sábado, 25 de outubro de 2014

Informe Gospel - Edição nº 58

Novembro é um mês especial para nossa igreja, já que celebramos o sétimo aniversário de uma de nossas maiores conquistas nesta cidade, a inauguração de nosso templo e também comemoramos o aniversário de nosso Pr. Wilson Gomes. 

Aproveitando todas estas datas significativas, iremos realizar uma grande festa no próximo dia 8, onde nossa comunhão será celebrada em uma linda festa, que reunirá nossa grande família e amigos mui amados. Logo, a Edição 58 do Informe Gospel, dá voz as nossas congregações, e traz um depoimento especial de cada dirigente.

O tema central escolhido para esta edição é baseado no atual trimestre da EBD, e fala sobre “Milagres”, onde poderemos compreender com muita clareza a atuação sobrenatural de Deus em nossas vidas. Trazemos ainda na coluna “Histórias da Nossa Gente, o testemunho do Pr. Wilson Gomes, além da agenda de novembro, os aniversariantes do mês, o humor gospel, as datas comemorativas e todas as informações sobre os eventos que farão de novembro um mês especial. A Edição nº 58 do Informe Gospel estará disponível a partir deste domingo, 26/10/2014, e poderá ser retirado gratuitamente em nossa sede regional, na rua Silvio Aurélio Abreu, 595, Jardim Florestal – Estiva Gerbi

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

O cérebro


O corpo humano é a mais perfeita das “máquinas”, pois foi desenvolvido, criado e programado pelo próprio criador. Cada minúsculo detalhe de nossa anatomia testemunha sobre a grandiosa sabedoria do nosso Deus. Não tenho competência técnica para descrever minuciosamente a funcionalidade de nossos órgãos e membros, mas motivada pela curiosidade, pesquisei alguma coisa sobre o nosso cérebro, talvez o mais fascinante componente desta “maquina” humana.
 
O cérebro é a parte do sistema nervoso central que fica dentro do crânio, é a parte de nossa anatomia que controla todas as nossas ações humanas. 
 
É a porção mais desenvolvida e mais volumosa do encéfalo, pesando cerca de 1,3 Kg, sendo composto basicamente por uma massa cinza-róseo. Quando cortado, o cérebro apresenta duas substancias diferentes: uma branca que ocupa o centro, e outra acinzentada que forma o córtex central.
 
O córtex central está dividido em mais de quarenta áreas funcionalmente distintas. Cada uma delas controla uma atividade específica. 
 
Há grandes áreas cerebrais que estão relacionadas ao controle da face e das mãos, e isto explica porque estas partes do corpo possuem tanta sensibilidade. Já no córtex, estão agrupados os neurônios, células do sistema nervoso, responsáveis pela condução do impulso nervoso, numa quantidade que excede os 86 bilhões.

Toda esta sincronia, funcionalidade e complexidade, só provam a engenhosidade do nosso Deus: Pai e Criador.
 

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Ministério Diaconal

Na noite desta quinta-feira, dia 23/10/2014, o Pr. Wilson Gomes se reuniu com o corpo diaconal da igreja, afim de uma conversa franca e instrutiva com os diáconos e diaconisas da nossa sede regional, visando o crescimento do Reino de Deus, e a melhoria continua de nosso serviço litúrgico. 

O Ministério Diaconal é um trabalho eclesiástico de grande importância, além de galardoador. Entretanto, sua execução exige muito comprometimento e labor, pessoas capacitadas, espirituais, de caráter inquestionavel e amantes da obra de Deus. No Novo Testamento, a palavra geralmente traduzida como "servir" é a palavra grega diakoneo, que significa literalmente "na sujeira ou pessoas de pés sujos". Refere-se a um atendente, garçom ou pessoa que ministra a outra. Desta palavra tiramos a palavra diácono. Vemos a palavra diácono sendo usada pela primeira vez em referência a ajudantes da igreja no livro de Atos. "E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas" (Atos 6:2). Os homens que estavam alimentando o rebanho ao pregar e ensinar perceberam que não era certo abandonar essas atividades para servir às mesas, por isso encontraram alguns outros homens que estavam dispostos a servir e ministrar às necessidades físicas da igreja enquanto eles ministravam às necessidades espirituais. Era uma melhor utilização dos recursos e um melhor uso dos dons de cada um. Isso também envolvia mais pessoas no atendimento e auxílio uma à outra.

Hoje, para a igreja bíblica, esses papéis são essencialmente os mesmos. Os presbíteros e pastores devem "pregar a palavra, insta a tempo e fora de tempo, admoestar, repreender, exortar, com toda longanimidade e ensino" (II Timóteo 4:2), e os diáconos devem cuidar de tudo o mais. As responsabilidades de um diácono podem incluir tarefas administrativas ou organizacionais, servir como atendente ou porteiro nos cultos, cuidar da manutenção do edifício ou servir como tesoureiro da igreja. Isso depende das necessidades da igreja e dos dons dos homens disponíveis. As responsabilidades de um diácono não são claramente listadas ou descritas nas Escrituras. Assume-se que sejam todas as tarefas não realizadas pelos presbíteros ou pastores. Entretanto, as qualificações para um diácono são claramente delineadas nas Escrituras. Eles devem ser irrepreensíveis, marido de uma só mulher, bons governantes de seus lares, respeitáveis, honestos, não viciados em álcool e não gananciosos (I Timóteo 3:8-12). De acordo com a Palavra, o ofício de diácono é uma honra e uma bênção. "Porque os que servirem bem como diáconos, adquirirão para si um lugar honroso e muita confiança na fé que há em Cristo Jesus" (1 Timóteo 3:13).


