sexta-feira, 3 de junho de 2016

O Toque de Fé


Conviver com uma hemorragia contínua, já em si um grande fardo a carregar. Cólicas constantes, dores lombares e abdominais, desarranjo hormonal e odores desagradáveis nem eram os maiores incômodos daquela mulher, mas sim a solidão. Uma mulher em sua condição era proibida por lei de frequentar lugares públicos, assim, ela não podia fazer compras, passear com a família, tomar um chá com suas amigas ou participar de um culto ao Senhor. Além de conviver com seus “demônios interiores”, ainda era preciso exteriorizar sua miséria, pois sempre que alguém se aproximasse demais, era sua obrigação civil informar que estava "imunda". Como deveria se sentir cada vez que precisava proferir essas palavras?

Aos olhos da lei, ela não passava de um agente contaminador. Sem amparo na medicina de seu tempo, aquela mulher tem um novo lampejo de esperança quando ouve falar de um jovem pregador, que por onde passa, deixa para traz um rastro de prodígios miraculosos. Até ali, Jesus já tinha curado leprosos e aleijados, expulsado demônios, transformado água em vinho, multiplicados pães e feito o mar se acalmar, e tudo isso, o credenciava como um grande operador de milagres e o único capaz de dar um fim para aquele imenso sofrimento.

Jesus estava apregoando seu evangelho na província dos gadarenos quando um homem de alta posição social chamado Jairo, se lança aos pés do Senhor e pede que Ele socorra sua filha que está muito doente. Mais tarde, aquela menina seria trazida de volta a vida por Jesus, mas é no trajeto até sua residência que iremos testemunhar um ato de muita fé e coragem.

Enquanto Jesus caminhava, uma grande multidão se formava ao seu redor. Discípulos, seguidores, simpatizantes e curiosos se amontoavam em torno de Jesus, formando uma barreira humana quase intransponível. Seria impossível chegar até ele sem tocar em ninguém. Aquela mulher sabia que só teria uma chance na vida de se encontrar com o Salvador, mas para isso, ela teria que atravessar uma multidão, o que certamente implicaria nas punições previstas em lei. Mas uma certeza absoluta lhe dava coragem para seguir... “Eu só preciso de um toque”....

Fraca e debilitada, ela começa sua jornada por entre aquele mar de gente. Certamente ela tentou não tocar em ninguém, mas bastaram alguns segundos para que o primeiro transeunte esbarasse nela. A culpa a corroeu por ter “contaminado” um inocente, mas já que tinha chegado até ali, ela deveria continuar. O progresso era milimétrico e pesaroso. Ela havia se tornado num farrapo humano, e ali na sua frente, homens empolgados e mulheres plenas de saúde disputavam cada pequeno espaço.

Seu esforço foi sobre-humano, e exaurida, quase ao ponto de desmaiar, ela viu pela primeira vez um relance de Jesus. Ela podia vê-lo, mas não o alcançar, pois para isso era necessário avançar ainda mais.... Ela então, retira forças da única fonte que resta, a fé. Quase caída no chão, a esquelética mulher estica seu braço até sentir os ossos estalarem, os milímetros parecem metros, até que ela sente a ponta de um de seus dedos encostar no tecido da roupa de Jesus.

O mundo parou....
Seu corpo é abraçado pelo calor...
Ela sente o sangue parar de escorrer....

Uma força a muito perdida move seu corpo do chão e a mulher se levanta. Ela está estática e as pessoas passam apressadas a deixando para traz. E então Jesus também para. Ele se volta para a turba e diz: -  Alguém me tocou... Pedro estranha o comentário, pois centenas de pessoas o estão tocando desde que desembarcou na praia. Então, o Senhor Jesus revela o quão poderoso um toque de fé pode ser:

Alguém me tocou de um modo muito especial... Pois de mim saiu virtude!

quinta-feira, 2 de junho de 2016

EBD - Bondade: a prática do amor sem expectativa de recompensa


Material Didático
Revista Jovens e Adultos nº 99 - Editora Betel
Fruto do Espírito - Lição 10
Comentarista: Pr. Israel Maia

Comentários Adicionais
Pb. Miquéias Daniel Gomes
Pb. Bene Wanderley


Texto Áureo
Romanos 15:14
Eu próprio, meus irmãos, certo estou, a respeito de vós, que vós mesmos estais cheios de bondade, cheios de todo o conhecimento, podendo admoestar-vos uns aos outro.

Verdade Aplicada
Bondade é a capacidade de praticar o bem, sem expectativa de recompensa.

Textos de Referência
Efésios 5:9
Porque o Fruto do Espírito está em toda bondade, e justiça, e verdade.
Romanos 15:2
Portanto, cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificação.
Efésios 4:28
Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha que repartir com o que tiver necessidade.
Salmos 145:6-7
E se falará da força dos teus feitos terríveis; e contarei a tua grandeza. Publicarão abundantemente a memória da tua grande bondade e cantarão a tua justiça.


A perfeita bondade
Comentário Adicional
Pb. Miquéias Daniel Gomes

Na lição passada, aprendemos que a “benignidade” é condição de “ser bom”, e não apenas a “ação de fazer o bem”. Ser benigno é  ter a bondade inserida na próprio caráter, e não apenas praticá-la de forma ocasional. Logo, estas duas características do Fruto Espiritual são complementos uma da outra, pois a benignidade é a bondade interiorizada, enquanto que a bondade é a benignidade exteriorizada.  O termo “bondade”, vem da palavra grega AGATHOUSE, e pode ser interpretada como a qualidade correspondente a ser bom, ou seja, a capacidade de manifestar satisfatoriamente alguma perfeição, que se pode aplicar a pessoas, coisas e situações. A bondade pode significar também a disposição permanente de uma pessoa em fazer o bem, e neste contexto, tem por sinônimo a benevolência. Quando nos deparamos com o termo “perfeição”, só o podemos aplicar plenamente ao próprio Deus, então, o único ser realmente “bom” em todos os aspectos da existência é o próprio criador (Salmos 23:6, 31:19, 52:1). Os salmistas declaram confiadamente não apenas o fato de Deus ser bom, mas também o descreve como sendo o autor de toda generosidade e a essência da bondade. Como filho de Deus, o cristão deve buscar constantemente a bondade, vivendo sua vida moldada na vida do próprio Cristo, manancial inesgotável de bondade e ternura. Não devemos nos contentar com uma bondade teórica, onde nos limitamos a não fazer o mal, mas sim colocar as mãos na “massa” exercendo na pratica toda a bondade que existe em nós por meio do amor de Cristo. Um vislumbre deste dever cristão pode ser no próprio código penal brasileiro, onde a omissão de socorro é tratada como crime. Ou seja, não fazer o bem e tão grave quanto se fazer o mal. Adolf Hitler, sádico genocida, construiu seu império de terror tendo como alicerce a omissão dos líderes mundiais que se fizeram de cego as atrocidades cometidas pelo partido nazista alemão. Atribui-se a Martin Luther King a celebre frase: "O que me preocupa não é grito dos maus, mas sim o silêncio dos bons”.

A bondade não é um sentimento, é um incentivo a ação; pois quando os bons deixam de agir, não há mais oposição que impeça a vitória da maldade. Conta-se a fábula, que numa certa fazenda, um rato corria desesperado pelo curral pedindo ajuda aos outros animais, pois o fazendeiro tinha comprado uma ratoeira. Entretanto, a “vaca” lhe respondeu: - O que isto tem a ver comigo, o problema é todo seu! A mesmo resposta ele ouviu da galinha quando passou pelo galinheiro e do porco, quando pediu ajuda no chiqueiro. Ninguém se interessava pelos problemas do rato, estavam mais interessados em suas próprias vidas e não tinham tempo para pensar em ratoeiras. Naquela noite, o rato achou que seria seu fim, mas antes que sucumbisse ao  queijo fácil, outro ser foi vitimado pela ratoeira. Era uma serpente, que desavisada se enroscou na armadilha e agora lutava desesperadamente para fugir. Ainda no escuro, a mulher do fazendeiro não percebeu aquele engano e foi picada. O veneno agiu rápido e ela adoeceu profundamente. Para tratar da enferma, o fazendeiro decidiu preparar uma canja e para isso foi ao galinheiro e matou sua galinha mais gorda. A mulher, porém, só piorou. Muitos familiares vieram visitá-la, e para alimentar a todos, o fazendeiro matou seu porco. Dias depois a mulher faleceu. Amigos de todas as partes vieram para o funeral. Era preciso muita carne para preparar uma refeição pra aquela gente, e então, lá se foi a vaca.


Em Gálatas 6:2, após discorrer sobre os perigos das falsas doutrinas, Paulo orientou aos irmãos da Galácia que levassem a carga uns dos outros, e que se ajudassem nas dificuldades e trabalhassem juntos para eliminar aquele grande mal da igreja, a serem bons e praticar a bondade. Em outras palavras, podemos interpretar o conselho do apóstolo da seguinte maneira: “Quando há uma ratoeira na fazenda... Todos estão em perigo!” Que tenhamos muita pressa em ajudar ao necessitado e socorrer ao aflito, da mesma forma que Deus cuida de nós. Davi sabia de sua obrigação com a prática diária da bondade, pois desfrutava plenamente da bondade de Deus. Exatamente por isto, no Salmo 23:6 ele declara que “era seguido pela bondade e pela misericórdia todos os dias da sua vida”.


