sexta-feira, 24 de abril de 2015

Informe Gospel - Especial Dia das Mães

Maio está chegando, trazendo consigo o tão aguardado “Dia das Mães”. E como todo ano acontece, estamos preparando nossa tradicionalíssima celebração para a data, e tudo começa com mais uma edição especial do Informe Gospel.

Nossa 64ª edição celebra a perfeição do amor materno, capaz de estender-se por toda a vida (e para sempre), florescendo na mais bela e aromática rosa, apesar dos inevitáveis espinhos. Mães são seres especiais, criados com uma pitada a mais do próprio Deus em seu interior e está verdade faz com que qualquer homenagem seja mais que merecida, mesmo que insuficiente. Assim, em nossa imperfeição, nos esforçamos para que este “amor perfeito” que emana de cada mãe compense nossas limitações.

Amor é o que não falta nesta edição... Além das homenagens as mamães mais especiais deste mundo, o nosso informativo traz a palavra pastoral “Amor Sacrificial”, e no quadro “Histórias da nossa Gente” tem um relato inspirador da irmã Samara Alves da Silva: “Nada me separa deste amor”. Ah, também não nos esquecemos de homenagear Estiva Gerbi que completa 23 anos e nem dos eventos especialmente preparados para Maio (que será para nós o mês mais romântico do ano…). Temos ainda as datas comemorativas, a agenda completa de nossa igreja, o humor gospel e os aniversariantes do mês... Uma edição completa.

O Informe Gospel nº 64 poderá ser retirado gratuitamente a partir deste domingo, 26/04/2015, em nossa sede regional templo sede regional, na rua Silvio Aurélio Abreu, 595 – Estiva Gerbi SP.

Um inimigo chamado "MORTE"


Para nós, meros mortais, existe um adversário invencível, que cedo ou tarde, nos irá nos abraçar com sua vitória retumbante e inquestionável.  Porém, Jesus Cristo repetidamente derrotou esse inimigo chamado “Morte”, e a despojou de seu aguilhão.

Depois que o cadáver de Lázaro estava na sepultura por quatro dias, Jesus orou e o trouxe de volta para a vida. Quando Jesus chegou na casa de Jairo, encontrou sua filha de apenas 12 anos morta. Ele tomou a criança pelas mãos e ordenou que se levantasse. Para a admiração dos pais, a menina voltou à vida. Em outra ocasião, Jesus parou um cortejo fúnebre em Naim. Ele tocou no esquife do único filho de uma viúva e lhe ordenou que voltasse a vida, e o moço obedeceu. Então, Jesus o “restituiu” a mãe.

Nas escrituras, a morte está freqüentemente relacionada ao pecado. Na antiguidade, ela era considerada uma maldição quando ocorria no inicio da vida ou a uma pessoa sem filhos.  Mas a morte vai além de nossas convenções...

Num primeiro estágio, ela é a paralisação permanente de todas as funções do corpo, separando espírito e alma desta “carapaça” carnal. Enquanto um vai ao pó, o outro volta para Deus... No segundo, muito mais significativo, a morte pode ser resumida como a separação definitiva entre o pecador e Deus...

Então entra Jesus... Ele nos justifica de todo pecado e anula definitivamente a sentença da morte em seu segundo estágio... Obviamente muitos de nós ainda enfrentaremos o estagio inicial da morte (salvo os que desfrutarem do arrebatamento da igreja), mas ao invés de ser o fim, ele será o começo. Através de sua própria morte e ressurreição, Jesus dá a todos a esperança gloriosa de uma vida eterna com Deus. 

Um excelente final de semana a todos!

Texto Compilado


quinta-feira, 23 de abril de 2015

EBD: A missão profética de Moisés


Texto Áureo
Tu falarás tudo o que eu te ordenar; e Arão, teu irmão, falará a Faraó, para que deixem ir, da sua terra, os filhos de Israel.
Êxodo 7:2

Verdade Aplicada
O verdadeiro profeta é aquele que recebe a mensagem de Deus e transmite ao destinatário sem margem de erro o que lhe foi dito.

Texto de Referência
Êxodo 5:1-4

Depois, foram Moisés e Arão e disseram a Faraó: Assim diz o SENHOR, Deus de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto.
Respondeu Faraó: Quem é o SENHOR, para que lhe ouça eu a voz e deixe ir a Israel? Não conheço o SENHOR, nem tampouco deixarei ir a Israel.
E eles prosseguiram: O Deus dos hebreus nos encontrou; deixa-nos ir, pois, caminho de três dias ao deserto, para que ofereçamos sacrifícios ao SENHOR, nosso Deus, e não venha ele sobre nós com pestilência ou com espada.
Então lhes disse o rei do Egito: Por que, Moisés e Arão, por que interrompeis o povo no seu trabalho? Ide às vossas tarefas.


 
O Retorno ao Egito

Revisitar o próprio passado pode não ser a mais agradável das jornadas. Traumas, medos e mágoas amortizadas pelo tempo podem ressurgir com força e provocar um turbilhão emocional devastador. Retornar ao Egito poderia provocar muitas reações adversas em Moisés, trazendo à tona a dualidade tão presente no primeiro ciclo de sua vida. Mas o que poderia ser um amargo regresso ao passado era na verdade uma viagem rumo ao futuro. Deus informa a Moisés que o Faraó que havia decretado sua morte 40 anos antes (possivelmente Tutmosis II), já havia morrido. Animado com esta notícia, Moisés informa a Jetro (seu líder tribal e religioso), que o Deus de seus antepassados o havia ordenado a regressar ao Egito afim de rever sua família. Com a benção de seu sogro, Moisés inicia a longa jornada acompanhado de sua mulher Zípora e de seus filhos Eliézer e Gérson.  A orientação dada ao patriarca, era para se apresentar diante do atual Faraó (Tutmosis II ou Aminothep) com quem já possui ligações passadas, e ali realizar os sinais que lhe foram outorgados. Em seguida, ele deveria pedir uma autorização do rei para que os israelitas pudessem cessar seus trabalhos durante três dias para prestar culto ao seu Deus. Moisés também foi informado que Faraó negaria tal concessão, e exatamente por isso, seria advertido que estava ferindo ao “primogênito” do grande “EU SOU”, e por isso, seu primogênito seria ferido também.

