quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Quarta Forte com Pr. Sineilton Leal


As próximas semanas da Quarta Forte irão impactar Estiva Gerbi e região. Serão verdadeiras festas de louvor e adoração que celebram ao Senhor Jesus por mais um ano vitorioso deste laborioso trabalho. E na noite deste quarta-feira, 23 de novembro de 2016, a primeira noite especial contou com a participação de diversas caravanas de nossa região, que superlotaram nossa sede regional para um momento inesquecível de adoração, que certamente marcará a vida de todos nós. Muitos pastores e itinerantes também marcaram presença na celebração, que contou ainda com a participação da Casa Orebe e do Grupo de Pandeiros Estrela de Davi (IEAD Jd. Nova Odessa - Mogi Guaçu).

Com o cantor Lucas Paulo nos louvores, o coração de toda igreja logo se quebrantou aos pés do Senhor, criando uma atmosfera de adoração envolvente. E assim, em constrição e quebrantamento, a congregação estava preparada para ouvir uma palavra impactante ministrada pelo seminarista internacional, Pr. Sineilton Leal.



João 5 nos conta a história de um homem, enfermo a trinta e oito anos, aguardando nas dependências do Tanque de Betesda, que as águas fossem agitadas por um anjo, porque acreditava que se fosse o primeiro a descer no tanque, seria imediatamente curado. Porém, os anos se passaram, ele envelheceu e sua enfermidade apenas se agravou. Talvez sua maior frustração residia no fato que em todos estes anos, ninguém jamais se prontificou a ajudá-lo na descida as águas. Porém, sua história iria mudar completamente num encontro inesperado com um certo nazareno.

Aquele homem já estava enfermo a alguns anos, quando uma estrela brilhou nos céus de Belém anunciando o nascimento de alguém que anos depois teria um encontro marcado com ele. Aquele homem talvez estivesse se contorcendo em dores, enquanto os olhos do sacerdote Simeão marejavam de emoção, quando um menino recém-nascido foi levado ao templo para ser apresentado. Doze anos depois, enquanto aquele homem se agarrava a esperança de uma cura nas águas de Betesta, uma criança galileia deixava admirado os doutores da lei no Templo de Jerusalém, tamanha graça e sabedoria que emanava de seu ser. Mais dezoito anos se passaram, e o homem enfermo ainda desejava passar pelas águas miraculosas, quando um jovem pregador interiorano entrava no Rio Jordão para ser batizado, e iniciar seu ministério, apresentando o Reino dos Céus. No próximo ano, aquele homem acordaria todas as manhãs ansioso por uma chance de reabilitação, e o Cordeiro de Deus, cuidaria de ministrar aos corações aflitos uma mensagem de fé, arrependimento e amor. No ano seguinte, Jesus já era um líder espiritual de grande popularidade, ao qual uma grande multidão o seguia.

Jesus tinha 32 anos quando se encontrou com o homem enfermo desta história. Era época de uma importante festa judaica, e Jesus foi para Jerusalém afim de participar da Páscoa. Milhares de pessoas celebravam pelas ruas, relembrando do livramento no Egito e se empanturrando de pão e carne de carneiro. Mas, ao invés de se dirigir aos centros festivos, Jesus atravessa pela Porta das Ovelha, e anda calmamente em direção a uma multidão de enfermos, cegos, mancos e ressicadosSegundo a crença popular, de tempos em tempos, um anjo descia do céu e movimentava as águas, e o primeiro que descesse no tanque, seria curado imediatamente. Uma chance entre mil, e mesmo assim, centenas de pessoas se amontoavam ali. Segundo os estudiosos, Betesta significa “Casa de Misericórdia” ou ainda “Casa da Graça”. Mas na prática, Bestesda era um verdadeiro corredor da morte, uma UTI a céu aberto, um cemitério por antecipação, onde muitos morriam agarrados a esperança. Era inevitável que Jesus fosse atraído para lá.

