terça-feira, 6 de dezembro de 2016

O obreiro e o amor pela Palavra


Quem é obreiro e participa ativamente no ministério cristão sabe que há muitos quesitos a serem considerados quanto ao seu desenvolvimento. O conhecimento das Escrituras é um dos principais requisitos, pois é essencial conhecer, amar e ensinar a Palavra de Deus.  Desde o Jardim do Éden até os nossos dias, um dos focos do Diabo para provocar o homem a cair em tentação é suscitar dúvidas acerca da Palavra de Deus (Mateus 4:1-10). Então, é mais do que necessário que conheçamos a Palavra (Mateus 4:4 / Salmo 119:105).

Jesus, ao se dirigir aos saduceus, afirma que o erro surge em função do fato de não conhecermos as Escrituras (Mateus 22:29 / Oséias 4:6). Em outro momento, Cristo nos diz que, ao conhecermos a Palavra, seguramente ela nos libertará (João 8.32). A Bíblia contém a completa, suficiente e final revelação da vontade de Deus para o homem (II Pedro 1:20-21). Conhecer a Sagrada Escritura implica em estuda-la com cuidado e respeito. Cada obreiro deve ser um fiel, ardoroso e empenhado estudante da Palavra de Deus (II Timóteo 3:16-17 / II Pedro 1:3 /  Judas 3 /  Hebreus 1:1-4).

Amar a Palavra de Deus está explicito em toda a Bíblia. O livro de Salmos expressa bem essa verdade (Salmo 1:1-2). Davi declara: “Como amo a tua lei! Penso nela o dia todo” (Salmo 119:97). É importante observarmos que todo o Salmo 119 nos convida a amá-la, estuda-la, compreendê-la e praticá-la. É evidente que muitos conhecem a Palavra de Deus, mas não a praticam. Possuem apenas um conhecimento teórico e especulativo. São apenas ouvintes, mas não praticam diariamente a Palavra do Senhor (Tiago 1:22).

Além de ser homem íntegro na sua relação com a igreja, o obreiro deve ter intimidade e conhecimento das Escrituras (Tito 1:9). Deve ser um obreiro aprovado e que maneja bem a Palavra da verdade (II Timóteo 2:15). Vivemos em uma época que as pessoas, inclusive os cristãos (no caso, os evangélicos) desprezam a Palavra. Salomão declara que quem despreza a Palavra nunca prosperará (Provérbios 13:13). A Igreja sem o propósito de buscar maturidade na Palavra fica extremamente vulnerável e volúvel (Hebreus 5:11-12).

Muitos líderes e igrejas, deixando-se seduzir pela tentação dos números, se tornam superficiais quanto ao ensino da Palavra de Deus. Há uma verdade que nós, cristãos, servos do Deus Altíssimo, não podemos deixar de observar: obreiros fracos na Palavra geram membros fracos em conhecimento, igrejas fracas em ensino, suscetíveis às seitas e heresias (II Timóteo 4:2-5), sujeitas à rebelião e à contemplação do completo esvaziamento em seus cultos. Muitos pastores, no afã de buscar o crescimento de suas igrejas, abandonam o genuíno Evangelho e se rendem ao pragmatismo prevalecente da cultura pós-moderna. Buscam não a verdade, mas o que funciona; não é o certo, mas o que dá certo. Pregam para agradar seus ouvintes e não para leva-los ao arrependimento. Pregam o que eles querem ouvir e não o que eles precisam ouvir. Pregam outro evangelho, um evangelho antropocêntrico, de curas, milagres e prosperidade, e não o Evangelho da cruz de Cristo. Pregam não todo o conselho de Deus, mas doutrinas engendradas pelos homens. Pregam não as Escrituras, mas as revelações de seus próprios corações.

O resultado desse semi-evangelho é que muitos pastores e pregadores passam a fazer do púlpito um balcão de negócios, uma praça de barganhas, onde as Bênçãos e os milagres de Deus são comprados por dinheiro. O resultado é que o povo de Deus perece por falta de conhecimento e de padrões. 

Nas palavras de Paulo, os presbíteros (ou bispos) são chamados essencialmente, para um ministério de mestre, que necessita tanto do dom de ensino como de ser leal à mensagem que ensina (Tito 1:9). Em 1 Timóteo 1.15; 4.9; e Tito 3.8, é declarado que a Palavra é fiel e os que ensinam e pregam a Palavra também devem ser fiéis.

O obreiro deve demonstrar capacidade para o ensino, deve exortar com poder, se ocupar do conhecimento da verdade para aplicar corretamente a s Escrituras. É valiosíssimo lembrar que o obreiro não deve ser neófito (I Timóteo 3:16). O ministro deve ser um mestre na Palavra. Ele precisa ser um estudioso exemplar da Bíblia e afadigar-se no texto bíblico (I Timóteo 5.17). 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Testemunho - Em busca de respostas (Jackson Márcio Luiz)




A Paz do Senhor. Gostaria de compartilhar com todos os meus irmãos, um breve resumo de minha conversão. Sempre fui uma pessoa muito espiritualizada, católico desde criança, frequentador de missas e catecismo, imbuído na fé em um DEUS que não se pode ver.

