quarta-feira, 27 de julho de 2016

Compartilhando das Responsabilidades


Já imaginou um jogador que bate o escanteio e ao mesmo tempo corre para cabecear a bola? Impossível não é? Ele jamais daria conta de fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Assim estava Moisés, solitário, prestando assistência ao povo, desde a manhã até o pôr do sol (Êxodo 18:14). Uma fila enorme de pessoas para atender e responder às suas necessidades, sem ter sequer um auxiliar. 

Não importa quão excelente seja um líder, a unidade é tudo em um ministério aprovado. Uma das maiores lições que um líder precisa aprender é que ninguém pode fazer tudo sozinho. Do mesmo modo que uma equipe necessita de bons jogadores para ganhar, uma organização também necessita de bons líderes para alcançar êxito.

Em uma visita a seu genro, Jetro observou Moisés julgar o povo, e percebeu que ele exercia a plena função de juiz para estes mais de dois milhões de pessoas, sem dividir a responsabilidade com os outros. Jetro questionou a sabedoria de Moisés em servir só e manter as pessoas esperando o dia todo para terem seus casos resolvidos.

Moisés apresentou suas razões para fazer o trabalho assim: primeiro disse que ele buscava a vontade de Deus para resolver as questões, e também aproveitava a ocasião para ensinar ao povo os estatutos de Deus e as suas leis. Considerando que ele era o único com quem Deus falava, ele achava necessário agir diretamente com as pessoas em relação a todos os problemas. Mas Jetro não ficou satisfeito com estas explicações, pois entendia que o método utilizado por Moisés não era bom. 

Mesmo um homem de sua força não podia esquecer que era um simples humano e com este tipo de procedimento mais atrapalhava do que ajudava, e então aconselhou:  - Não pode fazer tudo este trabalho sozinho, pois ele é pesado tanto para você, quanto para o povo - Moisés deveria saber acerca disso, mas ele, como tantos outros, precisava de um amigo para lhe mostrar a realidade. Este método não só era trabalhoso em si, mas também causava dificuldades para as pessoas que eram forçadas a esperar na fila por muitas horas.

Jetro não negou a posição de Moisés como porta-voz de Deus; ele ainda estaria pelo povo diante de Deus, quer dizer, representaria o povo perante Deus. Também continuaria sendo tarefa de Moisés ensinar os estatutos e as leis e dirigir o povo no caminho em que deveriam andar e no que deveriam fazer. Contudo, para cumprir sabiamente os propósitos de Deus, Moisés deveria escolher homens capazes, tementes a Deus, “homens de verdade”, que aborrecessem  a avareza, e colocá-los sobre o povo por maiorais de mil, de cem, de cinquenta e de dez. Talvez estes números se refiram a famílias e não a pessoas. Os homens serviriam na função de juízes de tribunal inferior e tribunal superior, cada líder de grupo menor responsável a quem estava acima dele. Quem não estivesse satisfeito com uma sentença de instância inferior poderia apelar para um tribunal superior. Isto significaria que inumeráveis sentenças não chegariam a Moisés.

Moisés percebeu a praticidade e sensatez do plano sugerido por Jetro e fez tudo quanto tinha dito. Supomos que Moisés buscou e obteve a permissão de Deus para praticar este método. Escolheu os homens necessários e os pôs por cabeças sobre o povo. Estes homens eram maiorais e julgavam o povo em todo tempo. Os assuntos mais difíceis traziam a Moisés, mas cuidavam das questões menores. Em Deuteronômio 1:9-23, Moisés narrou detalhadamente a nomeação destes juízes, ali chamados “capitães” e “governadores”.

Foram nomeados na ocasião em que Israel estava a ponto de deixar o monte Sinai após o recebimento da lei. Esta informação pode significar que, embora Jetro desse o conselho antes do monte Sinai e do recebimento da lei, a organização só foi implementada em sua totalidade quando Israel estava pronto para prosseguir viagem.

Nas Escrituras, encontramos inúmeros exemplos do ato de delegar - Deus delegou Moisés para libertar o povo do governo egípcio; Moisés instituiu líderes que julgassem o povo; Josué foi delegado para ser sucessor de Moisés; Jesus delegou seus discípulos para evangelizarem a Israel, Paulo delegou muitos obreiros para trabalharem em várias regiões, por exemplo, enviou Timóteo a Éfeso, enviou Tito a Creta e Epafras a Colossos. Quando um líder entende que é limitado e que precisa expandir a visão além de si mesmo, ele delega poderes a outros e assim a sua capacidade se multiplica: - E as palavras que me ouviu dizer na presença de muitas testemunhas, confie-as a homens fiéis que sejam também capazes de ensinar outros (II Timóteo 2:2).

Obviamente, não basta a um líder apenas entender que possui limitações, e que precisa ser representado para aumentar seu raio de ação. Um líder precisa ser claro quanto ao que o seu representante vai fazer. Jetro interveio na liderança de Moisés, dando-lhe claras explicações de como deveria interagir - E tu dentre todo o povo procura homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que odeiem a avareza; e põe-nos sobre eles por maiorais de mil, maiorais de cem, maiorais de cinquenta, e maiorais de dez; Para que julguem este povo em todo o tempo; e seja que todo o negócio grave tragam a ti, mas todo o negócio pequeno eles o julguem; assim a ti mesmo te aliviarás da carga, e eles a levarão contigo (Êxodo 18:21-22).

Jetro aconselhou e Moisés seguiu o que havia dito. Com isso, ele ganhou agilidade e pode servir melhor, e em contra partida os liderados se ocuparam, e todos passaram a trabalhar num objetivo comum. 

Diferente desse modelo, hoje, em muitas igrejas, encontramos dois grupos de pessoas nomeadas: os que não sabem o que fazer, e os que querem fazer o que não lhes foi determinado. Todo líder precisa compreender a responsabilidade que está sobre seus ombros ao dar poder a alguém para agir. O poder pode mudar a mentalidade de uma pessoa, como no fato narrado em Atos 8:19-21, quando um homem chamado Simão, tentou adquirir o poder do Espírito Santo através de bens materiais - e disse: “Deem-me também este poder, para que a pessoa sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo”. Pedro respondeu: “Pereça com você o seu dinheiro! Você pensa que pode comprar o dom de Deus com dinheiro? Você não tem parte nem direito algum neste ministério, porque o seu coração não é reto diante de Deus... 

Um líder precisa observar se além de capacidade, o tal também possui uma chamada da parte de Deus. A posição pode mudar o status, mas pode não resolver o problema para o qual foi designado. Um certificado de médico não resolve o problema de um doente. O conselho de Jetro era para que Moisés buscasse pessoas capazes, e os nomeasse conforme a capacidade de cada um: “põe-nos sobre eles por chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinquenta e chefes de dez; para que julguem este povo em todo tempo”. Se a capacidade dos encarregados for negligenciada bem como outras qualidades o prejuízo será de todos.

