sábado, 22 de outubro de 2016

Sementes e Frutos


É simplesmente impossível colher de onde não se plantou. Se nenhuma semente for lançada ao solo, nenhum fruto dali nascerá. Ninguém colherá laranjas em uma plantação de vagens, ou repolhos onde se plantou apenas cenouras. A lei da semeadura é simples e objetiva: é preciso plantar para colher, e só se colhera os frutos cujas sementes foram plantadas. Não há exceções quanto a essa regra e até mesmo as Escrituras salientam esta verdade: - Porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará (Gálatas 6:7). 

O Reino de Deus é uma terra muito fértil, onde cada semente plantada nasce em proporções abundantes. Independentemente do que escolhermos plantar, nos será devolvida em generosidade uma medida recalcada, sacudida e transbordante de tudo aquilo que se plantou (Lucas 6:38). 

Ao longo de nossa vida, o dia de amanhã será sempre uma incógnita, pois pouco (ou nada) podemos prever de nosso futuro ou destino enquanto vivente. O tempo que dedicamos na escolha das sementes que irão compor nosso alforje para a semeadura do “hoje”, e um raro momento onde se pode flertar com o próprio futuro. São as nossas decisões no presente que começam a lapidar a posteridade, nos dando a chance de optar por frutos doces ou amargos quando as eiras estiverem em flor. A colheita não reserva surpresas, pois apenas transforma em realidade nossos desejos externados. Não se pode escolher os frutos que serão colhidos, pois o poder da diversidade reside apenas nas sementes. 

Deus concedeu ao homem, ainda no princípio da criação, o privilégio do livre arbítrio, tornando-o um ser capaz de trilhar os próprios caminhos e seguir os anseios pessoais de sua alma. Mas esta liberdade esta recoberta de uma responsabilidade cujos efeitos perdurarão não apenas neste mundo, como ecoaram por toda a eternidade. Quando céus e terra deixarem de existir, estaremos exatamente no lugar que escolhermos em vida, e esta jornada começa quando a primeira semente toca o solo. Cada ação desencadeia uma reação.

Faz parte da índole divina respeitar piamente o livro arbítrio do homem, e, portanto, ainda que almeje intensamente se relacionar com sua mais preciosa criação, Deus espera pacientemente que o ser humano dê o primeiro passo em sua direção. A mais valiosa lição aprendida com a parábola do pródigo, é que toda vez que um filho afastado toma a decisão de retornar para casa, haverá um pai de prontidão bem ali na porta, o aguardando de coração aberto e sorriso largo. Mas uma decisão precisa ser tomada e uma ação obrigatoriamente tem de ser posta em pratica. Basta um passo consciente em direção a Deus para que Ele mova os céus e venha nos abraçar. 

Ter uma relação produtiva com Deus não passa por formulas mirabolantes e ideologias complexas. Pelo contrário, o andar com Deus exige apenas que as escolhas corretas sejam feitas, inda que o resultado imediato destas resoluções pareça desfavorável. O Evangelho não é um mar de rosas e nem imuniza o cristão contra tragédias, lágrimas e dores. Ele exige muita renúncia e autonegação e insere em nossa rotina cruzes pesadas, lobos agressivos e batalhas que nossos olhos se quer podem ver. Aceitar esta oferta espiritual é simples, e além de indicar uma terra boa para o plantio, ainda encherá nossas mãos com sementes de excelência superior. Mas a semeadura será longa, cansativa e sofrida, e logo, a grande questão a ser pesada na balança é se estamos dispostos a nos entregar de corpo e alma a este plantio. Afinal, Deus não tem prazer em quem retrocede (Hebreus 10:38)

O Salmo 126 retrata muito bem a realidade da semeadura e seus resultados futuros. Os judeus haviam amargado sete décadas numa terra estrangeira, tudo porque fizeram escolhas ruins no passado, plantando sementes de idolatria e desobediência, que resultaram numa colheita amarga de muito choro e solidão. Mas se não temos a opção de escolher os frutos da colheita atual, podemos optar por sementes diferenciadas para a próxima estação, e nas terras do exílio, o povo do Senhor pode vivenciar um avivamento espiritual forjado no fogo da dor. Ali, longes da pátria mãe, os judeus reacenderam sua esperança na chegada do Messias e voltaram a meditar nas escrituras como a muito tempo não faziam.

Enquanto comiam do fruto rançoso, plantavam sementes adocicadas, regadas com as próprias lágrimas. A semeadura realizada sob a égide dos caldeus, foi colhida em liberdade. Nos séculos seguintes, os judeus subiram os degraus do tempo cantando a felicidade de voltar para casa, e como o Senhor restaurou a sorte de Sião, transformando o pesadelo em um sonho muito bom e real. Os lábios que se cerraram na Babilônia, agora cantavam hinos de louvor. O povo que outrora serviu de escárnio das nações, agora era testemunha das grandes coisas que o Senhor podia fazer. Vale a pena esperar no Senhor e confiar em sua fidelidade, pois “os que semeiam em lágrimas, segarão com alegria”. 

Quem leva a preciosa semente andando e chorando, voltará sem dúvidas com alegria, trazendo consigo os seus frutos!   

Pb. Miquéias Daniel Gomes

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

EBD - O culto cristão: um ato sagrado


Material Didático
Revista Jovens e Adultos nº 101 - Editora Betel
Louvor e Adoração - Lição 04
Comentarista: Pr. José Elias Croce












Comentários Adicionais
Pb. Miquéias Daniel Gomes
Pb. Bene Wanderley













Texto Áureo
Salmos 89:7
Deus deve ser em extremo tremendo na assembleia dos santos e grandemente reverenciado por todos os que o cercam.

