terça-feira, 12 de abril de 2016

Biografia - John Fox




John Fox (ou Foxe) nasceu em Boston, no condado de Lincolnshire (Inglaterra) em 1517, onde se diz que seus pais viviam em circunstâncias respeitáveis. Ficou órfão de pai numa idade precoce, e apesar de que sua mãe logo voltou casar, permaneceu sob teto paterno. Por sua precoce exibição de talento e disposição para o estudo, seus amigos sentiram-se impelidos a enviá-lo a Oxford, para cultivá-lo e levá-lo à maturidade.

Durante sua residência em Oxford, se distinguiu pela excelência e agudeza de seu intelecto, que melhorou com a emulação de seus companheiros de estudos, junto com um zelo e atividade incansáveis. Estas qualidades cedo lhe ganharam a admiração de todos, e como recompensa pelos seus esforços e conduta gentil foi escolhido "Companheiro" do Magdalen College, o que era considerado como uma grande honra na universidade, e que poucas vezes era concedido: só em casos de grande distinção. A primeira exibição de seu gênio foi na poesia, e compus algumas comedias latinas, que ainda existem. Mas logo dirigiu sua atenção a uma questão mais séria, o estudo das Sagradas Escrituras: e a verdade é a que se aplicou à teologia com mais fervor que prudência, e descobriu sua parcialidade para a Reforma, que então tinha começado, antes de conhecer os que a apoiavam, ou os que a tinham protegido. E esta circunstância veio a ser a origem de seus primeiros problemas.

Diz-se que afirmou em muitas ocasiões o que primeiro que o levou a seu exame da doutrina papista foi que viu diversas coisas muito contraditórias entre si impostas sobre os homens ao mesmo tempo; por esta razão sua resolução e esforço de obediência à Igreja sofreram uma certa sacudida, e gradativamente se estabeleceu um desagrado para o resto. Seu primeiro cuidado foi pesquisar a história antiga e a moderna da Igreja; determinar sua origem e progresso; considerar as causas de todas aquelas controvérsias que tinham surgido no intervalo, e sopesar diligentemente seus efeitos, solidez, fraqueza, etc. Antes de chegar aos trinta anos tinha estudado os pais gregos e latinos, e outros autores eruditos, as transações dos Concílios e os decretos dos consistórios, e tinha adquirido um conhecimento muito competente da língua hebraica. A estas atividades dedicava freqüentemente uma parte considerável da noite, ou até a noite inteira; e a fim de relaxar sua mente depois de um estudo tão incessante, acudia a um bosque perto do colégio, lugar muito freqüentado pelos estudantes no final da tarde, devido a sua recôndita escuridão.

Nestes passeios solitários freqüentemente o ouviam emitir profundos soluços e suspiros, e com lágrimas derramar suas orações a Deus. Estes retiros noturnos, posteriormente, deram origem às primeiras suspeitas de seu afastamento da Igreja de Roma. Pressionado para dar uma explicação de sua conduta, rejeitou inventar desculpas: expôs suas opiniões e assim, por sentença do colégio, foi declarado convicto, condenado como herege e expulso. Seus amigos, ao conhecerem o fato, sentiram-se profundamente ofendidos, e lhe ofereceram, quando tinha assim rejeitado os seus, um refúgio em casa de Sir Tomás Lucy, de Warwickshim, aonde foi chamado como preceptor de seus filhos. A casa está perto de Stmatford-on-Avon, e foi este lugar que, poucos anos depois, foi cena das tradicionais expedições de pesca clandestina do menino Shakespeare. Fox morreu quando Shakespeare tinha três anos. Posteriormente, Fox se casou na casa de Sir Lucy.

Mas o temor dos inquisidores papistas os fez fugir rápido dali, porquanto não se contentavam com castigar delitos públicos, mas começavam também a meter-se nos segredos particulares de famílias. Começou a considerar o que devia fazer para livrar-se de maiores inconvenientes, e resolveu dirigir-se à casa de seu sogro. O pai de sua mulher era cidadão de Coventry, e suas simpatias não estavam contra ele, e era provável que o pudesse persuadir, por causa de sua filha. Resolveu primeiro ir à casa dele, mas antes, mediante cartas, ver se seu sogro o receberia ou não. Assim fez, e como resposta recebeu a seguinte mensagem: "Que parecia-lhe difícil aceitar em sua casa alguém que sabia que era culpável e que estava condenado por um delito capital; e que tampouco ignorava o risco em que incorreria ao aceitá-lo; não obstante, agiria como parente, e relevaria seu próprio perigo. Se mudasse de idéia, podia acudir, sob a condição de que ficaria tanto tempo como desejar; mas se não podia persuadir-se, que devia contentar-se com uma estadia mais breve, e não pôr em perigo nem a ele nem a sua mãe". Não se devia rejeitar nenhuma condição; além disso, foi secretamente aconselhado por sua sogra a acudir, e para não temer a severidade de seu sogro, "porque talvez era necessário escrever como o fazia, mas se der a ocasião, compensaria suas palavras com ações". De fato, foi melhor recebido por ambos do que havia esperado. Deste modo se manteve oculto durante certo tempo, e depois empreendeu viagem a Londres, durante a última parte do reinado de Henrique VIII.

