quinta-feira, 9 de junho de 2016

EBD - A fé nos mantém na presença de Deus


Material Didático
Revista Jovens e Adultos nº 99 - Editora Betel
Fruto do Espírito - Lição 11
Comentarista: Pr. Israel Maia

Comentários Adicionais
Pb. Miquéias Daniel Gomes
Pb. Bene Wanderley
Pra. Márcia Gomes


Texto Áureo
Hebreus 11:6
Ora, sem fé é impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que é galardoador dos que o buscam.

Verdade Aplicada
A fé como fruto do Espírito nos capacita a mantermos firmes em Cristo, aguardando o cumprimento da promessa de vida eterna.

Textos de Referência
Hebreus 11:1-3
Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem.
Porque, por ela, os antigos alcançaram testemunho.
Pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de Deus, foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.
João 5:4
Porquanto um anjo descia em certo tempo ao tanque e agitava a água, e o primeiro que ali descia, depois do movimento da água, sarava de qualquer enfermidade que tivesse.


Pistis - A Fé e a Fidelidade
Comentário Adicional:
Pb. Miquéias Daniel Gomes

O Coração do velho Abraão pulsava despedaçado. Moriah já estava ao alcance dos olhos. Seus pensamentos divagavam a procura de resposta, afinal, pai e filho estão imersos em porquês e mais porquês. Mesmo assim, nenhum deles ousa questionar as ordens de seu Deus. Já no cume da montanha, Abraão estava pronto para realizar o impensável, oferecendo seu filho Isaque em sacrifício ao Senhor. Ele prepara o holocausto, cuidadosamente ajeita a lenha, amarra Isaque “carinhosamente” e o deita sobre o altar. Apesar da dor, o velho patriarca tem uma certeza que lhe conforta o coração: - Nem que seja das cinzas, eu sei que Deus trará meu filho de volta! (Hebreus 11:17-18) Não por acaso, Abraão é conhecido como o Pai da Fé, pois em sua vida se cumpriu integralmente a definição de FÉ que o inspirado escritor da epístola aos hebreus redigiu: FÉ é a certeza das coisas que se esperam e a prova daquilo que não se pode ver (Hebreus 11:1). Mas, falar de fé ao cristão pode parecer redundante, pois se cremos na divindade de Cristo, em seu nascimento virginal, sua vida, seu evangelho, sua morte, sua ressurreição, sua ascensão e seu vindouro retorno, sem que ao menos exista sequer uma única evidência cientificamente comprovada de sua existência, então nossa vida já é baseada em fé. Na verdade, segundo as escrituras, o justo deve “viver” por FÉ (Romanos 1:16-17). Na pratica, todo homem nasce dotado de FÉ, a qual podemos chamar de FÉ NATURAL.  Poderíamos definir esta fé mais como um “ACREDITAR” do que propriamente “CRER”. É esta fé que leva grande parte das pessoas a acreditarem em DEUS. Todo cristão, em algum ponto de sua vida, também desenvolveu uma FÉ SOBRENATURAL em Cristo Jesus, e é esta FÉ que nos leva a obter salvação através da Graça (Efésios 2:8).

Alguns indivíduos do Corpo de Cristo, através do Espírito Santo, recebem uma capacitação especial para desenvolver uma fé que excede a da grande maioria, e foi a esse tipo de FÉ que Jesus se referiu quando disse que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível (Mateus 17:20). Essa FÉ específica, é a capacidade de se confiar em Deus de uma maneira completa e sobrenatural e se manifesta apenas em ocasiões especiais, em um número reduzido de pessoas, visando à realização de obras extraordinárias em tempos de crise, desafios e emergências. A este “fenômeno” damos o nome de "Dom da Fé".  Em muitas oportunidades essa FÉ opera em conjunto com outras manifestações espirituais, como é o caso dos dons de curar e do dom de operar maravilhas (I Coríntios 12:7-11). Porém, se em alguns casos a fé pode obter picos de rara elevação, inegavelmente, todo cristão precisa desenvolver a FÉ, pois sem ela, o Fruto do Espírito fica incompleto.

Quando listou as características do fruto espiritual, Paulo usou a palavra grega PISTIS, que para a língua portuguesa, pode ser transliterada por FÉ ou FIDELIDADE, dependendo da versão bíblica. Ambas, estão intimamente ligadas, e não é possível exercer uma delas se a outra não estiver latente em nossa conduta. A Fidelidade é uma qualidade que o Espírito Santo molda em nosso caráter, e que aperfeiçoamos diariamente em nossa peregrinação rumo ao céu. Ela nos faz “fiel em “tudo”. Quando pensamos em fidelidade como fruto espiritual, logo imaginamos se tratar de uma fé devotada ao Senhor, mas na verdade, devemos ir muito além deste conceito. Ser fiel a Deus implica em exercer a fidelidade em todas as esferas de nossa vida. Jesus nos ensinou que a fidelidade de um discípulo é medida primeiramente nas coisas pequenas e que mediante aprovação nestes “testes” seriamos promovidos a coisas maiores (Mateus 25:21). A fidelidade é a característica do fruto espiritual que nos leva a ser fiel não somente ao Senhor, mas também ao próximo e a nós mesmo. Fiéis nos dízimos, nas ofertas, no tempo, nos pensamentos; no relacionamento, na vocação, nas virtudes; entregando corpo, alma e espírito, sentir e agir, pensamentos e atitudes para Deus. Ninguém é fiel a Deus sendo infiel ao seu cônjuge ou ao seu ministério. Ninguém é leal a Deus negando lealdade ao seu líder ou para com seu trabalho.   Nada disto, porém, é possível sem o exercício diário e continuo da Fé.



Fé: uma representação de fidelidade

A partir desta lição, estudaremos a terceira e última seção do Fruto do Espírito: fé, mansidão e temperança. Estas três características nos mostram o que fazer para fortalecer a nossa comunhão com o Criador. O estudo destas três características certamente servirá para clarear o nosso entendimento acerca da necessidade da busca pelo amadurecimento do Fruto do Espírito Santo por aqueles que esperam viver uma vida em Cristo. Daremos início a esta seção falando sobre a fé, que é representada por nossa fidelidade ao Senhor (Hebreus 11:1). Fé é a característica que devemos buscar desenvolver da melhor forma possível, pois sem ela não poderemos agradar ao Senhor (Hebreus 11:6). É através da fé que nos tornamos mais íntimos de Cristo, porque nela temos a firme certeza do cumprimento da promessa divina acerca da vinda de seu Filho para buscar os seus. É importante destacar que a fé não consiste somente em crer e confiar em Deus. A fé apresentada por Paulo como característica do Fruto do Espírito está relacionada à busca pelo servo de Deus em ser honesto e fiel, pois, sendo Deus fiel, Ele espera que também sejamos, para que possamos desfrutar de uma perfeita comunhão com Ele através da pessoa de Seu Filho (I Coríntios 1:9). Quando nos aproximamos do Criador passamos a assimilar um modo de vida diferente. Mesmo que sejamos expostos constantemente a informações negativas, não sofremos com nenhum tipo de dúvida. A fé não permite que a nossa confiança em Cristo seja abalada (Romanos 1:17). A nossa fé em Jesus Cristo também é responsável pela nossa postura de cristão, pois entendemos que, sempre que nos posicionamos de acordo com os ensinamentos de Cristo, estamos dando prova a Ele de nossa fidelidade.

