sábado, 24 de janeiro de 2015

A inutilidade da ansiedade

Na noite deste sábado, 24/01/2014, o Pr. Wilson Gomes ministrou sobre os males inocorrentes de nossas ansiedades.  Este texto publicado originalmente no site “O Ultimato”, tráz uma importantíssima reflexão sobre este tema tão relevante em nossa caminhada cristã, retratando o desgaste e a inutilidade de nossas ansiedades, afinal de contas, como já disse Jesus: Por que viveis ansiosos?

A ansiedade crônica rouba alguns anos de vida, porque provoca um acentuado dispêndio de energia. Além de ser inútil, ela entristece, adoece — física e emocionalmente — e envelhece. O pior de tudo é que a ansiedade rotineira não prejudica apenas o ansioso, mas também aqueles que convivem com ele em casa, na igreja e no trabalho, incluindo o cônjuge, os filhos e os amigos.

É para evitar esse desperdício de saúde emocional e de alegria que Paulo condena a ansiedade e oferece uma alternativa aos ansiosos. Em última análise, a ansiedade, seja ela esporádica ou crônica, é uma violência contra Deus, porque obriga o ansioso a pôr em dúvida o cuidado que Deus dispensa mais ao ser humano que às aves do céu e aos lírios dos campos (Mateus 6:25-31). Jesus coloca o discípulo ansioso no mesmo nível dos pagãos, que vivem correndo de um lado para outro atrás do que comer, beber e vestir (Mateus 6:32). O Senhor se sente injustiçado com o comportamento ansioso de seus seguidores, porque a ansiedade rouba tempo e energia que deveriam ser gastos na difícil construção de seu reino (Mateus 6:33). Quanto mais tempo se gasta na tentativa de eliminar o vício da ansiedade, mais difícil é livrar-se dela. É por isso que o pastor cubano Rafael Cepeda escreve em seu livro O Tempo e as Palavras: “A preocupação é, talvez, o pecado mais universal, o mais esgotante, o mais bobo e o mais inútil”.

É bom fazer um inventário de nossas possíveis causas para a ansiedade, classificando-as em determinados grupos. Mesmo que seja longa, a lista certamente não será completa. Os motivos para a ansiedade variam de pessoa para pessoa e de circunstância para circunstância. Ao mesmo tempo que condena a ansiedade, Paulo ensina o caminho para livrar-se dela:

“Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus” (Filipenses 4:6-7).

O esquema é muito simples: toda vez que surgir uma preocupação, deve-se apresentá-la diante de Deus por meio da oração suplicante misturada com ação de graças, antes que essa sensação se transforme em ansiedade. A mistura de súplica com agradecimento faz bem, pois obriga a memória a enxergar e localizar as coisas boas da vida e os livramentos passados, diminuindo a tensão interna, encorajando a oração e trazendo a tranquilidade. O resultado não demora: a paz de Deus, “que ninguém consegue entender” ou “que é muito mais maravilhosa do que a mente humana pode compreender” ou “que transcende toda a compreensão humana, ocupará o lugar que seria da ansiedade (Filipenses 4:7). “Lancem sobre ele [Deus] toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês” (I Pedro 5:7).

Tanto um como outro aprenderam com Jesus, que mostrou a inutilidade da ansiedade (“Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida?” – Mateus 6:27) e o cuidado de Deus (“Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, não vestirá muito mais a vocês, homens de pequena fé?” -  Mateus 6:30).


sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Chame a Deus. Pelo nome.


Deus se dá a conhecer por muitos nomes, permitindo ao homem uma grande de intimidade, praticamente impensável entre um ser divino e um ser criado. Com a ajuda da Bíblia da Mulher (SBB), vamos conhecer alguns deles.

*Aba (aramaico - abba): Papai, Papaizinho (Marcos 14:36).

*Todo Poderoso (hebraico-Shaddai): O Deus de Todo poder (Rute-1.20).

*Ancião de Dias (aramaico- Attiq-Yomin):Deus age na história (Daniel 7:9).

*Deus eterno (hebraico -  El Olam):O Deus que não tem começo e nem fim (Gêneses 21:33).

*Pai (hebraico - Ab): A primeira pessoa da trindade (II Samuel 7:14).

*Deus Altíssimo (hebraico:  El Elyan): Aquele que é Exaltado (Gêneses 14:18-20).

*Deus (hebraico - Elohim): O criador (Gêneses 3:3).

* Deus que vê (hebraico -  El Roi): Aquele que supre as nossas necessidades (Gêneses 16:13).

*Santo da Israel (hebraico - Quedoshyisra):O Deus separado, Deus de Israel(Isaías 1.4).

*Juiz(hebraico - shapat):O líder que Julga (Gêneses 18:25).

* Senhor (hebraico -  Adonai): O mestre (Salmo 2:4).

*Senhor (hebraico – Javé “YHWH”): O nome mais Pessoal e intimo usado por Deus para designar-se a si mesmo(I Samuel 1:20).

* O Senhor é a minha bandeira (hebraico - YHW- Nisssi)Javé Protege (Êxodo17:15).

* O Senhor dos Exércitos (hebraico YHWH-Sabaoth): Javé dos Exércitos (I Samuel 1:3).

* O Senhor é Paz (hebraico -  YHWH-Shalom): Javé é Paz (Juízes 6:24).

* O Senhor Proverá (hebraico YHWH-Yereh):Javé Provê (Gêneses 22:14).

* Senhor justiça nossa (hebraico YHWH-IsideKemu):O Justo (Jeremias 23:6).

* O Senhor é o meu Pastor (hebraico - YHWH-Rohi): O Deus que Provê cuidado terno (Salmo 23:1).

* Altíssimo (aramaico - Illaya):O Exaltado (Daniel 7:25).

Não hesite nem por um instante. A qualquer hora do dia, a qualquer momento da vida, chame a Deus!

Bom Final de Semana.

Beijos...

Fonte: Bíblia da Mulher (SBB)


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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

EBD: A fidelidade às doutrinas cristãs


Texto Áureo
Expondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Cristo Jesus, alimentado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido.
I Timóteo 4:6

Verdade Aplicada
Precisamos estar atentos para não sermos levados por questões enganosas, por pessoas que se acham detentores de revelações especiais, disseminadoras de ideias egocêntricas, soberbas e cheias de vaidades.

Textos de Referência
I Timóteo 1:3-7

Como te roguei, quando parti para a Macedônia, que ficasses em Éfeso, para advertires a alguns que não ensinem outra doutrina, nem se deem a fábulas ou a genealogias intermináveis, que mais produzem questões do que edificação de Deus, que consiste na fé; assim o faço agora.
Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida.
Do que desviando-se alguns, se entregaram a vãs contendas, querendo ser mestres da lei e não entendendo nem o que dizem nem o que afirmam.


A fonte de nossos ensinos

Certa vez, o presidente americano Abraham Lincoln declarou: Estou ultimamente ocupado em ler a Bíblia. Tirai o que puderes deste livro pelo raciocínio e o resto pela fé, e, vivereis e morrereis um homem melhor. A grande verdade é que ninguém consegue se manter impassível diante da Bíblia, e este é de fato, o único livro capaz de mudar o destino de um homem, no agora e na eternidade. A Bíblia é na verdade uma compilação de livros (como se fosse uma mini biblioteca), escrita ao longo de 1.600 anos por mais de 40 autores diferentes. Em sua versão “protestante”, contem 66 livros, sendo 39 no Velho Testamento e 27 no Novo Testamento, divididos em 1.189 capítulos e 31.103 versículos (este numero pode chegar a 31.171 dependendo da versão).  Aqueles que se opõem ao conceito de que a Bíblia seja um livro sagrado, apresentam como principal argumento o fato dela ter sido escrita e compilada por homens, e isto de fato, é verdade. O Velho Testamento, por exemplo, possui em sua vasta lista de autores nomes como Moisés, Salomão, Jeremias e Esdras, sendo estes livros catalogados, compilados e reconhecidos pelos mais eruditos rabinos judeus, e somente em 250 d.C., é que houve um consenso sobre quais livros comporiam o cânon vecchio testamentário. No caso do Novo Testamento, nomes como Paulo, Lucas, João, Pedro, Mateus e Tiago figuram entre os principais escritores, sendo que foram os chamados “pais da igreja”, tais como Clemente, Policarpo e Irineu, alguns dos responsáveis pela catalogação dos evangelhos e epístolas, sendo a mesma finalizada apenas em 397 d.C.

Para um livro estar no cânone sagrado foram observados alguns elementos. No caso do Velho Testamento, foi considerado se o livro fazia parte do cânon hebraico, se ele foi citado por Jesus ou seus discípulos e se seus ensinamentos não contradiziam outros livros. Foi exatamente estes critérios que separaram o que hoje consideramos “sagrados” dos chamados “livros apócrifos”, que embora tenham valor histórico inquestionável, não são considerados divinamente “inspirados”. Para o Novo Testamento os critérios foram ainda mais exigentes. O autor precisaria ser um apóstolo ou ter tido ligação direta com um deles. O livro precisaria ser aceito pelo Corpo de Cristo como um todo. O conteúdo obrigatoriamente deveria ser de consistência doutrinária e ensino ortodoxo. O livro teria que conter provas de alta moral e valores espirituais que refletissem a obra do Espírito Santo.

Nenhum livro passaria por este crivo se não fosse inspirado pelo próprio Deus, e foi exatamente Ele, que se encarregou não apenas de “inspirar” os autores, como também “direcionar” os compiladores nas escolhas corretas de quais livros deveriam compor as Escrituras, tornando a Bíblia em nossa única regra de fé, sendo que os ensinamentos nela contidos, são as bases do genuíno cristianismo. Em nenhum momento, porém, a Bíblia se impõe sobre o homem, exigindo dele uma fé cega e atitudes inconsequentes. Muito pelo contrário, a própria Bíblia se coloca na posição de ser verificada, testada, analisada, meditada, conferida e interpretada. Somente após esmiuçar a Palavra, e deixá-la fluir voluntariamente aos recônditos do coração, e que o homem poderá finalmente entender as palavras de Paulo em II Timóteo 3:16 - Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.

A doutrina bíblica é a chave para sermos bem sucedidos na caminhada cristã. Infelizmente, por não ser valorizada, assistimos uma série de novas “doutrinas” surgindo, não para a glória de Deus e sim para o próprio homem. Isso tem feito com que a Igreja do Senhor Jesus experimente um desvio doutrinário e Paulo exorta Timóteo a admoestar quanto aos falsos ensinos que estavam entrando na Igreja (I Timóteo 1:3). Esse desvio doutrinário se caracteriza de várias formas, levando cristãos à distorção ou até mesmo ao abandono da fé. Notemos como esses desvios se caracterizam.


Desvios Doutrinários

Na Igreja de Éfeso havia falsos mestres que enfatizavam extensas genealogias judaicas, crendo que a salvação se baseava em ter uma linhagem até Abraão. A palavra “fábula” é usada para descrever uma narrativa fictícia e enganosa, uma história mítica que faz com que os homens se afastem da verdade. Paulo instrui Timóteo a não permitir a introdução desses novos métodos de ensino, incompatíveis com o legítimo e genuíno Evangelho, pois ele sabia que isso traria deformação e consequentemente vícios desnecessários à própria doutrina. A Bíblia ensina no Novo Testamento que precisamos ter a mesma fé de Abraão para sermos salvos (Romanos 5:1-2). Não fala de participar de sua genealogia. Nos dias atuais, precisamos estar atentos para não nos deixar levar por questões enganosas, produzidas por líderes pretensiosos, que se acham detentores de revelações especiais, disseminando ideias egocêntricas, soberbas e cheias de vaidades, nos distanciando do verdadeiro Evangelho (Gálatas 1:8). Paulo declara abertamente que os falsos mestres são ignorantes quanto as verdades das Escrituras (I Timóteo 1:7). Eles queriam se tornar “famosos” como mestres da Lei de Deus, mas nem sequer entendiam o propósito da Lei. Eles eram rasos, insensatos, pobres no conhecimento de Deus. Eram cegos querendo guiar outros (Mateus 15:14). Para quem deseja ensinar as Escrituras é preciso seguir o exemplo de Esdras (Esdras 7:10). Ele propôs, em seu coração, buscar, cumprir e ensinar a Lei do Senhor. Infelizmente, essa sequência não está sendo observada por muitos que lidam como ensino das Escrituras. Eles não se aplicam ao estudo da mesma, como orienta o apóstolo Paulo (I Timóteo 5:17). A expressão trabalhar dá ideia de um esforço sincero na busca da compreensão do texto bíblico e do ensino.

Falsos ensinos, guiados por motivações impuras, são relatados em diversas partes do Novo Testamento e são um contraste do que Jesus ensinou (Mateus 5:8). Há aqueles que ensinavam visando lucros (II Coríntios 2:17), outros por inveja e porfia (Filipenses 1:15), e ainda aqueles que visavam o domínio do rebanho (I Pedro 5:2-3; Atos 20:30). Esses falsos mestres, contagiados por interesses próprios, tinham a fé adulterada e suas almas distanciadas de Deus submergidas em meio a um labirinto de vaidades. À semelhança desses falsos ensinadores, ainda hoje existem pessoas que estão trilhando o mesmo caminho, às quais precisamos estar atentos, visto que seus ensinos não produzem verdadeira edificação.

Toda e qualquer infidelidade doutrinária é, aos olhos de Deus, prostituição ou adultério (Tiago 4:4). Qualquer desvio ou afastamento doutrinário é causado por motivações humanas (II Timóteo 3:1-7). Nos dias atuais prega-se a ideia do sinergismo, tirando a centralidade de Cristo e colocando em Seu lugar o homem e suas convicções pessoais. Tais pessoas se tornam opositoras do Evangelho dando importância a questões supérfluas, que têm como base um egocentrismo desmedido e oportunista. Não resta dúvida que a cosmovisão atual de muitas igrejas e antropocêntrica ou humanista. No século 21, o desvio doutrinário está mais amalgamado, e de certa forma mais forte, pois no recheio se encontram ideias como o pragmatismo, conceitos neoliberalistas e o mundanismo, que está sendo assimilado em todos os seus tentáculos pós-modernistas.


Motivações Escusas

Quando Ninrode arquitetou o projeto mais audacioso da história da humanidade, ao tentar construir uma torre que alcançasse os céus, e assim, se tornasse um refúgio seguro caso um novo dilúvio fosse enviado sobre a terra, todos os homens de sua geração prontamente atenderam ao chamado. Apesar da complexidade daquela empreitada, a obra prosperou vertiginosamente, pois todos estavam “unidos” e “falavam uma só língua”. Os construtores desenvolveram técnicas especiais para queimar os tijolos afim de lhe dar maior resistência, e utilizavam o piche como liga entre eles, dando condições para que as imensas fileiras de tijolos se sustentassem uma sobre as outras. O campo de trabalho era próspero e o povo esforçado, tanto que o próprio Deus decidiu visitar o “canteiro de obras”. O relato de Gênesis 11:6 expressa a admiração do Criador pela organização dos construtores, sendo que o próprio Deus testifica que se assim continuassem, em breve, não haveria limites para o que os homens pudessem fazer. Exatamente por isso, uma reunião é convocada nos céus, afim de avaliar o portentoso empreendimento, e uma questão importante é trazida para a pauta central.  Tudo está indo muito bem, a obra prospera, o povo é unido e se comunica com perfeição, “mas a motivação” esta deturpada. A intenção de Ninrode com a construção da gigantesca torre era “ajuntar os homens em um único lugar” e “engrandecer o seu próprio nome”. Os homens se esqueceram completamente do nome de “Deus” e agora almejavam perpetrar seus próprios nomes na história. Ao intentar “reunir” os homens em uma única cidade, Ninrode contrariava a ordem divina de multiplicar e “encher” a Terra (Gênesis 1:28). O povo trabalhava corretamente, mas a “MOTIVAÇÃO” estava errada. Assim, conhecendo a força de uma motivação enraizada profundamente no coração humano, Deus decide intervir, e confunde a língua dos homens, e sem poder se comunicar entre si, os construtores não tiveram outra opção a não ser interromper a construção, e cada família se viu obrigada a migrar para regiões diferentes da terra.

Infelizmente, muitos homens têm construído verdadeiros “impérios”, fazendo uso indevido da Palavra de Deus. Interpretam a Bíblia ao bel prazer, aplicando textos isolados como regras de fé para justificar seus engôdos doutrinários. Muitos homens têm se colocado acima do próprio Cristo, com muitas denominações tendo como seu estandarte um líder religioso e não mais o Salvador Ressurreto. Obras megalomaníacas ofuscam a simplicidade do Evangelho. Rituais abolidos pelo próprio Cristo são trazidos de volta com intenções puramente comerciais. A fé do povo tem sido tratada como moeda de troca e milagres são barganhados por bens materiais. Homens amantes de si mesmo, que por puro hedonismo e interesse pessoal são verdadeiros “profissionais” da fé, e com isso, pastores se tornam animadores de plateias e levitas são elevados a status de ídolos. Obviamente, quando isto acontece, a Bíblia é posta no centro de um cabo de guerra de intenções escusas. Nestes casos, a motivação está claramente deturpada, sendo lapidada pelos mesmos falsos profetas que Jesus nos alertou que estariam em nosso meio (Mateus 24:11).