A visão de Reino é diferente de uma visão particular. Quando se pensa no Reino, se é capaz de viver acima dos caprichos e da ignorância. Um líder centrado sabe que, para o crescimento e expansão do Reino, é preciso que surjam novos líderes e novas ideias. É claro que isso deve ser visto com cuidado e se promova outros líderes com critérios. Quando Jetro aconselhou a Moisés a procurar homens que tratassem das questões legais entre o povo, ficou claro que, para o desempenho daquela função, não caberia qualquer pessoa. 

Antes deveriam ser pessoas com perfil adequado para aquela função. Jetro demonstrou um excelente tino administrativo ao dizer: “procure homens...”, visto que é necessário um olhar investigativo, observador para identificar a pessoa adequada para a função auxiliar. Antes, porém, Moisés os deveria preparar, declarar, ensinar-lhes os estatutos.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Biografia - José Ilídio Freire



José Ilídio Freire, nascido no século passado, enquanto decorria o ano de 1892, é justamente considerado um dos maiores pioneiros portugueses no trabalho evangelístico em Portugal.

Ainda jovem iniciou-se no aprofundamento da vida cristã aceitando o Senhor Jesus Cristo como Seu Salvador aos 17 anos de idade. Nesse ano de conversão, 1909, J. I. F. assistiu a algumas conferências evangélicas dirigidas pelo irmão Rodolfo Horner, director da Associação Cristã da Mocidade, na sede desta organização, sita na Rua das Gaivotas em Lisboa e foi precisamente numa dessas conferências que Freire sentiu a chamada do Senhor.

A mensagem exposta pelo irmão Horner sobre a ovelha perdida de Lc 15:4-7 tocou profundamente o seu coração de maneira tal que se sentiu espiritualmente perdido se não obedecesse à chamada Divina. Quando chegou a casa, ajoelhou-se junto da sua cama e começou a falar com Deus pedindo-lhe a salvação da sua alma e confessando-Lhe os seus pecados.

O período político e religioso do inicio do século não era o melhor para aqueles que verdadeiramente se dedicassem a seguir Cristo. No ano de 1910, um ano após a sua conversão, eclodiu a revolução republicana que depôs o Rei D. Manuel II por um lado, por outro a Igreja Católica controlava religiosamente o povo, sendo proibido distribuir e ler as escrituras.

Em 1920, Freire toma uma difícil mas também muito importante decisão na sua vida: dedica-se completamente ao Ministério empenhando-se ativamente na evangelização itinerante, na distribuição de literatura e no evangelismo dos reclusos. A sua decisão era difícil porque 5 anos antes tinha contraído matrimônio, e sendo pai de uma menina necessitava de consolidar a estrutura familiar através do bom emprego de guarda-livros que possuía na firma “Casa Street”.

A sua decisão era muito importante porque desejava obedecer ao mandamento do Senhor “Ide, ensinai” (Mc 16: 15). Mas Freire decidiu-se pelo melhor e produziu nos anos seguintes “frutos” visíveis na obra do Senhor. Apesar de sofrer perseguições devido ao fanatismo de alguns adeptos do catolicismo romanista, desde apedrejamentos a incitações dos próprios padres para com os populares, (alguns chegaram a gritar frases como: “Mata-o que é protestante”), nunca desanimou no seu empenho porque sabia que a causa que servia era nobre e para Cristo, seu Redentor (Romanos 1:16; I Pedro 4:15-16).

Freire nunca temeu as dificuldades humanas. Ele percorria cidades e aldeias, a pé ou de carroça, sempre pregando o Evangelho de Cristo como o Poder de Deus para a Salvação. Muitas vezes necessitou de descanso e a melhor maneira de o conseguir era dormir na sua própria carroça, apesar de muitas vezes ser incomodado pelos lobos.

Mas, em resultado do seu Ministério muitas almas encontraram o Salvador e várias Igrejas foram fundadas (entre elas: Bucelas, Sines, Carregado, Carrascal, e em colaboração com o irmão Ernesto Holden, Castelo, Salvaterra dos Magos, Alvaiade, Maria Pia, etc.).

Também se preocupou com a realização de Escolas Dominicais procurando chamar as crianças para o conhecimento da Bíblia e de Jesus Cristo como Salvador. Do mesmo modo visitou encarcerados falando-lhes do Justo Redentor, e teve O prazer de contatar com o maior burlão da História Portuguesa, Alves dos Reis, o qual, segundo pessoas intimas confirmaram, aceitou Jesus no fim dos seus dias.

Freire foi um destacado escritor. Ele é autor de muita literatura evangelística e tradutor de vários folhetos do inglês para o português. Foi um dos responsáveis pela criação da revista “Alimento Espiritual” e tem o seu nome referido no hinário “Hinos e Cânticos” como autor de 19 belos hinos e coros,  alguns dos quais são cantados com entusiasmo, graças á maravilhosa letra e música apropriada. Freire foi também um dos fundadores da “Convenção Beira-Vouga”, que há mais de 50 anos se realiza anualmente.

José Ilídio Freire foi um homem temente a Deus, consagrado a Deus e exemplo para todos os cristãos. Foi um homem de oração e por isso a obra que realizou deu os seus frutos. Freire era um amigo de Deus, por isso todas as noites se levantava ás 4.30 horas para passar 2 horas na meditação das Escrituras e em oração com Deus.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

É pecado jogar?


A palavra “JOGO” vem do latim “JOCUS”, que significa “divertimento” ou “brincadeira”. O ato de “jogar” pode ser entendido como uma atividade física ou intelectual que integra um sistema de regras e define um indivíduo (ou um grupo) vencedor e outro perdedor.  Em resumo, para que exista um vencedor, alguém precisa perder. O problema é que os seres humanos têm imensa dificuldade em lidar com perdas. Então, algo que lhe deveria ser “divertido” e “prazeroso”, por vezes, se torna motivo de dor e pesar.

Escavações arqueológicas já descobriram em diversas partes do mundo, um tipo de dado quadrado feito com pedaços de ossos de carneiro ou veado, usado numa espécie de jogo bem primitivo. O mesmo objeto aparece em pinturas encontradas nas tumbas egípcias que remontam a mais de 35.000 anos. Artefatos gregos também têm gravuras de homens arremessando pedaços de ossos para dentro de círculos. Já na idade média, os cruzados europeus desenvolveram diversos jogos envolvendo “dados”, chamados pelos árabes de AL ZAHR, de onde se acredita, tenha derivado a expressão “JOGOS DE AZAR”.  A grande verdade é todas as civilizações desenvolveram seus próprios jogos, propiciando a seus indivíduos, entretenimento e desenvolvendo um senso de competição amigável. Porém, o oportunismo e a ambição, modificaram drasticamente o comportamento de muitos “jogadores”.

A intenção por traz dos jogos passou de “divertimento” para obtenção de “lucro”. E infelizmente, onde o dinheiro impera, o mal alastra suas raízes (I Timóteo 6:10).

Neste contexto, o jogo pode ser definido como arriscar dinheiro na tentativa de multiplicá-lo em algo que é contra as probabilidades. E se a Bíblia não faz menções explícitas ao ato de “se jogar”, ela é incisiva na questão do desperdício de dinheiro. Quem investe seu capital em jogos de azar ou bilhetes de loteria, tem ínfimas possibilidades de retorno, e perde a chance de usar seu dinheiro para algo mais proveitoso.