Fazendo o bem e desprezando o mal

Bondade não é o mesmo que benignidade, pois determina uma ação mais imediata nas relações interpessoais. Ser bom quer dizer praticar a bondade independente de alguma recompensa. O indivíduo que desenvolve a bondade passa a ter atitudes altruístas em prol de alguém ou da comunidade. É impossível ser fiel a Deus e não se importar com o mal alheio, pois a bondade é a capacidade de fazer o bem e desprezar o mal (Mateus 21:13). A bondade é a prática do amor. É ser uma benção na vida daqueles que estão próximos (Romanos 15:14). A prática da bondade será sempre acompanhada por uma recompensa divina, pois habilita o homem a alcançar o favor do Criador, ao passo que o que escolhe fazer o mal receberá condenação (Provérbios 12:2). Ser bom para o cristão é uma obrigação, pois pela graça de Deus recebeu a maior de todas as bênçãos oferecidas à humanidade através de Cristo. Praticar a bondade nem sempre é entregar coisas materiais aos necessitados, mas sempre estar disposto a oferecer algo que mudará. Ser bom proporciona um grande sentimento de satisfação para quem pratica a bondade (Atos 3:8). O terceiro capítulo do livro de Atos dos Apóstolos nos dá um grande exemplo de bondade apresentado através das vidas dos apóstolos Pedro e João. Muitas vezes pensamos que nunca poderemos agir de forma altruísta por não termos uma condição financeira favorável à realização de ações filantrópicas. Se observarmos o que ofereceu Pedro àquele homem, perceberemos que somos proprietários de um bem muito maior do que todo o dinheiro do mundo (Atos 3:6).

A bondade é também generosidade. O indivíduo habituado a praticar o mal recebe de Cristo, através do amadurecimento do Fruto do Espírito, a capacidade de ser bom! Praticar a bondade passa a ser algo extremamente gratificante, pois percebe que através de suas ações muitas pessoas são abençoadas e a recompensa para sua vida também virá em forma de bênçãos sem medidas (Mateus 10:42). Praticar a bondade garante um prêmio e isto faz com que passemos a desejar afetuosamente o amadurecimento do fruto do Espírito. Todas as bênçãos que recebemos do Espírito Santo devem ser compartilhadas. Sempre que compartilhamos estas bênçãos elas se multiplicam em nossas vidas. No caso do Fruto do espírito Santo, quanto mais agirmos com longanimidade, benignidade e distribuirmos bondade, mais receberemos de volta da parte do Espírito de Deus. Compartilhar o Fruto do Espírito santo é o mesmo que servir a Deus com alegria (Efésios 6:6). Sempre que dividimos com o próximo o que recebemos de Deus estamos dando a ele a oportunidade de conhecer o quanto é Maravilhoso o Deus que nós servimos.

Os apelos midiáticos tendem a levar a humanidade para atitudes de perversidade, mostrando a todo tempo uma vida fora dos padrões bíblicos, aliando este estilo de vida a uma vida próspera. O uso de drogas e prostituição, entre outros, são representados como símbolos de liberdade e sucesso financeiro. Entretanto, este estilo de vida afasta o indivíduo da presença de Deus. Ser  bom também é mostrar a todos o que está garantido ao homem que escolhe andar segundo os conceitos do mundo, que se nega a viver segundo os conselhos (Salmo 1). A sociedade tem cada vez mais tentado perverter todo o sentimento de amizade e comunhão natural que as pessoas podem desenvolver entre si. Hoje vivemos um momento de completo sentimento de inversão de valores. Entretanto, o povo de Deus dispõe de uma arma infalível contra este sistema corrupto instalado pela mídia inescrupulosa. Enfatize para os alunos que o fruto do Espírito Santo tem poder para transformar o homem a ponto de fazê-lo agir completamente diferente do modelo apregoado pelos apelos midiáticos e tecnológicos (Isaías 41:6).


Bondade: a prática do Amor
Comentário Adicional
Pb. Bene Wanderley

Vivemos em um mundo onde a prática da bondade tem sido cada vez mais escassa. Pouco se se fala em fazer o bem ao semelhante, pois o foco tem sido outro, e só nos dispomos a buscar aquilo que nos favorece. Nesta busca vaidosa e egoísta, temos cometido pecados imagináveis. Olhando pela nossa ótica, tudo está perfeitamente bem, desde que o “eu” esteja sendo favorecido, e o resto é apenas “resto”. Mas, não podemos deixar de ver com os olhos espirituais a realidade do mundo que nos cerca, e como cristãos temos que fazer aquilo que nos foi ordenado a fazer, devemos suprir as pessoas com o “sabor” do Fruto do Espírito amadurecido em nós, abastecer o mundo com o divino Amor. Deixar de cumprir nossa tarefa cristã é pecado de omissão!

Jesus é o nosso maior exemplo de bondade. Ele mesmo falou:  eu sou o bom pastor que dou minha vida pelas minhas ovelhas (João 10). Ele deu sua vida em resgate de nossas almas, e este foi o maior gesto de bondade que o mundo presenciou. A bondade é a capacidade de praticarmos o bem, sem esperar algo em troca. É fazer o bem sem medir circunstâncias ou antever esforços; é bem diferente da lógica do mundo que diz “fazei o bem para que depois você seja reconhecido ou recompensado”. Faça o “bem”, mas, o faça porque é um privilégio e um dever de todo cristão praticar boas obras em conjunto com a fé. Quantas pessoas podem ser curadas pela simples prática da bondade? Eu respondo: muitas...  mais do que se pode imaginar.... É incalculável os inúmeros benefícios da ação bondosa de um cristão. Ser bondoso é ser generoso. Temos que aprender a compartilhar as bênçãos de Deus. Servir com os nossos bens (espirituais mais que matérias) é praticar a bondade em essência e com comprometimento.