Durante a jornada, Moisés parou juntamente com sua família para descansar numa estalagem. Foi neste local que ele começou a se deparar na prática com o grande peso de sua responsabilidade. Como profeta de Israel, seria ele a ensinar ao povo os preceitos e mandamentos de Deus, e para tal, sua vida deveria estar plenamente enquadrada nos padrões divinos. O problema é que ainda havia uma pendência. Gênesis 17:12 descreve uma aliança entre Deus e Abraão, selada com um ritual que deveria se estender a sua descendência, onde toda criança de sexo masculino devia ser circuncidada no oitavo dia de seu nascimento.  A cerimônia da circuncisão acontecia cortando a pele que cobre a cabeça do órgão genital (este ritual é realizado até hoje, sendo chamado pelos judeus de Brit Milá). Obviamente o significado deste rito é bem mais profundo do que simplesmente um corte visível na carne. Ele evidência que aquela criança faz parte da aliança de Deus feita com o povo de Israel. Aparentemente, Moisés se negou a realizar este ritual em seus filhos, e desta forma, acendeu a ira do Senhor contra sua vida, pois a aliança estava sendo quebrada. Moisés só não morreu, porque sua esposa Zípora entendeu a gravidade, e fazendo uso de uma faca de pedra, realizou a circuncisão dos filhos.  Esta situação, porém, causou um atrito entre o casal, e para evitar maior exposição de sua família, é muito provável que foi neste exato ponto, que Moisés enviou sua esposa e filhos de volta para Midiã (Êxodo 4:24-26).

Porém, ele não ficaria sozinho por muito tempo. O escolhido do Senhor para acompanhar Moisés no restante da jornada foi Arão.  Filho de Joquebede e Anrão, Arão era apenas três anos mais velho que Moisés, o que nos leva a concluir que entre eles havia  mais do que apenas laços de sangue, e sim grandes vínculos fraternais, já que viveram juntos os primeiros anos da infância. Arão era um exímio orador e possuía bom relacionamento entre os líderes israelitas. Assim, tornou-se uma espécie de porta voz de seu irmão, e como Deus havia instruído, foi a “boca” de Moisés a execução de seu comissionamento (Êxodo 7:1-2).


Moisés - Profeta de Deus ao Egito

Deus vocacionou a Moisés como profeta para aquela geração explorada por Faraó e o Egito. Estudaremos então o seu retorno desde quando, juntamente com Arão se encontra com os líderes de Israel até, finalmente, todos os hebreus saírem do Egito (Êxodo 4:29). Entretanto, trabalharemos mais o aspecto de sua missão profético-libertadora. Moisés era um homem comum como qualquer um de nós, porém, era também antes de tudo a voz profética, a expressão da fala de Deus. Ele não retornou ao Egito como uma figura “superstar” que revolucionaria a vida política no Egito, ele voltou como um embaixador do Reino e deveria ser ouvido. O primeiro ato profético de Moisés não diz respeito ao Egito, mas aos hebreus por serem os herdeiros da promessa dada a Abraão, Isaque e Jacó. A partir daí, Moisés e Arão reúnem todos os líderes e demais filhos de Israel para transmitir-lhes a palavra profética que receberam, bem como atuar nos sinais que o Senhor Deus lhe enviou a realizar (Êxodo 4:30). Como palavra profética, não estamos falando em predição, pois nem toda palavra profética e preditiva. Por palavra profética nos referimos a “todas as palavras do Senhor” que Moisés e Arão receberam e transmitiram, juntamente com os sinais que fizeram e os filhos de Israel creram e adoraram a Deus. Eles ouviram, verificaram a procedência das palavras, viram os sinais e assim creram e adoraram ao Senhor (Êxodo 4:31). Não era fácil a missão de chegar diante do líder máximo da maior potência daquela época e de pronto, ameaçar seu primogênito, o herdeiro da futura dinastia. É por esse prisma que a missão profética funciona. Ao ouvi-la da parte de Deus, devemos não somente estar prontos para dizê-la, mas também prontos para sofrer as consequências de liberá-la.

Moisés recebeu instruções claras e diretas de Deus de como ele deveria se apresentar e falar a Faraó. O Senhor disse a Moisés como deveria agir e falar profeticamente (Êxodo 4:22-23). O profeta é um agente enviado por Deus que não deve ter medo de autoridade humana, nem tampouco seu exercício está procurando facilidades, antes sim, deve estabelecer a vontade de Deus contra as injustiças quando for necessário. A missão de Moisés não era fácil e seu temor diante da sarça explica muito bem o que Deus lhe mandou dizer a Faraó (Êxodo 11:4-5). Moisés sabia muito bem que Faraó seria endurecido (Êxodo 4:21), pois isso era parte do plano divino para libertar os filhos de Israel da servidão. Moisés deveria sentenciá-lo com um aviso, antes que o juízo do Senhor fosse descarregado sobre o Egito. Deus poderia resolver o caso na primeira investida de Moisés. Todavia, o projeto, elaborado há quatrocentos anos, teria um desfecho marcante que, durante toda a eternidade, seria contado não somente pelos filhos de Israel, mas por todos os habitantes da terra. Quando a dificuldade se torna mais intensa, é um grande sinal de que algo grande está por acontecer. Faraó foi resistente e os filhos de Israel tiveram de ouvir pelo menos sete vezes a mesma expressão: “assim diz o Senhor” ordenando a Faraó que deixasse o povo a partir. Essas vezes que Moisés e Arão a repetiram demonstram a perseverança que seu exercício profético que teve que enfrentar (Êxodo 4:22; 5:1; 8:1-20; 9:1-13; 10:3). O trabalho de Moisés e Arão provocou um ódio ainda mais intenso de Faraó (Êxodo 5:21). A dureza de Faraó doeu na carne dos filhos de Israel e também nos corações de Moisés e Arão.

 
Palavras de juízo sobre o Egito

O Egito foi a primeira nação da terra que seria capaz de influenciar poderosamente o mundo ocidental por causa de seu pragmatismo, organização, opulência, ciências, etc. Porém, ao explorar os hebreus e demais povos, teve que ser severamente punido para que se tornasse uma advertência a todos os outros povos. Aos Faraós, tudo era possível: o domínio sobre as pessoas, a transformação de ambientes, a preservação dos animais, etc. Apenas duas coisas não lhes eram possíveis de impedir: o envelhecimento e a morte. Eles presumiam serem deuses, mas não tinham eternidade. Eles se autodenominavam filhos de Hórus, o deus dos céus. Para os egípcios, o Faraó era objeto de culto e sua pessoa era sagrada. Ele era intermediário entre os deuses e os homens e concentrava em si tanto poderes políticos quanto espirituais. A dureza do coração de Faraó tinha uma origem no juízo divino; Deus lhe endurecia para ensinar a todos os povos que o Faraó não era deus, nem filho de deus, e sim, apenas um governante humano (Êxodo 7:3-5). O Senhor iniciaria Seu juízo tornando os deuses do Egito inoperantes e terminaria eliminando seu deus terreno, o Faraó. No Egito Antigo, vivia-se pouco e o grande temor dos Faraós era cair em esquecimento. Poe esse motivo, empenhavam-se em trabalhar e construir com a máxima exuberância o lugar onde deveriam ser sepultados. Eles acreditavam que Osíris viria um dia encontrá-los. Osíris era o marido de Ísis e pai de Hórus; era ele quem julgava os mortos na “Sala das Duas Verdades”.

