sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Reflexão do Final de Ano



Pois é, minha gente. O natal passou, e nós estamos caminhando para o final de mais um ano. Para alguns o ano de 2014 foi muito bom, e para outros não foi tão bom assim. Porem, uma coisa é certa: todos nós precisamos parar para refletir, fazer uma análise daquilo que fizemos e do que nos deixamos de fazer.

Chegou a hora das várias perguntas que somente nós mesmos podemos responder: O que eu deixei de fazer? “Não pude” realmente fazer, ou deixei que o desanimo, o cansaço, a preguiça e (outros fatores), me impedissem? Será que eu não podia ter feito melhor? Será que eu não poderia ter sido uma pessoa melhor? Amado mais? Doado mais? Ajudado mais? Ter sido muito mais fiel a Deus? Rer trabalhado mais na sua obra? Compreendido mais os meus irmãos? Ter me preocupado com as almas que estão no mundo sofrendo? São tantas indagações, não é mesmo. Mas o que ficou pra traz não podemos recuperar. O antes do agora já é passado. O que importa é daqui pra frente.

Se Deus nos der a vida, em 2015 nós podemos mudar a situação. Vamos nos entregar ao Senhor de corpo, alma e espírito, e pedir à Ele que nos ajude, nos dê direção, e nos ensine a fazer a cada dia, não a nossa vontade, mas sim a dEle.

Que 2015, seja na tua vida, e na vida dos teus, um ano de muitas colheitas, (pois com certeza em 2014 você fez a sua semeadura). Que você tenha muita paz no teu coração, que você tenha saúde, que você seja próspero e que muitas bênçãos possam ser derramadas.   Lembre-se, 2015 nos faz aproximar ainda mais da vinda de Jesus. Viva intensamente! Procure correr atrás dos sonhos.  Seja muito feliz ao lado daqueles que você ama e que te amam também.

Deus continue cuidando de você.

Feliz 2015

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Exaltando a Palavra

Autor
Cleber Distefano
Quando vamos falar da Palavra de Deus e sua importância em nossas vidas, de imediato lembramos das palavras do Senhor à Josué, (Josué 1:8), Salmos 1, e as palavras do profeta Oséias (Oséias 4:6 ou 6:3).

Porém, algo me chama a atenção num período de transformação para Israel, depois de um longo período cativo na Babilônia, quando voltam para sua terra e começam a restauração, quando vão fazer a dedicação, Esdras toma as escrituras e pelo período de 6 horas às anuncia ao povo que está em pés e não se arredaram do lugar (Neemias 8:2-3).

Em nossos dias, uma pregação que excede 20 ou 30 minutos, já é alvo de críticas, imagina pregar por 6 horas como Esdras, ou como Paulo em Atos 20, que após pregar um longo período, tradicionalmente desde a tarde até a meia noite e depois de partir o pão, ainda ficou falando até amanhecer o dia, porém o milagre aconteceu na vida de Eutico o povo ficou alegre.

Quando olho o livro dos Salmos, ao me deparar com o 119, não tem como não se emocionar com tão ricos conselhos, já começam nos primeiros versículos, onde nos mostra que toda a confusão se desfaz em nossa frente, pela simples observância, que guardando seus preceitos, além de evitar o pecado, ainda traz purificação para almas aflitas.

Precisamos tornar a leitura da palavra e a meditação em seus textos, como algo de suma importância para nós, assim como comida e água nos alimentam o corpo, é a palavra que alimenta nosso espírito e nossa fé.
Somente observando as escrituras nos fortaleceremos no Senhor e na força do Seu poder e assim venceremos dia a dia nossas batalhas.

Tem que se tornar um habito ler a palavra e verdadeiramente sentirmos falta quando ficarmos sem, espírito enfraquecido, torna a pessoa vulnerável aos ataques astutos do inimigo de nossas almas.

Nesse mundo tenebroso, envolto no pecado, somente a palavra do Senhor para alumiar nosso caminho e nos fazer desviar dos laços, dos tropeços e armadilhas, temos que a escritura, como leme, bussola, onde tiramos nossas duvidas e encontramos soluções para nossos maiores dilemas.
Só assim teremos condições de encontrarmos a tão sonhada e esperada paz, pois os que amam a Palavra do Senhor tem paz em abundancia, mesmo em momentos de turbulência, na palavra encontramos paz, a Paz que excede todo o entendimento.

O Salmo 119 é uma lição de amor à Palavra, se observarmos seus versículos e os colocarmos em pratica, com certeza estaremos guardados, orientados, purificados e teremos Paz.



EBD: A relevância dos Milagres em nossos dias


Texto Áureo
Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.
João 14:12

Verdade Aplicada
Uma igreja viva e atuante traz consigo além de uma poderosa mensagem de impacto, uma manifestação contagiante que aproxima as pessoas de Deus.


Textos de Referência
I Coríntios 2:4-8

A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.
Todavia, falamos sabedoria entre os perfeitos; não, porém, a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que se aniquilam; mas falamos a sabedoria de Deus, oculta em mistério, a qual Deus ordenou antes dos séculos para nossa glória; a qual nenhum dos príncipes deste mundo conheceu; porque, se a conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da glória.


A tríplice missão da Igreja

Ekklesia, que na língua portuguesa se traduz por “IGREJA”, etimologicamente significa “alguém que é chamado para fora” e no sentido prático, designava uma convocação de homens para a guerra. Em nosso contexto teológico, trata-se de um grupo específico que ao receber o chamado do Evangelho de Cristo (chamado este que é universal), abandonam suas velhas práticas, renunciam a si mesmos, tomam a cruz sobre os ombros e passam a seguir Cristo, tendo seu modo de agir, pensar e viver lapidados de acordo com os ensinamentos de Jesus. São pessoas que embora vivam no mundo, do mundo não são mais; pois vivem a vida baseados na fé do Cristo encarnado. Viviam num círculo vicioso de pecados, longe da vontade divina, mas foram “chamados para fora” e agora fazem parte do Reino de Deus. É claro que sem seu fundador e líder em corpo presente, a possibilidade de perder o foco e ver a causa minguar até o esquecimento era muito grande; e ficando exclusivamente nas mãos de homem voláteis a Igreja já nasceria em risco de extinção. Exatamente por isto, ao ascender ao céu em seu corpo ressurreto, Cristo envia outro para ficar em seu lugar e assumir o papel de mentor espiritual da organização, e assim alguns dias depois, quando o remanescente fiel estava reunido no cenáculo, esse “outro” (PARAKLETOS), chamado de “CONSOLADOR” chega sem muito alarde, mas provocando um barulho gigantesco, pois agora, cheios do Espírito, aqueles homens começam a falar em novas línguas, selados com fogo e revestidos de poder; aptos espiritualmente para realizar a grande obra para a qual foram separados, capacitados para transformar o mundo através do evangelho. Mas que proveito existe em se pregar o Evangelho, ganhar milhares de alma e no final se perder?

Antes de sair ao mundo e evangelizar, a IGREJA precisa primeiramente adorar. Não simplesmente cantar canções bonitas no domingo de olhos fechados e mãos levantadas, mas adorar em espírito e verdade, dia e noite, noite e dia. Adoração não é status ou mero devocional, é estilo de vida. Questão de escolha. Ser adorador é viver por Deus, em Deus e para Deus. É entregar a ele o que temos o que somos e o que queremos e desta forma viver a sua vontade. É sonhar seus sonhos e querer seu querer, dedicar ao Senhor seus dias, seus atos e sua vida, vivendo de forma que cada segundo, cada gesto de suas mãos, cada pensamento e palavra que se pense ou diga seja para honra e Glória do Pai. Este é o dever primário da Igreja, adorar ao Senhor com toda a força de sua existência. Mas a igreja adoradora ainda não está completamente apta para impactar e ganhar o mundo. Pois antes de “encarar” o desafio da evangelização, ela precisa se “EDIFICAR”, e é aí que a ação do Espírito Santo se torna vital dentro da comunidade eclesiástica.

Por atuar em uma esfera completamente espiritual, a ação prática do Espírito Santo na congregação depende exclusivamente das “ferramentas” disponibilizadas a ele no mundo físico, ou seja, os crentes dispostos a isto.  A Edificação é um tema recorrente nas epístolas paulinas (I Corintos 3:9, II Coríntios 10:15, Efésios 2,21, 3:17, 4:12-16 e Colossenses 2:7) e pode ser entendida como um processo constante pelo qual Deus mantém ativa e produtiva sua igreja na Terra. Evidentemente, cabe a nós (humanos) cuidarmos dos aspectos práticos e materiais da obra tais como templos, equipamentos, suprimentos em geral; sendo que todos estes elementos são viabilizados através dos dízimos, ofertas e com uma gestão eficiente. Mas a igreja também tem necessidades espirituais e precisa ser gerida por um ser espiritual (O Espírito Santo). Essa “capacitação sobrenatural” é a forma que Deus trabalha em sua igreja buscando o fortalecimento e o aperfeiçoamento de todos os que estão em Cristo.

O cristão precisa ter a consciência de que é proveniente do pó da terra. Assim sendo, somos vasos de barro na mão do oleiro e é necessário que estes vasos estejam desembocados para que o Espírito Santo os encha com o óleo precioso da unção. O apóstolo Paulo nos advertiu em II Coríntios 4:7 que a excelência do poder que há em nós vem e é de Deus, e ele deposita seus tesouros dentro de vasos comuns. Uma vez que o crente entende que ser cheio do Espírito é uma dádiva concedida e não um mérito conquistado, ele estará apto a exercer com dignidade as atribuições que o Espírito lhe conceder.  A fim de capacitar a IGREJA para a grande obra à ela destinada, o Espírito “presenteia” indivíduos com “poderes” sobrenaturais e os capacita a realizar “obras” além da capacidade ou compreensão humana. Esse poder concedido não visa engrandecimento de pessoas, mas sim contribuir para o crescimento e fortalecimento da comunidade, edificando o Corpo de Cristo. A essa capacitação que os “membros” da Igreja recebem, chamamos numa forma geral, de “DONS ESPIRITUAIS”.  Através de seu Espírito, Deus distribuiu entre seus servos esses “equipamentos espirituais” que otimizam o trabalho do Espírito Santo entre nós. Paulo usa quatro termos gregos distintos para descrever tais “ferramentas” que são entregues a Igreja para potencializar o cumprimento do “IDE” de Jesus. E através desta capacitação, que a Igreja de Cristo está apta ainda hoje, para operar milagres em nomes de Jesus.


Por que a igreja carece de Milagres?

Embora seja dotada de uma revelação progressiva e de um vasto conhecimento teológico, a igreja do século 21 é carente demais de uma manifestação do poder de Deus como registrado na Bíblia. Assim, nasce uma pergunta: milagres são possíveis em nossos dias? Se forem possíveis, como fazê-los emergir? Vivemos um tempo muito difícil, onde tudo parece ser comum para muita gente, inclusive, para a comunidade cristã. É num tempo como esse que precisamos assumir nossa postura e combater não somente com palavras, mas com demonstração de poder (I Coríntios 2:4), esses agentes tão ofensivos a fé cristã. Vejamos por que carecemos de milagres. Vivemos em uma sociedade violenta onde os jovens deixaram de ser a esperança da nação para se tornarem o seu terror. Não é a ordem natural os pais sepultarem os seus filhos. Mas, essa é uma dura realidade em nossos dias. Não podemos somente culpar a educação de nosso país, sabemos que esse é um fator de ordem espiritual (II Timóteo 3:1), que não se resolve com alfabetização, é caso de libertação mesmo. Enquanto as meninas se tornarem mães aos onze anos, os adolescentes comandarem o tráfico, e os jovens morrerem antes de completar a maior idade, a sociedade estará fadada ao fracasso. Não vemos em nossos jovens uma perspectiva do futuro, eles apenas sobrevivem. A Bíblia nos ensina que os filhos desobedientes, que não honram seus pais, além de serem infelizes, serão tragados pela morte antes do tempo (Êxodo 2.2; Efésios 6:2-3). Os noticiários estão repletos de casos onde filhos estão matando seus pais, famílias inteiras estão sofrendo pela insubordinação dos filhos e por sua maldade cada vez mais crescente. Chegamos a um ponto em que devemos marcar nossa posição como igreja, e assumir que somos a luza para aqueles que estão sob as densas trevas da escuridão do pecado.

O capítulo primeiro da carta de Paulo aos crentes de Roma traz uma descrição completa da situação que vivemos atualmente em todas as partes do mundo, a perversão da sexualidade. Como se não bastasse os altos índices da indústria sexual (pornografia, prostituição, pedofilia e o turismo sexual) os governantes tornaram legal no mundo aquilo que Deus declarou ilícito (o homossexualismo), que é digno de juízo tanto quem o pratica quanto quem o consente (Romanos 1:32). Nós cristãos não temos que aceitar, nem achar comum esta prática. Embora tenhamos o dever de amar o próximo, o que é abominação para Deus, deve ser uma lei para todos nós. Nosso pior problema hoje é que, no mundo espiritual Satanás tem direito legal para agir nessa área, porque esse direito foi dado por uma autoridade constituída por Deus (Romanos 13:1-2).

A corrupção em nosso país já chegou a níveis absurdos. É claro que não podemos generalizar e dizer que todos são corruptos, mas a grande maioria dos líderes são os culpados pelo caos da sociedade. A lei se afrouxa diante de pessoas de alto escalão, os que deveriam nos defender nos oprimem, e não existe segmento da sociedade em que não haja corrupção, inclusive no meio do povo de Deus, que traz em seu bojo pessoas em fase de libertação, e muitos, apenas com o desejo de tornar o evangelho uma fonte de lucro (I Timóteo 6:5, 7-10). A igreja não pode tratar estes fatores como normais ou comuns, quando não nos comovemos com o pecado da sociedade que está ao nosso redor é porque o nosso foco perdeu o sentido. Não fomos salvos apenas para observar o que acontece ao nosso redor, mas para transformar esse mundo pecaminoso, somos interlocutores de Deus na história.


A força motriz de um Milagre

A força motriz para que um milagre aconteça é sem dúvida a FÉ. Todo homem nasce dotado de FÉ, a qual chamamos FÉ NATURAL.  Poderíamos definir esta fé mais como “ACREDITAR” do que propriamente “CRER”. É esta fé que leva grande parte das pessoas a acreditar em DEUS e até mesmo os ateus nutrem suas próprias crenças, pois o homem naturalmente precisa crer e se apegar a algo que justifique sua existência, seja um ser superior ou uma ideologia. Todo cristão, em algum ponto de sua vida, também desenvolveu uma FÉ SOBRENATURAL em Cristo Jesus, e é esta FÉ que nos leva a obter salvação através da Graça (favor imerecido) - Pela Graça sois salvos; mediante a fé... E isto não vem de vós, é dom (presente) de Deus (Efésios 2:8) - A fé também é identificada como parte do Fruto do Espírito (Gálatas 5:22). Mas alguns indivíduos do Corpo de Cristo recebem uma capacitação especial para desenvolver uma fé que excede a da grande maioria, e foi a esse tipo de FÉ que Jesus se referiu quando disse que:  - Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível. (Mateus 17:20). Essa FÉ específica, é a capacidade de se confiar em Deus de uma maneira completa e sobrenatural e se manifesta apenas em ocasiões especiais, em um número reduzido de pessoas (portadoras de tal DOM), visando à realização de obras extraordinárias em tempos de crise, desafios e emergências. A Bíblia está repleta de exemplos de homens que usaram a fé em situações adversas e através dela foram salvos. Em Juízes 15:16-19, após matar mil filisteus com uma queixada de jumento, Sansão precisa buscar socorro em Deus para não morrer de sede. Em I Reis 17:2-6, temos o profeta Elias confiando sua vida nas mãos (ou garras) de um corvo, que sobre ordenança divina trazia comida ao homem de Deus. Em Daniel 3:13-30, temos três jovens hebreus que se negam a adorar uma imagem e como consequência enfrentam a fornalha flamejante de Nabucodonosor. Lá dentro eles têm um milagroso encontro com o quarto homem. No capitulo seis do mesmo livro, encontramos o próprio Daniel realizando orações que o mandaram direto para uma cova cheia de leões famintos, e de lá, ele saiu ileso. Em Atos 12:1-12, toda a igreja de Jerusalém está em oração, clamando pela liberdade de Pedro, que já tem sentença de morte decretada. Durante essa vigília, um anjo precisa “acordar” o apóstolo para tira-lo da prisão. Em Atos 27:21-26, após sofrer um naufrágio, Paulo garante a seus companheiros de viagem que mesmo estando à deriva no mar, agarrados apenas em destroços e enfrentando a maior tempestade de suas vidas, todos vão sobreviver, e pela manhã o grupo chega sem perdas a ilha de Malta.

Em todos estes exemplos, vemos homens que se lançaram sem medo nos braços do Senhor, confiando a ele suas vidas. Nós como a igreja de Cristo hodierna, não podemos nos contentar em apenas “conviver” com as experiências da igreja primitiva relatadas nas páginas da Bíblia ou nos registros históricos, mas precisamos viver nossas próprias experiências com Deus, deixar escritas nossas histórias para impactar as gerações futuras, sentir na pele a Glória que há nas operações do Espírito Santo, acreditar no impossível e vivenciar milagres, surpreender a Deus de forma tão positiva que Ele passe a honrar nossa palavras como se fossem Dele, fazer com que nossos sonhos, desejos e crenças se tornem em realidade, e tudo isso só será possível através do desenvolvimento sadio e maduro da nossa FÉ.


Motivos pelos quais precisamos de uma visitação

Precisamos urgentemente de uma obra sobrenatural da parte do Espírito Santo, que traga poder à pregação da Palavra para motivar os crentes da nossa nação (I Coríntios 2:4). Com esse impacto a vaidade de nossos dias seria atraída para a oração, e pelo desejo ardente da presença de Deus. Há centenas de anos, Charles Spurgeon já havia detectado esse adultério: “Na atualidade, não conhecemos uma doutrina bíblica que não tenha sido prejudicada por aqueles que deveriam defendê-las. Existem muitas doutrinas preciosas a nossas almas que foram negadas por aqueles cujo ofício seria proclamá-las, necessitamos com urgência de um retorno as nossas antigas origens”. E, concluiu: As Escrituras têm de se tornar o infalível alicerce de todo o ensino da igreja, sabemos que se os crentes perderem sua firmeza, a igreja será arremessada de um lado para o outro, por isso, cada cristão precisa fazer a diferença, para que a igreja continue viva (Mateus 5:13). O futuro da igreja depende de pessoas conectadas espiritualmente com Deus, pessoas que não somente conheçam Sua vontade, mas que sejam capazes de morrer por essa verdade. Pessoas alicerçadas na Palavra e cheias do Espírito Santo para proclamar Suas verdades. Essa conscientização precisa começar em nossas próprias casas. A Bíblia nos ensina que o primeiro lugar onde a vida cristã deve estar alicerçada é no lar (I Timóteo 3:4-5). Um dos maiores desafios de nosso tempo tem sido a família cristã. Embora tenhamos tantas pregações e inúmeros seminários e encontros sobre a família, nosso problema reside na realização do ensino cristão e da adoração no lar. Não podemos esperar que nossas famílias sejam transformadas apenas durante um culto. Uma planta necessita ser regada para viver, precisamos erigir um altar em nossas casas. Como podemos esperar que o reino de Deus prospere, quando os discípulos de Cristo não ensinam o evangelho a seus próprios filhos?

A parábola das dez virgens apresenta um quadro interessante onde havia uma reserva de azeite trazida pelas prudentes, e nos informa que as néscias dormiram, certamente confiando que as prudentes iriam lhes emprestar de seu azeite (Mateus 25:3-9). Até hoje a expressão “dai-nos do vosso azeite” é uma constante na vida de muitos cristãos que jamais entenderam que cada um dará conta de si a Deus, que a unção é pessoal, que não se pode viver na dependência do ministério de outros (Romanos 14:12). Temos uma gama de crentes “caroneiros”, pessoas que somente possuem vida nos cultos, mas fora deles, não regam suas vidas espirituais, não leem a Bíblia, e não separam tempo para se dedicar a oração. Esforcemo-nos para descansar em nossa verdadeira confiança no Senhor Jesus. Que nenhum de nós caia numa situação infeliz e medíocre de dependência dos homens! Que sejamos crentes firmes e resistentes, não sejamos crentes semelhantes a casas de saibro, e sim edifícios bem construídos, capazes de suportar todas as intempéries e desafiar o próprio tempo.


O que a Bíblia reservou para nós nesse tempo?

Escrevendo aos crentes de Corinto, Paulo expõe claramente a questão da cegueira espiritual dos judeus e o que está reservado para todos aqueles que são guiados pelo Espírito de Deus.  Até hoje o mundo relata os fatos acontecidos no Egito na época de Moisés. São feitos maravilhosos que todos conhecemos, e mesmo não os tendo visto, sabemos que foram reais ao ponto de anuncia-los geração após geração. Parece que nossos antepassados vivenciaram um sonho quando lemos as páginas da Sagrada Escritura. Porém, de forma ousada, Paulo nos afirma que toda essa glória não passava de uma sombra do que ainda aconteceria em nossos dias, que o que Deus deseja derramar sobre seus filhos é superior a tudo o que já aconteceu no passado, e que esteve contido na época de Moisés porque deveria acontecer nos dias da igreja. Paulo classifica os milagres de Moisés como transitórios, e nos revela que sobre a igreja existe uma glória permanente (II Coríntios 3:7-12). É difícil imaginar ou até mesmo crer que realizaremos coisas grandiosas que irão superar as obras de Moisés, mas é o que a Bíblia nos revela. Sendo assim, corramos para os braços do Espírito Santo, pois Ele tem todas as respostas para nossas indagações e para esta geração perversa que nos rodeia.

II Coríntios 3:11, Paulo é taxativo ao afirmar: - “Porque, se o que era transitório foi para glória, muito mais é em glória o que permanece (II Coríntios 3:11). O tempo do verbo nesta passagem é crítico: “o que se desvanecia”. Paulo o escreveu num período histórico de sobreposição de eras. Nesse tempo os judaizantes desejavam que os cristãos voltassem a viver sob o jugo da Lei, que mesclassem as duas alianças. Paulo está dizendo: “por que voltar ao que é temporário e que se desvanece?”, vivam na glória da nova aliança que é cada vez maior. A glória da Lei é apenas a glória da história passada, enquanto a glória da nova aliança é a glória da experiência presente. Deus preparou algo grandioso para nossos dias, mas o véu da revelação ainda está encoberto para muitos.

A glória permanente tem um alvo específico e primordial - “Mas todos nós, com o rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor (II Coríntios 3:18). Paulo nos revela que toda essa glória tem como objetivo nos tornar em imagem e semelhança de Deus, ou seja, parecidos com Jesus. Lá no Éden o homem se desfigurou perdendo a semelhança: no calvário, Cristo tomou de volta o que foi perdido (Lucas 19:10; II Coríntios 15:45-48); e o alvo final do cristianismo é que todos os filhos de Deus se tornem semelhantes a Ele no dia do encontro (I João 3:2). SE fizermos tudo e não nos tornaremos semelhantes a Cristo toda a nossa vida terá sido em vão. Desde a criação, Deus revelou seu poder a humanidade. Ao reconstruir o mundo do caos, Ele usou apenas a Sua Palavra e tudo passou a existir. Milagres, sinais e maravilhas são uma credencial da igreja, eles não podem em hipótese alguma andarem distantes. Uma igreja sem o sobrenatural não passa apenas de mais uma religião. Se começamos no sobrenatural, terminaremos nele. Acreditemos no poder dessa palavra! O Senhor reservou todo o seu melhor para esses últimos dias da igreja, o próprio Jesus nos revelou ser possível realizar grandes feitos. O princípio ainda é o mesmo: a santidade, a fé, e a separação de tudo aquilo que se chama pecado. Deus ainda é o mesmo e ainda realiza grandes feitos (Hebreus 13:8).


Hoje – Um dia propício para milagres

Um milagre pode ser definido como uma intervenção sobrenatural no curso usual da natureza ou uma suspensão temporária da ordem costumeira através da intervenção do Espírito Santo, ou seja, toda manifestação espiritual através dos DONS pode ser considerada um milagre. Logo, se os dons são atuais e inerentes a igreja moderna, os milagres também o são. Por exemplo, o chamado DOM DE OPERAÇÃO DE MARAVILHAS, mas que pode também ser chamado de OPERAÇÃO DE MILAGRES ou OPERAÇÃO DE PODERES, e que no original grego significa “explosões de onipotência”, tem como propósito demonstrar o poder e a grandeza de Deus de forma inquestionável, a ponto de “estontear” quem o testemunha, levando o cristão a participar de uma pequenina parcela do poder de Deus, o mesmo poder usado na criação do mundo. Josué 10:6-17 nos conta que o exército de Israel avançava vitoriosamente sobre seus inimigos e a vitória total era certa, mas o cair da noite já se aproximava e os amorreus poderiam usar a escuridão para fugir da zona de guerra. Josué então ordena ao sol e a lua que não se movam mais no céu, e então o dia se estendeu até a derrocada do inimigo e nunca houve na história um dia tão longo quanto aquele Esta história registra um evento miraculoso de impacto a nível cósmico, pois para sol e lua não se moverem no céu, Deus “parou” o movimento de rotação da Terra, e ao mesmo tempo não permitiu que a gravidade terrestre sofresse qualquer alteração funcional. Muitos estudiosos acreditam que as 18 horas que faltam para se fechar os 366 dias do ano (daí a necessidade de um ano bissexto a cada 4 anos), seja de fato uma sequela deste grande evento bíblico. Eventos deste porte (mar aberto, chuva de saraiva, água transformada em sangue, pão caindo do céu) excedem em muito os impactos causados pela cura de um enfermo, pois tem abrangência em grandes massas e não apenas em indivíduos. Por trás destes impactantes eventos, temos sempre um homem cheio do Espírito Santo que dá a voz de comando para que tais feitos portentosos aconteçam. Embora muitos acreditem que feitos tão grandiosos não tenham lugar no mundo de hoje, devemos nos lembrar que o homem capaz de ressuscitar mortos e transformar água em vinho declarou que “aquele que crê em mim também fará as obras que faço e as fará moires do que estas... (João 14:12)” Podemos portanto afirmar que os grandes sinais são raros em nosso tempo, mas não estão extintos, faz-se necessário apenas que um propósito específico exista, e que alguém esteja disposto a ser um canal de Deus na Terra.

Porém, existem porções diárias de milagre diários em nossa vida. Livramentos invisíveis, proteção espiritual, folego de vida e curas miraculosas, embora as vezes imperceptíveis, são exemplos desta grande verdade. Em certa ocasião, Jesus e seus discípulos, cansados depois de uma longa reunião na sinagoga, dirigiram-se a casa de Pedro e André. Aquele era um lar hospitaleiro, onde todos se sentiam confortáveis. Parte deste bem estar vinha do tratamento solícito e prestativo dado a eles por uma senhorinha muito simpática, da qual nem sabemos o nome, apenas que era a mãe da esposa de Pedro. Mas naquele dia a casa estava triste, o fogão fechado e a mesa vazia. No quarto sobre o leito, Pedro encontra sua sogra, derruba por um mal estar muito intenso, ardendo em febre. Logo Jesus é posto a par da situação; ele adentra no quarto, pega as mãos daquela mulher e ela logo fica curada e passa a os servir (Mateus 8:14-15). Esta com certeza não é uma história muito impactante, principalmente quando a comparamos com Jesus abrindo olhos de cegos, expulsando demônios ou ressuscitando mortos, afinal, uma febre pode ser tratada com um simples comprimido de ácido acetíl salicílico ou um belo banho frio, não é?  Mas é exatamente aí que reside a beleza dos Dons de Curar, pois sua abrangência é tão grande que pode prover cura tanto para uma AIDS quanto para um simples resfriado. Este é o único DOM descrito no plural (Dons de Curar) e trata-se da atuação sobrenatural de Deus sobre o corpo do homem livrando o de todo tipo de enfermidade, sem que seja necessária a intervenção de recursos humanos. Todo cristão pode sim orar pelos doentes, mas alguns indivíduos do Corpo de Cristo recebem do Espírito Santo uma capacidade especial para orar pelo enfermo, e o mesmo receber uma cura imediata (seja qual for a enfermidade) e tais DONS são inerentes, por exemplo, ao exercício do presbitério da igreja (Tiago 5:14-15). Porém, existem alguns elementos que devem ser observados no instante da oração por cura divina:

- Orar em nome de Senhor Jesus (João 14:1)
- Impor as mãos sobre o enfermo (Atos 19:11)

- Dar todo crédito pela cura ao Senhor Jesus (Salmos 115:1)




Para compreender o cuidado divino através das intervenções milagrosas na história do seu povo, participe neste domingo (28/12/2014), da Escola Bíblica Dominical.

Material Base:
Revista Jovens e Adultos nº 93  
Milagres do Velho Testamento Editora Betel

Comentários Adicionais (em vermelho)
Pb. Miquéias Daniel Gomes

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Onde está o aniversariante?

Autor
Cícero Alvernaz
O Natal é uma festa de aniversário, porém muitas vezes é comemorado sem a presença do aniversariante. 

Por incrível que pareça isto acontece normalmente, inclusive entre pessoas que afirmam ser cristãs. 

Em toda festa de aniversário a pessoa mais procurada e mais requisitada é o aniversariante. Para ele se guarda o melhor lugar na mesa, o primeiro pedaço do bolo, depois os presentes chegam e são entregues com direito a um abraço, beijos e felicitações. 

Em geral, ele veste a melhor roupa e fica aguardando a chegada dos convidados. 

Depois, todos cantam os "parabéns", batem palmas e tudo se transforma em festa. Mas no Natal de Jesus quase sempre é diferente.

A situação costuma ser tão decepcionante que muitos sequer sabem o nome do aniversariante. Lembram do Papai Noel, do panetone, das bebidas, da leitoa, do peru, da rabanada, das frutas típicas, dos presentes, mas se esquecem de convidar ou ignoram aquele que deveria estar em primeiro lugar na festa. 

Nesta data se canta músicas típicas, se acende luzes que ficam piscando a noite toda; as ruas são enfeitadas, as vitrines são decoradas com motivos natalinos, enfim tudo é preparado cuidadosamente para a grande festa que mexe com todos e a todos anima com fartura de comida e muita bebida, além do tradicional "amigo secreto". Mas onde está o aniversariante?

Tudo foi preparado e cuidadosamente enfeitado, mas há uma ausência muito sentida, embora pouco percebida pelos convidados. A menina exibe o seu vestidinho estampado, o menino mostra o seu terninho engomado e a sua gravatinha borboleta, o jovem posa feliz com a sua primeira namorada e os casais ao redor da mesa exibem o seu sorriso que reflete satisfação e felicidade. A ceia de natal será servida com muita fartura e regada a bom vinho, champagne e refrigerante (para as crianças). Tem comida a vontade, muita fartura e muitos convidados para participar. Enfim, a noite promete.

No entanto é triste constatar, mas esqueceram de convidar o aniversariante para a festa. Seu lugar está vazio na mesa e quiçá nos corações, seus talheres o esperam sobre a mesa coberta por uma linda toalha azul. Esqueceram de convidá-lo, na verdade poucos se lembram que ele existe. A festa não será completa sem a sua presença. O seu olhar não pousará sobre os circunstantes, sua palavra não soará aos ouvidos dos presentes. Ele não cantará o seu hino preferido e sua bênção estará ausente no momento de partir o pão. Ele gostaria muito de estar presente, mas educadamente Ele não veio, pois não foi convidado.

As crianças continuam sorrindo e se divertindo com os presentes, os adultos se reúnem para uma boa conversa enquanto alguém serve a ceia. Tudo parece harmônico, leve e feliz. O sorriso impregna os lábios refletindo alegria, beleza e felicidade. Mas o aniversariante está ausente mais uma vez naquela que deveria ser a sua festa, a comemoração de seu nascimento ocorrido há mais de dois mil anos. 

De repente me quedo triste e cabisbaixo sem entender o que os homens fizeram com o Natal - que deveria ser simplesmente o Natal de Cristo.


Vídeo: Jesus, a história do nascimento

Dirigido por Catherine Hardwicke, o filme “Jesus, a história do nascimento” (La Nativité) é um filme ousado, amado por uns e odiados por outros, que reconta os fatos que cercaram o nascimento de Jesus. Obviamente, trata-se de uma releitura cinematográfica, cheia de "liberdades poéticas", que por vezes divergem dos relatos clássicos encontrados nos evangelhos.

Maria (Keisha Castle-Hughes) é uma jovem camponesa que mora na cidade de Nazaré. Um dia ela recebe a visita do anjo Gabriel (Alexander Siddig), que anuncia que Deus a escolheu para ser mãe de seu filho. 

Casada com o carpinteiro José (Oscar Isaac), Maria segue os conselhos do anjo e viaja para a casa de Zacarias (Stanley Townsend) e Isabel, seus parentes, para escapar dos guardas do rei Herodes (Ciarán Hinds). Ao retornar a Nazaré, já com a gravidez avançada, Maria é rejeitada por sua família e por José. Porém, após ter um sonho com o anjo Gabriel, José aceita a situação da esposa. Obrigados a viajar devido ao censo, José e Maria partem para Belém. Eles enfrentam o risco de serem descobertos pelos guardas de Herodes e ainda são procurados pelos três reis magos, que buscam nos céus indícios do local de nascimento de Jesus Cristo.




terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Quando o livro se torna Palavra

Autor:
Wesley de Souza Câmara
Uma coisa que chama a atenção na cristandade dos últimos anos é que boa parte dela é movida por chavões, por clichês e por mensagens que pouco, ou nada, se assemelham à espiritualidade proposta por Jesus e vivida pelos apóstolos. E qual o motivo dessa tendência estar cada vez mais forte? Diria que é o fato de a cada dia meditarmos menos nas escrituras.
Somos uma geração que pouquíssimo lê a bíblia (quem tem uma idade mais avançada sabe do que estou falando). E quem é mais novo, como eu, tem a possibilidade de perguntar a seus pais ou avós se isso é ou não uma realidade. Quantas vezes criticamos um ensino de décadas atrás, pois para nós é nítido que foi fruto de uma má compreensão de um texto ou de uma “carência intelectual” da pessoa que aquilo ensinava. Classificamos isso tudo como mera “ignorância teológica” e nos gabamos de vivermos uma espiritualidade “mente aberta”, moderna... Porém algo salta à nossa vista e não damos atenção: muitos irmãos em Cristo podem sim ter cometido equívocos teológicos grotescos por falta de conhecimento cultural da época dos relatos bíblicos ou até mesmo por falta de domínio da língua portuguesa, porém eles tinham uma sinceridade, uma honestidade e um desejo de viver o mais próximo que podiam daquilo que julgavam ser o ideal de Deus para a vida humana. O acesso às escrituras era limitado (ao contrário de hoje, que temos dezenas de opções) e com muito custo conseguiam comprar uma tradução comum, como a tão conhecida “João Ferreira de Almeida”. Mas uma vez que a tinham em mãos, dificilmente um dia se passava sem que ela fosse aberta e lida, mesmo que pouca coisa fosse compreendida.
Atualmente, sejamos sinceros: quantos de nós temos o hábito de ler a bíblia com frequência? Poucos, sem dúvidas. E quantos temos o hábito não apenas de ler, mas também de meditar no que lemos? Ah, menos ainda... Nossa geração é acomodada e tem tempo para tudo, menos para coisas importantes. Muitos até idolatram a bíblia, defendendo-a contra todo tipo de crítica e impedindo que ela sequer caia no chão ou que seja riscada por uma criança, porém, ao mesmo tempo, a negligenciam, pois ela sequer é estudada com a devida profundidade que essa noção deveria exigir.
O que se vê, na maioria das vezes, são irmãos que colocam as mãos na bíblia apenas aos domingos (ou nos dias de culto que participa). E ela é aberta apenas quando o pastor anuncia a “leitura bíblica da noite”. O que é ensinado nos púlpitos raramente é conferido nas escrituras, dentro de seus devidos contextos, se é realmente daquela forma. As pessoas querem comodidade: “Ler para que, se o pregador lerá em casa, interpretará e explicará para mim no culto da noite?” Cada dia mais estão se alimentando de mensagens “mastigadas” por terceiros. Não há criticidade e não há aquela atitude dos irmãos de Bereia (Atos 17), que examinavam tudo o que ouviam dos apóstolos, para não serem enganados. O que o pregador fala é tido como verdade absoluta, pois “ai daquele que tocar no ungido do Senhor” (que também é fruto de várias descontextualizações, pois “tocar” nunca teve sentido de “conferir” ou de “questionar”).
O tempo vai passando e a maturidade espiritual de quem assim vive nunca chega. Permanece muitas vezes alimentando-se de “leite espiritual”. E quando ouve algo que nem leite é, ou seja, que nem de “alimento” pode ser chamado, sequer consegue identificar que aquele ensino é totalmente anticristão. A pessoa é levada por todo vento de doutrina e vai para lá e para cá, como uma folha seca em meio às ondas do mar. Começa a seguir modismos e tendências, como essa espiritualidade rasa baseada em mensagens de prosperidade financeira, em ideias infundadas de que o que decretamos Deus obedece, satisfazendo nossos desejos egoístas (como se Deus fosse um “gênio da lâmpada”, que basta invocá-lo com uma ordem ou com um sacrifício financeiro que ele aparece). Passa a basear sua espiritualidade em rasos clichês que prometem bênçãos caso a pessoa diga que crê ou caso ela meramente grite “amém”. A bíblia passa a ser apenas um objeto mágico, pois ela somente será aberta em casa quando esse indivíduo estiver passando por uma situação complicada e quiser que, ao abrir aleatoriamente em uma página, Deus fale com ele em um versículo. A bíblia então se transforma de “testemunha histórica de Cristo” (pois assim Jesus classificava as Escrituras – João 5:39) em uma “caixinha de promessas”. E assim seguimos com a consciência anestesiada, dormente, sem compreender e sem viver uma espiritualidade sadia e fundamentada em Cristo.
Então o que temos a fazer é começar a ler a bíblia diariamente, como um ritual? Claro que não. A leitura da bíblia deve despertar em nós o desejo de lê-la ainda mais, ao mesmo tempo em que a motivação para meditar nas escrituras deve ser esse desejo. Percebe que uma coisa leva à outra, formando um ciclo? Quando mais leio, mais compreendo e mais desejoso pela leitura vou ficando. Não é questão de ler como obrigação; não é ter como meta terminar o ano tendo lido ela toda; não é estipular um número de capítulos para ler em cada dia (embora algumas pessoas achem válido essas estratégias e para alguns realmente funcione). Procure sim criar um hábito de leitura bíblica, mas por prazer. Se estiver disposto a ler dez capítulos no dia, leia; se estiver disposto a ler apenas um, sem problemas. Porém não leia a bíblia como se lê um jornal. Ore a Deus, peça que o Espírito Santo lhe ilumine e lhe guie através das letras do livro, a fim de que internalize a Palavra. Medite em cada texto, compare aquilo que lê com Jesus, afinal nEle estão todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento (Colossenses 2); Ele é o Verbo, a Palavra de Deus que se fez carne (João 1).
Tenha em mente que a escritura tem a função de apontar para Cristo, como já foi citado. Não perca o foco; não é porque você lê a bíblia que você entende a Palavra. Muitos teólogos são até ateus (pasme!), ou seja, eles tem a escritura, mas não discernem a Palavra. E a bíblia só se tornará Palavra para você se você a internalizar como “Espírito e Vida” (João 6:63), ou melhor, se o Espírito Santo a internalizar em você. Do contrário, será apenas mais um livro, como o é para muitos que dominam o grego e o hebraico, que lecionam sobre exegese e hermenêutica, mas que seguem com seus corações endurecidos.
O que fica claro? Que conhecer a escritura não significa conhecer a Deus. Conhecimento do Pai é algo relacional (e não, intelectual), porém o conhecimento da escritura é um ponto importante para que você tome consciência disso. É pela escritura que você vê historicamente Jesus, logo, percebe Deus se relacionando com o homem, afinal, Ele disse: “Quem vê a mim, vê o Pai” (João 14). Jesus é a imagem do Deus invisível (Colossenses 1), portanto devemos ler as escrituras sabendo que Cristo nos revela não apenas a Obra divina realizada para nossa salvação (o Evangelho), mas também o ideal de Deus para que vivamos. Quando olhamos para Jesus vemos o modelo perfeito de ser humano e embora nunca alcancemos a perfeição neste mundo, até que sejamos um dia glorificados em um corpo incorruptível devemos viver tendo o que Ele nos revelou (em ações e em palavras) como parâmetro. Jesus é o referencial para julgarmos (discernirmos) tudo e todos. O que é coerente com Jesus, é a Vontade de Deus para nossa vida.
Não é a leitura da bíblia que lhe trará salvação, mas tornará você mais consciente dela; não é a leitura que lhe trará bênçãos, mas fará com que você se veja abençoado nos mínimos detalhes de sua vida; não é a leitura que lhe fará mais santo, mas revelará a você muita coisa dAquele que lhe santifica. Então medite nas escrituras, não como obrigação, mas como uma forma de gratidão. Muitos desejariam ter neste momento uma bíblia nas mãos, mas não podem. Não desperdice essa dádiva que chegou até você!

Biografia: Martin Luther King




Nascido Michael Luther King, Jr., mais tarde seu nome foi mudado para Martin. Seu avô começou o longo mandato da família King como pastores da Igreja Batista Ebenezer em Atlanta, servindo de 1914 a 1931; seu pai deu seqüência até 1960. E, de 1960 até 1968 quando morreu, Martin, atuou como co-pastor da igreja.

Martin frequentou as escolas públicas no Estado da Georgia nos tempos da segregação racial, completando o segundo grau aos 15 anos. Em 1948, concluiu a faculdade no Morehouse College, uma destacada instituição negra de Atlanta, na qual, tanto seu pai quanto o avô também se graduaram.

Em 1951, ele concluiu o bacharelado, depois de três anos de estudos teológicos no Seminário Teológico Crozer, na Pennsylvânia, onde foi eleito presidente de uma classe de veteranos predominantemente branca. Com a amizade conquistada em Crozer, ele se inscreveu em estudos avançados na Universidade de Boston, completando sua residência para o doutorado em 1953 e se graduando em 1955. Ali em Boston, ele conheceu se casou com Coretta Scott, uma jovem de talentos intelectuais e artísticos incomuns. Dois filhos e duas filhas completaram a família.

Em 1954, Martin Luther King foi aceito como pastor da Igreja Batista da Avenida Dexter em Montgomery - Alabama, onde sempre foi um ferrenho defensor dos direitos civis para os membros de sua raça. King era, naquele tempo, um membro do comitê executivo da Associação Nacional para o Avanço das Pessoas de Cor, a organização líder de seu gênero na América.

Ele estava preparado, pois, bem cedo, em dezembro de 1955, para aceitar a liderança da primeira grande demonstração negra de não violência contemporânea nos Estados Unidos - o boicote a companhia de ônibus de Montgomery. O boicote durou 382 dias. 

Em 21 de dezembro de 1956, a Suprema Corte americana decretou a inconstitucionalidade do decreto que exigia segregação racial em ônibus, [ e a partir dali ] negros e brancos passaram a usar o mesmo ônibus com os mesmos direitos. Durante os dias do boicote King foi preso, sua casa explodida, ele sofreu abuso pessoal, mas, ao mesmo tempo, emergia com um líder negro de primeira magnitude.

Em 1957, ele foi eleito presidente da Conferência de Lideranças Cristãs do Sul, uma organização formada para prover novas lideranças para o agora emergente, Movimento dos Direitos Civis.Os ideais da nova organização foram tomados do cristianismo, mas com as táticas operacionais de Gandhi.

No período de 11 anos ( 1957 - 1968 ), King viajou mais de 10 milhões de quilômetros, e discursou mais de 2.500 vezes; e aparecendo sempre onde havia injustiça, protesto, ações. Neste interim, escreveu cinco livros e numerosos artigos. Naqueles anos, ele liderou um protesto maciço em Birmingham, Alabama, que chamou a atenção do mundo inteiro, providenciando o que se chamou "coalizão de consciências", e se inspirou para escrever " Carta de um cárcere de Birmingham" um manifesto da revolução negra; ele planejou a grande carreata no Alabama pelo direito de votar dos negros, e ele dirigiu a marcha pela paz em Washington, D.C ,a frente de 250.000 pessoas para quem pregou seu mais famoso sermão, " Eu tenho um Sonho".

"Eu tenho um sonho: que um dia esta nação se porá de pé e viverá o verdadeiro significado de sua crença: Nós conservamos esta verdade para ser auto-declarada, que todos os homens foram criados iguais. Eu tenho um sonho, e nele, meus quatro filhos pequenos viverão em uma nação onde não serão julgados pela cor de suas peles mas pelo conteúdo de seus caráteres."

Ele foi recebido pelo presidente Lyndon B Johnson; foi preso, depois disso, cerca de 20 vezes, e atacado no mínimo por 4 vezes, e ele foi agraciado com 05 honrarias, e ele foi nomeado o "Homem do Ano" pela Revista Time em 1963; e ele se tornou não apenas o símbolo dos negros americanos como também em uma figura reconhecida mundialmente.

Com a idade de 35 anos, Martin Luther King, Jr. foi o homem mais jovem a receber o Prêmio Nobel da Paz. Quando recebeu a notícia da sua escolha, ele anunciou que entregaria o dinheiro do prêmio para o fomento do movimento dos direitos civis.

Martin Luther King morreu defendendo suas crenças. Em 4 de abril de 1968, quando estava na varanda do quarto de hotel em Memphis, Tennessee, foi assassinado por James Earl Ray, defensor da supremacia dos brancos com longa ficha criminal. Luther King estava em Memphis para liderar uma marcha de protesto em apoio a trabalhadores em greve na cidade.

Uma campanha para homenageá-lo teve início logo após a sua morte. Sindicatos de trabalhadores forneceram capital financeiro e social para tornar a comemoração do dia do nascimento de Luther King um movimento nacional. Em 1983, o presidente Ronald Reagan sancionou a lei que tornou o aniversário de Luther King feriado nacional, mas só em 2000 o feriado foi pela primeira vez oficialmente observado em todos os 50 estados.

Em 1994, o Congresso dos EUA designou o feriado de Martin Luther King dia nacional de serviços prestados aos outros, convocando americanos de todas as classes sociais a ceder voluntariamente seu tempo e esforço nesse dia para ajudar a concretizar a visão de Luther King de uma "comunidade amada".

Luther King disse certa vez: "A pergunta mais persistente e urgente da vida é: 'O que você está fazendo para os outros?'" - Todos os anos, os americanos tentam responder a essa pergunta voluntariando-se para atividades como arrecadação de fundos para instituições de caridade e coleta e distribuição de alimentos para os necessitados.

- “Temos a oportunidade de tornar os Estados Unidos uma nação melhor" -  disse Luther King às vésperas de sua morte. - "Talvez eu não chegue lá com vocês.

Fontes:
Aqui eu Aprendi: www.aquieuaprendi.blogspot.com.br
Portal Geleadés: www.arquivo.geledes.org.br