Quando o homem consegue desenvolver a fé do Fruto do Espírito, ele passa por um processo de renovação que o mantém fiel ao seu Criador; independentemente da situação a qual venha ser exposto. Se em alguma circunstância se apresentar uma condição propícia à infidelidade, o homem de fé certamente irá negar-se a si mesmo, permitindo que a ação do fruto do Espírito domine o seu interior. A fé nos leva a entender que mesmo em meio a tribulações da vida é melhor seguir a Cristo (Lucas 9:23). A certeza da nossa fé e a pureza de nosso coração nos coloca debaixo da provisão de Deus, pois Ele é o único que pode nos dar garantia de que irá cumprir o que prometeu (Hebreus 10:22-23). A fé também opera em nós um processo de santificação. O fruto da fé também ser uma característica do Fruto do Espírito Santo, que denota uma postura de fidelidade em relação a Deus, faz com que ela nos leve a uma vida de santidade pela qual estaremos habilitados a termos comunhão com Deus. A santidade nos proporciona uma perfeita aliança com Deus. Uma vez que Ele é Santo, exige que nos santifiquemos para que possamos ter a tão desejada comunhão perfeita com Ele (I Pedro 1:16).

Em alguns momentos da vida, o servo fiel passa e passará por situações de sofrimento. Entretanto, não podemos permitir que tais sofrimentos abalem a nossa fé. Se permanecermos fieis a Cristo, teremos então a nossa fé purificada e isso irá nos garantir uma certeza de vitória no dia da vinda do Cordeiro. O Senhor Jesus tem em alta conta aqueles que são perseverantes nas provações e que em todo tempo têm firmada sua fé nEle. Uma postura de fé é preciosa aos olhos de Deus e tem um valor inestimável por toda eternidade (I Pedro 1:6-7). Ter um posicionamento firme de fidelidade fornece ao indivíduo a certeza da salvação (II Coríntios 15:58). A melhor postura a ser tomada pelo servo de Deus é permanecer firme naquilo para o que foi chamado. Sabemos que todos têm um propósito com Deus preparado para suas vidas. Logo, permanecer neste propósito é o melhor e mais curto caminho para que o indivíduo alcance uma vida tranquila. A tranquilidade nos permite compartilhar a nossa fidelidade com os nossos irmãos. O homem fiel a Deus aprende a ser fiel também com o próximo. Passando a viver, através do amadurecimento do fruto do Espírito Santo, uma vida saudável em sociedade (Salmo 119:33).


Em busca da Santificação
Comentário Adicional:
Pb. Miquéias Daniel Gomes
Pra. Márcia Gomes

A fidelidade é construída dia a dia, e quando quebrada, a reconstrução sempre começa do zero. E a linha que delimita suas fronteiras é tênue e muito frágil. Portanto é uma hipocrisia perigosa o individuo se julgar á prova de infidelidade, pois todo homem tem seu preço tabelado no catálogo da vida e nosso inimigo conhece muito bem esses valores. Por isso é aconselhado aos que ainda estão de pé, que redobrem sua atenção para que também não venham a cair (I Coríntios 10:12). Nenhum homem esta isento de possíveis quedas, o que faz da “fidelidade” uma batalha diária e ferrenha, vencida apenas por fé. Quando Neemias trabalhava na reconstrução dos muros de Jerusalém, Tobias, um de seus maiores opositores declarou que a construção era tão frágil que uma raposa poderia derrubá-lo (Neemias 4:3). Numa análise pragmática, podemos concluir que  dificilmente alguém deixaria seu muro ser derrubado por uma raposa. Afinal, antes mesmo que ela se aproximasse da estrutura, o chumbo cantaria. Digamos que a fidelidade para com Deus seja um muro que esta em plena construção... Fidelidade no casamento é um tijolo. Fidelidade ministerial, outro tijolo. Fidelidade ao seu pastor, mais um tijolinho... E por ai vai. Então chegam as raposas. Uma se chama adultério... Mas logo é abatida... Então vem a raposa chamada Suborno, mas também é alvejada. O mesmo acontece com a Luxúria, o Roubo e com a Rebelião... Nenhuma raposa irá, se quer, chegar perto de nosso muro. Salomão também se preocupava com as raposas que poderiam danificar sua vinha (um símbolo de seu relacionamento com a Sunamita); porém, ele demonstra uma aflição especial pela astúcia das “raposinhas” (Cântico dos Cânticos 2:15). Somos Servos de Deus e perseveramos em vigilante oração. Não é uma raposa astuta que derrubará nosso muro, não é? Entretanto, às vezes nos focamos tanto nas raposas que se quer notamos as raposinhas. Adultério? Jamais! Desejos pelo bem alheio? Quase sempre... Homicídio? Nunca!  Se alegrar com a desgraça de um desafeto? Provavelmente... Sonegar impostos? Deus me livre! Burlar as ofertas e os dízimos? Deus entende.

Amadurecer o Fruto Espiritual implica em desenvolver fidelidade em “todos” os aspectos da vida e não apenas naqueles que de alguma forma a sociedade pode enxergar. Deus nos avalia no segredo, em secreto, quando as portas estão fechadas atrás de nós.  Esse muro chamado fidelidade, que nos separa de tudo o que desagrada a Deus, é realmente muito frágil, sendo derrubado por qualquer “buraco” que nele seja aberto, ruindo quando um único tijolo for retirado. Exatamente por isso, somos estimulados a um processo continuo de santificação, sem a qual se torna impossível contemplar a face de Deus (Hebreus 12:14). Aqui na Terra, jamais chegaremos a uma posição de santidade absoluta (embora este deva ser nosso objetivo prioritário de vida, conforme I Pedro 1:3-16), mesmo assim, é preciso continuar “tentando”, buscando ser um pouco “mais santo” todos os dias. Mesmo sendo pecadores, podemos evitar um pecado por dia. Diariamente é possível desviar-se de tentações, afastar-se da aparência do mal, resistir ao diabo, dizer não a um convite pernicioso, orar um pouco mais, ler um trecho mais extenso da Bíblia ou frequentar um culto que não estava em nossa agenda. Tentar ser mais íntimo de Deus todos os dias é estar em constante processo de santificação. Se a santificação é um muro, nossa fidelidade são tijolos e a fé é a argamassa que os une. Que Deus nos ajude a mantê-lo intacto, resistindo às raposas e eliminando as raposinhas.


A fidelidade de Deus e a mídia

Os cristãos enfrentam um grande problema na sociedade atualmente: conviver com uma mídia doente e perversa. No entanto, a Bíblia nos orienta a não nos conformamos com este século (Romanos 12:2). Devemos nos fortalecer sempre na Palavra de Deus (Atos 2:40; Tito 2:12; Hebreus 3:12-13; Tiago 4:4; I Pedro 1:13-15). Os meios de comunicação estão recheados de falsas informações de como se dará a vinda do Cordeiro. Todavia, aqueles que encontraram o verdadeiro motivo de viver em Jesus não podem compactuar com estes ensinamentos. O amadurecimento da fé promoverá não só a certeza da vinda de Cristo, como também o desejo incontido de pregar o Evangelho genuíno, no qual a segunda vinda é apresentada de forma clara e inquestionável (João 14:12, 18; Atos 1:11). A fé afasta qualquer dúvida acerca do arrebatamento (I Tessalonicenses 4:13). De acordo com o pastor e escritor John Piper, a fé não é garantia de prosperidade, mas de estar satisfeito em Deus e viver feliz na abundância ou na necessidade (Filipenses 4:12). O servo do Senhor não se deixa confundir por falsas alegações sobre o arrebatamento. A ressurreição de Jesus Cristo nos dá a plena certeza de que um  dia Ele realmente virá buscar a Sua Noiva santa e imaculada: a Igreja. O arrebatamento ocorrerá segundo o que diz a Palavra de Deus e a fé nos fortalece e ajuda a permanecer crendo nessa verdade (I Tessalonicenses 4:14-18).

