segunda-feira, 6 de abril de 2015

Por que Daniel tambem não foi lançado na fornalha?

A megalomaníaca estátua idealizada por Nabucodonosor e erigida na planície de Dura, província da Babilônia, era uma impressionante peça de ouro com absurdos 29, 4 metros de altura e aproximadamente 3 metros de largura. 

O aspecto e a forma da escultura não foram descritos no texto bíblico, mas supõe-se que pode ter sido uma homenagem a Nabopolassar (pai de Nabucodonosor), um ídolo de Bel (o deus oficial da Babilônia) ou ainda, como acreditam a maioria dos estudiosos, uma representação do próprio monarca.

No ápice de seu orgulho e altivez, o rei convocou para a inauguração de sua obra prima, toda a população da Babilônia, incluindo os sátrapas, juízes, políticos, tesoureiros e régulos de todas as províncias. Durante a cerimônia, a grande orquestra executaria uma música especifica (provavelmente composta em honraria ao próprio rei), e ao final da mesma, quando as buzinas tocassem, todos, sem exceção, deveriam se ajoelhar perante a estátua. Quem desobedecesse tal ordem, seria lançado imediatamente em uma fornalha ardente. Contrariando as expectativas, enquanto todos se curvaram, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego se mantiveram irredutíveis em pé, firmes como rocha. Imediatamente, os três jovens foram denunciados: - Há uns homens judeus, que tu constituíste sobre os negócios da província de Babilônia: Sadraque, Mesaque e Abede-Nego; esses homens, ó rei, não fizeram caso de ti.

O rei ficou furioso, mas consumido pelo orgulho próprio, Nabucodonosor se negou a aceitar uma negativa ao seu decreto, e ordenou que o ritual fosse repetido, pois certamente os retardatários haviam perdido o “tempo” correto para se prostar. Para espanto geral, quando todos se curvaram pela segunda vez, os três jovens hebreus continuaram em pé, mais firmes do que nunca: - "Ó Nabucodonosor, não precisamos defender-nos diante de ti. Se formos atirados na fornalha em chamas, o Deus a quem prestamos culto pode livrar-nos, e ele nos livrará das suas mãos, ó rei. Mas, se ele não nos livrar, saiba, ó rei, que não prestaremos culto aos seus deuses nem adoraremos a imagem de ouro que mandaste erguer".

Nabucodonosor ordenou que fosse setuplicada a intensidade das chamas. Os três jovens hebreus não ofereceram qualquer resistência à punição decretada, mesmo assim, o rei ordenou que eles fossem amarrados, e que seus soldados mais fortes conduzissem os réus. Quando foram lançados na fornalha, com pés e mãos amarrados, o calor era tão intenso que foi capaz de matar os guardas que se aproximaram das chamas, mas nada pode fazer contra os hebreus, exceto queimar as cordas que os prendiam... Quando Nabucodonosor olhou para sua fornalha, percebeu que os jovens caminhavam tranquilamente lá dentro, e não estavam sozinhos, pois um quarto homem, com aspectos divinos lhes fazia companhia.

Porém, uma das mais corriqueiras curiosidades sobre o episódio da fornalha é sem dúvidas, onde estava Daniel. Teria ele se curvado perante a estatua e por isso também não foi lançado na fornalha com seus amigos?

A resposta para esta pergunta pode ser mais simples do que parece, já que Daniel havia se tornado um estadista influente e respeitável, e com a Babilônia vassalando dezenas de nações ao redor do mundo, é perfeitamente plausível que Daniel estivesse em uma viagem diplomática. Porém, quando nos focamos apenas neste detalhe da história, perdemos o foco de uma valiosa lição e nos esquecemos de que Deus tem projetos específicos para cada um de nós. Naquele momento, a fornalha não era um teste para Daniel, e sim para seus amigos (para Daniel estava reservada uma cova cheia de leões para enfrentar). 

As opções que se apresentavam a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego eram escassas: negar o seu Deus ou morrer. Sem titubear, eles tomam uma decisão, colocando suas vidas nas mãos de Deus. Viver ou morrer não era para eles uma questão relevante, e nem seria definida pelo decreto do rei. Deus é quem lhes daria a destinação que lhe fosse aprazível.
 

domingo, 5 de abril de 2015

Agentes de Satanás


Texto baseado na mensagem ministrada no Culto da Família realizado em 05/04/2015, pelo Dc. Bene Wanderley.

Inegavelmente a Igreja (o Corpo, cuja cabeça é Cristo), tem vivido uma crise de identidade, e muitos cristãos (o Templo de Deus, que somos nós) já tiveram seus valores corrompidos e a mente cauterizada pelo pecado. Com isso, um câncer maligno tem se disseminado no seio da Igreja, fazendo com que muitos “membros” se separam do Corpo, e literalmente, apodrecem em vida, morrendo espiritualmente. Estes crentes se deixam influenciar pelo próprio Satanás que os instigam a um sentimento de auto suficiência e negação ao Corpo, cuja cabeça é Cristo. Esta é uma anomalia maligna que transforma cristãos, outrora frutíferos, em verdadeiros agentes do inimigo dentro da congregação, deturpando a sã doutrina, pervertendo os valores e incitando rebelião contra Deus e seus escolhidos... Chegou a hora do conserto, do apelo a Graça e a Misericórdia, pois Deus eliminará pela raiz a ramo nocivo e o lançará no fogo para preservar a árvore...

