quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Quarta Forte com Ev. Carlos Silva


Deus conhece o seu potencial. Esta é uma frase que pode resumir bem a QUARTA FORTE realizada neste dia 10 de agosto de 2016. Mais uma festa de louvor e adoração que contou com a participação especial da cantora Cléo Soares, e dos levitas locais Bene Wanderley e da dupla Aline & Erica.

A ministração da noite ficou a cargo do cantor e preletor Ev. Carlos Silva, que inspirado pelo Senhor no contexto de Isaías 43, ministrou uma palavra de encorajamento, nos falando sobre o poder de transformação do nosso Deus na vida do homem que ouve sua voz e a obedece.

Nenhuma nação no mundo, tem uma história tão rica quanto Israel. Exatamente por este motivo, os judeus sempre foram muito leais as suas tradições e enraizados em suas culturas desde os tempos antigos. Existe nobreza na preservação da identidade, e honra no respeito ao patriarcado. O problema é quando o passado nos impede de olhar para o futuro.

Isaías viveu num tempo de exortação ao arrependimento e promessas de renovação. Mas antes de se construir algo novo, era preciso derrubar pilares antigos. Israel se viu cercado por grandes tribulações, e recebeu  através do profeta, uma resposta dura para a causa de suas mazelas, atingindo como uma pedra pontiaguda o coração daquele povo:

- Quem entregou Jacó por despojo, e Israel aos roubadores? Porventura não foi o Senhor, aquele contra quem pecamos, e em cujos caminhos eles não queriam andar, e cuja lei não queriam observar? Pelo que o Senhor derramou sobre Israel a indignação da sua ira, e a violência da guerra; isso lhe ateou fogo ao redor; contudo ele não o percebeu; e o queimou; contudo ele não se compenetrou disso (Isaías 42:25).

Porém, Deus faz a chaga, e também verte o balsamo da cura. Enquanto Israel se lamentava por seus erros, e se desesperançava com o futuro em decorrência de seu passado, mais uma vez o Senhor brada dos céus, reacendendo a chama da esperança no coração de seu povo:

- Esqueçam o que se foi; não vivam no passado. Vejam, estou fazendo uma coisa nova! Ela já está surgindo! Vocês não o percebem? Até no deserto vou abrir um caminho e riachos no ermo (Isaías 43:18-19).

Que promessa gloriosa. Deus quebra as algemas do passado e nos dá a liberdade de um novo dia. Ele transforma caos em ordem, choro em alegria, lágrimas em sorrisos, escuridão em trevas, erros em novas oportunidades. Mesmo que uma multidão de pecados cubra nossa vida, o amor de Deus cobre uma multidão de pecados.

E a transformação que Deus promove no homem que aceita sua misericórdia, vai além de um nascer do sol bonito. O Senhor também promove uma mudança completa na geografia de nossa vida. Um caminho florido surge no meio no deserto, e rios correrão por lugares áridos. O passado do deserto é escassez e tribulação, mas o futuro do crente que esta nele, é caminho com destino glorioso e água cristalina pra se refrigerar.

O deserto não acontece por acidente, Ele está previsto na agenda de Deus, pois faz parte do cronograma divino para nossas vidas, afinal, quando nos vemos frente à frente com o temível mar de areia, e a única opção é enfrentá-lo, aprendemos a depender  e confiar exclusivamente no Senhor. Exatamente por isso, de tempos em tempos, é o próprio Deus quem nos conduz ao deserto, a escola de ensino superior do Espírito Santo, onde Deus treina e capacita seus melhores soldados.

O deserto te molda, e você sai dele um cristão melhorado, autêntico e genuíno; pois o orgulho, a vaidade e o egoísmo viram cinzas no calor das areias. No deserto somos lentamente lapidados, purificados e preparados; sem pressa; no tempo perfeito do Senhor, pois não existem meios termos. Ou somos sustentados por Deus ou então morremos de fome. Suas fontes podem sim estarem completamente secas, mas as de Deus estarão sempre jorrando. Suas provisões podem estar chegando ao fim, mas o provedor continua cuidando de você a cada instante. Deus jamais nos levará ao deserto ao bel prazer. Deserto é aprendizado para algo grande dentro do Reino.

Deus não fabrica super-crentes industrializados, pelo contrário, seu processo é rústico e artesanal, à base de fogo, marreta e bigorna. Somos aquecidos ao limite no fogo, postos sobre a bigorna e moldados na marretada... E isso dói demais, porém o resultado é grandioso. Então, quando for enviado ao deserto, vá SORRINDO! 

Deserto é lugar de milagres, onde o poder de Deus se aperfeiçoa em nossas fraquezas e limitações. Na escola de Deus só entram os melhores alunos. Se ele te matriculou nela, sinta-se honrado. Estude muito, seja disciplinado, supere-se em cada avaliação e seja aprovado com louvor.



Comedores de Maná



A peregrinação de Israel pelo deserto rumo à terra prometida, nos dá a exata dimensão do cuidado que Deus tem pelo seu povo. Durante quarenta anos, quando sua nação amada esteve mais exposta a toda sorte de perigo e privação, foi sua intervenção divina que providenciou abrigo, alimentação e vestimenta.