Verdade Aplicada
O culto é uma das mais belas e antigas formas do homem expressar sua devoção, gratidão e adoração a Deus. É o ato central de identidade cristã através da história.

Textos de Referência
I Coríntios 14.26-29; 40

Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação.
E, se alguém falar língua estranha, faça-se isso por dois ou, quando muito, três, e por sua vez, e haja intérprete.
Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja e fale consigo mesmo e com Deus.
E falem dois ou três profetas, e os outros julguem.
Mas faça-se tudo decentemente e com ordem.


Desfrutando da Presença de Deus
Comentário Adicional
Pb. Miquéias Daniel Gomes

No contexto religioso, “o culto” pode ser definido como a mais alta homenagem que se presta a uma divindade. Outros sinônimos para o termo na língua portuguesa são: “veneração”, “homenagem”, “admiração”, “reverência” e “adoração”. Fato inegável é que desde o Éden, período em que o homem esteve diariamente na companhia de Deus, a humanidade tem sofrido com a ausência desta relação intimista com seu Criador, sem ao menos compreender que suas maiores inquietações são oriundas da falta de um contato íntimo e pessoal com Deus. Todo homem é composto de corpo, alma e espírito, e este espírito veio de Deus e anseia voltar para Deus, e como muitas vezes nos desligamos completamente do espiritual em prol de coisas efêmeras e temporais, nosso espírito se conturba na ânsia de estar na presença do Senhor, causando a deficiência da tão desejada “paz de espírito”. Um culto é exatamente a exteriorização desta necessidade, quando abrimos mão de afazeres hodiernos e compromissos extraordinários, para dedicarmos um tempo específico ao nosso Deus. Em síntese, o culto pode ser definido como sendo o encontro do homem com Deus, podendo ser praticado individualmente ou de forma coletiva. A motivação correta para prestação de um culto é a adoração, exaltar ao Senhor sobre todas as coisas, e ofertar-lhe todos os aspectos de nossa vida. Uma vez que assim procedemos, algumas benesses recaem sobre nós através da graça e da misericórdia do nosso Deus, como por exemplo o fortalecimento da nossa fé, a aquietação de nosso espírito e compreensão do sobrenatural.

Infelizmente, temos prestado “cultos” deturpados tanto na essência, quanto no propósito, afinal, templos religiosos ficam abarrotados de crentes superficiais que buscam apenas seus próprios interesses, e ao invés de prezarem por uma adoração genuína, entregando seu melhor para Deus, só querem “receber” o seu “milagre” ou ouvir uma palavra direcionada que massageie o seu ego. Em seu texto “Fabulas e Modismos”, o Pr. Wilson Gomes faz uma análise do atual cenário eclesiástico brasileiro: A Igreja do Senhor Jesus tem atravessado nestes últimos anos por ondas de modismos e invencionices, que chegam à beira de verdadeiras heresias. Líderes que são adorados quase como seres divinais e públicos que se engalfinham para ter acesso as gotas “santificadas” do suor de seus pregadores. Templos megalomaníacos de ostentação, trazem de volta ritos e celebrações, que para a Igreja, já foram abolidos na cruz. Neste tempo de tantos desvios doutrinários e teologia forjada em interesses; qual é a saída para homens e mulheres sinceros que desejam apenas cultuar ao seu Deus em “Espírito e Verdade?” 

A resposta passa primeiro pela conscientização da simplicidade do Evangelho, cuja doutrina inalterável pelos séculos é a diminuição do próprio “eu” para que “Cristo” se destaque (João 3:3). No culto genuíno, não existe lugar para dois senhores, logo, é preciso se esvaziar de toda soberba humana, para que Deus seja entronizado de maneira soberana, e sua palavra seja a única regra de fé a nos guiar. É preciso ter a consciência que não existe avivamento fora da PALAVRA, pois é ela quem liberta, cura, transforma, traz paz e promove a salvação através da Fé, sem que seja necessária nenhuma dessas peripécias e galhofadas modernas, que são realizadas supostamente em nome de Jesus. Aliás, se Jesus voltasse para a Terra hoje, com um chicote nas mãos, poucos templos escapariam de sua fúria (Mateus 21:12-13). A triste verdade é que temos investido cada vez mais em cultos pirotécnicos que aprazem aos homens, e menos em cultos sinceros, que agradam ao nosso Deus. A maior benção que podemos receber em um culto nem de longe é uma cura miraculosa, uma revelação portentosa ou uma descarga poderosa de poder; mas sim o simples fato de desfrutar da presença gloriosa de Deus.





As bases bíblicas do culto cristão

O culto é como uma gota de orvalho em busca do oceano do amor divino. É uma alma faminta diante do celeiro espiritual. É uma terra sedenta clamando por chuva. É uma ovelha no deserto, balindo em busca do Bom Pastor. A confissão da Igreja tem por objetivo principal a glorificação a Deus e alegrar-se nEle (Salmo 122:1). Isto faz do culto o ato mais importante, mais relevante e mais glorioso na vida do homem (Salmo 84:1-4). Para alcançarmos uma visão correta sobre o culto cristão, é mister examinarmos alguns termos: “Latreia”, cujo significado principal é “serviço” ou “culto”. Denota o serviço prestado a Deus pelo povo inteiro ou pelo indivíduo. Em outras palavras, é o serviço que se oferece à divindade através do culto formal, ritualístico e através do oferecimento integral da vida (Êxodo 3:12; Deuteronômio 6:13; Mateus 4:10; Lucas 1:74; 2.37; Romanos 12:1). “Leitourgia”, palavra composta por outras duas de origem grega, que são: “povo” (laós) e “trabalho” (érgon). O termo significa “serviço do povo”. No Antigo Testamento, referia-se ao serviço oferecido a Deus pelo sacerdote, quando esse apresentava o holocausto sobre o altar de sacrifícios (Josué 22:27; I Crônicas 23:24-28). O termo “proskynein”, originalmente significava “beijar”. No Antigo Testamento, significava ”curvar-se”, tanto para homenagear homens importantes e autoridades, como para “adorar” a Deus (Gêneses 24:52; II Crônicas 7.3; 29.29; Salmo 95:6). No Novo Testamento, denota adoração exclusiva a Deus (Atos 10:25-26; Apocalipse 19:10; 22:8-9).

