domingo, 4 de outubro de 2015

Jesus chorou!


Baseado em João 11:20-35 e livremente inspirado na ministração de Roseane Costa, no Culto da Família realizado em 04/10/2015.

Lázaro, amigo pessoal de Jesus, contraiu uma grave enfermidade e estava a ponto de morrer. Suas irmãs, Marta e Maria, enviam um recado a Cristo, pedindo que o mesmo viesse visitar seu amigo moribundo. Mas apesar da urgência, Jesus demora alguns dias para atender a este chamado, e quando chegou, Lazaro já estava morto e sepultado.

O cenário encontrado por Jesus é de tristeza e muito lamento. Ao avista-lo, Marta corre em sua direção, e num desabafo contristado exclama: - Mestre, se o Senhor estivesse aqui, o meu irmão não teria morrido! Jesus, com a mansidão que lhe era peculiar tenta acalmar o coração aflito daquela mulher dizendo: - Marta, acalme-se. Seu irmão vai ressuscitar.

Marta e Maria eram discípulas fervorosas, elas tinham ouvido e crido nas palavras de vida eterna. Elas criam que Jesus era a ressurreição e a vida, e quem nele cresse viveria mesmo depois de morto. Por isso as irmãs confessam a Jesus que ambas tinham certeza que Lázaro iria ressuscitar no último dia, mas isto não amenizava a dor lacerante da perda que estavam sentindo.

Jesus já havia provado seu poder sobre a morte por duas vezes (a filha de Jairo e o filho da viúva de Naim), mas aqueles tinham sido milagres restritos, sem grande projeção popular. Assim, Maria e Marta conheciam as palavras de Jesus, mas ainda não tinham compreendido a extensão de seu poder.

Neste momento, Jesus se compadece de suas amigas queridas, e pouco antes de sua natureza divina demostrar o poder do Filho de Deus, sua natureza humana é manifestada em complacência, e o Filho do Homem mareja seus olhos. Ele pede para ser conduzido ao local do sepulcro, e ali cercado de luto e quebrantamento, as lágrimas começam a escorrer pelos seus olhos... Jesus chorou.

Quando choramos com alguém, partilhamos da mesma dor, e com isso atenuamos o seu sofrimento. Por isso somos incentivados a sorrir com os que sorriem e chorar com os choram (Romanos 12:15). O choro compartilhado é um balsamo para o coração pesaroso, e Jesus não se omite a esta atitude de generosidade. Ele chora, e suas lágrimas refrigeram nossa alma. Mas, Jesus ainda vai além...

Ele se aproxima do tumulo onde o morto está sepultado, e pedindo que a pedra do sepulcro seja removida, Jesus ordena que Lázaro saia para fora. Para espanto de todos, e felicidade plena de Marta e Maria, o morto sai do sepulcro, mais vivo do que nunca!

Jesus chora por você e com você. Mas ele tem o poder de transformar estas mesmas lágrimas em risos de felicidade. Em suas mãos a tristeza se torna alegria e a morte vira vida! 


  

Aniversariantes de Setembro



O Jantar em Família realizado neste sábado, 03/10/2015, serviu também para nosso Culto Mensal de Aniversariantes, onde celebramos a Deus pelos queridos irmãos que comemoraram mais uma primavera no mês de setembro. Porém, aproveitamos o Culto da Família deste domingo, 04/10/2015, para declarar mais uma vez as bênçãos do Senhor sobre os aniversariantes, realizando uma oração especifica e cantando o famoso “PARABÉNS”.

Deus abençoe com as mais ricas bem dos céus todos estes irmãos: 

03 – Jessica Silva do Nascimento
 08 – José Severo da Silva
09 – Bryan Kelvin Procópio
10 – Tiago Luis Duarte
11 – Indiane Alves dos Santos
12 – Aparecida Olímpio
12 – João Vicente Garcia
12 – Samara Alves Benedito
14 – Cleusa Maria Vieira de Jesus
15 – Mércis Gonçalves da Silva
16 – Severina Franco de Lima
19 – Jaime Abreu
22 – Pra. Claudia Ribeiro (Catedral Sede)
22 – Sirlene Belizário Nascimento
23 – Cainã Alves Jacinto dos Santos
23 – Edson Paiva da Silva Filho
25 – Alberto Rossi Chinchete
27 – Anderson Sevarolli
29 – Vanessa Sioreti

Uma coisa pedi ao Senhor e a procuro: que eu possa viver na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a bondade do Senhor e buscar sua orientação no seu templo (Salmos 27:4).




sábado, 3 de outubro de 2015

Jantar em Família



O Salmo 133 ressalta a unidade fraternal, comparando-a com a preciosidade do óleo usado apenas na unção de reis e sacerdotes. O salmista também diz que a união é como o orvalho de Hermon, que descia dos Montes de Sião e traziam prosperidade a planície do Jordão, local onde o Senhor abençoava com fartura e abundancia.  Na noite deste sábado, 03/10/2015, celebramos a comunhão e a unidade realizando nosso “Jantar em Família”, fortalecendo ainda mais nossos laços fraternais.