Existe um parâmetro de relacionamento entre Deus e o homem. Este parâmetro está fundamentado na verdade. Apesar de o homem ter se voltado contra o criador, indo em direção ao pecado, Deus, através da Palavra da Verdade, providenciou um meio de restauração para humanidade. Tal evento se deu pela fidelidade expressa por meio de Seu caráter imutável (II Timóteo 2:13). O Fruto do Espírito é o meio pelo qual temos acesso ao caráter divino. Ao encontrarmos com Cristo e recebermos do Espírito Santo o fruto, temos que dar início ao processo de amadurecimento. Buscar ter em nós a característica do fruto identificada como fé, nos aproximado caráter divino e consequentemente do próprio Deus (Hebreus 11:6). A inerrante Palavra de Deus afirma que é impossível andarem dois juntos se não concordarem (Amós 3:3). Sendo assim, nunca o homem poderá andar com o Senhor Deus se não tentar desenvolver em si o Fruto do Espírito Santo. Esta iniciativa é o único meio de fazer com que o indivíduo se assemelhe ao Criador (Gêneses 1:26). É importante ser ressaltado que, o desenvolvimento do fruto do Espírito Santo fará com que a nossa caminhada seja extensa, isto é, até a eternidade, pois o Fruto do Espírito Santo permanecerá em nós, garantindo a alegria de uma eternidade com Deus.

Quando aceitamos a Cristo, somos impactados com um sentimento indescritível de crer Naquele que o Senhor nos enviou. A transformação pessoal é tamanha e cumpre o que diz a Palavra de Deus: o indivíduo se torna verdadeiramente uma nova criatura (II Coríntios 5:17). Entretanto, através do Fruto do Espírito Santo, o sentimento de fé e fidelidade permanece promovendo a alegria e a felicidade de poder experimentar o melhor de Deus em sua vida. A fé permanece em nós justamente para que possamos cumprir a nossa carreira (II Timóteo 4:7). Essa fé só habita na vida daquele que realmente creu no filho de Deus e seguirá com Ele por toda eternidade. A fé do Fruto do Espírito Santo é necessária para que possamos desfrutar momentos agradáveis na presença de Deus. Uma conduta irrepreensível agrada ao Senhor e nos possibilita a declarar, através de nosso testemunho, o quanto O amamos. Uma conduta de perfeita fidelidade nos fará habitantes do céu com Cristo (Romanos 8:17). Uma vida de fé realmente nos tornará habitantes da morada celestial que está garantida a nós pelo próprio Cristo (João 14:2). A nossa fé em Deus não nos afastará de nosso objetivo: viver a eternidade com Ele.


A Cartilha do Vencedor
Comentário Adicional:
Pb. Bene Wanderley
Pb. Miquéias Daniel Gomes

A Bíblia está repleta de passagens que demonstram o poder da fé. A fé como uma característica do Fruto de Espírito, possibilita ao cristão um poder sobrenatural de andar em cima dos vendavais e voar acima das tempestades, pois não há nada mais poderoso no reino espiritual do que a fé. Essa dádiva de Deus nos é dada como garantia de uma vida plena em Cristo Jesus. A nossa fé tem tamanha importância para Deus, que Ele nos deixou escrito nas Sagradas Escrituras, mais precisamente no livro de Hebreus, capítulo de número 11, a cartilha do vendedor. Aliás, esta epístola anônima, começa exatamente trazendo a revelação de Deus; dizendo: - Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de várias maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também, fez o universo. Ele (Jesus) é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentado todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter a purificação dos pecados, assentou - se à direita da Majestade, nas alturas. Tendo - se tornado tão superior aos anjos quando herdou mais excelente nome do que eles (Hebreus 1:1-4).

Aleluia! Jesus é o nosso Senhor e com ele herdamos também todas as coisas. Ele nos deu do seu Espírito e com essa herança temos o poder de Deus em nós, que nos capacita a viver uma vida virtuosa, através do amadurecimento do Fruto do Espírito.  E não há vida mais vitoriosa que esta. O escritor aos hebreus nos revela que a fé é o firme fundamento de coisas abstratas, e a certeza daquilo que não vemos, mas esperamos. Em Efésios 6:16, Paulo identifica  a fé como um escudo que apaga todos os dardos inflamados do diabo. Arma de defesa poderosa e acessível, que está disponível para todos os servos de Jesus. Todos podem se apropriar dessa arma de defesa, e vencer as artimanhas de Satanás. A fé é o caminho que nos leva a ter uma vida que agrada a Deus (Hebreus 11:6). A fé nos dá garantia de que a volta de Jesus Cristo será iminente e que todos os que servem ao Senhor com fidelidade serão arrebatados. A fé é a fidelidade em ação.

A Bíblia esta repleta de exemplos de homens que usaram a fé em situações adversas e através dela foram salvos. Em I Reis 17:2-6, temos o profeta Elias confiando sua vida nas mãos (ou garras) de um corvo, que sobre ordenança divina trazida comida ao homem de Deus. Em Daniel 3:13-30, temos três jovens hebreus que se negam a adorar uma imagem e como consequência enfrentam a fornalha flamejante de Nabucodonosor. Lá dentro eles têm um milagroso encontro como quarto homem. No capítulo 6 do mesmo livro, encontramos o próprio Daniel realizando orações que o mandaram direto para uma cova cheia de leões famintos, e de lá, ele saí ileso. Em Atos 12:1-12, toda a igreja de Jerusalém está em oração, clamando pela liberdade de Pedro, que já tem sentença de morte decretada. Durante essa vigília, um anjo precisa “acordar” o apóstolo para tirá-lo da prisão. Em Atos 27:21-26, após sofrer um naufrágio, Paulo garante a seus companheiros de viagem que mesmo estando a deriva no mar, agarrados apenas em destroços e enfrentando a maior tempestade de suas vidas, todos vão sobreviver, e pela manhã o grupo chega sem perdas a ilha de Malta. Em todos estes exemplos, vemos homens que se lançaram sem medo nos braços do Senhor, confiando a ele suas vidas. Nós como a igreja de Cristo hodierna, não podemos nos contentar em apenas “conviver” com as experiências da igreja primitiva relatadas nas páginas da Bíblia ou nos registros históricos, mas precisamos viver nossas próprias experiências com Deus, deixar escritas nossas histórias para impactar as gerações futuras, sentir na pele a Glória que há nas operações do Espírito Santo, acreditar no impossível e vivenciar milagres, surpreender a Deus de forma tão positiva que Ele passe a honrar nossa palavras como se fossem Dele, fazer com que nossos sonhos, desejos e crenças se tornem em realidade, e tudo isso só será possível através do desenvolvimento sadio e maduro da nossa fidelidade para com Deus.


