quinta-feira, 12 de novembro de 2015

EBD - Fomos escolhidos para produzir bons frutos



Texto Áureo
Jeremias 2.21
Eu mesmo te plantei como vide excelente, uma semente inteiramente fiel; como, pois, te tornaste para mim uma planta degenerada, de vide estranha?

Verdade Aplicada
Se o coração humano é um solo fértil, o cristão certamente produzirá os frutos de uma vida transformada.

Textos de Referência
Mateus 13:3-8

E falou-lhe de muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis que o semeador saiu a semear.
E, quando semeava, uma parte da semente caiu ao pé do caminho, e vieram as aves e comeram-na; e outra parte caiu em pedregais, onde não havia terra bastante, e logo nasceu, porque não tinha terra funda; aas, vindo o sol, queimou-se e secou-se, porque não tinha raiz.
E outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram e sufocaram-na.
E outra caiu em boa terra e deu fruto: um, a cem, outro, a sessenta, e outro, a trinta.


A história de uma semente

Dentro do alforje, ela não passa de mais uma semente entre centenas de iguais. Não há perspectivas e nem planejamentos, e a mesma está fadada a passar dias a fio naquele recipiente escuro, abarrotada por outras centenas de sementes, tão desprovidas de propósito quanto ela mesma. Mas então, de repente uma luz irrompe na escuridão, e a mão do agricultor abarca uma boa porção, e no imbróglio, a sementinha é apenas mais uma a ser violentamente raptada de seu confortável habitat. Em outros epoca ela havia desfrutado do aconchego de um doce fruto, da qual também foi extirpada por mãos humanas. Dali ela foi levada por um tempo ao sol, e posteriormente, encontrou novo refúgio naquela embalagem escura, porém acalentadora. As mãos que a arrebataram, agora dispersa todas as sementes pelo chão, fazendo cada uma delas cair em uma cova profunda (na ótica de uma semente). Ali, pela primeira vez em toda a sua existência, ela estava sozinha. Uma montanha de terra lhe é sobreposta, e o peso do solo é esmagador contra sua casca. A semente é sufocada. Sua única opção é se conformar com o insólito destino, e ali, sedenta, esperar o fim chegar. Então, tudo escureceu, e a pobre sementinha sucumbiu a desesperança. Ela pareceu morrer...  Mas, sementes não morrem.... Elas se transformam! Quando despertou de seu sonho mórbido, a semente percebeu que já não era a mesma. Tinha braços e pernas. Suas pernas aprofundavam no solo em busca de água, e ela bebeu.... Seus braços escavavam o solo, conquistando bravamente a superfície, e ela viu o sol. Suas forças se renovaram e ela continuou crescendo... Pés e pernas viraram raízes profundas, braços se tornaram em ramos e depois galhos, e pouco a pouco, ela retumba triunfante como uma frondosa árvore. Com o tempo, a outrora semente gera frutos.... Muitos frutos.... Os pássaros dela tiram sustento, os homens dela obtêm sabor.... Em cada um de seus frutos, gera dezenas de novas sementes, que se por acaso forem semeadas com o mesmo amor, também viveram suas próprias histórias de transformação... E foi assim, como uma semente, que Jesus Cristo, jóia das primícias de Deus, desceu ao mundo e se lançou ao “solo” em forma de gente. O verbo se fez carne e habitou entre nós.

O Filho de Deus, Senhor do Tempo e Ancião de Dias se limitou ao ventre de uma mulher por nove meses, para depois nascer pobre numa estrebaria, crescer numa carpintaria de Nazaré e exercer seu ministério sobre o sol escaldante da Galileia. Amado pelos necessitados e esquecidos, Ele foi odiado pelos poderosos de sua época, até que numa tarde de sexta feira, morreu crucificado numa cruz, derramando até a última gota de sangue pela humanidade pecadora. Com sua morte, porém, ele nos assegurou abundância de vida. Jesus foi sepultado, e durante três dias seu corpo esteve silencioso nos recônditos de um sepulcro frio. Mas aquele momento de tristeza era apenas o epílogo da mais bela história contada, pois “se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica só; mas, se morrer, produz muito fruto" (João 12:34). Assim sendo, enquanto a semente esteve “morta” na terra, se arrebentou em raízes. Em apenas três dias a árvore brotou, e seus ramos nunca pararam de crescer, pois a ressurreição de Jesus desencadeou uma revolução espiritual que perdurará na eternidade.

Ao redor do mundo, inúmeras sementes são utilizadas como fonte de alimentação. Arroz, feijão, trigo e milho são alguns exemplos presentes em nossa cultura. Quando ingeridos pelo homem, provem sustento e nutrientes para seu consumidor e cumprem com nobreza o propósito de sua existência. Porém, se estas mesmas sementes forem plantadas numa terra boa e cultivadas adequadamente, serão incontáveis as quantidades de seus rebentos, que ao seu tempo, também poderão repetir o mesmo ciclo e novamente se multiplicar exponencialmente. Cristo foi a semente que originou esta grande árvore chamada “Igreja”, onde somos sementes potencializadas como agentes multiplicadores. Se preservarmos nossa vida dentro de nossas próprias vontades, seremos  como a semente que cai na terra e permanece viva, sem gerar frutos para a posteridade. Mas se “morrermos” em Cristo, então realmente seremos transferidores de bênçãos eternais e produtores de frutos abundantes.


A semente e os tipos de solo

A parábola do semeador trata da vida cotidiana e da reação do ser humano após receber a Palavra de Deus. Esta parábola é a alma mater de todas as outras parábolas (Marcos 4:13). Por esta razão, Jesus fez questão de esclarecê-la. A parábola do semeador descreve como começa o Reino de Deus. A semente é a Palavra de Deus; os vários tipos de solo representam os diferentes tipos de coração; e os resultados diversos refletem respostas diferentes à Palavra de Deus. O que Jesus descreve aqui não é um período de grandes colheitas, mas sim, um tempo em que a Palavra de Deus seria rejeitada. Ele ilustrou cada reação humana de acordo com o lugar onde a semente foi semeada. Por que comparar a Palavra de Deus a sementes? Porque a Palavra é “viva e eficaz” (Hebreus 4:12). Ao contrário das palavras dos homens, a Palavra de Deus tem vida, que pode ser concedida àqueles que creem. A verdade de Deus deve se arraigar no coração, ser cultivada e estimulada a produzir frutos. O fruto é o que comprova a verdadeira salvação (Mateus 7:16 / Lucas 6:43). Surpreendente, três quartos das sementes não produziram frutos (Marcos 4:14-20). Esclareça O termo parábola significa “colocar ao lado”. Trata-se de uma história ou comparação colocada lado a lado com algum outro conceito, a fim de esclarecer uma lição. O que vemos aqui, porém, não são parábolas comuns; Jesus as chamas de “mistérios do reino dos céus” (Mateus 13:11). No Novo Testamento, um “mistério” é uma verdade espiritual entendida apenas por meio de revelação divina. É um segredo santo conhecido apenas pelos mais íntimos, que aprendem do Senhor e lhe obedecem.

