quinta-feira, 12 de maio de 2016

EBD - Paz: o prazer inefável da tranquilidade e serenidade



Material Didático
Revista Jovens e Adultos nº 99 - Editora Betel
Fruto do Espírito - Lição 07
Comentarista: Pr. Israel Maia

Comentários Adicionais
Pb. Miquéias Daniel Gomes


Texto Áureo
Filipenses 4.7
E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.

Verdade Aplicada
A verdadeira paz produz uma sensação de prazer indescritível na vida de quem recebe o fruto do Espírito.

Textos de Referência
Romanos 5.1-5

Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo; pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.
E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência; e a paciência, a experiência; e a experiência, a esperança.
E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.


A Vida e a Paz
Comentário Adicional
Pb. Miquéias Daniel Gomes

A morte de Jesus foi sem duvidas um dos eventos mais impactantes da história. Ainda hoje, é impossível não se emocionar ao ver uma cena que represente a Crucificação de Cristo ou ouvir uma narrativa (ou canção) que nos remeta a via crucis e a paixão do Salvador. Se dois milênios depois, ainda somos profundamente afetados por este acontecimento, imagine o impacto vivenciado pelos seguidores de Jesus, que testemunharam todo este drama ao vivo e em cores. Cristo teve centenas de seguidores e simpatizantes ao longo de seu ministério, dentro os quais, destacavam-se setenta discípulos. Depois de uma intensa noite de oração, Jesus escolheu dentre ele doze homens para formar seu “círculo de confiança”, os quais viriam a ser conhecidos como “apóstolos”. A morte de seu mentor e líder não apenas causou grande comoção neste homens, como abalou as estruturas do grupo. Um deles traiu o Mestre, outro se tornou um renegado e outros nove se omitiram, confusos e assustados. Apenas João se manteve leal aos pés da cruz. Com Jesus morte e sepultado, aqueles homem se reuniram a portas fechadas no cenáculo. Ao longo de três intensos anos, eles andaram com Cristo. Dormiram sobre o mesmo teto, comeram da mesma porção, caminharam os mesmos caminhos, conheceram as mesmas pessoas, frequentaram as mesmas festas. Olhavam para os olhos do próprio Mestre enquanto bebiam da fonte de seu inesgotável saber. Cada ensinamento, cada palavra de vida eterna chegaram primeiro aos seus ouvidos, receberam afago e carinho. Desfrutaram da beleza que há na correção feita em amor e da doçura existente numa severidade empática. Homens privilegiados com um chamado exclusivo e pessoal, testemunhas oculares de cada milagre, participantes de cada página da mais bela história já registrada. Tinham motivos de sobra para crer, mas por um instante duvidaram, pois aparentemente seu Mestre tinha ido embora numa viagem sem retorno e agora eles estavam sozinhos, a mercê da própria sorte. O caminho fora interditado, a verdade tinha sido sepultada e a vida estava morta.

A incerteza do futuro rouba a paz e inquieta o espírito.  O cenário que se descortinava diante daqueles homens era nebuloso e repleto de desesperança. O que fazer da vida quando se assiste aquele que é a própria VIDA agonizar e morrer. Os discípulos estavam silenciosos porque lhes faltavam palavras. O que teriam para falar se a voz que os instruía se calará pra sempre? Eles abandonaram Jesus em seu momento de maior agonia e sofrimento, e agora se sentiam sozinhos. Medo, dúvidas, insegurança, frustração, vergonha... Sentimentos que em nada corroboram para a paz. Aqueles homens estavam sendo consumidos por tribulações. Mas o sepulcro frio e escuro só conteve Jesus por três dias. Na manhã de domingo, um Cristo vivo e radiante aparece a Maria Madalena e ordena: Vá e diga aos outros que eu ressuscitei! Ao ouvir esta noticia, os discípulos se enchem de esperança e correm ao jardim onde Cristo jazia, porém, chegando ao tumulo, nada vêem além de um lugar vazio... Tão vazio quanto seus lúgubres corações. A inquietação de nossa alma não só perturba nosso espírito, como também esmaga a fé e limita nossa visão de futuro. Esquecemo-nos até mesmo das promessas feitas por aquele que é fiel.  

Na tarde daquele dia, um grupo desfalcado esta isolado do mundo, recluso entre paredes seladas quando Cristo se faz presente entre eles. Jesus poderia lhes inquirir sobre a debandada da ultima sexta feira, ou recriminar-los pela omissão e ainda expor as negativas de Pedro. Mas não... O Cristo entrega a eles aquilo que mais precisam no momento: - Recebam a minha “PAZ” (Lucas 24:37). Jesus estava de volta. Diferente, é verdade, mas ainda assim o mesmo Messias amável e benigno que conheciam tão bem. O bom Mestre sabia que ainda havia muito trabalho a ser feito e seus discípulos precisavam de muita “lapidação” antes de serem os fundamentos que estavam destinados a ser (Apocalipse 22:14). Embora fossem eles os escolhidos, ainda não estavam preparados. Criam, mas não confiavam. Foram devidamente instruídos, mas não estavam capacitados. Aqueles eram homens especiais, escolhidos pelo próprio Cristo, pois havia dentro de cada um potencial para pavimentar a estrada do evangelho que se estenderia pela posteridade, mas sem alguém para pegá-los pelas mãos e conduzi-los constantemente, com certeza, iriam errar o caminho. Então, em corpo presente, Jesus os estabiliza com sua PAZ, pois somente sobre um terreno estável é possível edificar com segurança. Depois, Cristo lhes envia o Espírito Santo, que é quem, ainda hoje, produz em nós a mesma PAZ entregue a Jesus aos seus apóstolos.


Em busca da verdadeira paz

Nesta lição, estudaremos a característica do Fruto do Espírito que produz um efeito profundo na vida do servo de Deus. A paz mantém o indivíduo sereno e tranquilo mesmo em meio às tribulações da vida. A partir do momento em que começa a desenvolver o amor e o gozo, o cristão passa a sentir uma imensa sensação de paz, característica do Fruto do Espírito que a humanidade mais tem buscado nos dias atuais. Porém, só alcança esta paz quem tem a certeza de que desfruta de um perfeito relacionamento com o seu Criador. Sem esse relacionamento, o indivíduo anda vagueando pelas infovias em busca de alguma paz (Filipenses 4:7). Em um de seus diálogos com os discípulos, Jesus os acalentou acerca da paz que tanto o homem busca. As palavras do Mestre visavam trazer um sentimento de tranquilidade para aqueles que puderam experimentar a companhia do próprio Deus durante o Seu ministério terreno (João 14:27). Mais adiante, em outro momento especial, Jesus apresenta como essa paz se faria presente em meio ao Seu povo (João 16:7). Em seu discurso, o Senhor apresenta o Espírito Santo como agente desta paz. Quando o indivíduo começa a trabalhar em busca do amadurecimento do Fruto do Espírito Santo, ele conhece a paz que foi apresentada pelo apóstolo Paulo aos filipenses: a paz que excede todo entendimento (Filipenses 4:7). As infovias são um conjunto de linhas digitais por onde trafegam os dados das redes eletrônicas, possibilitando através delas o acesso a todo tipo de informação sem um controle central, ou seja, tudo pode ser acessado por todos de maneira global (Daniel 12:4). A busca descontrolada por alguma coisa que possa produzir paz acaba por apresentar ao indivíduo um mundo de informações que podem danificar a sua forma de viver, levando muitos a perderem a comunhão com Jesus Cristo, o único que fornece a verdadeira paz.