Quando entrei pela primeira vez em uma igreja protestante, já tinha lá meus dez anos de idade. Era uma igreja adventista, e assim que cheguei, o porteiro me olhou e disse com autoridade:  - “DEUS tem uma obra em sua vida”. Sorri para ele, entrei no templo e assisti o culto sem maiores comprometimentos, afinal, eu era apenas uma criança.

Mas o relógio do tempo não para, eu cresci e comecei a descobrir outros caminhos espirituais. Conheci o espiritismo, estive envolvido com magia negra, esoterismo e cartomancia. Nesta época, comecei a ter muitos pesadelos, e dentro de mim, passou a surgir muitas dúvidas para as quais não encontrava respostas.

Em decorrência de tudo isto, perdi casamento, trabalho, e diversas oportunidades que o tempo não permite recuperar. Mas, num belo dia, conheci a minha esposa, que também vinha de um relacionamento abalado. Começamos a namorar, e o diabo, sabendo que Deus tinha um propósito para nós, quis nos separar de muitas maneiras.

Um dia, minha sogra Cristina, que já era uma serva do Senhor, a convidou para ir até a igreja, e ela voltou diferente.  Na verdade, era outra pessoa, com um jeito novo de falar, e com um vocabulário que me fez logo perceber: - Minha esposa tinha virado crente.

Eu estava cego para as coisas de Deus e não aceitava sua conversão, chegando até mesmo a ofende-la.

Mas Jesus sabe trabalhar.

Um velho amigo de infância chamado Samuel, trouxe uma palavra profética para minha família, dizendo para que eles persistissem em oração, pois logo eu também iria me converter ao Senhor.  Minha esposa orava e jejuava neste propósito, e eu ficava lá sem entender o que estava acontecendo. 

Um dia, do nada, tive vontade de ir à igreja, e aceitei o convite da minha esposa para ir num culto. Lá eu ouvi louvores, testemunhos e a ministração da palavra, que embora eu não quisesse demostrar, tinha falado forte ao meu coração.  No final da reunião, fui receber uma oração do ministro, e DEUS falou coisas que só eu e meu coração sabiam, e naquele momento, quebrou-se maldiçoes e correntes caíram por terra. Chorei copiosamente, e depois de tanto tempo buscando respostas, JESUS me aceitou e minhas dúvidas se acabaram. 

Sim, foi Jesus que me aceitou, e que também me fez promessas fieis, além de escrever meu nome no livro da vida.  Desde então, muitas bênçãos recebi, e também, muitas lutas enfrentei, mas até o dia chamado “hoje”, não fiz coisa melhor na vida, do que me entregar à Jesus.

Sei que posso ficar tranquilo e descansado, sabendo que alguém tão grande e poderoso cuida de mim e de minha família, já que hoje, eu e minha casa servimos ao Senhor.

Estou na cidade de Estiva Gerbi há mais de oito anos, e sei que muitas bênçãos ainda estão por vir, sobre todos nós.  Por isso, te aconselho: - Não desanimes, não morra na praia. Afinal, nessa praia, Jesus te espera com churrasco de peixe e pão.

Fiquem todos com Deus!

domingo, 4 de dezembro de 2016

Família, um ambiente espiritual


Pelos padrões bíblicos, o núcleo de uma família é essencialmente formado por pai, mãe e filhos. Nesta equação, cabe ao homem o papel de “cabeça da casa”, exercendo liderança social e espiritual junto aos seus (Efésios 5:23 / I Coríntios 11:9). Sob ele recai uma tríplice função, que em via de regra, não pode ser rejeitada, postergada ou abandonada: rei, profeta e sacerdote. Este ministério tridimensional engloba todas as atribuições designadas pelo criador ainda no jardim do Éden, bem como os encargos espirituais decorrentes de sua autoridade paternal (Gêneses 1:27-29; 2:15-25, 3:17-20).

Como “rei”, ele deve dominar com austeridade sobre sua casa, fazendo desta liderança o seu parâmetro para qualquer outra atividade secular que venha desenvolver (I Timóteo 3:4). Cabe ao homem arcar com sustento de seu lar, provendo alimento, moradia e vestuário, bem como alicerçar sua casa em princípios morais e estabelecer pilares emocionais em sua família. Como “profeta”, cabe ao pai ser um porta-voz de Deus para sua prole, ensinando os preceitos divinos e zelando pela Lei do Senhor. Neste aspecto, ele “literalmente” traz Deus para dentro de sua casa, tanto por meio de suas palavras (ensinamentos), quanto por suas ações (exemplos). Já no ofício sacerdotal ele faz o caminho inverso, levando sua família até Deus por meio de orações, súplicas e consagrações diárias.

A mulher por sua vez e a genitora da vida, portadora da semente divina. Desde os primeiros dias de gestação, a ligação com o feto, ou melhor, a sintonia com seu filho já é espetacular. Ainda ali, já aflora um amor que supera a tudo e a todos. Não importa o frio, a fome, o sono ou a dor, a mãe está integralmente presente, protegendo, acalentando e abençoando aquele ser indefeso, que ela defende com unhas e dentes. Esse amor só faz aumentar, nunca cessa e jamais lhes será tirado. Mas não para por aí. Quando analisamos o texto de Provérbios 31, nos deparamos como uma série de virtudes inerentes ao “ministério da edificação”, que no âmbito familiar, deve ser exercido pela mulher com plenitude de sabedoria.

Obviamente, na conjuntura social em que vivemos, as funções exclusivistas destinadas a “pais” e “mães” estão intrinsecamente miscigenadas, sendo compartilhadas de forma profícua para a sustentabilidade da família. Este compartilhamento de responsabilidades, porém, não altera os valores espirituais dos ministérios familiares que devem ser preservados com zelo e honestidade, pois Deus jamais pedirá a “Sara” um sacrifício que cabe somente a “Abraão” e vice-versa. A beleza reside exatamente no complemento perfeito que reside na união de forças, fator de equilíbrio na balança da vida.  Pais fortes, filhos fortes. Pais vacilantes, filhos fracos e sem determinação. Alguém já disse certa vez que o lar é a oficina aonde os filhos são construídos. Lares abençoados fabricam filhos abençoados.

Muitos pais colhem lágrimas amargas porque não plantam para o futuro. Querem honrar cargos, buscam reverência instantânea e esquecem que estamos semeando para a posteridade. Questionamos publicamente a Deus pelo que não recebemos e com isso matamos a fé de nossos filhos, pois veem seus pais como figuras murmuradoras e críticas que estão estacionados na fé, decepcionadas com Deus, com a igreja e com os irmãos. Seguindo esse exemplo deturpado, eles têm seu caráter moldado num clima de frieza espiritual.  

E se ao invés de murmuração e palavras ofensivas, nossos filhos ouvissem orações de agradecimentos?

E se ao invés de picuinhas e falatórios eles nos vissem lendo a Bíblia, falando em línguas com lágrimas nos olhos e sendo gratos pelo que temos. Provérbios 22:6 diz que nossos filhos se lembraram do caminho em decorrência do ensinamento ministrado pelos pais. Então a questão de grande relevância é: O que temos ensinado? Nosso lar é o agente formador do caráter e da estrutura espiritual de nossos filhos.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

O "sim" e o "amém" (Palavra Pastoral - Dezembro 2016)


Todos os dias, temos o desafio de permanecermos firmados nas santas promessas de Deus, que confiando nas escrituras, tenho base para afirmar ser irrevogáveis. Deus faz a parte Dele, e espera que façamos a nossa, que é crer e confiar, e nos afirma isto em sua palavra revelada:

- O meu justo viverá da fé, e se ele recuar a minha alma não tem prazer nele (Habacuque 1:38).

Ouvir a PALAVRA produz fé, que nada mais é do enxergar o invisível. Por isso mesmo, as vezes somos taxados como doidos, e considerados loucos por agir no sentido oposto das possibilidades e nadar em direção as improbabilidades. Se os prognósticos dizem “não”, nossa fé inabalável nos faz confiar que Deus tem o controle, e nele está o SIM e o AMÉM (I Coríntios 1:20).

Quando estamos em Cristo, nos momentos de dor e contrariedade, tomamos como lema as palavras de Romanos 4:17: - Deus vivifica os mortos, e chama as coisas que não são como se fossem.

Projetos mortos, esperanças mortas, portas fechadas e mortas.... É preciso voltar a acreditar em possibilidades mortas! Só o Senhor tem o controle das impossibilidades em suas mãos, chamando a existência as dimensões que só ele pode alcançar. O que para nós é um caminho sem retorno para a vergonha e o vitupério, para Ele é um caminho de honra e glória.

O Senhor traz ao nosso alcance o inatingível, faz o fracasso se tornar em sucesso, as lágrimas em sorrisos, a tristeza em alegria, a humilhação em exaltação, nossas provisões escassas e débeis, em tesouros celestiais. Justos vivendo da fé. Homens frágeis e desprotegidos que se tornam guerreiros espirituais capazes de abalar o inferno. E de onde vem tanta força? Qual a fonte de tamanha motivação? A resposta é simples. Somos o carro, a fé é nosso combustível e Deus é nosso motor! E Ele quem nos move!

Entregue sua mortalidade à eternidade de Deus. Viva de modo a não ser a marionete de ninguém, mas se tiver que ser, garanta que os barbantes estejam nas mãos de Deus. E então, nem o céu será um limite. A fé choca o natural e enlouquece o que é normal. Ela vai além das expectativas, e todos os dias somos desafiados a crer no impossível, naquilo que não existe. E meu conselho pastoral é: - Aceite o desafio.

Como?