Existem pessoas que fazem parte do rol de membros, que são batizadas, participam da ceia, mas nunca tiveram um encontro real com Jesus. Essa parábola indica que nem todas as sementes irão germinar e, se não podemos entendê-la, como foi o caso dos discípulos, não poderemos discernir que existem verdadeiras e falsas conversões por toda a extremidade do planeta. E isso sempre irá ocorrer em qualquer lugar que o Evangelho for pregado. Jesus apresentou várias situações, nas quais podemos identificar até mesmo que tipo de solo somos nós. Primeiro, o que ouve a Palavra e não entende. Segundo, o que não tem raiz em si mesmo e abandona o Evangelho por causa das provações e decepções. Terceiro, o que ouve, mas os cuidados do mundo e a sedução das riquezas abafam a Palavra. Por último, o que produz fruto porque é boa terra (Mateus 13:19-23 / João 5:39 / Oséias 6:3. Os corações duros do solo da margem da estrada absolutamente nada produzem. Estes ouvintes vivem num mundo totalmente diferente, não falam a mesma linguagem do Filho de Deus. Por quais motivos tais pessoas viriam ouvir Jesus? Curiosidade? Novidade? Moda? Talvez por qualquer deles, ou por todos. Não estavam, porém, querendo verdadeiramente ouvi-lo. Seja por presunçosa satisfação própria, ou por uma orgulhosa necessidade de saber tudo já, ou temor de exposição a alguma desconfortável nova verdade sobre si mesmos, suas mentes estavam trancadas contra o Senhor e Seu Evangelho. O que deve ser feito com eles? Nada. Eles são sem esperança em sua teimosa dureza. Somente se Deus arasse um profundo sulco de ardente tragédia através de suas vidas poderia alguma abertura ser dada à semente viva.

Jesus nunca se deixou impressionar pela grande multidão que o seguia. Ele sabia que a maior parte dessas pessoas jamais produziria os frutos de uma vida transformada. O coração humano deve ser como um solo fértil preparado para receber a boa semente de modo que esta crie raízes e produza bons frutos. É bom atentar para o que Jesus está ensinando, pois, o coração humano sempre será o alvo de falsos ensinos, falsas paixões e, até mesmo, uma falsa salvação. A Bíblia fala de cristãos falsos; que acreditam num Evangelho falso; que forjam uma falsa justificação e que, no final dos tempos, chegarão ao cúmulo de produzir um falso Cristo (II Coríntios 11:26 / Gálatas 1:6-9 / Romanos 10:1-3 / II Tessalonicenses 2:1-12). O verbo ouvir (e seus correlatos) é usado 19 vezes em Mateus 13. A Parábola do semeador é relatada nos três primeiros evangelhos e em cada um a admoestação final é diferente. É importante ouvir a Palavra de Deus, pois “a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” (Romanos 10:17). Jesus disse: “Quem tem ouvidos (para ouvir), ouça (Mateus 13:9); “Atentai no que ouvis” (Marcos 4:24) e; “Vede, pois, como ouvis” (Lucas 8:18).


Três corações e três inimigos

A parábola exposta por Jesus apresenta a semente (a Palavra de Deus) e o solo (o coração humano). Ela ensina que a revelação do mistério é para aqueles cujo coração é receptivo. No entanto, para os insensíveis, a verdade se encontra coberta por um véu (II Coríntios 3:16). A parábola apresenta a semente sendo lançada em diferentes locais diferentes. A beira da estrada é passagem de muitos transeuntes, o que torna a terra endurecida e dificulta que a raiz da semente se aprofunde. Jesus disse: “Ouvindo alguém a palavra do reino, e não a entendendo, vem o maligno, e arrebata o que foi semeado no seu coração” (Mateus 13:19 / Marcos 4:4-15). A semente chegou apenas à superfície, mas não penetrou o solo. A representação aqui são as pessoas destituídas de percepção espiritual. Pessoas cuja verdade jamais penetra na alma para que haja uma profunda transformação. Como seus corações são impenetráveis, o maligno vem e arrebata a verdade neles semeada. As “aves” representam os agentes do maligno (Mateus 13:4). O crescimento excelente ocorre tanto para cima quanto para baixo, ao mesmo tempo. Se nosso coração permanece endurecido e não está sendo nutrido pela graça de Deus, a boa semente pode germinar por um tempo, mas murchará depois. O segredo é firmar as raízes no solo.

Jesus disse que essa segunda semente caiu em meio às pedras e logo nasceu porque não tinha terra funda. Ele diz que o sol queimou e ela se secou porque não tinha “raiz” (Mateus 13:5-6). Ele explica que são pessoas que, ao ouvir a Palavra, logo a recebem com alegria. Mas essas pessoas saem da presença de Deus com facilidade porque não firmaram suas raízes. São crentes emocionais que, ao sentirem o peso da angústia e as perseguições por causa da Palavra, se ofendem e vão embora (Mateus 13:20-21). Esse é um quadro típico das pessoas que encontramos afastadas de Cristo na atualidade. Elas sempre estão culpando alguém por estarem de fora. Porém, nunca firmaram suas raízes. Estes entusiásticos ouvintes são deploravelmente faltos de cuidadosa previsão. Emocionalmente excitáveis e impulsivos, eles agem por circunstâncias imediatas (multidões excitáveis, etc.) mais do que por um entendimento do que é ensinado. Eles são negligentes de futuras exigências e desafios. Eles não têm cogitado de longos pensamentos. O Evangelho não desceu profundamente dentro de seu entendimento e vontade. Assim, quando as circunstâncias mudam, quando os dias difíceis de perseguição e adversidade chegam, não há raiz profunda de fé para sustenta-los. Eles não tinham pensado profundamente no Reino e em seu eterno valor. Tornar-se um discípulo parecia apenas a coisa a fazer no momento.

Esse tipo de pessoa é aquele que recebeu a Palavra, mas não consegue se desvencilhar do que está à sua volta. Os “espinhos” são os “prazeres desta vida”. Prazeres inocentes em si mesmos, os quais a prosperidade mundana proporciona a quem a ela se entregar e sufocam a semente. Não podemos ter dois senhores. Se cuidarmos dos deleites da alma e deixarmos de alimentar a chama do Espírito, o resultado é morte por asfixia. As coisas não terminam de forma errada, elas começam erradas. O que proporcionou a morte da semente foi tanto o local onde nasceu quanto a forma como cresceu (Mateus 13:22). Cada um dos três tipos de coração infrutífero é influenciado por um inimigo diferente: no coração endurecido, o próprio Satanás rouba a semente; no coração superficial, a carne simula sentimentos religiosos; e no coração abarrotado, as coisas do mundo sufocam o crescimento e impedem a produção. Reforce para eles que estes são os três grandes inimigos do cristão: o mundo, a carne e o diabo (Efésios 2:1-3).


