domingo, 6 de setembro de 2015

Quando a resposta é "não"


Moisés é sem dúvidas um dos homens mais valorosos de toda a história. Sua vida é contada em versos e prosas, analisada, discutida e recontada em milhares de livros, dezenas de filmes e inúmeras canções. Muito temos que aprender com ele, e seu legado deixado para a humanidade serve de referencial para quem deseja uma vida de intimidade com Deus. Moisés foi rei, profeta e sacerdote de sua gente, viveu cada página da história que Deus lhe escreveu com muita dignidade e comprometimento. Sua liderança é historicamente apontada como um modelo de gestão eficiente e produtiva, já que mesmo com os desvios ocorridos no deserto em decorrência dos pecados de Israel, a nação que chega as margens do Jordão é maior do que a saída do Egito. Mas um aspecto bem específico na vida de Moisés é sua postura diante do maior imprevisto que um homem pode enfrentar: o NÃO de DEUS.  

Nossas orações, por mais sinceras que sejam, sempre estão carregadas de pedidos e solicitações, sejam em causa própria ou intercessoras por pessoas a nossa volta, e sempre tencionamos uma resposta positiva do Senhor. Ainda que oremos pedindo para que “seja feita sua vontade”, no íntimo de nossa alma, estamos esperançosos que nosso Pai conceda milimetricamente os desejos de nosso coração. É claro que tal pensamento não é errôneo, já que o próprio Jesus nos ensinou que é preciso pedir para receber, procurar para encontrar e bater para a porta abrir (Lucas 11:9). Porém, é preciso entender que não são as nossas petições que nos tornam crentes melhores, mas sim a nossa postura diante das respostas que recebemos. Por vezes, Deus segura nossas mãos, olha profundamente em nossos olhos, e nos presenteia com um belíssimo NÃO, inda que nossa própria vida dependesse do SIM. É neste momento que nosso caráter espiritual é posto em prova, já que uma linha tênue se estabelece entre a murmuração e o louvor. O que fazer quando Deus retira de nós os nossos maiores sonhos?

Moisés falava com Deus face a face. Dialoga com o Senhor de forma intima e pessoal, como nenhum outro homem em toda a história. Foi através de suas petições que o Mar Vermelho se abriu, vitórias impossíveis foram conquistas, comida superabundou no deserto e a ira do Todo Poderoso se aplacou por diversas vezes. Mesmo assim, nem todas as suas orações foram respondidas. Após o povo contender contra Moisés em Meribá e pouco depois, já em Cades-Barnéia, menosprezar Canaã e desejar voltar ao Egito por temer os atuais moradores da terra prometida, Deus decidiu que aquela geração não entraria no Egito. Mais uma vez o grande líder tentou convencer o Senhor a perdoar seu povo, porém recebeu uma das mais duras respostas já dadas para uma oração: - Chega! Não me fale mais sobre este assunto! – Para completar, Deus surpreende Moisés com uma notícia completamente inesperada: - Sobe ao monte Pisga e observe toda a terra de Canaã... Contemple-a em toda a sua extensão, pois você não pisará nela, se quer irá passar o Jordão... Prepara Josué como teu sucessor, pois será ele, e não você que levará o povo a conquistar a terra da promessa... (Deuteronômio 3:26-29)

Sem dúvidas, Moisés sentiu o golpe. A morte não estava em seus planos. Ele havia dedicado anos a fio no propósito de chegar a terra da promessa, mas agora, em decorrência de seu erro em Meribá, o gosto desta vitória lhe será tirado. E como Moisés reage diante desta “aparente” injustiça? Aceita humildemente a vontade do Senhor, acelera o processo de preparação de Josué e trata de reunir o povo para ensina-los a aprender com os erros cometidos por seus pais, e não perderem bênçãos gloriosas no futuro. Um exemplo irrepreensível de conduta, fé e caráter. Mas engana-se quem pensa que Deus deixou Moisés sem uma recompensa... Três evangélicas narram uma das mais memoráveis histórias do Novo Testamento, quando Jesus se transfigura em glória, e ali, na terra conquistada com tanto labor, recebe a vista de dois “amigos” muito especiais para uma agradável conversa... Um deles era Moisés!



Viagem da Independência 2015 - Itu



Em 2015, nossa tradicionalíssima “Viagem da Independência” foi “adiantada” para o dia 06 de setembro, e como destino selecionamos a cidade turística de Itu, no estado de São Paulo.

Itu é uma cidade fundada por bandeirantes no ano de 1610, e que se tornou conhecida nacionalmente pelos “exageros” do popular personagem "Símplicio", vivido pelo comediante ituano Francisco Flaviano de Almeida, em programas como "A praça é nossa". A cidade se aproveitou da fama e investiu no turismo, se tornando em uma dos 29 municípios considerados "estancias turísticas" do estado.

Itu já foi uma das cidades mais ricas de São Paulo, e a favorita dos "barões do café" que nela estabelecia residencia. Porém, ao  longo de seus 405 anos tem buscado oferecer cada vez mais opções turísticas aos seus visitantes, tais como o circuito histórico e o turismo geológico, que proporciona lazer e conhecimento.

Nesta proposta, o primeiro ponto visitado foi exatamente o “Parque Geológico do Varvito”, onde a natureza e o homem trabalharam em conjunto para criar paisagens inesquecíveis. Em seguida foi proposto um passeio pelo centro da cidade, com visitação aberta para museus e patrimônios tombados. É ali também que o turista tem diversas opções de compra, tendo a sua disposição peças artesanais dos artistas da cidade e as famosas lembranças “exageradas” de Itu. A próxima atração não poderia representar melhor o passeio, pois na chamada “Praças dos Exageros”, o visitante se sente realmente “pequeno” diante das “grandes” atrações do local.

Como um bônus aos participantes da excursão, foi adicionado ao programa uma visita a cidade de Salto, onde está localizado o “Parque Rocha Montonnée”, que além das atrações geológicas, tem como proposta a consciência ambiental e ainda oferece aos visitantes replicas animatrônicas em escala geral de dinossauros como o triceratopes, alossauro, velociraptor e tiranossauro rex, que com seus movimentos realistas e rugidos assustadores fascinam e intrigam adultos e crianças.

O passeio também contou com visitas a áreas rurais da cidade de Itu, e é claro, deu aos participantes a oportunidade de saborear da gastronomia regional. Mas o melhor de tudo foi poder desfrutar da companhia agradável de nossos irmãos e amigos, que transformaram cada um desses bons momentos, em experiências inesquecíveis.

O organizador da excursão, Pb. Carlos Alexandre Alves de Lima, se mostrou muito satisfeito com o resultado do passeio. Segundo ele, tudo saiu conforme o planejado e não houveram transtornos durante todo o problema proposto. Elogiou o comprometimento de todos com o cronograma e o clima de cordialidade que marcou toda a jornada. Disse também já estar ansioso pela Viagem da Independência de 2016, e acrescentou: - Estamos aguardando sugestões para nosso próximo destino.




A suprema excelência do amor



O apóstolo Paulo, recebeu péssimas notícias relativas a igreja estabelecida na cidade de Corinto. Aparentemente tudo ia bem... O culto era barulhento e cheio da manifestação dos dons espirituais. Aquela, sem dúvida, era a mais carismática congregação de seu tempo. Porém, bastava um rápido olhar crítico para notar que por de traz de tanta espiritualidade, se escondia uma igreja problemática e a beira da falência espiritual. Facções partidárias pulverizavam a unidade da igreja, causando segregações sociais e ideológicas dentro da congregação, pondo em xeque até mesmo a liderança paulina. A mensagem pregada por um, logo era desmentida por outro, e este desatino começou as extrapolar as paredes do templo, já que muitos irmãos estavam levando suas divergências eclesiásticas para os tribunais seculares. No trato com as pessoas, a balança sempre pendia suave para uma classe específica, enquanto outros eram tratados com maior rigor, mesmo em ofensas menos graves.  Paulo então escreve sua mais ácida e verborrágica epístola: Povo invejoso, rancoroso, encrenqueiro e cheio de mágoas...  Eu queria lhes falar com se fala com crentes espirituais, mas infelizmente não posso fazer isso, pois vocês ainda são carnais... Não homens de Deus... Apenas meninos em Cristo (I Coríntios 3: 1-3).

Em cada verso seguinte, Paulo os instrui a serem complacentes uns para com os outros. Explica que a igreja é de Deus e não de homens, mas que todos tem funções especiais dentro dela, já que a mesma é como um corpo composto de vários membros. Ele orienta aos casais para que se amem e se respeitem, ensina que é preferível ser prejudicado do que levar outro irmão ao litígio, que o culto deve ser realizado com decência e ordem e o exercício dos dons precisa ser praticado em obediência e zelo. Após apontar os principais erros daquela igreja e indicar as ações corretivas para cada desvio ali existente, o apostolo apresenta aos corintos, a solução definitiva para todas as mazelas presentes ou futuras... “Eu vou mostrar a vocês um caminho muito mais excelente” (I Coríntios 12:31)


Ainda que se possa falar todos os idiomas da terra e conhecer a linguagem do céu... Ainda que se possua todos os dons e se tenha fé o suficiente para mover montanhas... Se não houver amor, tudo não passa de um sino fazendo barulho... Mesmo que se doe todo o dinheiro para os pobres, ou que ainda a própria vida seja ofertada por alguém... Se não for por amor... Tudo terá sido feito em vão... O amor é bondoso, gentil, paciente, humilde, complacente, abnegado... Ele não busca interesses próprios, não se ofende, não se irrita, não se envaidece, não faz julgamentos e cria intrigas... Na verdade ele tudo crê, tudo espera e tudo suporta, sem jamais se extinguir... Tudo o que valorizamos hoje, amanhã perderá seu valor... O belo se tornará feio... O que está cheio se esvaziará.... As coisas finitas encontraram seu fim... E as imperfeições desapareceram diante da perfeição divina... Neste dia, quando todos se apresentarem diante de Deus e justificativas humanas já não surtirem efeito, quando as mentiras deixarem de existir, quando as partes se tornarem um todo, quando não houverem mais segredos e mistérios a serem revelados, neste dia, apenas três coisas ainda terão significância: Fé... Esperança... Amor... E dos três, o mais excelente é o Amor!

sábado, 5 de setembro de 2015

Culto de Missões com Pr. Miguel Camacho Rios



Os dez mandamentos dados por Deus para a nação de Israel pode muito bem ser dividido em dois fascículos distintos, de fácil compreensão e que se completam mutuamente. O primeiro pode ser entendido como um manual do relacionamento da nação para com o próprio Deus, e o segundo apresenta as diretrizes para uma relação cordial entre os homens. No que tange ao relacionamento verticalizado com seu Criador, Israel é ensinado a não ter outros deuses além do grande “Eu Sou”, não fazer imagens de esculturas para adorá-las, não banalizar o nome de Deus e guardar o sábado como um dia exclusivo de consagração ao Senhor. Já quanto aos relacionamentos horizontais, visando a fraternidade entre israelitas, foi lhes ordenado que honrassem seus pais, e que não praticassem assassinatos, adultérios, furtos e perjúrios, além de banirem a cobiça de suas vidas.

Jesus tinha autoridade sobre a lei, pois não apenas participou ativamente de sua revelação, mas porque a cumpriu integralmente como homem. Por este conhecimento de causa, Ele pode reinterpretar a lei para seus discípulos de forma que ela fosse clara e cristalina para os cristãos que viriam depois. A visão de Cristo para a lei é singela, porém profunda, e torna obsoleta qualquer veneração exclusivista por qualquer um dos seus preceitos. Segundo Jesus, mestre da lei e filho de Deus, toda a lei pode (e deve) ser condensada (e praticada) num único mandamento: - “Ame ao Senhor, teu Deus, de todo coração, de toda a sua alma, com todas as suas forças e com toda a sua capacidade intelectual. Feito isto, ame ao teu próximo como se ele fosse você. ” Quando não é embasada em amor para à Deus e às pessoas, toda e qualquer religião é nula e sem proveito (Tiago 1:22-27).

Jesus estabeleceu um novo padrão para sua igreja, livre de legalismo e avesso a religiosidade pragmática. Seu mandamento é que penhoremos nossa vida em amor. Paulo foi taxativo quando escreveu aos crentes em Roma, que não deveriam ter qualquer dívida para com a sociedade, exceto o amor, pois aquele que ama cumpre a lei (Romanos 13:8). Ações que não se baseiam em amor puro e genuíno, não tem qualquer sustento diante de Deus. Jesus foi insistente neste ensinamento, ora com palavras, ora com ações, questionando o falido sistema religioso de seu tempo, que usava a máscara do “zelo” para justificar suas atitudes egoístas e seu descaso com os menos favorecidos. colocando a guarda do sábado como um obstáculo para o fim do sofrimento que consumia a vida de um homem (Lucas 6:6-11). Onde os “zelosos” fariseus viram uma afronta à lei de Moisés, o “amoroso” Jesus viu a oportunidade de transformar uma história, honrando a Deus no sábado, como honrava em todos os demais dias da semana, amando ao próximo e estendendo sua mão ao necessitado.