Para responder, vou utilizar o trecho de uma canção antiga que diz: - É meu todo trabalho, e seu trabalho é descansar em mim.

Finalmente, termino com uma frase que ouvi em nossa última convenção estadual: - “Avançar sempre, desistir jamais”.

Tomemos posse das promessas, confiemos no dono do “SIM” e do “AMÉM”, e avancemos sem olhar para traz.

Mãozinhas para cima... Portas abertas... Que Deus vós abençoe!


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

EBD - A adoração em tempo integral


Material Didático
Revista Jovens e Adultos nº 101 - Editora Betel
Louvor e Adoração - Lição 10
Comentarista: Pr. José Elias Croce












Comentários Adicionais
Pb. Miquéias Daniel Gomes
Pb. Bene Wanderley












Confira nossa biblioteca de estudos na página especial da EBD

Texto Áureo
Romanos 11:36
Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.

Verdade Aplicada
Adoração envolve tudo o que está no interior da pessoa e tudo o que está fora dela.

Textos de Referência
Romanos 12:1-3

Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
Porque, pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não saiba mais do que convém saber, mas que saiba com temperança, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um.

Introdução

Percebe-se que há uma forte negligência na adoração verdadeira em muitas igrejas e, muito do que é feito em nome da adoração hoje, na realidade desonra a Jesus Cristo.


Adoração e Adoradores
Comentário Adicional
Pb. Miquéias Daniel Gomes

Fomos criados para adorar, já que a adoração nos mantem íntimos de Deus, e este sempre foi o desejo do criador. Somos chamados a adoração individual desde o Éden, e posteriormente, Deus nos convocou para um louvor institucional, ou seja, uma adoração coletiva, com milhares de adoradores unidos num mesmo proposito. Foi assim com Israel, e tem sido assim com a igreja nos últimos dois milênios. Neste contexto teológico, “Ekklesia ou Igreja” trata-se de um grupo específico que ao receber o chamado do Evangelho de Cristo (chamado este que é universal), abandonam suas velhas práticas, renunciam a si mesmos, tomam a cruz sobre os ombros e passam a seguir Cristo, tendo seu modo de agir, pensar e viver, lapidados de acordo com os ensinamentos de Jesus. Sem tornam adoradores integrais. Já nos primeiros dias da Igreja como “instituição”, alguns parâmetros foram estabelecidos sobre como deveria ser sua postura em relação ao próprio Cristo e aos homens.  O crescimento da Igreja era assombroso, mas a essência do cristianismo se mantinha inalterada. Antigos e novos cristãos viviam em perfeita e ampla união, praticando com perseverança os ensinamentos apostólicos.

Aquela era uma igreja adoradora, composta de indivíduos adoradores. Havia na alma de cada crente grande senso de temor e respeito. A comunhão era cultivada de uma forma onde todos pudessem assentar fraternalmente numa única mesma mesa e realizar a mesma oração.  Os apóstolos pregavam com grande autoridade e poder sobre o “Cristo Ressuscitado”, realizando muitos prodígios e sinais no nome de Jesus. Entre eles não havia gente necessitada, pois os que possuíam mais, vendiam suas propriedades e bens, depositando os valores aos pés dos apóstolos, para que fosse distribuído entre os que mais precisavam.  Este com certeza é “o” modelo a ser seguido pelas igrejas de qualquer época e em qualquer lugar, mas que infelizmente, o tempo aliado ao egoísmo humano, tem conseguido corromper. O grande desejo de Cristo para sua Igreja, é que ela seja um diferencial neste mundo que jaz no maligno, um farol para guiar os perdidos rumo a um porto seguro, uma luz intensa e incessante em meio as trevas. Somos uma carta viva (e aberta), escrita pelo próprio Deus e enviada aos homens para testificar sobre Jesus, assim como agiam os primeiros cristãos, cuja atividade, foi brilhantemente resumida por Lucas em Atos 2:46-47. Ultimamente, a Igreja vive dias difíceis, pois estamos passando por um momento dramático e angustiante.

Alguns acontecimentos se abateram sobre o Corpo de Cristo e alteraram seu conceito diante da sociedade. Sua visão ficou ofuscada, sua missão comprometida, sua unidade abalada e sua comunhão fragmentada. É bem certo que enfrentamos crises em várias dimensões, porém, a área mais atingida é a da fidelidade.  Atualmente, percebe-se que a Igreja enfrenta crise em várias áreas e os princípios mais prejudicados são: a unidade, a comunhão e a ética. Com isso, nossa adoração tem se tornado parcial e corrompida.