No texto bíblico de Isaías 9:6, Jesus Cristo nos é apresentado como Príncipe da Paz. Este poderia ser encarado como mais um dos tantos títulos maravilhosos que são devotados ao nosso Deus (Apocalipse 1:8). Entretanto, neste título existe uma diferença em relação a todos os outros, pois ele nos mostra que não existe como ser participante da verdadeira paz se não estivermos em uma comunhão perfeita com o Filho de deus. A paz que nos é fornecida pelo Príncipe da Paz não está atrelada a acontecimentos externos, mas vem direto do Pai das luzes na pessoa do Seu Filho. A sociedade tem cada vez mais tentado provar que paz é a ausência de guerra. A cada dia, os governos têm procurado criar meios de se associarem com a criação de grupos formados por países, buscando um comércio comum e um sistema financeiro unificado (vide União Européia e MERCOSUL). Tais organizações buscam promover uma paz entre as nações, buscando a garantia de que não colocarão o mundo em risco de guerras (Tiago 3:18). Mais uma vez, estamos diante dos apelos midiáticos, que visam colocar a todos em um lugar comum.

Viver neste mundo é viver em um barril de pólvora. Por todos os lados ouvimos notícias de guerras e rumores de guerras. A cada dia surge um novo inimigo público, seja no âmbito das nações, com grupos terroristas que aterrorizam a todos, ou no âmbito social, com elementos que se apresentam como paladinos das populações menos favorecidas em prejuízo de todo o resto da sociedade. Como viver em paz diante de um cenário como este? O passo a ser dado é ter paz com o Criador (Salmo 91:10). Quando temos paz com Ele, passamos a experimentar, através de Sua infinita graça, este sentimento de bem-estar e satisfação que só se manifesta na vida de quem está na presença de Deus (Romanos 5:1-2). Quando o cristão vive uma vida dedicada às coisas concernentes ao Reino de Deus, não teme nada, pois, ao ter uma caminhada dirigida pelo Espírito, tem as suas emoções controladas, impedindo que viva uma vida permeada de ansiedade (I Pedro 5:7), medo e preocupações, ou seja, este tipo de sentimento não tem como ser traduzido de forma racional (Filipenses 4:7). Não saber explicar este sentimento não o torna impossível de ser sentido, mas estar em comunhão com Deus produz um sentimento de confiança que é desenvolvido pelo amadurecimento do Fruto do Espírito Santo.


Paz na Tempestade
Comentário Adicional
Pb. Miquéias Daniel Gomes

A “ansiedade” é com certeza um sentimento que define nosso mundo. Agendas abarrotadas, dias extremamente curtos, excesso de trabalho e encontros diários com a opressão. Não temos espaço em nossas vidas (ou em nossos dicionários) para palavras como serenidade e tranquilidade. Vivemos tempos de perturbação e conturbação, brilhantemente capitada na pintura de um velho artista: montanhas desoladas sendo severamente castigadas por uma imensa e assustadora tempestade.   O interessante é que este quadro ganhou o premio principal em um concurso cuja temática era “PAZ”. Como? Conta-se que certo príncipe, decidiu promover uma exposição de arte e dar um bom premio ao artista que melhor representasse a PAZ. Centenas de obras foram inscritas e o que não faltou foram imagens de pássaros brancos, rios cristalinos, por do sol dourado, jardins floridos e arco-íris. Uma delas, porém, chamava a atenção por mostrar montanhas rústicas com pedras pontiagudas e ameaçadoras que não davam espaço para qualquer vegetação. O céu era negro com raios avermelhados cortando a escuridão. O cenário estava borrado pela tempestade torrencial que caia e pelo vento percebido nos traços não lineares dos riscos acinzentados que traziam vida ao temporal...  Todos ficaram indignados quando aquela obra foi escolhida como a grande vencedora, e foram embora murmurando, sem perceber um detalhe no canto inferior do quadro, onde na fenda da rocha, um pequeno pássaro, aconchegado em seu ninho, dormia sossegadamente.

O termo “Paz” não significa necessariamente “ausência de conflitos”. Paz em grego é “Eirene”, que pode ser traduzida por tranqüilidade de coração e mente baseada na convicção que esta tudo bem entre a alma do homem e o seu criador. No hebraico, o significado básico de “Shalom” (palavra que correspondente para PAZ) é harmonia, plenitude, firmeza, bem-estar e êxito em todas as áreas da vida. Ou seja, a PAZ não é um sentimento e sim um estado de espírito. É uma atitude de serenidade, calma, força, tranquilidade e quietude de espírito, produzida pelo Espírito Santo em nós, mesmo nas adversidades e nas tribulações. Uma paz diferenciada que não se esvai diante das tragédias, pois é forte o suficiente para nos guiar em calmaria mesmo em meio aos vendavais; pois quando a tempestade aperta e o vento derruba até os que estão voando pelos céus, nós nos escondemos na fenda da ROCHA (que é Cristo) e dormimos em paz, afinal, dos seus filhinhos Deus cuida enquanto dormem (Salmos 4:8).

Jesus nos prometeu essa paz quando disse aos seus discípulos: “A minha paz vos deixo, a minha paz vos dou (João 14:27). Esse tipo de PAZ não é natural no ser humano, mas sim proveniente  de nossa perfeita confiança em Deus. Ela se deriva no fato de que nosso Senhor cuida de nós constantemente e assim não existem motivos para desespero ou insegurança. Dessa forma temos  os nossos corações guardados contra da ansiedade e nossas mentes blindadas contra o desespero. Essa PAZ é plantada em nós pelo próprio Jesus, mas deve ser desenvolvida por nós através da meditação e aplicação da PALAVRA e da busca diária pela presença de  Deus em nossas vidas. Afinal, é preferível estar no meio de uma tempestade tendo Jesus em nosso barco, do que navegar em águas tranquilas sem ele.



Um descanso permanente

A paz é um sentimento íntimo e profundo de sossego vivenciado pelo indivíduo, independente dos acontecimentos que o rodeiam. Quando o indivíduo escolhe viver uma vida de paz com Deus, ele começa a ser presenteado por Ele com uma intensa posição de serenidade em relação ao que recebe de informações negativas. Mesmo em meio à tempestade e o medo dos discípulos, Jesus não saiu da sua posição e, quando solicitado, forneceu a sua serenidade a todos (Mateus 8:23-27). Paulo, em sua carta aos Colossenses, disse que fomos chamados por Deus para uma vida de paz, que será vivida por todos que fizerem parte do Corpo de Cristo. Logo, devemos ser agradecidos e buscar produzir o amadurecimento do Fruto do Espírito, através do qual dominaremos os mais profundos sentimentos em nossos corações (Colossenses 3:15). Hoje já virou um jargão em algumas pregações a seguinte frase: “é muito fácil ser cristão quando tudo vai bem”. A verdade é que para o cristão verdadeiro nunca as coisas irão mal, pois, se estiver em Cristo, no momento da tempestade, basta clamar que Ele irá acalmá-la. O servo fiel deve manter, sempre, uma posição de serenidade, pois não há mal que poderá se abater sobre a sua vida (Salmos 91:10).

