domingo, 24 de maio de 2015

Apresentação: Karolyne Aurora Rodrigues de Souza


Foi com imensa alegria, que nosso ministério se reuniu na noite deste domingo, 24/05/2015, para apresentar ao Senhor, Karolyne Aurora Rodrigues de Souza, nascida em 04 de Março de 2015, filha de Jefferson Rodrigues de Souza e Thamires Kerolyne Feliciano.

Seguindo o exemplo do próprio Cristo registrado em Lucas 2:21, quando José e Maria trouxeram o pequeno Jesus para ser apresentado no templo, nossos irmãos Jefferson e Thamires compareceram à Casa de Deus trazendo a pequena Karolyne em seus braços, para ser consagrada ao nosso Senhor. O Pr. Wilson Gomes conduziu o cerimonial, explicando o significado deste tão importante ritual do protestantismo. Em seguida, instrui os pais a se esforçarem na edificação do seu lar, para que sua filha possa crescer respaldada por preceitos espirituais, morais e familiares.

Toda a congregação foi então convocada para realizar uma oração em prol da criança, conclamando toda sorte de benção sobre a vida da Karolyne.

A cerimônia foi assistida por familiares e amigos.


sábado, 23 de maio de 2015

Lírio dos Vales recebe Pr. Antonio Fernandes

Pr. Antonio Fernandes

A casa está repleta de pessoas que ouvem atentamente as palavras do Mestre. Sempre que Jesus visitava a cidade de Betânia ele usava a sala de seus amigos (Maria, Marta e Lázaro) como templo. A jovem Maria está atenta às palavras do Senhor, mas sua irmã Marta está atarefada com seus muitos afazeres, afinal, os maiores sermões de Cristo sempre são finalizados com uma bela refeição, e ali há muita gente para se alimentar.

Marta corre de um lado a outro; temperando a carne, cortando a cebola, colocando água para ferver... O suor já desce pelas suas têmporas e o cansaço já começa a incomodar. Ela passa pela sala e avista Maria sentada calmamente, imersa em cada palavra. É perfeitamente entendível a revolta dela com sua irmã – “Eu aqui me matando de trabalhar para atender toda esta gente e aquela folgada nem para me ajudar! ”.

Num surto de indignação, Marta se dirige a sala e descarrega sua frustração em... Jesus. – “Mestre, o Senhor não está incomodado com o fato de Maria ficar aqui sentada sem nada fazer, enquanto eu me mato de trabalhar? Mande que ela vá me ajudar na cozinha agora mesmo! ”

Jesus em sua brandura interpela Marta dizendo: - “Martinha querida do meu coração... Você tem trabalhado demais ultimamente. Tem tentado fazer mil coisas ao mesmo tempo, mas na verdade pouquíssimas coisas são realmente importantes, e Maria escolheu a que mais importa”.

E foi com uma mensagem baseado neste relato de Lucas 10:38-42, que o Pr. Antônio Fernandes abrilhantou o culto especial do Círculo de Oração Lírio dos Vales, realizado na noite deste sábado, 23/05/2015. Em sua ministração, o homem de Deus falou sobre duas mulheres vivendo sobre o mesmo teto, porém em mundos diferentes. No mundo de Marta há inquietação e temeridade. Ela está atarefada, ansiosa por causar boa impressão em seus convidados, correndo de um lado para o outro, preocupada com a excelência de seu serviço. Marta não estava errada em se empenhar nas suas atividades e no desejo de fazer bem feito o que lhe era pertinente, mas em seu mundo, o Jesus homem (que tem fome e sede) é prioridade, e ela não se atenta que está perdendo a oportunidade de conhecer o Jesus Deus, aquele que mata a fome e a sede espiritual do homem.

Maria por sua vez, vivia num mundo de oblação para com o divino. Não existe nenhuma atividade que seja mais importante que estar aos pés de seu Senhor, desfrutando de cada palavra que sai de sua boca, mergulhando sem reservas no oceano de sua graça, vislumbrando em cada frase um pedacinho do Reino de Deus.

Jesus é questionado sobre a posição tomada por Maria. Não estaria ela errando ao abrir mão de seus afazeres para ficar “confortavelmente” sentada na sala, enquanto outras pessoas se matam de trabalhar na cozinha? Foi então que Jesus revelou um dos maiores segredos da vida cristã: A definição de prioridades.

Que Jesus seja a prioridade de nossas vidas. Que o epicentro de nosso mundo seja Cristo, nosso alvo prioritário a Glória do Senhor e que a adoração seja nossa pratica integral. Quem escolhe Jesus, escolhe muito bem e se conecta ao Reino dos Céus, atraindo o próprio Deus para nosso dia-a-dia.

Em que mundo você está vivendo? Existe um lugar vago aos pés de Senhor.... Tem interesse?

Lírio dos Vales

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Controlando a dependência


Em contraste com alguns membros da igreja de Corinto, o apóstolo Paulo enfatizou aos cristãos a importância de se evitar comportamentos controladores e viciantes (I Coríntios 6:12). Uma dependência não é simplesmente um mau hábito. Ela é a necessidade de uma substancia externa (droga / álcool / alimento), atividade (trabalho / compras) ou relacionamentos (estar em controle / sentimentos estáticos). A dependência é uma necessidade excessiva e poderosa que é repetitiva e insistente.

A primeira fase de uma dependência é frequentemente uma ocupação mental com o sentimento, a substância ou o ato.  A segunda fase é fazer o eu for necessário para obter o elemento capaz de satisfazer o vício. O alivio e o prazer são partes da realidade do vício, mesmo que consequências desagradáveis se manifestem em seguida.

O poder do vício até pode ser negado, mas a mulher viciada, seja no que for, fica a tal ponto, entregue a disposição de procurar por aquilo que lhe dá prazer, que a lógica e a razão são incapazes de libertá-la. O objeto do vício torna-se prioridade em sua vida e, se nada for feito, pode chegar a destruí-la.