O endurecimento do coração de faraó em si, além de uma mera teimosia, tratava-se de um juízo divino e eles foram estabelecidos como uma maneira de expor e julgar o que os egípcios consideravam deuses. Na mentalidade egípcia consideravam deuses. Na mentalidade egípcia, eles buscavam o que se chama hoje de crescimento sustentável, isto é, procuravam o progresso em harmonia com a natureza. Todavia, eles reverenciavam os animais como seres divinos e suas artes fundiam o ser humano com eles. Quanto ao respeito e à harmonia com a natureza, estavam corretíssimos, mas a divinização dela não. Eis aí o porquê do endurecimento do coração de Faraó: tanto aquela geração quanto as futuras ficariam marcadas pelos juízos de Deus trazidos ao Egito (as dez pragas), visto que foi o primeiro grande império a influenciar o mundo ocidental.

Deus havia dado a Moisés e Israel sólidas promessas de libertação. Dessa feita, Moisés foi até o povo com as boas novas e com os sinais de Deus. A Bíblia diz que creram (Êxodo 4:29-31). Finalmente, para eles, havia chegado uma ocasião de esperança, alegria e adoração. Contudo, o que aconteceu a seguir não foi de grande estímulo para eles. As coisas só pioraram! A escravidão de Israel se tornou totalmente insuportável e os trabalhos se multiplicaram. Moisés não sabia que o Senhor iria pôr as mãos nesse assunto (Êxodo 6:1-2). Deus estava dizendo: “Não vou lhe decepcionar, Moisés. Lembre-se que Eu Sou o Senhor”. Não se aprende a confiar em Deus quando tudo é bonança, isso geralmente acontece na intensidade da provação. Como os egípcios desenvolveram para si cultos, padroeiros, serviços e uma teologia idólatra voltada ás forças da natureza e aos animais daquela região, o Senhor trouxe juízo, desequilibrando essas forças e apresentando-se como o único Deus.


Pragas sobre o Egito

Um dos mais intrigantes relatos do Antigo Testamento é o decálogo de calamidades que atingiu a terra do Egito, devido à resistência de Faraó em conceder a liberdade aos escravos hebreus. Mas do que “pragas” aleatórias, cada flagelo imposto sobre a nação opressora, era na verdade uma prova cabal da ineficiência de seu panteão de deuses, perante o poder absoluto do Deus dos hebreus. Por algum tempo, as magos e sacerdotes egípcios tentaram replicar os “sinais” conclamados por Moisés, mas com o afunilamento da sentença, todos foram sendo convencidos da soberania do “EU SOU”, vendo seus ritos falharem miseravelmente, suas crenças se desfazerem como névoa e assistindo pasmados, a humilhação de seus falsos deuses. Estas terríveis pragas tiveram por fim levar até mesmo o poderoso Faraó a reconhecer e a confessar que o Deus dos hebreus era supremo, estando o seu poder acima do próprio Egito, cujos habitantes deveriam ser julgados por sua crueldade e idolatria (Êxodo 9:16 / I Samuel 4:8). Podemos seguramente afirmar que Deus estava desafiando os deuses egípcios em seus próprios domínios. Cada praga descrita entre os capítulos 7 e 10 do Êxodo, era direcionada a divindades egípcias muito especificas, colocando em xeque a crença do povo em seus pseudo salvadores. A primeira praga, a transformação do Nilo e de todas as águas do Egito em sangue, causou desonra ao deus protetor do rio, “HÁPI”. A morte dos peixes no Nilo foi também um golpe contra a religião do Egito, pois certas espécies de peixes veneradas e até mesmo mumificadas para rituais religiosos. A rã, tida como símbolo da fertilidade e do conceito egípcio da ressurreição, era considerada sagrada e personificava a própria deusa “HEKT”. Assim, a praga das rãs trouxe desonra e descredito a esta divindade que nada pode fazer contra a invasão avassaladora dos anfíbios.

A terceira praga é de grande relevância, pois foi a responsável pelos sacerdotes e magos reconhecerem a derrota de sua religião, já que eram incapazes de transformar o pó da terra em borrachudos, por meio de suas artes secretas. Eles atribuíam ao deus “TOT” a invenção da magia e das artes secretas, porém, criador e criação se provaram inúteis. Como era proibido ao sacerdote egípcio realizar seus cultos pagãs com as vestes contaminadas por “insetos imundos”, a religião no Egito foi duramente atingida por esta praga. A linha de demarcação entre os egípcios e os hebreus ficou nitidamente traçada a partir da quarta praga, quando enxames de moscões invadiam os lares dos egípcios, e os israelitas na terra de Gosén, não foram atingidos pelas infestações. Deus egípcio algum pôde impedir tamanho flagelo, nem mesmo “PTHA”, “criador do universo”, ou “BELZEBU”, cuja imagem era usada exatamente para afugentar moscas.

A praga seguinte, reconhecida como pestilência no gado, expôs e humilhou várias deidades egípcias tais como o protetor dos rebanhos “AMOM”, as deusas personificadas em vacas “HATOR” e “NUT”, e o deus touro “APÍS”. Todos se provaram impotentes, já que o gado do Egito sucumbiu, mas nenhum animal morreu nos pastos dos israelitas. O próximo flagelo causou feridas nos homens e nesta praga, Deus humilhou ninguém menos que a deusa e rainha do céu do Egito, “NEITE”. Moisés jogou o pó para o céu, e quando o mesmo se assentou, provocou tumores ulcerosos extremamente doloridos na pele dos egípcios.  Os magos e sacerdotes, os primeiros a serem contaminados com a doença, não puderam mais adorar a sua deusa e rainha religiosa. Outro deus desonrado com as ulceras foi “TIFON”, um tipo de patrono da medicina, que protegia seus súditos de ferimentos. Já a forte saraivada que castigou todo o Egito (uma chuva de gelo e fogo), afrontou os deuses controladores dos elementos naturais: “ÍRIS” (deus da água), OSÍRIS (deus de fogo), SERAVIS (deusa da lavoura), RESHPU (deus das chuvas) e “MIN” (deus das colheitas). A humilhação se completou com a praga dos gafanhotos, que encheram o ar e consumiram o que sobrou da vegetação. “XÚ” (deus do ar) e “SEBEQUE” (deus controlador dos insetos), igualmente nada puderam fazer. A penúltima praga se manifestou como uma escuridão total. Com esta praga, Deus expos a fragilidade da principal divindade do Egito, o deus sol “RÁ”, e também de “HÓRUS”, o deus solar protetor do próprio faraó. O Egito ficou nas trevas que chegavam a ser palpáveis, durante 3 dias, mas Israel tinha luz.

A morte dos primogênitos, inclusive entre os animais, resultou na humilhação definitiva para todo o panteão dos deuses egípcios. Os governantes do Egito realmente chamavam a si mesmos de deuses, filhos de Rá, Hórus ou Amom-Rá. Depois desta intervenção divina, todos souberam que o Deus de Israel era o Senhor de TUDO e TODOS, e Seu Nome foi anunciado em toda a terra. Deus destruiu com facilidade todos os deuses do Egito e na morte dos primogênitos, demostrou que Ele tem na sua mão o poder de morte e de vida.

 
Israel liberto da Escravidão

Faraó e os egípcios estavam de olho na economia e riquezas geradas a partir da exploração dos escravos hebreus, e, de modo algum, desejavam perder aquela farta mão de obra. Porém, na décima praga, os egípcios não aguentavam mais a presença deles, então Faraó os despediu (Êxodo 12:31-35). Na noite em que o anjo da morte eliminaria os primogênitos, Moisés, sob a orientação do Senhor, instituiu a páscoa, um ato que tinha algumas finalidades. Primeiro, um ato protecionista, pois o sangue do cordeiro nos umbrais das portas garantia aos primogênitos a vida; o anjo da morte passaria e a senha para a salvação estava na marca do sangue. Em seguida, comeriam pão sem fermento, juntamente com a carne do cordeiro, como um memorial perpétuo da liberdade deles; o cordeiro deveria ser comido com ervas amargas, mostrando que, junto com o cordeiro, também vamos ingerir coisas amargas. Todavia essa cerimônia seria um ato profético, pois apontava para aquele que viria como o cordeiro de Deus para tirar o pecado do mundo e nos livrar da morte. Outro fato importante dessa liberdade é que os filhos de Israel saíram de acordo como foi profetizado há quatrocentos e trinta anos antes de existirem (Gêneses 15:13): com riquezas e pelo poder de uma forte mão (Êxodo 3:20-22).

A missão profética de Moisés e Arão não terminou com a saída dos filhos de Israel do Egito, mas permaneceu por toda a vida. Faraó e seus oficiais reconsideraram a decisão tomada e tornaram a perseguir os filhos de Israel. Ele sabia que tanto a mão de obra quanto a riqueza do Egito estavam fugindo de seu alcance (Êxodo 14:5). Israel, percebendo a ameaça, entrou em desespero e Moisés esperava que o Senhor lhe desse uma saída. Todavia o Senhor lhe deu uma palavra de esperança para que dissesse ao povo (Êxodo 14;13). Deus fez tudo diferente do que o povo poderia imaginar. Ele sempre age assim, Ele é sobrenatural e não trabalha com possibilidades ou recursos humanos. Ele sempre tem um caminho mais excelente, criado por Ele para aqueles que caminham nEle.

Sair do Egito era para os hebreus um sonho imaginável (Êxodo 12:51). Eles eram um povo sem qualquer perspectiva de liberdade, sem intimidade com Deus e sem esperança. Suas vidas mudaram porque Deus lhes enviou um profeta, um homem forjado no fogo da adversidade, da solidão e do anonimato. Em um só momento, o Senhor escreveu duas grandes histórias: a de um povo que passou a ser Sua propriedade particular e a de um homem disposto a tudo para atender ao Seu chamado. Porém, tanto Moisés quanto o povo de Israel deveriam passar pela porta que Deus abriu no momento em que Ele a criou para que, juntos, dessem início a história mais marcante da humanidade. Deus tem uma porta aberta que ninguém pode fechar. Se ela ainda não foi vista, não significa que não exista. Porém, a grande lição profética da vida de Moisés está nas palavras: confiança e esperança – palavras que devemos adicionar as nossas vidas diariamente. Moisés possuía apenas uma vara em suas mãos como o símbolo da autoridade divina para realizar milagres. Porém muito mais importante que a vara em suas mãos era sua intimidade com Deus e sua obediência. Não basta ter apenas uma Bíblia, diplomas ou ostentar um título. A autoridade profética está baseada na comunhão e na obediência. Como profeta, Moisés expressou os pensamentos, desígnios e avisos do Senhor, ou seja, cumpriu o seu ministério. Podemos dizer que Moisés foi: excelência e excelente. Na pele de um homem saído das cinzas, o Senhor fez ressurgir uma das maiores autoridades que esse mundo já pôde ver. Um representante legal de Sua Palavra e poder.
 

Pi- Hairote – Um beco sem saída

Após a saída do Egito, o povo se movia de acordo com a vontade do Senhor, e portanto, foi o Todo Poderoso que conduziu Israel até PI-HAIROT, que significa “sem saída”. Aquele lugar pode ser descrito como uma fenda ou um vale no meio de uma região rochosa, que se encerrava exatamente no grande Mar Vermelho. Quando Faraó soube que os israelitas tomaram este caminho, ascendeu seu coração em ira, e colocou todo o seu poderoso exército no encalço dos hebreus. Agora a situação estava terrivelmente complexa... Presos em PI-HAIROT, cercados de rochedos, com o Mar Vermelho à frente e faraó na dianteira. Beco sem saída... Mas Deus estava no controle, e tudo fazia parte do plano divino. Desesperado, o povo automaticamente se volta contra seu líder. Moisés foi duramente criticado e responsabilizado pelo iminente massacre que Israel sofreria no deserto.
Moisés então recorreu ao Senhor para saber o que deveria fazer. Deus ordena que o povo continue marchando em direção ao mar, e que Moisés toque com seu cajado nas águas. Feito isto, a nuvem de fogo que conduzia os israelitas se retira de sobre o povo, e se coloca entre Israel e Faraó... Neste instante, uma série de “acidentes” começam a tumultuar a caminhada egípcia, já que as rodas dos carros começaram a se soltar. Enquanto isso no mar, durante toda a noite, um vento soprava sobre as águas, pavimentando uma estrada seca no meio do oceano. Mas nada disso foi percebido pelo povo durante a noite, que só vislumbrou o milagre ao amanhecer... Deus trabalha pelo seu povo, mesmo que este mesmo povo não perceba. Com o mar aberto, o povo passou.... Do outro lado foi levantado um memorial para que o testemunho do grande livramento fosse perpetuado entre as gerações... Mas a ameaça ainda era latente, pois Faraó se lançou ao mar com seu exército, com furor e velocidade, ansioso por trazer morte aos israelitas. Então, Deus ordenou a Moisés que tocasse novamente nas águas, e o mar se fechou sobre os egípcios, decretando a vitória de Israel, sem que nenhuma batalha fosse travada. Miriam então ajuntou as mulheres israelitas, e munidas de pandeiros, entoavam louvores dizendo: Só o Senhor é Deus! Quando Deus peleja, a gente se cala... Nossas bocas só devem ser abertas para louvar!
 
