quinta-feira, 5 de novembro de 2015

EBD - O cristão vence o mal usando a armadura de Deus



Texto Áureo
II Coríntios 10:4
Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas.

Verdade Aplicada
Para vencer a batalha no mundo espiritual é preciso conhecer o inimigo e as suas artimanhas.


Textos de Referência
Efésios 6:10-13

No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder.
Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.
Porque não temos que lutar contra carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.
Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mal e, havendo feito tudo, ficar firmes.


O maior de todos os inimigos

Em Hebreus 12:9, Deus é identificado como sendo o “pai” dos espíritos, ao qual devemos obedecer como “filhos”. Aqui, nos é descortinada a extensão do mundo espiritual, com seus mistérios ainda não revelados e suas batalhas constantes e acirradas, que embora não vejamos, estamos sim no centro do embate. Deus é um ser espiritual, bem como também o é, as primícias da criação. Antes mesmo dos mundos físicos existirem, Deus criou seus anjos, que hoje podem ser identificadas como ministros espirituais a serviço do Senhor, ministrando seus desígnios e tornando-se visíveis aos homens apenas em ocasiões especiais (Gênesis 32:1-2 / Daniel 8:15-17 / Lucas 22:43). Se os anjos do Senhor são espíritos, logo a terça parte dos renegados que foram expulsos do paraíso também o são. Espíritos maldosos e enganadores, que atuam nas esferas celestes (céu cósmico), aos quais comumente denominamos “demônios”. O homem também possui um espírito dentro de si, que foi dado e será recolhido por Deus (Eclesiastes 12:7), recebendo então uma destinação final baseado no julgamento de seus atos enquanto vivente (Hebreus 9:27). Assim, estamos todos interligados nesta esfera ainda incompreendida em decorrência de nossa “corruptibilidade”. Mas nossa ignorância a muitos elementos desta realidade espiritual não nos imuniza dos efeitos práticos dos eventos cósmicos que se desenrolam ali, até porque o mais letal dos inimigos espirituais, anda ao nosso derredor, rugindo como um leão, buscando a quem devorar (I Pedro 5:8). Em decorrência desta investida satânica, é necessária vigilância constante e irrestrita. Satanás é um adversário sutil, perspicaz e ardiloso, que embora não deva ser “temido”, jamais pode ser desmerecido, subestimado ou enfrentado sem a estratégia adequado, pois caso contrário, tem a assustadora capacidade de “cirandar” com a alma do homem (Lucas 21:31). Neste texto, Jesus fez menção ao ato de cirandar o trigo, que consistem em “moer” e “peneirar” os grãos. Para bom entendedor, fica a mensagem clara e objetiva: o diabo não está de brincadeira.

O nome “Satanás” é uma transliteração do hebraico para Satan, que significa “ACUSADOR”, mas nem sempre foi assim. Em Ezequiel 28, ao falar da influência maligna sobre os grandes reinos da Terra, o profeta revela algumas nuances da origem de Satanás.  Ele foi criado pelo próprio Deus, sendo um sinete de perfeição, cheio de sabedoria e formosura. Era um anjo de elevada glória (acima dos demais), ornado de ouro, sendo querubim de guarda, ungido e perfeito em seus caminhos. Habitava num tipo de “jardim mineral”, (“Eden – Jardim de Deus”), estabelecido no “Monte Santo do Senhor”, onde caminhava entre pedras “afogueadas” (sárdio, topázio, diamante, berilo, ônix, jaspe, safira, carbúnculo e esmeralda). Seu nome era “Lúcifer”, que quer dizer, “anjo de luz” (Isaías 14:12). Esta condição gloriosa se manteve por longas eras, até que Deus vislumbrou iniquidade no seu coração. Ele se tornou arrogante em sua beleza e posição, e decidiu que queria se assentar em um trono que fosse acima do de Deus (Isaías 14:13-14 / Ezequiel 28:15 / I Timóteo 3:6). O orgulho de Lúcifer o levou à queda.  Ele subiu aos céus e usando de sua influência perspicaz, corrompeu a terça parte dos anjos, que devotaram lealdade ao insurgente. Por causa de seu pecado, Deus expulsou Satanás e seus asseclas do céu. Com grande violência ele caiu vertiginosamente em direção a terra, e como muitos teólogos acreditam, promoveu grande destruiu, a ponto de o Criador precisar reformar o planeta (Gênesis 1:1-2). Quando questionado sobre a atuação de seu maior adversário, Jesus testificou de sua queda declarando que tinha o visto cair como um raio (Lucas 10:18). Desde então, Satanás, embora seja um ser espiritual, atua na atmosfera humana.

Satanás se tornou o governante dos reinos do mundo que se afastaram de Deus. É também o príncipe das potestades do ar (João 12:31 / II Coríntios 4:4 / Efésios 2:2). Como ele não é dotado de onipresença, onisciência e onipotência (que são atributos exclusivamente divinos), existe uma vasta estrutura muito bem organizada que converge para a liderança maléfica de Satanás, o grande arqui-inimigo da igreja. Porém a recomendação bíblica em relação a este adversário não é o enfrentamento, como muitos insistem em ensinar. Efésios 6:10-13 diz que devemos nos revestir da armadura de Deus para estar firmes contra as astutas ciladas do Diabo, revelando que nossa posição estratégica nesta guerra é a de defesa, enquanto o ataque pertence ao Senhor. A Bíblia nos ensina em Tiago 4:7, a “sujeitar” a Deus, “resistir” ao Diabo e então ele fugirá de nós. O homem que decide “enfrentar” a Satanás com suas próprias forças, será derrotado e consumido.