A Bíblia é categórica ao afirmar que o salário do pecado é a morte (Ezequiel 18:4 / Romanos 6:23), logo, todo homem está sob a égide desta terrível dívida, caminhando a passos largos para uma sepultura eternal. A morte do pecador não passa por nenhum tipo de autoritarismo divino, e nada mais é, do que a execução da justiça em sua forma mais pura e terna. Por nossas escolhas e práticas pecaminosas conscientes, merecemos sim morrer, inda que a vontade de Deus vá exatamente na direção oposta (João 13:16). A misericórdia do Senhor surge como um facho de luz em meio as trevas, uma segunda chance de vida no exato momento que a mão da morte toca nosso pescoço. Por seu amor, Deus escolhe suspender temporariamente a sentença que pesa contra o homem, NÃO lhe dando o castigo do qual é merecedor.  Já a “graça”, nada mais é do que um favor imerecido, um presente pelo qual não esperamos, uma “promoção” que não tencionávamos receber. Deus não nos deve absolutamente nada e não está obrigado a nos conceder qualquer tipo de favor. Mesmo assim, o Senhor concede a seus servos bens e favores que não mereciam receber. Se existe um clamor por misericórdia e graça, Jesus certamente vai atende-lo.

Desde de seu nascimento, Jesus se encaminhou dia a dia para aquele encontro. Ele caminha em direção a um homem com quem já tinha se encontrado alguns anos atrás, quando ainda era um adolescente de doze anos, deixado por três dias em Jerusalém (Lucas 2). Aquele não era tempo do poder de Deus se manifestar através de Jesus, mas o rosto do paralítico ficou gravado em sua memória, e seu nome registrado na agenda. Vinte anos depois, ao regressar para Jerusalém, Jesus caminha no meio da multidão, procurando um rosto conhecido, pois a hora do milagre havia chegado (João 5:8). E assim que se aproxima de seu amigo anônimo, Jesus lhe faz uma pergunta objetiva:

Queres ficar são?

A resposta do paralítico se inicia com uma expressão reveladora: - Senhor... O homem reconhecido por Jesus, também o reconheceu como Cristo. Os anos se passaram, mas não interferiram na agenda de Deus... - Senhor, não tem ninguém que me ajude a entrar nas águas...

E agora, uma frase entalada na garganta de Jesus por longos vinte anos entra como uma flecha no coração daquele paralitico:

- Se levante, tome nos ombros o seu leito, e ande! 


Pistis - A Fé e a Fidelidade


O Coração do velho Abraão pulsava despedaçado. Moriah já estava ao alcance dos olhos. Seus pensamentos divagavam a procura de resposta, afinal, pai e filho estão imersos em porquês e mais porquês. Mesmo assim, nenhum deles ousa questionar as ordens de seu Deus. Já no cume da montanha, Abraão estava pronto para realizar o impensável, oferecendo seu filho Isaque em sacrifício ao Senhor.

Ele prepara o holocausto, cuidadosamente ajeita a lenha, amarra Isaque “carinhosamente” e o deita sobre o altar. Apesar da dor, o velho patriarca tem uma certeza que lhe conforta o coração: - Nem que seja das cinzas, eu sei que Deus trará meu filho de volta! (Hebreus 11:17-18) 

Não por acaso, Abraão é conhecido como o Pai da Fé, pois em sua vida se cumpriu integralmente a definição de FÉ que o inspirado escritor da epístola aos hebreus redigiu:  - FÉ é a certeza das coisas que se esperam e a prova daquilo que não se pode ver (Hebreus 11:1).

Mas, falar de fé ao cristão pode parecer redundante, pois se cremos na divindade de Cristo, em seu nascimento virginal, sua vida, seu evangelho, sua morte, sua ressurreição, sua ascensão e seu vindouro retorno, sem que ao menos exista sequer uma única evidência cientificamente comprovada de sua existência, então nossa vida já é baseada em fé.

Na verdade, segundo as escrituras, o justo deve “viver” por FÉ (Romanos 1:16-17). Na pratica, todo homem nasce dotado de FÉ, a qual podemos chamar de FÉ NATURAL.  Poderíamos definir esta fé mais como um “ACREDITAR” do que propriamente “CRER”. É esta fé que leva grande parte das pessoas a acreditarem em DEUS. Todo cristão, em algum ponto de sua vida, também desenvolveu uma FÉ SOBRENATURAL em Cristo Jesus, e é esta FÉ que nos leva a obter salvação através da Graça (Efésios 2:8).

