quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

EBD - Casamento, uma instituição divina



Material Didático
Revista Jovens e Adultos nº 98 - Editora Betel
Casamento e Família - Lição 02
Comentarista: Pr. Valdir Alves de Oliveira

Comentários Adicionais
Pb. Miquéias Daniel Gomes


Texto Áureo
Gênesis 2:18
E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como que diante dele.

Verdade Aplicada
O projeto do casamento é de Deus. No entanto, a administração dele é nossa, está em nossas mãos e devemos lutar por ele.

Textos de Referência
Gênesis 2:20-24

E Adão pôs os nomes a todo o gado e às aves dos céus, e a todo animal do campo; mas para o homem não se achava adjutora que estivesse como diante dele.
Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas e cerrou a carne em seu lugar.
E da costela que o Senhor Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão.
E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do homem foi tomada.
Portanto deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.


Casamento: 
quando dois se tornam um
(Comentário Adicional)

No quarto capítulo de Eclesiastes, Salomão está discorrendo sobre as injustiças que permeiam o mundo, e o quanto é difícil sobreviver a tantas intempéries. Então, ele aconselha aos seus leitores a jamais estarem “sozinhos”, pois quando dois se unem num mesmo propósito, as chances de sucesso em uma empreitada são potencializadas.  Mas é no versículo 12 que encontramos uma importante observação feita pelo calejado rei: O cordão de três dobras não se quebra facilmente. Isto literalmente quer dizer, que mesmo um cordão frágil, quando é dobrado, ganha maior resistência contra rompimentos. Se houver uma terceira dobra, rompe-lo se torna um desafio ainda maior. E esta é sem dúvidas, uma excelente metáfora para o casamento pleno e duradouro. Se marido e mulher caminham na mesma direção, possuindo sonhos, ambições e projetos em comum, cultivando com esmero o respeito e a fidelidade, então dificilmente qualquer elemento externo terá a capacidade de minar sua relação ou desestabilizar sua casa. Mesmo assim, se faz necessário um “terceiro elo”, uma cola incorruptível que une definitivamente partes já consolidadas: Deus. O Salmo 127:1 é incisivo ao afirmar que se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalha os que a edificam. Um casamento que se veda mantendo Deus do lado de fora, certamente estará fadado à ruína, suscetível a toda sorte de ataques e vulnerável às tentações. Para melhor entendermos esta equação, é preciso visitar certo Jardim...

Após trazer a realidade cada elemento do universo, o Criador tinha por hábito avaliar a própria criação. Em regra geral, concluía que tudo estava “muito bom”. Mas houve uma exceção: A solidão do homem. Deus então fez Adão adormecer e de uma de suas costelas forjou a mulher. Ao despertar de seu sono e se deparar com a mais bela das criaturas, Adão compôs um dos mais românticos sonetos de todos os tempos: “Esta, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Ela será chamada mulher, porque do homem foi tirada". Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne” (Gênesis 2:23-24). Agora, diante de Criador, ambos eram apenas um.  O fato de Deus ter escolhido uma das costelas do próprio homem como a matéria prima da qual se origina a mulher não é mera coincidência. Nem da cabeça, para não se sentir superior a ele, e nem dos pés, para não ser por ele pisada; mas sim do lado, próximo ao coração. No texto original, o termo usado para identificar a “costela” é TSELA, que pode ser traduzida literalmente por “LADO”, e da mesma palavra se origina TSELEM, que significa “IMAGEM” ou “SEMELHANÇA”. Mesmo tendo funções distintas dentro de uma relação, homem e mulher, macho e fêmea, Adão e Eva, são duas faces de uma mesma moeda, reflexo um do outro, partes que se completam para formar o todo. Adão entende perfeitamente esta linda realidade que Deus engenhosamente planejara para a felicidade plena de sua mais amada criação, e então testifica para que todo o Jardim possa partilhar de sua alegria: Esta agora é ossos dos meus ossos, carne da minha carne...  Adão a chama de “Mulher”, Deus a chama de “Eva” e concede a ela um título muito especial: “EZER” (Gênesis 2:18).

A expressão “EZER” tem sido interpretada de diversas formas: ajudadora, auxiliadora, adjutora. A tradução literal para esta palavra é “Ajuda” ou “Auxilio”, mas para os poetas inveterados (Adão manda lembranças), da mesma raiz etimológica podemos transliterar a palavra “Tesouro”. Assim, quando Deus diz que fará para ele uma “ezer”, está subjetivamente dizendo que dará ao homem o “maior e melhor” presente que ele poderá receber na vida. Salomão, um “especialista” na arte do casamento (embora tenha errado miseravelmente na quantidade), entendeu muito bem o propósito de Deus ao apresentar Eva para Adão: Quem encontra uma esposa descobre algo excelente: recebeu uma bênção especial do SENHOR (Provérbios 18:22). E tratando-se de benção conjugal, a recíproca também verdadeira.


Casamento: 
um projeto de Deus

É preciso compreender que, ao criar a mulher, Deus procurou atender às necessidades afetivas do homem e, consequentemente, da mulher, e também atender á procriação e perpetuação da raça humana (Gêneses 1:26). O surgimento da família vem através da união de um homem com uma mulher, pois foi assim que o próprio Deus planejou. O casamento não é invenção do homem, vem de Deus. Deus é o mentor. Foi Ele o primeiro juiz de paz a celebrar um casamento, pois nasceu no Seu coração a união entre Adão e Eva, formando assim a família, uma das suas obras primas. Deus identificou que o homem estava só, mesmo depois de várias criações. Disse o Senhor; “...far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele” (Gêneses 2:18). A ajuda da mulher é substancial ao homem. Corresponder é falar a mesma linguagem, é estar à altura. Todos os animais tinham o seu par, mas para o homem não se achava adjutora que estivesse como diante dele. Então, Deus criou a mulher da própria costela do homem. É importante ressaltar que o casamento é uma instituição monogâmica. A Bíblia diz: “Deixará o homem pai e mãe e unir-se-á “à sua mulher” (Gêneses 2:24). Uma única correspondência de um para um. Não se aceita bigamia e poligamia. Cada um tenha a sua própria mulher e cada uma tenha o seu próprio marido (I Coríntios 7:2). O casamento é uma instituição divina no qual o projeto do coração de Deus se concretizou na união de um homem e uma mulher, chamados Adão e Eva. O casamento não é de conveniência do homem, vem de Deus. O Eterno Deus celebrou o primeiro casamento ainda no Jardim do Éden, porque viu que não se achava companheira para o homem. Sendo assim, Ele formou a mulher da própria costela de Adão, a trouxe e lhe apresentou como a sua legítima esposa.