Muitos são os milagres registrados no Pentateuco, dos quais podemos destacar a presença visível da glória de Deus, os sinais portentosos manifestado contra os inimigos de Israel, a abertura do mar vermelho, roupas e sapatos que não envelheciam; a nuvem que proporcionava sombra e frescor durante o dia e se incendiava a noite para produzir luz e calor, água saindo de rocha e banquete de carne em pleno deserto.

Entretanto, o milagre que melhor evidência o mecanismo da provisão divina, é exatamente o Maná. A palavra maná no hebraico significa "man hû", e para alguns autores, sua raiz etimológica vem da sua analogia devido a aparência da “seiva de tamarisco” que no hebraico também significa (man hû).

Segundo relatado na história israelita, o Maná parecia uma pequena semente redonda e branca, que ainda sobre a terra, tinha uma aparência flocosa, semelhante a geada. Outras comparações dizem que o Maná era parecido com uma semente de coentro, e assim como o bdélio (uma espécie de resina aromática), tinha a aparência de pequenas perolas. Caía do céu à noite, entremeada com duas camadas de orvalho, e segundo a tradição judaica, ao paladar, ela se assemelhava ao sabor do alimento favorito de quem a provava, embora seja muito comum relatos de que seu gosto lembrasse bolachas de mel ou bolo doce de azeite.

Na culinária, o Maná tinha diversas aplicações, podendo ser moído, cozido ou assado, dependendo de como seria empregado na “receita”, mas também podia ser consumido em natura. 

Uma das características mais impressionantes do Maná, é que ele provia a quantia das necessidades nutricionais da pessoa com tanta precisão, que depois do consumo, o corpo não precisava gerar resíduos, o que contribuía em muito para a o bem estar sanitário daquela gente. O Maná também era dado em provisão diária, e não era permitido a estocagem do mesmo, pois quando guardado, se deteriorava em menos de 24 horas (exceção feita na passagem da sexta para o sábado). Assim, ninguém se alimentava de “pão amanhecido”, e a cada dia, uma nova provisão era derramada sobre o arraial, provando o cuidado diário de Deus com o seu povo.

Infelizmente este fato fez com que alguns dos israelitas ficassem um tanto enjoados com o chamado "pão do céu", chegando ao cumulo de o renomear com a alcunha “pão vil”. 

Segundo o rabino Yank Tauber, a provisão diária de Maná, deu ao povo tempo livre para se dedicar a outro tipo de alimentação: A Lei de Deus: Logo depois que o Maná começou a cair, recebemos a Torá no Monte Sinai. Durante as quatro décadas seguintes atravessamos o deserto, comendo o maná e estudando Torá. Isso é basicamente tudo que fizemos (quando não havia problemas). O Midrash vê uma conexão direta entre nossa dieta e nossa ocupação, declarando que "a Torá podia ser dada somente a comedores de maná".

Partindo deste princípio, podemos dizer que espiritualmente também somos “comedores de maná”, usufruindo da provisão diária do Senhor, o que nos permite empregar tempo e esforços no Reino de Deus, como veremos mais adiante.  Mas, sob nenhuma perspectiva analisada, o Maná pode ser entendido como um simbolismo para a teologia da prosperidade. A provisão diária era dada sob medida, e não era permitido excessos e nem mesmo estocagem de mantimento. Cada dia bastava por si só.

De uma forma bem pragmática podemos dizer que a porção derramada sobre o acampamento dos israelitas era tão precisa, que se a porção individual fosse respeitada, não haveria déficit e nem sobra. Isso acontecia para que o povo aprendesse a confiar na provisão diária do Senhor, pois se a alimentação do hoje era garantida, o amanhã estava literalmente nas mãos de Deus. O povo havia saído do Egito cheio de usos e costumes da cultura egípcia, onde na descrição de Deuteronômio 8:3, Israel foi humilhado e passou fome.  Assim sendo, Deus jamais falhou em fornecer o suprimento diário, e os israelitas tinham todas as manhãs um Maná fresquinho, sem haver necessidade de se comer “pão amanhecido”. 

Existe, porém, outro aspecto muito relevante nesta sistemática divina: o povo mantinha-se sempre alerta, e não adentrava a perigosa zona do comodismo. Com a manifestação sobrenatural do Maná, os israelitas não desenvolviam vínculos com uma terra que não era sua, e sem estabelecer áreas agrícolas para garantir o sustento, não havia necessidade de fixar moradia em casas de alvenaria, ou obrigações com os ciclos do solo. Assim, eles estavam sempre prontos para partir, obedecendo com agilidade a ordem provinda do Senhor para se mover.  

Qualquer semelhança com a vida de um cristão não é mera coincidência. Também somos um povo que necessita estar preparado para partir no exato momento em que a trombeta soar (I Tessalonicenses 4:17). Não haverá tempo de preparo e muito menos para desfazer vínculos terrenos. Exatamente por isso, Jesus nos aconselhou que nos preocupássemos primeiramente com o Reino, buscando incansavelmente sua justiça, sem se ater a frivolidades pertencentes a este mundo.

