quinta-feira, 7 de julho de 2016

EBD - Jesus, o Rei da Glória entre nós.


Material Didático
Revista Jovens e Adultos nº 100 - Editora Betel
Mateus  - Lição 02
Comentarista: Bp. Manuel Ferreira

Comentários Adicionais
Pb. Miquéias Daniel Gomes
Pb. Bene Wanderley


Texto Áureo
Salmos 24.10
Quem é este Rei da Glória? O SENHOR dos Exércitos, ele é o Rei da Glória. (Selá.)

Verdade Aplicada
O nascimento de Jesus marcou um novo início na experiência humana, pois foi a manifestação viva do plano da redenção.

Textos de Referência
Mateus 1:21-25

E dará à luz um filho, e chamarás o seu nome JESUS, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.
Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz: - Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL. Que traduzido é: Deus conosco.
E José, despertando do sonho, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher, e não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe por nome Jesus.


Vamos falar de Jesus?
Comentário Adicional
Pb. Bene Wanderley

Não existe melhor assunto para o cristão do que o Evangelho de Jesus. Logo, este trimestre chega trazendo para nós um tema muito relevante, que trará luz à nossas mentes a cerca da vinda do Messias esperado, sob ópticas e perspectivas que por vezes ignoramos. O Evangelho de Mateus é um manancial de informações mui preciosas sobre a vida e o ministério de Jesus, o Nazareno. Os judeus aguardavam o momento de sua chegada com grande expectativa, esperando um rei que os livraria do jugo romano, um guerreiro furioso que inflamaria toda a nação judaica contra o império inimigo, um homem tão destemido, que sozinho, teria forças para expulsar os opressores. Mas eles estavam equivocados em suas interpretações. Quem iluminou o céu escuro da humanidade com seu nascimento foi o menino Jesus, filho de um carpinteiro e de uma dona de casa, nascido numa humilde manjedoura em Belém da Judéia, uma cidadezinha que ficava na parte montanhosa de Judá. O Salvador já estava no mundo, e quase ninguém havia percebido. Mateus traz à memória do povo as profecias antigas acerca do Messias, e aponta veemente para Jesus Cristo como aquele de quem as profecias falavam. O seu livro tem um propósito definido, que é mostrar ao povo judeu que Jesus, “o carpinteiro” é na verdade, o Rei da Glória.

Mateus procura logo de início demonstrar a identidade real de Jesus, esmiuçando a sua genealogia. O propósito principal de uma genealogia é mostrar a origem de um indivíduo e o caminho de sua família até eras mais remotas e desconhecidas na atualidade. Assim, o evangelista deixou claro para os seus leitores que, de fato, Jesus Cristo era o “Rei” tão esperado. Sabendo que os judeus exigiriam “provas” de que Jesus era de fato quem dizia ser; Mateus recorreu ao Antigo Testamento, amarrando fatos públicos da vida de Jesus com as profecias antigas, e assim, sacramentou de uma vez a questão. Ao dar provas concretas da identidade de Jesus, inclusive listando seus nobres antepassados, Mateus prosseguiu com seu relato adornado de detalhes ricos e minuciosos sobre o nascimento de Jesus; trazendo ao conhecimento dos seus leitores, nuances sobre a vida de seus pais terrenos, e a condição social em que se encontrava a futura família do Messias.

Maria sua mãe estava desposada com José. Jovem de boa índole e moral elevada, achou- se grávida pelo Espírito Santo. Quando José tomou ciência dessa situação tentou deixar Maria em segredo, mas logo, sendo visitado por um anjo em sonhos, resolveu receber Maria como sua mulher. Um ato de grande abnegação pessoal.  A lição a seguir, nos levará a campos de conhecimentos fantásticos, como por exemplo, a singularidade numérica da genealogia de Jesus, que fará muitos de nós alargarmos nossos conhecimentos, esclarecendo muitas dúvidas de pontos ainda nebulosos para a grande massa, pois numa simples leitura, passam despercebidos. Aperte o cinto para mais esta viagem as cidades da Galileia, e aproveite cada instante sem moderação.


A genealogia do Rei

Falar da manifestação do Rei da Glória entre nós é reviver as profecias, a história e o sentimento divino narrados por Mateus nos capítulos 1 e 2. Veremos como o nascimento como o nascimento de Jesus nos mostra a fidelidade e providência divina. Ao iniciar seu evangelho, Mateus procura demonstrar a identidade real do Senhor Jesus. Embora a Igreja fosse formada de judeus e gentios, ele, porém, tinha em mente os judeus. Eles eram mais exigentes por causa da das profecias veterotestamentárias. Eis o motivo de Mateus deixar registrada a genealogia do Senhor Jesus. A genealogia tem como finalidade mostrar a origem de um indivíduo. Para os gentios isso não é um assunto tão interessante, mas para os judeus era uma maneira de começar uma leitura. O objetivo é mostrar que Jesus, o Messias, tem origens que correspondem às profecias (II Samuel 7:16 / Isaías 9-7 / Jeremias 23:5). Do contrário, seria um falso messias e não precisaria ser temido nem honrado como tal. Muitos desprezaram a Jesus, taxando-o de mero carpinteiro, filho de José, um simples carpinteiro (Mateus 13:55). A genealogia em si mesmo já é curiosa para um judeu. Nenhum escritor que se dirigisse aos gentios iniciaria com uma genealogia, dessa maneira procedeu Marcos em seu evangelho. Embora Lucas também tenha apresentado uma genealogia, ela só aparece a partir de Lucas 3:23, visto que ele tinha em mente um público de fala grega, um público greco-judaico. Herodes o Grande, era desprezado pelos judeus pelo fato de ter ascendência idumeia e não ser judeu. Para amenizar sua situação, casou-se com Mariane, filha do sumo-sacerdote de sua época.

A genealogia apresentada por Mateus não era apenas importante, mas também curiosa. A primeira curiosidade reside no fato de provar que Jesus é descendente de Davi e de Abraão. Como a promessa se referia a linhagem específica de Davi, então cumpria Mateus prová-la. Ora, no sistema hebraico não havia números, mas as letras tinham a equivalência numérica, como por exemplo, nos algarismos romanos. Davi era escrito dwd, apenas consoantes, então a letra d = 4 e a w = 6, e o d = 4, o que dá um total de 14. Dessa maneira, Mateus faz três jogos de 14 gerações, por causa da importância também simbólica que os judeus dão. Mateus se esforçava não apenas para comunicar um fato de maneira simples. Em virtude do valor do fato em si, ele se esforçou para se comunicar com os seus leitores de maneira criativa e até mesmo, artística. Ele fez isso exatamente mostrando a genealogia de uma forma que pudesse ser decorada mediante um jogo numérico, pois naquela época quase não havia livros. O apóstolo Mateus fez a obra de Deus não de qualquer maneira, mas com esmero, o que é uma grande lição para todos nós.

Era uma coisa incomum constar mulheres nas genealogias judaicas. Contudo, isso não significa que matriarcas importantes como Sara, Rebeca, Raquel, Leia e outras não fossem mencionadas. É claro que elas eram lembradas nas conversações domésticas e nas sinagogas. Mas Mateus menciona cinco mulheres: Tamar (Mateus 1:3); Raabe e Rute (Mateus 1:5); a mulher de Urias, o heteu, cujo nome é Bate-Seba (Mateus 1:6); e finalmente Maria, a mãe de Jesus. O mais extraordinário é que, além de serem mencionadas, algumas estão associadas a lembranças pecaminosas: Tamar seduziu o sogro; Raabe tinha sido prostituta em Jericó; Rute não era judia, mas uma moabita convertida. Através delas, constatamos a eloquente misericórdia de Deus. Mateus realiza aqui uma a quebra intencional de paradigma, pois em via de regra, mulheres não constavam em genealogias. Normalmente, elas eram tidas como coisas, parte da propriedade de um homem. Daí se pode perceber tanto a misericórdia divina demonstrada no fato delas participarem na ascendência do Senhor Jesus, quanto também a evidência tangível de que, quando alguém conhece a Deus de verdade, Deus não leva em conta seu passado pecaminoso. Porém, surpreendentemente, ele torna alguém útil a si no plano da redenção.