A adoração cristã se fundamenta na nova aliança (Hebreus 8). Está franqueada ao cristão a comunhão com Deus pelo novo e vivo caminho aberto por Jesus Cristo (Hebreus 10:19-22). Portanto, ofereçamos sempre por Ele sacrifício de louvor (Hebreus 13:15ª). Temos importantíssimas informações sobre o culto em todo o Novo Testamento. O culto é mediado por Jesus Cristo, um sumo sacerdote que se identifica com os adoradores (Hebreus 2:12-13,16-18; João 17:24; Mateus 18:20). Cristo fez de Seus seguidores sacerdotes de Deus, isto é, pessoas cujo culto Deus aceita (Apocalipse 1:5-6; 5.8-10; I Pedro 2:9). É necessário que o adorador saiba qual é o seu dever em uma reunião cristã e conheça bem as suas bases para que se comporte eticamente durante o culto. Quantos cristãos realmente conseguem distinguir entre a verdadeira e a falsa adoração? (João 4:23-24). Será que nós temos cultuado de um modo que agrade a Deus? (Hebreus 11:5). A base da nossa adoração é o ensino bíblico ou a experiência humana? A Palavra de Deus delineia as bases de uma adoração segura e definitiva. A maneira como estudamos as Sagradas Escrituras e assuntos como esse já demonstra se somos ou não adoradores. O Eterno Senhor Deus nos chamou para adorá-lo!

O cumprimento de um ritual não basta para que haja culto. É indispensável à aceitação por Deus do culto oferecido. Deus estabelece condições para aceitar a adoração de homens. A ignorância dessas condições ou mesmo sua violação transforma o ritual em exercício unilateral enervante e com sérias consequências para os participantes e com sérias consequências para os participantes. Vejamos esses pré-requisitos para que alcancemos a plena comunhão com Deus: fé (Hebreus 10:38); envolvimento total da vida (Romanos 12:1-2); deve ser dirigido a Deus (Mateus 4:10; 6.6; Hebreus 13.15); modelado o pelo ensino bíblico (Mateus 15:9; Hebreus 12:28) e mediado por Cristo (Hebreus 9:12, 24-28; 10:19). É sempre importante lembrar que o culto é um coração faminto em busca do amor. É uma alma buscando sua contraparte. É o filho pródigo correndo para a casa de seu pai. Enfim, é o homem subindo as escadas do altar do Maravilhoso Deus. Dada essa preciosidade que é o culto, precisamos observar sempre a necessidade da reverência, tendo em vista o exercício do verdadeiro culto a Deus. O pecado da irreverência é muito sutil e, portanto, muito fácil de ser cometido, especialmente no aspecto subjetivo. Qualquer um de nós pode falhar nessa parte, se não vigiar atentamente durante o culto no espírito de oração e dependência do Espírito Santo de Deus. Somente o Espírito da Verdade nos pode livrar de cair nesse pecado, que tão grande prejuízo pode acarretar à nossa vida espiritual.


O Culto e o Templo
Comentário Adicional
Pb. Miquéias Daniel Gomes

Em 2012, o IBGE divulgou um estudo que levou a comunidade evangélica no país a um verdadeiro frenesi, afinal, havíamos crescido cerca de 62% em apenas uma década. O primeiro culto evangélico realizado no Brasil aconteceu em 10 de março de 1557, três dias depois da chegada de missionários franceses enviados ao país por João Calvino. Em 1630, foi inaugurada a primeira igreja em terras brasileiras, filiada a Igreja Reformada Holandesa. Depois vieram os anglicanos, os luteranos, os metodistas, e em 1858, inaugurou-se a Igreja Evangélica Fluminense, a primeira no país no estilo congregacional. Os próximos a se estabelecerem no país foram os presbiterianos, os batistas e os adventistas. Estas novas denominações são historicamente importantes, pois   investiram em educação cristã e na imprensa evangélica. Em 1911, é inaugurada a primeira igreja pentecostal do Brasil, chamada inicialmente de Missão da Fé Apostólica, que mais tarde viria a se chamar Assembleia de Deus. Outras grandes denominações do gênero se estabeleceram nos anos seguintes, como a Igreja de Cristo Pentecostal no Brasil (1937), a Igreja do Evangelho Quadrangular (1951) e a Igreja Pentecostal Deus é Amor (1962). A partir de 1977, com a fundação da Igreja Universal, deu-se início a um movimento chamado de neo-pentecostal (ou pentecostalismo moderno), cujos maiores expoentes são a Igreja Internacional da Graça (1980) e a Igreja Apostólica Renascer em Cristo (1986). Mais recentemente, as comunidades evangélicas também se mostraram um segmento bastante atrativo para novos crentes (Sara Nossa Terra, Projeto Vida, Fonte da Vida, Igreja Mundial do Poder de Deus, Bola de Neve Church, Plenitude do Trono de Deus, entre outras). Calcula-se que hoje, a cada quatro brasileiros, um seja evangélico, e as projeções mais otimistas indicam que até 2022, já seremos pelo menos metade da população brasileira.

