segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Conheça o tema do próximo trimestre da EBD

A Editora Betel divulgou o tema da EBD para o segundo trimestre de 2015, que será comentada pelo Pr. Belchior M. da Costa. O início das aulas do próximo trimestre está previsto para 05 de abril, sempre aos domingos a partir das 9:00 horas. Confira:



Moisés – O Legislador de Israel
“Aprendendo a sabedoria na escola de Deus no deserto, para ser líder e profeta”
  
Sumário
Lição 01 - Um Faraó que não conheceu José
Lição 02 -   Conhecendo as limitações do tempo
Lição 03 -  O comissionamento de Moisés
Lição 04 -  A missão profética de Moisés
Lição 05 -  Moisés, o guia dos filhos de Israel
Lição 06 -   Moisés, um sábio recebendo conselhos
Lição 07 - Oração, a busca mais sublime de Moisés
Lição 08   - Revelando as impurezas da alma
Lição 09   - Construindo bezerros de ouro
Lição 10   - Os últimos conselhos de um grande líder
Lição 11   -  A fé heroica de Moisés
Lição 12   - O último encontro de um grande herói
Lição 13 -  Aspectos da vida de Moisés

O que a Bíblia diz sobre a Quaresma?

De acordo com a tradição de alguns ramos do cristianismo, a QUARESMA é um período de quarenta dias que corresponde ao tempo decorrente entre a Quarta Feira de Cinzas (que em teoria visa uma reflexão sobre a mortalidade humana) até a Páscoa, data em que o cristianismo celebra a ressurreição de Jesus. Está pratica foi estabelecida ainda no século IV, sendo que em sua origem, deveriam ser guardados 46 dias, onde os cristãos deveriam dedicar-se a um período de jejum, oração, moderação, abstinência da carne e auto negação. Até mesmo as vestimentas eclesiásticas deveriam ter outra cor no período (roxo), afim de expressar o contristamento provocado por este resguardo espiritual. Durante a Quaresma, os participantes comem com moderação ou abrem mão de um determinado alimento e/ou hábito. Não é incomum que pessoas deixem de fumar durante o período, ou façam promessas de desligar a televisão, parar de comer doces ou deixar de mentir. Em tese, seriam seis semanas de auto-disciplina e aproximação com Deus pela penitencia.

A Quaresma supostamente baseia-se no jejum de 40 dias feito por Jesus depois de seu batismo,  e começou como uma forma de cristãos católicos (e algumas ramificações do protestantismo) se lembrarem do valor do arrependimento, sendo que as ações do período deveriam se  assemelhar com as atitudes de pessoas no Antigo Testamento que  jejuavam e se arrependiam em sacos e cinzas. Contudo, através dos séculos, valores muito mais “sacramentais” foram se desenvolvendo. Muitos cristãos acreditam que deixar de fazer algo na Quaresma seja uma maneira de ganhar a bênção de Deus. Entretanto, a Bíblia ensina que a graça não pode ser alcançada por nossos esforços, pois ela é “o dom da justiça” (Romanos 5:17).
 
Biblicamente falando, não existe nenhum versículo que incentive esta prática ou nos de qualquer instrução acerca da Quaresma. É preciso também,  ter o conhecimento que ao se isolar no deserto, Jesus estava se preparando ministerialmente, e não estabelecendo uma tradição ritualística. Além disso, Jesus ensinou que o jejum deve ser feito de forma discreta, e não usado como uma “bandeira” publicitária: “E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto, Para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente” (Mateus 6:16-18).
 
Em resumo, a guarda da Quaresma não é uma ordenança Bíblia, mas as práticas atreladas a ela são. O jejum realizado com sabedoria é benéfico, oração é necessidade em nossa vida diária, abnegação e sacríficos de louvor são inerentes a caminhada cristã, e obviamente Deus se agrada quando nos arrependemos de hábitos pecaminosos. Não há absolutamente nada de errado em tirar um tempo para se meditar na morte e ressurreição de Jesus,  no entanto, arrepender-se do pecado é algo que devemos fazer todos os dias do ano, e não apenas durante os dias da Quaresma.
 
O cristão deve portanto “estender” sua Quaresma para os 365 dias do ano, dedicando sua vida a piedade, a justiça, ao arrependimento e a comunhão irrestrita com Deus. Tudo isto de forma voluntária e sincera, sem a necessidade de dias previamente determinados ou ritos estabelecidos por um clero. 
 
