quinta-feira, 14 de maio de 2015

EBD: Oração, a busca mais sublime de Moisés


Texto Áureo
Sacia-nos de manhã com a tua benignidade, para que cantemos júbilo e nos alegremos todos os nossos dias.
Salmo 90:14

Verdade Aplicada
Orar é dar oportunidade ao Senhor para nos instruir, aconselhar e interferir em tudo que diz respeito ao nosso querer e efetuar

Textos de Referência
Deuteronômio 9:17-20

Então, peguei as duas tábuas, e as arrojei das minhas mãos, e as quebrei ante os vossos olhos.
Prostrado estive perante o SENHOR, como dantes; quarenta dias e quarenta noites, não comi pão e não bebi água, por causa de todo o vosso pecado que havíeis cometido, fazendo mal aos olhos do SENHOR, para o provocar à ira.
Pois temia por causa da ira e do furor com que o SENHOR tanto estava irado contra vós outros para vos destruir; porém ainda por esta vez o SENHOR me ouviu.
O SENHOR se irou muito contra Arão para o destruir; mas também orei por Arão ao mesmo tempo.


Sede de Deus

Não sabemos precisar quem escreveu o Salmo 42... Alguns o atribuem a Davi, outros aos Filhos de Coré, alguns dizem ser Asafe... Mas não dá pra negar que ele tem muito do belemita... A inquietação da alma que por tantas vezes nos brindou com poemas e cânticos memoráveis estão presentes em cada verso, assim como o desejo ardente e apaixonado de estar próximo de Deus, tão peculiar do nobre harpista... Mas, independentemente do autor, é possível perceber que o poeta está triste... A incredulidade que enegrece a alma dos homens faz sangrar seu coração. Ele olha a sua volta é só encontra abismos. Verdadeiros buracos-negros surgem voluptuosos nas pessoas a sua volta, retirando delas o temor, a fé e a caridade. O mundo parece imerso em trevas, e qualquer facho de luz incomoda seus moradores. Dedos em ristes se voltam para o escritor... Ele ouve gargalhadas e palavras de afronta. Vozes obscuras e perniciosas invadem seus ouvidos com uma indagação retórica carregada de sarcasmo e maldade: Onde está o seu Deus? O poeta chora angustiado... A tristeza é tamanha que seus ossos chegam a doer. Sua alma está abatida, pois foi abraçada pelo medo, e agora se sente sugada pelos abismos que a cercam: Desesperança, Angustia e Aflição.  Então, no ponto exato entre o agora e a ruína, o salmista clama por socorro... “Assim como a corça anseia por águas correntes, a minha alma anseia por ti, ó Deus... A minha alma tem sede do Deus vivo” (Salmo 42:1-2).  A alma do salmista estava com sede. Sedenta por algo que não se encontra na Terra. Aliás, ainda que não queira aceitar, toda a humanidade tem sofrido da mesma sede desde os primórdios de sua história.... Desde que saiu do Jardim...

Em Gênesis 1:27-28 e 2:7, Moisés narra a origem do homem. Uma reunião celestial é convocada para projetar minuciosamente um ser capaz de dominar sobre as demais coisas criadas. Um designer é aprovado, um rascunho é elabora, formas e texturas são pré-definidas.  A matéria prima escolhida é palpável e tangível, e o processo de fabricação é artesanal. Em suma, Deus coloca a “mão na massa”, esculpe em argila o modelo projetado e sopra em sua narina o fôlego de vida. Seu nome agora é Adão, feito imagem e semelhança de seu criador, tendo dentro de si uma fagulha do próprio Elohim, um espírito dado por Deus e que deseja retornar para Deus. Para que o homem não estivesse só, de seus ossos é forjada a mulher. Agora, o casal pode enfim viver pleno de felicidade, no jardim que o Senhor plantara para eles. Adão e Eva são como duas crianças se descobrindo, e Deus faz questão de todas as tardes visitar os seus filhos para instruí-los em todos os aspectos da arte de viver. Mas a desobediência quebraria essa aliança. No desejo de ser igual a Deus, eles acabaram se afastando de Deus, perdendo a inocência e violando a santidade. Já não podiam olhar a face de Deus e nem serem visitados com cordialidade ao por do sol (I Timóteo 6:16). Mas dentro deles, ainda habitava o Espírito que clamava por Deus. Mesmo que a carne do homem se sobreponha ao seu Espírito, jamais irá calar sua voz. Ele estará lá dentro, desesperado, inquieto e aflito. Daí nasce o vazio interior, a busca desenfreada por prazeres passageiros, a ausência completa de paz...  O homem saiu do jardim, mas o Jardim está no homem. Mudou-se a forma, mas a conversa diária com o Criador ainda é necessária... Sem dialogar com Deus e buscar sua orientação, o homem jamais será plenamente feliz... Esta prática é possível, e não se faz necessários agendamentos prévios ou formalidades desnecessárias... Para ela damos o nome de “oração”.

O salmista sabia desta carência, conhecia sua necessidade. -  A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo – Dizia ele. - Quando poderei entrar para apresentar-me a Deus? E então, introspectivo, o poeta conversa consigo mesmo e aconselha: - Por que você está assim tão triste, ó minha alma? Por que está assim tão perturbada dentro de mim? Ponha a sua esperança em Deus! Pois ainda o louvarei; ele é o meu Salvador e o meu Deus.


Entendendo a Oração

Semelhante ao modo como o Senhor descia até Adão para instruí-lo e se dar a conhecer Moisés se destaca como um homem de comunhão e de oração. A oração é a comunicação entre o homem e Deus para que seu propósito seja conhecido e cumprido na Terra.Para entender o princípio da oração, é necessário compreender a mente e o propósito do próprio Criador. Orar é dar a Deus uma permissão legal para interferir nos assuntos terrenais. A quem Deus deu a Terra para governar? Ao homem. E qual é o desejo de Deus? Que Seu Reino baixe até a Terra e influencie todos os seres humanos (Mateus 6:10). A oração não é uma opção para a humanidade, mas sim, uma necessidade. Se não oramos. O céu não poderá interferir nos assuntos aqui da Terra. Cada um de nós tem a responsabilidade de tornar-se um canal da influência celestial no mundo em que habitamos. O céu depende de cada um de nós para mover-se, e a Terra também. Se não oramos, o céu não se move e, se não se move, a Terra não alcançará sucesso.Deus não fez nada na Terra sem a cooperação de pessoas (Mateus 18:18). Toda ação tomada por Deus no reino terreno requereu o envolvimento do ser humano. Para resgatar a humanidade do dilúvio, Ele necessitou de Noé; para criar uma nação. Ele necessitou de Abraão; para livrar Israel do cativeiro, Ele necessitou de Moisés para derrotar Jericó, Ele necessitou de Josué; para a preservação dos hebreus, Ele necessitou de Ester; para a salvação da humanidade, foi necessário Ele se tornar homem.

Não é fácil orar. Não há plateias, é um exercício solitário e sem resposta prévia. Uma tarefa que exige paciência, aplicação, fé e muita dedicação. Qualquer outra atividade na igreja é mais fácil de realizar que a oração. Pelo reduzido número de pessoas que assistem as reuniões de oração, podemos medir qual o percentual de cristãos que realmente creem na efetividade da oração. Duas coisas precisamos aprender sobre a oração: a primeira é que devemos orar de acordo com os princípios estabelecidos em Sua Palavra; a segunda, é que a oração não é só uma atividade, um ritual ou uma obrigação. É uma comunhão e uma comunicação que toca o coração de Deus. É simples! Ele tem os projetos e sabe como dar certo e, nós, como estamos interessados em realizá-lo reunimo-nos com Ele, para que possa nos instruir a fazer segundo o Seu projeto e desenho original.

O fracasso de muitos cristãos acontece pelo fato de exercerem uma fé sem o auxílio de uma revelação. A fé sempre vai ultrapassar os limites da razão, porque ela nos faz ver o invisível para materializá-lo, mas, para ter certeza de realizar o que não se vê, é preciso estar convencido de uma verdade além do visível. É até possível se construir um prédio sem planta, mas o resultado será prejuízos, reparos, aborrecimentos e até desmoronamento. No entanto a oração revela como, quando e o método menos cansativo e mais eficaz.


Requisitos para a Oração

A oração pode ser interpretada como uma ligação poderosa entre céus e terra, quando o homem tem acesso as dimensões celestiais para espiritualmente estar frente a frente com Deus. Mais do que uma simples conversa motivada por interesses e pedidos, precisamos entender que a oração é antes de tudo um hino de um agradecimento, uma manifestação de reconhecimento e um ato de louvor. A Bíblia faz inúmeras referências quanto a esta prática, como em Levítico 26:40-45, I Samuel 7:5 I, Reis 18:41-46, II Crônicas 33:13, Jeremias 29:7, Jeremias 33:3, Mateus 5:44, Mateus 6:5-8, Lucas 1:13; 6:12, Atos 1:14, Atos 16:25, Romanos 10:1, II Coríntios 12:7-10, Efésios 1:16, Filipenses 1:19 e Tiago 5:14-1. Muitos também são os exemplos de homens e mulheres de Deus que oraram em situações diversas por causas variadas. Moisés orou de forma intercessora pelo povo (Êxodo 32:31-32), Ana orou pedindo um filho (I Samuel 1: 4-18), Davi orou para confessar seu pecado (Salmo 51), Salomão orou dedicando o templo ao Senhor(I Reis 8:22 a 53), Elias orou por avivamento (I Reis 18:36-37), Eliseu orou por intervenção disciplinar, (II Reis 6:17), Josafá orou num momento de crise (II Crônicas 20:5-12), os discípulos oraram por socorro (Mateus 8:25) e Jesus orou por nós (João 17). Orar não é virtude, é opção.... Não é um dever, mas sim um privilégio. Não podemos alegar falta de oração em nossas vidas por não termos o dom de orar, pois a oração é uma questão de prática, de escolha, de querer fazer. Não existe na Terra, um único ser humano que esteja privado ou proibido de falar com Deus. Por mais miserável e pecador que seja o homem, o Senhor está solicito aguardando sua iniciativa para iniciar um diálogo sincero e genuíno. A oração, porém, precisa ser espontânea, gerada num coração quebrantado, desarmado de vaidades e convenções. Oração não é ladainha, verborragia ou tolas repetições, mas sim um momento único para PAI e filho se olharem nos olhos através da fé. A posição que oramos pouco importa... Ezequias orou deitado e Jonas em posição fetal. O que realmente se torna relevante é a nossa intenção e propósito.

Em Mateus 6:9-13, Jesus ensina aos seus seguidores alguns elementos básicos da oração. Primeiro ele instrui seus discípulos o valor da honestidade no momento da prece, é que repetições tolas não comovem o coração de Deus. Então, com o didatismo de um grande Mestre, Jesus realiza uma oração modelo, nos ensinado como proceder em momento tão solene:

“Pai nosso que estais no céu” (reconheça a autoridade de Deus), “santificado seja vosso nome” (reconheça a santidade de Deus, e a respeite), venha a nós o vosso Reino (reconheça o domínio de Deus sobre tudo e todos), “seja feita a vossa vontade” (reconheça a sabedoria de Deus e aceite seus desígnios), “assim na terra como no céu” (reconheça a onipresença de Deus e sinta-se abraçado por Ele). “O pão nosso de cada dia nos dai hoje” (aceite o fato que a provisão do Senhor é diária e confie plenamente no seu sustento), perdoai-as nossas ofensas (confesse seus pecados e sinta-se perdoado), “assim como perdoamos quem nos tem ofendido” (não leve mágoas para o momento da oração, só é possível se aproximar de Deus com coração puro). “Não nos deixe cair em tentação” (aceite suas limitações e fraquezas, e deixe que o poder de Deus se aperfeiçoe nelas), “mas livrai-nos do mal” (confesse que há batalhas que são grandes demais para você, e as entregue a Deus). “Pois teu é o Reino, o Poder e Glória para todo sempre” (jamais deixe passar a oportunidade de expressar louvor e gratidão pelo que o Senhor já fez em sua vida... as demais coisas virão ao seu tempo.)


Moisés, um homem de oração

Existem pessoas que marcaram tanto que, mesmo após sua partida, eles se fazem tão presentes como quando habitavam entre nós. Gerações passaram, mas ainda são lembradas por seus feitos e virtudes. Moisés pertence a essa galeria e se destaca como um homem capaz de acessar o coração de Deus.Moisés era o típico sacerdote. Ele consultava a Deus para pedir instruções em como administrar os problemas do povoe como instruí-los. Por outro lado, Deus lhe revela a Sua vontade transmitida em Seus mandamentos, estatutos e juízos. Tomando por base a narrativa descrita em Deuteronômio 9, vemo-lo discorrendo sobre o descontentamento e a ira do Senhor em relação a Israel e Arão. Este foi o caso do bezerro de ouro enquanto Moisés estava em Horebe. Moisés esteve humilhado com o rosto no chão num outro prolongado jejum para que Ele não os destruísse. Ele não ficou apenas orando; ao tomar ciência dos fatos, ele agiu, destruindo o bezerro que eles fizeram. Em seguida, Moisés permaneceu humilhado para mudar a sentença divina até que o SENHOR lhe trouxesse uma resposta. Ele não desistiu do povo e Deus ouviu sua oração.O Senhor pede permissão a Moisés para exterminar o povo (Êxodo 32:10), mas Moisés suplica de tal forma que convence ao Senhor a reverter seus planos (Êxodo 32:11-14). Muito de descer o monte, Moisés já sabia o que estava acontecendo lá embaixo, porque o Senhor lhe havia revelado. Esse é o segredo da oração. Conhecer o que nos envolve e jamais ser pego de surpresa em situações.