Mas não se esqueça que também desperdiçamos nosso dinheiro quando assistimos a um filme medíocre no cinema, realizamos um passeio desagradável, quando pagamos por mais do que podemos comer, realizamos uma compra maior que nossa demanda ou adquirimos um produto desnecessário.

Em suma, o cristão precisa ser criterioso antes de investir o dinheiro que por Deus lhe é confiado, exercendo com zelo a mordomia de suas finanças. O desejo que ficar rico instantaneamente ou ganhar muito dinheiro sem fazer esforço é o combustível das grandes jogatinas e das apostas mais arriscadas, e esta sim, é uma motivação anti-bíblica (Gêneses 3:19).

Aliás, o vício nasce exatamente da necessidade de se recuperar aquilo que se perdeu, e com isso, ganhos irrisórios parecem justificar perdas astronômicas em mesas de pôquer, máquinas caça níqueis, bingos e roletas. Uma verdadeira avalanche de dívidas em decorrência de uma utopia que poderia ter sido evitada se a aposta inicial não fosse feita. Mas existem outros meios de perder dinheiro com jogos sem ao menos se dar conta dos prejuízos.

O primeiro jogo desenvolvido para computador foi criado em 1958, nos Estados Unidos, mas somente na década de 70, esta “diversão eletrônica” se tornou realmente popular, com o sucesso comercial do Atari. Nesta época, surgem também os ARCADES com fichas (fliperamas), que se tornam febre entre os jovens. Especialistas já questionavam a influência deste tipo de jogo sobre seus usuários.

Nos anos 80, o vídeo game explode em vendas, entrando em muitos lares ao redor do mundo. Em meados de 1996, os consoles caseiros e os computadores já tinham hardware superior aos arcades. Os PCs com placas de vídeo 3D e os jogos via internet/lan decretaram o fim de uma era. Atualmente, com inúmeras plataformas (muito caras) lançando anualmente centenas de títulos no mercado (igualmente caros), a indústria de jogos faturou cerca de U$$ 75.000.000.000 no último ano.

Gráficos realistas, jogabilidade on line, roteiros cinematográficos e muita violência explícita, são alguns dos motivos que atraem um número cada vez maior de ávidos consumidores tencionados a investirem cada vez mais dinheiro em novas tecnologias. Cientes deste mercado voraz, diariamente são lançados jogos para todo tipo de aparelho eletrônico, inclusive os disponibilizados dentro das redes sociais.

Obviamente, a Bíblia não condena o “vídeo game”, até porque se trata de uma invenção do século XX. Porém, a Palavra de Deus se mostra atemporal quando nos aconselha a fugir de tudo que possa ser danoso a nossa índole, fé, moral e caráter (I Tessalonicenses 5:22). Quem faz uso desta tecnologia para divertimento, precisa ser extremamente disciplinado.

Proibir qualquer tipo de jogo ao cristão é um autoritarismo desmedido que não se sustenta em bases bíblicas. Por outro lado, não impor limites e criar parâmetros, é ser omisso com um perigo real e danoso (I Coríntios 6:12).

É preciso entender que um “jogo” é absolutamente trivial e descartável diante de outras atividades com os quais estamos compromissados, seja com Deus, com nossa família ou com a igreja. 

Colaboração: Pb. Miquéias Daniel Gomes

domingo, 24 de julho de 2016

O Hoje



Livremente inspirado na ministração do Pr. Wilson Gomes realizada no Culto da Família em 24 de julho de 2016.

Se existe um “período de tempo” que inquieta o cristão, com certeza é o dia de “hoje”. Estamos tranquilos quanto ao nosso passado, pois sabemos que nossos pecados já foram perdoados e que em Cristo todas as coisas foram renovadas. O futuro tambem não nos causa apreensão, pois ele está seguro em nosso Senhor Jesus, e nosso “amanhã” será glorioso no céu.

Mas o “presente” está repleto de agruras, tormentas e aflições. Cristão tem sérios problemas com o “agora”, pois ele foge ao nosso controle, se adequando ao tempo perfeito de Deus, com seus propósitos e desígnios.

Parte deste processo consiste em enfrentar muitas provações, que nos moldam, lapidam e nos preparam exatamente para um amanhã de glória. O que Deus requer de nós é muito mais que persistência... Ele deseja testar nossa perseverança, afim de aprovar o seu caráter.

Detalhe: Deus jamais permitirá que sejamos provados além do que podemos suportar, e quando formos tentados, ele nos providenciará um escape, para que o possamos suportar (I Coríntios 10:13).

Em Romanos 12:9-21, o apóstolo Paulo lista uma série de virtudes que devem ser priorizadas na vida de todo cristão, tais como generosidade, hospitalidade, perseverança na oração, zelo não remisso, amor fraternal sem hipocrisia, apego ao bem, aborrecimento ao mal e fervor de espírito. Porém, duas das qualidades listadas neste texto exigem de nós um árduo exercício de devoção, fé e fidelidade: Alegre Esperança e Paciência na Tribulação (Romanos 12:12).

Embora aqui tenhamos dois conceitos distintos, ambos estão completamente interligados. 

A WEB define “ESPERANÇA” como sendo uma crença emocional na possibilidade de resultados positivos relacionados com eventos e circunstâncias da vida pessoal, sendo requerida uma certa perseverança para se acreditar que algo é possível mesmo quando há indicações do contrário. Para o cristão, a esperança deve estar focalizada em Cristo e embasada em fé. Paulo apresenta em Romanos 5:1-4 um mapa do que podemos chamar de “CAMINHO DA ESPERANÇA”: 

- “Agora que fomos aceitos por Deus pela nossa fé nele, temos paz com ele por meio do nosso Senhor Jesus Cristo. Foi Cristo quem nos deu, por meio da nossa fé, esta vida na graça de Deus. E agora continuamos firmes nessa graça e nos alegramos na esperança de participar da glória de Deus. E também nos alegramos nos sofrimentos, pois sabemos que os sofrimentos produzem a paciência, a paciência traz a aprovação de Deus, e essa aprovação cria a esperança. Essa esperança não nos deixa decepcionados, pois Deus derramou o seu amor no nosso coração, por meio do Espírito Santo, que ele nos deu”.

Para que o Cristão tenha uma esperança viva e a prova de decepções, a mesma deve ser cultivada em um coração cheio de amor e aprovado por Deus. Essa aprovação se dá mediante a paciência que demostramos em meio aos sofrimentos. Em seu texto“O Casulo”, nosso Pr. Wilson Gomes faz uma analogia entre o processo metamórfico da lagarta para borboleta e do crescimento espiritual que pode ser obtido das mais traumáticas experiências, e conclui: A dor é uma professora excelente, o sofrimento é disciplinador e as intempéries da vida são a academia da alma. No casulo, nos fortalecemos para enfrentar o mundo, e o conhecimento adquirido nesta escola é eterno e imutável.