É claro que um cristão precisa ter vida social, trabalhar, estudar, constituir família, ganhar seu suado dinheirinho; mas nosso Mestre nos deixa inúmeras recomendações sobre buscar todas estas coisas com “moderação”.  Quando ensinou aos seus discípulos a oração modelo (conhecida como PAI NOSSO), Ele deixa muita clara a forma como devemos pedir e a “intensidade” proposta é um antídoto a ganância: O pão nosso de CADA DIA nos daí HOJE (Mateus 6:11).   Nem mais, nem menos. Apenas as necessidades diárias. 

Embora o cristianismo moderno “venda” um evangelho de “lucros” e “ostentação”, Jesus ensinou aos seus discípulos que o verdadeiro cristão, embora também precise de subsídios para viver, jamais prioriza ganhos e bens materiais. Lucas 10:1-11 relata o método usado por Jesus para ensinar na pratica esta verdade:

 Depois disso o Senhor designou outros setenta e dois e os enviou dois a dois, adiante dele, a todas as cidades e lugares para onde ele estava prestes a ir. E lhes disse: A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Portanto, peçam ao Senhor da colheita que mande trabalhadores para a sua colheita. Vão! Eu os estou enviando como cordeiros entre lobos. Não levem bolsa, nem saco de viagem, nem sandálias; e não saúdem ninguém pelo caminho. Quando entrarem numa casa, digam primeiro: Paz a esta casa. Se houver ali um homem de paz, a paz de vocês repousará sobre ele; se não, ela voltará para vocês. Fiquem naquela casa, e comam e bebam o que lhes derem, pois o trabalhador merece o seu salário. Não fiquem mudando de casa em casa. Quando entrarem numa cidade e forem bem recebidos, comam o que for posto diante de vocês.  Curem os doentes que ali houver e digam-lhes: O Reino de Deus está próximo de vocês. Mas quando entrarem numa cidade e não forem bem recebidos, saiam por suas ruas e digam: Até o pó da sua cidade, que se apegou aos nossos pés, sacudimos contra vocês. Fiquem certos disto: o Reino de Deus está próximo.

O argumento definitivo que comprova a presença espiritual do Maná na vida do crente, esta no fato que mesmo sem “regalias” e “comodidades”, o cristão jamais será desamparado por Deus, que dia após dia suprirá suas necessidades. Mateus 6:25-34 registra uma das mais impactantes mensagens de Jesus (que de tão valiosa, também foi registrada em Lucas 12:24-31). Percebendo a aflição de seus discípulos com o limitado recurso financeiro do grupo, Jesus expõe para eles a fidelidade de Deus e ao mesmo tempo verbaliza uma das mais belas promessas da Bíblia: 

“Por isso vos digo: Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas? Ora, qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura? E pelo que haveis de vestir, por que andais ansiosos? Olhai para os lírios do campo, como crescem; não trabalham nem fiam; contudo vos digo que nem mesmo Salomão em toda a sua glória se vestiu como um deles. Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé? Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir? {Pois a todas estas coisas os gentios procuram.} Porque vosso Pai celestial sabe que precisais de tudo isso. Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã; porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo.  

Infelizmente, muitos não compreendem corretamente este texto, interpretando-o como uma promessa de prosperidade e sucesso financeiro, mas o contexto fala claramente sobre as necessidades básicas do ser humano: Comer, beber e vestir. A promessa aqui feita é muita clara, e consiste no fato de Deus assumir com o crente fiel, o compromisso de supri-lo em “todas essas coisas”.

Agora responda com sinceridade:

Você já comeu hoje?
Teve água para beber?
Está vestido no momento?

Se a resposta for sim para todas as perguntas, glorifique bem alto. Ele tem sido fiel em sua vida e o Maná ainda está caindo na sua casa.

Colaboração: Pb. Miquéias Daniel Gomes

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Biografia - Cesino Bernardino



Cesino Bernardino nasceu em Imbituba (SC), no dia 29/11/1934, filho de Bernardino José Cândido e Teodora Maria dos Santos. Aceitou a Jesus em junho de 1947, então com 13 anos de idade, sendo batizado no Espírito Santo no mesmo mês e, nas águas, no ano seguinte.

Em julho de 1962 foi consagrado a presbítero ainda em Imbituba pelo então pastor presidente, Pr. Hilário da Costa. Decidiu-se a dedicar tempo integral à obra em fevereiro de 1964, a convite do Pr. João Ungor, em Urubici, filiando-se a CIADESCP, convenção estadual, ocasião em que deixou sua atividade profissional de mordomo. Finalmente, em 15 de janeiro de 1971,  foi consagrado ao pastoreado pelas mãos do Pr. João Ungor, em Urubici.

