segunda-feira, 6 de julho de 2015

O amor é multiforme?

O apóstolo Paulo, recebeu péssimas notícias relativas a igreja estabelecida na cidade de Corinto. Aparentemente tudo ia bem... O culto era barulhento e cheio da manifestação dos dons espirituais. Aquela, sem dúvida, era a mais carismática congregação de seu tempo.  Porém, bastava um rápido olhar crítico para notar que por de traz de tanta espiritualidade, se escondia uma igreja problemática e a beira da falência espiritual. Facções partidárias pulverizavam a unidade da igreja, causando segregações sociais e ideológicas dentro da congregação, pondo em xeque até mesmo a liderança paulina. A mensagem pregada por um, logo era desmentida por outro, e este desatino começou as extrapolar as paredes do templo, já que muitos irmãos estavam levando suas divergências eclesiásticas para os tribunais seculares. No trato com as pessoas, a balança sempre pendia suave para uma classe específica, enquanto outros eram tratados com maior rigor, mesmo em ofensas menos graves.  Paulo então escreve sua mais ácida e verborrágica epístola: Povo invejoso, rancoroso, encrenqueiro e cheio de mágoas...  Eu queria lhes falar com se fala com crentes espirituais, mas infelizmente não posso fazer isso, pois vocês ainda são carnais... Não homens de Deus... Apenas meninos em Cristo (I Coríntios 3: 1-3).

Em cada verso seguinte, Paulo os instrui a serem complacentes uns para com os outros. Explica que a igreja é de Deus e não de homens, mas que todos têm funções especiais dentro dela, já que a mesma é como um corpo composto de vários membros. Ele orienta aos casais para que se amem e se respeitem, ensina que é preferível ser prejudicado do que levar outro irmão ao litígio, que o culto deve ser realizado com decência e ordem e o exercício dos dons precisa ser praticado em obediência e zelo. Após apontar os principais erros daquela igreja e indicar as ações corretivas para cada desvio ali existente, o apostolo apresenta aos corintos, a solução definitiva para todas as mazelas presentes ou futuras... “Eu vou mostrar a vocês um caminho muito mais excelente” (I Coríntios 12:31)

Ainda que se possa falar todos os idiomas da terra e conhecer a linguagem do céu... Ainda que se possua todos os dons e se tenha fé o suficiente para mover montanhas... Se não houver amor, tudo não passa de um sino fazendo barulho... Mesmo que se doe todo o dinheiro para os pobres, ou que ainda a própria vida seja ofertada por alguém... Se não for por amor... Tudo terá sido feito em vão... O amor é bondoso, gentil, paciente, humilde, complacente, abnegado... Ele não busca interesses próprios, não se ofende, não se irrita, não se envaidece, não faz julgamentos e cria intrigas... Na verdade ele tudo crê, tudo espera e tudo suporta, sem jamais se extinguir... Tudo o que valorizamos hoje, amanhã perderá seu valor... O belo se tornará feio... O que está cheio se esvaziará.... As coisas finitas encontraram seu fim... E as imperfeições desapareceram diante da perfeição divina... Neste dia, quando todos se apresentarem diante de Deus e justificativas humanas já não surtirem efeito, quando as mentiras deixarem de existir, quando as partes se tornarem um todo, quando não houverem mais segredos e mistérios a serem revelados, neste dia, apenas três coisas ainda terão significância: Fé... Esperança... Amor... E dos três, o mais excelente é o Amor!

Diferente da lógica do mundo (I Coríntios 1:27- 28), o amor, um dos princípios do Reino de Deus, norteou todas as decisões e atitudes de Jesus. Sendo Ele nosso Mestre por excelência, aprendemos que esse preceito deve fundamentar nossas ações e decisões em todos os aspectos da nossa vida (Mateus 22:37). Sendo o amor a base, nossa fidelidade só terá valor se estiver embasada nele. É o que estudaremos nessa lição. O amor é uma virtude pura e inspirada por Deus, de entrega, de dedicação, sem a obrigação da reciprocidade. O amor genuíno não exige nada em troca. É dessa forma que somos amados por Deus.  Ah, o amor... Tudo crê, tudo espera, tudo suporta e jamais acaba. O amor é a base de tudo o que é bom, louvável, justo, puro sincero, humilde, virtuoso e agradável, devendo portanto, ser sentido, vivido e trazido a memória constantemente (Filipenses 4:8). Nele se resume e se encerra todos os mandamentos da lei, seja ela divina ou humana; pois uma vez que ele seja exercido em plenitude, extingue-se completamente a necessidade de qualquer outro tipo de parâmetro moral (Mateus 7:34-40).

Existe no KOINÉ (linguagem grega popular usada na redação do Novo Testamento) várias palavras que são traduzidas pelo vocábulo “amor” em textos de língua portuguesa, tais como EROS (amor romântico), PHILOS (amizade ou amor fraternal) e STORGE (amor familiar). Mas quando se trata do amor de Deus, por Deus ou para Deus a palavra usada é ÁGAPE (também traduzida por caridade em versões mais tradicionais da Bíblia). Este é um amor de total entrega, uma doação sem a preocupação de retribuição ou retorno. É o amor na sua forma mais elevada e profunda (João 3:16), pois é altruísta, sacrificial, paciente, benigno, capaz de amar até mesmo os próprios desafetos. Podemos afirmar que tal amor é a base de todo relacionamento perfeito no céu e na terra. Não é sem motivo que o batismo no Espírito Santo é muitas vezes relatado e chamado de batismo de amor, pois é um empuxe que nos impulsiona a um novo relacionamento com Deus e com o próximo.

Do amor saem as vertentes que enobrecem o ser humano: bondade, gentileza, presteza, lealdade, fidelidade, benignidade, honestidade, sinceridade e é claro, a capacidade de perdoar. Aliás, o PERDÃO é um requisito tão essencial ao cristão, que a falta dele se torna um empecilho para o recebimento do próprio perdão divino e consequentemente neutraliza o poder da Graça e compromete completamente nossa salvação (Mateus 6:15). Por outro lado, é impossível perdoar sem primeiro desenvolver o amor e ele só pode ser desenvolvido a partir de uma fonte específica: O amor do próprio Deus.
 