Os vícios mascaram dores emocionais, oferecendo um escape da realidade. O desejo do Senhor para a mulher viciada é não somente que ela abrace a realidade e enfrente honestamente a si mesma, aos outros e a Deus (Isaías 59:12), mas também que seja curada da dor que a leva a procurar um escape (Isaías 58:6).



quinta-feira, 21 de maio de 2015

EBD: Revelando as Impurezas da Alma


Texto Áureo
E a nuvem se retirou de sobre a tenda; e eis que Miriã ficou leprosa como a neve: e olhou Arão para Miriã, e eis que estava leprosa.
Números 12:10

Verdade Aplicada
O que distingue uma pessoa das demais não é o seu nível de unção, nem tampouco os milagres que opera, mas a qualidade do seu caráter diante de Deus.

Textos de Referência
Números 12:5-8

Então, o Senhor desceu na coluna de nuvem, e se pôs à porta da tenda; depois, chamou a Arão e a Miriã, e ambos saíram.
E disse: Ouvi agora as minhas palavras; se entre vós houver profeta, eu, o Senhor, em visão a ele me farei conhecer ou em sonhos falarei com ele.
Não é assim com o meu servo Moisés, que é fiel em toda a minha casa.
Boca a boca falo com ele, claramente e não por enigmas; pois, ele vê a semelhança do Senhor; por que, pois, não tivestes temor de falar contra o meu servo, contra Moisés?


A inveja mora ao lado

Ninguém teve um relacionamento tão intenso com Deus quanto Moisés. O fato de recair sobre suas costas a responsabilidade de conduzir milhares de hebreus pelo deserto, aliado ao reconhecimento de sua total dependência da direção divina, fez de Moisés um homem ávido pelo Senhor, desejoso de estar constantemente na presença de Deus. Exatamente por isso, Moisés se dedicava a prática da oração, e se negava a tomar qualquer atitude sem prévia consulta ao seu Deus. Todos estes elementos corroboraram para que o patriarca se tornasse íntimo do “Todo Poderoso”, possibilitando diálogos francos e agridoces com seu Senhor. Segundo o relato de Êxodo 19:19, quando Moisés falava, Deus respondia em “voz alta”, e Deuteronômio 5:22 nos revela que do meio da nuvem, toda a congregação de Israel, atônita e paralisada, podia ouvir a voz poderosa do grande “EU SOU”. Desta maneira, a autoridade exercida por Moisés sob o povo só fazia aumentar, e sua simples presença já era motivo de “frison” entre os israelitas. Durante os dias em que esteve no alto do Sinai, Moisés recebeu do Senhor não apenas o decálogo sagrado (os dez mandamentos), como também todos os preceitos civis e religiosos que norteariam a jovem nação. Outros aspectos são muito relevantes quando analisamos a vida deste grande líder hebreu. Nele se encerra a “Dispensação Patriarcal” e se inicia a “Dispensação da Lei”. Através de Moisés se cumpre a “Aliança Abraâmica” (Gêneses 12:12), e a “Aliança Mosaica” é firmada entre Deus e seu povo (Deuteronômio 29:1-29). Foi identificado como homem mais manso (humilde) da terra (Números 12:3) e foi o único mortal que contemplou em vida a Glória de Senhor, tendo um vislumbre do próprio Deus (Êxodo 33:17-23). Motivos não faltam para que Moisés se destaque na galeria dos Heróis da Fé (Hebreus 11:24-25). Ele pode ser comparado a uma frondosa árvore frutífera, da qual todas querem participar da sombra e saborear dos frutos. Moisés era como uma vidraça cristalina pela qual olhos humanos podiam enxergar a Glória do Senhor. Ele se tornou um verdadeiro condulete por onde as bênçãos desciam do céu sobre a nação, e isso fazia dele um homem amado por todos. Quase sempre...

Mais nem tudo eram flores. No meio do povo, logo surgiram olhos cobiçosos, ansiosos por poder e destaque social. Inimigos ardilosos começam um levante contra Moisés, levando muitas pessoas a pecarem contra o homem de Deus. Engana-se quem pensa que a inveja vinha de longe, do meio dos estrangeiros que caminhavam junto aos hebreus... Os arquitetos deste covarde motim eram íntimos e queridos de Moisés, na verdade, tinham nas veias o mesmo sangue. Seus irmãos, Arão e Miriã.

Muitos anos antes, encontramos a pequena Miriã seguindo seu irmãozinho recém-nascido pelas margens do Nilo, para depois, com uma coragem admirável, comparecer diante da princesa egípcia, oferecendo os serviços da própria mãe como “ama de leite”. Meses antes, Arão se tornara o braço direito de Moisés, sendo seu porta voz no Egito. Agora, ambos não aceitavam a liderança de seu irmão mais novo e começaram a vasculhar sua vida, procurando uma forma de diminuir sua autoridade. O único argumento encontrado por eles diz respeito a vida familiar de Moisés, e embora não tivesse nenhuma relevância, o assunto acabou gerando certo burburinho entre o povo. Miriã e Arão passaram a criticar publicamente o fato do grande líder “hebreu” ser casado com uma mulher estrangeira, esperando que devido a este matrimonio “miscigenado”, Moisés passasse a ter sua liderança questionada no arraial, abrindo espaço para uma maior visibilidade de ambos na congregação.

Não podemos esquecer que Miriã era uma mulher valorosa, e Arão, por sua vez, ocupava o posto de segundo em comando. Ambos serviam a Deus com devoção, porém se deixaram dominar pelos ciúmes da intimidade de Moisés com Deus (o que lhe outorgava imensa autoridade ministerial), e ao invés de investirem em sua relação pessoal com o Senhor, optaram por tentar desmoralizar e desmerecer o irmão mais “bem sucedido”. O preço desta sedição foi alto e trouxe consequências dolorosas. Quem toca no ungido do Senhor, agride a “menina dos olhos de Deus”, gerando uma reação imediata do Todo Poderoso contra si (Zacarias 2:8).