 
Se você gostou desta postagem, poderá gostar também de: 





domingo, 22 de fevereiro de 2015

Culto Especial de Aniversariantes - Fevereiro


22 de fevereiro de 2015, último domingo do mês, então é hora de homenagear os aniversariantes e render graças ao Senhor pela vida desses queridos irmãos. E mais uma vez a cerimônia foi singela, porém muito tocante, com os departamentos da igreja louvando ao nosso Deus e a participação de convidados especiais.

As crianças da igreja prepararam um número musical muito especial e o Ministério de Louvor Diante da Graça caprichou em apresentações acústicas. O Pb. Miquéias Daniel Gomes trouxe uma palavra baseada no Salmo 139, onde falou sobre o plano que Deus elaborou para a vida de cada um, e sobre a necessidade de viver esse projeto afim de ser plenamente feliz.

Nossa secretaria exibiu seu tradicional vídeo comemorativo e todos os aniversariantes foram convidados para partirem o bolo e cantarem com a igreja os parabéns para você.

Fica aqui nossas felicitações a todos os aniversariantes de fevereiro, bem como as nossas preces para que haja paz e felicidade em todas as esferas de suas vidas.

02 - Juscileine Beatriz Alves Luiz
03 - Jennifer Vitória da Silva
03 - Mateus Freitas
03 - Rebeca Freitas
04 - Eloah Roberta Jardim Parísio
05 - Vilson Aparecido Duarte
06 - Édipo Donizete
07 - Tiago da Silva Almeida
10 - Vitor Rafael de Morais
11 - Sérgio Candido
12 - Alexandre Bernardo Sant´Ana
12 - Juliana Marques Conceição
14 - Maysa Gianelli
15 - Caio Nunes
17 - Geraldo Chaves Gomes
17 - Antonio Marcos Damico
20 - Thaís da Silva Almeida
21 - Debora Cristina Ferreira
25 - Thaína Helena Matias
25 - Viviane Gonçalves Sevarolli
26 - Carlos Eduardo Alves Brito
26 - Claudomiro Candido
26 - Jonatas Antônio Correa
28 - João Vitor Candido
28 - Mislene Gianelli
28 - Rosa Borsatti Alves


Batismo em Águas


Participar de uma cerimônia de batismo em águas é como presenciar uma farta colheita após um ano de muito labor. Como é maravilhoso contemplar o brilho dos olhos de cada candidato, vivendo ardorosamente o primeiro amor. A alegria de cada ministro ao receber no tanque batismal o novo convertido, e observar o olhar marejado dos pastores que tanto trabalharam para que cada alma pudesse chegar ali. Cada momento é épico, cada segundo é especial, afinal de contas, esta é uma experiência única que deve mesmo ser partilhada por todos: os batizados, as famílias, os amigos e a igreja.
 
Na manhã deste domingo, 22/02/2015, cerca de 50 novos crentes tomaram esta decisão gloriosa de publicamente assumir sua fé e serem batizados nas águas conforme ordenança de Jesus (Mateus 28:28), numa linda cerimônia realizada em nossa Catedral Sede em Mogi Guaçu. Nossa igreja em Estiva Gerbi foi representada no tanque batismal pelo Ev. Luiz Carlos Candido, escolhido como um dos ministros batizantes. Também estiveram presentes o Pr. Wilson Gomes (pastor regional) e os secretários Pb. Carlos Alexandre Alves de Lima e Lucas Passareli, que acompanharam passo a passo nossos os três candidatos apresentados para este batismo:
 
Antônio Marcos Damico
Isabela Ferreira
Isaías de Jesus Valias

Desejamos a todos uma caminhada de paz, inda que ao longo da jornada muitas sejam as batalhas. Que o Senhor esforce suas mãos e conserve acessa a chama do primeiro amor!


Ev. Luiz Carlos Candido, Isaías de Jesus Valias, Antonio Marcos Damico, Isabela Ferreira e Pr. Wilson Gomes

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Lírio dos Vales recebe Missª Josefá Anália


Depois dos varões “estrearem” em 2015, neste sábado, 21/02/15, foi a vez do grupo de mulheres iniciar os seus departamentais no corrente ano. Com uma diretória novinha em folha, composta pela Dca. Samara(líder), Dca. Ednéia Marques Almeida (líder), Missª Elza Lino Almeida (líder), Cpa. Valquíria Andrade Gomes (regente) e Fernanda Santana (regente), o Círculo de Oração Lírio dos Vales preparou um culto abençoado, com muitos louvores espirituais que atraíram grande unção sobre a igreja.