Talvez a vida não te de motivos para amar. Talvez sua igreja, sua família ou o seu cônjuge não te dê motivos para desenvolver o amor, pois você se vê cercado de intrigas, mentiras e quebra de confiança. As pessoas te desprezam, ignoram, perseguem e criticam... Você não tem a obrigação (e nem motivos) para amá-las... Por outro lado, Deus te ama tanto que nem mesmo a profundeza do mar ou as alturas dos céus são suficientes para mensurar tamanho sentimento; e uma vez que somos imergidos neste amor, temos tanto dele em nós que a única forma de não sermos “sufocados” por ele é dá-lo a todos que de alguma forma fazem parte de nossas vidas, mesmo que não haja nenhum merecimento.  Em um de seus textos devocionais, o escritor Max Lucado discorre sobre o amor de Deus agindo em nós: - “Aqueles que deviam ter lhe amado não fizeram. Aqueles que poderiam ter-lhe amado não queriam. Você foi deixado no hospital, abandonado no altar. Deixado com uma cama vazia, deixado com um coração quebrado. Deixado com sua dúvida, “Será que alguém me ama”? Por favor escute a resposta do céu. Enquanto você o observe na cruz, ouça Deus assegurar, “Eu lhe amo”. - Desfrute plenamente do amor de Deus. É ele que proporcionara a você a capacidade de desenvolver um amor genuíno, capaz de sustentar sobre si, toda a estrutura necessária para uma vida de fé e esperança!

domingo, 5 de julho de 2015

Talvez seja corvo... Talvez seja nuvem...

Inspirado na ministração do Pr. Wilson Gomes no Culto da Família realizado em 05/07/2015.

Israel estava vivendo uma era de grande apostasia espiritual, e como reflexo desta desobediência, a nação enfrentou uma seca sem precedentes, ocasionando grande escassez de alimentos.  Foi por uma palavra do profeta Elias que os céus estavam cerrados sobre aquela terra, mas ele mesmo, não estava sendo atingido pela calamidade, já que Deus lhe tinha enviado para uma caverna nas margens do riacho de Querite, onde ele desfrutava de sombra e água fresca.  Se não bastasse estas “regalias”, todos os dias o Senhor enviava um corvo que lhe trazia carne assada em abundância. Assim, Elias se acomodou ao conforto da situação, vivendo única e exclusivamente da provisão de Deus.

Mas um dia, o ribeiro secou, e o corvo deixou de trazer o jantar. Deus então ordenou ao profeta Elias, que fosse até a cidade de Serepta, pois ali, havia uma mulher viúva, e seria ela quem proveria seu sustento nos próximos meses. Elias estava “muito mau (ou seria bem) acostumado”, e logo imaginou que uma senhora da alta classe, abastada e bem-sucedida, seria sua benfeitora.  Mas para sua surpresa, quando ele chega a cidade, as condições não lhe são nada favoráveis. Uma mulher muito pobre, cujo marido estava morto, ajuntava alguns “gravetos”, para com eles, assar um bolo que ela faria com o pouco de azeite e farinha que tinha em casa, dividir o assado com seu filho e depois esperar a morte. Deus diz ao profeta que seria exatamente esta mulher absorvida em miséria que lhe sustentaria, e confiante na palavra de seu Deus, Elias solicita que ela faça sim o bolo, mas que ao invés de comer com seu filho, primeiro ela lhe trouxesse um bocado. A necessidade é irmã da generosidade, e a mulher prontamente se põem a atender a voz do homem de Deus, e se volta em direção a sua casa. Ele separa um “pouco” do “pouco”, prepara o bolo e traz ao profeta. Elias agradece ao gesto abnegado, e então profetiza sobre aquele lar: A farinha da panela nação vai faltar, e o azeite da botija não vai cessar, até que dos céus caia chuva outra vez... 

Deus conhece nosso endereço, e se você obedecer ao seu comando, ele suprirá suas necessidades, seja enviando o corvo, multiplicando farinha e azeite, ou abrindo as janelas do céu e derramando chuva sobre a sua terra...

Pela fé, olhe para os céus... Há um sinal apontando no horizonte... Talvez seja corvo... Talvez seja nuvem... Certamente é o Senhor entrando em provisão...



Começos e Recomeços


Domingo, 05/07/2015, manhã fria em Estiva Gerbi SP, convidativa para ficar um pouquinho mais na cama quentinha. Porém, se a obra de Deus nos chama a ação, então nós vamos!

E foi assim que os obreiros da igreja se reuniram para uma verdadeira reciclagem, onde puderam deixar de lado as diversas atividades que desempenham no dia a dia para ouvirem um aconselhamento pastoral sobre o perfil de um obreiro comprometido com a identidade centenária de nossa igreja. Também foi uma oportunidade de ouro para trocar experiências, aprender com os erros e acertos de outros, rever conceitos e se alinhar numa única visão, para buscar o crescimento do Reino de Deus em nossa cidade. Assim, nosso pastor regional, Pr. Wilson Gomes, conclamou a todos para exercer um ministério de ousadia, fervor e obediência, trazendo à pauta as palavras de Paulo registrada em II Coríntios 10:1-6:

“Vos rogo, pela mansidão e benignidade de Cristo, eu que, na verdade, quando presente entre vós, sou humilde, mas ausente, ousado para convosco; rogo-vos, pois, que, quando estiver presente, não me veja obrigado a usar com confiança da ousadia que espero ter com alguns, que nos julgam, como se andássemos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas; destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo; e estando prontos para vingar toda a desobediência, quando for cumprida a vossa obediência."

E se obreiros experientes precisam sim se assentar para aprender, quem dirá os jovens e promissores talentos ministeriais da igreja. Para atender esta demanda e visando a expansão do evangelho entre as faixas etárias mais baixas, a REDE JOVEM iniciou neste domingo os trabalhos da ESCOLA BÍBLICA ITINERANTE, que leva ensino de qualidade aos nossos jovens dentro de suas próprias casas. A cada domingo, uma residência nova abre suas portas para receber os jovens da igreja, e ali, no calor que só existe no seio de uma família, compartilhar da palavra do Senhor e estreitar os laços que nos faz irmãos...

Uns começam, outros recomeçam, todos aprendem e o Reino de Deus se fortalece em Estiva Gerbi! Parabéns a todos!


sábado, 4 de julho de 2015

Culto de Missões com Pr. José Roberto de Paula



Bem-Hadade, rei da Síria, não podendo atacar diretamente Israel em decorrência das intervenções do profeta Elizeu, decidiu mudar sua estratégia, e montou um cerco á Samaria, capital do império. Os dias se passaram, e sem ter como entrar ou sair da cidade, seus moradores foram completamente privados de alimentos, e com isso, uma grande fome se abateu sobre os samaritanos. Porém, no momento de maior desespero, o profeta do Senhor se levanta com uma palavra de esperança: - Amanhã, haverá comida em abundância!
 
Enquanto alguns duvidaram desta palavra (como o capitão da guarda), outros se agarraram nela com todo fervor, com destaque para quatro leprosos. Eles tomaram a ousada decisão de ir até o acampamento dos sírios, pois na atual circunstância, estariam condenados a morte de qualquer maneira. Lá, no meio dos inimigos, pelo menos havia esperança de morrer alimentado.
 
Atitude:
 
Aquela decisão arrojada estava de acordo com a vontade de Deus. Eles tinham uma única possibilidade de vida e decidiram se agarrar nela. Se havia apenas 1% de chance daquele plano dar certo, então eles usaram 99% de fé para agir. Aproveitando-se da sombra da noite, se aproximam do acampamento dos sírios, mas para surpresa de todos, o lugar estava vazio...
 
Mudança:
 
No meio daquela noite, Deus agiu poderosamente no acampamento dos sírios. Um misterioso mover sobrenatural do Senhor causou espanto no meio dos inimigos, que foram tomados por um terror repentino, e assim, confusos e apavorados, eles fugiram desesperadamente, deixando todos os seus suprimentos para traz. Os leprosos se esbaldaram com a fartura de comida, bebida, roupas novas e armamentos. Então, tomaram mais uma decisão aprazível. Mesmo não podendo entrar na cidade, eles correram para os portões, afim de anunciar aos samaritanos, que Deus tinha lhes preparado alimento.
 
Resultado:
 
As portas da cidade, a muito fechadas pelo medo do inimigo, agora se abrem pelas mãos da esperança. Não há espaço para oposição, pois foi Deus quem abriu as portas, logo, em tentou impedir a saída da população, foi sumariamente pisoteado pela turba. Os samaritanos, após meses de fome agressiva, puderam enfim, se banquetear com jubilo e louvor.
 
Esta foi a mensagem ministrada pelo Pr. José Roberto de Paula (Mogi Guaçu SP), no culto especial de missões, realizado pelo Grupo Ágape, neste sábado, 04/07/2015. E o que a ação destes leprosos tem a ver com missões? Absolutamente tudo. Somos nos quem temos a boa notícia, capaz de salvar as milhares de alma que morrem esfomeadas de Deus. Se nós, como Igreja, não tomamos ATITUDE, certamente não haverá MUDANÇA, e deixaremos de obter os RESULTADOS dos quais seremos cobrados pelo Senhor na eternidade. Não deixe as almas morrerem de fome.... Temos pão e água em nossas mãos!

Cp. José Osvaldo, Pr. José Roberto e Pr. Wilson Gomes

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Uvas, figos, azeitonas e espinhos


Baseado em Juízes 9

Gideão, o líder dos trezentos guerreiros valentes que derrotaram os midianitas se negara a ser aclamado Rei de Israel. Este desejo porém cresceu como um câncer no coração de um de seus muitos filhos. O nome deste homem era Abimeleque. Com um plano macabro muito bem elaborado, Ele subiu a Siquem, reuniu os membros de sua família e os convenceu a serem seus “cabos” eleitorais junto aos moradores daquela cidade com o seguinte discurso:

- “O que julgam ser o melhor para suas famílias? Ser governados por setenta homens filhos de Jerubaal (Gideão), ou que apenas um, cujo sangue é o mesmo que corre em vossas veias, domine sobre você?”

Todo o povo se inflamou com este discurso, e fizeram doações em prata para financiar a investida de Abimeleque. Com este dinheiro, ele contratou um grupo de mercenários que o seguiram até a cidade de Ofra, onde habitavam seus setenta irmãos e usando uma pedra como mesa mortuária, assinou cada um deles; exceto Jotão, o filho menor que conseguiu se esconder. Logo após a matança, ele conclamou aos moradores de Siquem e Bete-Milo, a se reunirem junto ao Carvalho Memorial, e ali foi declarado Rei. Jotão, o sobrevivente do massacre, subiu ao monte Gerizim e bradou afim de que todos o ouvissem:

- Cidadãos de Siquem, ouçam a minha voz para que Deus ouça a voz de vocês...  Certa vez as árvores se reuniram para escolher seu Rei. Elas então disseram a OLIVEIRA: - Reine sobre nós!

Porém, a OLIVEIRA lhes respondeu: - Deixaria de produzir meu óleo, que tanto os homens, como o próprio Deus de mim prezam, para pairar sobre as árvores?  Obrigado, mas não!

Então as árvores conclamaram a FIGUEIRA: - Venha então você reinar sobre nós!

A FIGUEIRA no entanto recusou o convite dizendo: - Deixaria eu minha doçura, o meu fruto delicioso e iria pairar sobre as árvores?

Toda aquela assembleia se volta então para a VIDEIRA e a convida: - Venhas tú, e estabelece sobre nós reinado.

A VIDEIRA também declina-se do convite e argumenta: - Deixaria eu meu vinho que alegra a Deus e os homens , e iria pairar sobre as árvores?

Como as árvores mais nobres não queriam governar, então todas elas se dirigiram para o ESPINHEIRO dizendo: - Você gostaria de reinar sobre nós?