Já nos primeiros dias da Igreja como “instituição”, alguns parâmetros foram estabelecidos sobre como deveria ser sua postura em relação ao próprio Cristo e aos homens. Primeiramente, eles foram obedientes a ordenança de Jesus para ficaram em Jerusalém até serem revestidos de poder. Este fato se sucedeu cerca de dez dias após a ascensão do Messias, quando o Espírito Santo foi derramado sobre os 120 remanescentes que perseveravam em oração. Lucas nos dá detalhes deste importante evento em Atos 2:1-4, e ainda revela que através de um único sermão, quase três mil almas se converteram naquele dia (Atos 2:41). O crescimento da Igreja era assombroso, mas a essência do cristianismo se mantinha inalterada. Antigos e novos cristãos viviam em perfeita e ampla união, praticando com perseverança os ensinamentos apostólicos. Havia na alma de cada crente grande senso de temor e respeito. A comunhão era cultivada de uma forma onde todos pudessem assentar fraternalmente numa única mesma mesa e realizar a mesma oração. Os apóstolos pregavam com grande autoridade e poder sobre o “Cristo Ressuscitado”, realizando muitos prodígios e sinais no nome de Jesus. Entre eles não havia gente necessitada, pois os que possuíam mais, vendiam suas propriedades e bens, depositando os valores aos pés dos apóstolos, para que fosse distribuído entre os que mais precisavam.  Este com certeza é “o” modelo a ser seguido pelas igrejas de qualquer época e em qualquer lugar, mas que infelizmente, o tempo aliado ao egoísmo humano, tem conseguido corromper.

O grande desejo de Cristo para sua Igreja, é que ela seja um diferencial neste mundo que jaz no maligno, um farol para guiar os perdidos rumo a um porto seguro, uma luz intensa e incessante em meio as trevas. Somos uma carta viva (e aberta), escrita pelo próprio Deus e enviada aos homens para testificar sobre Jesus. Quem se opõem a este propósito, peca contra o Corpo de Cristo, se torna um agente de Satanás e se coloca na berlinda, à espera da foice de Jeová, pois  se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo (I Coríntios 3:17).


Não foi o coelhinho que morreu na cruz...

Quem morreu na cruz por nossos pecados e ressuscitou para a nossa redenção  foi o nosso Senhor Jesus Cristo, e não um coelhinho qualquer... Mas que é bom comer um chocolatinho na Páscoa... Ahhhh... Isso é!




Reunião de Obreiros com Pr. Cherloques de Souza


Manhã do Domingo de Páscoa, e nosso ministério se reuniu na Catedral Sede em Mogi Guaçu SP, para partilhar da comunhão que nos une em amor fraternal e tratar de assuntos pertinentes a obra do Senhor cofiada em nossas mãos.

Mas os muitos abençoados que se tomaram a nave do templo para este concilio, ainda foram agraciados com uma maravilhosa ministração realizada pelo Pr. Cherloques de Souza, reitor do Instituto Teológico Betel, que baseado no texto de Joel 2:28-30, trouxe uma palavra reveladora e profética sobre a atuação do Espirito Santo ao longo da história, culminando com a sua ação na vida de cada crente nos dias de hoje. Deus precisa de instrumentos especiais para continuar a obra iniciada por Jesus. Estas ferramentas somos nós, que fomos chamados, justificados, regenerados e capacitados para impactar o mundo com nossa atitude e palavras. Segundo nosso pastor regional Pr. Wilson Gomes, foi uma palavra para “lavar a alma e purificar o coração”, e testemunhou emocionado que estava saindo da reunião se sentindo muito leve.

Centenas de obreiros participaram desta reunião, presidida pelo Pr. Gessé Plácido Ribeiro, e Estiva Gerbi marcou presença com uma caravana liderada pelo Pr. Wilson Gomes e composta por dirigentes das igrejas de nossa cidade e dos secretários eclesiásticos Pb. Carlos Alexandre Alves de Lima e Pb. Miquéias Daniel Gomes, que após assistiram a aula inicial do novo trimestre da EBD em nossa igreja, rumaram para Mogi Guaçu afim de tomarem parte deste momento histórico da igreja.

Deus abençoe a todos!


A essência da Páscoa


Autor: Cícero Alvernaz 

Páscoa, na sua essência, é uma festa judaica que lembra a saída do povo judeu do Egito, conduzido por Moisés, seguindo rumo à terra prometida por Deus a Abraão, Isaque e Jacó. Essa história bíblica está narrada no livro de Êxodo, que significa saída.

Páscoa até hoje é uma festa incorporada à vida e aos costumes judaicos e faz parte das principais festas realizadas pelos judeus, de acordo com o seu calendário. O Senhor Jesus quando esteve aqui na terra durante a Sua missão salvadora participou, como todo bom judeu, de todas as festas que se realizavam em Jerusalém, a cidade santa. Até hoje peregrinos vão a essa cidade por ocasião dos festejos ligados à tradição e à religião desse povo.

Páscoa fala de sofrimento, perseguição, mas também fala de vida, de alegria e de libertação. O Senhor Jesus fez questão de se reunir com os discípulos para participar da última páscoa e na ocasião exclamou: "Desejei muito comer convosco está páscoa, antes que padeça". (Lucas 22:15). Era a sua última páscoa - um momento importante, um momento de despedida que marcaria, com certeza, a vida dos discípulos. Após aquela cerimônia, todos cantaram o hino e foram para o Monte das Oliveiras. Era a última semana do ministério de Jesus aqui na terra - um momento especial e de intensa emoção. Poucos dias depois o Mestre seria entregue às autoridades.

