sexta-feira, 6 de março de 2015

Prova de Confiança

 
Num certo sentido, cada dia de nossa vida testa o nosso relacionamento com Deus. No entanto, todas as pessoas passam por fases de maior alegria ou adversidade e tanto uma quanto a outra apresentam oportunidades para provar nossa confiança no Senhor.
 
Para o cristão, essa prova não é como um vestibular. Deus não está nos vigiando com um gabarito em mãos esperando para “aprovar” ou “reprovar” cada um de nós de acordo com nosso desempenho, uma vez que todos pecaram e que não há ninguém na terra capaz de ser aprovado (Romanos 6:23).
As provações que vem através das circunstâncias de nossa vida nos ajudam a conhecer melhor o nosso próprio coração e valorizar mais profundamente a graça de Deus. Nestes momentos de dificuldades, adquirimos uma consciência mais aguçada de nossos pensamentos, atitudes e emoções. Por meio desta consciência, Deus nos mostra em que áreas precisamos nos entregar mais a Ele em obediência confiante.
 
Como o salmista escreveu, ao revelar nosso coração através das provações, Deus nos afasta cada vez mais do mundo e nos conduz aquilo que é eterno (Salmo 139:23-24). Os Cristãos e os incrédulos experimentam os mesmos tipos de alegrias e adversidades. Para o homem ou a mulher, incrédulos, é difícil encontrar sentido naquilo que acontece e na forma como reage a vida.
 
O cristão pode atravessa os momentos de alegria e tristeza absolutamente certo de que em Jesus Cristo está se tornando a pessoas que Deus criou para ser.
 
Bom final de Semana!

 

quinta-feira, 5 de março de 2015

EBD: Dimensões da Fidelidade


Texto Áureo
E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.
I Tessalonicenses 5:23

Verdade Aplicada
Como cidadão do céu, o cristão tem obrigações para com Deus e os homens, que se evidenciam no viver fiel em todas as dimensões.

Textos de Referência
I Coríntios 4:2 / Apocalipse 2:10 / Mateus 25:21

Além disso, requer-se nos despenseiros que cada um se ache fiel.
Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.
E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor.


Pequenas Coisas

O tema fidelidade é muito mais abrangente do que a maioria de nós pode mensurar. Um cônjuge pode manter-se fiel no que tange se relacionar com outras pessoas, mas se mostrar infiel em outros aspectos da vida a dois, como no trato, na afetividade e na complacência. Em nossa vida espiritual, ao mesmo tempo em que podemos prezar a fidelidade para com Deus, podemos, por exemplo, sermos infiéis aos seus mandamentos de submissão aos nossos líderes. Existe uma grandiosa gama de vertentes em nossa vida, que precisam ser verificadas freqüentemente para garantir a fluidez da fidelidade nas várias dimensões do nosso ser. Muitos verticalizam sua fidelidade (homem-Deus) e se esquecem de todos ao seu redor. Outros se ocupam tanto de seus compromissos horizontais (homem-homem), que se esquecem de cuidar do relacionamento pessoal com Deus. Ambas as dimensões estão inteiramente interligadas. No texto de Mateus 25:21, Jesus está contando a parábola dos talentos quando menciona o fato de que os funcionários produtivos foram recompensados pelo senhor, herdando não apenas o valor inicialmente confiado, como também os lucros obtidos através do investimento feito, e o argumento utilizado pelo senhorio para tal atitude foi: - Já que você me foi fiel no pouco, te recompensarei com muito. Que grande verdade Jesus estava nos ensinando... Nossa fidelidade passa pelo teste de aprovação exatamente nas coisas pequenas e nas ações que são imperceptíveis pela grande maioria. 

No famoso Sermão da Montanha, Jesus evidenciou algumas falhas na lei mosaica (que limitava ações) e apresentou um novo código de conduta espiritual que cerceava as intenções do coração. Segundo a lei, não se podia matar, mas convenhamos, que este é um mandamento fácil de se cumprir. Jesus ensinou que não devemos “falar” mal de ninguém, e equiparou assassinato físico com assassinato espiritual e moral. A lei proibia o adultério (o que com certas precauções se torna plenamente “evitável”), mas Jesus censurou os pensamentos cobiçosos. Em suma, Cristo nos recomendou fidelidade além das ações, sendo ela cultivada no âmago, no limiar dos acontecimentos. O que Jesus nos queria ensinar é devemos ser fieis não porque “precisamos”, mas sim por que “queremos”. E esta fidelidade minimalista começa a se moldar exatamente nas pequenas coisas.

Em um dos trechos do belíssimo “Cântico dos Cânticos”, o casal central do poema está preocupado com algumas ameaças que põem em perigo sua “vinha” - Apanhem as raposas e as raposinhas (Cantares 2:15) - Mais uma vez a Bíblia nos dá a dimensão de como coisas pequenas podem minar e destruir nossa fidelidade. As “grandes raposas” são visualizadas com maior facilidade, tem maior dificuldade para passar por certas “brechas” em nosso muro e fazem maior barulho quando entram na propriedade, e com isso despertam a atenção e desencadeiam ações de retaliação quase que imediatas. Já as raposinhas se esquivam dos nossos olhos e passam desapercebidas por nossas defesas. Uma vez dentro da “vinha”, essas “pequenas” e “inofensivas” criaturas fazem seu covil, alimentam-se das uvas e se transformam em grandes raposas, que em decorrência de nossa negligência com sua pequenez no passado, agora “já” estão incorporadas na rotina da lavoura. 