Porém, mesmo com tamanha variedade de denominações, gêneros e estilos eclesiásticos, nos últimos anos tem crescido exponencialmente o chamado MSI “Movimento dos sem igreja”, formado por antigos adeptos de diferentes denominações, que optam por servir ao Senhor sem participar de nenhuma comunidade eclesiástica, cultuando apenas em casa, ou em pequenos grupos familiares. Com isso, desvinculam-se completamente de qualquer igreja. A grande maioria dos adeptos deste movimento alegam decepção com as instituições evangélicas e seus líderes, bem como a cristandade em geral. É claro que o movimento desperta críticas severas a sua ideologia, pois historicamente, o cristianismo tem sido praticado em comunidade, já que a igreja é identificada nas escrituras como sendo o “Corpo de Cristo”, assim, qualquer membro fora do corpo, estaria fadado a aniquilação (I Coríntios 12:27). Segundo o respeitado site de estudos Got Question, a Bíblia ensina que precisamos ir à igreja para que possamos adorar a Deus com outros crentes e ser instruídos em sua Palavra para nosso crescimento espiritual (Atos 2:42; Hebreus 10:25). A igreja é o lugar onde os crentes podem amar uns aos outros (I João 4:12), exortar uns aos outros (Hebreus 3:13), “estimular” uns aos outros (Hebreus 10:24), servir uns aos outros (Gálatas 5:13), instruir uns aos outros (Romanos 15:14), honrar uns aos outros (Romanos 12:10) e ser bondosos e misericordiosos uns com os outros (Efésios 4:32).

Servir ao Senhor e prestar-lhe culto é um exercício diário, praticado inclusive na solitude do próprio quarto (Mateus 6:6). Entretanto é inegável que o fato de estar congregando junto a irmãos de fé, é uma atividade de vital importância para a vida espiritual do crente, pois o templo sempre foi um catalisador de nossa espiritualidade. Quando lemos o Salmo 73, encontramos Asafe lutando sozinho com seus dilemas e questionamentos espirituais, e o resultado quase é uma tragédia pessoal (versos 2 e 3). Em sua solidão, o salmista se mostra fraco para lidar com questões complexas, como o senso de justiça humano em paradoxo com a justiça divina, e em decorrência destes dilemas, ele vê a própria fé se extinguir (versos 4-14). Seu coração apenas se aquieta quando ele toma a atitude de se levantar e ir ao "santuário", e é na Casa de Deus, que Asafe encontra as respostas que procurava (versos 16 e 17). Foi no templo que sua fé se fortaleceu, o mesmo efeito experimentado por Ana em I Samuel 1. A vida em comunhão no templo é amplamente aconselhada pelos escritores neo-testamentário, que ressaltam inclusive os benefícios terapêuticos da união fraternal (Romanos 12:15 / Tiago 5:16). Então, ao invés de evitar a comunhão do Corpo de Cristo em nome da justiça própria, o cristão deve sempre priorizar a vontade do Senhor Jesus, que era ver a sua igreja unida como um organismo único e funcional (João 17:11). Assim, agindo de modo a agradar a Cristo, certamente seriamos menos amargos e rancorosos, e ao invés de criticar as instituições e seus adeptos, agradeceríamos a oportunidade de poder prestar um Culto ao Senhor, em comunhão com os demais irmãos de fé, sendo realmente Família de Deus na terra. Que Deus preserve em nós o mesmo sentimento de Davi, cujo coração saltava de alegria mediante um simples convite para participar de um culto em sua igreja (Salmo 122:1)


A necessidade e essência do culto

O tédio é um estado mental resultante do esforço para manter interesse por uma coisa pela qual não temos o mínimo interesse. Este fato tem levado a Igreja, em nossos dias, a oferecer certos atrativos ao povo no que tange ao culto. O culto é necessário pelas seguintes razões. Primeiro, finalidade do homem. No culto, o homem acha a razão da sua existência. Ele foi criado para sua adoração. Fora da posição de adorador de Deus, o homem não encontra o sentido para a vida (I Coríntios 10:31; Romanos 11:36). Segundo, obediência. O culto foi instituído e ordenado por Jesus Cristo. Quando a Igreja se reúne para louvar, orar e pregara a Palavra, ela simplesmente obedece (Marcos 16:15-16; Atos 1:8; 20.7; I Coríntios 11:24-25). Terceiro, utilidade. O culto é suscitado e expresso pelo Espírito Santo. A salvação provoca adoração (Atos 10:46). O perdão restaura a capacidade de adorar, que foi anteriormente perdida por causa do pecado. Infelizmente, em muitos lugares, raramente é possível ir a uma reunião cuja atração seja somente Deus. Sendo assim, só se pode concluir que os filhos de Deus estão entediados dEle, pois é preciso mimá-los com pirulitos e balinhas na forma de filmes religiosos, jogos e refrescos. Vejamos e aprendamos com os exemplos de Lucas 5:25; 13:13; 17:15; 18:43; I Coríntios 12:3 e II Coríntios 1:22. O culto é útil. Ele tem utilidade didática, sociológica e psicológica. No ato do culto, aprendemos a ser cristãos, integração e comunhão pessoal (I Coríntios 10:17; Atos 2:42-47). Por fim o culto traz paz, descanso e cura a alma dos fiéis.

