quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Quarta Forte com Ev. Raphael Silva



Em Joel 2:28, Deus faz uma promessa ao seu povo, em que chegaria um tempo, onde derramaria seu Espírito (Ruwach) sobre todos as nações, produzindo profecias, sonhos e visões. Esta promessa começou a se cumprir no Dia de Pentecostes, e continua se cumprindo até os dias de hoje por toda a terra. A Quarta Forte deste dia 27/02/2016 marcou mais um capítulo desta história, com um mover sobrenatural do Senhor, milagres, libertação e batismo com o Espírito Santo.

Mais uma vez o Ev. Lucas Gomes recepcionou uma série de convidados especiais que louvaram ao Senhor com muita unção e ousadia: Odair Toledo, Rodrigo Ferreira, Carlos Silva, Gedemilson, e a dupla Adriana & Juliana. Tambem ficamos honrados por receber a gravação de mais um DVD, desta vez do Ev. Raphael Silva, que ministrou sobre a procura do Espírito Santo por verdadeiros adoradores.

Já no primeiro verso do texto bíblico, encontramos o Espírito de Deus se movendo sobre um mundo sem forma e vazio. Ele estava lá antes mesmo da luz existir, e participou ativamente na criação do homem, sendo seu sopro de vida. Mesmo com a queda de Adão, Deus não abandonou o homem, e o acompanhou diariamente através de seu Espírito, desejando a reconciliação. Quando a humanidade alcançou um nível de imoralidade inaceitável, Deus decidiu destruir o homem, mas através de seu Espírito, trabalhou na vida de Noé. Através de uma família guardada em segurança na Arca, as gerações futuras foram preservadas.

Ao longo de todo Velho Testamento, o Espírito Santo transitou entre o céu e a terra, inspirando, instruindo e usando homens selecionados para feitos portentosos. O Espírito de manifestou poderosamente na vida de patriarcas, juízes, sacerdotes, reis e profetas. O mecanismo era sempre o mesmo, o Espírito descia, realizava sua obra e voltava para a glória.  Sua manifestação era temporária e restrita a um grupo bem seletivo. Deus queria mais.

O ministério terreno de Jesus abriu as portas da intimidade do home com Deus, e sua morte, definitivamente rasgou o véu da separação. Um Cristo ressurreto subiu aos céus prometendo que enviaria alguém para ficar em seu lugar. Dias depois, enquanto 120 remanescentes oravam no cenáculo, um som veemente e impetuoso encheu toda a casa que estavam congregados, e sobre cada um podia ser vista línguas de fogo. O Espirito Santo estava entre os homens, e desta vez para ficar. E nada mudou desde então.

O Espírito Santo ainda continua entre seu povo, buscando adoradores que adorem ao PAI em Espírito e Verdade. Por atuar em uma esfera completamente espiritual, a ação prática do Espírito Santo na congregação depende exclusivamente das “ferramentas” disponibilizadas a ele no mundo físico, ou seja, os crentes dispostos a isto.  Através de seu Espírito, Deus distribuiu entre seus servos esses “equipamentos espirituais” que otimizam o trabalho do Espírito Santo entre nós. Paulo usa quatro termos gregos distintos para descrever tais “ferramentas” que são entregues a Igreja para potencializar o cumprimento do “IDE” de Jesus:

Pneumatikon e Charismata; ambos traduzidos por DONS (Espirituais). Diakoniai, traduzido por MINISTÉRIOS.
Energermáton, traduzido por OPERAÇÕES.

De lugar ao Espírito, e deixe Deus trabalhar em você e por você!




Filme - O Anjo de Sardes


 O Anjo de Sardes” (The Angel of Sardis), é uma produção estadunidense de 1986, dirigida e estrelada por Fred Homes. 

A história faz alusão a quinta carta escrita por João as igrejas da Asia no livro de Apocalipes.

Um pastor tem de lidar com uma situação difícil em sua igreja, quando um membro proeminente se envolve em um caso de adultério. Como o pastor tenta fazer o que é certo, ocorrem mais problemas e o pastor é levado a um tribunal, como resultado de todo o calvário.

Este vídeo dramático narra a batalha de pastor Robert Ingstrom para salvar sua igreja da apatia e da morte espiritual. Ele vai abrir os olhos para as mudanças radicais na América que transformaram a nossa liberdade de religião para a liberdade para religião. O filme oferece uma boa visão sobre a liberdade religiosa e disciplina da igreja.


terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Biografia - Abraham Lincoln




Abraham Lincoln nasceu pobre, vem 1809, e ao logo de toda a vida se defrontou com dificuldades e derrotas. Fracassou duas vezes nos negócios, perdeu oito eleições e sofreu um colapso nervoso. A derrota e o fracasso o convidavam a desistir, mas ele recusou o convite. Sua história é a de um espírito extraordinariamente perseverante, como deixa claro o seguinte resumo da sua vida: Em 1819, a família de Lincoln foi despejada da casa onde morava e ele foi obrigado a trabalhar para sustentá-la. Em 1831 fracassou nos negócios. Em 1832 concorreu à câmara de deputados de Illinois e perdeu. Em 1832 perdeu o emprego. Mais tarde, nesse mesmo ano, decidiu estudar direito, mais teve sua inscrição rejeitada. Em 1833 pediu dinheiro emprestado a um amigo para comercializar um negócio, mas no fim do ano foi à bancarrota. Passou os 17 anos seguinte pagando a dívida. Em 1834 concorreu novamente à câmara estadual e perdeu. Em 1835 ficou noivo, mas a morte da noiva o deixou desconsolado. Em 1836 sofreu um colapso nervoso total que o deixou preso à cama por seis meses. Em 1838 concorreu à presidência da câmara e foi derrotado. 

Em 1840 tentou uma vaga no colégio eleitoral e perdeu. Em 1843 concorreu ao congresso e perdeu. Em 1846 concorreu ao congresso outra vez; desta vez venceu, abrindo finalmente o caminho para Washington. Em 1848 disputou a reeleição para o congresso e perdeu. Em 1849 tentou um emprego no cadastro público de terras e foi recusado. Em 1854 concorreu ao senado dos Estados Unidos e perdeu. Em 1856 candidatou-se à indicação para vice-presidente na convenção nacional de seu partido e perdeu, tendo recebido menos de 100 votos. Em 1860 decidiu disputar a presidência... Lincoln venceu e se tornou um dos maiores presidentes da história dos Estados Unidos e um dos mais extraordinários líderes dos tempos modernos. Num discurso, ele disse: “O caminho foi irregular e acidentado. Escorreguei, atrapalhei-me com minhas próprias pernas, mas me equilibrei e disse a mim mesmo: ‘ Isso foi um escorregão, não uma queda. ’’

Filho de um agricultor de ascendência inglesa, vivendo no Kentucky, um dos primeiros Estados criados após a independência da Grã-Bretanha (1792), na fronteira ocidental do país, Lincoln passou a maior parte da sua infância no território de Indiana, para onde a família se tinha deslocado em finais de 1816, devido a um processo judicial de contestação da propriedade que o pai possuía. A mãe morreu no Outono de 1818, tendo Lincoln e a irmã sido educados pela madrasta, Sarah Bush Johnston, mãe de 2 raparigas e um rapaz, com quem o pai se casou no princípio do Inverno de 1819. Lincoln, filho de pais iletrados, teve uma educação muito pouco cuidada, frequentando a escola muito esporadicamente, mas que, como o próprio afirmava, quando chegou à idade adulta, lhe permitia ler e escrever e fazer algumas contas básicas.

