segunda-feira, 28 de março de 2016

Qual a função da "ALMA"?



O homem é um ser tridimensional dotado por corpo, alma e espírito.

O “corpo” é a parte externa, corruptível e mortal. Foi originada no pó da terra, lugar para onde deve regressar posteriormente (Eclesiastes 12:7). Perecível e finita, esta carcaça é composta basicamente por água e uma vasta gama de elementos químicos, que apesar de sua preciosidade em vida, deixa de ter qualquer valor quando passa pelo processo da morte, deteriorando-se até retornar ao nada.

Já o “espírito do homem” é sua parte eternal. Foi confiada a ele por Deus ainda no Jardim, e será requerida pelo Criador assim que deixar o corpo para traz. É nossa ligação direta com o mundo espiritual, e está sempre inquieto por Deus, já que por essência, se opõem aos desejos carnais.

Se corpo e espírito são contrapontos de uma batalha épica dentro do homem, a “alma” é o fiel da balança, decidindo quem será o grande vencedor.

O livro do Gêneses nos conta que após ter formado o homem do pó da terra, Deus soprou o fôlego de vida em suas narinas (espírito), e ele se tornou “alma vivente”. É exatamente em nossa alma que estão centralizadas as emoções, os sentimentos, os desejos e o intelecto.

A alma é o epicentro de nossa vontade, e também de nossa personalidade. Nela é forjado nosso caráter, estabelecida nossa postura e definida nossas inclinações. A alma pode ser ambígua, funcionando tanto quanto uma ancora para corpo (Lucas 12:19-20) ou uma alavanca para nosso espírito (Salmo 42:1).

A alma está em constante ebulição, intempestiva e imprevisível. Uma prova desta verdade pode ser constatada nas páginas do livro dos Salmos. Em primeiro lugar, precisamos compreender que este compilado de cânticos e poemas são oriundos dos sentimentos e anseios de seus compositores. Por isso, quando iniciamos sua leitura, é como se embarcássemos em uma verdadeira “montanha russa emocional”, num sobe e desce frenético de emoções e sentimentos.  Se um verso expressa toda a confiança do salmista em Deus, outro logo ali na frente, o mesmo parece depressivo e derrotista. 

Por exemplo, o Salmo 4:3 é radiante em felicidade, dizendo que na presença de Deus os justos se regozijam e folgam em alegria e o Salmo 116:3, expressa uma angustia profunda, já que o salmista se sente “amarrado com cordas de morte, apoderado pelas angustias do inferno, vivendo em aperto e tristeza”. Paradoxal? Nem tanto. Os Salmos são reflexos da alma humana, cheia de sombras e suscetível as intempéries da vida. Nossa verdade absoluta muda ao sabor das circunstâncias e acabamos influenciados por elementos externos e seculares. Nossa fé por vezes se mostra oscilante, o ânimo se torna dobre e mãos esforçadas insistem em fraquejar.

Nossa alma é pega neste “cabo de guerra” entre carne e espírito, e dependendo de quem estiver exercendo maior força, mudamos os discursos e as ações. Jesus é o ponto de equilíbrio para nossa alma. Ele nos assiste nas alegrias e nos conforta nas tristezas. Os salmistas, embora estivessem vivendo situações adversas uns dos outros, tinham sempre um ponto em comum. Na caverna de Adulão, privado de todo conforto e passando necessidade, Davi traz a memória o “pastor que sustenta suas ovelhas” (Salmo 23:1). Um Asafe cujo corpo está desfalecido, testifica que o seu coração é fortalecido pelo Senhor (Salmo 73:26). Os filhos de Coré, constantemente assombrados por erros do passado, se regozijam na bondade Deus que tem sido escudo sobre eles (Salmo 84:11). Um Moisés calejado pelos anos no deserto solta a voz para exaltar ao Senhor que “cuida do pobre e do necessitado” (Salmo 40:17).

Deus é o único que pode acalentar a alma, fazendo a sossegar mesmo em tempos de aflição: - Amo ao SENHOR, porque ele ouviu a minha voz e a minha súplica. Porque inclinou a mim os seus ouvidos; portanto, o invocarei enquanto viver. Os cordéis da morte me cercaram, e angústias do inferno se apoderaram de mim; encontrei aperto e tristeza. Então invoquei o nome do Senhor, dizendo: Ó Senhor, livra a minha alma. Piedoso é o Senhor e justo; o nosso Deus tem misericórdia. O Senhor guarda aos símplices; fui abatido, mas ele me livrou. Volta, minha alma, para o teu repouso, pois o Senhor te fez bem (Salmo 116:1-7).

domingo, 27 de março de 2016

Transformando água em vinho



Livremente inspirado na ministração do Pr. Elói Buhl no Culto da Família realizado no dia 27/03/2016. Texto de referência: João 2

Jesus e seus discípulos foram convidados para uma festa de casamento na cidade de Caná da Galileia. Maria, sua mãe, era amiga da família dos noivos, e o pregador nazareno fez questão de prestigias os nubentes. Naquele tempo, as bodas duravam até uma semana e era preciso uma fartura muito grande de comida e a bebida para atender a demanda de convidados.

O vinho era indispensável nas núpcias, pois era o sinal da alegria, e simbolizava o amor entre os noivos. Quando terminava o vinho, era costume se oferecer aos convidados um suco de uvas amargo e ruim. Para quem já estava bêbado, não fazia diferença e esta bebida era conhecida como o “vinho pior”. Pela narrativa podemos concluir que aquele casamento em Caná era de gente pobre, porque nos casamentos dos ricos, nada faltava, nem vinho e nem comida, mas naquelas bodas faltou vinho, o que era uma tremenda vergonha para os noivos e suas famílias.

Quando o vinho acabou, Maria, percebendo a agonia da família, foi até Jesus e disse: Filho, temos um problema... Não têm vinho. ” Naquele momento, o Cristo começa a se revelar na resposta dada pelo Senhor: -  “Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora. ” Apesar desta ter sido uma interpelação aparentemente negativa, Maria foi  aos serventes e recomendou: -  “Fazei tudo quanto ele vos mandar”. Maria agiu como serva e não como “a mãe de Jesus”, neste instante ela professa sua fé no Filho de Deus. Ela sabia que Jesus era o Emanuel prometido, o Deus entre homens, e creu, que Ele não deixaria os noivos passarem por uma tremenda vergonha. Se o vinho que traz uma alegria passageira havia acabado, ali estava o vinho da Nova Aliança, capaz de proporcionar alegria eterna.

Jesus mandou os serventes encherem seis talhas de pedra de água e em seguida, mandou que eles retirassem das talhas uma vasilha e fossem apresentá-la ao mestre cerimonial. Quando o oficial da cerimônia provou a água transformada em vinho, disse ao noivo: - “Todo o homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho.” 

Jesus nem tocou nas talhas de pedra para transformar a água no vinho mais delicioso. A maior lição que podemos extrair da cena de um casamento onde Jesus é convidado, é que tudo dá certo na presença Dele, mesmo o que poderia dar errado. Na presença do Senhor há plenitude de alegria. Os desertos desta vida são insuportáveis sem Deus, porém, com Ele, tudo muda de figura, porque o milagre começa de dentro para fora e a primeira coisa que muda em nossa vida com Jesus, é a forma como vemos o mundo e tudo o que nos acontece.

Ainda hoje Jesus aceita convites... Não para participar de festas de casamentos, mas sim para entrar em nossas vidas. Quando o recebemos como Senhor absoluto, e entregamos a Ele o comando da “cerimonia”, a alegria nunca vai faltar, mesmo que o vinho (que aqui pode ser qualquer outra coisa de vital importância) se acabe. Nenhuma festa esta completa, se Jesus não estiver presente... Mas Ele só se faz presente mediante convite nominal e intransferível...

Mande seu convite ainda hoje... E quando Ele chegar, faça exatamente tudo que ele ordenar... A festa nunca vai acabar...



Batismo em Águas - Catedral Sede



O Cristianismo é uma crença de tumulo vazio. Ignore a ressurreição de Jesus, e toda a nossa fé implodirá. Milhares de pessoas foram martirizadas por suas ideologias, condenadas por seus ensinamentos e morreram defendendo sua verdade. Mas somente Jesus foi capaz de ressuscitar, provando que suas ações e suas palavras provinham de Deus. A fé na ressurreição de Jesus Cristo é o fundamento da mensagem cristã. Ela estaria morta se lhe fosse retirada a verdade da ressurreição de Cristo. A ressurreição de Jesus são as primícias de um mundo novo, de uma nova situação do homem. Ela cria para os homens uma nova dimensão de ser, um novo âmbito da vida: o estar com Deus. Também significa que Deus manifestou-se verdadeiramente e que Cristo é o critério no qual o homem pode confiar.

No Domingo de Páscoa celebramos a ressurreição de Jesus Cristo. Que dia maravilhoso é este para os cristãos se regozijarem em união. O mundo não o compreende, e isto é lamentável porque a ressurreição resolve os três maiores problemas da humanidade: a morte espiritual, a morte física e a vida sem esperança.

E poderia haver maneira melhor de celebrar a Pascoa do que presenciar em loco o resultado da vida, morte e ressurreição de Jesus?

Na manhã pascal deste domingo, 27/03/2016, nos reunimos em nossa Catedral Sede em Mogi Guaçu, para testemunhar o “nascimento” de 75 novos crentes, que entregando definitivamente sua vida ao Senhor, desceram as águas batismais, proclamando publicamente sua fé... Um momento emocionante para todos os semeadores que dedicam sua existência para semear o Evangelho. Festa na terra, festa no céu... Depois de vinte séculos, Jesus continua nascendo e renascendo nos corações...

Nossa comunidade em Estiva Gerbi, é especialmente grata ao Senhor pela vida dos irmãos Clayton Augusto de Melo Freitas e Letícia Maria Zaratin Mariano dos Reis, filhos desta igreja, que hoje ingressam nesta grande grei, endossando as fileiras dos fiéis. Entre os ministros batizantes, o Pb. José Severo da Silva representou a nossa cidade.

A cerimônia foi assistida por familiares, amigos e pastores, que uníssonos, agradeciam ao Senhor por cada alma batizada. Os candidatos indicados por Estiva Gerbi foram acompanhados pelo Pr. Wilson Gomes e pelos secretários eclesiásticos, Pb. Carlos Alexandre Alves de Lima e Cp. Lucas Passarelli Gomes.

Parabéns a todos! 




A base de nossa fé



Cícero Alvernaz

Páscoa, na sua essência, é uma festa judaica que lembra a saída do povo judeu do Egito, conduzido por Moisés, seguindo rumo à terra prometida por Deus a Abraão, Isaque e Jacó. Essa história bíblica está narrada no livro de Êxodo, que significa saída.

Páscoa até hoje é uma festa incorporada à vida e aos costumes judaicos e faz parte das principais festas realizadas pelos judeus, de acordo com o seu calendário.

O Senhor Jesus quando esteve aqui na terra durante a Sua missão salvadora participou, como todo bom judeu, de todas as festas que se realizavam em Jerusalém, a cidade santa. Até hoje peregrinos vão a essa cidade por ocasião dos festejos ligados à tradição e à religião desse povo.

Páscoa fala de sofrimento, perseguição, mas também fala de vida, de alegria e de libertação. O Senhor Jesus fez questão de se reunir com os discípulos para participar da última páscoa e na ocasião exclamou: "Desejei muito comer convosco esta páscoa, antes que padeça". (Lucas 22:15). Era a sua última páscoa - um momento importante, um momento de despedida que marcaria, com certeza, a vida dos discípulos.

Após aquela cerimônia, todos cantaram o hino e foram para o Monte das Oliveiras. Era a última semana do ministério de Jesus aqui na terra - um momento especial e de intensa emoção. Poucos dias depois o Mestre seria entregue às autoridades. Páscoa, apesar de ser uma festa judaica, foi incorporada á vida das igrejas cristãs e hoje é lembrada e celebrada evidentemente de forma diferente dos costumes judaicos.

Hoje, entendemos que essa festa significa vida, ressurreição, fartura e alegria. Paralelamente, comemoramos a ressurreição de Jesus que é a razão da fé e da crença de todos os cristãos. Ato esse que se deu num domingo, embora não saibamos em que mês se deu tendo em vista que seguimos outro calendário. Aprouve a todos os cristãos das diversas confissões lembrarem a grande vitória de Cristo que foi a sua ressurreição após ficar três dias no sepulcro. Olhando por este prisma é sempre bom lembrarmos esse momento de alegria e superação. Isto marca o cristão e fortalece a sua fé.

Hoje, entretanto, a Páscoa para muitos se transformou numa tradição comestível, pois se misturou ao comércio tornando-se uma festa que lembra chocolate, coelho, enfim, guloseima. A Páscoa, assim como o Natal, não conseguiu resistir aos apelos comerciais - de espiritual se transformou numa festa material com claros interesses lucrativos.

Hoje, a Páscoa tem o formato de um ovo e movimenta milhões de reais em nosso País. Apesar destas anomalias, os autênticos cristãos continuam lembrando e comemorando a ressurreição de Jesus que é a a base da fé cristã e a razão de tudo.

Paulo chegou a afirmar: "E, se Cristo não ressuscitou logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé". (I Coríntios 15.14).

Uma feliz Páscoa para todos!




EBD - Fruto do Espirito (Novo Trimestre)



Vai começar um novo trimestre da Escola Bíblica Dominical, trazendo o tema FRUTO DO ESPÍRITO – Destacando os aspectos do caráter cristão na era da pós modernidade.

Muitos cristãos dedicam suas vidas na busca de dons, unção e poder, mas se esquecem da necessidade da frutificação. Ainda mais diante de cenário caótico e mundano, que se instala até mesmo dentro das igrejas. Se os DONS são presentes de Deus para nós, os FRUTOS são presentes nossos para Deus; obras que produzimos para Honra e Glória do Senhor e como testemunho de nossa fé junto aos ímpios. Ambos, DONS e FRUTOS devem coexistir em nossa vida, pois são complementos um do outro, faces da mesma moeda. Ambos devem caminhar parelhados, simultaneamente, pois quando um deles falta, o outro estará comprometido.  Entretanto, o termômetro de espiritualidade e santificação, seja de um indivíduo ou de toda uma congregação, não são os DONS; pois a qualidade de uma árvore deve ser avaliada pelos Frutos que produz, e não pelos enfeites que penduramos nela.

O pecado afetou consideravelmente a imagem de Deus em nós, nos levando a produzir obras carnais. Através do novo nascimento e da produção continua de Frutos Espirituais o caráter de Cristo é refeito no homem. O Fruto Espiritual é uma prova eficaz que estamos progredindo em nosso processo de santificação, tornando nossa maturidade espiritual perceptível. A partir do exato momento de uma conversão genuína, a frutificação já começa a se manifestar.

Este fruto pode ser descrito como uma tangerina com nove gomos ou um belo cacho com nove uvas muito viçosas, sendo esta uma condição irrevogável e sem concessões. Um fruto com apenas oito gomos ou um cacho com apenas oito uvas, logo é um fruto defeituoso, produzido por uma árvore de qualidade duvidosa.  Uma árvore que produza frutos incompletos será desqualificada, desarraigada e lançada ao fogo. Assim, a avaliação de nosso caráter para fins de juízo ou galardão se dará pelo minucioso exame dos frutos que produzimos ao longo de nossas vidas. Mas como deve saber se um fruto produzido apresenta uma qualidade perfeita? Ora, este fruto só será completo e de qualidade inquestionável se for constituído por nove elementos essenciais para o desenvolvimento do nosso caráter cristão: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperanças.

O comentarista deste trimestre é o Pr. Israel Maia, psicanalista, teólogo, membro da junta conciliadora e do conselho de educação da CONEMAD-RJ, membro da sociedade psicanalista para estudos freudianos do estado do Rio de Janeiro, pastor presidente da Assembleia de Deus em Bento Ribeiro-RJ, professor de diversas matérias teológicas, articulista e conferencista.

A aulas em nossa igreja, acontecem aos domingos, a partir do dia 03 de abril, sempre as 9:00 horas, e serão lecionadas pelos seguintes professores: Pb. Miquéias Daniel Gomes, Pb. Bene Wanderley, Pb. Paulo Oliveira, Pr. Wilson Gomes e Dca. Roseane Costa. Haverá classes especiais para jovens e adultos, e estudos completos com comentários adicionais serão postados toda quinta-feira, na nossa página da EBD.


Palavra do Comentarista
Pr. Israel Maia

O uso descontrolado da Internet tem levado muitos à escravidão, a um mergulho em uma atmosfera de falsidade, hipocrisia, adultérios, etc. É verdade que a tecnologia pode nos aproximar com maior rapidez de fatos, eventos e formas de comportamento, entretanto, a nossa vida precisa ser norteada pelo Criador. 

Ao permitirmos que nossa vida seja conduzida pelos princípios das Escrituras, alcançamos o patamar exigido pelo Senhor àqueles que buscam ter uma comunhão perfeita com Ele. Uma vida que visa promover o amadurecimento do fruto do Espírito Santo tem em si o crescimento espiritual necessário para vencer as artimanhas do inimigo. Que esta revista sirva como instrumento para esclarecimento e um meio de enxergar as armas ocultas utilizadas pelo diabo. Viver o fruto do Espírito é trilhar o caminho escolhido por Deus para que tenhamos uma vida perfeita e vitoriosa.


Feliz Páscoa








sábado, 26 de março de 2016

Potencial para mudar o mundo



O jovem proclama querer mudar o mundo e muitas vezes se sente frustrado por não saber como. Este sentimento misto de onipotência e incapacidade queima como fogo, gerando na juventude uma inquietante sensação de desconforto com a sua realidade, o com isso, jovens promissores são levados ao  engano de vontade de querer fazer algo certo, mas por não ter a experiência necessária, tudo acaba saindo as avessas.  Se a imaturidade e experiência são fardos inerentes a juventude (isso é a vida), a facilidade de absorver influencias pode suprir tais carências. Bem instruído, o jovem é potencializado para obras portentosas e se torna uma ferramenta poderosa nas mãos de Senhor, afinal, como já disse o apostolo João, uma vez que guarda a Palavra de Deus, o jovem se torna forte o suficiente para derrotar Satanás (I João 2:14).

O apóstolo Paulo foi outro grande entusiasta da atuação ministerial do jovem dentro das comunidades cristãs. Para ele, a juventude era a fase proveitosa para o trabalho eclesiástico, pois na sua concepção, o obreiro casado deveria destinar a maior parte de seu tempo para a sua família, enquanto que o jovem, poderia se dedicar quase que integralmente a Obra do Senhor (I Coríntios 7:31-40). Mais do que falar sobre a utilidade dos jovens na igreja, Paulo aplicava o conceito em seu próprio ministério, investindo pesado em obreiros com pouca idade e sem muita experiência, entre os quais podemos citar Apolo, Tito e João Marcos.  Para  um de seus mais conceituados “pupilos”,foi sem duvidas, Timóteo. Para este seu filho na fé, Paulo deixou um conselho de relevância atual: - Nunca deixe ninguém menosprezar seu ministério pelo fato de você ainda ser jovem. Pelo contrário, seja para eles um exemplo a ser seguido, na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza (I Timóteo 4:12).

Mas uma das grandes preocupações de Paulo para com seus discípulos, é que eles tivessem boas referencias, exemplos fidedignos para seguir, espelhos sobre os quais refletir, pisadas bem definidas para também pisar. Neste ponto, ele tinha consciência de sua posição como mestre: - Sede meus imitadores, assim como eu imito a Cristo (I Coríntios 11:1). O jovem bem referenciado, não apenas tem o DESEJO de mudar o mundo, como passa a ter o POTENCIAL para isso. A Juventude precisa beber de fontes límpidas e cristalinas, se espelhando em quem de fato, tenha algo bom para oferecer.

Na noite deste sábado, 26/03/2016, a REDE JOVEM NOVA DIMENSÃO, realizou seu culto mensal, voltado especialmente para a juventude de toda comunidade. A propósito da reunião é louvar ao Senhor e evangelizar usando as ferramentas dadas por Deus para a comunicação produtiva com a faixa etária. Musica, arte e aconselhamento... Mais uma noite para marcar nossas vidas. O preletor da noite foi o jovem pregador Caio Nunes, que em sua mensagem trouxe a memória um dos grandes mártires do cristianismo.

John Huss era filho de um comerciante de gansos. Era comum vê-lo nas ruas com uma dessas aves atarracada ao seu pescoço.  Desde pequena, sentiu-se inclinado a vida episcopal, dedicando-se ao estudo teológica junto aos monges católicos. Aos 16 anos ingressou na Universidade de Praga, sendo reconhecido como um dos maiores pensadores de seu tempo. Ao contrario da população, John Huss tinha acesso a Bíblia, e quanto mais a estudava, mais repudiava os rituais frios da Igreja. Sua mensagem passou a questionar a Igreja, despertando a ira do papado. John foi levado a Roma para enfrentar a “Santa Inquisição”, onde foi excomungado, julgado e condenado a morte por heresia. 

Enquanto era conduzido ao local onde seria queimado vivo, John louvava e glorificava a Deus. Quando o vestiram com roupas escuras simbolizando seu pecado, John respondeu: -  Colocam em mim essas vestes negras... Mas  os anjos acabam de tecer as roupas celestial que irei usar por toda eternidade. Quando a fogueia foi acessa, ele começou a glorificar com ainda mais intensidade... Porém, no momento que as chamas tomaram seu corpo, ele se silenciou. Os inquisidores esperavam ouvir gritos de desespero e arrependimento, para assim amedrontarem o publico com sua falsa “justiça divina”. Mas tudo que ouviram foi um sussurro. As ultimas palavras de John Huss não foram de ódio ou maldição, mas sim uma profecia para as próximas gerações...  - Hoje vocês assarão um ganso magro, mas em cem anos ouvirão um cisne cantar. Não serão capazes de assá-lo e nenhuma armadilha ou rede poderá segurá-lo’. Um século depois, nasceu Martin Lutero

A juventude é uma das mais intensas e complexas fases da vida. Marca a saída da adolescência e o alvorecer da maturidade. E o período onde as decisões mais importantes precisam ser tomadas, e o caráter se define de forma quase perpétua. Obviamente, Satanás é astuto, e ciente da ebulição emocional da juventude, atua ferozmente contra a vida do jovem, pois sabe que existem muitas brechas para serem exploradas. Porém, o inimigo comete o mesmo erro que muitos crentes incautos também tende a cometer: achar que a juventude é espiritualmente fraca. 

Quando coloca sua vida sem sujeição a Deus, o jovem se torna uma fortaleza intransponível, neutralizando os ataques satânicos e pondo em fuga o maligno. Jovens são fortes porque o Poder do Senhor se aperfeiçoa exatamente onde reside suas maiores fraquezas (II Coríntios 2:9). Com tantas alternativas a sua disposição, o jovem que determina em seu coração conservar-se em fidelidade ao Senhor, é um rochedo que nem mesmo os mais intensos abalos pode derrubar.




Informe Gospel Nº 75 - Clube da Fé

Se em março homenageamos as mulheres, o Informe Gospel Nº 75 chega como um tributo aos homens da igreja, já nos dias 8 e 9 de abril, o Grupo de Varões Herança Divina realizará as festividades pelos doze anos de sua existente. O mês também marca o lançamento oficial do CLUBE DA FÉ, uma visão espiritual dada por Deus aos nossos líderes, para reunir os homens que atuam nos mais diversificados departamentos da igreja, em torno de um projeto único e grandioso.

É uma grande oportunidade para todos os homens desta comunidade interagirem com seus iguais, trocarem experiências, compartilharem conhecimento, falando sempre de igual para igual, num “papo reto” e com olho no olho. As reuniões acontecerão as sextas-feiras, sempre as 19:00 horas, onde dividiremos nosso tempo entre orações, louvores, socialização e confraternização, onde partilharemos de um lanche comunitário. Todos os membros do Clube terão liberdade para trazer visitantes, podendo convidar colegas de trabalho e familiares para participarem dos eventos, que assim, se torna uma poderosa ferramenta de evangelismo. A missão do Clube da Fé é fazer com que Homens de Deus se unão numa mesma visão, encontrando novos propósitos ministeriais, agregando valores espirituais para sua vida secular. O Clube da Fé busca homens desejosos por crescimento em todas as áreas de suas vidas (família, trabalho, ministério, igreja), para se unirem em fé, no aconselhamento e na busca pelo Espírito Santo. O Clube da Fé estará aberto aos  Homem de Deus, tem mais de 18 anos (seja casado ou não). Homens de Deus vivendo com propósito!

Nosso Informativo de Abril traz ainda a palavra pastoral “O Relógio do Céu”, o testemunho da irmã Lidiane Avile “Uma história de Poder”, as informações dos eventos de Abril (tem Culto da Saudade, Seminário de Finanças, Novo Trimestre da EBD)... Tem ainda o Humor Gospel, as Datas Comemorativas, e a Agenda no mês, para você ficar bem informado sobre os nossos cultos.

O Informe Gospel Nº 75 já estará disponível a partir deste domingo, 27/03/2016, e poderá ser retirado gratuitamente (nos horários de culto) em nosso templo na Rua Silvio Aurélio Abreu, 595, Jardim Florestal - Estiva Gerbi.

A Páscoa


Ao longo dos séculos, assim como o Natal, a Páscoa perdeu muito de seu significado ente os povos ocidentais, tornando-se uma celebração comercial, com significado espiritual cada vez mais raso. Não deveria ser assim...

A Páscoa bíblica tem sua origem na noite em que Israel foi liberto da escravidão em terras egípcia. A primeira  foi celebrada no final do dia 14 do mês de Abibe; aproximadamente no ano de 1445 a.C. , sendo a partir de então, celebrada anualmente. Naquela data, cada família devia escolher um cordeiro ou cabrito sem defeito, sem mácula, com a idade de um ano. O cordeiro era levado para dentro de casa no dia 10 de Abibe, e mantido ali até o dia 14 do mesmo mês. Período, durante o qual era observado pela família que iria sacrificá-lo. O cordeiro (ou cabrito) após ser imolado, tinha seu sangue aspergido com um molho de hissopo nas ombreiras (partes verticais da porta) e na verga da porta (parte horizontal sobre as ombreiras) da casa em que comeriam o cordeiro. Na noite do êxodo, este sangue foi o sinal para que o Anjo de que matou os primogênitos não entrasse na casa dos hebreus.

O cordeiro (ou cabrito) era abatido, esfolado (isto é, tirava-se a pele), suas partes internas eram tiradas e assim eram limpas e depois recolocadas no lugar, daí então era assado inteiro, com a cabeça, as pernas e a fressura. O animal tinha que estar bem assado, nada cru, e sem que lhe quebrasse nenhum osso. Após a carne ser assada no fogo, era comida pela família com pães asmos e ervas amargas. A Ceia Pascal devia ser comida pelos membros de cada família, que se fosse pequena demais para comer o cordeiro sozinha, chamavam os seus vizinhos mais próximos até que houvesse número suficiente para comer todo o cordeiro durante aquela noite. Quaisquer sobras de carne deviam ser queimadas antes do amanhecer.

Embora esta fosse uma celebração exclusiva do judaísmo, estava repleta de simbologias, cujo significado refletiria em toda a humanidade. O Cordeiro Pascal apontava diretamente para Jesus Cristo.

Na noite em que foi traído, Jesus reuniu seus discípulos em um cenáculo de Jerusalém, para celebrar com eles a “Festa dos Pães Asmos”, que segundo a tradição judaica, marcava o inicio da celebração da Páscoa. Durante aquela noite, Jesus lavou os pés de seus seguidores, e anunciou que entre eles havia um traidor. Também aproveitou aquela ultima reunião solene antes de sua morte, para instruir seus discípulos num novo tipo de celebração, A Santa Ceia do Senhor, conforme o relato dos evangelistas:

Disse-lhes Jesus: - Desejei ardentemente comer esta páscoa convosco antes de sofrer, pois eu vos digo que já não a comerei até que ela se cumpra no Reino de Deus.

Então, tomando uma taça, deu graças e disse: - Tomai isto e reparti entre vós; pois eu vos digo que doravante não beberei do fruto da videira, até que venha o Reino de Deus. 

E tomou o pão, deu graças, partiu e deu-o a eles, dizendo: - "Isto é o meu corpo que é dado por vós. Fazei isso em minha memória". 

E, depois de comer, fez o mesmo com a taça, dizendo: - "Essa taça é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado por vós".

Segundo o registro histórico dos evangelhos canônicos, Jesus foi preso na noite de quinta feira, julgado durante a madrugada, torturado ainda pela manhã, e crucificado por volta das nove horas daquela fatídica sexta feira, entregando seu Espírito ao pai exatamente às quinze horas do mesmo dia. Sepultado as pressas para que o repouso do sábado não fosse violado, Jesus esteve no tumulo o domingo, quando ressuscitou. Exatamente numa manhã de Páscoa.

Para os judeus, a Páscoa, chamada de Pessach (passagem), evoca a liberdade que os retirou da égide do Egito, quando Deus, com mão forte e braço estendido os resgatou da escravidão. Para os cristãos, a Páscoa marca a vitória definitiva de Cristo sobre a morte, e a esperança latente que reside na promessa da ressurreição.

Obviamente, outras interpretações e tradições foram sendo embutidas nesta celebração tão significativa para judeus e cristãos. Por exemplo: Relata-se sobre uma festa de grupos pastoris que viviam na terra de Canaã no segundo milênio antes de Cristo. No final das chuvas, entre março e abril, eles abandonavam suas terras e viajavam para a região das planícies, mais férteis. A festa da Páscoa pedia proteção durante a travessia.

Já tradição moderna a Páscoa é marcada pela troca de ovos de chocolate. Alguns historiadores sugerem que muitos dos atuais símbolos ligados à Páscoa, como os ovos de chocolate, ovos coloridos e o coelhinho da páscoa são vestígios culturais dos pagãos germânicos, que durante as festividades de primavera, em honra da divindade “Eostre”, pintavam e decoravam ovos e os escondiam, enterrando-os em tocas nos campos. O ritual foi adaptado pela Igreja Católica no começo do 1º milênio depois de Cristo, que fundiu a Celebração da Páscoa com a comemoração do equinócio da primavera, celebrado por povos a qual buscava evangelizar.

Ovos decorados são tradicionais em diversas culturas. Durante as festividades de primavera, os chineses embrulhavam os ovos naturais com cascas de cebola e os cozinhavam com beterraba. Após o cozimento, os ovos ganhavam desenhos mosqueados na casca, um belo ornamento para ser oferecido como presente. Esse costume alcançou o Egito, onde alguns cristãos consagraram esse hábito como lembrança da ressurreição de Cristo. No século XVIII, que a Igreja Católica adotou-o oficialmente como o símbolo da Páscoa.

Foram os culinaristas franceses que tiveram a idéia de fabricar os primeiros ovos de chocolate, como uma forma de atrair compradores. A novidade foi tão bem aceita, que ano após ano, foi substituindo os ovos naturais pelos de chocolate. Historicamente, existem duas explicações para este fenômeno. A primeira diz que a Igreja Católica proibia, durante a Quaresma, a alimentação que incluísse ovos, carne e derivados de leite. Daí, os ovos de chocolate (sem adição de leite), se tornaram uma opção alimentícia do período Já a segunda, afirma que na Idade Média, a bênção de ovos, durante a missa, antes de entregá-los aos fiéis era bastante comum.

Biblicamente falando, não há nenhuma conexão entre a ressurreição de Jesus Cristo e as tradições modernas relacionadas com o Domingo de Páscoa. Essencialmente, o que ocorreu é que, a fim de tornar o Cristianismo mais atraente para os não-Cristãos, a antiga Igreja Católica Romana misturou a celebração da ressurreição de Jesus com as celebrações dos rituais da fertilidade que ocorriam na primavera. Estes rituais de fertilidade são a origem do ovo e das tradições do coelho. Exatamente, por isso, muitos Cristãos defendem fortemente que o dia em que celebramos a ressurreição de Jesus não deve ser conhecido como o "Domingo de Páscoa". Em vez disso, algo como "domingo da Ressurreição" seria muito mais apropriado e bíblico.

Não há pecado em comemorar a Páscoa e nem aproveitar o dia para apreciar um bom chocolate. Mas para o Cristão, é impensável permitir que a bobagem de ovos e coelhinho de Páscoa seja o foco do dia, em vez da ressurreição de Jesus, pois ela nos mostra que podemos ter a promessa de um lar eterno no céu ao recebê-lo como nosso Salvador.


sexta-feira, 25 de março de 2016

Artigo - Esclerose Múltipla


Élita Pavan
Estudante de Fisioterapia 

A esclerose múltipla (EM) é uma patologia de caráter inflamatório, desminelinizante e que acomete a substância branca do sistema nervoso central (SNC), procedendo em sinais e sintomas neurológicos que, após os surtos, poderão deixar sequelas, conforme a localização da lesão.

A EM acomete em sua grande maioria, adultos jovens, do sexo feminino.
Fisiopatologia Devido a desmielinização, a EM afeta a capacidade das células nervosas do cérebro e da medula espinhal comunicarem entre si de forma eficaz. As células nervosas comunicam entre si através da transmissão de impulsos eléctricos, designados por potencial de ação, ao longo dos seus filamentos extensos designados por axónios, os quais estão envolvidos por uma substância isolante chamada mielina.

Na EM o próprio sistema imune do corpo ataca e destrói a mielina. Uma vez destruída, os axónios deixam de poder transmitir o potencial de ação de um neurónio ao neurónio seguinte ficando assim a condução do estímulo nervoso interrompida.

A desmielinização é observada no SNC, afetando com frequência o nervo óptico. As lesões da EM afetam sobretudo a Substância branca do cérebro, cerebelo, nervos cranianos, medula espinhal, nervos ópticos e ao redor do 3º e 4º ventrículos

Causas

É desconhecida, mas acredita-se em uma causa genética, infecciosa ou muito provavelmente imunológica. Também foram identificados alguns fatores de risco ambientais.

Sinais e Sintomas

•Fraqueza Muscular
•Alteração Sensorial
•Alteração no equilíbrio
•Alteração na coordenação
•Neurite retrobulbar ( nistagmo)
•Parestesia
•Dor
•Clônus
•Espasmos Musculares
•Tremor
•Visão dupla
•Vertigem/vômitos
•Alterações urinárias e intestinais
Complicações sociais, cognitivas e psicológicas
•Apatia
•Distúrbios de memória
•Distúrbios de atenção
•Depressão
•Impotência sexual
•Agressividade

A EM é classificada segundo vários subtipos, ou padrões de progressão, que permitem prever a evolução da doença através da análise do padrão de progressão passado. São importantes não só para o prognóstico, mas também para decisões de terapêutica.

Classificação da EM

Esclerose Múltipla Recidivante Remitente (EMRR):
A maioria dos pacientes (80%) apresenta-se inicialmente com a forma recidivante-remitente (EMRR). É caracterizado por recidivas imprevisíveis, seguidas de um período de meses ou anos de relativa tranquilidade (remitência) sem novos sintomas da atividade da doença. Os sintomas neurológicos que ocorrem durante os ataques podem desaparecer ou deixar sequelas.

Esclerose Múltipla Secundária Progressiva (EMSP):

Os pacientes com EMRR podem progredir para EM progressiva secundária (EMPS). Esse quadro se caracteriza por déficit neurológico progressivo

Esclerose Múltipla Primária Progressiva (EMPP):

Cerca de 10% dos pacientes com EM apresentam a forma primária progressiva (EMPP), caracterizada pela progressão contínua do grau de incapacidade a partir do aparecimento da doença, com poucas ou nenhumas remissões ou melhorias.

Tratamento

Atualmente, no Brasil, existem diversas opções de tratamento para esclerose múltipla, que vão desde cápsulas orais de administração diária, até injeções diárias, semanais ou mensais. Além de diminuir a ocorrência e intensidade dos surtos – e, consequentemente, a possibilidade de uma lesão permanente – alguns medicamentos já atuam de forma preventiva em relação à degeneração acelerada do cérebro (atrofia cerebral), ocasionada pela doença.

A fisioterapia é um aliado incondicional no tratamento do paciente com esclerose múltipla. Ela é normalmente indicada pelo médico a pacientes que apresentam sintomas como dificuldade de movimento e equilíbrio, por exemplo. Por meio de exercícios apropriados, há melhora do quadro e das funções, além de um preparo mais adequado para surtos inesperados.