esperado herdeiro nasceu, provando a Abraão que a Palavra do Senhor é fiel e Ele vela para cumpri-la. Abraão e Sara testemunharam o poder de Deus e na pratica, vivenciaram o método de trabalho do Todo Poderoso e que Ele não necessita de ajuda humana para realizar seus intentos.  O casal aprendeu a lição....

Como o filho da promessa em seus braços, Abraão vivenciou a plena felicidade. Isaque era a razão da sua vida, o motivo de seu cantar, a alegria de sua velhice. Então Deus pede a Abraão que sacrifique aquilo que tem de mais precioso... Seu próprio filho. O coração de Abraão de enluta e derrete, lagrimas quentes rolam por sua face, sombras abraçam a sua alma. A fé e a razão se enfrentam num duelo colossal. O que fazer quando Deus lhe pede algo tão difícil? Abraão obedece...

Abraão se põem a caminho de Moriah. Ele não murmura, não reclama, não compartilha de seu sofrimento com ninguém. Para Sara ele apenas diz que irá sacrificar ao Senhor e ao seu servo, manda esperar ao pé da montanha, pois irá retornar com o filho. Ele crê que mesmo das cinzas Deus irá trazer seu rebento de volta. O medo existe e a dor é gritante... Mas ele confia. Deus o honra...

Isaque é poupado, gera a Jacó que por sua vez dá origem a 12 filhos, dos quais surge a grande nação israelita. É desta linhagem que nasce Jesus. Da fé, obediência e sacrifício de Abraão, abençoada é todas as famílias da Terra.

Cantor Marino e Pr. Ivanildo de Oliveira

Vídeo: A Primeira Pedra

A igreja é um lugar de aceitação, onde qualquer tipo de preconceito não tem vez, correto? Foi assim que Cristo planejou a sua igreja, mas nem sempre é assim que ela age. Às vezes, assistir um bom filme sobre amor, perdão e novas chances é uma oportunidade valiosa de encontrar crescimento para a nossa vida em aspectos relevantes. O longa metragem “A Primeira Pedra” (The Firsth Stone), proporciona exatamente esta experiência. Produzido em 1993, com roteiro e direção de John Wischner e estrelado por Cathy Zimmerman, Champagne Powell e Charles King, está é sem dúvidas uma história que propõem reavaliação de conceitos.
 
O que há em comum entre um negro pobre e faxineiro e um bando de adolescentes classe média de uma igreja americana? Tudo. Este filme dá uma nova visão sobre nossos valores contemporâneos, sua história expõe a ferida de nossa sociedade "sem" preconceitos. Certamente você será levado a um desafio sobre o que Deus pode fazer com gente sem solução, gente como nós, gente que precisa olhar para seus erros e frustrações e tomar consciência antes de atirar a "primeira pedra".




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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Biografia: Paulo Leivas Macalão

 
 