Árvores e Frutos

Gideão se negou em ser aclamado rei de Israel. Este desejo, porém, cresceu como um câncer no coração de um de seus muitos filhos: Abimeleque. Com um plano macabro muito bem elaborado, ele subiu a Siquem, reuniu os membros de sua família e os convenceu a serem seus “cabos” eleitorais junto aos moradores daquela cidade com o seguinte discurso:  - “O que julgam ser o melhor para suas famílias: Serem governados por setenta homens filhos de Jerubaal (Gideão), ou que apenas um, cujo sangue é o mesmo que corre em vossas veias, domine sobre você? ” Todo o povo se inflamou com este discurso, e fizeram doações em prata para financiar a investida de Abimeleque. Com este dinheiro, ele contratou um grupo de mercenários que o seguiram até a cidade de Ofra, onde habitavam seus setenta irmãos e usando uma pedra como mesa mortuária, assassinou cada um deles; exceto Jotão, o filho menor que conseguiu se esconder. Logo após a matança, ele conclamou aos moradores de Siquem e Bete-Milo, a se reunirem junto ao Carvalho Memorial, e ali foi declarado rei. Jotão, o sobrevivente do massacre, subiu ao monte Gerizim e bradou afim de que todos o ouvissem:

- Cidadãos de Siquem, ouçam a minha voz para que Deus ouça a voz de vocês...  Certa vez as árvores se reuniram para escolher seu Rei. Elas então disseram a OLIVEIRA: Reine sobre nós! Porém, a OLIVEIRA lhes respondeu: - Deixaria de produzir meu óleo, que tanto os homens, como o próprio Deus de mim prezam, para pairar sobre as árvores?  Obrigado, mas não! Então as árvores conclamaram a FIGUEIRA: Venha então você reinar sobre nós! A FIGUEIRA, no entanto, recusou o convite dizendo: Deixaria eu minha doçura, o meu fruto delicioso e iria pairar sobre as árvores? Toda aquela assembleia se volta então para a VIDEIRA e a convida: Venhas tu, e estabelece sobre nós reinado. A VIDEIRA também se declina do convite e argumenta: Deixaria eu meu vinho que alegra a Deus e os homens, e iria pairar sobre as árvores? Como as árvores mais nobres não queriam governar, então todas elas se dirigiram para o ESPINHEIRO dizendo: Você gostaria de reinar sobre nós? E o ESPINHEIRO respondeu: Ora, se vocês me ungirem seu Rei, então lhes darei abrigo embaixo de minha sombra, mas se não ungirem, então que saia fogo do espinheiro e consuma até mesmo os CEDROS do Líbano!

Esta, obviamente, é uma história metafórica que alertava aos siquemitas sobre o perigo de coroarem um homem tão vil como rei sobre eles. A predição de Jotão, aliás, realizou-se três anos depois, quando uma guerra civil deflagrada por Abimeleque levou Síquem a ruína. Entre os atos perversos deste homem, o mais significativo foi incendiar o templo de El-Berite com mais de mil pessoas dentro dele, afinal, um espinheiro nada tem a oferecer a não ser espinhos.  A Bíblia faz inúmeras comparações entre a vida humana e as árvores, e o uso deste tipo de linguagem tem como propósito evidenciar a importância da produção de “bons frutos” ao longo de nossa vida, pois, os resultados dessa “colheita” serão refletidos por toda a eternidade. Em Gêneses 49:22, José é comparado a uma árvore frutífera a beira da fonte, cujos galhos passam pelos muros. O Salmo 1 revela que o justo é como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo e as suas folhas não caem. Isaías 61:3 identifica os servos de Deus como carvalhos de justiça, plantio do Senhor, para manifestação da sua glória.  Jeremias 17:7-8 diz que o homem que confia no Senhor será como uma árvore plantada junto às águas e que estende as suas raízes para o ribeiro, e assim, não temerá quando chegar o calor, porque as suas folhas estão sempre verdes e no ano da seca não deixará de dar frutos.

Mas nem todos os homens serão árvores produtoras de bons frutos, e isso dependerá exatamente do tipo de semente que escolhemos plantar no solo de nosso coração. Escolhas incorretas nos levarão a colheitas desagradáveis, e exporão toda a lavoura ao julgamento do justo “lavrador”. Em Cristo, Deus nos disponibiliza as sementes de maior excelência, com as quais podemos semear em abundancia um pomar que renderá frutos de justiça. Em contrapartida, recebemos do Senhor livre arbítrio para escolher as sementes de nosso plantio. Elas se tornaram árvores grandiosas e pelos frutos produzidos, seremos conhecidos por Deus: - Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis (Mateus 7:16-20). Cabe a nós decidirmos quais frutos desejamos produzir, para podermos definir o tipo de árvore que desejamos ser no amanhã. Está em nossas mãos a escolha: ser uma exuberante Oliveira que com seus frutos aprazem céus e terra, uma frondosa Figueira de produção doce e suculenta, uma Videira capaz de trazer alegria a Deus e aos homens; ou um Espinheiro arrogante que tudo que tem a oferecer é uma sombra ínfima e ameaças cruéis? Pelo fruto, Deus dirá que tipo de árvore somos, e em caso de reprovação, até as nossas raízes serão arrancadas: - Esses homens são rochas submersas nas festas de fraternidade que vocês fazem, comendo com vocês de maneira desonrosa. São pastores que só cuidam de si mesmos. São nuvens sem água, impelidas pelo vento; árvores de outono, sem frutos, duas vezes mortas, arrancadas pela raiz (Judas 1:12).