A paz do fruto do Espírito é algo que deve ser compartilhado com todos aqueles com quem nos relacionamos. Viver em comunhão é fazer parte de um mesmo corpo e não se pode fazer parte de um corpo vivendo um ambiente sem paz. Em sua carta aos Romanos, o apóstolo Paulo orienta que sempre que for possível devemos buscar viver em paz com todos. (Romanos 12:18). Viver em paz na sociedade tem como efeito principal o processo de santificação, pelo qual todos devem passar se desejarem ver a Deus (Hebreus 12:14). Se não buscarmos o amadurecimento da paz do Fruto do Espírito Santo em nós, estaremos fadados a nos afastar cada vez mais do Criador, pois, se não cultivarmos a paz com o homem, não poderemos ter paz com o Senhor. A sociedade atual não tem interesse em promover a paz entre os homens. Quando do nascimento de Jesus Cristo (Lucas 2:11), Deus declarou que o Seu desejo era que houvesse paz na Terra. Para que isso viesse a se tornar realidade, Ele estaria disposto a demonstrar boa vontade para com os homens (Lucas 2:14). Nesta declaração do Senhor fica claro que se dependesse dEle a paz seria uma constante no mundo. Entretanto, a sociedade religiosa da época tratou de interferir nos planos do Senhor, se colocando entre o Cristo e os homens.

Os sentimentos de paz, sossego e serenidade são características que fazem do servo do Senhor um indivíduo diferente. A Palavra de Deus afirma que os que não servem a Cristo não experimentaram a paz íntima e verdadeira (Isaías 48:22). Viver em um mundo onde não se tem certeza de nada é algo terrível para muitos. Mas, para quem conhece a Jesus de forma íntima, esta falta de certeza veiculada pela mídia não assusta, pois experimenta uma paz que firma todas as suas emoções em Cristo. Desfrutar de paz é descansar nos braços do Senhor e ter a certeza de um sono tranquilo. Nenhuma ameaça vinda de pessoas será capaz de tirar a paz de um servo fiel (Salmos 56:11; 118:6). A paz tem sido responsável pela manutenção da esperança entre os servos de Deus, recebida pela virtude do Espírito Santo (Romanos 15:13). Em momentos de tribulação, sabemos que a paciência se manifesta e com isso um crescimento de nossa experiência, que irá fortalecer a nossa esperança nas vitórias que virão das mãos do Senhor (Romanos 5:3-4). Os momentos de tribulações são, na sua maioria, momentos que devem ser encarados com serenidade, pois a serenidade nada mais é do que um posicionamento de quem desfruta da verdadeira paz do Espírito em Cristo.



Paz  e Esperança
Comentário Adicional
Pb. Miquéias Daniel Gomes

Podemos afirmar que a “paz” emanada de Cristo é uma garantia de estabilidade para a vida cristã. Mesmo nadando contra a correnteza, confrontando o mundo e seus sistemas corrompidos, devemos sempre estar em absoluto equilíbrio espiritual, sem deixarmos que nossos sentimentos e ações sejam inflados pelas rupturas catastróficas da moral humana. A “paz” é base que mantém solida nossa espiritualidade nos cenários mais tempestuosos. Em Romanos 12:9-21, o apóstolo Paulo lista uma série de virtudes que devem ser priorizadas na vida de todo cristão, tais como generosidade, hospitalidade, perseverança na oração, zelo não remisso, amor fraternal sem hipocrisia, apego ao bem, aborrecimento ao mal e fervor de espírito. Porém, duas das qualidades listadas neste texto exigem de nós um árduo exercício de devoção, fé e fidelidade: Alegre Esperança e Paciência na Tribulação (Romanos 12:12). Embora aqui tenhamos dois conceitos distintos, ambos estão completamente interligados, e juntos, ilustram o poder estabilizador da “Paz de Cristo”. A WEB define “ESPERANÇA” como sendo uma crença emocional na possibilidade de resultados positivos relacionados com eventos e circunstâncias da vida pessoal, sendo requerida uma certa perseverança para se acreditar que algo é possível mesmo quando há indicações do contrário. Para o cristão, a esperança deve estar focalizada em Cristo e embasada em fé. Paulo apresenta em Romanos 5:1-4 um mapa do que podemos chamar de “CAMINHO DA ESPERANÇA”: 

“Agora que fomos aceitos por Deus pela nossa fé nele, temos paz com ele por meio do nosso Senhor Jesus Cristo. Foi Cristo quem nos deu, por meio da nossa fé, esta vida na graça de Deus. E agora continuamos firmes nessa graça e nos alegramos na esperança de participar da glória de Deus. E também nos alegramos nos sofrimentos, pois sabemos que os sofrimentos produzem a paciência, a paciência traz a aprovação de Deus, e essa aprovação cria a esperança. Essa esperança não nos deixa decepcionados, pois Deus derramou o seu amor no nosso coração, por meio do Espírito Santo, que ele nos deu”. Para que o Cristão tenha uma esperança viva e a prova de decepções, a mesma deve ser cultivada em um coração cheio de amor e aprovado por Deus. Essa aprovação se dá mediante a paciência que demonstramos em meio aos sofrimentos. Em seu texto “O Casulo”, nosso Pr. Wilson Gomes faz uma analogia entre o processo metamórfico da lagarta para borboleta e do crescimento espiritual que pode ser obtido das mais traumáticas experiências, e conclui: A dor é uma professora excelente, o sofrimento é disciplinador e as intempéries da vida são a academia da alma. No casulo, nos fortalecemos para enfrentar o mundo, e o conhecimento adquirido nesta escola é eterno e imutável.

No livro de Eclesiastes, o sábio rei Salomão esta revisitando seus antigos provérbios  e elabora alguns conceitos bem interessantes sobre as adversidades da vida. Um dos mais peculiares é sua preferência por “velórios” a “festas”, pois o luto favorece a introspecção e o autoconhecimento, enquanto as celebrações podem nos dar uma utópica versão da realidade (Eclesiastes 7:2).  Em outras palavras, boas experiências podem ser retiradas das piores situações. Paulo vai muito além e ensina que nosso sofrimento deve nos trazer alegria. Fechar este ciclo, e passar pelas tribulações com um sorriso nos lábios e esperança latente no coração e a prova cabal de nossa fé, que retumba vigorosa em meio aos cenários mais adversos, nos dando a certeza absoluta que Deus tem total controle de nossas vidas e navega ao nosso lado contra as correntezas do mais arredio mar. Vivenciar esta verdade é experimentar da mais absoluta e genuína “paz”.


