quinta-feira, 5 de maio de 2016

EBD - Gozo: a alegria do Espírito Santo


Material Didático
Revista Jovens e Adultos nº 99 - Editora Betel
Fruto do Espírito - Lição 06
Comentarista: Pr. Israel Maia

Comentários Adicionais
Pb. Miquéias Daniel Gomes
Pb. Bene Wanderley


Texto Áureo
Neemias 8:10
Disse-lhes mais: Ide, comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque esse dia é consagrado ao nosso Senhor. Portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força.

Verdade Aplicada

Quem tem a Cristo, mesmo em moimentos difíceis, experimenta a alegria do Espírito Santo.

Textos de Referência
Salmos 32:11
Alegrai-vos no Senhor e regozijai-vos, vós, os justos; e cantai alegremente todos vós que sois retos de coração.
João  15:10-11
Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor. Tenho-vos dito isso para que o meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo.
Filipenses 4:4
Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos.


O novo nascimento
Comentário Adicional:
Pb. Miquéias Daniel Gomes

Nenhum trecho da Bíblia apresenta um contraste mais nítido entre o modo de vida do homem cheio do Espírito Santo e de outro controlado pela natureza humana pecaminosa, do que o texto de Gálatas 5:16-25 -  Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei. Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito (Gálatas 5:16-25). Nestes versos, escritos por Paulo para a igreja da Galacia, o apóstolo não somente examina as diferenças gerais do modo de vida destes dois tipos de homens ao enfatizar que a carne e o espírito estão em conflito, como também inclui uma lista com as obras e frutos produzidos a partir da inclinação para um dos lados. As obras da carne (do grego – SARX) são oriundas de uma natureza pecaminosa com seus desejos corruptos, que infelizmente continuam no cristão mesmo após sua conversão, tornando-se o arqui-inimigo de seu espírito (Romanos 8:6-13). Aqueles que se deixam controlar por tais impulsos carnais não poderão entrar no Reino de Deus.  Exatamente por este motivo, tal natureza carnal precisa ser resistida e mortificada, o que só será possível, mediante uma intensa batalha espiritual que o crente trava contra seus próprios instintos pela força do Espírito Santo.

Quando Nicodemos foi ter com Jesus, buscando respostas para suas dúvidas espirituais, Jesus lhe afirmou que não se pode entrar no Reino de Deus sem que antes experimente um novo nascimento (João 3:1-4). Apesar de sua grande sabedoria, aquele homem ficou pasmo diante da tal afirmação, não entendendo como um homem velho poderia retornar para o ventre de sua mãe e reiniciar a vida. Jesus então lhe revelou que o ingresso no Reino dos Céus está condicionado a uma transformação espiritual e a uma mudança radical de comportamento e hábitos. É preciso nascer da Água e do Espírito. Neste contexto, ambos os “nascimentos” mencionados estão intrinsecamente ligados, paralelos um ao outro, complementos de uma mesma ação. Em Ezequiel 36:25, quando Deus propõem a Israel uma Nova Aliança, menciona dois elementos vitais para uma relação profícua entre Deus e Homem, que são exatamente a “Água” e o “Espírito”: Então, aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei. - “E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei o coração de pedra da vossa carne e vos darei um coração de carne. E porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis.”

Assim, o nascimento da água pode ser entendido como um processo de purificação, onde o homem, através de sua fé em Cristo, é limpo de todo seu pecado e lavado pelo Sangue de Cristo, símbolo máximo da Aliança Neo Testamentária (I Coríntios 11:25) . Já o nascer do Espírito remete a uma mudança completa na forma de pensar e agir, quando o velho homem é crucificado com Cristo, amortizando assim a vontade da carne e dando vazão ao espírito que desde o princípio clama por Deus. Esta transformação leva a um indivíduo a um novo estado de prioridades, onde elementos terrenos, antes causadores de tristezas e frustrações permanentes, são renegados a um status de inferioridade, sendo nossa mente ocupada por temas “eternais”. E se esperamos em Deus e no seu Reino, vivemos em graça e esperança, acalentados pelas promessas fieis de nosso Deus. Mas Jesus não nos prometeu uma vida cor-de-rosa, livre de tribulações e afrontas. Pelo contrário, nos enviou como “ovelhas para o meio de lobos” (Mateus 10:26). Porém, a beleza do Evangelho é exatamente transformar o mal em bem, a dor em regozijo, a tristeza em alegria, a perseguição em honra, o perigo em galardão, a lágrima em sorriso, o agora na eternidade. Quem produz Frutos Espirituais em abundância, encontra motivos para ser feliz mesmo nos dias mais tristes e cinzentos, pois a fonte de sua felicidade não é deste mundo. Ela provem de Deus, Pai das Luzes, em quem não há sombra de dúvidas ou variação (Tiago 1:6)


Um Sentimento Maravilhoso

A alegria produzida pelo amadurecimento do fruto do Espírito Santo é algo inigualável. Não existe nenhum sentimento humano que possa ser comparado a ela. Dando sequência em sua apresentação acerca do fruto do Espírito, Paulo nos mostra que, quando desfrutamos da característica do fruto, representada no grego pela palavra “xapá” = [“chara”], ou seja, gozo, passamos a sentir uma maravilhosa sensação de alegria e felicidade por todas as coisas que recebemos de Deus pela Sua infinita graça (Efésios 2:8-9). A alegria do servo de Deus não pode estar atrelada as coisas passageiras, programas de televisão e as informações midiáticas que só tentam nos afastar do verdadeiro propósito do Senhor para nossas vidas. O intento do Criador é nos apresentar uma alegria constante e permanente, que só conhece aquele que desenvolve esta característica do Fruto do Espírito (Atos 13:52). Na contramão deste propósito, temos hoje o uso da tecnologia de forma exagerada, tentando nos levar a uma dependência completa dos meios de comunicação. Ser dependente de estímulos externos nos impede de produzir o amadurecimento do fruto do Espírito, pois, para que o amadurecimento ocorra, devemos fazer uso de estímulos internos. Toda mudança produzida no homem pela ação do Espírito de Deus começa de dentro para fora (Salmo 30:11). Sendo assim, o servo de Deus não tem motivos para buscar alegria através de coisas produzidas por homens. Aquele que recebe a Jesus Cristo, recebe também o fruto do Espírito Santo. Logo, se existe a presença do fruto do Espírito, cabe ao indivíduo desenvolver o seu amadurecimento. Com o amadurecimento do fruto vem também a produção da alegria.