Em 1830 a família mudou-se novamente mais para Oeste, para o território do Illinois, na fronteira. Lincoln, com 21 anos, não querendo ser lavrador começou por tentar várias profissões, mas finalmente estabeleceu-se em Nova Salem, trabalhando em atividades como o comércio, os correios ou no levantamento topográfico. Com o desencadear da Guerra de «Black Hawk» contra tribos índias, alistou-se como voluntário tendo sido eleito capitão da sua companhia. Não tendo, segundo as suas próprias palavras, «visto guerreiros índios vivos», terá entrado em várias «lutas sangrentas contra os mosquitos». Entretanto, candidatou-se à Assembleia Legislativa do Illinois, para onde foi eleito repetidas vezes, após uma primeira tentativa falhada. Pensou em tornar-se ferrador, mas finalmente escolheu a advocacia. Tendo aprendido por si próprio gramática e matemática, embrenhou-se nos manuais jurídicos, passado o exame de admissão à advocacia em 1836. No ano seguinte mudou-se para a capital do Illinois, Springfield, onde tinha mais possibilidades de exercer advocacia do que em Nova Salem.

O começo da profissão de advogado foi difícil e muito trabalhoso, tendo de deambular pelo Estado para conseguir clientes. Com o aparecimento dos caminhos de ferro, Lincoln tornou-se advogado da Illinois Central Railroad, tendo defendido a companhia com sucesso, o que lhe deu uma real estabilidade financeira. Tornou-se um advogado reconhecido, tendo também ganho um célebre processo do foro criminal, onde defendeu o seu cliente da acusação de assassínio com a ajuda de um Almanaque que provava que, sendo a noite do crime de Lua Nova, e por isso muito escura, a testemunha do crime não podia ter presenciado o crime claramente. 

Em 1842 casou com Mary Todd, mulher com uma sólida educação, pertencente a uma família distinta do Kentucky, e cujos familiares em Springfield faziam parte da elite local. Do casamento nasceram quatro filhos, tendo só o filho mais velho chegado à idade adulta. Com o casamento Lincoln começou a frequentar a igreja Presbiterana local. Sendo considerado um céptico em questões religiosas e um livre-pensador, era um conhecedor profundo da Bíblia, tendo acabado por defender que toda a história era obra de Deus. 

Quando Lincoln entrou para a política, no princípio dos anos 30 do século XIX, simpatizava com as ideias de Jackson sobre o desenvolvimento da democracia nos Estados Unidos, mas, ao contrário do presidente dos Estados Unidos, achava que o governo federal devia intervir na ajuda ao desenvolvimento econômico. Admirando os dois grandes políticos americanos da década de 40, Henry Clay e Daniel Webster, começou por apoiar o partido Whig, assim chamado, imitando o antigo nome do partido liberal britânico, porque combatia ao aumento dos poderes presidenciais. Lincoln achava que o seu Estado, o Illinois, e o Oeste em geral, precisavam desesperadamente do apoio do governo federal no apoio ao desenvolvimento económico, por meio de um banco nacional, uma barreira alfandegária proteccionista e um programa de desenvolvimento das comunicações.

Como membro da Assembleia legislativa estadual do Illinois, de 1834 a 1840, Lincoln desenvolveu um projeto grandioso, a ser subsidiado por fundos estatais, de criação de uma rede de caminhos-de-ferro, estradas e canais, que foi aprovado, mas que por vários motivos não pôde ser concretizado. A posição de Lincoln sobre a escravatura era, nesta altura, conciliatória defendendo que a escravatura não só «era injusta, mas também era uma má solução», sendo que as «doutrinas abolicionistas tendiam a aumentar, e não a diminuir, os efeitos perniciosos da instituição».

Durante o seu mandato para a Câmara dos Representantes (1847-1849) Lincoln, que apresentou uma lei para a abolição da escravatura na capital federal que não agradou a ninguém, dedicou-se sobretudo a apoiar a eleição de um presidente Whig, o que foi conseguido com a eleição do herói da Guerra do México, Zachary Taylor, mas esta eleição não beneficiou Lincoln da maneira que este esperava.

Afastado da política por um curto espaço de tempo, Lincoln regressou para combater a Lei Kansas-Nebraska, proposta pelo seu rival político Stephen A. Douglas, que permitia a existência da escravatura nestes estados, desde que aprovada pelos seus eleitores. A luta política contra esta medida, que acelerou o declínio do partido Whig, deu origem ao Partido Republicano. Como muitos outros políticos Whig, Lincoln integrou este novo partido em 1856.

Em 1858 Lincoln tentou ser nomeado para o Senado, em vez de Douglas. A campanha eleitoral deu origem a um conjunto de debates, que abordaram sobretudo o tema da escravatura. Foi nessa época que proferiu o célebre discurso Uma Casa Dividida, em que afirmou que uma «casa dividida não se pode manter», insistindo no tema de que as liberdades civis, tanto dos brancos como dos negros, estavam em causa no problema da escravatura. Os debates não conseguiram fazer com que Lincoln fosse eleito, mas tornaram-no uma figura nacional, e fizeram com que, em 1860, fosse pensado para a Presidência dos Estados Unidos. Na verdade, acabou por ser escolhido como candidato do Partido Republicano, ao fim de três votações, na convenção desse ano.

Devido a haver quatro candidatos à eleição, o Partido Democrata estar dividido e o seu Partido unido em seu redor, Lincoln acabou por ser eleito, com 40% dos votos dos eleitores, mas com uma grande maioria no Colégio Eleitoral, sendo que no colégio não obteve nenhum voto dos Estados do Sul. No período entre a eleição e a tomada de posse de Lincoln, a Carolina do Sul decidiu abandonar a União. Tentou-se chegar a um compromisso, a propósito da divisão territorial entre estados escravagistas e livres, mas acabou-se por não chegar a nenhum acordo, o que levou outros seis estados do Sul a seguir o exemplo da Carolina do Sul, formando os Estados Confederados da América.

A guerra acabou por ser declarada devido ao cerco do forte Sumter por tropas da Confederação. O forte que tinha sido acabado de construir na baía de Charleston, na Carolina do Sul, e estava guarnecido por tropas federais, foi bombardeado em 12 de abril de 1861, antes da chegada anunciada de uma coluna de reabastecimento. O novo presidente requereu tropas aos governadores estaduais, o que fez com mais três estados abandonassem a União, entre os quais o importante Estado da Virgínia, e declarou o bloqueio dos portos sulistas. A estratégia de Lincoln era simples. Baseava-se em organizar o maior número possível de tropas e atacar em todos os lados ao mesmo tempo. O peso demográfico e económico dos estados do Norte, far-se-ia sentir mais cedo ou mais tarde, sobre os estados do Sul, e a guerra terminaria. Mas a unidade de comando, necessária para coordenar os esforços dos diferentes exércitos federais, só foi conseguida em março de 1864, quando Lincoln nomeou o general Grant, vencedor dos exércitos confederados no vale do Mississipi, comandante-chefe das forças da União. A estratégia de 1861 pode ser posta em prática, finalmente, e a rendição dos estados do Sul não demorou.

Durante a Guerra Civil a política de Lincoln em relação à escravatura foi-se modificando. Começando por defender a manutenção do status-quo, isto é, a manutenção da escravatura nos estados em que ela existia, e a proibição da sua expansão para outros estados; a posição de Lincoln tornou-se, no fim da guerra, abertamente abolicionista. Com o decreto presidencial de 1 de janeiro de 1863, que pôs em prática de acordo com o que considerava serem os poderes do Presidente em tempo de Guerra, e que ficou conhecido como a Proclamação da Emancipação, os escravos nos territórios do Sul sob domínio confederado eram libertos. A medida só libertou 200.000 negros até ao fim da guerra, mas mostrou definitivamente que a abolição da escravatura se tinha tornado um dos objetivos da guerra, para além da manutenção da unidade política. A medida, de duvidosa legalidade, foi seguida por uma Emenda Constitucional, a 13.ª, que proibiu a escravatura nos Estados Unidos da América. A emenda tinha sido prevista no programa político do Partido Republicano, durante a preparação das eleições de 1864.

Durante a guerra, Lincoln teve de preparar a «reconstrução» dos estados do Sul. A questão foi sempre fonte de divisão no Norte e no Partido Republicano. A facção «Radical» defendia que os estados rebeldes deviam ser tratados duramente, enquanto Lincoln e os «Conservadores» defendiam que os territórios deviam regressar à normalidade o mais rapidamente possível, sendo as medidas de regularização da situação o menos duras possíveis. Mas a posição de Lincoln nunca foi muito clara, mesmo após o fim da guerra, parecendo que se começava a aproximar das posições dos «Radicais», quando morreu.