E foi com um maravilhoso aconselhamento sobre a necessidade da frutificação espiritual em nossos relacionamentos, que o Pr. Miguel Camacho Rios (Ig. Batista) abrilhantou o culto especial de missões realizado neste sábado, 05/09/2015, pelo Grupo Ágape. Fomos lembrados pelo Senhor que sem o cultivo do amor, nossa vida se torna infrutífera. Somos chamados para amar e ser amados.... Somente amando uns aos outros teremos sucesso na missão que nos é proposta e sobre a qual serão cobrados resultados. A igreja foi fundada para ser uma nação de amigos!




sexta-feira, 4 de setembro de 2015

As raposas e as raposinhas



O tema fidelidade é muito mais abrangente do que a maioria de nós pode mensurar. Um cônjuge pode manter-se fiel no que tange se relacionar com outras pessoas, mas se mostrar infiel em outros aspectos da vida a dois, como no trato, na afetividade e na complacência. Em nossa vida espiritual, ao mesmo tempo em que podemos prezar a fidelidade para com Deus, podemos, por exemplo, sermos infiéis aos seus mandamentos de submissão aos nossos líderes.

Existe uma grandiosa gama de vertentes em nossa vida, que precisam ser verificadas frequentemente para garantir a fluidez da fidelidade nas várias dimensões do nosso ser. Muitos verticalizam sua fidelidade (homem-Deus) e se esquecem de todos ao seu redor. Outros se ocupam tanto de seus compromissos horizontais (homem-homem), que se esquecem de cuidar do relacionamento pessoal com Deus. Ambas as dimensões estão inteiramente interligadas. No texto de Mateus 25:21, Jesus está contando a parábola dos talentos quando menciona o fato de que os funcionários produtivos foram recompensados pelo senhor, herdando não apenas o valor inicialmente confiado, como também os lucros obtidos através do investimento feito, e o argumento utilizado pelo senhorio para tal atitude foi: - Já que você me foi fiel no pouco, te recompensarei com muito. Que grande verdade Jesus estava nos ensinando... Nossa fidelidade passa pelo teste de aprovação exatamente nas coisas pequenas e nas ações que são imperceptíveis pela grande maioria. 

No famoso Sermão da Montanha, Jesus evidenciou algumas falhas na lei mosaica (que limitava ações) e apresentou um novo código de conduta espiritual que cerceava as intenções do coração. Segundo a lei, não se podia matar, mas convenhamos, que este é um mandamento fácil de se cumprir. Jesus ensinou que não devemos “falar” mal de ninguém, e equiparou assassinato físico com assassinato espiritual e moral. A lei proibia o adultério (o que com certas precauções se torna plenamente “evitável”), mas Jesus censurou os pensamentos cobiçosos. Em suma, Cristo nos recomendou fidelidade além das ações, sendo ela cultivada no âmago, no limiar dos acontecimentos. O que Jesus nos queria ensinar é devemos ser fieis não porque “precisamos”, mas sim por que “queremos”. E esta fidelidade minimalista começa a se moldar exatamente nas pequenas coisas.


Em um dos trechos do belíssimo “Cântico dos Cânticos”, o casal central do poema está preocupado com algumas ameaças que põem em perigo sua “vinha” - Apanhem as raposas e as raposinhas (Cantares 2:15) - Mais uma vez a Bíblia nos dá a dimensão de como coisas pequenas podem minar e destruir nossa fidelidade. As “grandes raposas” são visualizadas com maior facilidade, tem maior dificuldade para passar por certas “brechas” em nosso muro e fazem maior barulho quando entram na propriedade, e com isso despertam a atenção e desencadeiam ações de retaliação quase que imediatas. Já as raposinhas se esquivam dos nossos olhos e passam desapercebidas por nossas defesas. Uma vez dentro da “vinha”, essas “pequenas” e “inofensivas” criaturas fazem seu covil, alimentam-se das uvas e se transformam em grandes raposas, que em decorrência de nossa negligência com sua pequenez no passado, agora “já” estão incorporadas na rotina da lavoura. 



quinta-feira, 3 de setembro de 2015

EBD - O milagre da liberdade de Pedro


Texto Áureo
Atos 12:11
E Pedro, tornando a si, disse: Agora sei verdadeiramente que o Senhor enviou o seu anjo, e me livrou da mão de Herodes, e de tudo o que o povo dos judeus esperava.

Verdade Aplicada
A oração é a chave que nos dá acesso aos compartimentos mais secretos do projeto divino. Ela pode nos revelar o como, o quando e a maneira menos cansativa para a vitória.

Textos de Referência
Atos 12:1-5

E por aquele mesmo tempo o rei Herodes estendeu as mãos sobre alguns da igreja, para os maltratar; e matou à espada Tiago, irmão de João.
E, vendo que isso agradara aos judeus, continuou, mandando prender também a Pedro. E eram os dias dos ázimos.
E, havendo-o prendido, o encerrou na prisão, entregando-o a quatro quaternos de soldados, para que o guardassem, querendo apresentá-lo ao povo depois da páscoa.
Pedro, pois, era guardado na prisão; mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus.


Paz em meio a tempestade

O Evangelho de Jesus Cristo não promete uma vida de “Mar de Rosas” aos seus seguidores. Pelo contrário, Jesus informou aos seus discípulos que eles seriam enviados como “ovelhas para o meio de lobos” (Mateus 10:16). Historicamente, a Igreja tem enfrentado inúmeros períodos de ferrenha perseguição, sendo que ainda hoje, cristãos são barbarizados e assassinados por causa de sua fé em diversos lugares do mundo. Mesmo assim, a mensagem de Jesus jamais foi calada e seus mensageiros nunca deixaram de vivenciar uma profunda paz, apesar das “conturbações” impostas pelo mundo e seus sistemas.  Mesmo em estados laicos como é o nosso, a vida cristã e bombardeada por agendas abarrotadas, dias extremamente curtos, excesso de trabalho, e a ameaça constante de apostasia. Aparentemente não temos espaço em nossas vidas (ou em nossos dicionários) para palavras como serenidade e tranquilidade, pois vivemos em um cenário parecido com a pintura de um velho artista: montanhas desoladas sendo severamente castigadas por uma imensa e assustadora tempestade.   Pois foi exatamente esta “obra” que ganhou o prêmio principal em um concurso cuja a temática era exatamente a “PAZ”.