Contexto histórico da Natividade
Comentário Adicional
Pb. Miquéias Daniel Gomes

O último registro histórico do Velho Testamento é a morte de Esdras. A partir deste momento o Cânon Sagrado faz uma pausa de quatro séculos, ciclo de tempo conhecido como “Período Intertestamentário” ou “Anos de Silêncio”. Ao longo de quatrocentos anos, YAHWEH se manteve calado, e nenhuma palavra profética foi manifestada. Deus esteve em silêncio por um longo tempo, mas nunca se omitiu. Sua mão se continuou ativa no curso dos acontecimentos, preparando o mundo para o maior de todos os eventos, a chegada do Emanuel. Dia após dia, cumpriram se a risca as visões do profeta Daniel, e o povo judeu sentia se aproximar a chegada do “Salvador” prometido. Sob o domínio Medo-Persa, os israelitas tiveram liberdade de culto assegurada e puderam retornar para casa após setenta anos de exílio na Babilônia. Também foram dadas aos repatriados as condições necessárias para a reconstrução do templo, dos muros e das cidades, e com isso a “promessa” estava em casa, afinal, o Messias deveria nascer em Belém, na região da Galileia (Isaías 9:1-6 / Miquéias 7:5), e posteriormente seria apresentado no Templo de Jerusalém. Em 333 AC, Alexandre derrotou o rei Dario, e a Grécia ascendeu ao posto de maior nação da terra, subjugando inclusive, os judeus. Discípulo de Aristóteles, instruído em filosofia e política grega, Alexandre – O Grande, exigiu que a cultura grega fosse promovida por todo território por ele conquistado, cerca de ¼ do mundo até então conhecido. Assim, diversas nações aderiram o idioma grego como segunda língua oficial, e pela primeira vez os livros do Velho Testamento foram traduzidos do hebraico, dando origem a “Septuaginta”.

Embora fosse um fervoroso disseminador da cultura grega, Alexandre não interferiu na religiosidade judaica, o que assegurou plena liberdade de culto aos israelitas. Passada apenas uma década, o imperador grego faleceu, e seu reino foi dividido entre seus quatro principais generais. Em decorrência de sua posição geográfica, a Judéia ficou à mercê de interesses políticos, primeiro sendo subjugada por Antígono, depois por Ptolomeu I e Ptolomeu II, até cair nas mãos dos selêucidas. Esta foi uma época de grande dor aos israelitas, já que o imperador Antíoco Epifânio, invadiu Jerusalém assassinado muitos judeus. Ele saqueou o templo, e profanou o santuário oferecendo um animal imundo como holocausto. Os direitos civis e a liberdade religiosa dos judeus foram suspensos, os sacrifícios diários foram proibidos e um altar ao deus Júpiter foi erigido. A opressão sofrida gerou nos judeus um clamor nacional por um libertador, exteriorizada na revolta dos macabeus, que liderada por Judas, terminou com a reconquista de Jerusalém no ano 164 AC.

A Judéia seria mais uma vez conquistada por uma nação estrangeira em 63 AC, quando Pompeu de Roma conquistou toda a palestina e entregou seu controle a Cesar. Com uma ideologia pacifista chamada de “PAX ROMANA”, Roma estabilizou diversos conflitos ao redor do mundo e pavimentou um sistema de estradas que facilitava o transito entre as cidades. Em 31 AC, Herodes foi declarado rei dos judeus e ordenou o recenseamento, obrigando todo homem adulto a voltar para sua terra natal. Assim, certo “José”, descendente da tribo de Judá, se viu obrigado a retornar para Belém em justamente no ultimo mês de gestação de sua esposa, “Maria”.

Deus esteve por quatrocentos anos preparando o mundo para a chegada de Jesus, e agora o cenário estava pronto. Antes, porém, um mensageiro deveria ser enviado, uma voz que clamaria no deserto preparando o caminho do Senhor e aplainado a estrada para Deus (Isaías 40:3). Por séculos, os profetas estiveram extintos, mas Deus volta a se manifestar exatamente para anunciar o nascimento do maior deles, e o seu nome era João (Mateus 11:11). Logo em seguida, por intermédio de um anjo, Deus revelaria a uma jovem chamada Maria que ela daria à luz ao Salvador do Mundo. José, com quem também ela estava desposada, também recebe uma visita sobrenatural. A próxima manifestação visível de Deus seria exatamente na noite do nascimento de Jesus, quando anjos aparecerem nos céus, louvando e anunciando a chegada do menino salvador.


A concepção e nascimento do Rei

Há muito tempo que a descendência de Davi saíra do governo de Israel. Esse fato por si só contraria o plano da redenção. Tanto os governantes de sua linhagem quanto o próprio povo se afastaram de Deus terrivelmente. Mas tal coisa não seria um obstáculo absoluto para a concepção e nascimento do Salvador. Mateus faz-nos conhecer um pouco de quem era Maria e isso é muito importante. Maria era uma virgem, no grego “parthenos”, que significa alguém que nunca teve relação sexual, mas também virgem núbil. Quer dizer, virgem com idade para casar-se. Quando o Salvador foi gerado no ventre de Maria, ela era uma jovem noiva com José, mas conservava-se pura. Assim como José era um homem justo e temente a Deus, Maria também era. Foi nessa condição que ela se tornou mãe do prometido Salvador. O Messias prometido não seria gerado no ventre de uma moça e rapaz que não temessem a Deus. Aqui se nota a importância da pureza de um casal diante de Deus. José faz parte da linhagem direta de Davi, mas era também um homem temente e reto diante de Deus. Maria de igual forma era uma moça piedosa e reservada para o casamento. Enfatize para os alunos que o Salvador jamais nasceria numa família pagã ou desestruturada.

Este foi um fato polêmico para José, pois sua noiva estava grávida! E agora? De alguma forma, José notou e soube que sua noiva prometida estava gestante. Isso foi embaraçoso para ele, pois ele não era o responsável, logo não queria assumir aquela paternidade. Por outro lado, gostava da moça e não queria expô-la publicamente. A saída que ele encontrou foi deixá-la de modo discreto. Quando, porém, ele chegou a essa conclusão, Deus interviu por meio de um anjo, dizendo-lhe: “Não temas receber Maria... o que nela está gerado é do Espírito Santo”. Além disso, disse-lhe ainda que seu nome seria Jesus, porque Ele salvaria o seu povo de seus pecados. José era um piedoso homem de Deus. Ele tanto procurou conservar uma vida pura como também obedeceu prontamente às ordens de Deus através do Seu anjo. Dá para perceber que ele teve momentos embaraçosos pelo fato de sua noiva estar gestante, não sendo o responsável direto. Todavia, ela ficou grávida pelo fato dele ser da linhagem de Davi. Dessa maneira, as profecias se cumpriram porque chegou o tempo. E tanto ele quanto Maria levariam consigo o encargo de cuidar e proteger o menino Deus assim que nascesse.

Jesus nasce no tempo do rei Herodes, o Grande, em Belém da Judéia. Por que o menino Salvador haveria de nascer na cidade de Belém? Na verdade, a palavra Belém vem do hebraico e significa “Casa do Pão”. Belém é o mesmo lugar que morou Rute, a moabita que se casou com Boaz e gerou a Obede, que gerou a Jesse, pai do rei Davi. Deus escolheu Belém para o nascimento do menino Messias. Observe que José não residia lá, porém, por causa do censo de César Augusto, o Verbo Eterno em Belém se manifestou, vindo a nascer numa manjedoura por falta de lugar na estalagem. Mateus omite o local de origem de onde se deslocaram José e Maria para Belém, todavia as profecias acerca do menino Deus se cumpririam, como de fato se cumpriram. O decreto de César obrigava que os homens fossem à sua cidade natal para se alistarem. Dessa maneira, José teve de ir a Belém, levando consigo a Maria. Ao chegarem lá, não conseguiram lugar adequado numa hospedaria por já estar lotada. Quando estas lotavam, os hóspedes acomodavam-se no estábulo da hospedaria e foi assim que Jesus nasceu, cumprindo a profecia acerca do lugar de Seu nascimento.