EBD: Ana, e o milagre da cura da esterilidade


Texto Áureo
Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera.
Efésios 3:20

Verdade Aplicada
Deus tem sempre um meio de nos atrair para sua presença com a intenção de revelar-se de forma milagrosa e com projetos audaciosos que jamais pensamos em realizar.

Texto de Referência
I Samuel 1:1-5
 Houve um homem de Ramataim-Zofim, da montanha de Efraim, cujo nome era Elcana, filho de Jeroão, filho de Eliú, filho de Toú, filho de Zufe, efrateu.
E este tinha duas mulheres: o nome de uma era Ana, e o da outra Penina.
E Penina tinha filhos, porém Ana não os tinha.
Subia, pois, este homem, da sua cidade, de ano em ano, a adorar e a sacrificar ao SENHOR dos Exércitos em Siló; e estavam ali os sacerdotes do Senhor, Hofni e Finéias, os dois filhos de Eli.
E sucedeu que no dia em que Elcana sacrificava, dava ele porções a Penina, sua mulher, e a todos os seus filhos, e a todas as suas filhas.
Porém a Ana dava uma parte excelente; porque amava a Ana, embora o Senhor lhe tivesse cerrado a madre.


Ana, uma mulher estéril.

A ordem dada por Deus ao primeiro casal, Adão e Eva, foi “crescer e multiplicar”, e desde então, fugindo até mesmo do histórico humano de desobediência aos preceitos divinos, esta ordenança vem sendo executada com exemplar dedicação (oito bilhões de pessoas no planeta é uma prova irrefutável disto). A necessidade de se reproduzir está latente no ser humano, tanto em sua biologia, quanto em sua cultura. Somente assim perpetuamos a espécie e podemos nos visualizar em nossos filhos e netos, que irão dar continuidade ao nosso nome e carregar nosso legado rumo a posteridade.  A mulher sente esta necessidade biologia de forma ainda mais acentuada, pois seu corpo é preparado para gerar vida. Numa analise simples, basta entender que a mulher gera “óvulos” num ciclo repetitivo, e estes não tem qualquer serventia, se não for para fecundação. Em regra geral, o organismo feminino “clama” pela maternidade, tornando o desejo de ser “mãe” em um poderoso sentimento instintivo. Logo, a incapacidade de ter filhos, causa na mulher uma grande frustração.  Durante muito tempo, difundiu-se o pensamento de que era a mulher a responsável pela geração dos filhos do casal. Logo, se o casal não tivesse filhos, o problema era da mulher. Naquela ocasião, essas conclusões eram validadas mais pelos conceitos sociais vigentes do que pela ciência. 

No entanto, em parte graças a esses pensamentos, ocorreu um estudo mais detalhado da fisiologia da reprodução feminina, de sorte que os muitos fatos ligados ao lado feminino da reprodução puderam ser melhor esclarecidos. Por alterações hormonais, a mulher pode ter períodos sem menstruação (amenorreia). Na presença de ciclos menstruais regulares, a mulher pode não ovular, pode ovular ovócitos imaturos ou ovócitos com alterações (morfológicas e/ou genéticas). Vários distúrbios hormonais contribuem para a disfunção ovulatória, como o excesso de prolactina, dos androgénios (ovário poliquístico), ou das hormonas tiroideias (doenças da tiróide). Nos casos mais graves pode ocorrer insuficiência ovárica prematura, situação em que o ovário deixa de produzir folículos. Vários são os recentes diagnósticos para a esterilidade feminina, tais como: síndrome dos ovários poliquísticos, endometriose, obstrução tubar, muco cervical incompetente, anomalias do cariótipo, patologia uterina, fibromiomas, hiperplasia benigna do endométrio, hipoplasia do endométrio, endometrite, sinéquias, tumores malignos, malformações anatómicas, gravidez ectópica, auto-anticorpos e tantas outras.  Ana, porém, viveu em um período onde a infertilidade era considerada uma enfermidade punitiva da parte de Deus, em decorrência de pecados cometidos pela mulher. Uma esposa que não gerava filhos, era descriminalizada pela sociedade, e muitas vezes, desprezada pelo marido, já que a poligamia era usual na antiguidade.

Ana desfrutava de um privilégio que poucas em seu tempo obtiveram. Mesmo sendo estéril, e seu marido tendo uma segunda esposa que lhe dava filhos, Elcana, seu esposo, amava Ana acima de qualquer coisa, e dava a ela prioridades em tudo. Mesmo assim, aquela mulher se sentia profundamente angustiada e externava incisivamente sua tristeza, pelo fato do direito da maternidade lhe ter sido negado. Esta constante debilidade emocional de Ana, começou a criar um certo desgaste na própria relação marido/mulher, tanto que Elcana a inquiriu com certa rispidez, dizendo: Meu amor não te vale mais do que 10 filhos?

Outro fator agravante para a avanço depressivo de Ana, foi a atuação deliberada de Penina, a outra esposa de Elcana, que aproveitando-se do fato de gerar filhos, buscava constantemente posição de destaque dentro da casa, utilizando a infertilidade de Ana como uma arma ofensiva, pois sempre que este tema era evocado na família, a esposa “mais” amada ficava em posição de inferioridade, enfraquecida e fragilizada. Portanto, Elcana não conseguia entender sua esposa, e aquela que poderia ser sua melhor amiga e confidente, por possuir os mesmos anseios e instinto materno, acabava usando a dor de Ana como uma poderosa ferramenta de insultos contra ela. Diante de tal realidade, sem perspectiva para a realização de seu maior sonho, a pobre mulher não encontrava mais motivos para continuar viva, e assim decidiu que iria por um fim em sua própria vida, e deixou de se alimentar (I Samuel 1:8).