Conhecendo os poderes das trevas

Ser um crente salvo em Jesus Cristo é estar em constante guerra contra Satanás e seus adeptos. Uma vez salvo, nos tornamos soldados importantes na peleja entre o poder de Deus (luz) e as forças de Satanás (trevas). Existe uma batalha travada no mundo espiritual, onde forças opostas à verdade de Cristo farão de tudo para desarticular a fé daqueles que hão de herdar a salvação. Para isso, devemos estar revestidos, alicerçados e de posse das armas de nossa milícia, as quais são poderosas em Deus para destruir as fortalezas do inimigo (II Coríntios 10:4). Escrevendo aos Efésios, Paulo falou acerca das “ciladas” (Efésios 6:10-11). Ele diz que devemos nos fortalecer no Senhor e nos revestir de toda a armadura. Fala da necessidade de estarmos preparados para a guerra e explica o porquê de tal preparo: “as astutas ciladas do diabo”. Ele dia “ciladas” e prossegue dizendo que nossa luta não é contra seres humanos: “carne e sangue”, e sim contra as hostes espirituais da maldade. E conclui revelando onde se encontram esses poderes do mal: “nos lugares celestiais”. A Bíblia nos ensina que ele é o príncipe da potestade do ar e o deus deste século (Efésios 2:2 / II Coríntios 4:4). Antes de sermos salvos por Cristo, ele trabalhava em nós como filhos da desobediência. Satanás não é uma lenda, ele existe e não respeita nem pessoas, nem lugares sagrados. Ele foi capaz de tentar Jesus Cristo no deserto, lhe oferecendo poder e riquezas para desestabilizá-lo (Mateus 4:3-11). A Bíblia nos ensina que a pessoa natural não pode compreender as coisas espirituais porque lhe parece loucura, mas afirma que o espiritual pode ver aquilo que ninguém entende (I Coríntios 2:14-15). O que aprendemos aqui é que existe o mundo físico e o mundo espiritual. Que existem forças opositoras e malignas capazes de desequilibrar a vida de muitas pessoas.

A função de Satanás é matar, roubar e destruir (João 10:10). Se olharmos bem para os acontecimentos que estão à nossa volta, iremos identificar o trabalho do maligno em todas as camadas da sociedade. Filhos matando os pais por ganância; pai assassinando filha e jogando pela janela; jovens matando a pauladas mendigos de rua; outros incendiando pessoas vivas; marginais que mutilam pelo simples prazer de matar; fraudes nas camadas sociais do governo; mentiras; depravação moral e sexual. Ignorar que o mal existe é permitir que ele destrua não somente a nós, mas também a todos aqueles a quem amamos. Temos duas opções: ser livres pela verdade ou escravos pela ignorância (João 8:32). Muitos cristãos estão perdendo a batalha contra o inimigo porque ainda não tem ganho a batalha em sua mente. Não podemos conquistar as fortalezas espirituais em lugares celestiais, sem que primeiro tenhamos conquistados as fortalezas espirituais que Satanás tem levantado em nossas mentes. “Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento (mente) e de todas as tuas forças” (Marcos 12:30). De todos os seres criados, o homem é o único que tem capacidade de pensar, porque é o único que foi feito à imagem e semelhança de Deus.

A mensagem do Evangelho apresenta dois reinos: o Reino de Deus, e o reino das trevas. O Reino de Deus é santo; o das trevas é um reino de engano, de uma falsa felicidade e de perversão dos bons costumes (I Coríntios 10:23 / 15.33). O Senhor não somente nos chama para combater o mal, mas para estar preparados contra toda investida de Satanás e suas hostes. O que vai determinar nossa vitória é a maneira como preparamos nosso espírito para a batalha. Não há como vencer na carne. Não lutamos contra pessoas, mas sim, contra o que lhes domina (Gálatas 5:16-18). O mundo é governado por ideias errôneas acerca de Deus, de Seu Reino e de Seu poder. E só se pode vencer uma boa ideia com outra ideia melhor (I João 3:8b). A situação vem piorando a cada instante e precisamos de um rápido retorno a presença de Deus, voltar ao lugar secreto de oração, sentar-se à sua mesa. A maioria dos cristãos não está bebendo a Palavra e nem se alimentando de Cristo. Por esta razão, nossa geração é tão vulnerável ao espírito deste século. Não podemos viver sem uma revelação maior acerca de Jesus Cristo (Efésios 6:10-19).


No Campo de Batalha

Em sua famosa obra “A Arte da Guerra”, o general chinês Sun Tzu escreveu: “Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece, mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas." Infelizmente, muitos cristãos têm sido derrotados na batalha espiritual não por ter pouco conhecimento sobre seu adversário, mas sim, por desconhecer a si mesmo. No Jardim do Éden, quando a primeira profecia messiânica foi proferida pelo próprio Deus, a serpente foi avisada que da semente da mulher nasceria um que pisaria em sua cabeça. Porém, uma informação muito relevante é acrescentada: e a serpente irá ferir o seu calcanhar (Gêneses 3:15). É jargão usual em muitas pregações a ordenança de se pisar na cabeça de Satanás, e crentes incautos tem se lançado nesta aventura desastrosa, declarando a plenos pulmões que o diabo está embaixo de seus pés. Pois bem, se assim for, o inimigo tem aproveitado este momento para inocular seu veneno em calcanhares desatentos. A autoridade de pisar na cabeça da serpente pertence apenas a Jesus Cristo, que por sua vez é capaz de suportar o ferimento colateral. Quando agimos por contra própria, desafiando Satanás com nossos pés, subestimamos o mais letal dos adversários e nos provarmos ignorantes quanto a nossa própria condição. O diabo não está preocupado com nossos pés. O alvo dele é bem mais acima.