A preletora especialmente convidada foi a Missª Josefa Anália que com muita ousadia trouxe uma palavra reveladora baseada em I Samuel 16:7: Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração.

Tendo como pano de fundo a unção do pequeno Davi como rei, ocasião em que o Senhor recusou homens aparentemente capacitados para o cargo e escolheu um jovem pastor de ovelhas inexperiente para ocupar a mais importante posição de Israel; a mulher de Deus explanou sobre a necessidade de uma vida de retidão e sinceridade, pois Deus rejeita ministérios construídos em cima de formalidades e aparências.  O Senhor enxerga além do que vê o homem, e sonda os segredos do coração, e ali, no oculto, Ele procura homens que cultivem a humildade, a coragem, a fidelidade e a obediência. Embora ninguém notasse essas virtudes naquele pastorzinho de Belém esquecido entre suas ovelhas, Deus sondava o seu coração com ternura e amor, e via ali a matéria prima necessária para construir um rei segundo o seu próprio coração. Deus não busca aparências... Ele procura corações quebrantados e espíritos inabalados!

Missª Josefá Anália

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

A Verdade


Toda a PALAVRA aponta para uma verdade absoluta: DEUS é a própria VERDADE (João 17:17). Ele é incapaz de mentir (Hebreus 6:17-18) e nunca erra (Deuteronômio 32:4). Ele conhece todas as coisas como são de fato e vê aquilo que já aconteceu, o que está acontecendo e o que ainda vai acontecer (Isaías 46:9-10). Uma vez que por Ele tudo tramita, todo conhecimento correto vem Dele, sendo o padrão para toda a verdade e a referência para medir todas as outras coisas.
 
A verdade não descreve apenas aquilo que Deus sabe, mas também aquilo que Ele faz e diz, inclusive o seu julgamento (Isaías 16:5), a sua criação (Salmo 146:6), a redenção (Salmo 31:5) e cada detalhe de todas as suas promessas (Josué 23:14).
 
A verdade é identificada de tal modo com Deus, que Jesus (um com o Pai) diz: “Eu sou o caminho... a VERDADE...  e a vida” – Ele é o único caminho para se entender a absoluta verdade nesta vida (I João 5:20). O fato de Deus ser a verdade é a base da fé, pois o oposto de crer em Deus e chamá-lo de mentiroso (Romanos 3:4). Ele é confiavelmente perfeito e perfeitamente confiável. 
 
Se você gostou desta postagem, poderá gostar também de: 




quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

EBD: A Fidelidade no Ministério


Texto Áureo
Porque convém que o bispo seja irrepreensível, como despenseiro na casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância.
Tito 1:7

Verdade Aplicada
A principal virtude no ministério do obreiro é a fidelidade.

Texto de Referência
Tito 1:6-9

Aquele que for irrepreensível, marido de uma mulher, que tenha filhos fiéis, que não possam ser acusados de dissolução nem são desobedientes.
Porque convém que o bispo seja irrepreensível como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância; mas dado à hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante, retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina como para convencer os contradizentes.



Vocação e Chamado

Ao estudarmos as cartas pastorais, observamos que o ministério da casa de Deus precisa de homens que sejam chamados, talentosos e cheios do Espírito Santo. Além disso, aprendemos com a leitura da carta que Paulo escreve a Tito que todo líder, cuja característica principal é a fidelidade, deve pautar-se por uma vida ética e equilibrada. Aquele que deseja e tem vocação ministerial deve compreender que há várias exigências para o ingresso e permanência no ministério. As principais condições são: fidelidade à família, fidelidade à Igreja e fidelidade à sua vocação.
 
Na sua primeira carta para a igreja de Corinto, Paulo discorre sobre a necessidade de cada membro do Corpo de Cristo honrar seus deveres uns para com os outros e para com o próprio Deus; e conclui: Cada um fique na vocação em que foi chamado (I Coríntios 7:20). A palavra vocação vem do grego Klésis e de suas variantes Klétos, Káleo e Klésin, e significa chamado, convite ou convocação. É um termo que abrange a todos nós. Há um propósito divino em nossa passagem pela Terra (Provérbios 16:4), e só seremos completamente realizados (e consequentemente felizes), quando cumprirmos esses desígnios a nós reservados. Todos somos vocacionados, e não existem exceções quanto a isto. Deus não criou seres humanos desocupados e inúteis. Ele criou gente para trabalhar, para se ocupar, para executar sua vontade pessoal, para se colocar como instrumento na concretização de seus propósitos. O homem de Deus não precisa ficar esperando um chamado extra especial. Pela sua própria origem e seu DNA missionário, a Igreja já está vocacionada, chamada, separada, eleita e designada para proclamar as Boas Novas (Marcos 16:15).
 