Alguns indivíduos do Corpo de Cristo, através do Espírito Santo, recebem uma capacitação especial para desenvolver uma fé que excede a da grande maioria, e foi a esse tipo de FÉ que Jesus se referiu quando disse que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível (Mateus 17:20). Essa FÉ específica, é a capacidade de se confiar em Deus de uma maneira completa e sobrenatural e se manifesta apenas em ocasiões especiais, em um número reduzido de pessoas, visando à realização de obras extraordinárias em tempos de crise, desafios e emergências. A este “fenômeno” damos o nome de "Dom da Fé".  Em muitas oportunidades essa FÉ opera em conjunto com outras manifestações espirituais, como é o caso dos dons de curar e do dom de operar maravilhas (I Coríntios 12:7-11).

Porém, se em alguns casos a fé pode obter picos de rara elevação, inegavelmente, todo cristão precisa desenvolver a FÉ, pois sem ela, o Fruto do Espírito fica incompleto.

Quando listou as características do fruto espiritual, Paulo usou a palavra grega PISTIS, que para a língua portuguesa, pode ser transliterada por FÉ ou FIDELIDADE, dependendo da versão bíblica. Ambas, estão intimamente ligadas, e não é possível exercer uma delas se a outra não estiver latente em nossa conduta.

A Fidelidade é uma qualidade que o Espírito Santo molda em nosso caráter, e que aperfeiçoamos diariamente em nossa peregrinação rumo ao céu. Ela nos faz “fiel em “tudo”. Quando pensamos em fidelidade como fruto espiritual, logo imaginamos se tratar de uma fé devotada ao Senhor, mas na verdade, devemos ir muito além deste conceito. Ser fiel a Deus implica em exercer a fidelidade em todas as esferas de nossa vida. Jesus nos ensinou que a fidelidade de um discípulo é medida primeiramente nas coisas pequenas e que mediante aprovação nestes “testes” seriamos promovidos a coisas maiores (Mateus 25:21). 

A fidelidade é a característica do fruto espiritual que nos leva a ser fiel não somente ao Senhor, mas também ao próximo e a nós mesmo. Fiéis nos dízimos, nas ofertas, no tempo, nos pensamentos; no relacionamento, na vocação, nas virtudes; entregando corpo, alma e espírito, sentir e agir, pensamentos e atitudes para Deus.

Ninguém é fiel a Deus sendo infiel ao seu cônjuge ou ao seu ministério. Ninguém é leal a Deus negando lealdade ao seu líder ou para com seu trabalho.   Nada disto, porém, é possível sem o exercício diário e continuo da Fé.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Artigo - Bronquiectasias



As bronquiectasias se caracterizam por uma dilatação anormal e irreversível dos brônquios e bronquíolos causadas por infecções recorrente, inflamações, produção excessiva de secreção e redução de limpeza mucociliar, que destroem os componentes elásticos e musculares das paredes das vias brônquicas, e torna a via aérea frouxa, torturosa, com obstrução e fibrose.

Sintomas

O portador típico de bronquiectasia é aquele indivíduo que tem tosse com expectoração (escarro) persistente e em grande quantidade, principalmente, pela manhã. Estas alterações são crônicas, mas apresentam períodos de piora, com necessidade de uso frequente de antibióticos. Nesta situação, pode haver febre, perda do apetite, falta de ar, chiado no peito, expectoração com sangue e piora do estado geral da pessoa afetada.

Todavia, as manifestações da doença podem ser frustras ou a pessoa pode até não ter nenhum sinal ou sintoma.

Existe também um tipo de bronquiectasia – bronquiectasia seca – na qual não há aquela expectoração abundante e persistente de muco (catarro) como na maioria dos casos. Ela se manifesta como episódios de hemoptise (sangramento ao tossir), e usualmente decorre de lesões cicatrizadas de tuberculose.

Tratamento

A cirurgia como tratamento deve ser realizada nos casos em que a doença é localizada (quando acomete só uma parte do pulmão) e não há melhora dos sintomas com o tratamento conservador.

Nos casos em que a doença é difusa, o tratamento é conservador. Além dos antibióticos, que são armas importantíssimas nesta modalidade de tratamento, a fisioterapia é fundamental no tratamento dos pacientes com bronquiectasias.


O tratamento fisioterapêutico no paciente com bronquiectasia tem como objetivo auxiliar na mobilização e remoção das secreções brônquicas, melhorando o entrosamento entre a ventilação e perfusão, reduzindo o esforço respiratório e o número de exacerbações infecciosas e oferecendo uma melhor qualidade de vida ao paciente.