Conhecer a vontade soberana de Deus é uma preciosa chave para uma oração eficaz. Não se pode buscar a Deus e orar desrespeitando a soberania divina. Moisés orava a Deus sabendo esse importante princípio. Quando ele orou e disse: “risca-me, peço-te do livro que escreveste”, embora fosse ousado, o SENHOR não o ouviu (Deuteronômio 32:33). Muitas orações são ignoradas, porque elas são simplesmente absurdas. Não basta apenas falar: “Senhor, seja feito conforme a Tua vontade”, é necessário conhecer essa vontade e a Bíblia traça tanto o alcance quanto o limite de uma petição.

Orar é falar com Deus, mas não significa passividade. A oração pode ser definida como um discurso seguido de ação. Observamos que Moisés não somente orou para que a transgressão de Israel fosse perdoada, ele imediatamente procurou eliminar o produto de suas transgressões. Ele desceu do monte já sabendo o que causava tão grande tristeza no coração de Deus. É isso que a intimidade com o Senhor produz. Quando oramos a Deus e o Espírito Santo nos revela algo a fazer, devemos rapidamente corrigir esse ponto negativo, retirando-o de nossas vidas. Às vezes, é alguma forma idólatra que ainda age em nosso coração. Em outros casos, pode ser uma liberação do perdão ou a reparação alheia de algum dano.Outro grande exemplo foi quando Moisés estava orando por causa da rebelião do povo e se iniciou imediatamente uma praga. Então, Moisés ordenou Arão ir logo à presença do SENHOR com incensário aceso e, com isso, conseguiu reverter a praga. Porém, já haviam morrido 14.700 pessoas. Se Arão não fosse diligente, com certeza, o pior teria acontecido.


Moisés e a presença de Deus

A vida de Moisés já começou de forma sobrenatural quando foi salvo e cuidado milagrosamente. Moisés cresceu entre os sábios, mas aquele dia na sarça ardente lhe mostrou com quem estava a verdadeira ciência. Desde então, seu anelo por deus se tornou o seu prazer. Para Ele, a presença de Deus era como sua respiração.O Senhor aparecia com frequência a Moisés para dar-lhe instruções e direção para prosseguir. A cada dia, ele foi se tornando mais íntimo e mais acessível à presença do Senhor, mas isso não preenchia seu coração e ele ousou querer mais de Deus. Ao chegar a Horebe, seu pedido foi: “Rogo-te que me mostres a tua glória” (Êxodo 33:18). Moisés revela a Deus a expressão de uma necessidade que simplesmente tinha que ser preenchida. Jamais observaremos na história de Moisés ele pedir algo material. Jamais! E a resposta de deus foi tremenda. “...Homem nenhum verá a minha face, e viverá (Êxodo 33:20). O que Moisés pediu era grande demais. Mesmo assim, o Senhor o protegeu para que não fosse consumido por sua glória e lhe prometeu realizar terríveis maravilhas no meio de seu povo (Êxodo 34:10). Porém, ao descer do monte, Moisés estava impregnado pela glória do Senhor (Êxodo 34:29-30).Durante quarenta dias, Moisés não comeu nem bebeu enquanto esteve diante do Senhor (Êxodo 34:28). A presença de Deus invisível era visível sobre o rosto de Moisés, o que prova que estar com Deus não somente produz mudanças em nossas vidas, como também na vida daqueles que nos veem. Moisés não precisou fazer movimento algum, em vez de aparecer, ele teve que cobrir o rosto. O que estava sobre ele era a glória de Deus e não a dele mesmo.

O bezerro de ouro trouxe graves consequências ao povo israelita. Deus se recusou caminhar com o povo, mas, por misericórdia designou um anjo para acompanha-los. Moisés vai até o Senhor e lhe faz uma súplica com um ousado pedido (Êxodo 33:15).  Moisés estava convencido de que, sem a presença de Deus em sua vida, ser-lhe-ia inútil se empenhar por qualquer coisa. Moisés não queria um anjo e aproveitou seu acesso a Deus para reivindicar Sua presença. E o Senhor assim respondeu à sua ousada declaração: “...A minha presença irá contigo, e eu te darei descanso” (Êxodo 33:14). Que promessa incrível! Em hebraico, a palavra descanso significa: “um repouso confortável, tranquilo”. Deus estava dizendo: “Não importa que tipo de inimigos ou das lutas que tenha de enfrentar, você sempre poderá encontrar descanso tranquilo em mim! ”

Embora a Bíblia descreva Abraão como o amigo de Deus, Moisés é apresentado como o único homem a quem o Senhor falou cara a cara. Maior que as vitórias, milagres ou até mesmo maravilhas acontecidas na vida de Moisés, está a sua estreita relação de amizade para com Deus. Essa relação foi a mola propulsora de tudo o que realizou. Moisés se manteve amigo e mesmo o fato de não ter entrado na Terra Prometida o tornou indigno ou maculou sua amizade com o Criador. Muitas coisas lhe foram reveladas através de seu contato direto. O tabernáculo de Êxodo 25 é uma prova de que Deus pode nos dar a planta de toda obra que devemos realizar e ainda os auxiliadores que irão construir ao nosso lado. A presença de Deus é a única segurança que temos para seguir adiante sem falhar.Todos nós quando morremos deixaremos alguma coisa registrada para alguém. Moisés também deixou e a Bíblia registra assim: “E nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés, a quem o SENHOR conhecera face a face; nem semelhante em todos os sinais e maravilhas, que o SENHOR o enviou para fazer na terra do Egito, a Faraó, e a todos os seus servos, e a toda a sua terra. E em toda a mão forte, e em todo o grande espanto, que praticou Moisés aos olhos de todo o Israel” (Deuteronômio 34:10-12).


O Poder da Oração

Em meados do Século XV, a Reforma Protestante se espalhava pela Europa como se levada pelo vento. Na Inglaterra medieval, subia ao trono a primeira rainha bretã a professar o protestantismo: Elizabeth. Muito próximo dali uma inimiga íntima destilava veneno contra a jovem monarca. Seu nome era Maria Stuart, rainha da Escócia. O Reino Unido não estava tão “unido assim”, e fervilhava em plena evolução. Maria Stuart era uma opositora ferrenha ao protestantismo e travava uma guerra civil contra John Knox, o pai da reforma protestante escocesa. Segundo seus biógrafos, Knox orava incansavelmente pedindo ao Senhor que lhe desse a Escócia, caso contrário, ele morreria de tristeza pelas almas não salvas. Maria não aceitava o avanço do protestantismo pela pelo seu país, e não tolerava o fato da Inglaterra ser governada por uma “herege”. Ameaças e insinuações se tornaram constantes, a tensão cada vez mais latente.... Então, a jovem e inexperiente rainha Elizabeth foi questionada se temia um ataque liderado pela rainha escocesa. Então, Elizabeth surpreendeu a todos com a resposta que se tornaria uma das mais celebres frases da história: “Não tenho medo da armada escocesa... Só dá oração de John Knox. ” Sábias foram as palavras ditas por esta mulher brilhante, que compreendia o poder da oração feita por um servo de Deus... A Bíblia não deixa dúvidas quando afirma categoricamente em Tiago 5:16 que a oração de um justo é poderosa e eficaz, e pode muito em seus efeitos.

A oração é o único elemento produzido na Terra que consegue a proeza de atravessar por entre as potestades e legiões celestiais, e literalmente, rasgar os céus. E ali, onde reina pureza e perfeição, as orações realizadas pelos Servos de Deus, são recebidas com júbilo e alegria, pois tem a capacidade incompreendida de perfumar o próprio paraíso. João testemunhou em loco esta realidade, e a descreveu em suas revelações: E, havendo tomado o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo todos eles harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos (Apocalipse 5:8). Um pouco mais a frente, João se aproxima do Trono do próprio Deus, e avista diante dele um Altar de ouro. Então um anjo imponente e deslumbrante chega trazendo em sua mãe um incensário de ouro, tendo em seu interior uma grande quantidade de incenso, que será usado para manter as chamas do altar acessas. Entretanto, para que tal “combustão” aconteça, primeiro é necessário agregar um novo componente a esta mistura: e foi-lhe dado muito incenso, para o pôr com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante do trono. E a fumaça do incenso subiu com as orações dos santos desde a mão do anjo até diante de Deus (Apocalipse 8:3-4).

Que linda revelação... São as nossas orações que mantem acessa a chama do Altar que está diante do Trono de Deus. Pode haver privilégio maior? Nenhuma arma fere Deus, nenhuma tecnologia consegue alcança-lo, nenhum exército pode confrontá-lo... Mesmo assim, sua mais singela oração tem o poder de fazê-lo se levantar de seu Trono, para simplesmente sentir o cheiro suave que emana de suas preces... E o que vem a seguir é colossal: Fogo, trovões, relâmpagos e terremotos (Apocalipse 8:5).

E se não bastasse tamanho poder, a oração ainda tem a capacidade ímpar de comover o coração de Deus em nosso favor, fazendo-o mover suas mãos em nosso auxilio, bradando dos céus em nosso socorro, pois “todo o que pede, recebe; e quem busca, acha; e ao que bate, a porta se abre” (Mateus 7:8). 



Assim como Moisés, venha aprender na escola de Deus para ser líder e profeta, participando neste domingo, (17/05/2015),  da Escola Bíblica Dominical.

Material Base:
Revista Jovens e Adultos nº 95  - Editora Betel
Moisés - Lição 07
Comentarista: Pr. Belchior Martins da Costa

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Pb. Miquéias Daniel Gomes


quarta-feira, 13 de maio de 2015

Quarta Forte com Missº João Carlos


A Quarta Forte deste dia 13/05/2015, nos trouxe uma grata surpresa com a honrosa presença do Missº João Carlos, homem de Deus com uma vasta experiência missionária, que traz em sua bagagem ministerial trabalhos evangelísticos em tribos indígenas no Paraguai e grupos guerrilheiros da Bolívia. Hoje, ele lidera um projeto missionário chamado “Desperta, oh crente! ”, com atuação em toda a nossa região.

Estes já seriam fatos mais que suficientes para que nosso coração se regozijasse com a visita de nosso irmão, mas Deus tem propósitos mais elevados que nossos pensamentos. Quando o missionário tomou o microfone em suas mãos, abriu sua Bíblia em Lucas 18, e começou uma belíssima ministração sobre “o dever de orar sempre e nunca desfalecer”...

O homem de Deus explicou que os evangelhos foram escritos para pessoas carentes de edificação espiritual. Marcos escreveu aos crentes perseguidos em Roma e Lucas elaborou um minucioso estudo para edificar a fé de seu amigo helenista Teófilo. E é exatamente ele, o médico amado, que nos revela uma cena intimista entre Jesus e seus discípulos. Amantes das palavras ditas por seu mestre, aquele grupo de homens pede ao Senhor que lhes conte uma história. Jesus prontamente os atende, mas a parábola contada não será exatamente o que gostariam de ouvir. Muitas vezes, antes de sairmos de nossas casas para cooperar em uma reunião espiritual, pedimos ao Senhor que fale conosco através da mensagem e dos louvores, mas somos tendenciosos a “escolher” o que queremos ouvir. Por sua misericórdia, Deus sempre está disposto a acalentar nosso coração, mas as vezes, Ele espera que nós tenhamos algo a oferecer. Foi isso que Jesus quis ensinar aos seus discípulos, dizendo que o crente não pode ser feito de cristal, frágil e quebradiço. Pelo contrário, ele precisa se mostrar forte, estar forte e ser forte, capaz de suplantar os obstáculos que surgem a sua frente, por maiores que sejam.

Deus conta com crentes destemidos, corajosos e perseverantes, que não se conformem com o mundo, que orem incessantemente, que amem as almas com amor profundo e lute incansavelmente para arranca-las das mãos de Satanás. É preciso pedir menos e entregar mais... É preciso agradar mais a Deus que aos homens, e isso acontece quando vidas se rendem ao Senhor, e somos nós que temos a incumbência de busca-las.


Filme: Redenção

Este é mais um daqueles filmes obrigatórios para quem sente a necessidade de sair da zona de conforto e fazer algo para mudar o mundo. O longa metragem “REDENÇÃO” (Machine Gun Preacher), é dirigido por Marc Foster e estrelado por Gerard Butler. Conta a história verídica de Sam Childers (brilhantemente interpretado por Butler), que deixou o mundo das drogas e abraçou uma cruzada para resgatar crianças das mãos de líderes guerrilheiros nas zonas de guerra mais perigosas da África. Daí vem sua famosa alcunha, representada no nome original do filme: Pastor Metralhadora.
As primeiras cenas de “Redenção” são bem impactantes e mostram um massacre em um povoado na África, com muitos gritos, mortes e tristeza (tirem as crianças da sala). Já nos EUA, um bandido viciado em bebidas e drogas vive em meio a prisões e ao desalento cada vez maior de sua família. Com ótima atuação, o ator escocês consegue mostrar a série de dificuldades e dilemas pelos quais Childers passa quando visita à África, inicialmente apenas para um trabalho voluntário, e decide tomar a luta daquela região como sua. Mesmo sendo algo “tão distante” da realidade de onde vive. Chocado com o sofrimento das pessoas no Sudão, resolve construir um orfanato em uma das áreas mais perigosas de lá –e acaba virando uma espécie de “salvador branco”. Tudo isso também mexe com a relação que tem com sua mulher e sua filha, e será necessário muito cuidado – e paciência – para conciliar as coisas. A esperança é a maior arma de todas!



terça-feira, 12 de maio de 2015

Biografia: William Carey




Filho de Edmond e Elizabeth Carey, William Carey nasceu em uma humilde cabana em agosto de 1761, na pequena vila de Paulerspury, em Northamptonshire, na Inglaterra. Filho mais velho dos cinco, já morando na cidade de Piddington, aos 14 anos, William aprendeu a arte de sapateiro. Foi o primeiro missionário protestante da Inglaterra. Terminou sua vida dedicada a Deus como professor de sânscrito, pashto, bengali e marathi no Colégio Fort William de Calcutá (Índia). Calcula-se que Carey traduziu a Bíblia para idiomas que são falados por 30% da humanidade: hoje cerca de 2 bilhões de habitantes.