Em meio às múltiplas maneiras de cultuar, há um elemento imprescindível à adoração: o amor. A essência da adoração: o amor. A essência da adoração é o amor. É totalmente impossível adorar a Deus sem amá-Lo. O Eterno Senhor Deus nunca se satisfaz com menos que “tudo” (Deuteronômio 6:5; Mateus 22:37). Vale a pena ressaltar que o culto verdadeiro requer amor de todo o coração, amor integral da mente e todo o nosso esforço. Para os hebreus, o “coração” é considerado a sede da mente e da vontade, bem como as emoções. O termo “alma” refere-se a fonte da vida e vitalidade (Gêneses 2:7-19), ou mesmo o próprio “ser”. Esses dois termos indicam que o homem deve amar a Deus sem qualquer reserva em sua devoção. É no coração humano que Deus revela (Atos 16:14; II Coríntios 4:4-6). Portanto, é com o coração que devemos expressar nosso amor por Ele.

A adoração também envolve o exercício da mente. “Dianóia”, em grego, significa a capacidade de pensar e refletir religiosamente (I João 5:1; 2:10; Efésios 4:18). Este entendimento é dádiva divina (Lucas 24:25; Efésios 1:17-18). Portanto, a adoração deve ocupar a mente de maneira a envolver a meditação e a consciência do homem. Em Romanos 12:2, Paulo estabelece que o culto deve ser racional: “Logiken latreia”. Amar a Deus com entendimento é um desafio para o cristão (Marcos 12:30), pois esse amor exige todo o nosso esforço e, nesta adoração cristã. Deus exige ser amado com toda força do adorador (Marcos 12:30; Lucas 10:27; Deuteronômio 6:5). O termo “força” (Ischyos), refere-se a força e poder de criaturas vivas (Hebreus 11:34). Exige-se que o cristão gaste todas as suas energias físicas em atos de amor a Deus (Romanos 12:1). O amor a Deus expressa-se no serviço prestado por meio do coração (I Coríntios 13:3). Portanto, amar a Deus com “toda a força” representa gastar a vida e energia unicamente com expressões de lealdade e afeição a Deus. No ato do culto, devemos aprofundar a nossa comunhão com Deus, num intercâmbio de ações e sentimentos. Devemos senti-Lo, devemos dialogar com Ele e devemos nos render a Ele.


A Centralidade no Culto
Comentário Adicional
Pb. Bene Wanderley

Desde os primórdios tempos, o homem vem em busca de algo preencha o seu vazio interior. Essa busca incessante pelo divino, pelo sobrenatural traz vários benefícios a existência humana, mas ao mesmo tempo, pode causar transtornos quase irreversíveis na história da humanidade. E assim tem sido. A necessidade de se adorar um ser superior, um deus poderoso e atemporal, vem mostrando ao logo dos anos que essa vontade interior que está entrelaçada no espírito e na alma do homem, faz com que ele busque desesperadamente cultuar todo tipo de deuses, se não tiver um encontro real com o único Deus.

São vários os meios de se cultuar a uma divindade ou de se prestar culto a quem se adora. Mas a Bíblia Sagrada nos mostra a trilha do verdadeiro culto que agrada a Deus. Gosto muito dos Salmos 84, 100, 122, pois são referenciais para um culto agradável ao Senhor. Existem vários outros textos que expressam as verdades de Deus em relação ao culto que ele espera de seus adoradores.  Na lição aqui estudada, tambem encontramos alguns pré-requisitos do culto, tal como a Fé, pois sem fé não se pode agradar a Deus Hebreus 11:6. A fé é o firme fundamento das coisas que esperamos, a concreta certeza dos fatos que não podemos vê. Hebreus 11:1. A fé é a força promotora que faz que os justos vivam na certeza de estão agradando a Deus (Hebreus 10.38). Outro fator imprescindível é o “envolvimento total” da vida do adorador. O apóstolo Paulo traz a luz à igreja de Roma como se adora a Deus envolvendo-se totalmente. Ele convida a que se apresenteis como sacrifício vivo, santo, agradável. O nosso culto deve nos custar sacrifício vivo, devemos trazer ao nosso culto o resultado vivo de um sacrifício. (Romanos 12:1-3).

O nosso culto deve ser unicamente dirigido, devotado, sacrificado, prestado ao Deus único e eterno. O nosso culto deve ser dirigido, regido, monitorado, rigorosamente fiscalizado e modelado pelo ensino bíblico. A Bíblia é o manual único e verdadeiro onde temos todas as informações de como adorar ao Senhor, sem medo de cometer erros que venha nos afastar do verdadeiro Deus (Romanos 12:28).  Jesus é o único meio ou via de contato com Deus, Ele é o mediador entre criatura e criador. Ele tem que ser o centro do culto cristão. (Hebreus 9:12-28). Nos falta tempo para abordar em detalhes os Salmos acima citados, mas vale uma leitura corajosa e destemida de todos eles. Neles, todos nós encontraremos lições e advertências quanto a forma de prestar culto ao Senhor nosso Deus.


