quinta-feira, 7 de maio de 2015

EBD - Moisés, um sábio recebendo conselhos


Texto Áureo
E escolheu Moisés homens capazes, de todo o Israel, e o pôs por cabeças sobre o povo; maiorais de mil, maiorais de cem, maiorais de cinquenta e maiorais de dez.
Êxodo 18:25

Verdade Aplicada
A unção e o chamado são qualidades indispensáveis a um líder, mas a capacidade de ouvir e aprender são imprescindíveis para o avanço ministerial.

Textos de Referência
Êxodo 18.17-20 e 24

O sogro de Moisés, porém, lhe replicou: Não é bom o que fazes.
Certamente desfalecerás, assim tu como este povo que está contigo; porque isto te é pesado demais; tu só não o podes fazer.
Ouve agora a minha voz; eu te aconselharei, e seja Deus contigo. Sê tu pelo povo diante de Deus e leva tu as causas a Deus;
Ensinar-lhes-ás os estatutos e as leis e lhes mostrarás o caminho em que devem andar, e a obra que devem fazer.
E Moisés deu ouvidos à voz de seu sogro, e fez tudo quanto este lhe dissera.


Uma nova família para Moisés

Êxodo 2:15 registra um dos mais melancólicos momentos da vida de Moisés. Sem ter para onde ir e não podendo retornar para o lugar que sempre chamou de lar, ele caminha vagarosamente pelas áreas quentes do deserto, até ser vencido pelo cansaço. Então, imerso em seus pensamentos, senta-se junto a um poço de águas construído na terra de Midiã. O que fazer agora? O que será do amanhã? Enquanto Moisés reflete sobre seu passado e divaga pesarosamente sobre o futuro, percebe a aproximação de algumas mulheres, que se achegam ao poço afim de abeberar os seus rebanhos. Por alguns minutos Moisés observa o trabalho das moças, até que um grupo de pastores salientes também se aproximam do poço e usando de força bruta, tentam levar vantagem sobre as meninas. Moisés, um “gentleman inveterado" toma partido e decide intervir na situação. Primeiro ele usa seu treinamento militar para dar um “sacode” nos pastores abelhudos, e depois, sua finesse para se voluntariar a terminar o serviço das pastorinhas. As meninas retornam para casa mais rápido do que é usual, e são questionadas pelo pai sobre a rapidez do trabalho. Elas cotam sobre o ataque sofrido e como um egípcio desconhecido afugentou os agressores e concluiu em tempo recorde as atividades do dia. O patriarca demostra interesse em conhecer o gentil bem feitor, e desta forma, Moisés é convidado a visitar a aldeia dos midianitas. A empatia entre ambos é quase instantânea, e Jetro convida Moisés apara permanecer com eles por mais tempo. Os dias se tornariam meses, e os meses anos... Naquele lugar, Moisés encontraria o refúgio que tanto buscava, vivendo uma calmaria jamais experimentada, longe da monarquia egípcia e distante do sofrimento israelita. Em Midiã, o outrora “príncipe” se tornaria um pacato pastor de ovelhas, pai de dois filhos, casado com Zípora (uma das pastoras que ajudou no poço), tendo o próprio Jetro por sogro.

Jetro exercia em Midiã um tipo de liderança tribal religiosa, sendo identificado como um sacerdote de elevada consideração. No seu aclamado livro “Histórias dos Hebreus”, o historiador Flavio Josefo comenta sobre “um sacerdote chamado Reuel, ou Jetro, muito estimado entre os seus, que louvou a gratidão das filhas e mandou chamar Moisés, dando lhe sua filha Zípora por esposa”. Provavelmente, “Jetro” era uma nomenclatura para fins religiosos, já que em outras referências ele é identificado como Reuel, em contextos que indicam ser este seu nome “civil” (Êxodo 2:18). O fato é que Jetro se tornou um amigo pessoal e conselheiro de seu genro, cujas palavras influenciavam positivamente as decisões de Moisés. Jetro tinha sete filhas que cuidavam de seus rebanhos antes da chegada de Moisés, e o pentateuco ainda faz menção a pelo menos um de seus filhos. Este homem chamado Hobabe teria herdado o patriarcado de seu pai, se tornando um honrado líder de seu povo, e que mais tarde também foi um importante aliado de Moisés, ajudando os israelitas na conquista de Canaã (Números 10:20-33). Jetro por sua vez, ajudou Moisés a entender os desígnios do Todo Poderoso e aceitar a missão de libertar os israelitas - Então foi Moisés, e voltou para Jetro, seu sogro, e disse-lhe: Eu irei agora, e tornarei a meus irmãos, que estão no Egito, para ver se ainda vivem. Disse, pois, Jetro a Moisés: Vai em paz (Êxodo 4:18).

Como já visto em estudo anterior, ainda no caminho para Egito, Moisés optou por enviar sua esposa e filhos de volta a Midiã para preserva-los em segurança. Agora, com os hebreus livres da servidão e em marcha rumo a terra da promessa, Jetro decide promover o reencontro de Moisés com sua família.


Moisés recebe Jetro

A ilustre visita de seu sogro, que trazia consigo pessoas muito queridas, bem como sábios conselhos administrativos ligados ao campo jurídico, revolucionaram o trabalho de Moisés e a história de Israel. A visita de Jetro influenciou a vida de Moisés. Jetro era um sacerdote experiente, um homem do deserto. Moisés, seu genro, era um homem extraordinário potencial e era possuidor de um “espírito ensinável”, uma qualidade do líder que deseja ter sucesso diante de Deus e dos homens. O encontro de Jetro e Moisés apresenta um relacionamento sólido e digno de ser copiado em nossos dias. Moisés havia aprendido a conviver em família e seu sogro, além de conselheiro, era fiel amigo. A alegria de Moisés no reencontro com a família e a de Jetro ao saber de todo bem que o Senhor havia feito a Israel por mão de Moisés mostra uma comunhão maravilhosa, pouco vista em nossos dias (Êxodo 18:7- 8). Moisés também contava com o auxílio de seu sogro, pois Jetro cuidou de seus filhos e de sua esposa. Moisés foi um homem que falava face a face com o Senhor Deus, mas também possuía relacionamentos familiares fortes, com raízes profundas em Deus, que davam todo o suporte para sua vida pública e funções junto ao povo.

