segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Pescadores de Homens


Inspirado na mensagem do Pb. Miquéias Daniel Gomes, no Culto da Família em 13/09/2015.

Ao longo de três intensos anos, eles andaram com Cristo. Cada ensinamento, cada palavra de vida eterna chegou primeiro aos seus ouvidos, receberam afago e carinho. Desfrutaram da beleza que há na correção feita em amor e da doçura existente numa severidade empática. Homens privilegiados com um chamado exclusivo e pessoal, testemunhas oculares de cada milagre, participantes de cada página da mais bela história já registrada. Tinham motivos de sobra para crer, mas por um instante duvidaram, pois aparentemente seu Mestre tinha ido embora numa viagem sem retorno e agora eles estavam sozinhos, a mercê da própria sorte. O caminho fora interditado, a verdade tinha sido sepultada e a vida estava morta.
O sepulcro frio e escuro só conteve Jesus por três dias. Um Cristo vivo e radiante aparece a Maria Madalena e ordena: - Vá e diga aos outros que eu ressuscitei! Mas chegando ao túmulo aqueles homens nada veem além de um lugar vazio... Tão vazio quanto seus lúgubres corações.
Bastaram poucos dias sem uma manifestação corpórea do Jesus ressuscitado para que seus discípulos perdessem o foco prioritário de sua missão espiritual, tirassem da aposentadoria suas redes e se lançassem ao mar para uma boa noite de pescaria.  É comum ao homem que se sente longe de Deus seguir seus próprios instintos, confiar em suas habilidades naturais e tomar decisões por conta própria. Assim sendo, Pedro, Tomé, Natanael, Tiago, André, João e outro discípulo não identificado, decidem que é hora de voltar aos velhos hábitos, retornar as origens e se dedicarem a uma atividade mais prática, num mundo que eles conheciam muito bem. Ali na imensidão azul se sentiam grandes, importantes, senhores da situação, líderes de suas próprias vidas, e afinal de contas, pra que se preocupar em pescar homens se existem tantos peixes disponíveis no mar?
É claro que nestas circunstâncias os resultados não seriam os melhores, e apesar dos seus muitos esforços, nenhum peixe se apanhou. Ao romper do dia, quando retornavam frustrados e decepcionados (pois até o mar os abandonara), avistaram junto à praia alguém que os perguntou se a pescaria tinha sido produtiva:
- Ei, vocês! Estou com fome, tem aí no barco alguma coisa que possamos comer?
- Quem dera... A noite foi difícil meu amigo. Na verdade nem um único peixe conseguimos apanhar – Respondeu Pedro.
- Por que vocês não jogam as redes novamente? Mas desta vez joguem para o lado direito do barco, e com certeza os peixes estarão lá – Orientou a homem que estava na praia.
Sem nada a perder, os discípulos jogam as redes e milagrosamente os peixes começam aparecer às dezenas. Corações acelerados com uma grata sensação de “já vi isto antes”. João é o primeiro a entender o que está acontecendo e avisa aos demais: - É ele... É Jesus! Pedro se lança nas águas e em largas braçadas chega à praia antes mesmo do barco.
Ali o Mestre os aguarda com pão e peixe assado. Como era seu costume, Jesus alimenta corpo e alma ao mesmo tempo, e enquanto come com eles, os encoraja a serem fortes e perseverantes, pois um novo tempo está para começar. Era chegada a hora dos alunos assumirem o lugar do professor, de discípulos se tornarem apóstolos.
Em volta da fogueira o Mestre tem uma conversa reveladora com Pedro. Está para nascer a maior e mais importante organização da história da humanidade, onde Jesus seria o fundamento e  e aqueles homens os seus pilares: A Igreja de Cristo.

sábado, 12 de setembro de 2015

Herança Divina - O frescor do terceiro dia



Na noite deste sábado, 12/09/2015, o Grupo de Varões Heranças realizou seu culto especial com os homens da igreja, para agradecer ao Senhor por todas as vitórias e buscar seu direcionamento para nossos próximos passos. E Deus nos brindou com um aconselhamento poderoso através da ministração do Dc. Abdenego Wanderley, líder de varões, que embasado no texto de Lucas 24, nos falou sobre a essência do evangelho: A ressurreição de Jesus.

Jesus levou sobre si todas as nossas mazelas, pagou o preço de nossos pecados, morreu para nos apresentar um novo e vivo caminho para Deus e ressuscitou com poder e glória para nos garantir vida eterna. A sexta feira da morte de Jesus foi um dia de muito sofrimento e imensa dor. A sábado, foi dia de silêncio sepulcral, luto e muita tristeza. Mas é no domingo, na manhã do terceiro dia, que o sepulcro é encontrado vazio, pois o “vivente” não está entre as mortes. Ali a esperança que fora perdida é reencontrada, e o choro dá lugar ao sorriso. É preciso entender que o evangelho passe pela cruz, mas não restringe apenas a ela. O evangelho  também abrange o tumulo vazio, onde a morte foi derrotada pela vida,   tornando o frescor do “terceiro dia”,  no diferencial de nossa pregação.

A palavra “EVANGELHO” significa literalmente “Boa Notícia” ou “Boas Novas”. Porém, mais do que trazer alegria e esperança, esta “novidade” vinda diretamente dos céus traz para a vida do ser humano uma verdadeira “transformação”.  

Esta transformação começa pela liberdade de todas as amarras que nos prendem ao passado pecaminoso ou então ao legalismo que nos veste com trajes de religiosidade enquanto nossas intenções estão distantes dos desígnios de Deus. E esta liberdade nasce do conhecimento – “Conhecereis a VERDADE e a VERDADE vós libertara” (João 8:32). Quando o homem tem um encontro real com o Salvador, uma mudança genuína acontece, pois, o sangue de Cristo suplanta toda maldição e o amor que abunda na cruz, lança fora todo o medo. Jesus é poderoso o suficiente para arrebentar cordas e destruir grilhões e fará isso na vida de qualquer pessoa que realmente o receba como o Messias. Ele apaga nosso passado e nos orienta rumo a um futuro glorioso. O problema de grande parte da cristandade é exatamente viver um Evangelho superficial, onde muito se fala, mas pouco se vive.