Na noite de 14 de abril de 1865, uma 6.ª feira Santa, o ator John Wilkes Booth, defensor da escravatura e com ligações fortes ao Sul, membro de uma família famosa de atores, matou Lincoln no Teatro Ford, em Washington. 


segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Quem era de fato Judas Iscariotes?


Judas Iscariotes é, sem dúvidas, um dos mais enigmáticos personagens de todo cânon sagrado. Citado sempre por último na listagem dos doze discípulos, nada sabemos sobre sua vocação e muito pouco de sua vida foi revelado pelos evangelistas. 

O nome, “Judas” significa “abençoado”, e é um dos mais comuns no Novo Testamento onde encontramos pelo menos “sete” homônimos. O fato de Judas ser identificado como “Iscariotes” pode significar sua posição política na sociedade judaica como membro do partido dos sicários, uma ramificação dos zelotes. A grande maioria dos estudiosos acredita que este termo na verdade nos revele a naturalidade de Judas, que seria oriundo de Cariotes ou Kerioth, um lugarejo perto de Hebrom e muito próximo da Judéia, local mais provável de seu primeiro encontro com Jesus. 

Porém, tudo o que se falar sobre as origens de Judas Iscariotes tramitará no âmbito das especulações, pois todas as citações referentes a ele nos quatro evangelhos apontam apenas seu declínio espiritual, que culminou no famoso ato da traição. 

Os Evangelhos de Mateus e Marcos fazem menção da ganância de Judas e sua forma materialista de enxergar o ministério do Cristo. Lucas, por sua vez, relata que as ações extremadas de Judas foram motivadas por Satanás, que literalmente, “entrou nele” (Lucas 22:3). João vai ainda além, pois não só ratifica a influência satânica sobre o discípulo renegado, como também aponta seu desvio de caráter ao identifica-lo como um ladrão (João 12:6).

Com este histórico, Judas se tornou um “ícone da maldade”, uma personificação pulsante da falsidade e da traição. No folclore brasileiro, o chamado “sábado de aleluia” (pós “sexta-feira da paixão”) é marcado pela “Malhação de Judas”, onde um boneco é amarrado pelo “pescoço”, surrado e queimado numa demonstração de aversão aos atos do discípulo traidor. Esta tradição, remonta a portugueses e espanhóis, e se espalha ainda hoje pela América Latina. Entre muitas comunidades cristãs da Alemanha, é expressamente proibido citar o seu nome, e em alguns dicionários, o verbete “Judas” tem entre seus significados expressões como “falso amigo” ou “traidor”. 

Porém, apesar de todo o ódio popular demostrado por ele, Judas Iscariotes tem sim uma legião de simpatizantes. No século II, uma comunidade gnóstica redigiu o controverso “Evangelho de Judas”, que foi encontrado recentemente  no Egito. Escrito em copta e datado com mais de 1700 anos, o manuscrito aponta Judas como um herói, pervertendo a narrativa dos evangelhos canônicos. Ali, Judas é apresentado como o mais próximo discípulo de Jesus e o único a compreender a verdade sobre ele. Cristo então teria revelado para Judas que estava “preso” em um corpo carnal, e informa ao seu discípulo que o mesmo estava destinado a ser superior aos demais homens, pois seria o responsável por “sacrificar o corpo que o vestia”. Assim, todo o plano tramado por Judas, na verdade era uma ordenança do próprio Cristo, que culminaria em sua morte e “libertação”. Assim, a atitude de Judas não teria sido uma traição, mas sim um ato de devoção e fé.

Este argumento não só contradiz os evangelhos canônicos, como vai na contramão de tudo que a Bíblia diz sobre Deus e Jesus, devendo ser refutado com veemência. 

Outros escritos apócrifos justificam o ato de Judas como sendo uma tentativa de iniciar a revolução política tão desejada pelos judeus.  Segundo esta teoria, Judas acreditava que quando Jesus estivesse cercado pelos soldados romanos, finalmente se revelaria como o grande Messias, que livraria Israel da opressão estrangeira. Se de fato esta fosse a intenção de Judas, demostraria o quão distante ele estava de compreender os ensinamentos de Jesus, que apontavam para o Reino de Deus, e não se detinha em questões materiais. 

Neste emaranhado de suposições, o que sabemos com certeza sobre Judas, é que este homem foi escolhido por Jesus para ser um de seus discípulos de confiança (sendo o tesoureiro do grupo), e que ao invés de adentrar na dimensão espiritual proposta por Cristo, se ateve a questões mesquinhas e efêmeras, dando com isso, lugar a Satanás.  Entrou para a história como um traidor que não podendo suportar as consequências de seus atos, se esqueceu do quanto era amado e tirou a própria vida. 

Seu remorso desesperançado e seu coração tomado pelas trevas, se quer cogitaram a possibilidade de encontrar o perdão absoluto que emanaria da cruz. Judas se deixou dominar pela carne, dando ouvidos a voz do maligno. E estas vozes soavam tão alto, que ele mal conseguiu ouvir as últimas palavras ditas por Jesus a ele no momento em que deu o famoso beijo da traição: -  Meu amigo! (Mateus 26:50).


domingo, 24 de janeiro de 2016

Movidos pela Fé



Livremente inspirado na ministração realizada pelo Pr. Elói Buhl no Culto da Família em 24/01/2016

O amém de Apocalipse foi escrito já a muitos séculos, e desde então, as palavras do Santo Livro foram seladas e nada mais pode ser acrescido ou retirado (Apocalipse 22:18-19). Todas as belíssimas histórias nela registrada são para nós parâmetros de como a fidelidade e a fé são elementos necessários para uma vida cristã frutífera e eficaz.

Mas e se a Bíblia tivesse sido escrita nos dias de hoje? Ainda teríamos histórias para contar?  

A resposta é um absoluto sim.

Ao longo da história pós bíblica, muitos homens e mulheres tem dedicado a sua vida ao Senhor, honrando com cada detalhe de sua existência ao nosso Deus e sua Palavra. Pessoas que literalmente doaram sua vida, dons e talentos para a expansão do Reino dos Céus, amando intensamente as almas, levando o evangelho de Cristo a todos os cantos da Terra, sem se importar com o preço a ser pago. 

John Huss, “o ganso magro” que foi assado para que um “cisne” pudesse cantar cem anos depois; Martin Lutero, pai da grande reforma protestante; Jônatas Edwards, o grande avivalista inglês; John Wesley, o estopim do avivamento europeu; Jorge Whitefield, o peregrino em busca de almas; John Bunyan, que fez da cela de uma prisão o seu altar; Davi Brainerd, pioneiro na evangelização dos povos indígenas americanos; João Paton, que viu corações famintos por Deus dentro de corpos famintos por carne humana; Hudson Taylor, o evangelista que primeiro amou a China; Charles Spurgeon, o príncipe dos pregadores; Dwight Moody, ganhador de meio milhão de almas; Catherine Lewes, a mulher que com uma atitude de amor transformou a terrível prisão de Sing Sing em uma extensão de seu lar,  Daniel Berg e Gunnar Vingren, visionários batistas pioneiros do pentecostalismo na América Latina; Billy Graham, o maior evangelista do nosso tempo...

Todas estas biografias poderiam sim estar na Bíblia, e nos inspirariam da mesma maneira. Aliás, cada um de nós poderia viver uma história digna de constar no cânon sagrado. Precisamos apenas fazer com que a fé, a fidelidade e a convicção estejam presentes em todos os aspectos da nossa vida.

Escrevendo aos cristãos em Roma, Paulo os instrui em como realizar a obra de Deus: Tendo, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada: se profecia, seja segundo a proporção da fé; se ministério, dediquemo-nos ao ministério; ou o que ensina esmere-se no fazê-lo; ou o que exorta faça-o com dedicação; o que contribui, com liberalidade; o que preside, com diligência; quem exerce misericórdia, com alegria. O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor; regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes; compartilhai as necessidades dos santos; praticai a hospitalidade; abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis. Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram. Tende o mesmo sentimento uns para com os outros; em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos vossos próprios olhos. Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens; se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens (Romanos 12:6-17).

Inicialmente, ao lermos este texto, imaginamos que Paulo, quando fala de Fervor Espiritual, esteja se referindo a pessoas que possuam muitos dons. Mas na verdade, quando se lê o contexto, entendemos que a referência aqui é aos que tem Fervor de Espírito para servir ao Senhor.

John Wesley, renomado pregador britânico conhecido como “o tição tirado do fogo” (referência ao fato de ter sido salvo de um incêndio em sua infância), sentia a chama do Espírito queimar tão forte em seu coração que declarou: “Dai-me cem homens que nada temam senão o pecado, e que nada desejam senão a Deus, e eu abalarei o mundo!” Com tal fervor de espírito, John Wesley foi o estopim que causou uma explosão de avivamento na Europa entre os séculos XVII e XVIII. Ainda hoje o Espírito procura homens dispostos a serem capacitados com fervor capaz de incendiar o mundo e se tornar um Herói da Fé, exatamente como os homens fieis da Bíblia. 

A Bíblia nos dá o exemplo de muitos homens e mulheres que foram fiéis, movidos pela fé. Que possamos buscar neles inspiração para vivermos uma vida de testemunho, plenitude e graça diante dos homens e de nosso Deus, até que Ele venha nos buscar. 




Apresentação - Alice Zanco Corrêa


Na noite deste domingo, 24/01/2016, durante o “Culto da Família”, foi realizada a cerimônia de apresentação e consagração ao Senhor da pequena Alice Zanco Correa, filha de Jonatas Antônio Correa e Jessica da Silva Zanco, nascida em 16 de dezembro de 2014. A cerimonia foi assistida por amigos e familiares, dentre eles os avós paternos e obreiros da igreja, Pb. Evandro Correa e Dca. Adriana Correa.

O Pr. Wilson Gomes aproveitou a ocasião para aconselhar aos pais da criança, bem como toda a igreja, sobre os deveres da família, para que haja paz e felicidade no lar. CASA pode ser definido como qualquer edifício destinado a morada de alguém, mas o LAR pode ser entendido como um ambiente de harmonia onde as pessoas vivem e se sentem bem. Os pais são espelhos para os filhos. Precisam tomar cuidado com as palavras que não edificam, com as atitudes insensatas e os exemplos negativos. Ensinar a criança “no” caminho em que deve andar. Não adianta só mostrar o caminho, tem que ir junto (Provérbio 22:6). Dar instruções devidas em todo lugar, em todo tempo (Deuteronômio 6:6-7). Os pais não devem deixar a igreja, a escola, o mundo e a vida a tarefa de ensinarem seus filhos, pois é dever primário dos pais. O primeiro mandamento com promessa é para os filhos que honram, respeitam e obedecem aos pais (Efésios 6.1-3). Os filhos que assim procedem terão à sua disposição algumas promessas: as coisas irão bem a seu favor, terão uma vida boa e viverão muito tempo sobre a terra, desfrutando da longevidade de dias. 

Desejamos toda sorte de sobre a vida da Alice. Que Deus a ilumine em cada caminho que trilha!




sábado, 23 de janeiro de 2016

Rede Jovem com Pb. Gustavo Santos



A “REDE JOVEM Nova Dimensão” retomou com força total as suas atividades. E na noite deste sábado, 23/02/2016, os jovens da igreja usaram seus dons e talentos para louvor e engradecer ao nosso Deus em sua glória e majestade. Nesta atmosfera de adoração, o Espirito Santo encontrou liberdade para se movimentar no meio de seu povo e manifestar em sua presença de forma poderosa.

Este um tempo de adoração paradoxal... Muitos lábios e poucos corações. Somos sim uma geração de crente criados a base de “leite”, vivendo um evangelho de muitas promessas e pouca entrega. Mas a hora já chegou, em que Deus procura verdadeiros adoradores para o adorarem em Espírito e em Verdade.

Esta foi a grande mensagem que lavrou a reunião desta noite. Através da instrumentalidade do Pb. Gustavo Santos (Mogi Mirim), fomos lembrados pelo Senhor sobre a excelência da verdadeira adoração, capaz de transformar vidas e preservar nossa identidade diante dos mais agressivos confrontamentos. É preciso adorar em tempo e fora de tempo, mesmo que a escassez e a dor nos tomem em seus braços. A verdadeira adoração não acontece em momentos “convenientes”. Pelo contrário, ela é ainda mais intensa quando aparentemente “não existem” motivos para adorar

A adoração precisa ser encarada mais do que uma atividade esporádica. Ela precisar ser encarada como um estilo de vida, assim como a higiene ou alimentação. Você deseja ser transformado de glória em glória? Então viva de adoração em adoração. Se você pagar uma pessoa para correr em seu lugar, ela emagrecerá, mas você continuará do mesmo jeito. Há coisas que só funcionam se você mesmo fizer. É assim com a adoração. Devemos ir além. O nosso Deus está buscando adoradores, não oportunistas.

A ordenança de Jesus para os seus discípulos foi para que eles pregassem o Evangelho a toda criatura, em todos os cantos da terra. Assim, a Igreja foi gerada com um DNA evangelístico e missionário. Porém, antes de sair ao mundo para evangelizar, a IGREJA precisa primeiramente adorar. Não simplesmente cantar canções bonitas no domingo, de olhos fechados e mãos levantadas, mas adorar em espírito e verdade, dia e noite, noite e dia. Adoração não é status ou mero devocional, é estilo de vida. Questão de escolha. Ser adorador é viver por Deus, em Deus e para Deus. É entregar a ele o que temos o que somos e o que queremos e desta forma viver a sua vontade. É sonhar seus sonhos e querer seu querer. Dedicar ao Senhor nossos dias, nossos atos e nossa vida, vivendo de forma que cada segundo, cada gesto de nossas mãos, cada pensamento e palavra que se pense ou diga, seja para honra e Glória do Pai. Este é o dever primário da Igreja, adorar ao Senhor com toda a força de sua existência.




sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Artigo - Má Postura



Por Élita Pavan
Estudante de Fisioterapia

A postura geralmente é definida como o arranjo relativo das partes do corpo. A boa postura envolve uma quantidade mínima de esforço e sobrecarga, e conduz à eficiência máxima do corpo. A alteração da postura pode causar implicações como hiperlordose lombar e cervical, hipercifose torácica e escoliose.

A hiperlordose lombar é favorecida pela inclinação da pelve enquanto a hiperlordose cervical desgasta as vértebras e normalmente associa-se à hipercifose torácica.

Hipercifose torácica é definida como um aumento anormal da convexidade anterior da coluna vertebral, conhecida como postura de corcunda. Favorece o desgaste vertebral, o que causa dor. Pode também causar dificuldades de respiração por causa da pressão imposta sobre os pulmões.

A escoliose é uma curvatura lateral da coluna vertebral. Como a coluna vertebral não pode se flexionar lateralmente sem rodar, a escoliose envolve tanto a flexão lateral quanto a rotação. Em casos graves de escoliose ocorre o comprometimento da região cardiopulmonar.

Fatores que afetam a postura

• Configuração óssea;
• Frouxidão ligamentar;
• Encurtamento de fáscias e músculos;
• Tônus muscular (hipotonia);
• Ângulo da pelve (normal é 30°);
• Posição e mobilidade das articulações;
• Aferência e eferência neurogênicas.

Causas de má postura: 

Fatores posturais (posicionais):
• Hábito postural;
• Crianças que não querem parece mais altas que os colegas;
• Desequilíbrio, contratura ou espasmo muscular;
• Condições respiratórias;
• Fraqueza e excesso de peso;
• Perda de propriocepção;
• Dor

Prevenção

• Não realizar inclinação anterior do tronco enquanto realizar trabalhos na posição ereta ou sentado;
• Não manter uma única postura durante muito tempo;
• Não permanecer sentado durante longos períodos de tempo;
• Não puxar objetos para movê-los, sempre se deve empurrar;
•Não transportar cargas excessivas nos braços;
•Não carregar peso a mais de um lado do corpo em relação ao outro;
• Sentar de maneira adequada, com as pernas em 90º, pés apoiados no chão, coluna reta e apoiada;
•Não sobrecarregar as costas com mochilas pesadas

Tratamento

• Diagnóstico precoce;
• Intervenção Fisioterapêutica com técnicas de reeducação postural, isostreching, RPG, alongamentos, fortalecimentos dentre outros.




Vasos de Barro



O cristão precisa ter a consciência de que é proveniente do pó da terra. Assim sendo, somos vasos de barro na mão do oleiro, e é necessário que estes vasos estejam desembocados para que o Espírito Santo os encha com o óleo precioso da unção.

O apóstolo Paulo nos advertiu em II Coríntios 4:7 que a excelência do poder que há em nós vem e é de Deus, e ele deposita seus tesouros dentro de vasos comuns. Uma vez que o crente entende que ser cheio do Espírito é uma dádiva concedida e não um mérito conquistado, ele estará apto a exercer com dignidade as atribuições que o Espírito lhe conceder. A fim de capacitar a IGREJA para a grande obra a ela destinada, o Espírito “presenteia” indivíduos com “poderes” sobrenaturais e os capacita a realizar “obras” além da capacidade ou compreensão humana. Esse poder concedido não visa engrandecimento de pessoas, mas sim contribuir para o crescimento e fortalecimento da comunidade, edificando o Corpo de Cristo.  

Através de seu Espírito, Deus derrama sobre cada servo uma unção especifica, como se fosse uma ferramenta personalizada que otimiza o trabalho do Espírito Santo entre nós. Paulo usa quatro termos gregos distintos para descrever tais “ferramentas” que são entregues a Igreja para potencializar o cumprimento do “IDE” de Jesus: Pneumatikon e Charismata - ambos traduzidos por DONS (Espirituais); Diakoniai -  traduzido por MINISTÉRIOS e Energermáton - traduzido por OPERAÇÕES.

Dons Espirituais em nada tem a haver com capacitação natural, aptidão física ou intelectual. Não pode ser conseguido mediante esforço meramente humano ou formação acadêmica. É algo concedido, dado, que só pode ser recebido por um indivíduo através da ação do Espírito Santo em sua vida. Isso não implica em dizer que os dons serão dados ao revés, de forma irracional. Dons são concedidos mediante a necessidade da Igreja e são agraciados com os mesmos, pessoas que cultivem o desejo de recebê-los, busque-os em oração e se posicionem debaixo da vontade do Senhor, dando lugar ao agir do Santo Espírito, pois Paulo aconselha que a igreja procure com zelo os Dons Espirituais (I Coríntios 14:1).

É buscando em perseverança e oração contínua, disponibilizando sua vida ao Senhor, que o cristão estará apto a exercer com responsabilidade os dons recebidos. Não podemos ignorar, porém, que os dons naturais de uma pessoa também são dados por Deus e devem ser usados para louvor e glória de seu nome, assim como toda a capacitação secular do homem, deve ser colocada a serviço do Senhor.


quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

EBD - Ataques constantes contra a família



Material Didático
Revista Jovens e Adultos nº 98 - Editora Betel
Casamento e Família - Lição 04
Comentarista: Pr. Valdir Alves de Oliveira

Comentários Adicionais
Pb. Miquéias Daniel Gomes


Texto Áureo
I João 2:16
Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não são do Pai, mas do mundo.

Verdade Aplicada
Devemos preservar os nossos lares para impedir que não seja desqualificado o que foi criado por Deus.

Textos de Referência
I Coríntios 6:19-20 / I Coríntios 10:23 /  II Coríntios 13:5

Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?
Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.
Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam.
Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis, quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados.


Mantendo a luz acessa
(Comentário Adicional)

Em sua famosa obra “A Arte da Guerra”, o general chinês Sun Tzu escreveu: “Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece, mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas." Satanás é um adversário que se dedica a conhecer minuciosamente seus oponentes, descobrindo suas fraquezas e atacando exatamente os pontos mais vulneráveis de cada um. Em resumo, podemos dizer que “o diabo faz a lição de casa”. Uma vez que encontra brechas, Satanás habilmente lança suas setas perniciosas e implanta sementes pecaminosas no coração da humanidade. Então, ele pacientemente aguarda o resultado de sua semeadura, enquanto o homem sequer percebe a manipulação diabólica que acontece nos bastidores de sua vida. Deus deu ao ser humano um presente chamado “livre-arbítrio”, que é a capacidade de realizar escolhas baseadas em decisões lógicas e racionais. Como a humanidade tem se afastado cada vez mais de Deus, o inimigo usa de inúmeras artimanhas a fim de transformar o livre-arbítrio num eficiente aliado. Satanás cria situações elaboradas e apresenta alternativas rebuscadas de prazeres, e o homem, cuja mente se cauteriza pelo distanciamento proposital de seu criador, acaba priorizando escolhas que autorizam a entrada do inimigo em sua vida. Uma vez dentro, ele não tarda em iniciar seu verdadeiro ofício: roubar, matar e destruir (João 10:10). A mente do homem é um campo de batalha onde Satanás mobiliza o primor de seu arsenal. Diariamente somos bombardeados com tentações que atravessam nossos olhos como flechas, semeando sementes de hedonismo em nossa imaginação.  Satanás trabalha nas sutilezas, pacientemente esperando uma brecha para adentrar nossa mente, e ali estabelecer pouco a pouco sua fortaleza.

Em decorrência desta investida satânica, é necessária vigilância constante e irrestrita. Satanás é um adversário sutil, perspicaz e ardiloso, que embora não deva ser “temido”, jamais pode ser desmerecido, subestimado ou enfrentado sem a estratégia adequada, pois caso contrário, tem a assustadora capacidade de “cirandar” com a alma do homem (Lucas 21:31). Neste texto, Jesus fez menção ao ato de cirandar o trigo, que consistem em “moer” e “peneirar” os grãos. Para bom entendedor, fica a mensagem clara e objetiva: o diabo não está de brincadeira. Porém, Satanás é um ser que age nas trevas, e para ter êxito em sua invasão, precisa primeiro escurecer nossa mente, coração e alma (Mateus 6:23). Escuridão é um conceito abstrato, definida pela ciência apenas como “ausência de luz”.  O inimigo tem plena consciência que uma vida iluminada impede sua aproximação, então, sua estratégia é “drenar” toda luz existente. O objetivo do plano é sempre o mesmo, mas os métodos utilizados podem variar a números incalculáveis. A preguiça não é um dos defeitos de Satanás, pois ele cuida de habilmente, desenvolver estratégias específicas para cada pessoa. Seu sucesso, porém, depende de como nós preparamos para enfrentar suas investidas. A idéia básica do inimigo é ir apagando pouco a pouco nossos mananciais de luz, que são os momentos de orações, a leitura da Bíblia, a meditação, nossa comunhão com o Corpo de Cristo, a vigilância, o louvor, o culto congregacional e a adoração. Cada luz que se apaga, permite que Satanás avance pela penumbra, chegando perto do próximo alvo. Se não tomarmos uma atitude de contenção imediata contra o avanço de Satanás, nossas forças serão cada vez mais minadas, e luz se extinguirá lentamente, até mergulhar nosso espírito em densas trevas.

O alvo prioritário de Satanás no século XXI é a família. Inúmeras opções de pecados têm sido apresentadas a sociedade, embutidas nas mais diversas traquitanas da modernidade. O avanço tecnológico tem trazido inúmeros benefícios à sociedade, mas também fornece a Satanás algumas de suas armas mais mortais. A tecnologia, literalmente, colocou o mundo na porta de cada casa. O acesso a informações é instantâneo, e com facilidade “digital”, temos a mão conteúdos que deixaram nossos antepassados de cabelos em pé. Uma porta aberta está sujeita a visitantes indesejáveis, e é exatamente aí que reside o perigo. O inimigo está a todo tempo em derredor, espreitando com olhos meticulosos, esperando a hora certa de atacar. Quando menos esperamos, ele está em nossa porta, e por vezes nem se quer o reconhecemos, pois, o diabo não se apresenta com rabo e chifres (II Coríntios 11:14).  Satanás tem se camuflado em programas de TV, redes sociais, páginas de internet, filosofias religiosas, ONG´s, grupos de apoio, ideologias políticas, e em formas que sequer podemos imaginar. A questão relevante é que temos escolha. Nem toda forma de fazer política é corrupta, nem toda boa ação é inocente, a tecnologia pode ser usada para o bem ou para mal. Satanás conta com nosso livre-arbítrio para lograr êxito. Ele oferece as opções, mas não escolhe por nós. O poder de aceitar suas ofertas cabe a cada indivíduo. Uma família unida e compromissada a guardar "a porta", preparada para dizer NÃO as ofertas vindas do inferno, frustra os planos nefastos do diabo. Se as famílias sucumbirem à escuridão, todas as instituições posteriores a ela, incluindo a IGREJA, sucumbirão também. A mais eficaz estratégia contra os planos do inimigo é, em todo tempo, manter as “luzes acessas” dentro de nosso lar. Satanás investirá com furor contra as nossas vidas, estudando nossos passos, vasculhando nosso lixo, forçando nossas defesas em busca de um ponto fragilizado. Não podemos impedir seus rompantes de fúria, nem limitar seus passeios sistemáticos ao nosso derredor. Ele está fazendo seu papel, sendo quem ele é. Cabe a cada um de nós estarmos preparados para não ceder às investidas, guardados e protegidos a Sombra do Altíssimo (Salmo 91:1).


Meios de comunicação e 
redes sociais

Os desafios da família cristã frente aos ataques constantes e diretos ao casamento e à família trazem uma ruptura dos valores e quebra de princípios que precisam ser enxergados com muito cuidado. A tecnologia entrou nos lares trazendo lucros e prejuízos incalculáveis. Consequentemente, a sociedade moderna mudou o conceito de família e desqualifica os valores da instituição criada por Deus. A televisão tem afastado os membros da família, que não se alimentam mais juntos à mesa. As novelas fazem apologia e ensinam infidelidade conjugal, bigamia, poligamia, o sexo antes do casamento, o fim da virgindade e o homossexualismo. A licenciosidade, leviandade e irresponsabilidade têm traduzido decadência moral para a família. Muitos programas indecentes de pessoas inescrupulosas têm tirado a atenção dos crentes, que faltam cultos para ficar na frente da televisão. As mensagens subliminares, que são apresentadas por meio de palavras, objetos, desenhos animados, filmes, jogos, músicas, gestos e figuras, como se fossem ingênuas e inofensivas, têm sido trabalhadas na mente das pessoas, naquilo que são os seus alvos, influenciando inclusive nas atitudes dos filhos. A televisão é um importante instrumento para a evangelização, mas deve ser usada com muita cautela, pois os filmes violentos e os programas que mexem com o psicológico das nossas crianças, adolescentes e jovens podem causar desvios e danos à formação da personalidade. São verdadeiros efeitos negativos que as escravizam, viciando-as e tornando-as alienadas. A televisão ainda tem um poder influenciador de modas e de produzir consumidores compulsivos, por meio de propagandas, que são bombardeados o tempo todo na mente das pessoas, levando-as a comprarem coisas que não precisam e a se endividarem além das suas possibilidades financeiras. Infelizmente, há muitas pessoas sem escrúpulos e que estão a serviço de Satanás nesse meio.

Através também das redes sociais, a Internet está viciando os jovens e adolescentes, e até as crianças. Muitos ficam por horas na frente do computador e celular, entre outros. São filhos que estão precisando de acompanhamento psicológico pelo vício que causa depressão e dependência. Os pais estão perdendo o controle sobre os filhos porque muitos deles se isolam nos quartos e acessam programas não convenientes para menores de idade. É uma grande dor de cabeça para os pais, porque muitos não têm acesso à rede e não sabem nem como funciona. A pornografia, a pedofilia e o envolvimento com pessoas desconhecidas, através das redes sociais, estão concentrando um perigo iminente para os nossos jovens, que marcam encontros sem nunca ter visto um ao outro e muito menos conhecem a família. Os jovens, que começam a namorar via internet, precisam tomar muito cuidado e conhecer os antecedentes e a família dos pretendentes e procurar não realizar encontros escondidos. Os desafios da família cristã frente aos ataques constantes e diretos ao casamento e a família trazem uma ruptura dos valores e quebra de princípios que precisam ser enxergados com muito cuidado, tanto pelos filhos quanto pelos pais. A Igreja tem um papel fundamental, que é alertar as pessoas quanto à conduta a ser adotada diante de um mundo que jaz o maligno.

Por mais que tenhamos a sensação de avanço e progresso tecnológico que chegou aos nossos lares, vemos um veneno mortífero que aos poucos está tentando destruir a formação moral e ética dos nossos filhos, fazendo com que percam os valores cristãos. Quando não é bem utilizada, a tecnologia traz embutida a iniquidade (Mateus 24:12). Todo cuidado é pouco, porque vem entrando sorrateiramente nos nossos lares. Estamos vivendo o século XXI. A pós-modernidade chegou a todo vapor, o progresso é patente aos nossos olhos, a globalização é real, a informação navega velozmente pelos canais de fibras óticas e pelos satélites de última geração. No entanto, diante do avanço tecnológico, há a necessidade de colocar limites. Enquanto os filhos estão sob a tutela dos pais e os pais conseguem frear os seus impulsos, se faz necessário colocar limites, além, é claro, de educa-los sobre o perigo de toda ferramenta de informação e tecnologia.


Uma teia de alcance mundial
(Comentário Adicional)

A “World Wide Web” (teia de alcance mundial), é sem duvidas um dos maiores avanços da história da humanidade, interligando o mundo inteiro em tempo real. Nunca foi tal fácil se comunicar, obter informações, transferir arquivos, armazenar dados e encontrar pessoas. Através da grande rede, qualquer um pode observar o mundo por uma janela de poucas polegadas.  A internet nasceu nos laboratórios militares dos EUA durante os anos 60. Inicialmente, ela foi desenvolvida para viabilizar a troca de informações entre os computadores do governo, e era chamada de Aparnet. Em 1989, já nos laboratórios da CERN (organização europeia para pesquisa nuclear), o físico inglês Tim Berners-Lee desenvolveu as características do que hoje conhecemos por "www", estabelecendo uma linguagem padrão para a circulação de dados, permitindo que qualquer computador, independentemente de onde estivesse no planeta, pudesse ter livre acesso a esse mundo virtual. Desde então, a internet só evoluiu, fazendo com que as empresas envolvidas com qualquer tipo de comunicação invistam valores exorbitantes no desenvolvimento de novas tecnologia,s tanto para melhoria, quanto para facilitar o acesso de qualquer indivíduo às informações disponibilizadas na Rede.  Já em 1969, com o desenvolvimento da tecnologia dial-up (conexão a internet por redes telefônicas) e o lançamento da CompuServe (serviço comercial de conexão com a internet), surgiram os primeiros relatos de socialização de dados. Este era o embrião das Redes Sociais.

O envio do primeiro email é datado de 1971, sendo que em 1978, dois especialistas em informática de Chicago desenvolveram o BBS (Bulletin Board System), sistema que utilizando modem e linha telefônica possibilitava o envio de convites para eventos e a realização de anúncios pessoais. Em 1984, o Prodigy, um novo serviço comercial de conexão é lançado nos EUA. Em 1985, a American Online (AOL) passou a fornecer ferramentas para que pessoas criassem perfis virtuais na rede, bem como o desenvolvimento das primeiras “comunidades”. Em 1997, a mesma empresa implementou um sistema de mensagens instantâneas, criando o primeiro “chat”, pioneiro entre os serviços de “menssegers”. Os primeiros traços de redes sociais surgiram em 1994 com o lançamento do GeoCities, também da AOL. Mas é em 1995 que surge definitivamente a primeira rede social da história: o Classmates, que ultrapassou a marca de 50 milhões de usuários. Em 1997, o Six Degrees levou o conceito de “rede social” ao patamar que conhecemos hoje. Daí em diante, os avanços não pararam mais: Fotolog (2002), Friendster (2002), MySpace (2003), Linkedin (2003), Orkut (2004), Facebook (2004) e Twitter (2006). Outras redes que tambem somam milhões de usuários ao redor do mundo são: Tumbler, Blogger, Instagram, Flickr, Pinterest, Google+ e o WhatsApp, que segundo seus criadores, chegou em janeiro de 2016, a marca de 990 milhões de usuários. O grande problema é que as Redes Sociais podem exercer uma influencia devastadora sobre o indivíduo, capaz até mesmo de destruir famílias. Ou seja, a chave para o BEM ou para o MAL está na ponta nossos dedos.

Segundo especialistas, o vício em internet é forte como a dependência química, sendo cada vez mais aceito nos meios clínicos como uma patologia capaz de gerar, inclusive, transtornos mentais. Podemos definir o vício como um comportamento compulsivo que leva a efeitos negativos quando um hábito nocivo é negado. Assim, quando um viciado em internet fica "desconectado" por longos períodos, pode ter reações imprevisíveis. A exposição constante as Redes Sociais (seja passiva ou ativa), também podem desenvolver no indivíduo quadros de baixa estima, fobia social, isolamento, solidão, inveja, insegurança, vitimização, autopiedade, insatisfação, sentimento de inadequação, depressão, ansiedade e transtorno de personalidade narcisista. Além disso, a falta de atividades físicas e a alimentação desequilibrada (inerentes ao vício), podem colaborar para o desenvolvimento de doenças como a trombose e a embolia pulmonar. 

Outro aspecto alarmante é a criação de um mundo utópico e o estabelecimento de objetivos inalcançáveis (já que as Redes Sociais expõem “momentos” que podem ser entendidos como uma felicidade que de fato não existe), além de um senso competitivo pernicioso. Este fenômeno é chamado por analistas de "Depressão do Facebook", pois jovens tendem a se deprimir ao ver fotos e comentários de outras pessoas, achando que sua vida é inferior à deles.  Atualmente, a mesma rede é citada entre os motivos que mais levam  casais a se divorciarem na América. Outras patologias associadas ao vício digital são: "Síndrome do Toque Fantasma (pequenos delírios que remetem a vibrações ou toques inexistentes do celular), "Nomophobia" (sensação de desespero ao ficar sem celular, ou até mesmo quando a bateria do mesmo esta acabando), "Náusea Digital" (vertigem provocada por exposição a movimentos na tela, que fazem o corpo reagir como se também se movesse), "Cibercondria" (quando se toma por real qualquer informação divulgada pela internet) e o "Efeito Google" (o cérebro passa a reter menor quantidade de informações em decorrência da facilidade para realização de pesquisas digitais).

O chamado "Transtorno de Dependência da Internet" é tão presente em nossos dias, que especialistas já conseguem medir até mesmo o IMV (Índice de Massa Virtual) de um individuo, processando dados como a quantidade de aparelhos conectáveis que uma pessoa possui e seus hábitos na grande rede. Cabe então, o excelente conselho do sábio rei Salomão, (escrito a milênios num bom e velho pergaminho): Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todas as coisas debaixo do céu (Eclesiastes 1:1). A internet pode ser uma benção ou uma maldição dentro da família, tudo depende do “como”, “quando” e “quanto” escolhermos usá-la.  Ao “navegar” por ela, lembre-se sempre que seu nome original é “teia”... Então redobre a vigilância para não ficar preso em suas armadilhas.


Evoluções, ocupações e amizades

As evoluções são benéficas ou maléficas? Depende de como as usamos em nossas vidas. Para que elas sejam bênção e não maldição, as evoluções precisam ser confrontadas com a Palavra de Deus, pois não podemos abandonar os valores cristãos. O choque de gerações é uma realidade. O que não se praticava antigamente, hoje está passando a ser normal. Os pais precisam entender que os filhos não viver a sua geração, mas também os filhos precisam entender que muitos pais não alcançarão os níveis que eles chegaram. Neste caso, o equilíbrio é a saída. Só a compreensão de ambas as partes para se chegar a um acordo. O diálogo, a aproximação, o respeito e a amizade entre os pais e filhos diminuirão os prejuízos destas evoluções.

Com a correria dos grandes centros urbanos e o trânsito, as pessoas passam duas ou mais horas dentro de um veículo particular ou transporte coletivo. Quando sobra um tempinho para a família, este tempo é preenchido com as academias, pescarias e os encontros sociais e a família vai ficando em segundo plano. A necessidade de estudar, se aperfeiçoar para a concorrência no mercado de trabalho também é outro agravante. Muitos pais só têm contato com os filhos nos finais de semana, o que é pouco para quem precisa de mais atenção, carinho e educação.

As amizades do mundo não podem interferir no casamento e na família (II Coríntios 6:14). Quando aceitamos a Cristo, o nosso ciclo de amizades precisa mudar. Muitas amizades conseguidas através das redes sociais têm sido uma dor de cabeça para os pais e um estrago para as famílias. Muitos jovens cristãos ao namorar com descrentes pensam que depois de casados conseguirão leva-los para a igreja. Isto raramente acontece, é uma exceção. O que parecia uma benção pode virar uma maldição ao abrir as portas e ceder para o jugo desigual. Todos precisamos nos questionar as vezes. “Quem são meus amigos?”; “Com quem eu ando?”; “Com quem me relaciono no trabalho, na escola?”. Estas são perguntas que devem ser respondidas por todos os cristãos. Se você está debaixo de algum jugo desigual com algum infiel, você está correndo risco. A Palavra de Deus diz em I Coríntios 15.33: “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes”.


A família na mira da lei
(Comentário Adicional)

A sociedade brasileira tem seus direitos assegurados pela Constituição Federal de 1988 e pelo Código Civil (Lei 10.406/02), que também detalham os deveres de cada cidadão. Mas as crescentes transformações sociais que assombram nosso século, clamam por alterações profundas em nossos códigos legislativos, afim se garantir certos privilégios para alguns grupos minoritários.  Um dos pontos mais relevantes é uma reinterpretação do artigo 226, que visa recepcionar constitucionalmente “todo” e “qualquer” modelo familiar. Neste caso, a estrutura familiar bíblica estabelecida no Éden e reafirmado na sombra do Monte Ararate (Gêneses 1:28 / 9:7), deixaria de ser o única definição de "família" reconhecida por lei. Assim, o núcleo familiar composto por pais heterossexuais + filhos, e que por milênios tem sido observado na cultura judaico-cristã, passa a coadjuvar num cenário que abraça afetuosamente modelos familiares reprováveis a luz da Bíblia, tais como o concubinato e a homo-afetividade, além das chamadas uniões estáveis, eudomonistas, livres e plúrimas. Estes novos conceitos de família estão em desconformidade aos desígnios de Deus, pois são oriundos de relacionamentos homossexuais, bígamos, ou descompromissados, todos em aversão aos valores cristãos.  Conceitos como a homo-afetividade, (que de forma pontual sempre permearam a história) agora emergem em escala global, ganhando força midiática ao lado de novíssimos elementos sociais, tais como “identidade de gênero” e a “multiplicidade de formações familiares”. No mundo moderno, a “FAMÍLIA” nos moldes bíblicos se tornou uma instituição ultrapassada e que está fadada ao ostracismo.   Segundo alguns especialistas da área, a “família tradicional não existe mais”.  Uma “Proposta de Emenda Constitucional” elaborada por uma comissão da OAB (ordem dos advogados do Brasil), veladamente recomenda ao Superior Tribunal Federal uma verdadeira ditadura de minorias em prol dos grupos LGBT.  Ao todo, o Estatuto da Diversidade Sexual, propõem pelo menos 132 alterações em dispositivos legais que protegem o modelo tradicional familiar.

Os 109 artigos deste famigerado "estatuto", buscam legitimar verdadeiras aberrações morais, que seriam impensáveis a alguns anos atrás. Por exemplo, segundo o “título III - artigo 5”, qualquer instituição, seja estatal, social ou familiar, ficará proibida de coibir a plenitude de relações afetivas e sexuais de qualquer indivíduo. Em outras palavras, os pais não podem interferir, argumentar ou questionar a vida sexual de seus filhos. Estaria aberta as portas da promiscuidade infantil e da pedofilia. Outros tópicos que despertam a indignação de grande parte da sociedade estão exatamente ligados a questão da “multiplicidade de formações familiares”. Podemos ressaltar aqui o “titulo VI – artigo 32” que prevê a retirada dos domínios “pai” e “mãe” de qualquer documento de identificação, tais como certidão de nascimento, RG, título de eleitor, carteira de motorista e passaporte. No lugar, seria aberto o campo “filiação”, onde poderiam constar sem problemas, o nome de dois homens ou de duas mulheres. Outro precedente aberto é a extinção das festividades escolares referentes ao dia das mães e dos pais, para evitar constrangimento a filhos pertencentes aos “novos” modelos familiares. Com isso, melindrosamente, o conceito “pai e mãe” se enfraqueceria cada vez mais nas próximas gerações.

Outra questão de grande discussão social é a IDEOLOGIA DE GÊNERO, teoria na qual o indivíduo não nasce com seu sexo definido e deve descobri-lo durante seu desenvolvimento, podendo inclusive, mudar seu “gênero” diversas vezes ao longo da vida. O Estatuto da Diversidade Sexual prevê que os educadores devem estimular seus alunos nesta “descoberta”, visando superar toda forma de “discriminação”, mas por outro lado, proíbe qualquer tratamento para a reversão da orientação sexual ou identidade de gênero. Com isso, por exemplo", seria um crime dizer que Jesus pode transformar a vida de um homossexual. E se tratando deste assunto, não podemos esquecer do Projeto de Lei da Câmara 122/2006, que ficou conhecido como “Mordaça Gay”.  Após ser repudiada por diversos seguimentos da sociedade por seu contexto unilateral e abusivo, que propunha transformar o Brasil numa ditadura homoafetiva, a PL 122 recebeu um substitutivo e anda adormecida nas pautas do Congresso Nacional. Seu objetivo, porém, continua o mesmo, agora mais voltado para a já citada Ideologia de Gênero. Caso estas propostas fossem aprovadas pelo legislativo, qualquer crime envolvendo homossexuais, correria em segredo de justiça, fechando os olhos da sociedade a qualquer desvio moral destas relações. Outro ponto no mínimo curioso é que a divisão de banheiros femininos e masculinos se tornaria uma mera formalidade, já que o indivíduo poderia usar qualquer um deles, de acordo com a “identidade de gênero” do dia. Na contagem de alguns parlamentares cristãos, existem atualmente no Brasil cerca de 867 projetos de leis que ferem vergonhosamente a índole da família cristã e os estatutos da Palavra de Deus.


Novas leis concernentes à família

Há projetos de leis circulando nas comissões, gabinetes e plenários do Parlamento que são contra os princípios cristãos. A sociedade pós-moderna tem recebido uma enxurrada de leis que favorecem as práticas pecaminosas, tão combatidas pela Palavra de Deus. Precisamos ficar atentos e não nos conformamos com este mundo cheio de iniquidades (Romanos 12:2). Pela compreensão do Estatuto da Criança e do Adolescente, os pais estão quase impedidos de disciplinar os filhos, conforme ensina a Palavra de Deus (Provérbios 23:13; 29:15-17). É claro que tudo deve ser feito dentro de parâmetros aceitáveis, não se pode tirar sangue dos filhos, mas também não se pode retirar a disciplina da correção. O serviço dado aos menores de idade é considerado trabalho infantil, mas os filhos precisam ganhar interesse pelo trabalho desde cedo. A coerência e o equilíbrio precisam prevalecer. A palavra “disciplina”, no original em hebraico é reservada tão somente para descrever a punição que Deus impõe para ensinar e corrigir o Seu povo (Provérbios 29:15). Outra palavra comum para indicar disciplina na Palavra de Deus, especialmente no livro de Provérbios, é instrução (Provérbios 19:20). Principalmente para os que são pais, que a boa fama de uma pessoa depende também da maneira pela qual consegue reger sua família (Provérbios 31:23 / I Timóteo 3:2-5).

Quem aceita o aborto simplesmente porque acha que foi um descuido se engravidar, ou porque acha que não é hora de se ter um filho, e manda retirar o feto, já é considerado criminoso (Salmo 139:16). A Bíblia diz: “Não matarás” (Êxodo 20:13 / Romanos 13:9). O aborto não pode ser considerado caso de saúde pública. Uma gravidez deve ser encarada com dignidade e respeito à criança, e também como um mandamento bíblico (Gêneses 1:28). Os direitos humanos têm defendido o casamento de pessoas do mesmo sexo. No entanto, o homossexualismo é combatido de forma veemente pela Palavra de Deus (Romanos 1:26-27). A possível legalização da prostituição é uma afronta à família e aos princípios cristãos. A profissionalização da venda do corpo, defendida por uma parte dos legisladores, é uma depravação e uma coisa perniciosa para as famílias de bem e a sociedade como um todo. A Bíblia mostra a vontade de Deus para o cristão, isto é, abster-se da prostituição e saber possuir o próprio corpo em santificação e honra (I Tessalonicenses 4:3-4). Lembre-se:  “Nem impuros, nem efeminados, nem sodomitas herdarão o Reino de Deus” (I Coríntios 6:9); “Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação” (Levíticos 18:22). Há um forte desejo de mudar a Constituição Federal do Brasil de 1988, Artigo 226, que fala que o casamento é entre um homem e uma mulher. No caso de legalização da prostituição, assinar a carteira de trabalho, ter direitos trabalhistas e aposentadoria no exercício da prostituição é uma aberração sem precedentes.

Pode ser concedida a regulamentação do concubinato “união estável”, lavrada em cartório, para divisão de herança e reconhecimento dos filhos. A Igreja precisa preservar o casamento civil, que é definitivo e não pode ter quebra de acordo, conforme diz a Bíblia (I Coríntios 7:39). Os contratos temporários, também aceitos pelas autoridades, mais parecem um teste de adaptação, que, quando não dão certos, são descartáveis, e, no final do contrato, cada um segue a sua vida. O casamento não é em caráter experimental, mas definitivo. De acordo com o escritor Leon Morris, a indissolubilidade do casamento, a não ser pela morte, está na base deste texto de I Coríntios 7.39. Uma mulher está ligada ao seu marido, enquanto este viver. Se ele morrer ela fica livre para se casar, se quiser, No casamento, como em tudo mais, o cristão deve estar cônscio de que age como membro do Corpo de Cristo.

Conclusão

Vivemos os últimos dias da Igreja aqui na Terra. As instituições estão sendo fragilizadas e vulgarizadas diante das inovações e conceitos de homens sem o temor de Deus. Cabe a Igreja pregar contra estas práticas e não concordar com este mundo, que a cada dia fica mais distante de Deus.




Casamento e família são os maiores patrimônios que a sociedade tem. Salvar o nosso casamento e a nossa família é algo que não tem preço. O tema é bastante salutar e propício para os dias de hoje, pois o casamento e a família são bombardeados o tempo todo. A Igreja do Senhor Jesus não pode abrir a guarda e se conformar com a concepção deste mundo tenebroso, onde o errado está passando a ser certo. Participe neste domingo, 24 de janeiro de 2016, da Escola Bíblica Dominical, e aprenda também a proteger sua família dos ataques incessantes de Satanás.