No livro de Eclesiastes, o sábio rei Salomão esta revisitando seus antigos provérbios e elabora alguns conceitos bem interessantes sobre as adversidades da vida. Um dos mais peculiares é sua preferência por “velórios” a “festas”, pois o luto favorece a introspecção e o autoconhecimento, enquanto as celebrações podem nos dar uma utópica versão da realidade (Eclesiastes 7:2). 

Em outras palavras, boas experiências podem ser retiradas das piores situações. Paulo vai muito além e ensina que nosso sofrimento deve nos trazer alegria. Fechar este ciclo, e passar pelas tribulações com um sorriso nos lábios e esperança latente no coração e a prova cabal de nossa fé, que retumba vigorosa em meio aos cenários mais adversos, nos dando a certeza absoluta que Deus tem total controle de nossas vidas e navega ao nosso lado contra as correntezas do mais arredio mar.


Viva o HOJE trazendo a memória tudo o que Deus já te fez no ontem, e confiando no amanhã que Ele já nos preparou.



sábado, 23 de julho de 2016

Faz Chover!


Na noite deste sábado, 23 de julho de 2016, o Círculo de Oração Lírio dos Vales, realizou seu culto especial de mulheres, onde diversas irmãs puderam testificar sobre o trabalhar do Senhor Deus em suas vidas. Foi também um prequel para a grande festividade que acontecerá na primeira semana de agosto, e celebrará mais um aniversário do grupo.

O preletor da noite foi o Pb. Paulo Gonçalves Oliveira, que ministrou uma palavra exortativa, baseado no ministério do profeta Elias.

Na sua origem e em sua essência, a nação israelita sempre foi monoteísta, sendo projetada, criada, guardada e protegida por aquele que viria a ser conclamado como “O Deus de Israel”. Mesmo assim, por inúmeras vezes ao longo de sua história, Israel flertou com culturas estrangeiras, deixando-se influenciar por seus hábitos e até mesmo importando suas praticas religiosas pagãs. Quando a nação se dividiu em duas, o Reino do Norte se inclinou com mais intensidade para a idolatria. Uma sucessão de reis corrompidos marcou os primórdios do novo reino, sendo que Acabe é apenas o oitavo deles. Filho de Onri, um rei que conseguiu ser mais perverso de todos os anteriores, Acabe demostrou ao longo de seus 21 nos de reinado, muita força política, mas uma moral extremamente fraca.

Em seu primeiro confronto com os sírios foi ajudado pelo Senhor, que venceu por Israel a batalha realizada em regiões montanhosas. Convencidos que o “Deus de Israel” era um “Deus de Montanhas”, a Síria levou a guerra para regiões de geografia plana, e mais uma vez, foi milagrosamente derrotada, sendo inclusive neste período cunhada  a expressão: Deus dos Montes e dos Vales. Portanto, Deus se revela desejoso de participar ativamente do reinado de Acabe, mas ele opta por alicerçar seu reino em alianças escusas, sendo a primeira delas com o próprio Ben Hadade, rei dos sírios. Sua mais errônea aliança porém é com Etball, rei dos sidônios e alto sacerdote de Baal, pois como parte deste tratado, Acabe se casa com a princesa fenícia Jezabel, uma mulher que traria ruína para toda a nação.

E neste contexto que surge o profeta Elias. Com o casamento pagão de Acabe, a idolatria ganha legalidade no reino do Norte. Jezabel, agora Rainha de Israel, passa a exercer grande influência nas decisões mais relevantes do país, tendo seu marido em total sujeição. Ela usa a fraqueza emocional de Acabe para impor suas vontades, e assim oficializa o culto ao deus Baal no território israelita. Além disto, Jezabel promove uma verdadeira matança, assassinando todos os profetas que se posicionam contra as suas ações.


Com a nação imersa na idolatria e a mercê de falsos profetas; Acabe e Jezabel não enfrentavam resistência ao seu modo nefasto de governar, já que seus potenciais inimigos estavam mortos ou exilados. Mas é exatamente aí que Deus decide intervir e castigar a terra com uma grande seca. Para avisar ao rei sobre este castigo, Deus envia um profeta do Senhor remanescente e fiel, que se tornará uma pedra no sapato da casa real.

A Bíblia evidencia que ele era muito respeitado entre os profetas, e talvez sua reconhecida importância espiritual seja a razão para que Acabe se proponha a ouvir o que ele tem a falar. Seus caminhos se cruzam pela primeira vez quando Elias anuncia a grande seca que viria sobre Israel, privando a nação não apenas da chuva como também do orvalho, mas novos e acalorados embates “olho no olho” ainda se dariam mais adiante, como por exemplo, em decorrência do retorno da chuva, do covarde assassinato de Nabote e do Desafio dos Deuses. O incomodo causado por Elias em Acabe foi tão intenso, que rei o identificou como “O Perturbador de Israel”.

Durante os anos de seca, Elias sobreviveu debaixo da providência divina. Primeiro ele é enviado até o ribeiro de Querite, local onde corvos enviados por Deus lhe traziam carne de boa qualidade. Porém, com o passar das semanas, a água do ribeiro se extinguiu, e o profeta recebeu a ordem de ir para a cidade de Serepta, onde encontraria uma viúva que o sustentaria até o final da estiagem. Para sua surpresa, a mulher não passava de uma pobre coitada, que nada tinha a oferecer além de um pouco de óleo e farinha. Foi o suficiente.

Ao final dos três anos, Elias recebe do Senhor o aval para voltar e desafiar a idolatria instaurada e provar que ainda existia um Deus em Israel. O avivamento começou com Elias desafiando a fé do povo, conclamando sua nação para vivenciar um grande mover sobrenatural. Antes de clamar pelo fogo, Elias toma o cuidado de corrigir todos os desvios, fendas e imperfeições de seu próprio altar, e depois, manda molhar toda a estrutura, bem como abrir valas no entorno e enche-las de água. A água é um símbolo da Palavra de Deus e também do Espírito Santo.

Antes do fogo cair, é necessário que haja uma manutenção preventiva no altar, que aqui tipifica a própria vida do envolvido. Depois, é preciso que a PALAVRA DE DEUS seja despejada em abundância sobre este mesmo altar, ao ponto de fazer as valas transbordarem. Fogo que cai sem antes o altar ser regado, não passa de pirotecnia. Com o altar preparado e encharcado, chegou a hora do fogo descer. É um momento lindo e especial, de vislumbre, deleite e glória, que marcará para sempre a história de quem o vivenciar, mas como todo bom e inesquecível momento, a queda do fogo é passageira. O que fica de fato, são seus efeitos.

Se o fogo caindo é uma visão deslumbrante, a próxima cena do avivamento é assustadora, mas imprescindível. Ao perceber que estava sendo enganado pelos falsos profetas, o povo de Israel reconhece a soberania do Deus de Elias e literalmente, elimina os mestres do paganismo. Em pouco tempo, cerca de  novecentos profetas de Baal e Asera são mortos ao fio da espada pelo turba enfurecida, transformando os seiscentos metros do Monte Carmelo, numa grande cascata de sangue, e a montanha num deposito de muitos cadáveres. Visão desagradável, não é?

