segunda-feira, 24 de abril de 2017

Como passar o Jordão?


Mais do que um rio, o Jordão se transformou numa fonte de lições espirituais e inspirações poéticas. Diversos eventos de impacto histórico e teológico tiveram este rio como cenário. Basta dizer, que ali, Jesus foi batizado por João. 

Por três vezes o Jordão se abriu para que alguém passasse por ele em terra seca. Em suas águas barrentas, Namaã foi curado de sua lepra (II Reis 5:1-13). Nele, Elias realizou seu último milagre, e Elizeu iniciou seu ciclo de obras portentosas (II Reis 2:8-14). O Jordão data ciclos, marcando começos e recomeços.  

Este caudaloso rio de águas escuras origina-se de quatro rios menores, sendo que a maioria das cabeceiras estão no monte Hermom, sendo eles, Barreight, Hasbani, Ledam e Banias. Atualmente, as nascentes destes rios estão localizadas em três países diferente: Israel, Síria e Líbano. Ele corta todo território israelita, além de passar pela Jordânia e por parte da Palestina, até desaguar no Mar Morto. 

Embora o Jordão seja até os dias de hoje, o principal rio de Israel, nos dias de Josué, sua imponência era muito maior. Marcava a divisa entre os territórios de Moabe, local onde os hebreus montaram seu último grande acampamento sob a liderança de Moisés, e as campinas de Canaã. Seu volume vigoroso de águas doces, trazia grande fertilidade até mesmo para as regiões desérticas. O Jordão era uma benção para quem já estava estabelecido as suas margens, mas, atravessa-lo a pé, era um desafio gigantesco.

O Jordão pode, até hoje ser, dividido em três partes distintas. O primeiro trecho tem cerca de 11 quilômetros e marca a junção de seus quatro afluentes. Neste ponto ele atravessa uma área pantanosa até alcançar o território de Meron. Neste trecho, a profundidade máxima é de apenas quatro metros. Os próximos 20 quilômetros (entre Meron e o Mar da Galiléia) é chamado de Jordão Superior. Como a geografia da região apresenta um declive acentuado de 225 metros, o Jordão vai se tornando cada vez mais caudaloso e com elevado poder de erosão. A correnteza neste ponto, é praticamente intransponível. 

O terceiro trecho é chamado de Jordão Inferior, e cobre 117 quilômetros em linha reta, entre o Mar da Galileia e o Mar Morto. Com um declive ainda mais acentuado de 200 metros, neste ponto o rio desce vertiginosamente, formando belíssimas cascatas. Neste ponto, a profundidade já alcança 35 metros. E este, era exatamente o trecho por onde Israel teria que passar.

Quando Deus ordenou travessia do Jordão, o rio estava em plena cheia, resultando em correnteza extremamente forte, e alta profundidade. Sem pontes ou embarcações, seria impossível para uma única pessoa atravessar o rio a nado, quanto mais para uma nação inteira, incluindo crianças, idosos e rebanhos de animais. Seria necessário um milagre. 

O nome original do Jordão é “Iarden”, que significa “declive” ou “o que desce”. Embora a nomenclatura se refira as condições geográficas do rio, também apresenta uma bela simbologia sobre os elementos necessários para o agir de Deus. Humildade e quebrantamento.

É preciso, literalmente, descer do pedestal do hedonismo e se sujeitar humildemente a vontade do Senhor. Josué sabia disto, e seguiu a risca todas as ordenanças do Deus de Israel (Josué 4:4-7). 

Namaã, precisou vencer seus preconceitos e se despir de seu orgulho antes de entrar no Jordão e ser curado de sua lepra. O Jordão se abriu para Elias porque o profeta estava seguindo a orientação do Senhor, para na margem oposta, ser levado aos céus em um redemoinho de fogo. Elizeu atravessou o Jordão porque precisava continuar o mistério profético iniciado por Elias. Jesus desceu ao Jordão afim de ser batizado, para que se cumprisse a Justiça de Deus (Mateus 3:15).

Espiritualmente falando, não se pode passar o Jordão sem primeiro se sujeitar a vontade do Senhor e obedecer seus mandamentos. A travessia do Jordão, é basicamente, um milagre gerado pela obediência.


quinta-feira, 20 de abril de 2017

EBD - Jeremias: suas crises e solidão


Texto Áureo
Jeremias 1:18
Porque eis que te ponho hoje por cidade forte, e por coluna de ferro, e por muros de bronze, contra toda a terra, contra os reis de Judá, contra os seus príncipes, contra os seus sacerdotes, e contra o povo da terra.

Verdade Aplicada
Os escritos de Jeremias nos mostram que os servos de Deus também passam por momentos de angustia e solidão.

Textos de Referência
Jeremias 12:1-3

Justo serias, ó Senhor, ainda que eu entrasse contigo num pleito; contudo, falarei contigo dos teus juízos. Por que prospera o caminho dos ímpios, e vivem em paz todos os que cometem o mal aleivosamente?
Plantaste-os, e eles arraigaram-se; avançam, dão também fruto; chegado estás à sua boca, mas longe dos seus rins.       
Mas tu, ó Senhor, me conheces, tu me vês e provas o meu coração para contigo; impele-os como a ovelhas para o matadouro e prepara-os para o dia da matança.