E o ESPINHEIRO respondeu: Ora, se vocês me ungirem seu Rei, então lhes darei abrigo embaixo de minha sombra, mas se não ungirem, então que saia fogo do espinheiro e consuma até mesmo os CEDROS do Líbano!

Esta obviamente é uma história metafórica que alertava aos siquemitas sobre o perigo de coroarem um homem tão vil como rei sobre eles. A predição de Jotão, aliás, realizou-se três anos depois, quando uma guerra civil deflagrada por Abimeleque levou Siquem a ruína. Cabe a você decidir quais frutos deseja produzir, para poder definir o tipo de árvore que será. Está em suas mãos a escolha; ser uma exuberante Oliveira que com seus frutos aprazem céus e terra, uma frondosa Figueira de produção doce e suculenta, uma Videira capaz de trazer alegria a Deus e aos homens; ou um Espinheiro arrogante que tudo que tem a oferecer é uma sombra ínfima e ameaças cruéis?
 
Uvas, figos, azeitonas ou espinhos?
Mostre a Deus seus frutos. Pelo fruto ele dirá que tipo de árvore é você...



quinta-feira, 2 de julho de 2015

EBD: Os Milagres do Novo Testamento


Texto Áureo
E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé.
I Coríntios 15:14

Verdade Aplicada
A obra redentora de Cristo repousa sobre Sua ressurreição, pois se Cristo não ressuscitasse, o cristianismo seria como qualquer outra religião.

Textos de Referência
Efésios 2.1-3, 6

E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que, noutro tempo, andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência; entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.
E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus.

  
A mensagem de um jovem pregador

Desde a mais tenra idade, Jesus já se destacava como um exímio orador. Aos doze anos, deixou boquiaberta toda a cúpula da sinagoga em Jerusalém, explanando com propriedade o livro da lei para aos maiores mestres daquele tempo. O evangelista Lucas não apenas relata este fato, como testifica sobre o constante crescimento do menino, em graça e em conhecimento. (Lucas 2:41-52). Dentro da cultura judaica daquela época, um jovem estava apto a seguir sua vocação após os vinte anos de idade, mas apenas aos trinta, a sociedade passava a aceitar sua liderança. Jesus, como homem, respeitou milimetricamente esta questão cultural, e se lançou na vida publica apenas após completar seu trigésimo aniversário. Jesus era um frequentador assíduo da sinagoga, sendo reconhecido por seus pares como um Rabi, que significa “mestre” (João 13:13). Ele usava a Torá como base didática e sempre impressionou seus ouvintes por sua autoridade no falar. Mas foi somente a partir de seu batismo, que Jesus iniciou seu ministério pessoal, propondo uma revolução espiritual e oferecendo uma visão inovadora sobre o Reino de Deus, já que sua mensagem se expandia para além da fria letra da lei. Jesus cuidava em cumprir todos os preceitos estabelecidos por Moisés, mas almejava que seus ouvintes não amassem a Deus por uma ordenança legislativa, e sim com inteireza de coração. Sua pregação condenava veementemente o pecado, mas ao mesmo tempo acolhia calorosamente o pecador com braços misericordiosos. Jesus expunha as fragilidades do sistema religioso judaico, e apresentava o caminho prefeito para o Reino dos Céus, que nem sequer passava perto dos “atalhos” apregoados pelos líderes da religião judaizante.

A mensagem de Jesus era profunda, instigante, veemente, inquietante e afrontava diretamente inúmeros interesses pessoais de gente mui poderosa. Com isso, um grande grupo de religiosos influentes se posicionava publicamente contra o jovem pregador proveniente da pequena cidade de Nazaré. Jesus não se intimidou. A duração de seu ministério seria extremamente curta, e não havia tempo a se perder. Ele fazia valer sua popularidade para ajuntar ao seu redor as multidões, e as ensinava a amar ao Senhor e ao próximo, com toda a força da alma e com sinceridade de coração. A mensagem hipócrita dos religiosos era centralizada do próprio ego, e não lhes interessa a proliferação desta nova filosofia baseada em igualdade e liberalidade, então era precioso calar o opositor, e inúmeras foram as tentativas de fariseus e saduceus para silenciar a mensagem de Cristo. Um homem simples contra muitos poderosos...

Mas Jesus tinha algo especial, que o fazia ser melhor que seus autodenominados inimigos. Ele era o Filho de Deus, e suas palavras jamais soaram vazias ou pragmáticas, pois eram acompanhadas de sinais e prodígios maravilhosos. Seus feitos percorriam toda a terra, despertando o interesse de um numero cada vez maior de pessoas para a mensagem do Rabi carpinteiro. E por mais que os religiosos tentassem ofuscar a grandeza do ministério e a importância da pregação de Jesus se valendo de palavras contra palavras, Cristo suplantava toda aquela casta opositora através do poder de Deus, que por ele se manifestava... Fica bem mais difícil desmerecer a pregação de homem quando ele cura enfermos, abre olhos de cegos, transforma água em vinho e traz mortos de volta a vida ...


O significado dos milagres de Jesus

Uma nova dispensação para a humanidade é inaugurada em Jesus. Sem Ele nada do que foi feito se fez (João 1.3). Sua ressurreição redime o pecador, traz esperança e cura toda sorte de males através de Sua graça infinita. Deus é a fonte de todos os milagres. No Novo Testamento, essa fonte encarna na pessoa de Jesus Cristo e, a partir de sua chegada a este mundo, todas as coisas passam a ter um novo sentido, inclusive, a experiência sobrenatural, onde milagres são acontecimentos cotidianos na vida daqueles que o servem. Embora a pessoa de Jesus Cristo seja muito maior que seus feitos, seu milagroso agir jamais poderá ser desvinculado de seu ministério, porque seus milagres são a confirmação e a definição de Sua pregação (Mateus 9:32 / 12.22). Os milagres realizados por Jesus inauguram o tempo escatológico que os profetas anunciaram (Lucas 12:20). Eles são a manifestação do Reino de Deus que está chegando, revelando o “novo” dentro do mundo antigo. Se desconsiderarmos os milagres onde predominam as curas e a libertação, mutilaremos a proclamação de sua Palavra. Existe um vínculo indissolúvel entre a vinda do Reino de Deus e os atos prodigiosos de Jesus. Os milagres realizados por Ele devem ser entendidos como sinais e não apenas como obras maravilhosas. Faz-se necessário ter discernimento espiritual para reconhecê-los como tal, pois, sem a iluminação que acompanha o compromisso cristão, os milagres serão reconhecidos apenas como grandes feitos.