Desfrutando da bondade de Deus

O Fruto do Espírito é representado no homem pela manifestação do caráter de Deus naquele que o busca. Em Cristo experimentamos a bondade do Senhor personificada. Através de Jesus. A humanidade pode desfrutar das mais ricas bênçãos advindas das mãos de Deus pela Sua infinita bondade (Lamentações 3:25). Desde a criação do homem, o Criador providenciou para que todas as coisas estivessem à sua disposição (Gêneses 2:7-15). A bondade de Deus proporcionou ao homem viver em um lugar onde tudo era perfeito. Por um ato de desobediência, o homem perdeu tudo que havia recebido das mãos do Criador, pois, ao entregar o Jardim do Éden para que Adão cuidasse, lhe advertiu que não deveria tocar na árvore do conhecimento do bem e do mal (Gêneses 2:17). Ser bom faz parte da essência de Deus. Sendo assim, Ele não levou em conta o pecado e providenciou por um ato de bondade um plano de salvação para a humanidade, fornecendo uma nova vida em Cristo (Efésios 2:1). O plano de salvação foi um ato de bondade, pois a bondade não espera nenhum tipo de recompensa por parte daquele que foi beneficiado por ela. Ser bom é inerente ao caráter divino, logo Deus não pode tomar nenhuma atitude que irá prejudicar a humanidade. Ainda que Ele tome uma atitude de repressão, essa é tomada por amor (Provérbios 3:12 / Hebreus 12:6). Toda a atitude tomada por Deus tem por objetivo o bem da humanidade.

A bondade de Deus não cessou depois do pecado. Se levarmos em conta que tudo que a humanidade desfruta é pela bondade dEle, concluímos que a Sua generosidade é sem medida. O Senhor tem nos garantido o que é necessário para uma vida abençoada e feliz. Ele nos deu vida e providenciou que tivéssemos saúde para que, com o nosso próprio esforço, pudéssemos trabalhar e ganhar o nosso sustento e, sobretudo, alcançar uma vida digna e feliz. A felicidade alcançada pelo indivíduo através das bênçãos recebidas de Deus deve ser compartilhada. Assim como Ele foi generoso (João 3:16), devemos expressar a nossa generosidade com os que estão próximos. O amadurecimento da característica do fruto do Espírito Santo conhecida como bondade nos leva a sermos generosos. Se em algum momento alcançarmos bens materiais que sejam suficientes para nos garantir uma vida tranquila, devemos estar dispostos a usar de bondade para com o próximo. Da mesma maneira que Deus foi bom nos valorizando, devemos valorizar a pessoa humana sendo bons para com ela. Ser bom é dividir o que recebemos das mãos do Senhor. Usar de generosidade é expressar o que há de melhor em nós, isto é, o fruto recebido do Espírito Santo (II Coríntios 8:2).

Quando intencionava levar o homem a pecar, Satanás usou sua arma mais perigosa: a mentira. Em seu diálogo com Eva, afirmou que o Criador não estava disposto a dar ao homem conhecer os mistérios da eternidade (Gêneses 3:4-5). Tal afirmativa do inimigo não é verdadeira, pois o Senhor nunca se furtou de se fazer conhecido do Seu povo (Hebreus 8:10-11). Durante Seu ministério terreno Deus humanizado fez questão de revelar Seus segredos (Mateus 13:11). À Igreja, Ele autorizou Paulo a mostrar como receberíamos os mistérios dos céus (Efésios 1:9), fazendo dos Seus servos guardiões destes ministérios (I Coríntios 4:11). Caso o indivíduo não saiba como agir com bondade, peça sabedoria ao Criador, pois até a Sua sabedoria Ele nos dá com liberalidade, que é uma expressão de bondade. Ao tomarmos parte na natureza divina através de Cristo começamos a retornar para a condição perdida com a queda de Adão. O homem foi criado a imagem e semelhança de Deus, isto é, justo e bom (Gêneses 1:26). Ao promovermos o amadurecimento do Fruto do Espírito Santo em nós, começamos a desenvolver todas as Suas características. Vale a pena ser destacado que o homem verdadeiramente regenerado deverá estar sempre pronto a compartilhar a bondade recebida das mãos do Espírito Santo.