A Igreja que supera as crises de unidade, comunhão e ética, e tudo aquilo que compromete sua missão, certamente possui características de uma Igreja fiel, que vence as influências mundanas e preserva intacta sua adoração.  A Igreja é um enorme celeiro e um grande depositário de vocações, talentos, recursos e potenciais. Neste sentido, seu papel deve ser o de orientar os membros para o serviço à sociedade, adorando ao Senhor em tempo integral, refletindo o nosso chamado para sermos sal e luz. Como no sentido original da palavra “igreja”, precisamos recuperar a nossa vocação histórica de agentes de transformação e esperança. Nossa adoração deve invadir as feiras e praças da cidade, o ambiente de trabalho, a escola, a universidade, entre outros. Ela não pode se limitar a quatro paredes. Quando seguimos a Cristo devemos contextualizar a verdade, refletindo a imagem de Deus no serviço, na proclamação, na compaixão e no amor (João 13:15; I Pedro 2:21). 


Adoração como um novo 
estilo de vida

O apóstolo Paulo faz uma forte declaração em Romanos 12:1-2 sobre o conceito de adoração em tempo integral. Essas suas palavras vêm depois do que possivelmente é a maior exposição de teologia de toda a Escritura. A adoração é para a vida cristã o que a mola mestra é para um relógio, o que o motor é para um carro. A adoração é o núcleo, o elemento essencial. A adoração não pode ser isolada ou relegada a um único lugar, tempo ou segmento de nossa vida. Não podemos expressar em palavras todo o agradecimento e louvor a Deus enquanto levamos uma vida de egoísmo e carnalidade. Esse tipo de adoração acaba por revelar-se uma perversão. Atos verdadeiros de adoração devem ser o transbordamento de uma vida em adoração perpétua. Refletir sobre a centralidade da adoração nesses tempos nebulosos é de suma importância, tendo em vista que o assunto é dominante nas Sagradas Escrituras. Temos muitas atividades e pouca adoração. Somos grandes no ministério e pequenos na adoração. Somos desastrosamente pragmáticos. Só queremos saber se algo funciona. Queremos fórmulas e efeitos e, no processo, de certo modo, deixamos de lado aquilo para a qual Deus nos chamou. Somos Marta demais e Maria de menos. Estamos tão profundamente enraizados no fazer que perdemos o estar. Estamos tão programados, informados, planejados e ocupados que menosprezamos a adoração!

A adoração pode ser refletida em nosso comportamento em relação aos outros. “Porque quem nisto serve a Cristo, agradável é a Deus e aceite aos homens.” (Romanos 14:18). O que significa esta oferta agradável Deus? O contexto revela que é ser sensível ao irmão mais fraco (Romanos 14:13). Quando tratamos os irmãos em Cristo com o tipo adequado de sensibilidade, isso é um ato aceitável de adoração. Esse ato honra ao Deus que criou essa pessoa e esse ato também reflete a compaixão e o cuidado de Deus. O evangelismo também é uma forma de adoração aceitável (Romanos 15:16). Assim, a adoração pode ser expressa ao compartilhar o amor com irmãos em Cristo, pregar o Evangelho aos descrentes e atender as necessidades das pessoas num nível material. A adoração aceitável é dar. É um amor que compartilha (Filipenses 4:18). Paulo escreve que graça especial lhe foi dada para ser servo de Cristo Jesus entre os gentios, servindo ao Evangelho de Deus como sacerdote, para que os gentios sejam aceitáveis a Deus. Os gentios foram ganhos para Cristo pelo ministério de Paulo tornaram-se adoradores. Para muitos, o culto é apenas uma programação de fim de semana, um evento, um show, um momento que sobra da agitada vida terrena para oferecer a Deus o que Ele rejeita. O propósito e a responsabilidade de cada cristão como sacerdócio real é promover um ensaio na terra da vida eterna que será vivida no céu. Este é o culto racional!

Efésios 5.8-10 diz: “Andai como filhos da luz (porque o fruto do Espírito está em toda bondade, e justiça, e verdade), aprovando o que é agradável ao Senhor”. A palavra agradável vem do grego e significa “aceitável”. Nesse contexto, refere-se à bondade, justiça e verdade, dizendo claramente que fazer o bem é um ato aceitável de adoração a Deus. Paulo, aconselhando a Timóteo (I Timoteo 2), exorta para que os cristãos orem pelas pessoas investidas de autoridade de modo que os cristãos possam ter vida tranquila e serena, em toda piedade e honestidade. Portanto compartilhar é um ato de adoração e esse é o efeito da adoração sobre os outros. Fazer o bem é igualmente um ato de adoração e esse é seu efeito em nossa vida. Agradar a Deus, fazer o bem e compartilhar com os outros, todos são atos de adoração legítimos e bíblicos. Isso abarca toda a atividade e todo o relacionamento da vida humana. A implicação é que assim como a Bíblia se dedica de capa a capa ao tema da adoração, o cristão deve se dedicar à atividade de adoração, absorvido pelo desejo de dedicar cada momento de sua vida a fazer o bem a todos, a compartilhar as bênçãos com os vizinhos e a louvar a Deus, que é a fonte de toda bondade e toda bênção.


Embaixadores de Cristo
Comentário Adicional
Pb. Miquéias Daniel Gomes

Ser genuinamente cristão é assumir a responsabilidade de morrer para si mesmo e viver para Deus. A adoração mais incisiva que prestamos ao Senhor, é exatamente a abnegação e a renúncia pessoal, afinal, agora vivemos por Cristo, e somos seus representantes na Terra. “Dupla Cidadania” ou “Cidadania Múltipla” é um status no qual um indivíduo é titular da nacionalidade de dois países diferentes. Todo cristão se encaixa neste contexto, já que nossa “base operacional” não é terrena, estando perene numa esfera espiritual, uma vez que o próprio Jesus revelou: Meu reino não é deste mundo (João 18:37). Todo cidadão tem diretos e deveres para com a pátria madre, e considerando que nosso lar original é o céu, então devemos preencher alguns requisitos que validem nossa cidadania celestial.

Davi se questiona sobre esta questão no Salmo 15:1, quando pergunta: - Senhor, quem habitará no teu Tabernáculo? Quem morará no teu santo Monte? – Já nos versos seguintes o salmista apresenta uma pequena lista com algumas qualificações necessária: andar sinceramente, praticar a justiça, falar a verdade no seu coração, não difamar com a sua língua, não fazer mal ao seu próximo, não aceitar que o seu semelhante seja envergonhado, compactuar com as ações de homens impiedosos, valorizar quem teme ao Senhor, pensar primeiramente nos outros, não se deixar dominar pelo dinheiro, não incriminar um inocente e jamais ser corrompido. Já em I Coríntios 5:20, o apóstolo Paulo eleva esta questão a um novo patamar fazendo a grandiosa revelação que somos mais que apenas “cidadãos do céu”, e sim “embaixadores de Cristo” na Terra. 

Um embaixador nada mais é que um representante legal de um estado/nação, dentro de outro estado/nação do qual ele não é originário. Partindo deste princípio, somos cidadãos do céu, que temporariamente representamos nosso reino Celestial aqui na Terra (João 17:11). Como tal, priorizamos por respeitar o código ético e moral de nosso Reino original, os céus. Porém, como no momento, moramos numa terra estrangeira, é preciso honrar as leis aqui estabelecidas, desde que as mesmas não se confrontem com as leis celestiais. É neste ponto que a fidelidade do cristão se horizontaliza, sendo demonstrada em todos os aspectos do seu cotidiano. Fomos chamados para ser luz do mundo e sal da terra, fazer a diferença, ser uma referência de ética e comprometimento (Mateus 5:13). Em seu famoso sermão “A Casa na Montanha”, o pastor americano Martin Luther King disse que os cristãos não devem ser meros termômetros, que avaliam a temperatura a sua volta e nada faz para mudá-la, mas que deveríamos ser como termostatos, que após avaliar a temperatura do ambiente, age para transformá-la.  Sabemos que os sistemas que regem o mundo foram entregas ao maligno, mas isso não deve nos impedir de promover mudanças no meio em que vivemos, levando luz para um cenário repleto de trevas.

Essa influência passa primeiro pelos bons exemplos. O cristão tem por obrigação ser um aluno dedicado, um profissional competente, um motorista cuidadoso, um gestor eficiente, um benfeitor abnegado, bom pagador de suas dívidas, um empregador complacente, um doador generoso, um eleitor consciente, um político honesto, um homem respeitoso e respeitável, um adorador atemporal... É nas pequenas coisas que mostramos nossa fidelidade... É em gestos e ações cotidianas que as pessoas identificaram Cristo em nós... É honrando calendários, horários e compromissos assumidos que honraremos também nossa cidadania eternal. O que somos é sem dúvidas a mais eloquente de nossas mensagens. Afinal, como já disse Agostinho: Pregue o Evangelho, se precisar, use palavras.


A adoração como prioridade de vida

Maria procurou sentar-se aos pés do Mestre em adoração. Resolveu priorizar a adoração em sua vida, escolheu a boa parte (Lucas 10:41-42), o que não lhe seria tirada. A adoração de Maria teve significado eterno, enquanto a tarefa de Marta nada significou além daquela tarde especial. Hebreus 11 contém uma lista de heróis da fé do Antigo Testamento e o primeiro deles é Abel. Ele foi um verdadeiro adorador. Sua adoração estava de acordo com a vontade de Deus e o plano de Deus. Sua oferta foi aceita por Deus. Isso é tudo o que sabemos sobre a vida dele. Esse adorador “depois de morto ainda fala” (Hebreus 11:4). Vemos a grande diferença entre adoração de Abel e Caim. Ambos eram pecadores e reconheciam o direito de Deus à reverência e à adoração. Segundo a aparência exterior, sua religião era a mesma até certo ponto, mas o registro bíblico nos mostra que a diferença entre os dois era grande. Essa diferença estava na obediência de um e na desobediência do outro. Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício do que Caim. Abel aprendeu os grandes princípios da redenção. Viu-se como um pecador e viu o pecado e sua pena de morte entre o seu coração e a comunhão com Deus. Trazia morta a vítima, aquela vida sacrificada, reconhecendo assim as reivindicações da lei que fora transgredida. Por meio do sangue derramado, olhava para o futuro sacrifício – Cristo morrendo na cruz do Calvário. Confiando na expiação que ali seria feita, tinha o testemunho de que era justo e de que sua oferta havia sido aceita.

