domingo, 11 de dezembro de 2016

Festa das Primícias 2016


Na noite deste domingo, 11 de dezembro de 2016, todas as congregações filiadas à Assembleia de Deus Madureira com sede em Mogi Guaçu SP, celebraram a 13º Festa das Primícias, que marca a entrega simbólica dos primeiros frutos de 2017 ao nosso Senhor. Tambem celebramos a última Santa Ceia de 2016, onde a presença do nosso Deus foi marcante e poderosa.

Mas qual o significado de entregarmos ao Senhor nossas primícias?

Em Levíticos 23:17, encontramos a ordenança divina para que os primeiros frutos da prosperidade de seu povo, fossem oferecidos ao Senhor. “Shavuot” é o nome da festa judaica também conhecida como “Festa das Colheitas” ou “Festa das Primícias”, celebrado no quinquagésimo dia do Sefirat Haômer. Devido a esta contagem, a festa é também chamada de “Pentecostes”. Durante este período, além das ofertas entregas ao Senhor, os judeus se dedicavam a um estudo aprofundado da Torah, pratica que se mantem inalterada até os dias de hoje.

Nos tempos do Templo, “Shavuot” assim como “Pessach” (Páscoa) e a Sucot (Festa das Tendas), se caracterizava pelas peregrinações. Grandes grupos de agricultores afluíam de todas as províncias, e os peregrinos marchavam para Jerusalém acompanhados durante todo o trajeto pelos alegres sons das flautas. Em cestos decorados com fitas e flores, cada qual conduzia sua oferenda, ou seja, os primeiros frutos da terra. Chegados à Cidade Santa, eram acolhidos com cânticos de boas-vindas e adentravam no Templo, onde faziam a entrega de seus cestos ao sacerdote. A cerimônia se completava com hinos, toques de harpas e outros instrumentos musicais. Mas não para por aí...

Simbolicamente a festa das Primícias apontava para a outorga do Espírito Santo a Igreja, o que de fato ocorreu exatamente neste dia festivo (Atos 2:1). O apostolo Paulo chamou o Espírito Santo de "primícias" (Romanos 8:23). O Espírito, então, é descrito como o início de uma colheita. Neste caso é Deus, e não o adorador, quem dá as primícias. São as primícias de Deus para o homem (II Corintios 5:5). Assim como nos tempos do Antigo Testamento as primícias eram o início de uma colheita muito maior que estava ainda por vir, assim o recebimento do Espírito Santo pelo crente, é apenas o prenúncio das coisas melhores que hão de vir. 

Agora, nós temos o Espírito Santo e após o Arrebatamento, deveremos ter a bênção da colheita inteira que inclui a ressurreição e a glorificação dos eleitos de Deus.

Ao ordenar que o Seu povo lhe entregasse os primeiros frutos, Deus queria ser distinguido no coração de seus filhos. A entrega das primícias é uma forma de se dar honra ao Senhor: - Honra ao Senhor com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda; e se encherão fartamente os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares.” (Provérbios 3:9-10).

A definição que o Dicionário Aurélio dá acerca de primícias é: “primeiros frutos; primeiras produções; primeiros efeitos; primeiros lucros; primeiros sentimentos; primeiros gozos; começos, prelúdios”. A definição bíblica não é diferente, pois as Escrituras nos mostram a importância que Deus dá ao nosso ato de entregarmos a Ele as nossas primícias, cuja definição é: “a primeira parte de algo.”

Deus não instituiu as ofertas pelo fato de precisar delas, mas para provar o nosso coração numa das áreas em que demonstramos um grande apego. Deus não precisa dos primeiros frutos. Nós é que precisamos d’Ele em primeiro lugar em nossas vidas. Assim, a Festa das Primícias é um excelente exercício para mantermos o nosso coração consciente desta dependência.





Enlace Matrimonial - Erica e Robson


Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço; porque o amor é tão forte como a morte... Mesmo muitas águas não são capazes de extinguir o amor, nem podem os próprios rios levá-lo de enxurrada (Cantares 8:6-7)

Na noite deste sábado, 10 de dezembro de 2016, testemunhamos o enlace matrimonial de Erica Gomes e Robson Santos, que perante do Altar do Senhor, trocaram juras de amor eterno, respeito mútuo e fidelidade.

A Celebração foi realizada pelos ministros Pb. Miquéias Daniel Gomes (cerimônia civil) e Pr. Wilson Gomes (cerimônia religiosa), que invocou as bênçãos dos céus sobre os nubentes, bem como para os dias vindouros, e a nova família que se forma, ressaltando que os seres humanos foram criados para viver a dois, pois mesmo em meio a crises, caos e tempestades, se tivermos uma mão carinhosa para segurar, iremos encontrar sorriso em meio a lágrimas.