Assim descreve a Bíblia do Centenário (Bíblia do Centenário - História do Centenário p.85 - Editora Betel):
"Num belo dia de 1924, um jovem chamado Paulo Leivas Macalão, ao andar pelas ruas de São Cristovão em grande luta interior (pois ainda não encontrara as respostas que esperava alcançar para sua vida, nem conhecia a verdade divina), se abaixou para apanhar no chão um folheto evangélico amassado. Ao apanhar aquele folheto, o jovem não sabia que sua vida estava prestes a mudar para sempre como resultado da leitura do texto - uma mensagem genuinamente bíblica e arrebatadora. No verso daquele folheto havia um endereço e um convite para o comparecimento aos cultos na Rua São Luís Gonzaga nº 12, à igreja do Orfanato. Paulo Macalão visitou aquela igreja e lá conheceu vários crentes, dentre eles a irmã Florinda Brito (sua futura sogra, o que ele ainda não sabia), que o convidou a frequentar os trabalhos de oração que acontecia naquela igreja".
Paulo Macalão aceitou o convite, tornando-se um assíduo frequentador dos cultos onde foi aprendendo gradativamente os mandamentos de Deus e vivenciando o infinito amor divino para sua vida. No dia 5 de abril de 1924, rendeu-se totalmente a Jesus, entregando a Ele a sua vida após ouvir o hino: "Vem meu Libertador".
Na manhã de domingo do dia 24 de junho de 1924, Gunnar Vingren realizou na praia do Caju, o primeiro batismo em águas. Foi um evento inédito e extraordinário, que atraiu uma multidão. Entre os candidatos ao batismo naquela manhã, estava Paulo Leivas Macalão que, cinco meses depois, em 3 de novembro de 1924, receberia o batismo no Espírito Santo.
Paulo Macalão foi um dos instrumentos do Senhor para que a graça divina fluísse ao encontro dos desesperados, levantasse os caídos e sustentasse os fracos. Ele havia deixado de lado a carreira militar para se dedicar a pregação do Evangelho. Tornou-se o mais fiel colaborador do Missionário Gunnar Vingren demonstrando, inclusive, vocação para dirigir cultos e pregar a Palavra. E, com seu incentivo, realizou o primeiro culto a céu aberto na Praça da República, no campo e Santana.
O trabalho cresceu, adquiriu corpo e, obviamente, exigiu medidas ministeriais mais sérias. Por isso, se realizou a primeira Convenção Estadual em 1915. Além das discussões visando resolver os problemas, houve sessenta decisões por Cristo. Quando Lewis Pethrus, atendendo o convite de Gunnar Vingren, veio da Suécia para o Brasil para participar da primeira Convenção Geral em Natal, RN, em 1930, visitou a Igreja no Rio de Janeiro e pregou ali a Palavra de Deus aos cariocas. Em 17 de agosto daquele ano o missionário Gunnar Vingren, então pastor da Assembleia de Deus no Rio de Janeiro, aproveitando a vista de Lewis
Pethrus consagrou Paulo Leivas Macalão ao santo ministério pastoral.
Transcorria-se o ano de 1926 e o jovem Paulo Macalão com o seu incansável labor e paixão pelas almas, saiu em direção a Bangu, acompanhado de alguns crentes da recém-fundada igreja, semeando a precisa semente, chegando aos subúrbios do Rio de Janeiro. Eles evangelizaram ardorosamente muitas pessoas nas estações férreas Realengo, Bangu, Campo Grande, Santa Cruz e Marechal Hermes.
Assim durante muitos anos esse incansável homem de Deus realizou trabalhos diversificados no Rio de Janeiro, em todo o Estado, estendendo-se para outros Estados plantando igrejas e cumprindo o ide de Jesus. Umas das características marcante desse Servo do Senhor foi sua capacidade de fazer discípulos. Deixou um batalhão de soldados fiéis que se tornaram desbravadores por toda a nação brasileira, extrapolando as fronteiras gerando trabalhos em muitos países. Assim Deus formou o Ministério de Madureira, cuja função precípua é dar continuidade na plantação de Deus.
O trabalho de Paulo Leivas Macalão foi um marco decisivo na História das Assembleias de Deus no Brasil. Construiu o primeiro templo da Assembleia de Deus no Rio de Janeiro no Bairro de Bangu. Posteriormente construiu um templo gigantesco para sua época em Madureira, onde centralizou os trabalhos. Ao contemplar o tamanho do templo e suas dependências para época em que foi construído, percebe-se a ampla visão deste abnegado homem de Deus.

Sua desenvoltura para o ministério da música além de sua capacidade administrativa e evangelística evidencia-se admiravelmente. É prudente salientar que durante muitos anos ouvimos uma cobrança quanto à teologia Assembleiana, mas tais críticos não tiveram o cuidado de observar nossa hinologia, que traz em suas letras o conteúdo de todo nosso pensamento doutrinário. Assim sendo, a Harpa Cristã contém o cerne da teologia Assembleiana, e Paulo Leivas Macalão se destacou nesse quesito fundamental. O Diário do Pioneiro descreve o empenho de Paulo Leivas Macalão da seguinte maneira:

"Um irmão que desde o princípio teve um papel muito importante no trabalho foi Paulo Leivas Macalão. Ele é filho de um general e havia começado a estudar para seguir carreira militar. Mas então Deus o salvou e ele se alistou no exército celestial, para servir ao Rei dos reis e ao Senhor dos senhores. Ele se tornou o primeiro e mais fiel colaborador de Vingren, Em todos os lugares ele cooperava com a sua Bíblia e o seu violino, sempre fervente e zeloso e cheio do poder de Deus. Em horas livres ele escrevia e traduzia hinos e muitos destes hinos são cantados hoje no Brasil". (O Diário do Pioneiro, p.125, CPAD)

Dedicou toda sua vida a obra de Deus e inspirou centenas de servos de Deus nesse imenso Brasil, terminou a sua carreira e guardou a fé, mas o fruto de seu trabalho todos nós ainda desfrutamos e nele estamos empenhados através das Assembleias de Deus - Ministério de Madureira.