Sendo desconhecido na capital, encontrou-se frente a muitas dificuldades, e até ficou reduzido ao perigo de morrer de fome, se a Providência não se tivesse interposto em seu favor da seguinte forma: Um dia, estando Fox sentado na Igreja de São Paulo, esgotado após longo jejum, um estranho sentou-se a seu lado e o cumprimentou cortesmente, colocando uma soma de dinheiro em sua mão e exortando-o a recuperar o bom ânimo. Ao mesmo tempo o informou que depois de poucos dias se abririam a ele novas expectativas para seu futuro mantimento. Nunca pôde saber quem era o estranho, mas depois de três dias recebeu um convite da Duquesa de Richmond para encarregar-se da educação dos filhos do Conde de Surrey, que estava encarcerado na Torre, junto com seu pai, o Duque de Norfolk, pelos ciúmes e a ingratidão do rei.

Os filhos assim confiados a seu cuidado foram Tomás, que sucedeu no ducado; Henry, depois Conde de Northampton; e Jane, que chegou a ser Duquesa de Westmoreland. E no cumprimento destes deveres deu plena satisfação à duquesa, a tia dos meninos. Estes dias de calma prosseguiram durante a última parte do reinado de Henrique VIII e os cinco anos do reinado de Eduardo VI, até que Maria herdou a coroa, e, pouco depois de sua chegada, deu todo o poder aos papistas. Por esse tempo Fox, que ainda estava sob a proteção de seu nobre pupilo, o duque, começou a suscitar a inveja e o ódio de muitos, particularmente do doutor Gardiner, que era então Bispo de Winchester, e que posteriormente chegou a ser seu maior inimigo. Fox percebeu isto, e vendo que começava uma terrível perseguição, começou a pensar em abandonar o reino. Tão pronto como o duque conheceu suas intenções, tentou de persuadi-lo para permanecer ali, e seus argumentos foram tão poderosos e expressados com tanta sinceridade que abandonou o pensamento de deixar seu asilo por enquanto.

Naquele tempo o Bispo de Winchester tinha uma grande amizade com o duque (tendo sido pelo apoio de sua família que havia negado a dignidade da qual então gozava), e freqüentemente o visitava para apresentar seu serviço, quando pediu várias vezes poder ver seu antigo tutor. No princípio o duque negou a sua petição, alegando numa ocasião sua ausência e outra vez, indisposição. No final aconteceu que Fox, não sabendo que o bispo estava em casa, entrou na sala em que o duque e o bispo estavam conversando; porém, ao ver o bispo, retirouse. Gardiner perguntou de quem se tratava, respondendo o duque que era "seu médico, que era algo rude, sendo recém chegado da universidade". "Gostei de sua cara e de seu aspecto", respondeu o bispo, "e quando tiver ocasião o farei chamar". O duque entendeu estas palavras como presságio de um perigo iminente, e considerou que era hora de que Fox abandonasse a cidade, e inclusive o país. Assim, fez preparar tudo o necessário para sua fuga em secreto, enviando um de seus servos a Ipswich para alugar uma nave e fazer todos os preparativos para a partida. Também arranjou a casa de um de seus servos, um granjeiro, para alojamento até que o vento fosse favorável. Tudo disposto, Fox despediu-se de seu nobre protetor, e com sua mulher, que então estava grávida, partiu em segredo rumo à nave. Apenas se tinham alçado a vela quando sobreveio uma violenta tempestade, que durou todo o dia e toda a noite, e que no dia seguinte os empurrou de volta para o mesmo porto de onde tinham partido. Durante o tempo em que a nave esteve no mar, um oficial, enviado pelo bispo de Winchester, tinha irrompido na casa do camponês com uma ordem de arresto contra Fox ali onde estivesse, para devolvê-lo à cidade.

Ao saber das notícias, o granjeiro alugou um cavalo, sob a aparência de partir de imediato da cidade; porém voltou secretamente aquela mesma noite, e fez acordo com o capitão da nave que zarpasse rumo a qualquer lugar assim que o vento mudasse, somente desejando que saíssem, sem duvidar que Deus prosperaria sua empresa. O marinheiro aceitou, e depois de dois dias seus passageiros desciam em terra, sãos e salvos, em Nieuport.

Depois de passar uns poucos dias naquele lugar, Fox empreendeu viagem rumo a Basiléia, onde encontrou um grupo de refugiados ingleses que tinham abandonado seu país para evitar a crueldade dos perseguidores, e se associou a eles e começou a escrever sua "História dos Atos e Monumentos da Igreja", que foi publicada primeiro em latim em Basiléia, em 1554, e em inglês em 1563. Durante aquele intervalo, a religião reformada voltou a florescer na Inglaterra, e a decair muito a facção papista após a morte da Rainha Maria. Isto induziu a maioria dos exilados protestantes a voltar ao seu país natal.

Entre outros, ao aceder Elisabete no trono, também voltou Fox. Ao chegar, achou em seu anterior pupilo, o Duque de Norfolk, um fiel e ativo amigo, até que a morte o privou de seu benfeitor. Depois deste acontecimento, Fox herdou uma pensão que o duque havia-lhe legado, e que foi ratificada por seu filho, o Conde de Suffolk. E não se deteve aqui o bom sucesso de Fox. Ao ser recomendado à rainha pelo seu secretário de estado, o grande Cecil, sua majestade o nomeou assessor de Shipton, na catedral de Sallsbury, o qual foi de certo modo obrigado a aceitar, porque foi muito difícil de ser convencido a isso.