Israel não ouviu Deus, não viu Deus, não entendeu Deus... Mas Deus nunca deixou de trabalhar por eles. Deus se cala, mas nunca cruza os braços. Aquela página em branco que divide sua Bíblia em Antigo e Novo Testamento é significativa. Representa um período de 400 anos em que Deus se manteve no mais absoluto silêncio, sem uma única palavra a humanidade, porém, quando volta a falar quatro séculos depois, é para anunciar que o Messias estava chegando. Deus se manteve em silêncio, mas não havia parado de trabalhar. Ele estava preparando o maior acontecimento da história: A Encarnação do Verbo! Confie na direção e no trabalhar de Deus.


 

Assim como Moisés, venha aprender na escola de Deus para ser líder e profeta, participando neste domingo, (26/04/2015),  da Escola Bíblica Dominical.

Material Base:
Revista Jovens e Adultos nº 95  - Editora Betel
Moisés - Lição 04
Comentarista: Pr. Belchior Martins da Costa
 
Comentários Adicionais (em azul)
Pb. Miquéias Daniel Gomes


quarta-feira, 22 de abril de 2015

Quarta Forte com Ev. Elson Aquino


A morte de Josué trouxe para Israel um período de densas trevas e decadência moral. Os israelitas se enveredavam por caminhos tortuosos, fazendo o que era mal aos olhos do Senhor e servindo a deuses estrangeiros. A desobediência é, sem dúvidas, o tapete de boas-vindas para o caos, e logo, Israel se viu a mercê de seus inimigos, que como chicotes na mão do próprio Deus, flagelavam o povo rebelde. Com isso, as tribos se tornaram dissolutas, e a nação se fragmentava em vestígios do que fora um dia.

Foi neste tempo que Deus levantou homens especiais para livrar Israel da mão de seus opressores e restaurar a ordem espiritual daquela sociedade. O problema é após que cada arrependimento, um novo surto de apostasia contaminava Israel. Com isto, um ciclo de guerras cerceou a nação, culminando nos relatos impactantes do livro dos Juízes. Em dos mais cruéis flageladores deste período foi Jabim, rei dos canaanitas, com seu poderoso exército detentor de 900 carros de guerra comandado pelo general Sísera. Quando os israelitas clamaram ao Senhor por socorro e libertação, para livrar Israel das mãos deste sádico tirano, Deus levantou uma liderança improvável: uma mulher de idade avançada chamada Débora.

A Bíblia fala pouco sobre suas credenciais, a não ser que era esposa e mãe, o que não a qualificava para dirigir um país. Porém, numa época em que Israel andava aos tropeços e cada homem fazia aquilo que parecia certo aos seus próprios olhos, Débora tinha mantinha inabalável sua fé em Deus. Ela era uma profetisa, capaz de ouvir o que Deus lhe falava e transmitir sua palavra ao povo. Também era uma mulher sabia, pois as pessoas que vinham até ela para resolver suas contendas. Débora convocou Baraque, e corajosamente transmitiu-lhe o plano de Deus: “Porventura, o Senhor, Deus de Israel, não deu ordem, dizendo: Vai, e leva gente ao monte Tabor, e toma contigo dez mil homens dos filhos de Naftali e dos filhos de Zebulom? E farei ir a ti para o ribeiro Quisom a Sísera, comandante do exército de Jabim, com os seus carros e as suas tropas; e o darei nas tuas mãos” (Juízes 4:6-7).

Naquele dia Deus sustentou Israel, como Débora sabia que Ele faria. O exército inimigo era muito maior e exageradamente mais forte. Um confronto homem a homem se tornaria num verdadeiro massacre. O que fazer? Débora olhou para céu e pediu o reforço de seu Deus. E Ele veio! O Senhor enviou uma verdadeira tempestade glacial que literalmente, “congelou” a impetuosidade do inimigo, neutralizando suas espadas e flechas. Um povo armado com enxadas e foices era agora mais funcional que todo o exército de Jabim. A chuva torrencial inundou o ribeiro Quisom e a até então invencível armada de Sísera atolou na lama. O orgulhoso general fugiu desesperado, e basta dizer que na fuga, ele foi engodado por Jael, uma mulher corajosa que cravou uma estaca de tenda em sua cabeça e o matou. Dessa maneira, Deus libertou Israel. Mais tarde, Débora escreveu um belo cântico que exalta a Deus e revela muito sobre sua própria pessoa. Ela era uma mulher de profunda fé e grande discernimento espiritual. Havia avaliado a sombria situação de seu país com perspicácia, compreendeu o motivo da decadência e assumiu a responsabilidade pela nação. Ela tinha tanta autoridade que, quando convocou Baraque, ele veio imediatamente sem questionar sua autoridade ou suas instruções. Débora é a única mulher na Bíblia que não apenas governou Israel como também deu ordens militares a um homem, e isso com a bênção de Deus.

O que podemos aprender com esta história? – Deus usa quem Ele quer e como quer, desde que este escolhido se levante com coragem e ousadia, afim de realizar a obra para qual foi comissionado. Deus escolhe, capacita, envia e garante. Mas os pés que caminham rumo a um glorioso destino são os nossos...

E foi com esta poderosa palavra baseada em Juízes 4,5,6 e 7, nos convocou a assumir o posto que nos foi designado pelo Senhor, que o Ev. Elson Aquino dos Santos (Mogi Guaçu SP) abrilhantou a QUARTA FORTE deste dia 22/04/2015. Foi um verdadeiro “conselho de guerra”, onde fomos lembrados que nosso general é Cristo é portanto não existe milícia com força o suficiente para nos derrotar. Maior é o Deus que vai na nossa frente, Senhor absoluto de todos e tudo, que tem o mundo e seus exércitos na palma da mão.

Ev. Elson Aquino dos Santos

Filme: Jacó – O homem que lutou com Deus

“Jacó – O homem que lutou com Deus” (Giacobbe, l'uomo che lottò con Dio), é um clássico filme italiano da década de 60, dirigido por Marcello Baldi e tendo em seu elenco Giorgio Cerione, Judy Parker, Luisa Della Noce e Fosco Giachette. O longa conta a história do patriarca Jacó, que após enganar seu irmão Esaú, se vê obrigado a fugir para uma terra longínqua, onde recomeça a sua vida e se apaixona por Raquel, a filha de Labão. Entre muitas reviravoltas, Jacó se trona um homem prospero e poderoso e forma para si uma grande família. Mas é chagada a hora de voltar para sua casa em Canaã e confrontar seu passado num encontro decisivo com seu irmão.