A dogmática virgindade de Maria
Comentário Adicional
Pb. Miquéias Daniel Gomes

Um dos temas mais debatidos de toda a história humana é, sem duvidas, a concepção virginal de Jesus. Segundo o relato das Escrituras, Maria concebeu à Jesus sem ter tido relações sexuais com nenhum homem, sendo sua gravidez um ato divino efetuado pela obra do Espírito Santo. Muitas mulheres israelitas almejavam portar em seu ventre a “SEMENTE” prometida desde o Éden, mas foi Maria, uma moça humilde da Judeia, que achou graças diante do Senhor para trazer ao mundo o seu Salvador. Maria estava desposada com um carpinteiro local chamado José, quando recebeu a notícia de sua bem aventurança. Numa época de casamentos arranjados, “estar desposado” correspondia a “estar casado, mas não morar junto”. Assim, Maria e José ainda não tinham mantido relações sexuais. Sabendo da gravidez de sua “noiva”, José cogitou a possibilidade de fugir para não “expor” Maria ao vitupério público, porém, também foi visitado por um anjo que lhe revelou a verdade sobre a miraculosa gestação (Mateus 1:20-21). Segundo o relato de Mateus, José não apenas aceitou com gratidão a gestação de Maria, como também não manteve com ela qualquer relação sexual (mesmo após se casamento), “até o nascimento de seu filho primogênito” (Mateus 1:25). Se Jesus foi o “primeiro filho” do casal, fica entendido que Maria e José viveram uma vida conjugal plena, e constituíram posteriormente uma grande família. Na verdade, encontramos ao longo do Novo Testamento, o nome de pelo menos quatro irmãos consanguíneos de Jesus (Tiago, Simão, José e Judas), além de referências a algumas irmãs não citadas nominalmente (Mateus 13:55 /  Marcos 6:3 / João 2:12)

Eusébio de Cesárea defendia a ideia de que os irmãos de Jesus na verdade eram primos de Cristo em primeiro grau por parte de pai, filhos de Alceu Cleofas. O exegeta alemão Josef Blinzer, sugeriu que os irmãos de Jesus, eram na verdade, filhos de outra mulher homônima, prima de Maria. O livro apócrifo de Tiago, menciona que José já tinha filhos antes de se casar com Maria, e estes seriam os “meio-irmãos” de Jesus. A verdade é que este assunto se tornou um grande tabu dentro de diversos segmentos do cristianismo em decorrência do Concílio de Lateranense, que em meados do século VII, dogmatizou a virgindade de Maria, concebendo sua imagem de “santa e imaculada”, portadora de uma virgindade perpétua. Mas embora a ideia de Maria ter gerado outros filhos além de Jesus ser rejeitada por  cristãos católicos, ortodoxos e muçulmanos, até mesmo Ariano, influente bispo de Milão, já defendia que os “votos sagrados do casamento são superiores aos votos de castidade”. Assim, não faria sentido Maria e José viverem uma vida de privações conjugais. Além disso, o termo grego usado pelos evangelistas quando se referiam aos irmãos de Jesus é “ADELFOS”. Etimologicamente falando, “adelfos ou adelfoi” refere-se a “parentes co-uterinos", ou seja, “irmãos gerados no mesmo útero”. Este termo foi usado 346 vezes no Novo Testamento, sempre se referindo a “irmãos de sangue”, enquanto relações de parentesco mais distantes (como primos), são identificadas pela palavra ANEPSIS.

Então, a questão mais interessante não é “se” Maria teve outros filhos além de Jesus, mas sim “quem” são eles. Pelo registro de Lucas 2:7, percebe-se que os irmãos de Jesus não se engajaram em seu ministério pelas cidades da Galileia. Aparentemente, demonstravam inclusive, incredulidade quanto ao fato do “irmão mais velho” ser o Messias prometido. Posteriormente, esta situação se reverteu, já que o Livro de Atos lista os irmãos de Jesus entre os líderes da igreja primitiva, exercendo grande influência até mesmo junto aos discípulos originais. Tiago, inclusive, exerceu seu pastorado junto à igreja de Jerusalém, e Judas, era respeitado pelos apóstolos como um sábio conselheiro (I Coríntios 1:19 / Galatas 1:9). A beleza deste fato é que Jesus trouxe a Salvação para dentro de sua própria casa, mas nunca concedeu privilégios a seus familiares. Todos eles precisaram também reconhecer que Jesus Cristo era o Salvador do Mundo, e entregar suas vidas a Ele, sendo todos transformados pelo poder do Evangelho. Maria foi a primeira a entender esta verdade, e isto em nada tem a ver com os dogmas estabelecidos sobre sua vida conjugal. Ela reconheceu desde cedo que, embora fosse a mais “agraciada entre as mulheres”, também era uma alma carente de salvação, que encontraria em Cristo o caminho de volta para Deus . É dela uma das mais importantes mensagens já pregadas sobre Jesus: - Fazei o que ele vos disser. (João 2:5).


O Rei infante achado e perseguido

Mateus fala de magos à procura de Jesus para adorá-lo e presenteá-lo, mas quem eram aqueles magos? Os magos não devem ser confundidos com aqueles adivinhos dos tempos de Daniel ou os trapaceiros e encantadores dos Atos dos Apóstolos. Eles eram homens sábios, tementes a Deus e esperavam o Messias. Não se sabe quantos foram os magos. Certo é que eles chegaram a Jerusalém em busca do menino rei. Em Jerusalém, no palácio de Herodes, eles disseram que tinham visto no Oriente a estrela que indicava o nascimento do menino, Rei dos judeus, e, portanto, estavam ali para adorá-lo. Tal afirmativa deixou Herodes perturbado. Tanto que ele se viu obrigado a fazer alguma coisa. Ao saírem do palácio, reavistaram a estrela e, por fim, chegaram a Belém, onde o menino estava e o adoraram, presenteando-lhe. Este fato confirma uma vez mais que Deus nada faz sem antes avisar aos Seus servos. Os magos eram sábios e tementes a Deus, mas que jamais saberemos quantos foram os que se deslocaram por causa da estrela do Oriente; segundo, os magos souberam que o Salvador nascera, mas desconheciam o local profético do nascimento, que era em Belém; terceiro, os sacerdotes e escribas tinham o conhecimento da profecia do local do nascimento, mas não sabiam que o Salvador havia nascido; quarto, a estrela foi um fenômeno celestial que não se pode saber o que exatamente foi, se foi um planeta, asteróide ou anjo.

A chegada dos magos, junto com a notícia de que nascera o Rei dos judeus, agitou fortemente a Herodes e os de Jerusalém (Mateus 2:4). Herodes a princípio conteve-se, mostrando interesse em saber do menino para posterior adoração. Os magos, porem, nada perceberam do doentio ciúme de Herodes da sua própria governança e de sua real intenção. Certo é que, ao perceber que os magos não lhe retornaram com as notícias, Herodes ordenou o infanticídio de todos os meninos de dois anos para baixo em Belém. Ele é um exemplo de como o ciúme pode chegar a um nível extremo. Devemos evitar este tipo de sentimento. Herodes não era judeu, ele chegou ao trono com muito esforço e através de inúmeras manobras junto aos sacerdotes de sua época e com o apoio dos romanos. Os judeus intimamente o desprezavam apesar de suas obras e política. Dessa maneira, ele tornou-se ciumento e vingativo até a sua morte. Para quem mandou matar Mariane, sua esposa, por ciúme; e seus dois filhos por suspeita de conspiração, matar os infantes de Belém não seria uma tarefa difícil.

Herodes, homem sanguinário, trazia sobre sí o sangue de muitos e até da própria família. Isso representava uma séria ameaça à vida do menino e aos planos de Deus. Mas José foi sobrenaturalmente ordenado por meio de um anjo a que fugisse para o Egito e levasse consigo a Maria e o menino. Dessa maneira, Jesus foi protegido da ira de Herodes quando ocorreu o infanticídio. José só retornou após a morte de Herodes por expressa orientação divina, indo morar em Nazaré. Deus não teme assumir riscos em suas atitudes e planos, pois, do contrário, não permitiria que os magos erroneamente chegassem a Jerusalém, ao palácio de Herodes. Isso foi o que ocasionou indiretamente o infanticídio em Belém, após a fuga de José com a família. Por isso devemos confiar sempre na sabedoria divina.