Mas é exatamente aí que reside a beleza do AVIVAMENTO, pois quando ele é genuíno, as coisas mudam, e nada é como antes. Quem experimenta o verdadeiro avivamento, não aceita mais em sua vida, a causa raiz de seu erro, e extermina o mal de uma vez por todas, por mais doloroso que possa ser  este processo (Mateus 18:9).

E somente após este ato de coragem realizado pelo profeta, é que o Senhor abriu as janelas do céu, para derramar chuva sobre a terra. A imensidão azul foi tingida por uma nuvem que subia do mar, tão pequena quanto a mão de um homem. Era o prenuncio de um grande aguaçeiro. Deus foi fiel em sua palavra, e todo povo reconheceu a grandeza do grande EU SOU, enquanto exclamavam:


Só o Senhor é Deus! Só Deus é o Senhor!


sexta-feira, 22 de julho de 2016

Luto - Rosa Borsati Alves




Na tarde desta sexta-feira, 22 de julho de 2016, aprouve ao Senhor, recolher para seu merecido repouso, nossa irmã Rosa Borsati Alves.

Nascida em 28 de fevereiro de 1926, esta mulher guerreira e valorosa cumpriu com louvor seu propósito nesta terra, constituindo uma belíssima família,  e alcançando louvaveis noventa anos de idade.

Deixa filhos, netos e bisnetos, bem como um legado a ser lembrado e honrado por todos que tiveram o prazer de conhece-la.

A toda família enlutada, destinamos as mais sinceras condolências e nossas orações para que haja conforto em cada coração.

Pois assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo. Mas cada um por sua or­dem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda. Ora, o último inimigo que há de ser destruído é a mor­te (I Coríntios 15:22-23,26). 



Prestação de Contas



Imagine agora que em seu aniversário eu lhe presenteie com um Bonsai (pequena árvore doméstica de origem japonesa). Uma vez dada a você, aquela frágil árvore estará completamente em suas mãos, sujeita a sua vontade. Se for plantada, adubada, regada e podada com regularidade, ela irá se desenvolver-se tornando um lindo ornamento que trará benefícios a todo o ambiente. Mas se você não cuidar dela corretamente, ela ira murchar secar e morrer. Porem mesmo morta dentro de seu vaso, aquela planta continuará a ser sua.

Assim acontece com os dons e talentos dados por Deus através de seu Santo Espírito. A partir do momento que em que somos presenteados com eles, passamos a ser responsáveis pela produtividade ou pela inércia dos mesmos.

Agora imagine que se ao invés de te presentear com o Bonsai, eu a tivesse “presenteado” com a minha “confiança”de que você cuidaria muito bem dele durante uma longa viagem que tive de fazer. Quando retornasse e fosse requerer de volta minha preciosa arvorezinha, como ela estaria?  Viva e radiante ou murcha e desfalecida?

Devemos ter consciência que tudo o que temos é de Deus. Dele vem e para ele volta. Logo, sobre aquilo que nos é dado, um resultado produtivo será cobrado, e a grande questão que irá ecoar na eternidade é: O que teremos feito de nossos dons e talentos e quais resultados teremos para apresentar ao Senhor?(Mateus 25:29)

quinta-feira, 21 de julho de 2016

EBD - Jesus venceu a tentação e o tentador


Material Didático
Revista Jovens e Adultos nº 100 - Editora Betel
Mateus - Lição 04

Comentarista: Bp. Manuel Ferreira













Comentários Adicionais
Pr. Wilson Gomes
Pb. Miquéias Daniel Gomes
Pb. Bene Wanderley



Texto Áureo
Hebreus 4:15
Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.

Verdade Aplicada
Jesus obteve vitória decisiva na tentação no deserto. Do mesmo modo, o cristão deve vencer suas tentações.

Textos de Referência
Mateus 4:1-4; 11
Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.
E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome;
E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães.
Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.
Então o diabo o deixou; e eis que chegaram os anjos e o serviram.


Corpo, Alma e Espírito
Comentário Adicional
Pb. Miquéias Daniel Gomes

O patriarca Jó teve com Deus um dos mais longos embates ideológico de toda a Bíblia. Ao final da conversa, reconheceu a superioridade de Deus, e humildemente aceitou os argumentos divinos como superiores a qualquer pensamento humano. Porém, ressalta que aquela era uma conversa injustiça, pois a grandeza de Deus em contraste com a pequenez do homem, o colocava na posição de uma gota diante do oceano. Ele então “sugere” que deveria existir um “intermediador”, alguém que compreendesse plenamente sobre Deus, mas que também conhecesse as agruras de "ser homem", e pudesse conversar nas duas esferas com a mesma propriedade (Jó 33:23). Mesmo sem saber, Jó estava descrevendo as atribuições de Cristo, confirmada em I João 2:1. Deus criou o homem e o conhece de forma profunda e irrestrita, sabe suas deficiências e fragilidades, bem como o potencial a ser desenvolvido. Sonda seu coração, escuta os seus pensamentos e conta os seus dias. Deus escreveu o manual de funcionamento do homem, mas na prática, nunca “foi homem”. Deus nunca sentiu frio, fome, medo, ansiedade, angústia, dúvidas ou tristezas permanentes. E o mais importante: Deus não pode ser tentado. Assim, Deus falava “com” o homem, mas nunca “como” o homem. Esta aparente “distância” foi eliminada através de Cristo. O “VERBO” se fez “CARNE” e habitou entre nós (João 1:1). Jesus era o próprio Deus encarnado, vivendo entre os homens, composto de corpo, alma e espírito, sentindo na pele todas as debilidades da humanidade, sendo desafiado em todas as esferas da existência humana. Deus estava se pondo a prova, sujeito a todas as paixões e as tentações que enfrentamos diariamente. E como homem (não como Deus), resistiu a cada uma delas.

É interessante notar que em sua forma humana, Jesus foi um alvo prioritário de Satanás, assim como hoje, somos também.  Satanás é um adversário sútil, perspicaz e ardiloso, que embora não deva ser “temido”, jamais pode ser desmerecido, subestimado ou enfrentado sem a estratégia adequada, pois caso contrário, tem a assustadora capacidade de “cirandar” com a alma do homem (Lucas 21:31). O nome “Satanás” é uma transliteração do hebraico para Satan, que significa “ACUSADOR”. Ele foi criado pelo próprio Deus, sendo um sinete de perfeição, cheio de sabedoria e formosura (Isaías 14:12). Esta condição gloriosa se manteve por longas eras, até que Deus vislumbrou iniquidade no seu coração, e desde então, ele se tornou o governante dos reinos do mundo que se afastaram de DeusSatanás trabalha nas sutilezas, pacientemente esperando uma brecha para adentrar nossa mente, e ali estabelecer pouco a pouco sua fortaleza. Diariamente somos bombardeados com tentações que atravessam nossos olhos como flechas, semeando sementes de hedonismo em nossa imaginação. Ondas sonoras invadem nossos ouvidos ecoando acusações gritantes, que minam nossa confiança em Deus e questionam nossa fé na própria salvação. E ele tentou Jesus de todas as formas possíveis e imagináveis, embora Mateus registre apenas três delas: corpo, alma e espírito.