Mais do que nos ajuntarmos para uma refeição, paramos para louvor ao Senhor e ouvir sua Palavra. A reunião se iniciou com um devocional abençoado conduzido pelo “Ministério de Louvor Diante da Graça”, que contou também com as participações do Pr. Wilson Gomes, Pr. Elói Buhl e da jovem cantora Thalia. Em seguida, nosso convidado especial e pastor presidente, Pr. Gessé Plácido Ribeiro trouxe uma enriquecedora palavra de ensinamento sobre nossa posição de “vaso” no Reino de Deus. Também marcaram presença no evento a Pra. Claudia Ribeiro, Valdir Pasini (vice-prefeito de Estiva Gerbi) e nosso vereador Saulo Custódio de Ávila e sua esposa Vera.

Depois, todos os presentes foram convidados para participar do “Jantar” propriamente dito, que foi preparado por voluntários com alimentos doados pelos próprios irmãos da igreja. A cozinha foi chefiada pela Pra. Silvia Buhl, auxiliada pelas Pra. Marcia Gomes e Dca. Cleuza Maria de Jesus. Mais uma vez, diversos irmãos se prontificaram para ajudar no backstage do evento, afim de que a congregação tivesse apenas o trabalho de saborear do cardápio.

A Bíblia contem inúmeros relatos de eventos marcantes que foram selados com refeições especiais. O próprio Jesus foi um grande frequentador de jantares familiares. Isto, porque a “mesa” tem uma característica muito peculiar. O Rei Davi compôs um doa mais inquietantes versos das Escrituras: “Prepara-me uma mesa na presença dos meus adversários” (Salmo 23:5). Estas poucas palavras têm tanto a nos ensinar, pois demonstra muito dos sentimentos existentes num coração segundo Deus. Aqui Davi expressa o desejo que seus inimigos se assentem na mesma que ele, para que possam se olhar nos olhos e partilhar da mesma refeição. Não é uma evocação de vingança, mas sim um clamor por paz. Afinal, a mesa nos coloca em condição de igualdade e só dividimos um jantar por quem nutrimos grande consideração.

Essa mesa pode ser a única possibilidade de reatar laços partidos, resgatar amigos perdidos, reaver momentos que seriam bons, mas que foram desperdiçados para sempre. Nessa mesa pode-se usufruir de gargalhadas que nunca foram dadas, alegrias não experimentadas, recobrar abraços perdidos e partilhar choros contidos. Se quando “inimigos” se assentam na mesma mesa é possível haver perdão, cura e libertação, quais serão as infindas oportunidades de um Jantar em Família?

Por isto o salmista foi tão categórico em afirmar a frase que ainda hoje precisa ser o cerne de nossa convivência cristã: Oh quão bom e quão suave é, que os irmãos vivam em comunhão!


Culto da Família com Pr. Gessé Plácido Ribeiro



Na noite deste sábado, 03/10/2015, tivemos a honra de receber em nossa sede regional, o ilustríssimo presidente da Assembleia de Deus Madureira em Mogi Guaçu-SP, Estiva Gerbi - SP, Santo Antônio de Posse -SP e Monte Sião-MG, Pr. Gessé Plácido Ribeiro e sua digníssima esposa, Pra. Claudia Ribeiro. Além da imensa honra de cultuarmos ao Senhor juntamente com nossos pastores, ainda tivemos o privilégio de ouvirmos um ensinamento maravilhoso ministrado por nosso presidente.

Após uma leitura de Jeremias 18:1-3, que narra a visita do profeta a casa do oleiro, o Pr. Gessé ministrou sobre a atuação do divino oleiro em nossas vidas, ressaltando que Deus não desiste de trabalhar em nós. Por muitas vezes tentamos questionar ou interferir neste processo, mas jamais podemos nos esquecer da mais valiosa lição aprendida em uma olaria: o barro não discute com o oleiro.

Este hábil artesão, toma em suas mãos uma porção de barro ainda informe. Ele coloca este material em sua mesa de trabalho, que quando acionada por um pedal, gira em alta velocidade. Enquanto o barro é movimentado, o oleiro vai o moldando com suas próprias mãos, aspergindo agua quando necessário, afim de dar maior maleabilidade ao material, e deste processo artesanal surge os mais variados tipos de vasos. Mas e se houver um acidente durante a fabricação e o vaso se quebrar? O oleiro não desiste de seu projeto, e recomeça tudo outra vez. Ele volta a amassar o barro e novamente passa a molda-lo, repetindo seu processo quantas vezes forem necessárias, até que esteja feliz com o resultado de seu trabalho.