Do oriente: Uma longa jornada
Comentário Adicional
Pb. Miquéias Daniel Gomes

Pouco sabemos sobre os sábios homens do oriente citados por Mateus. A noite em que Jesus chegou ao mundo passou despercebida até mesmo por homens fervorosos e espirituais, mas não por estes homens gentílicos que identificaram na imensidão dos céus, o sinal dado a humanidade indicando o nascimento do Menino Deus. A tradição insinua que três nobres oriundos do leste partiram numa jornada espiritual para adorar o “Rei dos Judeus” e os identifica como Gaspar, Baltazar e Belchior. Em sua obra “Excerpta at Colletanea”, o monge inglês Beda (673-735) descreveu Belchior como um velho de setenta, originário de Ur dos Caldeus. Gaspar seria um jovem de 20 anos, proveniente de uma região montanhosa junto ao Mar Cáspio, e Baltasar seria um mouro de aproximadamente 40 anos, natural da região que hoje conhecemos por Golfo Pérsico. A grande verdade é que não temos nenhum registro no Cânon Sagrado sobre a identidade destes homens ou a região específica de onde vieram. Mateus apenas relata que passado algum tempo do nascimento de Jesus, alguns viajantes vindos do oriente chegaram até Jerusalém à procura do novo Rei dos Judeus. Segundo eles, o nascimento do novo monarca os havia sido noticiado pelo brilho de uma estrela específica, e que desejavam ardentemente adorá-lo.

Ao saber do acontecido, Herodes ficou extremamente preocupado, e convocou seus sacerdotes e escribas para pesquisarem sobre o estranho evento narrado pelos viajantes. Eles então se depararam com a profecia de Miquéias 5:2: - E tu, Belém, terra de Judá, de modo nenhum és a menor entre as capitais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar o meu povo Israel. Herodes informou aos viajantes a possível localização do “rei nascido” e solicitou que caso o mesmo fosse encontrado, ele gostaria de saber a localização para também o adorar. Na verdade, o perverso rei intentava em seu coração eliminar aquela potencial ameaça ao seu trono. Seguindo a estrela, aqueles homens rumaram para a cidade de Belém. Quando os sábios do oriente finalmente encontraram Jesus, Ele já estava em casa, envolto em panos e sendo embalado por Maria. Entraram com muita reverência na humilde residência da família, e diante do menino, se prostraram e o adoraram. Depois abriram seus tesouros e ofertaram a Jesus presentes caríssimos: ouro, mirra e incenso fino. Divinamente informados sobre o plano de Herodes, não regressaram a Jerusalém.

Aqueles homens peregrinaram por muitos meses antes de encontrar Jesus. Uma viajem longa, cara, perigosa e estafante. Mesmo assim, eles nunca pararam de procurá-lo, confiando que os céus os guiariam até seu destino. Quando encontraram Jesus, o pequeno já deveria ter aproximadamente 24 meses de vida, afinal, ao perceber que os mesmos não voltariam, Herodes mandou matar todos os meninos de até dois anos de idade. Se por um lado, a persistência daqueles homens é louvável, mas uma vez a provisão divina se mostra perfeita. Maria e José não tinham posses, e agora, alertados por um anjo, deveriam fugir ao Egito para proteger o menino. A família ficaria exilada naquele país por alguns anos, e toda a estadia, bem como o custo da viagem, foram financiados involuntariamente pelos nobres do oriente, através de suas ofertas voluntárias ao menino. Após a morte do rei, José conduziu sua família de volta para Israel, e sabendo que Arquelau (filho de Herodes) reinava na Judéia, a família optou por residir na Galileia, escolhendo como nova morada a cidade de Nazaré.


Conclusão

O Filho de Deus nasceu de uma virgem núbil. Ele foi necessitado de proteção como qualquer ser humano. Deus, para preservá-lo, guardou-o até que chegasse a cruz, cumprindo totalmente o Seu plano de redenção. Devemos saber e crer sem vacilar que Deus cumprirá tudo quanto disse e nada frustrará os Seus planos.



A imagem que Mateus nos apresenta de Jesus é a de um homem que nasceu para ser Rei. Sua intenção é mostrar o senhorio de Jesus Cristo e que, com toda autenticidade, o Reino, o poder e a glória são dEle. Mateus entrelaça o Antigo Testamento ao Novo, com a preocupação de revelar aos judeus: que em Jesus se cumpriram todas as palavras do profeta, que Ele é o Rei por excelência e o Messias de Seu povo. Para saber mais sobre as profundas verdades existentes em cada linha deste evangelho, participe neste domingo, 10 de Julho de 2016, da Escola Bíblica Dominical.




quarta-feira, 6 de julho de 2016

Quarta Forte com Ev. Lucas Gomes


A Quarta Forte deste dia 06 de julho de 2016 foi maravilhosa, com a participação especial dos cantores Odair Toledo, Helen Duarte, Claudomiro Cândido, além da banda liderada pelo levita Lucas Paulo. Uma noite de muito louvor, quebrantamento, salvação e encontros, além da poderosa ministração das Sagradas Escrituras na instrumentalidade do Ev. Lucas Gomes.

O capítulo 15 de Lucas pode muito bem ser chamado de “Achados e Perdidos”. Jesus estava sendo duramente criticado pelos religiosos de sua época em decorrência da proximidade que mantinha com “publicanos e pecadores”, quando lhes propôs uma série de parábolas sobre desencontros e encontros. Um pastor dedicado que perde sua ovelha, uma dona de casa descuidada que não consegue encontrar seu “talismã” e um pai amoroso que vê seu filho lhe dar as costas em direção ao mundo.

Todos estes personagens viveram momentos de tristeza em decorrência de suas percas, mas não se conformaram em viver com a ausência daquilo que fora perdido. Ao perceber que uma de suas ovelhas havia se desgarrado, o bom pastor conduziu sua grei para a segurança do aprisco e saiu pelas campinas e valados procurando sua ovelhinha querida. Ele subiu montanhas, desceu por vales, caminhou entre espinheiros chamando insistentemente pelo nome de sua protegida. Finalmente a encontrou no final de um penhasco, presa num arbusto, vitimada pela queda. Ferida, a ovelha estava condenada à morte certa, porém o pastor não mediu esforços para resgatá-la. Ele verteu balsamo em suas feridas, a pôs carinhosamente sobre seus ombros e voltou para casa com júbilo e alegria, pois havia reencontrado alguém que lhe era precioso. 

A segunda história é sobre uma mulher que se desespera ao dar conta que havia perdido uma moeda de valor emocional inestimável. Ela acenda as lâmpadas, move toda a mobília e varre toda a casa procurando sua dracma, e quando finalmente a moedinha é encontrada, a mulher chama suas amigas e promove uma festa de celebração.

O último relato é sobre um pai e seus dois filhos. Eles formavam uma família feliz que vivia em plena harmonia, até que o mais novo deles decide abandonar o lar para conhecer o mundo. Com o coração pesaroso, o velho homem entrega ao seu caçula, a parte da herança que lhe era de direito, e vê, com lágrimas nos olhos, seu filho afastar-se rumo a uma vida de sonhos coloridos e enganosos. Enquanto o moço vivia inconsequentemente, gastando todos os bens que herdou; o pai mantinha plantão constante no portão da casa, com os olhos fixos na estrada, certo que um dia o seu filho iria voltar. Com o passar do tempo, o dinheiro acabou, e o pródigo se viu sozinho no mundo, desamparado e sentindo muita fome. Quando chegou ao fundo do poço, decidiu voltar para casa e pedir ao pai que o contratasse com um empregado, e com este pensamento, começou a trilhar o caminho de volta. Quando ainda estava longe de casa, o pai, que ainda aguardava no portão, o avistou e correu ao seu encontro, abraçando e beijando carinhosamente o filho. Ele ordenou a seus criados que dessem um banho no moço, cortassem seu cabelo e aparassem sua barba. Deu a ele roupas limpas, sapatos novos e pôs em seu dedo o anel da família. Então, o pai convocou uma festa para comemorar aquele esperado reencontro.... Seu filho estava perdido, mas foi achado. Estava morto e reviveu.

Com estas histórias, Jesus queria ensinar aos seus ouvintes o valor das pequenas coisas, que a grande maioria sequer pode perceber. O que é uma ovelha entre outras cem? Quanto esforço é valido fazer por uma única moeda? Que tipo de recepção merece um filho rebelde e ingrato?

Na matemática divina, uma ovelha encontrada vale mais que o mundo inteiro perdido, uma moeda equivale a um tesouro e o filho pregresso merece ser coberto de amor e carinho. Numa visão espiritual, a ovelha desgarrada, a dracma perdida e o filho prodigo representam o homem em suas idas e vindas. Como a ovelha, as vezes nos perdemos pelas distrações presentes no caminho. Como a moeda, em alguns momentos somos deixados num canto e por lá ficamos esquecidos. Porém, na maioria das vezes, somos como o pródigo, que por escolha própria se embrenha mundo afora, perdendo-se por decisão consciente.  