Primeiro, ele se aproveitou da fome intensificada pelo período de jejum para tentar convencer Jesus a transformar “pedra em pão”. Se cedesse, Jesus estaria agindo fora do tempo estabelecido para seu ministério, e valendo-se de sua condição divina para beneficiar sua forma humana, fugindo completamente do seu propósito. Em seguida, Satanás propôs um desafio de “vida ou morte”, tentando inflar o “ego” de Cristo. A intenção era fazer Jesus banalizar sua humanidade, simplesmente para provar que tinha autoridade sobre os anjos, agindo em nome de mera vaidade. Por último, o inimigo oferece a Jesus os governos humanos em troca de adoração. Com isso, Satanás esperava fragilizar o espírito de Cristo e corromper sua adoração. Jesus não cedeu a nenhuma delas. A grande verdade é que Jesus acumulou diversas vitórias sobre Satanás. Na cruz Ele o derrotou com Sangue, já no céu e no inferno a vitória veio através de seu Poder. Nada, porém, é mais emblemático que a Vitória no deserto, pois a arma utilizada foi à mesma que temos em nossa mão hoje: Obediência a Palavra de Deus. Vale lembrar que embora Satanás tenha tentado Jesus, não foi ele quem o levou para o deserto. Segundo Mateus, o Espírito Santo conduziu Cristo até o deserto exatamente para que Jesus fosse tentado em tudo. Deus desejava experimentar na condição humana as tentações enfrentadas por nós todos os dias. E Ele venceu todas elas, nos provando que é possível sim, dizer não ao diabo e suas ofertas.


Conduzido à tentação

Através da narrativa da tentação de Jesus no deserto, podemos entender como se caracteriza as investidas do diabo com o intuito de fazê-lo pecar e desviá-lo assim do plano divino. Veremos, porém, como Ele venceu. Depois de receber o batismo de João, cumprindo assim a justiça de Deus, Jesus foi conduzido a preparar-se para o seu ministério público. O deserto foi o lugar da tentação. Foi um lugar literal que Jesus se dirigiu a fim de se preparar para o início de seu ministério. Não se deve pensar que se tratou de uma luta interior do Senhor Jesus instigada pelo tentador, ou que tal lugar seja simbólico. Aquele lugar era de fato um lugar ermo, desabitado e solitário, para onde o Espírito Santo o dirigiu. Por outro lado, não se deve pensar que depois daquela provação o tentador o deixou definitivamente (Mateus 16:23; Lucas 4:13: João 6:70). Interessante é que o Servo de Javé foi tentado e triunfou no mesmo lugar em que buscou a Deus e por Ele foi orientado a permanecer algum tempo. Antes do Senhor Jesus iniciar o Seu ministério público, Ele precisou estar a sós com Deus. Isto ocorreu longe da sua carpintaria, da sua família, da sua sinagoga e das suas amizades por um pouco de tempo. Foi a solidão do deserto o lugar direcionado por Deus para Jesus ali se preparar e planejar estratégia, a fim de que tivesse êxito em seu ministério público. Todavia, ali, naquele lugar guiado por Deus, que Ele sofreu provações especiais. Contudo, não houve espaço nEle para autocompaixão, lamentos ou reclamações, o que é exemplo para todos nós.

A tentação chegou para Jesus imediatamente ao término de seu jejum de quarenta dias, quando ainda estava no deserto. Evidentemente, não existe tentação sem tentador, isto é, o elemento que vem para tentar. Percebe-se que a ida de Jesus ao deserto foi conduzida por Deus para um teste. Todavia, o tentador tinha um propósito: acabar com Jesus e o plano da redenção. Não é à toa que há certa ênfase na descrição do tentador como diabo, que significa mentiroso, caluniador. Porém, ele nada conseguiu com Jesus. Mesmo sofrendo diferentes tentações, Ele resistiu, pondo em fuga o tentador. Deus em Sua soberania tem o direito de provar o nível de fidelidade de Seus servos, e Jesus não foi exceção. Além dele, nós temos outros exemplos, como Jó, Pedro e demais apóstolos que, sob a permissão de Deus, foram peneirados pelo diabo. Ao aplicar Seus testes, Deus jamais tem a intenção de nos destruir, pois Ele é vida e isso é contrário à sua natureza. Não é ao acaso que em Mateus 4, nosso inimigo é chamado de diabo (quatro vezes), tentador (uma vez) e Satanás (uma vez também).

O diabo foi a Jesus assim que Ele sentiu fome. Podemos então concluir que o diabo pode tentar a qualquer pessoa, se aproveitando das suas carências físicas e apetites. Porém o seu alvo principal era pôr dúvida a identidade divina de Jesus: “Se tu és o Filho de Deus” (Mateus 4:3-6). O diabo, nosso adversário, sempre vai nos tentar em momentos de fragilidade, usando nossos apetites e tentando-nos com dúvidas. Ele não tem pressa, está sempre à espreita, aguardando o melhor momento para desferir o seu golpe, como fez com Eva, que caiu e levou seu marido à queda também. Porém, com vigilância, oração e autoridade, assim como Jesus venceu, nos venceremos também o tentador. Temos, no diabo, um inimigo real e poderoso. Ele não temeu disparar os seus ataques nem mesmo contra o próprio Senhor Jesus Cristo. Os instrumentos do diabo sempre atacarão nossas necessidades e carências físicas. O tentador se aproximará estrategicamente quando o cristão estiver em situação frágil e de extrema carência. Exatamente por isso, existe a necessidade de orar e vigiar sem cessar.


O Jardim e o Deserto
Comentário Adicional
Pb. Bene Wanderley

A tentação de Jesus nos dá vias de vitórias em todos os aspectos de nossa vida. Enfrentar lutas, desafios e tentações fazem parte da nossa caminhada com Deus, pois Ele não poupou nem mesmo a seu Filho. Antes o entregou por nós em resgate de nossas almas. Na verdade o que falta em muitos “filhos de Deus” é a falta de entendimento das “coisas de Deus” e da metodologia com a qual  Deus trabalha e opera especificamente em cada um. Tudo que Deus quer de nós é; que lutemos o bom combate da fé e não nos deixemos vencer pelas artimanhas do diabo. Em regra geral, em primeiro lugar, somos levados por Deus pelo Espírito aos desertos da vida, para sermos moldados a sua imagem e semelhança. O projeto original de Deus não tinha falhas, mas o homem foi corrompido é perdeu suas características originais, e o Criador deseja ardentemente reparar os pontos danificados. E sua oficina mais eficiente é o deserto.

Todos nós sabemos pela narrativa de Gêneses 1:26,  que antes de Deus criar o homem, Ele realizou uma reunião de “planejamento” junto ao “Verbo e seu Santo Espírito” e definiu: - Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Mas, quando chegamos em Gênesis 3, encontramos o triste relato da queda do homem, que como consequência de sua desobediência e ambição, perdeu a glória da semelhança divina. Sendo assim, foi necessário Deus enviar seu Filho para redimir o homem de sua condição de pecado e devolve-lo ao seu estado de “imagem e semelhança do Altíssimo”. E isso só foi (e ainda é possível) por causa da vida e da morte de Jesus. E um ponto decisivo deste processo é a vitória de Jesus no deserto sobre o diabo.