A mente do homem é um campo de batalha onde Satanás mobiliza o primor de seu arsenal. Diariamente somos bombardeados com tentações que atrevessam nossos olhos como flechas, semeando sementes de hedonismo em nossa imaginação. Ondas sonoras invadem nossos ouvidos ecoando acusações gritantes, que minam nossa confiança em Deus e questionam nossa fé na própria salvação. Satanás trabalha nas sutilezas, pacientemente esperando uma brecha para adentrar nossa mente, e ali estabelecer pouco a pouco sua fortaleza. Porém, ele é um ser que age nas trevas, e para ter êxito em sua invasão, precisa primeiro escurecer nossa mente, coração e alma (Mateus 6:23). Assim, a mais eficaz estratégia contra os planos do inimigo, é em todo tempo, manter as “luzes acessas”. Escrevendo aos Filipenses, Paulo nos ensina que o grande segredo desta “luminosidade” é exatamente a “paz” de Deus, capaz de exceder todo o conhecimento. Ela protege nosso coração e nossas mentes em Cristo.  Para alcança-la, o apóstolo aconselha seus leitores a terem uma vida de equidade notória, que consiste na pratica da justiça, na demonstração de respeito e na imparcialidade dos julgamentos. Também é aconselhada constância de orações, suplicas e louvores. Agindo assim, centralizamos nossos pensamentos em Cristo, e imunizamos nossa mente aos ataques de Satanás.  Uma vez em Cristo, nossa mentalidade é transformada e revestida de luz, elevando nossos valores e redirecionando nosso pensar as coisas celestiais: tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai (Filipenses 4:5-8). 

Martin Lutero, pai da Reforma Protestante, foi um homem vitimado por inúmeros ataques de Satanás. Sombras do passado e acusações veladas do adversário irrompiam o silêncio das noites de oração, levando Lutero a inúmeros confrontamentos mentais. Sua mente era um grande campo de batalha, onde Satanás tentava cravar suas bases. Graças a Deus, nunca conseguiu. Umas das mais marcantes frases da vida do reformador revela sua vitória contra as investidas do adversário: - “Você não pode impedir que um pássaro pouse em sua cabeça, mas, pode impedir que faça ninho. ” Satanás investirá com furor contra as nossas vidas, estudando nossos passos, vasculhando nosso lixo, forçando nossas defesas em busca de um ponto fragilizado. Não podemos impedir seus rompantes de fúria, nem limitar seus passeios sistemáticos ao nosso derredor. Ele está fazendo seu papel, sendo quem ele é. Cabe a cada um de nós estarmos preparados para não ceder as investidas, guardados e protegidos a Sombra do Altíssimo (Salmo 91:1). Os pássaros poderão até pousar, mas ninhos, eles jamais irão fazer.


Poneros:  os segredos do dia mau

Paulo nos fala acerca de um dia mal e inevitável em nossas vidas. Revela-nos a batalha que estamos travando e nos instrui a estar preparados e revestidos com toda a proteção (armadura) divina para que nesse dia possamos sair vitoriosos e permanecer firmes (Efésios 6:13). Esse dia Paulo se refere como “dia mau” não deve ser interpretado como um dia de vinte e quatro horas (Efésios 6:13). Mas como uma época em que os poderes malignos provocarão uma série de males sobre a vida das pessoas. O termo usado para “dia mau” é “poneros”, cujo significado é: “maldade, lascivo, daninho, e implicitamente perversão”. “Poneros” fala de prostituir a mente ou fazer a mente fornicar. É a mesma palavra usada em Apocalipse 17.5. O dia mau representa um período onde se libera a opressão da tentação com o espírito da maldade para que se experimente os efeitos da depravação. O fato de Paulo usar o termo “luta” indica que estamos envolvidos em um confronto direto e que, portanto, não somos apenas expectadores de um jogo. Satanás deseja usar nosso inimigo externo, o mundo, bem como nosso inimigo interno, a carne, para nos derrotar. Suas armas e seu plano de batalha são terríveis.

“Poneros” representa uma entidade de cabeça de uma estrutura que, unida a outros espíritos, faz sinergia com a intenção de sequestrar o cérebro (II Coríntios 4:4 / Efésios 4:14-18 / Filipenses 4:8). “Poneros” age na mente humana. É o espírito que tem operado em muita gente nesse século. Sua esfera é agir intensamente na vida do crente nesse tempo final. Esse já não é um problema dos de fora. Existem pessoas dentro da Igreja que estão trabalhando intensamente contra esse espírito. Por fora é fácil identifica-lo. Porém, identificar uma pessoa que está imersa nesse mundo dentro da Igreja é mais complicado, principalmente porque confessar pode ser vergonhoso. A indústria do sexo, a perversão e a depravação comprimem a moral da sociedade. “Poneros” não somente avança fora da Igreja, ele já está se infiltrando dentro dela (II Coríntios 10:4-5 / Gálatas 5:19).

Muitas pessoas que sofrem a tentação de “poneros” não buscam ajuda porque tem medo de se expor e de serem julgadas pelas pessoas (Salmos 32:3-6). Desse modo, enfrentam a batalha de maneira solitária, sem alguém que possa ao menos lhes aconselhar e, quando o conselheiro é a si mesmo em batalhas privadas, o resultado é a escravidão (Provérbios 19:20). O sequestro tem a intenção de perverter a mente e perversão. É o mau uso ou a má representação de um desenho original (Romanos 1:21-22). Não podemos permitir que a escravidão se torne um hábito. É comum ver esse hábito na sociedade. Para as pessoas, a imoralidade, o pecado e a desonestidade são coisas normais (Romanos 1:32). Por isso, Paulo nos alerta a estar revestidos, a nos vestir de toda a armadura de Deus para enfrentar esse período e continuar firme (Efésios 6:10-13). Existe uma batalha, mas que esta não pode ser vencida com armas humanas porque ela se desencadeia no mundo espiritual e, principalmente, na mente humana, que é o alvo principal do domínio inimigo. Paulo está falando aqui das hostes de espíritos maus que estão no mundo e dominam os vastos sistemas que se opõem ao Evangelho. Fala sobre um sistema promovido e incrementado pela atuação de maus espíritos que se acham em armas contra Deus. É tempo de buscarmos ao Senhor (Isaías 55:6-7).