A segunda pessoa que Hebreus relaciona é Enoque. Ele adorava a Deus através de seu andar. Ele andou com Deus e viveu uma vida piedosa, fiel e dedicada. Um dia, ele andou da terra para o céu! (Gêneses 5:21-24). O nome Enoque significa “dedicado ou disciplinado”. Fiel ao significado do seu nome. Enoque dedicou-se a Deus e disciplinou-se no meio de uma geração corrompida e perversa (Filipenses 2:15). Andar com Deus significa ter um conhecimento cada vez mais íntimo dEle. Não se pode andar dignamente com Deus sem primeiro ter um verdadeiro conhecimento de quem Ele é e o que Ele deseja para nós (Colossenses 1:10). Enoque andou com Deus, não uma vez por semana, mas diariamente em meio aos cuidados e as responsabilidades da vida familiar normal. Enoque começou a andar com Deus com a idade de 65 anos, após o nascimento de seu filho Matusalém, depois apara o resto de sua vida terrena (300 anos). Nunca é tarde demais para começar a andar com Deus (Gêneses 17:1). Enoque andou no caminho da justiça não como um eremita, mas como um homem de família que viveu em uma idade pré-diluviana, onde abundou o pecado e o mal!

O terceiro citado na lista de adoradores é Noé. Quando pensamos em Noé, nos vem à mente a palavra “trabalho”. Ele adorou a Deus com seu trabalho. Neste trabalho, estava a sua fé e obediência. Passou 120 anos construindo a arca. Homem justo e íntegro. Noé recusou seguir o caminho do mundo. Ele foi muito atento à vontade de Deus. Quando Deus mandou fazer a arca. Noé obedeceu (Gêneses 6:22). Por esta fé obediente, ele é usado como exemplo ao longo da história bíblica (Hebreus 11:7). Ofereçamos sempre ao Eterno Deus um sacrifício de louvor, que é fruto dos lábios que declare publicamente o Seu Nome. Quando analisamos a adoração em seu foco direcionado a Deus, descobrimos que sua essência é simplesmente ação de graças e louvor.


Vocês foram ressuscitados 
com Cristo?
Comentário Adicional
Pb. Bene Wanderley

Esta lição, literalmente, tem um sabor de despertamento espiritual para os últimos dias da igreja na Terra. Em meio a tantos desencontros doutrinários e descrença por parte de muitos, nos deparamos com a preciosidade deste ensinamento. Infelizmente, pelo grande desinteresse, poucos crentes terão a oportunidade de aprender, ou até mesmo rever seu conceito do que é a verdadeira adoração que agrada o coração de Deus. A falta de apetite espiritual que toma conta de muitos filhos de Deus é incalculável, os prejuízos decorrentes dessa falta também são desastrosos, pois o reino fica à mercê de severos ataques infernais. Os textos divinamente inspirados deste estudo, são de uma importância enorme, e se estudados com um sentimento de humildade e de um profundo quebrantamento causará danos irreparáveis ao reino das trevas. Se optarmos por praticar estes mesmos aconselhamentos, creio que veremos o verdadeiro culto de adoração sendo restaurado em nossos templos.

Um dos textos bíblicos que me vem ao coração em relação a adoração em tempo integral é o terceiro capitulo da carta enviada aos crentes em Colosso. Creio ser esta a receita mais completa de uma dieta saudável para todos que almejam ter uma vida de adoração em tempo integral.  O texto começa com uma profunda e inquestionável pergunta: - Vocês foram ressuscitados com Cristo? Se a nossa resposta for sim, o texto diz: - “Então busquem as coisas que são dos céus, busque as coisas que vem de cima, onde Cristo vive e está assentado à direita do Pai. Pensem nas coisas lá do alto e não nas coisas terrenas”. (Colossenses 3:1-2.) A adoração que agrada à Deus, é a adoração que ocupa todo o nosso espírito, alma e corpo. Isso envolve todos os aspectos de nossa vida. O conceito atual de adoração é voltado somente para o louvor em forma de músicas, só se diz que está adorando quando se está cantando ou tocando um instrumento musical, ou qualquer outra coisa, como danças etc...... Mas, quando olhamos para o contexto bíblico, somos surpreendidos pois logo nos pecamos em total desarmonia com a revelação bíblica. Ficamos literalmente de cara no chão.


