sábado, 12 de dezembro de 2015

Ações de Graça pelos Departamentos Eclesiásticos



2015 deixará em nós marcas muitas profundas. Frutos agridoces formam colhidos em decorrência de semeaduras passadas, e ao mesmo tempo, uma variedade de sementes nos foram disponibilizadas para plantarmos os anos vindouros. 

O Reino de Deus é uma terra muito fértil, onde cada semente plantada nasce em proporções abundantes. Independentemente do que escolhermos plantar, nos será devolvida em generosidade uma medida recalcada, sacudida e transbordante de tudo aquilo que se plantou (Lucas 6:38).

Ao longo de nossa vida, o dia de amanhã será sempre uma incógnita, pois pouco (ou nada) podemos prever de nosso futuro ou destino enquanto vivente. O tempo que dedicamos na escolha das sementes que irão compor nosso alforje para a semeadura do “hoje”, e um raro momento onde se pode flertar com o próprio futuro. São as nossas decisões no presente que começam a lapidar a posteridade, nos dando a chance de optar por frutos doces ou amargos quando as eiras estiverem em flor.

A colheita não reserva surpresas, pois apenas transforma em realidade nossos desejos externados. Não se pode escolher os frutos que serão colhidos, pois o poder da diversidade reside apenas nas sementes. Deus concedeu ao homem, ainda no princípio da criação, o privilégio do livre arbítrio, tornando-o um ser capaz de trilhar os próprios caminhos e seguir os anseios pessoais de sua alma. Mas esta liberdade esta recoberta de uma responsabilidade cujos efeitos perdurarão não apenas neste mundo, como ecoaram por toda a eternidade. Quando céus e terra deixarem de existir, estaremos exatamente no lugar que escolhermos em vida, e esta jornada começa quando a primeira semente toca o solo. Cada ação desencadeia uma reação.

Certos estamos que o trabalho foi bem feito, mas somos seres humanos e assim, jamais estaremos isentos de erros e falhas. Mas o Senhor tem honrado nosso esforço e nos coroado de graça e misericórdia. Gratos ao Senhor por seus grandes feitos, realizamos na noite deste sábado, 12/12/2015, um culto especial de “Ações de Graças” pelo ano dos departamentos eclesiásticos (Lírio dos Vales, Herança Divina, Rede Jovens, Diante da Graça, Tarde da Benção, Quarta Forte e Missões Ágape) , onde seus líderes puderam testificar sobre as experiências vividas e compartilhar os seus planos e sonhos para o próximo ano.

Depois de muitos louvores e testemunhos edificantes, o Pb. João Garcia encerrou a noite com uma palavra baseada em João 6, onde Jesus realizou a multiplicação de cinco pães de dois peixinhos, alimentando uma grande multidão. Assim, fomos lembrados que Deus tem poder para realizar milagres grandiosos, mas espera que cada um faça sua parte, colocando em suas mãos, aquilo que temos de melhor, por menor que seja.


sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

O equilíbrio entre unção e sabedoria



O cristão precisa buscar constantemente o equilíbrio em todas as esferas de sua vida. Exatamente por isso, uma das características da frutificação espiritual é a temperança ou domínio próprio (Gálatas 5:22). Sem estar bem equilibrado sobre os pilares de sua fé, a espiritualidade do homem de Deus pode ser corrompida por fatores externos. Homens como Sansão e Davi, que tiveram diversas experiências pessoais com Deus, amargaram derrotas frustrantes quando fizeram uso equivocado da unção sobre eles outorgada, algumas delas, com resultados irreversíveis. Esses erros foram oriundos de intempéries da própria natureza humana, tais como ira, luxúria e vaidade. 

Ao contrário do que muitos possam pensar, a unção não neutraliza nossas falhas de caráter ou as debilidades e as fraquezas de nosso ser. Muitas vezes, elas ficam ainda mais evidentes, e é exatamente por isso que o crente precisa produzir frutos espirituais em abundância, para equilibrar sua existência e enquadra-la nos princípios divinos. Grandes homens da história, mesmo se dedicando a uma vida de oração e consagração, foram mortalmente atingidos por Satanás em seus pontos mais frágeis, pois se esqueceram da vigilância. Jesus nos alertou em Mateus 26:41, que até mesmo o mais fortalecido espírito pode sim ser vitimado pelas fraquezas da carne. Exatamente por isso, antes de fortalecer o espírito com oração, é preciso neutralizar a carne com vigilância. O crente que ora constantemente, mas não vigia ,está a um passo da queda. O crente que vigia, mas não ora, vive em constante "coma espiritual". É preciso encontrar o equilíbrio, vigiando e orando na mesma proporção.

Muitos cristãos têm buscado incessantemente a “unção” de Deus sobre sua vida, mas se perdem numa busca irresponsável e inconsequente. A “unção” pode ser entendida como um “revestimento de autoridade”, e com ela, diversos encargos serão acrescidos em nosso ministério, e se faz necessário esmero e preparo para lidar com cada um deles.  Quando os apóstolos se reuniram para escolher os primeiros diáconos da Igreja, foi exigido que os candidatos fossem cheios de “unção” e de “sabedoria” (Atos 6:2-3). 

Embora unção e sabedoria precisem trabalhar em conjunto, elas são adquiridas separadamente e é possível que um indivíduo possuía uma delas, mas não tenha outra, e desta forma, o fracasso espiritual é apenas questão de tempo. Unção sem sabedoria nos transforma em fanáticos religiosos, e sabedoria sem unção converge para um ministério pragmático. É preciso buscar ambas com a mesma intensidade. Segundo o relato de Lucas 2:40, este processo foi necessário até mesmo no desenvolvimento ministerial do próprio Cristo, já que o evangelista enfatiza que o menino Jesus crescia em estatura, em graça e em conhecimento.






quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

EBD - Calebe: um exemplo de visão, coragem e perseverança.