Páscoa, apesar de ser uma festa judaica, foi incorporada á vida das igrejas cristãs e hoje é lembrada e celebrada evidentemente de forma diferente dos costumes judaicos. Hoje, entendemos que essa festa significa vida, ressurreição, fartura e alegria. Paralelamente, comemoramos a ressurreição de Jesus que é a razão da fé e da crença de todos os cristãos. Ato esse que se deu num domingo, embora não saibamos em que mês se deu tendo em vista que seguimos outro calendário. Aprouve a todos os cristãos das diversas confissões lembrarem a grande vitória de Cristo que foi a sua ressurreição após ficar três dias no sepulcro. Olhando por este prisma é sempre bom lembrarmos esse momento de alegria e superação. Isto marca o cristão e fortalece a sua fé.

Hoje, entretanto, a Páscoa para muitos se transformou numa tradição comestível, pois se misturou ao comércio tornando-se uma festa que lembra chocolate, coelho, enfim, guloseima. A Páscoa, assim como o Natal, não conseguiu resistir aos apelos comerciais - de espiritual se transformou numa festa material com claros interesses lucrativos. Hoje, a Páscoa tem o formato de um ovo e movimenta milhões de reais em nosso País. Apesar destas anomalias, os autênticos cristãos continuam lembrando e comemorando a ressurreição de Jesus que é a a base da fé cristã e a razão de tudo. Paulo chegou a afirmar: "E, se Cristo não ressuscitou logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé". (I Coríntios 15.14).


Uma feliz Páscoa para todos!

sábado, 4 de abril de 2015

Grupo de Missões Ágape recebe cantora Jessica Silva


Num momento de grande dificuldade ministerial, o Pr. Paulo Leivas Macalão compôs o hino 149 de nossa Harpa Cristã, que lhe trouxe grande renovo e serviu de edificação para seu pastorado. Inda hoje, esta canção nos transmite uma mensagem poderosa, e foi com ela que o culto especial de missões, realizado neste sábado (04/04/2015) pelo grupo missionário “Ágape”, começou:

“O meu barco não é bom, de pescar não tenho dom, e me dizem que não devo continuar...
Mas Jesus me quis mandar, e por isso vou pescar, te ele se apraze em me chamar!”

Uma igreja que se omite desta grande missão, então certamente ela estará fadada a um fracasso retumbante. Com a preocupação de conscientizar a igreja desta verdade, a organização do culto foi minuciosa em distribuir o tempo entre nossos ministros para cada um deles pudesse trazer uma palavra inspiradora, conclamando a igreja a um retorno as suas raízes apostólicas. Jesus nos chamou para sermos “pescadores de homens” e nosso mar é o “mundo”. Se ficarmos estagnados dentro da igreja, então daremos legalidade para que Satanás continue poluindo “essas” águas, sufocando as almas até sua completa danação. Por isso, ainda que o “barco” não seja dos melhores, que a pescaria não seja nosso hobby favorito e que haja tempestade no mar, é preciso encarar a tormenta e lançar “a rede de amor cujo tio é a obra de Jesus... Que puxada sempre traz, os perdidos e sem paz, para receber do Senhor a luz...”

Para abrilhantar ainda mais esta noite especial, o Grupo de Missões Ágape recebeu diretamente da belíssima cidade de Águas de Lindóia SP, a cantora Jessica Silva, que louvor ao Senhor revestida de unção, e com uma autoridade espiritual inquestionável, trouxe toda a congregação para dentro de uma atmosfera adoradora, promovendo um maravilhoso mover sobrenatural do Espírito Santo.  Outro momento de grande emoção, foi quando a equipe teatral de nossa congregação no Jardim Ypê VIII (Mogi Guaçu SP), propôs uma reflexão sobre a necessidade das almas em ouvir a mensagem do evangelho. Um final perfeito para um trabalho que teve por objetivo reacender em cada coração a chama de nosso maior comissionamento: Ide por todo mundo, e pregai o Evangelho a toda criatura!


sexta-feira, 3 de abril de 2015

Dadivas de um Pai amoroso


As Bênçãos de Deus são abundantemente concedidas a todos aqueles que o Seguem.  Elas não são simplesmente recompensas por uma vida devotada, mas sim dadivas de um pai amoroso.

E elas não medem quem somos, mas quem Deus é! Ele promete bênçãos pessoas para aqueles que o seguem em obediência e exorta seu povo a ser uma benção para os outros (Gêneses 12:2-3).

Os cristãos precisam apenas refletir sobre suas próprias vidas para enxerga as bênçãos de Deus. Embora elas sejam experimentadas de diferentes maneiras, a proteção e a salvação, certamente contam entre as maiores.  A bondade de Deus também está aparentemente quando olhamos ao redor e vemos as bênçãos presente em nosso dia-a-dia, como por exemplo, saúde, família, amigos e ministério, que estão entre as mais especiais. Os cristãos podem também enxergar as bênçãos futuras. Deus promete bênçãos continuas na terra e eternas no céu.
As maravilhosas bênçãos de Deus devem ser lembradas, jamais esquecidas. O mesmo Deus gracioso que perdoa pecados, cura doenças e resgata vidas. Ele também concede misericórdia e promete bênçãos em abundância.  (Salmos 103.2-5)   
       

Bom Final de Semana... Abraços.




quinta-feira, 2 de abril de 2015

EBD - Um Faraó que não conheceu José


Texto áureo
E os filhos de Israel frutificaram, aumentaram muito, e multiplicaram-se, e foram fortalecidos grandemente; de maneira que a terra se encheu deles.
Êxodo 1:7

Verdade Aplicada
Mesmo que tudo seja obscuro e sem sentido, não existe nada neste mundo que o Senhor não veja, não conheça ou não controle.