Se tem uma lição que Babel nos ensinou, é que quando as motivações estão deturpadas, a obra pode até prosperar, mas um dia, essa ostentação se transformará em ruína. O orgulho humano precede a queda e a avareza é um anuncio antecipado da miséria. Que possamos voltar ao Evangelho puro e simples que Jesus nos ensinou, onde o amor é o maior mandamento e corações limpos são cartões de visita para o trono de Deus. Onde os valores são medidos pela voluntariedade e não por cifras monetárias. Onde o que somos testifica do Evangelho e não apenas o que temos. Um Evangelho onde Cristo seja o centro e homens sejam apenas servos. Um Evangelho onde a Bíblia seja amada, lida e meditada com fervor e paixão, e não garimpada descompromissadamente, apenas em busca de argumentos que justifiquem as motivações libidinosas de homens que se comprometem apenas com o próprio ego.


Consequências do 
desvio doutrinário da Igreja

Os efeitos do desvio doutrinário são perceptíveis aos olhos de todos, pois aquele que se distancia do ensino salutar das Escrituras, passa a ter atitudes que o igualam às pessoas que não conhecem a Cristo. Essas atitudes afastam as pessoas da Igreja, e, quando não as afastam, faz com que se tornem instrumentos para a disseminação de contendas entre os irmãos. O abandono da doutrina cristã afasta as pessoas da Igreja não somente no âmbito físico, mas, acima de tudo, no âmbito espiritual. A falta de amor, de um coração puro, de uma boa consciência e de uma fé sincera promove um afastamento do propósito verdadeiro que foi dado à Igreja desde sua fundação (Atos 4:32). O próprio Cristo nos ensinou que nos últimos dias, por se multiplicar a iniquidade, o amor, qualidade essencial à vida cristã, se esfriaria (Mateus 24:12). Vemos assim que tanto hoje como na época do apóstolo Paulo algumas igrejas vêm sofrendo desvios doutrinários e, consequentemente, a perda de valores fundamentais da fé cristã (I Timóteo 1:5).

Os falsos mestres estavam causando divisão e contendas trazendo enormes prejuízos à obra de Deus. Havia o desejo de um se mostrar melhor que o outro, gerando assim uma disputa dentro da Igreja. Eles se tornaram verdadeiros agentes de Satanás, promovendo a desunião familiar, intrigas entre os irmãos e um mal-estar na Igreja. Os que semeiam contendas entre os irmãos e trazem confusões para o meio da Igreja são abominação para o Senhor (Provérbios 6:16-19). Esse desvio acarretava problemas e divergências de ordem doutrinária (I Timóteo 6:3-5; II Timóteo 2:14), pessoal e espiritual (I Coríntios 3:1-3; Tiago 4:1).

A Igreja deve viver afastada do pecado em todas as suas manifestações (Romanos 6:1-2). O Diabo tem usado tudo o que está a seu alcance para embaraçar a vida de santidade da Igreja, e seu método mais poderoso para influenciar os crentes a usar e abusar das coisas deste mundo são os meios de comunicação de massa (televisão, internet, jornais, revistas, etc.). O uso indevido desses meios, por cristãos que se encontram desapercebidos e insensíveis aos perigos que os rondam, tem feito com que os usos e costumes do mundo adentre em suas vidas e incorporem seu dia a dia sem nenhum temos, enfraquecendo suas vidas espirituais e tornando-os indiferentes ao propósito de Deus. Essa manipulação ocorre por causa da falta de leitura e meditação nas e Escrituras e por não dar ouvido aos ensinos pastorais. A consequência disso é que se tornam preguiçosos e analfabetos espirituais, ignorantes, meninos inconstantes (Efésios 4:11-14). É preciso que leiamos mais a Bíblia, que oremos mais, que frequentemos mais as reuniões de ensino da Igreja (I João 2:15-17).


Retorno à fidelidade doutrinária

Ao lermos os escritos de Paulo a Timóteo entendemos que a possibilidade de retorno não foi apenas para os insubordinados de sua época, mas também para os de hoje.  Preservar a Palavra de Deus em nosso coração é o único meio de nutrir intenções puras, a fim de reter o amor de Deus em nós (Salmos 119:11). A Palavra tem em si a condição de promover a purificação do nosso homem interior discernindo pensamentos e intenções, possibilitando que o Espírito Santo trate conosco, produzindo assim uma fé sincera (Hebreus 4:12). Isso produz no cristão uma mente que está em constante transformação, dando a este o entendimento necessário para que viva uma vida de fidelidade, não se conformando com o mundo a sua volta (Romanos 12:2). Somente cientes da vontade de Deus poderemos compreender Seu amor, santificando cada vez mais nossas vidas em Sua presença, vivendo com um coração puro e uma fé não fingida.

Em sua ignorância e incredulidade, Paulo, por seu zelo pelo judaísmo e motivação errada, ridicularizou os ensinos de Jesus e perseguiu o povo de Deus. Porém, ao ter um encontro com Cristo, sua vida foi completamente transformada (Atos 9:1-9). Quando entendemos o verdadeiro objetivo da doutrina não apenas somos transformados em uma nova criatura (II Coríntios 5:17), como também recebemos condições para o crescimento espiritual, (I Pedro 2:2) até chegarmos à estatura de varão perfeito (Efésios 4:13).

Consciente de que o que faz um homem andar firme na presença de Deus é o reconhecimento de Sua graça (I Coríntios 1:4-9). Paulo ensina que nada que façamos por meio de nossos esforços redundará em merecimento diante de Deus (Efésios 2:8-9). O que está em evidência é o seu favor e o exercício contínuo da fé, promovida através do conhecimento da Palavra de Deus, transmitida a nós por meio da vida, ensino e morte de Jesus Cristo. Ser fiel a doutrina Bíblica é uma necessidade urgente a todo cristão! Devemos estudar e meditar intensamente na Bíblia e nas doutrinas cristãs para que sejamos defensores da fé (I Timóteo 1:18). Ser um cidadão do Reino é ser poderoso na Palavra e na doutrina (Tito 1:9), batalhando pela fé (Judas 3) para ter o discernimento bíblico e ético que gera respostas mansas e cheias de temos de Deus (I Pedro 3:15). É possível caminhar nesta vereda conhecendo a Escritura Santa e manejando bem esta espada (II Timóteo 2:15-16). Lembre-se, a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus (Romanos 10:17), logo não existe fé sem compromisso com a Palavra. Compromissados com a vontade de Deus, estaremos inabaláveis, exortados na doutrina, firmes, sem desviar da verdade (II Timóteo 4:1-4).


A Verdade que liberta

A palavra “EVANGELHO” significa literalmente “Boa Notícia” ou “Boas Novas”. Porém, mais do que trazer alegria e esperança, esta “novidade” vinda diretamente dos céus traz para a vida do ser humano uma verdadeira “transformação”.  Não uma mudança superficial ou uma mera adaptação a um estilo religioso de vida, mas sim uma guinada de 180º que começa no interior do coração humano e se expande progressivamente por sua alma, espírito e corpo, até levar o indivíduo ao padrão de homem perfeito, estabelecido e personificado em Cristo.  Esse é um processo longo e contínuo que só será completado quando o nosso corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, no exato momento que encontrarmos o Senhor nos ares.  Mas até lá, cabe a cada um se entregar sem reservas a esta “transformação” espiritual que o Evangelho de Jesus Cristo tem o poder de efetuar.

Esta transformação começa pela liberdade de todas as amarras que nos prendem ao passado pecaminoso ou então ao legalismo que nos veste com trajes de religiosidade enquanto nossas intenções estão distantes dos desígnios de Deus. E esta liberdade nasce do conhecimento – “Conhecereis a VERDADE e a VERDADE vós libertara” (João 8:32). Jesus é esta verdade libertadora, e portanto é inadmissível que o cristão continue amarrado em traumas e pendências pretéritas. Quando o homem tem um encontro real com o Salvador, uma mudança genuína acontece, pois o sangue de Cristo suplanta toda maldição e o amor que abunda na cruz, lança fora todo o medo. Jesus é poderoso o suficiente para arrebentar cordas e destruir grilhões e fará isso na vida de qualquer pessoa que realmente o receba como o Messias. Ele apaga nosso passado e nos orienta rumo a um futuro glorioso. O problema de grande parte da cristandade é exatamente viver um Evangelho superficial, onde muito se fala, mas pouco se vive. Jesus está presente nas falas, mas omitido nas ações. É muito sermão e pouca experiência. Fachada sem comprometimento. Jesus quer promover mudanças, mas muitas pessoas estão conformadas com suas vidinhas medíocres e acomodadas em sua redoma legalista, pouco propensas para viver uma transformação verdadeira.  E esta é a grande questão: Queremos viver o Evangelho em sua plenitude ou continuar na mediocridade de uma religião vazia com um cristo genérico?

Para ser livre, é preciso encontrar a Verdade, e isto basicamente significa viver uma experiência pessoal e verdadeira com Jesus. Não “aceitar” Jesus de forma ritualista como é tão usual hoje em dia, mas sim “entregar-se” completamente à Jesus, permitindo que ele seja o Senhor absoluto de sua vida. Andar com Ele. Pensar como Ele. Ser como Ele. Este tipo de desenvolvimento só é possível se pautado ponto a ponto no manual de instrução que verbaliza o passo a passo de uma vida cristocêntrica: A Bíblia. É nela que Jesus se revela e se torna um modelo de como cada cristão precisa agir e pensar. Renegar a Bíblia é como rejeitar o próprio Cristo, e “abandonar” as escrituras em um canto da estante é “exilar” Jesus no limbo de nosso coração. 

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Para conhecer os princípios e passos para uma jornada cristã íntegra e frutífera através da FIDELIDADE, venha participar neste domingo, (25/01/2015),  da Escola Bíblica Dominical.

Material Base:
Revista Jovens e Adultos nº 94  - Editora Betel
Fidelidade - Lição 4  
Comentarista: Pr. Edmar Oliveira da Silva

Comentários Adicionais (em vermelho)
Pb. Miquéias Daniel Gomes / Ev. Lucas Gomes


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Vídeo: Sansão e Dalila

Com um elenco de peso que inclui nomes como Eric Thal , Elizabeth Hurley, Michael Gambon, Jonathan Rhys Meyers  e Dennis Hopper, “Sansão e Dalila” (Samson and Delilah) é uma co-produção de EUA/Alemanha/Itália, lançada originalmente em 1996. 
 
O longa metragem logo se tornou um clássico entre os filmes de origem bíblica, recontando a história da ascensão, queda e renascimento de um dos maiores juízes da história de Isarel.

Esta é a história do herói israelita Sansão e da linda filisteia Dalila. 

Ele, um simples pastor com a força de um titã. Ela, dividida entre o amor e a lealdade a seu povo. Impedida pelo pai de se casar com Sansão, a bela Dalila arquiteta um plano e acaba com a força de seu amor, tornando-o um escravo do povo filisteu. Ao recuperar sua força, Sansão passa a perseguir e a derrotar um a um, aqueles que o escravizam.  




terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Luto: Kleber Antônio Ferreira




20 de Janeiro de 2015 será lembrado como um dia de grandes perdas para nossa igreja Nas primeiras horas do dia, perdemos nossa irmã Zilda, e já no final da tarde descansou no Senhor, aos 67 anos, nosso amado irmão Kleber Antônio Ferreira, um verdadeiro patrimônio de nossa comunidade.

Nascido em 10/02/1947, nosso irmão Kleber é um dos pioneiros do trabalho na cidade de Estiva Gerbi, exercendo o ministério de músico como um exímio trombonista, chegando a participar da orquestra da igreja sede em Mogi Guaçu. Nos últimos anos, vitimado por uma série de enfermidades e intervenções cirúrgicas, ele lutou bravamente para estar de pé, sendo constante no fervor e inabalável em sua fé.

No último domingo (18/01/2015), mesmo muito debilitado, nosso irmão Kleber fez questão de participar da celebração da Santa Ceia do Senhor, e esta será sempre nossa última lembrança deste guerreiro do Senhor: Fé e Devoção!

Eu sei que o meu redentor vive, e que por fim se levanta­rá sobre a terra. E depois de consumida a minha pele, ainda em minha carne verei a Deus." (Jó 19:25-26).

Luto: Zilda Rodrigues Marcelino Anselmo




Ainda nas primeiras horas desta terça feira, dia 20/01/2015, descansou no Senhor a nossa irmã Zilda Rodrigues Marcelino Anselmo, aos 56 anos de idade.

Embora tenhamos passado pouco tempo juntos, aprendemos a amá-la e respeitá-la, justificando assim todo o nosso pesar por esta perca. 

Discreta e constante, a irmã Zilda conquistou nosso coração sem grandes alardes, e em pouco tempo se tornou parte desta família. Deixa três filhas e sete netos.

Externamos aqui nossa solidariedade a toda família enlutada, orando para que haja conforto em cada coração.

Pois assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo. Mas cada um por sua or­dem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda. Ora, o último inimigo que há de ser destruído é a mor­te" 
(I Coríntios 15:22-23,26)

Biografia: John Bunyan



 
"Caminhando pelo deserto deste mundo, parei num sítio onde havia uma caverna (a prisão de Bedford): ali deitei-me para descansar. Em breve adormeci e tive um sonho. Vi um homem coberto de andrajos, de pé, e com as costas voltadas para a sua habitação, tendo sobre os ombros uma pesada carga e nas mãos um livro".

Faz três séculos que João Bunyan assim iniciou o seu livro, “O Peregrino”. Os que conhecem as suas obras literárias podem testificar de que ele é, de fato, "o Sonhador Imortal" - "Estando ele morto, ainda fala". Contudo, enquanto miríades de crentes conhecem “O Peregrino”, poucos conhecem a história da vida de oração desse valente pregador.

Bunyan, na sua obra, Graça Abundante ao Principal dos Pecadores, nos informa que seus pais, apesar de viverem em extrema pobreza, conseguiram ensiná-lo a ler e escrever. Ele mesmo se intitulou a si próprio de "o principal dos pecadores"; outros atestam que era "bem-sucedido" até na impiedade. Contudo, casou-se com uma moça de família cujos membros eram crentes fervorosos Bunyan era funileiro e, como acontecia com todos os funileiros, era paupérrimo; ele não possuía um prato nem uma colher - apenas dois livros: O Caminho do Homem Simples para os Céus e A Prática da Piedade, obras que seu pai, ao falecer, lhe deixara. Apesar de Bunyan achar algumas coisas que lhe interessavam nesses dois livros, somente nos cultos é que se sentiu convicto de estar no caminho para o Inferno. Descobre-se nos seguintes trechos, copiados de Graça Abundante ao Principal dos Pecadores, como ele lutava em oração no tempo da sua conversão:
"Veio-me às mãos uma obra dos ‘Ranters ‘, livro estimado por alguns doutores. Não sabendo julgar os méritos dessas doutrinas, dediquei-me a orar desta maneira: ‘Ó Senhor, não sei julgar entre o erro e a verdade. Senhor, não me abandones por aceitar ou rejeitar essa doutrina cegamente; se ela for de ti, não me deixes desprezá-la; se for do Diabo, não me deixes abraçá-la!  - e, louvado seja Deus, Ele que me dirigiu a clamar; desconfiando na minha própria sabedoria, Ele mesmo me guarda do erro dos ‘Ranters ‘. A Bíblia já era para mim muito preciosa nesse tempo." "Enquanto eu me sentia condenado às penas eternas, admirei-me de como o próximo se esforçava para ganhar bens terrestres, como se esperasse viver aqui eternamente... Se eu pudesse ter a certeza da salvação da minha alma, como se sentiria rico, mesmo que não tivesse mais para comer a não ser feijão."
 
"Busquei o Senhor, orando e chorando e do fundo da alma clamei: ‘Ó Senhor, mostra-me, eu te rogo, que me amas com amor eterno!  Logo que clamei, voltaram para mim as palavras, como um eco: ‘Eu te amo com amor eterno! ‘Deitei-me para dormir em paz e, ao acordar, no dia seguinte, a mesma paz permanecia na minha alma. O Senhor me assegurou: ‘Amei-te enquanto vivias no pecado, amei-te antes, amo-te depois e amar-te-ei por todo o sempre ‘." "Certa manhã, enquanto tremia na oração, porque pensava que não houvesse palavra de Deus para me sossegar, Ele me deu esta frase: ‘A minha graça te basta’. “O meu entendimento foi tão iluminado como se o Senhor Jesus olhasse dos céus para mim, pelo telhado da casa, e me dirigisse essas palavras. Voltei para casa chorando, transbordando de gozo e humilhado até o pó. "

"Enquanto eu assim meditava, o seguinte trecho das Escrituras penetrou no meu espírito com poder: ‘Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou. ‘Assim fui levantado para as alturas e me achava nos braços da graça e misericórdia. Antes temia a morte, mas depois clamei: ‘Quero morrer. ‘A morte tornou-se para mim uma coisa desejável. Não se vive verdadeiramente antes de passar para a outra vida. ‘Oh! ‘- pensava eu - ‘esta vida é apenas um sonho em comparação à outra! ‘Foi nessa ocasião que as palavras ‘herdeiros de Deus ‘se tornaram tão cheias de sentido, que eu não posso explicar aqui neste mundo. ‘Herdeiros de Deus! ‘O próprio Deus é a porção dos santos. Isso vi e disso me admirei, contudo, não posso contar o que vi... Cristo era um Cristo precioso na minha alma, era o meu gozo; a paz e o triunfo por Cristo eram tão grandes que tive dificuldade em conter-me e ficar deitado."
 
Bunyan, na sua luta para sair da escravidão do vício e do pecado, não fechava a alma dos perdidos que ignoravam os horrores do inferno. Acerca disto ele escreveu: "Percebi pelas Escrituras que o Espírito Santo não quer que os homens enterrem os seus talentos e dons, mas antes que despertem esses dons... Dou graças a Deus, por me haver concedido uma medida de entranhas e compaixão, pela alma do próximo, e me enviou a esforçar-me grandemente para falar uma palavra que Deus pudesse usar para apoderar-se da consciência e despertá-la. Nisso o bom Senhor respondeu ao apelo de seu servo, e o povo começou a mostrar-se comovido e angustiado de espírito ao perceber o horror do seu pecado e a necessidade de aceitar a Jesus Cristo."
 
Os obstáculos que Bunyan tinha de encarar eram muitos e variados. Satanás, vendo-se grandemente prejudicado pela obra desse servo de Deus, começou a levantar barreiras de todas as formas. Bunyan resistia fielmente a todas as tentações de vangloriar-se sobre o fruto de seu ministério e cair na condenação do Diabo. Quando, certa vez, um dos ouvintes lhe disse que pregara um bom sermão, ele respondeu: "Não precisa dizer-me isso, o Diabo já cochichou a mesma coisa no meu ouvido antes de sair da tribuna." Então o inimigo das almas suscitou os ímpios para caluniá-lo e espalhar boatos em todo o país, a fim de induzi-lo a abandonar seu ministério. Chamavam-no de feiticeiro, jesuíta, cangaceiro e afirmavam que vivia amancebado, que tinha duas esposas e que os seus filhos eram ilegítimos. Quando o Maligno falhou em todos esses planos de desviar Bunyan do seu ministério glorioso, os inimigos denunciaram-no por não observar os regulamentos dos cultos da igreja oficial. As autoridades civis o sentenciaram à prisão perpétua, recusando terminantemente a revogação da sentença, apesar de todos os esforços de seus amigos e dos rogos da sua esposa - tinha de ficar preso até se comprometer a não mais pregar.
 
Acerca da sua prisão, ele diz: "Nunca tinha sentido a presença de Deus ao meu lado em todas as ocasiões como depois de ser encerrado... fortalecendo-me tão ternamente com esta ou aquela Escritura até me fazer desejar, se fosse lícito, maiores provações para receber maiores consolações". "Antes de ser preso, eu previa o que aconteceria, e duas coisas ardiam no coração, acerca de como podia encarar a morte, se chegasse a tal ponto. Fui dirigido a orar pedindo a Deus me fortalecesse com toda a força, segundo o poder da sua glória, em toda a fortaleza e longanimidade, dando com alegria graças ao Pai. Quase nunca orei, durante o ano antes de ser preso, sem que essa Escritura me entrasse na mente e eu compreendesse que para sofrer com toda a paciência devia ter toda a fortaleza, especialmente para sofrer com alegria.  Resolvi, como Paulo disse, não olhar para as coisas que se vêem, mas sim, para as que se não vêem, porque as coisas que se vêem, são temporais, mas as coisas que se não vêem, são eternas. Contudo, apesar desse auxílio, senti-me um homem cercado de fraquezas. A separação da minha esposa e de nossos filhos, aqui na prisão torna-se, às vezes, como se fosse a separação da carne dos ossos. E isto não somente porque me lembro das tribulações e misérias que meus queridos têm de sofrer; especialmente a filhinha cega. Minha pobre filha, quão triste é a tua porção neste mundo! Serás maltratada, pedirás esmolas; passarás fome, frio, nudez e outras calamidades! Oh! os sofrimentos da minha ceguinha quebrar-me-iam o coração aos pedaços!"
 
"Eu meditava muito, também, sobre o horror ao Inferno para os que temiam a Cruz a ponto de se recusarem a glorificar a Cristo, suas palavras e leis perante os filhos dos homens. Além do mais, pensava sobre a glória que Ele preparara para os que, em amor, fé e paciência, testificavam dele. A lembrança destas coisas servia para diminuir a mágoa que sentia ao lembrar-me de que eu e meus queridos sofriam pelo testemunho de Cristo”. Nem todos os horrores da prisão abalaram o espírito de João Bunyan. Quando lhes ofereciam a sua liberdade sob a condição de ele não pregar mais, respondia: "Se eu sair hoje da prisão pregarei amanhã, com o auxílio de Deus". Mas se alguém pensar que, afinal de contas, João Bunyan era apenas um fanático, deve ler e meditar sobre as obras que nos deixou: Graça Abundante ao Principal dos Pecadores; Chamado ao Ministério; O Peregrino; A Peregrina; A Conduta do Crente; A Glória do Templo; O Pecador de Jerusalém é Salvo; As Guerras da Famosa Cidade de Alma humana; A vida e a Morte de Homem Mau; O Sermão do Monte; A Figueira Infrutífera; Discursos Sobre Oração; O Viajante Celestial; Gemidos de Uma Alma no Inferno; A Justificação é Imputada, etc.
 
Passou mais de doze anos encarcerado. É fácil dizer que foram doze longos anos, mas é difícil conceber o que isso significa - passou mais da quinta parte da sua vida na prisão, na idade de maior energia. Foi um quacre, chamado Whitehead, que conseguiu a sua libertação. Depois de liberto, pregou em Bedford, Londres, e muitas outras cidades. Era tão popular, que foi alcunhado de "Bispo Bunyan". Continuou o seu ministério fielmente até a idade de sessenta anos, quando foi atacado de febre e faleceu. O seu túmulo é visitado por dezenas de milhares de pessoas. - Como se explica o êxito de João Bunyan? O orador, o escritor, o pregador, o professor da Escola Dominical e o pai de família, cada um conforme o seu ofício pode lucrar grandemente com um estudo do estilo e méritos de seus escritos, apesar de ele ter sido apenas um humilde funileiro, sem instrução. - Mas como se pode explicar o maravilhoso sucesso de Bunyan? Como pode um iletrado pregar como ele pregava e escrever num estilo capaz de interessar à criança e ao adulto; ao pobre e ao rico; ao douto e ao indouto? A única explicação do seu êxito é que "ele era um homem em constante comunhão com Deus". Apesar de seu corpo estar preso no cárcere, a sua alma estava liberta. Porque foi ali, numa cela, que João Bunyan teve as visões descritas nos seus livros - visões muito mais reais do que os seus perseguidores e as paredes que o cercavam. Depois de desaparecerem os perseguidores da terra e as paredes caírem em pó, o que Bunyan escreveu continua a iluminar e alegrar a todas as terras e a todas as gerações. O que vamos citar mostra como Bunyan lutava com Deus em oração: "Há, na oração, o ato de desvelar a própria pessoa, de abrir o coração perante Deus, de derramar afetuosamente a alma em pedidos, suspiros e gemidos. ‘Senhor ‘, disse Davi, diante de ti está todo o meu desejo e o meu gemido não te é oculto (Salmo 38.9). E outra vez: ‘A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus? Quando me lembro disto, dentro de mim derramo a minha alma!  (Salmo 42.2-4). Note: ‘Derramo a minha alma!‘ é um termo demonstrativo de que em oração sai a própria vida e toda a força para Deus".

Em outra ocasião escreveu: "As melhores orações consistem, às vezes, mais de gemidos do que de palavras e estas palavras não são mais que a mera representação do coração, vida e espírito de tais orações".

Como ele insistia e importunava em oração a Deus, é claro no trecho seguinte: "Eu te digo: Continua a bater, chorar, gemer e prantear; se Ele se não levantar para te dar, porque és seu amigo, ao menos por causa da tua importunação, levantar-se-á para dar-te tudo o que precisares". Sem contestação, o grande fenômeno da vida de João Bunyan consistia no seu conhecimento íntimo das Escrituras, as quais amava; e na perseverança em oração ao Deus que adorava. Se alguém duvidar de que Bunyan seguia a vontade de Deus nos doze longos anos que passou na prisão de Bedford, deve lembrar-se de que esse servo de Cristo, ao escrever O Peregrino, na prisão de Bedford, pregou um sermão que já dura quase três séculos e que hoje é lido em cento e quarenta línguas. É o livro de maior circulação depois da Bíblia. Sem tal dedicação a Deus, não seria possível conseguir o incalculável fruto eterno desse sermão pregado por um funileiro cheio da graça de Deus!
 
 
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Qual a diferença de anjos, arcanjos, querubins e serafins?

Na Bíblia encontramos referências nominais para a existência de pelo menos quatro classes de seres angelicais existentes no céu, sendo elas:  Anjo, Arcanjo, Querubim e Serafim. 

Mas embora saibamos de sua existência pelo texto sagrado, pouco sabemos na prática sobre elas, já que não existe um detalhamento aprofundado sobre cada uma dessas categorias e nem sobre suas funções específicas, ou ainda em relação ao aspecto de cada um destes seres. Mesmo assim, ainda que com poucas informações, podemos pelo menos ter um vislumbre, que nos proporciona uma ideia razoável e nos leva a um entendimento parcial de como estes seres celestes se distinguem entre si. O site Esboçando Idéias, assim classifica os seres angelicais.

Os Anjos  são citados na Bíblia como mensageiros executores das ordens de Deus (Gênesis 16:10; Daniel 6:22; Salmos 103:20). Os anjos são espíritos que servem a Deus e também aos servos de Deus, conforme explicitado no Salmos 34: 7. Deus criou os anjos puros, mas uma parte deles preferiu rebelar-se contra o criador, e tornaram-se o que hoje chamamos de “demônios” (Judas 1:6). Em alguns textos os anjos são descritos com características semelhantes as humanas (João 20.:12).

O Arcanjo é citado na Bíblia como uma espécie de “anjo-chefe”. A palavra arcanjo te exatamente este significado, já que o prefixo “arc” remete a idéia de “acima” ou “superior”. Judas 1:9 não só faz menção a esta classe de anjo, como também identifica o ser celeste por um nome próprio - “Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda!” - O fato de esse arcanjo contender ou lutar diretamente contra o diabo mostra que é um ser dotado de grande poder e autoridade, e que exerce uma posição de destaque na esfera espiritual. Em todo o texto bíblico, apenas Miguel é identificado como um “arcanjo”

Os Querubins  são citados na Bíblia como seres que têm asas e uma forma semelhante a humana (Êxodo 25:20). Em algumas passagens, como Ezequiel 41: 18-19, os querubins são descritos com forma de animais. Em outros textos, os querubins têm um aspecto mais estranho, mesclando características de pessoas e animais, como é o caso de Ezequiel 1: 5- 8, onde esses seres possuem quatro rostos, quatro asas, mãos que saiam de debaixo das asas. Independentemente do aspecto e da forma, esses seres estão sempre ligados a glorificação da majestade e grandeza de Deus (Apocalipse 4: 6-8). 

Só existem dois versículos na Bíblia mencionando os Serafins: Isaías 6:2-6. Nestes versos os serafins são descritos da seguinte forma: “cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava”. Da mesma forma que os querubins, os serafins sempre estão ligados a glorificação da majestade e grandeza de Deus.  Nada mais pode ser dito sobre eles.

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