A reverência no culto

São muitas as bênçãos que podemos receber de Deus durante o culto, mas a apropriação de tais bênçãos deveria ser o objetivo de todos quantos participam do culto. Mas qual a maneira correta de participarmos do culto? Participar com espírito de reverência (Hebreus 12:28). O Reino de Deus é impossível de ser abalado (Hebreus 12:28). Não existem sistemas, ordens ou poderes que superem esse Reino, pois o Senhor dos senhores é o comandante. Essa é uma das razões pelo qual devemos prestar uma reverência crescente diante de sua presença. Às vezes, não prestamos a devida atenção a esses fatos e reverenciamos mais os homens com os seus supostos poderes do que nosso próprio Deus, que se manifesta constantemente no culto que lhe é devido. De acordo com o dicionário, podemos definir reverência como: “Ação de reverenciar; respeito às coisas sagradas; movimento do corpo para saudar especialmente aos santos, o qual consiste em inclinar a cabeça e o corpo ou dobrar um pouco um ou ambos os joelhos; acatamento, respeito, veneração, atenção e consideração”. O termo “eulábeia”, do grego, é traduzido como “temor, estar temeroso; preocupado, tomar cuidado, respeito, inclinar-se, etc.” Na passagem bíblica de Hebreus 11:7, veremos que Noé temeu. O Eterno Deus quer que tenhamos espírito reverente.

É necessário que durante o culto mantenhamos uma atitude consentânea com o local de adoração, uma vez que Deus está no templo (Mateus 18:20). Temos a garantia da presença do Senhor em qualquer reunião em que o Seu nome seja cultuado. Uma vez que Ele se faz presente em nossas reuniões, necessários se torna que o reverenciemos. A movimentação desnecessária, o entra e sai a todo momento, a distração ou desatenção, as leituras desnecessárias e outras modalidades de irreverências devem ser proscritas do ambiente do culto. É de suma importância que saibamos e estejamos conscientes de que o local de culto é somente para adorar a Deus. Deus valoriza o adorador sincero e reverente (Eclesiastes 5:1). Devemos entrar no templo com profunda reverência, iniciando com a oração de joelhos e permanecer reverentemente do início até o final do culto. O pecado da irreverência é o responsável pela debilidade espiritual de grande número de membros de igrejas. Aquele que não mantém uma atitude correta perante Deus durante o culto não cresce espiritualmente, além do que prejudica sensivelmente o trabalho, com sua frieza e indiferença.

Sem a verdadeira adoração a Deus não há verdadeiro culto. Se, na presença do Altíssimo, não demonstrarmos, com toda sinceridade de alma, a nossa profunda humildade e reverência em sua face da Sua santidade absoluta (Eclesiastes 5:1); se não evidenciarmos nosso amor e dedicação a Ele; se não demonstrarmos confiança no cuidado que Ele tem para conosco; se o nosso coração não estiver transbordando desses profundos sentimentos em Sua presença, não estaremos cultuando verdadeiramente ao nosso Deus. A Palavra de Deus nos adverte: “ Guarda o teu pé, quando entrares na casa de Deus; e inclina-te mais a ouvir do que a oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal.” (Eclesiastes 5:1). Parafraseando: “Guarda teus ouvidos; teus olhos; tuas mãos; tua mente; e teu coração”; para que sejas agradável a Deus (Hebreus 12:28). Jesus expulsou os mercadores do templo (João 2:16). Deus disse a Moisés: “Não te chegues para cá; tira os teus sapatos de teus pés, porque o lugar em que tu estás é terra santa.” (Êxodo 3;5). Respondeu o príncipe do exército do Senhor a Josué: “Descalça os sapatos dos teus pés, porque o lugar em que estás é santo.” (Josué 5;15). Etã, o ezraíta, declarou: “Deus deve ser em extremo tremendo na assembleia dos santos e grandemente reverenciado por todos os que o cercam.” (Salmo 89:7).


Conclusão

O culto é acompanhado de uma ética cultual, isto é, exige-se que se saiba o que significa cultuar a Deus. A conscientização desse fato é primordial. Isso gera a exigência da reverência peculiar do verdadeiro adorador e, por conseguinte, descortina e rechaça a irreverência, repugnada pelo próprio Deus.




Vivemos para adorar. Deus criou o homem para que este O adorasse. O combustível da adoração é a comunhão com Deus. Uma comunhão verdadeira e despretensiosa começa em um lugar secreto. Adoração é decidir investir a vida no Eterno. É quando nos redescobrimos em Deus e todas as demais coisas são periféricas diante de tão grande descoberta. Deus não procura adoração, mas adoradores. Para compreender ainda mais os princípios da verdadeira adoração, participe deste domingo, 23  de outubro de 2016, da Escola Bíblica Dominical.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Quarta Forte Missª Alessandra Bocagine



A Quarta Forte realizada neste dia 10 de outubro de 2016 foi uma grande festa de louvor e adoração, com a participação dos cantores Bene Wanderley, Débora Bocagine, Mi Machado, Quarteto Vocal do Jatobazeiro e a Rede Jovem Nova Dimensão.

A preletora da noite foi a  Missª Alessandra Bocagine, que baseada no texto de Marcos 10, ministrou sobre as profundas marcas deixadas na vida de uma pessoa, após um encontro pessoal com Jesus... Marcas de transformam, libertam, curam, renovam.. Um encontro com Jesus muda por completo a nossa história, e Cristo, faz questão de nos encontrar em algum ponto da estrada.

Jesus e os discípulos passavam por Jericó, quando de repente, ouvem o clamor: “Jesus, filho de Davi, tem compaixão de mim!”. Era o cego mendigo, que perspicazmente toma conhecimento do que acontece na cidade, naquele dia, hora e local. Bartimeu. Filho de Timeu.Em aramaico: Bar-teymah, "filho da pobreza".

Eis um homem estigmatizado pela miséria, preconceito e toda sorte de infortúnios. Certamente, cresceu ouvindo as histórias sobre Jericó: De como Deus levou os israelitas a conquistá-la, das maravilhas operadas pelo Senhor dos Exércitos através das vidas de Elias e Eliseu.