Moisés teve um princípio de liderança muito árduo. Somente ele conhecia a Deus e todos o buscavam para saber qual seria o próximo passo a ser dado. Moisés se encontrava entre o esgotamento mental e a frustração daqueles que encaravam a fila e retornavam no outro dia na esperança de falar com ele. Estar com Moisés era para eles o objetivo da vida diária. Esses antigos escravos estavam acostumados a esse tipo de governo. Haviam aprendido a depender da autoridade centralizada durante algumas centenas de anos em que estiveram no Egito. Por outro lado, Jetro era um sacerdote de Midiã e sabia como manejar melhor um organismo religioso. Moisés tinha o chamado e a boa vontade, mas Jetro possuía a sabedoria e a experiência. Com sábios conselhos, Jetro instruiu seu atarefado genro no caminho da sabedoria (Êxodo 18:14).

Jetro pôde observar com claridade que Moisés estava distorcendo a natureza de seu chamado como cabeça de Israel. Moisés havia consolidado seus dons espirituais juntamente com a tarefa de administração e as operações em um sistema gigantesco de burocracia espiritual. Jetro viu uma administração descentralizada, com uma divisão piedosa de trabalho, e apresentou uma saída: ele entendeu que a metodologia de Moisés era tanto nociva para ele quanto para o povo que liderava (Êxodo 18.17-18). Moisés era um homem responsável, separado para um fim específico e dotado de uma unção extraordinária, mas, agindo sem o auxílio de outros, ele não somente sucumbiria, como também levaria consigo seus seguidores. Nem Jesus trabalhou sozinho. Centralizadores jamais produzem sucessores, esse é um mal que assola nossa geração. Moisés estava esgotado, pois a carga de um governo era demasiadamente pesada. Ao mesmo tempo que ajudava as pessoas, ele também necessitava ser ajudado. Ele estava esgotando o povo e lhes ensinando uma desnecessária dependência social. Jetro surge no momento mais crítico de sua vida e, vendo sua fadiga, instrui-lhe a descentralizar o sistema e preparar pessoas.


Jetro visualiza um problema

Durante séculos os israelitas viveram regiamente sobre as leis do Egito. Agora livres, eram uma nação imatura, buscando encontrar sua própria identidade. Ainda não havia uma legislação que os orientasse, e com isso era absolutamente normal que se sentissem deslocados em suas relações sociais. Israel era como um pássaro criado em cativeiro, que uma vez fora da gaiola não sabe exatamente "como" e "para onde" voar. Assim, Moisés era o único porto seguro, uma verdadeira “central” de informações para milhares de israelitas que recorriam a ele em busca de orientação. De bom grado, Moisés absorveu tal responsabilidade, mas lhe faltava a expertise necessária no trato com esta questão, já que sua sistemática de trabalho causava grande desgaste no povo e em si mesmo. Uma fila gigantesca se formava diante de Moisés aguardando o momento de sua audiência, enquanto ele resolvia pessoalmente até a mais irrelevante das questões apresentadas.  Jetro observou Moisés julgar o povo, e percebeu que ele julgava com arbitrariedade, sem dividir a responsabilidade com outros. Então, questionou seu genro dizendo que não era sábio manter as pessoas esperando o dia todo para terem seus casos resolvidos. 


Moisés por sua vez, argumentou que tal sistemática era necessária, pois era o único a falar diretamente com Deus e assim podia conhecer pessoalmente a vontade de Deus para resolver as questões individuais. Outro ponto de relevância na ótica do grande líder, é que ele poderia utilizar a ocasião para ensinar ao povo os estatutos de Deus e as suas leis. Mas tal explicação não convenceu a Jetro, que insistiu com seu genro que aquela era uma estratégia de trabalho falha. Mesmo um homem com a força espiritual de Moisés não deveria esquecer que era um simples humano, e com este tipo de procedimento mais atrapalhava do que ajudava. Jetro foi categórico ao enfatizar o desgaste que a postura de Moisés provocava em todos - Você não pode fazer tudo este trabalho sozinho, pois ele é pesado tanto para você, quanto para o povo - Moisés ainda era um líder em formação, aprendendo na prática o que era ser mentor de milhares de pessoas, mas ele, e portanto,  precisava de um conselheiro amigo e experiente para lhe mostrar que uma alternativa mais viável. O maior problema do método empregado por Moisés consistia no labor excessivo, que o sobrecarregava de trabalho e também impactava negativamente a própria comunidade, já que muito se perdia em produtivamente com as pessoas sendo forçadas a esperar durante horas por um atendimento às vezes desnecessário.
  

Os sábios conselhos de Jetro

Sem perceber Moisés é observado por seu sogro Jetro, que notou a ineficiência de seu trabalho. O conceito de autoridade delegada de Jetro é sem dúvida um dos maiores fundamentos de liderança do mundo inteiro. Observemos o elemento principal desse estilo de liderança: Antes da sugestão dada por Jetro para que Moisés constituísse líderes que o auxiliassem na tarefa divina, primeiro, Moisés deveria ensinar ao povo as ordenanças e leis para que pudessem entender “o caminho em que deveriam andar e a obra que deveriam fazer” (Êxodo 18:19-20). A hierarquia de líderes delegados não funcionaria sem um fundamento exaustivo do povo na lei de Deus. Portanto, Jetro não coloca ênfase na estrutura de líderes, mas sim em primeiro estar focado no autogoverno do indivíduo debaixo da lei de Deus. Isso acontece hoje; em vez de os líderes se focarem no ensino e em projetar o caminho, eles projetam os benefícios de servir a Deus e primam pelo nome da organização quando o primeiro passo seria formar o caráter e dar sentido à vida, sem jamais oferecer uma religião. Apesar de sua grandeza e autoridade, Moisés foi humilde o suficiente para acolher o sábio conselho sugerido por seu sogro. Bom seria se tivéssemos pessoas como Jetro e corações como o de Moisés. Pessoas que nos alertassem acerca de como estamos agindo e tivessem a coragem de dizer-nos abertamente: “Não é bom o que fazes”.