Quando o homem passa a viver uma vida dependente dos meios de comunicação e da tecnologia, ele começa a se afastar da comunhão que desfrutava com o criador através da oração e da leitura sistemática da Palavra de Deus (Colossenses 4:2). Tal perda de comunhão irá sufocar no indivíduo o sentimento de alegria provocado pela ação do Espírito Santo. A presença do Espírito Santo deve ser constante na vida daquele que busca desenvolver o fruto do Espírito. Muitos têm se deixado levar por momentos de alegria passageira em detrimento de uma alegria duradoura e que nos é dada para ser definitiva. O gozo produzido pelo amadurecimento do fruto do Espírito Santo permanecerá em nós por toda eternidade. O texto de Lucas 10:17-19 nos mostra o quanto os discípulos de Cristo estavam alegres por verem os demônios sendo subjugados pelo poder do nome de Jesus. Mas, ao ver tamanha alegria de Seus discípulos, o Mestre revela que aquilo que eles estavam vendo não era motivo para tanto, pois haveriam de se alegrar por terem eles o seu nome escrito no céu (Lucas 10:20). A alegria proposta por Jesus deve habitar em nossos corações pela certeza da nossa salvação (Salmos 51:12). O gozo produzido pelo fruto estará presente em nós por toda eternidade.

A principal característica humana que nos difere dos outros animais é o raciocínio. O homem foi dotado por Deus de entendimento para que pudesse adorar ao Criador de forma racional (Romanos 12:2). A razão humana capacita o homem a glorificar a Deus e receber dEle aquilo que for necessário para uma vida plena. Enquanto o homem sem Deus sofre com muitas dores, o servo fiel vive cercado pelas misericórdias do Senhor (Salmo 32:10). Tais misericórdias proporcionarão ao justo uma vida de gozo, isto é, alegria e louvores perpétuos ao Todo Poderoso (Salmo 32:11). Louvar a Deus é reconhecer de coração as bênçãos que recebemos através de Sua infinita bondade. Logo, ser alegre é uma característica de todo aquele que vive uma vida em Cristo. Mesmo que o servo fiel não esteja vivendo em condições ideais isto não pode afastar a alegria do Espírito de sua vida. Em um dos momentos mais difíceis vividos pelo apóstolo Paulo, ele encontrou forças para exortar os crentes alegrarem-se sempre no Senhor (Filipenses 4:4). Ao escrever aos Filipenses, Paulo estava aprisionado em condições sub-humanas, mas nem assim perdeu a graça de Deus que o fazia feliz em Cristo. Lembrar-se sempre das bênçãos recebidas do Senhor irá nos alegrar e fazer com que não valorizemos as perdas sofridas por Cristo (Filipenses 3:8).


O Evangelho da Alegria
Comentário Adicional:
Pb. Miquéias Daniel Gomes

O "Gozo", mais conhecido em nossos dias como “Alegria”, é o profundo regozijo do coração, o verdadeiro gosto de viver e o legítimo amor à vida. É este aspecto do fruto espiritual que nos leva a sentir uma profunda “Satisfação no Senhor” independente das circunstâncias vividas. Ele não impede que tenhamos momentos de tristeza ou frustração, mas nos capacita a passar por eles com nossa devoção intacta e nosso desejo de adorar inalterável.  Sua fonte está na Graça de Deus, que é perfeita e infinita. Logo, o cristão  que atravessa uma noite de tristeza, terá logo pela manhã, motivos de sobra para sorrir; e aquele que ora em gemidos e lágrimas, pouco depois já esta a celebrar com cânticos de júbilo (Salmo 30:5). Sabemos que a vida cristã implica em muitas provações (João 16:8) e inúmeros perigos (Mateus 10:16), mas mesmo nas piores condições  podemos experimentar dessa imensa alegria que a presença do Senhor Jesus nos proporciona, afinal, nada e ninguém poderá tira-la de nós (João 16:22) . Esta alegria, não se trata de um mero sentimento, e nem é reflexo de um momento de descontração; mas sim uma característica inerente do homem que se entrega a Deus, pois uma vez feita esta escolha, somos “ungidos” com o “óleo da alegria” (Salmos 45:7).  Um bom exemplo deste comportamento é Davi.

Ele estava em um dos piores momentos de sua vida, havia perdido seu mentor espiritual (Samuel), estava muito longe de casa, as circunstâncias tinham afastado seus amigos. Perseguido pelo exército de Israel, foi encurralado numa caverna escura e úmida de Adulão. Motivos de sobra para chorar, se lamentar e se entregar ao desespero. Mas não são estes sentimentos que encontramos em sua mais conhecida composição deste período, o Salmo 23 – “O Senhor é meu pastor e nada me faltará. Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente as águas tranquilas... Ainda que eu andasse pelo vale da sombra e da morte eu não teria medo, pois sua vara e teu cajado me consolam." No original grego, a palavra “EVANGELHO” significa literalmente “Boa Notícia” ou “Boas Novas”. Porém, mais do que trazer alegria e esperança, esta “novidade” vinda diretamente dos céus, traz para a vida do ser humano uma verdadeira “transformação”.  Não uma mudança superficial ou uma mera adaptação a um estilo religioso de vida, mas sim uma guinada de 180º que começa no interior do coração humano e se expande progressivamente por sua alma, espírito e corpo, até levar o indivíduo ao padrão de homem perfeito, estabelecido e personificado em Cristo. 

