segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Por que Deus permitiu que a Arca da Aliança fosse roubada?

Quando era autorizada por Deus, a simples presença da Arca da Aliança em no campo de batalha, fazia com que os adversários temessem grandemente o exército israelita. 

Porém, com o passar dos anos, Israel transformou a Arca da Aliança num verdadeiro “amuleto”, levado à revelia para campos de batalha, afim de assegurar vitórias milagrosas sobre seus inimigos. Este ritual adentrou os anos, chegando aos dias do jovem profeta Samuel. Neste período, Eli, e seus filhos Hofni e Finéias exerciam um sacerdócio displicente e corrompido, provocando a ira do Senhor. Naqueles dias, Israel subiu a peleja contra os filisteus, sem ao menos consultar os profetas para conhecer a vontade de Deus. Próximo a Ebenezer, o exército de Israel foi surpreendido por um ataque filisteu, que culminou na morte de quatro mil israelitas. Imediatamente, os anciões concluíram que a grandiosa derrota era em decorrência da ausência da Arca no campo de batalha. Os filhos de Eli se encarregaram de ir até Siló, e mesmo com a objeção de Eli, e sem a autorização do Senhor, conduziram a Arca ao campo de batalha. 
 
A chegada da Arca trouxe louvor ao arraial dos israelitas e tremor aos filisteus, que chegaram ao consenso que a única forma de ter uma chance contra o “Deus de Israel” era realizando um ataque imediato enquanto Israel ainda festejava a chegada da Arca. A estratégia deu muito certo e em poucas horas, cerca de trinta mil israelitas foram mortos, incluindo Hofni e Finéias. Os sobreviventes fugiram em desespero e para piorar a situação, a Arca da Aliança foi tomada pelo inimigo. Um benjamita com “vestidos rotos e com terra sobre a cabeça” foi o encarregado de trazer as más notícias até Siló. O velho Eli, já cego e cansado, estava recostado em sua cadeira, e ao tomar conhecimento da morte de seus filhos e do roubo da Arca, se desequilibrou, caiu da cadeira, fraturou o pescoço e morreu. Naquele instante de angústia, uma de suas noras (esposa de Finéias) entrou em trabalho de parto e colocou na criança o nome de ICABODE, que significa “Inglório”, e declarou com voz moribunda: Foi- se a Glória de Israel. Deus permitiu que a ARCA DA ALIANÇA fosse levada para ensinar o seu povo que a falta de obediência afasta ao Senhor Deus, e sem sua presença, não existe qualquer elemento terreno que possa substitui-lo.

Os filisteus, orgulhosos por sua vitória, levaram seu espólio mais preciso para a cidade de Asdode, e colocaram a Arca da Aliança no templo de seu deus Dagon, um híbrido de homem e peixe. Pela manhã, a imagem de Dagon estava caída defronte a Arca da Aliança. O misterioso evento voltou a acontecer no dia seguinte, mais desta vez, a imagem do deus fenício estava aos pedaços. Assustados, os filisteus retiraram a Arca do templo e a colocaram em um edifício adjacente, porém os moradores de Asdode foram atingidos com enfermidades muito aflitivas, mais precisamente, terríveis hemorroidas.  A Arca então foi enviada para Gade, porém a praga também se alastrou por aquela cidade, e a Arca é imediatamente mandada para Ecrom, onde uma infestação de ratos arrasa toda a terra.
 
Durante sete meses, a Arca percorre a Filistía, cujos moradores estão em polvorosa para se livrar dela, porém, não existe registros de qualquer mobilização israelita para recuperá-la. Os sacerdotes pagãos elaboram um plano engenhoso para dar a correta destinação a Arca de Israel. Ela é colocada em um carro novo, que por sua vez é atrelado a duas vacas, que não deveriam ser guiadas, mas sim escolher o próprio destino. Os animais tomam o caminho de Bete-Semes, e ali, a Arca é recebida com muita alegria pela família de um homem chamado Josué. Esta ação fez com que a praga cessasse sobre os filisteus e colocou os bete-semitas em estado de total empolgação com a presença de objeto tão imponente. Porém, no afã de ver o que havia dentro da Arca, os moradores daquela cidade removeram a tampa e olharam para o interior da caixa, atitude esta que causou a morte de muitos habitantes da região. Assustados, os sobreviventes enviaram uma mensagem à Quiriate-Jearim, oferecendo para eles a oportunidade de hospedar a Arca. Foi um levita chamado Abinadabe que recebeu a Arca em sua nova morada, e escolheu seu filho Eleazar como o guardião da mesma.  Ali, a Arca ficou guardada por muitos anos.

domingo, 23 de agosto de 2015

Culto da Família com Pr. Jilson Nunes


O Culto da Família realizado neste domingo, 23/08/2015, foi uma reunião marcante na vida de todos os presentes, onde o Espirito de Deus se moveu livremente pela congregação, tocando vidas e trazendo renovo aos corações. O culto contou como os louvores abençoados da REDE JOVEM, do Grupo de Varões Herança Divina, do Círculo de Oração Lírio dos Velas, do Ministério de Louvor Diante da Graça e com as participações especiais dos cantores Lucas Oliveira e Bruna Carolina, provenientes da cidade de Campinas SP. Ainda tivemos a oportunidade de rever e abraçar velhos amigos, ouvir jovens talentos de nossa igreja que estão despontando ministerialmente e assimilar excelente conselhos pastorais.  

O preletor da noite foi o Pr. Jilson Nunes, que baseado nas experiências que o apostolo Paulo viveu na cidade de Filipo, ministrou uma poderosa Palavra, exortando a igreja a sempre viver uma vida guiada pelo Espírito de Deus, ouvindo sua voz, obedecendo seus comandos e seguindo pelos caminhos por Ele indicados.

Paulo estava em Trôade, quando teve a visão onde um homem macedônico que lhe pedia: - Passa a Macedônia e nos ajude. O apostolo, entendendo a mensagem e obediente a voz do Senhor, já na manhã seguinte embarcou para o destino indicado, e depois de passar por Somotrácia e Neápolis, se deteve por alguns dias na cidade de Filipo, onde conheceu uma mulher por nome Lídia, que após ouvir a mensagem do evangelho, não apenas se converteu, como também hospedou os missionários em sua casa, local onde também foi estabelecida a primeira igreja cristã filipense.

Filipo era uma cidade de cultura pagã, e como a comunidade judaica ali era muito pequena, não havia muitos lugares para se cultuar. Mesmo assim, Paulo e seu companheiro de viagem, Silas, se dirigiam diariamente ao oratório, para de realizarem os seus devocionais. Numa dessas jornadas, foram abordados por uma jovem possessa, que realizava adivinhações. Eles não se deixaram enganar pela astucia do inimigo e cheios de unção, expulsaram o demônio. Os homens que lucravam com aquela situação ficaram revoltados e exigiram que Paulo e Silas fossem presos. E foi exatamente isto que aconteceu.

Os missionários foram acorrentados e levados para a praça pública, e ali foram ridicularizados, flagelados e torturados. Depois, as autoridades locais lançaram os dois no calabouço de uma prisão, acorrentados pelas mãos e pelos pés. Mesmo assim, próximos a meia noite, eles começaram a louvar ao Senhor, e um grande terremoto abalou as estruturas da prisão, libertando todos os presos. Mas ao invés de uma fuga em massa, o que se viu naquele lugar foi a realização de um culto abençoado, onde muitas almas se entregaram a Jesus. Antes de partir da cidade, os missionários ainda tiveram tempo de discipular os novos crentes, deixando estabelecida naquela comunidade, uma das mais frutíferas igrejas do Novo Testamento.

Sempre vale muito a pena fazer a vontade de Deus. Mesmo que o caminho seja espinhoso, ele nos leva a um destino de vitória, onde o nome de Deus é glorificado e o Reino de Deus se expande sobre a terra.


sábado, 22 de agosto de 2015

Rede Jovem - Agosto



Depois de inúmeras atividades realizadas no último mês, a REDE JOVEM se reuniu na noite deste sábado, 22/08/2015, para celebrar ao Senhor por tudo que ele tem feito, e colher alguns frutos de seu incessante trabalho. E que o nome do nosso Deus seja glorificado em tudo, pois a obra é dele e “ELE” não irá parar ou descansar enquanto não tiver a finalizado (Filipenses 1:6)

Foi com grande alegria que os líderes da REDE (Pb. Miquéias Daniel Gomes e Dc. Bene Wanderley) testificaram sobre as grandes transformações que o Senhor tem realizada na vida de muitos jovens, e se emocionaram com alguns integrantes da REDE que debutaram no devocional da reunião, se apresentando pela primeira, seja através do louvor ou da palavra. E além das tarimbadas participações do Coral Rede Jovem e do Ministério de Louvor Diante da Graça, a REDE JOVEM ainda recebeu o cantor Lucas Oliveira (Campinas SP), e como preletor da noite, o Pr. Jilson Nunes, que embasado pelo texto de Marcos 5, ministrou sobre a atitude necessária para que deseja vivenciar um milagres .

O evangelista registra a história de uma mulher que sofria de uma hemorragia constante, estando a mais de uma década privada do toque de seus entes queridos. Não sabemos o seu nome e nem sua idade, mas as poucas informações dadas pelos evangelistas são o suficiente para entendermos a gravidade de sua situação.  Antes da hemorragia, ela tinha uma vida feliz e abastada com sua família, mas a partir do momento que o fluxo contínuo teve início, seu mundo desabou. Na tentativa de encontrar uma solução para seu mal, aquela mulher empregou todos os seus recursos em consultas médicas improdutivas e medicamentos ineficientes. Nada surtiu efeito. Pelo contrário, a sua saúde só fazia piorar, e a cada dia a pobre mulher estava mais debilitada. Seu sofrimento físico, com a perda diária de muito sangue, só não era maior que a opressão psicológica provocada pela privação familiar e social. Sem mais dinheiro para investir em tratamento, nada sobrava para lhe dar esperança... Até que ela ouviu falar sobre certo Jesus...

Fraca e debilitada, ela começa sua jornada por entre aquele mar de gente. Certamente ela tentou não tocar em ninguém, mas bastaram alguns segundos para que o primeiro transeunte esbarasse nela. A culpa a corroeu por ter “contaminado” um inocente, mas já que tinha chegado até ali, ela deveria continuar. O progresso era milimétrico e pesaroso. Ela havia se tornado num farrapo humano, e ali na sua frente, homens empolgados e mulheres plenas de saúde disputavam cada pequeno espaço. Seu esforço foi sobre-humano, e exaurida, quase ao ponto de desmaiar, ela viu pela primeira vez um relance de Jesus. Ela podia vê-lo, mas não o alcançar, pois para isso era necessário avançar ainda mais.... Ela então, retira forças da única fonte que resta, a fé. Quase caída no chão, a esquelética mulher estica seu braço até sentir os ossos estalarem, os milímetros parecem metros, até que ela sente a ponta de um de seus dedos encostar no tecido da roupa de Jesus. O mundo parou.... Seu corpo é abraçado pelo calor... Ela sente o sangue parar de escorrer.... Uma força a muito perdida move seu corpo do chão e a mulher se levanta. Ela está estática e as pessoas passam apressadas a deixando para traz. E então Jesus também para. Ele se volta para a turba e diz: -  Alguém me tocou... Pedro estranha o comentário, pois centenas de pessoas o estão tocando desde que desembarcou na praia. Então, o Senhor Jesus revela o quão poderoso um toque de fé pode ser: - Alguém me tocou de um modo muito especial... Pois de mim saiu virtude!




sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Uma só carne


Após trazer a realidade cada elemento do universo, o Criador tinha por hábito avaliar a própria criação. Em regra geral, concluía que tudo estava “muito bom”. Mas houve uma exceção: A solidão do homem. Deus então fez Adão adormecer e de uma de suas costelas forjou a mulher. Ao despertar de seu sono e se deparar com a mais bela das criaturas, Adão compôs o mais belo (e romântico) poema de todos os tempos:

“Esta, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Ela será chamada mulher, porque do homem foi tirada". Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne” (Gênesis 2:23-24).

O fato de Deus ter escolhido uma das costelas do próprio homem como a matéria prima da qual se origina a mulher não é mera coincidência. Nem da cabeça, para não se sentir superior a ele, e nem dos pés, para não ser por ele pisada; mas sim do lado, próximo ao coração. No texto original, o termo usado para identificar a “costela” é TSELA, que pode ser traduzida literalmente por “LADO”, e da mesma palavra se origina TSELEM, que significa “IMAGEM” ou “SEMELHANÇA”. Mesmo tendo funções distintas dentro de uma relação, homem e mulher, macho e fêmea, Adão e Eva, são duas faces de uma mesma moeda, reflexo um do outro, partes que se completam para formar o todo. Adão entende perfeitamente esta linda realidade que Deus engenhosamente planejara para a felicidade plena de sua mais amada criação, e então testifica para que todo o Jardim posso partilhar de sua alegria: Esta agora é ossos dos meus ossos, carne da minha carne...  Adão a chama de “Mulher”, Deus a chama de “Eva” e concede a ela um título muito especial: “EZER” (Gênesis 2:18).

A expressão “EZER” tem sido interpretada de diversas formas: ajudadora, auxiliadora, adjuntora. A tradução literal para esta palavra é “Ajuda” ou “Auxilio”, mas para os poetas inveterados (Adão manda lembranças), da mesma raiz etimológica podemos transliterar a palavra “Tesouro”. Assim, quando Deus diz que fará para ele uma “ezer”, está subjetivamente dizendo que dará ao homem o “maior e melhor” presente que ele poderá receber na vida. Salomão, um “especialista” na arte do casamento (embora tenha errado miseravelmente na quantidade), entendeu muito bem o propósito de Deus ao apresentar Eva para Adão: 

Quem encontra uma esposa descobre algo excelente: recebeu uma bênção especial do SENHOR (Provérbios 22:18). E tratando-se de benção conjugal, a recíproca também verdadeira.
 
Uma vez unidos, homem e mulher se fundem num único ser. O corpo de um passa a pertencer ao outro e os sonhos do outro passa a depender daquele um. Um vínculo é estabelecido no corpo, na alma e no espírito. Dois se tornam em um, num amálgama que já não se pode desfazer. Adão declarou está verdade em Gênesis 2:24; Jesus a validou em Marcos 10:12 e Paulo a ratificou em Efésios 5:22-35. É como se fossem duas folhas de papel coladas, dois tijolos cimentados, duas vigas de metal soldadas... É até possível separá-las, mas será inevitável marcas, ranhuras e danos permanentes. Separados, viverão para sempre como apenas uma metade, pois o “todo” que haviam se tornado, simplesmente deixa de existir.




quinta-feira, 20 de agosto de 2015

EBD - A unção que produz milagres


Texto Áureo
Isaías 10:27
E acontecerá, naquele dia, que a sua carga será tirada do teu ombro, e o seu jugo, do teu pescoço; e o jugo será despedaçado por causa da unção.

Verdade Aplicada
A responsabilidade nos qualifica para a unção, pois o que nos confirma diante de Deus e das pessoas é a maneira como vivemos e administramos o poder que nos foi concedido por Ele.

Textos de Referência
Lucas 4:18-21

O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados do coração, a pregar liberdade aos cativos, E restauração da vista aos cegos, A pôr em liberdade os oprimidos, A anunciar o ano aceitável do Senhor.
E, cerrando o livro, e tornando a dar ao ministro, assentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele.
Então, começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos.


A unção e seu significado

É preciso urgentemente entender que não se pode operar milagres sem a unção do Espírito. Todavia, nosso maior problema não seja a unção em si, mas compreender de maneira plena o que ela realmente significa. A Igreja Primitiva logrou sucesso em sua geração. Ela foi poderosa, unida, cheia de fé, perseverante e incrivelmente impactante (Atos 2:42-47). No entanto, tudo isso aconteceu não somente porque tinha unção, mas porque compreenderam o significado do que estava sobre suas vidas. A palavra “unção” é constantemente usada em nosso vocabulário e temos inventado uma grande quantidade de qualificativos para lhe dar um significado lógico. Em nome de uma palavra se pode usar e fazer muitas coisas. Todavia, unção não é uma palavra fácil de explicar, é como Deus. Será que é fácil explicar a Deus? A palavra é conhecida, mas como explicar o que há por trás dessa palavra? Devemos entender que a unção é uma palavra que pertence a nosso vocabulário, ela não é somente uma palavra religiosa. As pessoas não são ungidas somente para cumprir os propósitos de Deus, também são ungidas legalmente para que cumpram uma função de um rol determinado em um lugar de governo (Romanos 13:1-7 / Tito 3:1). Existem palavras que são muito comuns em nosso vocabulário. Todavia, uma palavra pode ser conhecida, mas isso não significa que descobrimos a profundidade que nela existe (I Coríntios 8:2). Jesus pediu aos discípulos que aguardassem pela unção e, com muita paciência, durante quarenta dias, lhes revelou tudo acerca do poder que estavam para receber (Atos 1:3-4 / Lucas 24:49). Aqueles homens eram pessoas simples, mas com a unção, se tornaram homens poderosos e até hoje ficamos perplexos pelo que realizaram. A unção incendiou aqueles homens e eles incendiaram o mundo. Quando a “unção” chega e entendemos seu significado, nada mais é impossível para nós (Marcos 9:23).

Unção é como um “foro” legal que se dá a uma pessoa quando assume um lugar de governo. Um exemplo disso é quando alguém se torna um político e é eleito para uma função. Essa pessoa, momentos antes desse decreto, era um cidadão comum, mas através desse decreto legal, algo acontece a essa pessoa, ela é coberta com esse foro e ele lhe habilita a exercer certo grau de influência e autoridade. A partir daí, ela tem acesso direto a lugares que antes não tinha, tem autoridade para fazer o que como cidadão comum não poderia. Todavia, isto é específico e implica não em poder, mas em grande responsabilidade (Isaías 61:1 / Eclesiastes 7:1ª).  A unção é verdade e não mentira (I João 2:20-21), portanto o Espírito de Deus está preocupado em guiar o seu povo para a verdade. A unção está ligada à ortodoxia doutrinária e não aos vários modismos pós-modernos que invadem as igrejas nesses últimos dias. Buscar a cada dia ser cheio do Espírito é ser cada dia cheio da unção de Deus. Deve-se buscar a unção, não para ter um poder místico, alheio ao ensinado na Bíblia. Deve-se buscar ser cheio da unção para não se desviar das verdades bíblicas.  

Precisamos estar cientes de que ao ungir alguém, Deus o faz na intenção de converter esse alguém em um libertador (Isaías 61:1). A unção não é para desfrute pessoal, é para produzir liberdade para as pessoas. Quando uma pessoa assume um lugar no governo de uma nação, o que se espera com essa nomeação é que sua gestão sirva para que os cidadãos vivam em maior liberdade e prosperidade. Quando Deus unge a um homem ou uma mulher, Ele unge para que produzam liberdade. Somos humanos e podemos sentir algo especial em uma reunião, mas isso não define a unção. A unção tem a ver com foros legais que nos capacitam a levar adiante o propósito de Deus na terra, que sempre será o de libertar pessoas (Lucas 4:18-19).  A unção pode ou não ter influência em nossos sentimentos, no entanto, não necessariamente, a unção tem a ver com a percepção sentimental do que acontece em uma reunião ou culto.


Vasos de Barro

O cristão precisa ter a consciência de que é proveniente do pó da terra. Assim sendo, somos vasos de barro na mão do oleiro, e é necessário que estes vasos estejam desembocados para que o Espírito Santo os encha com o óleo precioso da unção. O apóstolo Paulo nos advertiu em II Coríntios 4:7 que a excelência do poder que há em nós vem e é de Deus, e ele deposita seus tesouros dentro de vasos comuns. Uma vez que o crente entende que ser cheio do Espírito é uma dádiva concedida e não um mérito conquistado, ele estará apto a exercer com dignidade as atribuições que o Espírito lhe conceder. A fim de capacitar a IGREJA para a grande obra a ela destinada, o Espírito “presenteia” indivíduos com “poderes” sobrenaturais e os capacita a realizar “obras” além da capacidade ou compreensão humana. Esse poder concedido não visa engrandecimento de pessoas, mas sim contribuir para o crescimento e fortalecimento da comunidade, edificando o Corpo de Cristo.  Através de seu Espírito, Deus derrama sobre cada servo uma unção especifica, como se fosse uma ferramenta personalizada que otimiza o trabalho do Espírito Santo entre nós. Paulo usa quatro termos gregos distintos para descrever tais “ferramentas” que são entregues a Igreja para potencializar o cumprimento do “IDE” de Jesus: Pneumatikon e Charismata - ambos traduzidos por DONS (Espirituais); Diakoniai -  traduzido por MINISTÉRIOS e Energermáton - traduzido por OPERAÇÕES.

Segundo o moderno dicionário da língua portuguesa “Michaelis”, o termo “DOM” (do latim DONU), pode significar dádiva, presente, merecimento, mérito, dote natural, talento, prenda, aptidão, faculdade, capacidade, habilidade especial, bem que se goza, concessão da providência, bem espiritual proporcionado por Deus, graça ou mercê.  Note que há muitas definições para esta palavra em nossa língua, sendo que algumas delas conotam sentido de merecimento ou méritos. Na versão inglesa da Bíblia “King James”, o termo usado para traduzir do grego a palavra CHARISMATA (dom) é “spiritual gifts”, que literalmente significa “presentes espirituais”.

Dons Espirituais em nada tem a haver com capacitação natural, aptidão física ou intelectual. Não pode ser conseguido mediante esforço meramente humano ou formação acadêmica. É algo concedido, dado, que só pode ser recebido por um indivíduo através da ação do Espírito Santo em sua vida. Isso não implica em dizer que os dons serão dados ao revés, de forma irracional. Dons são concedidos mediante a necessidade da Igreja e são agraciados com os mesmos, pessoas que cultivem o desejo de recebê-los, busque-os em oração e se posicionem debaixo da vontade do Senhor, dando lugar ao agir do Santo Espírito, pois Paulo aconselha que a igreja procure com zelo os Dons Espirituais (I Coríntios 14:1). É buscando em perseverança e oração contínua, disponibilizando sua vida ao Senhor, que o cristão estará apto a exercer com responsabilidade os dons recebidos. Não podemos ignorar, porém, que os dons naturais de uma pessoa também são dados por Deus e devem ser usados para louvor e glória de seu nome, assim como toda a capacitação secular do homem, deve ser colocada a serviço do Senhor.


Unção significa responsabilidade

Nossa preocupação deve ser não transmitir ideias errôneas acerca daquilo que é unção. Porque se a unção representa um foro legal, ela pode ser mal-usada e pode frear ou atrasar (não abortar) os propósitos eternos de Deus na Terra. Deus espera que um espírito de responsabilidade reine em sua Igreja. Hoje é fácil ser chamado de pastor, ministro, ter títulos. Devemos tomar cuidado com isso porque, infelizmente, tem-se ungido pessoas irresponsáveis que a única coisa que fazem é atrasar a obra de Deus sobre a Terra. Esse é um pecado quase irreversível, quando um irresponsável governa (Provérbios 28:16ª / 29:2). A unção não tem nada a ver com um nível de responsabilidade que opera em nós. Estamos acostumados a ouvir acerca de vários tipos de unção, mas nenhuma delas jamais produziu uma geração livre. Uma pessoa não pode ser livre se não se faz responsável. Quando Deus dá foro legal a uma pessoa, Ele espera que essa pessoa venha administrar essa unção com responsabilidade. Quando Ele nos unge, não pensa num mecanismo que não funcione, porque, assim como Ele não falha, espera que você também não falhe, pois antes de crermos nele, Ele já creu em nós.

É preciso entender que o primeiro pecado que entrou na Terra não foi o adultério, fornicação ou roubo. Foi o pecado da irresponsabilidade. A irresponsabilidade é a mãe ou o pai de todos os pecados (Gêneses 2:16, 17: 3.6-13). A irresponsabilidade de Adão o lançou fora do Éden. A história poderia ter sido outra. Noé foi chamado para salvar o mundo e sua missão era construir uma arca. Ao chegar a salvo em terra firme, Noé plantou uma vinha, se embebedou e amaldiçoou seu próprio filho. Quando foi responsável salvou o mundo; quando foi irresponsável, amaldiçoou sua própria casa. A mesma unção que produz salvação, também produz maldição (Gêneses 6:13-14; 9.20-25). Foi a misericórdia de Deus que fez com que Ele perguntasse a Adão como sabia que estava nu. Adão tinha a chance de dizer para Deus que tinha feito tudo errado, mas ele era irresponsável, como todo homem, e, por causa dessa irresponsabilidade, o pecado entrou no mundo. Com Caim, filho de Adão, o filho gerado debaixo do pecado, aconteceu a mesma coisa. Deus também pergunta para ele sobre o irmão, Abel, mas ele responde também com irresponsabilidade e diz que não tinha visto. É preciso compreender que a irresponsabilidade gera mentira. Adão joga a culpa no próprio Deus quando diz “a mulher que tu me deste”. Até o momento do pecado, ele estava bem satisfeito com a mulher e com Deus, que o havia dado. Mas quando Deus o confronta por causa do pecado, ele transfere a culpa para Deus, para a mulher que o Senhor o havia dado.

Podemos delegar autoridade, jamais responsabilidades. Assim como vemos os danos deixados por u m governo em uma nação, vemos os danos que podemos causar ao Reino de Deus sendo irresponsáveis. Unção não se negocia e muitos estão misturando as coisas, buscando o caminho mais fácil. Ao alertar Ester acerca da iminente destruição dos judeus, Mardoqueu estava chamando a atenção de Ester para que entendesse que ela não veio ao palácio somente para viver como rainha. Ela estava naquela posição para atuar em prol do povo de Deus (Ester 4:13-14). Deus lhe deu uma posição e um chamado para que fosse responsável. Pesquisas indicam que muitos políticos, além de não representarem a população, também não suprem suas expectativas e necessidades. Isto é, eles têm a posição, mas não são responsáveis.


Conhecendo a própria vocação

A palavra vocação vem do grego Klésis e de suas variantes Klétos, Káleo ou Klésin, e significa chamado, convite ou convocação. É um termo que abrange a todos nós. Há um propósito divino em nossa passagem pela terra (Provérbios 16:4), e só seremos completamente realizados (e consequentemente, felizes), quando cumprirmos esses desígnios a nós reservados. Todos somos vocacionados, e não existem exceções quanto a isto. Deus não criou seres humanos desocupados e inúteis. Ele criou gente para trabalhar, para se ocupar, para executar sua vontade pessoal, para se colocar como instrumento na concretização de seus propósitos. O homem de Deus não precisa ficar esperando um chamado extra especial. Pela sua própria origem e seu DNA missionário, a Igreja já está vocacionada, chamada, separada, eleita e designada para proclamar as Boas Novas (Marcos 16:15). Existe, porém, uma vocação específica, que embora seja diferente para cada um, possui certa uniformidade estrutural, e é embasada nela que nosso ministério se desenvolve e a unção é outorgada. Somos chamados por Deus, passamos a ser “incomodados” pelo Espírito a fim de nos engajarmos no ministério, partimos para o entendimento daquilo que nos “provoca” e “inquieta”, alcançamos o discernimento de nossa inquietação, descobrindo nossa vocação específica, iniciamos nossa preparação ministerial e assumimos nossa posição estratégica dentro da grande Obra do Senhor. Podemos resumir todo esse processo dizendo que Deus chama o homem; o homem busca a Deus; o homem recebe um sinal eficaz de sua vocação; o homem assume uma posição diante de Deus.

Logo, a VOCAÇÃO ESPECÍFICA se sustenta em quatro pilares: O CHAMADO (que parte de Deus), o DISCERNIMENTO (o vocacionado reconhece seu chamado), a PREPARAÇÃO (o vocacionado parte em busca do aprimoramento) e o EXERCÍCIO (o vocacionado assume para si a missão proposta). É claro que na prática, nem sempre é tão fácil identificar corretamente nossa vocação. Não que Deus seja impreciso ao chamar, mas sim devido à complexidade da natureza humana daquele que é chamado. Existem, porem, certos fatores estimulados pela providência divina que são indicadores de uma vocação genuína, tais como intensa compulsão interior, crescente amor à alma dos pecadores, inquietante consciência da falta de obreiros, comprovada aptidão natural, percepção gradual da natureza especifica da vocação e persistente vitória sobre os obstáculos a vocação. É extremamente relevante evidenciar que alguns sinais que consideramos como respostas conclusivas sobre nossa vocação podem ser ambíguos e duvidosos, devendo ser analisados como muita cautela, como por exemplo, a tradição familiar, influência de terceiros, facilidade no aprendizado teológico, insucesso na vida pessoal ou profissional, qualificação natural, motivação externa, atração por status eclesiásticos e sedução por vantagens. Uma vez que reconhecemos nossa vocação, devemos passá-la no teste da submissão, pois historicamente ela é mostrada como uma grande virtude de todo discípulo, e está estritamente ligada a humildade, pois todo aquele que almeja ensinar, precisa primeiramente aprender Logo a submissão deve ser espontânea e real, caracterizada pela humildade, pelo esvaziamento do “EU” e pela renúncia. Por mais intensa que seja sua vocação, há um tempo determinado para que ele aflore e seja reconhecida pelos homens, e isto se dará no tempo de Deus. Jamais tente apressar as coisas ao seu favor.

Seja sempre o mais preciso possível nas avaliações, reavaliações e releituras de sua caminhada, procurando ser sincero consigo mesmo e com seu Deus naquilo que é essencial para seu ministério, acentuando mais os pontos de luzes que nos são evidentes, do que os sombrios, obscuros e vazios que de certa forma causem incertezas em seu processo de reconhecimento vocacional... Nestes casos, procure resposta em Deus, Pai das Luzes, em quem não há dúvidas, mudanças ou variações (Tiago 1:17).


A unção traz benefícios e ônus

Ao longo de toda a trajetória bíblica, observamos os sucessos e os fracassos de pessoas ungidas, onde alguns começaram muito bem, mas terminaram pessimamente. A vontade de Deus é que terminemos bem e ser responsável é fundamental para que isso aconteça. Se tomarmos como exemplo a unção de Davi, iremos notar que ele foi ungido, mas levou treze anos para poder reinar. E por que? O plano de Deus era que aprendesse com as falhas de Saul. Ele deveria servir Saul, observá-lo e viver à sua sombra, para que não fosse irresponsável. Deus usou um Saul externo para matar o Saul interno que havia dentro de Davi. A mesma unção que levou Davi ao palácio também o levou para a caverna; a mesma unção que fez de Davi um herói, também o fez vilão; Davi matou um gigante, mas seu pior gigante era ele mesmo. Quando Davi foi responsável, Israel prosperou, os exércitos foram organizados e Deus foi glorificado. Davi agiu irresponsavelmente, pecou com Bate-Seba, matou Urias, perdeu a família e manchou a nação (I Samuel 18:8; II Samuel 12:7-14). Os conflitos entre árabes e judeus estão alicerçados numa atitude errada tomada por Abraão, quando, em vez de ouvir a Deus, ouviu a voz de Sarai, sua esposa. Ismael, o pai do islamismo, é descendente de Abraão, fruto do seu relacionamento com Agar. Sua irresponsabilidade gerou uma nação escrava e inimiga de Deus.  

A geração de Josué foi a geração da conquista da terra da promessa, mas, após a morte dessa geração, nasceu uma geração que, além de não conhecer ao Senhor, tampouco conhecia a obra que Ele fizera a Israel (Juízes 2.10). Viver na terra santa pode ser tão perigoso quanto viver no deserto. Uma geração pode roubara benção de outra e trazer tragédias sem medidas a uma nação. Essa geração foi irresponsável, viveu na terra para si mesma. Além de nada produzir, ainda deixou um legado de problemas. A história está marcada por oscilação, ausência de Deus, escravidão e sofrimento. Ao longo do livro de Juízes, geração após geração, Israel sofreu as consequências da sua própria incredulidade. Por não acreditarem na Palavra de deus sobre o perigo de se envolver com os povos idólatras que permaneciam na terra, criaram laços com esses povos e foram castigados, exatamente como o Senhor havia avisado. A expressão que melhor representa o período dos juízes é repetida algumas vezes no livro e serve como conclusão no último versículo (Juízes 21:25; 17:6; 18:1; 19:1). Esta descrição da época não precisava ser negativa, pois o povo não ficou sem Deus nem sem lei. Se cada um tivesse achado reto fazer a vontade do Senhor, Israel teria evitado muito sofrimento. Mas, quando acharam reto fazer o errado, trouxeram sobre si a ira de Deus.

A responsabilidade nos qualifica para unção. Ser responsável é o primeiro sinal de uma vida ungida (Provérbios 13:14; 21:20). Por isso, muitos não buscam ser livres, porque ter liberdade é viver com responsabilidade, Os Israelitas não entraram na Terra Prometida porque eram livres no corpo, mas escravos na mente. Eles aborreciam Faraó, mas queriam seu serviço e comida (Números 21:5). Não devemos culpar os outros de nossa condição, nós somos o que decidimos ser. Se tornamos escravos de alguma coisa é porque agimos de maneira irresponsável. Ressalte para eles que a escravidão é uma forma de conceber a vida (Gálatas 5:1).  Um bom negócio ocorre quando as duas partes agem de maneira responsável. No entanto, quando fazemos negócios e uma das partes é irresponsável, teremos problemas. Deus sempre será responsável para conosco. Façamos então a nossa parte. Sejamos responsáveis.


Buscando o Equilíbrio

O cristão precisa buscar constantemente o equilíbrio em todas as esferas de sua vida. Exatamente por isso, uma das características da frutificação espiritual é a temperança ou domínio próprio (Gálatas 5:22). Sem estar bem equilibrado sobre os pilares de sua fé, a espiritualidade do homem de Deus pode ser corrompida por fatores externos. Homens como Sansão e Davi, que tiveram diversas experiências pessoais com Deus, amargaram derrotas frustrantes quando fizeram uso equivocado da unção sobre eles outorgada, algumas delas, com resultados irreversíveis. Esses erros foram oriundos de intempéries da própria natureza humana, tais como ira, luxúria e vaidade. Ao contrário do que muitos possam pensar, a unção não neutraliza nossas falhas de caráter ou as debilidades e as fraquezas de nosso ser. Muitas vezes, elas ficam ainda mais evidentes, e é exatamente por isso que o crente precisa produzir frutos espirituais em abundância, para equilibrar sua existência e enquadra-la nos princípios divinos. Grandes homens da história, mesmo se dedicando a uma vida de oração e consagração, foram mortalmente atingidos por Satanás em seus pontos mais frágeis, pois se esqueceram da vigilância. Jesus nos alertou em Mateus 26:41, que até mesmo o mais fortalecido espírito pode sim ser vitimado pelas fraquezas da carne. Exatamente por isso, antes de fortalecer o espírito com oração, é preciso neutralizar a carne com vigilância. O crente que ora constantemente, mas não vigia ,está a um passo da queda. O crente que vigia, mas não ora, vive em constante "coma espiritual". É preciso encontrar o equilíbrio, vigiando e orando na mesma proporção.

Muitos cristãos têm buscado incessantemente a “unção” de Deus sobre sua vida, mas se perdem numa busca irresponsável e inconsequente. A “unção” pode ser entendida como um “revestimento de autoridade”, e com ela, diversos encargos serão acrescidos em nosso ministério, e se faz necessário esmero e preparo para lidar com cada um deles.  Quando os apóstolos se reuniram para escolher os primeiros diáconos da Igreja, foi exigido que os candidatos fossem cheios de “unção” e de “sabedoria” (Atos 6:2-3). Embora unção e sabedoria precisem trabalhar em conjunto, elas são adquiridas separadamente e é possível que um indivíduo possuía uma delas, mas não tenha outra, e desta forma, o fracasso espiritual é apenas questão de tempo. Unção sem sabedoria nos transforma em fanáticos religiosos, e sabedoria sem unção converge para um ministério pragmático. É preciso buscar ambas com a mesma intensidade. Segundo o relato de Lucas 2:40, este processo foi necessário até mesmo no desenvolvimento ministerial do próprio Cristo, já que o evangelista enfatiza que o menino Jesus crescia em estatura, em graça e em conhecimento.

Jesus foi colocado em situações onde apenas uma resposta muita sabia o livraria da armadilha elaborada pelos fariseus. Em Marcos 12:17, um grupo mal-intencionado questiona o Mestre sobre qual era a atitude correta: não pagar os impostos para ofertar no templo, ou deixar de ofertar no templo para poder pagar impostos. Qualquer resposta possível iria contra alguma lei, fosse a dos homens ou a de Deus. Jesus surpreendeu a todos com um celebre: “Daí a Cesar o que é de César e a Deus o que é de Deus”. Já em João 8:7, uma mulher pega em adultério é levada até Jesus para ser apedrejada. Validar a barbárie contrariaria a mensagem de amor e perdão que ele pregava, mas se posicionar contra a execução iria contra a lei mosaica. O Mestre mais uma vez cala a multidão com um estonteante “aquele que não tem pecados atire a primeira pedra... Jesus é para nós o maior referencial de como a sabedoria aliada a unção pode ser usada para nos livrar de uma tentação, desfazer um conflito teológico e até mesmo salvar uma vida. Além de uma busca incessante por unção, devemos sempre buscar sabedoria em Deus que a concederá a todos que pedirem (Tiago 1:5), e esta sabedoria nos ajudará a servir ao Senhor com idoneidade e em poder. 


Participe da EBD deste domingo, 23/08/2015, e descubra você também o maravilhoso poder de Jesus Cristo e o segredo do sucesso apostólico.

Material Didático:
Revista Jovens e Adultos nº 96 - Editora Betel
Comentarista: Pr. Abner de Cássio Ferreira
Sinais, Milagres e Livramentos do Novo Testamento 
Lição 8

Comentários Adicionais (em verde):
Pb. Miquéias Daniel Gomes




quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Quarta Forte com Pregº Caio Nunes



A igreja em Sardes, era inicialmente frutífera e cheia de vida, mas foi morrendo aos poucos, até esvaziar-se por completo do Espírito Santo, até não de um cadáver, mesmo aos olhos humanos, ainda parecer bem viva. Todavia, o Senhor Jesus desejava reaviva-la. Fundada provavelmente pelo apóstolo Paulo, a igreja em Sardes exalava abundante vida. De um amontoado de gente oriunda de várias etnias. E apesar da diversidade cultural, todos agora achavam-se irmanados no Autor da Vida.  Mas não demorou muito, e Sardes começou a necrosar-se; morria e não percebia que estava morrendo. Sardes, agora, vivia de aparências. Embora parecesse avivada, jazia sem vida. Sua liturgia até lembrava o cenáculo, mas não passada de uma bem ritmada marcha fúnebre. No exterior, bela apresentação caiada, no interior o acúmulo de mortos.  E os que ainda viviam já não suportavam o mal cheiro dos que apodreciam moral e espiritualmente. Era urgente que Sardes soubesse que sem o Espírito Santo, a vida é impossível. Se Sardes estava morta, carecia com urgência do Espírito da Vida.

Este também é o estado espiritual de muitas pessoas dentro das igrejas hodiernas, e até mesmos algumas instituições religiosas estão vivendo apenas de fachada e ignorando o caótico estado de seu interior. Porém, nenhuma apostasia resiste ao genuíno arrependimento. E este era o chamado de Cristo para a Igreja de Sardes, que ecoa veementemente pelos séculos chegando inclusive aos ouvidos das igrejas de hoje. Para que uma mudança radical aconteça e a morte espiritual seja extirpada é necessário que a vigilância seja restabelecida, a origem do pecado seja identificada e expulsa, a essência do primeiro amor seja trazida a memória e posta em pratica mais uma vez. Serão estas atitudes que irão separar aqueles que serão surpreendidos pela volta de Jesus e deixados para traz, dos que subirão para a glória e receberão como recompensa as vestes brancas dadas apenas aos vencedores.

E foi baseado na carta enviada pelo apostolo João a igreja estabelecida em Sardes (Apocalipse 3:1-6), que o irmão Caio Nunes (um dos jovens pregadores da igreja), ministrou uma poderosa palavra na Quarta Forte deste dia 19/08/2015, e aproveitou a data para gravar seu primeiro DVD. Mais do que uma mensagem, esta foi uma convocação para despertamos da apatia espiritual que tem se abatido sobre diversos cristãos, e voltar a viver uma vida plena de santidade e fidelidade ao Senhor, pois quem permanecer fiel até o fim, jamais terá seu nome apagado do Livro da Vida, e será testificada pelo próprio Cristo diante do Deus Pai.

A igreja de Sardes teve a oportunidade de realizar sua escolha. Hoje é a nossa vez... Vida ou Morte? Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz a Igreja!



Filme: Conexões

O longa metragem “Conexões” (CrossRoad), é uma produção estadunidense lançada originalmente em 2014,  distribuído no Brasil pela Graça Filmes. Muito bem avaliado pelo público alvo e detentor de diversos prêmios internacionais, o filme é dirigido por Shervin Youssefan, estrelado por Philip Bulcock, Kim Estes, Amy Weber e Jasmine Jade, sendo uma inspiradora história de fé, coragem e perdão.
Consumido pela sede de vingança, Michael (Philip Bulcock) está prestes a se encontrar com Clef (Sean Galuszka), o homem que, de forma brutal, tirou a vida de sua amada esposa e de sua inocente filha seis anos antes. Decidido a ir até as últimas consequências, marca um encontro em uma lanchonete com o assassino que destruiu sua família. No entanto, uma tentativa de assalto pode atrapalhar seus planos e colocar em perigo a vida de todos os presentes. Mas, de maneira incrível, Michael assume o controle da situação e revela o real motivo de estar naquele local. Nesse momento, as pessoas ali confinadas percebem que, de algum modo, suas vidas estão conectadas como em uma rede, trazendo à tona revelações surpreendentes. Mas, de repente, Michael percebe que, na mira de sua arma, está aquele responsável por toda sua dor e pelo seu sofrimento. Agora, chega a hora da verdade. Em meio a essas descobertas, resta-lhe a difícil escolha: atirar ou perdoar. O que você faria? Quando destinos se colidem, pode surgir um caminho...




terça-feira, 18 de agosto de 2015

Neto de Rei e Filho de Príncipe


Na noite desta terça feira, 18/08/2015, uma grande comitiva de irmãos e obreiros da nossa igreja em Estiva Gerbi se dirigiram para a cidade de Mogi Guaçu, afim de cooperar em nossa Catedral Sede. E se já não fosse o suficiente desfrutar de uma belíssima comunhão adoradora, ainda fomos premiados com uma preleção poderosa do escritor e conferencista Pr. Renato Rubim, que baseado na vida de Mefibosete nos impactou com a mensagem “um acidente não irá determinar o rumo de sua vida”

O dia do nascimento de Mefibosete foi uma verdadeira festa nacional, onde o povo celebrou a chegada de um futuro rei e a família real pode vislumbrar um futuro glorioso de sucessões no trono de Israel. Mas a história desta família teria um desfecho trágico apenas cinco anos depois, quando em uma ferrenha batalha contra os filisteus, seu pai Jonatas foi morto em combate, e seu avô Saul, para não ser capturado, se suicidou com a própria espada. Os gritos histéricos e desesperados ecoavam pelos corredores do palácio. Os nobres estavam em polvorosa, pois temiam que com a queda do rei, seu maior inimigo conhecido, ao tomar o trono, como era usual nestes casos, eliminaria todos os descendentes do rei anterior (mesmo não sendo está a intenção de Davi). Para evitar que Mefibosete tivesse um fim trágico, uma de suas “amas” o pega no colo afim de retira-lo do palácio e o levar a um esconderijo seguro, mas acaba tropeçando e caindo com o menino, que na queda, quebra ambos os pés, causando-lhe uma deficiência permanente, já que seus ossos cicatrizaram incorretamente, causando a dupla deformação, além de imensa dor física e profundos traumas emocionais.

Ao longo de sua vida, Mefibosete foi chamado por três nomes distintos. Ao nascer, recebeu de seu pai o nome de Meribe-Baal (Lutador do Senhor), em Lo-Debar, recebeu a alcunha de Ishboset (homem da vergonha), até que finalmente se tornou conhecido por Mefibosete (que pode ser entendido como “aquele que expulsa a vergonha”). E este é um bom resumo de sua vida. Nascido príncipe, perdeu o direito ao trono e qualquer perspectiva de reconquista-lo no mesmo dia, pois a deficiência física que adquiriu em sua infância, não o permitia desenvolver habilidades bélicas, o que eliminava a chance de liderar um exército para tentar reaver o trono perdido. Além disso, devido a sua condição, ele sequer poderia entrar no palácio, pois não se permitia aleijados ali. Desta forma, Mefibosete foi levado para uma cidade chamada Lô Debar, localizada em uma região árida e de solo infértil, tanto que não existia pastagens ali. Aquele lugar era uma colônia de doentes, cegos, leprosos, miseráveis, desprezados e marginalizados, e é exatamente por isto que Lô Debar era conhecida popularmente por “lugar do esquecimento”. E foi exatamente isso o que aconteceu. Por quase vinte anos, Mefibosete ficou completamente esquecido ali, vivendo uma vida tão miserável, que definiu a si mesmo como um “cão morto” (II Samuel 9:8)

O tempo passou e Mefibosete cresceu no deserto de Lô-Debar longe de tudo que lhe era de direito. Até que o tempo de deus chegou e Davi se lembrou da aliança que havia feito com Jonatas. Observe as palavras de Davi. Ele usa o mesmo termo para graça e honra. “Benevolência”. E disse o rei: Não há ainda alguém da casa de Saul para que eu use com ele da benevolência de Deus? (II Samuel 9:3). E Ziba responde: “Ainda há um filho de Jônatas, aleijado de ambos os pés”.

Enquanto Davi intenciona honrar Mefibosete, o mal intencionado Ziba, que havia se apossado das terras do príncipe aponta seus defeitos. Ziba conhecia a generosidade do rei e mostrou o defeito para impedir o rei de abençoá-lo (Provérbios 3:16; 18:12). Quem era Ziba afinal? Ziba era o homem que passou a cuidar dos bens de Mefibosete e se apropriou de tudo o que possuía. Ziba sabia que o retorno de Mefibosete seria o final de seu império e o princípio de seu retorno a servidão. Por isso fez questão de frisar para Davi que Mefibosete era coxo e como tal, ele sequer poderia entrar no palácio. Existem pessoas que são mal-intencionadas. Ziba não nega a existência, mas faz questão de apresentar o defeito, ele sabia que uma pessoa deficiente não poderia entrar no palácio, só não sabia que aquele estava marcado com o selo real e com o pacto da promessa. Mefibosete, voltaria ao posto que na verdade nunca perdeu... Neto de rei e filho de príncipe!



Biografia: Rosa Parks




Rosa Parks, cujo nome de ofocial era Rosa Louise McCauley, nasceu em 4 de fevereiro de 1913, em Tuskegee, no estado do Alabama. Como afro-americana, foi submetida à segregação, ou seja, a separação preconceituosa das raças. Casou-se com Raymond Parks em 1932. Após o casamento, Rosa entrou para a Associação Nacional para o Progresso das Pessoas de Cor (NAACP é a sigla do nome da associação em inglês ). A NAACP atuava em prol de uma vida melhor e mais justa para os afro-americanos.  Rosa tornou-se líder da filial da NAACP em Montgomery.

Em 1° de dezembro de 1955, Rosa estava em um ônibus urbano de Montgomery. Ela se sentou em uma parte do coletivo que era de uso preferencial para brancos. Um homem branco quis o lugar dela, mas Rosa recusou-se a levanta. Ela foi detida, presa e multada. Tinha 42 anos quando isso ocorreu.Os negros da cidade então resolveram boicotar os ônibus locais, ou seja, não entrar mais neles até que a lei da segregação fosse mudada. O boicote foi liderado por Martin Luther King Jr., que estava apenas iniciando a carreira de líder da luta pelos direitos civis.

O boicote em Montgomery se manteve até 1956, quando a Suprema Corte americana decidiu que a Constituição dos Estados Unidos não permitia a segregação nos ônibus. Isso trouxe esperança às pessoas que queriam o fim de todos os tipos de sanções raciais. Ao longo da década seguinte, foram registrados muitos avanços nessa questão.

Rosa Parks foi demitida do emprego e recebeu ameaças da população branca de sua cidade. Então, em 1957, mudou-se com a família para Detroit, no estado de Michigan, e passou a trabalhar no gabinete do deputado John Conyers Jr. Ela recebeu dois dos prêmios civis mais prestigiosos do país: a Medalha Presidencial da Liberdade (1996) e a Medalha de Ouro de Honra do Congresso (1999).

Rosa morreu em Detroit, em 24 de outubro de 2005, com 92 anos.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Como os hebreus se tornaram escravos no Egito?








Gênesis 47 nos conta como José, já na posição de governador, convida sua família hebreia para subir ao Egito, e ali se estabelecer durante o período de fome que assolava Canaã. Uma comitiva de aproximadamente 70 pessoas subiu para as terras dos faraós, sendo cordialmente recebidas e instaladas honradamente na região de Gosén, onde poderia pacificamente apascentar seus rebanhos. Porém, já no primeiro capítulo de Êxodo, encontramos seus descendentes vivendo sob a égide da escravidão. Como isso é possível?

Em determinado momento da história egípcia, a elite religiosa e administrativa da nação, entrou em rota de colisão com o Faraó, e para enfraquecer seu domínio, facilitou a entrada de estrangeiros no país. Foi neste contexto que os Hicsos, povo em constante desenvolvimento, viu a oportunidade de “invadir” o Egito e ocupar suas férteis planícies. 

Esta ocupação foi até certo ponto pacífica, mas o desgaste inevitável veio com o tempo, e o Egito se viu esfacelado em culturas distintas por quase 150 anos. Para recuperar a hegemonia, os egípcios precisaram enfrentar pelo menos duas grandes batalhas contra os hicsos. Foi apenas entre os anos de 1570-1546 a.C, que o Egito foi unificado e os invasores hicsos (semitas como os hebreus), foram expulsos sob o comando  de Amósis, e segundo alguns historiadores, este teria sido o Faraó que não “conhecerá” a José (Êxodo 1:8). Aqui, o termo “conhecer” remete ao fato de que este governante não tinha qualquer empatia por José e seus descendentes, vendo-os como um “inimigo íntimo”, que poderia sim, virar uma nova “pedra em sua sandália”.

Amósis inicia então uma pesada campanha publicitária afim de convencer a opinião pública da nocividade representada pela presença dos hebreus - O qual disse ao seu povo: Eis que o povo dos filhos de Israel é muito, e mais poderoso do que nós. Eia, usemos de sabedoria para com eles, para que não se multipliquem, e aconteça que, vindo guerra, eles também se ajuntem com os nossos inimigos, e pelejem contra nós, e subam da terra (Êxodo 1:9-10). A estratégia funcionou, e com o apoio popular, o Faraó passou para a próxima fase de seu plano, isolando os israelitas em sua terra e elevando drasticamente os impostos cobrados, o que obrigou aos hebreus a trabalharem exaustivamente afim de pagar seus tributos. O texto original usa a palavra “bepharech”, que remete a ideia de “trabalho forçado capaz de quebrar o corpo” - E puseram sobre eles maiorais de tributos, para os afligirem com suas cargas (Êxodo 1:11).

Mesmo com tamanha opressão, o povo de Israel continuava a crescer e se multiplicar, tornando-se mais forte a cada dia. A linhagem dos Faraós, temerosa que uma nova “invasão estrangeira” minasse seu poder, passou a tomar medidas cada vez mais drásticas. Por exemplo, ordenou as parteiras que atendiam as gestantes hebreias, que assassinassem os meninos hebreus recém-nascidos, ordem esta, que não foi obedecida. Alguns estudiosos (entre eles Flavio Josefo), acreditam que existia um tipo de “profecia” oriunda dos magos egípcios, sobre um menino que nasceria e desafiaria o poder do Faraó, mas que este guerreiro, teria na água o seu ponto fraco. 

Isto justificaria a próxima ação arbitrária e cruel do Faraó, que baixou um terrível decreto sobre toda a terra do Egito: - Então ordenou Faraó a todo o seu povo, dizendo: A todos os filhos que nascerem lançareis no rio, mas a todas as filhas guardareis com vida. (Êxodo 1:22). É exatamente neste tempo de densas trevas, que nasce Moisés, um libertador para seu povo.