Jesus, por sua vez, é o bom pastor que sai ao encontro da ovelha perdida, dando a sua vida por ela (João 11:10). Ele é capaz de mover céus e terra para nos encontrar quando estamos imersos em ostracismo e estagnação (Isaías 43:3-7). Ele é o pai amoroso que espera ansioso o retorno de todo filho que se afastou (João 6:37).  Embora as parábolas do “ovelha perdida” e do “filho pródigo” sejam as mais conhecidas, a história da “dracma perdida” também tem muito a nos ensinar:

A moeda se perdeu acidentalmente. Nem a mulher intencionou perde-la, e a dracma não fez nada para se encontrar perdida. Tudo foi acidental. Um breve descuido e a moeda se perdeu dentro da própria casa. Segundo pesquisadores renomados, as mulheres daquela época costumavam usar acima das sobrancelhas uma tiara chamada “semedi”. Era feita de moedas que por si mesmas tinham muito pouco valor, pois sua superfície deveria ser raspada, o que reduzia seu valor ou anulava a moeda completamente. A tiara significava noivado ou casamento. Sendo ou não monetariamente valiosa, estava acima de qualquer preço para a mulher que a usava. A moeda tinha valor sentimental imensurável para sua dona. Era preciso encontra-la com urgência.

Não devemos nos envergonhar pelas percas que assolam nossa vida, desde que tenhamos consciência que existem algumas situações com as quais não podemos nos conformar. Quando a “dracma” está perdida dentro da própria casa, é preciso reagir. Nestes casos, o sentimento de perda precisa ser seguido por uma atitude em recuperar o que se perdeu. A busca por algo perdido pode ser demorada, mas a satisfação de recuperá-lo pode ser contagiante. Exatamente por isso, a procura deve ser feita com esmero e zelo irrestrito. Ao notar que uma dracma havia se perdido, a mulher deixa todos os seus afazeres e se aplica diligentemente encontrar a moeda perdida. Ela acende a luz (candeias e candelabros), varre a casa, vasculha cada móvel, verifica cada canto escuso de sua residência, sem interromper sua busca até que a dracma fosse encontrada. 

A procura se torna mais fácil, quando temos em nossas mãos o mapa que marca o “X”: A Bíblia. É nela que Jesus se revela e se torna um modelo de como cada cristão precisa agir e pensar. Quer ser livre? Leia a Bíblia e encontre o Jesus que nela está. O encontrou? Permita que Ele seja o centro de sua vida. Confira em loco o que Jesus tem a dizer sobre cada tema de sua vida. Procure pela dracma perdida e a ache no seu próprio coração....



Em busca da cura para a alma


Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno. 

Davi era apenas o oitavo filho de Jessé, moço ruivo e franzino, designado para cuidar de ovelhas enquanto seus irmãos serviam na guerra. O pastorzinho se tornara insignificante em uma casa de heróis nacionais, o que lhe rebaixava ao posto de filho menos notável e párea de seus iguais.

Davi não experimentou do carinho do pai, não recebeu afagos de seus irmãos mais velhos e jamais foi recompensado pelo bom trabalho realizado nos pastos. Sua insignificância dentro da família era tanta, que nem mesmo após ser ungido pelo próprio profeta Samuel, como o novo rei de Israel, ele ganhou o respeito de sua família. Pelo contrário; na manhã seguinte a sua unção, lá estava o ruivinho no campo, lidando com animais e distante do calor paternal.

O tempo passou e após muitas batalhas, Davi finalmente ascendeu ao trono de Israel, se tornando o maior rei daquela nação. Mas, se sobrava experiência militar para conduzir seu exército às grandes vitórias, faltava experiência familiar, e Davi acabou conduzindo sua própria casa para um caminho de fracassos e derrotas.

Refletindo o descaso que sofrerá na juventude, o Rei não concede privilégios ao velho Jessé. Seus irmãos, veteranos de guerra e heróis nacionais não obtém nenhum reconhecimento real.

Sem grandes parâmetros provindo de berço, Davi se casa com diversas mulheres e com elas gera mais de 20 filhos, criando dentro de sua casa uma verdadeira guerra civil por poder e posição. Filho de pai ausente, Davi se torna um pai ausente, que não percebe os olhos lascivos de seu primogênito AMNON para com a própria irmã, TAMAR. Devido ao descaso de DAVI, o perverso AMNON sucumbe a seus desejos carnais, e após colocar em prática um malicioso plano, ele violenta sua irmã, e depois de deflorá-la, sentindo uma imensa repulsa pela moça, a expulsa de casa, jogando-a ao relento. Ao saber do fato, DAVI fica furioso, entretanto, mais uma vez é relapso e não toma qualquer atitude em relação ao estupro incestuoso. Não pune AMNON, e sequer, presta qualquer amparo a TAMAR, sua própria filha.

Um de seus outros filhos, chamado ABSALÃO, é que se encarrega de cuidar das feridas físicas e emocionais de TAMAR, e astuciosamente, elabora um plano para se vingar de seu irmão AMNOM. Durante uma festa, onde todos os príncipes estão reunidos e embriagados, os homens de ABSALÃO atacam de surpresa, e matam AMNON. Com a morte do futuro rei, DAVI se enfurece e exige que o assassino seja punido, e assim, ABSALÃO se vê obrigado a fugir para Gesur. Num mesmo dia DAVI perde dois de seus filhos mais queridos.

Pais tentem a perdoar os filhos com certo imediatismo, porém, DAVI demora três anos para conceder o perdão real a ABSALÃO, e quando este volta para casa, Davi não o trata como filho, mais sim, como um dos muitos nobres de Israel. Ressentimentos afloram no jovem príncipe e silenciosamente ABSALÃO começa uma revolução nas ruas. Sua estratégia dá resultados, e ele é declarado rei de Hebrom, e com um exército a sua disposição, parte para um ataque surpresa contra seu pai. Desprevenido, DAVI perde o palácio para seu próprio filho, que além de tomar para si o trono de Israel, humilha o velho rei estuprando em público as mulheres de seu pais. A guerra civil gerada devido a conflitos familiares, só termina quando após um trágico incidente, ABSALÃO morre, provocando ainda mais dor em DAVI.

Dramas e traumas. Sofrimento e dor. Descaso e lágrimas... Davi é um péssimo exemplo de pai, mas um grande exemplo de como devemos nos portar diante do Todo Poderoso, já que conseguia desfrutar plenamente da Graça de Deus, que é capaz de curar nossas dores mais agudas, e ser imerso pelo Amor de nosso Senhor, que tem o poder de cobrir uma multidão de erros. Assim, de cada experiência ruim e traumática, Davi se fortalecia através do perdão, e apesar de seus muitos pecados, através do arrependimento, conseguia construir a estrada que o levava de volta para os braços de Deus.

E é exatamente este o maior exemplo que Davi nos deixou. Somos vitimados por diversas enfermidades emocionais que deterioram nossa alma e, em muitas situações, nos impedem de realizar a vontade de Deus. No entanto, ao nos depararmos com o Salmo 139:23-24, escrito pelo próprio Davi, começamos a entender muito da verdadeira alma humana. O sentimento do salmista aqui expressado nos mostra o seu desejo de servir e fazer a vontade de Deus, mas, com uma certeza: O coração, há de estar totalmente curado de todos os males que afligem seu interior.

O Criador sempre quer o melhor para nós, pois sempre está nos preparando algo especial (SaImo 139:17). Em nenhum momento, o Senhor quer ver um servo com sentimento de culpa, angustiado, sofrendo com o medo, insegurança, dificuldade de dizer não, falta de reconhecimento de culpa entre outros sintomas que poderão produzir um afastamento do indivíduo de sua presença e consequentemente a falta de intimidade com Ele.

O texto proposto por Paulo, em II Coríntios 5:17, nos dá a nítida noção de que, ao aceitarmos a Cristo, estaremos livres de tudo que nos fazia mal no passado, e ele está totalmente correto. No entanto, em Romanos 12:2, vemos o mesmo Apóstolo nos apresentando a necessidade da renovação de nosso entendimento. O que entendemos a partir daí?