Deus é oleiro habilidoso e nós somos o barro sob a mesa, sendo lapidado por suas divinas mãos. Ele irá insistir em nos moldar, pois tem um propósito muito bem definido para cada vaso que passa por suas mãos. Deus trabalha em nós, para depois trabalhar através de nós. Depois de moldar o vaso, o oleiro o mantem em descanso para perder o excesso de umidade e depois o leva para o fogo, onde ficará por alguns dias. Se após este processo, o vaso apresentar alguma falha, ele é retrabalhado e levado ao fogo mais uma vez, até que o oleiro encontre a qualidade que procura em sua obra. A partir daí o vaso está preparado para uso, apto a receber o conteúdo para o qual foi fabricado.  Paulo escreveu em II Coríntios 4:7, que somos vasos de barros dentro dos quais foi depositado um grande tesouro. Deus não faz vasos por meio de produção em série. Ele molda cada um para sua utilidade, e os disponibiliza sabiamente dentro de sua própria casa. Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas.

E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo. (Efésios 4:10-11)

Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil. Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; e a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; e a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas. Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer (I Coríntios 12:4-11)

Deus prepara o vaso antes de usá-lo. O divino oleiro faz reparo apenas em vasos novos, nunca em velhos. Se Deus ainda está nos “amassando”, é porque ainda não concluiu seu preparo.

Nosso presidente terminou sua palavra dizendo que a igreja em Estiva Gerbi é um deposito de vasos habilmente moldados e já destinados ao seu propósito. Mas cada um precisa abrir mãos do que acha “ser”, para definitivamente viver aquilo que Deus nos preparou para sermos.




sexta-feira, 2 de outubro de 2015

O Monge e o Escorpião




Nossas ações mais pequenas pode revelar grandes detalhes sobre nosso caráter. Jesus nos alertou que nossa fidelidade seria primeiramente testada em coisas simples e de poça relevância, e só então seriamos promovidos a coisas maiores (Mateus 25:21).
Pensando neste ensinamento de Jesus, recordo me de uma história muito famosa, que simplificada bem o quanto pequenos gestos podem demonstrar imensa grandeza, e gostaria de compartilha-la com todos vocês.
Conta- se que um monge e discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido à dor, o homem deixou-o cair novamente no rio.
Foi então a margem tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e o salvou. Voltou o monge e juntou-se aos discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.
- Mestre, deve estar doendo muito! Porque foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão!
O monge ouviu tranquilamente os comentários e respondeu:
- Ele agiu conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha.
 
 

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

O Princípio da Oportunidade (Palavra Pastoral - Outubro 2015)


Se alguém tem o desejo de desenvolver todo seu potencial como um cristão, é muito importante aprender a enfrentar as críticas com tranquilidade e serenidade.  Agindo assim, seu espirito será fortalecido, e seu trabalho será impulsionado a outros níveis de excelência, e acima de tudo, o nome do Senhor será glorificado em sua vida. O verdadeiro cristão não deve contender, deve ser amável para com todos, e não apenas aos que lhe são cordiais. Seu ministério e sua pregação precisam ser embasados na paciência, na verdade e no amor. Ouçam o conselho de Paulo, ao um jovem pastor (e seu amigo pessoal) chamado Timóteo:

“ Ao servo do Senhor não convém contender, mas sim ser manso com todos, apto para ensinar, mansidão, instruindo com mansidão aos que resistem” (II Timóteo 2:24-25).

Aos servos do Senhor, as melhores oportunidades vão aparecer habilmente disfarçadas em problemas insolúveis e dificuldades insuperáveis. Para pôr em pratica o “princípio da oportunidade”, precisamos aprender a encarar enganos e enganadores com prudência e sabedoria, suportar erros alheiros em amor e tirar proveito de situações improveitosas, afim de crescer em todas as áreas da vida.

Uma verdade é inquestionável. Ninguém é perfeito, e ao longo de nossa caminhada iremos nos deparar com pessoas que erraram miseravelmente por estupidez, descuido ou ignorância. Mais que aprender com os próprios erros, o homem sábio aprende com o erro alheio, sem precisar replicar as mesmas ações danosas. Então seja cauteloso e observador, mantendo constante vigilância, ponderando cuidadosamente com modéstia, mansidão e temperança. Ouça mais e fale menos, não pise em terrenos lamaçosos onde outros já se afundaram.

Precisamos aprender a transformar erros em oportunidades, finais em recomeços e ensinar as pessoas a lição mais importante que já aprendemos... A porta de saída para fora deste ciclo de erros e a mesma que dá entrada a um novo mundo de oportunidades: JESUS!

Mãozinhas para cima!

Grande abraço!