Vencendo com as armas corretas

Uma grande batalha não se vence somente com a força ou potência das armas, se vence também com uma boa estratégia. Para combater o inimigo com eficácia, devemos não somente conhecer suas estratégias, mas também estar empenhados em conhecer nossas limitações e nossa esfera de poder. Talvez não sejamos capazes de compreender profundamente o enorme conflito que se ergue no reino espiritual. Tampouco perceber quão determinado o inimigo está em aniquilar aqueles que reconhecem a Jesus como seu Senhor e dono. Precisamos ter em mente que a nossa decisão de seguir a Cristo nos colocou definitivamente na condição de inimigos de todos os poderes das trevas (Efésios 5:8-11). No momento que entramos em uma vida de obediência e dependência em Cristo, todos os alarmes do inferno foram disparados e nos tornamos alvo de todas as forças e potestades (II Samuel 22:6). A partir do momento em que decidimos servir a Cristo, toda sorte de empecilhos virá como causticantes testes de fé em nossas vidas (Salmo 34:19 / 116:3). A Palavra de Deus diz: “... Vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor... buscando a quem possa tragar” (I Pedro 5:8). A Bíblia não diz isto por acaso. Satanás age em nossos vacilos e na autoridade que lhe conferimos. Se ele não tiver legalidade, vai andar ao nosso derredor até a eternidade, mas se anda é porque pode encontrar (Provérbios 26:2).

O propósito divino é nos trazer de volta à perfeição em sua Presença (Lucas 19:10 / Efésios 4:13 / I Coríntios 15:49). Todavia, o reino das trevas produzirá laços e armadilhas para nos enredar e nos sacar fora da presença de Deus enquanto estivermos nesse corpo mortal. Nossa vitória está em manter uma vida produtiva, comprometida com a verdade, sem dar brechas para que o inimigo possa nos derrotar. Mais que isso, devemos ter a coragem de ser parte do plano de Deus para a destruição do projeto de Satanás e suas fortalezas (II Coríntios 10:4). O cristão deve ser firme e constantes. Firmes e constantes não formam uma redundância, pois as palavras têm nuances que as diferenciam entre si. Constante (gr. ametakinetos) significa inabalável, inamovível. Ser firme descreve alguém imóvel, que não muda facilmente por si mesmo, constante descreve alguém que não é movido por outros ou por circunstâncias exteriores. Assim, firme descreve a posição de alguém em tempo de paz, constante descreve a pessoa na mesma posição, mas agora sob ataque. Ou seja, a ideia é de alguém que guarda o seu posto sob fogo intenso. Comente com eles que o termo é usado por Paulo quando encoraja aos colossenses dizendo; “não vos deixando afastar da esperança do evangelho que ouvistes” (Colossenses 1:23).

Precisamos entender bem esse assunto porque não é somente o inimigo que possui fortalezas (II Coríntios 10:4, 5). A fortaleza é um lugar impenetrável, que representa Segurança. Temos fortalezas boas e más. Uma boa fortaleza pode ser nossa segurança perante o inimigo, mas uma fortaleza má pode nos impedir de viver uma vida saudável e vitoriosa em Cristo. Não se contaminar antes do casamento, ser honesto, não mentir, são boas fortalezas contra o inimigo. Porém, o hábito de não orar, jejuar e ler a palavra de Deus são péssimas fortalezas contra nós mesmos. O diabo não vence os revestidos. Ele arrebata os fracos, sem disciplina, os orgulhosos, os que ignoram e desconhecem seus ardis (I Coríntios 8:2).


A Armadura de Deus

Efésios 6 é facilmente identificado como o texto que fala sobre a “Armadura de Deus”, mas na verdade, é um grande tratado sobre a OBEDIÊNCIA. Nele, Paulo aconselha aos filhos que honrem seus pais, que os pais tenham bom senso nas tratativas educacionais, que servos sejam leais aos seus senhores e que trabalhadores se empenhem como se trabalhassem para o próprio Cristo. Em resumo, o apóstolo nos aconselha que todas as possíveis portas de entrada para o maligno sejam trancadas. Somente a partir deste ponto, nos é revelada a famosa “ARMADURA DE DEUS”, disponibilizada ao cristão fiel e obediente aos princípios antes citados. A ordem inicial é para se fortalecer em Cristo, na força de “seu” poder, deixando claro que não temos condições naturais para suportar tamanha batalha. Em seguida, é explicitado que a função prática desta armadura é para resistência, e não ataque. Com ela, poderemos estar firmes contra as astutas ciladas do diabo, e não agir afim de “desarma-las”, sendo esta uma atribuição do próprio Deus. A primeira “peça” a ser revelada é um tipo de malha que deve cingir o lombo, funcionando como uma base de toda a armadura, e ela é a VERDADE. Sua importância se deve exatamente ao fato de Satanás ser repelido pela verdade, já que vive numa dimensão de engodos e falsidades, sendo atribuída a ele a paternidade da mentira (João 8:44). A Bíblia também afirma que os mentirosos não herdarão o Reino dos Céus (Apocalipse 22:14:15). A verdade liberta e santifica. Sem ela, as demais peças da ARMADURA simplesmente deixam de ter qualquer funcionalidade.

O próximo passo é vestir a COURAÇA DA JUSTIÇA. A couraça era uma armadura feita de metal ou couro, usada por soldados sobre o peito e as costas para protegê-los de golpes inimigos em órgãos vitais. Aqui, estamos falando da Justiça de Cristo, imputada por Deus e recebida pela fé. Ela guarda os nossos corações contra as acusações de Satanás e protege o nosso ser interior contra seus ataques mortais. Dorso protegido, agora é a vez de proteger os pés. Segundo o apóstolo, os mesmos devem ser calçados na preparação de EVANGELHO DA PAZ. Numa zona de guerra, os pés sempre estarão expostos a perigos de armadilhas, irregularidades do terreno, tropeços e até fragmentos cortantes. Por muitas vezes, os pés estão desprotegidos pelo nosso raio de visão e vulneráveis aos perigos escondidos na estrada, sendo também uma porta de entrada para doenças, vírus e bactérias. O salmista Davi testifica que a Palavra de Deus é lâmpada para seus pés e luz em seu caminho (Salmo 119:105). Só conseguiremos avançar por territórios inóspitos com segurança, se nossos pés estiverem protegidos pelo Evangelho de graça, misericórdia e poder, guia fiel mesmo em veredas tortuosas e fonte de luz em rotas de escuridão. Já nas mãos, é obrigatório o uso do ESCUDO DA FÉ. II Coríntios 5:7 revela que nossa caminhada é por Fé e não por vista, logo, cada passo que damos neste terreno espinhoso precisa sem primeiramente dado em fé e por fé. Esse escudo é nossa confiança total e irrestrita em Deus, tendo a certeza que ele é nosso guia protetor, socorro bem presente que não falta na tribulação. O CAPACETE DA SALVAÇÃO surge como a garantia de nossa justificação, o que protege nossa mente das possíveis duvidas lançadas por Satanás. É uma peça de suma importância, pois qualquer ferimento na cabeça, pode trazer danos irreversíveis.
 