A inveja dos irmãos de Moisés

Todos aqueles que querem viver piedosamente em Deus serão perseguidos e sempre se tornarão alvo do inimigo. É comum ao que peleja estar sempre atento e pronto para esses ataques, a única surpresa é quando o inimigo esta camuflado na pele de nossos próprios irmãos. A desculpa de Miriã e Arão para se levantar contra a liderança de Moisés foi o casamento deste com a mulher cuxita. Essa insatisfação estava recheada de inveja e de uma necessidade de reconhecimento. Eles se autodenominaram profetas e queriam estar no mesmo patamar espiritual que seu irmão mais novo. No hebraico, murmuração é “difamar, levar contos” e a ideia principal é “falar entre os dentes manifestando queixa ou desgosto por alguma coisa – conversação em prejuízo de um ausente”. Quando a murmuração é baseada em falsos argumentos é chamada de calúnia, porém, se estiver baseada em um fato verdadeiro será denominada fofoca. A desculpa que desencadeou a murmuração contra Moisés foi sua união matrimonial, mas a conversa tomou outro sentido quando, conferenciado entre si, Miriã e Arão deixaram escapar um sentimento oculto (Números 12:2). A murmuração trouxe a tona um íntimo desejo em seus corações: serem reconhecidos entre o povo, ou quem sabe até mesmo diante de Deus, como profetas semelhantes a Moisés. Não sabemos o que passou na mente de Miriã nesse tempo, mas pode ser que ela achasse importante na vida de Moisés por tê-lo colocado no rio Nilo e salvado sua vida quando ainda era um menino. Arão, por ser mais velho, deve ter achado que Moisés lhe devia certo respeito por ser mais novo e que ele deveria liderar. No entanto, o que a Bíblia nos apresenta é a maldade que estava instalado no coração dos irmãos de Moisés.

Antes de apresentar o coração invejoso de Miriã e Arão, a Bíblia faz uma referência a Moisés, dizendo que ele era mais manso do que todos os homens que havia sobre a terra (Números 12:3). O texto revela que foi Miriã quem iniciou a contenda. Todavia, mesmo sendo o mais velho, Arão não fez a menor questão de reprovar a atitude de sua irmã, simplesmente compactuou com a sua inveja. Arão e Miriã deveriam compreender que eram úteis, mesmo não sendo os primeiros, mas isso aconteceu e, para piorar a situação, o Senhor estava ouvindo toda aquela conversa e rapidamente tratou de descobri-los diante daquele a quem caluniavam sem razão. Ficou muito claro na declaração feita pelos irmãos de Moisés que eles estavam descontentes com suas posições. Para Arão, não era o suficiente ser o porta voz das palavras de seu irmão, e Miriã se autodenominava profeta e queria também reconhecimento. Na verdade, eles queriam que Deus desse o mesmo tratamento que dava a Moisés. Diante daquela lamentável situação, o Senhor, de imediato, tomou uma atitude. Ele sequer esperou que Miriã e Arão acalmassem os ânimos, logo os convocou para uma conversa séria na tenda da congregação (Números 12:4). Havia dois motivos para aquela rápida reunião: primeiro, eram todos líderes e havia o perigo da divisão; segundo, eram irmãos e precisavam se unir para que aqueles sentimentos fossem reparados e pudessem seguir com a missão. O Senhor não se agrada de discórdias e divisões no meio do seu povo, ainda mais quando a contenda existe entre irmãos. O Senhor deseja que tanto líderes quanto liderados sejam fiéis e unidos num só propósito, visando edificação e nunca a divisão.


Tratando as impurezas da alma

Enquanto eles estavam conversando e se lastimando porque Moisés era o preferido, o Senhor resolveu acabar com toda aquela semente de discórdia que já havia interferido no relacionamento familiar e que certamente causaria danos ao ministério de Moisés. Miriã e Arão foram surpreendidos por Deus que decidiu colocar face a face quem caluniava e quem estava sendo caluniado. Essa é uma fórmula pouco utilizada pelos cristãos de nosso século. Geralmente quem chega com a notícia já recebe o mérito da verdade e quando o acusado chega para tentar se defender sua imagem já está exposta aos ventos. Deus nos ensina como tratar com fofoqueiros. É simples: colocar o acusado e acusador frente a frente e expor a verdade. A fofoca não se espalha e tratamos do imundo na hora. Foi isso que Deus fez. Para esclarecer aquela situação, o Senhor convocou uma reunião e chamou Miriã, Arão e o indefeso Moisés, que de nada estava sabendo. À porta da tenda, Ele desceu numa nuvem e revelou para Moisés tanto a falsidade de seus irmãos quanto as suas atitudes invejosas. A desculpa de Miriã e Arão trouxe à tona a inveja e o ciúme que se abrigavam em seus corações pela posição e influência exercida por Moisés. Devemos guardar nosso coração desses sentimentos nocivos, que nos levam a errar contra Deus e nossos irmãos.

De uma maneira poderosa, Deus diz que se entre eles houvesse profeta, Ele se revelaria em sonhos e visão e deixa claro que Moisés é mais que um profeta, é um homem que Ele não precisa usar figuras, que Ele fala boca a boca. Ele diz que visões e sonhos são enigmas a serem interpretados, enquanto que falar cara a cara diz respeito a intimidade sem obscuridade, ou seja, Arão e Miriã se achavam profetas, mas deus lhes afirma que nada compreendem, porque não possuem uma clara visão acerca da esfera espiritual. E conclui: “Moisés vê a semelhança do Senhor”. Moisés nada diz, Deus julga sua causa e os invejosos são desmascarados diante dele. Eles falaram pelos cantos e Deus os expôs a vergonha falando às claras (Números 12:4-8). Na reunião dirigida por Deus, Moisés está calado e Deus age em seu favor. Ele não abre a boca para fazer críticas, reclamar ou lamentar. Pelo contrário, ele intercede e pede a cura para quem tentou agredi-lo. Quando a nuvem se vai, Arão observa que sua irmã está leprosa, com a pele esbranquiçada (Números 12:10). Dirige-se até Moisés e diz: “Ah meu senhor, ora não ponhas sobre nós este pecado, que fizemos loucamente, e com que havemos pecado” (Números 12:11). Arão era mais velho e o chama de “meu Senhor”. Ele agora esqueceu era profeta e sacerdote e tornou-se servo após ser exortado por Deus e ver a lepra em Miriã. Neste momento, ele sabe com quem está a autoridade e, mesmo sendo mais velho, teve de reconhecer que Deus não se preocupa com a idade, mas sim com o caráter. Na verdade, Arão era o sacerdote, era quem deveria interceder diante de Deus por Miriã, mas estava comprometido, seu coração não era perfeito e apela para que Moisés o faça.