EBD - Abraão, um adorador por excelência



Texto Áureo
Gênesis 22.5
E disse Abraão a seus moços: Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o moço iremos até ali; e, havendo adorado, tornaremos a vós.

Verdade Aplicada
Abraão provou que seu amor e obediência à Deus estavam acima de tudo.


Textos de Referência
Gênesis 22.1-4

E aconteceu depois destas coisas, que provou Deus a Abraão, e disse-lhe: Abraão! E ele disse: Eis-me aqui.
E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.
Então se levantou Abraão pela manhã de madrugada, e albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços e Isaque, seu filho; e cortou lenha para o holocausto, e levantou-se, e foi ao lugar que Deus lhe dissera.
Ao terceiro dia levantou Abraão os seus olhos, e viu o lugar de longe.


Pai de Nações

Uma das etapas mais importantes do plano divino da redenção, era criar uma nação modelo, tão temente e fiel, que serviria de parâmetro aos reinos da terra, sendo que de sua linhagem viria o Salvador do Mundo. Deus então escolheu um homem chamado Abrão para ser o “pai” desta multidão. Nascido e criado em Ur, ele era filho de Terá, um fabricante de ídolos pagãos. Abrão entra na história bíblica exatamente quando o Deus Criador lhe pede para que deixe sua cidade e sua família, e vá até uma terra que lhe seria indicada ao longo do caminho. Esta jornada consome muitos anos da vida de Abrão, que agora, já avançado em idade, recebe de Deus uma promessa que daria novo sentido a sua vida: sua descendência seria mais numerosa que as estrelas do céu. Nesta ocasião, seu nome é mudado para Abraão (pai de nações) e sua esposa “Sarai” se torna Sara (princesa). O problema é que ela era estéril, e o casal não tinha filhos. Deus havia dito a Abraão que nele seria bendita todas as famílias da terra, mas os anos continuavam implacáveis com o casal, e a cada primavera passada, a esperança da promessa parecia cada vez mais utópica. Tentando reverter a situação, Sara cede sua serva Hagar ao marido, afim de ele possa ter filhos. Deste relacionamento nasce Ismael, que apesar de sua importância histórica, não era o filho prometido, e mais tarde, desencadearia conflitos dentro do lar (Gênesis 12-18).

Abraão já era um homem centenário quando recebeu a visita de três moços em sua tenda, sem perceber que eram anjos do Senhor. São eles que informam ao patriarca que em um curto período de tempo, sua esposa estaria com seu filho nos braços. Sara, que já estava com a idade avançada e com seu ciclo menstrual encerrado, ao ouvir a notícia começou a rir, e foi então que um dos visitantes declarou que o menino deveria receber o nome de Isaque, que significa exatamente “sorriso”. Apesar das dúvidas de Sara, em poucos meses ela percebeu algumas mudanças em seu corpo, experimentando em plena velhice da benção da maternidade. O menino nasceu saudável, cercado de mimos e carinhos. Isaque se tornou o centro das atenções, e logo Ismael perdeu espaço dentro da casa. Uma crise de ciúmes logo se instalou na família de Abraão, que acabou tomando a drástica decisão de enviar Hagar e seu filho para o deserto. Sobre a areia escaldante, a vida de Ismael esteve por um fio, mas foi poupada por Deus que preparou suprimentos para garantir sua sobrevivência. Certos do cuidado divino, mãe e filho constroem uma casa para ali habitarem (Genesis 21).

Os anos se separam, Ismael se tornou em um homem forte e respeitado. Ele tomou para si uma esposa egípcia como sua mãe, e com ela deu início a uma numerosa família, tornando-se mais tarde o líder de uma poderosa nação do deserto, originando os povos árabes da atualidade. Por outro lado, Isaque, o filho da promessa, seria o patriarca da mais importante nação da história humana: Israel. A promessa feita por Deus a Abraão se cumpriria piamente na linhagem de seus filhos, e pode ser testemunhada em loco nas nações que ocupam o oriente médio. Como Jesus Cristo nasceu da linhagem de Judá, cumpriu-se também a promessa de que em Abraão, todas as famílias da terra seriam abençoadas. E mais que um “pai de nações”, Abraão também foi perpetrado na história como o “pai de todos aqueles que creem” (Romanos 4:11). Uma família de números incalculáveis, assim como as estrelas do céu. Mas muito antes de que sua família se tornasse uma nação, a fé de Abraão passou por um teste definitivo, que redefiniria todos os conceitos de confiança nas promessas de Deus... Ele teria que devolver para Deus o filho que de Deus recebera. Isaque tinha que ser sacrificado.


As atitudes de um adorador

Deus ordena a Abraão que sacrifique em um altar o seu único e amado filho (Gêneses 22:2). O patriarca não replica e sai em direção ao monte Moriá, obedecendo, sem restrições, à ordem divina. Sacrificar Isaque em Moriá não era uma tarefa fácil para Abraão. Era simplesmente assustador. Todavia, seria no cume daquele monte que receberia a maior revelação de sua vida (João 8:51-58). Antes de chegar a Moriá, Abraão segue alguns passos interessantes, que revelam as atitudes do coração de um adorador. Qual a pessoa que levantaria de madrugada para sacrificar o próprio filho em obediência a Deus? Parece incrível, mas o Senhor pediu exatamente o que havia dado como promessa a Abraão por sua lealdade e obediência. Durante vinte e cinco anos, ele sonhou em ser pai e, quando já era da idade de cem anos, sem qualquer possibilidade humana, Deus interveio na situação e gerou do ventre estéril de Sara o filho da promessa (Gêneses 12:4; 21:5). Não sabemos se ele dormiu, apenas que levantou de madrugada disposto a atender sem restrições o pedido do Senhor (Gêneses 22:3). O que pensaria Sara a respeito da atitude de Abraão. Talvez seja esse o motivo de se levantar pela madrugada, exatamente para não ser impedido por ela. Pois qual a mãe que não questionaria o Senhor ao ter que sacrificar aquilo que recebeu como promessa? Merece ser especialmente destacado a sensibilidade de Abraão em discernir a voz de Deus e sua prontidão em obedecê-lo sem qualquer murmuração.

Abraão tinha empregados, mas não delegou a nenhum deles estas tarefas (Gêneses 22:3). Existem provações que são somente nossas. São batalhas que não poderemos contar com a participação de ninguém. Existem obstáculos que temos que saltar sem auxílio algum para chegar ao nível que Deus quer. Abraão carregou seu fardo sozinho e somente seu coração sabia o que estava passando. Não é por acaso que o texto omite a pessoa de Sara. Ela, com seu amor de mãe, certamente, o impediria e ele, por sua vez, não alcançaria o testemunho de fé (Hebreus 11:17-18). Durante toda a sua vida de comunhão com Deus, Abraão sempre foi um homem de altares e sacrifícios. Porém, agora, Deus lhe pede que sacrifique num altar o seu único e amado filho (Gêneses 22:2). Uma tarefa humanamente impossível de se cumprir. Comente com eles que, mesmo assim, Abraão não replica e sai em direção ao monte Moriá, obedecendo, sem restrições, à ordem divina.

Abraão saiu para sacrificar seu filho, mas não saiu sem direção (Gêneses 22:3). Deus não nos pede algo para nos deixar confusos. Abraão está indo em direção ao monte Moriá porque conhece a voz de Deus, está acostumado a ouvi-lo, tem intimidade, se relaciona. Assim como um filho conhece a voz do pai à distância, Abraão segue adiante porque sabe que aquela voz lhe é familiar. Abraão vai chegar a seu destino por dois motivos: primeiro, porque está familiarizado com Deus; segundo, porque quem conhece a voz de Deus jamais andará sem direção, mesmo quando nada faz sentido. É comum pedir auxílio e ajuda em oração quando passamos por momentos tempestuosos em nossas vidas, no entanto, existem provações que ficamos a sós com Deus e devemos avançar calados, sem murmuração, acreditando que Ele sempre sabe o que é melhor para nossas vidas.


O vale da sombra da morte

A chamada de Abraão foi um marco não apenas na vida do patriarca, mas também na história da humanidade. Ele obedeceu a voz de seu Deus e partiu em direção a uma terra desconhecida, sem ao menos entender a grandiosidade do projeto divino para sua vida. Abraão passou a viver por Deus e para Deus, sendo guiado por fé em seus decisões, escolhas e caminhos. Mas a chegada de Isaque lhe trouxe novas prioridades, e seu filho tornou-se o centro de sua vida. O coração de Abraão pulsava pelo menino, e nele estava centralizado todo o afeto do velho. Obviamente, não existe qualquer nada a se censurar na relação afetuosa de pai e filho, mas aos poucos, Abraão deixou que Isaque tomasse o lugar que antes fora de Deus em seu coração, e este era o problema. Deus precisa estar entronizado em nossos corações, mas por vezes, deixamos que pessoas, coisas ou lugares ocupem este posto, e relegamos ao Senhor para uma condição secundárioa Ainda o amamos e damos ouvido a sua voz, mas Ele já não é o centro e a essência do nosso viver. Deus deseja ser nossa prioridade, pois somos sua prioridade também. Ele nos ama de forma incondicional, sua fidelidade é inabalável e suas promessas infalíveis. Em contrapartida, o Senhor deseja habitar em nossos corações e mentes, realizando em nós tanto o seu querer quanto o efetuar (Filipenses 2:3). Como Deus não aceita estar em segundo plano, toda vez que priorizarmos outro elemento em seu lugar, seremos levados a um ponto de decisão, onde precisaremos escolher a quem de fato servir (Mateus 6:24).