O último elemento desta armadura é também o único item de ataque em toda a lista: A ESPADA DO ESPÍRITO. O apóstolo Paulo a identifica como sendo a Palavra de Deus. Esta é de fato, a única arma que o cristão está autorizado a usar contra Satanás. Quando foi tentado no deserto, o próprio Jesus se fez valer desta ferramenta, citando por três vezes o livro de Deuteronômio, repelindo com as escrituras, todos os ataques do maligno. (Mateus 4:1-10). Outro exemplo grandioso pode ser encontrado no verso 9 da epístola de Judas, onde nos é revelado que quando Moisés morreu, Satanás tentou usurpar seu corpo. Miguel, comandante dos exércitos angelicais foi enviado para intervir, porém se recusou a um confronto direto, usando como arma as palavras do próprio Deus: O Senhor te repreenda. Quem se atrever a enfrentar Satanás com armas alternativas que não seja a PALAVRA DE DEUS, não encontrará legalidade de ataque e estará espiritualmente desprotegido. A ordem é sujeitar a Deus em obediência, resistir ao diabo usando a armadura de Deus, e então “ELE”, fugirá de nós! (Tiago 4:7)

Conclusão
 
O Evangelho possui armas que nenhum argumento ou ação humana podem resistir. No entanto, nós, muitas vezes, preferimos confiar nos métodos carnais e não nos valemos desse arsenal invencível. A guerra existe, o inimigo é real, façamos a nossa parte (Efésios 6:10-13).



 
Participe da EBD deste domingo, 08/11/2015, e descubra você também os segredos para uma vida de fé e atitudes

Material Didático:
Revista Jovens e Adultos nº 97 - Editora Betel
Comentarista: Pr. José Fernandes Correia Noleto
Maturidade Espiritual 
Lição 6

Comentários Adicionais (em azul):
Pb. Miquéias Daniel Gomes




quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Quarta Forte com Dc. Bene Wanderley



Em João 10:11-14, Jesus testifica sobre si mesmo dizendo: - "Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas. Mas o mercenário, e o que não é pastor, de quem não são as ovelhas, vê vir o lobo, e deixa as ovelhas e foge; e o lobo as arrebata e dispersa. Ora, o mercenário foge, porque é mercenário, e não tem cuidado das ovelhas. Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas ovelhas sou conhecido”

O mercenário pode ser identificado como alguém que trabalha somente pelo seu salário. Não foi sem propriedade que a expressão “mercenário” se tornou o principal antônimo da palavra “pastor" pois apesar de cumprirem a mesma atividade, e de laborarem pelo mesmo fim, usavam de distintos meios na execução de suas tarefas. O pastor era um homem decente, mas o mercenário não era necessariamente um indivíduo abjeto. O contrato de ambos era legítimo e o empregador não estava enganado acerca da conduta deste ou daquele. O mercenário tinha as mesmas obrigações que estavam reservadas ao pastor, exceto por um detalhe: ele não se via no dever e nem tinha a tendência de se afeiçoar pelo rebanho do qual cuidava.

O exercício do pastoreio exigia mais do que prover alimento, água e sombra para o gado. Não raro, fazia-se necessário encurralar o rebanho no aprisco ao cair da noite e com desvelo sair a procurar algum cabrito que se desgarrasse da grei; noutros casos, o animal podia ter caído em um buraco ou precipício; também havia o perigo representado pelas moscas do deserto, que podiam se enfiar nas narinas de uma ovelha e levá-la à loucura; mas acima de tudo, as ovelhas podiam estar sendo perseguidas por uma alcatéia de lobos. O mercenário podia sair a procurar uma ovelha desgarrada, mas não estava obrigado a estender a sua busca até o anoitecer; podia socorrer àquela que caíra em um buraco, mas também podia fingir que não a vira ali; as moscas do deserto podiam ser tratadas com azeite de olivas, mas ele também podia usar esse óleo para outros fins; e quanto a enfrentar a voracidade dos lobos, nem pensar!

Quão diferente agia o verdadeiro pastor! Ele tinha afinidade com o rebanho, as suas vestes estavam impregnadas com o cheiro de suas ovelhas e ele as protegia como à sua própria família! Portanto, muito além de dinheiro e bens materiais, o rebanho seria a sua verdadeira recompensa, e, por isso, era imprescindível que nenhuma cabeça daquele gado se perdesse. Talvez não exista nenhum problema em ser um mercenário, mas com toda certeza há muita honra em ser um genuíno pastor.

E foi ministrando sobre o cuidado do sumo pastor “Jesus Cristo” para com suas ovelhas, que o Dc. Bene Wanderley abrilhantou a “Quarta Forte” realizada neste dia 04/11/2015. Fomos lembrados do grande amor demostrado em seu pastorado, que o leva as regiões mais inóspitas da terra em busca das ovelhas desgarradas, e do esmero com que trata carinhosamente de cada ferimento que a mesma possa ter. Ele guia seus rebanhos por pastos verdejantes e águas tranquilas, não deixando que nada falte para sua grei. Ele nos protege e nos guarda, nos aninha em segurança no aprisco para depois nos conduzir a veredas de paz e provisão. E seu amor é revelado no mais extremo ato de fervorosa paixão. Jesus – O Bom Pastor, dá a sua vida pelas suas ovelhas.