Lições práticas

A primeira seção do fruto do Espírito conta com três características (amor, gozo e paz) que garantem ao indivíduo o desfrutar de uma vida equilibrada, pois permitem uma condição de tranquilidade, onde os sentimentos estão protegidos pela ação do Espírito Santo. Ao ter a oportunidade de  experimentar o amor de Deus e desenvolvê-lo em relação ao próximo, o indivíduo passa a viver pleno de gozo, isto é, alegre por poder simplesmente ter a alegria de desfrutar das coisas boas da vida. O amor aliado à alegria produzirá um sentimento de imensa paz interior, que só tem aquele que desfruta da certeza de uma vida eterna com Deus (João 14:1-2). Ao desfrutar deste intenso sentimento de prazer produzido pela paz interior, o indivíduo passa a ter condições de rejeitar os apelos midiáticos impostos pelos meios tecnológicos. Enfatize para os alunos que, mesmo em momentos de angústia, o cristão encontrará socorro naquele que sempre está ao seu lado em todos os momentos (Salmo 46:1).

Todos os dias somos atacados com informações. Muitas vezes não são nem de origens confiáveis, São notícias que ferem os nossos princípios religiosos, morais e espirituais (Mateus 18:7). Parece existir uma ação orquestrada pelo inimigo visando desestabilizar a todos, mas nenhuma arma forjada contra o povo de Deus prosperará (Isaías 54:17a). Nenhuma notícia ou evento fictício irá tirar o servo do Senhor do centro de suas faculdades mentais, pois Deus garante uma paz que finaliza toda tentativa projetada pelo diabo. O inimigo de nossas almas não desiste de tentar destruir a tranquilidade da humanidade. Para desespero do inimigo de nossas almas, existe no mundo um povo que foi escolhido por Deus para provar que ainda que Satanás viva se utilizando de todos os meios para influenciar a sociedade ele não conseguirá dominar a Igreja do Senhor, que permanecerá pregando a Palavra da verdade provando que se pode, sim, viver uma vida em paz, mesmo em um mundo inundado pelo mal (I João 5:19).

Através de uma atitude inadvertida. Adão se deixou levar pelo apelo de Eva e, não medindo consequências, tomou parte do pecado proposto por ela. Este ato levou toda criação ao sofrimento (Romanos 8:22). Ainda assim, o Criador providenciou um meio para que o homem pudesse ter resgatada a paz vivida pelos dois no jardim do Éden. Em Jesus Cristo podemos vivenciar o mesmo sentimento de paz que Adão experimentou no paraíso (João 14:27). Assim como o diabo conseguiu fazer com que Eva fosse usada como seu instrumento para operar a queda de Adão, hoje ele tem se utilizado dos meios de comunicação e da tecnologia para desviar o homem de sua comunhão com o Criador (I Coríntios 1:9). É preciso que a Igreja de Cristo esteja atenta para identificar até onde o uso da tecnologia não é prejudicial e não visa abalar a paz do indivíduo com notícias devastadoras.


Conclusão

Ao estudar o amor, o gozo e a paz, percebemos que elas se referem aos sentimentos do homem consigo próprio, isto é, fazem com que o indivíduo tenha uma vida melhor. O amadurecimento desta primeira seção do fruto do Espírito proporcionará um bem-estar indescritível para o homem.




O Fruto Espiritual é uma prova eficaz que estamos progredindo em nosso processo de santificação, tornando nossa maturidade espiritual perceptível.  Este fruto só será completo se for constituído de amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperanças. Para aprender ainda mais sofre o Fruto do Espírito, e a frutificação espiritual na era da pós modernidade, participe neste domingo, 15 de maio  de 2016, de nossa EBD.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Quarta Forte com Pr. Jonathan Olequavi


A Quarta Forte realizada deste dia 11 de maio de 2016 foi mais que especial. Além da participação dos cantores Bene Wanderley e Adrielly Olevaqui, a reunião contou com uma palavra exegética e mui reveladora do Pr. Jonathan Olequavi, que baseado no texto de I Coríntios 12:1-10, ministrou sobre a “Pedagogia do Sofrimento

O texto de Coríntios 12 é um dos escritos bíblicos mais discutidos por antigos e modernos teólogos. Este apóstolo notável, fundador de diversas igrejas primitivas por toda antiga Ásia, o mais bem-sucedido missionário da história e comissionado em pessoa pelo próprio Cristo, registra sua visita ao terceiro céu, após ser arrebatado pelo Senhor. Ali, ele viu e ouviu coisas das quais se negava a falar, tamanha a grandiosidade de suas visões, deveras impactante para a homem natural.

Porém, esta experiência sobrenatural trouxe sobre Paulo um efeito colateral, afim de que não se “ensoberbecesse” demais, por ter estado onde nenhum outro homem jamais pisou. O apóstolo foi ferido com um “espinho na carne”, que o inquiria diariamente, como se fosse um agente de Satanás a lhe esbofetear o rosto. Paulo era um homem de fé, e insistentemente orou ao Senhor pedindo que o livrasse daquela dor, porém, todas as suas petições foram negadas pelo Altíssimo. Em sua terceira oração, ele recebeu uma resposta que apesar de não trazer a cura que tanto desejava, acalentou seu coração e se tornou o contexto de sua vida: - A minha graça te basta!

A partir deste ponto, a vida de Paulo ganhou um novo lema, e um sentido aparentemente paradoxal. O homem que visitou o Trono de Deus não mais se orgulhava de sua espiritualidade elevada e de seus feitos admiráveis, mas sim de suas fraquezas e de seus sofrimentos. Paulo entendeu que o “PODER DE DEUS” se aperfeiçoa em “NOSSAS FRAQUEZAS”.

O homem sofre, e isto é um fato inquestionável. O sofrimento é uma condição generalizada da humanidade, e não podemos em qualquer instância, culpar Deus por esta situação. Tragédias se proliferam pelo mundo numa escala grandiloquente, a dor flerta com nosso dia a dia, perdas nos rondam sistematicamente e a morte visita incontáveis famílias a cada minuto. Com isso, muitos se decepcionam e imergem num pântano de sofrimento e ostracismo espiritual, se apostatando da fé, perguntando para sua própria alma: - Onde está Deus?

A resposta para esta questão é simples e objetiva. Deus está onde sempre esteve, inabalável em seu Santo Trono, emanando justiça, graça e bondade, perfeito em sua vontade e nos seus propósitos, tendo o controle absoluto do universo na palma de suas mãos. Sua intenção para com o homem ainda é a mesma da época do Jardim. Ele deseja estar em comunhão com seus filhos, porém, respeita o livre arbítrio e as escolhas que o homem faz. O Criado alertou Adão e Eva que o pecado traria a morte, e mesmo assim, iludidos por Satanás, o primeiro casal desobedeceu ao Senhor desejando “ser igual a Deus”. O resultado foi trágico, e o mal tornou-se conhecido e notório. O pecado abriu as portas para o sofrimento entrar no mundo.

Pedro foi categórico ao afirmar que muitos homens sofrem por serem maus. Os salmistas ressaltam que o caminho dos perversos é tumultuado por suas ações. Muita gente confunde “consequência de atitudes pecaminosas” com “sofrimento aleatório”. A grande verdade é que Deus não é culpado por estas mazelas, e o Diabo também não.  Quem está disposto a experimentar do doce sabor do pecado, precisa estar disposto a sentir o amargo gosto das consequências.