O grito de Bartimeu era convicto, fervoroso, ele tinha conhecimento do Messias e acreditava ser aquela, uma grande oportunidade de mudança. A única, a maior oportunidade da vida! De modo, que não vacilou na investida por sensibilizar Jesus: “Jesus, filho de Davi, tem compaixão de mim! ”.

A resposta do mundo a seu apelo é o impedimento: “E muitos o repreendiam, para que se calasse, mas ele cada vez gritava mais” A resposta de Jesus, é voltar-se para o cego e perguntar: “Que queres que eu te faça? ” .

O cego mendigo não tinha identidade. Todos o conheciam como: “Bartimeu ou filho de Timeu, filho da pobreza”. Não sabemos se o nome era de batismo ou herança social, o certo é que representava um estado, uma condição imposta, pela própria família ou sociedade. Uma sociedade, que acreditava ser impossível a transformação, a passagem de um estado de derrota, para   a vitória.

Bartimeu era tão pobre que seu bem mais valioso era sua capa. Com ela, ele se protegia do sol, da chuva, escondia o rosto por vergonha, medo e desprezo. Uma capa velha e suja que também estendia ao chão para atirarem sobre ela as ofertas. A capa de Bartimeu, ao mesmo tempo que era representação de pobreza, também era sua riqueza.

Parou Jesus e disse: Chamai-o. Chamaram então, o cego, dizendo-lhe: Tem bom ânimo; levanta-te, Ele te chama. Lançando de si a capa, levantou-se de um salto e foi ter com Jesus.

Bartimeu que vivia “à beira do caminho” Mc 10:46  agora passaria a ser discípulo de Jesus, estrada afora. Seu caminho já não era de morte, mas de vida. Enxergando, de novas vestes, aparência, renovado em ânimo e modo de falar, Bartimeu ganhara fama nacional! Ele nos ensina a não desperdiçar oportunidades, não se calar diante dos obstáculos, mas insistir, persistir na vitória. Aprendo com Bartimeu que é importante identificar o momento oportuno e investir na ocasião.

Ao largar sua capa e levantar-se em direção a Jesus, ele nos ensina o desprendimento ao mundo, tradições, imposições sociais. Ensina que fazer escolhas corretas implica em ter fé e arrepender-se. O jovem rico, perdeu a grande oportunidade de sua vida! E era considerado por todos, como homem influente e importante. Porém, o Reino de Deus, não considera aparência, mas essência. Interior e não exterior.


terça-feira, 18 de outubro de 2016

Escolher ou ser escolhido?


Mateus 8:19, nos diz que veio até Jesus um certo escriba, que de imediato se ofereceu de pronto a seguir Jesus. Suas palavras nos comove, nos faz respirar profundamente, e eu, particularmente, fico até extasiado (arrebatado, enlevado, emocionado) com tais palavra, pois me parece de alguém apaixonado, alguém que está envolvido por um sentimento puro e ao mesmo tempo imerso em euforia. É contagiante!

Mas, não era um sentimento verdadeiro, pois logo que Jesus ouviu tal declaração, sua postura e resposta denotam que Jesus vislumbrou ali, algo que estava em oculto. Não basta apenas querer seguir Jesus, não é o bastante achar bonito o ministério ou coisa do tipo, Jesus não se engana com nossas emoções ou gestos de aparências gentis

Ele não se impressiona com nada que venha de nós, na verdade nós não o impressionamos em nada. O fato é, que muitas vezes queremos aparecer, sermos vistos, admirados, sentir-se importante, ao ponto de bancarmos o papel de ridículos diante do Senhor.

Na verdade, é desse jeito que a atual geração está vendo o Reino de Deus. “Servos” tentando tirar vantagens de seu Senhor, os sacrifícios requeridos são esquecidos, as pessoas estão querendo ganhar e não sacrificar suas vidas. Aquele escriba se auto examinou, se disponibilizou por vontade própria, mas em essência, não priorizava a Jesus, e as renuncias ministeriais lhe seriam um fardo pesado demais. E é bem assim que muitas vezes estamos agindo em relação ao Reino.

Em querer seguir Jesus nada contra; o fato é que o custo dessa entrega é caro, e também quase impagável por qualquer um de nós. Jesus deixou isso bem definido em sua resposta ao escriba. As raposas têm seus covis, e as aves dos céus os seus ninhos, mas, o filho do homem não tem onde reclinar sua cabeça. As palavras de Jesus nos mostram o porquê aquele escriba foi recusado de imediato: nesse Reino não teremos uma vida de facilidades, confortos e regalias.

Precisamos rever o que estamos fazendo com o dom precioso do evangelho do Reino. Será que estamos dispostos a perder para ganhar no porvir? Até que ponto somos capazes de sofrer para glória do nome de Jesus...

O escriba foi reprovado nestas questões primárias do discipulado.  Em seguida outro homem se aproximou do mestre com a mesma intenção de se engajar o Reino, mas, sob uma condição: - Deixa que eu vá enterrar meu pai primeiro. Depois eu o alcanço, pode ser?  Mais uma vez, Jesus se recusa a receber aquele discípulo com prioridades invertidas. Isso parece irônico, mas é triste,  pois é desse jeito que estamos agindo em relação ao chamado de Deus.

Estamos banalizando o preço a ser pago, a renúncia, ao zelo pelo santo.... Escolhemos ao invés de sermos escolhidos. E me perdoe a franqueza, mas está uma bagunça isso aqui... É hora de mudar. Jesus ainda é o Senhor, o Mestre e o Rei... O critério é Dele, e a prioridade é sempre Ele!