Existe, porém, uma vocação específica, que embora seja diferente para cada um, possui certa uniformidade estrutural, e é embasado nela, que cada “ministério” é desenvolvido. Tudo começa quando somos chamados por Deus e passamos a ser “incomodados” pelo Espírito a fim de nos engajarmos no ministério. Partimos então em busca do entendimento daquilo que nos “provoca” e “inquieta”, e pela graça de Deus, alcançamos o discernimento de nossa inquietação, descobrindo nossa vocação específica. Mas um ministério não e construído apenas em cima de teoria e, portanto, é necessário que iniciemos um longo processo de preparação ministerial, assumindo definitivamente nossa posição estratégica dentro da grande Obra do Senhor.

A vocação se sustenta em quatro pilares básicos: CHAMADO (que parte de Deus), DISCERNIMENTO (o vocacionado reconhece seu chamado), PREPARAÇÃO (o vocacionado parte em busca do aprimoramento) e EXERCÍCIO (o vocacionado assume para si a missão proposta). Podemos resumir todo esse processo dizendo que Deus chama; o homem busca a Deus; o homem recebe um sinal eficaz de sua vocação e assume uma posição diante de Deus.  É claro que na prática, nem sempre é tão fácil identificar corretamente nossa vocação. Não que Deus seja impreciso ao chamar, mas sim devido à complexidade da natureza humana daquele que é chamado. Existem, porém, certos fatores estimulados pela providência divina que são indicadores de uma vocação genuína, tais como uma intensa compulsão interior, o crescente amor à alma dos pecadores, a inquietante consciência da falta de obreiros, comprovada aptidão natural, a percepção gradual da natureza específica da vocação e a persistente vitória sobre os obstáculos a vocação.

Porém, alguns sinais que consideramos como respostas conclusivas sobre nossa vocação podem ser ambíguos e duvidosos, devendo ser analisados com muita cautela, como por exemplo, a tradição familiar, a influência de terceiros, a facilidade no aprendizado teológico, o insucesso na vida pessoal ou profissional, a qualificação natural, as motivações externas e a atração por status eclesiásticos e a sedução por vantagens.


Os três pilares de um ministério

Uma vez que reconhecemos nossa vocação, devemos passá-la no teste da obediência, pois historicamente, ela é mostrada como a maior virtude de um discípulo. Inegavelmente, todo ministério bem sucedido se desenvolve em humildade e submissão, pois todo aquele que almeja ensinar, precisa primeiramente aprender. A submissão deve ser espontânea e real, caracterizada pelo esvaziamento do “EU” e pela renúncia. Por mais intensa que seja a vocação, há um tempo determinado para que ela aflore e seja reconhecida pelos homens, e isto se dará no tempo de Deus. Jamais devemos “apressar” as coisas em nosso favor, sendo sempre o mais preciso possível nas avaliações, reavaliações e releituras de nossa caminhada, procurando ser sincero no auto julgamento e em nossa relação com Deus, buscando a direção divina naquilo que é essencial para nosso ministério. Nos momentos de dúvidas quanto ao próprio ministério, às respostas serão sempre encontradas em Deus, Pai das Luzes, em quem não há dúvidas, mudanças ou variações (Tiago 1:17).

Ainda que existam diversidades de ministérios, todos, sem exceção, precisam estar sustentados por três pilares erigidos e moldados pela fidelidade, sem os quais nenhum obreiro será bem sucedido ministerialmente: sua família, sua igreja e sua vocação.