Para ser livre, é preciso encontrar a Verdade, e isto basicamente significa viver uma experiência pessoal e verdadeira com Jesus. Não “aceitar” Jesus de forma ritualista como é tão usual hoje em dia, mas sim “entregar-se” completamente à Jesus, permitindo que ele seja o Senhor absoluto de sua vida. Jesus está vivo e se fará presente, lado a lado, até a consumação dos séculos. Hoje, pode definitivamente ser o seu “terceiro dia”.



sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Fidelidade - Observancia rigorosa da verdade

 
 
O termo “FIDELIDADE” faz alusão a atitude de quem é leal, honesto, confiável e verdadeiro nos compromissos que assume, sendo constante em sua conduta. Numa definição mais pratica, podemos dizer que a FIDELIDADE é uma observância rigorosa e exata da verdade, ou ainda, firmeza e lealdade. Todas estas características estão presentes na composição do caráter divino, e é exatamente por isso que Ele não desiste de nós, seu projeto mais auspicioso.
 
É claro que Deus deseja uma reciprocidade desta relação, por isto, Ele leva muito a sério nossas ações e palavras. Na atmosfera habitada pelo Senhor, não existe mentira e nem engodo, logo a verdade predomina absoluta. Deus exige (e cobra) de nós a mais pura verdade.
 
Entenda: Na presença de Deus a mentira simplesmente deixa de existir, é portanto não existe a possibilidade de se mentir ou omitir até o mais escuso pensamento, já que Ele mesmo se revela assim ao homem espiritual: Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração. E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas (Hebreus 4:12-13).
 
Deus jamais se engana e portanto não pode nós enganar também. Suas promessas são respaldadas na total certeza de que Ele tem o poder de torná-las em realidade. Não existem palavras ditas no afã do momento ou verbetes lapidados por sentimentos deturpados e sazonais. Deus é pontual e preciso, zeloso por honrar cada vírgula de sua Palavra.
 
Assim, Ele espera que honremos nossas palavras, votos e promessas com o mesmo esmero. Precisamos entender que Deus leva o homem muito a sério. Quando Esaú, entorpecido pelas circunstâncias, trocou sua primogenitura por um prato de lentilhas, certamente não estava considerando aquela promessa como válida, mas Deus estava. Como resultado, Esaú perdeu o direito de herdar as bênçãos patriarcais que lhe eram de direito (Gêneses 25:34).
 
Portanto, precisamos refrear nossa língua, pesar cuidadosamente nossas palavras e medir milimetricamente nossas ações diante de Deus, pois a fidelidade Dele é tão intensa, que elevará ao quadrado nossas ações, dando a elas uma conotação muito mais intensa, o que acarreta maior cobranças sobre elas.  Na maioria das vezes não somos capazes de corresponder a estas expectativas divinas sobre nós, pois nossa natureza humana ainda se inclina para o mal, com suas mentiras frequentes e desculpas esfarrapadas, que minam e por vezes implodem, a nossa fidelidade para com Deus.
 
Mas nossa infidelidade não compromete a fidelidade de Deus, que continuará verdadeiro e leal independentemente de nossas atitudes, pois como disse Paulo em II Timóteo 2:11-13, “fiel é esta palavra: Se, pois, já morremos com ele, também com ele viveremos; se perseveramos, com ele também reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará; se somos infiéis, ele permanece fiel; porque não pode negar-se a si mesmo.”
 
 
 

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

EBD - O milagre da ressurreição de Dorcas



Texto Áureo
Atos 9:39
Pedro atendeu e foi com eles. Tendo chegado, conduziram-no para o cenáculo; e todas as viúvas o cercaram, chorando e mostrando-lhe túnicas e vestidos que Dorcas fizera enquanto estava com elas.

Verdade Aplicada
Dorcas era tão útil e importante que seus irmãos de fé não puderam suportar a sua morte. Por isto, Deus permitiu o retorno à vida de Dorcas.

Texto de Referência
Atos 9:36-37, 40- 41.

E havia em Jope uma discípula chamada Tabita, que, traduzido, se diz Dorcas. Esta estava cheia de boas obras e esmolas que fazia.
E aconteceu, naqueles dias, que, enfermando ela, morreu; e, tendo-a lavado, a depositaram num quarto alto.
Mas Pedro, fazendo sair a todos, pôs-se de joelhos e orou; e, voltando-se para o corpo, disse: Tabita, levanta-te. E ela abriu os olhos e, vendo a Pedro, assentou-se.
E ele, dando-lhe a mão, a levantou e, chamando os santos e as viúvas, apresentou-lha viva.


A religião pura e imaculada

Tiago 1:27 afirma que a verdadeira religião, pura e imaculada, consiste em amparar os necessitados. A igreja primitiva se empenhava vigorosamente em ser leal a esta vocação, e Lucas, não apenas ressalta a latente fraternidade eclesiástica (Atos 2:42-47), como faz questão e citar nominalmente alguns irmãos engajados na pratica da generosidade, como foi o caso de Barnabé (Atos 4:36-37) e Dorcas (Atos 9:36-39). Sabemos que a salvação não é obtida por boas obras, e sim por fé em Cristo Jesus, já que é um favor imerecido derivado da graça (Gálatas 2:16). Porém, é fundamental que o cristão viva uma vida onde a prática de boas obras seja uma atividade constante, isso porque uma fé que não é colocada em exercício torna-se letárgica, obsoleta e por fim, acaba morrendo (Tiago 2:24-26). Parte importante de nossa pregação é exatamente aquilo que fazemos, e Paulo exorta aos irmãos da cidade de Colossos que tanto suas “palavras” e suas “obras” deveriam ser embasadas no nome do Senhor Jesus, dando por ele graças ao Deus Pai (Colossenses 3:17). De fato, aquilo que fazemos grita tão alto que as vezes, nossas palavras sequer são ouvidas.