Pb. Bene Wanderley

domingo, 16 de outubro de 2016

Apresentação - Mateus Oliveira Correa da Silva



Na noite deste domingo, 16 de outubro de 2016, apresentamos ao Senhor mais uma ovelhinha de seu grandioso rebanho, Mateus Oliveira Correa da Silva, nascido no dia 11 de setembro de 2016, filho de Wesley Corrêa da Silva e Luana Taynara de Oliveira Silva.

A cerimônia foi assistida por amigos e familiares, sendo conduzida pelo Pr. Wilson Gomes, que baseou sua ministração no texto de Provérbios 22:6 . Após o aconselhamento pastoral aos pais da criança, toda a igreja realizou uma oração intercessora, entregando o Mateus nas mãos do Senhor.

Desejamos sobre a vida do Mateus toda sorte de benção e muita felicidade. Saúde, paz e prosperidade!


sábado, 15 de outubro de 2016

Mestres - Profetas para os Novos Tempos


Em Efésios 4:10-16, Paulo nos ensina que buscando o aperfeiçoamento dos santos e a edificação do Corpo de Cristo, através da unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, o próprio Cristo deu para a sua igreja alguns homens especialmente capacitados para exercer ministérios específicos: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres.

Neste texto, iremos falar um pouco sobre o ministério exercido pelo MESTRE, que tem como finalidade eclesiástica  o aperfeiçoamento do cristão como cidadão do céu, a eficiência na realização dos trabalhos eclesiásticos, a edificação da igreja como um só organismo, a unificação fraternal da fé, o pleno conhecimento sobre Cristo, o aperfeiçoamento do caráter cristão, o crescimento espiritual, o amadurecimento teológico, a refutação e anulação da tola ingenuidade, a exposição da verdade e um ajuste “fino” do Corpo de Cristo.

O Mestre é um inspirador e um motivador. É através de seu ministério que o cristão se apaixona pela Palavra de Deus escrita. É ele que conduz o povo a verdade reveladora dos muitos mistérios com quais os leigos se deparam ao lerem o texto sagrado. Tente imaginar a Bíblia como uma grande cidade da qual os crentes domingueiros conhecem apenas a avenida principal, os mais assíduos conhecem as vias de acesso, o centro e os pontos turísticos, mas para aqueles que desejam visitar toda a cidade, esses Mestres os pegam pela mão e os levam em cada vila, cada rua, cada viela, cada beco... Casa a casa... Ponto a ponto.

Esta, porém é uma longa e árdua jornada, tanto para o aluno quanto para o professor; fazendo-se necessária uma dedicação completa e uma entrega total em amor. Um Mestre sempre terá sempre o que ensinar, pois jamais, ele próprio poderá deixar de aprender.

Uma igreja que não valoriza seus mestres é uma igreja rasa. Uma igreja que não apoie seus ensinadores é superficial. Uma igreja que não investe no ensino é uma entidade fraca.  Muitas denominações evangélicas abrem mão da palavra ensinada em prol de eventos que produzam “mais barulho” e tenham maior apelo “popular”. Investem todo o tempo congregacional em “exorcismos”, “oração por cura”, “revelações espirituais” e “avivamento”, e ignoram a palavra esplanada com sapiência, conteúdo e profundidade. E é por isto que existe tanto crente enfermo espiritualmente, cuja fé desmorona diante da primeira adversidade, frustrados por promessas vazias que não se realizam, magoados com a igreja e até com Deus; pois não tem “base” para enfrentar a realidade da vida cristã que é ilusoriamente pintada de cor-de-rosa por líderes que escondem do povo a verdade bíblica, transmitindo a seus fiéis uma mensagem maquiada de acordo com suas próprias conveniências (Oséias 4:6).

Entregamos nosso púlpito para tantos “profetas nominais” que usam e abusam da Graça existente na concessão dos DONS, para muitas vezes manipular a fé dos irmãos e nos esquecemos de que se existe alguém dentro da congregação que pode ser considerado sucessor dos profetas do Velho Testamento, esse alguém é o exatamente o Mestre:

“Houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres” (II Pedro 2:1)

Ambos os ministérios têm um princípio ativo similar, pois trazem ao povo a revelação e os desígnios de Deus. A diferença se dá no fato que ao exercer o Ministério Profético, o profeta recebia uma revelação diretamente de Deus e a transmitia ao povo. Já no exercício do Ministério do Ensino, o mestre recebe a mensagem igualmente de Deus, mas através do estudo dá revelação escrita, a Bíblia Sagrada. Na entrega da mensagem, porém, não há diferenças e o efeito é o mesmo.

Então o que precisamos entender é que aquele que transmitia a palavra do Senhor baseado numa “nova” revelação que Deus lhe dera, fosse por visão, sonho ou de alguma outra forma excepcional e/ou sobrenatural, era profeta (hoje já não temos novas revelações salvificas, pois todas a revelação se encerra na Bíblia). Aquele que transmite a palavra de Deus baseado no estudo da Revelação de Divina através da Palavra Sagrada escrita é mestre ou doutor. Sendo que este título concedido mediante capacitação espiritual, em nada tem a ver com uma formação acadêmica, que embora também seja de grande valia para a comunidade eclesiástica, e conseguida por méritos humanos.

Mas voltando ao cerne da questão, conclui-se que os profetas do passado são os mestres de hoje, inspirando e influenciado seus alunos a conhecerem plenamente nosso Deus.


Pb. Miquéias Daniel Gomes.