Em sua trajetória na direção de igrejas foi responsável pelos seguintes trabalhos: Urubici, de 1967 a 1971, subordinado ao Pr. João Ungor; Canoinhas, já como pastor presidente, de 1971 a 1973; Balneário Camboriú, por um ano, em 1974; regressou a Urubici em 1975; Jaraguá do Sul também por um ano, em 1976, vindo, em seguida, para Camboriú, onde assumiu como pastor presidente em 25 de janeiro de 1977, sendo seu antecessor o Pr. Hilário Grignani, em reunião presidida pelo pastor Pedro Cardoso.

Consta em ata o registro de suas primeiras palavras no púlpito desta igreja: “Unidos iremos trabalhar para a obra de Deus ir avante, crendo que o Espírito Santo irá ajudar-nos!”.

Sob sua liderança, devidamente alicerçada na rocha, que é Cristo, o trabalho prosperou de maneira maravilhosa, como não poderia deixar de ser, já que estava sendo executado por alguém realmente comprometido com o Evangelho. No decorrer de sua administração houve a implantação de congregações nos mais diversos bairros, agregando ao trabalho diversos novos templos. Tambem foi responsável pela separação e treinamento de diversos obreiros que hoje exercem pastorado em diversas regiões do Brasil.

Muitas foram, as realizações levadas a efeito por intermédio desse valoroso servo de Deus, com destaque especial para a criação do departamento de missões “Gideões Missionários da Última Hora”, oficializado em 1980.

O GMUH surgiu no final da década de 1970, idealizado por Cesino Bernardino, recém chegado para assumir a Assembleia de Deus em Camboriú, Santa Catarina. Devido às grandes dificuldades financeiras da congregação, ele iniciou uma campanha de oração para que Deus o orientasse.

Segundo a revelação dada aos membros da igreja, que faziam reuniões de oração em suas casas, anunciou-se que a pequena cidade se tornaria referência para o país. Seguindo a tradição pentecostal, o pastor Cesino pregava constantemente em sua igreja e nas cidades vizinhas sobre o batismo no Espírito Santo.

Logo, ele reuniu uma equipe que, compartilhando de sua visão começou a preparar encontros de avivamento. No início da década de 1980, Bernardino realiza um congresso para os membros da igreja de Camboriú, o 1º Encontro de Missões, na igreja sede.

Na ocasião, foi comissionada a primeira missionária do ministério, enviada para a Argentina. Em pouco tempo surgiram outros. Criou-se uma tradição, que continua até hoje de realizar a cada mês de abril um evento similar em Camboriú. Em 2016, celebrou-se o 34º Encontro dos Gideões, considerado o maior evento do tipo no mundo. Seguindo um crescimento contínuo com o passar dos anos, o encontro sempre reúne pessoas de todo o Brasil e também exterior. De acordo com a organização do evento, cerca de 150 mil pessoas participam da ultima edição do encontro.

Por este trabalho referencial, o Pr. Cesino Bernardino, é chamado por muitos de “Pai de Missões”. Exatamente por sua imensa dedicação a obra missionária, milhares de cristãos em todo o mundo se resignaram em luto na tarde de 30 de julho de 2016, quando aprouve ao Senhor, levá-lo ao seu merecido descanso.

Pela idade já avançada (81 anos), o Pr. Cesino tinha sérios problemas nos rins e nos pulmões. No final de junho, após ter realizado uma cirurgia, ele entrou em coma profundo, onde esteve por mais de um mês. Foram feitas diversas campanhas de oração lideradas pelo seu filho, Pr. Reuel Bernardino, na expectativa de um milagre. Mas os planos do Deus eram diferentes, e este valoroso guerreiro descansou no Senhor.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

É correto orar pedindo paciência?



Senhor... Dai-me paciência! Esta é uma oração que vez ou outra fazemos, sem ao menos nos atentarmos que segundo Romanos 5:1-4, a paciência nasce de nossos sofrimentos, seu desenvolvimento é aprovado em nós pelo próprio Deus, e a partir dela, a esperança é criada.  Então, podemos concluir que o Senhor não nos dá “paciência”, e sim, “exercícios” para que ela seja desenvolvida e aprimorada. Exatamente por isto, uma das facetas do Fruto do Espírito que devemos amadurecer é a longanimidade (Galatas 5:22)

Quem ora pedindo por “paciência”, incautamente pede por “provações”. A longanimidade nada mais é do que o “exercício prático” desta paciência. Considerando que ser paciente com os filhos é um dever paterno/materno, ser paciente com o cônjuge é um dever matrimonial, ser paciente com o próximo é um dever fraternal e ser paciente com a congregação um dever ministerial; logo a longanimidade é a capacidade de exercitar a paciência mediante uma situação conflituosa. A grande questão aqui é como lidamos com nossas crises.

Qual é nossa reação mediante o desemprego, uma perda familiar ou um diagnóstico devastador? É exatamente nessas horas que essa característica do Fruto Espiritual se sobressai, nos mantendo fortes durante a fraqueza e confiantes durante as incertezas; determinados a esperar que Deus cumpra em nós seu querer no tempo oportuno, mesmo que o nosso tempo pareça estar findando. Toda a vida na terra é hoje conduzida e cronometrada dentro do “CRONOS”, o tempo humano. Enquadramo-nos em agendas e calendários, espremendo nosso dia entre os ponteiros de um relógio. Por isto quando algo inesperado compromete esse nosso cronograma vital, nos desesperamos e perdemos o compasso.