Apesar de nascer em um lar anglicano, sua primeira identificação com a fé genuína, foi através de seu companheiro de trabalho, John Warr, ex-anglicano. Como disse seu biógrafo George Smith, famoso membro do Conselho da Sociedade Geográfica Escocesa e autor de vários livros: “William Carey…nascido no meio de uma região obscura da Inglaterra…numa cidade esquecida…tinha tudo para ter o clássico destino do trabalhador inglês daquela época: 5 centavos de pagamento por semana de trabalho e a velhice no asilo de pobres e na doença depois de velho”. Mas por que esse prestigiado cientista resolveu escrever sobrem um humilde sapateiro que havia estudado não mais que alguns poucos anos numa escola pública?

Carey pegou uma doença quando criança e por isso não conseguia trabalhar como agricultor, pois o sol lhe fazia muito mal. Mesmo assim, durante dois anos ele trabalhou no campo de dia e de noite seu pai testemunhava a dor terrível que seu filho sentia na pele, passando as noites em agonia. Então, quando Carey tinha 14 anos de idade, o seu pai resolveu que seria melhor que ele aprendesse o ofício de sapateiro. Sobre seu oficio, o biógrafo de William Carey escreveu: “Como Annianus, um pobre sapateiro desprezado pelo mundo, mas grande aos olhos de Deus, que honrou a igreja e se tornou o famoso bispo da cidade de Comana (perto da atual cidade de Guksun, Turquia) um missionário e mártir. Como os dois irmãos missionários Crispin da cidade de Soissons (França), como Hans Sachs o sapateiro de Nurembergue e amigo de Lutero e aquele outro sapateiro alemão, Boehme, cuja teosofia explicada por William Law se tornou o elo da corrente que influenciou John Wesley e Whitefield, Samuel Johnson e Coleridge…e também foi o elo que levou William Carey para Cristo! ”.

Em 1779, aos 18 anos, nasceu de novo, quando ainda estava identificado com a igreja oficial da Inglaterra, e uniu-se a uma pequena igreja batista. Logo começou a se preparar para pregar. Saturou-se de conhecimentos tornando-se poliglota, dominando o latim, grego, hebraico, italiano, francês e holandês, além de diversas ciências. Assim, aos poucos, entendeu que o mundo era bem maior do que as Ilhas Britânicas e sentiu, como todo o crente verdadeiro deve sentir, a perdição de uma humanidade sem um Salvador. Sua mãe escreveu para uma amiga: “Eu frequentemente acordava de madrugada com o som da sua voz (de William Carey) estudando, tão dedicado que ele sempre foi desde criança para adquirir conhecimento. O que ele começava a fazer, sempre terminava; nenhum obstáculo parecia desencorajar sua mente”. E ele era um garoto sociável também. Sua irmã Mary (carinhosamente chamada de Polly), escreveu: “Ele era um dos mais ativos nas brincadeiras da escola (pública) e seus colegas o adoravam”.

Em junho de 1781, casou-se com a jovem Dorothy Placket, da qual teve cinco filhos. No ano de 1775, foi atingido pelo avivamento trazido pelas mensagens de John Wesley e George Whitefield. Apesar de ter sido batizado quando criança, William Carey sentiu a necessidade de confessar sua fé publicamente. Sendo assim, foi batizado nas águas no dia 5 de outubro de 1783, pelo pastor John Ryland. Em 1787, foi consagrado e começou a pregar sobre a necessidade missionária no mundo, e não só na Inglaterra. Como os membros de sua congregação eram pobres, Carey teve por necessidade continuar trabalhando para ganhar o seu sustento. Carey trabalhou como sapateiro 12 anos de sua vida (até os 28 anos de idade), e tinha que andar 13 quilômetros só de ida até a cidade de Northampton carregando seus sapatos para vendê-los. E mais: ele ainda encontrava tempo para cuidar do jardim da casa de sua mãe, e todos na cidade diziam que ficou sendo o mais bonito jardim da região. William Carey deveria estar muito fatigado. Mesmo assim, alguns anos mais tarde, quando William Carey era pastor na cidade de Moulton, produzia seus sapatos de noite, dava aulas na escola da cidade de Moulton de dia e nos fins de semana pregava na igreja local.

Na sua pequena oficina de sapateiro, Carey pendurou um mapa mundial feito pelas suas próprias mãos. Neste mapa, ele incluíra todas as informações disponíveis: população, flora, fauna, características dos indígenas, etc. Enquanto trabalhava, olhava para ele, orava, sonhava e agia! Foi assim que sentiu mais e mais a chamada de Deus em sua vida. A denominação que Carey pertencia achava-se em grande decadência espiritual. Quando quis introduzir o assunto de missões numa sessão de ministros, foi repreendido pelo venerável presidente John Ryland, que lhe disse: “Jovem assente-se. Quando Deus resolver converter os pagãos, fá-lo-á sem a sua e a minha ajuda. ” Carey continuou a sua propaganda pró-missões estrangeiras, e tomando Isaías 54.2 como texto, pregava sobre o tema: “Esperai grandes coisas de Deus; praticai proezas para Deus. ”

O resultado foi que um grupo de doze pastores batistas, reunidos na casa da Ir. Wallis, formaram a Sociedade Missionária Batista, no dia 2 de outubro de 1792. Carey se ofereceu para ser o primeiro missionário. Através do testemunho do Dr. Thomas, um missionário e médico que trabalhou por vários anos em Bengala (Bangladesh), na Índia, William Carey recebeu confirmação de sua chamada no dia 10 de janeiro de 1793. Apesar de Carey ter certeza de sua chamada, sua esposa recusou deixar a Inglaterra. Isto muito doeu em seu coração. Foi decidido, no entanto, que seu filho mais velho, Felix, o acompanharia à Índia. Além deste fator, outro problema que parecia insolúvel, era a proibição de qualquer missionário na Índia. Sob tais circunstâncias era inútil pedir licença para entrar, mas mesmo assim, conseguiram embarcar sem o documento no dia 4 de abril de 1793. Ao esperar na ilha de Wight por outro navio que os levaria à Índia, o comandante recusou levá-los sem a permissão necessária. Com lágrimas nos olhos e o coração apertado, William Carey, viu o navio partir e ele ficar. Sua jornada missionária para Índia parecia terminar ali. Porém, Deus tinha todas as coisas sobre controle.