O alicerce que traria suporte e crescimento ao povo e uma liderança de sucesso para Moisés baseava-se no conhecimento da Palavra de Deus. Infelizmente nos encontramos em meio a uma geração cheia de metodologias e invenções que busca alcançar a pátria celestial por intermédio de fórmulas de crescimento, uma geração sem hábito de leitura e, por isso, limitada quanto a seu potencial e ao poder de Deus sobre si. A Bíblia nos ensina o motivo pelo qual o povo se perde: falta de conhecimento (Oséias 4:6). Também nos ensina porque erramos tanto (Mateus 22:29). A ordem deixada por Jesus no momento de sua ascensão foi para fazer discípulos e guardar a Palavra (Mateus 28:18-20). Jetro era experiente e sabia que conhecer a Deus e Sua vontade é também estar ciente do caminho que se deverá percorrer e da missão que se irá desenvolver.

Jetro descreve as qualidades que tais homens deveriam possuir (Êxodo 18.21-22). Estes desempenhariam as funções de julgar e ensinar de acordo com as instruções de Moisés. Para isso, deveriam ser tementes a Deus e o temor não seria apenas um sentimento, eles deveriam ter uma vida que refletisse esse temor. Sendo homens dignos de confiança e inimigos de ganhos desonestos, não deveriam apenas ser honestos, mas homens que possuíssem aversão a roubos, subornos, assim poderiam julgar retamente (Levíticos 19:15 / Provérbios 1:7). Jetro aconselhou Moisés a designar chefes de mil, de cem, de cinquenta e de dez, ou seja, eles deveriam resolver questões mais simples numa instância menor e Moisés as mais complexas. A humildade e sabedoria de Moisés ao ouvir o conselho de Jetro trouxeram-lhe um grande alívio, pois era impossível para ele sozinho resolver todas as questões trazidas pelo povo de Israel. O conselho foi capaz de resolver tanto o problema de Moisés quanto o do povo.


Lições Práticas

As palavras de Jetro são palavras poderosas que, postas em prática, podem causar um grande impacto tanto em líderes quanto em seus liderados. A tônica é conhecer para ser responsável. Quando um povo está cheio de conhecimento, não dá trabalho a seus líderes, eles trabalham com seus líderes.  O nome de Jetro significa “excelência”. Também chamado de Reuel (Êxodo 2:18-22), ele era sacerdote e príncipe em Midiã. Considerado um dos primeiros consultores gerenciais da história, Jetro possuía três grandes qualidades: era um homem sábio, observador e hospitaleiro. As chamadas “leis de Jetro” influenciam ainda hoje líderes em todos os segmentos gerenciais. O que Jetro observou faltar em Moisés foi equilíbrio e seu conselho visava atingir exatamente essa área falha da vida de Moisés. Moisés não via o que fazia e precisava ser despertado. Às vezes, o Senhor coloca em nosso caminho pessoas como Jetro, que nos ajudarão a ajustar nossas vidas e, em nome de Deus, impulsionar-nos-ão a desenvolver nosso potencial, a aprender a planejar e avaliar as nossas decisões. O caminho apresentado por Jetro era seguro e bom para todos. Porém, de que adiantaria o conselho de Jetro se o coração de Moisés não fosse ensinável? Pessoas de coração obstinado sempre desprezam bons conselhos porque acham que o fazem é sempre o correto. Conselheiros são enviados, ouvir é uma decisão nossa!    Existe um grande ganho quando homens de deus ouvem e aprendem com líderes mais experientes. A humildade revela a grandeza de um líder, pois essa virtude possibilita receber conselhos e prestar contas: tais coisas possibilitam o crescimento e o aumento em sabedoria.

Durante sua vida, o tema mais mencionado por Moisés foi guardar os mandamentos do Senhor. Tudo o que aconteceu de ruim ao povo passou pela porta da desobediência. O grande foco do conselho de Jetro era padronizar o povo, dar a eles entendimento para que pudessem andar com suas próprias pernas (Êxodo 18:20). Ainda hoje as pessoas agem da mesma forma, vivem na dependência do “óleo ungido” sobre suas cabeças, de buscar alguém que Deus capacitou com dons para saber do seu amanhã, mas, quanto mais ouvem, menos praticam. Alguns esperam que “o homem de Deus” lhes imponha as mãos e lance uma palavra profética para mudar suas vidas, para lhes abrir as “portas do mundo espiritual”. No entanto, continuam ocos porque o que gera vida não é a mão alheia e sim a Palavra de Deus. Na verdade, não compreenderam esse requisito como fundamental e indispensável à vida cristã.

A razão pela qual Moisés deveria estabelecer o povo na lei de Deus é que aprenderiam por si mesmos o caminho que Deus desejava que andassem e a obra que Ele esperava que fizessem. Então o povo faria juízos nos assuntos menores da vida cotidiana sem precisar visitar seus supervisores por qualquer situação ocorrida (Êxodo 18:21). A rede de líderes julgaria os assuntos menores, todavia, o povo também conheceria a lei e tudo ficaria mais fácil, pois todos estariam num mesmo nível de conhecimento. Um número sem fim daqueles que buscam seus líderes em gabinetes é sempre de pessoas que manuseiam a Bíblia e não são frequentes nos cultos. Isso é assustador em nossos dias. Encontramos muito em nossa geração pessoas que precisam que outros resolvam seus problemas quando elas mesmas acham que os tais devem ter essas responsabilidades e não elas. Esse quadro precisa mudar, mas, para isso, o povo deve retornar à Palavra. O líder cristão, por mais capacitado que seja, não conseguirá realizar suas tarefas sem a ajuda de auxiliares. Ninguém pode fazer a obra de Deus sozinho. O líder cristão precisa de conselheiros dados por Deus que o ajudem. Sigamos o exemplo de Moisés que, ouvindo sábios conselhos, conseguiu conduzir o povo de Deus à Terra Prometida.


A construção de um legado

Nossa vida nesta Terra é extremamente curta, sendo chamada pela Bíblia de brisa, sopro e comparada a uma pequena planta que nasce e rapidamente morre. Na prática, temos pouquíssimo tempo para realizar a missão que nos foi confiada, e por mais que consigamos avanços consideráveis, infelizmente, alguma coisa sempre fica para traz. É inegável que nossos dias estão relativamente mais curtos, e nossas “horas” se tornaram artigo de luxo. São tantas as ocupações e preocupações que fica praticamente impossível administrar o tempo disponível para atender tamanha demanda. Atividades diárias se acumulam sobre nossas costas e nos obrigam a estabelecer prioridades, o que fatalmente fará com que momentos importantes e decisivos sejam sublimados pelo cruel carrasco cronológico. A modernidade impõe um julgo praticamente desumano sobre o indivíduo, e essa imposição é aumentada sobre o líder cristão, que precisa mensurar em poucas horas o teórico e o prático, a ação e a reação, o planejamento e a execução, o material e o espiritual, a vida secular e o ministério.  Devido à necessidade de se fazer mil coisas em um período relativamente escasso, é que muitas vezes, atividades importantes não são feitas. Em suma, toda esta realidade se encerra na mais pragmática das revelações: é impossível fazer tudo sozinho.  

Mas esta não é uma verdade pertinente apenas aos nossos dias, pois desde a antiguidade, os textos sagrados explicitam a necessidade do trabalho em equipe, em referências como as encontradas em Provérbios 24:6, Eclesiastes 4:9-10, Isaías 41:6 e Lucas 10:1. Já no Éden, a existência da vida humana foi drasticamente reduzida em decorrência do pecado (Gêneses 2:17), e mais nenhum homem conseguiu ser pleno em realizações, pois nossa vida se finda antes de nossas ambições. Assim, cada pessoa aproveita o “gancho” deixado por outros, para a partir deste ponto começar a desenvolver algo pessoal e possivelmente relevante, que chamará a atenção da próxima geração, que usará este novo “gancho” para suas próprias inovações. Tem se então a verdade por traz do jargão: Neste mundo nada se inventa, mas se copia.


A grande preocupação que devemos ter, se divide em duas etapas. Na primeira avaliamos se nossas ações honram o que foi construído pelos patriarcas que sucedemos, e também, se estamos construindo algo realmente sólido para a posteridade. Ninguém é pleno sozinho... Ninguém consegue ser completo no isolamento. Precisamos trabalhar em conjunto com os que foram e com os que serão, afim de construir uma história e perpetrar um legado. Muitos acreditam que um exército de ovelhas lideradas por um leão, venceriam facilmente um exército de leões liderados por uma ovelha. Isto porque o líder tem a capacidade de moldar seus liderados de acordo com sua própria mentalidade. Esta dádiva é uma faca de dois gumes, pois quando não usada com sabedoria se torna em maldição. Líderes fracos fatalmente forjarão grupos fracos, e líderes fortes, fortaleceram seus liderados, por mais fracos que sejam. Este princípio vale para qualquer outra esfera de ação, tais como o empreendedorismo, a dedicação, a inventividade e a pró atividade. O líder sempre ira ditar o ritmo da caminhada de seus liderados.  Moisés em sua liderança honra o seu Deus e a história de seus antepassados Abraão, Isaque, Jacó e José. Embora tenha um “pé” nas tradições do passado, seu olhar está voltado para o futuro, sabendo que ele é preparado no presente. Isto fica evidente na aceitação sumária do conselho de Jetro e no preparo esmerado de seu discípulo e sucessor Josué, uma junção de fatores que permitiram a Israel chegar em Canaã mais fortalecido do que em sua saída do Egito, mesmo que o deserto lhes tenha imposto desgastantes desafios.


Assim como Moisés, venha aprender na escola de Deus para ser líder e profeta, participando neste domingo, (10/05/2015),  da Escola Bíblica Dominical.

Material Base:
Revista Jovens e Adultos nº 95  - Editora Betel
Moisés - Lição 06
Comentarista: Pr. Belchior Martins da Costa

Comentários Adicionais (em azul)
Pb. Miquéias Daniel Gomes


quarta-feira, 6 de maio de 2015

Quarta Forte com Ev. Lucas Gomes

Ev. Lucas Gomes
Sara era uma mulher avançada em idade, e já não ovulava mais... Se bem que este era um fato irrelevante, já que ela era uma mulher estéril, e não tivera na vida, a oportunidade de gerar um filho. Agora, Deus promete ao seu marido, que eles dariam início a uma grande nação, e que seus descendentes seriam tão numerosos quanto a areia da praia ou as estrelas do céu... Com certeza, esta seria uma promessa vazia sobre todos os aspectos analisados, pois todos os fatores envolvidos apontavam para a inviabilidade de sua realização... Foi por isto que Sara riu, se esquecendo do que era mais importante: Quem estava prometendo era DEUS!

Os anos tão precisos se passaram sem que o filho prometido nascesse, e Sara, desesperançada, optou por burlar a promessa, e cedeu sua serva Hagar ao marido, afim de que a egípcia gerasse a tal semente. Desta relação nasceu Ismael, mas não era ele o filho da promessa. Mas tarde, um preço alto seria cobrado por esta ação impensada do casal, e Abraão aprenderia a mais valiosa lição de sua vida: Deus não mente é é preciso confiar em suas promessas...

E foi no tempo de Deus que Sara engravidou... Uma anciã vivendo a agridoce da maternidade de primeira viagem. Você pode

Além de Ana, a Bíblia apresenta uma vasta gama de mulheres que padeceram deste mal, tais como Sara, Rebeca, Raquel, Léia, Isabel e ainda outras que não tiveram seus nomes revelados, como por exemplo, a mãe de Sansão e a mulher de Suném. Mulheres diferentes, de lugares de diferentes e épocas diferentes... O que as tornam iguais é o fato que acreditaram na promessa e geraram vida por intermédio da intervenção milagrosa de Deus, tendo filhos que impactaram profundamente a própria história da humanidade, como Isaque, Jacó, Judá, José, Sansão, Samuel e João Batista. Ou seja, não exista NADA que possa impedir o cumprimento de uma promessa feita por Deus na vida de seus filhos...