Porém, antes mesmo de reencontrar Esaú, Jacó terá um encontro inesperado e muito mais decisivo, ao enfrentar face a face o próprio Deus, num evento que mudará não só a sua vida, impactando todo o destino de uma nação.  Esta é sem dúvidas uma história sobre perdão, fé, luta por um ideal, amor fraterno, desígnios de Deus e caminhar com fé no dia-a-dia





terça-feira, 21 de abril de 2015

Biografia: C.S. Lewis




A série de livros e filmes “Crônicas de Nárnia”, com suas histórias fantásticas e mensagens metafóricas sobre o cristianismo (como a ressureição de Aslan, que volta a vida após se sacrificar por um “pecador”), são conhecidas no mundo inteiro. O que pouca gente sabe, é que seu autor, antes de chegar a “Nárnia”, fez sua própria “jornada” do ateísmo para a crença em Jesus Cristo, e isso fica explicito em seus escritos.

C. S. Lewis (pseudônimo de Clive Staples Lewis) nasceu em Belfast, na Irlanda do Norte, em 29 de Novembro de 1898. Filho de Albert e Flora Lewis, C. S. Lewis tinha apenas um irmão, Warren Lewis. A família era de fé anglicana e frequentava a Igreja da Irlanda. Quando contava com 4 anos de idade, apelidou-se de Jacksie, que mais tarde foi abreviado para Jack. Foi assim que Lewis ficou conhecido entre seus amigos próximos até sua morte e como, por inúmeras vezes, ele assinou suas cartas.

Em 1907, foi descoberto um câncer em Flora, a mãe de Lewis. Ela passou por uma cirurgia em fevereiro de 1908, mas acabou falecendo em 23 de agosto do mesmo ano – mesmo dia do aniversário de Albert, seu marido. Durante o sofrimento da esposa e após a sua morte, Albert se fechou, como se houvesse esquecido a existência dos filhos. Com isso, Jack e seu irmão Warnie passaram a sentir que só podiam confiar um no outro. No mesmo ano, Lewis foi enviado para estudar na Wynyard School, em Watford. Com problemas de adaptação, ele seguiu depois para a Campbell College, perto de sua casa em Belfast, concluindo seus estudos. Em 1911, Lewis foi estudar na Inglaterra. Escreveu ao pai muitas vezes pedindo para ser retirado da sua escola, onde não conseguia se adaptar, chegando até a ameaçar suicídio. Na época em que estudou na Inglaterra, Lewis escreveu uma peça em que apresentava uma nova versão do mito nórdico de Bound. Anos mais tarde, Lewis reconheceu que o personagem Loki representava ele mesmo e que, além disso, na sua adolescência não acreditava em Deus e, ao mesmo tempo, ressentia-se do fato de que Ele não existisse e estava triste por este Deus – existindo ele ou não – ter criado um mundo tão cheio de falhas. Novamente pela falta de adaptação, no dia 19 de setembro do mesmo ano, Lewis inicia suas aulas particulares com William T. Kirkpatrick, conhecido como O Grande Crítico, que também foi tutor de seu pai. Em 1914, em uma das festas na Irlanda às quais ia nos dias livres com a família, ele conheceu Galahad (apelido de Arthur Greeves), com quem manteve correspondência até o fim da vida.

Lewis ficou na casa de Kirkpatrick até abril de 1917. Em dezembro de 1916, Lewis conseguiu uma bolsa de estudos na Universidade de Oxford. Lá, CS Lewis ficou de abril de 1917 até setembro do mesmo ano. Nesse tempo, conheceu o amigo Paddy Moore. Em novembro de 1917, Lewis batalhou na I Guerra Mundial, nas linhas de frente na França, e em abril de 1918, foi ferido na Batalha de Arras. Lewis tinha feito uma promessa com Paddy Moore que, caso um dos dois morressem na batalha, um cuidaria da família do outro. Paddy morreu em abril de 1918 e em novembro do mesmo ano a I Guerra Mundial acabou. Lewis retomou seus estudos em Oxford, de 1919 até 1923, quando foi diplomado com Alta Distinção em Literatura Grega e Latina, Filosofia e História Antiga e em Língua Inglesa. Em março de 1919, Lewis publicou o livro “Espíritos na Servidão” com o pseudônimo de Clive Hamilton. O livro tinha ideias ateístas e seu pai dizia para Lewis não deixar o livro exposto em sua casa para os empregados não o lerem. Lewis, porém, garantiu ao pai que o Deus denunciado no livro não era o Deus no qual seu pai acreditava.

Em 1920, Lewis montou em Oxford uma casa para a Sra. Moore e sua filha, as quais eram mãe e irmã do falecido amigo Paddy, e começou a morar com elas a partir de junho de 1921. Em março do mesmo ano, morre William T. Kirkpatrick. Em outubro de 1924, Lewis começou a lecionar Filosofia em Oxford como professor substituto. Em maio de 1925, foi eleito membro do Magdalen College, em Oxford, onde passou a trabalhar como professor de jovens que aprendiam Língua Inglesa e Literatura. Lewis ficou neste cargo por vinte e nove anos, transferindo-se em 1954 para o Magdalen College em Cambridge. Em maio de 1926, o primeiro encontro entre Lewis e o futuro amigo J.R.R. Tolkien aconteceu, e em 1929 Lewis tornou-se um teísta. Em Surpreendido pela Alegria, Lewis comentou sobre o momento que ele tornou-se um teísta: “No semestre do Trinity College, em 1929, eu cedi, admitindo que Deus era Deus, caí de joelhos e orei: talvez, naquela noite, eu fosse o mais desanimado e relutante convertido em toda a Inglaterra”. Em setembro desse mesmo ano, Albert Lewis morre de câncer em Belfast. Em outubro de 1930 a Sra. Moore, Lewis e Warnie compraram The Kilns – uma propriedade próxima a Oxford, na qual Lewis e Warnie viveriam até o fim da vida. No ano seguinte, a reforma da Escola Inglesa proposta por Tolkien com o apoio de Lewis é aceita. Esta reforma reúne as disciplinas “língua” e “literatura’ em uma única matéria. Em setembro de 1931, após uma longa conversa com Tolkien e Hugo Dyson, Lewis ficou convencido de que a fé cristã era real, e em 28 de setembro de 1931, Lewis retornou para a fé cristã, enquanto era conduzido na garupa de uma motocicleta em um passeio ao Zoológico Whipsnade.