Descansou no Senhor em 26 de Agosto de 1986, aos 79 anos de idades, mas seu legado como pastor e musico permanece impávido, não apenas no ministério de Madureira, como em toda a Assembleia de Deus no Brasil.
 
Extraído do livro: O Grão de trigo que gerou as Assembleias de Deus - Pentecostalismo e História - Pr. José Elias Croce

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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Quais são as doze tribos de Israel?

A origem das 12 tribos de Israel está descrita em Gênesis 29 , 30 e 35, onde  estão relacionados os nascimentos dos 12 filhos de Jacó, neto de Abrãao, e que teve seu nome trocado para “Israel”. Do maior para o menor, o  nome de seus filhos são: Rubén, Simeão, Levi, Judá, Dã, Naftali, Gade, Asser, Issacar, Zebulom, José e Benjamim. 
 
Mas esses nomes ainda não correspondem exatamente às doze tribos definitivas de Israel, pois entre o nascimento dos filhos e o assentamento tribal em Canãa, há uma passagem de tempo de mais de meio milênio.  Quando José convidou sua família para subir ao Egito e ali se estabelecer, cerca de 70 pessoas integravam a comitiva, mas passados 430 anos, Moisés lidera o êxodo de mais de dois milhões homens, fora mulheres e crianças. Durante os anos de peregrinação no deserto, Deus define que a tribo de Levi seria separada para servi-lo, e como possessão de Deus, não teria um território específico na terra prometida. José, que construirá sua vida e família no Egito, teve seus direitos divido entre seus filhos, dando origem as tribos de Manassés e Efraim, que completam a totalidade de 12 tribos.
 
- Rúben
- Simeão
- Judá
- Dã
- Naftali
- Gade
- Asser
- Issacar
- Zebulom
- Manassés
- Efraim
- Benjamim
 
Segundo o livro de Josué, é baseado nessas 12 tribos que todo o território da terra prometida (Canaã) é dividido, e com base nos relatos de Juízes, podemos entender que cada tribo tinha sua própria autonomia política e militar. Mais tarde, já no livro dos Reis, é contada a história de como essas 12 tribos se uniram sob uma monarquia, durante os reinados de Saul, Davi e Salomão.
 
Após a morte de Salomão, as 12 tribos novamente se dividiram e formaram dois reinos distintos:  Reino do Sul (Judá e Benjamim) - que teve como capital Jerusalém, e o Reino do Norte (Rubén, Simeão, Levi, Judá, Dã, Naftali, Gade, Asser, Issacar, Zebulom, Manassés e Efraim) – cuja capital foi Samaria. Após esta separação, cada reino passou a ter seu próprio rei, sendo desenvolvida uma relação conflituosa entre eles, ao ponto de não mais haver uma unificação das 12 tribos de Israel. 
 
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domingo, 8 de fevereiro de 2015

A promessa também é para vocês

Chegando o dia de Pentecoste, estavam todos reunidos num só lugar. De repente veio do céu um som, como de um vento muito forte, e encheu toda a casa na qual estavam assentados. E viram o que parecia línguas de fogo, que se separaram e pousaram sobre cada um deles.

Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito os capacitava.

Havia em Jerusalém judeus, tementes a Deus, vindos de todas as nações do mundo. Ouvindo-se este som, ajuntou-se uma multidão que ficou perplexa, pois cada um os ouvia falar em sua própria língua.

Atônitos e maravilhados, eles perguntavam: "Acaso não são galileus todos estes homens que estão falando? Então, como os ouvimos, cada um de nós, em nossa própria língua materna? Partos, medos e elamitas; habitantes da Mesopotâmia, Judéia e Capadócia, Ponto e da província da Ásia, Frígia e Panfília, Egito e das partes da Líbia próximas a Cirene; visitantes vindos de Roma, tanto judeus como convertidos ao judaísmo; cretenses e árabes. Nós os ouvimos declarar as maravilhas de Deus em nossa própria língua! " Atônitos e perplexos, todos perguntavam uns aos outros: "Que significa isto? "Alguns, todavia, zombavam deles e diziam: "Eles beberam vinho demais".