Esta transformação começa pela liberdade de todas as amarras que nos prendem ao passado pecaminoso ou então ao legalismo que nos veste  com trajes de religiosidade enquanto nossas intenções estão distantes dos desígnios de Deus. E esta liberdade nasce do conhecimento – “Conhecereis a VERDADE e a VERDADE vós libertara” (João 8:32).  Jesus é esta verdade libertadora, e, portanto, é inadmissível que o cristão continue amarrado em traumas e pendências pretéritas, sofrimentos diários e tristezas continuas. Quando o homem tem um encontro real com o Salvador, uma mudança genuína acontece, pois o sangue de Cristo suplanta toda maldição e o amor que abunda na cruz, lança fora todo o medo. Jesus é poderoso o suficiente para arrebentar cordas e destruir grilhões e fará isso na vida de qualquer pessoa que realmente o receba como o Messias. Ele apaga nosso passado e nos orienta rumo a um futuro glorioso. Em vez de lamento, louvor... Ao invés de desespero, esperança... Que os versos compostos por Davi em Adulão sejam nossas palavras nas horas mais tristes da vida... E que o mesmo sentimento do poeta  nos acompanhe dentro das cavernas escuras, para onde um dia, inevitavelmente teremos que correr.


Alegrando-se em tempos difíceis

Viver neste mundo não é nada fácil. A cada dia fica mais claro que estamos próximos da vinda de Jesus (Apocalipse 22:20), porém sabemos que enquanto isto não ocorre teremos que ser sustentados pelo poder do Espírito Santo, que nos permite viver alegres em meio às tribulações. O amadurecimento do fruto do Espírito Santo tem a incrível capacidade de modificar a situação do homem. Por pior que seja o momento pelo qual o indivíduo está passando, a alegria se fará presente pelo simples fato do agir de Deus (Salmo 30:11). Para Deus, não há mal que Ele não possa debelar (Isaías 65:19). Quando tudo parecer perdido, ore, porque a oração funciona como adubo para o amadurecimento do fruto do Espírito. A cada dia recebemos através da mídia notícias que nos entristecem por vermos a queda moral da raça humana. O mundo vive uma falsa alegria, mas, para os salvos, Jesus Cristo prometeu que converteria a tristeza em alegria (João 16:20). Enquanto o mundo vive uma falsa alegria sem saber o que há de lhe acontecer no futuro, o homem justo e fiel a Deus vive uma alegria interior verdadeira, que lhe garante uma bênção futura (Mateus 5:12a).

O gozo e a alegria que o mundo espera viver estão baseados em prazeres da carne (Romanos 8:8). Tais prazeres são efêmeros, pois não podem ser experimentados na eternidade. A alegria de poder viajar, morar em locais privilegiados, se alimentar de comidas finas certamente não irá nos acompanhar em nossa vida futura. Essa alegria experimentada em nosso corpo físico cessará com a desintegração deste corpo. Entretanto, o gozo do Espírito pode ser experimentado tanto neste corpo quanto no vindouro. Fica claro então para nós qual deve ser o gozo que devemos escolher experimentar. O texto de Isaías 9:3 nos mostra como podemos nos alegrar por coisas materiais, não estando impedidos de nos alegrar na presença do nosso Deus em espírito. Se nos deixarmos levar por tudo que nos é proposto pelos canais de comunicação, ficaremos à mercê de tudo que o inimigo espera que valorizemos. Em sua carta aos Colossenses, Paulo nos adverte que devemos valorizar as coisas que são terrenas (Colossenses 3:1-2). O gozo produzido pelo amadurecimento do Fruto do Espírito nos é entregue pelo Senhor, logo devemos fortalecer nossos sentimentos e desejos em Jesus Cristo, o autor e consumador da nossa fé (Hebreus 12:2), pois, assim como, com alegria, Ele suportou a morte na cruz, nós também experimentaremos com gozo a vida eterna com Ele.

O livro de Atos dos Apóstolos nos mostra que em diversos momentos a Igreja do Senhor sofreu perseguição sem, contudo, perder a alegria gerada pela ação do Espírito Santo (Atos 2:46). Entretanto, em uma passagem mais que especial,  Lucas nos conta acerca da Prisão de Paulo e Silas. No capítulo 16 deste livro, vemos que os servos de Deus deveriam ter todos os motivos para sentirem-se perdedores, porém a alegria sentida por eles era tão imensa que os mesmos cantavam sem parar, até que o Senhor os libertou com um terremoto. Podemos perceber que Deus se alegra quando damos o testemunho de louvor. O testemunho de louvor é uma prova íntima de alegria produzida no fruto do Espírito. Mesmo vivendo uma situação de aparente derrota o cristão sempre será um vencedor e por este motivo sempre expressará o gozo do Espírito. O posicionamento de Paulo e Silas naquele momento, que parecia ser o fim, impactou o carcereiro, que não se conteve em desejar experimentar o motivo da tamanha alegria expressada pelos servos do Senhor. A certeza da salvação produz no indivíduo um gozo indescritível que só percebe quem recebe o Fruto do Espírito (Atos 16:30-31). Os momentos ruins podem até ser comuns em nossas vidas, mas o gozo do Fruto do Espírito Santo certamente nos ajudará a superá-los.