A fidelidade, que pode ser entendida como um cumprimento total de compromissos assumidos, quando praticada em todas as esferas e dimensões da vida, veda nossa “vinha” contra os ataques sutis das pequenas raposinhas e nossa “mente” dos pensamentos perniciosos mais sutis. Escrevendo a igreja de Felipo, o apóstolo Paulo revela um verdadeiro antidoto contra a infidelidade, que deve fazer parte da vida de qualquer cristão:  Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos. Seja a vossa equidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor. Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus. Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco (Filipenses 4:4-9).


Fidelidade na Dimensão Espiritual

Fidelidade, do latim “fidelitate”, significa qualidade ou atitude de quem é fiel, de quem tem compromisso com aquilo que assume. Nesta lição, estudaremos sobre as duas dimensões da fidelidade: a espiritual e a social. Ambas são importantes e necessárias ao crente, pois a Bíblia diz que o salvo deve viver de maneira fiel e digna diante de Deus e dos homens (Romanos 14:18). O homem foi criado um ser racional, moral e espiritual, pois foi criado à imagem e semelhança de Deus (Gêneses 1:26-27). Ele foi dotado de intelecto, emoções e vontades, para que pudesse conhecer, amar e obedecer a Deus. A fidelidade, na dimensão espiritual, se evidencia em atitudes que expressam nosso relacionamento e comunhão com o Senhor.
 
Crer não é um mero assentimento intelectual (Efésios 2.8). É uma operação do Espírito Santo mediante a qual a pessoa tem certeza na existência de Deus, o criador e sustentador do universo (Gênesis 1:1). Mas apenas crer em Deus não é suficiente (Tiago 2:19), é necessário responder a Ele em ação de obediência e fidelidade, ou seja, a atitude de crer precisa acompanhada da obediência. A nossa maior ação para com Deus é a obediência, um aspecto fundamental da fé cristã (I Samuel 15:22). Fé e obediência são inseparáveis entre si (Romanos 1:5; 16:26). Qualquer forma exterior de culto a Deus sem obediência não passa de hipocrisia e de ritual religioso vazio (Isaías 1:11-17).

A fidelidade de Deus é uma forma positiva de demonstrarmos o nosso amor a Ele. O amor a Deus é a base do nosso relacionamento com Ele. A verdadeira fidelidade a Deus somente é possível quando brota de uma fé genuína em Deus e de um coração que O ama (Mateus 10:37). Amar a Deus implica em amar também ao próximo e guardar Seus mandamentos (Mateus 22:39; João 14:15, 23, 24). Esse amor deve abranger a totalidade do nosso ser e tudo o que possuímos e deve também nos capacitar a buscar a glorificação do seu nome e a realização da Sua vontade aqui na terra (João 21:17).

A verdadeira fidelidade não se caracteriza apenas pela fé na existência de Deus, mas também pela fé que Ele cumpre as Suas promessas. Nestes tempos de tantas incertezas e instabilidade, nós temos uma esperança que brota de uma fé vital no Cristo ressurreto (I Pedro 1:3). O cristão deve andar por fé e não pelo que vê (II Coríntios 5:7; Hebreus 11:1). Deus, por Sua própria natureza, é fiel às Suas promessas e tem poder para cumprir integralmente tudo aquilo que prometeu. Se alguém crê na existência de Deus, mas ao mesmo tempo duvida de Sua Palavra, O imputa como mentiroso (Números 23:19; Tiago 1:6-7). Portanto para alcançarmos as Bênçãos de Deus é necessário crer que Ele é fiel para cumprir as suas promessas (Hebreus 10:23; 11:6 / Jó 13:15).


Obedecer ou Sacrificar?

Por insistência do povo, Deus autorizou ao profeta Samuel que ungisse um rei para Israel, e o escolhido para ocupar este posto foi um benjamita chamado Saul. De início, este homem se mostrou temeroso e relutante em assumir tamanha responsabilidade, mas bastou um ano para que o poder lhe dominasse completamente. Em sua primeira batalha contra os filisteus, após uma rápida vitória liderada por seu filho Jonatas, Saul se viu em apuros já que a retaliação dos inimigos foi avassaladora. Sem saída, os soldados israelitas se refugiaram em Gilgal, e clamaram aos céus por ajuda e proteção. Samuel os orientou a ali permaneceram, pois em sete dias chagaria na cidade para oferecer sacrifícios ao Senhor. Os dias se passaram e o profeta não veio. Com medo de que o povo debandasse em desespero, Saul toma uma decisão arriscada. Ordena que as ofertas de sacrifício sejam trazidas até ele, e então, mesmo sendo proibido pela lei do Senhor, o rei toma para si status de sacerdote e oferece os holocaustos, incorrendo em um terrível erro. Em pouco tempo, o profeta Samuel chega a Gilgal e Saul corre ao seu encontro para explicar o inexplicável: - Veja bem profeta, que a culpa não é minha... Você se atrasou, o povo se desesperava e o inimigo se movia contra nós... Então, forçado pelas circunstâncias, me vi obrigado a sacrificar em teu lugar. – A resposta de Samuel foi incisiva e dolorosa: - Você agiu de forma inconsequente Saul... A obediência aos mandamentos do Senhor confirmaria o teu reinado sobre Israel para sempre. Mas devido as suas atitudes de hoje, teu reino sucumbirá, e em seu lugar se levantará um homem de quem o coração de Deus se agrada (I Samuel 13:14).