Lições práticas

O texto de Hebreus 11 nos apresenta a galeria dos heróis da fé. Como é gloriosa a vida de todos que escolhem viver uma vida de fé no Filho de Deus (Gálatas 2:20). Pela fé somos identificados como filhos de Abraão, o que nos coloca em pé de igualdade com o pai da fé no que diz respeito a viver uma vida de fé e esperança, apesar de todas as lutas que possam surgir diante de nós. Abraão teve uma vida completamente protegida e movida pela sua imensa gratidão e fé. A fé de Abraão foi-lhe imputada por justiça porque creu na promessa de Deus (Romanos 4:17-24). Sara riu (Gêneses 18:12-13), mas Abraão creu. O inimigo cria artifícios para colocar dúvidas em nós, mas nunca podemos deixar de crer em tudo que o Senhor nos prometeu. Isto provará a nossa fidelidade. Merece ser especialmente que, viver uma vida de fé e ter a certeza de que as bênçãos de Deus se cumprirão em nossas vidas e isso irá fazer com que permaneçamos firmes, apesar de toda e qualquer dúvida que o inimigo tente plantar em nossos corações (Tiago 1:6).

A fé transforma a nossa vida. Quando vivenciamos as manifestações do agir de Deus em nossas vidas experimentamos o poder da fé. Ver o agir de Deus faz com que nossa certeza aumente em relação à Sua existência (Jó 42:5). Os apelos midiáticos e tecnológicos tentam, através de todos os meios, nos entristecer, derramando uma enxurrada de informações que visam destruir a nossa fé. Contudo, o servo fiel não se deixa confundir, antes se coloca aos pés do Senhor, rochedo forte e socorro bem presente na hora da angústia (Salmo 18:2; 46:1). Quando olhamos para o firmamento isso já é o suficiente para termos a certeza da existência de um ser Criador de todas as coisas (Salmo 19:1-4). Entretanto, é muito melhor quando podemos ter uma comunhão íntima com este ser e poder desfrutar das maravilhas da sua criação em forma de bênçãos pessoais (Jó 42:10-17). A firmeza da nossa fé irá nos garantir uma vida plena de bênçãos espirituais e materiais.

O texto de Habacuque 3 nos apresenta uma tremenda expressão de fé. Quando vemos o profeta fazendo aquela que talvez seja a oração que mais represente uma situação de fé convicta, somos surpreendidos por uma posição que só tem quem conhece o verdadeiro Deus. O profeta Habacuque declara que, não importa o que aconteça, não perderá a sua alegria, pois a sua fé lhe garante o que de melhor o homem pode receber do Senhor: a sua salvação (Habacuque 3:17-18). O nosso Senhor Deus se alegra quando demonstramos uma fé convicta. Uma das maneiras que temos de demonstrar esta fé é através de nosso louvor ao Eterno Criador em todo tempo (Salmo 34:1-2). Merece ser especialmente destacado que, não importa o momento em que estamos vivendo, devemos seguir o que ensina a Palavra de Deus, dando graças por tudo em nossas vidas, pois isso é o que Jesus Cristo o Verbo de Deus, espera de nós (I Tessalonicenses 5:18).


Conclusão

Chegamos ao final do estudo acerca da fé. Vimos através dele que, se vivermos uma fé diária e permanente, nada que venha das mãos do inimigo terá poder para nos atingir e nos tirar da centralidade da vontade de Deus. Viveremos de fé em fé, de glória em glória (Romanos 1:17; II Coríntios 3:18).




O Fruto Espiritual é uma prova eficaz que estamos progredindo em nosso processo de santificação, tornando nossa maturidade espiritual perceptível.  Este fruto só será completo se for constituído de amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperanças. Para aprender ainda mais sofre o Fruto do Espírito, e a frutificação espiritual na era da pós modernidade, participe neste domingo, 12 de JUNHO  de 2016, de nossa EBD.




quarta-feira, 8 de junho de 2016

Quarta Forte com Pr. Adriano Machado


Nas últimas semanas, a Quarta Forte tem sido marcada pelo contraste do inverno frio fora do templo com os corações aquecidos dentro do Santuário.  Neste dia 08 de junho, não foi diferente. Uma noite repleta de louvores abençoados e com uma ministração poderosa da Palavra de Deus, que nos alertou sobre a eminente volta de Jesus Cristo para arrebatar sua igreja. Afinal, como foi frisado nas ministrações do irmão Marco Vinicius e da Pra. Priscila Machado, somos “vasos na mão do oleiro” (Jeremias 18:4), e devemos viver em constante consagração ao Senhor (Romanos 12)

Com muita alegria recebemos os cantores Fabio Ribeiro, Thalia Tatiane, Miriam Guidine e Paola Machado, que nos encantou com o belíssimo toque do Shoffar. O Senhor se manifestou em cada canção, abraçando carinhosamente sua NOIVA, acalentando o nosso coração, numa noite que terminou com salvação de almas. O preletor especialmente convidado foi o Pr. Adriano Machado (Mogi Mirim SP), que inspirado no texto de Mateus 25:13, ministrou sobre a FIDELIDADE DO NOIVO, o nosso Senhor Jesus.

Desde que subiu aos céus, deixando para seus discípulos a promessa de seu retorno, o coração do Cristo pulsa apressado com saudades de sua igreja. Ele está contando os segundos que faltam para regressar sobre as nuvens, e levar consigo sua NOIVA amada, para finalmente entrar lado a lado com ela na Nova Jerusalém. Jesus está preparado para este encontro, mas será que estamos prontos também? Cristo já nos entregou seu coração, sem reservas e apaixonadamente. O que temos entregue à Ele?

O capítulo 25 de Mateus é sem dúvidas um dos textos mais viscerais de todo o cânon sagrado. Jesus sabia que seu tempo na terra estava se findando e ainda havia muito para ser ensinado, então ele reuniu os seus discípulos e começou a ensiná-los sobre as verdades mais relevantes do Reino de Deus, e o ensinamento começa com uma orientação muito simples e vital: Estejam preparados para a chegada do Reino! Em sua forma mais singela e incrivelmente eficaz de transmitir uma mensagem, Jesus se utiliza de um recurso que lhe era muito peculiar e conta-lhes uma história a fim de que o entendimento de uma verdade tão profunda acontecesse naturalmente e se enraizasse nas entranhas das gerações. Uma história sobre um casamento muito atípico. Jesus disse: – Naquele dia o Reino do Céu será como dez moças que pegaram as suas lamparinas e saíram para se encontrar com o noivo.  Cinco eram sem juízo, e cinco eram ajuizadas. As moças sem juízo pegaram as suas lamparinas, mas não levaram óleo de reserva. As ajuizadas levaram vasilhas com óleo para as suas lamparinas. Como o noivo estava demorando, as dez moças começaram a cochilar e pegaram no sono.