A voltar a instalar-se na Inglaterra, dedicou-se a revisar e ampliar seu admirável Martirológio. Com um cuidado prodigioso e um estudo constante terminou a sua célebre obra em onze anos. tratando de alcançar uma maior correção, escreveu cada linha deste extenso livro por si mesmo, e transcreveu sozinho todos os registros e documentos. Porém, como conseqüência de um trabalho tão fervoroso, ao não deixar parte de seu tempo livre de estudo e não se permitir nem o mínimo recreio que a natureza reclama, sua saúde ficou tão reduzida, e tão consumido e alterado, que aqueles amigos e parentes seus que só o viam de tanto em tanto mal podiam reconhecê-lo. Mas, embora cada dia se esgotava mais, prosseguiu com seus estudos com tanta diligência como costumava, e ninguém pôde persuadi-lo a reduzir o ritmo de seus trabalhos. Os papistas, prevendo o prejudicial que seria para a causa deles aquela história de seus erros e crueldades, recorreram a todas as artimanhas para rebaixar a reputação de sua obra; porém sua malícia acabou sendo favorável tanto para o próprio Fox como para a Igreja de Deus em geral, porquanto fez com que o livro fosse intrinsecamente mais valioso, ao induzir a sopesar, com a mais escrupulosa atenção, a certeza dos fatos que registrava, e a validade das autoridades das que obtinha sua informação. Mas em quanto se achava assim infatigavelmente dedicado a impulsionar a causa da verdade, não descuidou por isso os outros deveres de sua posição; era caridoso, compassivo e solícito ante as necessidades tanto espirituais como temporais de seus próximos.

Visando ser útil de modo mais extensivo, embora não tinha desejos de cultivar a amizade dos ricos e dos poderosos a seu próprio favor, não declinou a amizade daqueles que a ofereciam desde as mais elevadas posições e nunca deixou de empregar sua influência entre eles em favor dos pobres necessitados. Como conseqüência de sua probidade e caridade bem conhecidas, foram freqüentemente entregues somas de dinheiro por parte de pessoas ricas, dinheiro que aceitava e distribuía entre os que padeciam necessidades. Também acudia ocasionalmente à mesa de seus amigos, não tanto em busca de prazer como por cortesia, e para convencê-los de que sua ausência não era ocasionada por temor a expor-se às tentações do desejo. Em resumo: seu caráter como homem e como cristão era irrepreensível. Embora as recentes lembranças das perseguições sob Maria a Sanguinária agregaram amargor a sua pluma, é de destacar que ele era pessoalmente o mais conciliador dos homens, e embora rejeitasse de coração a Igreja de Roma na qual tinha nascido, foi um dos primeiros em tentar a concórdia dos irmãos protestantes. De fato, foi um verdadeiro apóstolo da tolerância.

Quando a peste açoitou a Inglaterra em 1563, e muitos abandonaram seus deveres, Fox permaneceu em seu posto, ajudando os desvalidos e agindo como "portador- de esmolas" dos ricos. Se disse dele que jamais pôde refutar ajuda a ninguém que o pedir em nome de Cristo. Tolerante e com um grande coração, exerceu sua influência perto da Rainha Elisabete para confirmá-la em sua intenção de manter a cruel prática de dar morte aos que mantiverem suas convicções religiosas contrárias. A rainha tinha-lhe em grande respeito, e se referia a ele como "Nosso Pai Fox".

Fox teve gozo nos frutos de sua obra enquanto ainda vivia. Seu livro viu quatro grandes edições antes de sua morte, e os bispos deram ordem de que fosse colocado em cada igreja catedral da Inglaterra, onde amiúde estava acorrentado, como a mesma Bíblia naqueles tempos, num tripé, ao qual tinha acesso o povo.

Na Inglaterra, Fox começou a trabalhar numa edição ampliada de seu relato sobre as perseguições sofridas pelos cristãos, com detalhes que talvez tenham sido testemunhados por alguns de seus leitores. A primeira edição em inglês, com cerca de 1.800 páginas e várias xilogravuras,  foi lançada em 1563 e imediatamente se tornou um best-seller. A segunda edição foi lançada sete anos depois. Seus dois volumes tinham mais de 2.300 páginas e 153 ilustrações. No ano seguinte, a Igreja Anglicana decretou que um exemplar do livro de Foxe fosse colocado ao lado da Bíblia em todas as catedrais da Inglaterra e nas casas de dignitários da igreja para o uso de servos domésticos e visitantes. As igrejas menores fizeram o mesmo. Até os analfabetos podiam se beneficiar, graças às gravuras, que causavam uma profunda e duradoura impressão.

Nessa época, Fox já havia se juntado aos puritanos, protestantes que achavam que não bastava apenas se separar da igreja romana. Eles ensinavam que qualquer vestígio do catolicismo tinha de ser removido, uma posição que, ironicamente, os fez entrar em conflito com a própria igreja protestante na Inglaterra, que manteve muitos costumes e doutrinas católicas. Visto que sua obra revelou muitas das atrocidades religiosas que aconteceram naqueles dias turbulentos, John Foxe moldou o modo como as pessoas encarariam a religião e a política na Inglaterra por séculos depois. Ainda hoje, a sua obra “Livro dos Mártires” é usada como referencia história para estudantes e teólogos.

No final, tendo brindado longo serviço tanto à Igreja como ao mundo mediante seu ministério por meio de sua pluma, e pelo brilho impecável de uma vida benevolente, útil e santa, entregou humildemente sua alma a Cristo, em 18 de abril de 1587, aos setenta anos de idade. Foi sepultado no presbitério de St. Giles, em Cripplegate, paróquia na qual tinha sido vicário durante certo tempo, no começo do reinado da rainha Elisabete.

Fonte: O Livro dos Mártires 

segunda-feira, 11 de abril de 2016

O Anticristo trará paz ou guerra?



O Anticristo será um líder que busca a paz e trava guerras. Na busca de paz ele será bem-sucedido e enganador; ao travar guerras ele será destemido e destrutivo. O Anticristo geralmente é descrito na Bíblia como um guerreiro. Suas atividades são resumidas em Daniel 9:27:

"Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele."

Em Apocalipse 6:2, João apresenta o Anticristo ao escrever: "Vi, então, e eis um cavalo branco e o seu cavaleiro com um arco; e foi-lhe dada uma coroa; e ele saiu vencendo e para vencer."

Nosso mundo precisa desesperadamente de paz, pessoas sinceras de vários contextos de vida trabalham e oram diariamente por uma paz duradoura. Na verdade, como crentes, somos incentivados pela Bíblia a orar por paz. Ainda assim, a instabilidade política é profunda em muitas regiões do mundo. A busca de uma paz permanente no Oriente Médio exige muita atenção e produz muitas manchetes; muitas vidas e carreiras foram sacrificadas na tentativa de trazer paz à região. Em última análise, no entanto, não haverá paz duradoura no mundo enquanto ele não for governado por Jesus Cristo, o Príncipe da Paz.

Quando o Anticristo emergir, será reconhecido e aceito por causa de sua habilidade como pacificador. Como líder da confederação multinacional, ele imporá paz a Israel e ao Oriente Médio, iniciando e formulando um tratado de paz para Israel. O Dr. Walvoord escreve sobre essa paz:

Quando um gentio, líder de dez nações, apresentar um tratado de paz a Israel, este será imposto com força superior e não como um tratado de paz negociado, ainda que aparentemente inclua os elementos necessários para tal acordo. Ele incluirá a delimitação das fronteiras de Israel, o estabelecimento de relações comerciais com seus vizinhos – algo que Israel não tem atualmente, e, principalmente, oferecerá proteção contra ataques externos, o que permitirá que Israel relaxe seu estado de constante alerta militar. Também é possível prever que algumas tentativas serão feitas para abrir áreas sagradas de Jerusalém para todas as religiões a elas relacionadas.

No decorrer dos séculos, cristãos e judeus fiéis seguiram a exortação de Salmo 122:6 de "orar pela paz de Jerusalém”. Mas a falsa paz do Anticristo não é a "paz de Jerusalém." O tratado ou aliança de paz do Anticristo só trará uma paz temporária e superficial à região. A princípio ela poderá ser eficaz e reconfortante, mas não durará. Depois de três anos e meio ela será quebrada e os gritos de alegria serão substituídos por gritos de aflição. Como todas as obras de Satanás, a vitória proclamada acabará em dor e violência:

Apesar dos detalhes da aliança não serem revelados na Bíblia, aparentemente ela trará grande alívio para Israel e para todo o mundo. O tempo de paz é previsto nas profecias de Ezequiel que descrevem Israel como um povo "em repouso, que vive seguro" nessa época (Ezequiel 38:11). Em I Tessalonicenses 5:3 a frase que estará na boca do povo antes da Grande Tribulação cair sobre eles é: "Paz e segurança."  A paz de que Israel desfrutará por três anos e meio se transformará tragicamente numa paz falsa e no prelúdio de um tempo de angústia incomparável, quando dois de cada três israelitas morrerão na terra (Zacarias 13:8).

Num determinado ponto, por volta da metade da Tribulação, a paz de Israel será desafiada por exércitos invasores do norte (Ezequiel 38-39). Esses exércitos atacarão Israel, desafiando a paz estabelecida pelo Anticristo e sua autoridade. Mas Deus intervirá a favor de Israel, protegendo-o e aniquilando os exércitos invasores (Ezequiel 38:19-39:5). Isso se realizará em parte por um terremoto (38.19,20), em parte por confusão militar (38:21), e por uma praga acompanhada de granizo e fogo (38:22).

Depois desse conflito e da quebra da aliança com Israel, o Anticristo se declarará líder mundial. Isso poderá ser resultado da sua vitória sobre os exércitos invasores. O Dr. Walvoord escreve que "o líder da confederação de dez nações se encontrará numa posição em que poderá proclamar-se ditador mundial, e aparentemente ninguém será forte o suficiente para lutar contra ele. Sem ter que lutar para conseguir isso, ele governará o mundo como instrumento de Satanás."

Seu poder e força aumentarão, assim como sua tirania, e isso resultará num desafio final da sua força militar e política, que culminará na batalha de Armagedom (Apocalipse 16:14-16). Como tantos líderes e governantes antes dele, o Anticristo prometerá paz e travará guerras. Ele entrará num conflito de conseqüências globais – um conflito definitivo do tipo "quem ganhar fica com tudo" – e será derrotado e destruído por Jesus Cristo (Salmo 2).

Estudo originalmente postado no site CHAMADA

domingo, 10 de abril de 2016

Culto da Família com Pb. Claudemir Inocêncio


O Culto da Família deste domingo, 10 de abril de 2016, foi um verdadeiro encontro de varões, já que os homens da igreja ainda festejam o maravilhoso conclave realizado em comemoração aos seus doze anos de sua existência. Uma reunião muito abençoada onde sentimos a presença de Deus, recebemos maravilhosos conselhos pastorais de nosso Pr. Wilson Gomes, e nos sentimos mais próximos do céu através dos muitos louvores entoados. Ainda fomos agraciados com a presença do Pr. Jeferson Feliciano e sua esposa Pra. Margarida, ferramentas usadas por Deus para nos abençoar. O preletor da noite foi o Pb. Claudemir Inocêncio (Ass. de Deus Jd. Hedy – Mogi Guaçu), que falando para um público em sua maioria formado por homens, ministrou sobre as lições retiradas do comportamento de Marta e Maria, registrado no capítulo 10 do evangelho de Lucas.