Crises Emocionais
Pb. Miquéias Daniel Gomes

O livro de Jeremias é autobiográfico, escrito em partes a próprio punho, e alguns trechos através de ditados do profeta a seu amigo, secretário e confidente, Baruque. Assim, a obra composta pelos livros de “Jeremias” e “Lamentações de Jeremias”, releva diversas camadas do caráter do profeta. Um dos elementos mais interessantes a ser analisado, é exatamente a passionalidade de Jeremias, explicitada em todas as facetas de seu "ser". Em decorrência desta “entrega”, ele cultivou um dos relacionamentos mais profundos entre homem e Deus já registrado na história. Ciente de sua fidelidade ministerial, também sentia-se confortável para se dirigir ao Senhor despido de formalidades, e dialogar de forma franca, como em Jeremias 20:7-8: - Senhor, tu me enganaste, e eu fui enganado; foste mais forte do que eu e prevaleceste. Sou ridicularizado o dia inteiro; todos zombam de mim. Sempre que falo, é para gritar que há violência e destruição. Por isso a palavra do Senhor trouxe-me insulto e censura o tempo todo. 

Nenhum outro profeta tem seu caráter tão exposto, quanto Jeremias. Podemos enxergar claramente o homem por trás do profeta. Dotado de uma sensibilidade muito peculiar, Jeremias procurava enxergar apenas o melhor de cada pessoa, o que constantemente o feria emocionalmente, já que sempre estava às voltas com grandes decepções.

Assim que iniciou seu ministério profético, começou a galgar a escadaria da impopularidade. Sua mensagem não era de fácil aceitação, e contrariava as perspectivas nacionais. Mesmo assim, o profeta foi insistente em suas palavras, pois acreditava piamente que seus compatriotas, voltariam atrás quanto ao frio julgamento destinado a suas mensagens, e reatariam sua comunhão com Deus. Com o tempo se esgotando, e a inércia espiritual do povo cada vez mais acentuada, Jeremias se viu confrontado por muitos dilemas e complexos interiores. Obviamente, no momento em que foi chamado para profetizar, Deus o blindou espiritualmente contra as potenciais ameaças que o afligiriam no exercício de seu ministério. Entretanto, Deus jamais irá nos deixar insensíveis e intangíveis a relacionamentos. Também, não irá amortizar nossas emoções, já que o domínio próprio é uma característica do fruto espiritual desenvolvido pelo próprio homem. E esta era uma batalha diária do profeta. Dominar seus próprios sentimentos.

Jeremias enfrentou pelo menos duas crises emocionais de grandes proporções. A primeira delas teve como estopim a descoberta de um plano para retirar sua vida. O próprio Deus alertou ao profeta que os moradores de Anatote haviam premeditado seu assassinato. Aquela era a cidade natal de Jeremias, onde ele cresceu conhecendo cada morador. Agora, as mesmas pessoas que o viram nascer, desejavam desesperadamente matá-lo. E mais do que isso, apagar seu nome da existência, pois contra ele diziam:  - Destruamos a árvore e a sua seiva, vamos cortá-lo da terra dos viventes para que o seu nome não seja mais lembrado (Jr. 11.19)Jeremias, então, se pôs a questionar sobre o sucesso que os ímpios encontram em seu caminho, enquanto homens bons e decentes, só acham tristeza e decepção. Jeremias cogitava a possibilidade de não ter condições para continuar sua jornada, porém, foi duramente repreendido pelo Senhor, que deixou claro ao profeta, que aquele era apenas o primeiro obstáculo de seu ministério. Ele precisaria ser muito forte, pois desafios ainda maiores estavam por vir. "Se você correu com homens e eles o cansaram, como poderá competir com cavalos? Se você tropeça em terreno seguro, o que fará nos matagais junto ao Jordão?" (Jr. 12:5).

A segunda crise emerge de inúmeros fatores. Jeremias não era convidado para nenhuma festa, não participa de eventos sociais e nem se quer, podia tomar parte de jantares em família. Em suas palavras, todos os moradores de Judá o “amaldiçoavam”. Sacerdote de ofício, Jeremias foi proibido de entrar no Templo, e não tinha permissão para falar em espaços públicos. Seu ministério se tornou marginalizado e muito perigoso. Jeremias questionou o Senhor sobre a legitimidade de suas palavras, e até o culpou de omissão as suas mazelas: - "Jamais me sentei na companhia dos que se divertem, nunca festejei com eles. Sentei-me sozinho, porque a tua mão estava sobre mim e me encheste de indignação" (Jr. 15.17).