O homem e a mulher têm carência afetiva. A atração física faz com que eles coabitem e o sexo, além da procriação, atende a uma necessidade orgânica. A vida íntima dos cônjuges faz parte do plano de Deus. Só o casamento santifica e legitima a união sexual marido/mulher. É o método lícito, moral e puro. Não há nada de errado nem sujo na união sexual de marido e mulher legitimamente casados entre si. A ordem de Deus é que as atividades sexuais do homem e da mulher sejam concretizadas dentro do casamento. Para o cristão, não há outra forma de estabelecer um relacionamento íntimo moralmente correto entre um homem e uma mulher, senão através do casamento. De acordo com Hebreus 13.4, o Senhor Deus tem elevados padrões para o Seu povo, quanto ao casamento e à sexualidade. O mundo contemporâneo tem outros padrões. A expressão “macular o leito conjugal” é declarada contrário aos princípios cristãos porque está sujeita ao julgamento divino. Semelhantes sanções têm relevância somente para os que reconhecem a soberania do Eterno Deus sobre eles. O homem não foi feito para a imoralidade, e o casamento deve ser honrado.

O homem e a mulher receberam a incumbência da procriação, isto é, povoar a terra e perpetuar a raça humana. Sendo assim, cada casal contribui com a sua parcela. A geração de filhos é a coisa mais linda e consagrada que verificamos na união de um casal. Além de serem considerados herança do Senhor (Salmos 127:3), os filhos são os frutos do ventre e a felicidade do casamento. Eles não são um mero acidente biológico, mas o planejamento de Deus para preservar a espécie humana. A propagação do gênero humano foi entregue aos cônjuges, que deverão exercer com responsabilidade e amor essa ordenança do Senhor. O homem e a mulher receberam o encargo de serem frutíferos e de dominarem sobre a terra e o reino animal. E também foram criados para constituírem família. Esse propósito de Deus indica que o Senhor se inclina para as famílias que o servem. Por isso, a criação dos filhos deve exigir dos pais atenção máxima.


Casamento: 
uma proteção contra o pecado
(Comentário Adicional)

Numa sociedade que cada vez mais se abre para viver a “plena liberdade sexual”, DST´s e gravidez não desejada se tornam efeitos colaterais reincidentes.  Ao invés de corrigir a causa de tantos males, o mundo opta em burlar o problema e encontrar uma solução hedonista. Assim, desde a mais tenra idade, somos bombardeados com um aconselhamento que traz em seu bojo uma sugestão perniciosa: Faça sexo seguro, use camisinha. Biblicamente falando, o único mecanismo que garante segurança no ato sexual é exatamente o casamento. As mais influentes culturas de nosso tempo têm incentivado os jovens a iniciarem a vida sexual cada vez mais cedo e com maior diversidade, sem qualquer necessidade de vínculo matrimonial. O grande problema é que todo praticante de atividades sexuais fora do casamento tradicional está incluído nas fatídicas listas de I Coríntios 6:10, Apocalipse 21:8 e 22:15. Em II Coríntios 7:2, Paulo adverte que todo homem deve ter sua esposa (e vice-versa), para fugir da fornicação/prostituição. Segundo o apóstolo, uma vez que é muito difícil dominar os impulsos da carne, o casamento é necessário para evitar o pecado. É melhor casar do que se abrasar (I Coríntios 7:9). A Bíblia, portanto, promove a abstinência completa antes do casamento, sendo que o sexo entre o marido e sua esposa, é a única forma de relações sexuais que Deus aprova e abençoa.

A mais relevante recomendação bíblica em relação ao sexo está registrada em Hebreus 13:4 - “O casamento deve ser honrado por todos; o leito conjugal, conservado puro; pois Deus julgará os imorais e os adúlteros”. Este texto deixa muito claro que o sexo praticado dentro do casamento tem a benção de Deus, e que a expressão “leito sem mácula ou puro”, fala diretamente sobre a fidelidade conjugal. Infelizmente, muitos acabam interpretando este texto sob uma ótica legalista, e com isto desenvolvem o conceito de que o “sexo” deve ser “santo”, mas na pratica, essa santidade consiste em conotar como pecaminosa qualquer pratica sexual que não esteja relacionada à fecundação. Com isto, muitos casamentos se deterioram já que o sexo passa a ser encarado pelos cônjuges como uma “obrigação”, tornando a relação sexual em um ato pesaroso, capaz até mesmo de provocar repulsa e promover culpa. A Bíblia, em nenhum momento condena o prazer sexual dentro do casamento, pelo contrário, ela o apresenta como um presente do criador, que ao presenciar a relação macho e fêmea testificou que aquilo “era muito bom”. Em I Coríntios 7:3, Paulo aconselha aos casais que nunca privem seu cônjuge do prazer sexual, e em Provérbios 5:18-19, é recomendado que “o homem se alegre com a mulher de sua mocidade (virgindade), que em todo o tempo seja inebriado pelos seios dela e que constantemente se extasie com o seu amor”. E obviamente, aqui, a recíproca também é verdadeira. Em Gênesis 26:8, encontramos mais uma evidência do conceito bíblico para o sexo conjugal.  Quando Isaque peregrinou por Gerar, temendo represálias dos moradores locais, mentiu que Rebeca era sua irmã. Isso despertou o interesse do rei Abmeleque para aquela mulher, que decidiu sonda-la pela janela do quarto. Mas para sua surpresa, presenciou a intimidade do casal, que de acordo com o texto, estavam “brincando”, ou em outras palavras, “se divertindo durante a ato sexual” (versão sociedade bíblica britânica).  

Porém, mesmo os cristãos mais liberais entre quatro paredes, ainda são incomodados pela dúvida de quais são os limites do sexo no casamento. Obviamente, esta é uma questão de cunho pessoal, e muitos dos parâmetros sobre o que “pode” ou “não pode”, deve ser definido pelo próprio casal. O sexo abençoador, porém, precisa ser benéfico para ambos os cônjuges, e qualquer ato que provoque mágoa, culpa ou constrangimento a um deles, deve ser sumariamente abolido. Um excelente exercício para os casais que desejam levar a “Bíblia” para a “cama” é a leitura conjunta e sistemática de Cantares. Este livro gerou inumeras controvérsias na história do cristianismo, pois muitos se negavam a aceitar sua espiritualidade, mas hoje já se entende a importância da obra dentro do cânone sagrado. Cantares de Salomão foi escrito por alguém que amava e era amado, falando explicitamente de amor, companheirismo, sexo, romance e poesia. Muitos terapeutas cristãos aconselham que a leitura conjunta seja realizada. Crie uma tabela, associando as metáforas usadas no poema, com os elementos reais a que se refere (Por exemplo, no capítulo 7, Palmeira = corpo / cacho de uva = seios, / vinho = boca). Depois, realize a leitura substituindo a linguagem figurada pela literal. Aí é só desfrutar de todo o prazer que o leito conjugal pode fornecer, sem fugir das diretrizes bíblicas: “Dizia eu: Subirei à palmeira, pegarei em seus ramos; e então os teus seios serão como os cachos na vide, e o cheiro da tua respiração como o das maçãs” Cânticos 7:8.