Família: A fidelidade e o cuidado com a família estão no centro da preocupação de Paulo. O apóstolo adverte os obreiros a cuidarem de sua própria família. Chega, inclusive, a afirmar que se alguém não cuida dos seus e, principalmente, dos da sua família, este negou a fé e é pior que os incrédulos (I Timóteo 5:8). De acordo com Donald Guthrie, o lar é considerado o local onde se faz o treinamento dos líderes cristãos. A vida e os serviços cristãos devem começar na família. Sendo assim, os obreiros devem ser irrepreensíveis em sua vida e no seu casamento, de modo a amar sua esposa e a trata-la com carinho e respeito. Paulo diz que a conduta dos filhos é de responsabilidade dos pais (Tito 1:6). John Stott defende seriamente o pensamento de que os pais são os responsáveis pela crença e pelo comportamento de seus filhos (Provérbios 22:6). Vale ressaltar que, infelizmente, para os pais cristãos cujos filhos se desviam na fé ou dos princípios morais, a dor é bem mais intensa.

Igreja: A Igreja é o corpo espiritual de Cristo e que também tem sua perspectiva institucional, que funciona através da vivência comunitária. Somos todos membros do mesmo corpo, buscamos a unidade e vivemos a mesma esperança cristã (I Coríntios 12:26-27). De modo que desejamos o aperfeiçoamento dos santos para Deus, devemos responder com fidelidade à Igreja. Essa fidelidade envolve várias dimensões: fidelidade à liderança, fidelidade nas relações institucionais, fidelidade nas contribuições (dízimos e ofertas), fidelidade na participação da vida diária da Igreja, conforme Paulo escreve aos Coríntios: “Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel.” (I Coríntios 4:2).

Vocação: O ministro deve atender fielmente às recomendações bíblicas (Tito 1:5-9). Ele deve estar consciente de que sua vocação ministerial, quanto à sua função, responsabilidade, atuação na sociedade e relacionamentos com sua liderança e liderados, deve ser pautada pela fidelidade. É necessário que cada obreiro seja transparente e sincero tanto no ministério da igreja local quanto em sua vida particular, ou seja, seu lar. Essa fidelidade inclui compromisso com reuniões ministeriais, pontualidade, assiduidade nos cultos e programações da igreja.


Credenciais para o ministério

A Bíblia apresenta muitas exigências para aqueles que estão ingressando ou já desenvolvem seu ministério. Dentre muitas credenciais requeridas ao obreiro, destaca-se a necessidade de uma vida ética, piedosa e equilibrada. Entende-se por ética cristã um conjunto de normas e regras fundamentadas na Palavra de Deus que norteiam a vida do cristão. Nessa perspectiva, Paulo recomenda que os presbíteros precisam ser irrepreensíveis em seu caráter e em sua conduta (Tito 1:7, 8). Desse modo, cada obreiro deve apresentar uma clara evidência, pelo seu comportamento ético, de ter sido regenerado pelo Espírito Santo e de que seu novo nascimento o tenha levado a uma nova vida (II Coríntios 5:17). Com isso o apóstolo nos ensina que a vida do líder é a vida da sua liderança, isto é, que cada ministro deve buscar ter uma vida de relacionamento ético com Deus, consigo mesmo e com seu ministério. Entende-se ainda que essa ética deve estar presente nas relações com seus pastores e amigos de ministério.

Assim como na primeira carta a Timóteo, a piedade é um conceito relevante na carta de Tito (Tito 1:1). Na visão de  Warrem Wiersbe, a verdade do Evangelho transforma uma vida de impiedade em uma vida de santidade (Tito 2:12). Infelizmente, muitos dos que frequentavam a igreja de Creta, assim como alguns membros das congregações de hoje, professavam ser salvos, mas levavam uma vida que negava essa profissão de fé. O obreiro piedoso sempre busca pureza e santidade na vida (I Pedro 1:16). O homem piedoso reverencia a decência fundamental da vida e conserva o temor ao Senhor. É importantíssimo lembrar que Deus se agrada de homens piedosos, como disse E. M. Bounds: “Deus não unge plano, não unge métodos, Ele unge homens”.

O apóstolo adverte Tito quanto ao orgulho, temperamento, bebida, violência e dinheiro (Tito 1:8). Com isso, o apóstolo indica a necessidade de uma vida ministerial equilibrada (II Timóteo 1:7, 4:5). Segundo Hernandes Dias Lopes, é válido compreender que ninguém está apto para liderar os outros se não tiver domínio de si mesmo. Aquele que domina a si mesmo é mais forte do que aquele que domina uma cidade (Provérbios 16:32; 25:28). O autocontrole da vida do obreiro é essencial, pois faz parte da lista de virtudes cristãs e é uma das dimensões do fruto do Espírito (Gálatas 5:22). É certo que aqueles que não têm domínio próprio, que se desequilibram facilmente, acabam perdendo o respeito da família, da Igreja e da sociedade.