O profeta foi mortalmente atingido pela solidão, e se entregou a auto- comiseração. Sua família o tinha desprezado, e Deus o proibiu de formar uma nova família. Jeremias não poderia se casar, pois a ausência de filhos em sua linhagem, era uma mensagem prática que apontava para as crianças de deixariam de nascer em Judá, quando o povo fosse levado ao exílio. Ele não tinha uma mão amiga para segurar em seus momentos de fragilidade emocional, e isto o fazia se vitimar nos momentos de oração. Porém, o Senhor, ciente do potencial de Jeremias, cobrou de seu profeta uma postura austera e corajosa, além do reconhecimento de seus excessos emocionais: - Se você se arrepender, eu o restaurarei para que possa me servir; se você disser palavras de valor, e não indignas, será o meu porta-voz. Deixe este povo voltar-se para você, mas não se volte para eles" (Jr 15.19)


Tempos de Crise
Pb. Bene Wanderley

Nunca se ouviu falar em crise como nos últimos cinco anos. Todas as esferas socioeconômicas e institucionais do nosso país, tem sido bombardeada por esta crise avassaladora e sem precedentes. O nosso país está imerso em caos. O medo tem tomado conta do menor ao maior dos brasileiros, cada um com seu nível peculiar de preocupação. O governo tem a cada dia se afogando em suas próprias tentativas de salvar o Brasil. É verdade que não estou aqui para falar da crise vivida em nosso país, mas, basta um breve olhar a nossa volta para compreendermos que tempos de crise trazem consigo muitas dificuldade, angústias, choro e solidão. Em toda Bíblia vemos história de homens e mulheres que viveram seus próprios tempos de crises. Em II Timóteo 3, o apóstolo Paulo nos alerta que os últimos dias seriam marcados por tempos trabalhosos e muito difíceis. Tempos de crise e solidão. Exatamente o que vivemos hoje. E o que Jeremias viveu em seu tempo também.

Com a vida de Jeremias iremos aprender a lidar com as crises. Elas sempre farão parte de nossa caminhada, ou estarão continuamente em nosso encalço. Na verdade, as crises são oportunidades de Deus para estabelecermos projetos gigantescos em nosso favor. Na vida do profeta Jeremias, elas desempenharam uma função motivadora e compulsora. Pois quando os inimigos de Jeremias pensavam que iriam acabar com sua vida, Deus o tomava em força e coragem para revelar sua vontade.

Logicamente, houve choro, desespero e até desilusão por parte do profeta. Mas, Deus sempre mantinha guarda sobre a vida de Jeremias. A vocação de profeta foi dada diretamente por Deus e nada poderia invalidar este projeto. A missão de Jeremias não foi fácil, ele teve que enfrentar desafios gigantes. Os dias do profeta foram amargos, bem mais do que ele gostaria de experimentar. Jeremias não imaginou que sua vida seria radicalmente mudada, pelas palavras de Deus. Ele não imaginava o que caminho espinhoso que o aguardava. Então, a vivenciar tudo isto, experimentou uma verdadeira crise.

Ser profeta em Israel nos dias de Jeremias era uma tarefa pesada. O profeta viveu o abandono de sua família e de sua nação. A solidão foi sua companheira mais fiel. O desamor da família de Jeremias lhe causou dias solitários. A solidão é um veneno que mata. Como foi doloroso para o profeta enfrentar crises e solidão. Mas, ao lermos o livro de Jeremias, teremos uma visão clara. Fazer a vontade do Senhor Jesus Cristo é um grande desafio, porém, vale a pena. Neste caminho aprenderemos coisas grandes e valiosas. Apesar das crises, Jeremias é um exemplo de coragem e de valentia


Material Didático
Revista Jovens e Adultos nº 103 - Editora Betel
Jeremias - Lição 04
Jeremias: suas crises e solidão
Comentarista: Pr. Clementino de Oliveira Barbosa












Introdução

Nesta lição estudaremos as crises do profeta Jeremias. Observaremos que em todas as ocasiões, ele corajosamente sustentou a sua fé e convicção no Eterno Deus de Israel.

Vocação: um convite para servir

Deus chamou Jeremias, ainda bem jovem, para uma missão especial e de grande importância, e deu a ele os recursos necessários dos quais careceria para combater os sórdidos ataques dos inimigos. A missão de Jeremias não seria nada fácil. O apóstolo Paulo deixou bem claro como deve agir um servo de Deus: negar-se a si mesmo, perdoar erros, aceitar opinião a ser visionário (Rm 15.1, 6). Servir a Deus é servir aos outros (Gl 5.13). Verdadeiros servos de Deus são prestativos e não egoístas. O profeta Jeremias foi impetuoso na mensagem que o Senhor lhe transmitiu: “Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retém águas”. (Jr 2.13). As palavras e Jeremias foram pesadas. Ele sabia que Deus o havia blindado dos seus inimigos. Na nossa jornada, seremos mal interpretados, mal compreendidos, mas, quando isso acontecer, deixe que Deus seja o seu defensor, não existe outro. Ninguém jamais possuiu ou possuirá as Suas qualidades (1Jo 2.1).

Deus preveniu o profeta Jeremias das dificuldades que teria pela frente, mas lhe deu plena certeza da presença dEle para orientá-lo a encarar todos os problemas (Jr 1.18-19). Quando falamos que Deus é o nosso juiz, Ele é o julgador das nossas aflições, nosso escudo, nosso defensor que nos protege, pois estamos colocando nossa confiança de maneira imparcial nEle.

A palavra audaciosa do Senhor por intermédio de Jeremias deixou muita gente irritada. Elas não queriam que seus pecados fossem revelados e combatidos (Jr 11.21). A pregação da Palavra de Deus raramente acarreta amizade. Os indivíduos que são alcançados pela mensagem de repreensão do Senhor, na maioria das vezes, apelam a medidas extremas para calar o mensageiro ou para acabar com ele. Os “doutores da lei” entregaram Jesus a Pilatos pelo simples fato de falar a verdade (Jo 19.11). Não foi diferente com Jeremias. O Senhor mostrou para Jeremias que os homens estavam maquinando matá-lo, inclusive pessoas da própria cidade natal dele, Anatote (Jr 11.21). Ao líder não há muito o que fazer quando existe a falta de compreensão de suas mensagens. Jeremias optou por ficar do lado do Senhor, mesmo custando a sua própria vida.

Devemos obedecer a voz de Deus, pois ninguém além dEle sabe o que é perfeito para nós e o que Ele quer é que sejamos felizes, mas, se formos pelo caminho que “achamos” apropriado, sempre iremos quebrar a cara. A bondade de Deus nos ajuda a peregrinar com passos largos. Devemos recorrer a Ele em todos os momentos, entendendo que, no Senhor, somos mais que vitoriosos (Sl 18.50). Necessitamos andar no caminho (Jo 14.6), e praticar o que Deus quer que façamos, caso contrário, as coisas ficam difíceis. “Há caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte”. (Pv 16.25).

Não foi apenas Jeremias que sofreu rejeição da família por fazer a obra do Senhor. O próprio Jesus também sofreu este mal. Seus irmãos diziam que “estava fora de si” (Mc 3.21). Davi era rejeitado pelos próprios de sua casa, seu pai e seus irmãos. Jesse fala de Davi com descaso (1Sm 16.11). O outro exemplo é José, que passa a ser odiado por seus irmãos por Deus ter um chamado especial na vida dele (Gn 37.20).

De acordo com a Palavra de Deus, Jeremias sofreu rejeição por sete classes diferentes de pessoas: seus vizinhos (Jr 11.21); sua própria família (Jr 12.6); os sacerdotes (Jr 20.1-2); seus amigos (Jr 20.10); todo o povo (Jr 26.8); os profetas (Jr 28.10-11); o rei (Jr 36.26). Jeremias, além de ser abandonado por todos, por ser porta-voz da palavra de Deus, foi flagelado, depositado em uma prisão como cativo (Jr 37.15-16), e ainda o colocaram numa cisterna que só tinha lama, onde ficou atolado (Jr 38.6). Apesar de rejeitado por todos, o profeta Jeremias jamais foi abandonado pelo Senhor. Em meio a tantos desgostos e amarguras. Jeremias descobriu singeleza e encanto ao consumir intimamente a Palavra de deus, a qual jamais queria abandonar (Jr 15.16).

Jeremias lamenta sua condição

O livro de Jeremias nos mostra que, enquanto os outros profetas procuravam esconder suas fragilidades, Jeremias deixa bem claro seu estado de sofrimento pelo povo. Ele escreveu seu livro com a alma e o coração, nos dando relatos comoventes de sua vida e de suas crises interiores. A fidelidade a Deus muitas vezes gera perseguição e morte (2 Tm 3.12). Jeremias não entendia a razão pela qual o Senhor havia deixado o caminho dos ímpios prosperarem (Jr 12.1). Somente pessoas que tiveram uma real experiência de conversão a Jesus Cristo e estão firmadas na Palavra de Deus terão a força necessária para prosseguir até o fim desta caminhada. A resposta de Deus ao tormento de Jeremias foi profunda. Deus exortou o profeta Jeremias por ter se afligido por tão pouca coisa: “se fatigas correndo com homens que vão a pé, como poderás competir com cavalos? Se tão somente numa terra de paz estás confiado, que farás na enchente do Jordão?” (Jr 12.5). O apóstolo Paulo, um exemplo de persistência, foi um líder que jamais desistiu ou reclamou de sua missão. Ele foi até o fim de seu objetivo, deixando sua marca por onde passava.

Pelos relatos bíblicos, parece que os indivíduos que são separados por Deus para transmitir a sua Palavra são os que mais sofrem, pois sua sensibilidade ao mal e à injustiça aumenta a níveis quase que insuportáveis. Ao abordar as dores assumidas por Paulo, deve-se dizer que ele suportou uma autêntica angustia, causada por algo que era maior que suas dores: seu amor por Cristo! As maiores dores na presente vida não o fizeram calar um só segundo. As marcas de Cristo estavam presentes em seu corpo, mas, principalmente, em seu coração.