Mas nem todo sofrimento é originado em ações pecaminosas. Existem também conturbações naturais inerentes a vida humana. Nem sempre há razões para se “espiritualizar” a dor. Somos uma geração hedonista e materializada, onde pregadores da teologia da prosperidade inserem em mentes incautas, o falso conceito que a comunhão com Deus afasta de nós todo tipo de sofrimento. A vida do cristão não é indolor. Por vezes é preciso chorar, guardar luto, frequentar hospitais, vivenciar perdas, assinar uma carta de demissão.  Homens de Deus também sofrem, ficam doentes e tem a boca amargada pela dor.

Conscientes desta realidade, encontramos uma terceira razão para o sofrimento: a vida cristã. Estar em Cristo implica em sofrimento. Paulo testifica que sua dor tinha um propósito divino, agindo como uma trava de segurança contra o hedonismo e a soberba. O espinho na carne que afligia o apóstolo clamavam em alta voz a sua humanidade e a sua  dependência de seu Deus. Neste contexto, o sofrimento é uma ação momentânea do Senhor, produzindo em nos um fruto de glória eternal. 

E neste caso, Satanás entra em cena com raro oportunismo, e trabalha para transformar uma ferramenta divina usada para construção, numa arma que nos destrói de dentro para fora. E infelizmente, muitos não entendem a situação, e ao invés de submeter-se ao trabalhar de Deus em nosso aperfeiçoamento espiritual, dá vazão a voz enganosa de Satanás, que sussurra em nossos ouvidos palavras dolosas, esbofeteando nossa face, tentando demolir os alicerces de nossa fé.

O “NÃO” de Deus, é uma das respostas mais produtivas que podemos receber. Ele nos dá limites e parâmetros. Deus usa algo que parece ser “mal” para propósitos “bons”. Na mão do Senhor o sofrimento é pedagógico. Através dele somos ensinados, discipulados, purificados e santificados. Quem busca a comunhão com Deus entende que o sofrimento é uma cola que nos une a Ele.

Na caminhada cristã, o deserto não é acidente de percurso, mas sim agenda de Deus. Em nossa fraqueza, Deus nos fortalece!



Dorcas - exemplo de fé e obras


Dorcas era uma mulher generosa, que mesmo depois da morte, colheu frutos gloriosos por suas excelentes obras, sendo o primeiro caso de ressurreição depois da ascensão de Jesus. O milagre aconteceu porque os irmãos da cidade de Jope (principais beneficiados pela bondade de Dorcas), se mobilizaram em clamor, recorrendo a Pedro para que este orasse pelo “improvável” milagre. E o milagre aconteceu. Boas obras dão início a um ciclo glorioso de bem-aventuranças que nem mesmo a morte pode interromper (I Timóteo 4:7). Pensar no próximo antes de nós mesmos pode ser a chave para as nossas maiores conquistas. Jó passou cerca de 40 capítulos tentando encontrar respostas para suas mazelas e tragédias pessoais, e neste tempo, sua situação continuou caótica e sem solução. Mas bastou “um” versículo orando pelos seus amigos, para que seu cativeiro fosse virado e a restituição batesse em sua porta (Jó 42:7).

A ajuda prestada a outros mostra que a Palavra de Deus está na vida do servo de Deus. O cuidado com as necessidades diárias das pessoas prepara o solo do coração delas para que a Palavra de Deus crie raízes. Dorcas era fervorosa e abnegada. Para ela, tudo era fácil. Ela não contava o tempo, nem media esforços. Não barganhava com a s pessoas, nem com Deus. O que ela tinha não era absolutamente dela e sentia um prazer tremendo em ajudar os outros, em deixar os outros felizes. Dorcas era uma pessoa que procurava sempre elevar o espírito e o ânimo daqueles que a rodeavam. Ela sabia como suprir as necessidades de cada um. Era extremamente caprichosa e tudo quanto fazia refletia sua beleza interior.

Para Dorcas, ser cristã era uma aventura nova a cada dia. Na verdade, ela não era assim antes de sua conversão. Foi Jesus que implantou nela essa vida abundante e, todos aqueles que conviviam com ela, podiam beber dessa fonte de água viva que fluía do seu interior. Ela era verdadeiramente a mulher virtuosa (Provérbios 31:10). Ela era uma discípula notável. Onde Dorcas colocava as mãos, ficavam as marcas de sua graça e beleza interior. Sua dedicação nos leva a uma introspecção sobre nosso próprio primeiro amor com Jesus. Será que Dorcas não lembra um pouco nós mesmos? Não sentíamos uma alegria transbordante por ler a Palavra de Deus, orar, poder ir aos cultos, poder estar com os irmãos, ajuda-los em suas necessidades, poder contribuir, ser consolo e esperança para as pessoas? Tudo na nossa vida possuía brilho muito intenso e sentíamos um gosto muito grande pela vida e era verdadeiramente feliz. Essa Tabita ou Dorcas está ainda conosco?

Em Atos 9:36 a Bíblia diz que Dorcas era uma “discípula” – uma pessoa da Igreja que se dedicava a aprender e viver os ensinamentos de Jesus Cristo. Após sua morte, um grupo de discípulos teve a ideia de mandar chamar o apóstolo Pedro que estava em Lida, cidade vizinha a Jope, cerca de 14 Km de distância (Atos 9:38). No decorrer do texto, os discípulos são chamados de “os santos” – separados para Deus (Atos 9:41).

Assim, Dorcas era uma discípula de Jesus, fazia parte de uma comunidade de santos e tinha o testemunho de todos, especialmente de um grupo de viúvas, do quão bondosa e prestativa ela era. Dorcas era uma serva de Deus que revelava compromisso com o Mestre,  sendo chamada de discípula. A palavra que a descreve é “matheria” usada somente no Novo Testamento e significa discípulo feminino. Dorcas nos desafia a também sermos servos discípulos de Jesus em nosso tempo e em nossa geração. Como tem sido nosso modo de vida como servo(a) do Senhor? Temos sido cristãos devotados e dedicados ao Senhor? O Mestre pode nos confiar como discípulos as tarefas e o cuidado de pessoas e de sua obra?  

Dorcas é um exemplo na Bíblia de como devemos viver nossas vidas. A Palavra de Deus afirma que há pessoas de quem “o mundo não é digno” (Hebreus 11:38). Ou seja, gente especial, útil, que dignifica a existência humana. Prova disto é que a igreja em Jope decidiu buscar em Deus algo até então inédito: a ressurreição da discípula morta. Inédito porque, desde que Jesus fora para o céu, este milagre ainda não havia acontecido. Será que ainda podemos achar pessoas das quais o mundo não é digno? Sem dúvida, nos nossos dias ainda vivem pessoas que obedecem a uma ética superior. Elas não vivem o “olho por olho, dente por dente” que tem regido a humanidade por gerações. Quando ofendidas, perdoam. Quando ameaçadas, decidem orar. Coisas assim soam como loucura aos ouvidos de uma geração que tem provado de um mundo perverso. Nem por isso deixam de ser verdadeiras. Este mundo não é digno dos peregrinos porque eles não andam segundo os seus “brutais costumes”, mas obedecem à lei do amor.