Deus atraiu Ana para si através de sua dor e sofrimento, Ele não somente mudou sua vida pessoal, mas alterou o curso da história dos judeus, que naqueles dias passavam por um declínio espiritual terrível, pois a nação vergonhosamente chafurdava no pecado e na corrupção.


Ana, uma mulher atribulada

Com suas próprias palavras, Ana define o momento que está vivendo diante do sacerdote Eli: “... sou uma mulher atribulada de espírito [...] porém, tenho derramado a minha alma perante o Senhor” (I Samuel 1:15). Da multidão de seus sofrimentos e de sua vergonha o Senhor planejava atraí-la para si e restaurar sua nação.Ana era uma mulher judia piedosa, devota, que estava numa posição desagradável de ter que dividir o marido com outra esposa. A maioria dos comentaristas acredita que Ana era a primeira esposa de Elcana, mas devido sua esterilidade ele se casou com Penina para ter filhos. Alfred Edersheim escreveu: “a Lei de Moisés tolerava a poligamia, porém, em nenhuma parte aprovava sua prática”. A poligamia era uma prática dos afortunados. Elcana era um homem bom, que amava sua mulher, e por ela oferecia porções especiais (I Samuel 1:5-8). Ana era uma mulher triste, não somente por não ter filhos, mas porque todos os dias era afrontada por Penina, sua rival, que excessivamente a irritava (I Samuel 1:6).Sua miséria era dupla: Ela não tinha filhos em uma cultura que venerava as mulheres fecundas e considerava a esterilidade uma maldição; além disso, Penina, sua rival também lhe provocava com severidade. Em Siló Ana se derramava, seu sofrimento era tanto que Eli chegou a pensar que estivesse embriagada.

O texto deixa muito claro que foi o próprio Senhor quem fechou a madre de Ana, e quando Deus fecha algo é porque alguma lição espiritual deseja ensinar (I Samuel 1:5; Apocalipse 3:7). Se Deus fechou é porque tinha um propósito a realizar, e Ana, a cada subida iria descortinar o grande projeto que o Senhor lhe havia destinado. Ana precisava de um filho, e Deus precisava de um sacerdote cuja voz profética fosse ativada. Embora parecesse que somente Ana precisava de algo; Deus não tinha uma sucessão sacerdotal e precisava de uma voz profética que fizesse o povo se voltar para as coisas sagradas. É das entranhas de uma mulher sofrida e humilhada que vai surgir o homem que Deus estava a procurar.

Além de Ana, a Bíblia apresenta uma vasta gama de mulheres que padeceram deste mal, tais como Sara, Rebeca, Raquel, Léia, Mical, Isabel e ainda outras que não tiveram seus nomes revelados, como por exemplo, a mãe de Sansão e a mulher de Suném. Porém, a grande maioria delas, geraram vida por intermédio da intervenção milagrosa de Deus, tendo filhos que impactaram profundamente a própria história da humanidade, como Isaque, Jacó, Judá, José, Sansão, Samuel e João Batista.

Eis aqui uns dos grandes motivos pelo qual o Senhor resolveu trabalhar a vida de Ana: “... E a palavra do SENHOR era de muita valia naqueles dias; não havia visão manifesta” (I Samuel 3.1)”.  Era um tempo difícil, os filhos de Eli, Hofnis e Finéias estava se prostituindo no templo, usurpando a oferta de manjares, e por não repreender seus desaprovados filhos, o Senhor estava prestes a trazer juízo sobre toda a casa de Eli (I Samuel 2:12-17-25).  Quando Deus fala que a lâmpada de Deus estava se apagando, aponta para algo terrível, está claramente nos dizendo que a vida de Deus se esvaía no templo, a lâmpada de Deus fala de revelação, por isso, não havia visão manifesta, e um povo sem revelação é um povo sem amanhã (I Samuel 3:3). Quando a provocação é intensa e tudo se parece estar fechado, este é um bom sinal de que o Senhor está preparando algo muito grandioso em nossas vidas. Os filhos de Eli estavam manchando o sacerdócio, já não tinha mais a noção do profano e do sagrado, e Ana surge no cenário para se tornar a mãe de um sacerdócio santo e incorruptível.

Enquanto orava no tempo em Siló, Ana era observada pelo sacerdote Eli, que assentado em uma cadeira, assistia a bucólica cena. . Devido a grande tristeza em seu coração, aquela mulher “literalmente” se jogou ao solo, e sua boca apenas balbuciava palavras, sem que sons audíveis fossem emitidos. Mais uma vez, Ana é incompreendida, desta vez por seu líder espiritual, que se aproximando dela, a acusa de estar embriagada. Quanta injustiça, pois naquele exato momento, em lágrimas, Ana fazia um voto ao Senhor, dizendo: "Ó Senhor dos Exércitos, se tu deres atenção à humilhação de tua serva, te lembrares de mim e não te esqueceres de tua serva, mas lhe deres um filho, então eu o dedicarei ao Senhor por todos os dias de sua vida, e o seu cabelo e a sua barba nunca serão cortados" (1 Samuel 1:10:11). Ao tomar conhecimento da história de Ana, imediatamente o sacerdote Eli abandona sua posição inquiridora, e age como um verdadeiro homem de Deus precisa agir: “Vá em paz, e que o Deus de Israel lhe conceda o que você pediu" (I Samuel 1:17). Bastaram estas palavras de animo, para que Ana tivesse suas forças revigoradas. A partir deste momento, as lágrimas cessam, a tristeza vai embora, seu semblante se transforma e ela volta a se alimentar (I Samuel 1:18). Na prática, Ana saiu do templo da mesma forma que entrou: sem nenhum filho em seu ventre e ainda estéril. Mas agora, ancorada nas palavras de Eli, ela tinha certeza que Deus atenderia o pedido feito em oração. Ana não teve seu filho nos braços imediatamente, mas isso não a fez perder a esperança readquirida, pois agora, tudo era uma questão de tempo: O Tempo de Deus. E o que talvez nem ela soubesse, é que já na manhã seguinte, o milagre começou a acontecer:

Na manhã seguinte, eles se levantaram e adoraram ao Senhor; então voltaram para casa, em Ramá. Elcana teve relações com sua mulher Ana, e o Senhor se lembrou dela. Assim Ana engravidou e, no devido tempo, deu à luz um filho. E deu-lhe o nome de Samuel, dizendo: "Eu o pedi ao Senhor". Quando no ano seguinte Elcana subiu com toda a família para oferecer o sacrifício anual ao Senhor e para cumprir o seu voto, Ana não foi e disse a seu marido: "Depois que o menino for desmamado, eu o levarei e o apresentarei ao Senhor, e ele morará ali para sempre" (I Samuel 1:19-22).


Ana, uma mulher fiel

Após muitos anos de subida e descida a Siló, Ana toma uma atitude intrigante: consagrar seu filho, que ainda não havia nascido ao Senhor. O que teria levado Ana a mudar de opinião, abrindo mão do filho que tanto desejava, e que era o motivo pelo qual vivia sendo molestada? Algo falou profundamente ao seu coração. Vejamos: Qual mulher que orando a Deus por um filho, após receber o milagre, o consagraria ao Senhor sabendo que não o teria mais de volta? Segundo os estudiosos rabinos, a busca incessante de Ana por um milagre durou vinte e cinco anos. Mas o que aconteceu com ela durante esse tempo para resolver deixa-lo no templo e consagrá-lo ao Senhor? Precisamos entender que tudo aquilo que se consagra não retorna mais para o dono, porque passa a ser propriedade exclusiva de Deus (I Samuel 1: 11; Levíticos 27:28-29). Deus tinha um projeto e Ana tinha a chave em seu ventre. Deus usou a dor para atraí-la, e quando Ana entendeu o propósito divino, descobriu que mais importante que seu orgulho ferido por Penina, e a ansiedade de tornar-se mãe, era tornar-se a mãe da história de seu próprio povo. Que Deus tremendo! Ele sempre tem uma forma de nos atrair, e quando pensamos que a razão de nossas vidas é um determinado propósito, Ele se revela sempre com algo maior e mais profundo. Deus sempre nos atrairá para certos fins, mas esses podem ser apenas a porta pela qual nos levará a realização de coisas que jamais pensamos em ser ou realizar.

O nascimento de Samuel não somente restabeleceu o sacerdócio e o profetismo em Israel, trouxe também o povo de volta ao Senhor. Ele foi um profeta tão poderoso que nenhuma de suas palavras deixou de se cumprir (1Sm 3.19). Com o surgimento de Samuel Deus intencionava o estabelecimento da monarquia, e Samuel foi a peça chave para a consagração de Davi. O que Deus planejou no ventre de Ana? Gerar um homem segundo o seu coração para ungir um rei também segundo o seu coração (I Samuel 2:35;13:14). O que Deus pode estar gerando através de nossas vidas através de tudo o que temos passado? Será que não seria hora de deixar de se importar com nossas Peninas e consagrar a Ele o melhor que temos?

Um voto ao Senhor, jamais pode ser feito de forma leviana ou no afã de um momento, pois passado a emoção momentânea, podemos deixar de cumpri-los, esquecendo ou renegando deste compromisso assumido com Deus. E aí teremos um grande problema, pois Deus leva muito a sério os compromissos assumidos. Um fato que precisamos ter sempre em evidência no nosso dia a dia, é que Deus é “feito” de VERDADE, ela está incrustada em sua personalidade, logo, diante do Senhor não existe mentiras, ou se quer a possibilidade de mentir, pois todas as coisas estão nuas e patentes diante de seus olhos (Hebreus 4:13). Exatamente, por isso, Jesus nos advertiu que a palavra do cristão precisa ser SIM SIM ou NÃO NÃO, sendo que qualquer postura que passe disso é proveniente do maligno (Mateus 5:37). Assim, é preferível NÃO realizar um voto, para posteriormente não ter que fazer um sacrifício tolo (Juízes 11:29-31).

Foram vinte e cinco anos de busca incessante, e de revelações poderosas. Ao fim de sua provação, Ana cantou, e pôde finalmente abrir a boca e dizer: “O arco dos fortes foi quebrado, e os que tropeçavam foram cingidos de forças... até a estéril deu luz  a sete filhos, e a que tinha muitos filhos enfraqueceu. O Senhor é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela. O Senhor empobrece e enriquece; abaixa e também exalta. Levanta o pobre do pó, e desde o monturo exalta o necessitado, para fazer assentar entre os príncipes...” (I Samuel 2:4-8). Ana perseverou, jamais desistiu. Seu cântico expressa sua alegria, e a grandeza de um Deus que sabe honrar aqueles que se derramam diante Dele em oração (Jeremias 33:3). A vitória de Ana foi muito maior que sua vergonha, o que prova que Deus sempre nos surpreende além daquilo que imaginamos (Salmos 40:1; Eclesiastes 3:4). Ana pôde contemplar a reversão de sua esterilidade, de sua vergonha, e da frieza de sua nação.


Ana, uma mulher de Deus

Ana foi atraída e atingida pela vontade de um Deus surpreendente, que a convenceu a se desfazer de seus sonhos para ofertar o que tinha de mais valor. Como recompensa ela se tornou mãe de mais três filhos e duas filhas (I Samuel 2:21), a nação ganhou Samuel, e Deus tornou a reacender a chama do templo. Ana soube honrar ao Senhor. Estava convicta da decisão que deveria tomar e de como deveria renunciar. Ela não agiu como algumas pessoas que na hora da dor e da angústia firmam alianças com Deus, e quando obtém o desejado se esquecem de tudo o que lhe prometeram (Eclesiastes 5:4-5). Deus sempre nos recompensa acima das nossas expectativas, Ele sempre nos surpreende (Efésios 3:20). Quando Ana poderia pensar que seu sofrimento fazia parte de um plano que iria restabelecer o sacerdócio de uma nação, e que seu se tornaria profeta e sacerdote? Será que ela pensaria um dia em ser mãe de mais três filhos e duas filhas após Samuel? Deus sabe honrar a quem renuncia por sua causa.

Ana jamais pôde imaginar que sua renúncia ofertaria gerações futuras, que em suas entranhas estava sendo gerada a solução de uma nação que estava prestes a naufragar sem a presença do Senhor. Quando tudo estava se apagando, Ana trouxe luz a uma nova realidade, tanto em sua vida quanto na vida de seu povo.

Ana era uma mulher triste e angustiada, que se chegou a Deus não só porque precisava de um filho, mas para satisfazer também seu ego que estava ferido diante da humilhação de ter que dividir o marido com uma mulher fértil que sempre a irritava por não poder gerar filhos (I Samuel 1:15-16). Em Siló, Ana aprendeu coisas com Deus através de sua comunhão e quebrantamento em oração. O tempo passou e Ana encontrou em Deus respostas que foram além da importância de ser mãe, e de dar uma resposta a Penina. Deus tinha nas mãos uma chave que não somente lhe abriria a madre, mas lhe ser a protagonista de um grande avivamento na nação.

Estamos habituados a chegar diante do Senhor em grupo louvando-o, com o bater de palmas e cheios de alegrias. Mesmo assim todos tendemos a nos encolher diante do Senhor durante os nossos períodos de tristeza. Ir ao Senhor com deleites não significa estar isento de tristeza e aflição. Ana não temeu dirigir-se a presença de Deus, era sabia que ninguém poderia aliviá-la de sua carga a não ser o Senhor; e à medida que mantinha uma comunhão íntima e perseverava em oração, o Senhor lhe trouxe a paz restaurando sua alegria (I Samuel 1:18). Penina foi esquecida, deletada da história. Ana homenageada por todos porque Samuel se tornou um homem de Deus com prestígio e notoriedade. Deus tem a resposta para toda porta que está fechada em nossas vidas. Ao final da provocação de Ana nos resta uma pergunta: o que aconteceu com Penina? A partir de Samuel Penina é quem passou a ser ignorada. Ana sempre sofreu calada, e o Senhor respondeu por ela não somente com filhos, mas com honra, tornando-a mulher mais importante da região, a mãe do maior profeta daquela época.

Ana nos ensina que devemos ser perseverantes, mesmo quando as circunstâncias dizem que não podemos mais avançar, nos revela que Deus tem propósitos específicos, e que se Ele fechou algo para que venhamos a Sua presença, isto é sinal de que nossas vidas jamais serão as mesmas quando conhecermos seus projetos a nosso respeito.


Ana, uma canção de louvor

A mulher estéril agora era uma alegre mãe. I Samuel 2:1-10 registra uma das mais belas passagens bíblicas, popularmente conhecida como o “CÂNTICO DE ANA”. Este texto é na verdade uma oração de agradecimento realizada por Ana, após receber do Senhor a benção da maternidade. Ana não somente louva ao Senhor por sua fidelidade, como também ressalta o fato de que a justiça provem de Deus, e que no tempo oportuno, Ele agira contra os maus, em favor dos bons. Outra revelação inserida neste contexto,  é que após entregar seu pequeno Samuel no templo, onde o menino cresceu para se tornar o maior e último juiz de Israel, um sacerdote reformador e o homem responsável por ungir os dois primeiros reis da Nação (Saul e Davi); Ana ainda desfrutou da companhia de mais seis filhos. A mulher estéril agora era uma árvore frutífera, cuja vida se encheu de alegria com muitas crianças correndo pela casa. Pra quem almejava um filho, “sete” parece um número muito além das expectativas, mas é exatamente assim que nosso deus trabalha: Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera (Efésios 3:20-21). 

O Cântico de Ana:

"Meu coração exulta no Senhor; no Senhor minha força é exaltada. Minha boca se exalta sobre os meus inimigos, pois me alegro em tua libertação. Não falem tão orgulhosamente, nem saia de suas bocas tal arrogância, pois o Senhor é Deus sábio; é ele quem julga os atos dos homens. O arco dos fortes é quebrado, mas os fracos são revestidos de força. Os que tinham muito, agora trabalham por comida, mas os que estavam famintos, agora não passam fome. A que era estéril deu à luz sete filhos, mas a que tinha muitos filhos ficou sem vigor. O Senhor mata e preserva a vida; ele faz descer à sepultura e dela resgata. O Senhor é quem dá pobreza e riqueza; ele humilha e exalta. Levanta do pó o necessitado e, do monte de cinzas ergue o pobre; ele os faz sentarem-se com príncipes e lhes dá lugar de honra. Pois os alicerces da terra são do Senhor; sobre eles estabeleceu o mundo. Ele guardará os pés dos seus santos, mas os ímpios serão silenciados nas trevas, pois não é pela força que o homem prevalece. Aqueles que se opõem ao Senhor serão despedaçados. Ele trovejará do céu contra eles; o Senhor julgará até os confins da terra. Ele dará poder a seu rei e exaltará a força do seu ungido".