Então Pedro levantou-se com os Onze e, em alta voz, dirigiu-se à multidão: "Homens da Judéia e todos os que vivem em Jerusalém, deixem-me explicar-lhes isto! Ouçam com atenção: estes homens não estão bêbados, como vocês supõem. Ainda são nove horas da manhã! Pelo contrário, isto é o que foi predito pelo profeta Joel: ‘Nos últimos dias, diz Deus, derramarei do meu Espírito sobre todos os povos. Os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os jovens terão visões, os velhos terão sonhos. Sobre os meus servos e as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e eles profetizarão. Pois a promessa é para vocês, para os seus filhos e para todos os que estão longe, para todos quantos o Senhor, o nosso Deus chamar".

Com muitas outras palavras os advertia e insistia com eles: "Salvem-se desta geração corrompida! " Os que aceitaram a mensagem foram batizados, e naquele dia houve um acréscimo de cerca de três mil pessoas.

Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações. Todos estavam cheios de temor, e muitas maravilhas e sinais eram feitos pelos apóstolos. Todos os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum. Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade.

Todos os dias, continuavam a reunir-se no pátio do templo. Partiam o pão em suas casas, e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração, louvando a Deus e tendo a simpatia de todo o povo. E o Senhor lhes acrescentava todos os dias os que iam sendo salvos.

O Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão, e, tendo dado graças, partiu-o e disse: "Isto é o meu corpo, que é dado em favor de vocês; façam isto em memória de mim". Da mesma forma, depois da ceia ele tomou o cálice e disse: "Este cálice é a nova aliança no meu sangue; façam isto, sempre que o beberem, em memória de mim".

Porque, sempre que comerem deste pão e beberem deste cálice, vocês anunciam a morte do Senhor até que ele venha. Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpado de pecar contra o corpo e o sangue do Senhor.

Examine-se o homem a si mesmo, e então coma do pão e beba do cálice.
Pois quem come e bebe sem discernir o corpo do Senhor, come e bebe para sua própria condenação. Por isso há entre vocês muitos fracos e doentes, e vários já dormiram.

Mas, se nós nos examinássemos a nós mesmos, não receberíamos juízo.
Quando, porém, somos julgados pelo Senhor, estamos sendo disciplinados para que não sejamos condenados com o mundo.

(Atos 2:1-18, 39-47 / I Coríntios 11:23-32)


sábado, 7 de fevereiro de 2015

Encerramento do Encontro Missionário


Na noite deste sábado, dia 07/02/2014, o Grupo de Missões Ágape deu encerramento ao ”1º Encontro Missionário de Estiva Gerbi”, evento este realizado em prol da obra missionária que está sendo realizada no Paraguai, onde nosso ministério mantem cerca de dezessete congregações em diversas cidades guaranis. Como já diz o velho jargão evangélico, missões são feitas pelos pés que vão, pelos joelhos que oram e pelas mãos que contribuem, assim, o grande intento deste projeto é exatamente “plantar” a sementinha da obra missionária em cada coração, e com isso despertar o desejo missionário que é inerente a cada cristão. Obviamente, nem todos poderão “calçar” as sandálias da evangelização e se lançar ao mundo, mas todos, sem exceções, podemos participar desta obra, ofertante nosso clamar e provendo subsídios aos missionários.

Na noite de seu encerramento, o Encontro Missionário foi honrado com a presença de representantes de vários setores de nossa igreja, que trouxeram seus depoimentos e comoveram aos presentes com suas falas inflamadas, movidas por uma paixão genuína pela obra missionária, entre eles, podemos destacar o Pr. Ismael Capichi (Catedral Sede),  Pr. Eduardo Bonifácio (Chácara Alvorada), Pb. José Silva (Jardim Nova Odessa) e Pb. Valdeci Candido Silva (Jardim Fantinato). Quem também marcou presença foi o Grupo de Pandeiro da congregação do Jardim Nova Odessa, que empolgou a congregação com muito ritmo e adoração... A mesma adoração que se manifestou no tempo através dos louvores devocionais realizados pelo Diante da Graça.