Conta-se que certo príncipe, decidiu promover uma exposição de arte e dar um grande premio ao artista que melhor representasse a PAZ.  Centenas de obras foram inscritas e o que não faltou foram imagens de pássaros brancos, rios cristalinos, por do sol dourado, jardins floridos e arco-íris. O jovem nobre analisava cada uma das telas com muita atenção, admirado pela beleza de cada paisagem. Então ele se deparou com a pintura que causava repulsa em todos que a olhavam... As montanhas eram rústicas, pedras pontiagudas e ameaçadoras não davam espaço para qualquer vegetação. O céu era negro com raios avermelhados cortando a escuridão. O cenário estava borrado pela tempestade torrencial que caia e pelo vento percebido nos traços não lineares dos riscos acinzentados que traziam vida ao temporal...  A princípio, o futuro rei ficou tão horrorizado com a audácia do artista quanto qualquer um, mas bastou analisar com um pouco mais de cuidado aquele quadro para que seu semblante esboçasse um sorriso, que pouco a pouco se tornou uma deliciosa gargalhada. A pintura foi então anunciada como a grande vencedora. Todos é claro, ficaram indignados com essa escolha e perguntavam ao príncipe como uma obra tão grotesca podia retratar um sentimento tão sublime como a PAZ. O Jovem monarca, então, apontou para um pequeno ponto na parte baixa do quadro, onde na fenda da rocha, um pequeno pássaro, aninhado em seu ninho, dormia sossegadamente.

Paz não é um sentimento.... É um estado de espírito. É uma atitude de serenidade, calma e força, tranquilidade e quietude de espírito, produzida pelo Espirito Santo em nós, mesmo na adversidade e nas tribulações. Uma paz diferenciada que não se esvai diante das tragédias, pois é forte o suficiente para nos guiar em calmaria em meio aos vendavais; pois quando a tempestade aperta e o vento derruba até os que estão voando pelos céus, nós nos escondemos na fenda da ROCHA (que é Cristo) e dormimos em paz, afinal, dos seus filhinhos Deus cuida enquanto dormem (Salmos 4:8). Jesus nos prometeu essa paz quando disse “A minha paz vos deixo, a minha paz vos dou (João 14:27). Esse tipo de PAZ não é natural no ser humano, mas sim proveniente de nossa perfeita confiança em Deus. Ela se deriva no fato de que nosso Senhor cuida de nós constantemente e assim não existem motivos para desespero ou insegurança e dessa forma temos os nossos corações guardados contra da ansiedade e nossas mentes blindadas contra o desespero.  Essa PAZ é plantada em nós pelo próprio Jesus, mas deve ser desenvolvida por nós através da meditação e aplicação da PALAVRA e da busca diária pela presença de Deus em nossas vidas. Afinal, é preferível estar no meio de uma tempestade tendo Jesus em nosso barco, do que navegar em águas tranquilas sem ele.



A morte de Tiago e a prisão de Pedro

Era um tempo de perseguição a todos aqueles que professassem o nome de Jesus. No entanto, a Igreja tinha uma arma poderosa: a oração. Através dela, Pedro foi salvo da prisão de forma sobrenatural e miraculosa. A perseguição tinha como finalidade pôr fim ao cristianismo. Para agradar aos romanos e alcançar o favor dos líderes judeus, o rei Herodes usou a estratégia de acabar com os líderes, acreditando que a morte dos pastores dissiparia o rebanho (Atos 12:1-3). O rei Herodes Agripa I reinou na Palestina por ordem do imperador Claudio, devido a serviços prestados aos romanos. Esse homem perverso era neto de Herodes, o Grande, que havia mandado matar as crianças de Belém, e sobrinho de Herodes Antipas, que havia ordenado a decapitação de João Batista (Mateus 2:13-8 / Marcos 6:14-29). Herodes pertencia a uma família dada a intrigas e assassinatos, desprezada pelos judeus que não aceitavam a ideia de serem governados por edomitas. Como era um político habilidoso, logo descobriu a maneira fácil e barata de obter popularidade nacional: exterminar os líderes cristãos. Ele fora informado que os cristãos eram considerados uma seita fanática, apóstata, perigosa e sem possibilidade de ser recuperada para o judaísmo. E para demonstrar zelo pela religião judaica, mandou executar Tiago e encarcerou a Pedro, para mata-lo em seguida. Herodes foi um instrumento do diabo para perseguir a Igreja, pois, naquele momento, o Evangelho se espalhava pelo mundo, alcançando também os gentios. O diabo sabe que a Igreja é vitoriosa e que as forças do mal jamais poderão destruí-la. Se ele não pode destruir a Igreja, ele vai maltratar os cristãos. Herodes ordenou a prisão de vários cristãos e alguns foram mortos, dentre eles o apóstolo Tiago (irmão de João e primo de Jesus). Pedro seria a próxima vítima. O diabo perseguirá a Igreja maltratando a sua liderança. Se você deseja destruir um grupo, destrua a sua liderança. O alvo do diabo era matar ou maltratar os líderes da Igreja. Tiago já havia sido morto e o próximo seria o Apóstolo Pedro, que estava preso, sob forte vigilância. Esta mesma tática é usada hoje, quando os líderes da Igreja e suas respectivas famílias sofrem os mais implacáveis golpes do inimigo. Por isso a Bíblia recomenda que a Igreja ore pelos seus líderes espirituais e os tenham em alta consideração (Hebreus 13:7-17 / I Tessalonicenses 5:12-13).

Pedro tinha noção do risco que corria. Ele sabia que Tiago já havia sido morto e era o próximo. Mesmo assim, antes de dormir, tirou as sandálias, a capa e se preparou para uma boa noite de sono. Será que conseguiríamos dormir diante da possibilidade de sermos executados no dia seguinte? O fato é que Pedro dormiu e o sono foi tão tranquilo que o anjo teve que despertá-lo (Atos 12:6-7 / Salmo 4:8). Mesmo na prisão, Pedro entregou toda a situação ao Senhor e Deus lhe deu paz e descanso. Talvez, sua paz se originasse de saber que a Igreja fazia contínua oração a Deus por sua vida. Assim, mesmo não sabendo como ou quando Deus o livraria, sabia que o livramento estava a caminho (Atos 12:5). Deus sempre envia paz ao crente perseguido (Atos 12:6). Enquanto a Igreja orava, Pedro dormia tranquilamente mesmo naquela situação. Somente a oração é capaz de nos trazer a paz de Deus em momentos de dificuldades (Isaías 41:10 / Filipenses 4:6-7). Pedro se apropriou da promessa de Deus: “Em paz me deito e logo pego no sono, porque Senhor, só tu me fazes repousar seguro” (Salmo 4:8).

Pedro e Tiago eram homens dedicados e ao mesmo tempo importantíssimos para a Igreja. Mas, em Sua vontade soberana, o Senhor resolveu recolher Tiago e prosseguir com Pedro. Estava se cumprindo o que pediram a Deus em oração após a segunda perseguição (Atos 4:29-30). Herodes estendeu sua mão para destruir a Igreja e Deus estava estendendo sua mão para realizar sinais e prodígios, a fim de glorificar Seu Filho. Deus permitiu que Herodes matasse Tiago, mas o impediu de fazer mal a Pedro, mostrando que era o trono celeste que estava no controle e não o governante da Terra.  É bom saber que, por mais difíceis que sejam as provações ou por mais decepcionantes que sejam as notícias, Deus ainda está assentado em Seu trono e está no controle de todas as coisas. Talvez nem sempre compreendamos seus caminhos, mas sabemos que sua vontade soberana é o que há de melhor.


Enfrentando com alegria as tribulações

A esperança pode ser pragmaticamente definida como “uma crença emocional na possibilidade de resultados positivos, sendo requerida uma certa perseverança para se acreditar que algo é possível mesmo quando há indicações do contrário”. Para o cristão, a esperança deve estar focalizada em Cristo e embasada em fé. Paulo apresenta em Romanos 5:1-4 um mapa do que podemos chamar de “CAMINHO DA ESPERANÇA”. “Agora que fomos aceitos por Deus pela nossa fé nele, temos paz com ele por meio do nosso Senhor Jesus Cristo. Foi Cristo quem nos deu, por meio da nossa fé, esta vida na graça de Deus. E agora continuamos firmes nessa graça e nos alegramos na esperança de participar da glória de Deus. E também nos alegramos nos sofrimentos, pois sabemos que os sofrimentos produzem a paciência, a paciência traz a aprovação de Deus, e essa aprovação cria a esperança. Essa esperança não nos deixa decepcionados, pois Deus derramou o seu amor no nosso coração, por meio do Espírito Santo, que ele nos deu”. Para que o Cristão tenha uma esperança viva e a prova de decepções, a mesma deve ser cultivada em um coração cheio de amor e aprovado por Deus. Essa aprovação se dá mediante a paciência que demostramos em meio aos sofrimentos e contrariando toda a lógica, Paulo nos diz que nosso sofrimento deve nos trazer alegria.

Alegria ou Gozo é o profundo regozijo do coração, o verdadeiro gosto de viver e o legítimo amor à vida. É este aspecto do fruto espiritual que nos leva a sentir uma profunda “Satisfação no Senhor” independente das circunstâncias vividas. Ele não impede que tenhamos momentos de tristeza ou frustração, mas nos capacita a passar por eles com nossa devoção intacta e nosso desejo de adorar inalterável.  Sua fonte está na Graça de Deus, que é perfeita e infinita, logo o cristão que atravessa uma noite de tristeza terá logo pela manhã, motivos de sobra para sorrir; e aquele que ora em gemidos e lágrimas, terá também motivos para celebrar com cânticos de jubilo (Salmos 30:5).  Sabemos que a vida cristã implica em muitas provações (João 16:8) e inúmeros perigos (Mateus 10:16), mas mesmo nas piores condições podemos experimentar dessa imensa alegria que a presença do Senhor Jesus nos proporciona, afinal, nada e ninguém poderá tira-la de nós (João 16:22) . Esta alegria, não se trata de um mero sentimento, e nem é reflexo de um momento de descontração; mas sim uma característica inerente do homem que se entrega a Deus, pois uma vez feita esta escolha, somos “ungidos” com o “óleo da alegria” (Salmos 45:7).

Davi estava em um dos piores momentos de sua vida: Havia perdido seu mentor espiritual (Samuel), estava muito longe de casa, as circunstâncias tinham afastado seus amigos, perseguido pelo exército de Israel, encurralado em uma caverna escura e úmida de Adulão... Motivos de sobra para chorar, se lamentar e se entregar ao desespero. Mas não são estes sentimentos que encontramos em sua mais conhecida composição deste período... “ – O Senhor é meu pastor e nada me faltará. Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente as aguas tranquilas... Ainda que eu andasse pelo vale da sombra e da morte eu não teria medo, pois sua vara e teu cajado me consola... Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges minha cabeça com olho e o meu cálice transborda... Certamente que a bondade e a misericórdia me seguiram todos os dias da minha vida e habitarei na casa do Senhor por muitos dias (Salmo 23).Em vez de lamento, louvor... Ao invés de desespero, esperança... Que estas sejam nossas palavras nas horas mais tristes  da vida... E que estes sentimentos nos acompanhem dentro das cavernas escuras para onde um dia teremos que correr.


A oração que produz o sobrenatural

Certamente, a situação de Pedro parecia sem esperança no âmbito natural. Ele estava acorrentado entre dois soldados do lado de dentro e do lado de fora havia dezesseis soldados que guardavam a prisão. Herodes fechou todas as possibilidades humanas, só não contava com a divina, que foi movida pela contínua oração da Igreja (Atos 12:5). O exercício que Jesus mais praticou quando estava entre os homens foi a oração. Ela é a comunicação direta com o Pai, tanto no sentido de comunhão, quanto das instrução, revelação, direcionamento, governo e intervenções poderosas de Deus (Mateus 21:22 / Filipenses 4:6 / I João 1:15 / João 14:3). Jesus tinha por hábito orar à tarde, à noite e sempre pela manhã atuava com grande poder. Ele ensinou que a oração pode tudo (Mateus 11:24). A igreja do primeiro século era alicerçada na oração e, conhecendo a maldade de Herodes, buscou em Deus um milagre (Atos 2:42). O pregador puritano Thomas Watson disse certa vez - “Não devemos jamais subestimar o poder de uma igreja que ora! ” O anjo chamou Pedro na prisão, mas foi a oração que foi buscar o anjo. Quando tudo parecia estar perdido, a única alternativa tomada pela Igreja Primitiva foi buscar a solução em Deus. Se nos posicionássemos em oração para que de Deus viesse uma resposta, não perderíamos tanto tempo. Certamente, descansaríamos em Deus e o céu se moveria com certeza. Tenhamos sempre em mente o exemplo do apóstolo Pedro que conseguiu dormir, um exemplo prático de quem confia a vida nas mãos de Deus.