Ora, Deus não se encaixa em nosso tempo, pois ele é atemporal. Sua existência é de eternidade em eternidade e diante de seus olhos nossa vida é como um breve sopro. Ele a tem como uma fagulha em suas mãos, com conhecimento profundo sobre nosso passado, presente e futuro; sabendo quando e onde agir em nosso favor... Mas seu socorro não esta comprometido como o nosso CRONOS, e se desenrola no KAIRÓS, o tempo perfeito de Deus.

A palavra longanimidade vem do termo grego MAKROTHUMIA, que remeta a ideia de alguém que sabe esperar o momento certo para falar ou agir, sem reagir de forma subconsciente ou explodir em ira quando provocado. Em resumo, quem é longânime, sabe “contar até dez”, escuta mais do que fala e pensa antes de agir. Segundo Provérbios 25:15, a longanimidade persuade o príncipe, e a língua branda esmaga os ossos.

Paulo era insistente com Timóteo para que ele desenvolvesse a longanimidade como elemento crucial de seu ministério (I Timóteo 1:16 / II Timóteo 3:10). Escrevendo a igreja de Éfeso, o apóstolo nos alertou que o cristão não pode deixar que a sua “ira” (ou fúria) se transforme em pecado. Por vezes, até podemos nos irar (assim como Deus se ira), porém não devemos ser dominados por ela, aplacando-a, através da longanimidade (Efésios 4:26-27). Desta maneira, evitamos o altíssimo risco de executarmos uma atribuição exclusivamente divina, pois se a “vingança” na mão de Deus é “justiça”, em mãos humanas, é um pecado mortal (Romanos 12:19).

Neste contexto, a longanimidade revela nossa confiança plena em Deus, nos dando tranquilidade para aguardar o cumprimento de sua vontade, em nós e por nós.

A longanimidade nos faz entender e se entregar ao Kairós de Deus, cientes que depois da tempestade, o Senhor colocará no céu de nossas vidas o seu arco (Gênesis 9:16) e que no tempo exato (do ponto de vista da eternidade), o Senhor virá em nosso socorro. Muitas vezes queremos enfrentar nossos gigantes com a força existente em nosso próprio braço, vestimos nossa armadura de bronze, empunhamos nossa espada afiada, e movidos pela irritação, pela ira, pelo revanchismo e até pela vingança, atacamos descoordenadamente. Como resultado, acabamos ainda mais feridos, e infelizmente, alguns encontram a própria morte.

Provérbios 16:32 nos diz que vale mais o paciente do que o guerreiro e que controlar o próprio espírito vale mais que conquistar uma cidade. É claro que existem circunstâncias onde é preciso guerrear, mas haverá casos em que a batalha não cabe a nós, é sim ao próprio Deus (Êxodo 14:14). E neste caso, a “arma” mais eficiente para termos em mãos é exatamente o exercício da longanimidade. A capacidade de esperar Deus agir. 

Colaboração: Pb. Miquéias Daniel Gomes

domingo, 7 de agosto de 2016

19º Aniversário do Círculo de Oração Lírio dos Vales (Encerramento)


Quando o rei Lemuel estava na idade apropriada para se casar, sua mãe procurou aconselha-lo, listando alguns requisitos necessários em uma mulher para que ela se tornasse digna daquela união real. O conselho desta sábia mãe tem atravessado os milênios e continua ainda hoje, tão atual como no tempo em que foi escrito, sendo este texto conhecido por nós como “A Mulher Virtuosa“.

Este compêndio de qualidades está registrado em Provérbios 31:10-31 e começa com a seguinte indagação: “Mulher virtuosa, quem a achará?” Podemos, segundo o texto de Provérbios, assim descrever uma mulher / esposa / mãe, cujo valor é maior que o de muitos rubis: Ela transmite credibilidade e seu marido confia nela; é prestativa e faz o bem; é trabalhadora e produtiva; é cuidadosa, zelosa e traz prosperidade ao lar; é segura e tem confiança no futuro; fala com propriedade e sabedoria; influencia positivamente sua família, é aceita pelos seus e louvada por seus filhos. Em resumo,  se o homem governa a casa, é a mulher quem edifica o lar (Provérbios 14:1).

E na noite deste domingo, 07 de agosto de 2016, um grupo abençoado de mulheres valorosas se reuniu para o encerramento das festividades do 19º aniversário do Círculo de Oração Lírio dos Vales, numa grande celebração de louvor e gratidão, que contou com a participação especial do Grupo Manancial de Glória (Assembleia de Deus – Jd. Novo – Mogi Guaçu SP), Grupo Estrela da Manhã (Assembleia de Deus – Parque do Estado I – Mogi Guaçu), Grupo Fonte da Vida (Assembleia de Deus – Belém – Estiva Gerbi) e Ministério de Louvor Diante da Graça, que juntos, elevaram suas vozes jubilosas com o belíssimo coral formado pelas mulheres do Lírio dos Vales.