O cristão e a consolidação da salvação

Ao falar sobre os determinados tipos de solos que receberam a semente, Jesus falava sobre um arrependimento superficial. Essa parábola não se dirige aos que estão de fora. Devemos observar que todas as sementes brotaram, mas houve somente um tipo de solo onde a semente firmou suas raízes e progrediu. No afã de abarrotar as igrejas com cristãos, temos caído no desleixo de oferecer um Evangelho de satisfações sem a preocupação de um arrependimento (Lucas 15:7). Não existe problema algum em dizer que somos felizes com Cristo, porque somos realmente felizes. Porém, o Evangelho não pode tratar apenas de felicidade. O problema de termos pessoas superficialmente convertidas em nossas igrejas ocorre porque estamos oferecendo a solução sem antes ensinar o caminho da transformação. Pense na seguinte possibilidade: “Se tivéssemos a grande oportunidade de voltar no tempo e escolhêssemos, por exemplo, o dia 10 de setembro de 2001, um dia antes das torres gêmeas caírem. Que mensagem nós pregaríamos: felicidade ou salvação? Não poderíamos alterar o destino das torres, teríamos apenas uma oportunidade de pregar. Será que eles entrariam salvos na eternidade com uma mensagem de felicidade? ” (Provérbios 24:11 / Hebreus 6:5-6). A realidade que devemos ter em mente é que a cada segundo milhares e milhares de almas caminham a passos largos para o inferno. E se nossa mensagem não é suficiente para livrar das garras do inferno uma pessoa que certamente morrerá nas próximas horas, então existe algo de errado com a nossa mensagem.

As pessoas estão se afastando da presença de Deus porque estamos oferecendo graça sem lei (Palavra). Estamos a oferecer cura, sem avisar ao povo que eles estão enfermos. Temos que falar que eles estão caminhando para o inferno e não importa se são felizes ou infelizes (Mateus 7:13). É comum as pessoas dizerem que não vêm mais porque se ofenderam; outros dizem que se esfriaram. Que desculpa esfarrapada para a falta de conversão! Jesus disse: “Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca” (Apocalipse 3:16). Para ser vomitado deve-se estar na boca, isso prova que Jesus não fala para os ímpios. Jesus não estava falando para os ímpios, mas para aqueles que já se consideravam cristãos, e a dura realidade é os mornos ainda acreditarem que são salvos (Tiago 1:22).

Infelizmente, a tragédia do Evangelho moderno é que foi estabelecido outro caminho para que os pecadores pudessem vir a Cristo: o caminho da satisfação e a promessa de uma vida melhorada. Jesus disse que enquanto a Igreja dormia o inimigo semeou uma erva má (Mateus 13:25). Durante cem anos, temos ensinado sobre a graça, porém, muitos se esqueceram de aplicar seu fundamento: a Palavra (I Timóteo 6:3-10 / Tito 1:9 / 2:1). O inimigo é paciente...  Não importa se ele não celebra agora porque acreditamos ser cristãos de verdade. Mas no dia do juízo, ele se rirá de muitos que fizeram coisas tremendas, mas não tiveram tempo de curar suas próprias vidas (Mateus 7:21-23).


O papel da frutificação na busca pela  santidade

Engana-se quem pensa que ter dons espirituais, é sinal de espiritualidade elevada. Equivoca-se miseravelmente quem acredita que uma igreja repleta da manifestação sobrenatural, seja prova irrefutável de santidade. Aliás, este erro será cometido por muitas pessoas que tentarão entrar na Cidade Santa usando como credencial suas aptidões portentosas: - Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade (Mateus 7:21-23). Dons Espirituais são dádivas, verdadeiros “presentes” para os quais a concessão não se atrela a nenhum mérito pré-estabelecido. São concedidos conforme a necessidade do Espírito Santo, para quem os deseja. E convenhamos que apenas “desejar” algo não credita alguém para qualquer tipo de premiação. Logo se tratando de salvação e vida eterna, os DONS recebidos e utilizados aqui na terra não serão peso de balança, já que sua utilidade em nós é neutralizada uma vez que estejamos fora deste corpo humano. Obviamente, o bom uso destes mesmos DONS resultara em galardão para aqueles que forem salvos... Mas ninguém será salvo apenas por possuir DONS ou praticar boas obras, já que a Salvação é uma dádiva da Graça, dada ao homem por Deus através da fé em Cristo e do cumprimento integral de seus mandamentos.

Uma vez que a Fé é estrada, e a Graça o carro; podemos dizer que os dons e as obras são “pedras calcárias” que pavimentam esse caminho, tornando a viagem ao céu mais “suave”: - E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência; entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.Não vem das obras, para que ninguém se glorie; porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas (Efésios 2:1-10).

Se os DONS são presentes de Deus para nós, os FRUTOS são presentes nossos para Deus; obras que produzimos para Honra e Glória do Senhor e como testemunho de nossa fé junto aos ímpios. Ambos, DONS e FRUTOS devem coexistir em nossa vida, pois são complementos um do outro, faces da mesma moeda. Ambos devem caminhar pareados, simultaneamente, pois quando um deles falta, o outro estará comprometido.  Entretanto, o termômetro de espiritualidade e santificação, seja de um indivíduo ou de toda uma congregação, não são os DONS; pois a qualidade de uma árvore deve ser avaliada pelos Frutos que produz, e não pelos enfeites que penduramos nela. O pecado afetou consideravelmente a imagem de Deus em nós, nos levando a produzir obras carnais. Através do novo nascimento e da produção continua de Frutos Espirituais o caráter de Cristo é refeito no homem. O Fruto Espiritual é uma prova eficaz que estamos progredindo em nosso processo de santificação, tornando nossa maturidade espiritual perceptível. A partir do exato momento de uma conversão genuína, a frutificação já começa a se manifestar, devendo manter-se constante até nosso encontro definitivo com o Senhor.

Conclusão

Vivemos um tempo difícil, onde o temor do Senhor foi esquecido das pregações da Palavra de Deus. Muitos pensam estar convertidos de verdade e essa parábola dita por Jesus nos ensina que precisamos rever nossos conceitos e voltar urgentemente para Sua lei (Salmo 19:7).



Participe da EBD deste domingo, 15/11/2015, e descubra você também os segredos para uma vida de fé e atitudes

Material Didático:
Revista Jovens e Adultos nº 97 - Editora Betel
Comentarista: Pr. José Fernandes Correia Noleto
Maturidade Espiritual 
Lição 7

Comentários Adicionais (em azul):
Pb. Miquéias Daniel Gomes





quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Conheça o tema do próximo trimestre da EBD




CASAMENTO E FAMÍLIA
Projetos de Deus para o bem-estar da sociedade

Lições:
O cristão e a família do século XXI
Casamento, uma instituição divina
Deveres da família à luz da Bíblia
Ataques constantes contra a família
Exercitando o amor no casamento
Vivendo a felicidade no lar
Cultivando o diálogo, a renúncia e a tolerância
Preservando a ética no matrimônio
Administrando as finanças no lar
Superando os conflitos no lar
A melhor idade na presença de Deus
As demandas da juventude
Os desafios de educar filhos

Inicio das aulas:  03/01/2016

Artigo - A doença de Parkinson



Élita Pavan
Estudante de Fisioterapia 

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 1% da população mundial acima de 65 anos é afetada por ela. A prevalência estimada (total de casos em uma população em um determinado período) é de 100 a 200 casos por 200 mil habitantes. No Brasil atinge cerca de 3,3 % da população.