Deus enviou o livramento, mas o que provocou tal visitação? A intercessão da Igreja (Atos 12:5). Mesmo com toda a precaução tomada por Herodes, Deus prova que está no comando e, quando é acionado, envia sempre em defesa dos Seus o melhor que possui (Atos 12:7). O cárcere representa o poder das trevas, que amarra a vida humana tornando-a impotente. O poder de Deus é a luz que penetra nas trevas e liberta os encarcerados (Salmos 146:7-8 / Isaías 61:1 / Lucas 4:18-19). Deus sempre envia luz no meio das trevas (Atos 12:7). Enquanto a Igreja orava, Deus iluminava. Uma luz sobrenatural foi derramada sobre a prisão. Não podemos nunca nos esquecer de que Deus derrama luz nas nossas trevas (Salmos 112:3).

Uma noite antes da sentença e da execução, Perro é visitado milagrosamente por um anjo (At 12.7). Antes de despertá-lo, o anjo toca Pedro na ilharga e ele foi liberto das cadeias. Logo em seguida, foi posto de pé para sair daquele cárcere. O milagre foi tão espetacular que Pedro se tornou invisível aos olhos de toda a guarnição. Tanto a de dentro quanto a de fora (Atos 12:9-10). Pedro foi despertado, liberto e posto de pé. Como Pedro, muitos dormem algemados e precisam de um toque que desperte e liberte suas vidas. A Igreja tem poder para interceder e para que milagres aconteçam. Precisamos acreditar no sobrenatural, pois viver sem oração é como duelar sem armas. A oração é a grande arma que a Igreja possui para enfrentar as perseguições do mal.


Portas que se abrem

“Pedro, pois, era guardado na prisão; mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus” (Atos 12.5). Esse pequeno e simples advérbio “mas” muda tudo. Significa que, se estamos em ação, Deus muda o quadro. Enquanto o inimigo se preparava para o golpe final, o Senhor se revelou e mudou a situação. Para muitos. Pedro estava Preso; para Deus, ele estava guardado (Atos 12:5). O anjo fez tudo de modo a revelar que Deus domina as circunstâncias. Mandou Pedro se revestir, sem esquecer nenhuma peça de roupa necessária para atravessar a cidade e à noite. Os soldados não eram problema, tudo estava sob controle. Os planos e propósitos de Deus são tão firmes e seguros que não há correria! Nada de preocupação para a vida espiritual de quem está dentro de seus planos. Pedro passou por três portões e o terceiro era de ferro (Atos 12:10). Não são poucas as portas de ferro postas pelo inimigo para nos impedir a libertação. Mas quando o Senhor está à nossa frente, elas se abrem naturalmente. Muitos cristãos jamais alcançarão a experiência de Pedro. Porque mesmo que o Senhor remova todas as suas cadeias e sejam libertos, eles ficam intimados ao deparar-se com outras portas fechadas. Acham desencorajador e são tentados a desistir. Mostre para eles que aqui se encontra uma grande chave: cada porta pela qual Pedro passava era aberta de modo sobrenatural pelo anjo que ia a sua frente. A função de Pedro era apenas continuar se movendo em fé.

Deus faz o impossível, nos abre as primeiras portas (Atos 12:13-16). Mas algumas, nós mesmos temos que abrir. E por que faz isso? Ele sabe que mesmo com as nossas mais fervorosas orações ainda podemos ter um cantinho de incredulidade no coração. Parece incrível que aquele povo que orava pela libertação de Pedro não cresse que estava às portas. Deus sempre espanta o Seu povo com milagres (Atos 12:11-16). Enquanto a Igreja orava, Deus fazia milagres. Quando já solto, o anjo deixou Pedro livre e sozinho. Então, Pedro, caindo em si, disse: Agora, sei, verdadeiramente, que o Senhor enviou o seu anjo e me livrou da mão de Herodes e de toda a expectativa do povo judaico (Atos 12:11). Pedro se dirige a casa de Maria para dar a boa notícia de que Deus havia respondido às suas orações. O problema é que, quando Pedro bateu a porta, os irmãos não acreditaram que deus havia respondido às suas orações, exceto a criada Rode (Atos 12:13-15). Os irmãos acreditavam em Deus, por isso oraram incessantemente por Pedro. No entanto, quando a resposta bateu à porta de onde eles oravam, eles se recusaram a crer. Com eles que se repetiu a história de Zacarias pai de João Batista (Lucas 1:5-25). Sendo assim, Pedro continuou batendo até que eles abriram e viram o milagre de Deus (Atos 12:16).

É interessante como podemos não estar preparados para receber o que pedimos a Deus em oração (Mateus 21:22). Aqueles fiéis irmãos não estavam abertos ao que Deus poderia fazer (Atos 12:12-16). Quando finalmente abriram a porta, aqueles santos que oravam ficaram espantados e se maravilharam diante da gloriosa libertação de Pedro, que não teria ocorrido a menos que eles agissem baseados no que acreditavam acontecer. Em cada uma de nossas comunidades, asa pessoas estão batendo à porta. Elas esperam encontrar uma Igreja convicta de que Deus deseja libertar as pessoas do cárcere de suas almas. Elas buscam esperança para o desespero, esperam encontrar em nós um refúgio para suas angústias. É extremamente importante lembrar para os alunos que Deus sempre estará pronto para se mover em resposta às nossas orações. Todavia, Ele precisa que acreditemos pela fé naquilo que pedimos (Marcos 9:23). Desse modo, veremos o Seu poder transformando estas vidas. A oração nos conecta com aquilo que as possibilidades humanas não resolvem. Pedro não era apenas o refém de uma potestade governamental. Ele foi preso por uma força espiritual que manipulava um homem poderoso para fins demoníacos. Mas a Igreja fez o seu papel e Deus respondeu de forma sobrenatural. A oração pode todas as coisas (Marcos 9:23).


O Poder da Oração

Ao longo da história, a perseverança do cristão mesmo diante das mais adversas situações tem sido uma das mensagens mais impactantes do evangelho. Se Pedro, oprimido por 16 soldados, dormia tranquilamente as vésperas de sua execução, outros milhares de cristão morreram nas arenas romanas louvando e orando enquanto eram destroçados pelas feras. Qual o segredo? – ORAÇÃO! – A oração é uma poderosa ferramenta de libertação, pois mesmo quando “não abre as portas de escape”, ela abre nossa visão espiritual afim de contemplarmos a glória que nos aguarda, e todo o medo é retirado, dando ao cristão a coragem necessária para enfrentar a morte como a vitória final sobre o mundo. A oração é, portanto, muito poderosa. A Bíblia não deixa dúvidas quando afirma categoricamente em Tiago 5:16 que a oração de um justo é poderosa e eficaz, e pode muito em seus efeitos.