Outro texto bíblico de igual importância e de um confronto colossal é   I Tessalonicenses 5:12-22. O tempo é o espaço não nos permite discorrer todos os versículos aqui, mas vale ressaltar que o versículo 12 começa com um rogo, com um apelo, um pedido urgente para os irmãos de Tessalônica acolherem com carinho, com apreço os amados irmãos que trabalham na obra entre eles. Paulo os exorta para que tenham um amor profundo e uma máxima consideração e que todos procurem viver em paz uns com os outros. E este é um passo monumental no caminho de uma vida em adoração de tempo integral. Espero sinceramente que os que lerem esse artigo, confiram nas escrituras esses textos, afim de descobrir como prestar um culto diário de adoração ao nosso Deus, pois este dever ser o almejo de todo crente que verdadeiramente teve um encontro com Jesus e que ressuscitaram com Cristo!


A centralidade da adoração na Bíblia

Desde o início (Gênesis) até a consumação (Apocalipse), a doutrina da adoração está entrelaçada na urdidura e na trama do texto bíblico (Deuteronômio 6:4-5; Marcos 12:29-30). A adoração no Antigo Testamento devia ser uma preocupação contínua para o povo de Deus. O tabernáculo foi projetado para enfatizar a prioridade da adoração e exclusivamente para a adoração. Era o lugar onde Deus se encontrava com Seu povo. Usá-lo para qualquer outra coisa que não fosse adoração era considerado a mais rude blasfêmia. No tabernáculo não havia assentos. Eles não iam até lá com o objetivo de se entreterem. Eles iam ao tabernáculo para adorar a Deus e servir-lhe. Se precisassem se reunir para qualquer outro propósito, eles o faziam em outra parte. Em Gênesis, descobrimos q1ue a queda ocorreu quando Adão falhou em adorar pela desobediência à única ordem dada pelo Eterno Deus. Em Apocalipse, aprendemos que toda a história culmina numa comunidade eterna adorando na presença de um Deus amoroso.

A organização do acampamento sugere que a adoração era central a toda a atividade. O tabernáculo se situava no centro do acampamento. Imediatamente a ele, ficavam os sacerdotes que lideravam a adoração. Um pouco mais adiante do tabernáculo se posicionavam os levitas, que estavam envolvidos no culto. Mais longe, ficavam dispostas as várias tribos, cada uma de frente para o centro, o lugar da adoração. Tudo isso nos ensina que quem usa a sua vida para qualquer outro propósito que não seja a adoração, independentemente de quão nobre possa ser esse propósito, é culpado de sério pecado. Olhando para a história, é impossível negar a necessidade, a importância e a influência do culto na vida das pessoas. O mundo como conhecemos foi moldado pelas crenças. Todos os acontecimentos políticos, militares e sociais foram e ainda são motivados por crenças. Até mesmo o ateísmo, que prega a inexistência de Deus, possui a sua forma de crença e culto. Uma das práticas mais comuns e marcantes em qualquer cultura ou sociedade é o culto religioso. Independente da crença e da época, em todas as partes da terra o culto sempre foi algo muito presente e em muitos casos a razão da existência de povos. Jesus ensinou a Marta e Maria que a adoração é a única atividade essencial que deve ter precedência sobre qualquer outra atividade da vida. E, se isso é tão importante na vida individual, quanto mais será no contexto da reunião entre os cristãos, isto é, no culto que prestamos a Deus na igreja!

No Novo Testamento, toda a pregação está voltada para a adoração. A pregação é um aspecto insubstituível de toda adoração coletiva (II Timóteo 4:2). Todo o culto deve girar em torno da Palavra. Tudo mais é ou preparatório ou é uma resposta à mensagem das Escrituras. Quando se permite que o teatro, a música, a comédia ou outras atividades usurpem o lugar da pregação da Palavra, a verdadeira adoração sofre inevitavelmente. Quando a pregação é submetida à pompa e à circunstância, isso também impede a verdadeira adoração. Um culto sem Palavra é de valor questionável. Além disso, uma “igreja” na qual a Palavra de Deus não é regular  e fielmente pregada, não é uma verdadeira igreja. É fundamental que entendamos que a adoração deve ser em todo o tempo e que a mesma atinge todas as áreas de nossa vida, isto é, devemos honrar a Deus em tudo. Na mente de muitos cristãos hoje, a palavra adoração significa a parte musical da ordem do culto, em contraste com o sermão ou o ofertório. O músico principal é chamado de “líder da adoração”, distinto do pastor. A música é logicamente, um meio maravilhoso de adoração, mas, a verdadeira adoração é mais que apenas música.

Conclusão

A adoração precisa ser compreendida como a somatória de tudo que fazemos. Nossas atitudes devem ser transformadas em atos de adoração a Deus. É necessário que compreendamos que nossa adoração é de tempo integral. Você nasceu para ser um adorador.




Vivemos para adorar. Deus criou o homem para que este O adorasse. O combustível da adoração é a comunhão com Deus. Uma comunhão verdadeira e despretensiosa começa em um lugar secreto. Adoração é decidir investir a vida no Eterno. É quando nos redescobrimos em Deus e todas as demais coisas são periféricas diante de tão grande descoberta. Deus não procura adoração, mas adoradores. Para compreender ainda mais os princípios da verdadeira adoração, participe deste domingo, 04 de dezembro de 2016, da Escola Bíblica Dominical.