A doença de Parkinson é uma patologia crônica e degenerativa do sistema nervoso central, causada pela diminuição da produção de dopamina, que é um neurotransmissor.

A dopamina ajuda na realização dos movimentos voluntários do corpo de forma automática, ou seja, não precisamos pensar em cada movimento que realizamos, graças a presença dessa substância em nossos cérebros.

Os principais sinais importantes para o diagnóstico da doença de Parkinson são:
- tremor em repouso,
- bradicinesia (lentidão do movimento),
- rigidez muscular e alterações posturais (postura fletida).

Além desses sinais, o paciente pode também apresentar depressão, constipação intestinal, hipotensão (pressão baixa) e alterações na marcha. O caminhar desse paciente é realizado com pequenos passos, muitas vezes arrastando o pé, com perda de movimento dos braços e marcha em bloco.




Filme - Em busca da Fé

O filme “Em Busca da Fé” (Higher Ground) é um belo drama, com doses intensas de sensibilidade e talento. Baseado no livro autobiográfico escrito por Carolyn S. Briggs, cujo  título completo do livro resume bem a história: This Dark World: A Memoir of Salvation Found and Lost – Este mundo escuro: uma memória da salvação encontrada e perdida

A atriz hollywoodiana “Vera Farmiga” estreia sua carreira de diretora nesta tocante produção, que tem em seu elenco Taissa Farmiga, Joshua Leonard, Boyde Holbrrok, além da própria Vera. 

O filme apresenta o cenário de uma comunidade altamente espiritual que se abala quando uma das integrantes começa a questionar a própria fé. O filme retrata a história da luta de uma mulher muito amável com sua crença, amor e confiança. Ela aprende que independente de quantas vezes perca o chão, tudo o que ela necessita para chegar a um porto seguro está dentro dela mesma.


terça-feira, 10 de novembro de 2015

Biografia - Kathryn Kuhlman




Em um mundo marcado pela doença e a escuridão espiritual, Kathryn Kuhlman ofereceu Esperança às pessoas. Com seus serviços de ministração, desde os anos 1950 até sua morte em 1976, milhares de pessoas entregaram suas vidas a Jesus Cristo.

Kathryn nasceu em 9 de maio de 1907, em uma fazenda fora de Concordia, Missouri, nos Estados Unidos e converteu-se em uma reunião quando tinha 14 anos. Dois anos mais tarde, saiu da casa com sua irmã e cunhado, Myrtle e Everett Parrott, pregando em tendas de avivamento no noroeste e no Midwest. Permaneceu com eles até completou 21 anos, o ano onde iniciou um trabalho evangelístico por conta própria.Embora seu primeiro sermão fosse em um salão pequeno e sujo, Kathryn construiu um nome forte como pregadora de tendas em Idaho, Utá, e Colorado.

Estabeleceu-se em 1933 e abriu um trabalho avivalista no altamente bem sucedido Tabernacle de Denver de Colorado. As pessoas atravessavam o país para ouvir Kathryn, e evangelistas de renome vieram pregar em seu púlpito. Por cinco anos, o ministério floresceu e promoveu um avivamento grande na área. Seu ministério promissor foi comprometido quando o Evangelista Burroughs Waltrip veio pregar.

Waltrip divorciou-se de sua esposa e abandonou seus dois filhos novos logo após a reunião de Kathryn. Mudou-se para Iowa, iniciou um programa de rádio e uma igreja e manteve seu passado em segredo. Quando ele e Kathryn casaram-se em 18 de outubro de 1938, iniciou suas pregações em torno de Midwest. Entretanto, os líderes das igrejas descobriram seu passado e pediram que saísse.

Kathryn ao perceber as circunstâncias que lhe fizeram parar de pregar, resolveu deixar Waltrip em 1944. Kathryn disse que “morria a cada dia por ter posto de lado os desejos de seu coração para assim poder servir inteiramente a Deus”.

Encontrou finalmente um “paraíso” seguro da bisbilhotice e com pessoas famintas de se alimentar com o Evangelho quando chegou em Franklin, Pensilvânia, em 1946. Kathryn começou um programa de rádio popular e uma igreja e construiu um ministério que foi seguido por milagres, por sinais, e por maravilhas. Era em Franklin que ela veio compreender o poder do Espírito Santo e dos milagres.

Kathryn mudou-se para Pittsburgh em 1948, onde viveu até o fim de sua vida. Prestava seus famosos cultos de milagres no Carnegie Hall por 20 anos, lotando a capacidade do grande auditório em todos os cultos. Pessoas de todo o mundo vinham às suas reuniões de milagres e assistiam seus programas de rádio e de televisão.

Kathryn Kuhlman morreu em 20 de fevereiro de 1976 após complicadíssimos problemas no coração. Seu ministério não terminou, pois ela deixou um legado na pregação e ministração de milagres, amor e do poder do Espírito de Deus.

Em sua lápide está gravada a frase que resume sua vida: Acredito em milagres porque acredito em Deus!



segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Como foi formado o Canôn Sagrado?



O questionamento  de quais livros pertencem à Bíblia é chamada “questão canônica”. A palavra cânon significa régua, vara de medir, regra, e, em relação à Bíblia, refere-se à coleção de livros que passaram pelo teste de autenticidade e autoridade; significa ainda que esses livros são nossa regra de vida. Como foi formada esta coleção?

Os testes de canonicidade

Em primeiro lugar é importante lembrarmos que certos livros já eram canônicos antes de qualquer teste lhes ser aplicado. Isto é como dizer que alguns alunos são inteligentes antes mesmo de se lhes ministrar uma prova. Os testes apenas provam aquilo que intrinsecamente já existe. Do mesmo modo, nem a Igreja nem os concílios eclesiásticos jamais concederam canonicidade ou autoridade a qualquer livro; o livro era autêntico ou não no momento em que foi escrito. A Igreja ou seus concílios reconheceram certos livros como Palavra de Deus e, com o passar do tempo, aqueles assim reconhecidos foram colecionados para formar o que hoje chamamos de Bíblia.

Que testes a Igreja aplicou?

1) Havia o teste da autoridade do escritor. Em relação ao Antigo Testamento, isto significava a autoridade do legislador, ou do profeta, ou do líder em Israel. No caso do Novo Testamento, o livro deveria ter sido escrito ou influenciado por uma apóstolo para ser reconhecido. Em outras palavras, deveria ter a assinatura ou aprovação de uma apóstolo. Pedro, por exemplo, apoiou a Marcos, e Paulo a Lucas.

2) Os próprios livros deveriam dar alguma prova intrínseca de seu caráter peculiar, inspirado e autorizado por Deus. Seu conteúdo deveria de demonstrar ao leitor como algo diferente de qualquer outro livro por comunicar a revelação de Deus.

3) O veredicto das igrejas quanto à natureza canônica dos livros era importante. Na verdade, houve uma surpreendente unanimidade entre as primeiras igrejas quanto aos livros que mereciam lugar entre os inspirados. Embora seja fato que alguns livros bíblicos tenha sido recusados ou questionados por alguma minoria, nenhum livro cuja autenticidade foi questionada por uma número grande de igrejas veio a ser aceito posteriormente como parte do cânon.

A formação do Cânon

O cânon da Escritura estava-se formando, é claro, à medida que cada livro era escrito, e completou-se quando o último livro foi terminado. Quando falamos da “formação” do cânon estamos realmente falando do reconhecimento dos livros canônicos pela Igreja. Esse processo levou algum tempo. Alguns afirmam que todos os livros do A.T. já haviam sido colecionados e reconhecidos por Esdras, no quinto século AC. Referências nos escritos de Flávio Josefo (95 DC) e em 2 Esdras 14 (100 DC) indicam a extensão do cânon do A.T. como os 39 livros que hoje aceitamos. A discussão do chamado Sínodo de Jamnia (70-100 DC) parece ter partido deste cânon. Nosso Senhor delimitou a extensão dos livros canônicos do A.T. quando acusou os escribas de serem culpados da morte de todos os profetas que Deus enviara a Israel, de Abel a Zacarias (Lucas 11:51). O relato da morte de Abel está, é claro, em Gênesis; o de Zacarias se acha em II Crônicas 24.20,21, que é o último livro na disposição da Bíblia hebraica (em lugar de nosso Malaquias). Para nós, é como se Jesus tivesse dito: “Sua culpa está registrada em toda a Bíblia - de Gênesis a Malaquias”. Ele não incluiu qualquer dos livros apócrifos que já existiam em Seu tempo e que continham relatos das mortes de outros mártires israelitas.

O primeiro concílio eclesiástico a reconhecer todos os 27 livros do N.T. foi o concílio de Cartago, em 397 DC. Alguns livros do Novo Testamento., individualmente, já haviam sido reconhecidos como canônicos muito antes disso (I Pedro 3:16 / I Timóteo 5:18) e a maioria deles foi aceita como canônica no século posterior ao dos apóstolos (Hebreus, Tiago, II Pedro, II e III João e Judas foram debatidos por algum tempo). A seleção do cânon foi um processo que continuou até que cada livro provasse o seu valor, passando pelos testes de canonicidade.

Os doze livros apócrifos do Antigo Testamento. jamais foram aceitos pelos judeus ou por nosso Senhor no mesmo nível de autoridade dos livros canônicos. Eles eram respeitados, mas não foram considerados como Escritura. A Septuaginta (versão grega do A.T. produzida entre o terceiro e o segundo século AC) incluiu os apócrifos com o A.T. canônico. Jerônimo (c. 340 - 420 DC), ao traduzir a Vulgata, distinguiu entre os livros canônicos e os eclesiásticos (que eram os apócrifos), e essa distinção acabou por conceder-lhe uma condição de canonicidade secundária. O Concílio de Trento (1548) reconheceu-os como canônicos, embora os reformadores tenham rejeitado tal decreto. Em algumas versões protestantes dos séculos XVI e XVII, os apócrifos foram colocados à parte.

Os manuscritos originais do Antigo Testamento e suas primeiras cópias foram escritos em pergaminhos ou papiro, desde o tempo de Moisés (c. 1450 AC) até o tempo de Malaquias (400 AC). Até a sensacional descoberta dos Rolos do Mar Morto em 1947, não possuíamos cópias do A.T. anteriores a 895 DC. A razão de isto acontecer era a veneração quase supersticiosa que os judeus tinham pelo texto e que os levava a enterrar as cópias, à medida que ficavam gastas demais para uso regular. Na verdade, os massoretas (tradicionalistas), que acrescentaram os acentos e transcreveram a vocalização entre 600 e 950 DC, padronizando em geral o texto do Antigo Testamento, engendraram maneiras sutis de preservar a exatidão das cópias que faziam. Verificavam cada cópia cuidadosamente, contanto a letra média de cada página, livro e divisão. Alguém já disse que qualquer coisa numerável era numerada. Quando os Rolos do Mar Morto ou Manuscrito do Mar Morto foram descobertos, trouxeram a lume um texto hebraico datado do segundo século AC de todos os livros do A.T. à exceção de Ester. Essa descoberta foi extremamente importante, pois forneceu um instrumento muito mais antigo para verificarmos a exatidão do Texto Massorético, que se provou extremamente exato.

Outros instrumentos antigos de verificação do texto hebraico incluem a Septuaginta (tradução grega preparada em meados do terceiro século AC), os targuns aramaicos (paráfrases e citações do Antigo Testamento.), citações em autores cristãos da antiguidade, a tradução latina de Jerônimo (a Vulgata, c. 400 DC), feita diretamente do texto hebraico corrente em sua época. Todas essas fontes nos oferecem dados que asseguram um texto extremamente exato do A.T.

Mais de 5.000 manuscritos do Novo Testamento existem ainda hoje, o que o torna mais bem documentado dos escritos antigos. O contraste é surpreendente.


Além de existirem muitas cópias do N.T., muitas delas pertencem a uma data bem próxima à dos originais. Há aproximadamente setenta e cinco fragmentos de papiro datados de 135 DC até o oitavo século, possuindo partes de 25 dos 27 livros, num total de 40% do texto. As muitas centenas de cópias feitas em pergaminho incluem o grande Códice Sinaítico (quarto século), o Códice Vaticano (também quarto século) e o Códice Alexandrino (quinto século). Além disso, há cerca de 2.000 lecionários (livretos de uso litúrgico que contêm porções das Escrituras), mais de 86.000 citações do N.T. nos escritos dos Pais da Igreja, antigas traduções latinas, siríaca e egípcia, datadas do terceiro século, e a versão latina de Jerônimo. Todos esses dados, mais o trabalho feito pelos estudiosos da paleografia, arqueologia e crítica textual, nos asseguram possuirmos um texto exato e fidedigno no Novo Testamento.


domingo, 8 de novembro de 2015

Homenagem ao aniversário do Pr. Wilson Gomes



A noite deste domingo, 08/1/2015 foi muito especial para nossa igreja, cheia de motivos para celebração e ações de graça. Novos membros se achegaram a nossa congregação, a igreja ganhou novos obreiros que aturam no departamento diaconal e no presbitério, apresentamos ao Senhor nossa nova princesinha “Valentina”, louvamos ao nosso Deus pelo 8º aniversário do templo de nossa sede regional e ainda realizamos uma merecida homenagem ao nosso querido Pr. Wilson Gomes, que passagem de seu 52º aniversário, onde cada departamento eclesiástico pode expressar todo o seu carinho e admiração para com o nosso mentor espiritual.

Desde de 2009 pastoreando nossa igreja em Estiva Gerbi, o Pr. Wilson Gomes tem sido um canal de bênçãos para nossas vidas. Com sua liderança e autoridade espiritual, dia após dia tem nos levado a novas experiências com Deus, se empenhando a levar toda a congregação a uma nova dimensão de santidade. Agradecemos ao Senhor pela vida deste homem de Deus, e pedimos aos céus que sua vida se prolongue por muitas décadas, e sua estada em Estiva Gerbi perdure por muitos anos... Parabéns!

Pr. Wilson Gomes:

Um momento especial de renovação para sua alma e seu espírito, porque Deus, na sua infinita sabedoria, deu à natureza, a capacidade de desabrochar a cada nova estação e a nós capacidade de recomeçar a cada ano. 

Desejamos a você, um ano cheio de amor e de alegrias.
Afinal fazer aniversário é ter a chance de fazer novos amigos, ajudar mais pessoas, aprender e ensinar novas lições, vivenciar outras dores e suportar velhos problemas.  Sorrir novos motivos e chorar outros, porque, amar o próximo é dar mais amparo, rezar mais preces e agradecer mais vezes. 

Fazer Aniversário é amadurecer um pouco mais e olhar a vida como uma dádiva de Deus. É ser grato, reconhecido, forte, destemido. 

É ser rima, é ser verso, é ver Deus no universo; parabéns a você nesse dia tão grandioso.



Apresentação - Valentina de Oliveira Abreu



Deus tem nos concedido inúmeros favores e agraciado as famílias com muitas bênçãos celestiais. Uma joia muito preciosa foi acrescida neste grande tesouro, quando no dia 09/10/2015, chegou ao mundo a pequena Valentina de Oliveira Abreu, linda como um anjo, perfeita e cheia de saúde, filha do casal Amanda de Oliveira Abreu e Jaime Abreu Junior.

Na noite deste domingo, 08/11/2015, celebramos a Deus pela vida de sua ovelhinha recém-chegada a esta grei, e apresentamos aos céus a vida de nossa princesinha, elevando nossas vozes ao Senhor, pedindo ao PAI todo a sorte de bênçãos a todos os seus familiares.

Coube ao bisavô paterno, Pr. Valdomiro Abreu, conduzir uma comovente cerimônia de apresentação, assistida por muitos familiares e amigos, onde relembrou a alegria que cerceou a apresentação do menino Jesus. Enquanto a congregação clamava ao Senhor em agradecimento e louvor, a pequena Valentina foi apresentada aos céus, sendo consagrada ao Criador.

De nossa parte, oramos para haja paz e prosperidade em todos os caminhos de nossa querida Valentina, e que abunde sabedoria na vida de seus pais, para que tenham sempre o mesmo comprometimento com a Santa Palavra, para instrui-la no bom caminho, afim de jamais se desvie dele (Provérbios 22:6) 




Consagração de Obreiros



Na manhã deste domingo, 08/11/2015, dezenas de novos obreiros foram separados para cooperadores da Obra de Deus, e muitos outros foram consagrados para o diaconato e presbitério. Quando ascendemos ao episcopado, uma grande responsabilidade é a nós confiada, refletindo uma honra existente em nosso ministério individual, afinal cada um tem um dom, um talento e um chamado específico, mas é preciso inseri-lo na unidade para que ele se torne uma benção para toda a Igreja.  É preciso buscar em Deus as diretrizes para exercer com propriedade este ministério que nos foi dado, tendo consciência de que Deus nos escolheu por identificar em nossa vida um potencial diferenciado, e é em nossas diferenças, que completam a totalidade do Corpo do Cristo. 

É importante ao obreiro ter sabedoria para distinguir aquilo que cabe apenas a ele e as coisas que só Deus pode fazer, e se esforçar para que a parte humana seja realizada com esmero, afim de que a ação divina encontre uma base forte para se realizar. Errar tentando fazer o certo é digno de aplausos, mas o pecado de omissão jamais pode ser cometido por obreiro do Senhor.

Com a certeza absoluta do comprometimento de cada um para fortalecer a unidade, damos os parabéns aos obreiros de Estiva Gerbi que galgaram mais um degrau em seu ministério. Desejamos as mais ricas bênçãos dos céus sobre todos vocês nesta nova etapa:

Cooperadores

José Orlando da Silva
Jorge Antônio de Lima
Lucas Passarelli Gomes
Rafael da Silva
Ronaldo Ribeiro de Almeida



Prova para o Diaconato:

José Osvaldo Quintino da Silva
Miguel Donizete da Silva
Ronaldo Aparecido Ferreira



Diácono e Diaconisas

Daniel Mateus Freire
Roseane Firme da Costa
Valquíria Aparecida Cássia Andrade Gomes



Presbítero:

Abdenego Alves Wanderley



Procura, isto sim, apresentar-te aprovado diante de Deus, como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a Palavra da verdade (II Timóteo 2:15). 



Batismo em Águas e Santa Ceia Geral



O Salmo 126 é um cântico de jubilo e alegria, uma ação de graças pelo grande livramento dado pelo Senhor ao seu povo. Nos versos 5 e 6, o salmista apresenta uma realidade que tem repito ao longo dos anos, marcando de forma especial a história da Igreja de Cristo sobre a terra: - Os que plantam em lagrimas colhem com alegria... Quem leva a preciosa semente andando e chorando, voltará sem dúvidas, com alegria e trazendo nas mãos o fruto do seu trabalho.

Na manhã deste domingo, 08/11/2015, nossas igrejas nas cidades de Mogi Guaçu, Estiva Gerbi, Santo Antônio de Posse e Monte Sião se reuniram em nossa Catedral Sede (Mogi Guaçu) para em unidade participarem da Santa Ceia geral, com obreiros e membros deste ministério. Uma cerimônia comovente, onde o Espirito Santo se manifestou de forma poderosa, tocando profundamente em nossos corações. A alegria que já é imensa em partilhar do pão e do vinho, símbolos do corpo e do sangue de Jesus Cristo, foi para nós ainda maior, pois pela primeira vez, 107 novos crentes puderam tomar parte nesta mesa espiritual, após descerem as águas batismais.

A jornada não tem sido fácil e as lagrimas regas o chão enquanto plantamos a boa semente. Mas hoje, o Senhor colocou um grande sorriso em nosso rosto, ao contemplar os frutos gloriosos do grande trabalho que está sendo feito. Nosso pastor regional, Pr. Wilson Gomes, fez parte do devocional relembrando o dia de seu próprio batismo, aconselhando aos candidatos para fazerem desta data, um marco em suas vidas. Após todos cearem, o nosso presidente, Pr. Gessé Plácido Ribeiro, tomado pela emoção, nos lembrou que embora este tivesse sido um momento muito especial, nem sequer poderia ser comparado a grande ceia que participaremos no grande Dia do Senhor, e que por isso devemos estar preparados para a sua volta.

Entre esta centena de novos convertidos, a igreja de Estiva Gerbi está particularmente em festa pela vida do casal Renato Lino de Almeida e Roselaine Priscila de Almeida, que protagonizaram uma das mais belas cenas da manhã, quando foram batizados simultaneamente, confessando unidos, a fé em Cristo Jesus!

Deus seja louvado! Parabéns a todos os semeadores. Nosso trabalho não é vão no Senhor!

Renato e Priscila ladeado pelos familiares


sábado, 7 de novembro de 2015

Culto de Missões com Pr. Eliel Almeida



Jesus contou a história de um homem que foi atacado por ladrões e deixado a beira do caminho para morrer. Ali, caído no chão, cheio de ferimentos e sentindo muita dor, o pobre coitado estava condenado, ao menos que alguém lhe ajudasse.

O problema é que por ali passava um sacerdote, que se preparava para oferecer um sacrifício ao Senhor, e vendo necessitado, se negou a ajuda-lo, pois caso tocasse num moribundo, poderia se contaminar e comprometer se trabalho sacerdotal. Então se aproximou um levita do Senhor, servo zeloso do templo, que ao avistar o homem ferido, também se desviou dele, pois não queria correr o risco de confrontar a lei de seu povo, encostando sua mão no sangue alheio. Aqueles eram, em teoria, homens de Deus e comprometidos com a obra do Senhor, mas no momento de demostrar seu amor ao próximo, optaram por se esconder atrás de dogmas e religiosidades.

De repente se aproxima um viajante, cuja origem era a cidade de Samaria, tão desprezada e ridicularizada pelos judeus. Este homem desceu de seu cavalo, abriu sua bagagem em busca de remédios, e verteu balsamo sobre os ferimentos do homem caído. Ele limpou suas chagas, deu-lhe água para beber, colocou-o sobre sua montaria e o conduziu até a estalagem mais próxima, onde cuidou de prover recursos para que todas sortes de cuidados fossem dedicadas ao seu novo amigo. Ao retornar da viagem, regressou aquele local para acompanhar a recuperação do homem que socorrera. Para sua grata surpresa, o encontrou com a saúde estabelecida, e alegremente, saudou todas as dívidas da hospedagem, continuou seu caminho sem nada pedir em troca.

Jesus então indagou seus ouvintes sobre qual homem tivera a atitude correta, e mesmo a contragosto, os judeus tiveram que afirmar que o samaritano agiu corretamente, pois compadeceu-se do próximo.

E foi com uma maravilhosa palavra baseada no texto 10:30-35, que nosso “amado” Pr. Eliel Almeida (Mogi Guaçu SP), abrilhantou o Culto Especial de Missões realizado pelo Grupo Ágape neste sábado, 07/11/2015. O homem de Deus nos lembrou de nossa responsabilidade para com o nosso próximo. Em Romanos 13:8, somos aconselhados a não termos nenhuma dívida com os homens, exceto, o amor. Amar ao nosso semelhante é uma dívida que temos para com Deus, porém, muito mais que um dever, espalhar amor pelo mundo é uma grande honra, que beneficia o “doador” mais do que o “receber”.

Portanto, se encontrar alguém caído na estrada, não negue ajuda e nem retenhas o amor. Fazer o bem ao pobre é honrar a Deus e amar ao próximo é cumprir um mandamento prioritário. E parafraseando a canção “Quando eu chorar” escrita por Sérgio Lopes, fica um conselho de vital importância:

“Deixe que o amor de Deus entre no seu coração, e quando ver o seu irmão sofrer caído, estende para ele a sua mão. No mundo só se vive uma vez, e só se colhe o fruto do que se plantar. As mãos que você hoje ajudar a levantar vão aprender amar, e um dia levantar alguém, que pode até mesmo ser você. ” 




sexta-feira, 6 de novembro de 2015

A maior pregação da Igreja Primitiva



E sob a ótica de Lucas que alguns dos eventos mais impactantes da história do cristianismo nos são revelados, tais como a recomendação de Jesus pelo aguardo do “Parakletos” (Atos 1:4) e o derramamento do Espírito Santo sobre os discípulos no último dia da Festa de Pentecostes (Atos 2:4).   É Lucas também que narra a escolha dos novos apóstolos, sendo Matias escolhido como o substituto imediato de Judas Iscariotes (Atos 1:26), e Paulo vocacionado para exercer apostolado entre os gentios (Atos 9).

Outro aspecto muito interessante desta obra é apresentar a Igreja se organizando como uma instituição, ganhando forma e doutrinas. É possível perceber um senso de prioridade muito bem delineado pelos discípulos, que se mantiveram irredutíveis em Jerusalém, esperando a capacitação espiritual prometida. Neste meio tempo, “todos” se ajuntaram no cenáculo, perseverando unanimes em oração. Se o recebimento do Espírito Santo abriu definitivamente as portas da Igreja, podemos seguramente dizer que a unidade apostólica foi o “tapete de boas vindas”. A oração contínua de 120 irmãos resultou na conversão massiva de mais de 3000 almas, assim que o primeiro “sermão público” foi ministrado (Atos 2:41-41).

Nos dias que se seguiram, estes números só fizeram aumentar, e a Igreja rapidamente ultrapassou a marca de 5.000 novos convertidos (Atos 4:4). O segredo de tamanho crescimento é revelado em Atos 2:42-47 e ratificado em Atos 4:31-35. A Igreja, como um todo, se mantinha fiel aos ensinamentos apostólicos, nas orações, na comunhão e no partir do pão. Entre eles não havia gente necessitada, pois aqueles que “tinham” repartiam com os que “não tinham”. Faziam refeições comunitárias, onde comiam juntos em alegria e humildade de coração. Todos cultivavam a mesma fé e tinham tudo em comum, sendo hospitaleiros uns para com os outros.  Perseveravam unânimes no templo, louvando a Deus e caindo na graça do povo.


O amor era uma pregação prática e incessante, despertando interesse de todo tipo de gente por aquela nova fé. Uma vez atraídos pelos laços de fraternidade tão presente entre os cristãos, todos eram impactados pelo poder que residia na pregação dos apóstolos, que cheios de unção testificavam sobre a ressurreição de Cristo e ministravam a Palavra de Deus com tamanha ousadia, que até os alicerces do templo eram abalados, operando em nome de Jesus, grandes sinais e prodígios maravilhosos.