Lewis começou a frequentar a Igreja Anglicana – contrariando a opinião de seu amigo Tolkien, que era católico romano – na Paróquia Holy Trinity, em Oxford, onde permaneceu durante todo o resto de sua vida. Em maio de 1933 Lewis publicou O Regresso do Peregrino. Nesse mesmo ano, as reuniões de Lewis com seus amigos, Os Inklings, são iniciadas. Em 1936, foi publicado o livro A Alegoria do Amor. No dia 2 de setembro de 1939, quatro meninas evacuadas da II Guerra Mundial são acolhidas em The Kilns. Para distrair as crianças, Lewis iniciou uma história, que foi abandonada rapidamente, sobre quatro crianças refugiadas da guerra que ficam por um tempo na casa de um velho professor. Os nomes das crianças na história eram Ann, Martin, Rose e Peter. Foi o começo do que viria a ser seu maior sucesso. Entre 1940 e 1941, Lewis deu palestras sobre o cristianismo para a Força Aérea Real da Grã-Bretanha. Em outubro de 1940, Lewis publicou O problema do sofrimento e, em 6 de agosto de 1941, fez a primeira das vinte e cinco palestras para a rádio BBC, que viriam a ser posteriormente o livro Cristianismo Puro e Simples. Em 1942 Lewis publica Cartas de um diabo a seu aprendiz, em 1946 publicou O Grande Abismo e em 1947, foi a vez de Milagres – Um estudo preliminar.  Porém, em 1948, uma resenha fez com que Lewis revisasse o terceiro capítulo do livro e no mesmo ano, a edição revisada foi publicada.

Em 1950, Lewis recebeu a primeira carta de Joy Gresham, uma escritora americana de 34 anos, com quem se casaria anos mais tarde. Em 16 de outubro do mesmo ano, o primeiro livro da série Nárnia – O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa – foi publicado e assim nascia a famosa série As Crônicas de Nárnia. No mesmo mês, Lewis inicia a correspondência com uma outra senhora americana chamada Mary. As cartas que Lewis enviou para ela foram publicadas em um livro chamado Cartas a uma Senhora Americana. Por Lewis ter o hábito de queimar as cartas que recebia, não temos acesso a nenhuma das cartas que ela enviou a ele, mas, neste livro, conhecemos um lado mais humano de Jack. Em 1951, a Sra. Moore faleceu e o segundo livro da série Nárnia, Príncipe Caspian, foi publicado. Em 1952, Lewis publicou Cristianismo Puro e Simples e em setembro do mesmo ano, ele se encontrou pela primeira vez com Joy Gresham. Neste mesmo ano, A Viagem do Peregrino da Alvorada, que seria o último livro da série Nárnia, foi publicado.

Em 1953, Lewis publicou A Cadeira de Prata – que é o quarto volume da série narniana – e, no ano seguinte, tornou-se professor titular de Literatura Inglesa Medieval e Renascentista em Cambridge, fazendo sua primeira palestra como titular no dia do seu aniversário. No mesmo ano, O Cavalo e seu Menino foi publicado. Joy, após ter se divorciado de seu marido, vai morar em Oxford, para não ter mais que encontrar o marido, que ficara nos EUA. Ela e Lewis viraram amigos próximos. Em 1955, Lewis publicou Surpreendido pela Alegria e O Sobrinho do Mago. Em 1956, Lewis se casou no civil com Joy Gresham para que ela não fosse deportada. No mesmo ano ele ainda publicou A Útilma Batalha – ganhadora da Carnegie Medal – e Até que tenhamos rostos. Ainda em 1956, a família Lewis descobriu que Joy tinha um câncer terminal nos ossos. Em março de 1957, Joy foi internada no hospital, e Lewis percebeu que estava apaixonado por ela. Lewis e Joy se casaram religiosamente no hospital. Em setembro do mesmo ano, Joy teve uma melhora e em dezembro, ela conseguia andar novamente. Em outubro de 1959, os exames de raios X revelaram que o câncer de Joy havia piorado. Em 1960, Joy e Lewis passaram a sua lua de mel na Grécia e, no dia 13 de julho do mesmo ano, faleceu Joy Lewis. Em 1961, Lewis fez um desabafo sobre o sofrimento de ter sua amada perdida no livro A Anatomia de uma Dor: Um luto em Observação. O livro foi publicado originalmente com o pseudônimo de N. W. Clerk. Neste ano, Lewis é internado com problemas nos rins e não pode ser operado. Lewis teve problemas de fraquezas, e se recuperou lentamente. Em 15 de julho de 1963, Lewis sofreu um ataque cardíaco e foi internado. Ele sofria com a perda da concentração mental, e adormecia enquanto fazia suas atividades diárias. Lewis ficou em coma por quase 24 horas, e – contrariando as expectativas médicas – recuperou a consciência. No meio daquela madrugada, Lewis havia recebido a extrema unção e depois de sua repentina recuperação, Lewis perdeu novamente a consciência, recuperando-a apenas três semanas depois. Em 6 de agosto do mesmo ano, Lewis saiu do hospital e voltou para casa com um enfermeiro, tendo se demitido do seu cargo na universidade por não ter mais condições de exercê-lo. Em 22 de novembro de 1963 às 17h30m, C.S.

Lewis morreu em sua casa, uma semana antes de completar 65 anos. Em 1964, o livro Oração: Cartas a Malcom, que havia sido preparado por Lewis antes de sua morte, foi publicado. E em 9 de Abril de 1973, Warnie Lewis morre. Warnie foi sepultado ao lado de seu irmão, e a tumba contém o nome dos dois e uma frase de Shakespeare: “Os homens devem, portanto, suportar suas vidas a partir de agora”. A frase estava em um calendário no quarto onde a mãe de C.S. Lewis, Flora, tinha morrido, e seu marido, Arthur, deixou a frase lá como um memorial até o fim de sua vida.

Obras de C. S. Lewis publicadas em português

As Crónicas de Nárnia (Editorial Presença, Lisboa), Aquela Força Medonha(Europa-América, Mem-Martins), Para Além do Planeta Silencioso (Europa-América, Mem-Martins), Perelandra (Europa-América, Mem-Martins), Vorazmente Teu (Grifo, Lisboa), Dor (Grifo, Lisboa), A Experiência de Ler (Porto Editora, Porto), Cristianismo Puro e Simples (ABU, S. Paulo, Brasil), O Problema do Sofrimento (Mundo Cristão, S. Paulo, Brasil), O Grande Abismo (Mundo Cristão, S. Paulo, Brasil), Milagres (Mundo Cristão, S. Paulo, Brasil), Os Quatro Amores (Mundo Cristão, S. Paulo, Brasil), Surpreendido pela Alegria (Mundo Cristão, S. Paulo, Brasil) e Peso da Gloria (Vida Nova, S. Paulo, Brasil).

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Como enfrentar a rejeição?

A maioria de nós não lida bem com rejeição, especialmente naqueles momentos em que estamos mais vulneráveis. Todos nós passamos por isso, seja na família, entre amigos, quando não temos a atenção que necessitamos, ou mesmo em consequência de estarmos vivendo a vida cristã. A palavra rejeição conota a ideia de  ser descartado; desprezado, renegado por quem deveria nos valorizar, como se não tivessemos nenhum mérito. É como ouvir alguém falar: "Eu não quero você... você não tem valor; você não serve pra ser meu amigo! Você não é certo”... O que acontece para uma pessoa nessa situação é muito triste, afinal,  Deus não nos criou para sermos rejeitados. Ele nos criou para sermos aceitos, amados e apreciados.