Compromisso Ministerial

Quem é obreiro e participa ativamente no ministério cristão sabe que há muitos quesitos a serem considerados quanto ao seu desenvolvimento. O conhecimento das Escrituras é um dos principais requisitos, pois é essencial conhecer, amar e ensinar a Palavra de Deus. Desde o jardim do Éden até os nossos dias, um dos focos do Diabo para provocar o homem a cair em tentação é suscitar dúvidas acerca da Palavra de Deus (Mateus 4:1-10). Então, é mais do que necessário que conheçamos a Palavra (Mateus 4:4 / Salmo 119:105). Jesus, ao se dirigir aos saduceus, afirma que o erro surge em função do fato de não conhecermos as Escrituras (Mateus 22:29 / Oséias 4:6). Em outro momento, Cristo nos diz que, ao conhecermos a Palavra, seguramente ela nos libertará (João 8.32). A Bíblia contém a completa, suficiente e final revelação da vontade de Deus para o homem (II Pedro 1:20-21). Conhecer a Sagrada Escritura implica em estuda-la com cuidado e respeito. Cada obreiro deve ser um fiel, ardoroso e empenhado estudante da Palavra de Deus (II Timóteo 3:16-17 /  II Pedro 1:3 /  Judas 3 /  Hebreus 1:1-4).

Amar a Palavra de Deus está explicito em toda a Bíblia. O livro de Salmos expressa bem essa verdade (Salmo 1:1-2). Davi declara: “Como amo a tua lei! Penso nela o dia todo” (Salmo 119:97). É importante observarmos que todo o Salmo 119 nos convida a amá-la, estuda-la, compreendê-la e praticá-la. É evidente que muitos conhecem a Palavra de Deus, mas não a praticam. Possuem apenas um conhecimento teórico e especulativo. São apenas ouvintes, mas não praticam diariamente a Palavra do Senhor (Tiago 1:22). Além de ser homem íntegro na sua relação com a igreja, o obreiro deve ter intimidade e conhecimento das Escrituras (Tito 1:9). Deve ser um obreiro aprovado e que maneja bem a Palavra da verdade (II Timóteo 2:15). Vivemos em uma época que as pessoas, inclusive os cristãos (no caso, os evangélicos) desprezam a Palavra. Salomão declara que quem despreza a Palavra nunca prosperará (Provérbios 13:13). A Igreja sem o propósito de buscar maturidade na Palavra fica extremamente vulnerável e volúvel (Hebreus 5:11-12). Muitos líderes e igrejas, deixando-se seduzir pela tentação dos números, se tornam superficiais quanto ao ensino da Palavra de Deus. Há uma verdade que nós, cristãos, servos do Deus Altíssimo, não podemos deixar de observar: obreiros fracos na Palavra geram membros fracos em conhecimento, igrejas fracas em ensino, suscetíveis às seitas e heresias (II Timóteo  4:2-5), sujeitas à rebelião e à contemplação do completo esvaziamento em seus cultos. Muitos pastores, no afã de buscar o crescimento de suas igrejas, abandonam o genuíno Evangelho e se rendem ao pragmatismo prevalecente da cultura pós-moderna. Buscam não a verdade, mas o que funciona; não é o certo, mas o que dá certo. Pregam para agradar seus ouvintes e não para leva-los ao arrependimento. Pregam o que eles querem ouvir e não o que eles precisam ouvir. Pregam outro evangelho, um evangelho antropocêntrico, de curas, milagres e prosperidade, e não o Evangelho da cruz de Cristo. Pregam não todo o conselho de Deus, mas doutrinas engendradas pelos homens. Pregam não as Escrituras, mas as revelações de seus próprios corações. O resultado desse semi-evangelho é que muitos pastores e pregadores passam a fazer do púlpito um balcão de negócios, uma praça de barganhas, onde as Bênçãos e os milagres de Deus são comprados por dinheiro. O resultado é que o povo de Deus perece por falta de conhecimento e de padrões. (Hernandes Dias Lopes)

Nas palavras de Paulo, os presbíteros (ou bispos) são chamados essencialmente, para um ministério de mestre, que necessita tanto do dom de ensino como de ser leal à mensagem que ensina (Tito 1:9). Em 1 Timóteo 1.15; 4.9; e Tito 3.8, é declarado que a Palavra é fiel e os que ensinam e pregam a Palavra também devem ser fiéis. O obreiro deve demonstrar capacidade para o ensino, deve exortar com poder, se ocupar do conhecimento da verdade para aplicar corretamente a s Escrituras. É valiosíssimo lembrar que o obreiro não deve ser neófito (I Timóteo 3:16). O ministro deve ser um mestre na Palavra. Ele precisa ser um estudioso exemplar da Bíblia e afadigar-se no texto bíblico (I Timóteo 5.17). (Hernandes Dias Lopes)


Diversidade de Ministérios

Em Romanos 12:4-8, Paulo mais uma vez fala sobre a grande diversidade de ministérios existentes na igreja: - Porque assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma operação, assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros. De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria.