Quando Jesus visitou seus amigos em Betânia, sentiu-se em casa. Lázaro, Marta e Maria eram amigos íntimos do Cristo, pessoas entre as quais “ele” se sentia confortável e acolhido.

Marta também ficava à vontade com a presença de Jesus. Ela correu para a cozinha, afim de preparar para seu ilustre visitante um belíssimo e apetitoso jantar. Enquanto trabalhava arduamente para agradar a Jesus, não percebeu que o Messias enchia a sala de sua casa com palavras de vida eterna.  Maria, sua irmã, imediatamente foi atraída pela voz de Jesus, e assentada aos seus pés, se banqueteava com os ensinamentos de Cristo.

Duas irmãs com objetivos divergentes e com posturas diferentes mediante uma oportunidade única. Jesus estava ali, no sofá da sala. Suas palavras ecoariam pela eternidade, mas aquele momento era único, e somente quem estivesse ali, seria tocado em tempo real pelo gotejar da graça. Maria não perdeu a chance. As tarefas do lar podiam ficar para depois... Jesus não...

Marta, por sua vez, estava tão interessada em satisfazer Jesus, que se esqueceu completamente de se satisfazer nele... Distraída, ela estava imersa em panelas e fogareiros, e nem se dava conta que o Pão da Vida estava sendo servido na sala ao lado. Quando seus olhos se voltaram para Cristo, ela só conseguiu ver Maria, ali ,sentada tranquilamente.

Imediatamente ela se dirige a Jesus. Não para ouvi-lo, mas sim, questiona-lo: - Senhor, não se incomoda com o fato de Maria ficar ai sentada, enquanto eu me mato de trabalhar?

Jesus olhou para Marta com olhos carinhosos e lhe revelou que nesta vida só existe uma coisa que realmente importa, pois ela nos apontará o caminho que tomaremos rumo a eternidade, e completou:

- Maria escolheu a melhor parte!




sábado, 9 de abril de 2016

Encerramento do 12º Aniversário do Grupo de Varões Herança Divina



Louvai ao SENHOR todas as nações, louvai-o todos os povos. Porque a sua benignidade é grande para conosco, e a verdade do Senhor dura para sempre. Louvai ao Senhor.  

Estas são as poucas palavras que compõem o Salmo 117, mas que resumem o sentimento do Grupo de Varões Herança Divina na noite deste sábado, 09 de abril de 2016, data que marca o encerramento das festividades pelo seu 12º aniversario.

Não existe nenhum proposito realmente valido para a existência do homem, que não seja viver os planos que o Senhor. Em cada página escrita por Deus existe perfeição e verdade.  O Criador lapida com esmero cada frase da história de nossa vida. Tudo está muito bem contextualizado, intrinsecamente engendrado e milimetricamente planejado. E um final pleno de felicidade está planejado, mas isto depende se escolheremos viver conforme a vontade de nosso Deus, por Ele e para Ele. Se a escolha for por fazer o “próprio destino”, o homem se afasta dos planos do Senhor e se vê espiritualmente travado, pois sem “ELE” nada podemos fazer.

Nos últimos doze anos, o Grupo Herança Divina tem vivido os planos de Deus. Dias de alegria e outros de tristeza, muitas batalhas travadas e o mesmo número de guerras vencidas. Viver os planos de Deus é se submeter a vontade do Altíssimo, mesmo que momentaneamente isso nos traga alguma dor. Louvamos ao Senhor pelos parágrafos escritos com lagrimas, pois eles pontuam uma história de esperança e paz eternal.

Este é o motivo de nossa celebração, que nesta noite contou a participação especial do Grupo de Varões Filhos do Rei de nossa Catedral Sede de Mogi Guaçu SP, e a ministração poderosa do Ev. Carlos Silva.




Jesus é a figura central das Escrituras. Enquanto os profetas do Velho Testamento anteviam a chegada do Messias, os escritores do Novo Testamento, revelam aos homens o Verbo Encarnado. Escrevendo aos judeus, Mateus apresenta o Filho do Rei, decentemente de Davi, o soberano que se assentará sobre o Trono de Israel, o Leão da Tribo de Judá. Marcos, por sua vez, escreve aos romanos, e apresenta Jesus como o Servo Sofredor, aquele que vem para servir, o boi com quem dividimos nosso jugo. Lucas destina suas pesquisas aos gentios, e mostra Jesus como o Filho do Homem, a semente da mulher, homem de dores e experimentado no trabalho, que nos entende com conhecimento de causa. João, expande sua visão do Messias, e o apresenta de forma gloriosa para a Igreja. Jesus é o Filho de Deus, aquele a quem foi dado todo poder no céu e na terra, o Alfa e o Ômega, o Principio e o Fim, o Pão da Vida, a Água da Fonte Eterna e a Videira Verdadeira.

Se Jesus é a Videira Verdadeira, nós somos os ramos. Os frutos são produzidos nos ramos, com a seiva fornecida pela Videira. Ramo bom é produtivo. Ramo improdutivo e cortado e lançado no fogo. Deus é o agricultor que tem em suas mãos a ferramenta afiada e pronta para o corte. Um ramo que não produz é sumariamente extirpado, para que a seiva que lhe é fornecida em vão, seja destinada a outros ramos cuja produção frutífera é excelente.

Ramos produtores de fruto são limpos constantemente. Deus interfere em momentos específicos, e com suas próprias mãos, corta, poda, retira folhas... É nestes instantes que a ferramenta de Deus é posta em nossa vida, que por vezes não entendemos o porquê o Senhor nos priva de nossa bela folhagem. Nos sentimos nus, desprotegidos, expostos, envergonhados... Mas este processo de “limpeza” é fundamental para que a próxima produção seja ainda mais abastada de frutos e qualidade.