E foi com uma poderosa palavra que resgatou a lembrança de promessas que por muitos já foram esquecidas que o Ev. Lucas Gomes abrilhantou a QUARTA FORTE deste dia 06/05/2015. O homem de Deus ressaltou que Deus jamais brinca com os sentimentos de seus filhos, e exatamente por isso é fiel e zeloso de cada palavra que saí de sua boca. Não existe força no céu e na terra que seja capaz de reverter os efeitos de promessa, na vida daquele que crê piamente na Palavra de Deus e confia integramente, vivendo as promessas por mais tardia que parecem em seu realizar... Que possamos ter em nossa vida a mesma certeza de Ana ao ouvir a palavra sacerdotal, (I Samuel 1:9-17), e a fé inabalável de Abraão, testemunhada por Paulo em Romanos 4:20-21...

“E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus, E estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para o fazer.”

Deus prometeu? Tranquilize-se... Seu Isaque vai chegar!



Filme: Com quem você vai?

O longa metragem "Com Quem Você Vai?" (Con Quien Te Vas?) é uma produção da CBN International / Messenger Films, lançada originalmente em 1996, que aqui no Brasil está sendo distribuido pela BV Films, o filme ganhou os prêmios Best Foreign Film, pelo ICVM Festival e o Bronze Plaque, pela Columbus International Film Festival.

Se somente o poder e o dinheiro podem trazer felicidade, a família Dávilla era para ser uma das mais felizes na face na Terra. Mas a prosperidade e o êxito nos negócios deram a Sérgio e a Rina Dávilla tudo menos a felicidade.A beira do divórcio, eles já não tinham nada em comum exceto seus cinco filhos. Será que um deles pode evitar a catástrofe?

Com um amor por sua família, Brenton - o filho menor confia que sua sincera súplica a Deus pode mudar as circustâncias. Em seu quarto ele murmura uma pequena oração que gera em outro lugar do mundo uma série surpreendente de eventos cujo desenlace dramático ocorre em sua própria casa.

Responde Deus aos pedidos de um menino? Ou não é a vida uma série de coincidências da sorte? Decida você mesmo depois de ver "Com quem você vai?".


terça-feira, 5 de maio de 2015

Testemunho: Nada me separa deste Amor (Samara Alves Benedito da Silva)




Nasci na cidade de São Paulo, mas quando ainda tinha 7 anos, minha família se mudou para Estiva Gerbi.

Chegando aqui, passamos a frequentar a Assembleia de Deus Belém, minha mãe Isabel, meu irmão Samuel e eu. Nessa época, meu pai não servia a Deus, e só começou a ir para a igreja depois do nascimento da minha irmã Sara, mas acabou não permanecendo por muito tempo. Com a graça de Deus, me mantive fiel, cultivando em meu coração o desejo de servir e obedecer ao Senhor, e assim fui crescendo na Casa do Pai.

Então, conheci um moço que começou a frequentar nossa igreja...

Anteriormente ele era uma “Testemunha de Jeová”, mas acabou se batizando em nossa congregação. Foi neste tempo que ele me pediu em namoro, e eu aceitei. Engatamos um romance e decidimos nos casar. Eu tinha apenas 19 anos e as coisas aconteciam muito depressa. Tudo estava praticamente pronto para nosso casamento, com os moveis comprados e a data marcada no civil e no religioso.

Foi somente aí que ele se revelou... Abandonou a igreja e me disse que não mais serviria a Deus. Também me avisou que após o casamento ele não me permitiria mais ir para a igreja, pois queria que eu me tornasse uma “Testemunha de Jeová”. Foi o fim.

Para ficar com ele, teria que abandonar minha fé e renegar a crença no Deus maravilhoso que conhecia desde minha infância. Confesso que por alguns dias fiquei aflita e pensativa sobre os rumos que minha vida iria tomar, e então, num momento decisivo, quando peguei a Bíblia para ler, abri exatamente no texto de Romanos 8:35, que faz a seguinte pergunta: Quem nos separará do amor de Deus? Na mesma hora encontrei a resposta... Nada! Nem mesmo um casamento... Chamei meu noivo em casa e lhe disse que com aquelas condições, jamais me casaria com ele. Nos dias seguintes, ele ainda me procurou questionando esta decisão, mas eu estava convicta do que queria, e nem sequer pensei em voltar atrás.

Fiquei em oração por 7 anos, até que conheci o Miguel. Deus confirmou esse namoro que culminou em nosso casamento no ano de 2004, e então fomos presenteados com o João Pedro, e mais recentemente com a Alice. Somos uma família muito feliz, isso porque priorizamos Deus em nossa casa, onde o Senhor vem sempre em primeiro lugar.

Pra você que leu este pequeno relato, deixo aqui um singelo conselho... Jamais deixe que algo ou alguém se coloque entre você e nosso Deus... Ele te ama de uma forma que jamais alguém poderá te amar, então não deixe que nada te separe deste amor!!!!

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Qual a diferença de "ERRO" e "PECADO"?

Existe uma infinidade de fatores que pode induzir uma pessoa ao erro, tais como incerteza, despreparo, desmotivação, motivação excessiva, relapso, falta de concentração, excesso de confiança, medo, receio, prazo apertado, falta de concentração, influências externas, descuido, ufanismo, parcialidade, emoções e uma gama de variantes tão extensa que para resumi-la foi forjado o famoso chavão: ERRAR É HUMANO. Basicamente iremos cometer incontáveis erros ao longo de nossa vida, e podemos sim aprender lições valiosas com eles.  É dito que as pessoas inteligentes aprendem com seus próprios erros, mas que as pessoas sábias aprendem com o erro de outras pessoas. Então de alguma forma, o erro faz parte do nosso crescimento contínuo, nos preparando hoje, para ações acertadas no amanhã. Obviamente, nem todo erro é igual, e suas consequências também não seguem um padrão, sendo seus efeitos maximizados ou minimizados pelos fatores “quem”, “quando”, “onde” e “porque”. Por exemplo, o chamado “Erro Ativo” tem seus efeitos sentidos quase que imediatamente, e recai diretamente sobre o responsável. Já o “Erro Latente”, é mais dificilmente sentido, pois vai crescendo em proporção e não é responsabilidade direta de alguém, mas sim de uma série de fatores.

Um cristão certamente não está isento de lidar com todo tipo de erros, e inevitavelmente, alguns serão de sua total responsabilidade. Porem existe uma tendência maliciosa de usar o termo “ERRO” como um “eufemismo” para “PECADO”, e assim, artificialmente, aliviar o fardo pesado imposto por uma ação pecaminosa. Embora todo e qualquer pecado seja um “erro”, nem todo “erro” se caracteriza como um pecado. A definição básica de pecado no grego é “hamartia”, e significa: “errar o alvo”. Pecar é desvincular-se do propósito original de Deus, que é alcançar determinado objetivo. Em se tratando da vida cristã, existem certas atitudes que se opõem a forma como Deus instruiu aos seus escolhidos a agirem, o que caracteriza uma desobediência direta a um mandamento divino, incorrendo em pecado.

Com o pecado não se brinca. Quem está sob a pressão da tentação deve se resguardar orando, resistindo ou até mesmo fugindo, dependendo da natureza da tentação.  O pecado praticado, antes já foi um simples pensamento. A linha que divide o pensamento e a ação é exatamente o desejo, o que faz dela tênue e muito frágil. Quando Jesus disse em Mateus 5:17, que veio não para abolir a Lei, mas para cumpri-la, ele deixou muito claro em seu sermão que o grande ponto falho daquela legislação era apenas ser punitiva com a “ação” do indivíduo, mas que agora, deveríamos também coibir maus pensamentos e extirpar desejos ruins, ou seja, Jesus nos ensinou a cortar a árvore do mal pela raiz, e não apenas evitar seus frutos. O pecado externo começa internamente, e assim devemos policiar com rigoroso zelo nossas emoções. Existem algumas atitudes que são fundamentais para que o cristão possa encarar tais pecados e evitá-los, a saber: prudência na conduta pessoal, oração, vigilância e momentos devocionais consistentes para resistir as astutas ciladas do diabo (Efésios 6:11). O pecado sempre deve ser visto de maneira séria, com efeito regressivo.

Porém, uma verdade que não devemos esquecer, é que nenhuma falha, erro ou pecado é maior que o amor de Deus. Nenhuma maldição tem mais poder que o sangue de Cristo vertido na Cruz. Confiadamente podemos dizer que por seu imenso amor, Deus é capaz de perdoar até o mais grave dos nossos pecados, desde que seja respeitado o processo libertador da remissão, descrito em Provérbios 28:13: Aquele que encobre suas transgressões nunca prosperará, mas o que confessa e deixa, alcança misericórdia. Não se envergonhe por ter pecado, pois isto é inerente a natureza humana, mas jamais se acomode numa situação pecaminosa. O crente em Jesus eventualmente peca, mas não pode viver em pecado. Precisamos, portanto, identificar onde temos errado em nossas vidas, e tomar imediatamente uma nova postura diante de Deus e dos homens.


O primeiro passo é se “resolver” com Deus, confessar ao Pai nossas culpas, aceitar humildemente sua correção e mudar nossa postura espiritual. É fundamental que nos sentimos plenamente perdoados por Deus, pois somente assim poderemos passar para o próximo passo. Se Deus já te perdoou, perdoe-se também. Não viva remoendo o passado ou revivendo erros antigos. Também não se engane achando que estará livre da lei da semeadura, pois daquilo que se planta, cedo ou tarde experimentará os frutos. Aprenda com os erros passados e literalmente, faça limonada com os limões azedos. Se não podemos escolher os frutos que colhemos hoje, podemos escolher as sementes que plantaremos a partir de agora. Resolva-se com esta verdade, e prepare hoje um amanhã melhor do que o hoje que você preparou ontem. Finalmente, busque o perdão de todos os que foram atingidos pelo seu pecado. O homem se revela nobre ao reconhecer seu erro, e se dignifica ao tentar corrigi-lo. Certamente o líder que reconhece publicamente sua falha, busca o perdão de seus liderados e muda sua forma de atuação para melhor, ganha o respeito e a empatia do seu povo, e sua liderança prospera, sendo avalizada pelo Senhor.

domingo, 3 de maio de 2015

Grupo Ágape recebe Missª Andréia Trevisan

Missª Andréia Trevisan
Era uma manhã comum para Simão, que após uma noite de pescaria estava limpando suas redes na margem da praia. Não que houvesse muita coisa apara limpar, pois o mar havia sido mesquinho com os pobres pescadores. Exausto e abatido, Simão só quer voltar pra casa e dormir um pouco, mas Jesus tinha outros planos.

Ele se achega junto ao barco e pede a “Pedro” que retorne, pelo menos alguns metros para dentro do mar, pois precisava abrir seu campo de ação, afim de ensinar uma grande multidão que o comprimia. Mesmo que relutante, Simão faz a vontade do mestre, e ouve por algum tempo a mensagem do Reino. Terminado o sermão, Jesus desafia seu obstinado seguidor a voltar para o auto mar e lançar as redes novamente... A única motivação para obedecer a esta ordem foi “não contrariar” Jesus, afim de terminar o mais rápido possível a maçante jornada proposta. – Segundo a “sua” palavra, eu lançarei...

Para a surpresa de Simão Pedro, o mar abriu seus tesouros, depositante nas redes de seu barco os maiores peixes existentes naquelas águas... Foi necessário a ajuda de outros pescadores para trazer a tona a gigantesca pescaria. Mas para tal milagre acontecer, foi necessário abandonar as margens da praia e se lançar no auto mar, obedecendo ao comando do mestre Jesus.