É muito ruim quando sabemos que não adianta clamar que Deus não nos ouvirá. Moisés ficou o todo o tempo calado e se pronuncia com a oração mais rápida que alguém possa imaginar (Números 12:13). Logo em seguida, Deus dá uma satisfação a Moisés, dizendo que aquele ato foi como se um pai desse uma cuspida no rosto de uma filha, tornando-a imunda (Números 12:14). Foi como se dissesse: “é só um lembrete para ela aprender a respeitar as autoridades que constituí”.


Ossos Corroídos

Segundo o dicionário Aurélio, inveja é desgosto ou pesar pelo bem ou felicidade de outra pessoa ou um desejo violento de possuir o bem alheio. Em outras palavras, é um sentimento que faz com que o indivíduo enxergue o que o outro tem de bom, com olhos maus. Logo, aquele que nutre um sentimento de mal-estar pela felicidade dos outros, ou um desejo incontrolável de estar no lugar dessas pessoas, está sentindo inveja. Biblicamente a inveja é tratada como um sentimento faccioso e destruidor. O sábio Salomão classificou a inveja como podridão dos ossos, numa clara explicação que este mal começa a corroer o indivíduo de dentro para fora, agindo como um câncer silencioso e incrivelmente destruidor (Provérbios 14:30). No Novo Testamento, ela é identificada como um sentimento anticristão, quando o apóstolo Paulo escreveu em I Coríntios 3:3 que as dissensões e as invejas são sentimentos pertinentes a homens carnais, e que não podem existir em alguém que se tornou espiritual e vive por Deus.

A inveja é uma grave enfermidade da alma que pode destruir muitas vidas, já que os invejosos patológicos não medem as consequências de seus atos.  A inveja é a arma utilizada pelos fracos que não sabem lutar pelos seus sonhos e consequentemente ocupam seu tempo tentando afetar negativamente o sonho de terceiros. Infelizmente, em meio aos cristãos, há situações em que ministérios brilhantes são destruídos em decorrência da inveja.  Homens e mulheres com chamados específicos acabam protelando sua própria vocação, desejando ardentemente aquilo que Deus designou para outras pessoas. 

No caso de Moisés, desde o seu nascimento, ele foi escolhido para liderar os israelitas no retorno para Canaã. Executou esta tarefa com magistratura, buscando a direção do Senhor para cada passo da jornada, o que lhe garantiu prosperidade mesmo nas situações mais adversas. Miriã e Arão sentiram-se incomodados pelo sucesso de Moisés, desejando exercer a mesma autoridade. Com isso deixaram a inveja tomar conta de seus corações,
 tendo os ossos corroídos por este sentimento pernicioso que visa destruir a felicidade alheia. Com isso, ambos se esqueceram que sobre suas próprias vidas existiam propósitos de grande valor.

Em Arão seria iniciado o sacerdócio, e Miriã já exercia o ministério profético, sendo uma respeitada conselheira. Ambos tiveram complicações ministeriais porque se esqueceram do que Deus colocou em suas mãos para tentar retirar o que estava nas mãos de Moisés. Como sabiamente disse o apostolo Paulo, “cada um fique na vocação que foi chamado” (I Coríntios 7:20). Fidelidade a própria vocação é o “cálcio” celestial que fortalece nossos “ossos” contra esta “osteoporose” maldita chamada inveja.




Lições Práticas

Falar mal de Moisés foi um agravo contra Deus, que congregou todos debaixo da nuvem de sua presença e puniu severamente a Miriã. Foi imediato o desgosto de Deus quando questionaram a posição de liderança do Seu ungido. Quando terminou de falar, a nuvem se retirou (Números 12:10). Essa ação significava uma retirada divina, como um juiz que sai do tribunal depois de dar a sentença. Diferentemente do levantamento da nuvem, que sinalizava hora de mudar de acampamento. O maior castigo pelo pecado, qualquer que seja sua manifestação em particular, é este afastamento de deus. Quando Arão se voltou para sua irmã, viu que ela fora atacada de lepra. Era um caso bem adiantado, já nos últimos estágios da doença. A lepra era uma doença repugnante que tipificava o pecado. Miriã, que num momento se exaltara em orgulho próprio, a ponto de pensar que deveria estar em posição proeminente ou igual ao líder de todo o Israel, no momento seguinte, foi banida do acampamento nas circunstâncias mais humilhantes. Este é o resultado do pecado do orgulho (Provérbios 16:18 / Isaías 10:33).

Enfrentar desconfortos com outras pessoas é inevitável, mas podemos escolher entre perdoar e guardar o rancor. Perdoar não é uma tarefa fácil, mas é uma opção libertadora. Outra coisa importante que a vida ensina é que o adversário trabalha através de pessoas próxima a nós. Ele faz isso porque nossos entes queridos têm a capacidade de nos ferir mais. As queixas de Miriã e Arão eram um reflexo de um problema interior muito profundo. Em outras palavras, eles estavam com ciúmes. Em vez de se contentarem com o dom e a posição que ocupavam, eles cobiçaram o que seu irmão possuía. O que mais nos surpreende é que, na única oportunidade que Moisés teve para falar, ele defendeu Miriã, implorando a Deus que a curasse. O caráter demonstrado por Moisés explica porque caminhava tão perto de Deus.