Passados alguns anos, Saul recebe do profeta Samuel uma benção especial para subir contra Amaleque, um de seus mais poderosos inimigos. A vitória seria certa, mas havia uma ordenança bem específica: Não poderia existir sobreviventes, nem mesmo um único animal. Entretanto, Saul poupou a vida do rei Aguague, e saqueou os rebanhos dos amalequitas, levando para Israel as melhores ovelhas, os cordeiros mais vistosos e os bois mais gordos. Tal atitude entristeceu ao Senhor, que revelou a Samuel sua rejeição definitiva pelo rei. Antes do amanhecer, o profeta subiu ao encontro de Saul. Mas uma vez o desobediente rei apresenta seus “argumentos” e “desculpas”, mas desta vez Samuel esta impassível: - “Saul, suas palavras são para mim como balidos de ovelhas”. Numa tentativa desesperada para justificar sua desobediência, o rei explica que trouxe os animais afim de “sacrificar” ao Senhor, mas o profeta Samuel é taxativo em sua resposta (I Samuel 15:8-23)

Rebelião é como o pecado de feitiçaria e a obstinação é como idolatria e culto aos ídolos. Já que você rejeitou as palavras do Senhor, Ele também te rejeitou, e já não é mais digno do trono de Israel. O que você acha que agrada mais ao Senhor? Obediência a sua palavra ou sacrifícios? Pois eu te respondo: Vale muito mais atender ao Senhor do que queimar gorduras de carneiro sobre o altar... Obedecer é melhor que sacrificar!


Fidelidade na Dimensão Social

A Bíblia diz que tudo o que fizermos, devemos fazê-lo para a glória de Deus (I Coríntios 10:31). Partindo dessa premissa, entendemos a dimensão social da fidelidade, caracterizada como fruto da obediência às leis e normas humanas, como atitudes que qualquer pessoa pode realizar. Para o cristão, entretanto, essa dimensão da fidelidade é também expressão de espiritualidade, pois, se evidencia em práticas que têm fundamentação bíblica. Existem muitas ações, contidas dentro dos princípios ético-cristãos, que devem ser praticadas pelo crente, pois são compatíveis com a dignidade da vida cristã: a obediência às autoridades constituídas, preocupação com o bem-estar do próximo, cuidado com o meio ambiente, etc.A base de toda autoridade humana procede de Deus, de modo que o cristão deve prestar obediência às autoridades constituídas (Romanos 13:1). Assim sendo, desobedecer às autoridades constitui-se desobediência ao próprio Deus, visto que foi Ele quem as estabeleceu (Romanos 13:2). O próprio Senhor Jesus Cristo, como perfeito homem, submeteu-se ao poder do estado (Mateus 17:24-27). As escrituras Sagradas nos levam a compreender que a presença da autoridade secular é necessária e indispensável na ordem das coisas aqui na Terra (Provérbios 8:15-16). O único limite dessa obediência está na sujeição absoluta que o cristão tem com Deus, pois a lealdade a Ele é sempre prioritária sobre qualquer autoridade humana (Atos 5:29). A sujeição às autoridades legais faz parte de um elenco de princípios que devem ornar o caráter do crente como reflexo de sua obediência ao Senhor. Adoremos, pois, a Deus e sujeitemo-nos às autoridades constituídas por Ele (I Pedro 2:13-17). 

O cristão é também chamado a ter solicitude e responsabilidade social. O descuido com as necessidades sociais representa o abandono de inúmeras recomendações bíblicas dirigidas ao povo de Deus. A Bíblia declara que a salvação do homem é dádiva de Deus mediante a fé, e não fruto de obras meritórias (Efésios 2:8-9), mas as boas obras são uma consequência natural da salvação (II Coríntios 9:8 / Efésios 2:10). A dimensão da fidelidade do autêntico cristão não se esgota na verticalidade espiritual, mas se estende na horizontalidade que alcança seus semelhantes em atitudes que tenham como base o pulsar de um coração transformado pela Palavra de Deus e enriquecido pela presença do Espírito Santo. Quem usa a preocupação vertical como meio de esquivar de suas responsabilidades está negando o amor de Deus pelo mundo. A solidariedade não é outra coisa senão o cumprimento da lei do amor. Aliás, todas as obrigações morais da Lei cumprem-se na lei do amor (Romanos 13:10). O cristão, como ser social, deve denunciar as injustiças sociais, bem como agir com sabedoria, buscando cooperação e bom relacionamento com todos, sempre objetivando servir ao próximo, usando inclusive dos seus próprios recursos, ajudando a minorar o sofrimento das pessoas, principalmente os domésticos da fé (Gálatas 6:10 / Tiago 2:17).“Cristo instrui a agir com preocupação social. Aqui estão os princípios pelos quais os homens serão julgados: como tratam os famintos, os sem lar, os pobres, os doentes e os presos. A preocupação social não pode ser biblicamente separada da vida cristã. Jesus iguala a formacomo tratamos os desprovidos com a forma como tratamos a Ele. O que fazemos por eles, fazemos por Ele. Não devemos permitir que a vida cristã seja apenas um empreendimento espiritual, sem ligação com o serviço da humanidade”. (Bíblia de Estudo Plenitude- Sociedade Bíblica do Brasil – 2001. P. 986. Comentário de Mateus 25:37-40).

