quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Artigo - Doença de Alzheimer



Élita Pavan
Estudante de Fisioterapia

Atualmente estima-se haver cerca de 35,5 milhões de pessoas com demência no mundo. Este número praticamente irá dobrar a cada 20 anos, chegando a 65,7 milhões em 2030 e a 115,4 milhões em 2050 segundo dados fornecidos pelo Relatório de 2012 da Organização Mundial da Saúde (OMS) realizado juntamente com a associação Internacional de Doença de Alzheimer (ADI).

A Doença de Alzheimer corresponde, atualmente, à forma mais comum de demência, sendo a grande causa de comprometimento cognitivo e comportamental no envelhecimento. A causa da doença é desconhecida.

A doença de Alzheimer costuma evoluir de forma lenta e inexorável. A partir do diagnóstico, a sobrevida média oscila entre 8 e 10 anos. O quadro clínico costuma ser dividido em quatro estágios:

* Estágio 1 (forma inicial): Na fase leve, podem ocorrer alterações como perda de memória recente, dificuldade para encontrar palavras, desorientação no tempo e no espaço, dificuldade para tomar decisões, perda de iniciativa e de motivação, sinais de depressão, agressividade, diminuição do interesse por atividades e passatempos.

* Estágio 2 (forma moderada): Na fase moderada, são comuns dificuldades mais evidentes com atividades do dia a dia, com prejuízo de memória, com esquecimento de fatos mais importantes, nomes de pessoas próximas, incapacidade de viver sozinho, incapacidade de cozinhar e de cuidar da casa, de fazer compras, dependência importante de outras pessoas, necessidade de ajuda com a higiene pessoal e autocuidados, maior dificuldade para falar e se expressar com clareza, alterações de comportamento (agressividade, irritabilidade, inquietação), ideias sem sentido (desconfiança, ciúmes) e alucinações (ver pessoas, ouvir vozes de pessoas que não estão presentes).

* Estágio 3 (forma grave): Na fase grave, observa-se prejuízo gravíssimo da memória, com incapacidade de registro de dados e muita dificuldade na recuperação de informações antigas como reconhecimento de parentes, amigos, locais conhecidos, dificuldade para alimentar-se associada a prejuízos na deglutição, dificuldade de entender o que se passa a sua volta, dificuldade de orientar-se dentro de casa. Pode haver incontinência urinária e fecal e intensificação de comportamento inadequado. Há tendência de prejuízo motor, que interfere na capacidade de locomoção, sendo necessário auxílio para caminhar. Posteriormente, o paciente pode necessitar de cadeira de rodas ou ficar acamado

* Estágio 4 (terminal): Restrição ao leito. Mutismo. Dor à deglutição. Infecções intercorrentes.

Tratamento

Até o momento, não existe cura para a Doença de Alzheimer. Os avanços da medicina têm permitido que os pacientes tenham uma sobrevida maior e uma qualidade de vida melhor, mesmo na fase grave da doença.

As pesquisas têm progredido na compreensão dos mecanismos que causam a doença e no desenvolvimento das drogas para o tratamento. Os objetivos dos tratamentos são aliviar os sintomas existentes, estabilizando-os ou, ao menos, permitindo que boa parte dos pacientes tenha uma progressão mais lenta da doença, conseguindo manter-se independentes nas atividades da vida diária por mais tempo. Os tratamentos indicados podem ser divididos em farmacológico e não farmacológico.




Filme - A Filha do Pastor

“A Filha do Pastor” (Preacher´s Kid) é um filme sobre família, fé e música.  Angie King, uma garota vinda de uma cidade pequena, deixa os dois primeiros para trás depois que decide correr atrás de um sonho. O sonho de ser uma cantora de muito sucesso. Cansada de ser a filha do pastor,  e buscando mais experiência de vida, Angie King sai de casa pela primeira vez e junta-se a turnê de um grupo de gospel. Nessa fábula moderna do Filho Pródigo, ela logo descobrirá que a vida na estrada pode ser mais difícil, mas nada é tão amedrontador quando voltar para casa sem nada à mostrar ou pior, voltar a ter um pai que não a ama mais...

LeToya Luckett, que esteve na formação original de Destiny’s Child, faz do seu debute expondo seu talento neste inspirador conto recheado de música. Luckett interpreta Angie, filha de um austero, mas adorável bispo. Sua atração pelo astro de um show gospel itinerante (Tank) a coloca na estrada também… E rumo ao romance, à desilusão e à realização de que a felicidade que ela tanto persegue pode estar lá atrás, no lar que ela deixou. Será que seu severo pai aceitará o retorno da filha pródiga? Se junte a ela nesta poderosa jornada épica.



terça-feira, 24 de novembro de 2015

Tarde da Benção - Encerramento da 6ª Temporada



Esta terça feira, 24/11/2015, marcou o encerramento da sexta temporada da “TARDE DA BENÇÃO”, evento que a seis anos tem sido um horário de culto alternativo com resultados de grande impacto espiritual.

Para fechar este ano com chave de ouro, recebemos uma caravana do C.R.O (Casa de Recuperação Orebe), que nos contagiaram com muita alegria e espontaneidade. O preletor desta tarde abençoada foi o Ev. Lucas Gomes, que após realizar uma leitura da belíssimo Salmo 20, ministrou sobre o poder operante de Deus em nossas vidas, que quando encontra nossa disponibilidade, tem a capacidade de revolucionar o mundo. Fomos lembrados que 2015 ainda não acabou, e que os dias vindouros ainda trarão grandes surpresas e realizações.

Agradecemos a todos os irmãos que durante o ano corrente se doaram de corpo e alma a esta santa causa.  Nossos parabéns a diretoria da Tarde da Benção composta pela Pr. Marcia Gomes, Missª Elza Lino, Dca. Cleuza Vieira e Dca. Edneia Marques, pelo empenho exemplar e esforços sobre-humanos nos momentos adversos, que só nos fez aprender admira-las ainda mais. Aos colaboradores que fizeram possível o café da tarde sempre apetitoso e a todos os participantes, que fizeram cada detalhe valer a pena.

Até 2016!


Biografia - Betty Ann Olsen




Betty Ann Olsen nasceu em 22 de outubro de 1934, em Bouaké, Côte d' Ivoire, onde seus pais, Walter e Elizabeth Olsen, serviam à Aliança Cristã e Missionária. Aos oito anos de idade, Betty foi matriculada numa escola à 800 milhas de distância e, em seguida, cursou o ensino médio na Academia Hampden - Dubois. Foi enquanto estudava lá que Betty dedicou sua vida ao serviço missionário.

Betty recebeu formação em enfermagem e em seguida formou-se no Colégio Missionário Nyack, em 1962, com especialização em missões. Durante o seu último semestre na escola, no entanto, Betty esteve fora da comunhão com o Senhor e começou a duvidar de seu chamado. Tentou pedir ajuda, mas a maioria de seus conselheiros deixaram-a confusa e frustrada. Em seu depoimento, ela escreveu: "Lembro-me de dizer ao Senhor neste momento que, se isso é tudo que existe para a vida cristã, então eu não quero isso."

Após a formatura, Betty permaneceu com seus pais em Seattle até que eles voltaram para o campo missionário. Por nenhuma razão especial, ela dirigiu-se para Chicago e decidiu ficar lá. Seus pais tinham-lhe dado o nome de várias pessoas da Aliança e, finalmente, encontrou Wendell Price. Através dos Prices ela conheceu Bill Gothard , um conselheiro de juventude, a quem ela foi para pedir ajuda. Depois de várias sessões de aconselhamento, Betty finalmente entregou o seu problema ao Senhor. Ela disse: "Levou um longo tempo até que eu aprendi minha lição e entreguei a Deus o problema que estava absorvendo toda a minha vida... Eu tinha que realmente querer a vontade do Senhor e buscá-Lo com todo o meu coração, pois Ele iria me ajudar."

Durante uma conferência missionária da Igreja, Deus reacendeu o desejo de Betty para se tornar uma missionária e dedicar sua vida à vontade do Senhor. Ela imediatamente foi à Aliança com o desejo de se tornar uma enfermeira missionária. Ela foi designada ao Vietnã para trabalhar em um leprosário. Ela escreveu em seu depoimento: "A maioria das pessoas a quem eu disse sobre ir para o Vietnã estão muito preocupados, e eu aprecio isso , no entanto, não estou preocupada, e estou em paz. Eu sei que nunca poderei voltar, mas eu sei que estou no centro da vontade do Senhor e o Vietnã é o lugar para mim."

Em 13 de dezembro de 1964, Betty chegou no Vietnã e começou a servir no leprosário. Ela disse a um entrevistador em 1965 que ela planejava passar sua vida no Vietnã, dizendo que o país lembrou à África, onde ela nasceu e que ela estava feliz em ser uma mulher solteira em uma zona de guerra.

O leprosário de Banmethout foi uma tarefa perigosa, uma vez que três missionárias na região haviam sido raptadas anteriormente. Não havia nenhuma dúvida na mente de Betty, que ela ia ficar lá e ministrar enquanto podia. Em janeiro de 1968, os vietcongs atacaram pela segunda vez. Durante três dias houveram ataques e seis missionários foram mortos. Em 28 de janeiro de 1968, os vietcongs invadiram o complexo. Betty Olsen e Henry ( Hank ) Blood , um tradutor, foram capturados ao tentar salvar um colega ferido.

Betty nunca mais foi vista de novo. O resto de sua história e dos funcionários da Aliança foi relatada pelo seu companheiro de prisão, Michael (Mike) D. Benge, que tinha sido voluntário no Vietnã como trabalhador de apoio à agricultura, após a sua libertação no final da guerra. Após ser capturada, Betty foi acorrentada a Hank e Mike, e os três foram obrigados a marchar 12 a 14 horas por dia através das selvas montanhosas até chegar nas prisões, onde foram colocados em gaiolas e tendo apenas a raiz de mandioca como alimento. Dos três presos , apenas Mike sobreviveu. Mais tarde, ele descreveu os sofrimentos excruciantes do seu cativeiro.

Todos os três tiveram dengue e surtos de disenteria. Eles sofreram constantemente de infecções agravadas por feridas na pele e pela exposição durante as tempestades. Depois de vários meses os cabelos ficaram cinzas e seus dentes estavam caindo devido à desnutrição grave. Mike disse que Betty era a pessoa mais altruísta que já havia conhecido. Ela dava a maioria de suas rações para os outros prisioneiros. Mike disse que Betty salvou sua vida quando ele teve meningite, persuadindo-o à comer. Ele a descreveu como "um tipo de Katherine Hepburn , somente com mais garra. "

Durante esse período Mike ficou doente e Betty cuidou dele. Várias vezes ela lhe deu alguns de seus alimentos, fingindo que ela não podia comer tudo. Mike lembra que foi a sua força espiritual que o tocou profundamente. Ela orava duas vezes ao dia por mim", lembrou. No entanto, as marchas obrigatórias de 14 horas por dia através das selvas infestadas com as sanguessugas, além das úlceras que ela sofreu, combinado com nenhum tratamento médico, fez com que a saúde de Betty piorasse.

Na longa viagem de acampamento a acampamento, Betty tornava-se mais fraca a cada dia, sendo que os vietcongs começaram a chutá-la e arrastá-la para mantê-la em movimento. Certa vez, ao tentar defendê-la, Mike foi espancado com coronhadas.

Finalmente, em 01 fevereiro de 1969, Betty Olsen morreu de doença e de abuso de seus captores. Mike Benge concluiu: "Ela nunca mostrou qualquer rancor ou ressentimento. Amou até os que maltrataram ela."

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

O que é Domínio Próprio?


Domínio Próprio (do grego EGKRATEIA), nada mais é que a plenitude do autocontrole. Embora pareça fácil, alcançar plenamente este domínio é extremamente complexo, e se faz necessária à intervenção auxiliadora do Espírito Santo.

Somos constituídos de corpo, alma e espírito. Deus deseja operar nestas três esferas de nossa vida (pensamentos, vontades e ações), mas para que isso aconteça, precisamos entregar esse “pacote” a ele. Para podermos doa-lo ao Senhor, primeiro precisamos ter controle sobre ele e para tal se faz necessário um amortizamento da carne, um refinamento de alma e uma constante renovação espiritual. Se tudo isto acontecer, então o homem consegue perseverar em oração, jejuar, meditar na Bíblia e assim encontrar os meios (e a força necessária) para manter seus impulsos e instintos em stand by.

O Domínio Próprio não elimina suas fraquezas e defeitos, mas os trancam em uma caixa espiritual, de onde não podem mais agir, embora continuem vivos e ativos lá dentro. Outro termo usado para definir esse autocontrole é TEMPERANÇA. Desenvolver esta virtude significa equilibrar seus sentimentos; colocar limites aos próprios desejos; controlar a atração por prazeres; assegurar o domínio da vontade espiritual sobre os instintos carnais e corrigir desvios temperamentais.

Relevantes estudos da psicologia cristã revelam quatro tipos básicos de temperamentos individuais, sendo que todos possuem seus deméritos, sendo eles: melancólico, fleumático, colérico e sanguíneo.

Um indivíduo que produza frutos espirituais não eliminará de seu temperamento os aspectos negativos inerentes à ele; mas poderá equilibra-lo com as demais virtudes presentes no fruto. Por exemplo: Um cristão que tenha o temperamento melancólico terá tendências para a autodepreciarão, tristeza constante e inclinação a um quadro depressivo, mas compensa estas fraquezas com outras virtudes do fruto espiritual, tais como amor, alegria e paz.

O fleumático tende a ser calculista, materialista e sistemático, mas equilibra suas ações através do amor, da longanimidade, da benignidade e da bondade. O colérico, inclinado ao preconceito, ao rancor e a ansiedade, equilibra seu caráter mediante o amor, a fidelidade e a mansidão. Já o sanguíneo, impulsivo e intolerante, corrige seus desvios de personalidade ao exercer amor, benignidade, longanimidade e mansidão.

domingo, 22 de novembro de 2015

Culto de Mulheres com Dc. Hugo Galdino



Habacuque estava preocupado com as calamidades que estavam assombrando Judá, e buscou as respostas para suas indagações em Deus. O Senhor prontamente atendeu ao seu profeta, mas as palavras que ouviu foram tão terríveis, que sua voz embargou, seus lábios tremeram, seu ventre estremeceu e seus ossos se apodreceram dentro dele com a perspectiva de tanta dor. A nação seria duramente castigada por suas transgressões, e os próximos anos seriam dolorosos e angustiantes. Aquilo que já estava ruim iria piorar muito. Mas, o desespero inicial de Habacuque logo dá vazão a obediência. O profeta não ousa se opor aos desígnios de Deus, e aceita piamente sua divina vontade. Ao invés de questionar, ele começa a adorar ao seu Criador:

Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é a minha força, e fará os meus pés como os das cervas, e me fará andar sobre as minhas alturas (Habacuque 3:17-19).

A fé do profeta não foi abalada pela crise. Habacuque clamava por paz, mas recebeu a guerra como resposta. Ele almejava por força, mas vislumbrou a fraqueza. Pela lógica humana, teria todos os motivos do mundo para apostatar de sua fé, pois seu Deus tinha dito não as suas petições, e anunciado que entregaria seu próprio povo ao caos e a tragédia. Mas Habacuque não se guiava por vista e nem se orientava pelo pensamento humano. Ele entendeu que o Senhor tinha um futuro glorioso preparado para Judá, e que a provação era parte de preparo para vivenciar um amanhã de glorias inenarráveis. Então, ele adora ao seu Deus, e testifica que ainda que tudo lhe falte, a presença de Deus é sua razão para viver e louvar.

E foi baseado nesta belíssima oração realizada pelo profeta Habacuque, que o Dc. Hugo Galdino (Mogi Mirim), abrilhantou culto especial de mulheres realizado pelo Círculo de Oração Lírio dos Vales, neste domingo, 22/11/2015. O segredo dos vitoriosos é a confiança em Deus. Ao longo da história, o povo de Deus enfrentou todo tipo de crise e tribulação. Reinos se levantaram e caíram, poderosos ascenderam e foram derrotados, guerras devastaram nações e famílias foram dizimadas. Perseguições implacáveis levaram milhares de irmãos para as arenas romanas, as fogueiras inquisitórias e as laminas da intransigência. Houve muita fome e frio. Renuncias e sacrifícios ainda são constantes, e mesmo assim, a igreja continua avançando e progredindo sobre a terra, porque tem depositado sua confiança em Deus.

Ainda que tudo nos falte...Ainda que a morte nos abrace... Todavia continuaremos esperando no Deus da nossa salvação, pois é ele quem nos fará andar nas alturas, nos conduzindo gloriosamente aos céus!




sábado, 21 de novembro de 2015

REDE JOVEM - Uma questão de decisão!



Na noite deste sábado, 21/11/2015, a REDE JOVEM Nova Dimensão se reuniu para celebrar mais um mês de vitórias, e agradecer ao Senhor pelo ano de 2015, que marcou o início de um novo ciclo na história de nossa juventude, num maravilhoso mover de Deus, que removeu o desnecessário e lapidou o remanescente, e em todo tempo, nos sustentou com sua poderosa destra. 

Para marcar esta data tão significativa, os líderes da REDE escolheram como tema deste evento o conselho dado pelo sábio rei Salomão no momento mais difícil de sua vida: Lembre-se do seu Criador nos dias da sua juventude, antes que venham os dias difíceis e antes que se aproximem os anos em que você dirá: "Não tenho satisfação neles" (Eclesiastes 12:1). O velho rei estava exaurido de dias, decepcionado com as vaidades na qual muito tempo viveu. Seus erros e pecados minaram sua fé e corroeram a comunhão que tinha com seu Deus. Agora, cansado e vivendo os últimos dias na terra, ele decide reavaliar seus próprios escrito e confrontar seu passado. 

O resultado desta análise é encontrado no livro de Eclesiastes, onde o pregador conclui que as riquezas e poder são efêmeros, que a beleza da vida é ilusória e que a velhice nos revela que tudo pelo que lutamos não passou de vaidade. Mas, a mais valiosa conclusão desta viagem introspectiva está registrada em Eclesiastes 12:13 – “Tema a Deus e guarde os seus mandamentos, pois isso é o essencial para o homem”.

Não precisamos esperar que os anos enfadonhos nos ensinem esta lição. O dia de aprende-la é hoje e a hora de pratica-la é o “já”. Deus está nos dando esta oportunidade de conhece-lo e vivencia-lo no agora, para não padecer no amanhã. E foi buscando esta conscientização que toda a juventude presente nesta reunião abençoada pode louvar ao Senhor, trazendo a memória os seus grandes feitos e se agarrando de corpo e alma em suas promessas fiéis e verdadeiras.

Para esta belíssima celebração, a REDE JOVEM contou com a participação especial do Coral Nova Dimensão, do Ministério de Louvor Diante da Graça, do cantor Junior (Estiva Gerbi) e do Grupo de Jovens Ágape (IEAD Chaparral – Mogi Guaçu).

A mensagem da noite foi ministrada pela irmã Dayane Silva (Mogi Guaçu SP), uma jovem de apenas 19 anos, que com muita autoridade explanou sobre a transformação causada na vida do homem quando ele encontra verdadeiramente Jesus. 

Lucas 19 conta a história de um publicano que ao saber que o Cristo passaria por sua cidade, subiu em uma figueira para vê-lo. Porém, foi surpreendido por Jesus, que parando embaixo da árvore, o convidou para descer, e ainda pediu para dormir em sua casa. Zaqueu não pensou duas vezes, e apressadamente foi ao encontro de Jesus, o abraçando com amor e o recebendo no seu lar. O mundo de Zaqueu se encheu de luz e sua vida foi transformada, pois aceitou com todo o seu ser a salvação que lhe foi oferecida. Tudo é uma questão de decisão. É preciso crer, aceitar e viver! 




Tarde da Sobremesa


A Igreja Evangélica Assembleia de Deus Madureira em Estiva Gerbi-SP, realizou neste sábado, 21/11/2015, nossa segunda TARDE DA SOBREMESA, com o intuito de arrecadar fundos que serão investidos em melhorias na Casa de Deus. Uma diversidade de pães, bolos e doces foram disponibilizados a toda comunidade, com preços acessíveis e qualidade comprovada. Segundo a organização, os resultados das vendas foram satisfatórios, e diversas sobremesas serão novamente expostas após o culto deste sábado.
A Pra. Marcia Gomes, uma das idealizadoras do evento fez questão de agradecer as diversas doações recebidas, com pratos elaborados, belíssimos e deliciosos. Nossa pastora agradeceu também aos muitos irmãos da igreja quem abraçaram esta ideia e se dedicaram na preparação das sobremesas, em especial as colaboradoras Carmem Silvia e Ruth Daniele que foram as responsáveis pela preparação dos assados.

Que Deus abençoe a todos que participaram e contribuíram para mais esta empreitada. Deus seja louvado pela vida de cada um!



sexta-feira, 20 de novembro de 2015

A generosidade da hospitalidade


Estar em Cristo e ser fiel, não imuniza ninguém de enfrentar os dias maus, as crises financeiras e o tempo de escassez. Dizer que o crente não pode passar por necessidades é contrariar a própria Bíblia (Salmo 34:19).  Nas horas difíceis, porém, Deus sempre abrirá uma porta de escape e providenciará um socorro, e esta provisão chegará através de mãos humanas.

Por isso Deus capacita pessoas para desenvolverem trabalhos sociais dentro da sociedade eclesiástica, a fim de socorrer o necessitado e alimentar ao faminto.  Alguma vez você já recebeu a ligação de alguém da igreja pedindo sua ajuda para montar uma cesta básica que irá levar alimento a mesa de uma família carente? Possivelmente do outro lado da linha havia alguém que até mesmo sem saber, estava fazendo valer um dos mais belos dons concedidos a igreja: O Dom de Socorro. Neste caso, alguém é levantado para liderar essa “esquadra de salvação”, porem cabe a todo o cristão, a obrigação de contribuir e ajudar, repartindo o que temos com os irmãos necessitados (Atos 2:42-47).

Outra atividade de grande importância que é dever de todo cristão é a hospitalidade. Ser hospitaleiro significa acolher em casa por caridade ou cortesia pessoas, sejam conhecidas ou não. Dificilmente alguém abre as portas de sua casa para dar guarida a um completo desconhecido, e isto nada tem a ver com ser bom ou não, mas sim com o fato de cuidar e proteger da própria família. Por isso ao longo da história, Deus tem levantado pessoas que se dedicam a receber e cuidar dos cansados da viagem (ou da vida), dando lhes guarida, proteção, alimento, cama e acima de tudo dignidade. Alguns abrem suas próprias casas, outros dedicam sua vida em albergues, centros de reabilitação, ONG`s e cozinhas comunitárias, fazendo o bem sem olhar a quem.

Pessoas assim, receberem uma graça especial de Deus, uma capacitação sobrenatural para ver além das aparências e ajudar a quem os outros desprezam, e isto, meus irmãos, é um DOM de Deus.  O escritor da carta enviado aos judeus espalhados pelo mundo deixou um conselho tão revelador, que trouxe uma verdade surpreendente sobre a importância de se exercer a hospitalidade: “Conserve-se entre vós a caridade fraterna. Não vos esqueçais da hospitalidade, pela qual alguns, sem o saberem, hospedaram anjos. Lembrai-vos dos encarcerados, como se vós mesmos estivésseis presos com eles. E dos maltratados, como se habitásseis no mesmo corpo com eles” (Hebreus 13:1-3).



quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Artigo - Tendinite

 

Elita Pavan
Estudante de Fisioterapia

 
A tendinite é a inflamação do tendão, uma estrutura fibrosa, como uma corda, que une o músculo ao osso. A inflamação se caracteriza pela presença de dor e inchaço do tendão e pode acontecer em qualquer parte do corpo, mas é mais comum no ombro, cotovelo, punho, joelho e tornozelo.

Seus principais fatores são movimentos repetitivos, excesso de forças, sobrecargas, variações anatômicas do tendão e posições viciosas. Seu tratamento é feito com antiflamatórios, retirada dos exercícios físicos no local afetado e diminuição as atividades repetitivas. Se não tratada pode evoluir para a própria ruptura do tendão.
 
 
 

EBD - Lições de uma vida pródiga



Texto Áureo
Isaías 60:1
Levanta-te, resplandece, porque já vem a tua luz, e a glória do SENHOR vai nascendo sobre ti.

Verdade Aplicada
Não é difícil perceber a fraqueza daqueles que nos rodeiam; difícil é não ter a capacidade de enxergar a fraqueza que existe em nós mesmos.

Textos de Referência
Lucas 15:26-30

E, chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo.
E ele lhe disse: Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo.
Mas ele se indignou e não queria entrar. E, saindo o pai, instava com ele.
Mas, respondendo ele, disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos.
Vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado.


As parábolas de Jesus

Durante todo o seu ministério, Jesus utilizou dezenas de parábolas para ilustrar alguns de seus mais memoráveis sermões. Podemos definir a parábola como uma história terrena com significado espiritual, sendo uma ferramenta pedagógica muito utilizada pelos mestres judaicos. Usando elementos culturais, personagens fortes muito bem contextualizados e cenários comuns aos ouvintes, as parábolas eram de fácil memorização e possuíam grande praticidade educacional. Como grande parte da sociedade de seu tempo não estava preparada para assimilar o Reino dos Céus, Jesus se fez valer de diversas histórias repletas de analogias gráficas que traziam em seu bojo verdades espirituais de valor inestimáveis. Quando Jesus contou a famosa parábola da semente e dos tipos de solos (Mateus 13:3-8), nem mesmo os seus discípulos conseguiram assimilar o ensinamento intrínseco, sendo necessária uma explicação particular. Aqueles homens, então, decidiram questionar o seu mestre sobre o método de ensinamento escolhido, falando por metáforas ao invés de palavras literais. Então, Jesus revelou a seus discípulos que somente para eles seria dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos Céus, mas não aos escribas e fariseus, pois se tratando de coisas espirituais, a quem já tivesse seria dado, e este teria em grande quantidade, mas quem não nada possuia, até o que tivesse lhe será tirado:  Por essa razão eu lhes falo por parábolas: ‘Porque vendo, eles não vêem e, ouvindo, não ouvem nem entendem’. Neles se cumpre a profecia de Isaías: ‘Ainda que estejam sempre ouvindo, vocês nunca entenderão; ainda que estejam sempre vendo, jamais perceberão. Pois o coração deste povo se tornou insensível; de má vontade ouviram com os seus ouvidos, e fecharam os seus olhos. Se assim não fosse, poderiam ver com os olhos, ouvir com os ouvidos, entender com o coração e converter-se, e eu os curaria’. Mas, felizes são os olhos de vocês, porque vêem; e os ouvidos de vocês, porque ouvem” (Mateus 13:10-17).

Jesus, deste ponto em diante no seu ministério, sempre ensinava o sentido das parábolas apenas aos seus discípulos. Entretanto, aqueles que continuamente rejeitavam a sua mensagem foram deixados em sua cegueira espiritual se perguntando a respeito do que Jesus queria dizer. Ele fez uma distinção clara entre aqueles que tinham sido dados "ouvidos para ouvir" e aqueles que persistiam em descrença – sempre ouvindo, mas nunca realmente entendendo e "sempre aprendendo, mas não conseguindo nunca de chegar ao conhecimento da verdade" (II Timóteo 3:7). Em suma, Jesus falava em parábolas para que apenas aqueles que almejassem enxergar riquezas espirituais pudessem ser impactados e transformados pelo poder da mensagem. Os discípulos desenvolveram este discernimento espiritual pelo qual as coisas do Espírito ficavam-lhes claras. Porque aceitavam a verdade de Jesus, eles receberam mais da verdade. Ouvidos incautos entendiam aquelas histórias contadas por Cristo apenas como fábulas com boa retorica do locutor, porém, quem se proponha a enxergar nas entrelinhas, encontrava um profundo oceano de maravilhosas revelações celestiais. Através das parábolas, Jesus filtrava seus ouvintes, descartando gente perniciosa e reduzindo sua audiência a um público mais qualificado, desejoso para ouvir a voz de Deus. Para aqueles com uma verdadeira fome de Deus, a parábola é um veículo tanto eficaz quanto memorável para a transmissão das verdades divinas.

Uma das mais conhecidas parábolas de Jesus é sobre um pai e seus dois filhos. Eles formavam uma família feliz que vivia em plena harmonia, até que o mais novo deles decide abandonar o lar para conhecer o mundo. Com o coração pesaroso, o velho homem entrega ao seu caçula, a parte da herança que lhe era de direito, e vê, com lágrimas nos olhos, seu filho afastar-se rumo a uma vida de sonhos coloridos e enganosos. Enquanto o moço vivia inconsequentemente, gastando todos os bens que herdou; o pai mantinha plantão constante no portão da casa, com os olhos fixos na estrada, certo que um dia o seu filho iria voltar. Com o passar do tempo, o dinheiro acabou, e o pródigo se viu sozinho no mundo, desamparado e sentindo muita fome. Quando chegou ao fundo do poço, decidiu voltar para casa e pedir ao pai que o contratasse com um empregado, e com este pensamento, começou a trilhar o caminho de volta. Quando ainda estava longe de casa, o pai, que ainda aguardava no portão, o avistou e correu ao seu encontro, abraçando e beijando carinhosamente o filho. Ele ordenou a seus criados que dessem um banho no moço, cortassem seu cabelo e aparassem sua barba. Deu a ele roupas limpas, sapatos novos e pôs em seu dedo o anel da família. Então, o pai convocou uma festa para comemorar aquele esperado reencontro.... Seu filho estava perdido, mas foi achado. Estava morto e reviveu.


 “Teu filho”, e não “meu irmão”

A figura do irmão mais velho e bastante incomodado com a festa é uma representação dos fariseus. Eles acreditavam que eram perfeitos e preferiam antes a destruição de um pecador do que a sua salvação. A parábola do filho pródigo nos fala mais do amor de um pai que do pecado de um filho. Ela tem por base o perdão de Deus, que é estendido a todo aquele que se arrepende de coração. Nesta lição, nos deteremos apenas nas ações do irmão mais velho, que ficou indignado ao saber que seu pai havia matado o bezerro cevado e preparado uma festa para seu irmão pródigo (Lucas 15:13). Segundo o doutor teólogo Kenneth E. Bailey, na Palestina, pedir herança ao pai vivo era afrontá-lo. Significava o mesmo que desejar sua morte. Outra grave afronta é que, pedindo parte da herança, o pai deveria vender uma parte da fazenda, porque, segundo os costumes da época, os funcionários ali residiam. Fica evidente que o pródigo recebera tudo o que lhe cabia, não tendo mais direito a nada em termos de herança. É por esse motivo que, ao “cair em si”, ele pensa em voltar como um dos jornaleiros de seu pai. O escravo comum era em certo sentido um membro da família, mas o jornaleiro podia ser despedido no dia. Não era absolutamente alguém da família (Lucas 15:19). O pai do filho pródigo não lhe deu oportunidade de formular seu pedido, antes disso, ele o interrompeu. A túnica simboliza a honra; o anel a autoridade, porque se um homem dava a outro o anel com seu selo era como se o designasse seu procurador; os sapatos diferenciam o filho do escravo, uma vez que os filhos da família andavam calçados e os escravos não. Sendo assim, realizou-se uma festa para que todos se alegrassem com a chegada do filho que se havia perdido.

Em momento algum são citados os danos, os prejuízos ou o desequilíbrio moral do filho mais novo (Lucas 15:20-24). O pai não lança em seu rosto os seus desvarios e, mesmo tendo ele falhado e causado tantos danos à família, o pai o aguardava, acreditava em sua restauração, o que demonstra um amor ilimitado por um filho que, na interpretação de muitos, de nada era merecedor. Assim como o pai agiu com esse filho, Deus também age conosco. É a misericórdia, a graça, o dom imerecido de Deus que recai sobre todos os seres viventes. Assim como Deus age, temos também que agir. Não precisamos buscar respostas, precisamos apenas obedecer. Essa é a vontade de Deus (Efésios 2:8-9). Deus, na figura do Pai tem paciência com seus filhos pecadores. O pai descrito na parábola é muito paciente com o absurdo que o filho mais novo fez. Ele não estava preocupado com os bens materiais que se perderam, mas com o crescimento do filho. Esse pai soube esperar o filho crescer e se arrepender de seus pecados. A paciência de Deus visa dar tempo para cairmos em si e nos arrependermos dos nossos erros. Deus sempre nos recebe de braços abertos quando somos humildes e nos arrependermos. Quando o pai vê a volta de seu filho arrependido, manda preparar uma festa (Lucas 15:32).

Ao chegar do campo e ver a música e as danças, o irmão mais velho ficou indignado. Sentiu-se injustiçado e não acreditou que o pai fosse capaz de receber a seu pródigo irmão com uma festa (Lucas 15:25-28). Ele não conhecia o poder do perdão. Em vez de se alegrar-se, ficou enciumado, desprezando não somente a festa, mas a alegria de seu pai. Sua mágoa era por causa do bezerro cevado. Era porque nunca teve uma festa. Porém, ele nunca saiu do aprisco, nunca viveu os pesadelos e as desventuras de seu irmão. Nunca perdeu tudo e mendigou, nunca foi escarnecido por seus erros, nunca se expôs ao ridículo, nem esteve do outro lado. É por isso que ele nunca teve uma festa de reconciliação. O pai saiu de casa duas vezes. Primeiro, ele saiu para receber um filho perdido e fazê-lo entrar em casa. Na segunda vez, ele saiu para atender um filho problemático que não queria entrar. Esse filho deveria estar ausente da casa há muito tempo porque uma festa não acontece da noite para o dia. Geralmente, os maiores causadores de problemas sempre estão fora da agenda da casa. Infelizmente, pessoas como esse filho preferem conviver com a indignação do que entrar na casa (Lucas 15:28-29).


A Graça e a Misericórdia

Deus é misericordioso e se manifesta em multiforme graça. Embora tenham significados que até se confundam pela paridade dos conceitos, Graça e Misericórdia são coisas bem distintas. Para um entendimento mais pragmático, podemos dizer que a “misericórdia” impede Deus de nos castigar e a “graça” o leva o nos abençoar. Aqui é preciso lembrar que todos os homens pecaram e foram destituídos da glória de Deus (Romanos 3:23). A Bíblia é categórica ao afirmar que o salário do pecado é a morte (Ezequiel 18:4 / Romanos 6:23), logo, todo homem está sob a égide desta terrível dívida, caminhando a passos largos para uma sepultura eternal. A morte do pecador não passa por nenhum tipo de autoritarismo divino, e nada mais é, do que a execução da justiça em sua forma mais pura e terna. Por nossas escolhas e práticas pecaminosas conscientes, merecemos sim morrer, inda que a vontade de Deus vá exatamente na direção oposta (João 13:16). A misericórdia do Senhor surge como um facho de luz em meio as trevas, uma segunda chance de vida no exato momento que a mão da morte toca nosso pescoço. Por seu amor, Deus escolhe suspender temporariamente a sentença que pesa contra o homem, NÃO lhe dando o castigo do qual é merecedor. O profeta Jeremias louva ao Deus de Israel por este gesto de benevolência quando diz que as misericórdias do Senhor são as causas de não sermos consumidos, pois mesmo que não tenham fim, se renovam todos os dias (Lamentações 3:22). Já o salmista Davi, consciente das consequências de seus pecados, recorre ao único tribunal que pode modificar a sentença lavrada ainda no Jardim do Éden: - Tem misericórdia de mim, ó Deus, por teu amor, por tua grande compaixão, apaga as minhas transgressões, lava-me de toda a culpa e purifica-me do meu pecado (Salmo 51:1-2). Só a misericórdia de Deus tem a autonomia para suspender o julgamento que nos é devido, e conceder ao culpado um perdão que ele não faz por merecer.

Já a “graça”, nada mais é do que um favor imerecido, um presente pelo qual não esperamos, uma “promoção” que não tencionávamos receber. Deus não nos deve absolutamente nada e não está obrigado a nos conceder qualquer tipo de favor. Mesmo assim, além de nos livrar da sentença merecida, o Senhor passa a conceder a seus servos bens e favores que não mereciam receber. Alguém disse certa vez, que se Deus decidisse que a partir de hoje não nos concederia uma única benção, fechando para sempre as janelas dos céus sobre nossa vida, ainda assim, teríamos que agradece-lo uma toda eternidade por tudo que já nos fez. Mas a graça do Senhor é tão intensa e abundante, que ele continua vertendo mananciais de nossos ventres.

O filho pródigo entendeu o conceito da misericórdia e a abraçou. Em seu julgamento prévio, ele havia determinado que o máximo de benevolência que merecia ter era o posto de um trabalhador esporádico na fazenda para a qual um dia deu as costas. Mas a misericórdia do pai anulou o resultado deste julgamento, não concedendo a ele o posto merecido, mas sim restituindo-lhe a condição de filho, mesmo que aparentemente não houvesse justiça praticada ali. A beleza da misericórdia é exatamente a leitura que ela faz da própria justiça, já que é o credor quem acaba pagando a própria conta, e logo, a dívida deixa de existir. O pródigo não questionou a atitude do pai, ele apenas a aceitou de bom grado, consciente que o mérito não estava nele (detentor de uma vida pregressa e pueril), mas sim no amor incondicional de seu pai. Quem se deixa ser abraçado pela misericórdia, passa a desfrutar da graça. Ao não nos dar o que era merecido, Deus substitui o “presente funesto” por outros muito mais agradáveis e que sequer poderíamos ousar sonhar. O filho que voltou para casa recebeu sua posição de volta, foi ornado com jóias e celebrado com festas. Ele desfrutou de cada momento com grande alegria, pois compreendeu que a “graça” impõem uma condição: ser aceita sem questionamentos.


A má interpretação da graça divina

Quando soube da festa que seu pai havia promovido, o irmão mais velho ficou tão indignado que assentou em seu coração não fazer parte da festa. Seu pai muito insistiu para que fizesse parte daquele momento tão especial, mas ele, por não compreender o valor daquele momento, apresentou ao pai suas críticas. Ele rejeitou o banquete porque carnalmente não entendia o motivo da festa. Ignorou o arrependimento do irmão e a bondade do pai. A única coisa que ele visualizou foi um cabrito (I Coríntios 2:12-14). Era, na verdade, uma pessoa rica, coberta por uma pobreza de espírito. Enquanto o pai sacrificou o bezerro cevado, o filho brigava por um cabrito! É triste ser rico sem saber. Enquanto ele discutia por um cabrito, seu pai dizia: “Todas as minhas coisas são tuas” (Lucas 15:31 / Apocalipse 3:17). O que o pai está dizendo é que o filho, mesmo vivendo com ele, jamais reconheceu o potencial que possuía. Pessoas que brigam por um cabrito jamais podem ver o que um cordeiro pode produzir. Talvez, no pensamento do irmão mais velho, seu irmão tivesse voltado como se nada tivesse acontecido e ainda havia ganhado de brinde uma festa. Comente com eles que ele não sabia o que estava no coração de seu irmão. A passagem indica que ele se arrependeu e que estava disposto a voltar como funcionário e não como filho (Lucas 15:17- 21). Devemos evitar fazer juízos precipitados.

 “Vindo, porém, este teu filho...” (Lucas 15:12a). Devemos observar essa frase com muita atenção porque, às vezes, sem entender a obra que Deus está realizando em uma vida, agimos como esse jovem, que achou injusta a recepção e o calor humano dado ao seu perdido irmão. Há tanta gente assim, doente no meio da Igreja, que não aceita ver Deus levantando gente que um dia foi escória da sociedade (I Coríntios 1:28 / 4:10). Assim, não entram na festa, fazem biquinho e não sentem o calor do culto. Todos pulam, louvam, dançam e se divertem, mas eles estão mumificados, bocas fechadas, corações empedrados e, a cada dia, mais mortos espiritualmente (Atos 7:51). Como o filho mais velho, muitas vezes focamos no menos importante ao invés do mais importante. O filho mais velho fica extremamente preocupado com sua própria justiça e zelo e com os bens materiais que seu irmão desperdiço, achando-se superior. Estava tão cego que não conseguia enxergar a conversão de seu irmão, pelo contrário, dá a entender que preferia que seu irmão permanecesse no mundo (Lucas 15:29-30).

Tudo o que o pai desejava era ter o filho de volta. Não importava o que gastasse. Para o pai, o filho era mais importante que a própria fazenda. Esse é o exemplo claro do caráter de Deus. Ele perdoa os erros que cometemos mesmo quando lhe causamos prejuízos. A graça de Deus é indescritível e foi isso que o irmão mais velho nunca entendeu (Lucas 15:30). Como pode uma pessoa desperdiçar tudo e ser restaurado? A resposta está na graça. Ela é um dom oferecido exatamente a quem nunca fez por merecer (Romanos 5:8 / Efésios 2:12). Valorizamos muito os dons espirituais, mas esquecemos de que todos eles desaparecerão e a única coisa que subsistirá será o amor. O maior exemplo de amor é Jesus Cristo, vemos isso através de sua vida, suas palavras e suas atitudes (Efésias 3:19). Esclareça para eles que, assim como Deus, aquele pai esperava que houvessem uma parte de sua essência em seu filho para que ao menos entendesse o motivo de sua alegria (João 3:16; Romanos 8:35).


Diante de um pai amoroso e perdoador

Enquanto o irmão mais novo sai de uma vida de vergonha para um banquete, o mais velho fica travado na porta, expondo sua indignação diante dos funcionários de seu pai. Seu pai usa de muita sensibilidade no falar e, com muito amor, lhe convida a fazer parte da festa e a se alegrar junto a ele (Lucas 15:32). Com um tom de insatisfação pelo glamour da festa, o irmão mais velho desconsidera o momento de alegria, perdão e regozijo. Ele se mantém como filho, mas não se considera irmão daquele que retornou do fracasso (Lucas 15:30). E, com muita sensibilidade, o pai lhe diz: “Este teu irmão estava morto, e reviveu; e tinha-se perdido, e achou-se” (Lucas 15:32). A intenção do pai era reintegrar o filho perdido a família com todos os direitos de filho, pois, mesmo tendo ele desperdiçado tudo, jamais havia deixado de ser filho. Por razões egoístas, irmãos podem deixar de ser irmãos, mas filho jamais deixará de ser filho. Até que esse encontro acontecesse, o tempo certamente passou. É bem provável que nesse tempo, o irmão mais velho trabalhou, reconstruiu a fazenda, alargou os termos e prosperou. É possível compreender o porquê de sua insatisfação. Ele não queria dividir o que conquistou. Ele só não contava com uma coisa: tudo era do pai e, enquanto o pai estivesse vivo, este não desampararia um filho arrependido. Assim é a graça de Deus (Romanos 11:6).

Em outras palavras, o pai está dizendo: “Filho, você deveria estar feliz juntamente comigo; todos os de fora estão alegres (Lucas 15:9, 10, 25). Você é irmão dele! Deveria abraça-lo, chorar com ele. Dizer que sentiu muito sua falta, dizer que sentiu muito sua falta, dizer que o perdoa e está feliz pelo seu retorno. Filho, você tem vida, mas seu irmão estava morto. Será que você não possui sensibilidade? Filho, ele já sofreu bastante, esteve longe de nós, quase comeu bolotas de porcos! Viveu momentos de opressão, sentiu o sabor de derrota. Mas teve coragem de passar por cima do fracasso, do orgulho e voltou para se reconciliar” (Romanos 8:31-39). A sutileza da sabedoria de Jesus ao contar a Parábola do filho pródigo impressiona. O patriarca, um homem de andar lento e solene, corre em direção ao filho, abraça-o e beija-o no rosto, na frente de todos. Aquela cena chocante contrariava todas as tradições do patriarcado. Por amor ao filho, o pai se humilha perante aldeia naquele gesto público. Naquela região, até hoje, quando há um conflito, uma forma comum de resolução é a mediação, feita por uma pessoa de confiança dos litigantes. Se a questão for resolvida, o gesto que sela a paz é exatamente o beijo no rosto.

Enquanto ele discutia por um bezerro, seu pai dizia: “Tudo o que eu tenho te pertence”. Em outras palavras: “Você tem o mesmo direito potencial que eu tenho. Você é meu filho”. Essa palavra também indica que o pai tinha esperança de que seu filho mais velho tivesse sua essência, seu carisma, seu amor e sua compreensão. No entanto, enquanto seu irmão reconhecia seus erros, se humilhava e voltava para pedir perdão, ele buscava um reconhecimento pelos serviços prestados a seu pai (Lucas 15:29. A razão pela qual o bezerro cevado teve que morrer foi a alegria do pai em receber seu filho de volta são e salvo (Lucas 15:27). Isso o irmão mais velho nunca entendeu. Aqui estão representados dois tipos de cristãos: os que procuram acertar, reconhecendo seus erros e confessando seus pecados: e os que justificam, cobrando os serviços prestados a igreja.


A Grande Família de Deus

A grande família de Deus é composta de inúmeros filhos, e todos os servos do Senhor são partes importantes desta grande pole. Através do sacrifício de Jesus, fomos feitos herdeiros de Deus. Paulo é veemente quando diz aos irmãos romanos que o Espírito atua intensamente no intuito de nos trazer para o meio da grande e divina família, e em Gálatas 4:1-7 o apóstolo testifica que nos tornamos filhos pela fé em Cristo Jesus. Paulo nos ensina que recebemos do altíssimo o Espírito de Adoção, e que através deste privilégio, podemos nos referir a Deus como “Aba-Pai”. No aramaico, Aba-Pai era uma forma carinhosa e ao mesmo tempo respeitosa de se referir ao pai na intimidade do lar, algo parecido com nosso “papai” ou “papaizinho”. O termo “adoção” usado pelo apóstolo é a palavra grega “uiothesia” que pode ser transliterada como “em lugar de filhos”. Some estes fatos e podemos concluir que pela fé voltamos a nascer. Desta vez como filhos legítimos de Deus. A questão é: temos sido bons filhos?   No livro do profeta Oséias, Deus deixa bem claro o que enxerga quando nos vê: “Quando Israel era menino eu o amei... Eu ensinei a andar Efraim; tomei-o pelos braços... Atraí-os com cordas humanas, com cordas de amor (Oséias 11:1-4) ” Somos como crianças aos olhos de Deus, crianças birrentas, teimosas e desobedientes, e mesmo assim cuidadas e amadas por um pai que não mede esforço para nos fazer feliz.

Deus nos acompanha diariamente com carinho e dedicação anotando em seu livro todos os nossos atos.  E para quê? Para registrar nossos pecados e falhas?  Não! Ele não precisa disso, pois, faz questão de apagar nossos pecados de sua memória.  Deus está ali para nos abraçar em nossos momentos heroicos, históricos e inesquecíveis, como por exemplo, na decisão de voltar para casa ou de entrar na festa. Deus nunca teve vergonha de se orgulhar de seus filhos. Quando Jesus nasceu pobre e solitário numa manjedoura de Belém, ele não deixou o momento passar despercebido.  Enviou anjos para cantar, anunciando à rudes pastores que seu menino havia nascido: - Ei, não fiquem aí parados, venham ver como meu menino é especial! E quando Jesus desceu as águas do batismo ele explodiu de felicidade, rasgou os céus e gritou para quem quisesse ouvir: - Esse é o meu garoto! Estou orgulhoso dele! Jesus é o primogênito de Deus. Eu e você somos o restante da prole. E assim como acompanhou passo a passo o dia a dia de seu filho na terra, Deus também acompanha os passos dessas crianças levadas que ele adotou, e os tornou em filhos tão legítimos quanto o próprio Cristo: Se somos filhos, então somos herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, se de fato participarmos dos seus sofrimentos, para que também participemos da sua glória (Romanos 8:17).

Irmãos às vezes têm divergências, mas mesmo assim tendem a cooperar entre si.  Se rirmos ou choramos juntos uns dos outros, lá está Deus nos observando com ternura, tirando uma foto para o álbum de família. Quando engolimos nosso orgulho e pedimos perdão a alguém, lá está Deus sorrindo para nós... Quando aprendemos que somos capazes de abrir a porta com a chave da oração, lá está ele do outro lado de braços abertos. Se vencermos nosso medo e damos os primeiros passos em direção a ele (mesmo que seja por cima de águas), lá estará ele nos esperando, ansioso por um abraço apertado. Quando imitamos nosso irmão mais velho em suas atitudes, gestos, palavras e pensamento, chegaremos em casa e encontraremos um pai extremamente orgulhoso e feliz. Orgulhar a Deus é imitar a Cristo, o exemplo de filho perfeito. É claro que nunca seremos iguais a Jesus, pois ele foi (e ainda é) perfeito; e enquanto habitarmos neste corpo carnal nunca alçaremos a perfeição. Entretanto, Deus se orgulhará de nós, se pelo menos tentarmos sermos melhores a cada dia.  Se não podemos ser iguais a Cristo, podemos pelo menos tentar ser parecido, começando com as pequenas atitudes:
Seja grato pelo dia que se inicia. 
Obedeça a um superior e respeite um inferior. 
Abrace alguém que não gosta de você. 
Evite um pecado por dia. 
Seja mais sincero. 
Não conte aquela mentira. 
Cante um hino ao invés de reclamar. 
Visite um enfermo. 
Pratique a generosidade. 
Empreste sem esperar receber de volta. 
Diga a alguém que Jesus o ama. 
Diga a alguém que você o ama. 
Diga a Deus o quanto ele é especial para você.


Conclusão

A grande verdade dessa parábola é que o filho regressou havia voltado à condição antiga de todo ser humano (Colossenses 2:13 / Efésios 2:5). O irmão mais velho não precisou sair para morrer. Ele estava morto dentro da própria casa. A parábola termina com um filho arrependido, mas não diz que o ouro entrou na casa.




Participe da EBD deste domingo, 22/11/2015, e descubra você também os segredos para uma vida de fé e atitudes

Material Didático:
Revista Jovens e Adultos nº 97 - Editora Betel
Comentarista: Pr. José Fernandes Correia Noleto
Maturidade Espiritual 
Lição 8

Comentários Adicionais (em azul):
Pb. Miquéias Daniel Gomes