Jeremias, como qualquer indivíduo, não se sentiu confortável em ser excluído de todo o contexto social (Jr 15.17). O fato de estar sempre sozinho fez com que Jeremias se voltasse contra o Senhor, dizendo: “Porque dura a minha dor continuamente, e a minha ferida me dói e não admite cura? Seria tu para mim como ilusório ribeiro e como águas inconstantes?” (Jr 15.18). Antes, Jeremias havia dito que Deus era “manancial de águas vivas” (Jr 2.13), mas agora o chamou de riacho seco. Um dos grandes testes em atender ao chamado de Deus em tempos difíceis é como você lida com seus conflitos.

Chegando a idade de se casar, Deus vetou Jeremias de fazê-lo (Jr 16.1-4). O principal motivo da proibição se deu pelo fato de que não havia futuro imediato para Judá. O ministério do profeta Jeremias não foi fácil. Ele passou por crises existenciais em busca de respostas para os seus questionamentos. A narrativa a respeito deste profeta apresenta o retrato de um grande homem que, no entanto, experimentou o medo e desespero. Jeremias servia a Deus com toda devoção e, quando se encontrava sem forças, recorria ao Senhor.

Deus nunca chamou alguém para ser um fracassado. Quando chama, Ele arca com todas as necessidades de quem chamou: “Entrega teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fara.” (Sl 37.5). Jeremias sabia que precisava colocar sua confiança em Deus: “Bendito o varão que confia no Senhor, e cuja esperança é o Senhor. Porque será como a árvore plantada junto as águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e, no ano de sequidão, não se afadiga nem deixa de dar fruto.” (Jr 17.7-8).

Podemos extrair muitos ensinamentos estudando a vida do profeta Jeremias. Ele era um homem com uma mensagem ríspida, mas de coração afetuoso e humilhado. Sua angustia crescia à medida que a Palavra de Deus era rejeitada por todos à sua volta.

Vale a pena confiar em Deus

O profeta Jeremias nos inspira a confiar somente no Senhor e nos orienta a desenvolver um relacionamento íntimo com Deus, que requer de nós uma adoração perfeita (Jr 17.7). Quando buscamos nas escrituras alguma pessoa que se encaixe em uma vida de lealdade ao Senhor, nossos olhos incidem sobre a vida do profeta Jeremias. Os Heróis da fé tiveram algum pecado narrado em sua biografia: Abraão mentiu; Isaque cometeu o mesmo pecado do pai, Abraão; Jacó enganou; Moisés matou, Davi adulterou e Pedro blasfemou. Diferentemente destes homens, Jeremias teve a sua trajetória marcada por chorar pelo povo. Mesmo observando várias vezes seu íntimo sendo tomado por intensa agonia, Jeremias nunca se afastou do caminho desenhado para ele por Deus.

O profeta Isaías nos adverte a confiar somente no Deus de Israel: “Confiai no Senhor perpetuamente, porque o Senhor Deus é uma rocha eterna.” (Is 26.4). Provérbios 22.1 diz: “Mais digno de ser escolhido é o bom nome do que as muitas riquezas; e o ouro.”. O profeta Jeremias teve sua visa exposta na Bíblia e não encontramos nada que desabone a sua conduta. Não sirva de fiador a ninguém. O cristão tem que ter nome limpo na praça (Pv 6.1, 4; 2Tm 2.15).

Jeremias talvez fosse um pouco infantil, sem maldade, pois confiava demais nos outros e não notava que eles maquinavam contra ele (Jr 11.19). Talvez seja esta a razão porque apanhava e sofria (Jr 15.10). O próprio Deus advertiu, dizendo: “Não te fies neles, ainda que te digam coisas boas.” (Jr 12.6). Com este alerta, Jeremias aprendeu que não poderia confiar nos seus irmãos e na casa do seu pai. Para obter o sucesso na sua chamada, ele aprendeu que sua vitória estava em obedecer a voz do de Deus: “Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor.” (Jr 17.5).

Somos abençoados quando depositamos nossa confiança em Deus. Somos comparados a uma árvore plantada junto às águas que suas raízes se estendem para o ribeiro e que, mesmo vindo o calor e a sequidão, a folha fica verde, e não deixa de dar fruto e prosperar (Jr 17.8).

O profeta Jeremias mostrou um espírito de inteira dependência ao Senhor. Ao receber a missão profética, sabia que precisaria viver conforme a vontade divina. Uma maneira exemplar de dependência total ao Senhor foi a compra de um terreno de seu primo em Jerusalém, mesmo quando já havia profetizado a destruição daquela cidade (Jr 32.6-9). Com este ato, Jeremias demonstra sua absoluta confiança em Deus. O profeta tinha convicção de que o Senhor restabeleceria aquela nação. A confiança de estar nas mãos de Deus é uma das características de uma pessoa que atende ao chamado do Senhor.

Judá estava rodeada pelo inimigo. Seu aniquilamento era uma questão de dias. Em meio esta desordem, Jeremias compara do seu primo Hananel um terreno na cidade de Ananote. Deus deu ao povo, através da compra da propriedade por meio de Jeremias, uma esperança: “E comprar-se-ão campos nesta terra, da qual vós dizeis: Está deserta, sem homens nem animais; Está dada nas mãos dos caldeus” (Jr 32.43).