A preletora da noite foi a Pra. Angela Nora, que ministrou uma palavra de aconselhamento pastoral, inspirada pela história bíblica de Abigail (I Samuel 25).




O nome “Abigail” vem do hebraico, e significa, “Fonte de Alegria”. Ela era uma mulher prudente, sábia, humilde e temente a Deus. A Bíblia diz que Abigail era mulher inteligente e formosa. Nabal, seu marido era um homem rico e próspero, porém duro e maligno.  A história dessa notável e extraordinária mulher de Deus, nos comove e nos traz um grande exemplo de prudência .

Após o falecimento de Samuel, e o rei Saul ter sido rejeitado pelo Senhor, Davi foi escolhido por Deus para substituí-lo. Por esse motivo Saul queria matá-lo. Então, Davi, o belemita, saiu da cidade e passou a habitar nas cavernas do deserto de Parã; acompanhado por um grupo de homens. O acampamento onde Davi estava, ficava próximo a fazenda de Nabal, que era um homem bem-sucedido financeiramente. Diz a Bíblia, que Davi mandou dez jovens ir ao encontro de Nabal, para lhe pedir alimentos, mas ele recusou em dar-lhe, e deixou os jovens voltar de mãos vazias. Pelo que Davi, muito se indignou, e na sua ira determinou junto com os seus quatrocentos homens, que lhe mataria e destruiria toda a sua casa.

Um dos servos de Nabal, fez saber a Abigail, que seu marido havia negado alimentos a Davi. Pelo que ela saiu ao encontro de Davi, e procurou apaziguar a situação, dando a entender a Davi, que seu marido era um homem mau, tolo, sem entendimento, mas que ele perdoasse a sua atitude impensável, e que ela estava com bastante alimentos para suplemento dele e dos seus homens. Davi, louvou a sua atitude sábia e prudente e desistiu de matar o seu marido.

Passados alguns dias, o SENHOR feriu Nabal, e este faleceu. E Davi, tomou Abigail por mulher. Ele não só atentou para sua formosura, e sim por ver nela qualidades espirituais que lhe destacava, além da sua beleza.

Ainda hoje, precisamos de muitas mulheres como Abigail. Portadoras de sabedoria, semeadoras de paz, que estejam aptas para assumir o posto de “RAINHA”, quando o REI as vier buscar. Mas agora, o noivo que aguardamos é o próprio Jesus...  

E ele busca por mulheres que o sirvam, o amem, e que deem continuidade a sua obra. Talvez você não tenha condições financeiras para ser uma grande financiadora de sua obra e nem mesmo tenha posses para doar. Mas não é este tipo de doação que Jesus procura em nós.

Ele precisa de mulheres cheias da Graça, que amem as almas que estão se perdendo lá fora, que orem com devoção, que preguem com autoridade, que louvem em quebrantamento, que clamem com intensidade, que adorem com essência e que o busquem em todo o tempo e independentemente das circunstâncias. Ele tem o poder de potencializar seus talentos e dons, e fazer disto uma ferramenta preciosa para o crescimento de seu Reino. 

Seja uma mulher virtuosa, corajosa e acima de tudo dedicada, pois seu trabalho nunca será em vão, se for realizado para Deus. Ele saberá esforçar suas mãos e jamais te deixará sem recompensa.


Além do horizonte


Moisés, o grande e respeitável líder de Israel estava morto, mas o povo ainda não tinha entrado na terra prometida. Para conquistar Canaã, a nação enfrentaria ainda muitos desafios e precisava urgentemente de uma liderança forte e consistente, e Deus, imediatamente se encarrega de levantar um novo líder. 

A voz do Senhor alcança Josué, um dos dois únicos sobreviventes da geração que tinha saído do Egito, e o convoca para assumir essa grande responsabilidade. Deus encoraja Josué dizendo que estaria com ele, da mesma forma que estivera com seu antecessor, e onde quer que chegasse, o sucesso chagaria na frente, mas era necessário esforço e motivação, cuidado com a Lei, temor e muita coragem. Porém, uma das promessas mais relevantes feitas a este jovem líder, está inserida em Josué 1:4

– “Desde o deserto e desde este Líbano até ao grande rio, o rio Eufrates, toda a terra dos heteus e até o grande mar para o poente do sol será o vosso termo

Esta promessa de sucesso e vitórias está claramente atrelada com a capacidade visionária de seu líder, pois o Senhor determina que o limite para as conquistas de Josué (termo), será o poente do sol. Aqui temos um mistério interessante, pois o sol não se põe em um local geográfico específico, mas sim atrás da linha do horizonte. Pois bem, cientificamente a definição para “horizonte” é basicamente um plano que passa pelo observador e é perpendicular à direção do fio de um prumo.  Resumindo: A linha do horizonte começa, onde termina o alcance da visão, e portanto, o “poente do sol” é relativo, variando de pessoa para pessoas.

Assim, podemos entender que Deus estabeleceu uma aliança com Josué, determinando que seu território seria exatamente do tamanho de sua visão. Um líder de visão limitada, restringe o potencial de seu próprio povo.  Quando Deus chama alguém para liderar, Ele também aponta para o seu escolhido em qual direção deve olhar, mas não estabelece limites de conquistas, pois é exatamente o alcance da visão do escolhido, que determinará até onde ele poderá chegar, e neste caminho, haverá o amadurecimento do chamado, e o cumprimento das promessas.

Deus é quem projeta em nós a visão de uma realidade futura preferível, ou o lugar onde Ele deseja que cheguemos (Ezequiel 40:2). Tanto o nosso presente quanto nosso futuro podem sofrer alteração mediante o poder de uma visão comunicada por Deus. As pessoas seguem e são influenciadas, porque acreditam na grandiosidade da visão que elas demonstram possuir. Essa visão sempre é maior que o visionário, sempre desafia o natural e o óbvio, gera esperança e, por isso, é tão contagiante. Jamais faltaram seguidores a Moisés, porque ele inspirava seus seguidores. Para o povo tudo era escravidão, mas para ele a liberdade era uma realidade visível, mesmo sob as mais turbulentas circunstâncias (Hebreus 11:27).

Mas o que é uma visão?

No âmbito espiritual, “visão” é a habilidade de enxergar além do que nossos olhos físicos conseguem ver (Marcos 6:34). A capacidade de não apenas ver o que é, mas também o que pode vir a ser realidade.

E como se adquire uma visão?

Nós podemos enxergar e ao mesmo tempo não ter visão, e um exemplo desta realidade pode ser encontrado em Isaías 6:9, quando o Senhor disse ao seu povo: “Estejam sempre ouvindo, mas nunca entendam; estejam sempre vendo, e jamais percebam”. Visão é um conceito que é inspirado por Deus no coração de um ser humano.

É importante ressaltar, porém, que ter um “sonho” é diferente de ter uma “visão”. Existe um enorme abismo entre um sonhador e um visionário. Um sonhador tem muitos sonhos e raras vezes converte esse sonho em realidade, enquanto que uma pessoa com visão, não somente tem sonhos, como também sabe como os converter em realidade.

A fonte da visão espiritual de um líder não está em si mesmo, mas em uma revelação que vem da parte de Deus para dar sentido a sua vida. Sua visão deve ser mais que uma boa ideia, deve ser um destino inspirado por Deus, sendo crucial para um líder aprender a distinguir de onde vêm seus recursos e sua força. Finalmente, deve saber que Deus é a origem de seu sonho ou sua visão. O conteúdo de uma visão divina e o interesse em realizá-la coloca criador e criatura em plena sintonia.

sábado, 6 de agosto de 2016

19º Aniversário do Círculo de Oração Lírio dos Vales (Abertura)



Na noite deste sábado, 06 de agosto de 2016, o Círculo de Oração Lírio dos Vales iniciou as festividades pelo 19º aniversário do grupo. O tema escolhido para este conclave está inserido em João 8:32: - Conhecereis a Verdade, e a Verdade vós libertará. A divisa escolhida também está inserida no mesmo contexto: - Portanto, se o filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres (João 8:36).

A abertura desta grande celebração foi realizada pela Pra. Claudia Ribeiro, que comentou sobre o carinho de cada mulher com os detalhes, o que faz de toda festividade do Círculo de Oração, ser um evento de grande beleza. Nossa pastora também falou sobre a importância do grupo de mulheres na obra de Deus, e ressaltou que quando o círculo de oração dobra os seus joelhos, a igreja e seus obreiros se mantem em pé.

E toda boa festa precisa de música, ou neste caso, louvor. E para acalantar nossos corações com belíssimas canções e adorar ao Senhor com louvores revestidos de unção, recebemos as duplas Priscila & Bruna (Mogi Guaçu SP) e Elizabete & Camila (Espirito Santo do Pinhal SP), além de diversos corais de mulheres da nossa região: Grupo Hosana (Ass. Belém - Estiva Gerbi SP), “As Sunamitas” (Espírito Santo do Pinhal), e Lírio dos Vales.

A mensagem da noite ficou a cargo da Dca. Debora Machado (Mogi Guaçu), que contextualizando o tema escolhido para a festividade, baseou sua ministração no texto de Gálatas 5:22 – “Estai, por firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão”.




Infelizmente, muitos cristãos compartilham com o mundo do pensamento que “liberdade” é a condição de “fazer o que se quer”. Deste modo, não se distingui mais a “liberdade” da “libertinagem”, e sem perceber, o homem que se acha “livre”, e na verdade um escravo do próprio eu. Quantas pessoas estão escravizadas pelos seus próprios desejos, seus sentimentos, seus traumas, seus medos, suas angustias, suas neuroses, seus pecados. Alguns até acreditam que, de fato, conhecem verdadeiramente a Cristo, porém, na vida de tais pessoas ainda falta um encontro definitivo com a VERDADE, pois quem conhece a verdade, verdadeiramente é livre.