Podemos deste texto específico, destacar algumas classes especiais de ministérios e absorver alguns bons conselhos para que os mesmos sejam produtivos. O primeiro deles é o ministério da ANUNCIAÇÃO. Em algumas traduções o termo empregado aqui é “profecia”, mas neste contexto específico, Paulo se refere a indivíduos com a habilidade sobrenatural de falar a um grupo de pessoas por meio de mensagens construtivas e motivadoras. O apóstolo aconselha a estas pessoas que tenham cuidado com suas palavras, embasando sua mensagem em convicções profundas e verdadeiras.  Depois temos o ministério do SERVIÇO ou AUXÍLIO, desenvolvido por aquelas pessoas que devido a uma capacitação sobrenatural sentem prazer em servir aos demais. Pessoas que mesmo sem remuneração alguma, se satisfazem em alegremente contribuir com mão de obra e boa vontade, ainda que seu trabalho por vezes se quer seja notado pela grande maioria. Outro ministério aqui identificado é o ENSINO, sendo que neste texto Paulo não se refere aos “mestres” versados em letras e com oratória eloquente, mas sim as pessoas em geral que recebem a capacidade sobrenatural de compreender questões complexas e a habilidade necessária para se fazer entender pelos que ouvem. A estes indivíduos, é aconselhado que busquem constante aperfeiçoamento, para que seu ensino seja cada vez mais eficaz. O apostolo menciona também o ministério da EXORTAÇÃO, que consiste em inspirar, persuadir, redarguir, convencer uma pessoa a mudar seus conceitos, ou ainda, “animar alguém” (NVI).  São pessoas com uma capacitação sobrenatural para aconselhar e formar opiniões, e a ordem de Paulo para elas é dedicação. Ainda é ressaltado o ministério da CONTRIBUIÇÃO, pois ainda que ofertar e dizimar seja dever de todo cristão, Deus capacita sobrenaturalmente pessoas específicas que se alegram em ofertar com regularidade acima da grande maioria, e estes são aconselhados por Paulo para que continuem doando em generosidade.

A igreja como instituição espiritual é guiada por Deus, mas como organização social, precisa ser liderada por homens, assim também se faz necessário o ministério da AUTORIDADE, onde alguns membros deste Corpo são capacitados sobrenaturalmente para exercerem domínio, governo e liderança dentro da congregação. São indivíduos dotados de autoridade e empatia, para guiar o povo ao céu, enquanto lidam com os “distúrbios” na ordem eclesiástica. Para eles Paulo recomenda diligência, que pode ser entendido como zelo, cuidado, aplicação, prontidão, pressa em executar, ação e averiguação imparcial. Fechando a lista, Paulo ressalta o ministério da MISERICÓRIA. Exercer a misericórdia é obrigação de todo cristão, afinal, apenas os misericordiosos alcançaram misericórdia (Mateus 5:7). Mas existem pessoas na igreja com afabilidade e sensibilidade oriundas de uma capacitação sobrenatural. São pessoas que dedicam suas vidas a cuidar dos necessitados, pois não conseguem viver em plena felicidade se há alguém sofrendo ao seu redor. Por isso preocupam-se mais com os outros do que consigo mesmo e vivem em prol de dessas pessoas, não medindo esforços para dentro de suas possibilidades (e até nas impossibilidades) salvar vidas através de gestos fraternais.
 
Nessa lição, tivemos a oportunidade de aprender a respeito da nossa fidelidade ao ministério. Ministério esse que implica em sermos fieis a Deus, a família, à nossa chamada e vocação ministerial. Que Deus nos capacite a cumprir com fé e total dedicação o nosso chamado ministerial.

Se você gostou desta postagem, poderá gostar também de: 




Para conhecer os princípios e passos para uma jornada cristã íntegra e frutífera através da FIDELIDADE, venha participar neste domingo, (22/02/2015),  da Escola Bíblica Dominical.