Muitas pessoas de todas as partes do mundo sofrem a dor da rejeição. E um segmento surpreendentemente grande da sociedade e da “igreja” têm experimentado vez ou outra esse sofrimento, tornando a  rejeição em uma das feridas emocionais mais comuns. A sensação de ser rejeitado assemelha-se a ser jogado na lata do lixo da vida, é algo que machuca e deixa marcas que perseguem o indivíduo ao longo dos anos, condenando-o a um estado permanente de medo, tristeza e isolamento (Gênesis 3.9-10).

O sentimento de rejeição pode ter origens em diversas situações: convivência familiar, escola, amizades, trabalho e relação amorosa; existindo muitas causas que podem disparar este sentimento: abuso (incluindo abuso físico, verbal, sexual e emocional), conflitos no lar, adoção, abandono, infidelidade no casamento, divórcio, rejeição de colegas, etc. Todas estas situações são dramáticas e desencadeam muitas conseqüências desagradáveis. Basicamente, a rejeição nasce em situações de decepção (especialmente com pessoas valiosas para nós) nas quais nos sentimos desvalorizados, injustiçados, como se não se importassem com nossos sentimentos nem reconhecessem nossos esforços. Enfim, a raiz do sentimento de rejeição está na frustração de nossas expectativas sobre os outros.

Muitas pessoas sofrem com sentimento de rejeição originados durante a infância, por situações como, por exemplo, o favoritismo (real ou imaginário) de um dos pais ou dos dois, por um filho, em detrimento de outro. Se exacerbado, esses sentimentos podem causar insegurança e carência afetiva e ainda podem ser reforçados ao longo do desenvolvimento do sujeito (Gênesis 37.3). Assim, os sentimentos de rejeição acompanham a pessoa em seus relacionamentos interpessoais, ela sente dificuldade em sentir-se amada, aceita e valorizada. É importante ressaltar que o ponto crucial para a origem do sentimento de rejeição é a “interpretação” que a pessoa faz de estar sendo rejeitada (exemplo do irmão mais velho do filho pródigo – Lucas 15:19)) e não necessariamente, ela estar realmente sendo preterida (exemplo dos filhos de Jacó – Genesis 37:3)). Não se pode pensar que somos rejeitados por todas as pessoas, isso não é verdade, pois existem aqueles que se agrada de nós da maneira que somos. É claro que cada pessoa reage de forma distinta e peculiar aos elementos que constituíram sua história (Juízes 11.1-6). A rejeição possui múltiplas faces e a pessoa que se sente rejeitada, por exemplo, pode canalizar o sentimento em duas direções distintas: uma interna e outra externa.

Rejeição internalizada: Embora nem toda pessoa tímida ou introvertida tenha histórico de rejeição, há pessoas que internalizam o sentimento de rejeição e de não aceitação, gerando diversos outros sentimentos, como culpa e baixa autoestima. Outras consequências possíveis são timidez, complexo de inferioridade e dificuldade de se expressar ou expor sua opinião, gerando sofrimento para a pessoa (Jó 32.6).

Rejeição externalizada: Entretanto, o sentimento de rejeição também pode ser externalizado. Nesse caso, a pessoa canaliza agressividade para fora, como um mecanismo de defesa. Isto é, para defender-se da carência afetiva causada pela rejeição, a pessoa adota comportamento agressivo e arredio, justamente como estratégia para não mostrar sua fragilidade. Muitos são os exemplos de pessoas agressivas, soberbas, maledicentes ou aproveitadoras que, na realidade, encontraram nessas atitudes que humilham, agridem ou tiram vantagem do outro uma forma de lidar com seus próprios sentimentos de rejeição.

Pensar que ninguém gosta da gente é estratégia do inimigo querendo nos afastar da comunhão e nos deixar isolado. É verdade que ninguém consegue agradar a todos, mas importante é saber que temos disponível o que verdadeiramente precisamos: o amor de Jesus Cristo. De fato, sua opinião a nosso respeito é o que realmente conta e nos conforta. Procedimentos de práticas e ações desagradáveis na tentativa de “superar o sentimento de rejeição” não irá solucionar o problema, ao contrário, agravará mais ainda a situação. O que realmente precisamos é nos achegar a Deus, que "está perto dos que sofrem e salva os de espírito abatido" (Salmo 34:18). O sofrimento pode ser bom quando nos faz pedir a ajuda de Deus, e o nosso coração recebe a cura que Ele quer promover em nossas vidas.

Em alguns casos, o sentimento de rejeição pode se tornar uma arma perigosa, visto que o indivíduo, por se achar rejeitado, pode entrar em disputa contra aquele que ele pensa que o rejeitou. No entanto, nem sempre a disputa é maldosa: ao se colocar em disputa com alguém, o indivíduo pode não estar querendo, conscientemente, prejudicar alguma pessoa, mas sim apresentando um sintoma de sentimento de rejeição, tentando ser notado a qualquer preço. Assim, o sujeito acaba por ferir sentimentos de algumas pessoas que estão à sua volta e que são prejudicadas por seus atos (Lucas 15:28-31). A oração e a leitura da Palavra de Deus são o caminho para superar todos os sentimentos que causa males na vida de alguém, devemos abrir o coração e deixar Deus trabalhar em nossa vida e moldar nossos sentimentos e atitudes, somente assim, a pessoa é liberta e torna-se equilibrada.

Inevitavelmente, somos frequentemente rejeitados em diversos momentos e por diversas pessoas, ao menos que façamos tudo perfeitamente. Como nenhum de nós tem a habilidade de ser perfeito, somos feridos e precisamos lidar com a rejeição. O sentimento de rejeição pode ser provocado por diversos motivos, dos quais muitos, sequer foram citados aqui. Contudo nenhum deles é suficiente para vencer o poder de Deus na vida do servo fiel, que tem certeza das promessas de Jesus. Graças a Deus, temos também a certeza que Jesus nos ama, e por Ele, jamais seremos rejeitados (João 6:37). Embora possamos ter experimentado a rejeição por outros e mesmo que ainda hoje as pessoas possam rejeitar-nos oca­sionalmente, o poder da rejeição não consegue mais operar em nós ! A rejeição pode estar aí, mas não irá nos afetar, pois cremos apenas no que Deus diz e em nada mais.


Através do profeta Isaías, o Senhor nos dá a certeza de que nunca se esquecerá do seu povo. O profeta usa a figura da mãe para exemplificar a profundidade do amor de Deus em relação aos que são seus (Isaías 49:15). Jamais seremos esquecidos ou desamparados. Assim, não há razão para nos sentirmos rejeitados. O caminho para a cura está em crermos que Deus se importa conosco, apesar das nossas imperfeições, Ele nos ama profundamente. Antes de sermos concebidos no ventre materno, fomos gerados no coração de Deus.