Fonte de Águas Vivas


O que poderia dar mais alegria para um cristão do que ganhar o mundo inteiro com sua pregação?  Mesmo que fosse possível essa proeza, ela não seria uma garantia de salvação da nossa alma, pois tal seguridade só existe no fato de permanecermos firmes em Cristo Jesus, nosso Senhor. Esta condição certamente irá nos garantir a alegria eternal, proveniente do amadurecimento do Fruto do Espírito Santo em nós. Em detrimento das obras da carne, que leva o homem a um estado de fracasso total; o Fruto do Espírito Santo na vida do homem vem em direção contrária, produzindo vida em abundância naquele que se achega à Deus. O fato de vermos tantos crentes abatidos, caídos, desanimado, descrentes do poder de Deus, sufocados, infrutíferos, sem graça, cegos, mancos espirituais, verdadeiros mendigos, que se alojam em nossos templos, é que essas pessoas ainda não buscaram na fonte certa, não entenderam que existe somente um manancial de águas vivas, que é Jesus Cristo. Então, vivem como a mulher samaritana, bebendo de uma água sem vida, desorientada, cega na religião de seus pais; achando que o mundo girava em torno do monte, até que; Jesus se apresentou para aquela mulher como a verdadeira fonte de onde ela certamente poderia beber e nunca mais ter sede (João 4).

Aquela mulher não entendia nada sobre a vida eterna, pois ela mesma não tinha a vida, e Jesus (a vida em vida) chegou até ela e lhe mostrou que aquilo que ela julgava ser vida, na verdade era morte, pois o pecado é morte, é separação de Deus, o dono da vida. E uma vez que o homem não tem a vida que é Cristo ele vive num estado de morte. Infelizmente, hoje temos muita gente dentro de nossas igrejas, tal qual aquela mulher. Estão com a boca da fonte, mas preferem viver com sede!


É um absurdo ver como essa geração vive tão cega e surda em relação as coisas de Deus. Oremos para que Deus nos tome em cada tópico desta lição,  que sejamos um farol a indicar  o caminho para a  fonte, pura e verdadeira, onde se pode tomar dessa água e ter uma vida cheia do Espírito Santo. É hora de despertarmos do sono, e buscar em Cristo Jesus o dom do Espírito Santo e o seu fruto precioso fruto. Uma vez que tomarmos da água pura, nunca mais teremos sede. E a boa noticia é que essa fonte é inesgotável. Então busquemos com fervor desenvolver o fruto do Espírito. O gozo do Espírito Santo produz na vida do crente poder que o capacitará a vencer todas as batalhas que se levantar durante a sua caminhada (Josué 1.3–9). Mergulhe na fonte, sorriso no rosto e pé na estrada.


Lições Práticas

Estamos vivendo dias em que toda sorte de notícias chega até nós de maneira inesperada. A surpresa provocada por tais notícias são, em muitos casos, a causa de um profundo sentimento de tristeza (João 16:33). Tanto nos momentos de grandes provações como nos momentos em que somos pegos de surpresa com alguma má notícia, é comum nos sentirmos abatidos. A aceleração da produção de alta tecnologia tem nos colocado cada vez mais rápido em contato com os acontecimentos, produzindo em muitos um terrível sentimento de tristeza, mas o nosso Senhor nos garante que em breve seremos presenteados com uma alegria que ninguém poderá tirar de nós (João 16:22). Para todos os que esperam em Jesus Cristo está garantida uma trajetória sem cansaço e desistência (Isaías 40:31). A alegria produzida pelo amadurecimento do fruto do Espírito Santo supera todo sentimento de tristeza produzido pelos apelos midiáticos e tecnológicos.

Existem pelo menos duas coisas que devem garantir a alegria que provem do amadurecimento do Fruto do Espírito Santo. Primeiro, a certeza que teremos o nome escrito nos céus (Lucas 10:20). Segundo a prova de uma comunhão íntima com o Criador. Quando desfrutamos desta comunhão, passamos a sentir uma alegria intensa, pois sabemos que estamos vivendo uma vida onde depender de Deus é certeza de que alcançaremos a nossa vitória (Filipenses 4:13). Depender de Deus nos torna forte e tira de nós a tristeza promovida pelas incertezas acerca do futuro, plantadas pela mídia para desestabilizar a sociedade. Nem tudo e veiculado pela mídia tem por interesse desestabilizar a sociedade. Entretanto, existem algumas notícias que nos deixam preocupados com o que está acontecendo à nossa volta, mas para o cristão, tais notícias não devem incomodar. Ser cristão é poder experimentar as bênçãos de Deus sem estar preocupado com as circunstâncias que hão de vir (Mateus 6:25-34).

Se permanecermos em Jesus Cristo, veremos a manifestação do Seu amor por nós e experimentaremos a Sua alegria em nós. Quando experimentamos esta alegria, temos a garantia de que em nós haverá abundância de alegria, produzindo em nós uma alegria completa (João 15.10-11). Esta alegria completa não permite que nada que nos seja apresentado possa nos tirar do foco de estar em Cristo. Não é fácil ficar firme em meio aos terríveis acontecimentos que rodeiam a Terra, mas é possível permanecer firme naquilo que nos prometeu o Senhor (Hebreus 10:23). Ganhar o mundo inteiro possivelmente não é garantia da salvação de nossa alma, mas permanecer firme em Nosso Senhor Jesus Cristo certamente irá nos garantir a alegria, proveniente do amadurecimento do Fruto do Espírito Santo.


Conclusão

O gozo produzido pelo amadurecimento do fruto do Espírito Santo nos garantirá mais momentos de felicidade do que possa tentar nos entristecer Satanás, através de notícias e informações apelativas. Sigamos firmes, não olhando nem para a direita nem para a esquerda (Tiago 1:2).





O Fruto Espiritual é uma prova eficaz que estamos progredindo em nosso processo de santificação, tornando nossa maturidade espiritual perceptível.  Este fruto só será completo se for constituído de amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperanças. Para aprender ainda mais sofre o Fruto do Espírito, e a frutificação espiritual na era da pós modernidade, participe neste domingo, 08  de maio  de 2016, de nossa EBD.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Quarta Forte com Missª Lindinalva Victor



A Quarta Forte realizada neste dia 04 de maio de 2016 foi uma grande festa de louvor e adoração com a participação especial do Ministério de Louvor “Unção de Adoradores” (Itapira SP), que através de belíssimas canções irrigou nossos corações, preparando o solo para a preciosa semente (a Palavra de Deus), que nesta noite especial foi ministrada pela Missionária Lindinalva Victor (Mogi Guaçu SP). Uma mensagem de exortação e animo, para que confiemos na direção do Senhor, certos que Ele é poderoso para cumprir suas promessas.