Para compreender o cuidado divino através das intervenções milagrosas na história do seu povo, participe neste domingo (26/10/2014), da Escola Bíblica Dominical.

Material Base:
Revista Jovens e Adultos nº 93  
Milagres do Velho Testamento Editora Betel


Comentários Adicionais
Pb. Miquéias Daniel Gomes

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Quarta Forte: Carne X Espírito

Existe um ditado cristão que diz: Corpo e Espirito estão em um constante combate. As condições são igualitárias, e o embate segue em constante equilíbrio. O que determina, o vencedor e a quantidade de alimento que cada um absorve, e quem fornece esta alimentação, somos nós. 

Podemos alimentar nosso Espirito que almeja desesperadamente à Deus, e com isso enfraquecermos nossa carne; ou podemos fazer exatamente o contrário, alimentando nossa carne que deseja o mundo e com isso enfraquecer nosso espirito. De certa forma, este foi o tema central da mensagem que ouvimos na QUARTA FORTE deste dia 22/10/2014, através da instrumentalidade do cantor e preletor Benê Wanderley, que após uma leitura realizada em Gálatas 5, trouxe uma revelação divina sobre esta constante batalha que travamos em nosso interior, onde carne e espírito, desejo e vocação se engalfinham em busca de domínios sobre nossas ações.

Nestes versos, escritos por Paulo para a igreja da Gálacia, o apóstolo não somente examina as diferenças gerais do modo de vida destes dois tipos de homens ao enfatizar que a carne e o espírito estão em conflito, como também inclui uma lista com as obras e frutos produzidos a partir da inclinação para um dos lados. Inicialmente falaremos apenas das obras da carne (do grego – SARX) que são oriundos de uma natureza pecaminosa com seus desejos corruptos, que infelizmente continuam no cristão mesmo após sua conversão, tornando-se o arqui-inimigo de seu Espírito (Romanos 8:6-13). Aqueles que se deixam controlar por tais impulsos carnais não poderão entrar no Reino de Deus. Exatamente por este motivo, tal natureza carnal precisa ser resistida e mortificada, o que só será possível mediante uma intensa batalha espiritual que o crente trava contra seus próprios instintos pela força do Espírito Santo.  São listadas ao todo, dezesseis obras da carne. Para uma melhor compreensão, nomearemos cada uma dessas obras com o termo original em grego e então discorreremos sobre como elas se desenvolvem na prática.

1-) PORNÉIA: Trata se de imoralidades sexuais em todas as suas variantes. As expressões pornéia e moichéia são geralmente traduzidas para o português como “prostituição” (I Coríntios 5:1).
2-) AKATHARSIA: Refere-se a todo tipo de impurezas, tais como pecados sexuais, atos pecaminosos, maus pensamentos e desejos do coração (Efésios 5:3).
3-) ASELGIA: Refere-se a quem expõem sua sensualidade ao ponto de perder o referencial de “vergonha” e decência, seguindo suas próprias paixões e desejos. É também chamado de lascívia (II Coríntios 12:21)
4-) EIDOLATRIA: É a adoração de espíritos, pessoas ou coisas e também a confiança exacerbada em gente, instituições ou objetos como se tivessem autoridade igual ao superior a Deus e sua Palavra, o que comumente chamamos de idolatria (Colossenses 3:5).   
5-) PHARMAKÉIA: Trata-se de toda sorte de feitiçaria, espiritismo, magia negra, adoração de demônios e o uso de substâncias e matérias em rituais obscuros (Apocalipse 9:21, 18:23)
6-) ECTHRA: São as inimizades extremas que geram forte antipatia e consequentemente produzem intenções e até ações hostis (I Coríntios 6:7).
7-) ERIS: São brigas, porfias, oposição, lutas por superioridade (Romanos 1:29)
8-) ZELOS: Refere-se a sentimentos revanchistas que buscam sempre a competição (emulação), ressentimento, infelicidade gerada pelo sucesso do outro (I Coríntios 3:3).
9-) THUMOS: Embora traduzido por iras, devemos lembrar que a “ira” em si não é pecado (Efésios 4:26), pois até mesmo Deus se ira (Romanos 1:80). O pecado está nas atitudes tomadas em razão da ira, e é exatamente esta fúria que irrompe da ira através de palavras ou ações violentas que caracterizam esta obra carnal (Colossenses 3:8).
10-) ERITHÉIA: São batalhas e pelejas movidas pela ambição, pela ganância e pela cobiça do poder (Filipenses 1:16-17)
11-) DICHOSTASIA: Divisões de um grupo em sub-grupos, dissensões que acabam  formando conluios egoístas que destroem a unidade de uma comunidade ou organização (I Coríntios 11:19).
12-) HAIRESIS: São heresias que se caracterizam quando alguém introduz na congregação ensinos sistemáticos sem respaldo na Palavra de Deus, criando inverdades doutrinarias e confusões teológicas (Romanos 16:17).
13-) FTHONOS: É a antipatia ressentida contra outra uma pessoa que possui algo que não temos e queremos. É popularmente chamada de inveja (Atos 5:17).
14-) PHONOS: Refere-se a matar o próximo por perversidade, homicídio, assassinato (Apocalipse 22:15).
15-) METHE: Trata-se do descontrole das faculdades físicas e mentais por consumo de bebida embriagante. Esta obra da carne conhecida como bebedice, é apenas o estopim para outras atividades carnais de maior periculosidade, podendo gerar gravíssimas consequências (Efésios 5:18).
16-) KOMOS: Trata-se dos excessos aos quais podemos nos expor. É possível por exemplo, num momento de descontração, se  extrapolar os limites da diversão sadia e nos descontrolarmos numa festa em relação a comida e a bebida, pondo em risco o templo do Espírito. Embora a tradução mais conhecida para esta palavra em nossa língua seja “glutonaria” (ato de se comer em excesso), ela também se refere às extravagâncias desenfreadas na pratica sexual, no uso de entorpecentes e atividades ilícitas em geral (I Coríntios 6:12).