E foi com uma inspiradora palavra baseada na vida do apóstolo Pedro, que a Missª Andréia Trevisan (Espírito santo do Pinhal SP), abrilhantou o culto especial de missões realizado na noite deste domingo, 03/05/2015, pelo Grupo Ágape. Com uma mistura de ternura e ousadia, a serva de Deus nos apresentou alguns momentos decisivos da vida de Simão. Pedro se destacou naquele grupo de homens escolhidos pelo próprio Jesus, pelos seus acertos e erros. Tinha um temperamento impulsivo, era inconsequente, sua verdade absoluta mudava de acordo com os acontecimentos, e isso inclusive o levou a negar Jesus... Mas ele também era um homem determinado, apaixonado pelo Reino de Deus, corajoso para caminhar sobre as águas, abnegado ao ponto de abandonar seu barco na praia para se tornar um pescador de homem...

Por isso, o maior erro de sua vida se converteu num arrependimento profundo e verdadeiro, que não passou desapercebido por Jesus em sua ressurreição, que fez questão de uma reconciliação fraternal entre mestre e discípulo nas emblemáticas margens do mar...  Pedro achou que seu erro era um fim definitivo, mas Jesus fez questão de deixar claro um recomeço glorioso... Estou edificando a minha igreja, e as portas do inferno não poderão contra ela.

E foi esta igreja que se reuniu nesta noite, adorando o mesmo Jesus que caminhou lado a lado com Pedro. E cada um de nós saímos da reunião com uma certeza: Jesus é poderoso o suficiente para transformar todo o mal que assombra nossa vida em bem!



Amor e Gratidão - A motivação de nosso Ministério


Não faça a obra de Deus esperando recompensas pessoais.

Este foi o aconselhamento máster que os líderes da congregação receberam durante a Reunião Regional de Obreiros, realizada na manhã deste domingo, 03/05/2015, em nosso templo central na cidade de Estiva Gerbi. O Pr. Wilson Gomes escolheu o texto de Romanos 12, onde o apostolo Paulo discorre sobre dons de serviço, e apresenta uma serie de qualidades necessárias para exercer um ministério na igreja.

Porque pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um. Porque assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma operação, assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros.
De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria.

O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor; alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração; comunicai com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade; abençoai aos que vos perseguem, abençoai, e não amaldiçoeis.

Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram; sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos; a ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas, perante todos os homens.

Romanos 12:3-17

Amor, zelo, equidade, liberalidade, misericórdia, temor... Muitos são requisitos para aqueles que desejam se engajar no episcopado. Não se engane... A obra do Senhor não é desfile de moda ou status social. Ela é um árduo servir, repleto de sacrifico, renúncia e autonegação, sem retorno financeiro ou regalias terrenas. Esta é a essência do serviço cristão ensinado por Jesus é registrado no Evangelho de Lucas:

Depois disso o Senhor designou outros setenta e dois e os enviou dois a dois, adiante dele, a todas as cidades e lugares para onde ele estava prestes a ir. E lhes disse: "A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Portanto, peçam ao Senhor da colheita que mande trabalhadores para a sua colheita. Vão! Eu os estou enviando como cordeiros entre lobos.

Não levem bolsa, nem saco de viagem, nem sandálias; e não saúdem ninguém pelo caminho. Quando entrarem numa casa, digam primeiro: Paz a esta casa. Se houver ali um homem de paz, a paz de vocês repousará sobre ele; se não, ela voltará para vocês. Fiquem naquela casa e comam e bebam o que derem a vocês, pois o trabalhador merece o seu salário. Não fiquem mudando de casa em casa. Quando entrarem numa cidade e forem bem recebidos, comam o que for posto diante de vocês. Curem os doentes que ali houver e digam-lhes: O Reino de Deus está próximo de vocês.

Lucas 10:1-9

Quando nosso ministério é regido por hedonismo, materialismo, vaidades e interesses escusos, Deus é substituído pelo “EU”, a essência do genuíno ministério dá lugar ao desejo incontrolável do “ter” e a esperança da glória eterna é subestimada pela busca avassaladora de reconhecimento e saldo bancário.

Precisamos entender que a Obra de Deus é feita por gratidão e amor. Não no interesse do que Deus “vai” fazer, mas em louvor perpétuo por tudo o que Ele “já fez”. Serviço é louvor, e louvor não é comprável, pois não há moeda no mundo que dure pela eternidade. Que o serviço de cada um seja um cântico eternal, onde o amor ao nosso Deus seja o epicentro e a força motriz que nos impulsiona em transmitir aos homens (através de nossas vidas) o grande amor do nosso Deus!


Pr. Wilson Gomes

sábado, 2 de maio de 2015

Bodas de Prata: Marta e Ronaldo


A noite deste sábado, 02/05/2015, foi reservada para uma comemoração muito especial, que emocionou não apenas a família envolvida, como toda a nossa comunidade. Afinal, numa época de relacionamentos descartáveis e promessas de amor eterno tão frágeis quanto cristal, é de grande inspiração vivenciar as Bodas de Prata de um casal. E foi a certeza de que é sim possível, passar de mãos dadas pelas intempéries da vida e sair dos momentos de crise ainda mais   entrelaçados e apaixonados que nossos queridos irmãos Ronaldo e Marta transmitiram a todos os presentes quando renovaram seus votos matrimoniais diante de uma plateia encantada com a beleza de um amor verdadeiro que se mostra maior que as décadas.

Este mui querido casal, unidos pelo matrimonio desde o dia 04 de maio de 1990, construíram uma linda família, agregando ao seu casamento, joias preciosas do Senhor. Desta união vieram duas lindas filhas, Mariane e Débora, e recentemente foi agraciada com a chegada do primeiro netinho, Pedro Lucas. Com uma vida integra diante aos olhos da sociedade estivense, este casal também tem se destacado por seu amor irrepreensível para com a obra de Deus. Ele, cooperador assíduo desta obra, prestando seus serviços em nossa tesouraria eclesiástica como administrador financeiro da igreja. Ela, diaconisa e uma das pioneiras desta congregação, tem se destacado ao longo dos anos como uma eficiente gestora de grupos de mulheres e presidente do Círculo de Oração.