O preletor da noite foi o Ev. Elton do Amaral, que ministrou uma poderosa palavra sobre os desafios do chamado missionário, que exige sim muita renúncia e sacrifício pessoal. É necessária certeza absoluta da própria vocação e grande obediência aos comandos de Deus, e uma fé inabalável nos projetos de Deus sobre a própria vida, mesmo que não existam evidencias ou garantias de sucesso. Ao final, o homem de Deus conclamou a igreja para buscar no Senhor a convicção necessária e aceitar a vontade do Senhor sobre cada um; e ressaltou que Deus está nos convocando para a sua obra e é preciso atender ao chamado... Enquanto isso, o cantor Bene Wanderlei entoava uma comovente canção declarando: Foi o mestre amado que me fez o chamado... Eu vou!

Parabéns ao casal José Osvaldo e Carmem Silvia, idealizadores deste encontro, bem como a todo o Grupo de Missões Ágape. Nosso agradecimento a todos os voluntários que trabalharam arduamente no backstage para tornar este sonho possível. Nossa gratidão aos líderes de missões dos diversos setores que nos deram a honra de suas presenças. Nosso agradecimento ao Pr. Wilson Gomes e Pra. Márcia Gomes que apoiaram irrestritamente este trabalho e cada um que participou do evento.

Foi apenas o primeiro... Outros virão! Ore! Contribua! Vá!


Perigos do Verão - Dengue e Febre Chikungunya


2015 mal começou e diversos municípios brasileiros já estão vivendo surtos de dengue. O vírus da dengue é transmitido pela picada da fêmea do Aedes aegypti, um mosquito diurno que se multiplica em depósitos de água parada acumulada nos quintais e dentro das casas, existindo 4 tipos diferentes desse vírus. Todos podem causar as diferentes formas da doença.

A grande maioria das infecções é assintomática. Quando surgem, os sintomas costumam evoluir em obediência a três formas clínicas: dengue clássica - forma benigna, similar à gripe; dengue hemorrágica - mais grave, caracterizada por alterações da coagulação sanguínea; e a chamada síndrome do choque associado à dengue - forma raríssima, mas que pode levar à morte, se não houver atendimento especializado. Pacientes com dengue, ou com suspeita da doença, precisam de assistência médica. Sob nenhum pretexto, devem recorrer à automedicação, pois jamais podem usar antitérmicos que contenham ácido acetilsalicílico (AAS, Aspirina, Melhoral, etc.), nem anti-inflamatórios (Voltaren, diclofenaco de sódio, Scaflan), que interferem no processo de coagulação do sangue.

Mas o que já era ruim, acabou de piorou, já que uma doença, também transmitida pelo Aedes aegypti, acaba de encontrar um solo fértil em terras brasileiras. Embora os vírus da febre chicungunya e os da dengue tenham características distintas, os sintomas das duas doenças são semelhantes. Na fase aguda da chikungunya, a febre é alta, aparece de repente e vem acompanhada de dor de cabeça, mialgia (dor muscular), exantema (erupção na pele), conjuntivite e dor nas articulações (poliartrite). Esse é o sintoma mais característico da enfermidade: dor forte nas articulações, tão forte que chega a impedir os movimentos e pode perdurar por meses depois que a febre vai embora. Ao contrário do que acontece com a dengue (que provoca dor no corpo todo), não existe uma forma hemorrágica da doença e é raro surgirem complicações graves, embora a artrite possa continuar ativa por muito tempo.

O diagnóstico deste novo vírus depende de uma avaliação clínica cuidadosa e do resultado de alguns exames laboratoriais. As amostras de sangue para análise devem ser enviadas para os laboratórios de referência nacional. Casos suspeitos de infecção pelo CHIKV devem ser notificados em até 24 horas para os órgãos oficiais dos serviços de saúde. Na fase aguda, o tratamento contra a febre chicungunha é sintomático. Analgésicos e antitérmicos são indicados para aliviar os sintomas. Manter o doente bem hidratado é medida essencial para a recuperação. Quando a febre desaparece, mas a dor nas articulações persiste, podem ser introduzidos medicamentos anti-inflamatórios e fisioterapia.