Conclusão

O relacionamento do profeta Jeremias com Deus vinha em primeiro lugar. Depois vinha o árduo compromisso de anunciar a Palavra de Deus ao seu povo. Porém, tal atitude não o tornava muito popular entre o povo de Israel.




Neste trimestre, estudaremos a vida do profeta Jeremias. Veremos no decorrer das treze lições que o serviço na obra do Senhor é bastante árduo. Será uma excelente oportunidade para meditarmos sobre os propósitos de Deus ao disciplinar o Seu povo e as profecias de restauração e renovo. Que possamos ter a força necessária para prosseguir nos caminhos do Senhor e possamos nos tornar pessoas melhores na caminhada diária de nossas vidas. Para conhecer ainda mais sobre o ministério do profeta Jeremias, e as grandiosas lições retiradas de suas palavras e ações, participe neste domingo, 23 de abril de 2017, da Escola Bíblica Dominical.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Ouvir, aprender e praticar


Em tempos tão “incertos” como são os de hoje, é de suma importância para nós, que inevitavelmente estamos a caminho da “maturidade”, refletir sistematicamente sobre os poucos anos de vida que nos é oferecido. A grande verdade, é que nossa mente não foi (ou não está), projetada para a velhice. Não muito gostamos de falar (e nem mesmo pensar) sobre a velhice, principalmente se formos "o tema" em questão.

Muitos chegam a entender a idade avançada como algo ruim, uma doença que precisa ser evitada. Isso acontece porque, por vezes, julgamos sermos melhores, maiores e mais sábios do que aquele que nos criou com estas características, um ser divino que sabe exatamente o que faz e nada pode lhe deter quando determina algo a nosso respeito. Falamos muito, mas na pratica, vivemos pouco nossas próprias convicções, renegando em vida muito daquilo de cremos e somos. Este tema tão necessário abrange três aspectos de suma importância, pois “todos” viveremos a realidade da velhice na própria pele, e pra quem não desejar “experimentar” a terceira idade, a única saída é exatamente a morte.

Logo, é preciso “ouvir”, “aprender” e “praticar”.

O primeiro passo é ouvir. Tiago nos diz em sua carta, que todo homem esteja pronto para ouvir e seja tardio para falar (Tiago 1: 19). Precisamos ouvir mais de Deus. Termos ouvidos abertos para as coisas do Espírito. Essa geração está seriamente afetada pela surdez espiritual. Só querem falar, falar, falar, mas não ouvem. Ao estudarmos a história de Israel (o povo de Deus), compreendemos através dos relatos bíblicos, que a causa das misérias e desgraças que sobrevieram contra aquela nação, foi exatamente por não ouvirem as ordens do seu Deus. Eles desprezaram a lei do Senhor e viraram as costas para o Deus que os havia libertado do Egito.

O preço foi alto e o sabor amargo. Enfrentaram penas duríssimas por sua falta. Um povo que se faz de surdo a voz do Senhor clama por ruína.  Estamos presenciando uma “infestação” de homens malignos dentro de nossas igrejas, exatamente como Paulo antecipou em seu aconselhamento ao jovem Timóteo: 

Pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreensão, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Por que virá tempos em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscência (II Timóteo 4.2-3).

Este tempo chegou, mas não podemos nos intimidar (ou conformar) com as ameaças do mau. Devemos falar  a verdade quer escutem ou deixe de ouvir. A melhor idade começa hoje, quando pavimentamos um caminho de luz na estrada que iremos caminhar.

Em segundo lugar, precisamos aprender. Jesus em suas palavras proclamou em alto e divino som: aprendei de mim, que sou humilde de coração, e achareis descanso para as vossas almas (Mateus 11:29). Jesus nos convida a “ir” até ele e aprender “Dele”. O Cristo é o nosso modelo, nosso guia, nosso farol e nossa âncora.

É dele (e com ele) que temos “tudo” a aprender. Jesus é o exemplo a ser seguido por quem deseja tomar parte em seu Reino Eternal. Não basta apenas olhar para a vida de nosso Senhor e admira-la, é preciso seguir seus passos e pisar em suas pisadas.

Isaías 53 é uma verdadeira cartilha para o Cristão, pois esmiúça quem é de fato o “Cristo”, e tudo o que Ele fez por nós... Somos sarados pelas suas pisaduras. Aprender com Jesus é fundamental, pois embora tenha morrido jovem para os padrões da terra, com apenas 33 anos, Ele ressuscitou e sua existência é de Eternidade em Eternidade, Senhor do tempo e Ancião de Dias (Daniel 7:13).

Por último, mas não menos importante, é preciso fechar o ciclo e colocar em pratica tudo o que se aprendeu.  Ouvir, aprender e praticar. Pôr em prática absolutamente tudo aquilo que nos é ensinado por Jesus. Se formos praticantes daquilo que ouvimos e aprendemos de nosso Senhor, não haverá limites em nosso servir a Deus.