O cristão é uma carta aberta, escrita e enviada ao mundo afim de que os homens possam ler sobre o amor e a misericórdia de Deus (II Coríntios 3:2). É olhando para nossas vidas que o ímpio poderá ter uma prova clara do poder transformador do evangelho, e observar como uma vida dedicada ao Senhor é abundante de paz e felicidade. Jesus nos revelou que aquele que nele cresse, se tornariam em um manancial de águas vivas (João 7:38). Isso implica em dizer que o cristão deve ser uma fonte de generosidade e amor, sempre disposto a estender sua mão ao próximo, independente de quem ele seja. A fé é a estrada que nos conduz ao céu, e nossas obras são pedras que pavimentam este caminho. A fé de um cristão é como uma luz intensa que irradia em meio as trevas deste mundo, mas suas obras são como luzes de neon, que piscam incessantemente, fazendo com que até os olhares mais dispersos sejam atraídos para ela. A igreja primitiva entendeu está verdade e transformou a caridade em sua bandeira de luta, tendo a amor a Deus e ao próximo como o epicentro de sua existência. Neste contexto, Dorcas é apenas a ponta do iceberg.

Ela era uma mulher generosa, que mesmo depois da morte, colheu frutos gloriosos por suas excelentes obras, sendo o primeiro caso de ressurreição depois da ascensão de Jesus. O milagre aconteceu porque os irmãos da cidade de Jope (principais beneficiados pela bondade de Dorcas), se mobilizaram em clamor, recorrendo a Pedro para que este orasse pelo “improvável” milagre. E o milagre aconteceu. Boas obras dão início a um ciclo glorioso de bem-aventuranças que nem mesmo a morte pode interromper (I Timóteo 4:7). Pensar no próximo antes de nós mesmos pode ser a chave para as nossas maiores conquistas. Jó passou cerca de 40 capítulos tentando encontrar respostas para suas mazelas e tragédias pessoais, e neste tempo, sua situação continuou caótica e sem solução. Mas bastou “um” versículo orando pelos seus amigos, para que seu cativeiro fosse virado e a restituição batesse em sua porta (Jó 42:7).


Dorcas - Uma discípula notável

A ajuda prestada a outros mostra que a Palavra de Deus está na vida do servo de Deus. O cuidado com as necessidades diárias das pessoas prepara o solo do coração delas para que a Palavra de Deus crie raízes. Dorcas era fervorosa e abnegada. Para ela, tudo era fácil. Ela não contava o tempo, nem media esforços. Não barganhava com a s pessoas, nem com Deus. O que ela tinha não era absolutamente dela e sentia um prazer tremendo em ajudar os outros, em deixar os outros felizes. Dorcas era uma pessoa que procurava sempre elevar o espírito e o ânimo daqueles que a rodeavam. Ela sabia como suprir as necessidades de cada um. Era extremamente caprichosa e tudo quanto fazia refletia sua beleza interior. Para Dorcas, ser cristã era uma aventura nova a cada dia. Na verdade, ela não era assim antes de sua conversão. Foi Jesus que implantou nela essa vida abundante e, todos aqueles que conviviam com ela, podiam beber dessa fonte de água viva que fluía do seu interior. Ela era verdadeiramente a mulher virtuosa (Provérbios 31:10). Ela era uma discípula notável. Onde Dorcas colocava as mãos, ficavam as marcas de sua graça e beleza interior. Sua dedicação nos leva a uma introspecção sobre nosso próprio primeiro amor com Jesus. Será que Dorcas não lembra um pouco nós mesmos? Não sentíamos uma alegria transbordante por ler a Palavra de deus, orar, poder ir aos cultos, poder estar com os irmãos, ajuda-los em suas necessidades, poder contribuir, ser consolo e esperança para as pessoas? Tudo na nossa vida possuía brilho muito intenso e sentíamos um gosto muito grande pela vida e era verdadeiramente feliz. Essa Tabita ou Dorcas está ainda conosco?

Em Atos 9:36 a Bíblia diz que Dorcas era uma “discípula” – uma pessoa da Igreja que se dedicava a aprender e viver os ensinamentos de Jesus Cristo. Após sua morte, um grupo de discípulos teve a ideia de mandar chamar o apóstolo Pedro que estava em Lida, cidade vizinha a Jope, cerca de 14 Km de distância (Atos 9:38). No decorrer do texto, os discípulos são chamados de “os santos” – separados para Deus (Atos 9:41). Assim, Dorcas era uma discípula de Jesus, fazia parte de uma comunidade de santos e tinha o testemunho de todos, especialmente de um grupo de viúvas, do quão bondosa e prestativa ela era. Dorcas era uma serva de Deus que revelava compromisso com o Mestre,  sendo chamada de discípula. A palavra que a descreve é “matheria” usada somente no Novo Testamento e significa discípulo feminino. Dorcas nos desafia a também sermos servos discípulos de Jesus em nosso tempo e em nossa geração. Como tem sido nosso modo de vida como servo(a) do Senhor? Temos sido cristãos devotados e dedicados ao Senhor? O Mestre pode nos confiar como discípulos as tarefas e o cuidado de pessoas e de sua obra?  