Aprendemos com esta passagem bíblica que Dorcas era uma serva que ajudava financeiramente os mais pobres. Ela expressava sua piedade e amor ao Senhor cuidando dos mais necessitados. Muitas pessoas ganharam de presente de Dorcas as roupas de que precisavam e gostavam muito dela. Dorcas amava ao Senhor Jesus e fazia tudo com amor e boa vontade. A lição que podemos extrair da vida desta abnegada mulher é que, sempre que fazemos alguma coisa, devemos fazer com amor, porque fazemos para o Senhor. Essa generosa serva do Senhor nos desfia a amarmos mais a Deus e as pessoas do que ao dinheiro ou os bens materiais (Mateus 6:33).

O mundo já se esqueceu de muitas coisas que aconteceram, mas as obras de Dorcas sempre serão lembradas, pois são citadas na Palavra de Deus (I João 217). A ferramenta de Dorcas era uma agulha com a qual trabalhava para vestir os pobres. A discípula que pregava o evangelho com a agulha era Dorcas e fazia isto porque amava Jesus e amava os pobres. A nossa pregação somente por meio de palavras pouco vale. Se amamos a Jesus nunca nos esqueceremos da beneficência (Hebreus 13:16), principalmente para com os domésticos da fé (Gálatas 6:10). Não importa qual seja nosso dom.

O que importa é saber manejá-lo bem, para o progresso do Reino de Deus e não para nosso próprio interesse. Dorcas usava seu talento com a maior graça. Após sua ressuscitação, certamente Dorcas voltou a servir às viúvas, aos órfãos e todos que necessitavam dela. Ela poderia interromper seu ministério, mas seu amor pela obra de Deus nos permite concluir que ela continuou servindo ao Senhor com alegria (Salmo 100:1).

Será que as nossas obras são tais que na nossa saída deste mundo, a Igreja sentirá tanta falta a ponto de chorar? Entre um pequeno grupo de seguidores de Jesus, um milagre aconteceu e isto trouxe gozo indescritível para todos. Como será então quando ocorrer o arrebatamento? A ressurreição de Dorcas foi um milagre de Deus, o mesmo Deus que servimos. Ele não mudou. Deus fez o choro se tornar alegria.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Biografia - Aiden Wilson Tozer



Aiden Wilson Tozer foi pastor americano e renomado escritor, nascido em Newburg, Pensilvânia, Estados Unidos, em 21 de abril de 1897. Sua pregação e seus livros concentraram-se inteiramente em Deus. Ele não tinha tempo para mercenários religiosos que inventavam novas formas para promover suas mercadorias e subir nas estatísticas. E dele a famosa frase:  “Penso que minha filosofia seja esta: tudo está errado até que Deus endireite”.

Esta afirmação do Dr. A. W. Tozer resume perfeitamente a sua crença e o que ele tentou realizar durante seus anos de ministério. Tozer marchou ao ritmo de uma batida diferente e, por esta razão, normalmente não acompanhava os passos de muitas das pessoas que participavam de desfiles religiosos. 

No entanto, foi esta excentricidade cristã que nos fez amá-lo e apreciá-lo. Ele não tinha receio em apontar o que era errado. Nem hesitou em dizer como Deus poderia endireitar todas as coisas. Se é que um sermão pode ser comparado à luz, então, A. W. Tozer emitia raios laser do púlpito, um feixe de luz que penetrava o nosso coração, exauria nossa consciência, expunha nossos pecados e nos fazia clamar: “O que devo fazer para ser salvo?” A resposta era sempre a mesma: entregar-se a Cristo; procurar conhecê-lo de forma pessoal; crescer para tornar-se como Ele. 

Aiden Wilson Tozer nasceu em Newburg (naquele tempo conhecida como La Jose), Pensilvânia, Estados Unidos, em 21 de abril de 1897. Em 1912, sua família deixou a fazenda e foi para Akron, Ohio; e, em 1915, ele se converteu a Cristo. No mesmo instante passou a levar uma vida fervorosa de devoção e testemunho pessoal. Em 1919, começou a pastorear a Alliance Church, em Nutter Fort, West Virginia. Também pastoreou igrejas em Morgantown, West Virginia; Toledo; Ohio; Indianapolis, Indiana; e, em 1928, foi para a Southside Alliance Church, em Chicago.
Ali, ministrou até novembro de 1959, quando tornou-se pastor da Avenue Road Church, em Toronto, no Canadá. Um ataque cardíaco, em 12 de maio de 1963, pôs fim àquele ministério, e Tozer foi chamado para a Glória. 

Tozer alcançou um número maior de pessoas por intermédio de suas obras do que por suas pregações. Grande parte do que escreveu era refletido na pregação de pastores que alimentavam a alma com as palavras de Tozer. Em maio de 1950, foi nomeado editor de The Alliance Weekly, agora conhecida como The Alliance Witness, que provavelmente foi a única revista religiosa a ser adquirida graças, sobretudo, aos seus editoriais. Certa vez, o Dr. Tozer, em uma conferência na Evangelical Press Association (Associação da Imprensa Evangélica), censurou alguns editores que praticavam o que ele chamava de “jornalismo de supermercado” – duas colunas de propagandas e uma nota de material para leitura. Era um escritor exigente e tão duro consigo mesmo quanto com os outros. 

O que há nas obras de A. W. Tozer que nos prende a atenção e nos cativa? Primeiro, ele Tozer escrevia com convicção. Não estava interessado nos cristãos superficiais de Atenas que estavam à procura de algo novo. Tozer mergulhou novamente nas antigas fontes e nos chamou de volta às veredas do passado, tendo plena convicção e colocando em prática as verdades que ensinava. 

Tozer era um místico cristão em uma época pragmática e materialista. Ele ainda nos convida a ver aquele verdadeiro mundo das coisas espirituais que transcendem o mundo material que tanto nos atraem. Suplica para que agrademos a Deus enos esqueçamos da multidão. Ele nos implora que adoremos a Deus de modo que nos tornemos mais parecidos com Ele. Como esta mensagem é desesperadamente necessária em nossos dias! 

A. W. Tozer recebeu a dádiva de compreender uma verdade espiritual e erguê-la para a luz para que, como um diamante, cada faceta fosse observada e admirada. Ele não se perdeu nos pântanos da homilética; o vento do Espírito soprava e ossos mortos reviviam. Suas obras eram como graciosos camafeus cujo valor não se avalia por seu tamanho. Sua pregação se caracterizava pela intensidade espiritual que penetrava no coração do ouvinte e o ajudava a ver Deus. Feliz é o cristão que possui um livro de Tozer à mão quando sua alma está sedenta e ele sente que
Deus está longe. 

Tozer, em suas obras, nos entusiasma tanto sobre a verdade que nos esquecemos de Tozer e tratamos de pegar a Bíblia. Ele mesmo sempre dizia que o melhor livro é aquele que faz o leitor parar e pensar por si mesmo. Tozer é como um prisma que concentra a luz e depois revela sua beleza. 


segunda-feira, 9 de maio de 2016

Quais as características da Igreja fiel?



A Igreja que supera as crises de unidade, comunhão e ética, e tudo aquilo que compromete sua missão, certamente possui características de uma Igreja fiel, que vence as influências mundanas. Um exemplo marcante de Igreja frutífera são os cristãos tessalonicenses (I Tessalonicenses 1:5-8). Eles levaram a grande comissão de Cristo a sério (Mateus 28:18-20). Serviram de exemplo para outros cristãos, pois difundiam o Evangelho por onde quer que fossem (I Tessalonicenses 1.7-8).