Moisés foi enviado ao Egito afim de conduzir a nação de Israel, rumo a uma terra maravilhosa, da qual manava leite e mel. Durante 430, os israelitas foram peregrinos em terras estrangeiras, humilhados e escravizados por faraós de corações perversos e hedonista. E mesmo contra todas as possibilidades, Deus libertou o seu povo com grande poder.

Quando Israel chegou em Cades-Barnéia, no deserto de Parã, já estava no limiar de Canaã, a poucos passos da terra prometida. Com mão forte e braço estendido, Deus os havia tirado do Egito, e com feitos portentosos, os trazidos até a fronteira da promessa. Mesmo assim, o povo duvidou, temendo o desconhecido, apreensivo com o que estava por vir. Então, Deus permitiu que Moisés enviasse espias para sondar a terra, e assim, acalmar a ansiedade dos israelitas. Foram escolhidos para esta missão, 12 homens entre os líderes do povo, sendo um de cada tribo.

Moisés os orientou a colher informações sobre a geografia do lugar (relevos e rios), a qualidade e a produtividade do solo, áreas agrícolas e florestas, aspectos gerais dos moradores, nível de segurança das cidades, e por fim solicitou que fossem colhidas amostras dos frutos ali produzidos. E então, por quarenta dias os espias sondaram a terra. 

Antes de voltarem para o acampamento, os espias se ativeram em Ecol, de onde colheram cachos de uva para apresentarem aos israelitas. Embora o povo tenha ficado admirado com os frutos trazidos de Canaã, o relatório dos espias não foi recebido com o mesmo entusiasmo. Segundo eles, a terra era realmente  boa, manando leite e mel conforme havia sido prometido por Deus. Porém, os habitantes locais eram muito poderosos, as cidades eram grandes e fortificadas, os amalequitas já dominavam a terra do Neguebe, as montanhas eram habitadas por tribos cananitas (heteus, jebuseus e amorreus), e pelo caminho, ainda estavam os filhos de Anaque, homens tão altos, que fariam os israelitas se sentirem como gafanhotos prontos para serem pisados. Ao ouvirem estas palavras, o povo foi subitamente tomado por grande desanimo, considerando impossível a conquista de território tão hostil, a mesma opinião de dez dos doze espias.

Aquela foi uma noite de choro e murmurações, pois para eles, a conquista de Canaã estaria além de suas possibilidades. A falta de fé nos leva a duvidar das promessas de Deus.

Josué e Calebe foram as únicas exceções. Eles estavam maravilhados com a terra e nem um pouco preocupados com os inimigos que teriam que enfrentar.  Ambos se inflamaram a esforçar o povo, encorajando-os a não terem medo dos cananitas, pois Deus estava ao lado dos hebreus, e os inimigos seriam devorados como se fossem pães (Números 14:9). 

Porém, os filhos de Israel não deram ouvidos a estas palavras, e imediatamente se levantou grande rebelião contra Moisés e Arão, exigindo um retorno imediato ao Egito, nem que para isso fosse necessário escolher um novo comandante.  Por serem contrários a este desejo retrógrado, Josué e Calebe foram hostilizados pelo povo, e só não foram vitimados por um apedrejamento público porque Deus bradou com poder e grande fúria na tenda da congregação. 

Falando à Moisés, o Senhor revelou que não tolerava mais a incredulidade daquela gente, que os estava rejeitando como nação eleita e que o povo seria ferido de morte. Em decorrência da intercessão de Moisés, Deus não destruiu a nação de Israel em Parã, mas jurou que todos os homens que viram os sinais realizados no Egito, mas desobedeceram sua voz, não entrariam na terra prometida. A partir daquele dia, Israel peregrinou quatro décadas, um ano para cada dia de espionagem, até que toda aquela geração morresse no deserto. As únicas exceções foram Josué e Calebe.

Enquanto aquela geração perecia sobre as areias por sua incredulidade, Josué se tornou um tipo de “assessor” de Moisés, acompanhando seu mentor em todos os eventos de relevância. Quando Moisés morreu, coube a ele a responsabilidade de atravessar o Jordão e conduzir Israel a tomada da terra prometida, conquistando ao longo de sua vida, 33 territórios de Canaã. 

Calebe por sua vez, exerceu exímia liderança na tribo de Judá durante duas gerações. Foi um homem dotado de muitas virtudes do qual o próprio Deus deu impressionante testemunho. Por sua perseverança e fé, o Senhor lhe fez duas grandes promessas:  ele sobreviveria ao deserto e herdaria a terra que espiou. Para isso, enfrentou e derrotou os gigantes que a ocupavam, e esperou pacientemente o tempo de Deus para desfrutar dos frutos de sua perseverança.

As promessas de Deus são fieis e verdadeiras. Porém, entre “nós” e nossa “terra prometida” existe um vale repleto de gigantes assustadores e ferozes. A grande questão é se vamos falar para Deus sobre o tamanho dos gigantes, ou vamos falar aos gigantes sobre o tamanho de nosso Deus. 

Unção de Adoradores

Jesus - O maior líder que já existiu


Muitos líderes têm se destacado por ter uma grande equipe ao seu lado. Muitos coordenadores e gestores, aliás, se beneficiam da autonomia para escolher seus colaboradores, e com isto elaboram prévios critérios para contar apenas com profissionais muito qualificados, inclusive, moldando neles sua liderança.  

Jesus se tornou o maior líder de todos os tempos, seguindo exatamente o caminho inverso. Escolheu para formar sua equipe, homens despreparados, sem virtudes aparentes e ainda sem um direcionamento definitivo de suas vidas. Ao escolher seus doze discípulos, o Mestre, agregou fogo e pólvora no mesmo barril, criando um ambiente explosivo, mas que através de sua liderança, se moldou nos propósitos previamente estabelecidos.