A primeira ordem de Deus ao homem foi para cuidar da natureza (Gêneses 2:15). Essa incumbência retrata não só a necessidade do homem preservar o objeto do seu usufruto próprio, mas também a criação de Deus. Embora o homem seja coroa da criação (Gêneses 1:26-28). Deus não lhe deu o direito de abusar da natureza e nem dos animais. Pelo contrário, Ele atribuiu ao homem a responsabilidade pela utilização adequada dos recursos naturais e pela preservação das espécies. A Bíblia apresenta várias passagens nas quais vemos Deus instruindo o homem a lidar adequadamente com a Sua criação (Êxodo 22:6 / Levíticos 25:1-7 / Deuteronômio 22:6 / Isaías 45:18). Nessa perspectiva, o cuidado com o meio ambiente é uma exigência divina, sendo responsabilidade de cada Cristão o cuidado com a manutenção da vida na Terra (Gêneses 1:26). Para o crente, preservar a natureza não é apenas uma questão de sobrevivência. É também reconhecer que Deus é o Senhor da criação, pois, só Ele é soberano sobre todas as coisas (Salmos 24:1). A visão bíblica de como devemos nos relacionar com a natureza é uma visão equilibrada, ou seja, não devemos deificá-la, como os panteístas o fazem (Romanos 1:15), agentes de destruição daquilo que Deus criou.

“Quando desrespeitamos a natureza e não utilizamos de forma sustentável os rios, as florestas, o solo, o ar, aquilo que é necessário para a vida do planeta, demonstramos a falta de importância dada as gerações futuras. Essa é uma visão completamente fora do propósito de Deus na relação do homem com a natureza”. (Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente).


Dupla Cidadania

“Dupla Cidadania” ou “Cidadania Múltipla” é um status no qual um indivíduo é titular da nacionalidade de dois países diferentes. Todo cristão se encaixa neste contexto, já que nossa “base operacional” não é terrena, estando perene numa esfera espiritual, uma vez que o próprio Jesus revelou: Meu reino não é deste mundo (João 18:37). Todo cidadão tem diretos e deveres para com a pátria madre, e considerando que nosso lar original é o céu, então devemos preencher alguns requisitos que validem nossa cidadania celestial. Davi se questiona sobre esta questão no Salmo 15:1, quando pergunta: - Senhor, quem habitará no teu Tabernáculo? Quem morará no teu santo monte? – Já nos versos seguintes o salmista apresenta uma pequena lista com algumas qualificações necessária: andar sinceramente, praticar a justiça, falar a verdade no seu coração, não difamar com a sua língua, não fazer mal ao seu próximo, não aceitar que o seu semelhante seja envergonhado, compactuar com as ações de homens impiedosos, valorizar quem teme ao Senhor, pensar primeiramente nos outros, não se deixar dominar pelo dinheiro, não incriminar um inocente e jamais ser corrompido. Já em I Coríntios 5:20, o apóstolo Paulo eleva esta questão a um novo patamar fazendo a  grandiosa revelação que somos mais que apenas “cidadãos do céu”, e sim “embaixadores de Cristo” na Terra. 
 
Um embaixador nada mais é que um representante legal de um estado/nação, dentro de outro estado/nação do qual ele não é originário. Partindo deste principio, somos cidadãos do céu, que temporariamente representamos nosso reino Celestial aqui na Terra (João 17:11).
 
Como tal, priorizamos por respeitar o código ético e moral de nosso Reino original, os céus. Porém, como no momento, moramos numa terra estrangeira, é preciso honrar as leis aqui estabelecidas, desde que as mesmas não se confrontem com as leis celestiais. É neste ponto que a fidelidade do cristão se horizontaliza, sendo demonstrada em todos os aspectos do seu cotidiano. Fomos chamados para ser luz do mundo e sal da terra, fazer a diferença, ser uma referência de ética e comprometimento(Mateus 5:13). Em seu famoso sermão “A Casa na Montanha”, o pastor americano Martin Luther King disse que os cristãos não devem ser meros termômetros, que avaliam a temperatura a sua volta e nada faz para mudá-la, mas que deveríamos ser como termostatos, que após avaliar a temperatura do ambiente, age para transformá-la.  Sabemos que os sistemas que regem o mundo foram entregas ao maligno, mas isso não deve nos impedir de promover mudanças no meio em que vivemos, levando luz para um cenário repleto de trevas.

Essa influência passa primeiro pelos bons exemplos. O cristão tem por obrigação ser um aluno dedicado, um profissional competente, um motorista cuidadoso, um gestor eficiente, um benfeitor abnegado, bom pagador de suas dividas, um empregador complacente, um doador generoso, um eleitor consciente, um político honesto, um homem respeitoso e respeitável, um adorador atemporal... É nas pequenas coisas que mostramos nossa fidelidade... É em gestos e ações cotidianas que as pessoas identificaram Cristo em nós... É honrando calendários, horários e compromissos assumidos que honraremos também nossa cidadania eternal. O que somos é sem duvidas a mais eloquente de nossas mensagens. Afinal, como já disse Agostinho: Pregue o Evangelho, se precisar, use palavras.


Resultados provenientes da fidelidade

Fidelidade é mais do que uma virtude humana, é fruto do Espírito Santo. Mesmo em seu aspecto social, onde a fidelidade está mais relacionada à observância de regras e preceitos humanos, para o cristão, ser fiel é sempre uma questão de espiritualidade e motivo de recompensa da parte de Deus (Salmo 58:11).A recompensa de Deus para os fiéis diz respeito à vida neste tempo e à vida eterna (Mateus 19:27-30 / Marcos 10:28-30). Aliás, a suprema recompensa que o cristão receberá pela vida de fidelidade a Deus é a vida eterna. Quem tiver deixado “tudo” por amor a Cristo, receberá já no presente também tudo, mas com perseguições; e no futuro, a vida eterna (Mc 10.30). Na expressão: “com perseguições” fica claro que a nossa fidelidade a Deus não nos isenta das perseguições e aflições neste mundo, mas, sem dúvida alguma, nos dá certeza de vitória (João 16:33).
 