Numa primeira análise, não dá para diferenciar as noivas. Todas eram virgens, tinham uma lamparina na mão, possuíam azeite e todas as lâmpadas estavam acessas. Todas no horário marcado saíram de suas casas, adornadas e preparadas para se encontrarem com o noivo e adentrarem em sua festa. Todas chegaram praticamente juntas e ali, juntas permaneceram por longas horas... E todas foram pegas de surpresa com um fato nada convencional. A demora do NOIVO. Mas á meia-noite se ouviu este grito: - “O noivo está chegando! Venham se encontrar com Ele”. Todas as moças acordaram de sobressalto. Cinco delas acenderam suas lamparinas e a escuridão não era mais problema para elas. As outras cinco, porém, já não tinha uma única gota de azeite e suas lamparinas permaneceram apagadas. Elas não estavam preparadas

A história contada por Jesus ressalta a necessidade de estarmos em constante alerta, e jamais descuidarmos de nossa preparação.  Alguns cuidados precisam ser tomados para que não haja “desencontros” na chegada do Noivo. O primeiro deles é manter o azeite num nível que suporte o tempo necessário da espera. Com isso, somos levados a um questionamento que deve ser cíclico em nossa vida, se repetindo e repercutindo em nosso coração e mente: nossa lamparina esta acessa? Vivemos a vida nos preparando para tanta coisa frívola e banal, eventos passageiros e atividades momentâneas, e com isso, desviamos nosso foco do que é eternal. Ao invés de gastarmos nossa vida almejando status, posição, graduações e recompensas, precisamos “desejar” ardentemente estar pronto para o Encontro com o NOIVO.

Então, somos levados ao segundo ponto desta preparação:  - Como está o coração da NOIVA? Quantos corações estão repletos de feridas, cicatrizes, manchas e mágoas, fechados para o amor. O coração da Noiva deve estar aberto a Cristo, limpo, puro e imaculado, pronto a dar e receber perdão. O mundo é mal e endurece nossos corações, tornando-os maciços como rocha. Mas Jesus deseja que o coração de sua NOIVA seja feito de carne, irrigado com seu sangue, pulsando com ternura e compaixão. Deus deseja o homem por completo, e sonda minuciosamente seu interior. Ele almeja ver corações que se derramam em adoração e quebrantamento, latejando em amor.

O ENCONTRO já está marcado e o NOIVO não irá faltar. A variante está exatamente na nossa preparação, se estaremos prontos ou não. As virgens sem juízo saíram para comprar óleo, e, enquanto estavam fora, o noivo chegou. As cinco moças que estavam com as lamparinas prontas entraram com ele para a festa do casamento, e a porta foi trancada. A Bíblia evidencia que Cristo virá buscar uma NOIVA adornada, vestida de branco, com suas vestes lavadas no Sangue do Cordeiro. Cristo é o NOIVO. VOCÊ é a NOIVA.  O Cordeio anseia. A Igreja almeja. O alerta ecoa. Cristo está as portas. Os ponteiros do relógio já marcam meia-noite. Mantenha a lamparina acessa. Seja prudente. Noiva preparada. Maranata... Ora vem Senhor Jesus!

- Abre-nos a porta Senhor! Que esta frase nunca saia de nossas bocas...

Colaboração: Luis Felipe Pavan




Duas mulheres e uma só história


Os evangelhos narram duas histórias distintas que de tão semelhantes chegam a confundir até mesmo leitores atentos. Ambas falam sobre mulheres que demonstraram sua gratidão pelo amor do Cristo através do emblemático gesto de “ungir” seus pés com perfumes caríssimos.

Mateus 26:2-13 e Marcos 14:3-9 registram a ação da mulher que durante um jantar realizado em Betânia, na casa de Simão, o “Leproso” (pai de Judas Iscariotes, e que fora curado por Jesus de sua lepra), se aproxima de Jesus tendo nas mãos um vaso de alabastro (material semelhante ao gesso). Ela se ajoelha em frente a Jesus e começa a derramar em seus pés um caríssimo perfume feito de “nardo puríssimo” para depois enxugar o precioso líquido com os próprios cabelos. Os discípulos se indignaram com a cena, pois entendiam que aquela era uma atitude dispendiosa, já que o dinheiro ali empregado, poderia ser doado aos pobres. Segundo a avaliação de Judas, tesoureiro do grupo, o valor ali desperdiçado era de aproximadamente 300 denários, cerca de R$ 15.000.

Ao ver a postura reprobatória de seus seguidores, Jesus os exorta dizendo que aquele era um gesto único de amor, acalentando seu coração para enfrentar a própria morte, e que o mesmo, ecoaria pela posteridade. Além disto, Jesus lembrou os discípulos que eles ainda teriam muito tempo para exercer a generosidade para com necessitados, porém, muito brevemente seriam privados de sua companhia. 

João 12:1-8 também registra esta mesma história, mas desta vez, nos é revelado o nome da mulher generosa: Maria, irmã de Lázaro.

Lucas 7:36-50 nos conta uma história muito parecida, porém, em um cenário diferente. Muito antes do famoso “Jantar de Betânia”, uma outra mulher também se lançou aos pés de Jesus para ungi-lo com perfume. Não sabemos o seu nome e nem sua origem, pois a única referência dada pelo evangelista é que se tratava de uma “pecadora”. É provável que este fato específico tenha acontecido na Galileia, enquanto Jesus participava de um jantar na casa de Simão, o “Fariseu”.

Num ambiente repleto de pessoas muito ligadas a religiosidade judaica, em nome do amor e movida por íntima gratidão, uma mulher de péssima reputação social, rompe com as conveniências, adentra a casa de um homem muito religioso, não se detém diante de monções reprovadoras e caminha determinada, com os olhos fixos em Jesus. Humildemente, ela se nega a ficar diante do Messias, e se colocando atrás de Jesus, abraça seus pés e se põem a beija-los, para logo em seguida, começar a chorar. Ao perceber que suas lágrimas estão molhando os pés do Senhor, ela passa e enxugá-los com seu cabelo, e então, derrama sobre eles, sem nenhuma reserva, o perfume de aroma delicioso que trazia consigo, ungindo os pés de Jesus.

O religioso Simão estava começando a ver Jesus com outros olhos. Seu interesse em ouvir as palavras do Mestre nos leva a crer que a sementinha do Reino de Deus dava sinais de brotar em seu coração. Mas ao assistir a cena da pecadora ungindo os pés de Jesus, ficou tão abalado, que sua infante fé, minguou como manteiga no fogo.

Em seus pensamentos Simão conjecturava que não havia qualquer possibilidade de Jesus ser de fato um profeta, pois um homem dotado da revelação divina, teria discernimento para compreender o quão pecadora aquela mulher era, e assim, jamais permitir que a mesma o tocasse.


Jesus, ciente dos pensamentos de seu anfitrião, educadamente pede que o mesmo lhe de permissão para contar uma história.  O Mestre discorre sobre dois homens endividados, cujos bens estão empenhorados ao mesmo credor. Um deles está negativado em mais de RS 25.000,00, e ele não tem a menor condição de pagar. Já dívida do outro, embora também seja alta e o pagamento esteja muito atrasado, é 10 vezes menor. O credor, porém, decide perdoar ambas as dívidas, e manda notificar aos envolvidos, que nenhum deles lhe deve se quer um centavo. Então, Jesus questiona a Simão sobre qual dos homens deveria mostrar mais gratidão, e em resposta, ouve o obvio: Aquele que devia mais. O Mestre, concorda com o raciocínio de Simão e completa dizendo: - Desta vez, seu julgamento está correto.... Mas deixe-me te explicar uma coisa...