Filme - O Céu é de Verdade

A ideia de um paraíso onde as pessoas boas vão após a morte é inerente a diversas crenças ao redor do mundo. Para o cristão, este lugar de descanso e paz ao lado de Deus é chamado de “CÉU”. 
Mas seria o céu um lugar real ou apenas uma esperança ilusória? 
É esta a grande questão tratada no longa metragem estadunidense “O Céu é de Verdade” (Heaven Is for Real), dirigido por Randal Wallace e Chis Parker, contando com grande elenco.
Baseado no livro homônimo, O CÉU É DE VERDADE traz para as telas a história real de um pai que mora em uma cidade pequena e que precisa encontrar coragem e convicção para dividir com o mundo a extraordinária história de seu filho. O ator Greg Kinnear (indicado ao Oscar® e vencedor do Emmy®) interpreta Todd Burpo e Kelly Reilly interpreta Sonja Burpo, o casal real cujo filho Colton (o estreante Connor Corum) afirma ter visitado o Céu durante uma experiência de quase morte. Colton conta os detalhes de sua jornada com a inocência de uma criança e fala com naturalidade sobre coisas que aconteceram com ele antes de seu nascimento… coisas que ele não poderia saber. 
Todd e sua família são então desafiados a examinar o significado deste evento notável.


terça-feira, 3 de novembro de 2015

Artigo - O aumento de AVC´s entre jovens e crianças



Élita Pavan
Estudante de Fisioterapia 

O AVC (acidente vascular cerebral), conhecido popularmente como derrame cerebral, não é mais um mal exclusivo de idosos. Dados do Ministério da Saúde mostram que 62 mil pessoas abaixo dos 45 anos morreram no Brasil entre os anos 2000 e 2010. No entanto, o cenário é ainda pior: jovens, adolescentes e até crianças passaram a engrossar a lista. Estatísticas mostram que, em 2012, quatro mil pessoas entre 15 e 34 anos foram internadas por causa do problema no país.

As causas mais comuns do AVC em jovens diferem pouco das causas de outras faixas etárias e são: hipertensão arterial, tabagismo, uso de drogas (particularmente cocaína, anfetaminas e excesso de álcool), uso de anticoncepcional (principalmente em fumantes), e doenças hematológicas ou do coração. Tem chamado atenção da área médica, algumas causas mais recentes de hipertensão arterial e AVC, como o abuso de energéticos (alguns chegam a ter 500 mg de cafeína por frasco).

Outra causa que vem sendo investigada é o consumo de hormônios anabolizantes, encontrados em muitos suplementos de academia. Os anabolizantes provocam, entre outros males, hipertensão arterial.

Os sintomas do AVC em jovens não diferem muito dos de outras faixas etárias. Os mais frequentes são: diminuição ou perda súbita da força na face, braço ou perna de um lado do corpo; alteração súbita da sensibilidade, com sensação de formigamento na face, braço ou perna de um lado do corpo; alteração aguda da audição, fala, incluindo dificuldade para articular; dor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente; síncopes (desmaios).

Como ocorre?

Existem dois tipos de AVC:
AVC Isquêmico:  80% dos casos, é causado pela falta de sangue em uma área do cérebro por conta da obstrução de uma artéria.
AVC Hemorrágicas: 20% dos casos, ocorre quando um vaso sanguíneo no cérebro sofre rompimento, provocando sangramento no cérebro.




Prevenção

Muitos fatores de risco contribuem para o seu aparecimento. Alguns desses fatores não podem ser modificados, como idade, raça, constituição genética e sexo. Outros fatores, entretanto, podem ser diagnosticados e tratados, tais como a hipertensão arterial (pressão alta), diabetes mellitus, doenças cardíacas, enxaqueca, uso de anticoncepcionais hormonais, ingestão de bebidas alcoólicas, tabagismo, sedentarismo e a obesidade. A adequação dos hábitos de vida diária é primordial para a prevenção do AVC.






Testemunho - Um encontro com Jesus (Eduardo Carvalho da Silva)




Tive o privilégio de ainda muito pequeno, já estar na Casa do Senhor. Infelizmente, a igreja que eu frequentava foi fechada, e eu, muito confuso por não saber para onde ir, acabei decidindo que era chegada a hora de conhecer o mundo. E obviamente, no começo, tudo foi muito bom. Saía com meus amigos, riamos despreocupadamente, brincávamos uns com os outros e nos divertíamos com muita intensidade. O problema, e que esta diversão começou a incluir muita bebida e consumo de drogas.

Vendo que minha situação estava ficando precária, decidi me dedicar aos esportes. Passei a frequentar academias, aulas de danças e pratiquei diversos tipos de lutas. Me dediquei durante oito anos a capoeira, modalidade na qual me tornei professor. Foi numa dessas aulas que um jovem entrou na sala, cheio de brincos, correntes e tatuagens. Eu o olhei de cima para baixo e senti um grande desprezo pela sua condição, sem me atentar que também estava numa situação parecida. Depois daquele dia, não mais encontrei aquele moço e a vida seguiu como de costume.

Dia após dia, voltei a me sentir confuso novamente, e outra vez busquei solução nas drogas. Fragilizado, me deixei influenciar por alguns elementos espirituais inerentes a capoeira, e tudo isso fazia uma bagunça imensa na minha cabeça. Neste tempo, comecei a namorar uma moça de boa família, que inclusive tinha um irmão evangélico. Mas como ela morava longe de minha casa, acabei fazendo algumas coisas erradas afim de obter recursos para ir vê-la todos os dias. E as drogas estavam mais presentes do que nunca em minha vida. Fiquei neste relacionamento por oito meses, mesmo período onde tive contato com drogas mais pesadas. Muitas pessoas me aconselhavam a voltar para a igreja, e me diziam que Jesus tinha um plano em minha vida. Eu perguntava para mim mesmo se aquilo era verdade, e para tirar a prova, fui numa igreja, me assentei em um dos bancos e assisti todo o culto. Porém, no fim daquela reunião, estava tão vazio como quando entrei, não senti nada de especial e conclui que aquela história de "plano na minha vida” era mentira. Não voltei mais.