Toda a cerimônia foi acompanhada por familiares e amigos dos noivos, e contou com a presença de nossa comunidade eclesiástica. E nosso desejo mais sincero, é que   vocês, que já são felizes agora, sejam ainda mais, pois vão unir a felicidade de um à felicidade do outro e vão multiplicar por dias, meses e anos. Vocês são a prova viva de que amar vale a pena. E nós continuaremos aqui, acompanhando cada capítulo feliz desse amor, torcendo e vibrando com vocês, e participando dessa história com muito carinho e amizade.

Que essa união seja iluminada e abençoada, que nunca falte serenidade, paz e saúde. E que o amor os mantenham sempre unidos, como unidos vocês estão hoje. 



sábado, 10 de dezembro de 2016

Honrar aos pais, um mandamento com promessa


A maior crise do desenvolvimento social de qualquer país é a ausência de pais no lar. Enquanto muitos tentem redefinir o casamento, estudos científicos comprovam que não existe um substituto para os genitores. A educação dos filhos começa no lar. É responsabilidade dos pais ensinar seus filhos e prepara-los para serem pessoas íntegras, produtivas e responsáveis. A palavra honra se deriva do latim “honor”, que significa: respeitar, decorar ou ornamento.

De acordo com o dicionário, a palavra honra tem os seguintes significados: grande respeito e estima dada a outrem; nobreza de mente, retidão; dignidade, especialmente a que se outorga a altas posições; cortesia social. No hebraico é “hadar”, e sempre indica sinais de respeito, obediência à pessoa e leis (Provérbios 21:21). A honra é o resultado da soma de todas as virtudes. É o justo sentimento de reconhecimento, não somente de uma posição em si, mas de alegria em dar a outrem aquilo que é por si mesmo ou conquistou (Romanos 12:10; 13:7). 

A honra, além de ser uma qualidade moral que leva o indivíduo a cumprir os deveres para com os outros e consigo mesmo, é um mandamento divino que redunda em felicidade e vida prolongada. Temos a tendência de pensar que honrar nossos pais significa meramente obedecer-lhes. Não há dúvida, porém, de que o Senhor tinha em mente mais do que isso, quando disse: “Honra a teu pai e a tua mãe”. Os dicionários dão diversas definições da palavra honra. A maioria delas se relaciona à consideração, ao respeito, estima e admiração e alta reputação.

Honrar pai e mãe significa mais do que prestar-lhes obediência e respeito. Significa amá-los sem restrições, porque desejamos. Se realmente honramos nossos pais, obedecemos aos seus justos desejos e escutamos seus sábios conselhos.

Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, a honra aos pais aparece vinculada a uma vida longa (Êxodo 20:12 / Efésios 6:2, 3). Isso não é mágica ou milagre, é uma realidade social. Se os pais forem responsáveis para com seus filhos e não fracassarem, não haverá tanta violência no mundo; os jovens completarão maior idade sem o risco de morrer na juventude. Esse é um mandamento com promessa: (“Honra a teu pai e a tua mãe”.

Para que”? Para que te vá bem e vivas muito tempo sobre a terra”.

O que isso significa? Menos delinquentes no mundo, prisões vazias, vida prolongada, paz nos lares, amizade entre pais e filhos.

É isso que Satanás almeja destruir com a desintegração da família. É dever dos filhos honrar seus pais e a honra aos pais, diante de Deus, garante sucesso e vida longa (Deuteronômio 5:16; 6:6-9 / Provérbios 22:6).

Como acontece com todos os mandamentos, o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo é o exemplo de como devemos guardar o mandamento de honrar nossos pais. Mesmo na hora de Seu sofrimento na cruz, Jesus demonstrou preocupação por Sua mãe terrena (João 19:26-27).

Deus vinculou honrar aos pais a uma vida longa, isto significa que a taxa de mortalidade de um país está relacionada à desonra aos pais (Provérbios 20:20). Jesus está se reportando aqui aos filhos maldizentes, aqueles que falam mal de seus pais, que são injustos e que os traem negando suas responsabilidades (Provérbios 17:25 / 23.22). A desonra aos pais é um mal que assola as nações, o que resulta em uma maldição nacional (Malaquias 4:6).

Os noticiários estão cheios de histórias bizarras envolvendo filhos e pais, jovens morrendo prematuramente e a única maneira de frear essa maldição é não fracassando na paternidade. O texto de Mateus 15.4: “Porque Deus ordenou dizendo: Honra a teu pai e a tua mãe; e: quem maldisser ao pai ou à mãe, certamente morrerá”. A palavra “maldição” está sempre associada à morte (Mateus 21:19). Devemos refletir muito nesse assunto porque, ao fracassar em nossa paternidade, poderemos estar produzindo uma geração de filhos imprestáveis, que trarão sérios danos às famílias e a nação.

Ser pai é muito mais que gerar um filho. O que é honrar? Honrar não é somente obedecer. Esaú obedecia a seu pai, agradava-o, mas tomou atitudes que vieram a desonra-lo gravemente (Gêneses 25:34, 35). Esclareça para eles que honrar não é buscar somente a prosperidade material. O jovem Absalão foi amado por seu pai, o rei Davi, desde o seu nascimento até a sua morte. No entanto, seu interesse materialista resultou na desonra do seu pai e em sua própria morte (II Samuel 18:9).

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

EBD - Marcas de um verdadeiro adorador


Material Didático
Revista Jovens e Adultos nº 101 - Editora Betel
Louvor e Adoração - Lição 11
Comentarista: Pr. José Elias Croce












Comentários Adicionais
Pb. Miquéias Daniel Gomes
Pb. Bene Wanderley












Confira nossa biblioteca de estudos na página especial da EBD

Texto Áureo
Hebreus 10:22
Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé; tendo os corações purificados da má consciência e o corpo lavado com água limpa.

Verdade Aplicada
Os verdadeiros adoradores possuem as marcas de Deus que os diferencia dos falsos.

Texto de Referência
Hebreus 10:16-20

Este é o concerto que farei com eles depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as minhas leis em seu coração e as escreverei em seus entendimentos, acrescenta:
E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniquidades.
Ora, onde há remissão destes, não há mais oblação pelo pecado.
Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no Santuário, pelo sangue de Jesus,
Pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne,

Introdução

Nesta lição veremos as marcas dos verdadeiros adoradores. Se essas marcas estiverem em nós, carecemos urgentemente de um retorno ao caminho do quebrantamento, o lugar onde as marcas são impregnadas em nós.


A Marca da Transformação
Comentário Adicional
Pb. Bene Wanderley

As marcas que identificam o verdadeiro adorador estão gravadas no espírito, na alma e no corpo do adorador. O espírito do homem é a sede do Espírito Santo, possibilitando a manifestação do Deus trino. Na conversão do pecador, o seu espírito se torna o depósito da presença de Deus, trazendo a ele, a possibilidade do retorno ao estado de comunhão com os céus. Nesse momento, um rio de águas vivas passa a fluir do interior do homem. Esse rio é a glória do Deus criador que passa a transformar o interior do homem. A nova vida é manifestada, para logo em seguida, ter a sua alma atingida por esse turbilhão das águas que jorram do trono do Deus eterno. A alma é o centro das emoções do homem, e é bem ali, no antro  das emoções, que a ação do Espírito Santo vem à gerar mudanças profundas, radicais, pois esta locação que foi contaminada pelo queda do homem lá no jardim, precisa passar por uma rígida e profunda transformação. Quando a Bíblia fala de coração do homem, literalmente ela está falando da alma do homem. Essa alma tem sede de Deus, ansiedade descrita no Salmo 42:2: - “Minha alma tem sede de Deus, quando irei e me verei perante a face de Deus?” Todo verdadeiro adorador tem sede de Deus, tem sede pela presença de Deus, tem sede pela palavra de Deus, tem sede da justiça de Deus. Logo entendemos que para ser um verdadeiro adorador, a alma do homem precisa ser marcada por essas características básicas citadas acima. Por fim, vem o corpo. O corpo manifesta as características do Espírito Santo no espírito do homem, e também manifesta as características da alma renovada pela presença de Deus no espírito do homem. Sendo assim o corpo do adorador deve transmitir a glória do Deus Eterno.

Entre as muitas leituras indicadas para complementar este estudo de grande valor instrutivo, mas um deles tem me chamado a atenção. A leitura do texto de Neemias 8: 8-12 é fenomenal. O livro da lei é lido a todo povo em plena praça e todos tinham ouvidos abertos e atentos para ouvir ao livro da lei. A comoção foi estrondosa pois quando Esdras abriu o livro, "ho! Glória”, todos se puseram em pé. Logo após a leitura o povo adorou ao Senhor com o rosto em terra. Esdras, Neemias e os levitas, disseram a todo povo: - “Este dia é consagrado ao Senhor, vosso Deus”. Aqui fica explícito uma das grandes marcas que caracterizam um verdadeiro adorador: O desejo de restauração pela Palavra do Senhor. O desejo ardente pela lei do seu Deus é a marca mais visível na vida de quem é adorador. Como estamos necessitando de Neemias e Esdras nessa geração. Homens e mulheres amantes da lei do Senhor Jesus. Homens e mulheres impregnados por uma paixão avassaladora, que os arrebatam a um nível tão profundo que nada mais tem importância, a não ser, trazer o coração do povo a se render ao Senhorio de Cristo e do seu Reino.