Simão é lembrado que no momento da recepção de Jesus em sua casa, nem mesmo um beijo no rosto (tão inerente a cultura da época) lhe foi dado pelo anfitrião, mas a mulher, desde o momento que chegou, não parava de beijar seus pés. Simão também não tinha oferecido uma vasilha com água para que seus convidados lavassem as mãos (outro ritual relevante naquela sociedade), mas a “pecadora” lavou seus pés com lágrimas. Simão não ofereceu um único pedaço de pano para que Jesus enxugasse o suor de seu rosto, mas a mulher enxugava seus pés com os próprios cabelos. Simão, não disponibilizou uma única gota de óleo para ungir a cabeça de Jesus... A pecadora verteu o mais caro dos perfumes para ungir seus pés. E por que tamanha diferença? Jesus é taxativo ao afirmar: - Quem foi perdoado sabe amar...

Duas histórias distintas de mulheres movidas por sentimentos muito parecidos, que testemunharam de forma pratica e incontestável o quão maravilhoso é mergulhar sem reservas no oceano da Graça. Voluntariamente elas escolheram a melhor parte, e entenderam que não existe lugar mais desejável para se estar, do que os pés de Jesus.

A virtuosa Maria de Betânia, tinha motivos explícitos para tamanha devoção. Movida pelo amor que sentia por Jesus, seu mestre e amigo, ela aproveita a estadia do Cristo em sua cidade, para através da entrega de seu bem mais precioso, agradecer ao Messias por ter trazido seu irmão Lázaro de volta para vida, e involuntariamente, entra para a história como a mulher que ungiu Jesus e o preparou para enfrentar a cruz e o sepulcro.

A pecadora anônima não tinha motivos aparentes que justificasse sua atitude, e também não temos qualquer evidência que Jesus tenha curado alguém de sua família. Mas ali, naquele momento sublime, o Cristo olha além das aparências e descortina o coração daquela mulher. Ela estava grata pelo maior de todos os milagres... Tinha encontrado Salvação.

Com seu gesto, Maria agradeceu a Jesus pelo dom da vida. A pecadora agradecia por ter encontrado a própria Vida e o perdão para seus pecados.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Testemunho - Não foram os minutos (Luis Felipe Pavan)




Dia 19 de maio de 2001, a cidade toda estava em festa, pois Estiva Gerbi comemorava seu nono aniversário de emancipação política. Eu tinha por volta de sete anos de idade, e naquela manhã, minha mão me levou para assistir ao desfile cívico, onde também poderia brincar nos brinquedos disponibilizados no local.

Voltamos para casa por volta das 10:00 horas, onde cheguei com o cadarço de meu tênis desamarrado.

Lembro-me de passar pelo portão, e entrar no quintal todo empolgado, pois a adrenalina ainda não tinha abaixado. Pisei no cadarço e cai bruscamente, batendo o cotovelo num pedaço de concreto, sofrendo assim, uma fratura no braço esquerdo.

Minha mãe amarrou uma camisa no local do ferimento, e pediu a um vizinho que me socorresse. Ele nos levou até o pronto socorro municipal, onde fiquei por cerca de duas horas sob o efeito de dipirona, aguardando o atendimento médico.

Foram horas de desespero, oriundo de uma dor insuportável e angustiante. Enfim, fomos atendidos e levados para a Santa Casa de Mogi Guçu, onde fui submetido a um procedimento cirúrgico para inserção de pinos metálicos, para que o osso pudesse “colar” outra vez.

Foram mais de cinco horas dentro do centro cirúrgico, e assim que o procedimento foi encerrado, o médico chamou minha mãe para conversar, e disse a ela que se eu tivesse chegado na Santa Casa quinze minutos depois, seria impossível colocar os ossos em seus devidos lugares com perfeição, pois o líquido de irriga o local estaria completamente seco, e assim, os ossos não se colariam mais.

Neste caso, eu teria que ficar para o resto da vida com o braço pendurado, sem poder movimenta-lo.

Fiquei internado por sete dias, devido ao inchaço no meu ombro, em decorrência da agressividade da cirurgia. Mas graças a Deus, tudo acabou dando certo e voltando ao normal. Não sinto nenhuma dor no local, e tenho todos os movimentos perfeitos.

Hoje entendo que não foram os “15 minutos” que salvaram o meu braço, e sim a mão do Todo Poderoso.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Qual o modelo familiar genuinamente bíblico?


O núcleo familiar especificado nas escrituras é formado por pai, mãe e filhos. A própria biologia humana aponta para este modelo específico de família, já que a procriação só acontece na soma “macho / fêmea”, formula que embora já possa ser manipulada pela ciência hodierna, não pode ser substituída. 

Ainda no Jardim do Éden, o primeiro casal recebeu do criador a incumbência de povoar a terra (Gêneses 1:28). Adão, porém, compreendeu que antes de “multiplicar” era necessário “somar”, e assim que se desposou de Eva, estabeleceu que o homem deve deixar a casa de seus pais, unir-se a uma única mulher, e tornar-se uma só carne com ela (Gêneses 2:23-24). Quando paramentado nos princípios divinos, este “cordão de três dobras” oriundo da comunhão de um marido, sua esposa e o próprio Deus, é um alicerce sólido e inquebrável para a construção de uma família, que se perpetra nos filhos, herança do Senhor. Por longos milênios esta tradição tem se mantido, sendo responsável pela sobrevivência e evolução da espécie humana no planeta. Afinal, sem famílias solidificadas, nenhuma civilização subsiste.

Este sistema norteia a moral judaico-cristã por inúmeras gerações, sendo ensinado pelos patriarcas (Provérbios 5:18), ratificado pelo próprio Cristo (Marcos 10:6-8) e instruído pelos apóstolos (Efésios 5:31). Estes valores milenares se mantiveram impávidos ao longo de toda a história, apesar de inúmeras tentativas para compor “famílias” fora destes princípios, e que sempre resultaram em efeitos colaterais de grandes proporções. O eterno conflito entre palestinos e judeus que se iniciou no relacionamento de Abraão com sua serva Hagar, os graves desvios de caráter nos filhos de Jacó oriundos de uma família multifacetada e a guerra civil gerada nos haréns do rei Davi, são apenas alguns exemplos cabais de catástrofes pessoas e seculares resultantes dos “atalhos” criados pelos homens em seus relacionamentos aquém do estabelecido no Éden.

Mas eis que o Século XXI chega com muita força, contestando valores antes inquestionáveis. Uma nova ideologia social que renega a Bíblia e relega as crenças cristãs ao limbo de um arcaísmo retrogrado. Conceitos como a homo-afetividade, (que de forma pontual sempre permearam a história) agora emergem em escala global, ganhando força midiática ao lado de novíssimos elementos sociais, tais como “identidade de gênero” e “multiplicidade de formações familiares”.

No mundo moderno, a “FAMILIA” nos moldes bíblicos se tornou uma instituição ultrapassada e que está fadada ao ostracismo.  Se amparando nos direitos assegurados a cada cidadão brasileiro pela Constituição Federal de 1988 e pelo Código Civil - Lei 10.406/02 (onde é assegurada a dignificação da pessoa humana, resguardando os direitos sociais e individuais de cada), tem se acentuado o debate entre políticos, educadores, filósofos e juristas para que haja maior tolerância para os mais diversificados vínculos familiares. Só no Brasil, já são considerados pelo menos 10 possíveis modelos de família:

Matrimonial – família constituída a partir de uma união conjugal oficializada entre homem e mulher

União Estável – família constituída a partir de uma união duradoura não oficializada entre homem e mulher.

Concubinato – família constituída a partir de uma união entre homem e mulher para a qual não está autorizada oficialização.