Recompensas Divinas
Comentário Adicional
Pb. Miquéias Daniel Gomes

II Reis 4 nos conta a história de uma mulher viúva que se vê as voltas com uma situação desesperadora. Seu marido havia falecido, e deixado uma dívida que ela não tinha condições de pagar. Assim, como era usual na época, os credores vieram a sua casa para levar seus filhos como escravos. Mas o que parece ser uma história de má administração financeira, pode esconder um dos mais belos gestos de bondade registrado em toda a escritura. Embora o texto bíblico pouco revele sobre as origens desta família e omita o nome do marido falecido, o respeitadíssimo historiador Flávio Josefo revela no nono livro de sua obra “História dos Hebreus”, não apenas a identidade deste homem, como também a origem de sua imensa dívida.  Quando a rainha Jezabel ordenou o massacre dos profetas do Senhor que exerciam seu ministério em Israel e se posicionavam contra o culto à Baal, um funcionário do palácio, mordomo do rei, escondeu por conta própria cerca de 100 profetas, preservando suas vidas durante os meses de perseguição. Arriscando seu emprego e correndo o risco de ser condenada a morte por traição, Obadias, que era um homem temente a Deus, conduziu esses profetas para dentro de covas secretas, e ali fornecia para eles água e comida. Esta corajosa atitude benevolente está inclusive registrada no livro de I Reis 18:3-4.  Posteriormente, o próprio Obadias teria ingressado no ministério profético, se tornando um dos alunos de Eliseu. Segundo Flavio Josefo, Obadias tomou vários empréstimos com credores, a fim de subsidiar a permanência dos profetas nos respectivos esconderijos, contraindo para si uma dívida muito alta.

Infelizmente, o déficit foi tão acentuado, que Obadias faleceu antes de conseguir quitá-lo, deixando sua família no vermelho. Com o risco de perder seus filhos para os credores, a pobre viúva recorre a Eliseu, que naquele tempo liderava uma escola de profetas. Diante do maior profeta daquela geração, a mulher traz à memória os feitos do marido, deixando claro que havia chegado a hora dos profetas fazerem algo por quem tanto tinha feito por eles: -  Teu servo, meu marido, morreu, e tu sabes que ele temia ao Senhor. Mas agora veio um credor que está querendo levar meus dois filhos como escravos (II Reis 4:1). Naquele tempo, a dívida de uma pessoa era cobrada até mesmo das gerações futuras, e a escravidão, muitas vezes, era a única forma de quitar débitos cada vez mais exorbitantes. Aquela família seria destruída por completo, caso a ameaça dos credores de concretizasse. Eliseu conhecia a história de sacrifícios que contextualizavam aquela situação. Ele não deixaria que a extrema generosidade de Obadias se transformasse em um fardo pesaroso para aquela família. Logo que tomou ciência dos acontecimentos, o profeta  fez a seguinte pergunta para a viúva: - Que te hei de fazer? - Dize-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem em casa, senão uma botija de azeite” (II Reis 4:2).

E foi com o pouco azeite que aquela família tinha em sua casa, que o milagre da provisão aconteceu. Deus tem a capacidade de “criar” do nada, mas quando é preciso, usa as nossas obras como ferramentas de seu poder. Foi Deus quem enviou o dilúvio, mas coube a Noé construir a arca. Deus abriu o Mar Vermelho, mas a chave usada foi o cajado de Moisés. Deus enviou fogo do céu, mas foi a oração de Elias que disparou o gatilho divino. Deus multiplicou o azeite da botija, mas coube a pobre viúva tomar vasos emprestados e deitar o azeite sobre eles. Mesmo que nossa ferramenta seja insignificante e nossos subsídios estejam quase no fim, se os colocarmos nas mãos do Senhor, então, do “quase nada” muito se pode fazer. Sansão tinha uma queixada de jumento, mas ao colocá-la a disposição de Deus, ela se transformou em uma das mais poderosas armas da história. Davi precisou de uma pedra lançada com fé para derrubar um gigante armado até os dentes. Um menino que apresentou ao Senhor cinco pães e dois peixinhos, além de contribuir para alimentar uma multidão, retornou para sua casa com vários cestos abarrotados de comida. Quando o profeta pediu que aquela viúva fornecesse a matéria prima do milagre, tudo o que ela tinha era alguns mililitros de azeite e a lembrança da generosidade abnegada de seu marido. Mal sabia ela, que aquela pequena quantidade de óleo, garantiria a sua aposentadoria. Com Deus, o pouco faz muito. Obadias não obteve retorno financeiro em vida com seu ato de bondade, mas mesmo sem saber, sua ação resultou em benção para as gerações futuras. 


Lições práticas

Ao iniciarmos o estudo desta segunda seção do Fruto do Espírito (Galatas 5:22), declaramos que a longanimidade, benignidade e bondade são difíceis de serem desenvolvidas porque, em muitos casos, mexem com traços inerentes à nossa personalidade. Estas três características são responsáveis pelo bom relacionamento que o servo de Deus deve procurar desenvolver com todos os que estão ao seu alcance. Isso significa que em muitos momentos deveremos abrir mão de nós mesmos para sermos longânimes, benignos e bondosos. Uma vez que somos salvos, lavados e remidos pelo sangue do Cordeiro (Mateus 26:28), não podemos nos relacionar com o próximo fora dos padrões bíblicos (I João 1:7). Agir fora dos padrões bíblicos promoverá um afastamento natural entre o homem e o Criado, pois esta atitude nos distancia de sua natureza (I Reis 1:16). Quando agimos de acordo com a Palavra de Deus, estamos demonstrando a transformação promovida pelo amadurecimento do Fruto do Espírito Santo em nossas vidas.