Texto Áureo
Josué 14:11
E, ainda hoje estou tão forte como no dia em que Moisés me enviou; qual era a minha força então, tal é agora a minha força, tanto para a guerra como para sair e entrar.

Verdade Aplicada
As frustrações são obstáculos que nos influenciam a observar a beleza da vida.


Texto de Referência
Josué 14:7, 8, 10

Quarenta anos tinha eu, quando Moisés, servo do SENHOR, me enviou de Cades-Barnéia a espiar a terra; e eu lhe trouxe resposta, como sentia no meu coração; mas meus irmãos, que subiram comigo, fizeram derreter o coração do povo; eu, porém, perseverei em seguir o SENHOR, meu Deus.
E, agora, eis que o SENHOR me conservou em vida, como disse; quarenta e cinco anos são passados, desde que o SENHOR falou esta palavra a Moisés, andando Israel ainda no deserto; e, agora eis que já hoje tenho já oitenta e cinco anos.



Dois homens contra uma nação

Quando Israel chegou em Cades-Barnéia, no deserto de Parã, já estava no limiar de Canaã, a poucos passos da terra prometida. Com mão forte e braço estendido, Deus os havia tirado do Egito, e com feitos portentosos, os trazidos até a fronteira da promessa. Mesmo assim, o povo duvidou, temendo o desconhecido, apreensivo com o que estava por vir. Então, Deus permitiu que Moisés enviasse espias para sondar a terra, e assim, acalmar a ansiedade dos israelitas. Foram escolhidos para esta missão, 12 homens entre os líderes do povo, sendo um de cada tribo: Samua (Rúben), Safate (Simeão), Calebe (Judá), Ioal (Issacar), Josué (Efraim), Palti (Benjamim), Gadiel (Zebulom), Gadi (Manassés), Amiel (Dã), Setur (Aser), Nabi (Naftali) e Geuel (Gade). Moisés os orientou a colher informações sobre a geografia do lugar (relevos e rios), a qualidade e a produtividade do solo, áreas agrícolas e florestas, aspectos gerais dos moradores, nível de segurança das cidades, e por fim solicitou que fossem colhidas amostras dos frutos ali produzidos. Por quarenta dias os espias sondaram a terra. Partindo de Cades–Barnéia, chegaram ao sul de Canaã por Hebrom e dali se dirigiram ao extremo norte pelo caminho próximo ao mar Mediterrâneo. Após alcançarem Reobe, o grupo regressou a Hebrom, desta vez pelo Vale do Jordão. Antes de voltarem para o acampamento, os espias se ativeram em Ecol, de onde colheram cachos de uva para apresentarem aos israelitas. Embora o povo tenha ficado admirado com os frutos trazidos de Canaã, o relatório dos espias não foi recebido com o mesmo entusiasmo. Segundo eles, a terra era realmente  boa, manando leite e mel conforme havia sido prometido por Deus. Porém, os habitantes locais eram muito poderosos, as cidades eram grandes e fortificadas, os amalequitas já dominavam a terra do Neguebe, as montanhas eram habitadas por tribos cananitas (heteus, jebuseus e amorreus), e pelo caminho, ainda estavam os filhos de Anaque, homens tão altos, que fariam os israelitas se sentirem como gafanhotos prontos para serem pisados. Ao ouvirem estas palavras, o povo foi subitamente tomado por grande desanimo, considerando impossível a conquista de território tão hostil, a mesma opinião de dez dos doze espias. Aquela foi uma noite de choro e murmurações.

Josué (da tribo de Efraim) e Calebe (da tribo de Judá) foram as únicas exceções. Eles estavam maravilhados com a terra e nem um pouco preocupados com os inimigos que teriam que enfrentar.  Ambos se inflamaram a esforçar o povo, encorajando-os a não terem medo dos cananitas, pois Deus estava ao lado dos hebreus, e os inimigos seriam devorados como se fossem pães (Números 14:9). Porém, os filhos de Israel não deram ouvidos a estas palavras, e imediatamente se levantou grande rebelião contra Moisés e Arão, exigindo um retorno imediato ao Egito, nem que para isso fosse necessário escolher um novo comandante. Por serem contrários a este desejo retrógrado, Josué e Calebe foram hostilizados pelo povo, e só não foram vitimados por um apedrejamento público porque Deus bradou com poder e grande fúria na tenda da congregação.  Falando à Moisés, o Senhor revelou que não tolerava mais a incredulidade daquela gente, que os estava rejeitando como nação eleita e que o povo seria ferido de morte. Em decorrência da intercessão de Moisés, Deus não destruiu a nação de Israel em Parã, mas jurou que todos os homens que viram os sinais realizados no Egito , mas desobedeceram sua voz, não entrariam na terra prometida. A partir daquele dia, Israel peregrinou quatro décadas, um ano para cada dia de espionagem, até que toda aquela geração morresse no deserto. As únicas exceções foram Josué e Calebe.

Josué era filho de Num, eframita nascido no Egito que passou a ter maior destaque nacional quando foi escolhido para comandar os hebreus na batalha de Redifim contra os amalequitas (Êxodo 17:8-16). Seu nome era Oséias (que significa “Salvação), porém, Moisés passou a chama-lo de Josué (Deus é a Salvação). Durante os anos de caminhada pelo deserto, ele se tornou um tipo de “assessor” de Moisés, acompanhando seu mentor em todos os eventos de relevância. Foi o único autorizado a subir com Moisés ao Sinai quando este recebeu os mandamentos. Também guardava a porta da tenda enquanto Moisés falava com Deus. Com a morte de Arão, tornou-se o braço direito do grande líder e seu sucessor imediato. Quando Moisés também morreu, coube a ele a responsabilidade de atravessar o Jordão e conduzir Israel a tomada da terra prometida. Ao todo, Josué liderou a conquista de 33 territórios. Calebe por sua vez, era um judeu filho de Jefoné que exerceu exímia liderança na tribo de Judá durante duas gerações. Era um homem dotado de muitas virtudes do qual o próprio Deus deu impressionante testemunho. Por sua perseverança e fé, o Senhor lhe fez duas grandes promessas: ele sobreviveria ao deserto e herdaria a terra que espiou (Números 14:34). Ele lavrou este juramento em seu coração, e nem mesmo a passagem dos anos foi capaz de minar sua fé nas promessas.



Os malefícios da incredulidade

Nesta lição, observaremos como a incredulidade pode nos afastar das promessas divinas. Também aprenderemos como reagir diante das adversidades e a extrema importância de perseverar no Senhor. Moisés escolheu doze homens para espiar a terra de Canaã. Eles deveriam observar o local, expor um relatório completo de tudo que iriam presenciar e trazer uma novidade do fruto daquela terra (Números 13:18-20). Os próprios israelitas pediram a Moisés o envio de espias para saber como era aterra (Deuteronômio 1:22). Uma atitude desnecessária e incrédula da parte do povo, porque Deus já lhes havia dito que a terra da promessa era fértil e abundante. Que prova a mais esse povo necessitava? O povo não falhou diante da Terra Prometida, já havia falhado aqui, demonstrando incredulidade naquilo que Deus havia dito e preferido andar por vista em vez de agir por fé. Confiados apenas no que viram, sem atentar para o que ouviram da parte de Deus, deram ocasião á dúvida e assim desistiram de tomar posse da promessa (Provérbios 3:5-6). Em meio ao motim criado pelo assombroso relato dos dez espias, o Senhor destaca um homem entre eles, Calebe, do qual dá testemunho dizendo que nele havia outro espírito e que perseverou em segui-lo (Números 14:24). A ordem era clara e não incluía suposições, porque aquela terra já lhes pertencia. Infelizmente, eles retrocederam, ignorando a promessa, e, por esse motivo, Deus rejeitou a todos, exceto Josué e Calebe (Números 14:21-23). Enquanto os olhos de Josué e Calebe visualizavam as maravilhas vividas desde a saída do Egito, os olhos dos espias viam a força dos inimigos. É incrível, mas dez homens destruíram o sonho de uma nação inteira (Hebreus 12:1).

Os espias foram enviados para colher informações da terra prometida, não para fazer cálculos negativos de si mesmos, nem comparações acerca da estatura de seus moradores. Deus não disse nada a respeito, eles mesmos se inferiorizaram e disseram que não podiam (Números 13:31-33). O problema todo estava na visão. Todos temeram, inclusive Josué e Calebe. Mas eles viram a questão de outra forma e acreditavam no mesmo poder que os havia libertado do Egito (Números 13:30). O discurso dos dez espias conduziu o povo a cair na incredulidade, na derrota, na perda da herança e no juízo de Deus. Tanto a confiança quanto a incredulidade contagiam. Podemos animar ou desanimar através de nossas palavras e atitudes (Josué 14:8). As frustrações são obstáculos que nos influenciam a observar a beleza da vida na contrariedade. Através delas, os fortes esculpem suas personalidades, ganham coragem para viver e humildade para conquistar.

A incredulidade do povo fez com que o Senhor emitisse uma sentença (Números 14:22-23). Porém, com Calebe, o Senhor agiu de maneira diferente dizendo: “Porém o meu servo Calebe, porquanto nele houve outro espírito, e perseverou em seguir-me eu o levarei à terra em que entrou, e a sua descendência a possuirá em herança” (Números 14:24). Houve um momento em que Calebe teve que decidir entre seguir o povo ou seguir a Deus. Ele escolheu ser odiado pelo povo, tomando a firme decisão de eleger o Senhor como seu Deus. Calebe não quis seguir sua vontade própria, nem a dos demais. Ele decidiu por Deus, mesmo não sendo o caminho mais fácil.  Calebe é um personagem que nos inspira até o dia de hoje. O testemunho que Deus dá a seu respeito é de um significado muito profundo. A expressão “outro espírito” significa que Calebe tinha um espírito distinto do que possuía o povo de Israel (Números 13:30; 14:24). Ele se destaca pela fé e a confiança em possuir o que Deus já lhe havia assegurado. Calebe representa aquela pessoa empreendedora que começa algo e tem uma motivação poderosa no que faz.



Ponto de Vista

Depois da morte de Moisés, a voz do Senhor alcança Josué (um dos dois únicos sobreviventes da geração que tinha saído do Egito), e o convoca para conduzir os Israelitas para dentro de Canaã. Deus encoraja Josué dizendo que estaria com ele, da mesma forma que estivera com seu antecessor, e onde quer que chegasse, o sucesso chagaria na frente. Mas era necessário esforço e motivação, cuidado com a lei, temor e muita coragem. Uma das promessas mais relevantes feitas a este jovem líder, está inserida em Josué 1:4 – “Desde o deserto e desde este Líbano até ao grande rio, o rio Eufrates, toda a terra dos heteus e até o grande mar para o poente do sol será o vosso termo. Esta promessa de sucesso e vitórias estava claramente atrelada com a capacidade visionária do novo líder, pois o Senhor determinou que o limite para as conquistas de Josué (termo), seria o poente do sol. Aqui temos um mistério interessante, pois o sol não se põe em um local geográfico específico, mas sim atrás da linha do horizonte. A definição para “horizonte” é basicamente um plano que passa pelo observador e é perpendicular à direção do fio de um prumo. Resumindo: A linha do horizonte começa, onde termina o alcance da visão, e, portanto, o “poente do sol” é relativo, variando de pessoa para pessoa. Assim, podemos entender que Deus estabeleceu uma aliança com Josué, determinando que seu território seria exatamente do tamanho de sua visão. Um homem de visão limitada, restringe o potencial de suas próprias conquistas.  Quando Deus nos escolhe, Ele também aponta a direção que devemos olhar, mas não estabelece limites práticos, pois é exatamente o alcance da nossa visão que determina o território a se conquistar. É tudo uma questão de ponto de vista.

Quando os espias retornaram com seu relatório, dez deles estavam aterrorizados com o tamanho dos filhos de Anaque, verdadeiros “gigantes” que faziam homens comuns se sentirem como insetos. Josué e Calebe, por outro lado, olhavam a situação sob outra perspectiva. Eles se focavam nas uvas. Historicamente os hebreus sempre foram apreciadores de um bom vinho, e isso demandava o cultivo de vinhedos de boa qualidade. Assim, enquanto os espias só conseguiam enxergar o problema, analisando como eram fortes e poderosos os habitantes da terra, Josué e Calebe se atentaram ao fato que eram necessários “dois” homens para carregar um único cacho de uva produzido na região. Muitas vezes, problema e solução são faces distintas do mesmo prisma, e assim, a interpretação do custo-benefício depende de “quem” e “como” se olha para ele. Conta-se que o dono de uma loja de sapatos enviou dois de seus vendedores para uma cidade do interior. Um deles, ao chegar verificou que os moradores andavam descalços e imediatamente voltou para casa, imaginando que ninguém se interessaria em comprar sapatos por ali. O outro vendedor, ao constatar a mesma situação, abriu um sorriso largo e falou consigo mesmo: - Ninguém nesta cidade tem sapatos... Vou vender que nem água!

Josué e Calebe enxergaram oportunidades onde outros viam impossibilidades.  Ao olhar apenas para os fatos e as evidências humanas, toda uma nação foi corroída pela descrença. Os dois, porém, mantiveram seus olhos voltados para Deus, focados na promessa, certos que o “EU SOU” não abandonaria sua grande obra pela metade. Sob a liderança visionária de Josué, os israelitas reconquistaram as terras de seus patriarcas, vencendo muitas batalhas na força do Senhor. Um dos líderes mais expoentes deste avanço em Canaã foi exatamente Calebe, que liderando uma tribo formada por 76.500 judeus, ocupou boa parte da região sul de Canaã, tomando posse dos territórios que formaram a Judéia. Após cinco anos de campanhas, Calebe viveu plenamente a promessa, quando finalmente recebeu por herança o monte Hebrom. Antes, porém, precisou realizar uma limpeza territorial, expulsando da região tribos hostis e povos pagãos, sendo que entre eles estavam os anaquins Sesaí, Aimã e Talmai, os mesmos gigantes que causaram tanto pavor nos dez espias que foram sepultados no deserto.



Uma profunda confiança em Deus

Durante quarenta e cinco anos, Calebe foi condenado a andar em círculo com seus irmãos, mesmo estando certo de que aquela era a terra de sua herança. Ele possuía motivos para desistir e desanimar, mas perseverou em seguir ao Senhor de todo o coração e Deus honrou a sua fé. Calebe era possuidor de uma confiança que subjugava o medo, as circunstâncias e a morte (Números 14:9). Enquanto ele via o inimigo como pão, os outros dez se viam como gafanhotos. A incredulidade sempre encontra um porquê e maximiza o problema. Não há relato de que foram vistos com desprezo pelos filhos de Anaque, mas eles disseram: “éramos aos nossos olhos como gafanhotos, e assim também éramos aos seus olhos” (Números 13:33). Eles incendiaram a alma do povo com um relato maior que a realidade e, por esse triste relatório, foram os primeiros a morrer (Números 14:37). Existem três classes de pessoas neste mundo - Primeira classe: aquelas que dizem “quero”. Essas triunfam em tudo. Segunda classe: as que dizem “não quero”. Essas se opõem a tudo. Terceira classe: as que dizem “não posso”. Essas fracassam em tudo. Os dez espias conseguiram identificar Canaã como a “terra que nos enviaste” e “a terra pelo meio da qual passamos” (Números 13:27-32), mas não a viram como “a terra que o Senhor nosso Deus está nos dando”. Problemas é tudo aquilo que vemos quando tiramos os olhos de Deus. Eles olharam para a terra e viram gigantes; olharam para as cidades e viram muralhas enormes e portões trancados; olharam para si mesmos e viram gafanhotos. Se olhassem para Deus pela fé, teriam visto Aquele que vê as nações do mundo como gafanhotos (Isaías 40:22).

O que aprendemos com Calebe não é a forma como vemos as coisas, mas como reagimos diante delas. Confiar em Deus não nos isenta de enfrentar problemas. Porém, se a perspectiva contém Deus e se é vista desde Sua ótica, tudo muda de forma radical. As circunstâncias enfrentadas serão as mesmas. Todavia, com Sua presença na batalha, teremos a força necessária para superar os obstáculos e ainda nos mantermos firmes até o final. A fé vê as circunstâncias através de Deus (Números 13:30; 14.9). A incredulidade não vê Deus porque se fixa nas circunstâncias. Ela é caracterizada pela exclusão de Deus do seu raciocínio (Números 13:31-33). Mas, se incluirmos Deus, todo o nosso raciocínio incrédulo se tornará anão diante de Sua maravilhosa e poderosa Presença (Hebreus 10:35-39). Mesmo que os relatórios que a vida nos apresente sejam negativos, não devemos desistir. Existe uma promessa de Deus que inclui restauração, salvação, libertação, suprimento e paz (Números 13:25-33 / Salmo 112:7). Enfrente o espírito de covardia (Números 14:9). A vida é difícil e muitas vezes ficamos inibidos pelas dificuldades e lutas diárias. A covardia promove acomodações. Não se acomode, tenha coragem, pois foi por coragem que Josué e Calebe herdaram a promessa (Josué 1:7-9).

Por que Deus conservou Calebe em vida? (Josué 14:10). Primeiro, para sustentar o que havia dito a seu respeito acerca de sua entrada na Terra Prometida, porque certamente não o deixaria morrer sem que essa palavra se cumprisse. Segundo, porque no deserto o Senhor o fortalecia (Josué 14:11). Calebe conhecia ao peso da palavra do Senhor e sabia que, mesmo o deserto consumindo a todos, sua herança estava garantida (Números 23:19). Quanto mais os anos se passavam, mais Calebe se fortalecia. Sua perseverança nos contagia, porque não é fácil suportar quarenta e cinco anos de humilhação e manter-se com a mesma força e vitalidade (Deuteronômio 8:3). Calebe viveu pelo que acreditava e esse foi o segredo de sua inabalável fé e perseverança. A vida de Calebe deve injetarem nós disposição e perseverança. Devemos sempre enfrentar o espírito de covardia que promove rendição desde antes da luta começar. Informe para eles que Calebe não teve medo de gigantes, nem de montanhas, porque ele sabia que o Senhor o ajudaria a conquista-los. Calebe sonhou com a promessa. A nossa esperança é que você encontre sua “montanha”. Lembre-se que a referência do seu sonho é a Terra Prometida.



Quatro décadas depois

Muitas pessoas estão frustradas, com a vida espiritual em declínio, decepcionados com Deus e a Igreja. Tudo isso, porque supostamente Deus deixou de cumprir as promessas feitas. Obviamente, este tipo de pensamento nada mais é que loucura humana, pois Deus é fiel em tudo o que fala e faz. Se uma promessa foi realmente feita por Deus, não haverá no céu, na terra ou embaixo da terra, qualquer força para impedi-la de se realizar... Mas elas só se tornaram realidade no tempo de Deus e não no nosso. E é exatamente aí que os prognósticos do homem falham miseravelmente e os projetos de Deus se mostram plenos e absolutos. Existem dois conceitos gregos para definir o “tempo”: Chronos e Kairós.  Chronos (do qual se derivam palavras como “cronologia’ e “cronômetro”), é o tempo marcado pelo relógio; minutos, décadas, séculos – passado, presente e futuro. Kairós, por sua vez, é o tempo como substância, não-sequencial e indivisível. É a categoria de tempo segundo Deus. Podemos resumir dizendo que Chronos é o tempo do homem, medido por calendários, enquanto Kairós é o tempo de Deus, e a única forma de data-lo é de eternidade em eternidade. Deus nos enxerga no Kairós; nós nos enxergamos no Chronos.  Não sabemos todas as razões, todos os porquês, todas as implicações. Mas Ele sabe de tudo aqui, agora e eternamente. Isso é grande e misterioso demais para entendermos, mas não precisamos entender, precisamos confiar e crer. O amanhã está nas mãos de Deus.

Calebe se submeteu ao Kairós de Deus por quarenta e cinco anos. Não questionou as décadas que passou no deserto, vivenciando uma peregrinação resultante de pecados que ele mesmo não cometeu. A chegada em Canaã não lhe assegurou a posse de sua herança, foi preciso investir mais cinco anos de vida na conquista do território que lhe fora prometido. Mesmo empregando seus melhores dias nesta jornada, e esforçando suas mãos na conquista, Calebe não valoriza os seus méritos pessoais, pelo contrário, faz questão de louvar ao Senhor por tê-lo conservado com vida. Sua fidelidade ao Deus de Israel o fez exercer um tipo de liderança focada nos mandamentos divinos, e assim, Judá se negou a selar pactos com povos estrangeiros, preservando a identidade de seu povo.

Ao contrário de Josué que não preparou um substituto, Calebe teve entre seus descendentes outro líder muito bem-sucedido, já que seu sobrinho/genro Otniel, além de exímio guerreiro, é identificado como um dos juízes de Israel (Juízes 1:11-15). Depois de sua morte, o nome de Calebe é citado cerca de 400 vezes nas escrituras, ratificando seu legado. O líder tem a capacidade de moldar seus liderados de acordo com sua própria mentalidade, e esta “dádiva” é uma faca de dois gumes, pois quando não for usada com sabedoria se torna em maldição. Líderes fracos fatalmente forjarão grupos fracos, e líderes fortes, fortaleceram seus liderados, por mais fracos que sejam. Este princípio vale para qualquer outra esfera de ação, tais como o empreendedorismo, a dedicação, a inventividade e a pró atividade. O líder sempre irá ditar o ritmo da caminhada de seus liderados. Calebe honrou seu Deus com a  vida e com sua posteridade. 



A terra que pisou o teu pé

Calebe não podia embasar sua confiança nos companheiros de missão, nem tampouco esperar qualquer reação de um povo impactado pelo medo. Ele teve que escolher entre seu povo e seu Deus. Perseverar foi para ele remar contra a maré e sofrer até que os dias de sentença se cumprissem. Calebe jamais pensou em desistir da terra que pisou o seu pé. Ele sabia que, mesmo habitada por gigantes, aquela era a terra de sua herança e, se Deus havia escolhido essa, não lhe importava outra (Deuteronômio 1:36). Calebe quis o plano original, descartou a possibilidade de um plano “b”, não permitindo que o tempo nem as circunstâncias aniquilassem aquela promessa. Calebe se destaca porque tinha em seu coração uma real convicção de que Deus estava dirigindo sua vida (Josué 14:7). O próprio Deus afirmou que Calebe era homem de um espírito diferente, não somente por sua posição de fé, mas porque sua forma de agir e pensar se destacou diante dos demais (Números 14:24). Devido a sua fé incomum, Deus prometeu dar a Calebe a maior e melhor parte daquela terra. O nome Calebe vem da palavra “Kalev” que, no hebraico, é uma palavra composta, algo muito comum do hebraico antigo. Assim, a sua origem pode ser decomposta em dois termos: “Kol”, que significa; “tudo ou todo”; e “Lev”, que significa “coração”. Daqui extrai-se que “Kalev”, no seu sentido mais remoto e profundo, significa “de todo o coração”.

Para muitas pessoas, a vida, além de ser uma tarefa difícil, algumas vezes pode ser absolutamente insuportável. E por que precisamos de perseverança? Porque ela é essencial, a única chave que pode abrir a porta da esperança (Romanos 5:3-5). É mediante a perseverança que se constrói um caráter forte, sólido e esperançoso, que nos motiva a viver e lutar por nossos ideais. A perseverança pode ser definida como: “disposição para aceitar o que vier; a força para enfrentar os problemas de frente, determinação para manter-se firme e discernimento para ver a mão do Senhor em tudo”. Calebe tinha um coração esperançoso (Números 14:7) e uma mente perseverante que era animada pelas promessas divinas e tinha razões específicas pelas quais lutar (Números 14:10-12).

Uma coisa é envelhecer no Senhor, outra bem diferente é crescer no Senhor, Calebe não somente envelheceu, ele conservou sua força através dos anos. Seria insano alguém ouvir o médico diagnosticar sua doença e pensar que, pelo fato de ter conversado com ele, o mal irá desaparecer repentinamente. Assim é a Palavra ouvida sem a prática (Tiago 1:25). Infelizmente, Deus não ofereceu uma fórmula que produza cristãos amadurecidos da noite para o dia (Efésios 4:13). Não há como fugir dos problemas, mas podemos nos preparar para confrontar nossos reveses, encará-los, sem atravessá-los e sairmos mais fortes em Cristo (Efésios 6:10-11). Existem muitas pessoas que vão de igreja em igreja, de uma conferência bíblica para outra, enchendo caderno após caderno de notas, porém continuam sendo pessoas mal-humoradas, difíceis e irresponsáveis. Falta-lhes maturidade porque não praticam aquilo que ouvem (Tiago 1:22).


Conclusão

Calebe sofreu o desconforto de caminhar quarenta e cinco anos errante pelo deserto. Mesmo assim, conservou suas forças e expulsou os mesmos gigantes que seus irmãos se recusaram a enfrentar. Calebe se distinguiu dos demais por ser perseverante e diferenciado em espírito. Que essas qualidades nos contagiem!





Participe da EBD deste domingo, 13/12/2015, e descubra você também os segredos para uma vida de fé e atitudes

Material Didático:
Revista Jovens e Adultos nº 97 - Editora Betel
Comentarista: Pr. José Fernandes Correia Noleto
Maturidade Espiritual 
Lição 11

Comentários Adicionais (em azul):
Pb. Miquéias Daniel Gomes




quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Quartas de Avivamento com Pr. Wilson Gomes



O último discurso realizado por Josué foi para uma geração que embora já estivesse habitando a terra prometida, não tinha visto os portentosos milagres realizados pelo Senhor, tais como as pragas do Egito, a abertura do Mar Vermelho, o pão de caía diariamente do céu, a coluna de fogo no deserto e roupas que cresciam no corpo. Por causa da desobediência, a grande maioria dos israelitas que vivenciaram estes sinais morreram no deserto, sem pisar em Canaã. Na verdade, apenas Josué e Calebe alcançaram as promessas, pois não foram vencidos pela incredulidade.

Então, o sucessor de Moisés repete o feito de seu mentor, e antes de partir relembra a nação do cuidado de Deus para com seu povo. Josué traz a memória os grandes milagres vivenciados no deserto, e como inimigos foram derrotados de forma sobrenatural. Em momentos de crises extremas e desespero generalizado, os céus se abriam e o “Senhor dos Exércitos” interferia poderosamente na situação, dando o livramento e pondo em fuga o invasor estrangeiro. Deus nunca se negou em preparar mesas de banquete no meio do deserto, matando a fome e saciando a sede de seus filhos, mesmo que a terra nada tivesse a oferecer.

A grande preocupação de Josué era conscientizar aquela geração que a vingança e a guerra pertenciam ao Senhor, e que eles deviam aprender a confiar plenamente na sua intervenção. Os israelitas são relembrados que Deus já lhes entregou uma terra frutífera e muito produtiva, com os campos em flor. Quando Israel pisou na terra da promessa, as macieiras estavam carregadas de frutos e as oliveiras se curvavam com o peso das azeitonas. As cidades estavam edificadas e fortificadas, com casas mobiliadas e confortáveis, sem que nenhum gasto  fosse necessário. Israel não plantou vinhas, mas bebeu vinho. Não semeou trigo mas comeu pães. Deus deu ao seu povo as primícias do que havia de melhor, e esta realidade não precisaria ser alterada. Mas para isso, havia uma condição:

Agora temam o Senhor e sirvam-no com integridade e fidelidade. Joguem fora os deuses que os seus antepassados adoraram além do Eufrates e no Egito, e sirvam ao Senhor. Se, porém, não lhes agrada servir ao Senhor, escolham hoje a quem irão servir, se aos deuses que os seus antepassados serviram além do Eufrates, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra vocês estão vivendo. Mas, eu e a minha família serviremos ao Senhor" (Josué 24:14-15)

 E foi com esta palavra de ânimo, nos lembrando que o Deus de Israel é também o nosso Deus, que o Pr. Wilson Gomes abrilhantou a QUARTA DE AVIVAMENTO realizada na noite deste dia 09/12/2015. O Senhor cuida carinhosamente daqueles a quem chama de seus. Quando Deus está na equação de nossas vidas, ele intervém de maneiras surpreendente, arrancando o mal pela raiz. A verdadeira justiça repousa na espada de Deus, e através dela, alcançaremos a verdadeira vitória. A maior de nossas armas é o nome do Senhor.

Deus procura aqueles que o amem e o honrem. Quem assim procede, por Deus será honrado também.



Filme - Você é Especial

Era uma vez, um povo chamado Xulingo. Os xulingos eram pequenos seres, feitos de madeira. Toda essa gente de madeira tinha sido feita por um carpinteiro chamado Eli. A oficina onde ele trabalhava ficava no alto de um morro, de onde se avistava a aldeia dos xulingos. Cada xilungo era diferente dos outros. Uns tinham narizes bem grandes, outros tinham olhos enormes. Alguns eram altos, e outros bem baixinhos. Uns usavam chapéus, outros usavam casacos. Todos eles, porém, tinham sido feitos pelo mesmo carpinteiro e moravam na mesma aldeia.

E o dia inteiro, todos os dias, os xulingos só faziam uma coisa: colocavam adesivos uns nos outros. Cada xulingo tinha uma caixinha com adesivos dourados, em forma de estrela, e uma caixinha com adesivos cinzentos, em forma de bola. Em toda aldeia, indo e vindo pelas ruas, os xulingos passavam dia após dia colando estrelas e bolas uns nos outros. Mas nem todos os xulingos se sentiam especiais...

Baseado no livro homônimo do escritor best-seller “Max Lucado”, a animação “Você é Especial” (You are Special), traz uma emocionante lição sobre nosso relacionamento com o Criador, que faz de nossas diferenças, exatamente aquilo que nos torna especiais.


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Artigo - A relação entre dor de cabeça e problemas de coluna



Por Élita Pavan
Estudante de Fisioterapia

Cerca de quarenta e dois milhões de pessoas na América sofrem dores de cabeça a cada ano.

Alguns problemas de coluna podem causar dor de cabeça, porque quando há alguma alteração na coluna cervical a tensão acumulada nos músculos da parte superior das costas e do pescoço levam o estímulo doloroso para o cérebro, que responde gerando dor de cabeça, que neste caso é chamada de cefaleia cervicogênica.

Alguns exemplos de problemas de saúde que podem causar dor de cabeça são: aumento da tensão muscular devido ao cansaço e ao estresse, desvio na coluna e má postura.Estas alterações levam ao desequilíbrio nas forças de sustentação da cabeça, gerando compensações que podem comprometer a biomecânica da região do pescoço, causando dor de cabeça.

Sinais e sintomas de dor de cabeça por origem cervicogenica

• Ser agravada por movimentos do pescoço ou posturas
• Pressão sobre o pescoço em sua parte superior
• Inicia na base da cabeça, onde o crânio se encontra com pescoço e se espalha para cima e ao redor da cabeça
• Sensibilidade crítica à luz (fotofobia).
• Sensibilidade ao som (fonofobia).
• Náuseas ou vômitos.
• Cabeça latejando.
• Variação de níveis de dor, sendo mais ou menos intensos, ocorrendo todos os dias.
• Dor de cabeça pode ser agravada ou iniciada pelos movimentos da cabeça ou do pescoço.
• Acentuada sensibilidade na região suboccipital.
• Em peso ou pressão ou aperto, muitas vezes simulando uma faixa ou capacete apertado em volta da cabeça;
• Habitualmente localizadas na fronte e/ou na nuca e topo da cabeça;
• De intensidade leve a moderada ou moderada, não impedindo as atividades rotineiras diárias.
Por vezes, a dor de cabeça pode ser confundida com a enxaqueca porque elas geram sintomas semelhantes. No entanto, a dor de cabeça com origem em problemas de coluna possui algumas características típicas. Estas características são dor que inicia ou que piora com os movimentos do pescoço e aumento da sensibilidade na região da nuca, que não estão presentes num quadro de enxaqueca.

Tratamento

Pesquisas recentes em terapia física no cuidado e tratamento de dores de cabeça cervicogênica e a dor crônica associada a elas, sugerem que o exercício muscular que é intenso o suficiente para melhorar o metabolismo muscular é de benefício. Fortalecimento específico e exercícios de resistência, as vezes também acompanhados por exercícios de alongamento ativo demonstraram ser um tratamento eficaz para dores de cabeça cervicogênicas.

Outros procedimentos da fisioterapia, já bem mais específicos, focam normalizar o tecido mole ou disfunção mecânica que provoca as dores de cabeça. Existem também técnicas que são bastante específicas e são utilizadas por profissionais altamente qualificados, como por exemplo técnicas de mobilização do segmento C5-6 (vertebra cervical 5 e 6) para um transtorno da faceta (estrutura localizada na vértebra – ossos que formam a coluna), ou uma técnica de liberação suboccipital, ou mobilização da primeira costela.

Para quem sofre de dores de cabeça que não tem nenhuma contraindicação, como por exemplo a artrite reumatoide, fisioterapeutas podem realizar a tração manual ou mecânica para fornecer descompressão, quando indicado.




Biografia - Richard Wurmbrand




O Pastor Richard Wurmbrand foi o pastor evangélico que passou quatorze anos como prisioneiro dos comunistas, torturado em sua própria terra natal, a Romênia. Poucos nomes são tão conhecidos naquele país, onde ele é um dos mais reconhecidos cristãos, como líder, autor e educador.

Em 1945, quando os comunistas tomaram o poder na Romênia e tentaram submeter as Igrejas aos seus propósitos, Richard Wurmbrand imediatamente deu início a um ministério “subterrâneo” – eficiente e vigoroso – destinado à pregação do Evangelho tanto a seus compatriotas escravizados quanto aos soldados russos que invadiram o país.

Foi preso em 1948, com sua esposa, Sabina, que cumpriu pena de trabalhos forçados por três anos, no Canal do Danúbio. O Pastor Richard passou três anos na solitária, sem ver ninguém a não ser seus torturadores comunistas. Depois foi transferido para uma cela comum, onde as torturas continuaram por mais cinco anos.

Devido a sua posição internacional como líder cristão, diplomatas de embaixadas estrangeiras questionaram o governo comunista acerca da segurança de Wurmbrand, dizendo que ele fugira da Romênia.Agentes da polícia secreta, fingindo-se de ex-companheiros de prisão, disseram a Sabina terem assistido ao funeral de seu marido no cemitério da prisão. Recomendaram à família na Romênia e aos amigos de outros países que o esquecessem, porque já estava morto.

Após oito anos e meio de prisão, ele foi libertado e imediatamente retomou seu trabalho com a Igreja Subterrânea. Dois anos depois, em 1959, ele foi preso mais uma vez, e sentenciado a vinte e cinco anos de prisão. Wurmbrand foi libertado quando de uma anistia geral ocorrida em 1964, e novamente continuou seu ministério clandestino.

Levando em consideração o grande perigo de ser preso pela terceira vez, cristãos noruegueses negociaram com as autoridades comunistas sua permissão para deixar a Romênia.


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Qual a funcionalidade da ARMADURA DE DEUS?



Efésios 6 é facilmente identificado como o texto que fala sobre a “Armadura de Deus”, mas na verdade, é um grande tratado sobre a OBEDIÊNCIA. Nele, Paulo aconselha aos filhos que honrem seus pais, que os pais tenham bom senso nas tratativas educacionais, que servos sejam leais aos seus senhores e que trabalhadores se empenhem como se trabalhassem para o próprio Cristo. Em resumo, o apóstolo nos aconselha que todas as possíveis portas de entrada para o maligno sejam trancadas. Somente a partir deste ponto, nos é revelada a famosa “ARMADURA DE DEUS”, disponibilizada ao cristão fiel e obediente aos princípios antes citados.

A ordem inicial é para se fortalecer em Cristo, na força de “seu” poder, deixando claro que não temos condições naturais para suportar tamanha batalha. Em seguida, é explicitado que a função prática desta armadura é para resistência, e não ataque. Com ela, poderemos estar firmes contra as astutas ciladas do diabo, e não agir afim de “desarma-las”, sendo esta uma atribuição do próprio Deus.

A primeira “peça” a ser revelada é um tipo de malha que deve cingir o lombo, funcionando como uma base de toda a armadura, e ela é a VERDADE. Sua importância se deve exatamente ao fato de Satanás ser repelido pela verdade, já que vive numa dimensão de engodos e falsidades, sendo atribuída a ele a paternidade da mentira (João 8:44). A Bíblia também afirma que os mentirosos não herdarão o Reino dos Céus (Apocalipse 22:14:15). A verdade liberta e santifica. Sem ela, as demais peças da ARMADURA simplesmente deixam de ter qualquer funcionalidade.

O próximo passo é vestir a COURAÇA DA JUSTIÇA. A couraça era uma armadura feita de metal ou couro, usada por soldados sobre o peito e as costas para protegê-los de golpes inimigos em órgãos vitais. Aqui, estamos falando da Justiça de Cristo, imputada por Deus e recebida pela fé. Ela guarda os nossos corações contra as acusações de Satanás e protege o nosso ser interior contra seus ataques mortais. 

Dorso protegido, agora é a vez de proteger os pés. Segundo o apóstolo, os mesmos devem ser calçados na preparação de EVANGELHO DA PAZ. Numa zona de guerra, os pés sempre estarão expostos a perigos de armadilhas, irregularidades do terreno, tropeços e até fragmentos cortantes. Por muitas vezes, os pés estão desprotegidos pelo nosso raio de visão e vulneráveis aos perigos escondidos na estrada, sendo também uma porta de entrada para doenças, vírus e bactérias. O salmista Davi testifica que a Palavra de Deus é lâmpada para seus pés e luz em seu caminho (Salmo 119:105). Só conseguiremos avançar por territórios inóspitos com segurança, se nossos pés estiverem protegidos pelo Evangelho de graça, misericórdia e poder, guia fiel mesmo em veredas tortuosas e fonte de luz em rotas de escuridão.

Já nas mãos, é obrigatório o uso do ESCUDO DA FÉ. II Coríntios 5:7 revela que nossa caminhada é por Fé e não por vista, logo, cada passo que damos neste terreno espinhoso precisa sem primeiramente dado em fé e por fé. Esse escudo é nossa confiança total e irrestrita em Deus, tendo a certeza que ele é nosso guia protetor, socorro bem presente que não falta na tribulação.

O CAPACETE DA SALVAÇÃO surge como a garantia de nossa justificação, o que protege nossa mente das possíveis duvidas lançadas por Satanás. É uma peça de suma importância, pois qualquer ferimento na cabeça, pode trazer danos irreversíveis.

O último elemento desta armadura é também o único item de ataque em toda a lista: A ESPADA DO ESPÍRITO. O apóstolo Paulo a identifica como sendo a Palavra de Deus. Esta é de fato, a única arma que o cristão está autorizado a usar contra Satanás. Quando foi tentado no deserto, o próprio Jesus se fez valer desta ferramenta, citando por três vezes o livro de Deuteronômio, repelindo com as escrituras, todos os ataques do maligno. (Mateus 4:1-10). Outro exemplo grandioso pode ser encontrado no verso 9 da epístola de Judas, onde nos é revelado que quando Moisés morreu, Satanás tentou usurpar seu corpo. Miguel, comandante dos exércitos angelicais foi enviado para intervir, porém se recusou a um confronto direto, usando como arma as palavras do próprio Deus: O Senhor te repreenda.

Quem se atrever a enfrentar Satanás com armas alternativas que não seja a PALAVRA DE DEUS, não encontrará legalidade de ataque e estará espiritualmente desprotegido. A ordem é sujeitar a Deus em obediência, resistir ao diabo usando a armadura de Deus, e então “ELE”, fugirá de nós! (Tiago 4:7)