Dorcas é um exemplo na Bíblia de como devemos viver nossas vidas. A Palavra de Deus afirma que há pessoas de quem “o mundo não é digno” (Hebreus 11:38). Ou seja, gente especial, útil, que dignifica a existência humana. Prova disto é que a igreja em Jope decidiu buscar em Deus algo até então inédito: a ressurreição da discípula morta. Inédito porque, desde que Jesus fora para o céu, este milagre ainda não havia acontecido. Será que ainda podemos achar pessoas das quais o mundo não é digno? Sem dúvida, nos nossos dias ainda vivem pessoas que obedecem a uma ética superior. Elas não vivem o “olho por olho, dente por dente” que tem regido a humanidade por gerações. Quando ofendidas, perdoam. Quando ameaçadas, decidem orar. Coisas assim soam como loucura aos ouvidos de uma geração que tem provado de um mundo perverso. Nem por isso deixam de ser verdadeiras. Este mundo não é digno dos peregrinos porque eles não andam segundo os seus “brutais costumes”, mas obedecem à lei do amor.


O exemplo de fé e obras

O cristão não pode viver uma vida de fachada. O cristão deve incluir em sua conduta de vida a oração, a Palavra de Deus, as boas obras e a fé. É preciso entender que o exercício da fé deve ser demonstrado com obras para ser genuíno (Tiago 2:21-22). A irmã Dorcas nos deixou essa excelente lição: uma vida de fé cheia de boas obras (Tito 2:14). É bem certo que Dorcas ajudava muito as pessoas que precisavam dela e doou bastante de si mesmo. Havia muitas viúvas que não tinham agasalhos e roupas e Dorcas recolhia os tecidos e fazia túnicas ou vestidos para elas. Dorcas também ajudava os mais pobres, que não podiam comprar nem os tecidos e fazia roupas para eles. Essa valorosa mulher nos desfia a deixarmos as teorias a respeito de amar a Deus e amar ao próximo e colocarmos em prática o cuidado pelas pessoas. O amor ao próximo inclui o esclarecimento fraterno, a todo tempo em que se faça útil e necessário.

Aprendemos com esta passagem bíblica que Dorcas era uma serva que ajudava financeiramente os mais pobres. Ela expressava sua piedade e amor ao Senhor cuidando dos mais necessitados. Muitas pessoas ganharam de presente de Dorcas as roupas de que precisavam e gostavam muito dela. Dorcas amava ao Senhor Jesus e fazia tudo com amor e boa vontade. A lição que podemos extrair da vida desta abnegada mulher é que, sempre que fazemos alguma coisa, devemos fazer com amor, porque fazemos para o Senhor. Essa generosa serva do Senhor nos desfia a amarmos mais a Deus e as pessoas do que ao dinheiro ou aos bens materiais (Mateus 6:33). Como tem sido o seu ministério como servo(a) do Senhor neste tempo. Você tem se envolvido regularmente na prática de boas obras? Você tem gasto seu tempo, recursos e talentos para abençoar os menos favorecidos? AS pessoas que têm necessidades podem contar com a sua ajuda? Você tem um coração generoso para ofertar? Você tem um coração obediente para dizimar?

O mundo já se esqueceu de muitas coisas que aconteceram, mas as obras de Dorcas sempre serão lembradas, pois são citadas na Palavra de Deus (I João 217). A ferramenta de Dorcas era uma agulha com a qual trabalhava para vestir os pobres. A discípula que pregava o evangelho com a agulha era Dorcas e fazia isto porque amava Jesus e amava os pobres. A nossa pregação somente por meio de palavras pouco vale. Se amamos a Jesus nunca nos esqueceremos da beneficência (Hebreus 13:16), principalmente para com os domésticos da fé (Gálatas 6:10). Não importa qual seja nosso dom. O que importa é saber manejá-lo bem, para o progresso do Reino de Deus e não para nosso próprio interesse. Dorcas usava seu talento com a maior graça. Após sua ressuscitação, certamente Dorcas voltou a servir às viúvas, aos órfãos e todos que necessitavam dela. Ela poderia interromper seu ministério, mas seu amor pela obra de Deus nos permite concluir que ela continuou servindo ao Senhor com alegria (Salmo 100:1). Será que as nossas obras são tais que na nossa saída deste mundo, a Igreja sentirá tanta falta a ponto de chorar? Entre um pequeno grupo de seguidores de Jesus, um milagre aconteceu e isto trouxe gozo indescritível para todos. Como será então quando ocorrer o arrebatamento? A ressurreição de Dorcas foi um milagre de Deus, o mesmo Deus que servimos. Ele não mudou. Deus fez o choro se tornar alegria.


A beleza do “servir”

Em Romanos 12:3-8, o apostolo Paulo identifica alguns ministérios vitais para a funcionalidade da igreja. Alguns, por seu exercício público, acabam sendo erroneamente mais valorizados que outros. Mas quando pesados na balança, todos têm relevância singular. Por exemplo, é dito que Deus dá a alguns membros do Corpo de Cristo uma capacitação especial para exercer “serviço” ou “auxilio”.  São exatamente aquelas pessoas que sentem prazer em servir aos demais, trabalhando para o Senhor e para a congregação com zelo irrestrito e alegria espontânea. É neste seleto grupo, por vezes tão injustiçado, que encontramos os voluntários que acordam cedo para dar plantão na igreja sem receber nada por isto, os que se mobilizam em faxinas ao templo, os que oferecem seus carros para o transporte dos irmãos, os que nas festas e eventos são sempre encontrados na coxia, na cozinha ou nas barracas, são os que nunca aparecem nas fotos, pois estão sempre atrás da máquina fotográfica. Pessoas que mesmo sem remuneração alguma, se satisfazem em alegremente contribuir com mão de obra e boa vontade, ainda que seu trabalho por vezes se quer seja notado pela grande maioria. São pessoas que Deus capacita para o artesanato, para a música, para o entretenimento, para a gastronomia e tantas outras atividades que exigem emprego de tempo e habilidades, mas que por ser exercida em voluntariedade não produz qualquer lucro, tendo como paga por revertem suas “aptidões” em prol da igreja na qual servem, apenas o sorriso de uma criança ou o simples “obrigado” de seu pastor. Como seu trabalho é feito em singeleza e discrição, já que não visa status ou reconhecimento, por vezes estes “trabalhadores” incessáveis nos passam desapercebidos, e só os valorizamos realmente quando já não se encontram em nós.