Durante a sua expressão de louvor, Davi declara que a sua alma sabe do que Jeová é capaz (SaImo 139:14). Ao longo das lições estudadas, podemos aprender como o sofrimento da alma pode ferir, de maneira profunda, o indivíduo, levando-o a uma condição, em alguns casos, deploráveis, mas ainda assim, se tal indivíduo se apresentar ao Criador com o coração contrito, experimentará o melhor de Deus em sua vida.

Existem técnicas de tratamento eficazes para solução das enfermidades da alma, todavia estar com o Senhor e reconhecer o seu poder podem evitar que o homem chegue ao fundo do poço, mergulhando em crises existenciais que ele mesmo desconhece. Entretanto, para algumas pessoas, isso se torna muito difícil, daí a necessidade da ajuda de alguém com conhecimento científico específico em áreas que estudem o comportamento humano para que, com tratamento terapêutico, ajude o indivíduo a identificar as causas de suas crises (Tiago 5:16).

O versículo de segunda aos Coríntios nos garante uma mudança total em nossa estrutura espiritual, enquanto o texto da carta aos Romanos nos mostra à necessidade de mudança e cura em nossa estrutura emocional. Só depois de passarmos por essas duas transformações, poderemos gozar plenamente da perfeita vontade de Deus e experimentar totalmente as maravilhas de vivermos debaixo de suas asas.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Testemunho - Nas Mãos de Deus (Rafael Silva)




No dia 01 de junho de 2016, quarta-feira, por volta das 20:00 horas, saí de Estiva Gerbi em direção a Suzano, para uma “parada” realizando a manutenção numa fábrica daquela cidade. Trabalhamos duro para concluir o trabalho, e na tarde da quarta feira (02/06), já estávamos prontos para retornar.

Cerca de cinquenta pessoas se alocaram em um ônibus fretado pela empresa e começamos a viagem de aproximadamente quatro horas. Em certo ponto do caminho, fomos apanhados por uma chuva muito forte, que limitava a visão da estrada, além de deixá-la extremamente escorregadia.

Por volta das 22:00 horas, quando já estamos em Mogi Mirim, mais precisamente na Rodovia Adhemar de Barros (SP-340), enquanto eu estava absorto em pensamentos, observando a chuva pela janela, percebi que o ônibus ziguezagueou pela pista, indo em direção ao canteiro central.

Tudo foi muito rápido, e nem tive tempo para entender o que estava acontecendo, mas, em questão de segundos, o veículo já estava tombado entre as pistas.

Assim que o ônibus tombou, olhei a minha volta procurando uma saída. Havia muita fumaça, as luzes dos carros na estrada refletiam no interior do veículo e tudo estava muito confuso. Os passageiros estavam caídos uns sobre os outros, alguns muito feridos e outros com o rosto dentro da água, pois os vidros haviam quebrado e algumas pessoas haviam caído exatamente sobre a água acumulada na valeta de escoamento.

Consegui me apoiar no banco a minha frente, passei pelo corredor, subi na cabeceira do banco da fileira oposta, alcancei a janela, abri e sai do veículo. Já do lado de fora, pude ajudar meus companheiros a saírem do ônibus caído, pois estávamos preocupados que o mesmo explodisse. Usamos as saídas de emergência para facilitar o socorro, e quando o resgate chegou, todos já estavam fora do veículo.

Em seu depoimento a Policia Rodoviária, o motorista contou que um veículo de passeio freou bruscamente em sua frente, e para não bater, ele “jogou” o ônibus para a esquerda. Com isso, perdeu o controle da direção e o veículo derrapou. Depois, tombou no canteiro central.

Segundo os peritos, as marcas na grama do canteiro central indicavam que o veículo deslizou por mais de 200 metros até parar em cima da valeta de escoamento de água. Pedaços do ônibus ficaram espalhados pela pista e o pára-brisa ficou completamente estilhaçado.

Pelo menos dezoito pessoas ficaram feridas, sendo treze em estado grave. Com a Graça de Deus, além de não sofrer nenhum arranhão, ainda pude ajudar no resgate de meus companheiros, retirando muitos deles do ônibus tombado.

Tudo o que posso dizer é que nasci de novo. Na hora de um acidente, não há muito no que pensar ou o que fazer. Apenas confiar na misericórdia de Deus e contar com sua proteção. Sou grato ao Senhor por este livramento, que só me dá ainda mais forças para continuar firme nesta jornada.

Minha vida está nas mãos do Senhor, e mais uma vez Ele a preservou por seu amor. Deus seja louvado sempre.



segunda-feira, 4 de julho de 2016

O que é "Era de Aquário"? Devemos esperar por ela?


A tão apregoada (e aguardada por muitos) “ERA DE AQUÁRIOs”, é a mais importante mensagem disseminada pelo crescente movimento mundial da Nova Era. A Nova Era é um movimento filosófico religioso, misturado com ciência e política, que abarca os mais diversos tipos de heresias e apostasias. Pretendem os seus idealizadores alcançar o estabelecimento de uma “Nova Ordem Mundial” com uma só religião, um só líder religioso e um só governo central. A visão futurística de seus adeptos é, portanto, se tornarem uma religião única e universal e uma organização política extensível a todo o mundo, mas tudo isto sem Jesus Cristo e sem Deus.

Embora não exista como precisar sua origem, a história da “Nova Era” está vinculada à fundadora da seita ocultista “Sociedade Teosófica”, a médium Helena Blavatsky (1831 – 1891), que implantou a filosofia hinduísta no ocidente. Outra colaboradora desta seita é Alice Ann Bailey (1849 – 1889), que escreveu várias obras que serviram como base para as heresias da “Nova Era”; destacando-se “O Reaparecimento do Cristo”, onde ela cria sua própria visão de Jesus. Na década de sessenta, com o questionamento da sociedade em várias áreas, dentre elas a religião, buscou-se nas obras de Alice e outros escritores teosofistas, uma alternativa para sair dos padrões religiosos estabelecidos pela Palavra de Deus, encontrando assim nas referidas obras, uma liberalidade segundo seus próprios desejos através da heresia de um Cristo mais tolerante e ecumênico, criador de uma única religião mundial, estabelecedor de uma nova ordem mundial.  A teosofia é um sistema que abrange filosofias, religiões, misticismo e ciência. Eles pregam que a junção de todas essas coisas promove o verdadeiro saber. Afirmam ainda, que quanto mais o homem adquire sabedoria mais se aproxima da divindade, pois Deus é sabedoria, e o homem sábio poderá ser igual a Deus, em outros ciclos da existência.

Existem outros nomes que também figuram como peças chaves para divulgação do movimento da Nova Era na atualidade, como o guru Maharishi Mahesi Yogi, fundador da sociedade “Amanhecer da Era da Iluminação” e a sumo-sacerdotiza Shirley McLaine, autora de vários best-sellers e organizadora de seminários sobre a Nova Era. No Brasil o movimento tem sido divulgado abertamente pelo padre Lauro Trevisan (com seus ensinamentos sobre o poder da mente) e o místico Paulo Coelho.  Este ultimo, além de  escritor renomado e conferencista, também é  conhecido como “o Mago” da Nova Era, e desde cedo se dedicou aos estudos esotéricos e ocultistas. Foi seguidor de um bruxo inglês chamado Aleister Crowley, que tinha como codinome “The Beast” (A Besta), o mesmo satanista que influenciou Gerald Brosseau Gardner no processo de popularização da WICCA. Enquanto visitava o Egito, em 1904, Crowley convenceu-se de ter recebido do deus Hórus a incubência de anunciar o advento de uma Nova Era.

No Brasil, Paulo Coelho, que também é compositor, se juntou com o cantor Raul Seixas e juntos decidiram criar a “Sociedade Alternativa”, um misto de movimento anarquista e comunidade drop-out, que colocaria em prática a utopia ocultista de Crowley. Paulo Coelho compôs várias canções esotéricas e ocultistas, os quais foram grandes sucessos na voz de Raul Seixas, como “Sociedade Alternativa”, “Eu nasci há dez mil anos atrás”, “Rock do Diabo”, “Gita”, “Al Capone”, “As Minas do Rei Salomão”, e outras que revolucionaram o Rock brasileiro. Era comum, Raul Seixas, no final de suas apresentações conduzir o público ao delírio cantando o refrão da música “Sociedade Alternativa”:  "O número 666 chama-se - Aleister Crowley - Faze o que tu queres - Há de ser tudo da lei - A lei de Thelema - A lei do forte - Essa é a nossa lei - E a alegria do mundo - Todo homem, toda mulher é uma estrela - (Viva! Viva! Viva! A Sociedade Alternativa! – Viva! Viva! Viva! Viva o Ano Aeon!)". Mais do que uma canção, este refrão era um verdadeiro mantra de ritual mágico.