Nossa maior dificuldade é entender por que a punição caiu somente para Miriã. Mas, lendo o texto, entendemos que foi ela quem iniciou a contenda (Números 12:1). A lepra de Miriã era uma questão de essência. Ela era leprosa em seu interior e o Senhor estava mostrando para toda a congregação a podridão que abrigava dentro de si. A mulher cuxita foi vítima de preconceito e o Senhor mostrou para todos que o acusador tinha um problema interno. Agora é Miriã que sentirá o peso da rejeição, pois todos desprezavam e evitavam uma pessoa leprosa. O pecado produz um efeito paralisante. Enquanto MIriã não foi tratada o povo não pode avançar em direção a Terra Prometida. Esse é um dos efeitos do pecado, ele não só impede a quem erra, mas se estende atrapalhando a caminhada de quem se acerca de nós. Além de opor-se ao líder levantado por Deus, Miriã ainda ancorado no deserto. Durante uma semana, eles ficaram impedidos até que fosse restaurada. O que mais nos preocupa com as “Miriãs” que existem em nosso meio é que, além de estarem leprosas, elas ainda fazem com que todo o grupo fique paralisado, sem poder entrar na terra da promessa. Arão e Miriã jamais entenderam a posição que ocupavam, eles queriam caminhar paralelamente, fazendo divisão. Queriam ter honra própria, mas enveredaram pelo caminho errado. Provérbios nos ensina que, diante da honra, vai a humildade, isso foi tudo o que lhes faltou. A rebelião tem raízes no próprio Satanás, pai de todas as rebeliões (I Samuel 15:23).


Sete coisas que Deus não pode suportar

Provérbios 6:16-19 é sem dúvidas um dos mais reveladores textos bíblicos para uma melhor compreensão do caráter de Deus. Ali, estão listadas uma série de ações (infelizmente muito comuns entre os seres humanos) que simplesmente provocam um sentimento de completa repulsa no “Todo Poderoso”. Salomão nos diz que há sete coisas que o Senhor detesta e uma delas, sua alma abomina.  “Detestar” conota a ideia de ter aversão e antipatia, não poder “suportar” algo, alguém ou alguma coisa. Já “abominar” vai além de uma “reprova”, sendo um sentimento de completa rejeição, capaz de gerar horror quando se está diante daquilo que é abominável. Logo, quem pratica tais ações não toma parte de Reino de Deus, a menos que se arrependa, confesse e deixe de praticá-las (Provérbios 28:13). Quando Moisés recebeu as tabuas com os Dez Mandamentos (que se preservam atuais e inalterados), Deus instruiu seu povo através de um código moral que tratava das relações homem-Deus e homem-homem. Não ter outros deuses, não construir imagens de escultura para adora-las, não fazer uso indevido do nome de Deus, ter um dia especial para descanso e meditação, honrar pai e mãe, não matar, não adulterar, não roubar, não mentir e não desejar o que é de outra pessoa, são preceitos que segundo Jesus, se resumem num único mandamento: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo (Lucas 10:27). A prática de qualquer uma das ações abaixo identificadas, se opõem ferrenhamente tanto a lei quanto a graça, inviabilizando por completo nossa relação com Deus.  As seis primeiras são:

- Olhos altivos, reflexo de um coração arrogante e vaidoso, orgulhoso de si mesmo e que menosprezam o seu próximo.

- Língua mentirosa, que age com sem lisura ou pudor, difamando, ludibriando e enganando.

- Mãos que derramam sangue inocente, que praticam a violência e se negam a semear a paz.

- Uma mente maliciosa que maquina pensamentos perversos, enchendo o coração de maldade.

- Pés que correm rumo ao pecado, desejando ardentemente a prática do mal.

- A testemunha falsa, que com suas palavras mentirosas prejudica o próximo.


A sétima e última, é também a mais perniciosa de todas elas, quando a análise é feita sob a ótica divina. Tiago 3:15 dá ênfase ao perigo de se incorrer neste erro ao dizer que uma pequena faísca é capaz de incendiar uma floresta.  Foi neste erro que Miriã e Arão incorreram e ainda hoje, muitas pessoas tem atraído caos sobre a própria vida em decorrência desta nefasta e abominável prática: SEMEAR CONTENDA ENTRE OS IRMÃOS!


Assim como Moisés, venha aprender na escola de Deus para ser líder e profeta, participando neste domingo, (24/05/2015),  da Escola Bíblica Dominical.

Material Base:
Revista Jovens e Adultos nº 95  - Editora Betel
Moisés - Lição 08
Comentarista: Pr. Belchior Martins da Costa

Comentários Adicionais (em azul)
Pb. Miquéias Daniel Gomes

 

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Quarta Forte com Pb. João Garcia



Existe um famoso jogo de tabuleiro chamado “Batalha Naval”. Sua jogabilidade consiste em uma cartela quadriculada, onde são posicionadas pequenas réplicas de navios, e o oponente precisa acertar atreves de coordenadas a posição exata das embarcações. Quando alguém erra, costuma se dizer que deu água... ou seja... não deu certo... alguém falhou... não houve sucesso...

Neste contexto, a água traz presságios de fracasso, derrota e vergonha. Algo parecido aconteceu em Caná da Galileia.

Judeus gostam de festas longas, principalmente se o motivo for um casamento. João registra que Jesus e seus discípulos foram convidados para uma festa assim, só que no meio da celebração algo inusitado aconteceu. Devido a um erro de logística, o vinho (a alma da festa) acabou. A única coisa que sobrou para beber foi “água”, e convenhamos que ninguém se diverte numa festança dessas bebendo apenas suco de H2O. A família entrou em desespero, certos que aquele erro estratégico renderia boatos pela circunvizinhança, e os pais lamentavam que seus filhos ficassem marcados pela festa mais insossa de todos os tempos. Porém, Maria, mãe de Jesus era amiga daquela família, e sabia exatamente o que fazer...  Chamou aos empregados da casa e os orientou: Aquele é meu filho Jesus, façam tudo o que ele mandar...

Mesmo relutante, Jesus não negou ajuda ao necessitado, e ordenou que as talas que estavam na cozinha fossem enchidas com... água. Depois, ordenou que uma taça cheia de “água” foi levada ao mestre de cerimônia, e quando ele experimentou o liquido, se admirou com a qualidade do melhor “vinho” que já tinha provado na vida.

Foi exatamente com base em João 2, que o Pb. João Garcia ministrou uma poderosa palavra na QUARTA FORTE deste dia 20/05/2015. Contando algumas de suas experiências pessoais, o homem de Deus explanou sobre o poder transformador de Jesus na vida de quem se entrega a Ele, e passa a obedecer sua palavra. O que estava errado se torna certo, o mal se modifica em bem e a água se transforma em vinho. Esta mensagem simples e objetiva é a cerne do Evangelho, e independente do tempo e do lugar, é poderosa para atingir o amago da alma humana. Prova disto, foram as almas que se renderam ao Senhor no final da reunião.

Deus seja louvado!



Filme: O Milagre da Cabana

“Milagre na Cabana” (Women of the House) é mais uma daquelas produções obrigatórias ao público cristão, mesclando maturidade e sensibilidade. Distribuído no Brasil pela BV Filmes, o longa conta a história de Wanda (Patrícia Heaton) e Sarah (Meredith Baxter), duas irmãs que vivem uma relação complicada, mas que precisam decidir  o que fazer com uma propriedade que herdaram após a morte de sua mãe. Wanda quer que a terra continue em posse de sua família, enquanto Sarah, que esconde um segredo devastador, quer vendê-la desesperadamente. Em meio a este conflito, Eelas descobrem que uma idosa chamada Lily (Della Reese), vive em uma cabana antiga, que se localiza exatamente nesta propriedade.

Lilly, por sua vez, é uma forte mulher, que ainda jovem teve seu bebê arrancado de seus braços. Além do sofrimento de perder seu filho, ter um marido contrabandista que a explorava, e ser abandonada em um hospital como louca, ela não possuía mais a confiança de ninguém. Em meio a tudo isto, uma velha amiga lhe estendeu a mão e lhe deu um lugar para morar e se refugiar de seu marido e de todos os que a desejavam mal. Mesmo após anos longe do seu filho, e de ter como única recordação a sua imagem ainda bebê, Lilly não deixou de amá-lo, e cultivou a esperança de um dia ter o seu bem mais precioso de volta aos seus braços.

Suas esperanças são renovadas quando Gina (Ana Chlumsky), a filha adolescente e rebelde de Sarah, se torna amiga de Lily. A menina é tocada pela emocionante história de vida da velha senhora, e se determina a achar o filho desaparecido dela. Uma história emocionante sobre três gerações de mulheres unidas pelo precioso dom do amor.




terça-feira, 19 de maio de 2015

Biografia: Bernhard Johnson




Bernhard Johnson nasceu em Alameda, Califórnia - EUA, em 20 de junho de 1931. Iniciou seu profícuo ministério, em 1952, pastoreando duas igrejas nos Estados Unidos da América. Em 1957, chegou ao Brasil onde pastoreou igrejas no sul de Minas Gerais e fundou a Convenção Estadual das Assembleias de Deus daquele estado. Em 1964, recebendo uma chamada especial de Deus para o evangelismo em massa, fundou a Cruzada Boas Novas, que mais tarde passou a se chamar Cruzada Bernhard Johnson. Este trabalho resultou em 225 cruzadas evangelísticas no Brasil e em mais de 70 países do mundo. Em 1972, fundou, no Brasil, o ICI - Instituto por Correspondência Internacional, hoje ICI - University, com sede em Irving Texas - EUA. Em 1973, ajudou na fundação do Desafio Jovem do Brasil, ocupando a presidência até 1979.Em 1976, através de uma visão especial dada por Deus, deu início ao arrojado projeto da EETAD - Escola de Educação Teológica das Assembleias de Deus, com sede em Campinas, SP, o qual se consolidou em 1979. Em 1980, lançou um programa evangelístico na televisão brasileira, mantido no ar por 7 anos. Em 1981, fundou a ABEM - Associação Beneficente Evangélica para Menores, um trabalho em favor de crianças carentes. Em 1984, fundou o IBICAMP - Instituto Bíblico de Campinas, para atender as necessidades das mais diversas denominações evangélicas da região. Em 1987, a fim de atender o prosseguimento dos diversos níveis de ensino teológico, fundou a FAETAD - Faculdade de Educação Teológica das Assembleias de Deus. Em 1993, o IBP - Instituto Bíblico Pentecostal, no Rio de Janeiro, foi integrado ao Ministério Bernhard Johnson. Pastor Bernhard Johnson foi alvo de diversas honrarias, com títulos honoríficos e de cidadania, tendo, dentre muitos, recebido em 1983, o título de "Doctor of Humane Letters", concedido pela Faculdade Betânia das Assembleias de Deus de Santa Cruz, Califórnia - EUA. Foi também orador oficial em 2 Conferências Mundiais Pentecostais: Inglaterra e Quênia. Pastor Bernhard Johnson, tendo sido chamado para a eternidade em 16/02/1995, deixou para o Brasil um legado inestimável de trabalho em favor do reino de Deus, tanto na área de evangelismo, como nas áreas de ensino teológico e assistência social. O Senhor o levou. Seu exemplo ficou. Bendito seja o nome do Senhor!

No capítulo nove de I Samuel, Saul saiu à procura de jumentas perdidas e acabou procurando o homem de Deus, Samuel, que podia ajudá-lo. Há muita procura hoje por um verdadeiro homem de Deus que é confiável, fala por Deus e é instrumento do poder de Deus. Eu considero o pastor Bernhard Johnson, saudoso fundador da EETAD e meu pai, como exemplo notável de um homem de Deus para o nosso tempo. Em dezembro de 1999, o pastor Bernhard recebeu a honra póstuma de ter seu nome dado à turma de formandos da Escola de Missões das Assembleias de Deus (EMAD). Fui convidado para participar da formatura como representante da família e dar uma palavra sobre a vida e o trabalho dele. Segue-se a breve mensagem que transmiti aquele grupo de missionários iniciantes. O pastor Bernhard era um homem de visão. Deus o usou para fazer o que outros não tinham a visão para fazer. Como jovem pastor no sul de Minas Gerais, ele dirigiu igrejas e seus campos, e fundou a convenção estadual mineira. Em seguida, Deus o levantou para ser o idealizador e pregador de 225 cruzadas evangelísticas no Brasil e no exterior durante 30 anos, que resultou em uma colheita de 1,8 milhão de almas. Ele foi o instrumento de Deus para trazer ao Brasil o Desafio Jovem, o Instituto por Correspondência Internacional, a Compassion International, e o Ministério Pró-Evangelização dos Muçulmanos, entre outras entidades evangélicas. 

Foi um dos pioneiros das Assembleias de Deus com programa de televisão. Deus o usou para fundar a EETAD, FAETAD, ABEM e IBICAMP com sede em Campinas (SP), e para administrar o IBP no Rio de Janeiro. Ele impulsionou o trabalho das clínicas médicas do Ministério Pró-Saúde dos EUA. Quando Deus dava a visão, o pastor Bernhard recebia e obedecia, apesar da oposição, porque era um homem de visão. Ele era um homem de poder. Ele era usado poderosamente por Deus com os dons ministeriais. Seu dinamismo no púlpito e a unção de Deus sobre ele resultaram em milhares de vidas transformadas. A última vez que ele pregou foi na igreja de San Francisco, Califórnia, que enviou seus pais, como missionários ao Brasil, e 35 almas foram salvas naquele dia. Ele era usado poderosamente por Deus com os dons espirituais. Muitas pessoas ainda procuram a minha família para nos contar seu testemunho de como Jesus usou o pastor Bernhard para salvar, curar, libertar, operar milagres ou profetizar sobre elas. Este poder veio da sua vida de oração. Ele orava diariamente em qualquer oportunidade, fosse com sua esposa, no culto doméstico, no seu escritório, no seu carro, no seu aposento ou nos aviões onde passava tanto tempo. Ele era um homem comunicativo. Ele se relacionava bem com as pessoas, não se distanciando ou se isolando delas. Bons relacionamentos eram uma prioridade e ele buscava ser diplomático e pacificador. 

No seu sepultamento, um colega comentou comigo que ele jamais esquecerá que o pastor Bernhard nunca tirou vingança quando tinha seus adversários na sua mão. Ele delegava as tarefas e deixava claro suas instruções aos seus subordinados. Ele sempre comunicava verbalmente e por escrito. Até hoje, muitas pessoas compartilham comigo que receberam uma carta ou cartão do Pr. Bernhard contendo uma palavra especial para elas. Ele escutava mais do que falava, e deixou o exemplo de fazer em vez de mandar. Portanto, muitos o procuravam para receber conselho, orientação ou encorajamento. Deus o usou para influenciar muitos "Timóteos", filhos na fé. Muitos que trabalharam com ele, hoje têm seu próprio ministério. Ele se relacionava bem com sua família, o que é um teste importante de um bom líder. Ele passava todo tempo possível com sua família, e quando longe dela, ligava e escrevia frequentemente. Ele envolvia a família no seu ministério, o que nos influenciou muito e nos expôs às coisas profundas de Deus. O resultado hoje, é que eu estou no Brasil dirigindo o trabalho que ele fundou enquanto os outros membros da família estão servindo a Deus e ativos em suas igrejas na outra América. 

Seu exemplo de matrimônio forte é visto no fato de ele ter colado a foto da minha mãe na capa interior da sua Bíblia. Assim, ele via sua foto cada vez que abria sua Bíblia para ler, estudar ou pregar. Não haverá outro Bernhard Johnson; ninguém, inclusive nenhum membro de sua família, conseguirá ser seu substituto. Mas seguindo seu exemplo, podemos ser produtivos na obra do Senhor como ele foi. Podemos ser homens e mulheres de Deus para a glória de Deus!

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Como a ciência explica a Arca de Noé?

A história sobre uma grande arca construída ao longo de 120 anos, com finalidade de salvar inúmeras vidas do grande dilúvio, pode sim parecer absurda quando analisada fora da óptica espiritual. Ao longo dos séculos, muitos estudiosos questionam a veracidade do relato encontrado em Gênesis, com o intuito de desmistificar a crença que esta grande embarcação tenha mesmo existido, o que anularia por consequência, a história do próprio dilúvio, e os relatos que a precedem ou sucedem. Outros, porém, tem utilizado a ciência moderna para literalmente “testar” as teorias bíblicas sobre os eventos. Muitos estudiosos acreditam que a ARCA de fato já foi encontrada em estado de petrificação em uma área montanhosa da Turquia, e apresentam algumas evidencias como prova definitiva do achado, embora não existam provas concretas desta teoria. 

De acordo com estes especialistas, a formação rochosa encontrada tem a forma de um barco, com uma curva pontiaguda e popa arredondada. O seu comprimento exato como observado na descrição bíblica, é 516-7 pés ou 300 côvados egípcios, já que o dilúvio aconteceu antes de Moisés escrever o Gênesis. Reclina-se em uma montanha na Turquia oriental, combinando com o relato bíblico de que "a arca descansou ... sobre os montes de Ararat" (Gênesis 8:04), conhecido também por Urartu, nome de um antigo país que cobria a região. Ela contém madeira petrificada, como comprovado por análise de laboratórios independentes de análises pago por Ron Wyatt e realizada por Kevin Fisher. Tambem foram analisadas as evidencias de nervuras de madeiras verticais em seus lados que compreende a superestrutura do esqueleto de um barco. Padrões regulares de vigas horizontal e vertical de suporte da plataforma também são vistos no convés da arca. A arca localiza-se em uma antiga vila a 1982 metros de elevação, o que corresponde com a declaração do históriador Flavius Josephus. O Dr. Bill Shea, arqueólogo, encontrou um caco antigo de cerâmica a uns 20 metros da arca que é uma escultura em que retrata um pássaro, um peixe, e um homem com um martelo usando uma touca que tem o nome de "Noah" nela. Nos tempos antigos, esses itens foram criados pelos moradores da aldeia para vender aos visitantes, provando que a arca, em tempos remotos já foi inclusive uma atração “turística. Reconhecido pelo Governo turco como o Parque Nacional da Arca de Noé, essa região é um tesouro nacional e o comunicado da sua descoberta apareceu no maior jornal turco em 1987, sendo que o Centro de Visitantes construído pelo governo para acomodar turistas confirma ainda mais a importância do local. Enormes âncoras de pedras que eram penduradas na parte de trás da arca para firmar sua navegação foram encontrados perto da arca e na aldeia Kazan, a 15 quilômetros de distância. A arca repousa sobre Cesnakidag (ou CudiDagi) Mountain, que é traduzido como "Doomsday" Mountain, em português, Dia do Julgamento. O Dr. Salih Bayraktutan da Universidade de Ataturk declarou que a formação rochosa é de fato " uma estrutura feita pelo homem, e com certeza é a Arca de Noé", e acrescentou ao seu estudo que o site é imediatamente abaixo da montanha de Al Judi, chamado no Alcorão como o lugar de descanso da Arca. Fora estas evidências, varreduras de radar mostram um padrão regular de madeiras no interior da formação arca, revelando quilhas sobrequilhas, anteparas, câmaras de animais, sistema de rampa , porta dianteira direita , dois grandes barris na frente 35cm x 60cm, e um centro aberto que é área para o fluxo de ar para todos os três níveis.

Tendo evidenciais práticas ou não a este respeito, cremos incondicionalmente no relato contido nas páginas do Pentateuco, e obviamente nossa intenção aqui não é lançar dúvidas quando a sua veracidade, mas sim facilitar a compreensão da funcionalidade da Arca. Para isso, transcreveremos abaixo um artigo cientifico de Juliana Santos, publicado na edição online da revista VEJA, que deixa bem claro, o quão minucioso (e até mesmo científico) é o relato bíblico acerca da Arca de Noé:

As especificações bíblicas para o tamanho da arca são precisas: 300 côvados de comprimento, 50 de largura e 30 de altura. O côvado é uma unidade de medida arcaica que se baseia no comprimento do antebraço, da ponta do dedo médio até o cotovelo, e cada uma das civilizações antigas adotava uma medida diferente para representá-la. Um grupo de estudantes da Universidade de Leicester, na Inglaterra, que realizou um estudo sobre a arca de Noé, estabeleceu um padrão ao fazer uma média entre o menor valor (44,5 centímetros, adotado pelos hebreus) e o maior (52,3 centímetros, dos egípcios), chegando a 48,2 centímetros.Com base nessa medida, a arca teria 144,6 metros de comprimento (o equivalente a cerca de um quarteirão e meio), 24,1 metros de largura (aproximadamente dez carros, lado a lado) e 14,4 metros de altura (um prédio de quase cinco andares). Curiosamente, as medidas são parecidas com as de um navio de carga atual, e as dimensões ainda correspondem à proporção adotada no presente. "O fato de a arca ter essas dimensões é surpreendente, porque são os parâmetros de um navio da atualidade", afirma Ricardo Pinto, professor de engenharia naval da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Para saber se a arca flutuaria, é preciso analisar também o material usado na sua fabricação. O texto bíblico menciona a "madeira de gofer", que, hoje, seria semelhante ao pinheiro ou ao cipreste. Como a densidade dos dois materiais é parecida, os estudiosos ingleses escolheram o cipreste como exemplo.Com essas informações, e assumindo que Noé teria seguido as instruções o mais literalmente possível, construindo uma embarcação retangular, em forma de caixa, é possível concluir que a arca não afundaria na água. "Qualquer objeto, ao ser colocado na água, provoca o deslocamento de certo volume. Para flutuar, o peso do volume da água deslocada pelo corpo deve ser igual ao peso do próprio corpo", explica Pinto. "Esse tipo de madeira leve faria com que a embarcação flutuasse facilmente."


Essas estimativas referem-se à arca vazia. Para descobrir o peso que a embarcação teria de suportar, é preciso saber quantos animais seriam colocados dentro. Pesquisadores que estudaram a história de Noé, como John C. Whitcomb e Henry M. Morris, autores do livro The Genesis Flood (O dilúvio de Gêneses, em tradução livre), chegaram à conclusão de que cerca de 35 000 animais precisariam entrar na arca para que o Reino Animal fosse salvo. Existe uma discussão sobre o fato de que a expressão "dois animais de cada tipo", contida da Bíblia, pode não significar exatamente cada espécie, o que reduziria ainda mais o número de eleitos. Whitcomb e Morris estimaram, também, que a ovelha representaria a média de tamanho dos animais.  A partir desses números, os cientistas da Universidade de Leicester calcularam que a arca suportaria o peso correspondente a 2,15 milhões de ovelhas. "Nós observamos que a arca aguentaria o peso, não como os animais caberiam dentro dela, ou como seriam armazenados alimentos e água fresca", diz o estudante de física Oliver Youle, principal autor do estudo, publicado em 2013 no periódico Journal of Physics Special Topics, da Universidade de Leicester. Além da capacidade do barco de suportar o peso, mais fatores precisam ser levados em consideração. "Podemos até assumir que a arca teria flutuabilidade, mas não sabemos sobre sua estabilidade", afirma Pinto. A estabilidade depende da geometria, ou seja, do formato da embarcação, e da condição em que a carga foi dividida nela. "Se todos os animais pesados, como elefantes e leões, fossem colocados de um lado só, ela provavelmente ficaria desequilibrada."  Seria necessária uma distribuição de peso cuidadosa para manter a embarcação estável, principalmente devido a seu tamanho. "Quanto mais comprida uma viga, mais fraca ela é. Um navio funciona como uma viga em termos técnicos, então quanto mais comprido, mais bem-estruturado precisa ser", explica o professor. Para ele, a arca seria um navio "muito arrojado" para os padrões da época — uma construção tão surpreendente quanto as pirâmides do Egito.