A ação produzida pelo amadurecimento do Fruto do Espírito Santo irá nos garantir uma vida de paz com os outros e tal postura nos elevará a condição de servos verdadeiramente santificados pela Palavra. Uma conduta de cristão irá nos proporcionar viver diante do Senhor por toda eternidade (Hebreus 12:14). A santificação é o único meio de ver o Senhor. O amadurecimento do fruto é parte indispensável do processo de santificação. Se deixarmos levar por informações negativas apresentadas pelos meios de comunicação, estaremos abrindo mão de ter comunhão com os nossos irmãos, uma exigência de Jesus para que possamos caminhar em direção ao céu (Atos 2:42). Todos os dias temos nossas casas invadidas por notícias que visam nos aterrorizar com a violência praticada por homens sem Deus. Sabemos que a violência sempre existiu e sempre existirá. Entretanto, este tipo de informação visa nos tirar do convívio benéfico que desfrutamos com os nossos irmãos quando vamos à igreja. Merece ser especialmente destacado que nos afastar da comunhão é tudo que o inimigo quer, pois ele sabe que quando estamos juntos somos mais resistentes às tentações (Eclesiastes 4:9-12) e assim teremos mais condições de desenvolver o amadurecimento do Fruto do Espírito Santo.

Ser bom pode, para muitos, parecer sinônimo de tolo. Entretanto, sabemos que o nosso Criador em todo tempo se mostrou bom para a humanidade. Ser bom é desafiar todos os conceitos pregados pela cibercultura que, segundo Pierre Lévy, “designa a cultura contemporânea marcada pelas novas tecnologias digitais e como ocorrem interações entre as novas tecnologias e a sociedade”. O servo fiel deve manter a postura de acordo com o que aprendeu através do Evangelho (II Timóteo 3:13-15). Por mais que sejamos tentados pelos apelos midiáticos e tecnológicos, não podemos deixar de andar segundo os verdadeiros preceitos da Palavra de Deus (Salmo 119:105). Destaque para os alunos que a cada dia que passa surgem novos conceitos que, aliados a um sem número de informações, empurram o indivíduo para um abismo emocional, tirando-lhe o foco do que lhe foi fornecido pelo Espírito Santo.
Conclusão

Quando recebemos o fruto do Espírito, é plantado em nós um bom tesouro. A partir deste instante, o coração começa a produzir coisas boas e a compartilhar bondade, não permitindo que maus sentimentos sejam reproduzidos através de atos falsos de bondade (Mateus 12:35).



O Fruto Espiritual é uma prova eficaz que estamos progredindo em nosso processo de santificação, tornando nossa maturidade espiritual perceptível.  Este fruto só será completo se for constituído de amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperanças. Para aprender ainda mais sofre o Fruto do Espírito, e a frutificação espiritual na era da pós modernidade, participe neste domingo, 05 de JUNHO  de 2016, de nossa EBD.




quarta-feira, 1 de junho de 2016

Quarta Forte com Pb. Abednego Alves Wanderley



A Quarta Forte deste dia 01 de junho de 2016 foi marcada pelo frio e pela chuva, mas também pelo calor da presença de Deus e iluminada pelo Sol da Justiça, que lançou sobre nós raios de esperança.

A noite contou com o louvor abençoado do Ministério Diante da Graça, que cantou uma “nova chance” dada por Deus a cada um de nós todos os dias, e o Pb. Abednego Alves Wanderley nos ministrou uma palavra poderosa de fé e esperança, baseada no texto de João 11, intitulada “A Vida Vitoriosa”

Marta acreditava em milagres e também acreditava no mistério da ressurreição, porém, sua fé não era suficiente para acreditar que eles poderiam se encontrar numa mesma história. Quando seu irmão Lazaro foi atingido por uma gravíssima doença e se encontrava moribundo, já com um pé na sepultura, Marta, juntamente com Maria enviaram uma mensagem para Jesus, pedindo que ele viesse com urgência socorrer seu amigo. Ambas criam plenamente que a simples presença de Jesus traria cura para Lázaro, restaurando suas forças e restabelecendo sua saúde. Porém, Cristo “demorou" para atender ao chamado desesperado das irmãs, e quando chegou em Betânia, Lázaro já estava sepultado a quatro dias.

A pedra na porta da túmulo, mais do que isolar o cadáver de Lázaro do “mundo dos vivos”, havia também sepultado definitivamente as esperanças de Marta e Maria. Elas criam no poder de Jesus sobre a vida, mas ainda desconheciam seu domínio sobre a morte.