É claro que toda a liderança de Jesus foi posta à prova em seu ministério, tendo que lidar com os dramas familiares de Pedro e André, e com a fogueira de vaidades que queimava na casa dos irmãos “Trovão”: Tiago e João (Mateus 20:20). Para um ministério que precisava de expansão, é convocado Felipe, cuja eloquência deixa muito a desejar, e como um dos ministros do Reino que pregava agregação, é escolhido Natanael, em cujo caráter é visível traços de xenofobia  (João 1:44-47). 

Junte-se ainda neste caldeirão a instabilidade de Pedro, o pragmatismo exagerado de Tomé, o materialismo latente de Judas, a rivalidade odiosa existente entre o “publicano” Mateus e o “zelote” Simão, além de um possível ostracismo subjetivo de Tadeu e Tiago. 

Entre seus seguidores mais fieis, também estava um grupo de mulheres muito devotadas, sendo que no trato a elas, Cristo confrontava paradigmas e dogmas de uma cultura machista. 

Mas, além de ensinar, o mestre inspirou esses homens. Jesus Cristo quando estava pregando a sua Palavra, acompanhado dos seus discípulos, influenciou e liderou através dos seus exemplos, trabalhando, ensinando, incentivando e servindo. Jesus sempre dava a direção aos seus discípulos e seguidores, agindo com paciência e amor, dando a provisão necessária para que todos fossem preparados para a obra do seu ministério, levando-os a uma condição muito melhor do que quando os encontrou, e em menos de três anos, a liderança incisiva de Jesus foi capaz de mudar hábitos, forjar caráter e imprimir sua marca pessoal em cada um de seus pupilos, ao ponto que de tão parecidos, os olhos mais leigos não podiam diferenciar um do outro (Mateus 26:48, 69-74).

O estilo de liderança do Senhor Jesus foi além de prático, muito inspirador. Ele mesmo disse: “eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (João 13:15). Noutra ocasião também falou: “aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração” (Mateus 11:29). Tais palavras destacam a qualidade da sua liderança inspiradora. Igualmente, os termos “façais e aprendei” trazem consigo um apelo de compromisso com o seu exemplo.

Essa é a nossa missão. Como pastores, líderes de departamento, diáconos e obreiros na obra do Senhor, devemos agir com amor e paciência para com os novos convertidos e os cristãos mais fracos, primeiramente dando o exemplo, depois ensinando, servindo e mostrando a direção a ser seguida, entendendo que alguns atingem a maturidade cristã mais rápida, enquanto outros demoram muito mais e exigem mais trabalho.

Quem conhece Jesus não o segue pelo que Ele faz, mas pelo que Ele é. O que Jesus tem de mais impactante, em sua liderança, é sua integridade de vida. Suas palavras transformaram as pessoas, Ele é o homem perfeito, o nosso maior modelo. Sua liderança para influenciar na melhora das pessoas era extraordinária e com testemunho (João 5:36). Ele liderava homens e mulheres para uma causa e propósito comum, através do seu caráter que inspira confiança (João. 13:15).

Liderança é, acima de tudo, um exercício de relacionamentos. Jesus sabia muito bem como se relacionar com pessoas. Isento de qualquer vaidade, e munido de carisma e empatia, Ele conseguia falar a língua de seus liderados, ganhando a confiança dos mesmos. Jesus não hesitava em entrar na casa das pessoas e visitar locais onde gente marginalizada se refugiava; mas também não se esquivava de encontros com nobres e príncipes ou ensinar doutores letrados da lei.

O grande segredo de Jesus era se nivelar ao seu ouvinte, para depois traze-lo ao seu próprio nível. Sua vida era moldada por suas palavras e vice-versa, e assim cada detalhe de seu ministério inspirou, inspira e continuará inspirando a todos que voltarem seus olhos e ouvidos para Ele.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Testemunho - Liberdade (Isabel Cristina Alves)




A paz do Senhor a todos os meus irmãos. Fui fumante por muito tempo, e quando me converti, sentia vontade de parar de fumar, mais me faltavam forças. Tudo mudou numa manhã de quarta-feira, em junho de 2011.

Naquele dia, ao acender mais cigarro, comecei a me sentir muito mal. A sensação que tinha era que uma mão muito grande arrancava alguma coisa de dentro de mim, e por alguns instantes, cheguei a achar que iria morrer. Mas aquela ação “sobrenatural” não era para morte, e sim para vida, pois percebi que na verdade, estava sendo liberta da maldição do cigarro, benção que tinha pedido ao Senhor com muita fé, afim de que Ele me libertasse daquele mal tão nocivo.

Fiz então um voto com o Senhor, que uma vez liberta do cigarro, passaria a estar constantemente em sua Casa.

Por longos quatro anos eu estava servindo ao Senhor, mas ainda continuava escravizada por este vício maldito, e esta situação me incomodava muito.  A partir daquele momento, quando Deus pôs as suas mãos sobre mim, a minha vida mudou completamente. Eu estava livre para servir sem restrições.

O Diabo se levantou em fúria, tentou de todas as formas me envergonhar, mas Deus sempre me guardou embaixo de suas fortes mãos. Hoje estou liberta e curada deste mal para a honra e glória do Senhor Jesus, o único digno de toda honra, toda a gloria e todos os louvores.

Obrigada Senhor...  Hoje e eternamente ti darei meu Senhor Jesus.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Artigo - A influência do frio na dor


Élita Pavan
Estudante de Fisioterapia

Durante o inverno, o corpo humano tem necessidade de armazenar mais calorias. Por isso, quando a temperatura é baixa a fome aumenta, o corpo treme e ficamos mais propensos a ter a pele mais ressecada, assim como os lábios. De acordo com a clínica geral Lígia Raquel Brito, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, o organismo se articula para equilibrar a temperatura natural do corpo sem prejudicar os órgãos vitais.