Precisamos estar em Cristo, enxertados na Videira. Ali existe segurança. Mesmo que o lavrador nos pode, nos lapide e nos deixa apenas em galho ressequido, mantenha-se irredutível. Os Frutos que serão produzidos no amanhã, justificam nossa perseverança no hoje. É melhor ser podado, que que cortado...

Que tipo de ramo você deseja ser?




Ação e Reação


É simplesmente impossível colher de onde não se plantou. Se nenhuma semente for lançada ao solo, nenhum fruto dali nascerá. Ninguém colherá laranjas em uma plantação de vagens, ou repolhos onde se plantou apenas cenouras. A lei da semeadura é simples e objetiva: é preciso plantar para colher, e só se colhera os frutos cujas sementes foram plantadas. Não há exceções quanto a essa regra e até mesmo as Escrituras salientam esta verdade: - Porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará (Gálatas 6:7). 

O Reino de Deus é uma terra muito fértil, onde cada semente plantada nasce em proporções abundantes. Independentemente do que escolhermos plantar, nos será devolvida em generosidade uma medida recalcada, sacudida e transbordante de tudo aquilo que se plantou (Lucas 6:38).

Ao longo de nossa vida, o dia de amanhã será sempre uma incógnita, pois pouco (ou nada) podemos prever de nosso futuro ou destino enquanto vivente. O tempo que dedicamos na escolha das sementes que irão compor nosso alforje para a semeadura do “hoje”, e um raro momento onde se pode flertar com o próprio futuro. São as nossas decisões no presente que começam a lapidar a posteridade, nos dando a chance de optar por frutos doces ou amargos quando as eiras estiverem em flor. A colheita não reserva surpresas, pois apenas transforma em realidade nossos desejos externados. Não se pode escolher os frutos que serão colhidos, pois o poder da diversidade reside apenas nas sementes. Deus concedeu ao homem, ainda no princípio da criação, o privilégio do livre arbítrio, tornando-o um ser capaz de trilhar os próprios caminhos e seguir os anseios pessoais de sua alma.

Mas esta liberdade esta recoberta de uma responsabilidade cujos efeitos perdurarão não apenas neste mundo, como ecoaram por toda a eternidade. Quando céus e terra deixarem de existir, estaremos exatamente no lugar que escolhermos em vida, e esta jornada começa quando a primeira semente toca o solo. Cada ação desencadeia uma reação.

Faz parte da índole divina respeitar piamente o livro arbítrio do homem, e, portanto, ainda que almeje intensamente se relacionar com sua mais preciosa criação, Deus espera pacientemente que o ser humano dê o primeiro passo em sua direção. A mais valiosa lição aprendida com a parábola do pródigo, é que toda vez que um filho afastado toma a decisão de retornar para casa, haverá um pai de prontidão bem ali na porta, o aguardando de coração aberto e sorriso largo. Mas uma decisão precisa ser tomada e uma ação obrigatoriamente tem de ser posta em pratica. Basta um passo consciente em direção a Deus para que Ele mova os céus e venha nos abraçar.

Ter uma relação produtiva com Deus não passa por formulas mirabolantes e ideologias complexas. Pelo contrário, o andar com Deus exige apenas que as escolhas corretas sejam feitas, inda que o resultado imediato destas resoluções pareça desfavorável. O Evangelho não é um mar de rosas e nem imuniza o cristão contra tragédias, lágrimas e dores. Ele exige muita renúncia e autonegação e insere em nossa rotina cruzes pesadas, lobos agressivos e batalhas que nossos olhos se quer podem ver. Aceitar esta oferta espiritual é simples, e além de indicar uma terra boa para o plantio, ainda encherá nossas mãos com sementes de excelência superior. Mas a semeadura será longa, cansativa e sofrida, e logo, a grande questão a ser pesada na balança é se estamos dispostos a nos entregar de corpo e alma a este plantio. Afinal, Deus não tem prazer em quem retrocede (Hebreus 10:38)

O Salmo 126 retrata muito bem a realidade da semeadura e seus resultados futuros. Os judeus haviam amargado sete décadas numa terra estrangeira, tudo porque fizeram escolhas ruins no passado, plantando sementes de idolatria e desobediência, que resultaram numa colheita amarga de muito choro e solidão. Mas se não temos a opção de escolher os frutos da colheita atual, podemos optar por sementes diferenciadas para a próxima estação, e nas terras do exílio, o povo do Senhor pode vivenciar um avivamento espiritual forjado no fogo da dor. Ali, longes da pátria mãe, os judeus reacenderam sua esperança na chegada do Messias e voltaram a meditar nas escrituras como a muito tempo não faziam. Enquanto comiam do fruto rançoso, plantavam sementes adocicadas, regadas com as próprias lágrimas. A semeadura realizada sob a égide dos caldeus, foi colhida em liberdade. Nos séculos seguintes, os judeus subiram os degraus do tempo cantando a felicidade de voltar para casa, e como o Senhor restaurou a sorte de Sião, transformando o pesadelo em um sonho muito bom e real. Os lábios que se cerraram na Babilônia, agora cantavam hinos de louvor. O povo que outrora serviu de escárnio das nações, agora era testemunha das grandes coisas que o Senhor podia fazer.

Vale a pena esperar no Senhor e confiar em sua fidelidade, pois “os que semeiam em lágrimas, segarão com alegria”. Quem leva a preciosa semente andando e chorando, voltará sem dúvidas com alegria, trazendo consigo os seus frutos!   