Demonstramos nossa espiritualidade ao sermos fieis em todas as dimensões da nossa vida. Quando assim procedemos, estamos obedecendo à Palavra de Deus, como resultado da nossa obediência, Deus nos abençoa com paz e alegria no nosso homem interior (Salmo 119:165 / Romanos 7:22).
 
As recompensas de uma vida de fidelidade a Deus podem ser compreendidas no sentido de que colheremos, na dimensão social da nossa vida, mais estabilidade e justiça social, minimização dos sofrimentos humanos e vida mais saudável, dentre muitos outros benefícios. Servir a Deus e ao próximo com amor é certeza de que seremos galardoados aqui e no porvir. As leis universais da colheita e da semeadura valem para todas as situações e aspectos da vida humana (Gálatas 6:7b). Ninguém deve brincar com as leis de Deus; pois Ele não as alterará em nosso benefício. O que um homem colhe é o resultado inevitável do que ele semeia. Assim sendo, devemos ser fiéis em toda a nossa maneira de viver para que possamos colher os bons frutos dessa semeadura aqui na Terra e na eternidade.

Para conhecer os princípios e passos para uma jornada cristã íntegra e frutífera através da FIDELIDADE, venha participar neste domingo, (08/03/2015),  da Escola Bíblica Dominical.

Material Base:
Revista Jovens e Adultos nº 94  - Editora Betel
Fidelidade - Lição 10
Comentarista: Pr. Saulo Nunes
 
Comentários Adicionais (em vermelho)
Pb. Miquéias Daniel Gomes
 



quarta-feira, 4 de março de 2015

Quarta Forte com Missº Júlio Thomáz


Você conhece um certo cireneu chamado Simão? Deixe que escritor Steve Dewhirst o apresente:
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Simão  estava no lugar errado e na hora errada. Enquanto Jesus fazia o seu árduo percurso do Pretório até o Gólgota, os soldados romanos obrigaram Simão a trabalhar. Tudo o que se sabe desse homem acha-se na combinação dos relatos de Mateus, Marcos e Lucas: "E, como o conduzissem, constrangendo um cireneu, chamado, Simão, pai de Alexandre e Rufo, que vinha do campo, para que carregassem-lhe a cruz". É tudo o que temos. Cirene ficava na costa da África do Norte e tinha sido fundada como uma colônia grega por volta de 600 anos antes. Nessa comunidade grega, mais tarde entregue à posse dos romanos, foi acolhida uma grande comunidade de judeus.  Ao que tudo indica, Simão encontrava-se em Jerusalém em razão da Páscoa, e Marcos registra que Simão foi escolhido por acaso: "Que passava, vindo do campo".

Parece que se tratava de um espectador inocente. Que deve ter pensado quando foi tomado no horror de uma crucificação?  Especulações não faltaram acerca da identidade de Simão e acerca de seu futuro. Houve quem tentasse ligar o seu nome a outras personagens do Novo Testamento. Na verdade, é bem possível que ele seja mencionado como o pai de Alexandre e de Rufo porque eles eram bem conhecidos dos cristãos primitivos, mas mesmo assim isso não nos informa quem eles eram. Simão, de Cirene, passa brevemente pelo palco das Escrituras, depois desaparece de novo na obscuridade. Mas uma coisa é certa: Simão se viu face a face com o Salvador crucificado, assim como todos nós devemos.

Simão foi testemunha ocular do que devemos testemunhar pela fé: "O Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (João 1:29). Só podemos ficar nos perguntando se ele jamais veio a perceber a importância daquele momento. O que Simão pensou quando percebeu a cruz de quem estava carregando? Que opinião ele tinha formado acerca desse profeta e pregador itinerante? Será que Simão estava de acordo com os fariseus, ou teria pranteado junto com o povo comum? Jamais saberemos. O que importa, entretanto, é como Simão reagiu após o Calvário.

Antes da crucificação, Simão era apenas como todos nós. "Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Romanos 3:23). Era um pecador, perdido e condenado, incapaz de expiar os próprios pecados. É exatamente a condição em que estamos hoje. Mas, após a cruz, as coisas mudaram para sempre!

Foi com uma mensagem inspirada na vida deste icônico personagem, que o Missº Júlio Thomáz ministrou a palavra do Senhor, na Quarta Forte de 04/03/2014. Ninguém jamais terá um encontro com Jesus e continuaria impassível, pois basta um olhar do Cristo encarnado para modificar completamente a vida de quem tem a felicidade de encontra-lo, seja qual for a circunstâncias.

A Quarta Forte volta na próxima semana, apresentando Jesus as pessoas, promovendo transformação de vida... Participe!

Missº Júlio Thomáz

Vídeo: Estrada para Redenção

O longa metragem “Estrada para a Redenção” (Road to Redemption) é sem dúvidas uma excelente pedida para que gosta do gênero “cristão”. Lançado originalmente em 2001, sendo estrelado por Julie Condra, Pat Hingle, Leo Rosse e Wes Stude, o filme tem se destacado no seguimento desde sua estreia, recebendo críticas positivas e diversos prêmios da categoria, como por exemplo, melhor filme evangelístico de 2002.
 