Assim as queixas de dores musculares e articulares aumentam. O frio faz com que as tensões musculares aumentem, pois, para tentar se proteger dele, as pessoas tendem a se encolher, gerando encurtamento muscular.

Outro fator importante é que durante o frio o metabolismo sofre alterações, os músculos e os vasos sanguíneos provocam contrações involuntárias para manter o corpo aquecido e facilitar o transporte de nutrientes e oxigênio que chega aos tecidos.O encurtamento muscular provoca diminuição de força, restrição leve de movimento e espessamento do líquido sinovial que é responsável por lubrificar e nutrir as articulações.

Por isso que as pessoas que possuem artrite reumatóide, artroses, fibromialgia, acabam tendo piora da dor. O mais indicado para essa estação é se agasalhar bem, principalmente as extremidades, para manter o corpo aquecido.Realizar alongamento muscular ativamente e fazer atividade física como, por exemplo, pilates, que ajuda a manter a flexibilidade e mobilidade muscular e promove a manutenção postural, prevenindo o excesso de tensões.





Qual a importância de um legado?


Nossa vida nesta Terra é extremamente curta, sendo chamada pela Bíblia de brisa, sopro e comparada a uma pequena planta que nasce e rapidamente morre. Na prática, temos pouquíssimo tempo para realizar a missão que nos foi confiada, e por mais que consigamos avanços consideráveis, infelizmente, alguma coisa sempre fica para traz.

É inegável que nossos dias estão relativamente mais curtos, e nossas “horas” se tornaram artigo de luxo. São tantas as ocupações e preocupações que fica praticamente impossível administrar o tempo disponível para atender tamanha demanda. Atividades diárias se acumulam sobre nossas costas e nos obrigam a estabelecer prioridades, o que fatalmente fará com que momentos importantes e decisivos sejam sublimados pelo cruel carrasco cronológico. 

A modernidade impõe um julgo praticamente desumano sobre o indivíduo, e essa imposição é aumentada sobre o líder cristão, que precisa mensurar em poucas horas o teórico e o prático, a ação e a reação, o planejamento e a execução, o material e o espiritual, a vida secular e o ministério.  Devido à necessidade de se fazer mil coisas em um período relativamente escasso, é que muitas vezes, atividades importantes não são feitas. Em suma, toda esta realidade se encerra na mais pragmática das revelações: é impossível fazer tudo sozinho.  

Mas esta não é uma verdade pertinente apenas aos nossos dias, pois desde a antiguidade, os textos sagrados explicitam a necessidade do trabalho em equipe, em referências como as encontradas em Provérbios 24:6, Eclesiastes 4:9-10, Isaías 41:6 e Lucas 10:1. Já no Éden, a existência da vida humana foi drasticamente reduzida em decorrência do pecado (Gêneses 2:17), e mais nenhum homem conseguiu ser pleno em realizações, pois nossa vida se finda antes de nossas ambições. Assim, cada pessoa aproveita o “gancho” deixado por outros, para a partir deste ponto começar a desenvolver algo pessoal e possivelmente relevante, que chamará a atenção da próxima geração, que usará este novo “gancho” para suas próprias inovações. Tem se então a verdade por traz do jargão: Neste mundo nada se inventa, mas se copia.

A grande preocupação que devemos ter, se divide em duas etapas. Na primeira avaliamos se nossas ações honram o que foi construído pelos patriarcas que sucedemos, e também, se estamos construindo algo realmente sólido para a posteridade. Ninguém é pleno sozinho...

Ninguém consegue ser completo no isolamento. Precisamos trabalhar em conjunto com os que foram e com os que serão, afim de construir uma história e perpetrar um legado. Muitos acreditam que um exército de ovelhas lideradas por um leão, venceriam facilmente um exército de leões liderados por uma ovelha. Isto porque o líder tem a capacidade de moldar seus liderados de acordo com sua própria mentalidade.

Esta dádiva é uma faca de dois gumes, pois quando não usada com sabedoria se torna em maldição. Líderes fracos fatalmente forjarão grupos fracos, e líderes fortes, fortaleceram seus liderados, por mais fracos que sejam. Este princípio vale para qualquer outra esfera de ação, tais como o empreendedorismo, a dedicação, a inventividade e a pró atividade. O líder sempre ira ditar o ritmo da caminhada de seus liderados.

domingo, 1 de maio de 2016

O Clamor e a Resposta


Livremente inspirado na ministração do Pr. Elói Buhl no Culto da Família realizado no dia 01/05/2016. 

Não é fácil orar. Não há plateias, é um exercício solitário e sem resposta prévia. Uma tarefa que exige paciência, aplicação, fé e muita dedicação. Qualquer outra atividade na igreja é mais fácil de realizar que a oração. Pelo reduzido número de pessoas que assistem as reuniões de oração, podemos medir qual o percentual de cristãos que realmente creem na efetividade da oração.

A oração pode ser interpretada como uma ligação poderosa entre céus e terra, quando o homem tem acesso as dimensões celestiais para espiritualmente estar frente a frente com Deus. Mais do que uma simples conversa motivada por interesses e pedidos, precisamos entender que a oração é antes de tudo um hino de um agradecimento, uma manifestação de reconhecimento e um ato de  louvor. A Bíblia faz inúmeras referências quanto a esta prática, como em Levítico 26:40-45, I Samuel 7:5 I, Reis 18:41-46, II Crônicas 33:13, Jeremias 29:7, Jeremias 33:3, Mateus 5:44, Mateus 6:5-8, Lucas 1:13; 6:12, Atos 1:14, Atos 16:25, Romanos 10:1, II Coríntios 12:7-10, Efésios 1:16, Filipenses 1:19 e Tiago 5:14-1.