O apóstolo Paulo foi bastante severo ao afirmar que aquele que participa dessas atividades iníquas, perderá sua salvação e não terá parte do Reino de Deus (Gálatas 5:21, I Coríntios 6:9). Que possamos eliminar de nossas vidas qualquer vestígio de tais obras, nos enraizando na videira que é Cristo, afim de produzir frutos dignos de arrependimentos, e tudo começa no verdadeiro amor, para com Deus e com o próximo.
O amor é a base da nossa pregação, é o lema de nossa cruzada celeste, a motivação de nosso serviço e a coluna cervical dos frutos espirituais; pois ao contrário das obras da carne que se manifestam em grande variedade; existe apenas um tipo de Fruto do Espírito. Este fruto pode ser descrito como uma tangerina com nove gomos ou um belo cacho com nove uvas muito viçosas, sendo esta uma condição irrevogável e sem concessões. Um fruto com apenas oito gomos ou um cacho com apenas oito uvas, logo é um fruto defeituoso, produzido por uma árvore de qualidade duvidosa.  Uma árvore que produza frutos incompletos será desqualificada, desarraigada e lançada ao fogo. Assim, a avaliação de nosso caráter para fins de juízo ou galardão se dará pelo minucioso exame dos frutos que produzimos ao longo de nossas vidas.

Mas como deve saber se um fruto produzido apresenta uma qualidade perfeita? Ora, como já falado, este fruto só será completo e de qualidade inquestionável se for constituído por novo elementos essenciais para nosso desenvolvimento espiritual: ÁGAPE (Amor ou Caridade), CHARA (Alegria ou Gozo), EIRENE (Paz) MAKROTHUMIA (Longanimidade),  CHESTOTES (Benignidade),  AGATHOUSE (Bondade), PISTIS (Fidelidade ou Fé), PRAUTES (Mansidão), EGKRATEIA (Domínio Próprio). 

Somos constituídos de corpo, alma e espírito. Deus deseja operar nestas três esferas de nossa vida (pensamentos, vontades e ações), mas para que isso aconteça, precisamos entregar esse “pacote” a ele. Para podermos doa-lo ao Senhor, primeiro precisamos ter controle sobre ele e para tal se faz necessário um amortizamento da carne, um refinamento de alma e uma constante renovação espiritual. Se tudo isto acontecer, então o homem consegue perseverar em oração, jejuar, meditar na Bíblia e assim encontrar os meios (e a força necessária) para manter seus impulsos e instintos em stand by.


Vídeo: Respostas do Passado

“Respostas do Passado” (Christmas Child) é uma adaptação cinematográfica do conto “O Filho do Natal” (Christmas Cross), escrito por ninguém menos que  Max Lucado, um dos maiores escritores , de nosso tempo, e que recentemente foi publicado no livro “Um Presente Maravilhoso”, da Editora Thomas Nelson Brasil. 
 
Lançado originalmente em 2004, tendo em seu elenco nomes como  William R. Moses, Megan Follows, Muse Watson e do cantor gospel Steve Curtis Chapman, este é sem dúvidas um filme recomendado a toda família, e propicio para qualquer época do ano, mesmo tendo  um apelo natalino.

Jack é um jornalista de uma grande revista que está à procura de respostas. Após o falecimento de seu pai adotivo, ele encontra um cofre com alguns segredos de seu passado: papéis e fotos sobre sua infância. Perdido e sem rumo, vivendo um conflito com sua esposa Meg, ele viaja para uma pequena cidade onde procura respostas sobre seus pais biológicos. Em sua busca, Jack encontra arquivos confidenciais, mortes inexplicáveis e um policial ciumento que o coloca na cadeia. Essa é uma história de respostas: respostas de amor e fé.
 

 

terça-feira, 21 de outubro de 2014

O Vírus Ebola


E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane; Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio de dores.

Mateus 24:4-8

A Possível Origem do Ebola

O início da atual epidemia de ebola e das mortes de mais de 4 mil pessoas por causa da doença pode ter se dado em uma vila na Guiné, no leste da África, quando uma criança comeu morcegos. A criança de dois anos, apelidada de infante zero, vivia no vilarejo de Gueckedou, uma região em que a carne deste animal é consumida frequentemente. A família deste paciente disse ter caçado duas espécies de morcego conhecidas por hospedar o vírus. A criança morreu em dezembro de 2013. É muito comum o consumo de carne defumada de animais selvagens em países africanos, problema é que alguns desses animais podem transmitir sérias doenças, como no caso dos morcegos, que são hospedeiros ideais por oferecerem grande resistência ao vírus. Por meio de suas fezes ou mesmo de algumas frutas que tocaram, eles podem infectar animais como chimpanzés e gorilas. Mas ainda não se sabe exatamente como o ebola é transmitido de animais para humanos. Segundo Johnathan Ball, virologista da Universidade de Nottingham, frequentemente há uma "espécie intermediária" no processo, apesar de também haver evidências de que se possa pegar ebola diretamente de morcegos. "Mas é difícil para o vírus saltar a barreira das espécies até os humanos. O vírus teria que primeiramente ganhar acesso via sangue, contaminando células, para se replicar". A maioria dos consumidores da carne de animais selvagens já compra o produto cozido ou defumado. O risco é muito maior para quem manuseia o material cru.A atual epidemia de ebola mostra que, embora as chances de infecção sejam raras, elas são possíveis. E sempre vale lembrar que a doença tem origem animal. Apesar disso, a disseminação do vírus, do infante zero até agora, teria sido causada por contatos humanos.