Minha vida desceu ladeira abaixo. Para conseguir dinheiro para as drogas, eu comecei a causar tumulto em minha casa, brigando constantemente com meus pais. Os amigos me abandonaram completamente, meu namoro começou a ser minado por traições até a situação ficar insustentável e a relação chegar ao fim. O meu mundo desmoronou. Só tinha forças para chorar e confesso que por muitas vezes pensei em me matar. Eu tinha colocado aquela moça em primeiro lugar na minha vida. Sem ela, eu acreditava que viver não tinha mais sentido. Um dia, depois de nossa última discussão, cheguei em casa, me tranquei no quarto e me pus a chorar, dizendo que a vida tinha acabado para mim. Minha mãe, então, me convidou para ir com ela até a igreja. Eu respirei fundo e respondi: - Já que não tenho nada melhor para fazer e nenhum lugar para ir, vamos lá.

Chegamos muito cedo, e o templo ainda estava fechado. Sentamos em um ponto de ônibus esperando o horário do culto. Foi quando um moço de terno se aproximou de nós e minha mão pediu que ele falasse algo de Deus para mim. Eu estava cabisbaixo, e quando levantei minha cabeça para ver quem era, reconheci o jovem que eu tinha desprezado na aula de capoeira. O rosto dele começou a brilhar com uma luz intensa e naquela hora Deus falou claramente comigo: - Filho, você está vendo o que eu fiz com este jovem? Posso fazer isso com você também...  Eu tenho o poder de transformar sua vida e ressuscitar seus sonhos! Imediatamente comecei a chorar, e naquela mesma hora entreguei minha vida a Jesus.


segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Qual a importância do discernimento espiritual?



Desde o Jardim do Éden, Satanás tem enganado o ser humano de diversas maneiras, mas nenhuma é tão eficiente quanto “simular” as ações de Deus. A Bíblia nos revela que Deus é Espírito (João 4:34) e é também no campo espiritual que o Inimigo atua em sistemas de poderes organizados. O homem também é um ser espiritual “revestido de um corpo corruptível” (I Coríntios 15:35-54), o que faz deste mundo invisível, um ponto chave em nossa vida cristã – “Pois não temos que lutar contra a carne e nem o sangue, mas sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais (Efésios 6:12) ”.   

O termo espírito ou espíritos aparece cerca de 990 vezes nas escrituras, sendo que em Hebreus 12:7-9, é aconselhado que nos sujeitemos a Deus, que é “Pai dos Espíritos”. Deus é um ser espiritual, logo as ordens angelicais também o são, ministrando seus desígnios e tornando-se visíveis aos homens apenas em ocasiões especiais (Genesis 32:1-2; Juízes 6:11; I Reis 19:5; Neemias 9:6;  Jó  1:6; 2:1;  Salmos  68:17; 91:11; 104:4; Isaías 6:2,3; Daniel 8:15-17; Mateus  13:39;  13:41; 18:10; 26:53; Marcos 8:38; Lucas 22:43; João  1:51;  Efésios 1:21; Colossenses 1:16; II Tessalonicenses 1:7; Hebreus 1:13,14; 12:22; I Pedro 3:22; II Pedro  2:11; Judas 9; Apocalipse 12:7; 22:8,9). Se os anjos do Senhor são espíritos, logo a terça parte dos renegados que foram expulsos do paraíso também o são. Espíritos maldosos e enganadores, que atuam nas esferas celestes (céu cósmico), aos quais comumente denominamos DEMÔNIOS. O homem também possui um espírito dentro de si, que foi dado e será recolhido por Deus (Eclesiastes 12:7), recebendo então uma destinação final baseado no julgamento de seus atos enquanto vivente (Hebreus 9:27).

Considerando estes fatores, podemos concluir que uma manifestação espiritual pode ser oriunda de três fontes distinta: Espírito de Deus, espírito de demônios ou espírito do homem. A manifestação do Espírito de Deus visa fortalecimento, consolação, conselho, exortação e santificação do Corpo de Cristo. A manifestação do espírito de demônios visa confusão, contendas, deturpação e corrompimento deste mesmo Corpo. A manifestação do espírito do homem por sua vez, age visando vanglória e interesses pessoais, como por exemplo, no caso de Ananias e Safira. Para realizar o julgamento sobre as ações espirituais sem cometer uma grave blasfêmia contra o Espírito Santo, atribuindo a ele uma ação demoníaca ou vice-versa, faz-se necessário o Discernimento dos Espíritos.

Este DOM nada mais é do que a capacidade e a habilidade sobrenatural de se reconhecer e identificar o espírito (ou espíritos) que estão por detrás de uma manifestação ou atividade, percebendo e distinguindo suas personalidades e condições.  Este DOM é vital dentro da igreja, pois qualquer espírito que queira “interagir com o mundo físico” precisará fazer uso do corpo e das faculdades de um ser humano, o que nos trará imensos desafios e batalhas tremendas dentro da congregação, exigindo do cristão essa habilidade de identificar a manifestação espiritual e posteriormente, conhecendo a fonte, saber como agir e reagir em relação a cada tipo de espírito.

Uma vez reconhecida à voz de Deus, postar-se em reverência para ouvir a mensagem. Se a manifestação espiritual for identificada como oriunda de uma fonte maligna, expulsar os demônios no nome de Jesus e trazer libertação a pessoa que está sendo “usada” por esta força demoníaca. Caso seja identificado que a manifestação não passa de uma atividade humana, repreender o responsável pela mensagem, e assim evitar confusão junto à igreja. Caso não haja na congregação pelo menos um indivíduo que possua tal DOM, toda a comunidade eclesiástica ficará vulnerável a ação de espíritos enganadores e homens mal-intencionados que se usurpam da “Palavra de Deus” para obter lucros abusivos e vantagens pessoais, manipulando a fé dos fiéis. Todo membro do Corpo, deve constantemente interceder por seus líderes e pastores, a fim de que estes homens sejam capacitados por Deus a exercerem o bom discernimento e identificar as manifestações nocivas que podem acontecer no seio da congregação.