Isaque estava para Abraão numa posição que deveria ser de Deus. Assim, o patriarca é chamado pelo Senhor para uma decisão sacrificial onde as prioridades de sua vida seriam definitivamente estabelecidas. Abraão amava a Deus inquestionavelmente, mas amava seu filho incontrolavelmente. Agora, seria necessário optar por um deles. E Abraão escolheu seu amor mais antigo, a fonte de sua vida e das promessas. Mais do que sacrificar o filho no altar do Senhor, o patriarca precisou realizar um verdadeiro rito onde confrontou seus próprios sentimentos, como planejar a viagem a Moriá, rachar a lenha que seria usado no holocausto e afiar a lâmina de seu cutelo para imolar Isaque. Cada uma dessas ações foi importante para que uma nova inversão de prioridades acontecesse no coração de Abraão, onde ele finalmente entendeu que sem ISAQUE ainda haveria um DEUS, mas sem DEUS, não haveria mais ISAQUE algum.

A longa jornada até Moriá foi fúnebre e silenciosa. Cada passo dado aproximava pai e filho de um destino cruel. A inocente ignorância do olhar de Isaque contrastava como os olhos pesarosos de Abraão. Ele estava certo que no alto da montanha, teria que tirar a vida do próprio filho, parti-lo ao meio, escorrer o sangue e depois queimar seu corpo. Mas enquanto pensava na morte, Abraão se enchia de vida. Ele se lembrava das promessas de Deus, e como o Senhor tinha sido fiel no cumprimento de cada uma delas. Sua fé se potencializava na obediência e o “vale da sombra da morte” ganhava contornos de esperança. Pouco a pouco uma certeza imergiu do coração de Abraão como um facho de luz nas trevas: Ainda que das cinzas, Deus vai trazer Isaque de volta para vida! Neste instante, mesmo sem saber, a fé de Abraão já tinha sido provada e aprovada. Ele havia chegado a um patamar espiritual que sequer imaginava ser capaz.  Mas Deus reconhecia este potencial, e o sacrifício de Isaque serviu para provar ao próprio Abraão o tamanho de sua fé e até onde ele estava disposto a ir para obedecer. Algo que Deus já sabia desde os tempos em Ur...


Chegando ao lugar de destino

Durante três dias, Abraão caminhou em direção a seu destino e, mesmo com o coração apertado em ter que sacrificar seu próprio filho, ele vê o lugar de longe (Gêneses 22:4). O terceiro dia é sempre dia de grandes revelações e Abraão estava prestes a presenciar algo marcante em sua vida. Abraão era um homem de visão e, chegando a Moriá, disse algo profético: “Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o moço iremos até ali; e havendo adorado, tornaremos a vós” (Gêneses 22:5). Existem níveis que poucas pessoas podem alcançar e subir a Moriá é um deles. Moriá é o lugar onde se sacrifica aquilo que mais se ama, aquilo que é único. Deus especificou o que queria no altar: “o único, a quem amas”. Era como se dissesse. “Existe algo entre mim e ti e precisa ser retirado”. Abraão tinha duas opções: ou sacrifica Isaque ou sacrificava o próprio Deus. Como sabia que Deus era a fonte, não temeu em obedecer (Romanos 4:18). O patriarca Abraão sempre foi um homem temente e obediente a Deus. Todavia, nenhum teste poderia ter sido mais severo do que esse. Abraão provou para toda a humanidade que a sua amizade com Deus estava acima de qualquer bem. Ressalte para eles que Deus usou a fé de Abraão como um exemplo para todas as gerações futuras (Gêneses 15:6).

Após três dias de caminhada Abraão chega ao momento crucial de sua vida (Gêneses 22:9). Ele tem de imolar seu próprio filho. Isaque vê a lenha, o fogo e o cutelo, mas não vê o cordeiro para o holocausto. Isaque sabe que algo não está correto. Ele não é uma criança. Ele conhece os procedimentos do sacrifício. Mas, assim como Abraão confia em Deus, Isaque confia em seu pai. Abraão sabia que deveria matar seu filho e Isaque sabia que deveria morrer; um deveria sacrificar, outro deveria ser o sacrifício. Estar no centro da vontade de Deus é exatamente isto (Gêneses 22:6-8). O ato de ordenar a Abraão que matasse seu filho com as próprias mãos, obrigava o patriarca a mata-lo primeiro em seu coração, assim não restaria dúvida nenhuma de que estava realmente morto (João 12:24). Jamais venceremos o externo se o interior não for realmente tratado. Deus não trabalha com aparência, mas sim com transformação, e esta começa no interior do coração de cada ser humano.

É incrível como Deus tem formas magníficas de revelar a nós mesmos o que somos. Ele nos conhece, sabe de nossas limitações e o potencial que temos. Nós é que precisamos nos descobrir. Por isso, Ele nos prova, nos faz sangrar, chegar até as últimas consequências. Então, depois, o Eterno se revela com bondade, amor e grandeza. O patriarca Abraão estava realmente disposto a obedecer (Gêneses 22:10). Ele tinha consciência de que Deus havia gerado Isaque das entranhas do nada, apenas pelo poder de Sua Palavra. O escritor aos Hebreus afirma que Abraão considerou que Deus era poderoso para até dentre os mortos o ressuscitar (Hebreus 11:18). Abraão não creu porque alguém disse algo a respeito de Deus. Ele creu em Deus porque o conhecia. A fé de Abraão ressalta através de suas declarações. Na subida de Moriá, o patriarca disse aos seus moços: “Eu e o moço iremos até ali; e havendo adorado, tornaremos a vós” (Gêneses 22:5). E para seu filho afirmou: “Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto” (Gêneses 22:8). Abraão acreditava que, de algum modo, retornaria com o seu filho prometido.  


Deus proverá o cordeiro

Moriá é o lugar onde Deus se revela com intensidade a Abraão, onde lhe renova as promessas e o torna exemplo de fé para todas as gerações. Em Moriá, Abraão avistou dois cordeiros: o que substituiu Isaque e o que substituiu a humanidade. Na hora do sacrifício, Abraão é impedido por um anjo. No entanto, não é um anjo comum. É o próprio Senhor Jesus que se revela para ele, antes mesmo de ser gerado no ventre de Maria. Em Gênesis 22:1-2, é o Senhor que ordena a Abraão que sacrifique Isaque em Moriá. Mas, em Gênesis 22.12, o anjo que impede Abraão diz a seguinte frase: “Não estenda a tua mão sobre o moço, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, e não me negaste o teu filho, o teu único filho”. Observe atentamente a expressão “não me negaste”. A confirmação dessa revelação aparece em João 8:56-58, quando o próprio Jesus afirma que Abraão viu o Seu dia e se alegrou. Em outras palavras, Abraão teve o privilégio de ver o Cristo antes que a humanidade pudesse ver. O sacrifício para Abraão se tornou em memorial de fé para a humanidade e fonte de revelação para el. Abraão teve a coragem de mostrar para Deus que Ele era mais importante do que tudo o que havia lhe dado. Informe para eles que Deus, por Sua vez, prova para Abraão que não desejava Isaque, apenas o seu coração livre e liberto.

Após revelar-se a Abraão, o Senhor lhe diz que, por sua obediência, lhe abençoaria de tal forma que a sua descendência possuiria “a porta dos seus inimigos” (Gêneses 22:16-17). Fomos abençoados através de Abraão e não com uma medida de benção qualquer, mas, como descendência dele, o Senhor nos conferiu o dom de conquistar. A expressão “possuir a porta dos inimigos” fala de grandes conquistas, de posse e de prosperidade em todas as áreas de nossa vida. Naquela época já havia esta revelação e um entendimento claro sobre esse assunto. Se alguém conseguisse ter autoridade sobre as portas, então dominaria sobre a cidade ou sobre o adversário. Por isso quando as pessoas declaravam uma bênção, costumavam dizer “Que a sua descendência possua a porta dos inimigos (Gêneses 24:60). Possuir a porta ou cidade dos inimigos foi uma promessa feita a Abraão que se estende a todos os que estão em Cristo, pois, pela fé somos descendentes de Abraão (Gálatas 3:29). Podemos extrair duas coisas deste princípio. Primeiro, existem portas naturais e espirituais que o inimigo quer abrir ou fechar sobre nós. Segundo, quem possui a porta tem autoridade. Em outras palavras, quem possuir a cidade significa que possui as portas. Merece ser destacado para eles que, quando um inimigo queria invadir uma cidade, logicamente procurava possuir as portas porque dominando as portas dominaria uma cidade. Se, por alguma razão, o inimigo tivesse acesso às portas, teria acesso à cidade. Deus deu a nós, através da promessa feita a Abraão, o domínio das portas dos nossos inimigos.