Como não existem tratamentos específicos contra a dengue e nem vacina contra febre chikungunya, na verdade, a prevenção consiste em adotar medidas simples no próprio domicílio e arredores que ajudem a combater a proliferação do mosquito transmissor da doença.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

1º Encontro Missionário - Abertura


Durante todo o ano de 2015, os vários setores da Assembleia de Deus Ministério de Madureira sediada em Mogi Guaçu SP, estarão promovendo uma série de eventos e congressos em prol da obra missionária no Paraguai. Coube a nossa igreja em Estiva Gerbi, a honra de promover o primeiro deles. Assim, na noite desta sexta-feira, 06/02/2015, foi oficialmente aberta as festividades do “I Encontro Missionário de Estiva Gerbi”, que contou com a presença de diversos líderes do departamento missionário de nossa igreja, inclusive do presidente de missões -  Missº Odair Júlio dos Santos. Também estiveram presentes o Pr. José Ataíde da Silva e o Ev. Valdinei Nicolau Sebastião.

Idealizado pelo departamento missionário local – Grupo de Missões Ágape, que é liderado pelo Cp. José Osvaldo Quintino da Silva e pela Dca. Carmem Silvia Silva, este evento visa não apenas conscientizar a igreja sobre a importância da obra missionaria, como também aproximar a nossa gente dos amados irmãos paraguaios, já que este país vizinho tem sido o alvo prioritário de nosso trabalho missionário. Além dos diversos depoimentos de obreiros que tem acompanhado em loco o trabalho realizado em terras guaranis, todos puderam ver alguns registros fotográficos realizados nas diversas congregações paraguaias.

O Encontro também foi marcado por boa música e louvores abençoados, contando com a participação musical dos cantores Benê Wanderley e Pr. Valdomiro Abreu, do Ministério de Louvor Diante da Graça e da participação mais que especial dos amigos e irmãos do CRO, que mais realizaram uma cooperação massiva. O preletor da noite foi o Pr. Maximiliano Machado, que nos trouxe uma excelente palavra baseada na vida do apostolo Pedro. Escolhido pessoalmente por Jesus, ele logo se tornou o mais destacado entre todos os discípulos, vivendo experiências únicas com o Senhor. Seu nome real era Simão, pescador de profissão, homem de família e de personalidade forte, que transportou toda a sua intensidade para o ministério que lhe fora proposto. Mas no momento de seu maior teste, Pedro falhou miseravelmente, abandonando seu mestre e negando seu querido Jesus na hora de sua morte. Mesmo assim, um Cristo ressurreto fez questão de tornar Pedro participante da fundação da própria Igreja, e coube a ele a honra de ser o porta voz da Igreja inaugurada, tornando-se o mais inflamado pregador da cristandade.

Hoje, Deus procura novos “Pedros”, homens que apesar das imperfeições e das próprias falhas, estejam dispostos a abraçar esta grande obra, se que nunca se esquivem do chamado, e se falharem na primeira tentativa, jamais deixem passar uma segunda chance!

O 1º Encontro Missionário de Estiva Gerbi, se encerra amanhã.

Pr. Wilson Gomes recepcionando o Missionário Odair Júlio dos Santos

Lágrimas - Clamor do Coração

 
As pessoas choram por vários motivos. As lágrimas sempre estiveram intimamente relacionadas ao coração humano e podem expressar emoções distantes como tristeza e alegria.
 
No Antigo Testamento, as lágrimas eram, com frequência, um sinal de remorso (Lamentações 2:18-19).

A alma de Ester se perturbou e ela chorou pela situação terrível de seu povo (Ester 8:3). 
 
As lágrimas de Ana vieram de um coração entristecido e uma alma amargurada. 
 
Maria e Marta choraram pela perda do seu irmão Lázaro. 
 
A mulher pecadora aos pés de Jesus não derramou lágrimas de remorso, ansiedade ou tristeza, mas de humildade, grata pela misericórdia e amor de Deus para com ela (Lucas 7:38-50).
 
Todos nós passamos por experiências que nos levarão a chorar. Nessas ocasiões, devemos nos apegar firmemente a promessa de que está chegando o dia em que Deus “enxugará” dos olhos toda lágrima e não já não mais existirá... pranto (Isaías 25:8 / Apocalipse 7:17, 21:4).
 
Enquanto esse dia não chega, ansiemos por lágrimas de arrependimento, adoração, gratidão e alegria... Amém!
 
Bom Final de Semana... Abraços!

 
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