Homoafetiva – família constituída a partir da união de duas pessoas do mesmo sexo.

Monoparental – famílias onde apenas um dos pais se mantem atuante junto aos filhos.

Pluriparental – família formada a partir da união de pessoas que já tenham filhos (famílias agregadas)

Anaparental – família formada fora do modelo tradicional, onde pessoas convivem juntas formando sociedades.

Eudomonista – união de pessoas com objetivos em comum, mas que não desejam encaixe nas relações familiares

União Livre – união de pessoas (hétero ou homossexuais) que buscam relacionamento sem incidências de obrigações

Uniões Plúrimas – pratica de união múltipla sob o mesmo teto

A questão da “Multiplicidade de Formações Familiares” traz em seu bojo uma série de armadilhas, prontas para minar o modelo familiar bíblico. Por exemplo, no Congresso Nacional Brasileiro, está hibernando o Projeto de Lei da Câmara 122/2006, que em seu novo texto insere a questão da “IDEOLOGIA DE GÊNERO”, ou a ideia de que ninguém nasce macho ou fêmea, é que tal descoberta se dará durante as primeiras fases da vida. Uma “Proposta de Emenda Constitucional” elaborada por uma comissão da OAB (ordem dos advogados do Brasil), veladamente recomenda ao Superior Tribunal Federal uma verdadeira ditadura de minorias em prol dos grupos LGBT. O Estatuto da Diversidade Sexual, propõem 132 alterações em dispositivos legais que protegem o modelo tradicional familiar.

Somando todos os tramites nos legislativos, a Bancada Evangélica calcula que existam quase 900 projetos de lei que se aprovados, seriam poderosos golpes contra a família cristã. A Igreja de Cristo deve ser a salvaguarda da sociedade diante destes ataques maléficos, e a melhor forma de estar pronto para este inevitável confrontamentos moral e estar embasada na Palavra de Deus, regra inquestionável de fé e parâmetro para uma vida de santidade.

Deus não uniu o homem e a mulher somente para que um suprisse as necessidades e carências do outro. Seu projeto vai além de companheirismo e procriação. Deus sempre quis ser conhecido através das famílias. Adão foi o modelo original, feito à imagem e semelhança de Deus. Isto significa que toda a humanidade descendente de Adão portaria consigo a mesma essência divina (Gêneses 1:26). Desse modo, os atributos e a grandeza de Deus surgiriam naturalmente através dos filhos gerados pelo primeiro casal. A grande comissão sempre foi um projeto do Éden (Mateus 28:18-20).

O plano do inimigo é sempre sabotar essa essência, como no Éden, e assim fazer com que a humanidade seja apartada de Deus, gerando filhos assassinos, violentos e cheios de promiscuidade (João 10:10). Quando as famílias se formaram segundo a vontade de Deus, elas se tornam fortes, sadias e felizes. A presença de Deus em um lar não somente eleva os membros da casa a uma vida repleta de valores, mas influi com esses mesmos valores na sociedade, contribuindo tanto para seu bem-estar quanto para a propagação do conhecimento de Deus.

Assim, uma família estruturada é uma Igreja ambulante, que prega sem esboçar palavras. É como o sal que, por onde passa, transforma o sabor (Mateus 5:13).

domingo, 5 de junho de 2016

Cinco pães e dois peixinhos


Inspirado na ministração do Pr. Wilson Gomes no Culto da Família realizado em 05 de Junho de 2016. 

Uma grande multidão estava a muitas horas ouvindo os ensinamentos de Jesus. Assim que terminou de falar, o Senhor olhou para aquela gente e sentiu uma profunda compaixão, decidiu que além do alimento espiritual, deveria também alimentar seus corpos cansados.

Jesus reuniu os seus discípulos e lhes informou o desejo de dar pão aquelas pessoas, porém, foi imediatamente informado por eles que não havia recurso financeiro para comprar tanto alimento. Felipe se mostrou preocupado não apenas com a verba necessária, mas tambem em “onde” comprar tanta comida, pois ali, acampados, estavam pelo menos quinze mil pessoas, e seriam necessários “muitos pães” para satisfazer tantos estômagos vazios.

Analisando as possibilidades e condições, os discípulos concluíram que a única opção viável era despedir aquele povo sem alimentá-los. Jesus, porém, tinha outros planos. André o havia informado que no meio da multidão estava um garotinho que tinha um cesto contendo cinco pães e dois peixinhos, e o menino estava disposto a doá-los para a grande refeição.

Mas como poderiam cinco pães e dois peixinhos alimentar uma multidão de mais de quinze mil pessoas? Simples... Bastava entregá-los a Jesus e esperar o milagre acontecer...

Jesus tomou o pão em suas mãos e deu graças ao pai. Então começou a parti-los, e quando mais dividia, mais pão tinha para repartir. O pouquinho começou a se tornar em muito, e mais, e muito mais. Cristo inverte a lógica da matemática, e a divisão se transforma em multiplicação. Assim que terminou que alimentar aquela gente, ainda sobraram doze cestos cheios de comida, os quais, certamente, foram devolvidos ao dono original: o menino.

Conta –se a interessante história sobre um religioso que estava desejoso para alimentar pessoas carentes, e como não tinha recursos para tal, teve uma ideia simples para chamar a atenção de sua comunidade. Em um fogão improvisado com tijolos, colocou uma grande panela com água, e não havendo o que pôr no caldo, pôs uma pedra para cozinhar. As pessoas que passavam por ali ficavam curiosas por saber qual era o cardápio do religioso, e lhe perguntavam que prato era aquele, ao que o homem respondia: “Sopa de Pedra”.

Alguém disse:  - “Tenho cenouras em casa, e se colocássemos na sopa, o sabor não ficaria melhor?” O religioso concordou com a sugestão e pouco depois as cenouras estavam cozendo com a pedra. Outro transeunte comentou que na casa tinha um repolho sobrando, alguém se lembrou dos tomates no fundo da geladeira, e pouco a pouco o cozido foi ganhando muitos ingredientes e a “Sopa de Pedra” se tornou um prato maravilhoso e saboroso que alimentou muita gente.  Ainda hoje, a “Sopa de Pedra” inventada por aquele homem é muito famosa em diversos lugres do mundo, pois posteriormente, a ciência gastronômica descobriu que durante o cozimento, a “pedra” solta alguns minerais que enriquecem o alimento e   fortalecem nosso organismo. Esta história nos faz pensar na igreja e em nossa união, onde o pouco de cada um se transforma numa grande benção que alimentará a muitos.  

A matemática é simples. Se alguém trouxer apenas meia dúzia de cenouras para compor a sopa, e posteriormente uma centena sendo alimentada, podemos concluir que as cenouras de uma única pessoa, foram suficientes para alimentar 100 pessoas.

Todos os dias somos desafiados nesta multiplicação. Pense naquele jovem que ofereceu a Jesus apenas cinco pães e dois peixinhos, mas você se lembra quantos foram alimentados? Cinco mil homens adultos (sem contar mulheres e crianças)! Que multiplicação grandiosa!

A igreja de Cristo tem este poder multiplicador. É que muitas vezes ficamos apenas esperamos por uma ação de Deus, e infelizmente perdemos o foco da realidade que já temos o poder de multiplicar em nosso próprio ministério unindo nossas forças pelo bem de todos. Quando entregamos o nosso dízimo com voluntariedade e alegria, Deus nos promete enviar uma benção tão grande que se tornará em “maior abastança”. Olha aí a matemática da multiplicação trabalhando a nosso favor.