Graça e Conhecimento



Desde a mais tenra idade, Jesus já se destacava como um exímio orador. Aos doze anos, deixou boquiaberta toda a cúpula da sinagoga em Jerusalém, explanando com propriedade o livro da lei para aos maiores mestres daquele tempo. O evangelista Lucas não apenas relata este fato, como testifica sobre o constante crescimento do menino, em graça e em conhecimento. (Lucas 2:41-52).

Dentro da cultura judaica daquela época, um jovem estava apto a seguir sua vocação após os vinte anos de idade, mas apenas aos trinta, a sociedade passava a aceitar sua liderança. Jesus, como homem, respeitou milimetricamente esta questão cultural, e se lançou na vida pública apenas após completar seu trigésimo aniversário.

Jesus era um frequentador assíduo da sinagoga, sendo reconhecido por seus pares como um Rabi, que significa “mestre” (João 13:13). Ele usava a Torá como base didática e sempre impressionou seus ouvintes por sua autoridade no falar. Mas foi somente a partir de seu batismo, que Jesus iniciou seu ministério pessoal, propondo uma revolução espiritual e oferecendo uma visão inovadora sobre o Reino de Deus, já que sua mensagem se expandia para além da fria letra da lei. Jesus cuidava em cumprir todos os preceitos estabelecidos por Moisés, mas almejava que seus ouvintes não amassem a Deus por uma ordenança legislativa, e sim com inteireza de coração. Sua pregação condenava veementemente o pecado, mas ao mesmo tempo acolhia calorosamente o pecador com braços misericordiosos. Jesus expunha as fragilidades do sistema religioso judaico, e apresentava o caminho prefeito para o Reino dos Céus, que nem sequer passava perto dos “atalhos” apregoados pelos líderes da religião judaizante.

A mensagem de Jesus era profunda, instigante, veemente, inquietante e afrontava diretamente inúmeros interesses pessoais de gente mui poderosa. Com isso, um grande grupo de religiosos influentes se posicionava publicamente contra o jovem pregador proveniente da pequena cidade de Nazaré. Jesus não se intimidou.

A duração de seu ministério seria extremamente curta, e não havia tempo a se perder. Ele fazia valer sua popularidade para ajuntar ao seu redor as multidões, e as ensinava a amar ao Senhor e ao próximo, com toda a força da alma e com sinceridade de coração. A mensagem hipócrita dos religiosos era centralizada do próprio ego, e não lhes interessa a proliferação desta nova filosofia baseada em igualdade e liberalidade, então era precioso calar o opositor, e inúmeras foram as tentativas de fariseus e saduceus para silenciar a mensagem de Cristo. Um homem simples contra muitos poderosos...

Mas Jesus tinha algo especial, que o fazia ser melhor que seus autodenominados inimigos. Ele era o Filho de Deus, e suas palavras jamais soaram vazias ou pragmáticas, pois eram acompanhadas de sinais e prodígios maravilhosos. Seus feitos percorriam toda a terra, despertando o interesse de um número cada vez maior de pessoas para a mensagem do Rabi carpinteiro. E por mais que os religiosos tentassem ofuscar a grandeza do ministério e a importância da pregação de Jesus se valendo de palavras contra palavras, Cristo suplantava toda aquela casta opositora através do poder de Deus, que por ele se manifestava... Fica bem mais difícil desmerecer a pregação de homem quando ele cura enfermos, abre olhos de cegos, transforma água em vinho e traz mortos de volta a vida ...


domingo, 1 de novembro de 2015

A Mensagem da Cruz (Palavra Pastoral - Novembro 2015)



A Mensagem da Cruz de Cristo, tem incomodado muita gente ao longo da história, se opondo completamente a conceitos humanos hedonista e a sede incessante pelo poder tão presente em reinos e impérios terrestres. Por outro lado, é incalculável o número de vidas que foram transformadas pela poderosa mensagem do homem inocente que deu sua vida pela mesma humanidade que o recebeu com tanto desprezo.

A grande verdade, é que a Mensagem da Cruz jamais passará desapercebida, causando impactos profundos em todos os meios que for proclamada. As vezes ela será aceita com devoção, em outras ocasiões, rejeitada com determinação, mas sempre deixará sua marca. Esta capacidade de revolucionar pode ser constatada nos registros da própria humanidade, e a maior evidencia é justamente nosso calendário ocidental, dividido em A.C (antes de Cristo) e D.C (depois de Cristo). Ali, dividindo a história em duas partes temos Cristo e sua cruz, tão emblemática e cheia de significados. Para o cristão, muito além das palavras, a cruz é um meio de morte que produz vida em abundância.

Na verdade, vivenciando esta mensagem diariamente, pois estamos espiritualmente presos a cruz. Paulo declara em Gálatas 6:14 que estava crucificado com Cristo, morto para o mundo, e o mundo morto para ele. Ou seja, a cruz nos separa e nos santifica. Ela é o centro de nossa devoção e a força que impulsiona nossa voz em um clamor de fé.

Não temos nada a nos gloriar, a não ser da cruz. Domínios passam, reinos caem, poderosos se tornam em cinzas, mas a Mensagem da Cruz continua intacta, e todos aqueles que a professam, vivem suas vidas espalhando pelo mundo o aroma suave do bom perfume de Cristo. Nenhum objeto de tortura e que invoca intensamente a morte deveria ser usado como souvenir. Mas já fazem dois milênios que a Cruz de Cristo é cultuada, amada e seguida. Não porque ela foi usada na morte de alguém, mas sim por ter sido o instrumento utilizado no ato definitivo da reconciliação entre Deus e os homens.

Mas que fique muito claro. Amamos a cruz e sua mensagem, estamos presos a ela por fé, porém temos a certeza que Cristo não está crucificado nela. Afinal, a cruz é apenas o início de uma história muita maior,  que termina num sepulcro vazio naquela tal manhã de domingo.


Mãozinhas para cima! Grande abraço!