Os milagres realizados por Jesus trazem o Reino futuro de Deus para o presente (Marcos 1:14-15). Pouco a pouco, Jesus vai inserindo no contexto humano a manifestação do Reino que veio nos anunciar (Lucas 19:10). Duas coisas se tornam muito evidentes através de Seus feitos milagrosos: a destruição do reino de Satanás (Mateus 8:29 / Lucas 4:41 – 12:20); e a implantação do poder salvador de Deus (João 1:12 - 3.16 / Efésios 2:8-9 / I Timóteo 1:15). Os evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos, e Lucas) usam o termo “dynamis” para a designação dos milagres operados por Jesus. Esse termo não ressalta o caráter milagroso das obras realizadas, mas o poder que nelas se manifesta. O poder de um Deus cujo nome Jesus está falando e agindo, não para despertar a atenção ou promover-se, mas para ser compreendido como veículo pelo qual Deus traz salvação à humanidade. Merece ser especialmente ressaltado que os milagres de Jesus, em sentido exclusivo, possuem caráter salvífico. Assim como Ele não praticou milagres que fossem meros espetáculos, assim também faltam milagres de castigo ou de maldição. Não há sequer um exemplo em que o milagre fosse usado para impor às pessoas sanções ou penas e lhes evidenciar a sua condenação. É extremamente necessário entender que, em Sua infinita misericórdia, Deus se compadece de Sua criatura e não quer aniquilar, mas sim salvar vidas (Marcos 3:1-12 / João 3:16).

Na pessoa de Jesus Cristo, o próprio Reino de Deus exerce uma função criteriosa que distingue um milagre divino de outros acontecimentos, dos quais podemos negar a existência. Todavia, estes acontecimentos jamais poderão recuperar o homem para Deus. A presença do Reino é real em nosso mundo, não é algo indescritível nem uma vaga esperança utópica (Lucas 17:20-21). O Reino de Deus é uma realidade documentada onde a doença é superada, o sofrimento amenizado, o pecado e a morte são vencidos e o homem é liberto dos poderes maléficos que aprisionam sua alma. O Reino de Deus determina o qual vem a ser um milagre porque nem todo fenômeno ou acontecimento extraordinário pode ser enquadrado como uma manifestação divina, uma vez que Satanás também se manifesta com prodígios de mentira (Êxodo 7.11 / II Tessalonicenses 2:8-12 / Apocalipse 16:14). Em um sentido bem autêntico, o milagre acontece quando o homem volta a ser o homem que Deus quer que ele seja, onde o indivíduo é colocado na esfera da soberania de Deus e é, por conseguinte, curado em sentido mais amplo.


A multiforme sabedoria de Deus

Deus nunca teve a intenção de impressionar os homens com seu poder. Sua vontade será sempre conquistar o homem através do amor, por esta razão estendeu sua graça sobre toda a humanidade para que através dela, o homem possa se voltar para Ele em gratidão (Romanos 11:32 / Efésios 2:8-9). Milagres não são unicamente os que rompem com as leis da natureza. Eles podem ser vistos de várias formas como, por exemplo: o perdão dos pecados (Marcos 2:5 / Lucas 7:48); a pregação do evangelho aos necessitados (Mateus 11:5 / Lucas 4:18 – 7:22); a transformação de uma vida (Lucas 19:1-5); a libertação do poder das riquezas e da ansiosa solicitude pela vida (Mateus 6:24; Lucas 12:22). Os milagres realizados por Jesus jamais ocorreram dissociados de sua Palavra. Através dela, Jesus perdoa os pecados e cura o paralítico (Marcos 2:1); os demônios são expelidos (Marcos 5:8 - 9.25); Ele convoca seus seguidores (Marcos 1:16). Assim, podemos concluir que seus atos poderosos são efeitos da exousîa de Sua Palavra (Marcos 1:21-27), da Sua flagrante autoridade doutrinária (Mateus 7:28) e do anúncio da chegada do Reino de deus (Lucas 11:20). A palavra grega exouîa é geralmente traduzida como “autoridade” e, as vezes, como “poder”. A origem da palavra está na ideia do “poder da escolha”, a “liberdade de agir” e da “permissão”. A partir disto vem a ideia do poder físico ou mental. Mas ainda, a habilidade ou força que se recebe para exercer sobre outros.

Existe uma relação muito estreita entre a fé e o milagre. Na verdade, a fé jamais foi premissa para que Jesus operasse um milagre. Todavia, mesmo não sendo premissa, a fé tanto pode gerar o milagre quanto o milagre gerar a fé. Quando o homem entende o agir milagroso de Jesus, o resultado é a valorização das coisas da vida e uma gratidão que se constituirá em um chamado para a fé (Efésios 2:8-9 / Tito 2:11 – 3:3-7). O milagre da graça de Deus pode ser experimentado de muitas formas. A fé jamais foi premissa para que Jesus operasse um milagre. Que fé possuía Lázaro em seu túmulo ou ainda o filho da viúva de Naim? Entretanto, mesmo não sendo premissa, a fé tanto pode gerar o milagre, quanto o milagre gerar a fé. Sendo Evangelho devidamente anunciado e ouvido, a sensibilidade para o imerecido brotará no coração humano. É preciso entender que uma vez compreendido o verdadeiro significado do perdão divino, ali também se enxergará os benefícios da graça divina, ainda que estes pareçam normais e sejam recebidos por vias naturais. Por exemplo, os dez leprosos foram curados todos, mas apenas um, o samaritano, experimentou verdadeiro milagre ao voltar a Jesus, dando glória a Deus em alta voz (Lucas 17:11-19).