E o Senhor não está limitado ao tempo, a coisa ou pessoas. Basta nos colocarmos nas mãos (e a disposição) de Deus para logo vivermos o seu agir. A Bíblia nos dá grandes exemplos de homens e mulheres que foram usados com poder e autoridade, mesmo tendo sua idade já bastante avançada: Noé, Abraão, Sara, Moisés, Josué e outros tantos exemplos virtuosos que não mediram esforço em fazer uma grande obra para Deus, sem usar “o tempo” ou “a idade” como desculpa para se esquivar do chamado.

Infelizmente, muitas igrejas têm desprezado os seus "velhos", não lhes dando atividades nos departamentos eclesiásticos, ignorando sua “bagagem de vida” e os deixando em situação de ostracismo e total abandono.


Deus quer nos ensinar através de pessoas com mais experiências, que viveram e sobreviveram a situações dramáticas, perderam tudo (ou quase tudo) e se levantaram das cinzas.  Servir a Deus não tem idade e nos preparamos para uma velhice produtiva, exatamente quando aprendemos sobre a vida com aqueles mais velhos e sábios que nós.

Pb. Bene Wanderley

terça-feira, 18 de abril de 2017

O Centro de Tudo



Esta temática nos leva a assumir um profundo comprometimento, pois a primeira grande revelação que deve desapontar nesta “centralidade” é o conhecimento daquilo que significa a verdadeira adoração. Deus deve estar em primeiro lugar em nossas vidas. Nada é mais importante do que Ele.

Se temos Deus no centro de nossas vidas, temos tudo o que necessitamos. A vida não terá uma direção correta, se Deus não estiver no centro. Quer O adoremos em particular ou em público; no nosso quarto, em família ou na assembleia dos santos; o centro tem que ser o próprio Deus! (João 4:24).

No culto, por exemplo, Deus deve ser o centro da nossa reunião. Chegamos a Ele através de Jesus Cristo, o seu Filho. O cristão deve adorar somente a Deus. Podemos honrar os homens (Romanos 13:7, I Pedro 2:17), mas adoramos somente a Deus. Podemos reconhecer as maravilhas da criação de Deus, mas adoramos ao Criador. Não se deve adorar a nenhum homem temente a Deus, santo ou anjo (Atos 10:25-26; Apocalipse 22:8-9).

Não devemos adorar imagens, estátuas religiosas, retratos nem quadros, todos são ídolos (Êxodos 20:4-6). Talvez alguém pergunte: “Mas como podemos adorar um Deus a quem não podemos ver nem tocar, e cuja voz não é audível ao ouvido humano?”.

A resposta é: pela fé! (Hebreus 11:1). A atitude de colocar Deus no centro requer o entendimento de que tudo na vida esteja ligado a essa “centralidade”, portanto, não podemos pensar no tema superficialmente, como um argumento para o preenchimento de uma pauta. É um exercício que envolve tudo na vida e a razão da compreensão da própria existência. Devemos tomar cuidado para que as maravilhas do mundo não nos afastem da presença de Deus, pois o mundo oferece muitos “caminhos” (Provérbios 14:12).

Saber que Deus conhece todas as coisas é uma verdade admirável. A princípio pode trazer algum temor, no entanto, o melhor é a sensação de segurança para os que nEle confiam. O salmista Davi estava tão extasiado em pensar nisto, que afirmou: “Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta, que não a posso atingir. ” (Salmo 139:6). 

Para sermos aceitos, temos que estar no Amado, conforme nos aponta Efésios 1:6. Ninguém pode vir ao Pai sem ser pela obra meritória de Cristo, que é o caminho, a verdade e a vida (João 14:6). Nosso acesso é “pelo novo e vivo caminho que Cristo nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne” (Hebreus 10:20).

No versículo acima, a palavra “novo” significa “morto recentemente”. Em outras palavras, para chegarmos a Deus em adoração temos que ter como base o sangue derramado e a obra sacrificial de Cristo no Calvário!

Vemos isto muitas vezes no Antigo Testamento. Considere o livro de Levítico, que é principalmente um hinário de adoração. Os capítulos iniciais descrevem o sistema sacrificial e como um povo remido devia se aproximar da presença manifesta de Deus.

Sem tentar entrar em detalhes, podemos observar que a expressão “tenda da congregação” (termo usado cerca de 50 vezes no livro de Levítico para se referir ao tabernáculo) corresponde a igreja do Novo Testamento, local onde nos reunimos para adorar a Deus publicamente. Quando o povo de Deus se reúne na igreja, há uma comunicação da mente e da Palavra de Deus (Leviticos 1).

Além disso, quando o povo de Deus se reúne na igreja é com o propósito de adorar e, portanto, cada um de nós deve levar uma oferta!

Não podemos saber o que envolve a verdadeira adoração, nem o que Deus requer do adorador, a menos que achemos esta verdade revelada na Bíblia. A Bíblia é o manual do cristão. Se ignorarmos este manual e tentarmos simplesmente chegar a Deus em nossos termos, com certeza seremos rejeitados assim como Caim (Gêneses 4).