Ao regressar à Londres, a sociedade missionária conseguiu granjear dinheiro e comprar as passagens em um navio dinamarquês. Uma vez mais, Carey rogou à sua esposa que o acompanhasse. Ela ainda persistia na recusa e ao despedir-se pela segunda vez disse: -  “Se eu possuísse o mundo inteiro, daria alegremente tudo pelo privilégio de levar-te e os nossos filhos comigo; mas o sentido do meu dever com Deus sobrepuja todas as outras considerações. Não posso voltar para trás sem incorrer em culpa a minha alma. ” Ao se preparar para partir, um dos seus amigos e companheiros de viagem conversou com Dorothy, esposa de William Carey, e milagrosamente ela decidiu acompanhá-lo. Que alegria não foi para ele ver sua esposa e filhos com as malas prontas a lhe acompanhar. Agora ele compreendia a razão de que Deus não tinha permitido que ele viajasse no primeiro navio. Deus comoveu o coração do comandante do navio que permitiu a toda família viajar sem pagar as passagens. Finalmente, no dia 13 de junho de 1793, a bordo do navio Kron Princesa Maria, William Carey deixou a Inglaterra e nunca mais voltou, partindo para a Índia com sua família, onde, em condições dificílimas e de oposição, trabalhou durante 41 anos. Durante sua viagem, aprendeu suficiente o idioma bengali, e ao desembarcar, já comunicava com o povo. Carey é um exemplo de objetividade: alguns missionários pensam que só aprender o inglês lhe abre as portas do mundo. Mas para alcançar o coração do povo, é necessário falar o idioma do país.

Durante 7 anos, William Carey pregou na Índia no idioma Bengali. Ele tinha traduzido ao bengali todo o Novo Testamento. Ele pregava diariamente. Sete anos de pregação e nenhum convertido. Nenhum batizado..., Mas Carey era teimoso, ele tinha fé, ele acreditava em sua missão. Finalmente, no dia 25 de novembro de1800, um hindu chamado Falhar se ofereceu para o batismo, e depois de batizado, voltou para sua terra natal. William Carey continuou. E no último domingo do ano de 1800, o Sr. Krishna Chandra Pal se ofereceu para o batismo. E logo depois toda sua família se batizou. Eles foram os primeiros cristãos do norte da Índia da história, ao que se sabe. E mais: Chandra Pal tinha 35 anos de idade e depois se tornou o primeiro missionário cristão na cidade de Calcutá e na região de assam. Foi também o primeiro compositor de hinos cristãos no idioma bengali.

O biógrafo de William Carey o chama de “o Wyclif do oriente” tal a importância desse missionário para o cristianismo na Índia, onde também é forte o trabalho missionário de católicos e os resquícios das missões das igrejas orientais em séculos passados. Dois missionários se juntaram à William Carey em 1799: William Ward e Joshua Marshman. Juntos eles fundaram 26 igrejas, 126 escolas com 10.000 alunos, traduziram as Escrituras em 44 línguas, produziram gramáticas e dicionários, organizaram a primeira missão médica na Índia, seminários, escola para meninas, e o jornal na língua Bengali. Além disso, William Carey foi responsável pela erradicação do costume “suttee”, o qual queimava a viúva juntamente com o corpo do finado marido numa fogueira; vários experimentos agriculturais; fundação da Sociedade de Agricultura e Horticultura na Índia em 1820; primeira imprensa, fábrica de papel e motor à vapor na Índia; e a tradução da Bíblia em Sânscrito, Bengali, Marati, Telegu e nos idiomas dos Siques (Sikhs).

Calcula-se que William Carey traduziu a Bíblia para a terça parte dos habitantes do mundo, em números de hoje, cerca de 2 bilhões de pessoas que falam esses idiomas. Alguns missionários, em 1855, ao apresentarem o Evangelho no Afeganistão, acharam que a única versão que esse povo entendia era o Pashto, feita na cidade de Sarampore por Carey. Durante mais de trinta anos, William Carey foi professor de línguas orientais no Colégio de Fort Williams. Fundou, também, o Serampore College para ensinar os obreiros. Sob a sua direção, o colégio prosperou, preenchendo um grande vácuo na evangelização do país. Os seus esforços, inspiraram a fundação de outras missões, dentre elas: a Associação Missionária de Londres, em 1795; a Associação Missionária da Holanda, em 1797; a Associação Missionária Americana, em 1810; e a União Missionária Batista Americana, em 1814.

Na manhã de 9 de junho de 1834, a Índia disse adeus ao grande Pai das Missões, e os Céus disseram bem-vindo a um servo fiel! Carey morreu com 73 anos, respeitado por todo o mundo, como o pai de um grande movimento missionário. Quando chegou à Índia décadas antes, os ingleses negaram-lhe permissão para desembarcar. Ao morrer, porém, o governo mandou içar as bandeiras a meia haste em honra de um herói que fizera mais para a Índia do que todos os generais britânicos. 

Fonte: Loucos de Deus

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Como deve proceder o cônjuge de um líder cristão?

Nos passos de um homem bom sempre estará a marca de uma excelente mulher, e, é claro, em todo tempo ao seu lado (Salmo 128). A mulher é peça fundamental no ministério do marido, por isso, ela é uma dádiva de Deus para ajudá-lo. Ela deve de igual modo, estar consciente de sua responsabilidade nessa missão, pois, como esposa, é parte vital para o sucesso ministerial de seu marido. No cenário atual, porém, onde cada vez mais mulheres assumem posição de destaque na hierarquia eclesiástica, muitos homens têm ficado com a posição de auxiliares ministeriais, mesmo que este tema ainda seja tabu em muitas igrejas. Obviamente, o homem jamais deve deixar de exercer a sua tríplice missão divina dentro do lar, sendo rei, profeta e sacerdote da sua casa, mas isto não impede que muitas esposas galguem degraus elevados em sua igreja. É preciso que haja companheirismo nesta empreitada, e ciência que este ministério (independentemente de quem o exerça), é construído em conjunto, afinal, marido e mulher se fundiram em uma só carne. 

Na primeira carta a Timóteo 3:11, existem três recomendações para o cônjuge de um líder, e sobre elas comentaremos a seguir:

Seja respeitável em tudo: É preciso compreender que a esposa de um líder nem sempre exercerá liderança como ele numa organização (I Timóteo 2:13-15). Em outros casos, existem mulheres que trabalham em igrejas e são notoriamente mais influentes que seus maridos. Primeiro, porque a elas foi concedido o ministério; segundo, porque alguns maridos não possuem vocação ministerial ou ainda não se converteram. Mas há também líderes que têm esposas que somente os acompanha, porém, por se tratar de ser a esposa de um líder cristão, ela deve ser uma mulher respeitável, digna de consideração, venerável como a Bíblia diz: “a esposa respeite o marido” (Efésios 5:33), é dessa forma que ela alcançará respeitabilidade em seu lar e igreja. Respeitável significa: “que se dá ao respeito - não dada a falatórios”. A esposa prudente é o Senhor quem Dá, assim diz as Escrituras em Provérbios 19:14. Assim como convém ao marido o bom testemunho para com os de dentro e para com os de fora se faz necessário que a esposa seja de igual modo. Enfim, uma mulher deve ser respeitável em todas as suas relações, principalmente, em relação ao seu marido, e vice versa. É vergonhoso para o cônjuge ser constrangido por causa de falta de sabedoria e prudência por parte do outro. É louvável a unicidade de um casal a luz da Bíblia que andam e falam a mesma língua, que entenderam bem que agora ambos se tornaram uma só carne para a Glória de Deus (Gêneses 2:24).