Levaram o Evangelho para toda a cidade, e, muito além de suas fronteiras físicas, para a região da Macedônia até a região da Acaia. Certamente esses cristãos discipulavam outros crentes e evangelizavam os incrédulos. Sem dúvida, outras igrejas foram fundadas graças à propagação do Evangelho que brotou daqueles irmãos. A Igreja é um enorme celeiro e um grande depositário de vocações, talentos, recursos e potenciais.

Neste sentido, seu papel deve ser o de orientar os membros para o serviço à sociedade. Refletindo o nosso chamado para sermos sal e luz. Temos de avançar na questão da solidariedade através da conscientização. Como no sentido original da palavra “igreja” (que vem do grego “ekklesia” e significa “assembleia de santos”), precisamos recuperar a nossa vocação histórica de agentes de transformação e esperança.

O testemunho social da Igreja deve invadir as feiras e praças da cidade, o ambiente de trabalho, a escola, a universidade, entre outros. A fé cristã não cabe entre quatro paredes. Quando seguimos a Cristo devemos contextualizar a verdade, refletindo a imagem de Deus no serviço, na proclamação, na compaixão e no amor (João 13:15; I Pedro 2:21).

Segundo o escritor cristão Richard Mayhue, salvo a igreja de Jerusalém, nenhuma outra igreja esteve tão intimamente ligada à expansão missionária quanto a de Antioquia (Atos 13:1-4). Ele aponta alguns princípios básicos e eternos que contribuíram para o sucesso da referida igreja. Primeiramente, a partida de Paulo e Barnabé foi motivada e direcionada pelo espírito Santo (Atos 13:2), isto é, estava de acordo com o chamado e vontade de Deus, e não de homens. Em segundo lugar, a igreja confiou os dois obreiros a Deus e os encarregou de promover a expansão do Evangelho, ou seja, foram enviados pelo Espírito Santo e pela igreja local. Entendemos aqui que Paulo e Barnabé estavam debaixo de cobertura espiritual (Atos 13:3). Outro ponto a ser observado é que a igreja cedeu de boa vontade seus melhores homens, Paulo e Barnabé, em obediência à orientação do Senhor (Atos 13:4). Ela não foi mesquinha nem individualista em reter ou limitar a obra de Deus na vida dos seus servos e permitiu que o processo no campo missionário tivesse continuidade. Ela não tentou, de forma egoísta, segurá-los para si.

Sendo assim, é preciso que a igreja atual reflita e repense sua recente prática missionária. O nosso Mestre já direcionou o caminho a ser trilhado e não podemos pensar em missões de forma diferente. Missões, que inclui o evangelismo local e às nações (Atos 1:8), não é o título, nem cargo. É trabalho sério. Desse modo, sempre debaixo da orientação do Espírito Santo, urge para pregarmos a Palavra a todo o mundo (Marcos 16:15), a tempo e fora de tempo (II Timóteo 4:2).

Temos que conhecer quem é Jesus. Você tem que conhece-Lo e permitir que Ele perdoe seu pecado e que derrame amor de deus em seu coração. Então você poderá perguntar a Ele: “Senhor. O que quer que eu faça?”. Não pense que Cristo imporá uma lista enorme de coisas que não pode fazer.

Quando se caminha com Cristo, você pode fazer o que quiser, pois Cristo fará você querer a vontade de Deus. E hoje a vontade de Deus para a Igreja é que estendamos nossa mão para o próximo. A Bíblia nos ensina que temos de nos tornar pessoas que se importam com os outros. Nossa prioridade é para com os membros do Corpo de Cristo, particularmente com a Igreja Perseguida. Quando nos dirigimos a eles, nós os encontramos abertos para receber o amor de Deus, a única resposta à perseguição.

A batalha não será ganha com tanques ou com armas no campo de batalha. A batalha real será travada por aqueles que estão cheios do Espírito Santo de Deus. Pessoas que se disponham a ir e proclamar Jesus Cristo. Que levem a Palavra de Deus (Irmão André, fundador das Portas Abertas).

A missão da Igreja é tríplice: ela deve ministrar a Deus, aos seus membros e ao mundo. Compreendemos então sua missão para com Deus, sua missão para consigo mesma e sua missão para com o mundo. A adoração é essencialmente a missão da Igreja com Deus. Em Colossenses 3.16, Paulo encoraja a Igreja a cantar “salmos, hinos e cânticos espirituais, louvando a Deus com gratidão no coração”. A adoração na Igreja não é meramente um preparo para outra coisa; ela é em si mesma o cumprimento de um dos grandes propósitos da Igreja, cujos membros foram criados para o louvor e glória de Deus (Efésios 1:20). 

O ministério da Igreja a seus membros é realizado por meio do fortalecimento espiritual e da edificação destes para que ela possa apresentar “todo homem perfeito em Cristo” (Colossenses 1:28). Em Efésios 4:12-13, os líderes com dons na igreja foram dados para o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério e para edificação do Corpo de Cristo até que cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus; ao estado de homem perfeito, à medida da estatura da plenitude de Cristo.

A missão da Igreja para com o mundo é realizada pela pregação do Evangelho a todas as pessoas no mundo, seja por meio de palavras, seja por meio de atitudes. Em Mateus 28.19, Jesus ordena aos Seus seguidores que façam discípulos de todas as nações. Para vencer a crise de fidelidade a essa missão, a Igreja deve envolver não somente no evangelismo, mas também em assistência aos pobres e oprimidos (Gálatas 2:10; Tiago 1:27), e, consequentemente, todos os membros devem fazer o bem a todos.

domingo, 8 de maio de 2016

O meu mundo é você



Vídeo comemorativo em homenagem as mamães de nossa igreja, exibido no culto especial do Dia das Mães realizado em 08 de maio de 2016.




Créditos:

Conceito e Edição
Miquéias Daniel Gomes

Arte e Animações
Jhonatan Wilson Gomes

Arquivo de Imagens
Valquíria Aparecida Gomes

Colaboradores:
Lucas Passarelli Gomes
Carlos Alexandre Alves de Lima

Música Tema:
“O meu mundo é você”

Interpretes:
Bene Wanderley
André Fonseca

Letra
Miquéias Daniel Gomes

Arranjos e Harmonização:
André Fonseca
Samuel Motta

Teclados e Guitarras
Samuel Mota

Produção, Mixagem, Piano, Baixo, Violão e Bateria
André Fonseca

Músicas Adicionais:
Anna (Michael W. Smith)
The Call (Celtic Woman)

Realização:
Secretária Eclesiástica Estiva Gerbi

Culto Especial - Dia das Mães


Domingo, 08 de maio de 2016, foi mais uma noite marcada por muita emoção, com a realização do Culto Especial em Homenagem ao Dia das Mães, onde pudemos de forma singela, demostrar nosso amor e gratidão a este anjo que Deus colocou ao nosso lado aqui na terra.

Assim, várias homenagens foram realizadas ao longo cerimônia, tanto em apresentações individuais, como pelos departamentos eclesiásticos. Também ouvimos um belíssimo coral formado apenas por mães, e  foram exibido s vídeos comemorativos em alusão a data. Ao final,  todas as mamães foram presenteadas.