Casamento: 
uma só carne

A união física do casal deve ser com amor e consensual. A Palavra de Deus mostra essa união em uma só carne (Gêneses 2:23). Não é apenas sexo. É sentir a dor do outro. É complementar uma ao outro. É a felicidade de um alcançando também ao outro. É estar intimamente ligados de corpo e alma. A passagem bíblica de Eclesiastes 4:9-12 enfatiza o companheirismo e a ajuda mútua. No casamento, as duas pessoas se comprometem a viver uma em função da outra, procurando o entendimento, a compreensão e compartilhando todos os momentos da vida juntos, não importando quais sejam eles. O relacionamento e o companheirismo fazem parte do viver em sociedade (Gêneses 1:31). De acordo com Michael Eaton, uma solução aos problemas das tristezas da solidão é encontrada nas bênçãos do companheirismo (Eclesiastes 4:9-12). Este provérbio citado em Eclesiastes 4:11 diz respeito ao companheirismo na adversidade, na tentação e na tristeza.

Deus viu que não era bom o homem estar só. Mesmo no meio de tantas criações, o homem estava solitário. Às vezes, estamos rodeados de pessoas e é como se estivéssemos sozinhos. Por isso, precisamos de alguém especial para estar ao nosso lado. O homem precisa de uma auxiliadora. A mulher é considerada o radar do marido e sua grande conselheira. Segundo o escritor Al Diestelkamp, é importante reconhecer a verdade de que o casamento é prescrição de Deus para ajudar homens e mulheres a evitar fornicação. Todo marido deve ter uma maior apreciação pela sua esposa; deve ter a esposa como um dom valioso do criador, altamente apreciável. Os maridos devem ter o hábito de agradecer a Deus pela sua mulher pela relação do casamento, evitarem gracejos e comentários que insultem as esposas. Devem sempre elogiar e agradecer às suas esposas por serem suas amantes e amigas, evitando situações e comentários que possam criar ciúmes.

O casamento precisa estar firmado em Deus. Foi Ele quem criou e Ele sabe preservar, sabe consertar; porque o cordão de três dobras não se rompe facilmente (Eclesiastes 4:12). A família foi criada por Deus para cumprir a Sua vontade e é a coroa da sua criação. O casal precisa temer ao Senhor para que vá bem e seja bem-aventurado, para que o seu lar seja de harmonia e de felicidade (Salmo 128). O casamento é uma instituição honrada (Hebreus 13:4). Ele é mais do que um contrato. É um pacto sagrado, uma aliança divina. O casamento é algo de destaque que deve ser honrado por todo. O casamento está acima do contrato temporário, acima da união provisória, da união estável, acima do concubinato, acima de qualquer prática ilícita de relacionamento sexual. O casamento é uma instituição perpétua (Gêneses 2:24 / Êxodo 20:17 / Provérbios 5:18; 15:27 / Mateus 5:28 / I Timóteo 3:12).


Casamento: 
uma criação divina

O casamento é totalmente sedimentado nas Sagradas Escrituras. O casamento não é um contrato social, mas uma aliança permanente entre um homem e uma mulher. O casamento não pode ser em caráter experimental, mas em definitivo. O casamento tem características marcantes que o tornam diferente de todas as demais instituições. Querem acabar com o casamento, mas não conseguirão, pois o que Deus faz, ninguém pode desfazer. Quem criou forneceu o manual de uso, todo equipamento precisa de orientação para o seu manuseio e funcionamento. Quem não seguir as instruções do fabricante poderá danificar o seu produto. A Palavra de Deus é o manual, a bússola, o direcionamento. A Bíblia está recheada de regras básicas para manter o nosso casamento forte e a família unida. Este manual não admite machismo nem feminismo na relação marido e mulher. O relacionamento deve ser pautado na observância do papel de cada um, sem atropelos e sem querer um mandar no outro e tomar a dianteira de forma escravizadora. Tudo está bem definido de forma clara e objetiva para que não haja reclamação posterior.

Os casais cristãos devem se conscientizar de que enquanto não forem observados os princípios bíblicos concernentes ao casamento não terão o sucesso esperado. Há leis que regem o lar. Se, em algum momento, elas forem desrespeitadas, trarão consequências graves à família. O casal deve viver as ordenanças divinas, sempre obedecendo aos princípios que Deus estabeleceu para o casamento, para que a família goze das bênçãos prometidas. Podemos afirmar que casa é uma construção de cimento e tijolos, no entanto, lar é uma construção de valores e princípios. O casamento é uma instituição moral. Ele mostra valores, crenças, princípios e costumes que orientam o comportamento da sociedade no casamento de acordo com a natureza de Deus. A imoralidade na área sexual é um mal, assim como a indecência de não saber possuir o próprio corpo em santificação e honra (I Tessalonicenses 4:4). O cristão deve conservar-se puro, pois a imoralidade deforma o caráter diante de Deus e apaga a imagem e semelhança de Deus (Gêneses 1:27). Ele não nos criou para a imundícia. As práticas ilícitas são abomináveis ao Senhor (Romanos 1:26-27). Há outras literaturas para o casamento além da Bíblia. No entanto, são apenas apêndice, comentários bons, mas secundários e paralelos. Os livros são esclarecedores, mas todos deverão estar baseados na Palavra de Deus. Se, porventura, algum se desviar dos princípios bíblicos, deve ser totalmente ignorado. A luta contra a desqualificação do casamento deve ser o papel permanente da Igreja, repudiando as leis humanas e vigiando contra as investidas satânicas.

Há três pilares que sustentam o casamento. O primeiro deles é a presença de Deus. Podemos afirmar que a presença de Deus fortalece o espírito e dá consistência e harmonia ao casamento, levando o casal a adorar a Deus em espírito e em verdade (João 4:24). O segundo pilar do casamento é o amor. Podemos afirmar que o amor enche o coração. O terceiro pilar é a responsabilidade. Podemos assegurar que a responsabilidade é a tarefa de cuidar um do outro. O homem, ao se degradar, automaticamente corrompe o casamento e a família, que passa a sofrer as consequências. No entanto, o cristão precisa preservar a originalidade do casamento e a sua concepção divina, fazer com que o seu lar seja bem ajustado e ordenado e não deixar brechas para o diabo cirandar. A família deve ser interpretada como bênção de Deus para o home, para a Igreja e para a sociedade.


Casamento: um exercício de amor
(Comentário Adicional)

Quase que como regra geral, contos de fadas, novelas, livros e filmes românticos transmitem a mensagem que o casamento abre as portas do “feliz para sempre”. No mundo real, quando duas pessoas decidem dividir suas vidas, estão se propondo caminhar lado a lado, numa só passada e sem destoar o ritmo, mas não é exatamente assim que a jornada acontece. Seres humanos são dotados de inúmeras emoções, possuem intocáveis terminações nervosas, assimilam sensações e reagem a elas de forma não padronizadas. Sob um mesmo teto teremos duas formas diferentes de enxergar o mundo, de interpretar a vida, de enfrentar as perdas, de vivenciar as conquistas. Some a isto uma bagagem de ideologias, conceitos e verdades pertinentes a cada um, e que inevitavelmente, irão se chocar. Antes da vida a dois, cada indivíduo já construiu seu caráter, firmou suas crenças e definiu sua ética pessoal. Agora, tudo isso passa a coexistir dentro de uma caixa vedada, onde o risco de explosão é permanente. Esperar que nenhuma desavença surja desta mistura, é como andar em um campo minado sem se importar com o perigo ali escondido. Paulo alertou aos corintos que aqueles que contraem matrimonio, terão sim tribulações por causa da carne (I Coríntios 7:29). Mas se existe amor, os problemas são atenuados intensamente, pois ele tudo crê, tudo espera, tudo suporta e jamais acaba (I Coríntios 13:7).

O amor é a base de tudo o que é bom, louvável, justo, puro sincero, humilde, virtuoso, agradável e deve, portanto, ser sentido, vivido e trazido a memória constantemente (Filipenses 4:8). Nele se resume e se encerra todos os mandamentos da Lei, seja ela divina ou humana, pois uma vez que ele seja exercido em plenitude, extingue-se completamente a necessidade de qualquer outro tipo de parâmetro moral (Mateus 7:34-40). Existem no KOINÉ (linguagem grega popular usada na redação do Novo Testamento) várias palavras que são traduzidas por “amor” em textos de língua portuguesa, tais como EROS (amor romântico), PHILOS (amizade ou amor fraternal), STORGE (amor familiar). Mas quando se trata do amor de Deus, por Deus ou para Deus a palavra usada é ÁGAPE (também traduzida por caridade) pois trata-se de entrega, uma doação sem a preocupação de retribuição ou retorno. É o amor na sua forma mais elevada e profunda (Joao 3:16), pois é altruísta, não egoísta e nem egocêntrico, sacrificial, paciente, benigno, capaz de amar até mesmo os inimigos. Podemos afirmar que tal amor é a base de todo relacionamento perfeito no céu e na terra. Entre o casal, todos estes sentimentos devem estar presentes, pois marido e mulher são família (storge), amantes (eros), amigos/irmãos (philos) e imagem de Deus (ágape). Deste amor multiforme saem as vertentes que fortalecem um casamento: bondade, gentileza, presteza, lealdade, fidelidade, benignidade, honestidade, sinceridade e é claro, a capacidade de perdoar.

Uma vez unidos, homem e mulher se fundem num único ser. O corpo de um passa a pertencer ao outro e os sonhos do outro passa a depender daquele um. Um vínculo é estabelecido no corpo, na alma e no espírito. Dois se tornam em um, num amálgama que já não se pode desfazer. Adão declarou está verdade em Gênesis 2:24; Jesus a validou em Marcos 10:12 e Paulo a ratificou em Efésios 5:22-35. É como se fossem duas folhas de papel coladas, dois tijolos cimentados, duas vigas de metal soldadas. É até possível separá-las, mas será inevitável marcas, ranhuras e danos permanentes. Separados, viverão para sempre como apenas uma metade, pois o “todo” que haviam se tornado, simplesmente deixa de existir.

Conclusão

Quando estabelecido segundo a vontade de Deus e orientado de acordo com a Bíblia, o casamento tem a garantia do sucesso. O casamento firmado em Cristo produz resultados surpreendentes, passando por cima das barreiras e sendo exemplo de união perfeita para a sociedade.




Casamento e família são os maiores patrimônios que a sociedade tem. Salvar o nosso casamento e a nossa família é algo que não tem preço. O tema é bastante salutar e propício para os dias de hoje, pois o casamento e a família são bombardeados o tempo todo. A Igreja do Senhor Jesus não pode abrir a guarda e se conformar com a concepção deste mundo tenebroso, onde o errado está passando a ser certo. Participe neste domingo, 10 de janeiro de 2016, da Escola Bíblica Dominical, e aprenda também a proteger sua família dos ataques incessantes de Satanás. 


quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Quarta Forte em Oração



A QUARTA FORTE está de volta para sua 4º temporada. E para começar os trabalhos de 2016, nada melhor que muita busca e oração. Assim, aproveitando que estamos vivendo a primeira semana da campanha “ANO DA FRUTIFICAÇÃO”, a Quarta Forte deste dia 06/01/2016, foi uma celebração a nossa intimidade de com Deus: joelhos no chão para uma conversa sincera com o Pai. Ao final da reunião, todos os presentes receberam unção com óleo, e voltaram para casa certos da vitória, pelo poder da oração.

Mais do que uma simples conversa motivada por interesses e pedidos, precisamos entender que a oração é antes de tudo um hino de um agradecimento, uma manifestação de reconhecimento e um ato de louvor.  A Bíblia faz inúmeras referências quanto a esta prática, como em Levítico 26:40-45, I Samuel 7:5 I, Reis 18:41-46, II Crônicas 33:13, Jeremias 29:7, Jeremias 33:3, Mateus 5:44, Mateus 6:5-8, Lucas 1:13; 6:12, Atos 1:14, Atos 16:25, Romanos 10:1, II Coríntios 12:7-10, Efésios 1:16, Filipenses 1:19 e Tiago 5:14-1. A oração pode ser interpretada como uma ligação poderosa entre céus e terra, quando o homem tem acesso as dimensões celestiais para espiritualmente estar frente a frente com Deus. 

Orar não é virtude, é opção.... Não é um dever, mas sim um privilégio. Não podemos alegar falta de oração em nossas vidas por não termos o dom de orar, pois a oração é uma questão de prática, de escolha, de querer fazer. Não existe na Terra, um único ser humano que esteja privado ou proibido de falar com Deus. Por mais miserável e pecador que seja o homem, o Senhor está solicito aguardando sua iniciativa para iniciar um diálogo sincero e genuíno. A oração, porém, precisa ser espontânea, gerada num coração quebrantado, desarmado de vaidades e convenções. Oração não é ladainha, verborragia ou tolas repetições, mas sim um momento único para PAI e filho se olharem nos olhos através da fé. A posição que oramos pouco importa... Ezequias orou deitado e Jonas em posição fetal. O que realmente se torna relevante é a nossa intenção e propósito.

Em Mateus 6:9-13, Jesus ensina aos seus seguidores alguns elementos básicos da oração. Primeiro ele instrui seus discípulos o valor da honestidade no momento da prece, é que repetições tolas não comovem o coração de Deus. Então, com o didatismo de um grande Mestre, Jesus realiza uma oração modelo, nos ensinado como proceder em momento tão solene:

“Pai nosso que estais no céu” (reconheça a autoridade de Deus), “santificado seja vosso nome” (reconheça a santidade de Deus, e a respeite), venha a nós o vosso Reino (reconheça o domínio de Deus sobre tudo e todos), “seja feita a vossa vontade” (reconheça a sabedoria de Deus e aceite seus desígnios), “assim na terra como no céu” (reconheça a onipresença de Deus e sinta-se abraçado por Ele). “O pão nosso de cada dia nos dai hoje” (aceite o fato que a provisão do Senhor é diária e confie plenamente no seu sustento), perdoai-as nossas ofensas (confesse seus pecados e sinta-se perdoado), “assim como perdoamos quem nos tem ofendido” (não leve mágoas para o momento da oração, só é possível se aproximar de Deus com coração puro). “Não nos deixe cair em tentação” (aceite suas limitações e fraquezas, e deixe que o poder de Deus se aperfeiçoe nelas), “mas livrai-nos do mal” (confesse que há batalhas que são grandes demais para você, e as entregue a Deus). “Pois teu é o Reino, o Poder e Glória para todo sempre” (jamais deixe passar a oportunidade de expressar louvor e gratidão pelo que o Senhor já fez em sua vida... as demais coisas virão ao seu tempo.)




Filme - Marcado pela Promessa

O longa metragem “Marcados pela Promessa” (Seasons of Grey), é uma produção estadunidense dirigida por Paul Stehlik,  lançada em 2014 e distribuído no Brasil pela Graça Filmes.  A história é uma adaptação contemporânea da história de José do Egito. O filme possuí uma ótima nota de crítica(recebeu 6,5 pelo IMDb) e acumula dois prêmios importantes para obras cristãs: San Antonio Independent Christian Film  Festival e San Diego Christian Film Festival.

Brady Gray era sempre o filho favorito. Dominado pelo ciúme, seus irmãos recorrer a um crime imperdoável para levá-lo longe da fazenda de seu pai. Brutalmente espancado e arrastado para um destino incerto, Brady opta por esquecer o passado e começar de novo. No entanto, seus problemas estão apenas começando. Falsamente acusado de agredir a esposa de seu novo chefe, ele acaba na prisão. Ousar acreditam que pode haver algum propósito em seu sofrimento, ele deu uma mudança para transformar sua vida. Finalmente, o sucesso traz-lhe a oportunidade de decidir o destino dos homens que enganaram. Mas o que o homem quer para o mal, Deus quer para o bem. Esta é a mensagem simples, mas poderosa. Brady deve agora decidir sobre os atos de crueldade ou estender a mão da providência que marcou as fases de sua vida.





terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Artigo - Fascite Plantar



Élita Pavan
Estudante de Fisioterapia

A fascite plantar refere-se a uma dor sob o calcâneo. Trata-se de uma inflamação de um tecido chamado fáscia plantar, localizado na sola do pé e que conecta o calcâneo (osso que forma o calcanhar) aos dedos. Ocorre quando há muita tensão ou uso excessivo da fáscia plantar, o que pode provocar dor e dificuldade para caminhar.

Aproximadamente 2.500.000 de norte-americanos apresentam FP e estima-se que 1.000.000 de brasileiros procuram os consultórios de ortopedia com os sintomas da doença (LANDORF et al., 2005)

Quais os fatores de risco para a fascite plantar? 

Excesso de peso, ocupacional (ficar em pé por longo período), pés planos, esporão de calcâneo, corrida excessiva, encurtamento do tendão de Aquiles. 

Sintomas

As queixas mais comuns são dor, rigidez e queimação na sola do pé. A dor pode ser aguda ou crônica e ela costuma ser pior:

  • Pela manhã, ao dar os primeiros passos
  • Após ficar em pé por muito tempo
  • Ao subir escadas
  • Após atividades físicas intensas.

Tratamento

O tratamento da FP é preferencialmente conservador e consiste no uso de palmilhas, antiinflamatórios, e o tratamento fisioterapêutico é essencialmente baseado no controle ou diminuição da dor utilizando crioterapia, repouso, ultrasom, exercícios de alongamento, e bandagens funcionais.




Testemunho - Como as coisas devem ser (Ruth Danielle Chinchete)




Meu nome é Ruth Danielle, tenho 29 anos de idade e sou nascida em berço evangélico.

Fui criada dentro da igreja, onde meus pais sempre me deram bons exemplos e excelentes ensinamentos. Lembro-me de acordar feliz e ir à escola dominical todos os domingos junto com meus pais e irmãos. E essa rotina era tudo de bom.

Mas o tempo foi passando e eu comecei a ter curiosidade de conhecer o mundo, e com 11 anos, decidi parar de ir para à igreja.  Simplesmente cheguei em meus pais e disse para eles que não queria mais ser crente. Eles sofreram muito com esta minha decisão e buscaram me aconselhar a não cometer este erro. Mesmo assim, continuei irredutível.

Conheci muitas pessoas que me apresentaram “coisas maravilhosas” que antes eu desconhecia. Para mim era tudo novidade, e completamente iludida, fui me afundando cada vez mais. E o pior de tudo, é que eu achava que era feliz.  Quantas vezes vi meus pais chorarem e com lágrimas nos olhos me pedirem para voltar. Mas o meu coração estava duro e eu tão vislumbrada com o mundo, se quer percebia a escuridão que estava me envolvendo.

Quando completei 16 anos, comecei a me sentir triste e vazia, enquanto isso, o mundo colorido foi perdendo a cor, revelando sua real aparência. As pessoas que diziam serem meus amigos se afastaram de mim, me deixando no silêncio da solidão.

Eu sempre me lembrava dos conselhos da minha mãe, porém o orgulho acabava falando mais alto. 

Então, eu conheci um rapaz usuário de drogas, e que também estava afastado da igreja. Começamos a conversar e em pouco tempo decidimos iniciar um namoro. A princípio, meus pais não aceitaram bem a nossa relação, mas as coisas aconteceram no tempo que tinha de ser.

Um dia minha mãe o convidou para almoçar em nossa casa, e a partir daí ele passou a conviver bem com minha família, e nosso namoro se tornou “oficial”, com a benção dos meus pais... Como deve ser.

Namoramos por dois anos, e então veio o casamento.  Neste período, ainda estávamos afastados da igreja, mas num único dia, nossas vidas mudariam para sempre.

O Círculo de Oração da congregação que meu pai pastoreava estava realizando sua festividade, e minha mãe, me convidou para participar. Aceitei o convite e fui ao culto.  Durante toda a reunião, cada louvor cantado, cada palavra ministrada vinha diretamente ao meu encontro, como se fossem flechas em meu coração. Eu chorei muito naquela noite, e quando o apelo foi feito, não pensei duas vezes, logo me levantei e fui em lágrimas até altar.

Para minha surpresa, o meu esposo tomou a mesma decisão, e ali, lado a lado, nos reconciliamos com Jesus.

Desde então, o Senhor tem nos honrado e cuidado de nós.  Alguns meses depois, Deus nos abençoou com a chegada da Brenda, que foi sem dúvidas, o presente mais maravilhoso que podíamos ter recebido. Muitas foram as nossas provações, mas apesar de tudo, permanecemos na Casa do Senhor.

E as bênçãos são consequências disto.  Deus nos abençoou com um carro e, recentemente, após 10 anos de espera, no dia 30 de maio de 2015, o Senhor nos concedeu a nossa casa própria.

Não foi fácil chegar até aqui. Passamos por lutas e muitas provas, mas o Senhor nos sustentou e sou grata ao meu Deus por tudo. Agradeço também a meus pais, Pr. Wilson Gomes e Pra.  Márcia, que foram meu porto seguro quando mar estava revolto, e que sempre me ensinaram (com palavras e com ações), que não há nada melhor do que estar na casa de Deus. Hoje posso dizer com alegria, que eu e minha casa servimos ao Senhor!


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Nossas orações são recolhidas por anjos?



É comum em círculos cristãos ouvirmos afirmações de que as lagrimas derramadas pelos santos são colhidas por anjos em taças de ouro, ou que nossas orações sobem aos céus dentro de bandejas angelicais douradas. Mas será que estas crenças têm algum embasamento bíblico?

Deixando se lado as teatralidades, uma análise bíblica do livro de Apocalipse nos dá a certeza de que a oração é sim, o único elemento produzido na Terra que consegue a proeza de atravessar matérias e atmosferas, passar por entre as potestades e legiões celestiais, e literalmente, rasgar os céus. E ali, onde reina pureza e perfeição, as orações realizadas pelos Servos de Deus, são recebidas com júbilo e alegria, pois tem a capacidade incompreendida de perfumar o próprio paraíso.

João testemunhou em loco esta realidade, e a descreveu em suas revelações: E, havendo tomado o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo todos eles harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos (Apocalipse 5:8). Um pouco mais a frente, João se aproxima do Trono do próprio Deus, e avista diante dele um Altar de ouro. Então um anjo imponente e deslumbrante chega trazendo em sua mãe um incensário de ouro, tendo em seu interior uma grande quantidade de incenso, que será usado para manter as chamas do altar acessas. Entretanto, para que tal “combustão” aconteça, primeiro é necessário agregar um novo componente a esta mistura: e foi-lhe dado muito incenso, para o pôr com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante do trono. E a fumaça do incenso subiu com as orações dos santos desde a mão do anjo até diante de Deus (Apocalipse 8:3-4).

Então, quando questionados se nossas lagrimas e orações são recolhidas por anjos, podemos poeticamente afirmar que sim, pois literalmente, seres celestes apresentam nossas preces ao altar do Senhor!

Que linda revelação... São as nossas orações que mantem acessa a chama do Altar que está diante do Trono de Deus. Pode haver privilégio maior? Nenhuma arma fere Deus, nenhuma tecnologia consegue alcança-lo, nenhum exército pode confrontá-lo... Mesmo assim, sua mais singela oração tem o poder de fazê-lo se levantar de seu Trono, para simplesmente sentir o cheiro suave que emana de suas preces... E o que vem a seguir é colossal: Fogo, trovões, relâmpagos e terremotos (Apocalipse 8:5).
 
E se não bastasse tamanho poder, a oração ainda tem a capacidade ímpar de comover o coração de Deus em nosso favor, fazendo-o mover suas mãos em nosso auxilio, bradando dos céus em nosso socorro, pois “tudo o que pede, recebe; e quem busca, acha; e ao que bate, a porta se abre” (Mateus 7:8). 


domingo, 3 de janeiro de 2016

Lançamento da Campanha "O Ano da Frutificação"



Nós estamos ligados a uma videira. O Senhor Jesus é a tronco principal, doador de todos os nutrientes, e cada servo de Cristo é uma vara, que independentemente de qualquer fator interno ou externo, precisa estar enxertado na videira, e somente nesta condição poderá dar fruto.

Quem está ligado no tronco central, recebe a seiva espiritual que fortalece cada ramo e subsidia a qualidade de frutos. A grande questão aqui é que a permanência de cada vara na videira depende dos frutos que ela dá, e mais que uma questão de conivência, frutificar é obrigatório para a própria sobrevivência.

As varas infrutíferas são retiradas da videira por um zeloso lavrador, ninguém menos que o próprio Deus. Quem não dá fruto é retirado da videira e lançado fora. Este processo, na ótica divina, retira os excessos desnecessários, e redireciona mais “seiva” as varas que já são produtivas. Quem está enxertado na videira verdadeira que é Cristo, além de receber os nutrientes necessários, ainda é constantemente “limpo” pela “palavra”, um poderoso “inseticida espiritual” que mantem longe os pulgões e os gafanhotos do inferno.

E estar em Jesus vai além destes benefícios. Em João 15, Cristo lista uma série de vantagens que permeiam a vida daquelas que permanecem nele. Obviamente, esta posição exige renúncia e resignação, pois para se estar na videira é preciso se adequar ao padrão moral e espiritual da árvore. Em troca, seremos amados por Cristo com a mesma intensidade que Cristo é amado por Deus. Este manancial de amor gera em nós gozo pleno e felicidade abundante. De servos, passamos ao status de amigos, e passamos a participar ativamente da vida do próprio Deus, e esta intimidade tem como bônus um cartão de presente em branco, onde o que “pedirmos ao pai em nome de Jesus”, nos será dado.

E a mais bela das verdades é que se estamos enxertados na videira que é Cristo, é por que ele nos escolheu para tal. Jesus deseja esta intimidade e nos buscou entre os 7 bilhões de habitantes para estar junto a Ele. A escolha do Senhor já foi feita, e ele nos escolheu. A próxima decisão cada exatamente ao escolhido, se ele deseja continuar na videira frutificando, ou se tornar um ramo seco e infrutífero, apenas esperando o momento de ser extirpado.

E foi com está palavra que o Pr. Wilson Gomes abriu neste domingo, 03/01/2016, a campanha de oração que irá se estender por todo mês de janeiro, e que terá por tema “O ANO DA FRUTIFICAÇÃO”. Todos os dias, a partir das 19:30 horas, a igreja estará aberta para um culto especial de preces e orações, com ministração da palavra e muito clamor.  De joelhos dobrados, 2016 será bem melhor!



sábado, 2 de janeiro de 2016

Culto de Missões com Pr. Marcos Roberto Gomes



Deus levou Ezequiel até um vale, onde nada havia além de ossos muito secos. A visão era desoladora e terrível, pois morte e destruição por todo lugar. O Senhor então ordena ao profeta para que ele ministre “vida” sobre os cadáveres. Mas será que ossos sequíssimos poderiam voltar a viver?

No ano 606 A.C, o poderoso reino da Babilônia, após subjugar Judá por longos anos, começou a deportar os nobres de Jerusalém para os territórios da caldeia. Esta ação se tornou repetitiva, até que em 586 A.C, o rei Zedequias intentou uma rebelião definitiva contra os caldeus, confiando numa previa aliança com o Egito. O resultado foi catastrófico, resultando na deportação final. Nabucodonosor ainda ordenou a total destruição de Jerusalém, deixando a cidade em ruínas. Entre os nobres levados cativos estava o profeta Ezequiel, o mesmo que agora tinha a incumbência de profetizar vida a uma nação morta. Por mais incrível que pareça, quando suas palavras ecoaram pelo vale, os ossos começaram a se ajuntar, e depois ganharam nervos, músculos e pela. E então, milagrosamente, um grandioso exército se pôs de pé (Ezequiel 37).

Setenta anos depois do início do exílio, a Babilônia já tinha sido conquistada pelos Medo-Persas. Segundo a tradição judaica, o rei Ciro estava lendo os já centenários textos do profeta Isaías, e teria ficado espantado ao encontrar uma referência ao seu nome, dizendo que seria ele o responsável por repatriar os judeus. O monarca, então, lavra um edito autorizando o retorno dos filhos de Sião para a pátria mãe. Liderados por Zorobabel, cerca de 50.000 judeus são “despertados” para voltarem a Jerusalém e edificarem a casa de Deus (Esdras 1:5). Os exilados que permaneceram na caldeia, doaram cerca de 500 quilos de ouro e 3000 quilos de prata para financiar a reconstrução do templo. Assim, após quatro meses de jornada pelo deserto, os judeus estavam novamente na terra prometida, e em agradecimento edificaram um altar para Deus. O próximo passo foi lançar os fundamentos do templo, evento que causou grande comoção entre o povo. Dificuldades surgiram pelo caminho, então Deus levantou os profetas Ageu e Zacarias para esforçarem o povo, afim de retomarem a reconstrução do templo (Ageu 1:2).

Quando Artaxerxes já era rei, um escriba chamado Esdras pediu autorização para conduzir um no grupo de judeus até Jerusalém. Esdras já estava em Jerusalém há doze anos quando Neemias recebeu notícias da terra de seus pais. Os moradores da cidade estavam sendo ameaçados por samaritanos e amorreus, enquanto os muros ao redor Jerusalém estavam queimados e fendidos, sem oferecer qualquer proteção. Neemias se entristeceu profundamente, e por quatro meses se dedicou a orar por esta causa. Sua posição estratégica no palácio lhe dava acesso direto ao rei Artaxerxes e lhe concedia muitos privilégios junto ao monarca. Percebendo o abatimento de seu homem de confiança, o rei questionou Neemias sobre o motivo de sua aflição. Neste momento, Neemias informa ao rei sobre a situação de Jerusalém e solicita autorização para ir à cidade e reformar os muros. O rei não apenas autoriza a empreitada, como se propõem a financiar parte da obra.

Neemias reuniu um grupo de israelitas que escoltados por um contingente de soldados persas, chegaram em segurança na capital de Judá. Ao chegar na cidade, seu primeiro desafio foi fazer uma meticulosa avaliação das condições da muralha, onde pode constatar a situação precária das paredes. Em seguida, reuniu os moradores de Jerusalém e lhes contou com Deus tinha providenciado os meios para a realização da reforma, o que muito alegrou toda aquela gente, que imediatamente se esforçaram ao trabalho dizendo: - Levantamo-nos e edifiquemos! Ao perceber a mobilização dos judeus neste propósito, Sambalate (governador da Samaria), seu servo amonita chamado Tobias, e o arábio Gesén, se puseram a tripudiar dos construtores, e insinuar que um povo fragilizado estava tentando se rebelar contra os persas, tambem os ridicularizavam dizendo que a matéria prima utilizada era pó e pedra queimada. Diziam que todo trabalho dos judeus seria inútil, pois até uma raposa derrubaria o muro. Neemias ouvia as afrontas, mas não deixava se abater.  Os reparos nos muros avançavam cada dia.

Quando metade da reforma estava concluída, os inimigos de Israel compactuaram para realizar um ataque maciço contra a construção, aproveitando que os edificadores aparentavam sinais de cansaço e desgastes. Neemias iniciou um período de oração, onde não apenas se fortaleceu espiritualmente, como também influenciou o povo a renovar seu ânimo. Para surpresa de todos, homens cansados e enfraquecidos se renovaram em forças, determinados a construir e lutar com a mesma intensidade. Em uma mão, seguravam ferramentas, e na outra empunhavam espadas (Neemias 4:17).

A última etapa da construção era o assentamento dos portões, e buscando atrasar a obra, Sambalate convida os judeus para uma “Conferência de Paz”. Ciente da maliciosidade deste convite, Neemias retribui com uma das mais antológicas respostas bíblicas: - Estou fazendo uma grande obra e não parar (Neemias 6:3). Num tempo recorde de apenas 52 dias, os reparos nos muros foram concluídos, e Jerusalém voltou a ser uma cidade fortificada, que os inimigos só podem observar de fora (Neemias 6:16).

E foi com uma palavra abençoada, convocando o povo para viver plenamente a RESTAURAÇÃO, que o Pr. Marcos Roberto Gomes abrilhantou o primeiro culto especial de missões do ano, realizado na neste sábado, 02 de janeiro de 2016. Fomos lembrados pelo Senhor que quando entregamos nossa causa em suas mãos, Ele é capaz de fazer o impossível em nosso favor... Ossos secos se tornam em exércitos e muros caídos se transformam em fortalezas impenetráveis! 

Apenas faça a sua parte. Profetize sobre os ossos, trabalhe nas muralhas... Faça o possível e deixe que Deus cuide das demais coisas! 



sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

A Hora e o Lugar (Palavra Pastoral - Janeiro 2016)



Parece que o tempo voou, e 2015 encerra seu espetáculo, baixando definitivamente as cortinas. 

Esse foi um ano muito difícil para todos nós. Desaceleração econômica, rombo nas finanças, aumento das taxas de desemprego, déficit nas contas públicas, inflação, crise política, corrupção, decadência moral, terrorismo, a presidência na berlinda, desastres naturais, a noite negra em Paris, a barragem de Mariana... 

A impressão que fica é que estamos num grande navio que navega por águas turbulentas, sem rumo, sem leme e com muitos buracos no casco. Seria 2016 o ano do naufrágio? Creio que não!

Sempre acreditei (e continuo acreditando), que a tábua de salvação neste mar revolto é exatamente a posição da Igreja do Senhor. Somos o Sal da Terra e a Luz do Mundo, e é em momentos de crise, que precisamos fazer a diferença. Nossa oração tem acesso direto ao Pai por intermédio de Jesus, e a promessa que repousa sobre o remanescente fiel é que se ele clamar, Deus vai descer do céu e curar sua terra (II Crônicas 7:14) 

A provisão do Senhor para seu povo é nossa âncora em meio à turbulência, nos enchendo de fé e certeza nos dias de intempéries.  Deus está no controle de todas as coisas, e esta é nossa garantia para o ano que se inicia. 

O justo viverá da fé, e com esta determinação vamos transformar 2016 no “Ano da Frutificação”, vivendo dias de avivamento, reencontro com Criador, renovação de propósitos, e sim, voltaremos a sonhar os sonhos de Deus. A modernidade nos tornou reféns de agendas, calendários e compromissos, mesmo assim, nos próximos 365 dias, o Senhor nos dará a oportunidade de refletir, reavaliar prioridades, mudar nossas rotas e recomeçar de onde paramos, mas desta vez com o dobro de fé e esperança. 

Crises vem e passam, mas a Igreja segue triunfante para seu futuro glorioso nos céus.

Desejo a todos um ano de bençãos e muitos frutos. Uma das maiores marcas da Igreja é exatamente crescer em tempos de dificuldade. Então, esta é a “hora” e o Brasil é o “lugar”. Coragem, meu povo... E como diz nosso presidente, “sebo nas canelas”, corra, não pare, insista, persista e não desista!

Mãozinhas para cima! Grande abraço! Um 2016 com muita frutificação!




Bem Vindo 2016



O ano de 2015 não foi nada bom para o brasileiro. Com o país andando para traz, vimos o orçamento doméstico ficando cada dia mais apertado e a ida ao mercado virou um verdadeiro garimpo de preciosidades. A dona de casa teve que se virar.... Mas fez isto com graça e leveza, afinal, somos mulheres sábias e a edificação do lar é nossa virtude nata.

Em tempos de escassez, a fé se torna imprescindível, e é ela que abre as portas de 2016, pela qual, sem medo, iremos passar. Um ano cheio de possibilidades está aí, sorrindo par nós, então é hora de sorrir de volta e fazer 2016 acontecer.

Mas antes de viver 2016, quero agradecer por tudo que 2015 deixou de bom. Aprendizado, amadurecimento, paciência... Bons amigos que chegaram, irmãos queridos que se foram para um lugar melhor), a família, a igreja, a presença de Deus que nos mantem de pé.

Obrigado a você, mulher querida, que prestigia esta coluna semanal de palavras simples, mas compiladas com amor. Agradeço também aos administradores deste blog que me concedem este espaço e cuidam tão carinhosamente para que imagens e palavras se harmonizem (e façam sentido) ...

Para finalizar, quero deixar aqui uma palavra que ouvi em nosso culto da virada de ano, e que nos dá exatamente a receita do sucesso:  Que sigamos o exemplo de Neemias em 2016. Enquanto nos criticam, nós construímos.... Enquanto nos ameaçam, nós construímos.... Enquanto nos aplaudem, nós construímos. A obra é grande é não podemos parar!

Seja bem vindo 2016... Em Deus, eu e você seremos muito felizes!




Culto da Virada - 2016, o Ano da Frutificação



2016 será chamado de “O Ano da Frutificação”, e se iniciara com uma campanha de oração embasada em João 15:16 - Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda.

No culto deste dia 31/12/2015, realizado exatamente na passagem do ano, nosso Pr. Wilson Gomes ressaltou a importância de um fruto permanente, que consiste não apenas não frutificação, mas sim na constância dos frutos. Durante a cerimônia que contou com diversos testemunhos, louvores, palavras de agradecimento e felicitações para um ano prospero e feliz, fomos lembrados que o sucesso de 2016 passa primeiro pela nossa adoração ao Senhor, e isso implica em escolhas sábias nos momentos de grandes decisões. O Ano da Frutificação será um reflexo direto do que fizemos em 2015, e definira o sucesso dos anos futuros (aqui ou na glória).

É simplesmente impossível colher de onde não se plantou. Se nenhuma semente for lançada ao solo, nenhum fruto dali nascerá. Ninguém colherá laranjas em uma plantação de vagens, ou repolhos onde se plantou apenas cenouras. A lei da semeadura é simples e objetiva: é preciso plantar para colher, e só se colhera os frutos cujas sementes foram plantadas. Não há exceções quanto a essa regra e até mesmo as Escrituras salientam esta verdade: - Porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará (Gálatas 6:7). O Reino de Deus é uma terra muito fértil, onde cada semente plantada nasce em proporções abundantes. Independentemente do que escolhermos plantar, nos será devolvida em generosidade uma medida recalcada, sacudida e transbordante de tudo aquilo que se plantou (Lucas 6:38). Ao longo de nossa vida, o dia de amanhã será sempre uma incógnita, pois pouco (ou nada) podemos prever de nosso futuro ou destino enquanto vivente. O tempo que dedicamos na escolha das sementes que irão compor nosso alforje para a semeadura do “hoje”, e um raro momento onde se pode flertar com o próprio futuro. São as nossas decisões no presente que começam a lapidar a posteridade, nos dando a chance de optar por frutos doces ou amargos quando as eiras estiverem em flor. A colheita não reserva surpresas, pois apenas transforma em realidade nossos desejos externados. Não se pode escolher os frutos que serão colhidos, pois o poder da diversidade reside apenas nas sementes. Deus concedeu ao homem, ainda no princípio da criação, o privilégio do livre arbítrio, tornando-o um ser capaz de trilhar os próprios caminhos e seguir os anseios pessoais de sua alma. Mas esta liberdade esta recoberta de uma responsabilidade cujos efeitos perdurarão não apenas neste mundo, como ecoaram por toda a eternidade. Quando céus e terra deixarem de existir, estaremos exatamente no lugar que escolhermos em vida, e esta jornada começa quando a primeira semente toca o solo. Cada ação desencadeia uma reação.

Faz parte da índole divina respeitar piamente o livro arbítrio do homem, e, portanto, ainda que almeje intensamente se relacionar com sua mais preciosa criação, Deus espera pacientemente que o ser humano dê o primeiro passo em sua direção. A mais valiosa lição aprendida com a parábola do pródigo, é que toda vez que um filho afastado toma a decisão de retornar para casa, haverá um pai de prontidão bem ali na porta, o aguardando de coração aberto e sorriso largo. Mas uma decisão precisa ser tomada e uma ação obrigatoriamente tem de ser posta em pratica. Basta um passo consciente em direção a Deus para que Ele mova os céus e venha nos abraçar. Ter uma relação produtiva com Deus não passa por formulas mirabolantes e ideologias complexas. Pelo contrário, o andar com Deus exige apenas que as escolhas corretas sejam feitas, inda que o resultado imediato destas resoluções pareça desfavorável. O Evangelho não é um mar de rosas e nem imuniza o cristão contra tragédias, lágrimas e dores. Ele exige muita renúncia e autonegação e insere em nossa rotina cruzes pesadas, lobos agressivos e batalhas que nossos olhos se quer podem ver. Aceitar esta oferta espiritual é simples, e além de indicar uma terra boa para o plantio, ainda encherá nossas mãos com sementes de excelência superior. Mas a semeadura será longa, cansativa e sofrida, e logo, a grande questão a ser pesada na balança é se estamos dispostos a nos entregar de corpo e alma a este plantio. Afinal, Deus não tem prazer em quem retrocede (Hebreus 10:38)

O Salmo 126 retrata muito bem a realidade da semeadura e seus resultados futuros. Os judeus haviam amargado sete décadas numa terra estrangeira, tudo porque fizeram escolhas ruins no passado, plantando sementes de idolatria e desobediência, que resultaram numa colheita amarga de muito choro e solidão. Mas se não temos a opção de escolher os frutos da colheita atual, podemos optar por sementes diferenciadas para a próxima estação, e nas terras do exílio, o povo do Senhor pode vivenciar um avivamento espiritual forjado no fogo da dor. Ali, longes da pátria mãe, os judeus reacenderam sua esperança na chegada do Messias e voltaram a meditar nas escrituras como a muito tempo não faziam. Enquanto comiam do fruto rançoso, plantavam sementes adocicadas, regadas com as próprias lágrimas. A semeadura realizada sob a égide dos caldeus, foi colhida em liberdade. Nos séculos seguintes, os judeus subiram os degraus do tempo cantando a felicidade de voltar para casa, e como o Senhor restaurou a sorte de Sião, transformando o pesadelo em um sonho muito bom e real. Os lábios que se cerraram na Babilônia, agora cantavam hinos de louvor. O povo que outrora serviu de escárnio das nações, agora era testemunha das grandes coisas que o Senhor podia fazer. Vale a pena esperar no Senhor e confiar em sua fidelidade, pois “os que semeiam em lágrimas, segarão com alegria”. Quem leva a preciosa semente andando e chorando, voltará sem dúvidas com alegria, trazendo consigo os seus frutos!

Desejamos a todos um feliz 2016, cheio de frutos maravilhoso e sementes ainda mais promissoras!

E nosso ano começou assim, louvando e clamando por um 2016 abençoado!
Nossa gratidão a todos que nos prestigiaram nesta noite especial!