Nós oferecemos nosso melhor (mesmo que seja pouco) para esta grande Sopa de Pedra espiritual, e Deus, nosso fator multiplicador, transforma, aumenta e alimenta uma multidão... E mais... Sempre mais.


sábado, 4 de junho de 2016

Culto de Missões com Missª Agda Marques


Na noite deste sábado, 04 de junho de 2016, o Grupo de Missões Ágape, realizou mais um belíssimo trabalho, num culto “especialmente” missionário, com a participação das cantoras campineiras Miriam de Oliveira e Patrícia Santos. Louvor cheio de glória e unção!

A ministração da palavra ficou a cargo da Missª Agda Marques (Campinas SP), que inspirada no relato de II Samuel 17, comparou o Campo Missionário ao Vale de Elá. Lugar de batalha e desafio, onde apenas homens bravos e destemidos tem coragem para “descer”.

Israelitas e Filisteus estavam em pé de guerra, porém, ambos os lados receavam em atacar o inimigo. Assim, a batalha se transformou num tedioso estratagema militar. E assim continuou por muitos dias.  Entre os soldados de Israel estavam três filhos de Jessé, irmãos do recém ungido “Davi”.

Para dar um fim aquele impasse, os filisteus enviaram ao vale um de seus mais poderosos guerreiros: Golias. Este homem, além de ser versado na guerra e estar armado até os dentes, tinha quase três metros de altura, o que deixou os soldados israelitas apavorados. O grandalhão propôs que um dos homens de Israel descesse ao vale para lutar contra ele num combate pessoal, e o exército do guerreiro derrotado, se renderia ao vencedor. Obviamente, ninguém ousou aceitar aquele desafio, e então, Golias ficou durante 42 dias, afrontando os israelitas.

Foi então, que o velho Jessé pediu que Davi fosse ao campo de batalha levar alimentos aos seus irmãos. Mas quando o salmista ali chegou, ficou indignado com as afrontas que ouviu de Golias, e decepcionado com a falta de coragem de seus irmãos.

Conhecemos Davi como um pastor, um músico, um salmista, um lutador e um rei. Mas a porta para uma carreira bem-sucedida como homem de Deus apareceu para ele no vale de Elá. Ao observar de primeira-mão a intimidação e guerra psicológica de Golias, Davi perguntou, aos homens que estavam consigo, dizendo: Que farão àquele homem que ferir a este filisteu e tirar a afronta de sobre Israel? Quem é, pois, esse incircunciso filisteu, para afrontar os exércitos do Deus vivo?   Ninguém jamais consegue qualquer coisa de importância se não aproveitar de suas oportunidades. A covardia das forças armadas israelitas, incluindo o Rei Saul, era uma porta aberta para Davi. O mesmo menino pastor que havia matado um leão e um urso diria ao rei “este incircunciso filisteu será como um deles...”  

Davi decidiu agir, e se prontificou a enfrentar Golias. Se a armadura de Saul não o ajudou, a desconfiança dos israelitas também não o incomodou. Ele traçou sua própria estratégia de guerra, tomou nas mãos as armas que dominava (uma funda e cinco pedras), e firmado na fé inabalável em seu Deus, desceu corajosamente ao vale, onde é recebido com desprezo pelo gigante.

Davi fala ao seu oponente que a vitória iminente tinha um objetivo maior: "e toda a terra saberá que há Deus em Israel”. Davi não aceitaria sentar ao lado enquanto um filisteu incircunciso desafiou os exércitos do Deus vivo! Enquanto a verdade de Deus leva uma pessoa a indignação justa e confiança absoluta, como também preocupação pelas almas perdidas de outras pessoas, ela não poderá mais tremer em timidez. Ao invés disso, ela se levantará e agirá. Como Isaías, ela dirá “Aqui estou, envia-me”.

Como termina esta história? 

“Assim, prevaleceu Davi contra o filisteu, com uma funda e com uma pedra, e o feriu, e o matou” (I Samuel 17:50).

O nome de Deus foi honrado pela coragem de um jovem camponês, e ainda hoje, espera uma posição corajosa de sua igreja neste campo de batalha que é a obra missionária. Missionários precisam ser movidos por fé, ousadia e coragem, certos que quando Deus envia, Ele  nós dá de “lambuja”, o endereço da testa do gigante!

Miriam de Oliveira e Patrícia Santos

Artigo - Cãibras Musculares


Élita Pavan
Estudante de Fisioterapia

As cãibras são contrações involuntárias e dolorosas de um músculo ou de um grupo muscular. Elas acometem apenas a musculatura estriada e afetam principalmente os músculos posteriores da perna. Uma cãibra pode começar durante a atividade física, no repouso e até durante o sono.

Fisiologicamente as cãibras acontecem devido ao cérebro que envia impulsos elétricos para um músculo se contrair, quando esse músculo está relaxado, há uma diferença de potencial elétrico entre o interior e o exterior das fibras musculares. Essa diferença se deve à presença de sódio no lado de fora e de potássio na superfície.

Com a chegada do impulso elétrico, porém, tudo muda: abre-se uma série de receptores na membrana que reveste as fibras musculares. Os receptores são como portões, pelos quais o sódio consegue entrar.

Essa substância ocupa o espaço do potássio, que acaba saindo. A troca de lugares excita as partículas de cálcio situadas numa região mais profunda e elas, por sua vez, provocam movimentação dos filamentos musculares, ocasionando a contração. ”

Causas

Em geral, as cãibras musculares são causadas pela prática de esportes ou por determinadas atividades profissionais. Já as cãibras noturnas na perna, muitas vezes não têm causa aparente, mas sugerem a associação com algumas doenças sistêmicas.

Entre as causas mais comuns são:

Uso exagerado da musculatura
São as cãibras típicas dos atletas que praticam exercícios que sobrecarregam determinados músculos. No entanto, elas podem ocorrer, também, nas mãos, nos braços e no pescoço como resultado de atividades como escrever, digitar ou trabalhar com ferramentas na mesma posição durante muito tempo.

 Desidratação
A água facilita as contrações e o relaxamento das fibras musculares e dos tendões. A falta dela deixa-os mais sujeitos a espasmos.

Baixas temperaturas
O frio faz com que a musculatura fique mais tensa e contraída, o que facilita a ocorrência de espasmos das fibras musculares.

Má circulação
Nos mais velhos, o estreitamento das artérias que irrigam os membros inferiores causado por placas de aterosclerose pode provocar cãibras, quando a musculatura é solicitada com mais intensidade.

Carência de sais minerais
Falta de potássio, cálcio ou magnésio na dieta alimentar pode estar por trás de quadros de cãibras frequentes. Pessoas hipertensas que tomam diuréticos geralmente perdem potássio.

O que fazer no momento da cãibra?

A primeira coisa é alongar o músculo posterior ao que está sofrendo a contração involuntária. Se a cãibra for na panturrilha, por exemplo, deve-se alongar o músculo tibial anterior. Massagear a musculatura, aumentando o calor, também ajuda na circulação do sangue.

Prevenção

Para tentar prevenir a cãibra, é importante ter uma alimentação rica em vitaminas e sais minerais, um bom condicionamento físico, hidratar-se e sempre que puder fazer alongamento, principalmente antes e depois dos exercícios físicos.