Amanda Tucker deseja vencer na vida. Para ela e seu namorado Alan, isso significa ficar milionários. Movidos pela ambição eles arriscam tudo, e tentam ser mais espertos que a máfia. Mas a ganância nunca os deixa satisfeitos, e literalmente caem do cavalo. Desesperada, Amanda lembra que tem um avô rico, a quem pede socorro. Aparentemente ingênuo, o velho Nathan decide ajudar, mas exige que a neta o leve para pescar em Montana. Amanda se vê numa longa corrida de perseguição com mafiosos na sua cola. Um susto após o outro, tudo o que Amanda precisa é de uma segunda chance e encontrar o caminho certo para vencer na vida



segunda-feira, 2 de março de 2015

Deus se arrepende?

A história de Noé começa com um dos maiores dilemas teológicos existentes. Afinal, um Deus que segundo Números 23:19 e Malaquias 3:6, não mente, não se arrepende e nem passa por mudanças, neste caso, aparentemente, se arrependeu de sua maior criação: - Então, arrependeu-se o SENHOR de haver feito o homem sobre a terra, e pesou-lhe o coração (Gênesis 6:6).

Para elucidar esta questão, em primeiro lugar precisamos entender que os desígnios do Senhor são inalteráveis, e que todos os seus planos, terão uma conclusão dentro do planejamento original, independentemente do ocorrido durante o percurso (Jó 42:2). Para entender esta questão, é preciso ter em mente que Deus está numa linha temporal diferente da nossa. Enquanto vivemos o “cronos”, regulado por minutos, dias e anos; Deus habita no kairós, o tempo perfeito e completo, medido apenas de eternidade a eternidade. Logo, nós aqui na terra, vivemos e analisamos os fatos de forma imediata, enquanto Deus visualiza passado, presente e futuro em uma única óptica.

Assim, em nosso entendimento, Deus pode até ter “mudado” seu modo operante, mas na verdade, o desígnio continua intacto. Ou seja, muda se a ação imediata, mas o resultado a longo prazo será o mesmo. Quando olhamos para a Bíblia e nos deparamos com as expressões como “Deus se arrependeu”, “voltou atrás” ou “mudou de opinião sobre determinada questão”, estamos na verdade enxergando uma postura de Deus em relação as escolhas feitas pelo homem e não de reviravoltas mirabolantes em seu próprio plano. Digamos que existe apenas “o” ponto final, mas quem decide como chegar lá, é a própria humanidade.

Ou seja, Deus não muda e de fato não se arrepende, mas atua de formas diferentes, dependendo da postura tomada pelo homem.

Um caso clássico é a reação de Nínive diante da mensagem de Jonas. O profeta apenas informou o juízo para aquela cidade perversa, proclamando a iminente destruição, mas surpreendentemente, o povo ninivita, tomou uma posição de arrependimento, e aquela geração foi poupada. Deus agiu por amor e com misericórdia em virtude do quebrantamento espiritual daquela gente, mas a Justiça de Deus foi realizada cerca de 150 anos depois, quando Nínive caiu pelas mãos dos caldeus, mesmo após um novo anuncio prévio ter sido proferido por Naum.

Num aspecto mais abrangente, podemos citar o que muitos consideram o verso chave das escrituras: João 3:16 – “Por que Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” – O plano de Deus aqui revelado, é que todos aqueles que crerem em Jesus, encontrem a salvação. Isto jamais será alterado, ninguém muda ou adapta; mas a decisão de crer ou não é pertinente a cada pessoa individualmente.

Devemos ter consciência, que Amor e Justiça são atributos da personalidade de Deus, e ambos agem de forma simbiótica, não havendo possibilidade de uma prevalecer sobre a outra. Deus é bom porque é justo, e é justo porque é bom. Exatamente por isto, Ele estabeleceu diretrizes que indicam ao homem o caminho a ser seguido rumo ao destino por ele desejado, uma estrada certeira que conduz a salvação, onde não há erro e nem dolo. Mas infelizmente o homem escolhe atalhos (Jeremias 29:11).

Estas decisões erradas da humanidade, jamais irão alterar o plano original de Deus, mas certamente aceleraram um processo imediato de intervenção, seja para bem ou para mal.

Em Gêneses vemos Deus se confrontando com a terrível realidade dos homens que se tornaram maus e inconsequentes, corromperam-se, e neste processo corromperam a terra também. A “morte”, neste caso, era apenas uma consequência das próprias ações da humanidade, já que a sentença de que o pecado atrairia a morte fora dada ao primeiro casal ainda no Éden (Gênesis 2:17). Logo, Deus estava em total direito de tomar para si as vidas que lhe eram devidas em decorrência da calamidade pecaminosa que se instalará no mundo, e o dilúvio apenas “adiantaria” o processo. De qualquer forma, o plano original estava mantido. Em contrapartida, os desígnios de Deus convergiam para que a terra fosse povoada a partir de uma família, e neste caso, Deus mantém sua estratégia, apenas substituindo Adão por Noé. Muda-se os personagens, mas a história, do ponto de vista eterno, continua inalterável.
 
Numa linguagem figurada, podemos dizer que Deus não mexeu no tabuleiro, apenas reposicionou as peças. Os leitores mais atentos entendem que o “arrependimento sentido por Deus”, fala de sua tristeza pela condição humana, e é de fato o estopim para um recomeço, onde a iniquidade é, literalmente, lavada de sobre a terra, e uma nova semente de bondade é plantada através de Noé. As gerações seguintes cometeram os mesmos erros de seus antepassados, mas cumprindo a promessa feita de retardar a destruição, Deus investiu ao longo da história em novos começos. Em Abraão Ele iniciou Israel (uma nação para ser modelo), em Jesus iniciou a Igreja (um povo santo e separado para ser luz do mundo) e futuramente iniciará em Cristo, um reino perfeito de paz e felicidade permanente, descrito nos últimos capítulos de Isaías.