Textos de Referência
Êxodo 1:13-16

E os egípcios faziam servir os filhos de Israel com dureza; assim, lhes fizeram amargar a vida com dura servidão, em barro e em tijolos, e com todo o trabalho no campo, com todo o seu serviço, em que os serviam com dureza.
E o rei do Egito falou às parteiras das hebreias (das quais o nome de uma era Sifrá, e o nome da outra, Puá) e disse: Quando ajudardes no parto as hebreias, e as virdes sobre os assentos, se for filho, matai-o; mas, se for filha, então, viva.


José – Governador do Egito

As histórias de José e Moisés, são ao mesmo tempo paradoxal no desenvolvimento e semelhantes nos propósitos. Enquanto José ascendeu da escravidão ao governo, Moisés parece fazer exatamente o caminho contrário, deixando para traz o legado dos faraós e assumindo a causa de um povo escravizado. Entretanto, quando visualizadas numa única perspectiva, estas histórias paralelas revelam um grandioso projeto divino, minucioso em seus detalhes.  José ainda era um adolescente de 17 anos quando foi vendido por seus irmãos, e chegou ao Egito junto a caravana de mercadores ismaelitas. Negociado como escravo, logo se tornou o mais exemplar serviçal da casa de um militar egípcio chamado Potifar, que o promoveu para mordomo. Porém,  a esposa de Potifar, via qualidades em José que iam muito além de seu primoroso serviço, e tentou, sem sucesso, seduzir o jovem hebreu. Frustrada pela negativa de José, aquela mulher lhe acusa de assédio e tentativa de estupro, assim, vitimado por esta enorme injustiça, José é conduzido a prisão, onde passará os próximos anos de sua vida.
 
No cárcere, José tem a oportunidade de conhecer dois funcionários do palácio de Faraó, suspeitos por intentar contra a vida do rei. Através da interpretação dos sonhos de seus companheiros de cela, José revela que o padeiro será condenado a morte e o copeiro será libertado e retornará aos seus afazeres. Em três dias, a previsão se realiza piamente. Os anos seguintes foram arrastados, mas mesmo numa situação adversa, José impressionava a todos por sua postura e nobreza, tanto que foi promovido a “auxiliar” de carcereiro. Alguns anos depois, quando o poderoso Faraó se viu as voltas com um sonho perturbador e indecifrável que lhe tirava completamente a paz, o seu copeiro se lembrou do companheiro de cela visionário. Então, José é retirado da prisão e conduzido a presença do monarca. Ali, o jovem hebreu (já na casa dos 30 anos), não apenas revela o significado do sonho real (sete anos de fartura seguidos por sete anos de fome e escassez), como também apresenta um plano para evitar um desastre nacional. Sem pensar duas vezes, o Faraó ascende José ao cargo de “governador”, uma mistura de ministro da fazenda com vice-presidente. Agora, o antes escravo e prisioneiro, é o segundo em comando no poderoso Egito.
 
Quando seus irmãos se apresentam a fim de comprar alimentos, José enfrenta uma intensa batalha contra seus próprios sentimentos, e depois de uma série de provas impostas, ele perdoa seus irmãos, e pede que Jacó seja trazido para o Egito. Gênesis 46:27 revela que 70 hebreus chegaram ao Egito, onde foram regiamente recebidos, e acomodados na terra de Gosén, afim de apascentar em calmaria os seus rebanhos. José sabia que o Egito não era a terra que Deus prometerá a seu bisavô Abraão, tanto que fez jurar os seus descendentes, que quando retornassem para casa, seus ossos deveriam ser levados dali (Êxodo 13:19).

Um povo pastoril e numeroso

Neste trimestre, abordaremos profundos assuntos concernentes à vida de Moisés, um dos mais importantes personagens da Bíblia. Nesta lição, trataremos do princípio do cativeiro hebreu no Egito, a poderosa forma divina de administrar os acontecimentos e a maneira sobrenatural e profética do nascimento de Moisés. O principal personagem dos últimos capítulos de Gênesis é José. Através dele, Jacó e toda sua família habitaram na magnífica terra fértil de Gosén. Porém, com a mudança de governante, uma nova lei foi estabelecida e o povo, que antes vivia em paz, agora enfrentaria o pior drama de sua vida: a escravidão. José tinha provavelmente trinta e nove anos quando sua família foi morar no Egito. Ele viveu 71 anos depois disso e morreu (Gêneses 50:26). 

Quando José partiu, a vida cômoda dos hebreus no Egito também findou. Uma vez que José não podia mais interceder por seu povo, a população nativa passou a olhar Israel de modo intolerante e desconfiado. Os egípcios eram muito avançados em cultura e sofisticação e viam os pastores como parte da ralé da sociedade. Isso para eles, manchava a imagem imponente da classe nobre (Gêneses 46:31 / 33: 34). Nesse tempo, a população de Israel já havia aumentado consideravelmente, tornando-se poderosa no Egito. Outro fato importante é que tanto José quanto suas realizações foram totalmente ignorados e o novo Faraó passou a desprezar aquela população crescente (Êxodo 1:8). A sociedade egípcia era regida pelo sistema de castas. Assim como a pirâmide se constitui de camadas, de igual modo funcionava aquela sociedade. Quem pertencia a uma casta permaneceria nela até morrer, diferentemente do capitalismo, em que há a chance de ascensão social. Naquela época, a sociedade se constituía piramidalmente em: Faraó e sua família; a seguir, os sacerdotes e a nobreza; depois os escribas constituíam uma única casta; em seguida, os coletores de impostos e militares; por último, na base da pirâmide, ficavam os camponeses e escravos vindos de outros povos.