A oração é o único elemento produzido na Terra que consegue a proeza de atravessar por entre as potestades e legiões celestiais, e literalmente, rasgar os céus. E ali, onde reina pureza e perfeição, as orações realizadas pelos Servos de Deus, são recebidas com júbilo e alegria, pois tem a capacidade incompreendida de perfumar o próprio paraíso. João testemunhou em loco esta realidade, e a descreveu em suas revelações: E, havendo tomado o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo todos eles harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos (Apocalipse 5:8). Um pouco mais a frente, João se aproxima do Trono do próprio Deus, e avista diante dele um Altar de ouro. Então um anjo imponente e deslumbrante chega trazendo em sua mãe um incensário de ouro, tendo em seu interior uma grande quantidade de incenso, que será usado para manter as chamas do altar acessas. Entretanto, para que tal “combustão” aconteça, primeiro é necessário agregar um novo componente a esta mistura: e foi-lhe dado muito incenso, para o pôr com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante do trono. E a fumaça do incenso subiu com as orações dos santos desde a mão do anjo até diante de Deus (Apocalipse 8:3-4).

Que linda revelação... São as nossas orações que mantem acessa a chama do Altar que está diante do Trono de Deus. Pode haver privilégio maior? Nenhuma arma fere Deus, nenhuma tecnologia consegue alcança-lo, nenhum exército pode confrontá-lo... Mesmo assim, sua mais singela oração tem o poder de fazê-lo se levantar de seu Trono, para simplesmente sentir o cheiro suave que emana de suas preces... E o que vem a seguir é colossal: Fogo, trovões, relâmpagos e terremotos (Apocalipse 8:5). E se não bastasse tamanho poder, a oração ainda tem a capacidade ímpar de comover o coração de Deus em nosso favor, fazendo-o mover suas mãos em nosso auxilio, bradando dos céus em nosso socorro, pois “todo o que pede, recebe; e quem busca, acha; e ao que bate, a porta se abre” (Mateus 7:8). Ela transforma o que parecia ser o fim em um novo começo (II Timóteo 4:7).




Participe da EBD deste domingo, 06/09/2015, e descubra você também o maravilhoso poder de Jesus Cristo e o segredo do sucesso apostólico.

Material Didático:
Revista Jovens e Adultos nº 96 - Editora Betel
Comentarista: Pr. Abner de Cássio Ferreira
Sinais, Milagres e Livramentos do Novo Testamento 
Lição 10

Comentários Adicionais (em verde):
Pb. Miquéias Daniel Gomes

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Quarta Forte com Missª Elza Lino Almeida



Em Lucas 12, Jesus conta a seus seguidores a história de um servo prudente, que ao receber uma ordem de seu senhorio, a executa com zelo e diligencia, sem perder o foco de sua missão. Mais uma vez o Senhor Jesus nos traz um alerta através de uma parábola, desta vez a respeito da vigilância que nós temos de ter em relação a nossa alma, pois ela deve estar preparada ao modo de nosso Senhor para que não sejamos pegos de surpresa: - Sede vós semelhantes a homens que esperam pelo seu senhor, ao voltar ele das festas de casamento; para que, quando vier e bater à porta, logo lhe abram... Bem-aventurados aqueles servos a quem o senhor, quando vier, os encontre vigilantes... Quer ele venha na segunda vigília, quer na terceira, bem-aventurados serão eles, se assim os achar (Lucas 12: 36-38).

Os servos deveriam aguardar a volta de seu senhor apostos, em constante vigilância, posto que não sabiam que horas ele viria das festas de casamento então não poderiam adormecer. A horário citado na parábola para o possível retorno do “patrão"  corresponde ao espaço entre as 21:00 e as 3 da manhã, ou seja, não havia um horário determinado, mas sim a certeza de que seu senhor viria, e em nenhuma hipótese eles poderiam ser pegos dormindo. Jesus usa deste exemplo prático para falar conosco dizendo que deveríamos agir de igual modo perante Ele.

Devemos levar a sério os alertas que Deus nos faz. No versículo 39 Jesus deixa algo bem claro:  " Sabei, porém, isto: se o pai de família soubesse a que hora havia de vir o ladrão, [vigiaria e] não deixaria arrombar a sua casa." O ladrão não liga avisando e nem pedindo a sua permissão para arrombar sua casa e levar tudo que você tem, ele simplesmente aparece quando a pessoa menos espera, por isso a necessidade de constante vigilância. E mesmo com tantos alertas da palavra de Deus sobre isso tem muita gente que vai ser surpreendida, mas de maneira negativa. Assim tem muitas pessoas vivendo a vida, se arriscando quando não deveria.

Jesus esta as portas, e sua volta é certa. Devemos estar alertas e prontos para sua chegada, a fim de sermos pegos de surpresa, tosquenejando e fazendo sua obra relaxadamente.

E foi com este aconselhamento maravilhoso, que a Missª Elza Lino Almeida, uma das matriarcas de nossa igreja, abrilhantou a Quarta Forte deste dia 02/09/2015, nos lembrando da eminencia da volta de nosso Senhor Jesus Cristo, e do preparo que de devemos ter para recebe-lo como servos zelosos e prudentes, vivendo em oração e redobrando a vigilância.



Filme: Amor Incondicional - A história de Oséias

O livro de Oséias narra uma das mais emocionantes e inspiradoras histórias da Bíblia, abordando assuntos como o amor incondicional e o perdão irrestrito. Ao ler suas páginas, é comum pensar que aquela história daria um bom filme.  “Amor Incondicional – A história de Oséias” (Amazing Love – The history oh Hosea) é uma produção estadunidense distribuída no Brasil pela Graça Filmes, com direção de Kevin Downes, tendo em seu elenco nomes hollywoodianos como Sean Astin e Erin Bethea, que mergulha na história do profeta Oseias para nos trazer lições grandiosas.