Muitos também são os exemplos de homens e mulheres de Deus que oraram em situações diversas por causas variadas. Moisés orou de forma intercessora pelo povo (Êxodo 32:31-32), Ana orou pedindo um filho (I Samuel 1: 4-18), Davi orou para confessar seu pecado (Salmo 51), Salomão orou dedicando o templo ao Senhor (I Reis 8:22 a 53), Elias orou por avivamento (I Reis 18:36-37), Eliseu orou por intervenção disciplinar, (II Reis 6:17), Josafá orou num momento de crise (II Crônicas 20:5-12), os discípulos oraram por socorro (Mateus 8:25) e Jesus orou por nós (João 17). Orar não é virtude, é opção.... Não é um dever, mas sim um privilégio. Não podemos alegar falta de oração em nossas vidas por não termos o dom de orar, pois a oração é uma questão de prática, de escolha, de querer fazer.

Não existe na Terra, um único ser humano que esteja privado ou proibido de falar com Deus. Por mais miserável e pecador que seja o homem, o Senhor está solicito aguardando sua iniciativa para iniciar um diálogo sincero e genuíno. A oração, porém, precisa ser espontânea, gerada num coração quebrantado, desarmado de vaidades e convenções. Oração não é ladainha, verborragia ou tolas repetições, mas sim um momento único para PAI e filho se olharem nos olhos através da fé. A posição que oramos pouco importa... Ezequias orou deitado e Jonas em posição fetal. O que realmente se torna relevante é a nossa intenção e propósito.


Em Mateus 7:7-12, Jesus faz aos seus ouvintes algumas revelações grandiosas sobre o poder da oração: Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta. Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta. "Qual de vocês, se seu filho pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou se pedir peixe, lhe dará uma cobra? Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem! Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam; pois esta é a Lei e os Profetas.

Neste ensinamento de Cristo, fica muito claro que Deus não só tem um imenso prazer de ouvir a oração de seus filhos, mas tambem está inclinada a atende-las. Desde que, obviamente, elas se enquadrem dentre de preceitos divinamente estabelecidos, que visam tanto a praticidade da oração quanto a necessidade da concessão divina. Para uma oração eficaz é preciso FÉ. Para uma resposta de Deus faz se necessário “comprometimento” em honrar os próprios compromissos: para ser perdoado é preciso perdoar e para receber é preciso doar.

Em Mateus 6:9-13, Jesus ensina aos seus seguidores alguns elementos básicos da oração. Primeiro ele instrui seus discípulos o valor da honestidade no momento da prece, é que repetições tolas não comovem o coração de Deus. Então, com o didatismo de um grande Mestre, Jesus realiza uma oração modelo, nos ensinado como proceder em momento tão solene:

“Pai nosso que estais no céu” (reconheça a autoridade de Deus), “santificado seja vosso nome” (reconheça a santidade de Deus, e a respeite), venha a nós o vosso Reino (reconheça o domínio de Deus sobre tudo e todos), “seja feita a vossa vontade” (reconheça a sabedoria de Deus e aceite seus desígnios), “assim na terra como no céu” (reconheça a onipresença de Deus e sinta-se abraçado por Ele). “O pão nosso de cada dia nos dai hoje” (aceite o fato que a provisão do Senhor é diária e confie plenamente no seu sustento), perdoai-as nossas ofensas (confesse seus pecados e sinta-se perdoado), “assim como perdoamos quem nos tem ofendido” (não leve mágoas para o momento da oração, só é possível se aproximar de Deus com coração puro). “Não nos deixe cair em tentação” (aceite suas limitações e fraquezas, e deixe que o poder de Deus se aperfeiçoe nelas), “mas livrai-nos do mal” (confesse que há batalhas que são grandes demais para você, e as entregue a Deus). “Pois teu é o Reino, o Poder e Glória para todo sempre” (jamais deixe passar a oportunidade de expressar louvor e gratidão pelo que o Senhor já fez em sua vida... as demais coisas virão ao seu tempo).


Pátria Amada (Palavra Pastoral - Maio 2016)


Nosso país está atravessando uma das piores crises de sua história recente, momento que ficará para sempre registrado na memória do brasileiro.... Muitas bases que sustentam os pilares desta nação estão abaladas. Crise moral, ética financeira e política.

Praticamente todos os segmentos da sociedade entraram num estado de inércia, travados em decorrência de uma onda de corrupção jamais vista neste solo abençoado. Todos estes fatores convergem para mais um processo de impeachment no executivo do país. A presidente está em péssimos lençóis...

O cidadão de bem contempla desolado este cenário. Manifestações verdes, amarelas e vermelhas, criam no país uma verdadeira polarização, dividindo classes, rotulando pessoas, ricos contra pobres, brancos contra negros, religiões, sindicatos, MST, movimentos sociais... Todos pressionados a tomar posição na guerra “petralhas x coxinhas”.

 No afã deste embate, esquecemos que somos todos “filhos deste solo”, uma nação de brasileiros sob uma única bandeira. Um só Brasil, um povo humilde, sofredor e guerreiro, que canta aos plenos pulmões dizendo que “os filhos desta pátria não fogem da luta”. 

Sempre disse (e continuarei dizendo) que a solução para a crise brasileira está nos joelhos da igreja. Acredito com toda convicção e fé nas palavras do nosso Deus registrada em II Crônicas 7:14: - E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.

Entendeu a simplicidade desta promessa?  

O povo de Deus clama com fé e devoção, o Senhor ouve dos céus a voz de seus filhos, e vem em seu socorro, sarando sua terra.

Posicionamento e oração contristada. Este é o segredo para se consertar o Brasil, que no momento se encontra despedaçado em partes desiguais.

Igreja, ore pela Nação....

Ore pelos nossos governantes (independente de quem seja) .... Ore pelo nosso judiciário (enfraquecido e vulnerável) ....

Vamos orar pelo Brasil, somos um povo forte que serve um Deus Forte e mui fiel, que só espera ouvir nosso clamor, para cumprir sua promessa de cura sobre nossa pátria amada...

Brasil nosso Amor... Brasil pátria abençoada!

Mãozinhas para cima... Grande Abraço