Com o novo Faraó nasce uma nova política e um novo estilo de vida passa a vigorar para os hebreus no Egito (Êxodo 1:10-11ª). Uma nova lei foi determinada para um povo que vivia de forma regalada e esplêndida, e, a partir dali, a vida para eles jamais seria como antes. É muito claro o discurso feito por Faraó; ele se sentiu ameaçado com o crescimento do povo e, como não era portador de nenhuma aliança com o falecido governador, apossou-se da fértil e bem localizada Gosén, humilhando o povo através da escravidão e da chibata. Porém, antes que fossem diluídos no pó do Egito, eles clamaram e, após quatrocentos e trinta anos, suas orações foram enfim atendidas (Êxodo 12:40). É inevitável não nos fascinarmos pela maneira como Deus, de forma majestosa e grande, domina todas as coisas. Embora saibamos que o sofrimento do povo hebreu tenha sido cruel e brutal, vemos também a poderosa mão de deus por trás de tudo, controlando os acontecimentos e usando os eventos para formar a identidade cultural e o caráter de uma grande nação. Séculos antes, o Senhor já havia falado a Abraão sobre o que aconteceria aos seus descendentes e como eles seriam libertos com mão poderosa (Gêneses 15:13-14). O Senhor afirma para Seu servo o que ocorreria e também como julgaria seus opressores. Não existe nada debaixo do sol que o senhor não veja, não conheça ou não controle (Jó 28:24). Deus ouviu esse clamor anos após anos. Mas, atuou no tempo certo em que o fruto estava maduro pronto para colher. Às vezes, esquecemos–nos que Deus tem o controle de todas as coisas. Porém uma coisa é certa: “quando chega o tempo dEle agir, ninguém poderá impedir que o faça” (Isaías 43:13b).
 

A escravidão dos hebreus

Em determinado momento da história egípcia, a elite religiosa e administrativa da nação, entrou em rota de colisão com o Faraó, e para enfraquecer seu domínio, facilitou a entrada de estrangeiros no país. Foi neste contexto que os Hicsos, povo em constante desenvolvimento, viu a oportunidade de “invadir” o Egito e ocupar suas férteis planícies. Esta ocupação foi até certo ponco pacífica, mas o desgaste inevitável veio com o tempo, e o Egito se viu esfacelado em culturas distintas por quase 150 anos. Para recuperar a hegemonia, os egípcios precisaram enfrentar pelo menos duas grandes batalhas contra os hicsos. Foi apenas entre os anos de 1570-1546 a.C, que o Egito foi unificado e os invasores hicsos (semitas como os hebreus), foram expulsos sob o comando de Amósis, e segundo alguns  historiadores, este teria sido o Faraó que não “conhecerá” a José. Aqui, o termo “conhecer” remete ao fato de que este governante não tinha qualquer empatia por José e seus descendentes, vendo os como um “inimigo íntimo”, que poderia sim, virar uma nova “pedra em sua sandália”.

Amósis inicia então uma pesada campanha publicitária afim de convencer a opinião publica da nocividade representada pela presença dos hebreus - O qual disse ao seu povo: Eis que o povo dos filhos de Israel é muito, e mais poderoso do que nós. Eia, usemos de sabedoria para com eles, para que não se multipliquem, e aconteça que, vindo guerra, eles também se ajuntem com os nossos inimigos, e pelejem contra nós, e subam da terra (Êxodo 1:9-10). A estratégia funcionou, e com o apoio popular, o Faraó passou para a próxima fase de seu plano, isolando os israelitas em sua terra e elevando drasticamente os impostos cobrados, o que obrigou aos hebreus a trabalharem exaustivamente afim de pagar seus tributos. O texto original usa a palavra “bepharech”, que remete a ideia de “trabalho forçado capaz de quebrar o corpo” - E puseram sobre eles maiorais de tributos, para os afligirem com suas cargas (Êxodo 1:11).

Mesmo com tamanha opressão, o povo de Israel continuava a crescer e se multiplicar, tornando-se mais forte a cada dia. A linhagem dos Faraós, temerosa que uma nova “invasão estrangeira” minasse seu poder, passou a tomar medidas cada vez mais drásticas. Por exemplo,  ordenou as parteiras que atendiam as gestantes hebreias, que assassinassem os meninos hebreus recém nascidos, ordem esta, que não foi obedecida. Alguns estudiosos (entre eles Flavio Josefo), acreditam que existia um tipo de “profecia” oriunda dos magos egípcios, sobre um menino que nasceria e desafiaria o poder do Faraó, mas que este guerreiro, teria na água o seu ponto fraco. Isto justificaria a próxima ação arbitrária e cruel do Faraó, que baixou um terrível decreto sobre toda a terra do Egito: - Então ordenou Faraó a todo o seu povo, dizendo: A todos os filhos que nascerem lançareis no rio, mas a todas as filhas guardareis com vida. (Êxodo 1:22). É exatamente neste tempo de densas trevas, que nasce Moisés, um libertador para seu povo.