Atuação do Vírus

O Ebola é um vírus que provoca uma doença violenta e altamente letal. Mas, na verdade, não é o vírus que mata as pessoas infectadas. Ao invés de atacar o sistema imunológico, como o vírus da AIDS, o Ebola age de maneira mais sutil e inteligente, fazendo com que o próprio organismo se destrua. A maior parte das mortes ocorre por queda na pressão arterial resultante da perda de sangue. A reação do sistema imunológico chega a ser tão intensa que torna as veias frágeis, o que provoca as hemorragias e sangramentos pelos poros. Isso ocorre porque o corpo só recebe o "alerta" quando a infecção já se encontra em nível avançado. Segundo uma reportagem do The New York Times, uma gota de sangue de um paciente com Ebola pode conter cerca de 10 bilhões de partículas do vírus. A mesma quantidade de sangue em pacientes com HIV, por exemplo, carrega entre 5 mil e 100 mil partículas de vírus, enquanto em pessoas com Hepatite C não tratadas o volume varia entre 5 milhões e 20 milhões.

O Ebola também é prodigioso em termos de sobrevivência. Embora não se espalhe pelo ar, sendo as principais formas de transmissão são por meio de fluidos corporais de pacientes que já desenvolveram os sintomas, o vírus não precisa de muito esforço para encontrar a vítima. Ele pode sobreviver por horas em superfícies secas, como maçanetas de portas, ou dias, se estiver em contato com algum fluido corporal, como a saliva. Depois disso, basta alguém coçar o nariz ou o olho para ser infectado. O vírus também conta com um comportamento nobre e fundamental do ser humano para se espalhar: a necessidade de tocar e permanecer próximos aos doentes, por isso que médicos, enfermeiros e parentes próximos são as principais vítimas de contágio. "O mecanismo que o Ebola explora é extremamente insidioso. O vírus ataca o cuidado e o amor, sobrepondo-se às mais profundas e distintivas virtudes humanas", afirma Benjamin Slate, professor de Filosofia e Estudos Ambientais da Universidade do Colorado. E tem outra: é possível que o vírus esteja se modificando para uma versão ainda mais perigosa. De acordo com um dos cientistas-chefe do Instituto Nacional de Alergologia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (NIAID), Peter Jahrling, testes recentes feitos com pacientes da Libéria mostram que a quantidade de partículas de vírus no sangue aumentou, o que eleva também o risco de contágio.

Quando o organismo percebe um agente patogênico, uma proteína alerta as células saudáveis do corpo sobre o invasor, preparando a "resistência". A mensagem é enviada diretamente ao centro de comando da célula por uma "via de emergência", que libera o interferon, agente que irá combater os corpos estranhos. Mas isso não funciona com o Ebola. O vírus 'hackeia' esse sistema de comunicações ao anexar uma outra proteína, que aumenta o volume da primeira. Com isso, o mensageiro torna-se irreconhecível e não pode entrar nas células, fazendo com que o sistema imunológico ignore o problema. Sem ameaças, o vírus fica livre para agir e se reproduzir.

O Ebola ataca órgãos e células, matando-as por dentro e provocando o rompimento das membranas, lançando novas partículas no sangue. A essa altura, quando os sintomas já são evidentes, o sistema imunológico passa a agir, porém sem coordenação, já que a comunicação entre o sistema e as células continua comprometida. Para conter a infecção em seu nível mais avançado, as defesas acabam destruindo também o próprio organismo. Isso ocorre porque essa sequência de eventos gera uma "tempestade de citocina", ou seja, a produção exacerbada de proteínas para combater o vírus, entre elas uma chamada interferona. O problema é que, em um organismo infectado com o Ebola, não há um 'comando' para cessar a geração dessas proteínas. Com isso a pessoa tem febre alta, acúmulo de fluidos, células mortas e sangramentos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, 70% dos pacientes infectados com Ebola morrem. Entretanto, há sobreviventes mesmo entre pessoas na África que não têm condições de pagar pelo tratamento. Segundo o NY Times, boa parte dos infectados simplesmente são enviados de volta para casa para morrerem.

Sintomas da Doença

De acordo com o Ministério da Saúde, a doença provocada pelo vírus Ebola é caracterizada por febre súbita, fraqueza intensa, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta. Em seguida, a pessoa apresenta sintomas mais severos, como vômitos, diarréia, disfunção hepática, erupções na pele, insuficiência renal e hemorragias, tanto internas quanto externas. O período entre a infecção e os primeiros sintomas varia de 1 até 21 dias. Apenas após o período de incubação é que a doença passa a ser contagiosa.

Tratamento

Como não há tratamento nem vacina específica, a única maneira de manter o paciente vivo é combatendo os sintomas. São injetados fluidos intravenosos para que os órgãos continuem funcionando e repor a perda ocasionada pela doença, ventiladores pulmonares, ingestão de líquidos e medicamentos para manter a pressão sanguínea. Esse tratamento aumenta as chances, mas não garantem a sobrevivência. Por outro lado, poucas pessoas no mundo podem bancar essas chances a mais. Nos Estados Unidos, o tratamento custa cerca de US$ 1 mil por hora. Ainda não há medicamento ou vacina aprovada para combater o Ebola.