Pb. Miquéias Daniel Gomes

domingo, 1 de março de 2015

Ele nos amou primeiro

Livremente inspirado nas ministrações realizadas durante o Culto da Família do dia 01/03/2014

A Bíblia menciona a raríssima possibilidade de alguém se compadecer de uma pessoa muito boa, ao ponto de dar a vida do próprio filho por ela. Talvez existam pessoas que mereçam um ato de amor tão extremado, e até mesmo uma alma tão altruísta capaz de tamanho beneplácito.  Mas o amor de Deus pelo homem é demostrado no fato que ELE nos deu a vida de seu próprio filho quando ainda éramos maus e pecadores, imerecedores de qualquer compaixão (Romanos 5:8). Desde então, esse grandessíssimo amor só faz aumentar, potencializado ainda mais pela graça e pela misericórdia que emana do trono divino.

Deus nos ama e deseja um relacionamento intenso e verdadeiro com cada um de nós. Feliz é o homem que aceita esse favor e mergulha sem reservas no oceano infindo desse amor, cujas correntezas nos levam rumo a uma eternidade de paz e felicidade. Obviamente, como em todo relacionamento é necessário que se façam concessões, e mesmo Deus não nos devendo nenhum favor, é Ele quem voluntariamente se mostra tolerante aos nossos deslizes. Deus se dispõem a perdoar todas as nossas ofensas, afrontas e pecados, nossos rompantes de preciosismo e hedonismo, nossas lamúrias desmedidas e nossos desatinos sem precedentes.

Todas as manhãs Deus renova sua misericórdia sobre nossa vida e nos dá uma chance de vivermos um dia de cada vez, ou invés de simplesmente nos fulminar e do barro recriar um homem melhorado. Deus convive com nossas imperfeições mesmo sendo perfeito. Ele nos ama com intensidade apesar de nossas prostituições espirituais. Deus continua nos aceitando de volta mesmo depois de virarmos as costas para Ele centenas de vezes. Deus é longânimo, compassivo e terno no trato com o homem, dando a ele inúmeras chances e recomeços diários. Em decorrência de nossa teimosia, muitas vezes Deus precisa usar de recursos drásticos para chamar nossa atenção e nos direcionar de volta ao caminho, logo, sua mais severa e punitiva ação nada mais é que um grito de amor.

O elo fraco desta relação está exatamente no ser humano. Débil, dúbio e corrompido pelo pecado, negligenciamos a fidelidade divina, escarnecemos o sacrifício vicário de Cristo e deixamos Deus num plano secundário de nossa vida. Nada fazemos para justificar tamanho amor. Mas esta realidade terrível não impede que Deus nos ame incomensuravelmente. E em decorrência deste amor, somos atraídos para seus braços e aprendemos a amar. Embora pecadores, a santidade de Deus nos inicia num processo continuo de santificação. Mesmo imperfeitos, a perfeição divina nos aponta o caminho para se chegar a estatura de varão perfeito. Em nossos abundantes pecados superabunda a graça de Deus e nossa pequenez é compensada pela grandiosidade do Altíssimo, pois o poder de Deus se aperfeiçoa em nossas fraquezas.

Quando nós entregamos de corpo e alma a um relacionamento profundo e sincero com nosso Deus, embora ainda revestidos de corruptibilidade, somos feitos herdeiros de Deus, co-herdeiros em Cristo, e esta é uma promessa garantida pela fidelidade de Deus. Ainda seremos humanos, propensos ao erro e ao fracasso, estaremos abrigados embaixo das asas do Altíssimo, e ali protegidos, não somos abandonados a mercê do mal.

Ainda haverá dias de tempestade, mas Deus nos dará asas para voar acima dela. Ainda existirá fornalhas, mas Deus estará conosco no meio das chamas e elas não nos queimarão. Ainda haverá rios e mares para serem atravessados, mais Deus nos conduzirá pelas águas, e ainda que submersos, não nos afogaremos. Paulo foi muito feliz ao descrever como é estar em um relacionamento genuíno com Deus: Pois Deus que disse: "Das trevas resplandeça a luz", ele mesmo brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo. Mas temos esse tesouro em vasos de barro, para mostrar que este poder que a tudo excede provém de Deus, e não de nós. De todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados; somos perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos (II Coríntios 4:6-9).
 
E assim, mãos dadas com Deus, seguimos de fé em fé e glória em glória, certos que a fidelidade de Deus é nosso norte, nosso leme e nosso porto seguro, e que ela nos levará ao céus, se tão somente nos entregarmos sem reservas ao seu amor: Graça a vós, e paz da parte de Deus nosso Pai e da do Senhor Jesus Cristo: Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós, fazendo sempre com alegria oração por vós em todas as minhas súplicas, pela vossa cooperação no evangelho desde o primeiro dia até agora. Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo (Filipenses 1:2-6).


Apresentação: Matheus Nascimento Nonato de Santana


Durante o Culto da Família, realizado neste domingo (01/03/2015), apresentamos ao Senhor o pequeno Matheus Nascimento Nonato de Santana, nascido em 29 de julho de 2014, filho de Jéssica Silva do Nascimento e Marcelo Nonato de Santana.

A cerimônia foi conduzida pelo Pr. Wilson Gomes, que embasado no texto de Provérbios 22:6 – (Ensina a criança no Caminho em que deve andar, e mesmo quando for idoso não se desviará dele!) - ministrou uma palavra de aconselhamento sobre a importância do exemplo dos pais para seus filhos, já que são eles o “espelho” onde seus rebentos se aprontaram para a vida.  Toda a igreja foi conclamada a realizar uma oração especial apresentando a vida do Matheus nas mãos do Senhor, invocando as bênçãos do altíssimo sobre cada passo de sua existência.

A cerimônia foi acompanhada por familiares e amigos. Desejamos ao Matheus muita felicidade e paz. Que Deus o tome pelas mãos e o conduza por caminhos de excelência! 

 

Tigres e Morangos (Palavra Pastoral - Março 2015)


Conta-se a história de um monge, que ao atravessar certo caminho, deparou-se com um tigre. Ele começou a correr desesperadamente para escapar da fera, até que chegou na beira de um precipício, sobre o qual havia um cipó balançando. Não pensou duas vezes, agarrou-se nele e foi descendo apressadamente.

Mas o cipó era curto, e quando ainda faltavam uns vinte metros para o chão, percebeu que lá embaixo, pedras pontiagudas aguardavam sua queda. O monge estava numa situação de total desespero. Se subisse, seria devorado pelo tigre que o espreitava, se insistisse na descida, fatalmente seria despedaçado pelas rochas afiadas. Enquanto fervilhava em pensamentos sobre o que fazer, ele voltou sua atenção para a encosta do penhasco e avistou um morangueiro. Projetou o seu corpo para tomar impulso, e após algumas tentativas conseguiu apanhar alguns frutos. 

O monge então, com os olhos cerrados, degustou sua colheita, e mesmo estando preso entre o tigre e o abismo, naquele momento sua mente só conseguia pensar em uma coisa: “Estes são os morangos mais deliciosos que já comi em toda a minha vida!”

Quantas vezes, nesta longa e árdua jornada chamada vida, somos perseguidos pelas “feras” que rondam nosso passado, e tentando fugir das mesmas, somos levados a um abismo desconhecido chamado futuro, no qual a única certeza que temos, é a que existem pedras pontiagudas ao fundo. O herói da nossa história vem para mostrar que nossa primeira (e imediata) atitude deve ser agarrar-se a qualquer fio de esperança, por mais débil que possa parecer. Depois, já entrelaçado com essa “esperança”, simplesmente saborear os frutos doces que o dia de hoje, também chamado de “PRESENTE” tem a nos oferecer.

Como cristãos, frequentemente nossa boca é invadida pelo gosto amargo do fel de nosso passado, ou pelo sabor rançoso encontrado no medo do futuro; mas Cristo vem pela manhã, e te traz doces e saborosos frutos, colhidos ainda no hoje. Não se prive o banquete. Como a história do monge termina é um grande mistério, que nunca saberemos. E nem precisamos. O que realmente importa é aprender a apreciar intensamente o dia de hoje, mesmo sob a pressão avassaladora do ontem e a ameaça velada do amanhã.
 

E então? O que tem te atormentado? Serão os fantasmas do passado que surgem inesperadamente cobrando antigas dividas já pagas ou serão os monstros existentes no futuro, e que amedrontam antes mesmo de chegarem? 

Seu tempo é o “HOJE”, seu lugar é o “AQUI” e seu momento é o “AGORA”. O ontem já não tem conserto, então considere-o consertado. O amanhã pertence a Deus, então, convença-se que ele está em excelentes mãos. 

O Hoje é inteiramente seu, como um valioso presente que se ganha apenas uma vez na vida. Então faça-o valer a pena! Viva mais, perdoe mais, ore mais... Coma hoje os frutos que são oferecidos a você pelo próprio Deus. O mesmo Deus que no ontem plantou a árvore e no amanhã, cuidará para que ela frutifique outra vez.

Reunião de Obreiros

Pr. Wilson Gomes
Neste domingo, 01/03/2014, os líderes e obreiros da igreja se assentaram para planejar os próximos meses de nosso trabalho, além de ouvir um aconselhamento pastoral baseado em I Timóteo 4:1-16

O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios.

Tais ensinamentos vêm de homens hipócritas e mentirosos, que têm a consciência cauterizada e proíbem o casamento e o consumo de alimentos que Deus criou para serem recebidos com ação de graças pelos que crêem e conhecem a verdade. Pois tudo o que Deus criou é bom, e nada deve ser rejeitado, se for recebido com ação de graças, pois é santificado pela palavra de Deus e pela oração.

Se você transmitir essas instruções aos irmãos, será um bom ministro de Cristo Jesus, nutrido com as verdades da fé e da boa doutrina que tem seguido. Rejeite, porém, as fábulas profanas de velhas e exercite-se na piedade.

O exercício físico é de pouco proveito; a piedade, porém, para tudo é proveitosa, porque tem promessa da vida presente e da futura. Esta é uma afirmação fiel e digna de plena aceitação. Se trabalhamos e lutamos é porque temos colocado a nossa esperança no Deus vivo, o Salvador de todos os homens, especialmente dos que crêem.

Ordene e ensine estas coisas. Ninguém o despreze pelo fato de você ser jovem, mas seja um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza. Até a minha chegada, dedique-se à leitura pública da Escritura, à exortação e ao ensino. Não negligencie o dom que lhe foi dado por mensagem profética com imposição de mãos dos presbíteros.

Seja diligente nestas coisas; dedique-se inteiramente a elas, para que todos vejam o seu progresso. Atente bem para a sua própria vida e para a doutrina, perseverando nesses deveres, pois, fazendo isso, você salvará tanto a si mesmo quanto aos que o ouvem.