Material Base:
Revista Jovens e Adultos nº 94  - Editora Betel
Fidelidade - Lição 8
Comentarista: Pr. Reginaldo Cruz Ferreira

Comentários Adicionais (em vermelho)
Pb. Miquéias Daniel Gomes  



quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Quarta Forte com Michel Fernandes


A Quarta Forte é um trabalho que tem em sua essência uma característica muito peculiar, que é reunir um grande número de ministros do Senhor nosso Deus em um único ambiente, dividindo o tempo disponível com pequenas ministrações que causam grandiosos impactos. Neste dia 18/02/2015, a QF fez um renovo triunfal a esta origem, e quem ganhou com isso foi o povo de Deus, que saiu da reunião com o coração transbordante e o celeiro da alma abastecido.

Com a direção do Ev. Lucas Gomes e o apoio devocional do Pr. Eloi Buhl e do Ev. Jefferson Parísio, a QF desta semana, mais uma vez se tornou “fortíssima”, com a presença ilustre de amigos queridos, tais como Missº Fernando Santos, Missº Júlio Tomáz, Ev. Jesiel Imbruniz, , Pr. Cícero (Portugal) e cantor Fábio além de caravanas da cidade de Mogi Guaçu e Mogi Mirim.

O preletor convidado para esta festa de louvor foi o jovem pregador Michel Fernandez, que com grande ousadia e poder ministrou uma poderosa palavra baseada na vida de Ana, uma mulher estéril e amargurada de alma, que tomou a decisão de buscar o fim de seu sofrimento diante do altar do Senhor. A atitude desta mulher nos traz uma valiosa revelação sobre qual deve ser a atitude do cristão quando o dia mal bate a sua porta, ou quando o desânimo ameaça derrota-lo. Ana se volta ao Senhor com o coração quebrantado e um clamor sincero, derramando todo o seu ser no altar. Ana descortina sua alma para que Deus vislumbre cada intenção e vontade, e faz uma promessa generosa e sacrificial, com tamanha verdade e devoção, que Deus prontamente atendeu o seu pedido, e passados alguns dias, lhe concedeu a tão sonhada gestação. Muitos pedem e não recebem, pois o clamor não é verdadeiro e o coração não é sincero. Então, Deus, de quem ninguém pode ocultar coisa alguma, cerra a janela do céu afim de não permitir que benção se torne em maldição. Mas quando nos voltamos ao Senhor, com humildade profunda e sinceridade de coração, então nosso Deus se aproxima de nós com ternura e carinho, e determina a nossa vitória, antes mesmo que as palavras chegam a nossa boca. 

Faça a sua parte... Busque a presença de com inteireza de coração.... Guarde o que tens com devoção.... Honre os seus votos... Seu “Samuel” já foi gerado no coração de Deus!


Vídeo: Um toque no coração

Lançado em 2013, o longa “Um Toque no Coroção” (Rin the Bell), conta a história de um agente de esportes de uma grande cidade, Rob Decker. Um homem que aparenta já ter tudo que uma pessoa possa querer para ser feliz.  Porém, em sua última missão Rob deve assinar um contrato com um jovem jogador de baseball de uma escola em uma pequena cidade, Rob se depara com uma forma de vida completamente diferente da sua e algumas coisas como a simplicidade da Vida e a fé das pessoas da Cidade lhe chamam atenção. No entanto, ao visitar uma cidade pequena em busca de um novo superstar de beisebol, Rob se depara com uma realidade muito diferente da sua. Dividido entre esses dois mundos, o agente de esportes terá a coragem de deixar a fé transformar sua vida?
Produzido pelo fundador da Beach Street Records e produtor do Casting Crowns Mark Miller que co-escreveu o roteiro com Thomas Weber, que também dirigiu a produção, o longa conta com a participação especial de alguns artistas do segmento gospel, como Steven Curtis Chapman e o grupo Casting Crowns, trazendo uma temática forte de um jeito leve o filme. Esse é o primeiro de uma série de filmes baseados na fé cristã que serão produzidos pela Beach Street Records, o estúdio independente afiliado com Miller Beach Street Music.O filme recebeu 5 estrelas pela Dove Foundation e tem sido recomendado por Josh Kaplan produtor executivo da FOX TV. Um Toque no Coração é indicado para toda a família.


Se você gostou desta postagem, poderá gostar também de: