quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Quarta Forte com Pb. Francisco Carlos Alves



Quando a rainha Jezabel foi informada dos acontecimentos no Monte Carmelo, onde seus novecentos sacerdotes pagãos foram mortos ao fio da espada por enfurecidos israelitas, irrompeu-se numa profunda ira contra o profeta Elias, e através de um mensageiro, lhe enviou o seguinte recado: -Assim me façam os deuses, e outro tanto, se de certo amanhã a estas horas não puser a tua vida como a de um deles (I Reis 19:2). Ao ouvir tal ultimato, o profeta mais uma vez temeu por sua vida e rapidamente fugiu para Berseba, uma cidade localizada em Judá, e ali deixou o seu servo em segurança. Depois, caminhou durante todo o dia através do deserto, e já exaurido, assentou-se sobre a sombra de um zimbroeiro e pediu para que o Senhor acelerasse sua morte: - Já basta, ó Senhor; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais (I Reis 19:4). 

Imerso em seus pensamentos, o profeta adormeceu, mas passado algum tempo, foi acordado por um anjo que lhe trouxe pão assado e água. Elias se alimentou e voltou a deitar, entretanto o anjo ordena mais uma vez que ele se levante, coma um pouco mais e coloque o pé na estrada, pois sua jornada ainda era muito longa. Com a força daquele alimento, Elias caminhou por quarenta dias, até chegar a Horebe, o Monte do Senhor. Ali, o profeta se refugiou em uma caverna, e mais uma vez pôs-se a lamentar sua sorte. Então, Deus o ordena que saia da caverna, e com voz mansa e delicada, dialoga com o profeta: - Que fazes aqui Elias? - O profeta então expõe as suas temeridades, ressaltando que embora ele mesmo tivesse preservado a sua fé, Israel insistia em quebrar a aliança, derrubar os altares do Senhor e matar seus profetas. Elias argumenta que agora estava sozinho e que mesmo assim, ainda era perseguido e ameaçado de morte (I Reis 19:13-14). Deus então encoraja o profeta, dizendo que ele não estava só, pois ainda havia em Israel sete mil homens que não se curvavam para Baal, e incumbe Elias de três importantes tarefas: ir até Damasco e ungir Hazael como rei da Síria, ir à casa de Ninsi e ungir seu filho Jeú como novo rei de Israel, e finalmente, ungir um profeta para ser o seu sucessor.

Desgastado com a rebeldia do povo, Elias se apressou em encontrar seu substituto, e em algum ponto entre Damasco e a Síria, finalmente ele o encontrou. Pouco sabemos sobre a vida de Elizeu, apenas que seu nome significa “Deus é Salvação”, que sua família era temente a Deus e que trabalhava na fazenda de Safate, e que este era seu pai. Quando Elias o viu pela primeira vez, ele estava lavrando a terra, levando consigo doze juntas de boi. Imediatamente, o profeta, num gesto simbólico e profético, joga sobre ele o seu manto, e Elizeu prontamente entende o chamado, correndo para junto de Elias sem impor condições ou termos, pedindo apenas um tempo para se despedir dos seus pais. Numa atitude que evidência o desapego de seu passado e o início de seu ministério, Elizeu mata os bois com os quais trabalhava, e com a carne, alimenta a gente de sua comunidade. Sem maiores delongas, passa a seguir Elias, tornando-se ao mesmo tempo em servo e aluno.  Elias estava com pressa de deixar o cargo, mas Eliseu ainda não estava preparado, e então, por aproximadamente oito anos, Eliseu foi assistente de Elias, período este mantido em sigilo nas crônicas bíblicas. Entretanto, esta experiência foi valiosa para ambos já que culminou em uma profunda amizade e fidelidade ministerial, pois Elias nos dá a impressão de estar testando seu sucessor, sugerindo por três vezes que eles seguissem caminhos opostos, mas em todas essas vezes, Eliseu insistiu em seguir junto com Elias, dizendo as mesmas palavras: - “Vive o SENHOR, e vive a tua alma, que não te deixarei”. 

Eliseu aparentemente já era aceito como o eventual sucessor de Elias, e os filhos dos profetas em Betel e Jericó sabiam desta substituição, e mesmo Elias dispondo a se afastar, Eliseu insistiu em acompanhá-lo até o fim.   Após atravessarem o rio Jordão, Elias perguntou ao seu servo o que ele gostaria de receber como recompensa por sua lealdade, e a resposta de Eliseu foi inesperada, pois queria que Elias lhe concedesse porção dobrada do seu espírito.  Elias não tinha competência para tal concessão, mas instruiu Eliseu que se ele tivesse a oportunidade de ver a sua partida, seria uma resposta afirmativa de Deus para o seu pedido.  No momento em que Eliseu assistiu maravilhado Elias sendo elevado ao céu num redemoinho, teve a sua confirmação, tornando-se apto para a realização dos grandes feitos que marcariam seu ministério, sendo o primeiro deles, a travessia do Rio Jordão (II Reis 2:14).

E foi com esta palavra motivadora sobre o chamado de Elizeu, que o Pb. Francisco Carlos Ferreira Alves ministrou sobre a importância da fidelidade em nosso ministério, durante a QUARTA FORTE  realizada neste dia 23/09/2015. Elizeu não queimou etapas, não tentou acelerar o plano de Deus, mas aguardou o cumprimento das promessas com fé e perseverança, dedicando-se a aprender para poder ensinar, e se sujeitando a mesmo autoridade que ele mesmo exerceria no futuro. Então, Deus o honrou com a porção dobrada do poder de Elias. Quando o rei Josafá procurou em seu reino um profeta confiável e que fosse fiel à voz do Senhor, o cartão de visitas que introduziu Elizeu no cenário nacional, deixa explícita toda a humildade que norteou a vida daquele jovem profeta durante o seu período de preparação:  Então respondeu um dos servos do rei de Israel, dizendo: Aqui está Eliseu, filho de Safate, que derramava água sobre as mãos de Elias (II Reis 3:11).




Filme - O Apocalipse: O Começo do Fim



“Deixados para Traz” é uma série best seller em 16 volumes escrita por Tim LaHaye e Jerry B. Jenks. Com milagres de cópias vendidas em todo mundo, nada mais natural que a história fosse levada as telas de cinema, o que aconteceu entre os anos de 2001 e 2005 com a trilogia original (assista aqui). Devido a divergências criativas, a franquia se manteve estagnada por quase dez anos, mas acabou sendo retomada em 2014 pelas mãos do diretor Vic Armstrong, que trouxe para seu elenco nomes como Jordin Sparks, Cassi Thomson, além dos veteranos Nicolas Cage e Lea Thompson. O novo longa é um rebot da história original, revisitando os primeiros capítulos do best seller. O escolhido título para o mercado brasileiro é “O Apocalipse - O Começo do Fim” (Left Behind).

Adaptação de uma das mais impressionantes profecias da Bíblia, O Apocalipse narra os últimos dias na Terra após o arrebatamento. Em uma interpretação dos eventos descritos na Bíblia Sagrada, a trama acompanha a história de um pequeno grupo de sobreviventes que é deixado para trás junto com milhões de outras pessoas após uma parte da população da Terra desaparecer repentinamente. Investigando as causas desse evento, o jornalista Buck Williams (Chad Michael Murray) cruza o caminho do piloto de aviões Rayford Steele (Nicolas Cage) e de sua filha Chloe Steele (Cassi Thomson). Eles terão a ajuda do Pastor Bruce Barnes (Lance E. Nichols) para entender o que está acontecendo enquanto o mundo entra em colapso, iniciando uma nova era de caos e conflitos.



terça-feira, 22 de setembro de 2015

Biografia - Henrique Martyn



Ajoelhado na praia da Índia, Henrique Martyn derra­mava a alma perante o Mestre e orava: "Amado Senhor, eu também andava no país longínquo; minha vida ardia no pecado... desejaste que eu me tornasse, não mais um tição para espalhar a destruição, mas uma tocha brilhando por ti (Zacarias 3.2). Eis-me aqui nas trevas mais densas, sel­vagens e opressivas do paganismo. Agora, Senhor, quero arder até me consumir inteiramente por ti!"

O intenso ardor daquele dia sempre motivou a vida desse moço. Diz-se que o seu é "o nome mais heróico, que adorna a história da Igreja da Inglaterra, desde os tempos da rainha Elisabete." Contudo, até entre seus patrícios, ele não é bem conhecido.

Seu pai era de físico franzino. Depois de o seu progenitor falecer, os quatro filhos, inclusive Henrique, não tarda­ram a contrair a mesma enfermidade, a tuberculose. Com a morte do pai, Henrique perdeu seu intenso inte­resse pela matemática e se interessou grandemente na leitura da Bíblia. Diplomou-se com mais honras do que todos da sua classe. O Espírito Santo, porém, falou à sua alma: "Buscas grandes coisas para ti. Não as busques!" Acerca dos seus estudos testificou: "Alcancei o ponto mais alto que desejara, mas fiquei desapontado ao ver como, apenas, tinha agarrado uma sombra."

Tinha por costume levantar-se cedo, de madrugada, e andar sozinho, pelos campos para desfrutar de comunhão íntima com Deus. O resultado foi que abandonou para sempre o plano de ser advogado, um plano que, até aí, ain­da seguia, porque "não podia consentir em ser pobre pelo amor de Cristo."

Ao ouvir um sermão sobre "O Estado Perdido dos Pa­gãos" resolveu dar a sua vida como missionário. Ao conhe­cer a vida abnegada do missionário Guilherme Carey, na sua grande obra na Índia, sentiu-se dirigido a trabalhar no mesmo país.

O desejo de levar a mensagem de salvação aos povos que não conheciam a Cristo, tornou-se como um fogo inextinguível na sua alma pela leitura da biografia de David Brainerd, o qual morrera quando ainda muito jovem, com a idade de vinte e nove anos (sua vida fora gasta inteira­mente no serviço de amor intenso aos silvícolas da América do Norte). Henrique Martyn reconhecia que, como foram poucos os anos da obra de David Brainerd, havia também para ele pouco tempo, e se acendeu nele a mesma paixão de gastar-se, inteiramente por Cristo, no breve espaço de tempo que lhe restava. Seus sermões não consistiam em palavras de sabedoria humana, mas sempre se dirigia ao povo como "um moribundo, pregando aos moribundos".

Havia um grande embaraço para Henrique Martyn: a mãe da sua noiva, Lídia Grenfel, não consentiria que eles se casassem, se ele insistisse em levá-la para o estrangeiro. Henrique amava a Lídia e o seu maior desejo terrestre era estabelecer um lar e trabalhar junto com ela na seara do Senhor. Acerca disto, ele escreveu no seu diário: "Conti­nuei uma hora e mais em oração, lutando contra o que me ligava... Cada vez que estava perto de ganhar a vitória, o coração voltava para o seu ídolo, e finalmente, deitei-me sentindo grande mágoa."Então se lembrou de David Brainerd, o qual negava a si mesmo todos os confortos da civilização, andava grandes distâncias sozinho na floresta, passava dias com fome e de­pois de assim se esforçar por cinco anos, voltou para falecer tuberculoso nos braços da sua noiva, Jerusa, filha de Jôna­tas Edwards.

Por fim, Henrique Martyn, também, ganhou a vitória, obedecendo à chamada para sacrificar-se à salvação dos perdidos. Ao embarcar para a Índia, em 1805, escreveu: "Se eu viver ou morrer, que Cristo seja magnificado pela colheita de multidões para Ele".

A bordo do navio, ao afastar-se da sua pátria, Henrique Martyn chorou como uma criança. Contudo nada podia desviá-lo da sua firme resolução de seguir a direção divina. Ele era "um tição arrebatado do fogo" e repentinamente dizia: "Que eu seja uma chama de fogo no serviço divino".

Depois de nove longos meses a bordo, e quando já se achava perto do seu destino, passou um dia inteiro em je­jum e oração. Sentia quão grande era o sacrifício da Cruz e como era, igualmente, grande a sua responsabilidade para com os perdidos na idolatria da Índia. Continuava a repe­tir: "Tenho posto vigias sobre os teus muros, ó Jerusalém; eles não se calarão jamais em todo o dia nem em toda a noite: não descanseis vós os que fazeis lembrar a Jeová, e não lhe deis a Ele descanso, até que estabeleça, e até que ponha a Jerusalém por objeto de louvor na terra!" (Isaías 62.6).

A chegada de Henrique Martyn à Índia, no mês de abril de 1806, foi também em resposta à oração de outros. A ne­cessidade era tão grande nesse país, que os poucos obreiros concordaram em se reunirem em Calcutá, de oito em oito dias, para pedirem a Deus que enviasse um homem cheio do Espírito Santo e poder à Índia. Martyn, logo ao desem­barcar, foi recebido alegremente por eles como a resposta às suas orações.

É difícil imaginar o horror das trevas em que vivia esse povo, entre o qual Martyn se achava. Um dia, perto do lu­gar onde se hospedara, ouviu uma música e viu a fumaça de uma das piras fúnebres de que ouvira falar antes de sair da Inglaterra. As chamas já começavam a subir do lugar onde uma viúva se achava sentada ao lado do cadáver de seu marido morto. Martyn, indignado, esforçou-se, mas não pôde conseguir salvar a pobre vítima. Em outra ocasião, foi atraído pelo ruído do címbalo, a um lugar onde o povo fazia culto aos demônios. Os adora­dores se prostravam perante o ídolo, obra das suas próprias mãos, do qual adoravam e temiam! Martyn sentia-se "mesmo na vizinhança do Inferno".

Cercado de tais cenas, ele se aplicava mais e mais e sem cansar, dia após dia, a aprender a língua. Não desanimava com a falta de fruto da sua pregação, reconhecendo ser de maior importância traduzir as Escrituras e colocá-las nas mãos do povo. Com esse alvo, perseverava no trabalho de tradução, cuidadosamente, aperfeiçoando a obra, pouco a pouco, e parando de vez em quando para pedir o auxílio de Deus.

Como a sua alma ardia no firme propósito de dar a Bíblia ao povo, vê-se no seguinte trecho de um dos seus sermões conservado no Museu Britânico: "Pensai na situação triste do moribundo, que apenas conhece bastante da eternidade para temer a morte, mas não conhece bastante do Salvador para olhar o futuro com esperança. Não pode pedir uma Bíblia para saber algo sobre o que se firmar nem pode pedir a esposa ou ao filho que lhe leiam um capítulo para o confortar. A Bíblia, ah! é um tesouro que eles nunca possuíram! Vós que tendes um coração para sentir a miséria do próximo, vós que sabeis como a agonia de espírito é mais que qualquer sofrimento do corpo, vós que sabeis que vem o dia em que tendes de morrer, oh! dai-lhes aquilo que lhes será um conforto na hora da morte!"

Para alcançar esse alvo, de dar as Escrituras aos povos da Índia e da Pérsia, Martyn aplicou-se à obra de tradução de dia e de noite, até mesmo quando descansava e quando em viagem. Não diminuía a sua marcha quando o termô­metro registrava o intenso calor de 70" nem quando sofria da febre intermitente, nem com o avanço da peste branca que ardia no seu peito.

Como David Brainerd, cuja biografia sempre serviu para inspirá-lo, Henrique Martyn passou dias inteiros em intercessão e comunhão com o seu "Amado", seu querido Jesus. - "Parece", escreveu ele, "que posso orar para sem­pre sem nunca cansar. Quão doce é andar com Jesus e morrer por Ele..." Para ele, a oração não era uma formali­dade, mas o meio certo de quebrantar os endurecidos e vencer os adversários.

Seis anos e meio depois de ter desembarcado na Índia, enquanto empreendia longa viagem, faleceu com a idade de 31 anos. Separado dos irmãos, do resto da família, com a noiva esperando-o na Inglaterra, e cercado de persegui­dores, foi enterrado em lugar desconhecido.

Era grande o ânimo, a perseverança, o amor, a dedica­ção com que trabalhava na seara do seu Senhor! O zelo ar­deu até ele se consumir neste curto espaço de seis anos e meio. É-nos impossível apreciar quão grande foi a sua obra feita em tão poucos anos. Além de pregar, conseguiu tra­duzir porções das Sagradas Escrituras para as línguas de uma quarta parte de todos os habitantes do mundo. O Novo Testamento em hindu, hindustão e persa e os Evan­gelhos em judaico-persa são apenas uma parte das suas obras.

Quatro anos depois da sua morte, nasceu Fidélia Fiske, no sossego da Nova Inglaterra. Quando ainda aluna na es­cola, leu a biografia de Henrique Martyn. Andou quarenta e cinco quilômetros de noite, sob violenta tempestade de neve, para pedir à sua mãe que a deixasse ir pregar o Evan­gelho às mulheres da Pérsia. Ao chegar à Pérsia reuniu muitas mulheres e lhes contou o amor de Jesus, até que o avivamento em Oroomiah se tornou em outro Pentecoste.

Se Henrique Martyn, que entregou tudo para o serviço do Rei dos reis, pudesse visitar a Índia, e a Pérsia, hoje, quão grande seria a obra que encontraria, obra feita por tão grande número de fiéis filhos de Deus nos quais ardeu o mesmo fogo pela leitura da biografia desse pioneiro.


Fonte: Heróis da Fé (CPAD)

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

O que a Bíblia diz sobre "jogos de azar"?



Jogar pode ser definido como “arriscar dinheiro na tentativa de multiplicá-lo em algo que é contra as probabilidades”. A Bíblia não condena o jogo especificamente, ou apostar, ou a loteria. A Bíblia, entretanto, nos alerta para que fiquemos longe do amor ao dinheiro (I Timóteo 6:10; Hebreus 13:5). As Escrituras também nos encorajam a que fiquemos longe das tentativas de “enriquecimento fácil” (Provérbios 13:11; 23:5; Eclesiastes 5:10). Certamente o jogo gira em torno do amor ao dinheiro e inegavelmente tenta as pessoas com a promessa de riqueza fácil e rápida.

Qual o problema em jogar?

O jogo é um assunto difícil, pois mesmo jogando com moderação e somente de vez em quando, é um desperdício de dinheiro, mas não necessariamente algo ligado ao “mal”. As pessoas desperdiçam dinheiro em todo o tipo de atividades. Jogar é desperdiçar dinheiro tanto quanto ver um filme (em muitos casos), gastar em uma refeição desnecessariamente cara ou comprar algo de que não precisamos. Ao mesmo tempo, o fato de se desperdiçar dinheiro em outras coisas não justifica que joguemos. Não deveríamos desperdiçar dinheiro. Devemos poupar o dinheiro que sobrar para necessidades futuras, ou ofertá-lo para a obra do Senhor, e não gastá-lo em jogo.

O jogo na Bíblia:

Apesar da Bíblia não mencionar o jogo (apostas) de maneira explícita, a Bíblia menciona jogos de “azar”. Como exemplo, em Levítico, Arão lançou sortes sobre dois bodes: uma pelo Senhor e outra por Azazel. Josué lançou sorte para determinar a porção de terra para várias tribos. Neemias lançou sorte para determinar quem viveria ou não dentro das muralhas de Jerusalém. Os apóstolos lançaram sorte para determinar o substituto de Judas. Provérbios 16:33 diz: “A sorte se lança no regaço, mas do Senhor procede toda a determinação.” Em nenhum lugar da Bíblia, jogar ou o “jogo de azar” é usado para diversão ou apresentado como prática aceitável para os seguidores de Deus.

Cassinos e loterias:

Os cassinos usam todo o tipo de estratégia de marketing para atrair o jogador, para que arrisque todo o dinheiro que puder. Frequentemente oferecem bebidas a preços baixos ou mesmo de graça, levando os frequentadores à embriaguez, para que diminuam sua capacidade de tomar decisões sensatas. Tudo em um cassino é perfeitamente engendrado para tomar o dinheiro em grandes quantidades sem nada oferecer em troca, exceto prazer vazio e fugaz. As loterias tentam passar a imagem de que ajudam a sustentar a educação e programas sociais. Entretanto, estudos mostram que os que jogam na loteria geralmente são aqueles que menos têm dinheiro para gastar nos bilhetes. O apelo do “enriquecimento rápido” é uma tentação forte demais, e aqueles que estão desesperados acabam não resistindo. As chances de levar o prêmio são infinitesimais, o que resulta em ruína para muitas vidas.

Por que o dinheiro ganho na loteria não agrada a Deus?

Muitos afirmam estar jogando na loteria ou fazendo apostas para que possam ofertar o dinheiro à igreja, ou outra boa causa qualquer. Talvez seja um bom motivo, mas na verdade, poucos usam o dinheiro vindo do jogo para propósitos divinos. Estudos mostram que, alguns anos depois de tirar a “sorte grande”, a vasta maioria dos ganhadores da loteria acaba em uma situação financeira ainda pior do que antes. Poucos são os que na verdade dão o dinheiro para uma boa causa, se é que alguém realmente o faz. Além disso, Deus não precisa de nosso dinheiro para subsidiar Sua missão na terra. Provérbios 13:11 diz: “A riqueza de procedência vã diminuirá, mas quem a ajunta com o próprio trabalho a aumentará.” Deus é soberano e proverá pelas necessidades da igreja por caminhos honestos. Deus seria honrado se recebesse doações de dinheiro proveniente de drogas, ou dinheiro de assaltos? Deus não precisa e nem quer dinheiro “roubado” dos pobres devido à tentação pelas riquezas.

I Timóteo 6:10 nos diz: “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.” Hebreus 13:5 declara: “Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque ele (Deus) disse: Não te deixarei, nem te desampararei.” Mateus 6:24 proclama: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.”

Fonte: Got Questions 

domingo, 20 de setembro de 2015

A Carne e o Sangue



Baseado em João 6 e livremente inspirado na ministração realizada pelo Pr. Wilson Gomes no culto de celebração da Santa Ceia em 20/09/2015.

Todo pregador já passou ou irá passar pela experiência de ter uma de suas mensagens renegada pela grande massa. Como homem, Cristo também vivenciou algumas situações muito difíceis em seu ministério, onde foi necessária uma palavra mais agridoce a fim de confrontar o comportamento popular. Por exemplo, após a multiplicação dos pães e peixes, uma multidão passou a seguir Jesus, não para alimentar sua alma com as palavras de salvação que saia dos lábios do mestre, mas sim interessados num desjejum gratuito. Percebendo esta situação, Jesus realiza um sermão ácido na sinagoga de Cafarnaum, cobrando uma postura mais espiritual de seus seguidores. Cristo revela o coração de sua plateia quando diz que estão ali não por causa dos milagres ou da mensagem, mas sim buscando se refestelar de pão.

Jesus ensinou a seus discípulos que não tivessem por prioridade trabalhar pela comida que perece, mas que se dedicassem a buscar o alimento que permanece para a vida eterna, e que só é conseguida através do Filho do Homem. Logo, os seus ouvintes lhe questionaram se o tal “alimento” seria o famoso “maná”, dado por “Moisés” aos seus antepassados, e como resposta receberam uma revelação tão intensa que quase os lançou ao chão desacordados:

- Somente Deus pode lhes dar o Pão da Vida... EU SOU O PÃO DA VIDA!

Aquela era uma afirmação densa demais para ser ingerida por uma geração tão apegada a ritos e religiosidade, mesmo assim, Jesus continuou a falar:

- Aquele que vem a mim, de modo algum terá fome, e quem crê em mim jamais terá sede... Aquele que vem a mim, de maneira nenhuma lançarei fora!

Imediatamente os judeus começaram a murmurar entre si, revoltados com a “petulância” do carpinteiro de Nazaré. Não podiam aceitar que um trabalhador braçal se autodeclarasse o “pão que veio do céu”. Imediatamente, a popularidade de Jesus foi esmagada pela indignação de religiosos sem visão espiritual. 

E o sermão, estava apenas começando...

- Eu sou o Pão Vivo que desceu do céu, se alguém comer deste pão, viverá para sempre. E este pão é a minha carne que eu darei pela vida do mundo. Minha carne é verdadeiramente comida e meu sangue é a verdadeira bebida.... Quem come minha carne e bebe meu sangue permanece em mim e eu nele.... Terá a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia!

A lei mosaica proibia a ingestão de sangue, e os judeus, não entendendo a espiritualidade daquelas palavras, começaram a dar as costas para Jesus, indignados com tamanha afronta aos preceitos da lei. A incredulidade não os deixou enxergar além das aparências, e um a um se retiraram da sinagoga, deixando para traz, o autor de nossa salvação.

Jesus, voltando-se para seus doze discípulos, perguntou a eles se também gostariam de se retirar... Porém, tomando a frente dos demais, Pedro com os olhos marejados pela emoção, lhe respondeu:

Senhor, para onde nos iriamos agora? Só tu tens as palavras de vida eterna...

Ainda hoje, Jesus continua nos convidando a tomar parte deste banquete, onde o “Pão da Vida” é servido gratuitamente e em abundância. Felizes são aqueles que tomam parte do seu corpo, participando da celebração da Santa Ceia, comendo e bebendo em memória do Cristo Ressurreto. Afinal, não pode existir aliança maior do que o próprio sangue, nos unindo em espírito com Deus. 



sábado, 19 de setembro de 2015

Laços de Amor



Na noite deste sábado, 19/09/2015, o Círculo de Oração Lírio dos Vales realizou seu culto mensal de mulheres, onde nossas guerreiras valorosas puderam louvor ao Senhor em gratidão por seu constante cuidado, e testificar sobre a fidelidade de nosso Deus. Somos amados com tamanha intensidade, que fica simplesmente impossível se manter impassível diante de tão latente amor. Deus tem nos atraído para si com cordas de humanas (ou seja, para chamar nossa atenção, Ele se fez carne e habitou entre nós), e então somos “amarrados” com laços de amor (Oséias 11:4).

A fidelidade de Deus foi um tema recorrente durante toda a reunião, estando presente nos louvores, nas ministrações e na mensagem final do Pb. Evandro Correa, que ressaltou a lealdade do Senhor nos relacionamentos com ele assumidos. No relacionamento entre Deus e o Seu povo, Ele tem se mantido fiel. As gerações vão e vem, e Deus permanece fiel a todas elas. Mesmo quando o povo peca ou se desvia, Deus permanece fiel, pronto a perdoar, restaurar e socorrer, quando estes se voltam para Ele (II Timóteo 2:13). Essa é uma promessa que precisa ser celebrada e ao mesmo tempo compreendida. Não é um convite à licenciosidade, nem um incentivo ao erro. De forma alguma se deve brincar com o pecado. Deus é fiel em perdoar o cristão sincero e verdadeiramente arrependido. Somos restaurados porque o Senhor é fiel. Dentre as riquezas de Deus está sua capacidade de perdoar, expressa nas riquezas de Sua misericórdia que transcendem aos nossos mais elevados pensamentos (Salmos 103:11). Ninguém pode medi-la. O profeta Miquéias afirma que ninguém pode se comparar a Deus, porque além de perdoar a pessoa arrependida, Deus, de forma maravilhosa, esquece-se da transgressão do Seu povo (Miquéias 7:18).


Deus é fiel em socorrer e livrar. O povo de Israel, ao longo de sua história, é testemunha viva dos feitos poderosos do Senhor e Sua fidelidade para livrá-los dos seus inimigos. Essas mesmas promessas se aplicam aos cristãos hodiernos. O Senhor não nos prometeu uma vida fácil e sem dificuldades, pelo contrário, Ele nos conscientizou de que neste mundo teríamos aflições (João 16:33), mas pediu que tivéssemos ânimo, porque Ele venceu e não desampara nem abandona os Seus servos (Hebreus 13:5-6). Deus não permite uma luta acima do que podemos suportar (I Coríntios 10:13).

A infidelidade, um dos pecados mais proeminentes destes dias maus, está presente na vida social, nos negócios, nas amizades que se dissolvem tão facilmente e até na vida conjugal. No entanto, é encorajador erguer os olhos e contemplar aquele que é fiel em tudo e em todo o tempo, no qual podemos confiar plenamente na certeza de que Ele nunca falhará conosco.





sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Incendiando o mundo!



O “amém” de Apocalipse foi escrito já a muitos séculos, e desde então, as palavras do Santo Livro foram seladas e nada mais pode ser acrescido ou retirado (Apocalipse 22:18-19). Todas as belíssimas histórias nela registrada são para nós parâmetros de como a fidelidade e a fé são elementos necessários para uma vida cristã frutífera e eficaz.

Mas e se a Bíblia tivesse sido escrita nos dias de hoje? Ainda teríamos histórias para contar?  

A resposta é um absoluto sim.

Ao longo da história pós bíblica, muitos homens e mulheres tem dedicado a sua vida ao Senhor, honrando com cada detalhe de sua existência ao nosso Deus e sua Palavra. Pessoas que literalmente doaram sua vida, dons e talentos para a expansão do Reino dos Céus, amando intensamente as almas, levando o evangelho de Cristo a todos os cantos da Terra, sem se importar com o preço a ser pago. 

John Huss, “o ganso magro” que foi assado para que um “cisne” pudesse cantar cem anos depois; Martin Lutero, pai da grande reforma protestante; Jônatas Edwards, o grande avivalista inglês; John Wesley, o estopim do avivamento europeu; Jorge Whitefield, o peregrino em busca de almas; John Bunyan, que fez da cela de uma prisão o seu altar; Davi Brainerd, pioneiro na evangelização dos povos indígenas americanos; João Paton, que viu corações famintos por Deus dentro de corpos famintos por carne humana; Hudson Taylor, o evangelista que primeiro amou a China; Charles Spurgeon, o príncipe dos pregadores; Dwight Moody, ganhador de meio milhão de almas; Catherine Lewes, a mulher que com uma atitude de amor transformou a terrível prisão de Sing Sing em uma extensão de seu lar,  Daniel Berg, Gunnar e Frida Vingren, visionários batistas pioneiros do pentecostalismo na América Latina; Billy Graham, o maior evangelista do nosso tempo... Todas estas biografias poderiam sim estar na Bíblia, e nos inspirariam da mesma maneira. Aliás, cada um de nós poderia viver uma história digna de constar no cânon sagrado. Precisamos apenas fazer com que a fé, a fidelidade e a convicção estejam presentes em todos os aspectos da nossa vida.

Escrevendo aos cristãos em Roma, Paulo os instrui em como realizar a obra de Deus: Tendo, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada: se profecia, seja segundo a proporção da fé; se ministério, dediquemo-nos ao ministério; ou o que ensina esmere-se no fazê-lo; ou o que exorta faça-o com dedicação; o que contribui, com liberalidade; o que preside, com diligência; quem exerce misericórdia, com alegria. O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor; regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes; compartilhai as necessidades dos santos; praticai a hospitalidade; abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis. Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram. Tende o mesmo sentimento uns para com os outros; em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos vossos próprios olhos. Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens; se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens (Romanos 12:6-17).

Inicialmente, ao lermos este texto, imaginamos que Paulo, quando fala de Fervor Espiritual, esteja se referindo a pessoas que possuam muitos dons. Mas na verdade, quando se lê o contexto, entendemos que a referência aqui é aos que tem Fervor de Espírito para servir ao Senhor. John Wesley, renomado pregador britânico conhecido como “o tição tirado do fogo” (referência ao fato de ter sido salvo de um incêndio em sua infância), sentia a chama do Espírito queimar tão forte em seu coração que declarou: “Dai-me cem homens que nada temam senão o pecado, e que nada desejam senão a Deus, e eu abalarei o mundo!”

Com tal fervor de espírito, John Wesley foi o estopim que causou uma explosão de avivamento na Europa entre os séculos XVII e XVIII.

Ainda hoje o Espírito procura homens dispostos a serem capacitados com fervor capaz de incendiar o mundo e se tornar um Herói da Fé, exatamente como os homens fieis da Bíblia. 



quinta-feira, 17 de setembro de 2015

EBD - O milagre do livramento do naufrágio


Texto Áureo
II Coríntios 4:11

E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também em nossa carne mortal.

Verdade Aplicada
A provação é a porta de uma grande oportunidade para os que estão na direção de Deus.


Textos de Referência
Atos 27:9; 11; 20-21

E, passado muito tempo, e sendo já perigosa a navegação, pois, também o jejum já tinha passado, Paulo os admoestava,
Mas o centurião cria mais no piloto e no mestre do que no que dizia Paulo.
E, não aparecendo, havia já muitos dias, nem sol nem estrelas, e caindo sobre nós uma não pequena tempestade, fugiu-nos toda a esperança de nos salvarmos.
E, havendo já muito que não se comia, então Paulo, pondo-se em pé no meio deles, disse: Fora, na verdade, razoável, ó senhores, ter-me ouvido a mim e não partir de Creta, e assim evitariam este incômodo e esta perda.


De perseguidor a perseguido

Saulo era um proeminente fariseu, nascido na cidade de Tarso (Ásia Menor), onde hoje se localiza o sul da Turquia. Membro destacado do sinédrio e mestre da lei instruído aos pés de Gamaliel, desde muito cedo tomou parte dos rituais e costumes judaicos, já que sua família descendia da tribo de Benjamim (embora tenha herdado de seu pai o título de cidadão romano). Zeloso pela lei mosaica e defensor irredutível da religião judaizante, Saulo viu no crescente da “seita dos nazarenos” uma ameaça real aos preceitos que acreditava. Motivado pelo precedente aberto com a morte de Estevão e valendo-se de seu prestígio junto a elite religiosa de seu tempo, Saulo conseguiu a autorização de perseguir, prender e até matar os cristãos, alegando que os mesmos blasfemavam contra a lei e contra Deus. Porém, esta iniciativa bárbara, partiu de um coração determinado a defender sua fé até as últimas consequentes, e, portanto, Saulo empenhava-se virtuosamente em sua missão, certo que estava realizando um trabalho para o próprio Deus, eliminando da terra uma ideologia perniciosa e herética. Saulo descobriu que um grande contingente de cristão estava atuando na cidade de Damasco, e imediatamente solicitou permissão para intervir ali. Porém, no meio do caminho, Ele teve sua vida transformada por um encontro glorioso, já que o próprio Cristo lhe interceptou. O jovem rabino avistou uma luz tão intensa, que não apenas o fez cair de seu cavalo, como também cegou seus olhos. Do meio do clarão, ouviu uma voz que lhe questionou: - Saulo, Saulo... Por que estás me perseguindo? Ele, atônito e assustado procurou imediatamente saber quem lhe falava, e a resposta que ouviu o surpreendeu grandiosamente: - Eu sou Jesus.... Aquele que você persegue!

Assim que tomou conhecimento que o Jesus dos cristãos, era o Deus que tanto amava, Saulo sujeitou sua vida a vontade de seu Senhor, seguindo passa a passo cada ordenança recebida. Por três dias continuou cego, sendo acolhido na casa de um cristão chamado Judas. Manteve-se em jejum e oração, até que Ananias foi enviado para lhe impor as mãos, e neste mesmo instante, além de recuperar sua visão, Saulo foi batizado com o Espirito Santo. Imediatamente começou a pregar o mesmo evangelho que tanto buscou destruir. Isso causou uma grande turbulência na cidade, e o perseguidor passou a ser perseguido, tendo que fugir de Damasco. Apenas três anos depois de sua conversão ele voltaria a Jerusalém por indicação de Barnabé, sendo discipulado por Pedro e Tiago, o irmão de Jesus. Retornou a sua cidade natal, onde permaneceu pregando naquela região, até que Barnabé o convidou para trabalhar com ele na igreja de Antioquia.

Antioquia era uma igreja diferente, pois abrigava centenas de “gentios” convertidos. Foi a primeira comunidade “missionária” subsidiando as viagens missionárias de Saulo, que agora, assumindo definitivamente o ministério de “apóstolo dos gentios”, passou a usar a grafia romana de seu nome: Paulo. Ao todo, ele realizou três viagens com propósitos missionários, onde fundou grande parte das igrejas neo testamentárias, sendo que seus escritos para algumas delas estão no canon sagrado. Levar a palavra de Jesus ao máximo de pessoas possível se tornou o lema e o objetivo da vida de Paulo, que não media esforços para alcançar as almas nas regiões mais longínquas da terra. Nos anos em que atuou como missionário, Paulo enfrentou todo tipo de afronta e perseguição, experimentou privações extremas, vivenciou desprezo, solidão e escárnio. Em II Coríntios 11:23-28, um breve resumo de suas agruras é realizado durante a defesa de seu apostolado ante a caluniadores: São ministros de Cristo? (falo como fora de mim) eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; em açoites, mais do que eles; em prisões, muito mais; em perigo de morte, muitas vezes. Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos; Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez. Além das coisas exteriores, me oprime cada dia o cuidado de todas as igrejas. Em tudo, porém, Paulo se sentia fortalecido em Deus e combatia o bom combate da fé. Depois de ser preso em Jerusalém, Paulo abriu mão de sua liberdade pela chance de pregar em Roma, um antigo desejo seu, mesmo que para isso, tivesse que chegar ali algemado como um prisioneiro.


Os ventos e a vontade de Deus

A poderosa pregação de Paulo feriu o ego dos religiosos judeus de sua época. Por esse motivo, eles o levaram a prisão e lá se amotinaram para acabar com sua vida. Mas Paulo testemunhava aos grandes com graça e unção. Não existe nada que não esteja sob o controle e a direção do Altíssimo. Mesmo quando algo dá errado para nós, Deus jamais perde a rédea. Quando ainda estava preso, o Senhor apareceu a Paulo e lhe disse para não temer porque como testificou em Jerusalém, o faria em Roma (Atos 23:11). Paulo estava tão decidido a cumprir a ordem do Senhor que pôs em jogo a própria vida para consegui-lo. Ele teve a oportunidade para ser liberto. Mas a recusou em troca da oportunidade de aparecer diante de César, a quem havia apelado. Foi uma escolha que ele fez unicamente em prol do Evangelho (Atos 26:31- 32). Para ele não havia perigo em sofrer dano algum em qualquer tempestade. A vontade de Deus era que testificasse em Roma e Deus estava no controle. Do ponto de vista humano, Paulo era um prisioneiro no navio. Para Deus, o apóstolo era o capitão e os demais eram os prisioneiros (Atos 27:21-26, 30, 31-34). Félix foi substituído por Festo e, vendo que Paulo não lhe oferecia propina para ser liberto da prisão, o deixou confinado por mais dois anos para ganhar prestígio entre os judeus (Atos 24:26-27). Paulo não sabia o que enfrentaria para executar a missão, mas Deus já lhe assegurara que estava com ele. Ressalte para eles que a experiência era como um símbolo de que Paulo vivia desde que foi preso em Jerusalém. Ele navegava num mar tempestuoso de aflições havia dois anos! Deus, porém, estava ao seu lado nessa tempestade como em todas as demais (Atos 23:11 / 27:22- 23). 

Não é de hoje que as pessoas confiam mais nas conclusões de peritos e nas ciências do que nas advertências de homens de visão espiritual (Atos 27:11). Devemos ter em mente que a ciência, divorciada do temor de a Deus, pode destruir sociedades civilizações inteiras. Paulo já havia passado por três naufrágios (II Coríntios 11:25), tinha sensibilidade e discernimento, sabia que algo não estava bem e alertou para o problema. Se existe uma coisa que jamais seremos privados é de sinais de aviso. Podemos viver coma desculpa de que o inimigo nos enganou ou com a certeza de que lhe abrimos a porta. Mas uma coisa é certa: “Deus não nos deixara enganados” (Salmo 25:3 / Amós 3:7 / João 7:17). Há muitos anos, o mundo está confiando totalmente nas ciências. De maneira geral, o povo tem confiado mais em conclusões de peritos nas ciências do que nas advertências dos homens de visão espiritual. Porém, tem sido comprovado que a ciência, divorciada do temor a Deus, pode destruir sociedades e civilizações inteiras.

Comparando a ambos, vemos que Jonas fugia de uma chamada; Paulo viajava para cumprir uma missão. Jonas se escondeu e dormiu durante a tempestade; Paulo dirigia as operações e encorajava os passageiros. A presença de Jonas no navio era a causa da tempestade; o navio em que Paulo viajava seria preservado de todo dano se os tripulantes respeitassem seu aviso (Atos 27:9-10). Jonas foi disfarçado a dar testemunho acerca de Deus (Jonas 1:8-9); Paulo, com boa vontade e coragem, falou acerca da sua visão e do seu Deus. A presença de Jonas no navio ameaçava vida dos gentios; a presença de Paulo era uma garantia para a vida dos seus companheiros de viagem. Há muita diferença em atravessar uma tempestade dentro e fora da vontade de Deus! A tempestade os impedia de ver o sol e as estrelas, de modo que era impossível determinarem sua posição. A situação parecia perdida e a razão de tudo isso foi porque um homem se recusou a ouvir o mensageiro de Deus. Há momentos na vida em que, espiritualmente falando, passamos por tempos sem “sol nem estrelas” (Atos 27:20) Ou seja, um período de trevas espirituais. No entanto, seja qual for a causa, podemos ter ânimo: o sol da espiritualidade voltará a brilhar.


O paradoxo com Jonas

Sem dúvidas, a história de Jonas - “o profeta fujão” – é uma das mais conhecidas de todo Velho Testamento. Desde a mais tenra idade, aprendemos em classes de EBD, como este mensageiro de Deus, após ser incumbido de pregar a destruição de Nínive, embarcou num navio que ia na direção contrária, fugindo para Tarsis. Porém, no meio do caminho, enquanto Jonas dormia tranquilamente no porão, uma tempestade de proporção épica se abateu sobre a embarcação. Os tripulantes desesperados consideraram a tormenta como um presságio dos deuses e iniciaram uma investigação entre os embarcados para saber quem havia causado tamanho furor em sua divindade. Lançando sorte, chegaram a Jonas, que acuado, assumiu a culpa pelo sofrimento de todos, e os aconselhou a lançarem-no no mar. Ali, um grande peixe o engoliu e depois de três dias, lançou o profeta na praia que tanto quis evitar, onde finalmente ele anunciou a mensagem de juízo. Saiu da cidade, sentou se sobre uma pedra e ficou esperando a destruição. Mas não foi o que aconteceu.  Os moradores da cidade temeram aquelas palavras e o rei ninivita conclamou um jejum de arrependimento, afim de que o poderoso Deus de Israel tivesse misericórdia. Homens, mulheres, crianças e até os animais deixaram de se alimentar, num sacrifício vivo ao Senhor, buscando seu perdão e graça. Em resposta a esta ação voluntária, Deus poupou a cidade.

Muitos associam a fuga de Jonas ao medo, afinal, aquela não era uma cidade famosa por dar um tratamento agradável a visitantes indesejáveis. Nínive foi uma das maiores cidades da Ásia, tornando-se a capital do poderoso império Assírio. Ganhou fama de sanguinária, pois era habitual que seus moradores invadissem e saqueassem outras regiões, matando com requintes de crueldade seus prisioneiros. Alguns métodos de tortura usais na cidade eram o decepamento de membros (mãos, pés, orelha), o vazamento dos olhos, o escalpo (retirado do couro cabeludo) e o depelamento (retirada da pele com a vítima ainda viva). Matavam seus inimigos os serrando ao meio ou jogando sobre eles óleo fervendo. Realizavam sacrifícios humanos a deuses pagãos e viviam imersos em feitiçaria, erigindo pirâmides com a cabeça de suas vítimas para demostrar seu poder. Mas, apesar de tudo isto, Jonas não sentia “medo” de Nínive, mas a “abominava” com todas as forças de sua alma. Quando Deus decidiu poupar a cidade, o profeta finalmente revelou o motivo de sua negativa a ordem divina: - Ah! Senhor! Não foi esta minha palavra, estando ainda na minha terra? Por isso é que me preveni, fugindo para Társis, pois sabia que és Deus compassivo e misericordioso, longânimo e grande em benignidade, e que te arrependes do mal. Peço-te, pois, ó Senhor, tira-me a vida, porque melhor me é morrer do que viver (Jonas 4:2-3).

Jonas se negou embarcar para Nínive não por “temer” a maldade dos homens, mas sim por ter certeza da misericórdia de Deus. Sua aversão pelos ninivitas era tão intensa, que a simples ideia de que haveria uma chance de redenção, foi o suficiente para leva-lo na direção oposta. Ele queria ver a cidade em ruínas e seu povo exterminado, sem que qualquer possibilidade de perdão lhes fosse oferecida. Como consequência desta atitude egoísta, Jonas quase naufragou, e só foi salvo exatamente porque Deus é misericordioso. Em paradoxo, Paulo embarcou num navio que o levaria para um calabouço frio em Roma, enfrentou uma tempestade que levou o barco a pique e passou uma noite inteira no mar, exatamente para levar a mensagem de salvação a uma terra que o condenaria a morte. Mas seu amor a Deus e pelas almas, era maior que seu amor pela própria vida (Filipenses 1:21).


Perderemos o navio, as almas jamais

Uma pessoa cheia do Espírito Santo pode ser a diferença até mesmo em um naufrágio e Paulo foi esse homem. Ele estava ali para encorajar e comunicar a maneira correta de como salvar toda a tripulação daquele navio. A crise não faz a pessoa, a crise mostra do que a pessoa é feita e, normalmente, faz aflorar a verdadeira liderança. Paulo repreendeu o centurião, o piloto e o capitão com brandura por ignorarem a sua advertência. Em breve, descobriram que Deus poupara todos eles somente por causa do Apóstolo. Às vezes, nos colocamos em meio às tempestades pelos mesmos motivos: ficamos impacientes (Atos 27:9); aceitamos conselhos abalizados, porém contrários à vontade de Deus, seguindo a maioria e nos fiando nas condições “ideais” (Atos 27:13). Os tripulantes só seriam salvos por causa da presença do apóstolo Paulo (Atos 27:22-24). O teólogo inglês Joseph Parker disse que Paulo começou como prisioneiro, mas terminou como capitão. O apóstolo “assumiu o controle” da situação quando ficou evidente que ninguém mais sabia o que fazer. Paulo encorajou a tripulação e os passageiros, ajudando-os de maneira sábia. Paulo compartilhou com eles a revelação divina (Atos 27:22-26); e coordenou o evento de maneira correta e calma (Atos 27:27-31).

Enquanto todos estavam vendo a morte, Paulo estava vendo anjos. Como a fé nos acalma! Podemos dormir profundo no meio do rugido da tempestade e sonhar com os anjos quando nosso coração está apoiado em Deus (Atos 27:24). Seus mensageiros podem abrir caminhos por céus fechados e através de tempestades violentas para socorrer aqueles que necessitam de seu auxílio (Atos 18:9, 10; 23:11). O navio e a carga se perderiam, mas os passageiros seriam poupados porque Paulo tinha uma missão (Atos 27:23). Não se esqueça de lembrar aos alunos os seguintes versículos, pois são uma bela confissão da demonstração de confiança em Deus e de sua poderosa mão agindo. “Porque esta mesma noite o anjo de Deus, de quem eu sou, e a quem sirvo, esteve comigo, dizendo: Paulo, não temas; importa que sejas apresentado a César, e eis que Deus te deu todos quantos navegam contigo” (Atos 27:23-24).

Como é gratificante estar na posição que Deus quer (Ezequiel 22:30). Paulo, andando segundo o querer de Deus, em comunhão com Ele, tornou-se benção para todos quantos atravessavam o perigo com ele. O navio, finalmente, encalhou na praia de Malta, perto da Itália, onde começou a ser despedaçado pelas ondas. Os soldados queriam matar os prisioneiros para evitar que fugissem, pois era costume romano. A mão de Deus, porém, estava com o seu mensageiro. Júlio foi impulsionado a poupar a vida de todos. Nenhum poder, nos céus ou na terra, acabaria com Paulo enquanto Deus tivesse um plano especial para sua vida. Ele pregaria o Evangelho em Roma (Atos  23:11; 27:24, 25). Conforme Paulo anunciou, todos escaparam ilesos. Havia uma grande preocupação dos soldados para com os prisioneiros, pois, se um prisioneiro escapasse, o soldado seria responsabilizado e passível de execução. Mais uma vez, a presença de Paulo que salvou a vida deles. Como o Senhor havia prometido, todos chegaram à praia em segurança e ninguém se perdeu.   


Vencendo as tempestades

Existem situações que o Senhor nos coloca para fazer aflorar em nossas vidas algumas qualidades e ações que, seguindo uma vida de fé simples, jamais alcançaríamos. O mais importante nessas horas é em quem confiamos; esse é o alicerce para que em meio à tempestade vejamos a luz da vida em vez da sombra da morte. Podemos perder a visão durante a tempestade (Atos 27:20). Mas nem mesmo as piores tempestades podem esconder a face de Deus ou frustrar Seus planos. Há momentos na vida em que não existe sol para nos aquecer, nem estrelas para nos guiar. Ou seja, um período de trevas espirituais. As causas podem ser variadas como: esgotamento físico, a não utilização dos meios da graça, opressão por espíritos malignos ou provação da fé. Mas, seja qual for a causa, não podemos perder o ânimo e, mesmo não sentindo o calor espiritual, obedecer a Deus é de vital importância para a sobrevivência (Atos 27:22-24). Um mensageiro visitou o apóstolo Paulo durante a noite, revelando que o navio e a carga se perderiam, mas os passageiros seriam poupados. Mais uma vez, o Senhor deu-lhe uma palavra especial de ânimo no momento certo (Atos 18:9-10; 23:11).

As adversidades podem ser a porta das grandes oportunidades. O Senhor disse que Paulo iria testemunhar em Roma, mas não lhe disse como chegaria lá. As adversidades fazem parte de vida humana. Mas, uma coisa é estar nela porque escolhemos o caminho errado e outra porque o Senhor nos comissionou. Deus pode consentir que fiquemos em situações vergonhosas e difíceis como fez com Paulo e tantos outros ao longo da Bíblia. Todavia, nesses casos, a finalidade é nos transformar em bênçãos para pessoas que, de outra forma, nunca teríamos conhecido. Podemos até lastimar o fato de vivermos determinadas situações, mas se estivermos na visão, o problema será a porta de uma grande oportunidade (Salmo 119:157 / I Coríntios 16:9). Embora Paulo soubesse que enfrentaria dificuldades, ele não sabia que forma assumiriam. No entanto, ele não deveria permitir que sua alegria no ministério fosse sufocada por ansiedades causadas por coisas que estavam além de seu controle (Mateus 6:27-34). Paulo sabia que a vontade de Jeová era que ele aproveitasse toda oportunidade para pregar as boas novas do Reino de Deus às pessoas, mesmo às autoridades seculares (Atos 9:15). O Apóstolo Paulo estava decidido a viver à altura de sua comissão, independentemente do que acontecesse. Essa também deve ser a nossa determinação.

A nossa identidade não pode ser nada além de Cristo (I Coríntios 11:1). Ela deve ser ancorada no que Ele fez por nós, não no que fazemos para Ele. Isso significa que temos de fazer segundo a Sua voz nos orienta, não segundo aquilo que os “especialistas do barco” nos dizem, É comum encontrar no navio um aconselhamento especializado, mas devemos enfocar o destino traçado por Deus (At 27.11). O nosso navio é apenas uma ferramenta para chegarmos lá e o Senhor pode fazer com o navio o que Ele quiser. Paulo se manteve calmo durante todo o tempo porque nunca tirou os olhos do seu chamado. Havia 276 almas a bordo e Deus lhe revelou que cada uma delas seria poupada. O navio de alguém afundaria, mas o plano divino jamais (Atos 27:44). “E, temendo ir dar em alguns rochedos, lançaram da popa quatro âncoras, desejando que viesse o dia” (Atos 27:29). As tempestades da vida nos submetem a tremendas sobrecargas. Em tais ocasiões, precisamos de realidades espirituais sólidas, como âncoras para a alma. Confiar em Deus, por exemplo, é uma âncora que nos traz firmeza em meio às tempestades (Hebreus 11:1 / Salmos 37:5). Quando precisarmos de firmeza em meio às tempestades, devemos lançar as âncoras da oração, coragem, comunhão e confiança para sustentar nossa vida e nos salvar do naufrágio. Não importa quão grande sejam as grandes realidades eternas segurarão nossa alma. As tempestades da vida servem para revelar o caráter do cristão. Há ocasiões em que todo o ambiente pode ser mudado se tão somente crermos em Deus. Independentemente de qual seja o destino final, a fé nos permite ver as tempestades como oportunidades e não como provações.


Atravessando mares

Grandes ajuntamentos de água sempre fascinaram a humanidade, seja pela impetuosidade dos rios ou pela grandiosidade dos mares. Este fascínio vem seguido por um grande temor, afinal, diante das “muitas águas” temos plena consciência de nossa pequinês. As águas têm simbologias distintas dependendo de cada contexto, e por vezes, representam o desconhecido, a incerteza e o ameaçador. Deus nunca prometeu que iria nos livrar das águas, mas sim que as atravessaria conosco, impedindo que sucumbíssemos a elas (Isaías 43:2). Isto quer dizer que enfrentar mares, lagos e rios será sim uma constante na vida cristã, mas que o Senhor garante nossa travessia para o outro lado, independentemente do meio utilizado. Moisés conduziu uma nação a pés enxutos por uma estrada aberta em meio ao Mar Vermelho. Josué, Elias e Elizeu, em épocas distintas e com métodos diferentes abriram o poderoso Rio Jordão. Jesus caminhou sobre as águas. Pedro chegou a praia nadando. Paulo e seus amigos, agarrados a destroços do próprio navio, depois de enfrentar uma terrível tempestade. O mar, por sinal, foi um elemento protagonista na vida de Paulo. Por ele, o apóstolo “deslizou” de cidade em cidade, pregando o evangelho a todo tipo de pessoas, independentemente de sua origem e cultura. O mar que lhe servia de porta para as nações, também foi responsável por muitos momentos de agruras, já que Paulo passou pela experiência de naufragar nada mais que três vezes. O mais impressionante, é que sua coragem jamais foi atingida e seu ímpeto nunca diminuiu.

No final de sua terceira viagem missionária, enquanto retornava para casa, Paulo visitou seu amigo Felipe e ali recebeu do profeta Ágabo um alerta dizendo que se voltasse a Jerusalém seria preso. Ansioso por concluir sua tarefa missionária, o apóstolo dos gentios continuou sua jornada, alegando que estava pronto para morrer por Cristo. Como predito, Paulo viveria naquela cidade o mais desafiador momento de seu ministério, enfrentando uma série de acusações que culminaram em seu linchamento público, onde só não morreu em decorrência da intervenção da guarda romana. Foi levado aos líderes da religião judaica para responder pelas acusações que pesavam contra ele, onde se mostrou brilhante na própria defesa. Percebendo a fragilidade do sinédrio, fez valer sua cidadania romana e apelou para ser julgado em Roma. Com isto, além de um julgamento neutro, ainda teria a oportunidade de evangelizar a capital do império, onde ainda não havia estado como cristão.

A burocracia fez com que Paulo ficasse em Cesária por alguns meses, sob escolta de soldados romanos, tendo audiências e sendo sabatinado por todo tipo de autoridade, entre eles, Claudio Lísias , Félix e Festo, sem nunca renunciar sua fé ou mudar uma vírgula de sua mensagem. Depois de muitas indas e vindas, noites na prisão e incessantes interrogatórios, finalmente Paulo é absolvido pelo rei Herodes Agripa II, mas ao invés de desfrutar da liberdade concedida, opta por seguir prisioneiro, embarcando numa viagem cheia de contratempos pelo Mar Mediterrâneo. Na décima quarta noite, o navio naufragou. Mas a grande lição que tiramos dos naufrágios de Paulo, é que independentemente das condições do mar, ou do meio utilizado, ele tinha plena certeza que Deus o levaria em segurança até o outro lado, afinal, tudo lhe era possível, naquele que o fortalecia (Filipenses 4:13).



Participe da EBD deste domingo, 20/09/2015, e descubra você também o maravilhoso poder de Jesus Cristo e o segredo do sucesso apostólico.

Material Didático:
Revista Jovens e Adultos nº 96 - Editora Betel
Comentarista: Pr. Abner de Cássio Ferreira
Sinais, Milagres e Livramentos do Novo Testamento 
Lição 12

Comentários Adicionais (em verde):
Pb. Miquéias Daniel Gomes