Cuidado com o falar: O termo utilizado pelo apóstolo neste aconselhamento é “maldizer”. Ora, maldizente é aquela pessoa que fala mal dos outros e que se ocupa em fazer fofocas (II Timóteo 3:13). A expressão grega usada por Paulo nesse texto é uma advertência para que as esposas não tenham esse adjetivo “me diabolous”, que pode ser traduzida por “não caluniadoras”. Isto é, que não atribuam falsamente a alguém determinada coisa. Nesse caso, a vítima passa a ter sua imagem desfigurada e sua reputação comprometida até que se descubra a verdade, que mesmo após ser dita, não será suficiente para reparar os danos causados por uma semente tão maligna. E preciso muito cuidado, pois quando essa “fofoca” parte dos lábios da esposa de um líder, a liderança fica minada e prestes a desmoronar-se. Tiago diz em sua carta que a língua é um órgão incapaz de se domar, é mal incontida, carregada de veneno mortífero; e que da mesma boca procede à benção e maldição (Tiago 3:8-10). E esta língua flamejante não é exclusividade do sexo feminino como muitos erroneamente pensam, pois muitos homens tem se deixado dominar pela própria língua, causando grandes estragos com suas palavras, matando pessoas e ministérios.

Antes de abrir a boca para falar, precisamos realizar uma criteriosa analise, e sé deve ser dito em último caso.

O que vou dizer é verdade?
O que vou dizer será benéfico para alguém?
O que vou dizer precisa ser dito?

Desenvolva Temperança e Fidelidade: Quando se fala de liderança, fala-se de um conjunto. Embora uma mulher não governe completamente com seu esposo, sua harmonia e compreensão para com o ministério de seu marido são imprescindíveis (Efésios 5:22). Uma pessoa pode amar a outra, mas isso não significa que irá acompanhar na mesma visão. Hoje muitos lares estão sofrendo por causa dessa indiferença, pessoas que se casaram com diferentes visões. Os membros de uma igreja não abraçam um líder solitário e mal resolvido sentimentalmente, afinal que espelho seria ele para as famílias? Mesmo tendo um chamado visível, esse será incompleto pela ausência de um cônjuge. Família é a credencial de um líder. Uma esposa egoísta ou imatura não terá muita paciência em esperar seu marido atender as pessoas depois do culto ou das sessões de aconselhamento. Uma mulher egoísta desejará o marido só para ela e não terá prazer de compartilhar as visitas, orações e responsabilidades dele. Uma mulher que não entende uma vocação ministerial não deve servir para futura esposa, pois ela será um estorvo no ministério do marido. A esposa de um líder deve estar disposta a suportar aquilo que chamamos de: “as dores do ministério”, e o mesmo serve aos maridos cujas esposas carregam o peso ministerial sobre seus ombros. Quem dera que essas análises fossem realizadas antes do casamento.

Vale salientar que os mesmos aconselhamentos destinados as esposas são cabíveis os maridos, que uma vez tendo sua mulher em maior posição eclesiástica, devem também corroborar plenamente para o sucesso do ministério de seu cônjuge, afim de que por meio do casal, almas sejam alcançadas pelo Evangelho e o nome de Deus seja honrado na família.


Fonte: EBD

domingo, 10 de maio de 2015

Culto Especial Dia das Mães



Jhonatan Wilson Gomes

Chovia a cântaros na cidade de Estiva Gerbi, quando as primeiras mães começaram a adentrar o templo, muitas delas, já com os cabelos encharcados e o rosto respigado pelas preciosas perolas que se precipitavam do céu.... Talvez fosse um ensaio para as lágrimas que verteriam dos olhos de muitas delas durante a cerimônia que lhes fora preparada... Dia das mães é assim mesmo... evoca sentimentos e lembranças que de alguma forma precisam se exteriorizar... Daí vem o choro emocionado ou o riso nervoso, latente a cada palavra ou gesto que já fora anteriormente (e propositalmente), elaborados para emocionar... Claro que as vezes o inesperado apronta das suas, e aí, até quem é filho entra na dança das lágrimas... Chuvas e lágrimas, coisas que se completam perfeitamente nesta noite tão especial, onde mães revisitaram a infância de filhos já crescidos, ou vislumbraram o amadurecimento de suas pequenas crianças, seja num vídeo melindrosamente engendrado para comover, ou no detalhe "deliciosamente cruel" de ver estampado em cada criança o nome de sua mãe enquanto cantavam com a pureza somente pertinente aos anjos que “quando você chorar, estarei aqui para te abraçar”... Tudo isso me faz nostálgico... Me faz pensar e viajar em lembranças esquecidas, mas nunca perdidas..

Sinto falta de brincar com os anjos, sinto falta da minha pureza. Sinto falta de muitas coisas. Principalmente de ter 8 (e poucos) anos.... Hoje em dia abro álbuns de fotografia guardados na gaveta e me encaro na minha imagem do que um dia fui.... Eu cresci.... Não me lembro de ninguém ter me perguntado se era isso o que eu queria. Em exceção a minha mãe que sempre me aconselhou a aproveitar a meninice: “Tudo em seu tempo, meu filho. Tudo em seu tempo! ”

A única coisa que eu não perdi da infância até aqui foi o colo da minha mãe. Toda vez que estou em apuros é ela o primeiro socorro, o primeiro abraço, o primeiro beijo, a primeira advertência (por que não) e também a última (mãe sempre avisa quando algo dará errado... que sensibilidade é esta?). É no dia das mães que estamos dispostos e cheios de vontade de presentear quem irá para sempre nos amar. Homenageá-la, nem que seja in memoriam, pois, mãe, mora no coração, “ELE” e “ela” estão dentro de você...

Li uma frase que diz: “Mãe, ah! Se por um descuido Deus lhe fizesse eterna”. E eu concordo. Sempre digo para Deus fazer as coisas segundo a vontade dEle, mas se tem algo que eu imploro é que os dias da minha mãe sejam ampliados aqui na Terra... Na verdade, quero orar em nome de todos os filhos, porque aqui nesta igreja eu encontrei muitos irmãos, e muitas mães...

“Senhor, multiplicai os dias destas mulheres em nosso meio. Acompanhe-as em todo riso e em toda lagrima, todo trabalho e toda prece, todo dia e toda noite. Que tua benção cubra de luz a vida destas mães para que, cheias do teu Espírito, elas nos sejam mais presença de ti, que elas nos deixem o legado da sabedoria de viver! ”


Vídeo: Amor de Mãe é para Sempre


Vídeo comemorativo produzido pela secretária eclesiástica em Homenagem ao Dias das Mães 2015.