 
Moisés - Guardado de forma sobrenatural

O tempo da liberdade chegou; um libertador viria, um homem escolhido pela mão de deus, um líder preparado especialmente para lidar com os israelitas e confrontar o Faraó. Embora houvesse planos terrestres para impedir a ação divina, o nosso Deus começou a agir da forma como Ele é: Grande. Com o passar dos tempos, os hebreus se tornaram tão numerosos que passaram a assustar tremendamente os egípcios. E, por medo de perder a terra, os egípcios foram impelidos a agir de forma brutal e selvagem contra os hebreus. A insegurança e ódio dos egípcios tinham uma explicação; o medo (Êxodo 1:13-14). Felizmente, o plano de Faraó não obteve resultado, pois quanto mais o povo de Deus era afligido, mais cresciam e aumentavam. Ao perceber que seus fins não eram alcançados, Faraó aumentou a dose de sofrimento e partiu para o infanticídio (Êxodo 1:15-16). 

Uma inspiração maligna que daria fim ao nascimento do libertador. No entanto, o que está determinado nos céus jamais poderá ser sequer abalado por nada terreno. Tal como aconteceu com Israel no Egito, quanto mais a Igreja é perseguida neste mundo, mais ela cresce e avança. Embora vejamos maldade e perversidade de forma descontrolada, injustiça social e opressão agindo em lugar da paz, deveríamos pensar no que Deus está fazendo ao preparar Sua Igreja para um grande livramento.

Sifrá e Puá são duas mulheres extremamente importantes no plano divino para o nascimento do libertador Moisés. O nome Sifrá significa “beleza” e Puá “esplêndida”. Elas, com certeza deixaram um lindo e esplêndido exemplo para nossos dias; temer a Deus acima de qualquer circunstância. Elas eram as parteiras das hebreias, uma tarefa melindrosa, porém gratificante. Essas duas mulheres receberam um edito muito cruel da parte de Faraó. A ordem era matar os meninos e deixar viver as meninas. Não cumprir a ordem de Faraó era arriscar a própria vida. Mas elas decidiram temer somente a Deus e não ser coniventes com o erro, evitando derramar sangue inocente. A bravura dessas duas mulheres teve influência direta no nascimento de Moisés.

A maldade e a crueldade de Faraó não terminaram quando as parteiras recusaram lhe atender. Ele não conhecia limites para o terror e, assim, expediu outro decreto ordenando a morte de todos os meninos (Êxodo 1.22). No mesmo tempo de Moisés, era impossível não identificar uma casa onde houvesse um recém-nascido. A sabedoria de Joquebede durou três meses e o Nilo, que deveria ser o lugar da morte dos machos, tornou-se o lugar da Salvação de Moisés. Naquele cesto, estava a esperança de uma nação e o próprio Egito, que tentara matar o libertador, foi o lugar onde ele foi cuidado, instruído e qualificado. Não devemos pensar que Deus está dormindo ou que o inimigo anda vagando pelo mundo a fazer o que bem entende. Lembremos que o Senhor está acima de todas as coisas, até mesmo de nossos pensamentos (Isaías 55:8-9). As parteiras obedeceram a Deus e não a Faraó. Por sua coragem e por optarem pela justiça, o Senhor resolveu recompensá-las. Nem sempre o que é certo é o mais fácil. Como elas não foram coniventes com o erro, veio sobre elas a benção de Deus (Êxodo 1:20-21).

 
Detalhes de um grande plano

A história de Moisés revela um engendrado plano traçado antes mesmo de seu nascimento e que culmina com o retorno a terra prometida. Porém, quando analisamos alguns detalhes bem específicos, podemos de fato constatar como nosso deus é minucioso em seus propósitos. O nome Moisés, provavelmente tem sua origem na palavra egípcia “Mes”, que significa “filho ou criança”, mas quando pronunciado na língua hebraica, ele tem a fonética alterada para “Mosheh”, que pode ser interpretado como “tirado”, neste caso, tirado das águas. Mais que apenas um nome, a nomenclatura “Moisés” é uma síntese perfeita do projeto divino do próprio Deus. Quando Joquebede decide construir uma cesta de junco, para colocar seu filho de três meses dentro dela e depois depositá-la no Rio Nilo, certamente nem fazia ideia que era direcionada pelo próprio Deus. O Nilo é até os dias de hoje considerado “sagrado” dentro da cultura egípcia, e esta veneração pelo rio era ainda mais extremada no tempo dos faraós. Quando a princesa do Egito se banhava no Nilo, avistou a pequena cesta que flutuava pela correnteza, e ordenou que suas damas a buscassem. Ali dentro estava um menino hebreu sentenciado a morte, porém, ela se recusou a matá-lo, afinal, aquele era um presente do “Nilo”, enviado pelos próprios deuses. Nem mesmo a casa real se opôs a criação da criança , pois não ousava questionar suas divindades. Ou seja, Deus usou da crença pagã da família real, para salvar a vida de Moisés e colocá-lo no palácio afim de criar o vínculo familiar necessário, para que anos mais tarde, ele tivesse acesso irrestrito ao dialogar com o Faraó.