Os pontos salientes destacados nos próximos tópicos são de um valor incalculável para nós que desejamos ser verdadeiros adoradores do Deus Eterno. Primeiro. A marca da verdade. A importância de ser verdadeiro é indispensável principalmente quando o assunto é conosco. Se queremos atrair a glória de Deus para nós e depois espalhar entre as pessoas e ver os resultados? É preciso vasculhar o nosso enganoso coração. (Jeremias 17:9) o nosso coração é perverso, é enganoso. Só Deus pode sondar, perscrutar o nosso coração. Precisamos encarar essa verdade. Infelizmente não são poucos os filhos de Deus que caem no conto da carochinha do enganoso coração. Se acham auto-suficientes, os dono do poder, os senhores de suas vidas, os “sabe” tudo e etc.. Muitos são os que não querem enxergar as suas mazelas, suas mentiras, seus enganos. Mas, a verdade é que todos nós sabemos que temos que fazer o que é certo fazer, e o que é certo fazer? O certo a fazer é: Reconhecer firmemente que somos totalmente dependentes de Deus e nessa firmeza buscar nos humilhar aos seus pés, tomarmos coragem de abandonar as ilusões de nosso coração enganoso e nos aproximar da cruz. Pois Deus conhece a verdade do íntimo de cada um de nós.  Muitas vezes a verdade de nossa vida não é a verdade de nossa voz. Falamos muito e não fazemos nada. As pessoas dizem ser, mas entre o dizer e o fazer, eis a questão. É necessário rever muitas coisas em nós. Pois corremos sérios perigos em tentarmos viver sobre o comando do enganoso coração. A marca da verdade deve ser nossa bandeira, nosso brasão, nosso lema e nossa divisa.

Em segundo lugar temos a marca da excelência. Ser excelente é ser diferente. É sobressair é saber se diferenciar do normal, do comum e do banal. Fazer as coisas com experiência é deixar a marca da glória do Senhor Jesus dominar o ambiente, é deixar que Deus seja exaltado. E enfim a marca da paz é Jesus. O senhor da paz, dele vem a paz que excede todo entendimento. Nessa paz temos a confiança de que nada pode nos separar do Deus eterno. Essa marca deve ser expressa na vida do verdadeiro adorador. Num meio de tantas ideologias a paz de Jesus Cristo deve permear nossas mentes. Pois temos a mente de Cristo. (I Coríntios 2:16).


A marca da verdade

O adorador verdadeiro constantemente vasculha o próprio coração, observa, vê, sente. O coração pode nos enganar. Muitos são os que, enganados pelo coração, transformaram-se no deus de sua própria adoração. Não são poucos os que teatralizam o ato da adoração. Com gestos e posturas técnicas, profissionais, abalam emoções, entram nos domínios da euforia, do êxtase. É preciso tomar muito cuidado com o barulho, com a emoção. Muita gente perde a razão e confunde adoração com inovação, gerando espaço para heresias, confusões e deslizes. Muitos amam as multidões porque sentem que a impessoalidade da massa é capaz de ocultar sua verdadeira identidade. Alguns dos “levitas” da atualidade adoram os palcos porque ali é o único lugar onde podem estar rodeados por pessoas - o resto do tempo estão sozinhos. A verdade do íntimo é aquela que me liberta para ser quem sou em qualquer lugar: na multidão ou em casa, pois sei que Deus me conhece como sou.

O texto de Hebreus 10.22 diz: “Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé; tendo os corações purificados da má consciência e o corpo lavado com água limpa.” Lutero escreveu: “Tenho mais medo do meu coração do que do papa e de todos os seus cardeais”. O profeta Jeremias escreveu: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” (Jeremias 17:9). Ser marcado pela verdade é saber que essa verdade é Deus, Jesus disse em João 14.6: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim.” Ninguém é marcado pela verdade se não for primeiro ter um encontro legítimo com Jesus, o único que conhece a verdade do íntimo.

O problema da atualidade é a contradição violenta entre nosso showzinho verbal e nossa miséria vivencial. Cantamos sobre a verdade, declamamos poesia sobre ela, mas estamos longe de uma vida embasada nela. Quantos mentem para conseguir uma promoção? Quantos mentem ao cônjuge? Quantos mentem a Deus? O apóstolo Paulo escreveu: “Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade.” (II Coríntios 13:8). O que cantamos ou pregamos tem sido o mesmo que vivemos? Nossas vidas são dignas do nome de “cristãos”? A verdade que exaltamos no púlpito é a mesma que encontramos no secreto de nossos lares?

Todos nós temos marcas. Sinais históricos que nos definem. Testemunhos mudos que dizem quem realmente somos. Os adoradores também são assim. Eles também têm as suas marcas. A atualidade, conspirando contra os relacionamentos duradouros, que são justamente aqueles que deixam suas mais profundas marcas, presta um grave desserviço ao adorador. Essa é uma das razões pelas quais muita gente entra na igreja, mas, infelizmente, não carrega nenhuma marca.

Testemunhos, experiências, sonhos, por mais bonitos que sejam, são apenas pessoais, não podem ser colocados como doutrina. A Bíblia é a nossa única regra de fé e prática. Em nome de um “sagrado” muita gente “santifica” suas manias e interpretações tendenciosas dos textos bíblicos, a fim de corroborar suas práticas. Os verdadeiros adoradores são marcados pela verdade da Palavra, aquela que permanece firme quando todas as tendências doutrinárias se vão. Nosso Senhor Jesus Cristo afirmou categoricamente: “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar.” (Mateus 24:35). Ser marcado pela verdade significa assumir o compromisso com a Bíblia em todas as áreas da vida; desde aquilo que cantamos, até o mais profundo nível da existência.


A Marca da Alegria
Comentário Adicional
Pb. Miquéias Daniel Gomes

O "Gozo", mais conhecido em nossos dias como “Alegria”, é o profundo regozijo do coração, o verdadeiro gosto de viver e o legítimo amor à vida (Gálatas 5:22). É este aspecto do fruto espiritual que nos leva a sentir uma profunda “Satisfação no Senhor” independente das circunstâncias vividas. Ele não impede que tenhamos momentos de tristeza ou frustração, mas nos capacita a passar por eles com nossa devoção intacta e nosso desejo de adorar inalterável.  Sua fonte está na Graça de Deus, que é perfeita e infinita. Logo, o cristão que atravessa uma noite de tristeza, terá logo pela manhã, motivos de sobra para sorrir; e aquele que ora em gemidos e lágrimas, pouco depois já está a celebrar com cânticos de júbilo (Salmo 30:5). Sabemos que a vida cristã implica em muitas provações (João 16:8) e inúmeros perigos (Mateus 10:16), mas mesmo nas piores condições podemos experimentar dessa imensa alegria que a presença do Senhor Jesus nos proporciona, afinal, nada e ninguém poderá tira-la de nós (João 16:22) . Esta alegria, não se trata de um mero sentimento, e nem é reflexo de um momento de descontração; mas sim uma característica inerente do homem que se entrega a Deus, pois uma vez feita esta escolha, somos “ungidos” com o “óleo da alegria” (Salmos 45:7).  Um bom exemplo deste comportamento é Davi. 

Ele estava em um dos piores momentos de sua vida, havia perdido seu mentor espiritual (Samuel), estava muito longe de casa, as circunstâncias tinham afastado seus amigos. Perseguido pelo exército de Israel, foi encurralado numa caverna escura e úmida de Adulão. Motivos de sobra para chorar, se lamentar e se entregar ao desespero. Mas não são estes sentimentos que encontramos em sua mais conhecida composição deste período, o Salmo 23 – “O Senhor é meu pastor e nada me faltará. Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente as águas tranquilas... Ainda que eu andasse pelo vale da sombra e da morte eu não teria medo, pois sua vara e teu cajado me consolam." No original grego, a palavra “EVANGELHO” significa literalmente “Boa Notícia” ou “Boas Novas”. Porém, mais do que trazer alegria e esperança, esta “novidade” vinda diretamente dos céus, traz para a vida do ser humano uma verdadeira “transformação”.  Não uma mudança superficial ou uma mera adaptação a um estilo religioso de vida, mas sim uma guinada de 180º que começa no interior do coração humano e se expande progressivamente por sua alma, espírito e corpo, até levar o indivíduo ao padrão de homem perfeito, estabelecido e personificado em Cristo.  

Esta transformação começa pela liberdade de todas as amarras que nos prendem ao passado pecaminoso ou então ao legalismo que nos veste  com trajes de religiosidade enquanto nossas intenções estão distantes dos desígnios de Deus. E esta liberdade nasce do conhecimento – “Conhecereis a VERDADE e a VERDADE vós libertara” (João 8:32).  Jesus é esta verdade libertadora, e, portanto, é inadmissível que o cristão continue amarrado em traumas e pendências pretéritas, sofrimentos diários e tristezas continuas. Quando o homem tem um encontro real com o Salvador, uma mudança genuína acontece, pois o sangue de Cristo suplanta toda maldição e o amor que abunda na cruz, lança fora todo o medo. Jesus é poderoso o suficiente para arrebentar cordas e destruir grilhões e fará isso na vida de qualquer pessoa que realmente o receba como o Messias. Ele apaga nosso passado e nos orienta rumo a um futuro glorioso. Em vez de lamento, louvor... Ao invés de desespero, esperança... Que os versos compostos por Davi em Adulão sejam nossas palavras nas horas mais tristes da vida... E que o mesmo sentimento do poeta nos acompanhe dentro das cavernas escuras, para onde um dia, inevitavelmente teremos que correr.


A marca da excelência

A marca da excelência ajuda a diferenciar os adoradores verdadeiros daqueles que fazem apenas barulhos sem conteúdo. Marcados pela excelência, enxergamos mais longe. Firmamos nossas esperanças no projeto de Deus para termos uma vida frutífera (João 15). A mediocridade não consegue conviver bem onde a excelência se afirma. É simplesmente uma questão de lógica. Se a excelência vem do alto, olhe para lá! Isaías 40:31 diz: “Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças, subirão com asas como águias; correrão e não se cansarão; caminharão e não se fatigarão.” A imagem usada pelo profeta é perfeita: “como águias”. Se Deus nos projetou para voo da águia, porque deveríamos satisfazer-nos como chão? No chão da mediocridade, a vida fica insossa, maçante, previsível e cansativa. Talvez a palavra que descreve melhor seja “entediante” – o resultado direto da mira baixa! Não precisamos viver copiando os “novos modelos de adoração da moda”. A excelência que precisamos vem do alto! Quantos têm se perdido nos escuros labirintos da mediocridade? Vale ressaltar que não são poucos os que se contentam em ficar presos na angustiante teia da mesmice.

Custa caro ser diferente, especialmente quando a maioria está satisfeita em misturar-se e permanecer como maioria, povo, massa. É difícil viver uma vida de excelência. Não é fácil oferecer o melhor, pois isso implica em renúncia, tempo e esforço. Quando sabemos a quem estamos honrando, tudo passa a ser mais gratificante e belo. O adorador marcado pela excelência vai lutar com todas as forças para que seu louvor chegue a Deus como oferta suave feita com o melhor de nossa alma (Salmo 119:96).

Se temos um compromisso com Deus, ele não deve ser quebrado. Deus não quebra suas alianças! Quando quebramos nosso compromisso, perdemos a legitimidade e a marca do adorador. Essa é uma das razões pelas quais muitos até se dizem adoradores, mas não geram frutos. Se quebrarmos o compromisso, a única atitude legítima é voltar a estrada do quebrantamento, da reconstrução, da restauração, do avivamento. Nunca continue adorando se o compromisso com deus for quebrado. Eclesiastes 3.5 começa dizendo que “há tempo de espalhar pedras”, isso ocorre quando o altar pessoal está em ruínas. O louvor não pode fluir, pois o compromisso foi quebrado. Porém, o versículo termina: “há tempo de ajuntar pedras”. Esse é o maravilhoso tempo de restauração. É quando o adorador reconstrói seu altar e pode restabelecer o compromisso perdido.

A excelência que vem do alto é diferente porque é humilde. Há muita gente que, em nome da excelência, destrói relacionamentos. Com postura arrogante, julgam-se superiores a tudo e a todos. O verdadeiro adorador reconhece que a superioridade é de Jesus Cristo e não nossa. Quando a excelência vira pretexto para o orgulho, é porque o pecado já nasceu no coração, e, uma vez consumado, gera morte. Não são poucos os que fazem uma coreografia evangélica perfeita, mas a alma é monstruosa. Excelência não significa arrogância.

A Palavra de Deus nos adverte em I Pedro 5:5: “Porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes”. Excelência e humildade são virtudes gêmeas. A ausência de qualquer uma delas corrompe mortalmente o equilíbrio da adoração. Vivemos no século da mistura. Igrejas têm se perdido por causa da salada teológica, da mistura desesperada dos elementos que, juntos, formam e deformam as estruturas da nossa adoração. Deus procura adoradores da pureza. Gente que não prostitui seus dons. Quando não temos compromisso com a pureza, produzimos o lixo teológico que tem apodrecido muitos cultos. O adorador marcado pelo compromisso com a pureza tem um lema: “Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver, porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.” (I Pedro 1:15-16; Levítico 11:44).


A Marca da Mansidão
Comentário Adicional
Pb. Miquéias Daniel Gomes

Ao listar as características do Fruto do Espírito, o apóstolo Paulo inseriu entre elas a palavra grega PRAUTES, que num sentido mais literal pode ser entendida como “dócil submissão” ou “submissão voluntária e pacífica”. Em sua origem, a mesma palavra era usada para um animal que foi domesticado e criado sob controle. Geralmente traduzida como “mansidão”, esta qualidade do Fruto Espiritual nos remete a idéia do “poder sob controle” ou “humildade”. Assim, a “mansidão” é a condição básica para as bem-aventuranças ensinadas por Jesus em Mateus 5:3-11. A palavra “humildade” vem da raiz indo-européia “húmus”, que significa “o solo sob nós”. Então, o principio básico da vida cristã é compreender que diante de Deus somos todos iguais. A partir daí, está dado o primeiro passo para se tornar “manso”. O dicionário de língua portuguesa EDIOURO, define a mansidão como qualidade ou estado de manso (alguém de índole pacifica; pacato; calmo; tranquilo); brandura e suavidade. O Dicionário Colegial de Webster dá um significado mais antigo e poético para a mansidão (ou brandura),  explicando-a como sendo a capacidade de suportar uma ferida emocional com paciência e sem ressentimento. No contexto bíblico, porém, a mansidão é atribuída ao indivíduo que consegue equalizar força e coragem com moderação, irando-se com equidade e somente quando necessário, além de submeter-se sempre humildemente a vontade de Deus. É por estas razões que Moises foi chamado de “o homem mais manso da terra” (Números 12:3), mesmo depois de ter matado um egípcio (Êxodo 2:12) e quebrado as placas da lei feitas de pedra usando as próprias mãos (Êxodo 32:19).

Uma outra palavra que pode definir “mansidão” é docilidade, que remete a alguém que é fácil de guiar. Como ovelha, parte do grande rebanho de Deus, o cristão precisa ser dócil, afim de que o trabalho de seu pastor possa ser facilitado. O crente que produz frutos espirituais encontra nessa característica a essência de um bom liderado. A estrada para o céu não é trilhada em solidão. Somos guiados pelo Espírito Santo e conduzidos por líderes que o próprio Deus levantou, afim de que não erremos o caminho. Agora de nada valerá essa liderança, se o cristão seguir apenas o próprio instinto e não obedecer a voz de seu pastor. Seguir a Jesus é desenvolver obediência e facilidade para obedecer a sua voz de comando. Mansidão também está ligada diretamente a serenidade, que é a capacidade de se manter calmo e sossegado mesmo em situações estressantes, denotando se em paz. Esta é uma virtude tão excelente que Paulo nos aconselhou a estarmos vestidos dela (I Colossenses 3:12) e que a sigamos por toda a nossa vida (I Timóteo 6:11). Alguns teólogos costumam referir-se a “mansidão” como o marketing do Testemunho Cristão,pois tal característica do Fruto do Espírito é uma qualidade admirada até mesmo pelo homem natural.

Nos escritos de Platão e Aristóteles, a “mansidão” é citada como a arma dos verdadeiros sábios e poderosos. Platão a comparava com um cão de guarda que revela ferocidade e hostilidade valente aos estranhos e amizade gentil para com os de casa, aos quais conhece e ama. Segundo Platão, "manso é aquele que tem ao mesmo tempo impetuosidade e delicadeza nos mais altos graus".  Para Aristóteles, mansidão é a “capacidade para suportar recriminações e ofender com moderação, sem embarcar em vinganças rapidamente, e não ser provocado facilmente à irritação, mas estar livre de amargura e de contenção, tendo tranquilidade e estabilidade no espírito"O homem que produz mansidão é um semeador de paz e é capaz de pregar a mensagem de Cristo sem sequer dizer uma única palavra. Pedro, que, aliás, precisou desenvolver a mansidão ao longo de sua vida, ensinou que a melhor forma de se ganhar um cônjuge ímpio para Jesus não é por palavras e nem por beleza, mas sim utilizando o incorruptível traje de um espírito manso e quieto (I Pedro 3:1-4). A mansidão produzirá no homem uma vida fecunda e sustentada em três pilares básicos: SANTIDADE (ser manso igual a Cristo nos leva a agir como Cristo); BONDADE (ser manso nos leva a sabedoria do fino trato com os demais); ENTREGA (ser manso é viver para Deus e a sociedade como um pacificador, alguém que promove a paz).


A marca da paz

A paz é a serenidade que desafia o caos. É um dos conceitos mais profundos da Bíblia e também um dos aspectos do fruto do Espírito Santo (Gálatas 5:22). A saudação de Cristo ressurreto é: “Paz seja convosco.” (Lucas 24:36). Quando Jesus se preparava para ausentar-se fisicamente de Seus discípulos, não tinha bens nem posses para deixar a eles, então, deixou Sua última vontade como testamento: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou.” (João 14:27). Paz não é algo que o homem alcança através de exercícios de controle emocional, é algo que ele recebe de Jesus. O verdadeiro adorador transmite essa paz de Cristo, não como uma senha eclesiástica de reconhecimento, mas como quem tem a certeza plena de que Cristo nele habita (Efésios 3:17).

A paz facilita trajetórias, abençoa estradas futuras, estreita relações e abre-se ao ministério do outro. O salmista Davi nos aconselha: “Aparta-te do mal e faze o bem; procura a paz e segue-a.” (Salmo 34:14). A grande verdade desse salmo é de que fomos chamados a endireitar relações tortuosas e a contribuir para que guerras medíocres sejam extintas.

Em Mateus 5:9 Jesus diz: “Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus”. São chamados de filhos de Deus porque estão fazendo o que o Pai faz! Fazer a paz não é fácil. A cruz e a prova cabal disso. Proclamar “paz, paz” onde não há paz é obra de falsos profetas (Jeremias 6:14). Em Colossenses 3:15, o apóstolo Paulo usa uma imagem dos eventos esportivos: “árbitro”. A paz na Igreja deve ser a juíza de todas as decisões. Nenhuma igreja, nenhum grupo de louvor, nenhum ministério de adoração é uma casa da paz, quando sua espiritualidade é construída no chão da vingança, da inveja, da fúria, da indiferença ou do medo. Nada é mais diabólico do que a destruição da paz.

A pós-modernidade é marcada pela ausência de seriedade compromisso. Já não se honra a palavra. O respeito é visto como antiquado. Relacionamentos não carregam mais o senso do compromisso, do pertencer. Numa sociedade – e igreja – assim, a tática mais notada é driblar o compromisso com a adoração verdadeira utilizando evasivas como: “não tenho dom para isso” ou “há pessoas mais capacitadas”. Deus procura adoradores que tenham compromisso com Ele, pois uma vez que Ele chama, também capacita e dignifica os Seus.

Em II Coríntios 10:5, Paulo afirma a escravidão dos pensamentos à obediência de Cristo. Em I Coríntios 2:16, o mesmo Paulo diz que “temos a mente de Cristo”. O apóstolo Paulo insiste no conceito de uma busca pela paz na mentalidade. A obediência a Deus através da meditação séria em Sua Palavra nos garante a paz na arena pós-moderna das ideologias. Vivemos num tempo onde ás ideias se multiplicam na velocidade da luz. Todo dia alguém surge com uma “nova ideia”, ou mesmo uma nova teologia. Entretanto, o verdadeiro adorador – aquele que é marcado pela paz – sabe que sua segurança não está em adentrar no barco da aventura ideológica, mas em se manter na rocha. Nenhuma ideologia pode ser bênção e nos roubar a paz!

O verdadeiro adorador sabe que suas palavras só têm sentido quando sua vida é capaz de atestar a verdade do que foi dito. Deus quer nos marcar com um compromisso que o honre até mesmo em silêncio. É quando nem precisamos usar palavras, pois nossas vidas testemunham nosso caráter. Deus procura gente compromissada com a fé, não apenas com uma espécie de “religiosidade oficial”, mas sim, numa atitude de lealdade aos princípios bíblicos fundamentais da nossa espiritualidade. Nem tudo que se diz “profético” é profecia. Deus não honra verbalismos vazios. Ele honra compromisso. Se quisermos adorar ao Eterno Deus da forma bíblica, o compromisso é o ingrediente ideal e indispensável.

Conclusão

O Espírito Santo, o nosso guia, busca por homens e mulheres que tenham o desejo ardente e sincero de serem marcados para o serviço do Reino de Deus. Quando recebermos essas marcas, estaremos dando passos confiantes no caminho bendito da adoração que Deus aceita em amor.



Vivemos para adorar. Deus criou o homem para que este O adorasse. O combustível da adoração é a comunhão com Deus. Uma comunhão verdadeira e despretensiosa começa em um lugar secreto. Adoração é decidir investir a vida no Eterno. É quando nos redescobrimos em Deus e todas as demais coisas são periféricas diante de tão grande descoberta. Deus não procura adoração, mas adoradores. Para compreender ainda mais os princípios da verdadeira adoração, participe deste domingo, 11 de dezembro de 2016, da Escola Bíblica Dominical.