Para você, mãe!


Cícero Alvernaz

Neste dia, muitos vão falar de você, mãe. Vão cantar, recitar poemas e vão dizer que você é maravilhosa, linda e poderosa.

Neste dia, muitos vão te homenagear, te dar presentes e te abraçar com um sorriso no rosto e um carinho no olhar. Afinal, maio é o mês das mães, e o 2º domingo foi o dia escolhido para esta festa que será toda sua. Você, mãe, com muita justiça, será homenageada neste dia.

Desde criança que eu vejo esta festa e dela muitas vezes já participei. Como filho, eu sempre procurei não apenas homenagear a minha mãe, mas, sobretudo, prestar-lhe obediência reconhecendo a sua autoridade e importância dentro e fora do lar. Já recitei e escrevi poesias para te homenagear, mãe. Já sorri e chorei pensando em você quando estavas distante e eu desejava tanto a sua presença! Sei que você também chorava pensando em mim, muitas vezes escondida no seu quarto. Hoje, você não está mais entre nós, mas a saudade de você se faz presente - e de alguma forma estás presente e és merecedora desta homenagem.

As mães, em geral, são homenageadas neste dia, especialmente no dia 10 de maio. Mas será que todos os filhos sabem realmente o valor de uma mãe? No contexto da vida, nos momentos de alegria, de dor e de tristeza a mãe consegue mudar a ordem natural das coisas e sempre encontra uma forma de resolver ou amenizar o problema simplesmente porque Deus lhe deu esta capacidade. Isto é indiscutível e pode ser comprovado por todos os filhos. Mas será que todos os filhos sabem realmente o valor de uma mãe? Tenho certeza que não.

A gente sempre procura palavras para homenagear uma mãe. Ela, porém, está acima das palavras que comumente usamos, e por mais que seja rico o nosso vocabulário ele está muito aquém da grandeza da pessoa homenageada. Por isto, entendo que o mais importante é a nossa sinceridade nesta hora tão sublime e tão solene. O carinho acompanhado pelo respeito e consideração; o sentimento de alguém que deve a sua vida e os seus primeiros passos a outro alguém que hoje vê diante de si e pode, de repente, abraçar, beijar e dizer o quanto lhe deve... As palavras soam pequenas e inexpressivas diante deste momento que na vida a todos excede.

Neste dia, muitos vão falar de você, mãe. Porém nem todos serão sinceros e verdadeiros, mas a mãe perdoa e entende a fraqueza do filho. Para a mãe, isto não faz diferença. Seu coração consegue amar a todos, indistintamente. Neste dia, muitos vão te homenagear, te dar presentes e te abraçar - com um sorriso no rosto e um carinho no olhar. Quero que recebas minha homenagem através desta crônica que procura expressar todo o meu carinho e respeito a você neste dia tão especial. Você, mãe, merece ser homenageada sempre. Parabéns pelo seu dia!

sábado, 9 de maio de 2015

Enlace Matrimonial: Luciano e Isabele


Foi com imensa alegria que na noite deste sábado, 09/05/2015, abrimos as portas de nosso templo para receber os familiares e (muitos) amigos do casal Luciano Passareli Gomes e Isabele Cristina Ferreira, que nesta memorável data se uniram pelos laços sagrados do matrimonio.

Foi uma noite de muita emoção, onde os convidados puderam assistir uma celebração esmerada, cuidadosamente planejada em cada detalhe. Por opção do casal, foi realizada uma cerimônia religiosa com efeito civil, o que centralizou toda a emoção do dia num único ambiente. Coube ao Pb. Miquéias Daniel Gomes, secretário eclesiástico desta igreja, realizar o casamento civil nos termos exigidos pela constituição brasileira. Em seguido, nosso pastor regional, Pr. Wilson Gomes, celebrou a cerimônia religiosa, declarando toda sorte de benção sobre os nubentes, conclamando-os a viver uma vida plena em amor e fidelidade, idealizando os seus sonhos em Cristo. O ministro instrui o noivo a exercer com zelo o sacerdócio que lhe passa a ser outorgado, como representando do próprio Deus no seu lar. Já a noiva foi aconselhada à pratica constante da sabedoria que lhe é peculiar, e que segundo a Bíblia é o segredo de uma casa edificada.

Após a troca de alianças, todos os presentes foram convidados a participarem de uma oração especial em prol dos nubentes, e em seguida, “marido” e “mulher” trocaram o primeiro beijo desta nova fase de suas vidas, certos que outros milhares que virão...

Quanto a nós, desejamos as mais ricas bênçãos dos céus sobre esses queridos irmãos, tão jovens e cheios de planos, que decidiram buscar juntos, a realização dos seus maiores sonhos... A jornada será longa e cheia de espinhos, mas vale lembrar que são exatamente os espinhos que garantem maior longevidade para a rosa...  Que as rosas encontradas no caminho sejam a inspiração para uma vida de muita felicidade e amor!

“Não insistas comigo para que te abandones e deixe de seguir-te. Pois aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus! Onde quer que morreres, morrerei eu e aí haverei de ser sepultada; que o SENHOR me castigue como lhe aprouver, se outro motivo que não seja a morte me separar de ti!”

Parabéns Luciano e Belinha! 


sexta-feira, 8 de maio de 2015

A maternidade e o poder de influenciar


As mães têm um relacionamento singular com os filhos, repleto de compreensão, perdão e afeto. Porém, no caso de alguns filhos, uma boa mãe também precisa ser firme, esperando e exigindo o devido respeito.

As mães devem controlar seu ambiente a fim de receber bençãos. Se estiverem ocupadas ou sobrecarregadas demais, não estarão preparadas para isso. Nunca é cedo nem tarde para começar a ministrar aos filhos. Joquebede e Ana são duas mulheres na Bíblia que servem de encorajamento e exemplo.

Essas duas mulheres fieis só ficaram com seus meninos até que fossem desmamados, o que naquela época correspondia a 3 ou 4 anos. Depois disso, Moisés foi enviado para a corte opulenta e imoral do Egito (Êxodo 2:10), e Samuel foi mandado para o treinamento por um sacerdote idoso que não havia sido capaz de educar seus próprios filhos. Porém, tanto Moisés quanto Samuel se tornaram grandes homens de Deus.

A influencia de uma mãe sobre o filho nos seus primeiros anos de vida, pode ser marcante, assim como a influência de Joquebede e Ana certamente teve um papel determinante no sucesso de seus filhos. Ser mãe não é fácil, mas que todas nós possamos ter a sabedoria necessária dada por Deus para que ensinemos nossos filhos no caminho do Senhor.

Que Deus abençoe todas as mamães, e que vocês sejam muito felizes ao lado dos vossos filhos... E se você já não tem a sua mãezinha, sinta-se abraçada por Jesus... E por nós, mamães da Assembleia de Deus em Estiva Gerbi!

Feliz Dia das Mães...