Assim que chegou na cidadede seus amigos, Jesus foi recebido por uma Marta emocionalmente despedaçada. Seus olhos marejados fitaram Jesus com uma miscelânea de carinho e indignação. De forma quase inconsciente, ela transferiu a culpa da morte de seu irmão para Jesus... “Se você estivesse aqui, Lazaro não teria morrido”.

Jesus olhou com ternura para Marta e disse: - Seu irmão irá ressuscitar! Mais uma vez aquela mulher demostra fé em Deus, porém, uma certa desconfiança em Jesus...

- Senhor, eu sei que ele vai ressuscitar no último dia – respondeu ela. 

Para Marta, a esperança da glória não era forte o suficiente para suplantar a dor da perda imediata, exatamente como acontece com cada um de nós em nossos momentos de dor e tragédia.

Marta – respondeu Jesus – Eu sou a ressurreição e vida... Quem crê em mim, ainda que esteja morto vai voltar a viver... Você crê nisto?

Naquele momento, os olhos de Marta se iluminaram de esperança: - Eu creio que tú és o Filho de Deus – responde ela.

Enquanto caminhavam em direção ao cemitério, Maria também se aproximou de Jesus, e dilacerada pela dor, o inquiriu com certa rispidez – "Se o Senhor estivesse aqui, meu irmão não teria morrido."

Aquelas palavras duras tocaram o coração de Jesus, e então, Ele chorou... 

Não foram lágrimas de tristeza vindas de um coração magoado, mas sim um choro de constrição, nascido num coração cheio de misericórdia... Jesus se comoveu profundamente com a desesperança de Maria, pois aquela mulher tão virtuosa, ainda não tinha compreendido que diante dela estava a própria vida.

Jesus pediu para ser conduzido até o sepulcro de Lázaro, e que a pedra que fechava a porta fosse removida. O que aconteceu em seguida abalou as estruturas da política, da ciência e da religião.... 

- Lázaro, vem para fora! 

E o morto ressuscitou...

Jesus tem poder sobre a vida e morte, e felizmente, nós temos Jesus. Enquanto o mundo acredita que a esperança se esvai no último suspiro do homem, nós temos a certeza que depois da morte, ainda há muita história para contar. Quando tudo está perdido, não existe mais solução possível ou recursos conhecidos, quando o morto já está apodrecido em seu túmulo, Jesus chega e reverte o irreversível.

Se existe uma certeza nesta vida, é que Jesus irá intervir no momento exato para que sua glória seja manifestada. Ora, se sabemos que ela virá, não existe razão para desespero, caos e tragédia premeditada. Quem crê no Cristo, ainda que esteja morto terá vida abundante. Jesus trás de volta sonhos moribundos e projetos sepultados. Não a morte que resista ao seu toque de vida, ou se oponha ao som de sua voz.

Então, não desista nem mesmo diante da morte. Deus só fez promessa para vencedores, e vencer na ótica cristã, é ser fiel até o fim. Quando a escuridão da morte te abraçar, e o sepulcro gelado submergir toda a sua história, olhe para o faixo de luz que entra pela fresta da pedra sendo removida. Então, ouça a voz de Jesus te chamando para fora, e sem perda de tempo, volte a viver. Faça valer a pena está nova chance...




Clamor Nacional (Palavra Pastoral - Junho 2016)


A respeitadíssima versão bíblica King James, assim traduz o texto hebraico de II Crônicas 7:14-15:

“E se o meu povo que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar e buscar a minha face, e se afastar dos seus maus caminhos, do céu eu os ouvireis, perdoarei o seu pecado e seus erros e sararei sua terra.  De hoje em diante os meus olhos estarão observando, e os meus ouvidos atentos a oração deste lugar”. 

Tenho insistido na tese que a saída para a crise que nosso país está vivendo não está necessariamente na política (embora passe por ela), e sim na oração. Mais uma vez, a Igreja brasileira é chamada a intervir em clamor, e meu desejo mais sincero, é que nossos líderes nacionais, independentemente de placas, ministérios e denominações, tenham a sensibilidade de discernir este momento crucial de nossa história, entendendo com clareza o poder (e o valor) desta promessa bíblica, tão atual hoje, quanto nos dias de Salomão.

Embora precisemos urgentemente aprender a votar com consciência e sabedoria, nossa prioridade agora é a oração. Orar pelo atual governo, orar pelo presidente Michel Temer, orar pela equipe formada por ele com a proposta de restaurar nosso país tão solapado por um sistema governamental que nos colocou em queda livre.

Vejo com preocupação os pregadores do caos que estão por aí anunciando uma piora sistemática, associando nossa situação político-econômica com o Fim dos Tempos. Os sinais bíblicos para tais eventos escatológicos são muito mais abrangentes, em escalas mundiais e irreversíveis.  Crises nacionais vêm e vão sazonalmente, derivadas de desmandos políticos e péssima gestão pública.

Tenho a mais absoluta convicção que o Brasil saíra deste atoleiro para o qual nos empurraram, e o povo de Deus tem a obrigação de fazer uso da chave que nos foi dada por Deus, pois a oração tem o poder de abrir portas. Se buscarmos a Deus, Ele virá e sarará a nossa terra. Pensemos nos desempregados, nos empresários a beira da falência, no comércio paralisado, nas famílias cujas dívidas se acumulam, pois, sua renda se definha cada dia mais...

Só Jesus salva este país, Ele sim é poderoso para dar um amanhã de prosperidade para esta nação. E serão as nossas orações que farão a diferença mais uma vez, portanto, não podemos desanimar, e precisamos nivelar nosso clamor ao nosso trabalho, e vice versa. Somos uma nação de gente trabalhadora e guerreira, então vamos investir pesado na oração.

Não sabemos quando Jesus irá voltar. Por isso, embora vivamos na esperança do arrebatamento, precisamos trabalhar com a realidade do agora, reconstruir esta nação das cinzas, sermos intercessores fervorosos do nosso presidente e a cobertura espiritual do Congresso, do Senado e do Supremo Tribunal Federal.

A solução definitiva está em nossas mãos, ou melhor, em nossos joelhos. Seja na igreja, no quarto ou em frente a urna de votação.

Que Jesus Cristo seja o Senhor do Brasil e de cada brasileiro. Ordem e Progresso. Mãozinhas para cima e joelhinhos no chão!



A parábola de Jotão


Gideão, o líder dos 300 guerreiros valentes que derrotaram os medianitas não aceitou ser declarado governador de Israel. Este desejo, porém, cresceu como um câncer no coração de um de seus muitos filhos. O nome deste homem era Abimeleque. Com um plano macabro muito bem elaborado, ele subiu a Siquem, reuniu os membros de sua família e os convenceu a serem seus “cabos” eleitorais junto aos moradores daquela cidade com o seguinte discurso:

- “O que julgam ser o melhor para suas famílias: Serem governados por setenta homens filhos de Jerubaal (Gideão), ou que apenas um, cujo sangue é o mesmo que corre em vossas veias, domine sobre você?”

Todo o povo se inflamou com este discurso, e fizeram doações em prata para financiar a investida de Abimeleque. Com este dinheiro, ele contratou um grupo de mercenários que o seguiram a cidade de Ofra, onde habitava seus setenta irmãos e usando uma pedra como mesa mortuária, assinou cada um deles; exceto Jotão, o filho menor que conseguiu se esconder.

Logo após a matança, ele conclamou aos moradores de Siquem e Bete-Milo, a se reunirem junto ao Carvalho Memorial, e ali foi declarado Rei.

Jotão, o sobrevivente do massacre, subiu ao monte Gerizim e bradou afim de que todos o ouvissem, e lhes contou esta parábola, que está registrada em Juízes 9: 

- Cidadãos de Siquem, ouçam a minha voz para que Deus ouça a voz de vocês...  Certa vez as árvores se reuniram para escolher seu Rei. Elas então disseram a OLIVEIRA: Reine sobre nós!

Porem, a OLIVEIRA lhes respondeu: - Deixaria de produzir meu óleo, que tanto os homens, como o próprio Deus de mim prezam, para pairar sobre as árvores?  Obrigado, mas não!

Então as árvores conclamaram a FIGUEIRA: Venha então você reinar sobre nós!
A FIGUEIRA, no entanto, recusou o convite dizendo: Deixaria eu minha doçura, o meu fruto delicioso e iria pairar sobre as árvores?

Toda aquela assembleia se volta então para a VIDEIRA e a convida: Venhas tú, e estabelece sobre nós reinado.

A VIDEIRA também declina-se do convite e argumenta: Deixaria eu meu vinho que alegra a Deus e os homens , e iria pairar sobre as árvores?

Como as árvores mais nobres não queriam governar, então todas elas se dirigiram para o ESPINHEIRO dizendo: Você gostaria de reinar sobre nós?

E o ESPINHEIRO respondeu: Ora, se vocês me ungirem seu Rei, então lhes darei abrigo embaixo de minha sombra, mas se não ungirem, então que saia fogo do espinheiro e consuma até mesmo os CEDROS do Líbano!

Esta, obviamente, é uma história metafórica que alertava aos siquemitas sobre o perigo de coroarem um homem tão vil como rei sobre eles. A predição de Jotão, alias, realizou três anos depois, quando uma guerra civil deflagrada por Abimeleque levou Síquem a ruína. Entre os atos perversos deste homem, o mais significativo foi incendiar o templo de El-Berite com mais de mil pessoas dentro dele.

Nesta vida, cabe a você decidir quais frutos deseja produzir, para poder definir o tipo de árvore que será. Está em suas mãos a escolha; ser uma exuberante Oliveira que com seus frutos aprazem céus e terra, uma frondosa Figueira de produção doce e suculenta, uma Videira capaz de trazer alegria a Deus e aos homens; ou um Espinheiro arrogante que tudo que tem a oferecer é uma sombra ínfima e ameaças cruéis...

Mostre a Deus seus frutos. Pelos seus fruto ele dirá que tipo de árvore é você (Mateus 7:16-20).