Interpretar um único texto Bíblico
fora de seu contexto literário, não considerando os aspectos históricos,
culturais e sociais de seu escritor e do destinatário original e com certeza a
causa raiz de diversos ensinamentos contraditórios presentes em diversas igrejas cristãs.
A Escola Bíblia Dominical deste
domingo (26/01/2014) visa entender a origem de muitos desvios bíblicos presentes
na doutrina da Congregação Cristã do Brasil e consequentemente, refuta-los
mediante o estudo sistemático da Bíblia Sagrada, que alias, é um livro autoexplicativo,
onde um texto específico é elucidado por outro texto nela também presente.
Esses são alguns
temas a serem abordados em sala de aula:
Negativa quanto ao ministério pastoral e ao sustento ministerial.
A CCB não aceita “pastores” em sua hierarquia, dizendo que
apenas Jesus pode ser considerado como pastor. Embora no Novo Testamento nenhum
líder tenha sido assim denominado, fica evidenciado a importância deste ministério
em João 21:15-17, Efésios 4:7-14 e Pedro 5:2-4. Quanto ao sustendo ministerial,
podemos encontrar argumentos para sua prática em I Coríntios 9:4-14, II Coríntios
11:8, I Timóteo 5:18.
O uso obrigatório do véu na liturgia eclesiástica.
A CCB utiliza apenas o texto de I Coríntios 11:4-15 para
embasar tal ensinamento. Porem, uma simples leitura deste texto dentro de seu
contexto já basta para refutar esse ensino, uma vez que o apóstolo esta dando
um parecer “pessoal” para a resolução de uma crise interna daquela igreja e não
“aplicando” uma doutrina universal. Considerando os aspectos sociais e
culturais da época, onde o uso do véu era um símbolo de “decência” junto a
sociedade, fica muito claro que a instrução de Paulo era destinada a uma igreja
regional e não a IGREJA de Cristo.
A prática do ósculo santo
A CCB se utiliza do texto de Romanos 16:16 para validar esse
ensinamento. Mas uma vez não interpretam o texto considerando os aspectos
culturais do destinatário da carta. Em varias sociedades orientais o beijo era
( e é) uma saudação formal. Paulo foi carinhosamente beijado pelos irmãos em Éfeso
(Atos 20:37) e cordialmente recomenda esse beijo carinhoso em santidade aos romanos.
Se esta prática estivesse destinada a virar uma doutrina, “todas” as saudações
paulinas seriam completadas com um osculo (beijo no rosto), o que não acontece
nas demais cartas deste apóstolo.
Rejeitam a prática do dizimo
Segundo a CCB, o dizimo é uma prática inerente a Lei Mosaica e
não se aplica a igreja de hoje. Uma análise bíblica nos mostra porem que o ato
de ofertar parte de suas rendas e posses para Deus tem origem em tempos
remotos, muito antes dos dias de Moisés (Genesis 14:20 e 28:22). Na Lei, o
dizimo se tornou obrigatório para Israel como nação (Levíticos 27:30-33). Em
Malaquias 3:10-11 fica muito bem esclarecido o motivo e a motivação desta prática:
manutenção da Casa do Senhor e proteção espiritual sobre nossas finanças. E
embora no Novo Testamento não encontremos nenhuma nova instrução quanto ao
dizimo (Mateus 23:23, Lucas 18:12 e Hebreus 7-1-10), temos inúmeras referencias
sobre a necessidade da contribuição voluntária para a obra de Deus e os benefícios inerentes
a ela (Atos 11:27-30, I Coríntios 16:1-2, II Coríntios 9:7).
Ensinam que a única posição para se orar é ajoelhado
Orar ajoelhado é uma das mais eficazes formas de se realizar
uma prece, pois remete a “rendição” e “submissão”. Mas ao contrário do ensinamento
da CCB, a oração pode ser realizada em qualquer posição, desde que seja em espírito
e verdade. Na Bíblia encontramos pessoas orando em diversas posições e lugares
distintos. Ezequias estava em casa e orou deitado. No ventre do peixe,
provavelmente Jonas orou em posição fetal. Paulo e Silas oraram acorrentados na
prisão. Bartimeu clamou assentado a beira do caminho. Jesus orou em pé junto ao
tumulo de Lazaro e posteriormente orou já crucificado. Detalhe: Todas essas orações
foram ouvidas e atendidas. A posição realmente relevante para se orar não é a
física, mas sim a espiritual.
Creem na transubstanciação
Esta doutrina da CCB é idêntica a ensinada pelo catolicismo em
sua homilia. Nela se ensina que no momento da celebração da Santa Ceia, pão e
vinho se tornam (literalmente) o corpo e o sangue de Cristo. Entretanto se
compararmos os textos de Mateus 26:26-29, Marcos 14:22-25, Lucas 22:14-21 e I Coríntios
11:23-26, entendemos perfeitamente que a Santa Ceia é um “memorial” onde seus elementos
(pão e vinho) não sofrem qualquer alteração física, sendo apenas “símbolos” do
corpo e do sangue de Cristo.
Ensinam que o batismo em águas purifica o pecador
Em Mateus 3:16 Jesus foi batizado em águas, mas não tinha pecado.
Isso para servir de testemunho, pois o batismo em águas é um sinal publico de
fé e arrependimento, mas não salva ninguém.
Em Efésios 2:8-9, Tito 2:11 e 3:5 fica evidente que a salvação é um
favor, uma dádiva de Deus aos homens e
que a regeneração é obra do Espírito Santo. Atribuir um elemento salvífico ao
batismo em águas seria como retirar de Deus a autonomia para conceder salvação.
Desestimulam o estudo das Escrituras
Em nome da inspiração divina, a CCB desestimula seus fiéis ao
estudo das Escrituras dizendo que toda a mensagem deve ser apenas “inspirada”.
Se baseiam em Mateus 10:19-20, mas não se atem ao contexto onde fica evidente que o Espírito Santo instruiria os discípulos a
como se comportar em situações de perigo e tribulações, tais como julgamento em
tribunais. No dia a dia, o Espírito atua
nos “fazendo lembrar” (João 14:26), e de uma forma bem pragmática podemos
concluir que para isto precisamos antes aprender (I Timóteo 4:13).
Para maiores esclarecimento, frequente
nossa Escola Bíblica
Domingos – 9:00hrs
TEXTO ÁUREO
“E Ele deu
uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e
outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres”
(Efésios 4.11).
VERDADE
APLICADA
A incumbência
de edificar a igreja de Jesus Cristo não foi dada aos anjos, mas aos homens,
que a exercem através dos dons.
TEXTOS DE
REFERÊNCIA
I Coríntios
9:11
Se nós
semeamos para vós as coisas espirituais, será muito que de vós colhamos as
matérias?
Se outros
participam deste direito sobre vós,porque não nós com mais justiça? Mas
nós nunca usamos deste direito; antes suportamos tudo, para não pormos
impedimentos algum ao evangelho de Cristo.
Não sabeis
vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo? E que os
que servem ao altar, participam do altar?
Assim
ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho.