quarta-feira, 27 de abril de 2016

Elias e Elizeu - A Porção Dobrada



Quando a rainha Jezabel foi informada dos acontecimentos no Monte Carmelo, onde seus novecentos sacerdotes pagãos foram mortos ao fio da espada por enfurecidos israelitas, irrompeu-se numa profunda ira contra o profeta Elias, e através de um mensageiro, lhe enviou o seguinte recado: - Assim me façam os deuses, e outro tanto, se de certo amanhã a estas horas não puser a tua vida como a de um deles (I Reis 19:2). 

Ao ouvir tal ultimato, o profeta mais uma vez temeu por sua vida e rapidamente fugiu para Berseba, uma cidade localizada em Judá, e ali deixou o seu servo em segurança. Depois, caminhou durante todo o dia através do deserto, e já exaurido, assentou-se sobre a sombra de um zimbroeiro e pediu para que o Senhor acelerasse sua morte: - Já basta, ó Senhor; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais (I Reis 19:4). 

Imerso em seus pensamentos, o profeta adormeceu, mas passado algum tempo, foi acordado por um anjo que lhe trouxe pão assado e água. Elias se alimentou e voltou a deitar, entretanto o anjo ordena mais uma vez que ele se levante, coma um pouco mais e coloque o pé na estrada, pois sua jornada ainda era muito longa. Com a força daquele alimento, Elias caminhou por quarenta dias, até chegar a Horebe, o Monte do Senhor.

Ali, o profeta se refugiou em uma caverna, e mais uma vez pôs-se a lamentar sua sorte. Então, Deus o ordena que saia da caverna, e com voz mansa e delicada, dialoga com o profeta: - Que fazes aqui Elias? - O profeta então expõe as suas temeridades, ressaltando que embora ele mesmo tivesse preservado a sua fé, Israel insistia em quebrar a aliança, derrubar os altares do Senhor e matar seus profetas. Elias argumenta que agora estava sozinho e que mesmo assim, ainda era perseguido e ameaçado de morte (I Reis 19:13-14). Deus então encoraja o profeta, dizendo que ele não estava só, pois ainda havia em Israel sete mil homens que não se curvavam para Baal, e incumbe Elias de três importantes tarefas: ir até Damasco e ungir Hazael como rei da Síria, ir à casa de Ninsi e ungir seu filho Jeú como novo rei de Israel, e finalmente, ungir um profeta para ser o seu sucessor.

Desgastado com a rebeldia do povo, Elias se apressou em encontrar seu substituto, e em algum ponto entre Damasco e a Síria, finalmente ele o encontrou.

Pouco sabemos sobre a vida de Elizeu, apenas que seu nome significa “Deus é Salvação”, que sua família era temente a Deus e que trabalhava na fazenda de Safate, e que este era seu pai. Quando Elias o viu pela primeira vez, ele estava lavrando a terra, levando consigo doze juntas de boi. Imediatamente, o profeta, num gesto simbólico e profético, joga sobre ele o seu manto, e Elizeu prontamente entende o chamado, correndo para junto de Elias sem impor condições ou termos, pedindo apenas um tempo para se despedir dos seus pais.

Numa atitude que evidência o desapego de seu passado e o início de seu ministério, Elizeu mata os bois com os quais trabalhava, e com a carne, alimenta a gente de sua comunidade. Sem maiores delongas, passa a seguir Elias, tornando-se ao mesmo tempo em servo e aluno.  Elias estava com pressa de deixar o cargo, mas Eliseu ainda não estava preparado, e então, por aproximadamente oito anos, Eliseu foi assistente de Elias, período este mantido em sigilo nas crônicas bíblicas.

Entretanto, esta experiência foi valiosa para ambos já que culminou em uma profunda amizade e fidelidade ministerial, pois Elias nos dá a impressão de estar testando seu sucessor, sugerindo por três vezes que eles seguissem caminhos opostos, mas em todas essas vezes, Eliseu insistiu em seguir junto com Elias, dizendo as mesmas palavras: - “Vive o SENHOR, e vive a tua alma, que não te deixarei”. 

Eliseu aparentemente já era aceito como o eventual sucessor de Elias, e os filhos dos profetas em Betel e Jericó sabiam desta substituição, e mesmo Elias dispondo a se afastar, Eliseu insistiu em acompanhá-lo até o fim.   Após atravessarem o rio Jordão, Elias perguntou ao seu servo o que ele gostaria de receber como recompensa por sua lealdade, e a resposta de Eliseu foi inesperada, pois queria que Elias lhe concedesse porção dobrada do seu espírito.  

Elias não tinha competência para tal concessão, mas instruiu Eliseu que se ele tivesse a oportunidade de ver a sua partida, seria uma resposta afirmativa de Deus para o seu pedido.  No momento em que Eliseu assistiu maravilhado Elias sendo elevado ao céu num redemoinho, teve a sua confirmação, tornando-se apto para a realização dos grandes feitos que marcariam seu ministério.

Quando Josafá procurou em seu reino um profeta confiável e que fosse fiel à voz do Senhor, o cartão de visitas que introduziu Elizeu no cenário nacional, deixa explícita toda a humildade que norteou a vida daquele jovem profeta durante o seu período de preparação:  Então respondeu um dos servos do rei de Israel, dizendo: Aqui está Eliseu, filho de Safate, que derramava água sobre as mãos de Elias (II Reis 3:11).

Durante o ministério de Elias, foram registrados oito grandes milagres. Em vida, Elizeu foi o autor de quinze milagres portentosos. A "porção dobrada", porém, se tornou completa em II Reis 13:21:  - E sucedeu que, enterrando eles um homem, eis que viram uma tropa, e lançaram o homem na sepultura de Eliseu; e, caindo nela o homem, e tocando os ossos de Eliseu, reviveu, e se levantou sobre os seus pés.


terça-feira, 26 de abril de 2016

Biografia - Thomas Manton




Thomas Manton foi batizado no dia 31 de março, 1620 em Lydeard St. Lawrence, Somerset, onde seu pai, Thomas Manton, provavelmente era pároco. O jovem Thomas foi educado na escola livre em Tiverton, Devon, em seguida, com a idade de dezesseis anos, passou a estudar na Wadham College, Oxford. Ele se formou em Oxford. Obteve um Bacharelado em Artes em 1639, um Bacharelado em Teologia em 1654 e um Doutorado em Divindade em 1660.

Manton foi ordenado em 1640 para o diaconato, aos vinte anos, por Joseph Hall, e atuou por três anos como professor na igreja paroquial de Sowton, perto de Exeter, Devonshire, onde se casou com Mary Morgan de Sidbury, Devonshire, em 1643. Através do patrocínio do coronel Popham, alcançou a vida de Santa Maria, Stoke Newington, Londres, onde seu pastorado tornou-se um modelo de calvinismo rigoroso e consistente. Ele logo se tornou um líder presbiteriano em Londres e usou sua influência para incentivar ministros a estabelecerem o governo da igreja Presbiteriana e promover a tranquilidade pública em tempos difíceis. Ele foi nomeado um dos três funcionários na Assembléia de Westminster e pregou muitas vezes antes Parlamento durante a comunidade.

Uma vez, depois que Manton escolheu um texto difícil de pregar diante do Prefeito, um crente necessitado repreendeu-o, reclamando que ele viera para alimentar-se espiritualmente, mas tinha se decepcionado. Manton respondeu: "Amigo, se eu não lhe preguei um sermão, você pregou para mim; e pela graça de Deus, eu nunca vou bancar o tolo pregando diante do prefeito de novo.

Manton serviu como conselheiro espiritual de Christopher Love antes de sua execução na insurreição em 1652, e foi com amor, quando ele foi decapitado. Apesar das ameaças de ser baleado por soldados do exército que estavam presentes naquela noite, Manton pregou uma mensagem funeral a um grande público à meia-noite na paróquia de St. Lawrence judeus do Amor.

Apesar de sua forte desaprovação da execução do rei, Manton manteve o favor de Cromwell e seu Parlamento. Em meados dos anos 1650, ele atuou em várias comissões importantes, como ser um comissário para a aprovação de pregadores públicos, ou "triers." Serviu com Edmund Calamy, Stephen Marshall, e outros presbiterianos em manter conversações de alojamento com congregacionais, como Joseph Caryl e Sidrach Simpson. Ele serviu em uma comissão para ajudar a resolver a divisão na Igreja da Escócia entre os Resolutioners e Remonstranters. Então, também, atuou em um comitê com Thomas Goodwin, John Owen, Henry Jessey, e Richard Baxter para compor artigos sobre os "fundamentos da religião" essenciais para a subscrição do protetorado igreja.

Em 1656, Manton foi escolhido como professor na Abadia de Westminster e se tornou reitor de S. Paulo, Covent Garden, Londres, como sucessor de Obadiah Sedgwick. Manton desejado para estabelecer a disciplina Presbiteriana em S. Paulo, mas foi impedido de fazê-lo por seu assistente, Abraham Pinchbecke, e os seus paroquianos. Ele aceitou isso graciosamente, e sempre foi um cavalheiro, mostrando caridade a todos, inclusive ministros de outras convicções.

Quando Oliver Cromwell foi oferecido a coroa pelo Parlamento em 1657, Manton foi escolhido, juntamente com John Owen, Joseph Caryl, Philip Nye, e George Gillespie, para orar com o Lorde Protetor para orientação divina. Depois Cromwell finalmente se recusou a coroa, Manton entregue a bênção público na inauguração da segunda Parlamento protetorado.

Após o fracasso do protetorado de Richard Cromwell, Manton favoreceu a restauração de Charles II. Ele acompanhou Charles Breda e fez um juramento de lealdade ao rei. Manton foi nomeado um dos doze capelães ao rei Charles II, embora nunca exerceu as funções ou receberam os benefícios deste escritório. Todo o tempo, Manton permaneceu firmemente Presbiteriana em suas convicções, e advertiu contra a restauração do episcopado e da liturgia anglicana.

Depois de Manton foi expulso da Igreja da Inglaterra púlpitos para inconformismo em 1662, ele pregou em sua casa em King Street, Covent Garden, e em outros lugares privados. Atendimento continuou a aumentar até que ele foi preso em 1670 e encarcerado por seis meses. Quando a Declaração de Indulgência foi concedida em 1672, Manton foi licenciada como um presbiteriano em sua casa em Covent Gardne. Ele também se tornou palestrante para comerciantes de Londres no Salão de Pinner e pregador no renascimento dos exercícios matinais presbiterianos.

Quando indulgência do rei foi anulado em 1675, a congregação de Manton foi dilacerado. Ele continuou a pregar para seus seguidores aristocráticas em Covent Garden, no entanto, até sua morte em 1677. William Bates pregou no funeral de Manton.

Manton foi lembrado em seu funeral como "o rei dos pregadores". Bates disse que nunca ouviu um sermão pobre e elogiou sua capacidade de "representar a ligação inseparável entre deveres e privilégios cristãos". Arcebispo James Ussher descrito Manton como "um pregador volumoso "e" um dos melhores da Inglaterra. "Isso é certamente evidente de muitos escritos de Manton, a maioria dos quais são sermões. ... Sermões de Manton preencher vinte de seus vinte e dois volumes. Eles são o legado de um pregador dedicado ao ensino sistemático e aplicação da Palavra de Deus. 

Manton nos apresenta o que de melhor puritanos ingleses tinham a oferecer em cuidado sólida exposição, warmhearted das Escrituras.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

O que a Bíblia nos diz sobre a velhice?



Nascemos com data de validade. Isto é um fato. Poucas são as certezas de nossa existência, e a mais concreta delas é que, por mais longa e bem vivida que seja, um dia a vida chega ao fim. Alguém já definiu a existência como sendo “um pacote que a parteira envia ao coveiro”. De fato, começamos a envelhecer no exato momento em que nascemos, e esta é uma estrada para a qual não existe retorno.

Em Gêneses 6:3, ainda nos primórdios da existência humana, a vida de uma pessoa foi datada com 120. Séculos depois, Moisés abaixa consideravelmente esta expectativa: A duração da nossa vida é de setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o melhor deles é canseira e enfado, pois passa rapidamente, e nós voamos” (Salmo 90:10).

Muitas são as situações que colaboram para o aumento ou diminuição da expectativa de vida de um indivíduo, como por exemplo, seus hábitos alimentares, condições biológicas e o ambiente onde vive. Assim, enquanto em países com maior desenvolvimento proporcionam condições para uma vida mais longa, áreas de pobreza ou conflito, expõem seus moradores aos riscos de uma morte precoce. Em Mônaco, na Europa, a expectativa de vida é de 89 anos, já na subdesenvolvida Republica de Chade , na África Equatorial,  espera-se que o indivíduo morra antes de completar 50 anos.

Segundo um relatório emitido em 2015 pela CIA (Central Intelligence Agency), o Brasil ocupa a 129ª posição no ranking mundial de expectativa de vida: 73,5 anos. Estudos apresentados pelo IBGE (Instituto de Geografia e Estatística) são ainda mais otimistas, indicando que o brasileiro, em média, quase chega aos 75 anos. Estas estatísticas apontam para o fato que estamos vivendo “mais” e “melhor”, e indicam um crescimento exponencial de idosos no país, uma população que  chegará a 30 milhões  de pessoas já na próxima década.

Desde 2003, o “Estatuto do Idoso” está em vigor no Brasil, garantindo que aqueles que chegaram à “terceira idade”, tenham assegurados seus direitos constitucionais, bem como uma série de benefícios conquistados com muita luta. Mesmo assim, a “consciência coletiva” ainda é deficiente em reconhecer muitos aspectos da lei, e infelizmente, somos uma nação que ainda desrespeita seus idosos, ofendo a lei, a ética e a Bíblia.  Diversas culturas ao redor do mundo honram seus anciões, pois entendem que a sabedoria por eles adquirida ao longo dos anos, são pedras que pavimentam o caminho dos mais jovens.

Segundo a Bíblia, a velhice é um momento de beleza única , onde o acumulo de experiências e o amadurecimento paulatino proporciona oportunidades singulares, seja vivendo a própria vida, ou na generosidade de ensinar outros a vivê-la com mais intensidade. Dizemos que alguém jovem é “cheio de vida”. Esta é uma afirmação teórica, pois não sabemos nada sobre o amanhã, e em qual esquina a brevidade dos dias nos cercará. Porém, se afirmamos que um idoso é “cheio de vida”, estamos apenas constatando uma verdade já comprovada pelos anos.

As rugas em sua pele são como mapas registrando os caminhos trilhados. Enquanto o jovem está tentando descobrir quem é e para onde vai, o ancião tem domínio de si experiência para indicar qual é estrada menos perigosa. Provérbios 20:29 nos diz que a glória do jovem esta na sua força, mas a beleza da idoso, é exatamente seu cabelo branco. A maioria dos teólogos entende que na Bíblia, uma geração corresponde a 70 anos. Ainda no último século, sociólogos determinavam que uma geração durava cerca de 25 anos.

Hoje, em decorrência do avanço da tecnologia, especialistas dizem que a passagem de uma geração para outra acontecesse a cada 10 anos. No ano 2000, a sociologia identificou o nascimento da “Geração Z”, e em 2010, assistiu espantada o surgimento da chamada “Geração Alfa”.

Com tantas transformações, o idoso se sente cada vez mais deslocado e desnecessário. Suas habilidades não são mais úteis no mundo moderno, e não há mais abertura para novos aprendizados. Não é verdade. Deus tem desígnios especiais para cada geração, e propósitos específicos para cada fase de nossa vida.

A velhice na mão de Deus ganha ares de juventude, se renova em força, tornando-se profícua e abençoadora: Mas aqueles que esperam no Senhor renovam as suas forças. Voam bem alto como águias; correm e não ficam exaustos, andam e não se cansam (Isaías 40:29-31).

Em Deus, a “terceira idade” nada mais é do que à hora de voltar a sonhar:  E os velhos terão sonhos...(Ageu 2:17).

domingo, 24 de abril de 2016

Água em Abundância



Livremente inspirado na ministração do Pr. Wilson Gomes no Culto da Família realizado em 24/04/2016.

Balaão era um profeta do Senhor que foi “contratado” pelo rei Balaque para amaldiçoar Israel. Mesmo sabendo que estava cometendo um terrível erro, o profeta foi atraído pelo brilho do ouro pagão, e se preparou para proferir palavras de perdição contra os hebreus. Porém, diante da nação eleita, ele acabou testificando sobre uma verdade ainda latente em nossos dias:

Quem pode amaldiçoar o povo quem Deus abençoou? Deus não é homem para que minta, nem filho do homem para que se arrependa... Quem é o homem para desfazer sua vontade? (Gêneses 23:1-20)

A fidelidade de Deus, um dos grandes temas da Bíblia, carrega em si a ideia do compromisso inabalável de Deus em manter, na relação com o Seu povo, tudo quanto se encontra escrito na Sua Palavra. A fidelidade é uma das gloriosas perfeições do Senhor, uma vestimenta do próprio Deus. O caráter de Deus não muda. No curso da vida humana, gostos, perspectivas, tempo, temperamento, entre outros, podem mudar o caráter de uma pessoa, mas nada pode alterar o caráter de Deus. Ele nunca se torna menos verdadeiro, misericordioso, justo ou fiel. O seu propósito abrange grandes reinos, mas também tem planos para seus servos de forma individual e com relação à Igreja.

O termo “FIDELIDADE” vem do latim “fidelis”, e faz alusão a atitude de quem é leal, honesto, confiável e verdadeiro nos compromissos que assume, sendo constante em sua conduta. Numa definição mais pragmática, podemos dizer que a FIDELIDADE é uma observância rigorosa e exata da verdade, ou ainda, firmeza e lealdade. Todas estas características estão presentes na composição do caráter divino, e é exatamente por isso que Ele não desiste de nós, seu projeto mais auspicioso. É claro que Deus deseja uma reciprocidade desta relação, por isto, Ele leva muito a sério nossas ações e palavras. Na atmosfera habitada pelo Senhor, não existe mentira e nem engodo, logo a verdade predomina absoluta. Deus exige (e cobra) de nós a mais pura verdade.

A Bíblia está repleta de promessas de Deus para Seu povo. Em Hebreus 10:23, somos convidados a guardar firmemente a nossa esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel.  A maioria das promessas de Deus é incondicional e será cumprida, outras, porém, dependem da obediência e fé do seu povo. Vejamos o exemplo de persistência e fé do patriarca Isaque:

Por causa de seu crescimento e prosperidade, que causaram muita inveja nos inimigos, Isaque teve que se mudar para um vale em Gerar, que significa ‘região’ ou ‘lugar de pernoite’. Seu pai, Abraão, já tinha passado por ali e aberto poços. Os primeiros poços abertos por Isaque foram os poços antigos de seu pai Abraão, que pessoas invejosas tinham enchido de entulhos. Estes poços foram restaurados por Isaque e voltaram a fluir água. O segundo poço aberto por Isaque foi o poço de Ezeque que significa contendas, lugar de luta e intimidação. Até então ali não havia água, mas Isaque pediu seus servos que abrissem um poço para seu sustento. O resultado foi que pessoas invejosas, que não sabem cavar poços, disputaram com Isaque querendo a água para eles. Água de contenda tem um gosto muito amargo. Por isso Isaque deixou aquele poço para quem estava brigando beberem seu amargor. Isso mostra que Isaque não fazia caso de pouca coisa e sabia relevar, bem como estava disposto a continuar a cavando poços.

Depois que deixou o poço de Ezeque, Isaque mandou cavar outro poço, mas seus inimigos insistiram em querer a água só para eles. Por isso este poço foi chamado de Sitna que significa inimizade, acusação, briga, ódio. A palavra Sitna é da mesma raiz do nome Satanás, inimigo ou adversário. Isaque continuou cavando poços e encontrou água novamente. Desta vez ninguém o perturbou e por isso chamou o poço de Reobote, que significa lugar espaçoso, lugar de descanso e de alívio. Se Isaque não tivesse perseverado, estaria bebendo água de entulho, água amarga de contenda e até a água do diabo. Mas como continuou cavando poços, Isaque encontrou águas de prosperidade. Agora teria um lugar espaçoso para crescer e seus inimigos se cansaram de ir atrás dele.

O último poço foi aberto em  Berseba, que  significa ‘lugar de juramento’ de aliança ou promessa. Ali, Isaque e Abimeleque fizeram uma aliança de paz. Berseba foi um lugar de bênçãos definitivas para o resto da vida de Isaque. Ele já estava tranquilo e prosperando, e seus poços já não foram mais ameaçados... A promessa da presença de Deus é uma verdade gloriosa revelada em toda a Bíblia. É encorajador erguer os olhos e contemplar aquele que é fiel em tudo e em todo o tempo, no qual podemos confiar plenamente na certeza de que Ele nunca falhará conosco.

Então, mãos à obra e façamos com determinação a nossa parte.

sábado, 23 de abril de 2016

Rede Jovem - A hora de florescer


Culto Especial da Rede Jovem realizado na noite deste sábado, 23/04/2016, com a participação do Grupo de Jovens Nova Dimensão (Estiva Gerbi SP) e Grupo de Jovens Ebenezer (Assembleia de Deus Madureira – Jardim Novo Mogi Guaçu)

Como é de praxe nos trabalhos realizados pela Rede Jovem, as “pratas da casa” tiveram mais uma vez a oportunidade de colocar em pratica os talentos que lhes foram confiados por Deus, seja no louvor, na ministração ou na palavra. Destaque para o jovem pregador Caio Nunes, para qual foi destinada a ministração final da noite, baseada no texto de Números 17.

Deus havia confirmado o sacerdócio da casa de Arão, com um milagre de juízo e ira, e agora o confirmaria com um milagre de graça,  pois ordenou que fossem colocadas no interior do tabernáculo, diante da arca do testemunho, varas com os nomes dos príncipes das tribos de Israel, e na vara da tribo de Levi seria escrito o nome de Arão, e disse que a vara correspondente ao homem que fosse o seu escolhido para o sumo sacerdócio brotaria miraculosamente, e no dia seguinte, quando Moisés entrou no tabernáculo, apenas a vara de Arão não somente havia brotado como produzira gomos, rebentara em flores e dera amêndoas maduras.

Moisés trouxe todas aquelas varas à presença dos israelitas e pelo mandado do Senhor tornou a colocar a vara de Arão perante a arca do testemunho, de forma que ficasse revelado para sempre a Israel, que o nome que estava registrado naquela única vara que havia frutificado era o nome de Arão. Esta foi uma ação preventiva da parte do Senhor, para que cessassem as murmurações dos israelitas quanto a tentarem questionar a chamada exclusiva de Arão e de sua casa para o sacerdócio, de modo que não fossem exterminados pelos seus juízos, em face das rebeliões deles.

Com este milagre de graça, o Senhor revelava que o ministério do sumo sacerdote não era um ministério para morte, senão para a vida, pois varas mortas foram colocadas diante do testemunho, e somente a do sumo sacerdote rebrotou e frutificou. Mais do que de vida é ministério de ressurreição, porque aquela vara não poderia reviver, a não ser por uma ação miraculosa e poderosa da parte de Deus. Cristo é Sumo Sacerdote, para que o Seu povo tenha vida e ressuscite.

Assim também, todos os ministros a seu serviço têm um ministério com a mesma função e característica, cabendo-lhes, portanto, batalharem em prol da edificação do Corpo de Cristo em amor, e para que a vida de Cristo se manifeste entre os cristãos. 

Eles eram de fato um povo de dura cerviz, como o Senhor se havia referido a eles, pois em vez de se humilharem, e se sujeitarem à poderosa mão do Senhor, na sua aflição, eles se queixaram de estarem sendo tratados de modo muito inflexível e duro, e que nenhum deles poderia sobreviver diante de um Deus tão exigente.

Devemos, ao contrário, nos submeter e ter bom ânimo como nos é ordenado pela Palavra, para o nosso próprio bem, para que sejamos curados de nossas murmurações, orgulhos, vaidades, endurecimentos, enfim de todas as formas de manifestação do pecado. Deus tem um propósito bom quando nos corrige, que é o de nos fazer participantes da Sua santidade, de modo que possamos ter intimidade e comunhão com Ele, e sermos livres de nossas mazelas que militam contra as nossas almas. Ele é um Pai sábio e amoroso e faremos bem em nos sujeitar à sua correção.   



sexta-feira, 22 de abril de 2016

Artigo - A Raiva e o Coração


Élita Pavan
Estudante de Fisioterapia

É normal de vez em quando sentir raiva. A raiva é um sentimento de protesto, insegurança, timidez ou frustração, contra alguém ou alguma coisa, que as pessoas demonstram quando se sentem ameaçadas. Porém, a raiva de fato mata ou, pelo menos, aumenta significativamente os riscos de ter algum problema sério de saúde, onde se inclui desde uma simples crise alérgica, uma grave úlcera digestiva, até um fulminante ataque cardíaco.

Janice Williams acompanhou por seis anos, 13.000 homens e mulheres com idade entre 45 e 64 anos e, tomando o comportamento como base, descobriu que as pessoas que se irritam intensamente, e com frequência, têm três vezes mais probabilidades de sofrer um infarto do que aquelas que encaram as adversidades com mais serenidade (Williams, 2000).

Isso ocorre porque, a cada episódio de Raiva, o organismo libera uma carga extra de adrenalina no sangue O aumento da concentração de adrenalina aumenta o número de batimentos cardíacos e, simultaneamente, torna mais estreitos os vasos sanguíneos, o que aumenta a pressão arterial. A repetição desses episódios pode gerar dois problemas em geral associados ao infarto; alteração do ritmo cardíaco (arritmia), aumento da pressão arterial e uma súbita dilatação das placas de gordura que, porventura, estejam nas artérias.

Significa dizer que o sentimento frequente de raiva é tão ruim para o coração como fumar, comer muita gordura saturada, engordar e não fazer exercício físico. Pode também causar distúrbios no aparelho digestivo, sem dizer que pode ser considerado um desequilíbrio psicológico.

A medicina tem enfatizado exaustivamente as condições de vida e tipos de personalidade que favorecem a doença cardíaca; quem fuma, como se sabe, tem até cinco vezes mais possibilidades de sofrer um ataque cardíaco, pessoas de vida sedentária apresentam risco 50% maior de ter problemas de coração, obesidade, idem. Agora, depois de muitos estudos sabe-se que a influência da Raiva no desenvolvimento de doenças cardíacas é comparável a essas causas anteriormente conhecidas, e mais, independentemente delas (Williams, 2000). Isso quer dizer que, se a pessoa não tiver nenhuma dessas condições relacionadas ao desenvolvimento de doenças cardíacas mas for raivosa, estará igualmente sujeito à elas.

Ou seja, a raiva apenas prejudica o ser humano. Então esteja sempre de bom humor. Sorria. Ria. Aprenda a saborear a vida mais pacificamente.  Libere o passado, com bondade e sabedoria, abrindo seu coração para cada novo momento precioso da vida.

Torne-se amigo de Deus. Lembre-se de Deus e assim não sentirá raiva.


Em nome do amor


Na visão de Paulo, mas vale sair no prejuízo do que entrar em litígio com um irmão de fé (I Coríntios 6:6-7).

Antes de escrever sua primeira carta à igreja em Coríntios, o apóstolo havia recebido notícias perturbadoras sobre aquela comunidade. Eles estavam vivendo imersos em conflitos teológicos e rupturas doutrinárias. Paulo envia para aquela igreja a sua carta mais “agressiva”, tratando-os como meninos na fé, levianos e sem amadurecimento espiritual.

Entre os diversos temas abordados na epístola, três dele recebem de Paulo uma atenção especial: dissensões (capitulo 3), litígios (capitulo 4) e divórcios (capitulo 7).

Estas questões de destacam entre as demais por um motivo bem específico. Além de corroborar com a crescente ruptura nos laços fraternais daquela comunidade, estavam expondo a igreja diante da sociedade, entregando causas genuinamente eclesiástica ao julgamento secular. Paulo, não se conformava com isso.

Após advertir os corintos com veemência sobre a postura que deveriam ter como cristãos, portadores da uma promessa que serão juízes do mundo, e não o contrário, Paulo interpela para que trilhem o mais excelente dos caminhos: a caridade.

No amor se resume a fé cristã, todo o mandamento divino e a vida cotidiana do cristão. Em sua essência, podemos considerar que o amor é o maior de todos os presentes dados por Deus ao ser humano, seja no privilégio de ser amado ou na capacidade de amar.

O amor é a base da nossa pregação, é o lema de nossa cruzada celeste, a motivação de nosso serviço e a coluna cervical dos frutos espirituais.


quinta-feira, 21 de abril de 2016

EBD - O terror da pornografia


Material Didático
Revista Jovens e Adultos nº 99 - Editora Betel
Fruto do Espírito - Lição 04
Comentarista: Pr. Israel Maia

Comentários Adicionais
Pr. Wilson Gomes
Pb. Miquéias Daniel Gomes
Pb. Bene Wanderley


Texto Áureo
Provérbios 15.3
Os olhos do SENHOR estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons.

Verdade Aplicada
A pornografia virtual é uma arma do diabo que tem por finalidade perverter um bem precioso fornecido por Deus ao homem: o relacionamento conjugal.

Textos de Referência
Salmos 119.9-11, 15-16

Com que purificará o mancebo o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra.
De todo o meu coração te busquei; não me deixes desviar dos teus mandamentos.
Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti.
Em teus preceitos meditarei e olharei para os teus caminhos.
Recrear-me-ei nos teus estatutos; não me esquecerei da tua Palavra.


Porta de Entrada
Comentário Adicional:
Pb. Miquéias Daniel Gomes

Quando os hebreus retornaram do exílio na Babilônia, apesar de muita fé e boa vontade, ainda estavam impregnados com a cultura caldeia, afinal, o povo esteve exposto ao paganismo de babilônicos, medos e persas por longos setenta anos. No retorno para casa, muitos erros cometidos pelo povo eram derivados da vontade de querer fazer o “certo”, mas não saber “como”. Deus então levantou alguns profetas para instruir o povo neste difícil recomeço, exortando-os e admoestando-os nos princípios da Lei do Senhor, promovendo um grande discipulado nacional. E um destes homens foi o profeta Ageu. Determinante na retomada da construção do Templo de Jerusalém, Ageu inspirou o povo com palavras e ações, já que também foi um dos edificadores. Com a obra concluída, e a promessa de uma glória ainda maior sobre aquela casa, o profeta pode se dedicar ao ensinamento, convocando os sacerdotes para uma conversa franca e instrutiva sobre a santificação. A nação israelita nasceu como um padrão de ética, moral e santidade para todos os povos da Terra. O propósito de Deus era ter uma relação tão íntima com seu povo, que os mesmos refletiriam a glória do Altíssimo aos olhos de toda gente. Vivendo em obediência, retidão e temor, os hebreus atraíram sobre si toda sorte de bênçãos, o que levaria as nações ao seu redor a imitar seu comportamento. Não foi o que aconteceu... Israel se encantou com os costumes e ritos pagãos, se enveredou por caminhos de idolatria e prostituição, e o resultado desta rebeldia espiritual foi o exílio. Agora, Ageu quer expor para os discipuladores do povo, o caminho da santificação, bem como identificar a origem da corrupção.

Seguindo a ordenação do Senhor, e tendo como base doutrinária a Lei Mosaica, Ageu faz a seguinte indagação aos sacerdotes: - Se alguém tiver um pedaço de carne consagrada presa na borda de sua roupa, e a mesma tocar num pão, ou em algo cozido, ou ainda no vinho ou no azeite, o alimento que foi tocado também ficará consagrado? Em uníssono, os sacerdotes responderam que não, afinal, a consagração de um objeto ou a santificação de um indivíduo não é conseguida através de um simples toque externo. Ela precisa partir de dentro para fora. Ageu concordou com a resposta e propôs mais uma questão: - Se alguém tocar em um cadáver, e de acordo com a lei, ficar impuro, se ele por sua vez tocar numa outra pessoa, ela automaticamente estará impura também? Mais uma vez a resposta foi unânime. – Sim, a pureza só existe até o primeiro toque da impureza. Mas uma vez o profeta concorda com os sacerdotes, pois a impureza vem do exterior e contamina o interior do homem. Assim, Ageu quis ilustrar a condição pecaminosa do povo, que com sua impureza, estava maculando a Casa de Deus (Ageu 2:11-23). Deste sermão do profeta, podemos extrair uma grande lição que se contextualiza no tema aqui abordado. A impureza que vem de fora e contamina todo o nosso interior.

Uma criança nasce pura, livre de pecado e maculação. Pouco a pouco, o seu caráter começa a ser desenvolvido baseado nas influências externas as quais fica exposta. Nossos desejos são construídos através do que vemos, ouvimos e tocamos. Nosso corpo é o tato da alma e o coração de nosso espírito. E ele quem absorve os nutrientes espirituais que irrigam nosso interior, sejam eles bons ou maus. Por maior que seja nosso esforço para mantermos nosso interior puro e imaculado, basta um toque externo de impureza, lascívia ou perniciosidade, para que respingos escuros saltem de nossas vestes brancas. Assim, é preciso se esquivar de todo ponto de contaminação, fugindo constantemente de qualquer coisa que até mesmo apenas “aparente” ser má (I Tessalonicenses 5:22) . Em seu mais famoso sermão, Jesus instruiu os discípulos a terem um cuidado especial com os seus olhos, sendo extremamente seletivos quanto “ao que se olhar”: - Os olhos são como lâmpadas para o corpo. Se seus olhos se focarem em coisas boas, todo o seu corpo (incluindo alma e espírito), serão cheios de luz. Mas se seus olhos estiverem voltados para coisas más, todo o seu corpo (incluindo alma e espírito), estará cheio de trevas (Mateus 6:22-23). Em suma, podemos dizer que um simples toque naquilo que é imundo tem o poder de contaminar nosso espírito, e basta olhar na direção da maldade, para que nossa alma se encha de escuridão. Todo cuidado é pouco. Quem se deixa contaminar também se torna um agente contaminador



A relação conjugal é bíblica

Abordaremos nesta lição um assunto que tem assombrado e destruído a muitos. Mas, como servos de Deus, podemos nos esconder por trás de tabus, não reconhecendo o mal que nos cerca cada vez mais de perto. Ao contrário do que pregam algumas religiões, a relação conjugal entre Adão e Eva não foi a ação pecaminosa que os afastou do Criador, visto que o próprio Deus ao criar o homem e a mulher determinou que frutificassem e multiplicassem (Gêneses 1:28). A relação conjugal não é pecado, pois foi criada por Deus para perpetuação da raça humana e prazer mútuo do casal. Este é o maior desafio para o casal, porque se trata de duas pessoas com cultura, hábitos, costumes e manias diferentes. E, quando começam a viver juntos, logo tudo aflora. O relacionamento interpessoal deve ter um objetivo comum: “até que a morte nos separe” (Marcos 10:9). Os dois devem empregar esforços para vencer a si mesmos nos pontos que os conflitam e procurar avançar mais nos aspectos que os unem e os aproximam. Um relacionamento perfeito só é possível quando há harmonia e, para viver em harmonia, é preciso que ambos sejam um e não dois. O casal não pode perder a capacidade de controlar todos os impulsos e reações que venham colocar a união em perigo, produzindo desarmonia. Desde a criação do homem, o diabo tem tentado de todas as maneiras destruir a comunhão entre ele e Deus. Sempre que descobre uma possibilidade de tirar o indivíduo da presença do Senhor, o maligno investe pesado em busca do seu intento. As tentativas de Satanás são diversas e a pornografia virtual talvez seja sua arma mais eficaz atualmente. O inimigo tem conseguido destruir relacionamentos familiares e casamentos. Levando homens e mulheres a esta prática terrível. A pornografia é um vício e devemos eliminá-la.

Ao sabermos que o relacionamento íntimo entre o homem e mulher, casados, não é pecado, passamos então a entender que devemos fazer o possível para procurarmos ter uma vida e um relacionamento saudáveis. O usuário de pornografia virtual muda a sua maneira de ver o sexo como algo divino e passa a vê-lo com a visão pervertida do diabo. No início, a visão pode parecer atraente, contudo, com o passar do tempo, começa a produzir sofrimento. Em suas diversas artimanhas para destruir o homem, o diabo induz à perda de percepção. Quando a ovelha perde a percepção, ela se torna uma presa fácil para o lobo. Em Lucas 11:34, Jesus adverte que se os olhos forem bons o corpo se enche de luz, mas se os olhos forem maus o corpo se enche de escuridão. Da interpretação deste versículo surgiu a expressão de Edgar Allan Poe: “os olhos são as janelas da alma”. Assim, o diabo fornece de todas as formas imagens que irão contaminar as nossas almas e assim nos afastarão do Senhor. Em Filipenses 4:8, Paulo diz para enchermos nossas mentes de tudo que é bom, puro, agradável e decente, para assim termos almas puras.

Ao se enveredar pelo caminho da pornografia virtual, o indivíduo sofrerá com as consequências malignas dessa obra da carne. O uso de pornografia tem por finalidade deturpar o significado natural do sexo, mudando completamente a visão do que é uma relação sexual saudável. A pornografia visa também mudar o significado divino nas relações sexuais. O homem tem o direito de escolher o que fazer ou ver, mas não podemos esquecer que o que escolhemos hoje fará de nós o que seremos amanhã (Galatas 6:7). O interesse do diabo é que nos foi presenteado pelo Criador para termos uma vida feliz e saudável em todas as áreas de nossas vidas. Não é preciso assistir um vídeo pornográfico para se ter noção do que deve ser mostrado neles, assim como não é necessário comer veneno de rato para ter a certeza de que isto irá matá-lo. O inimigo em muitas situações usa este tipo de desculpa para levar o indivíduo a ter o seu primeiro contato com a pornografia. Os vídeos pornográficos contêm cenas que pervertem as relações íntimas que devem existir entre marido e mulher. O jovem solteiro que os assiste terá contaminado a sua mente, trazendo prejuízo ao seu futuro casamento.


Benção ou Maldição?
Comentário Adicional:
Pr. Wilson Gomes

O sexo dentro do casamento é uma benção, mas fora dele, é uma maldição. A mais relevante recomendação bíblica em relação ao sexo está registrada em Hebreus 14:4 - “O casamento deve ser honrado por todos; o leito conjugal, conservado puro; pois Deus julgará os imorais e os adúlteros”. Este texto deixa muito claro que o sexo praticado dentro do casamento tem a benção de Deus, e que a expressão “leito sem mácula ou puro”, fala diretamente sobre a fidelidade conjugal. Muitos acabam interpretando este texto sob uma ótica legalista, e com isto desenvolvem o conceito de que o “sexo” deve ser “santo”, mas na pratica essa santidade consiste em conotar como pecaminosa qualquer prática sexual que não esteja relacionada à fecundação. Com isto, muitos casamentos se deterioram já que o sexo passa a ser encarado pelos cônjuges como uma “obrigação”, tornando a relação sexual em um ato pesaroso, capaz até mesmo de provocar repulsa e promover culpa. Em I Coríntios 7:3, Paulo aconselha aos casais que nunca privem seu cônjuge do prazer sexual, e em Provérbios 5:18-19, é recomendado que “o homem se alegre com a mulher de sua mocidade (virgindade), que em todo o tempo seja inebriado pelos seios dela e que constantemente se extasie com o seu amor”. E obviamente, aqui, a recíproca também é verdadeira.  A Bíblia, em nenhum momento condena o prazer sexual dentro do casamento, pelo contrário, ela o apresenta como um presente do criador, que ao presenciar a relação macho e fêmea testificou que aquilo “era muito bom”.

O grande problema, é que o homem banalizou o sexo, pervertendo seu propósito e corrompendo sua santidade original. Biblicamente, o sexo foi criado para a fecundação, e também para criar vínculo de amor e prazer entre duas pessoas ligadas “numa só carne” até o fim. Pular esta etapa é um erro terrível. É claro que ao longo dos anos, muitas práticas e costumes da igreja foram sendo modificados ou completamente abolidos. Questões como vestimentas, acesso aos meios de comunicação, ministério femininos, comportamento social e liturgias diversas, ganharam novas interpretações, já que são baseados mais em conceitos culturais do que bíblicos. Mas se questões culturais não valem como “doutrinas bíblicas”, o pecado não está vinculado a esta sazonalidade cultural. A Bíblia não muda, e o que ela considera pecado, é pecado em qualquer lugar e em qualquer tempo.

Há alguns anos, a virgindade era um assunto acima de qualquer questionamento, e qualquer relação sexual fora do casamento era considerada pecado sobre todos os aspectos analisados. Pois bem, os tempos mudaram, a geração atual despreza completamente o conceito da pureza sexual, e nossos filhos são incentivados pela própria sociedade a descobrirem e exploraram sua sexualidade cada vez mais cedo. Assim, algo impensado no passado tem se tornado rotina dentro das igrejas: o questionamento sobre a legalidade do sexo pré matrimonial ou extra-conjugal.  Em I Coríntios 7:2, Paulo diz - "Mas, por causa da prostituição, tenha cada homem sua própria mulher e cada mulher seu próprio marido." Neste versículo, o apostolo Paulo declara que o casamento é a "cura" para a imoralidade sexual.  Este texto está essencialmente dizendo que, uma vez que as pessoas não conseguem se controlar, acabam praticando sexo imoral fora do casamento, e por isso, elas devem se casar. Somente então, elas poderão satisfazer as suas paixões de uma forma moral. Buscar qualquer forma de prazer sexual fora do contexto de um casamento (incluindo a pornografia), é pecado sim, e sempre será. A Bíblia promove a abstinência completa antes do casamento, e a fidelidade irrestrita e bilateral no matrimonio, já que o sexo entre o marido e sua esposa, é a única forma de relação sexual que Deus aprova e abençoa (Hebreus 13:4). O resto é maldição e ruína.



A ação pornográfica

É bom que fique claro que a pornografia age no cérebro igual às drogas. Da mesma forma que os jogos virtuais, por exemplo, a pornografia leva o indivíduo a uma dependência, aprisionando-o em uma vida fugaz e irreal que o levará à condenação. Mais uma vez vemos um componente tecnológico agindo no corpo humano alterando o seu funcionamento normal, como fazem as drogas psicoativas. O efeito da pornografia é como se fosse uma dependência cruzada de cocaína e heroína. Enquanto a cocaína causa euforia, a heroína produz uma sensação de relaxamento. Com a pornografia ocorre sensações semelhantes a essas. Com o contato, o indivíduo experimenta uma euforia instantânea, vindo em seguida o relaxamento produzido pelo orgasmo induzido. O grande problema é que, como ocorre com o usuário de drogas, a necessidade de consumir pornografia aumenta agindo de maneira viciante. A pornografia na Internet tem enorme poder de criar sensações de prazer, inclusive mais do que a dopamina, potencializada pelo uso da cocaína. A pornografia virtual altera a constituição do cérebro, aumentando a necessidade de acesso a conteúdo pornográfico na busca de recompensa por prazer. Ela formata o cérebro criando um padrão distorcido das relações sexuais.

Um dos primeiros sintomas que se apresenta no viciado em pornografia é a perda de concentração. As atividades simples e cotidianas se tornam extremamente difíceis de serem realizadas. Junto a isso surge também a negação. O usuário de pornografia não se acha um viciado. Ele costuma dizer que o acesso a sites com conteúdo pornográfico se dá de forma controlada e consciente. Entretanto, a perda de controle é evidente quando este prefere ficar em casa na frente do computador do que sair e realizar atividades em grupo. O motivo do afastamento de seus amigos quase nunca é identificado. O usuário de pornografia não tem por costume revelar seu novo hábito com medo de se expor e ser criticado. Atualmente, existe um grande número de indivíduos que estão sofrendo com este problema. Muitos imaginam que este tipo de vício atinge somente o público masculino, mas e cada vez maior o número de mulheres viciadas em pornografia virtual. Este tipo de prática surge em sua maioria na adolescência por falta de vigilância dos pais ou por uma postura liberal em relação aos filhos. Entretanto, estresse, ociosidade e a solidão têm levado, cada vez mais, pessoas a este universo de perversão, tornando-se um assunto muito comum em rodas de bate papos. Para muitos acessar pornografia é normal (I João 5:19).

Muitos relacionamentos têm sido diretamente atingidos pelo crescimento de acesso a pornografia virtual, sejam eles de amizade ou conjugal. O que tem se descoberto através de pesquisas com dependentes é que viciados em pornografia desenvolvem perda de libido, ou seja, não tem interesse em se relacionar com um parceiro de forma física, sua mente está sempre focada em imagens produzidas pelos vídeos. Homens e mulheres se tornam prisioneiros de fantasias, abandonando o seu companheiro(a) em desobediência à Palavra de Deus (I Coríntios 7:3-4). Os jovens se desinteressam por relacionamentos, ou então se enveredam por relacionamentos ilícitos com relações pervertidas. Baseado em Mateus 5:28, acessar pornografia é adultério. Se partirmos do princípio que os nossos corpos pertencem aos nossos cônjuges, como disse Paulo em I Coríntios 7, estamos adulterando quando permitimos que tais imagens penetrem nossas mentes, nos desviando do interesse que devemos ter um pelo outro. A situação piora quando lemos I Coríntios 6:19 e descobrimos que quem acessa a pornografia está jogando lixo fétido dentro do templo do Espírito Santo.


Garras Afiadas
Comentário Adicional:
Pb. Bene Wanderley

Este é um sem dúvidas um assunto difícil de ser abordado, mas que é de extrema importância, principalmente no contexto eclesiástico, onde é preciso sim, mostrar aos fiéis onde se escondem as armadilhas de Satanás. A cada dia, a exposição desenfreada da pornografia virtual e televisiva vem tomando proporções gigantescas, levando famílias e pessoas a um estado deplorável de pecado e de opressão. Esta baixa moralidade em que as pessoas estão vivendo (e infelizmente muitos crentes se inserem nesta estatística), é de origem diabólica, pois o intento do diabo é fazer com que o homem venha a descer a um nível de pecado tão insuportável, que o mesmo venha se sentir perdido por completo, sem esperança é sem amor. O pecado da pornografia virtual tem sido uma arma usada por Satanás, o inimigo de nossas almas, com a intenção de levar os homens a se perderem sem perceber. E quando a pecaminosa conduta social do mundo sem Deus é aceita pela igreja em lugar da Bíblia, os pecados mais degradantes e abomináveis se aninham sem protesto entre os crentes. E a pornografia virtual é uma dessas pragas mortais que tem levado muitos cristãos a se afundarem em um mundo escuro e vazio, onde os mais negros e permissivos pecados se alojam na alma das pessoas, levando-as a viver em profundo sono da morte. E são incontáveis os casos que presenciamos de crentes que não conseguem se levantar diante dessa situação.

O alvo de Satanás nesse tipo de pecado não só é os jovens e adolescentes, mais principalmente os adultos casados, pois uma vez que ele fisga suas vítimas, já não as deixa livres para ser o que realmente são:  Filhos de Deus, chamados à liberdade com Cristo que os libertou a preço de sangue. O pecado sexual tem um poder altamente vicioso, tal como o álcool, a cocaína, a heroína, a maconha e outras drogas sintéticas. O pecado da pornografia virtual é um veneno com alto poder destruidor de personalidade. O individuo viciado neste tipo de produto pernicioso passa a viver em um sub–mundo onde o medo campeia, se escondendo das outras pessoas, dos familiares e da igreja. Porém, é importante lembrar que ninguém pode se esconder de Deus, e neste caso, nem do diabo.  Precisamos tomar posições enérgicas contra esse mal, com a ação de mostrar para as pessoas que elas podem vencer suas batalhas interiores, buscando o auxílio do Senhor Jesus Cristo, através da frutificação espiritual.

Bom seria se todos nós nos posicionássemos diante de Deus, com verdadeira comoção, clamando por vidas restauradas e blindadas contra este mal, pois uma vez que as pessoas se envolvem com esse tipo de pecado, fica quase impossível ela se livrar sozinha, já que as garras dessa praga são por demais afiadas, e uma vez que se agarra a uma vida, não soltam com facilidade. Isso requer uma tomada de posição e uma guerra de vida ou morte. Um bom exemplo é a forma como conduzimos nossa casa. Pais cristãos que permite que seus filhos vivam uma vida longe dos princípios bíblicos, dando liberdade onde não deveria, apoiando os pecados de seus rebentos, quando na verdade deveriam se opor energicamente contra tudo aquilo que seus filhos fazem de errado, principalmente no que tange aquilo que as escrituras afirmam ser pecado contra Deus e sua santidade. A “libertinagem” disfarçada de “liberdade”, e que muitos de nós rotulamos de “modernidade”, é na verdade “pecado”. E isso também vale para os adultos casados, que se recusam a viver de modo digno de um cristão observando as escrituras que nos orienta a ter- mos uma vida santa, justa e agradável ao Senhor. Uma vez que um indivíduo se enredar pelos caminhos da pornografia virtual e permissividade sexual, terá que, inevitavelmente, conviver com as desastrosas conseqüências de suas ações.



Lições práticas

Não é difícil encontrarmos pessoas aparentemente normais fazendo propaganda de pornografia e até dando dicas de como e onde acessá-la. O mesmo não acontece com a droga. Não é tão comum encontrar um traficante distribuindo panfleto. Isso torna a pornografia um vício mais difícil de ser controlado. A pornografia tem se tornado um gigante a ser derrotado. A igreja do Senhor tem sido para muitos o único meio de se manterem firmes contra este ataque. Entretanto, infelizmente, temos a cada dia visto este mal invadindo nossas defesas e destruindo muitos relacionamentos e famílias. A Igreja, que é o exército do Senhor, não deve desistir da batalha, pois tem o Espírito Santo como estrategista. Vencer a batalha contra a pornografia pode não ser fácil, mas ser vencedor é uma coisa comum para aquele que escolhe seguir a Jesus. Não podemos esquecer que o amor nos ajuda a vencer (Romanos 8:37). Ao desenvolvermos o amor, que é fruto do Espírito Santo, iremos valorizar os relacionamentos, deixando de lado as coisas que nos aprisionam ao pecado.

O apelo da mídia tem a cada dia sido mais forte. Jornais, revistas, novelas e programas de TV têm bombardeado a sociedade com ofertas indecentes que invadem nossas casas sem pedir licença. Nossos filhos são expostos a todo tipo de informação pornográfica cada vez mais cedo. O propósito de Satanás é tornar o uso de pornografia uma coisa natural, banalizando a sensualidade, com o intuito de transformar a humanidade em verdadeiros robôs teleguiados por um conceito deturpado e pervertido acerca do sexo. Cenas chocantes, protagonizadas em novelas e minisséries por atores sem nenhum compromisso com aquilo que é certo, surpreendem o dia a dia das famílias. Tais atores e atrizes visam apenas a fama e o dinheiro, não se importando com o resultado que as suas atuações irão produzir. A  escolha de consumir pornografia é do indivíduo, logo cabe a ele e somente a ele buscar ajuda para livrar-se deste mal. O diabo está apenas realizando a sua obra de matar, roubar e destruir. A sua realização está em matar o corpo, roubara alma e destruir o espírito, levando o homem a uma total degradação material no corpo, moral, na alma, e espiritual no espírito. O amadurecimento do fruto do Espírito irá produzir o antídoto necessário contra as doenças produzidas na mente do maligno. Jeremias 29:13 nos fornece a fórmula para alcançarmos o bem das mãos do Senhor que nos livrará do laço do passarinheiro (Salmo 91:3).

A força para resistir às tentações vem exclusivamente do Senhor. Uma vida devotada de oração e leitura das Sagradas Escrituras é o único meio pelo qual alcançaremos a vitória contra os ataques sofridos da parte do diabo (Salmo 55:17 / 119:11 / I Tessalonicenses 5:17). Quando bem utilizada, a tecnologia não nos causa dano algum. Devemos sempre colocar as nossas vidas nas mãos do Eterno Deus para resistirmos a Satanás e suas ferozes investidas (Tiago 4:7 / I Pedro 5:6). É preciso estar atento para não sofrermos com os danos provocados pela mídia e a tecnologia. Ser tentado não é pecado. O próprio Cristo padeceu por nós tentações (Hebreus 2:18), contudo venceu a todas (Hebreus 4:15). Podemos escolher pecar, mas não pecar depende de reconhecermos nossa fraqueza e permitirmos que o Espírito Santo nos aperfeiçoe (II Coríntios 12:10 / Tiago 1:16-17).




Conclusão

Quando o indivíduo se prostitui, consumindo pornografia virtual, perde o interesse pela sua companheira(o) e a comunhão com o Criador, se afastando daquilo que de melhor o Senhor tem para lhe dar. Amadurecer o fruto do Espírito é um bom começo para uma vida de pureza moral.




O Fruto Espiritual é uma prova eficaz que estamos progredindo em nosso processo de santificação, tornando nossa maturidade espiritual perceptível. 
Este fruto só será completo e de qualidade inquestionável se for constituído de amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperanças. Para aprender ainda mais sofre o Fruto do Espírito, e a frutificação espiritual na era da pós modernidade, participe neste domingo, 24 de abril de 2016, de nossa EBD.