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Abertura do 12º Aniversário do Grupo de Varões Herança Divina


No ano de 2004, seis homens de muita fé, deram as suas mãos e realizaram uma oração, consagrando ao Senhor o Grupo de Varões “Herança Divina”. O sonho se tronou realidade, e na noite desta sexta-feira, 08 de abril de 2016, um novo ajuntamento de homens valorosos erguem suas vozes em agradecimento pelos 12 anos de existência deste grupo abençoado e abençoador.

Nossa casa mudou, nosso número aumentou, mas a essência ainda é mesma: Homens de Deus vivendo uma vida com propósito.

Contando com dezenas de varões, a diretoria do Herança Divina tem como líderes o Pb. Jackson Márcio Luiz e o Pr. Elói Buhl, e na regência o Dc. Carlos Roberto da Silva e a Dca. Juscileine Alves Luis, além da coordenação do Pb. Bene Wanderely.

Para a celebração deste aniversário, foi escolhido como tema o texto de João 15:2: Todo ramo que, estando em mim, não dá fruto, ele corta; e todo que dá fruto ele poda, para que dê mais fruto ainda. A divisa também está contextualizada no mesmo sermão de Jesus, mais propriamente no verso 7: Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.

O culto de abertura deste conclave contou com a participação especial do Grupo Filhos do Altíssimo (Ass. de Deus Belém – Estiva Gerbi), do Grupo Cântico de Sião (Chácara Alvorada – Mogi Guaçu SP), Grupo Varões da Congregação do Jardim Ludi (Estiva Gerbi SP), o Grupo de Varões Guerreiros de Cristo (Porto Ferreira SP), além do Coral de Homens Herança Divina e do Ministério de Louvor Diante da Graça.

O preletor especialmente convidado foi o Pr. Luciano Andrade (Porto Ferreira SP), que embasado no tema da festividade, ministrou sobre o reflexo da frutificação espiritual na vida do cristão.




O texto de João 15 nos deixa claro que se alguém está enxertado na Videira Verdadeira, tem plenas condições de dar excelentes frutos em abundância. Nesta condição, o homem passa a desfrutar de uma comunhão tão intima com seu Senhor, que passa a ter privilégios especiais diante de Deus, pois tudo o que pede, “em nome de Jesus”, lhe é feito pelo grande EU SOU!

Porém, além de estar em Jesus, é preciso que a PALAVRA DE DEUS esteja em nós. Quem tem a mensagem de Vida Eterna plantada em seu coração, ama a Deus com espírito e verdade, e se esquiva do pecado a todo instante. O cristão que esta plantado em Deus e planta Deus em si está sujeito ao Altíssimo, tem postura e caráter espiritual, e assim, o inimigo foge para longe dele.

O Cristão precisa ter plena consciência que se viver uma vida infrutífera, será arrancado pela raiz da Videira, e lançado ao fogo para ser consumido. Frutificação, mais do uma obrigação do homem que nasce de novo, é uma questão de sobrevivência.

Engana-se quem pensa que ter dons espirituais, é sinal de espiritualidade elevada. Equivoca-se miseravelmente quem acredita que uma igreja repleta da manifestação sobrenatural, seja prova irrefutável de santidade. Dons Espirituais são dádivas, verdadeiros “presentes” para os quais a concessão não se atrela a nenhum mérito pré-estabelecido. São concedidos conforme a necessidade do Espírito Santo, para quem os deseja. E convenhamos que apenas “desejar” algo não credita alguém para qualquer tipo de premiação. Ninguém será salvo apenas por possuir DONS ou praticar boas obras, já que a Salvação é uma dádiva da Graça, dada ao homem por Deus através da fé em Cristo e do cumprimento integral de seus mandamentos.

Se os DONS são presentes de Deus para nós, os FRUTOS são presentes nossos para Deus; obras que produzimos para Honra e Glória do Senhor e como testemunho de nossa fé junto aos ímpios. Ambos, DONS e FRUTOS devem coexistir em nossa vida, pois são complementos um do outro, faces da mesma moeda. Ambos devem caminhar pareados, simultaneamente, pois quando um deles falta, o outro estará comprometido. 

Entretanto, o termômetro de espiritualidade e santificação, seja de um indivíduo ou de toda uma congregação, não são os DONS; pois a qualidade de uma árvore deve ser avaliada pelos Frutos que produz, e não pelos enfeites que penduramos nela. O pecado afetou consideravelmente a imagem de Deus em nós, nos levando a produzir obras carnais. Através do novo nascimento e da produção continua de Frutos Espirituais o caráter de Cristo é refeito no homem. O Fruto Espiritual é uma prova eficaz que estamos progredindo em nosso processo de santificação, tornando nossa maturidade espiritual perceptível. A partir do exato momento de uma conversão genuína, a frutificação já começa a se manifestar, devendo manter-se constante até nosso encontro definitivo com o Senhor.




Artigo - Incontinência Urinária



Élita Pavan
Estudante de Fisioterapia

Incontinência Urinária é a perda involuntária da urina. Pode acometer indivíduos de todas as idades, de ambos os sexos e de todos os níveis sociais e econômicos

A incidência aumenta progressivamente com a idade, sendo que um em cada três indivíduos idosos apresenta algum problema com o controle da bexiga. As mulheres, contudo, têm três vezes mais chances de sofrerem incontinência, principalmente por causa do esforço físico causado pela gestação e por uma queda nos níveis de estrogênio depois da menopausa. A perda involuntária de urina é uma condição constrangedora e tem consequências na qualidade de vida, causando muitas vezes marginalização do convívio social e frustrações psicossociais. Em virtude do medo de algum "acidente" muitas pessoas evitam a prática de esportes e atividades sociais. Até mesmo atos corriqueiros como tossir, espirrar ou dar risada pode acarretar em perda de urina e colocar o incontinente em uma situação desconfortável.