Outro fato interessante é que enquanto a cestinha boiava no rio, Miriam, a irmã de Moisés a acompanhava veladamente. Quando percebeu que a princesa se vislumbrará com a criança, se aproximou e disse conhecer uma excelente ama de leite, já que o menino precisaria ser alimentado. A filha de Faraó imediatamente ficou interessada na proposta, pois conhecia a fama das hebreias. Quando as parteiras se negaram a matar os meninos hebreus, alegaram ao Faraó que as mulheres de Israel davam a luz com muita facilidade e sem precisar de amparo médico. Assim, dentro do palácio, correu a noticia que as mães hebreias eram mui prendadas e exímias parideiras. Miriam indicou Joquebede para cuidar do menino, e a princesa imediatamente aceitou, pois o curriculum materno de uma hebreia a gabaritava para amamentar um príncipe do Egito.  Certamente Joquebede aproveitou cada minuto ao lado de seu filho para ensina-lo acerca de seu Deus e de seu povo, semeando em seu coração a devoção ao “GRANDE EU SOU”, que se revelaria anos depois. Como um dia disse o seu antepassado José – “Deus transformou o mau em bem (Gênesis 50:20)

 
Uma vida com propósitos

Tudo o que é grandioso passa por sérios tratamentos antes de existir. Não foi fácil para os hebreus ver a liberdade sucumbir e, do dia para a noite, tornar-se escravo. Seu clamor durou quatrocentos anos, mas, quando chegou o tempo de ser livre outra vez. Deus agiu com mão forte e não houve quem pudesse impedir o que por Ele mesmo foi determinado. Nos momentos de grandes provações, é comum esquecermos do que o nosso Deus é capaz. Ele sempre sabe tudo o que acontece conosco (Êxodo 3:7-8ª). Seu livramento pode não chegar de acordo com o nosso horário ou no momento em que pensamos, mas chegará na hora certa. Por mais severa e dura que seja a provação que estivermos enfrentando, elas não diminuirão o interesse de deus. O futuro pode parecer sombrio e podemos nos perguntar: onde Deus está? Se bem O conhecermos, entenderemos que Ele está a caminho e, quando chegar, tudo o que parecia ser absurdo se tornará real e palpável para cada um de nós. O agir de Deus em favor daqueles que nEle esperam é sempre poderoso e gratificante. Os capítulos sete e oito de Êxodo, revelam como Ele já poderia ter liquidado a fatura. Mas Ele é tão poderoso que se revela passo a passo para que, a cada dia, venhamos descobrir como é belo e maravilhoso.

Moisés passou por tantos preparos, expectativas e desilusões que, ao deparar-se com Deus, já não acreditava que poderia ser o homem para o objetivo pelo qual nasceu (Êxodo 3.10, 11). Ele sempre soube desde o pequeno que sua missão era libertar seu povo. É muito importante quando sabemos para qual finalidade vivemos neste mundo. Não foi por acidente que nascemos nesta era específica, na atual conjuntura da história, em determinado país e neste mundo. Sabia que Deus está buscando homens e mulheres que obedeçam a Seu propósito. Podemos até nos sentir incultos, incapazes e até mesmo desqualificados, talvez cheguemos até a usar as mesmas desculpas de Moisés diante de deus. Mas Deus chamou as coisas loucas, vis e desprezíveis; o que não é para confundir o que é (I Coríntios 1:28).

Mais que libertar os hebreus ou punir os egípcios, Deus queria tornar aquele momento inesquecível em toda a história da humanidade. De uma só vez, o Senhor riscou para sempre a memória daquela geração de egípcios. Retirando os hebreus do Egito, o Senhor sabiamente estava pondo um fim na economia daquela nação. É por isso que Faraó não os queria libertar, pois eles eram os responsáveis por toda a mão de obra do Egito. Deus, em um só golpe, exterminou os primogênitos do Egito, que simbolizavam o futuro da nação e, em seguida, libertou Seu povo, deixando de uma só vez o Egito, sem futuro e sem presente. O último golpe foi a destruição de todo o exército no Mar Vermelho, mostrando que quando Ele opera não há quem possa impedir o Seu agir (Isaías 43:13).
 
Devemos pensar muito bem sobre nossas vocações. Deus, quando nos chama, não está vendo o que vemos hoje, Ele já sabe o que vai acontecer. Abrace seu chamado, alegre-se, você pode ser a esperança de salvação de uma nação. A aflição pode durar um tempo, mas ela possui prazo de validade. Embora a situação dos hebreus fosse de total calamidade, Deus estava acompanhando tudo de perto sem perder um detalhe sequer. Por fim, Moisés nasceu, o povo foi liberto e Faraó morreu. Nada pôde impedir o agir de Deus. Em tempos difíceis, coloquemos nossa confiança no Senhor.

Assim como Moisés, venha aprender na escola de Deus para ser líder e profeta, participando neste domingo, (05/04/2015),  da Escola Bíblica Dominical.

Material Base:
Revista Jovens e Adultos nº 95  - Editora Betel
Moisés - Lição 01
Comentarista: Pr. Belchior Martins da Costa
 
Comentários Adicionais (em azul)
Pb. Miquéias Daniel Gomes



quarta-feira, 1 de abril de 2015

Quarta Forte com Ev. Lucas Gomes


Quando os discípulos se lançaram ao mar naquela tarde, nem sequer imaginavam o tamanho da tempestade que os aguardava... Mas Jesus sabia. Mesmo assim, o Mestre se ajeita na popa do barco e literalmente, dorme o sono do justo. De repente o vento começa a assoprar com intensidade cada vez mais acentuada e as ondas começam a ganhar tamanho. O céu se transforma de azul celeste em um negro ameaçar, e a brisa logo se transforma em um verdadeiro vendaval. Naquele barco estavam homens experientes no mar, acostumados as intempéries da imensidão aquática, mas até mesmo eles já temiam pelo pior. Lançando mão de todos os seus conhecimentos náuticos e artifícios praticados apenas por velhos lobos do mar, mesmo assim, o barco estava indo a pique... Mesmo assim, Jesus continuava a dormir tranquilamente na popa do barco...