Os milagres realizados por Jesus Cristo não se restringem apenas a esfera espiritual. A “dynamis” divina opera com efeitos transformadores tanto na esfera do corpo quanto na sociedade. Temos o claro exemplo dos leprosos que, após a cura, voltam a ser reintegrados à sociedade da qual foram afastados (Lucas 17:17-19). Na ressurreição do filho da viúva de Naim não é citada a compaixão de Jesus para com o morto, mas sim para com a viúva (Lucas :.11-15). Do mesmo modo que o pecado prejudica e destrói a comunhão entre os seres humanos, a doença, a possessão e a morte completam este ciclo de destruição. Em Seus atos milagrosos. Jesus sempre expressa os propósitos da salvação tanto em relação ao indivíduo quanto em relação à sociedade e ao mundo (Marcos 2:9-12 / Lucas 19:10). Se fizermos uma composição ou análise de todos os milagres realizados por Jesus (curas, expulsão de demônios e etc.) veremos que a rigor nada mais são do que variantes daquele único e grande milagre, a saber, a revelação da graça de Deus para o homem pecador e possesso, doente e faminto, medroso e cativo. Não que Deus deixasse de ser juiz, mas o juízo se torna ameaça apenas se a graça for rejeitada. Deste modo, os milagres de Jesus estão a serviço do reino de deus e, simultaneamente, a serviço do homem, de sua vida e salvação.


Vivenciando Milagres

Deus se manifesta em nós e por nós das mais diversas e maravilhosas maneiras, inda que por vezes sequer estamos inclinados a perceber. Vivenciamos milagres desde a fecundação e nossa vida pode ser definida como uma sucessão constante de “grandiosos pequenos milagres”. Infelizmente, muitas vezes, nossa megalomania religiosa só valoriza a atuação divina em obras portentosas ou sinais de abrangência cósmica, mas é preciso uma atenção especial para perceber o trabalhar cuidadoso de Deus até mesmo na mais micra das questões. Somente quando nos atentarmos a esse cuidar diário por parte de nosso Deus, é que passaremos a desenvolver o senso da gratidão, e com isso atrairemos sobre nossas vidas, bênçãos cada vez maiores. Leitores atentos dos evangelhos irão notar que Jesus revelou seu aspecto divino progressivamente, operando milagres discretos antes dos mais retumbantes, afim de seus seguidores o reconhecessem como Filho de Deus, primeiramente nas coisas pequenas. Essa é a prova de fogo do cristianismo, desenvolver a fidelidade no pouco, para só então ser introduzido no muito (Mateus 25:21).

Até mesmo o mais impactante milagre de Jesus (a ressurreição dos mortos) se deu de forma estratégica, aumentando a intensidade dos efeitos paulatinamente.  Primeiro, num quarto fechado, Jesus ressuscitou a filha de Jairo, tendo como testemunhas, nada mais que uma meia dúzia de pessoas (Mateus 9:18-26). Depois, diante de uma cidade inteira, Jesus chamou de volta para a vida, o filho morto de uma pobre viúva (Lucas 7:11-15). Posteriormente, a nação de Israel foi impactada com a espantosa história de Lazaro, um homem que após quatro dias, foi retirado com vida da sepultura, por intervenção de seu amigo Jesus (João 11:1-46). Finalmente, Cristo divide definitivamente a história da humanidade quando ressurge vivo, após três dias no seio da terra, provando de forma irrefutável seu poder sobre a morte (Lucas 24:5). Finalmente, num futuro próximo, uma ressurreição em massa trará de volta todos os que dormiram em Cristo, em decorrência do arrebatamento da igreja (I Tessalonicenses 4:13-17). Portanto, independentemente do tamanho da intervenção divina, ou do impacto que ela cause, é preciso sabedoria para entender que milagre é sempre milagre, mesmo que receba nomes ou conotações diferenciadas.


Ressurreição, o pilar da fé cristã

A realidade e historicidade da ressurreição são os pilares mais importantes do Cristianismo. Tudo o que somos e cremos está firmado nela (I Coríntios 15:14). O pecado exigia um alto preço: a morte. No entanto, qual seria o homem que cumpriria a exigência divina, visto que o mesmo possui natureza pecaminosa? A missão de Cristo só foi completada após Sua ressurreição. Morrer resolveria apenas a questão da justiça. Todavia, continuaríamos subjugados pelo poder do pecado e da morte (I Coríntios 15:22). Era necessário que Ele vencesse a morte e nos desse a possibilidade de vencer juntamente com Ele (Filipense 2:8 / Colossenses 2:13-15). Com a ressurreição, o poder salvífico de Deus, que já estava em evidência através dos milagres de Jesus, se tornou para a cristandade a realidade determinante. Desse modo, os milagres de outrora passaram a ser vistos como protótipos e ilustrações daquilo que é possível se experimentar através da fé (Marcos 9:23 / João 14:12).

O grande milagre da cruz fez recair sobre nós a graça, que nos permite resistir e vencer esses poderes, dando-nos capacidade para viver em obediência a Deus e em liberdade num mundo da morte. Somente sob a cruz de Jesus Cristo pode ser experimentado também o poder de sua ressurreição (II Coríntios 4:6-12 / Filipenses 3:9-10). É por esse motivo que a graça, favor imerecido, nos basta (II Coríntios 12:7). Milagre é o poder da graça que, embora não satisfaça sempre os desejos subjetivos, fornece a energia para resistir à morte, à lei e ao pecado. Dessa forma, para o apóstolo Paulo, milagre não é preterição da morte, do pecado e do sofrimento. Explique para os alunos que a ressurreição de Jesus não eliminou todos os poderes malignos de uma vez por todas. Argumente que eles ainda existem. Nós, cristãos, ainda vivemos expostos a estes poderes, porém, em Cristo Jesus, somos mais que vencedores (Romanos 8:37). Milagre é o poder da vitória sobre os mesmos. Milagre é a força para resistir e a capacidade para viver em nova obediência a Deus e em liberdade num mundo da morte. Somente sob a cruz de Jesus Cristo pode ser experimentado também o poder de sua ressurreição (II Coríntios 4:8 / Filipenses 3:10).