Homenagem merecida, mas insuficiente... Uma mãe merece ser presenteada com as estrelas do céu, e mesmo assim seria pouco.

Mãe é a expressão do Amor de Deus. Ser mãe é uma dádiva de Deus. Ser mãe é receber de Deus um sublime dom. (Gera posteridade)

Ser mãe é receber um singelo dom. (Pois não existe outra forma de gerar o homem a não ser do ventre de uma mãe).

Ser mãe é receber um perpétuo dom. (Ela concebe um ser que nasce para ser eterno, nunca morrerá)

Dizem que cada criança que nasce é um telegrama de Deus anunciando que ainda ama o homem. “Todavia, será preservada através de sua missão de mãe, se elas permanecerem em fé e amor e santificação, com bom senso. ” (I Timóteo 2:15)

Por 289 vezes a palavra “mãe” ou “mães” aparece na Bíblia. Lendo-as, notamos que o princípio segundo o qual as mães devem ser honradas (Êxodo 20.12), junto com os pais, é repetido várias vezes, no Antigo e no Novo Testamento. 

Elas devem ser honradas por serem mães. Pois elas permanecerão noites acordadas, terão cansaços físicos, renúncias, ingratidões, será uma tarefa difícil, árdua. Porém é extremamente gratificante para a mãe ver o filho que ela amamentou crescido, criado, formado, bem encaminhado na vida. É honroso para a mãe ver em seus filhos suas próprias virtudes. 

É alentador para a mãe ser reconhecida por seus filhos como aquela que esteve ao seu lado nos momentos mais difíceis, educando, corrigindo, formando, protegendo, consolando, animando. Deus abençoe cada mamãe. Para que compreendendo a sua missão na terra, nunca desfaleça, nunca desista, nunca desanime, pois estará plantando uma semente, regando com amor, paciência e oração.

Nosso carinho e orações a todas as mães que nos honraram com suas presenças iluminadas. Um "MUITO OBRIGADO" especial a toda organização do evento, que contou mais uma vez com um trabalho primoroso de nossa secretaria eclesiástica (Pb. Carlos Alexandre Alves de Lima, Pb. Miquéias Daniel Gomes, Cp. Lucas Passareli Gomes, Dca. Valquíria Aparecida Gomes e Pra. Márcia Gomes). Nossa gratidão a irmã Juscileine Beatriz Alves Luiz pela magnifica decoração, a irmã Midian Dalila Valim pelas fotografias primorosas, e aos voluntários envolvidos na produção dos vídeos comemorativos ( Miquéias Daniel Gomes, André Fonseca, Jhonatan Wilson Gomes e Felipe Pavan).

Deus abençoe a todos!




sábado, 7 de maio de 2016

Enlace Matrimonial - Débora e Cainã


A noite deste sábado, 07 de maio de 2016, foi marcada por muita emoção e felicidade, com a realização do enlace matrimonial de nossos irmãos Cainã Alves Jacinto dos Santos e Débora Cristina da Silva Ferreira.

O casamento religioso com efeito civil foi celebrado dentro dos ritos da Igreja Evangélica Assembleia de Deus Madureira, nos termos da Lei de Registros Públicos Nº 6.015 de 31/12/1973. A cerimônia civil foi realizada pelo secretário eclesiástico, Pb. Miquéias Daniel Gomes, sendo o Pr. Wilson Gomes, o celebrante do matrimônio.

Os nubentes tambem aproveitaram a ensejo para apresentar ao Senhor, o pequeno Lorenzo Emanuel Ferreira Alves, filho do jovem casal, sendo a cerimonia sendo realizada pelo Pb. Abedenego Alves Wanderely.

Em sua ministração, o Pr. Wilson Gomes ressaltou os fundamentos sobre os quais um “LAR” deve ser construído, bem como as virtudes a serem cultivadas pelo casal, o que dará estabilidade e longevidade ao casamento.

Quando nos deparamos com a frase: “Família -  um Projeto de Deus” sabemos verdadeiramente o quanto isso agrada ao Senhor, porém quando fazemos da nossa família um “Propósito para Deus”,  isso não só agradará a Deus, mas faz com que gerações desfrutem dessa Graça.

Em 2016, Débora e Cainã entraram na lista de bem-aventuranças do Criador, unindo-se de corpo e alma pelos laços do matrimônio, e recebendo um lindo presente chamado Lorenzo... Mas esta belíssima graça, também vem acompanhada de muita responsabilidades: físicas e emocionais, humanas e espirituais... Que eles tenham tanto amor entre si, que estejam dispostos a consumir suas vidas como sacrifício ao Senhor, para que se aprofundem como família, na fé, na justiça e na santificação.

E que Deus lhes concede muita paz, saúde e prosperidade de amor!

O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta (I Coríntios 13:4-7).



sexta-feira, 6 de maio de 2016

O privilégio e a responsabilidade de ser mãe


Toda mulher é filha, e em essência, um dia se tornará mãe. Um ciclo de vida belo e majestoso desenhado pelo criador com exímio cuidado e minuciosidade de detalhes. Mães são agentes de Deus na Terra, a melhor expressão de amor perfeito fora dos céus. Ser Mãe é uma honra e um privilégio, pois na gestação é dada a mulher a capacidade de gerar vida, nos associando diretamente ao Criador na arte do “fazer existir” o que não existe. 

Logo, é também uma imensa responsabilidade, e exatamente por isso, uma gravidez precisa estar envolta numa névoa densa e indissipável de amor, zelo, carinho, ternura, paciência e bondade, além de doses regulares de temor e reverência. Não podemos esquecer que a quem muito é dado, muito também é cobrado.

A Bíblia faz cerca de 289 referencias a maternidade, seja citando exemplos (bons e maus), dando diretrizes de como proceder ou aconselhamentos práticos para o bom relacionamento entre mães e filhos. Um dos textos mais reveladores sobre este assunto está registrado em I Timóteo 2:15.

Aqui Paulo discorre sobre a atuação da mulher na igreja, e faz menção ao papel determinante dela na queda da humanidade. Sim, aquela era uma sociedade machista que conotava a mulher para uma posição de inferioridade social, culpando-a por muitas das mazelas existentes no mundo. Porém, o apostolo faz uma belíssima revelação sobre uma forma de redenção que somente uma mulher pode desfrutar: exercer com sabedoria a maternidade.

“Entretanto, a mulher será salva dando à luz filhos — se elas permanecerem na fé, no amor e na santidade, com bom senso.

Mães que aceitam a missão da maternidade com bom grado e a exerce com fé, amor, santidade e sabedoria, serão preservadas pelo Senhor, inocentadas de seus pecados e galardoadas pelo Criador. Que promessa gloriosa!

Queridas mulheres, não se privem do privilégio de se tornar mãe. Gere vida, seja em seu ventre ou em seu coração. Trocar a maternidade por prioridades materialistas e superficiais, é trancar portas de beatitudes e honrarias espirituais.

Queridas mães, honrem ao Senhor com criação de seus filhos. Eles são chaves que abrem para nós as portas do céu. 

Alie seu exercício da maternidade com sua fé em Cristo Jesus. Não haverá portas que se mantenham fechadas ou fogos que continuem acessos diante de você!

E um Feliz Dia das Mães para todas nós.