Stuart (Astin), líder da juventude da igreja, e sua esposa, Beth (Erin), levam cinco adolescentes para acamparem no fim de semana. Porém, duas garotas têm uma séria discussão. Para resolver o conflito e fazer os jovens repensarem seus comportamentos, Stuart cita o belo exemplo de Oseias (Elijah Alexander): ele recebe uma revelação de Deus e se casa com uma prostituta. Tempos depois, sua mulher, Gomer (Tehmina Sunny), abandona o lar por causa de riquezas materiais. Mesmo assim, seguindo o exemplo do incrível amor de Deus, o profeta perdoa a traição e volta a cuidar de sua esposa depois que ela é jogada, pelo amante, no mercado de escravos. Uma bela lição é transmitida por esta história emocionante, que exalta o amor incondicional do Senhor e o Seu perdão pelos erros da humanidade.




terça-feira, 1 de setembro de 2015

O Matador de Vacas (Palavra Pastoral - Agosto 2015)


Em seu famoso “Sermão da Montanha”, Jesus faz um importante alerta aos seus ouvintes: -  Onde estiver o seu tesouro, ali estará também teu coração (Mateus 6:21). Meditando nesta afirmação de Jesus, me ponho a pensar em como limitamos nossa capacidade de conquista, quando mantemos o nosso coração na famigerada zona de conforto, depositando ali, o que consideramos ser nosso maior tesouro. Quanto desperdício!

Às vezes, é preciso se desapegar daquilo que julgamos essencial, para poder abrir novas perspectivas. Ou seja, perder para ganhar...

Conta-se que certo vendedor, ao visitar a zona rural de sua cidade, observou um sitiante a beira do caminho vendendo alguns litros de leite, fruto de uma magérrima vaca que possuía. Puxou conversa e logo ficou conhecendo um pouquinho da história daquele gentil matuto. A vaca era sua única fonte de renda, e por isso, o sitiante agradecia aos céus todos os dias, pela vaquinha prendada com a qual fora tão abençoado, já que sem ela, não saberia o que fazer para sustentar sua casa. A pobreza era grande na residência do sitiante. Ele estava sempre muito mal-vestido, suas crianças eram magras e a esposa se mostrava desanimada e sem perspectiva. A situação financeira daquela gente era precária, e qualquer esperança de um futuro melhor era sumariamente esmagada pela dura e cruel realidade. O vendedor seguiu seu caminho pesaroso, triste pelo destino daquela família.

Dias depois, o vendedor passou por aquela região e procurou pelo sitiante para ver como ele estava. E a situação havia piorado muito. Ele encontrou toda a família aos prantos, desesperados e emocionalmente destruídos. Perguntou o motivo de tamanha tristeza, e o sitiante explicou que sua vaquinha tinha morrido e que agora não sabia o que fazer para alimentar seus filhos. O vendedor se despediu da família enlutada, e enquanto caminhava, pensava consigo mesmo: - E agora, meu Deus... O que será desta pobre família, já que o seu único meio de sustendo se foi!

Passados alguns meses, o vendedor precisou retornar. Para sua surpresa, o sitio estava lindo, todo trabalhado e cheio de plantações. O sitiante estava muito vestido elegantemente, a esposa bem cuidada e os filhos se mostravam fortes, corados e sorridentes. O vendedor não se conteve. Parou e perguntou o que tinha acontecido ali. Então, o sitiante explicou: - Depois da morte da vaquinha, eu comecei a lavrar a terra, e descobri como meu sítio é produtivo. Investi meu tempo e trabalho arando e preparando a terra. Pouco depois da semeadura, a lavoura deu muitos frutos se tornando uma fonte de renda especial. A plantação gerou um grande lucro e começamos a prosperar.  Deus precisou matar a minha vaquinha para que eu pudesse entender que o projeto dele para minha vida era maior do que apenas tirar leite!

E você, meu irmão? Qual é a vaquinha que te impede de crescer?

Como temos o péssimo hábito da acomodação (também me incluo nesta estatística), mas fico feliz por Deus ainda matar vacas. Se não fosse assim, jamais progrediríamos. Por isso, não fique triste quando vierem percas, encare isto como oportunidades de crescimento. Funciona assim. Deus mata a nossa vaquinha, nos impulsiona a buscar novas oportunidades, descobrimos uma força que até então não sabíamos possuir e com isso prosperamos.

Conviva pacificamente com as percas e as transforme em fontes rentáveis para sua vida. Mãozinhas para cima. Grande abraço.




Testemunho: Deus remove pedras (Pra. Márcia Antônia Gomes)




Quero louvar a Deus através de mais um testemunho, agora contando sobre uma cura maravilhosa que eu recebi do Senhor Jesus.

Aproximadamente uns 5 meses após ter aceitado à Cristo, comecei a ter violentas cólicas renais, chegando a ficar 13 dias consecutivos com dores muito agudas.  Era internada e recebia alta, mas sempre chegava em casa com cólica novamente.

As inúmeras injeções que tomava e as dezenas de litros de soro não faziam qualquer efeito em mim. Naquela época era realizado um culto na casa da irmã Vilma (in memoria) e quem dirigia o trabalho era o saudoso Pr. Nabor Henrique dos Santos. No meu coração comecei a crer que se aquele homem de Deus orasse por mim eu ficaria curada.

E segundo a minha fé, o milagre aconteceu. Jesus me curou!

Passados alguns anos, comecei a ter problemas no outro rim, fazendo com que tivesse novamente as mesmas cólicas horríveis, agora do outro lado de meu corpo. Fui encaminhada para me consultar com um urologista que pediu exames de raio-x. Ele então constatou uma grande pedra que havia parado no canal da minha bexiga.
 Imediatamente, ele me encaminhou para um nefrologista, que vendo os meus exames, pediu para sua equipe preparar a documentação para que eu fosse até a cidade de São José do Rio Pardo, pois estávamos nos primeiros anos da década de oitenta, e somente ali havia um equipamento a lazer para quebrar a pedra.

Porém, a viagem foi adiada pois os médicos se atrasaram com os exames preparatórios, sendo necessário um novo raio-x. Acreditei mais uma vez que as mãos do Senhor estava agindo e que o resultado deste novo exame, iria mostrar que eu havia sido curada. Feito o novo exame, o médico se pôs a comparar os dois resultados e me perguntou o que havia acontecido comigo e se a pedra tinha sido expelida. Eu respondi que não, e então ele me informou que de fato seria impossível expelir aquela pedra sem sentir uma imensa dor, pois ela era muito grande.

Foi então que ele me falou o porquê de seu espanto, e para a glória de Deus, o segundo exame mostrava que a pedra havia desaparecido. O médico não se conformava com aquilo e insistia para que eu explicasse o ocorrido, e então, ainda dentro do consultório, eu testifiquei dizendo que Jesus havia derretido a pedra dentro de mim.


Mais uma vez Deus me ouviu e honrou a minha fé. Toda a gloria seja dada ao Senhor! Creia que o Senhor é capaz de remover pedras, não importa o tamanho!