A mensagem dos apóstolos estava alicerçada única e exclusivamente na ressurreição de Cristo (I Coríntios 15:13 / Filipenses 3:9-10). Mesmo sofrendo perseguição, eles afirmavam que jesus era a esperança da humanidade. Propagando a fé, tudo o que esses homens esperavam era o desprezo, as prisões, os tormentos e a morte. No entanto, com uma fé heroica, esses homens suportaram firmes todas estas misérias. É magnífico perceber que eles viram coisas espetaculares porque jamais retrocederam. Eles foram expostos a mortes miseráveis, contudo, os sobreviventes prosseguiram com maior vigor e determinação. É extremamente importante lembrar que toda fé cristã tem por conteúdo básico a ressurreição de Jesus dentre os mortos. O poder vivificador de Deus salvou Jesus da morte e O entronizou como Senhor. Por esta razão, diante dEle todo joelho se dobrará nos céus, na terra e debaixo da terra e toda língua confessará que Ele é o Senhor, para glória de Deus Pai (Filipenses 2:10- 11).  O poder de Deus está a disposição de todos nós (João 14:12). Milagres não são coisas do passado. Eles são e sempre serão uma realidade na vida de todo aquele que crê. Um dos propósitos mais importantes pelo qual Deus nos ungiu foi para nos tornar testemunhas do seu poder (Atos 1:8 / Marcos 16:17).


Continuadores do Ministério de Cristo

A capacidade de realizar proezas sobre humana é uma das maiores ferramentas que Deus disponibilizou aos seus servos ao longo de toda a história. Patriarcas, juízes e profetas utilizaram em larga escala deste recurso para os fins mais diversos, como livrar Israel de um inimigo, prover sustento ao povo, ajudar pessoas desesperadas, humilhar deuses pagãos e desafiar reinados ditatoriais, visando sempre, a glória de Deus e a oblação do nome poderoso do Senhor.Com a IGREJA essa realidade não é diferente. Embora muitas acreditem que os milagres não são para os nossos dias, a Bíblia nos diz exatamente o contrario. João registra uma promessa maravilhosa feita pelo próprio Jesus, onde o Messias enfatiza que aqueles que creem nele, podem sim realizar as mesmas obras por ele realizadas, e ainda avançar para coisas maiores (João 14:12). Considerando que em sua passagem sobre a Terra, Jesus curou cegos, aleijados, mudos e leprosos, expulsou demônios promovendo libertação, andou sobre o mar, transformou água em vinho e ressuscitou mortos, então podemos concluir que o potencial miraculoso que reside no cristão é extraordinário.

Quando comissionou seus discípulos a continuarem a obra por ele iniciada, Jesus concedeu para aqueles homens poder e autoridade, além do respaldo de sua presença divina. Com essa legalidade espiritual e fazendo do nome de Jesus sua "arma", os seguidores de Cristo tornam-se capazes de curar enfermos, expulsar demônios, falar idiomas específicos e sobreviver a investidas mortais de possíveis inimigos (Marcos 16:17-18 / Lucas 10:19). Em sua primeira carta aos coríntios, Paulo lista nove habilidades sobrenaturais, chamadas de “dons do espírito”, que são entregues a membros do corpo de Cristo, visando à edificação de toda a igreja, proporcionando meios de impactar o indivíduo mediante feitos inumanos, que comprovam a atuação de Deus através deste povo. Dentre as nove capacitações citadas pelo apóstolo, duas delas tem por finalidade a realização de feitos milagrosos para aperfeiçoamento da fé: Dons de Cura e Dons de Operação de Maravilhas (I Coríntios 12:8-9).
 
Se toda a nossa fé esta centrada em Jesus e abalizada pelas suas palavras, temos também que crer na atualidade dos milagres, pois a verdadeira igreja não teve mudanças em sua essência, a obra que lhe foi confiada ainda é a mesma e as ferramentas disponibilizadas aos primeiros cristãos para viabilizar este trabalho, ainda estão em perfeito estado de conservação. A diferença é que pela incredulidade latente nos dias de hoje, preferimos uma zona de conforto, e assim, embora nossa mensagem diga que Jesus opera grandes milagres, na pratica, pouco trabalhamos para que os mesmos acontecem, e com isso perdemos a chance de mudar o pensamento desta geração incrédula, que talvez, se presenciasse a teórica do milagre se tornando em um “fato”, seria realmente impactada pelo evangelho. Pois se contra a PALAVRA, muitos intelectuais e religiosos tecem teorias e levantam dúvidas, contra um milagre, fica difícil pautar em contrapartida. E esta é sem dúvida, a principal contribuição que a realização de obras miraculosas pela igreja, traz para o Evangelho de Jesus.



Participe da EBD deste domingo, 05/07/2015, e descubra você também o maravilhoso poder de Jesus Cristo e o segredo do sucesso apostólico.

Material Didático:
Revista Jovens e Adultos nº 96 - Editora Betel
Comentarista: Pr. Abner de Cássio Ferreira
Sinais, Milagres e Livramentos do Novo Testamento
Lição 1

Comentários Adicionais (em verde)
Pb. Miquéias Daniel Gomes




quarta-feira, 1 de julho de 2015

Quarta Forte com Pr. Elói Buhl


Havia um homem mui ganancioso que durante os melhores anos de sua vida, dedicou-se desenfreadamente na busca de muita riqueza. Cada moeda ganha era imediatamente investida, gerando cada vez mais lucro, abarrotando de ouro seus cofres. Cada dia de sua existência foi dedicada ao labor desmedido, e as demais coisas, simplesmente foram ignoradas por aquele homem. Quanto mais rico ficava, mais riquezas queria acumular, e nesta sede por bens materiais, os anos se passaram com muita velocidade.  Um dia, porém, aquele homem decidiu parar e aproveitar sua fortuna. Agora ele queria dormir até mais tarde, viajar despreocupamente, curtir a família e os amigos. Ele analisou seu extrato bancário e disse para si mesmo: - Descanse minha alma.... Pois temos dinheiro para viver regaladamente por muitas vidas... Mas naquela mesma noite, uma vista inesperada bateu em sua porta. A morte veio busca-lo, e mesmo que desejasse muito, nada do que ele acumulou pode ser levado para o outro lado. Para além da vida só se leva as riquezas acumuladas dentro do coração, como o amor, a fé, a bondade, a generosidade, a fidelidade e a comunhão, e para estes quesitos, a conta do homem rico estava no vermelho...