Estas qualidades foram ressaltadas durante a cerimônia pelo nosso Pr. Wilson Gomes, que baseou sua ministração no Salmo 128, considerado desde a antiguidade como um cântico das famílias. Nosso pastor explicou durante o sermão, que a palavra “LAR” é composta de três letras significativas, que emulam os pilares de uma relação duradoura e abençoada: Lealdade, Amor e Respeito. Quando um casamento é sustentado em amor responsável, respeito ao próximo e verdade absoluta, certamente ele logrará êxito em suas promessas iniciais de “fidelidade até a morte”. Mas o grande segredo de um casamento plenamente feliz é trazer Deus para ser o centro da relação.  Estar em Cristo é ser fiel aos seus mandamentos transforma um lar num imã de bênçãos, trazendo prosperidade material, física e emocional a todos que ali habitam.

Muitos foram os momentos que emocionaram amigos e familiares que assistiram em loco a cerimonia, como o momento em que o neto do casal trouxe para o altar as alianças da renovação, enquanto uma de suas filhas cantava o amor tão presente na união ou quando um um vídeo especialmente editado trouxe para a tela um resumo desses 25 anos em fotos e imagens. Mas sem dúvidas o momento de maior comoção foi quando as filhas Mariane e Débora foram convidadas pelo Pr. Wilson Gomes para presentarem a aliança ao Senhor, e logo em seguida os “noivos” reafirmar seus votos de amor e fidelidade, recebendo uma oração especial de toda igreja.


Quanto a nós, parabenizamos o casal pelos 25 anos de feliz união conjugal, e desejamos que o Senhor nosso Deus continue os levanto por caminhos de paz e felicidade nos muitos (e melhores) anos que ainda estão por vir...


sexta-feira, 1 de maio de 2015

Desobediência Obstinada


A rebelião assume muitas formas e tem resultados e consequências largamente variados. As raízes da rebelião, entretanto, permanecem as mesmas: pecado ou obstinada desobediência. Um espírito rebelde é aquele que não agrada a Deus. Moisés registra isso ao descrever a atitude de Coré desviando-se do Senhor.

Coré e outros filhos de Levi foram muito longe (Números 16:7). Em vez de confiarem no Senhor, na sua soberania e justiça, tentaram agir de acordo com seus próprios desejos. Criam mais em si mesmos e em suas próprias forças do que em Deus.

A rebelião pode ser diretamente contra Deus, contra os pais, contra a lei ou contra a igreja. Em última análise, entretanto, toda rebelião é contra Deus, no sentido em que viola seus padrões estabelecidos de autoridade. Coré e seu grupo não estavam apenas em rebelião contra Moisés e Arão, mas contra o Senhor.

A rebelião sempre envolve inveja de alguém ou de alguma coisa, de uma posição, salário, amigo, parente ou mesmo do cônjuge. Coré invejava a autoridade que Deus havia dado a Moisés e Arão. Isso o levou a uma atitude de rebeldia e finalmente a morte.

Devemos guardar cuidadosamente nossos corações e nossas mentes em cada decisão que tomamos e em cada objetivo que tentamos atingir, perguntando-nos se estamos honrando a Deus ou lutando para exaltar e agradas a nós mesmos.


Texto Compilado


Aniversariantes de Abril - Vídeo Comemorativo

Nossa homenagem aos aniversariantes de abril. Atrasou, mas aí está.
Parabéns a todos!



Amor Sacrificial (Palavra Pastoral - Maio 2015)



Fui criado num ambiente de extrema pobreza, numa vila muito humilde, de gente simples, porém batalhadora. Neste tipo de lugar, a gente cresce ouvindo muita coisa, e algumas dessas palavras nos acompanham pelo resto da vida

Ali, vivendo minha infância num meio que as vezes chegava a ser um pouco hostil, presenciei algumas cenas marcantes e estoquei em meus ouvidos uma série de vocábulos indigestos, pois quanto maior a pobreza, maior também é a tendência para decepções, e esta realidade fica explicitada nos personagens, nos lugares e no enredo da história de nossa vida.

Porém, tenho guardado com muito carinho, a frase expressa por diversas vezes, por dezenas de mulheres de minha vila:

“Desde que pari, nunca barriga enchi”

Esta frase, oriunda em parte da pobreza que limita as regalias da vida, traz em seu bojo a essência do amor sacrificial tão latente na maternidade. Geralmente era citada quando uma mãe estava se alimentando e seu filho se achegava querendo aquele alimento, ou pedindo alguma coisa que demandasse urgência de atenção. A mãe, solicita, deixava de lado sua própria necessidade alimentícia para atender ao seu filho, dando a ele sua refeição, ou deixando o prato para traz, enquanto priorizava seu rebento. Então vinha a frase já citada: “Desde que pari, nunca barriga enchi”.

Deus realmente estava inspirado quando criou as mães, pois não existe no planeta uma criatura tão excepcional.

Desde os primeiros dias de gestação, a ligação com o feto, ou melhor, a sintonia com seu filho já é espetacular. Ainda ali, já aflora um amor que supera a tudo e a todos. Não importa o frio, a fome, o sono ou a dor, a mãe está integralmente presente, protegendo, acalentando e abençoando aquele ser indefeso, que ela defende com unhas e dentes.

Esse amor só faz aumentar e nunca cessa, inda que os seus “bebes” cresçam e se casem, pois os filhos são presentes a elas entregue por Deus, e jamais lhes serão tirados, nem mesmo pela morte. Amor que excede o fim.

Sendo assim, neste mês dedicado as mães (deveriam ser todos os doze), quero expressar minha gratidão a vocês, guerreiras que protegem suas proles com nobreza de alma, fervor de espírito e se preciso for, com a própria vida. Recebam meus parabéns, e meu abraço especial.

Já não posso abraçar a minha mãezinha (Senhor, a abrace por mim), então em minha carência pelo afago de mamãe, me permitam, com todo respeito, ser envolto no abraço de cada mãe desta igreja.

Mãozinhas para cima... Feliz dia das mães!  

 
 (Em memória de Leonilda Gomes)