A primeira menção da palavra “adorar” na Bíblia aparece exatamente no capítulo 22 do livro de Gênesis. Tal referência nos indica que o ato de adorar envolve três fatores: sacrifício, renúncia e obediência. Isaque representa toda a barreira que nos impede de contemplar o Senhor com exclusividade. Com Isaque em nosso coração, Deus fica em segundo plano. É extremamente importante compreender que o nosso Deus não aceita ninguém como rival (Mateus 6:24). Por isso, devemos levar nosso Isaque a Moriá e entrega-lo a Deus. O nome Moriá vem da palavra “Morá”, que em hebraico, significa “temor”. Desta montanha, o temor de Deus percorreu a terra toda. Outra versão diz que vem de “ora”, que quer dizer luz. Curiosamente, esse é o mesmo lugar onde Jacó, filho de Isaque e neto de Abraão, teve um encontro com Deus quando fugia de Esaú (Gêneses 28:19). Mil anos após o patriarcal, Salomão construiu o templo nessa elevação. A casa do Senhor, entretanto, foi destruída pelo rei da Babilônia, Nabucodonozor, em 587 a.C. Reconstruída no tempo de Esdras e Neemias, foi novamente destruída pelo general Tito, no ano 70 de nossa era. Atualmente, sobre o Monte Moriá, encontra-se a Mesquita de Omar ou Domo da Rocha, um dos lugares mais sagrados para os mulçumanos. Informe para eles que, do templo de Salomão, restou apenas uma muralha na qual judeus de todo o mundo choram o seu exílio e suas amarguras. O Muro das Lamentações é o último resquício da glória passada de Israel.


Sacrifício, renúncia e obediência

Existem grandes equívocos na forma como muitos entendem a adoração. Louvores, orações, exercício ministerial e pratica de boas obras são apenas reflexo de uma vida vivida em adoração e não a essência do conceito. O adorador por excelência não restringe sua adoração a momentos específicos ou situações pertinentes. Ele a vive intensamente e completamente, ocupando cada minuto do seu dia, cada célula do seu corpo com Deus e para Deus. Este estilo de vida requer resignação e desprendimento, pois a natureza humana tende a prioridades o que se opõem completamente aos princípios da Palavra de Deus. O adorador precisa, antes de mais nada, crucificar o velho para poder estar definitivamente livre do domínio do pecado. Mas este processo, apesar de necessário, é pesaroso e contrário as nossas próprias vontades, exigindo muita abnegação e auto sacrifício (Tiago 1:14-15). É preciso negar quem somos, para ser quem Deus deseja que sejamos, e este caminho de volta a Cristo, passa também pela cruz (Marcos 8:34).

Um sacrifício consiste na troca de algo muito valioso por outro de ainda maior valor. Mas neste caso, os valores não são medidos em espécies, e sim em sentimentos e emoções. Por exemplo, num cenário de crise onde o alimento torna-se escasso em um lar, os pais tendem a sacrificar sua porção de sustento em prol da nutrição dos filhos. Eles abrem mão de algo valioso (seu alimento) e obtém em troca algo mais valioso ainda, ou seja, a satisfação de ver os filhos alimentados, mesmo que eles mesmos continuem faminto. O sacrifício, portanto, vale a pena! Deus abriu mão de seu próprio filho em prol da restauração do homem e Jesus entregou sua vida em resgate de todos nós (Isaias 53:10-11). Abraão estava abrindo mão do bem que julgava mais precioso (seu filho), em troca de algo que de fato lhe tinha valor inestimável e incalculável (sua fidelidade para com Deus). O adorador por excelência é aquele que sempre pauta suas escolhas priorizando o que é eterno, mesmo que para isso precise deixar de usufruir prazeres efêmeros tão desejáveis por sua natureza humana.

Nisto reside a nobreza da renúncia e a beleza da obediência. Renunciar é desistir por bom grado de algo que foi conquistado por direito. É sair da zona de conforto, abnegando-se do certo pelo duvidoso. Não há garantias físicas em uma renúncia e, portanto, no contexto espiritual, ela se baseia apenas na fé. A ordenança de Jesus aos discípulos foi que renunciassem a eles mesmos, tomassem sobre seus ombros uma cruz e o seguissem, mesmo que fossem enviados como ovelhas para o meio de lobos (Mateus 16:24 / Lucas 10:30). A adoração genuína tem início exatamente neste desprendimento do próprio “eu”, numa submissão plena aos desígnios do Senhor, mesmo que com isto caminhemos rumo a morte. Estaremos certos que uma eternidade com Deus é o bem mais valioso que podemos almejar, tornando qualquer valor terreno (por maior que seja) em quinquilharias desprezíveis (II Timóteo 4:7).

 
Conclusão

Matar seu filho com as próprias mãos obrigava o patriarca a matá-lo primeiro em seu coração (João 12:24). Jamais venceremos o externo se o interno não for realmente tratado. Deus não trabalha com aparência, mas sim com transformação e esta começa no interior do coração de cada ser humano. 



Participe da EBD deste domingo, 04/10/2015, e descubra você também os segredos para uma vida de fé e atitudes

Material Didático:
Revista Jovens e Adultos nº 97 - Editora Betel
Comentarista: Pr. José Fernandes Correia Noleto
Maturidade Espiritual 
Lição 1

Comentários Adicionais (em azul):
Pb. Miquéias Daniel Gomes