Sistema de Controle Urinário

Os rins produzem constantemente urina, que é armazenada na bexiga. A parte mais baixa da bexiga está circundada por um músculo (o esfíncter) que permanece contraído para manter fechado o canal que leva a urina para fora do corpo (a uretra), de modo que a urina fica retida no interior da bexiga até que ela encha.

Quando a bexiga enche, estímulos são transmitidos ao cérebro e o indivíduo toma consciência da necessidade de urinar. Ele pode então, de modo consciente e voluntário, decidir se irá urinar ou não. Quando a decisão tomada é a de urinar, o músculo do esfíncter relaxa, permitindo que a urina flua através da uretra ao mesmo tempo em que os músculos da bexiga (músculo detrusor) contraem para empurrar a urina para fora. Esta força de expulsão pode ser aumentada com a contração dos músculos da parede abdominal e do assoalho pélvico para aumentar a pressão sobre a bexiga.

Tipos

Incontinência urinária de esforço
A incontinência de esforço acontece quando a pessoa não tem força muscular pélvica suficiente para reter a urina. Isso significa que ela terá perda de urina ao espirrar, tossir, rir, levantar algo, subir escadas, fazer atividades físicas, mudar de posição ou fazer algo que põe a bexiga sob pressão ou estresse. Ela ocorre frequentemente em mulheres e em homens que tiveram algum tipo de lesão do esfíncter urinário.

Incontinência urinária de urgência
A incontinência de urgência é um desejo de urinar que é tão forte que você não consegue chegar ao banheiro a tempo. Isso pode acontecer mesmo quando você tem apenas uma pequena quantidade de urina na sua bexiga. A síndrome da bexiga hiperativa é a principal causa da incontinência de urgência.

Incontinência urinária por transbordamento
Esse tipo de incontinência ocorre quando a bexiga está sempre cheia, ocorrendo vazamentos. Também pode acontecer de a bexiga não se esvaziar por completo, o que leva ao gotejamento.

Incontinência urinária total
Escape contínuo da urina, pois o esfíncter urinário não fecha.

Incontinência urinária mista
Combinação de mais de um tipo de incontinência.

Causas da incontinência

- Infecções urinárias ou vaginais.

- Efeitos colaterais de medicamentos.

-Constipação intestinal.

-Fraqueza de alguns músculos.

-Obstrução da uretra pelo aumento da próstata.

-Câncer de próstata.

-Distúrbios neurológicos, tais como esclerose múltipladoença de ParkinsonAVCtumor cerebral ou uma lesão da coluna vertebral.

- Alguns tipos de cirurgia ginecológica e outras.

Tratamento

O tratamento para incontinência urinária depende do tipo de incontinência que o indivíduo possui e pode ser feito com:

- Fisioterapia com recurso à eletroestimulação, que é uma técnica em que através da corrente elétrica há contração dos músculos do assoalho pélvico ou com o uso de cones vaginais que ajudam a mulher a fortalecer e a contrair os músculos pélvicos.

- Exercícios de Kegel, que são exercícios específicos para os músculos do pavimento pélvico em que o indivíduo deve contrair esses músculos por 10 segundos e, em seguida, relaxá-los por mais 15 segundos, repetindo-os cerca de 10 vezes, 3 vezes por dia.

- Medicamentos para relaxar a bexiga, aumentar o tônus muscular da bexiga ou fortalecer o esfíncter.

-  Cirurgia para reparar qualquer problema do trato urinário que esteja a provocar a incontinência urinária.


O tempo do tratamento vai depender da gravidade da incontinência e do empenho do indivíduo na realização da fisioterapia e dos exercícios de Kegel.



A cruz ou o emprego?


Aproveito mais uma vez esta coluna semanal para compartilhar com vocês uma história que me fez refletir, não apenas sobre as decisões que tomo, mas também sobre como elas são interpretadas pelas pessoas que me cercam. Afinal, se professamos a Mensagem da Cruz, nossa vida precisa ser um testemunho vivo o Evangelho de Cristo.

Conta-se que certa funcionária de uma conceituada empresa foi chamado um dia ao gabinete do dono.

Sem meias palavras, o homem foi direto ao assunto:

– Estamos reestruturando a empresa e precisamos de uma pessoa exatamente do seu tipo para ocupar uma importante gerência. Analisamos a sua ficha e vimos que só há um problema com você: você é crente e o cargo é incompatível com a sua fé, de modo que você terá que fazer uma opção entre a promoção no emprego e sua religião. Mas você não precisa responder agora. Vá para casa, hoje é sexta-feira, pense, e na segunda nos diga o que foi que decidiu.

A irmã foi para casa envolto no manto da dúvida e naquele final de semana seu coração virou campo de batalha entre o certo e o errado.

Na segunda-feira, lá estava ela na empresa, já ansiosa por encontrar-se com o dono, que perguntou-lhe:

– E aí? Qual é a sua decisão?

– Acho que vou aceitar a proposta que me fez.

O patrão nem levantou a cabeça:

– Então, vá imediatamente ao Departamento de Pessoal. Você está despedida!

– Mas… patrão,  foi o senhor mesmo que me fez a proposta!

– Sim, mas, na verdade estou procurando alguém de absoluta confiança para ocupar este cargo. Se você foi capaz de tão rapidamente trair a sua consciência religiosa, quem me assegura que mais rapidamente ainda não trairá a empresa?