A Bíblia diz que Satanás é o “pai da mentira” (João 8:44), e com seus enganos, mergulha o homem em escuridão. Jesus é o Sol da Justiça, que quando “nasce” no coração do homem, de imediato, lança fora as trevas. Assim, não é possível que alguém se entregue a Jesus e continue vivendo no escuro da mentira. A luz revela, a revelação nos mostra a verdade, e a verdade nos liberta. Jesus é a luz e a verdade.

Conhecer a Jesus é mudar de vida. Não uma mudança superficial ou uma mera adaptação a um estilo religioso de vida, mas sim uma guinada de 180º que começa no interior do coração humano e se expande progressivamente por sua alma, espírito e corpo, até levar o indivíduo ao padrão de homem perfeito, estabelecido e personificado em Cristo.  Esse é um processo longo e contínuo que só será completado quando o nosso corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, no exato momento que encontrarmos o Senhor nos ares.  Mas até lá, cabe a cada um se entregar sem reservas a esta “transformação” espiritual que o Evangelho de Jesus Cristo tem o poder de efetuar.

Esta transformação começa pela liberdade de todas as amarras que nos prendem ao passado pecaminoso ou então ao legalismo que nos veste com trajes de religiosidade enquanto nossas intenções estão distantes dos desígnios de Deus. E esta liberdade nasce do conhecimento – “Conhecereis a VERDADE e a VERDADE vós libertara” (João 8:32). Jesus é esta verdade libertadora, e, portanto, é inadmissível que o cristão continue amarrado em traumas e pendências pretéritas. Quando o homem tem um encontro real com o Salvador, uma mudança genuína acontece, pois, o sangue de Cristo suplanta toda maldição e o amor que abunda na cruz, lança fora todo o medo. Jesus é poderoso o suficiente para arrebentar cordas e destruir grilhões e fará isso na vida de qualquer pessoa que realmente o receba como o Messias. Ele apaga nosso passado e nos orienta rumo a um futuro glorioso.

Para ser livre, é preciso encontrar a Verdade, e isto basicamente significa viver uma experiência pessoal e verdadeira com Jesus. Não “aceitar” Jesus de forma ritualista como é tão usual hoje em dia, mas sim “entregar-se” completamente à Jesus, permitindo que ele seja o Senhor absoluto de sua vida. Andar com Ele. Pensar como Ele. Ser como Ele.

Este tipo de desenvolvimento só é possível se pautado ponto a ponto no manual de instrução que verbaliza o passo a passo de uma vida cristocêntrica: A Bíblia. É nela que Jesus se revela e se torna um modelo de como cada cristão precisa agir e pensar. Renegar a Bíblia é como rejeitar o próprio Cristo, e “abandonar” as escrituras em um canto da estante é “exilar” Jesus no limbo de nosso coração. 

Quer ser livre? Leia a Bíblia e encontre o Jesus que nela está. O encontrou? Permita que Ele seja o centro de sua vida. Jamais baseia sua fé apenas no que é dito por homens. Confira em loco o que Jesus tem a dizer sobre cada tema. Seus discursos, ensinamentos e ações estão explicitados nas escrituras, e a liberdade virá quando você tiver a capacidade de assimilar cada uma dessas linhas, e interpreta-las com imparcialidade e comprometimento pessoal.

Quer ser livre de verdade? Quer se tornar um discípulo verdadeiro? Lembre-se sempre das palavras de Jesus em João 13:16 - Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros



sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Nós cremos em milagres!


A capacidade de realizar proezas sobre humana é uma das maiores ferramentas que Deus disponibilizou aos seus servos ao longo de toda a história. Patriarcas, juízes e profetas utilizaram em larga escala deste recurso para os fins mais diversos, como livrar Israel de um inimigo, prover sustento ao povo, ajudar pessoas desesperadas, humilhar deuses pagãos e desafiar reinados ditatoriais, visando sempre, a glória de Deus e a oblação do nome poderoso do Senhor.

Com a IGREJA essa realidade não é diferente.

Embora muitos acreditem que os milagres não são para os nossos dias, a Bíblia nos diz exatamente o contrario. João registra uma promessa maravilhosa feita pelo próprio Jesus, onde o Messias enfatiza que aqueles que creem nele, podem sim realizar as mesmas obras por ele realizadas, e ainda avançar para coisas maiores (João 14:12).

Considerando que em sua passagem sobre a Terra, Jesus  curou cegos, aleijados, mudos e leprosos, expulsou demônios promovendo libertação, andou sobre o mar, transformou água em vinho e ressuscitou mortos, então podemos concluir que o potencial miraculoso que reside no cristão é extraordinário.

Quando comissionou seus discípulos a continuarem a obra por ele iniciada, Jesus concedeu a aqueles homens poder e autoridade, além do respaldo de sua presença divina. Com essa legalidade espiritual e fazendo do nome de Jesus sua "arma", os seguidores de Cristo tornam-se capazes de curar enfermos, expulsar demônios, falar idiomas específicos e sobreviver a investidas mortais de possíveis inimigos (Marcos 16:17-18 / Lucas 10:19). 

Sim. Nós cremos em Milagres!