Jesus se manteve de pé no ponto exato onde o homem caiu: Diante do dilema moral e espiritual de uma tentação. Enquanto o homem foi derrotado no Jardim, cercado de provisões e maravilhas, Jesus triunfou vitorioso no deserto, ladeado por escassez e privações. Se Ele (em forma de homem) venceu, podemos vencer também, e fortalecidos por esta jurisprudência, temos um alvo a atingir é não podemos perder o foco de nossa missão. O que precisamos com urgência é recuperar nossa compreensão de que Deus tem propósito quando nos leva ao deserto, e aceitar sua vontade. Infelizmente hoje muitos crentes tem tentado fugir de seus desafios desérticos, e pensam que por mero conhecimento teórico, ou pelo tempo de crença e serviço religioso, já pode galgar altos escalonados ministeriais, ou atingir elevado nível de  espiritualidade. Ledo engano. Existem lições que só aprendemos na prática, e o deserto sempre será o lugar de Deus nos experimentar, testar nossas habilidades, conhecimentos e intenções de nosso coração. Deus não pretende mudar sua forma original de tratar com seus filhos. O lugar para se levantar da queda no jardim é o deserto.


Esferas da tentação

Não se deve confundir tentação com pecaminosidade. SEsferas da tentação

Não se deve confundir tentação com pecaminosidade. Ser tentado não é pecar, pois, caso fosse assim, Jesus teria pecado, mas não foi isso que aconteceu. Jesus estava num lugar deserto. Ali, na solidão, não haveria testemunhas de que Ele houvesse pecado. O seu compromisso com Deus e com sua missão permaneceu firme, apesar de toda a provação. Ele não pecou, mas recusou-se satisfazer a sua fome ouvindo o diabo. Ao contrário, Jesus concentrou-se na Palavra de Deus e fez uso dela  para combater a tentação, dizendo: “Esta escrito”. Jesus não entrou em discussão com o diabo, nem afirmou sua fome ou a negou, porém disse: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus”. O segredo para vencer a tentação é confessar a Palavra de Deus. Ela deve habitar abundantemente em nós. Este é o primeiro segredo que Jesus utilizou para vencer a tentação. Assim, Cristo nos ensinou a primeira base da nossa vitória sobre a tentação: a Palavra de Deus.

Quando o diabo percebeu que, se fosse o caso, Jesus morreria de fome, mas não cederia, decidiu tentá-lo pelo uso das coisas religiosas, ou seja, pelo fanatismo. Nessa investida, o diabo se utiliza de seu próprio poder para transportá-lo ao pináculo do Templo de Jerusalém. Também se utiliza da passagem bíblica de Salmos 91.11-12 e insiste em que Ele prove que é o Filho de Deus. A expressão “Se tu és” tanto era para que Jesus provasse quem Ele era, quanto, para gerar dúvida. Jesus não tinha que provar nada ao diabo. Deus falara com Ele ao sair da água do batismo no Jordão. Isso por si só já basta para Sua própria convicção. Mesmo assim, Jesus respondeu ao tentador: “Não tentarás o Senhor teu Deus”. O diabo é insistente e pode usar de vários artifícios ao mesmo tempo para tentar derrubar um servo de Deus: o deserto, os apetites, as Escrituras e até o seu poder, como no caso do Senhor Jesus. Por esta razão, devemos orar e vigiar sempre. A segunda tentação tinha como objetivo duvidar de que o Pai, que o havia chamado, realmente o capacitaria a ser fiel à Sua vocação em face da ampla oposição e da constante recusa por parte dos homens a crer nEle, sem presenciarem sinais espetaculares de sua divindade. A sugestão diabólica foi de que certamente seria tolice para Jesus entrar no ministério com a perspectiva de possível fracasso.

O diabo estrategicamente deixou por último a maior tentação: a ambição pelo poder. O tentador oferece a Jesus os reinos do mundo e a glória deles como se pertencessem a ele em troca de adoração. Jesus não discorda de Satanás, mas sabe que se trata de um blefe. O Filho de Deus jamais aceitaria qualquer coisa que viesse das mãos do seu adversário, muito menos receber poder temporal. Além do mais, seria inconcebível Jesus se prostrar diante de qualquer criatura. Por isso, Ele o expulsa da Sua presença imediatamente, citando a Escritura (Deuteronômio 6:13). Ao contrário de Jesus, outros caíram nesse pecado como adão e Eva (Gêneses 3:1-7). Ter ambição não é pecado, mas quando a pessoa se dispõe a fazer qualquer coisa por causa do desejo desenfreado isso é pecado. Chamamos esse pecado de ganância. Por causa disso, muitos caem no laço do diabo (I Timóteo 6:7-12). O diabo mostrou a Jesus Cristo os reinos do mundo e a glória dele sob o seu ponto de vista. O tentador fez saltar diante do Filho de Deus várias telas com imagens de reinos e seus reis, pessoas, riquezas e a glória deles. Mas Jesus recusou sua oferta, repelindo-o de Sua presença.

O Cristão e o Deserto
Comentário Adicional
Pr. Wilson Gomes

Mesmo vivendo em fidelidade ao Senhor e compromissado com a obra do Pai, por vezes recebemos de Deus apenas negativas ao nosso clamor e fracassos em projetos que tinham tudo para dar certo. E nessas horas, somos abarrotados por um sentimento de injustiça que nos leva a crer que o grande “Eu Sou”, está cometendo um grave erro contra nós. Mas porque estas atrocidades acontecem em nossa vida? A resposta pode ser encontrada em Deuteronômio 8:2-3 diz: “E te lembrarás de todo o caminho, pelo qual o Senhor teu Deus te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, e te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias os teus mandamentos, ou não. E te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem teus pais o conheceram; para te dar a entender que o homem não viverá só de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor viverá o homem".  E este é sem dúvida um texto bíblico que explica o porquê de tantos infortúnios e aflições que se abatem sobre nossa vida:  Para testar o que estava em seus corações! Um homem só mostrará quem realmente é quando se encontrar em situações extremas, e é exatamente por isto que Deus por vezes nos leva ao nosso limite, para que o ser humano descortine seu coração e encontre sua verdade mais oculta. Por isso o Senhor nos prova profundamente em nossa fidelidade e devoção, colocando-nos em situações de calamidades, que testam ao máximo a nossa fé: Ele nos humilha, nos priva de conforto, dificulta nossa jornada e por vezes, permite que tenhamos encontros desagradáveis com Satanás.  E com isso nos faz entender que existem coisas mais saborosas que pão e que o Senhor sempre proverá subsídios para os que lhe são fiéis, mesmo que neste processo falte abundância. O deserto não tem como “propósito” nos ensinar a “derrotar o diabo”, mas sim, aprender a confiar e se submeter a Deus, e assim, o inimigo fugira de nós.

O beneplácito do Senhor não nos acrescenta dor, e de modo algum pode cooperar para o corrompimento espiritual de alguém. Isso implica em dizer que Deus só dá bênçãos para quem tem  o coração preparado para recebê-las.  E é nas aflições que nosso coração é testado por Deus. Quer receber bênçãos do Senhor? Comece preparando seu coração para a prova. E se existe um campo de treinamento melhor que o deserto, eu desconheço. O deserto é algo tão inevitável que podemos dizer que existem apenas três tipos de crente: os que já passaram pelo deserto, os que estão passando e os que ainda passarão. Mas não se exaspere com esta dura verdade, é no deserto que nós aprendemos conceitos valiosos sobre a fé cristã. O deserto não acontece por acidente, Ele está previsto na agenda de Deus, pois faz parte do cronograma divino para nossas vidas, afinal, quando nos vemos frente à frente com o temível mar de areia, e a única opção é enfrentá-lo, aprendemos a depender  e confiar exclusivamente no Senhor. Exatamente por isso, de tempos em tempos, é o próprio Deus quem nos conduz ao deserto, a escola de ensino superior do Espírito Santo, onde Deus treina e capacita seus melhores soldados.

O deserto te molda, e você sai dele um cristão melhorado, autêntico e genuíno; pois o orgulho, a vaidade e o egoísmo viram cinzas no calor das areias. No deserto somos lentamente lapidados, purificados e preparados; sem pressa; no tempo perfeito do Senhor, pois não existem meios termos. Ou somos sustentados por Deus ou então morremos de fome. Suas fontes podem sim estarem completamente secas, mas as de Deus estarão sempre jorrando. Suas provisões podem estar chegando ao fim, mas o provedor continua cuidando de você a cada instante. Deus jamais nos levará ao deserto ao bel prazer. Deserto é aprendizado para algo grande dentro do Reino. Deus não fabrica super-crentes industrializados, pelo contrário, seu processo é rústico e artesanal, à base de fogo, marreta e bigorna. Somos aquecidos ao limite no fogo, postos sobre a bigorna e moldados na marretada... E isso dói demais, porém o resultado é grandioso. Então, quando for enviado ao deserto, vá SORRINDO! Deserto é lugar de milagres, onde o poder de Deus se aperfeiçoa em nossas fraquezas e limitações. Na escola de Deus só entram os melhores alunos. Se ele te matriculou nela, sinta-se honrado. Estude muito, seja disciplinado, supere-se em cada avaliação e seja aprovado com louvor.


O triunfo sobre a tentação

Ser tentado não significa pecar contra Deus, mas sim um estado incômodo que precisa ser vencido. A seguir, veremos que os passos que conduziram a Jesus à vitória foram descritos por Tiago (Tiago 4:7). Sujeitar-se a Deus é submeter-se a Ele. É obedecê-lo como servo dócil. Foi dessa maneira que Jesus se colocou, isto é, na condição de servo obediente de Deus, como profetizando acerca dele por Isaías (Isaías 42:1). O Servo de Deus operaria com prudência, seria elevado e mui sublime (Isaías 52:13). Embora o Jesus seja o Filho amado de Deus, condicionou-se a si mesmo à posição de servo até Deus o exaltá-lo. Assim, Jesus deixou o exemplo, para que seguíssemos as suas pegadas (Mateus 3:17 /  Filipenses 2:5-11). Embora fosse Senhor, elevado e mais sublime que os céus, Jesus se colocou como Servo de Deus. Esta atitude significou absoluta sujeição a Deus, absoluto prazer na vontade de Deus e absoluta resignação até subir a cruz e descer ao inferno. Porém, Deus o exaltou soberanamente.

A provação de Jesus não se restringiu ao deserto, mas durou todo o período em que aqui esteve. Tratou-se de uma provação diferenciada, que precedeu o início de Seu ministério público. O diabo foi insistente, mas Jesus o resistiu e não cedeu um centímetro sequer à vontade do seu adversário. De igual modo, devemos resistir ao diabo, permanecendo firme em nossa fé, pois as mesmas tentações também sucedem aos servos de Deus ao redor do mundo (I Pedro 5:8-9). Assim como Jesus venceu o diabo e as tentações, se determinarmos em nossos corações, venceremos as tentações de cada dia e isso já basta até chegarmos ao céu. Deus nos desafia a sermos pessoas firmes e constantes na fé. Embora  o diabo, nosso adversário, esteja ao nosso redor, devemos resisti-lo até o dia da nossa partida desse mundo. Assim como Jesus Cristo foi Filho Amado do Pai, obedecendo-o em todas as circunstâncias, de igual forma devemos nós também imitá-lo. A principal arma que devemos usar para resistir a Satanás é a Bíblia. Por nada menos que três vezes o nosso adversário apresentou tentações diante do nosso Senhor. Por três vezes o oferecimento diabólico foi repelido, sempre mediante o emprego de algum texto bíblico como motivação: “Está escrito”. Enfatize para os alunos a necessidade de sermos leitores diligentes das Sagradas Escrituras, pois a Palavra de Deus é a espada do Espírito Santo (Efésios 6:17). Ela é nossa principal arma de ataque e defesa.

O que significa Jesus ser servido pelos anjos ao término da tentação? Sabemos que os anjos de Deus operam as causas de Deus juntos aos seus servos de diversas maneiras. Ao fim daquela provação especial, Jesus estava faminto e fraco, então os anjos de Deus trataram de servi-lo em Suas necessidades. Aquela manifestação angelical vem significar o cuidado de Deus para com aqueles que o servem. Lembremos que Jesus estava em missão. É muito possível que também os anjos trouxessem para Ele alguma mensagem de Deus, pois anjo significa “mensageiro” e ali foram enviados alguns. A presença dos anjos naquele deserto com Jesus não era absoluto uma recompensa pela Sua resistência viril ao diabo, mas uma assistência para que Jesus continuasse a Sua missão. Com isso, aprendemos que se formos fiéis a Deus, teremos a assistência de Seus anjos (Hebreus 1:14). Na condição de humilhação que o nosso Senhor Jesus Cristo se encontrava, era necessário que os anjos o servissem, pois foram muitos dias de fome e provação que tinham, enfim, chegado ao fim, para que Jesus iniciasse o seu ministério público.

Conclusão

Ao longo da narrativa do livro de Mateus, vemos como Jesus venceu o tentado, deixando-nos o Seu exemplo. O tentador procurou desviá-lo do propósito divino da redenção, mas Ele o venceu, permanecendo irredutível, até chegar à cruz e descer ao inferno, mas Deus o exaltou soberanamente.



A imagem que Mateus nos apresenta de Jesus é a de um homem que nasceu para ser Rei. Sua intenção é mostrar o senhorio de Jesus Cristo e que, com toda autenticidade, o Reino, o poder e a glória são dEle. Mateus entrelaça o Antigo Testamento ao Novo, com a preocupação de revelar aos judeus: que em Jesus se cumpriram todas as palavras do profeta, que Ele é o Rei por excelência e o Messias de Seu povo. Para saber mais sobre as profundas verdades existentes em cada linha deste evangelho, participe neste domingo, 24 de Julho de 2016, da Escola Bíblica Dominical.