Jesus contou está parábola em Lucas 12:15-21, para ensinar aos seus discípulos que a preocupação excessiva com coisas materiais é fútil e nada agrega para eternidade. De nada adiante ajuntar imensas fortunas na terra, mas não ter nada para apresentar diante de Deus. Foi com esta palavra que o Pr. Elói Buhl encerrou a Quarta Forte deste dia 01/07/2015, citando o exemplo de postura e caráter de José. Aquele moço que tinha todos os motivos do mundo para se deixar dominar pela magoa e pela raiva, já que foi vendido pelos próprios irmãos como um escravo. No Egito, a vida lhe deu chances de tirar vantagem de suas habilidades, mas optou por preservar sua honestidade e comportamento irrepressível, mesmo que isto custasse sua liberdade. De escravo, José se tornou prisioneiro. Aqui na terra, sua vida parecia imersa em miséria e sofrimento, mas no seu, ele acumulava grandes riquezas. No tempo perfeito, Deus o elevou ao status de governador do Egito, e mesmo que sua vida agora fosse abastada, José não se deixou corromper ou contaminar pela ganancia. Seu desejo maior era Deus. Ele tinha plena consciência que se buscasse ao Senhor, as demais coisas vieram conforme a vontade do próprio Deus.  Aliás, não foi isso que Jesus nos ensinou?

Portanto eu lhes digo: não se preocupem com suas próprias vidas, quanto ao que comer; nem com seus próprios corpos, quanto ao que vestir. A vida é mais importante do que a comida, e o corpo, mais do que as roupas. Observem os corvos: não semeiam nem colhem, não têm armazéns nem celeiros; contudo, Deus os alimenta. E vocês têm muito mais valor do que as aves! Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida? Visto que vocês não podem sequer fazer uma coisa tão pequena, por que se preocupar com o restante? "Observem como crescem os lírios. Eles não trabalham nem tecem. Contudo, eu lhes digo que nem Salomão, em todo o seu esplendor, vestiu-se como um deles. Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, quanto mais vestirá vocês, homens de pequena fé! (Lucas 12:23-28)

Pr. Elói Buhl

Redes ao Mar! (Palavra Pastoral - Julho 2015)


Naquela manhã, Simão personificava a decepção de uma noite de trabalho improdutiva, a preocupação, o cansaço, e principalmente a frustração, decorrente de uma longa jornada infrutífera.  Sua letargia se opõe a alegria da multidão que se aglomera na praia para ouvir o sermão de um jovem pregador chamado Jesus. Pessoas eufóricas e ansiosas pelas surpresas que o dia reservava dividindo o espaço com pescadores cansados e mau pagos que só queriam limpar suas redes e irem para casa descansar. Mas Jesus tinha outros planos. Ele se aproxima de Simão e pergunta: - Me empresta seu barco?  E lá se vão mar adentro, Jesus, o dono da esperança, e Pedro, que já não tinha esperança alguma. Estava armado o cenário de um grande milagre.

Diante de ambos, o grande Mar da Galiléia, elemento essencial para o que irá acontecer. São 22 quilômetros de comprimento por 12 de largura. Lucas o identifica pelo termo técnico correto, “Lago de Genesaré”, João o chama pelo título mais passional de “Mar de Tiberíades”... Mas o nome pouco importa, e sim o que ele tem a oferecer. Jesus usa o barco de Simão Pedro como um púlpito, e é a partir dele que termina sua pregação. Então, o pescador frustrado é convidado a voltar ao epicentro de sua frustração e desafiado a repetir o gesto que o levou ao retumbante fracasso da noite passada: - Lançai a Rede!

Pedro retruca de imediato: - Mestre, a noite toda fizemos isto e não pescamos um único peixe... Mas se retrata imediatamente: -  Segundo sua palavra, eu lançarei!

O capítulo cinco de Lucas é o único texto bíblico a usar o termo grego EPISTATA, que literalmente quer dizer “aquele que tem o direito de mandar”. Pedro obedeceu ao comando do Epistata e o milagre aconteceu. Tamanha foi à quantidade de peixes apanhados, que o barco quase naufragou por excesso de peso.

Quero finalizar este texto te lembrando de quatro verdades espirituais, que são imutáveis, mesmo que você tente ignorar:

1ª) Todo mundo tem um barco

2ª) Todo mundo tem uma rede

3ª) Todo mundo (voluntária ou involuntariamente) está em mar aberto

4ª) Jesus está no barco dizendo o que deves fazer (mesmo que você não o ouça).

O que nos faz diferentes uns dos outros é se estamos dispostos a ouvir a voz de Jesus e lançar nossa rede outra vez... Mesmo que o eco da frustração insista em ressoar inconveniente em nossos corações e mentes...
 

Filme: O Encontro Perfeito

O Encontro Perfeito (The Perfect Stranger) é uma produção estadunidense de 2005, dirigida pela dupla Jefferson Moore e Shane Shooter, distribuído no Brasil pela Graça Filmes.

Nikki Cominsky (Pamela Brumley) é uma advogada bem-sucedida que enfrenta um verdadeiro desafio quando o assunto é família. Certo dia, um convite misterioso é deixado em seu escritório com a seguinte mensagem: “Você está convidada para um jantar com Jesus Cristo”.  Certa de que se trata de uma brincadeira, Nikki comparece ao encontro. Entretanto, em meio a uma noite tumultuada, o jantar é cheio de debates e revelações, e ela percebe que acabara de conhecer uma pessoa inesquecível, que jamais tinha visto em sua vida.