A palavra “Era” significa “época notável em que se estabelece uma nova ordem de coisas”. Fundamentam-se na crença de que os ciclos evolutivos são desenvolvidos através de diferentes “Eras Astrológicas”, cada um com suas características distintas. A expressão “Nova Era” serve exatamente para designar a “Nova Ordem”, isto é, a “Era de Aquários”, que segundo seus divulgadores, será uma “Era Iluminada”. O principal expoente de cada era é chamado de “Avatar” que significa “manifestação corporal de um ser imortal”.

A Era de Touro (4.304 – 2.154 AC): Os propagadores da “Nova Era” argumentam que a Era de Touro, foi a primeira “Era”, onde o Império Egípcio dominava o mundo e tinha a vaca como animal sagrado e que “Krishina” foi o seu “avatar”. Afirmam que as religiões começaram na era de Touro. O touro foi um animal adorado durante a civilização egípcia, como sendo o deus ligado à fertilidade da terra, trazendo prosperidade, segurança e boas colheitas. Essas heresias não têm sustentação bíblica, visto que, no livro de Êxodo, temos relatos da desmoralização dos falsos deuses do Egito, demonstrando que nada eram, pois, não protegeram os egipcios do juízo de Deus, e muito menos “comandaram uma Era”. Aliás, os próprios deuses sofreram, porque Deus não poupou nenhum deles: “e sobre todos os deuses do Egito executarei juízos” (Êxodo 12:12).

A Era do Carneiro (2.153 a 4 AC): Na interpretação New Age, a “Era de Carneiro”, a segunda era, começou com o surgimento dos hebreus. Ensinam que Moisés ao quebrar o bezerro de ouro, estava fazendo a transição da era de touro para a era de carneiro, visto que o carneiro era animal oferecido nos sacrifícios. Assim, Moisés foi o “avatar” daquele período. Outra heresia, pois a ação de Moisés ao destruir o bezerro de ouro, tinha como finalidade extirpar de vez aquela imagem de ídolo, objeto do pecado do povo, pois consumiu até o metal utilizado na confecção do bezerro (Êxodo 32:20-31).

A Era de Peixes (4 Ac a 2.146 DC): De acordo com suas pregações, a “Era de Peixes” é a terceira e atual Era. Esta Era teve seu início com o nascimento de Jesus Cristo, que chamou seus discípulos pra serem “pescadores de homens”. Assim, Jesus é o “avatar” da terceira Era. Ao seu término Jesus perderá sua importância, pois o homem, através de sua própria capacidade, compreenderá o propósito da vida. Porém, o que a Bíblia apresenta não é um “avatar” e tampouco alguém que perderá a sua importância: Jesus é eterno e o Salvador da humanidade (João 1:1 e Filipenses 3.20).

A Era de Aquário (2.146 a 4.296 DC): Segundo os estudiosos da Nova Era, a referida “Era de Aquário” ocorrerá quando o sol, no dia do equinócio de outono (hemisfério Sul) ou da primavera (hemisfério Norte), nascer a frente da Constelação de Aquário e não mais na Constelação de Peixes, sendo que essas  “mudanças” acontecem  aproximadamente a cada 2.160 anos.  Segundo os mestres do movimento essa Nova Era permanecerá durará até o ano 4.296 DC quando se iniciará a “Era de Capricórnio”. Enquanto eles esperam uma nova evolução e uma nova reencarnação de um deus, nós os cristãos, já recebemos o Cristo encarnado, e não reencarnado, que através de sua morte já efetuou a nossa redenção (Romanos 8:23 e Filipenses 3:20-21).   

Para a Nova EraSaint Germaim, mais conhecido como Lord Maitreya será o “Cristo Cósmico”, o mestre dos mestres e o avatar que irá governar a última era, a Era de Aquário. Para eles, Lord Maitreya será o responsável pela promoção da paz mundial; da unificação de todas as religiões; da unificação política em um governo mudial que acabará com as divergências e as guerras entre as nações. A descrição desse personagem lembra ao cristão de um outro descrito na Palavra de Deus: o Anticristo.


Este líder demoníaco e vil surgirá com as mesmas características, criando, na população mundial, as mesmas expectativas. Em I Tessalonicenses 5:3, o Apóstolo Paulo afirma, “pois quando estiverem dizendo: Paz e segurança! Então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão”. Esta falsa paz durará apenas três anos e meio, vindo após este tempo, um período de muita dor. Lord Maitreya cabe perfeitamente nas descrições do Anticristo. 

domingo, 3 de julho de 2016

Quem pode amaldiçoar um povo a quem Deus abençoou?


Livremente inspirado na ministração do Min. De Louvor Diante da Graça, no Culto da Família realizado em 03/07/2016.

O profeta Balaão havia sido contratado a peso de ouro por Balaque para proferir palavras de maldição contra o povo de Israel, que vigorosamente marchada em direção as suas terras. Assim, o rei moabita esperava enfraquecer o exército israelita, retirando deles a benção divina que os fazia imbatíveis.

Entre idas e vindas, crises existências e cobiças vorazes, Balaão se aprontou para proferir palavras de maldição sobre Israel, mas quando abriu sua boca, tudo que o conseguiu dizer foram algumas das mais relevantes verdades sobre o povo a quem Deus escolhe:

Como posso amaldiçoar um povo a quem Deus abençoou? (Números 23:8)

Hoje, a Igreja de Cristo é o novo Israel de Deus, pela fé, feitos descendentes de Abraão. Somos o povo do Senhor, a quem Ele ama, cuida e protege. Deus nos cobre com suas poderosas mãos e derrama sobre nós as mais poderosas bênçãos dos céus. 

E se somos abençoados por Deus, quem poderá nos amaldiçoar ou retirar de nós uma única fagulha de suas promessas?

Deus vela pelas suas palavras e jamais se esquece de suas promessas. Ele é um Deus que "faz" e "honra" alianças. Ele não muda, não se arrepende e nem volta atrás em seus desígnios.  A Fidelidade de Deus é a garantia de nossa vitória!

Assim, marchamos vigorosamente rumo aos céus, atravessando pelos “moabes” deste mundo, blindados contra os ataques de Balaques e Balaãos que insistem em nos atacar. 

Nosso alvo é a Glória e é para lá que caminhamos impávidos, literalmente surdos a voz de Satanás. Nossos ouvidos estão focados apenas na voz de nosso Deus que nos diz:

Avancem rumo a Terra Prometida... Aqui tenho uma cidade preparada para meu povo...

E a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro é a sua lâmpada.

E as nações dos salvos andarão à sua luz; e os reis da terra trarão para ela a sua glória e honra.

E as suas portas não se fecharão de dia, porque ali não haverá noite.

E ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão.



sábado, 2 de julho de 2016

Culto de Missões com Pr. Rogério Michel Souza


Na noite deste sábado, 02 de julho de 2016, o Grupo Ágape realizou um Culto Especial de Missões, afim de conscientizar a igreja sobre a urgência da obra missionária, já que a volta de Jesus está cada vez mais próxima, e milhares de almas ainda necessitam conhecer o Evangelho de Jesus Cristo. E está é uma missão destinada a Igreja, nominal e intransferível. Se não esforçamos nossa mão nesta obra ou assistiremos passivamente o inferno engolir uma multidão de pessoas.

O culto foi uma grande benção, onde sentimos mais uma vez o tocar poderoso do Espírito Santo. A celebração contou com a participação especial da cantora Catiúsa Souza, e a ministração do Pr. Rogério Michel Souza (Sto. Antonio de Posse - SP).

Ezequias figura entre os maiores reis da história de Judá, sendo o seu reinado marcado por um grande avivamento espiritual.  O livro de II Reis ressalta as reformas políticas e morais implementadas por Ezequias, enquanto II Crônicas relata detalhadamente sobre a purificação do Templo e o restabelecimento dos cultos, incluindo a festa da Páscoa, que seus antecessores haviam destituído. Ezequias viveu uma vida de FIDELIDADE ao Senhor, e se esforçou para colocar a nação em rota de reencontro com Deus. E uma verdade imutável sobre Deus, é que Ele honra a FIDELIDADE. Então, quanto somos fieis ao Todo Poderoso, “ajuntamos” tesouros no deposito celestial, e nos dias de angustia e dificuldade, temos crédito junto ao Senhor.

O exército assírio tinha passado sobre a Síria e Israel como um rolo compressor. Então, voltou-se contra Judá, atacando e conquistando todas as suas cidades fortificadas, até chegar em Jerusalém. Ali, o poderoso exército acampou-se, colocando em estado de sítio a aterrorizada cidade. Senaqueribe, o rei assírio, escreveu em suas próprias crônicas que tinha fechado Ezequias (rei de Judá) como um pássaro numa gaiola. A conquista assíria de Jerusalém parecia inevitável. Ele enviou Rabsaqué, seu principal oficial, a Jerusalém para começar uma campanha de propaganda destinada a persuadir os homens de Judá a julgar sua situação sem esperança e permitir aos assírios tomar a cidade (II Crônicas 29).

As palavras de Senaqueribe eram mais que ameaças ao rei de Jerusalém e ao povo sob sua liderança. Eram afrontas ruidosas contra o próprio Deus de Israel. Ezequias não se atemorizou, pois confiava plenamente em seu Deus e sabia que tinha créditos com o Senhor. Ele se pôs a orar, quebrantando seu coração diante do Altar de seu Deus, entregando nas mãos do “EU SOU”, as palavras ameaçadoras do rei assírio. E então, Deus tomou para si cada afronta destinada aos seus filhos. Deus guerreou contra os assírios, e a guerra foi vencida sem que uma única flecha fosse lançada pelos israelitas.

Da mesma forma, em nossas vidas, esse mesmo Deus que já tem se mostrado poderoso em tantas situações pode operar grandes livramentos. Portanto, não se desanime e não se deixe levar pelas ofensas e artimanhas do mal e nem por ameaças de quem possa se mostrar poderoso como Senaqueribe. Sejamos surdos à propaganda de Satanás, nos mantendo firmes e inabaláveis, fieis ao Senhor em todo tempo!

Quando confiamos no Senhor e estamos na sua presença, Ele sempre nos socorre, por mais difícil e complicada que seja a nossa situação. Os que se levantam contra os filhos de Deus e contra a noiva do Cordeiro são confundidos, envergonhados e destruídos. Por isso, ponha a sua confiança em Deus, e Ele vai salvar e proteger você, ainda que Ele tenha que realizar milagres para fazer isso.


sexta-feira, 1 de julho de 2016

Fidelidade (Palavra Pastoral - Julho 2016)


Há poucos dias, participei de um seminário muito abençoado, onde o assunto abordado era a Fidelidade. No contexto do cristianismo, ser “FIEL” não é uma opção, pois se trata de um princípio básico da nossa fé, que testifica eloquentemente sobre nossa posição diante de Deus.  Tudo o que temos, aquilo que diariamente recebemos em forma de bênçãos, livramentos ou permissões, vem diretamente das mãos do Senhor, mas a fidelidade é do homem.

Se para Deus a fidelidade é inerente ao seu caráter, para nós ela é uma escolha a ser feita e honrada com plenitude. Não há como ser “meio” fiel.  Simples assim... Ou se “É” ou “NÃO É”.  

Quantas orações já foram feitas, pedindo que ao Senhor nos dê mais fidelidade, até que, comovidos pelo Espírito Santo, mediante o entendimento da Santa Palavra, somos impelidos a descoberta de que ser fiel é uma decisão do homem, como se fosse uma interjeição que leva a dois caminhos, sem a possibilidade de se tomar um atalho, optar por um plano B ou caminhar no meio-fio. Lembrando sempre que, quem opta por “ficar” sem escolher em qual direção seguir, já fez sua escolha, e ela certamente não o conduzirá ao céu.

Quanto ao exercício diário da fidelidade, nosso maior exemplo é o Senhor Jesus. Em Filipenses 2:5-8, o apóstolo Paulo deseja que em cada cristão, exista o mesmo sentimento que houve também em Jesus Cristo, que mesmo sendo em forma de Deus não teve por usurpação ser igual a Deus, e assim humilhou-se a si mesmo, fazendo-se semelhante aos homens, e uma vez achado na forma de homem foi obediente (fiel) até a morte, e morte de Cruz.

Veja bem. Cristo foi fiel ao pai cumprindo seu decreto. Ele foi fiel aos homens exercendo seu ministério. Ele foi fiel ao Estado entregando-se voluntariamente para morrer de uma das maneiras mais desonrosas possíveis

A Bíblia está repleta de conselhos e ensinos sobre a nossa fidelidade, condicionando seu exercício ao sucesso da vida cristã.  Ela é necessária, profícua e geradora de beatitudes. 

A fidelidade de um jovem alimentou com seus cinco pães e dois peixinhos uma multidão de mais de quinze mil pessoas. Sobraram ainda doze cestos cheios de comida, que certamente foram devolvidos ao menino generoso que ofereceu ao Senhor, a matéria prima do milagre. O seu “pouco” somado com a “fidelidade” é multiplicado com generosidade pelas mãos de Deus (Mateus 6:34-44).

A moeda do céu não é o Real, o Dólar ou o Euro. Ela chama-se fidelidade. Quando eu sou fiel, toda a minha volta é abençoada pelas bênçãos que recaem dos céus sobre mim. Lembre-se da promessa registrada em Lucas 16:10 -  quem é fiel no pouco, se credencia para receber o “muito”.  O mesmo princípio é relatado em Mateus 25:21: - Servo bom e fiel sob sobre o pouco foste fiel sobre o muito te colocarei.

De Deus sempre podemos esperar a fidelidade, mesmo quando somos infiéis. Deixemos então de viver a vida imersos em ingratidão e egoísmo e sejamos todos fiéis ao nosso Redentor!

Mãozinha pra cima, e que Deus os abençoe!


A Faísca e o Incêndio


Você admira grandes pregadores, cantores renomados e tele-evangelistas famosos? Sente-se diminuído porque eles fazem “tanto” e você tem “tão pouco” a oferecer?

O que muitas vezes esquecemos é que no Reino de Deus cada um de nós tem uma missão de extrema importância, capaz de impactar o mundo, mesmo que ninguém perceba isto.

A verdade é que grandes incêndios começam com uma “única e pequena” faísca... Quer um exemplo?

Nomes como o Dwight Moody e Billy Graham você provavelmente já conhecia, afinal, através de seus respectivos ministérios, estes evangelistas impactaram o mundo, cada um em seu tempo, ganhando milhares de almas para Cristo. 

Mas você sabe quem foi Kimball?

Embora este nome provavelmente não apareça em nenhuma lista dos Heróis da Fé, seu ministério foi o grande responsável pela conversão de milhões de pecadores, interligando alguns dos maiores pregadores dos últimos séculos.

Kimball não era um apóstolo, nem um profeta, e nem mesmo um evangelista... Ele era um MESTRE.  Não um Mestre renomado com centenas de discípulos... Mas sim um simples professor de escola bíblica em sua igreja local na cidade de Boston. Entretanto, ele era um ensinador tão dedicado e eficiente, que cativou de forma profunda o coração de um de seus melhores alunos, que era vendedor de sapatos naquela cidade... O professor pode ser desconhecido, mas o aluno você já conhece: Dwight Moody.  Ou seja, Kimball foi o professor teológico de um dos maiores evangelista da história.

Através de suas campanhas evangelísticas, Moody influenciou muitas e muitas vidas, inspirando poderosamente o jovem Frederick Meyer a também pregar o Evangelho.

Meyer desenvolveu seu ministério pregando em colégios e faculdades, e durante um dos seus sermões, J. Wilber Chapman se converteu.

Chapman se tornou funcionário da Associação Cristã de Moços e foi o organizador de um evento que visava um reavivamento espiritual entre os jovens, para este evento ele convidou o ex-jogador de beisebol Billy Sunday para participar.

A presença de Sunday atraiu muitas pessoas, e o evento foi tão bem sucedido que chamou a atenção de líderes comunitários de Charlote, que planejaram uma outra cruzada evangelista, convidando Mordecai Hamm para pregar na cidade.

Durante aquele evento Billy Graham, o maior evangelista de nosso tempo, entregou sua vida a Jesus!

Viu? O grande incêndio começou com apenas uma faísca... Quanto a você, sendo uma grandiosa labareda ou apenas uma fagulha quase imperceptível, deixe Deus te usar para incendiar o mundo!