Outros irmãos têm usado como ferramenta ministerial o próprio bolso. Obviamente, ofertar e dizimar são deveres de todo cristão, mas é inegável que Deus tem usado sobrenaturalmente pessoas específicas que se alegram em ofertar com regularidade acima da grande maioria. Essas pessoas são facilmente identificadas, pois encabeçam a lista de doações e “puxam” a fila em campanhas que envolvem algum tipo de contribuição financeira. Dão sem esperar receber nada de cunho material em troca e são vitais para o sustento da obra, atuando com ofertas alçadas para o suprimento das vicissitudes da congregação, com ofertas voluntárias para amparo dos necessitados e ofertas especiais para ações empreendedoras da igreja.  Paulo aconselha que estes continuem doando em generosidade, pois quem planta no Reino de Deus, tem colheitas fartas (Romanos 12:8).

Exercer a misericórdia também é obrigação de todo cristão, afinal, apenas os misericordiosos alcançaram misericórdia (Mateus 5:7). Mas existem pessoas na igreja com afabilidade e sensibilidade acima da média. São pessoas que dedicam suas vidas a cuidar dos necessitados, pois não conseguem viver em plena felicidade se há alguém sofrendo ao seu redor. Por isso preocupam-se mais com os outros do que consigo mesmo e vivem em prol de dessas pessoas, não medindo esforços para dentro de suas possibilidades (e até nas impossibilidades) salvar vidas através de gestos fraternais e hospitalidade. Ser hospitaleiro significa acolher em casa por caridade ou cortesia pessoas, sejam conhecidas ou não. Dificilmente alguém abre as portas de sua casa para dar guarida a um completo desconhecido, e isto nada tem a ver com ser bom ou não, mas sim com o fato de cuidar e proteger da própria família. Por isso ao longo da história, Deus tem levantado pessoas que se dedicam a receber e cuidar dos cansados da viagem (ou da vida), dando lhes guarida, proteção, alimento, cama e acima de tudo dignidade. Alguns abrem suas próprias casas, outros dedicam sua vida em albergues, centros de reabilitação, ONG`s e cozinhas comunitárias, fazendo o bem sem olhar a quem. Pessoas assim, receberem uma graça especial de Deus, uma capacitação sobrenatural para ver além das aparências e ajudar a quem os outros desprezam, e isto, meus irmãos, é um DOM de Deus.  O escritor da carta enviado aos judeus espalhados pelo mundo deixou um conselho tão revelador, que trouxe uma verdade surpreendente sobre a importância de se exercer a hospitalidade: “Conserve-se entre vós a caridade fraterna. Não vos esqueçais da hospitalidade, pela qual alguns, sem o saberem, hospedaram anjos. Lembrai-vos dos encarcerados, como se vós mesmos estivésseis presos com eles. E dos maltratados, como se habitásseis no mesmo corpo com eles”. (Hebreus 13:1-3)


Dorcas, a mulher ressuscitada

Através da ressuscitação de Dorcas, muitas vidas foram sacudidas de seu sono interior e se entregaram a Jesus. Aquele lugar de luto voltou a ser lugar de vida; um lugar de festa. Onde Deus está operando, torna-se um lugar bom para se viver. Todos querem estar onde o poder de Deus é sentido. O capítulo 21 do segundo livro de Crônicas apresenta para nós a história de Jeorão, filho de Josafá, rei de Judá. Este monarca foi tão maligno e cruel que morreu sem deixar saudades em ninguém (II Crônicas 21:20). Em contraste com a história de Jeorão, a virada de Dorcas foi bem diferente. Ela era discípula, santa e amorosa. Sua morte trouxe profundo pesar à Igreja. Ela era tão querida e estimada que enviaram emissários até o apóstolo Pedro para que viesse urgentemente a Jope. Eles criam na ressurreição daquela serva preciosa. Se havia alguém digno de tal milagre, este alguém era Dorcas. Como é triste alguém morrer e, simplesmente, os seus familiares, esquecerem dele. As histórias de Jeorão e Dorcas servem como exemplo para que possamos avaliar nossos procedimentos, afinal, todos nós temos um legado em nossa vida. Construímos nossa história todos os dias, seja com boas ou más obras. Todos nós um dia partiremos. Será que deixaremos saudades?

Pedro foi um discípulo aplicado de Jesus. Ele procedeu exatamente como o Mestre na casa de Jairo (Mateus 9:25). O apóstolo pediu que todos saíssem do quarto, a fim de interceder e exercer a fé no nome de Jesus. Ele sabia que a incredulidade impede a obra de Deus (Hebreus 3:12; 4:11). Para que o milagre seja notório e muitos possam crer no agir de Deus (Atos 9:42), a incredulidade precisa ser urgentemente afastada do nosso meio. Somente assim, o Senhor terá a liberdade de manifestar o Seu poder e a fé de muitos será despertada (Mateus 13:58). A fé é a virtude que mais nos traz paz de espírito, pois é companheira inseparável da paciência e da aceitação, imprescindíveis para passarmos pelos sofrimentos e tribulações de nossa jornada terrena.

Três fatores foram essenciais para que o milagre ocorresse. Primeiro, o poder da compaixão. Este fez com que Pedro tomasse uma atitude e assim houve uma reviravolta no episódio. Se Pedro não tivesse se deixado afetar pela dor daquelas viúvas, Tabita teria sido sepultada. Segundo, o poder da oração. Por quê? Porque por melhores que sejam nossos desejos, eles não têm o poder de mudar as coisas. Por isso, Pedro precisava orar. Pedro mandou que todos saíssem, o sonho era dele e portanto, a luta em oração era dele. Por último, o agir pela fé. Pedro não orou e ficou esperando desconfiado para ver o que iria acontecer. Uma vez convicto de que Deus ouvira sua oração, ele começou a agir, ordenando àquele corpo inerte que se levantasse. Deixe-se comover pela perda das coisas boas. Não aceite pacificamente suas derrotas interiores. Deixe-se comover pelo vazio que a perda do seu primeiro amor por Jesus deixou em você e na vida daqueles que estão ao seu redor. Que esse sentimento o leve a sonhar uma Tabita ressuscitando da morte. Sem deseja ter de volta Dorcas dentro de si, ore a Deus, pedindo que a ressuscite. Não espere que outro faça isso por você. Faça você mesmo. Somente você mesmo pode sentir exatamente sua compaixão, e expressar exatamente seu sonho a Deus. Temos o direito de pedir a Deus, que Ele devolva a vida à discípula, cujo nome era Dorcas e que era notável pelas esmolas e pelas boas obras que fazia. Você deve fazer isso, porque isso é agradável a Deus e Ele quer ressuscitar Dorcas dentro de ti. Então, em um passo de fé, dê a mão a você mesmo e ordene que Dorcas se levante, no poder de Deus.

A Igreja adiou o sepultamento da amada discípula Dorcas na esperança da intervenção divina. O apóstolo Pedro havia pouco tempo antes curado o paralítico Enéas e os devotos cristãos esperavam que ele, através da oração e da fé, restituísse a vida de Dorcas na autoridade do nome de Jesus.

Deus age por mãos humanas

Estar em Cristo e ser fiel, não imuniza ninguém de enfrentar os dias maus, as crises financeiras e o tempo de escassez. Dizer que o crente não pode passar por necessidades é contrariar a Bíblia (Salmo 34:19). Nas horas difíceis, porém, Deus sempre abrirá uma porta de escape e providenciará um socorro, e esta provisão chegará através de mãos humanas. Por isso Deus capacita pessoas para desenvolverem trabalhos sociais dentro da sociedade eclesiástica, a fim de socorrer o necessitado e alimentar ao faminto. Alguma vez você já recebeu a ligação de alguém da igreja pedindo sua ajuda para montar uma cesta básica que irá levar alimento a mesa de uma família carente? Possivelmente do outro lado da linha havia alguém que até mesmo sem saber, estava fazendo valer um dos mais belos Dons concedidos a igreja: O Dom de Socorro. Neste caso, alguém é levantado para liderar essa “esquadra de salvação”, porem cabe a todo o cristão, a obrigação de contribuir e ajudar, repartindo o que temos com os irmãos necessitados (Atos 2:42-47). Dorcas tinha como ferramenta de sua generosidade suas mãos ágeis e talentosas e uma agulha afiada que nunca cessava de trabalhar em prol dos necessitados. Quantas noites aquela mulher passou em claro, sem conseguir dormir antes de cozer túnicas para as crianças de sua comunidade, por saber que o inverno estava chegando. Sua benevolência e preocupação com os demais criou entre Dorcas e os irmãos de Jope um vínculo tão profundo que só pode existir nas melhores famílias.

No grego neo-testamentário, “fillos” ou “fileo” é o termo que descreve um amor que une pessoas sem vínculos familiares, tornando-as em irmãos. Sem exercer este amor, a igreja estaria fadada ao fracasso, pois se desmancharia em intrigas e vaidades. O apóstolo Paulo sabia que entre tantas pessoas, seria difícil cultivar um vínculo tão profundo com todos os irmãos de fé, por isso aconselhou a igreja em Éfeso de que se não fosse possível amar, que “suportassem uns aos outros em amor” (Efésios 4:2). Isso os levaria a agir em prol um dos outros, mesmo que entre eles ainda houvesse algum tipo de divergência. Certamente, nem todos estão inclinados a agir com tamanho altruísmo, então se faz necessário que os cristãos compromissados com esta causa, de modo algum se deixem corromper pela omissão, antes sendo zelosos em tudo. Mas além de cuidar de pessoas, também precisamos zelar pela Casa de Deus.

Ser remisso é ser negligente, tardio para fazer e vagaroso. Todos devemos ser zelosos nos diversos aspectos da nossa vida e tal zelo deve ser redobrado ao lidarmos com a obra do Senhor. Há, porém, entre os membros da igreja, aqueles que são mais preocupados em zelar pelo “patrimônio” de Deus que a grande maioria. Pessoas que ao verem, por exemplo, um copo descartável deixado no banco da congregação correm para retirá-lo, ou procuram logo a vassoura para limpar uma sujeira no chão que muitos passaram por cima antes. Pequenos gestos como esses, identificam pessoas que são capacitadas pelo Senhor para zelar de sua obra em aspectos onde outros são displicentes ou negligentes, e isso é DOM de Deus. Aqueles a quem o Senhor confiou tal Graça, devem fazê-lo sem demora, pois provavelmente outros não farão.






Participe da EBD deste domingo, 13/09/2015, e descubra você também o maravilhoso poder de Jesus Cristo e o segredo do sucesso apostólico.

Material Didático:
Revista Jovens e Adultos nº 96 - Editora Betel
Comentarista: Pr. Abner de Cássio Ferreira
Sinais, Milagres e Livramentos do Novo Testamento 
Lição 11

Comentários Adicionais (em verde):
Pb. Miquéias Daniel Gomes





quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Quarta Forte com Pr. Florisvaldo Donizete


A Quarta Forte é uma oportunidade única de abraçar irmãos queridos e rever velhos amigos. E foi exatamente isso que aconteceu neste dia 09/09/2015, quando recebemos a honrosa visita do Ev. Tiago Ambrósio, do Pr. Maximiliano Machado e do Ev. Lucas Gomes, que abrilhantaram nosso culto com muita unção e poder de Deus. O mensageiro da noite foi o Pr. Florisvaldo Donizete da cidade de Valinhos SP, que baseado no texto de I Reis 17:1-7, ministrou sobre as lições do Querite.

O Querite era um riacho que desaguava no Rio Jordão, este, por sua vez, local de grandes sinais e maravilhas do Velho Testamento. O Jordão era uma testemunha da Shekná de Deus na vida de seus servos, e em comparação a ele, o Querite era apenas um veio de água que dependia da chuva. Deus, porém, escolheu este riacho como uma escola para o profeta Elias, que logo após anunciar juízo sobre Israel com a cerração dos céus, recebe a ordem do Senhor para se refugiar as margens do Querite. Ali seria um local para que arestas fossem aparadas, padrões fossem estabelecidos e o projeto de Deus começasse a ganhar contornos práticos. A solidão do Querite é o caminho para a grandiosidade do Jordão.

Lição 1- O Querite é lugar REFÚGIO

Em sã consciência, ninguém buscaria refugio nas margens do Querite, afinal, a geografia do local é exposta e vulnerável e não existe infraestrutura para a sustentabilidade. Pois é exatamente ali que Deus esconde e protege seus filhos, mantendo-os anônimos para o mundo e intimo de si, sustento-o com suas fortes mão.

Lição 2 – O Querite é lugar de PROVISÃO

Israel vivia um período de seca terrível e a fome começava a se alastrar pela nação, mas ali no Querite, o lugar indicado como refugio pelo Senhor, havia água pura e cristalina para o profeta e era o endereço determinado por Deus para que corvos levassem carne fresca ao profeta todos os dias. Se Elias se afastasse dali, estaria à mercê da fome e da sede, mas no Querite, Deus lhe garantia sustento e provisão.

Lição 3 – O Querite é lugar de HABITAÇÃO

Elias recebeu de Deus a ordem de habitar no Querite. Não era um mero passeio ou uma estadia temporária. O profeta estava intimado a permanecer ali até segunda ordem, independentemente das circunstancias e condições. No Querite a fé de Elias foi testada e sua fidelidade provada até as ultimas consequências. No Querite aprendemos a ser fiel, habitando na sombra do altíssimo.

Lição 4 – O Querite é lugar de OBEDIÊNCIA


A situação de Elias era desesperadora. Caçado pela guarda do rei, ameaçado de morte, sem ter para onde ir e cercado de crises por todos os lados, a única opção de Elias era ir ao Querite, conforme a ordenança divina. O profeta ficou ali, vivendo sob as condições estabelecidas de Deus, sem arredar o pé para qualquer outro lugar, até que Deus lhe desse um novo comando. Deus se silenciou, mas a obediência de Elias se manteve intacta. Apenas quando a água do ribeiro secou, o Senhor indicou um novo destino para o profeta, que imediatamente atendeu a voz de seu Senhor. A prova tinha acabado? Não... Apenas mudaria de lugar... Serepta estava logo ali... 


A obediência de Elias, pouco a pouco construía o caminho de um avivamento glorioso em Israel (I Reis 18:1-47) e que encontraria um fim glorioso exatamente depois do Jordão (II Reis 2:7-12)




Filme: Você Acredita?

 
Hollywood tem cada vez mais se preocupada em lançar bons filmes voltados para o publico cristão. Parte em decorrência deste grande “mercado” pouco explorado, bem como pelo sucesso de produções deste gênero, que apesar dos baixos custos de produção, se tornam em sucesso comercial em longo prazo. Uma prova disto, é o aclamado  "Deus Não Está Morto", que já foi inclusive disponibiliza em serviços de streaming, como o Netflix. O que os produtores deste grande sucesso fariam em seguida?
 
A resposta chega com o filme “Você acredita?” (Do You Believe), dirigida por Jonatham M. Gunn, e trazendo em seu elenco nomes como Mira Sorvino e Sean Austin. O filme retrata a vida de diferentes pessoas que acabam se cruzando pelas ruas de Chicago. A começar por um pastor local Matthew (Ted McGinley) que se vê movido por sua fé ao encontrar um velho pregador de esquina, Malachy, interpretado por Delroy Lindo. À medida que suas vidas se cruzam de forma inesperada, cada um está prestes a descobrir que há poder na Cruz de Cristo ... mesmo ainda sem eles acreditar
 
 

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Biografias: Alexander Duff




Alexander Duff (1806-1878) foi um missionário presbiteriano escocês enviado à Índia. Ele foi o primeiro missionário enviado além-mar pela Igreja da Escócia e que se notabilizou porque, na evangelização de hindus e muçulmanos, criou uma estratégia que, mesmo tendo sido mal compreendida inicialmente, terminou sendo popularizada por missionários de todo o mundo.

O missionário escocês era um homem que havia se preparado teológica e secularmente para servir a Deus. Era piedoso e um exímio ensinador. Porém, ao chegar à Índia em 1830, encontrou dificuldades para ganhar vidas para Cristo. As comunidades hindus e muçulmanas eram, à época, extremamente fechadas e Duff não sabia como penetrá-las com a mensagem do Evangelho. Até que, depois de perceber que as crianças indianas não estavam recebendo ensino adequado nas escolas Bengali, ele orou a Deus e sentiu da parte do Senhor a aprovação para criar uma escola diferente para hindus e mulçumanos na Índia. Nela, eles teriam educação de qualidade, aprendendo as ciências de forma a não deixar a desejar a nenhuma instituição de ensino européia, e também seriam apresentados a princípios da fé cristã.

A escola de Duff começou com cinco alunos, mas chegou rapidamente a 300. Ela atraía principalmente pais da elite indiana desejosos a dar a seus filhos uma educação de melhor qualidade, mas sem precisar enviá-los à Europa. A educação era em inglês. Na escola, os alunos primeiro aprendiam o inglês para depois estudarem as demais matérias.

Apesar do sucesso da instituição, que influenciou o governo indiano a mudar a sua política educacional no país, investindo em um ensino de melhor qualidade, Duff chegou a ser criticado por seus irmãos em Cristo na Escócia porque sua estratégia de envagelização por meio de uma instituição de ensino secular dera poucos resultados. Em três anos de fundação da escola, só quatro indianos haviam se convertido. Mas, Duff prosseguiu. Sua visão era de que suas escolas (em pouco tempo, abriria outras) acabariam minando a resistência entre os hindus e muçulmanos aos ocidentais e, assim à mensagem do Evangelho.

Depois de anos de ensino e milhares de alunos, o missionário voltou à Escócia deixando na Índia uma igreja com 33 membros. Aos olhos humanos, foi considerado, por muitos, ineficiente. Entretanto, os anos seguintes provariam o contrário. Depois da morte de Duff, alguns de seus alunos, por serem de alta classe social, pessoas de grande influência na sociedade indiana, começaram a ganhar muitas vidas para Cristo. Assim, o Evangelho começou a se propagar na Índia, conquistando milhares de vidas, e o aparente fracasso se mostrou, mais à frente, uma vitória. Tanto que outros missionários passaram a imitá-lo mundo afora, acrescentando à sua atividade evangelizadora a fundação de instituições de ensino nos países onde eram enviados para evangelizar.

O missionário escocês na índia, Alexander Duff, regressou à sua pátria para morrer lá, depois de uma árdua luta. Em uma reunião em sua igreja, pregava, e apelava aos seus patrícios que se apresentassem para o prosseguimento da obra. Ninguém atendia ao seu apelo. Insistia. Nada. Empolgado, desmaiou e foi levado para fora.

0 médico que o atendeu examinava o seu coração, quando repentinamente, Alexandre abriu os olhos, dizendo:

- Eu preciso voltar ao púlpito. Preciso continuar o apelo.

- Fique calmo - aconselhou o médico. O seu coração está muito fraco.

Mas o velho missionário não se conformou. Voltou ao púlpito e continuou o apelo:

- Quando a rainha Vitória convidou voluntários, centenas de jovens se apresentaram. Mas quando o rei Jesus chama, ninguém quer atender. Será que a Escócia não tem mais filhos para atender ao apelo da Índia? - frisou ele.

Esperou um pouco em silêncio e  não houve resposta. Depois disse:

- Muito bem. Se a Escócia não tem mais jovens para enviar para a Índia, eu mesmo irei novamente, para que o povo dali saiba que pelo menos um escocês ainda se preocupa com eles.

Quando o veterano soldado de Cristo deixou o púlpito, o silêncio foi quebrado por uma multidão de jovens que se apresentaram:

- Eu vou! Eu vou! Eu vou!

Depois do falecimento de Duff, muitos daqueles jovens foram para a Índia, dedicando suas vidas à obra missionária.




segunda-feira, 7 de setembro de 2015

O que é Galardão?



O homem só pode alcançar a salvação pela Graça, mediante a Fé em Cristo Jesus. Este é um fato inquestionável, não havendo qualquer outra alternativa salvifica.  Uma vez salvo, ele está isento de qualquer julgamento designatório; entretanto comparecerá diante ao tribunal de Cristo para receber uma premiação por suas obras, pelos seus frutos e pelo exercício dos dons. Este “premio” recebe o nome de “galardão” e  é identificado como a “Coroa da Vitória” (I Coríntios 9:25), a “Coroa da Alegria” (Filipenses 4:1), a “Coroa da Justiça” (II Timóteo 4:7-8), a “Coroa da Vida” (Apocalipse 2:10) e a “Coroa de Glória” (I Pedro 5:2-4).

Obviamente, o termo “coroa” usados pelos escritores do Novo Testamento é apenas simbólico, e tem por intuito nos dar um vislumbre palatável de algo que é espiritual. Embora não interfira na salvação, haverá critérios para concessão de tais dádivas, pois todas as obras serão “testadas” pelo fogo, revelando verdadeiramente sua essência. As obras de alguns sairão desta fornalha ainda mais refinadas, porém, de outros, nada sobrará a não ser pó e cinza . Paulo faz menção de algumas matérias primas que podemos usar em nossas obras aqui na terra: ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno e palha (I Coríntios 3:10-15).

Obras de OURO são aquelas realizadas somente para a Glória de Deus. Obras de PRATA (metal que simboliza redenção) são as obras realizadas por amor e que revelam Cristo aos homens. Obras de PEDRAS PRECIOSAS são aquelas realizadas sob a inspiração do Espírito Santo. Obras de MADEIRA são aquelas realizadas por motivação puramente humana, como por exemplo, o agrado à um líder. Obras de FENO (alimento servido a animais e que não possui valores nutritivos consideráveis) são aquelas realizadas sem nenhuma motivação. Obras de PALHA (material que para ter algum peso necessita de grande quantidade) são aquelas obras “volumosas” realizadas por vaidade e em busca de reconhecimento pessoal.


O pecado afetou consideravelmente a imagem de Deus em nós, nos levando a produzir obras carnais. Através do novo nascimento e da produção continua de Frutos Espirituais o caráter de Cristo é refeito no homem. O Fruto Espiritual é uma prova eficaz que estamos progredindo em nosso processo de santificação, tornando nossa maturidade espiritual perceptível. A partir do exato momento de uma conversão genuína, a frutificação já começa a se manifestar e alcançara a perfeição quando Cristo galardoar sua igreja, a noiva fiel.