Nossos sentimentos, opiniões, obras e palavras não têm mérito nenhum diante de Deus. Todos juntos não valem nada mais do que só devoção voluntária se não dermos atenção aos ensinamentos claros da Palavra de Deus.

Sem a Bíblia a adoração verdadeira é só um sonho. Deve haver uma fonte final de autoridade: algo ou alguém que nos dê a palavra final, que ponha fim a controvérsia e estabeleça aquilo no qual devemos crer, quem devemos ser e o que devemos ser e o que devemos fazer. Se a autoridade estiver na pessoa, então a opinião de um homem é tão boa quanto a de outro e a adoração de cada homem deve ser aceita. Mas, saibam todos que Deus não é tolerante! Deus é gracioso e perdoador, mas não é tolerante.

O Deus justo e santo não pode (e nem vai) agir contrário a sua Palavra. Portanto, cheguemos diante de Deus com a convicção de que tudo o que a Palavra de Deus ensina deve ser crido, seja qual for a ordem deve ser obedecida, seja qual for a recomendação deve ser aceita tanto como certa quanto útil, e, seja o que for que ela condene, isso deve ser evitado e entendido como sendo errado e nocivo.

Nossa adoração e nossa própria vida devem estar centralizadas em Deus, baseadas na obra sacrificial do Calvário e firmadas nas descrições definidas da Palavra de Deus (I Timóteo 3:14-17).

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Tentados, não derrotados


Continuamente, Satanás coloca pedras para que tropecemos. Estas pedras são representadas por velhos sentimentos que sempre se levantarão em nossos corações. Em todo tempo, somos tentados por imagens, atos e intenções que nos são apresentadas por meio das infovias (Tiago 1:13).

O servo de Deus deve buscar afastar-se de conteúdos ilícitos e imorais que são veiculados pelos meios de comunicação em massa, como sites da Internet e TV a cabo, para que não se deixe levar em seus desejos contidos.

O domínio próprio será o responsável por sufocar tais desejos. O servo fiel deverá escolher o que é do agrado de Deus através de uma avaliação racional do que realmente é o melhor para ele, isto é, uma vida pautada nos padrões exigidos pelo Criador. O cuidado deve ser constante. É necessário estarmos sempre vigilantes, pois o nosso adversário nunca se afasta de nós, sempre aguardando uma oportunidade para nos derrubar (I Pedro 5:8).

A posição do diabo é e sempre será uma posição de ataque. Sempre que ele notar um deslize, mesmo que pequeno, irá investir com força total. Permanecer na comunhão é a melhor maneira de se manter protegido das investidas do maligno, pois em comunhão somos mais fortes. A comunhão dificulta a ação do maligno em nossas vidas (Eclesiastes 4:12b).

O domínio próprio também é responsável por uma constante vida de santificação, pois, à medida que amadurece, essa característica do Fruto do Espírito Santo produz uma vida disciplinada em acordo com o desejo de Deus para Seus filhos. Em Seus planos, o Senhor separou um lugar especial para a humanidade conviver e se relacionar.

A Igreja é um local onde o indivíduo irá buscar conhecimentos que lhe darão subsídios de como enfrentar o diabo e se desviar das astutas ciladas do inimigo.

A Igreja também representa o reino do céu estabelecido na Terra (João 1:29), e no céu o poder do diabo está derrotado. Ao encontrar com Jesus, João Batista declarou que estava diante Daquele que tiraria o pecado mundo (João 1:29-36). Naquele momento, ficou esclarecido que haveria sempre um lugar onde o nome do Senhor seria exaltado. Durante o seu Ministério terreno, Jesus Cristo deixou bem claro que onde estivessem dois ou três reunidos em Seu Nome ali Ele estaria (João 18:20).

 A igreja é onde se manifesta a presença de Deus. Sendo assim, onde Jesus está o pecado não entra. Por isso, é sempre bom valorizarmos a pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo em nossos cultos.

O domínio próprio deve ser exercitado em todas as áreas de nossas vidas, pois atinge os cinco sentidos humanos: visão, audição, paladar, tato e olfato; e, ainda, nossos pensamentos, palavras e obras. Sempre estamos nos deparando com apelos midiáticos e tecnológicos que visam nos mostrar como normais coisas contrárias ao que ensina a Palavra de Deus.

É por isso que buscar o amadurecimento do domínio próprio é extremamente essencial para que alcancemos um nível onde os padrões divinos continuem sendo valorizados, para que o homem não perca o foco nem a direção do céu (Filipenses 3:14).

Olhar para Jesus é a melhor maneira de desenvolver o domínio próprio, pois só Ele pode finalizar o nosso objetivo de morar na eternidade com Deus. A capacidade de Cristo em nos garantir o acesso ao nosso objetivo se dá pelo fato dEle ter suportado a dor da cruz, desprezando a afronta para assentar-se ao lado do Criador.

Tal atitude nos garante participar do gozo que nos foi proposto pelo plano da salvação. O domínio próprio é um dos segredos para alcançarmos a vida eterna (Hebreus 12:2).