Então alguém se lembra de Jesus... E finalmente recorrem a Ele. “Mestre, você não percebe que nós vamos morrer?” Então Jesus abre seus olhos serenamente, boceja preguiçosamente, tira o excesso de agua da barba, levanta-se vagarosamente e dirigindo ao mar diz: -  Águas! Acalmem-se! Ventos! Aquentem-se já! E para espanto geral de todos no barco, tudo se fez calmaria.

Esta foi a mensagem ministrada pelo Ev. Lucas Gomes, que baseado no texto de Marcos 4:35-41, nos falou sobre as tempestades que assolam nossas vidas, cobrindo de breu o céu de nossa alma. O medo noa invade, o desespero domina, e no afã de encontramos uma solução, confiamos em nossos instintos, e com isso, navegamos contra a correnteza, damos cabeçada no escuro e levamos nossa embarcação para cada vez mais longe do porto. E neste processo, nos esquecemos que Jesus está ali, num cantinho do barco. O silencio de Deus não significa omissão. Ele está apenas esperando um convite seu, para assumir definitivamente o controle do seu barco.

Dê a Ele o leme da sua vida, e a Quarta Forte se tornará numa Quinta Tremenda! 




O Casulo (Palavra Pastoral - Abril 2015)


Conta-se que duas lagartas se arrastavam pelo jardim. A dificuldade de locomoção era enorme, pois avançavam lentamente centímetro após centímetro. De repente, sobre elas, passou voando uma lindíssima borboleta. Uma das lagartas olhou para sua companheira e disse: - “Não voaria numa coisa dessas nem que me dessem um milhão de reais...” – Mal sabiam elas, que a longa e arrastada jornada que realizavam juntas, as estava levando rumo a realeza, pois logo ali na frente, entrariam em um casulo e também se transformariam em garbosas borboletas.

Quantos de nós, estamos sendo conduzidos a duras penas para este processo de metamorfose, que transformará não apenas nossa vida, como também quem somos. Esta jornada obviamente é longa e muito difícil. Nosso caminhar será lento e arrastado, demandando sacrifício, alguns ferimentos e muito pó no rosto. Depois de tanto sofrimento, ainda será necessário enfrentar o casulo do anonimato, da solidão e do autoconhecimento. Ali, ninguém poderá te ajudar, nenhuma mão se estenderá em seu favor, nenhum olhar complacente se voltará para você...  Mesmo assim, lá dentro, você jamais estará sozinho. Existem sim olhos atentos que continuaram a te observar em cada segundo de enclausuramento.

Não estou aqui para te enganar, e a verdade é que o tempo passará lentamente, mas passará. E então o belo e aguardado dia irá chegar... A honra vem, a lagarta consegue romper o casulo e ressurgir retumbante como a mais bela das borboletas...  A transformação foi completa!

Como pastor desta igreja, posso muitas vezes sentir o quão angustiado você está, pois tudo ao seu redor parece estar nublado e sem perspectivas, e a certeza que paira sobre sua cabeça é que nada dará certo, pois as circunstâncias da vida conspiram contra você...

Mas tranquilize-se. Na realidade há alguém que jamais deixou de acompanhar teus passos... São dele as mãos que te conduziram para dentro deste casulo e os olhos que te observam quando ninguém mais pode te ver.... No teu silêncio Ele te escuta. Na tua solidão Ele faz companhia. No teu anonimato Ele te observa. No teu ostracismo Ele trabalha... Portanto, nunca desista.

O processo é doloroso? Sim... A dor é uma professora excelente, o sofrimento é disciplinador e as intempéries da vida são a academia da alma. No casulo nos fortalecemos para enfrentar o mundo, e os resultados obtidos serão eternos e imutáveis...

Portanto, pequena lagarta, prepare-se para voar em breve. Pois aquele que começou a boa obra em sua vida é fiel para terminá-la...

Mãozinhas para cima... Bom voo!  


Vídeo - Um Clamor na China

Produzido em 1990 nos Estados Unidos, o longa metragem “ Um Clamor na China” (China Cry – A true Story), é baseado  numa história verídica que ocorreu na China.  O filme, dirigido por James F. Collier,  recebeu ótimas críticas do Dr. Bill Bright  -  Missão Cruzada Estudantil Internacional e do Dr. Loyd J. Ogilvie, capelão do senado dos EUA Segundo Kevin Tomas do prestigiado Los Angeles Times, este é “um filme épico em larga escala – uma inspiração no melhor sentido da palavra".

 Adotada por uma família nobre de Xangai em 1941, a pequena Sung Neng Yee (Nora Lam) é mimada como se fosse uma princesa – até que as bombas caem e os japoneses confiscam a sua casa. Depois da derrota dos japoneses, ela se une aos Comunistas, acreditando que são os libertadores da China. Tudo corre bem até que ela se apaixona por Lam Cheng Shen de Hong Kong. Os oficiais comunistas resolvem acabar com quaisquer tendências burguesas que ela possa ter... Bem como  a sua fé

Nos anos seguintes, Nora Lam casa-se e tem filhos, enquanto sofre duras perseguições e torturas. Ela clama a Deus pela sua salvação e milagres acontecem. Ela tenta negociar a libertação de seu marido e filhos para Hong Kong e, por isso, é condenada a trabalhos forçados. Essa é, ao mesmo tempo, uma história de amor, uma saga de coragem, e uma jóia premiada de inspiração.