Élita Pavan
Estudante de Fisioterapia



domingo, 20 de novembro de 2016

Verdades e Mentiras


O termo “FIDELIDADE” vem do latim “fidelis”, e faz alusão a atitude de quem é leal, honesto, confiável e verdadeiro nos compromissos que assume, sendo constante em sua conduta. Numa definição mais pragmática, podemos dizer que a FIDELIDADE é uma observância rigorosa e exata da verdade, ou ainda, firmeza e lealdade.

Todas estas características estão presentes na composição do caráter divino, e é exatamente por isso que Ele não desiste de nós, seu projeto mais auspicioso. É claro que Deus deseja uma reciprocidade desta relação, por isto, Ele leva muito a sério nossas ações e palavras. Na atmosfera habitada pelo Senhor, não existe mentira e nem engodo, logo a verdade predomina absoluta. Deus exige (e cobra) de nós a mais pura verdade.

Entenda: Na presença de Deus a mentira simplesmente deixa de existir, é portanto não existe a possibilidade de se mentir ou omitir até o mais escuso pensamento, já que Ele mesmo se revela assim ao homem espiritual: Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração. E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas (Hebreus 4:12-13).

Deus jamais se engana e portanto não pode nos enganar também. Suas promessas são respaldadas na total certeza de que Ele tem o poder de torná-las em realidade. Não existem palavras ditas no afã do momento ou verbetes lapidados por sentimentos deturpados e sazonais. Deus é pontual e preciso, zeloso por honrar cada vírgula de sua Palavra. Assim, Ele espera que honremos nossas palavras, votos e promessas com o mesmo esmero.

Precisamos entender que Deus leva o homem muito a sério. Quando Esaú, entorpecido pelas circunstâncias, trocou sua primogenitura por um prato de lentilhas, certamente não estava considerando aquela promessa como válida, mas Deus estava. Como resultado, Esaú perdeu o direito de herdar as bênçãos patriarcais que lhe eram de direito (Gêneses 25:34). Portanto, precisamos refrear nossa língua, pesar cuidadosamente nossas palavras e medir milimetricamente nossas ações diante de Deus, pois a fidelidade Dele é tão intensa, que elevará ao quadrado nossas ações, dando a elas uma conotação muito mais intensa, o que acarreta maior cobranças sobre elas.  

Na maioria das vezes não somos capazes de corresponder a estas expectativas divinas sobre nós, pois nossa natureza humana ainda se inclina para o mal, com suas mentiras frequentes e desculpas esfarrapadas, que minam e por vezes implodem, a nossa fidelidade para com Deus. Mas nossa infidelidade não compromete a fidelidade de Deus, que continuará verdadeiro e leal independentemente de nossas atitudes, pois como disse Paulo em II Timóteo 2:11-13, “fiel é esta palavra”:

Se, pois, já morremos com ele, também com ele viveremos; se perseveramos, com ele também reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará; se somos infiéis, ele permanece fiel; porque não pode negar-se a si mesmo.


sábado, 19 de novembro de 2016

Cura para uma geração Aitofel



Então fizeram saber a Davi, dizendo: Também Aitofel está entre os que se conjuraram com Absalão. Pelo que disse Davi: Ó SENHOR, peço-te que torne em loucura o conselho de Aitofel.” II Samuel 15:31.

Se quiser entender melhor sobre o rancor, a mágoa ou até mesmo o ressentimento, siga na prática a ilustre frase de Willian Shakespeare, “TOME UMA DOSE DE VENENO, SENTE-SE E AGUARDE OUTRA PESSOA MORRER!” Agora, se deseja cura para esses sentimentos, siga o conselho do mestre, “Perdoe!”

O proposito este artigo, para falar sobre um remédio que, com certeza curaria milhares de corações, o “PERDÃO”!  Quando falo sobre isso, me lembro das minhas aulas de Educação Física durante o ensino fundamental. Me saia bem nas aulas de handebol, de vôlei, de basquete, nesses esportes sempre alcançava a nota necessária. Porém quando o assunto era futebol, o vermelho enfeitava meu boletim! É claro que eu sabia as consequências vindas por não praticar o futebol nas aulas, minha professora me aconselhava sobre isso, porém “birrento’’ e ‘’convicto em fazer apenas o que me agradava” eu escolhia a média 2 no boletim, ao invés de jogar futebol e alcançar o 10. Minhas aulas de Educação física fala muito sobre perdão! Perdemos muito quando não o praticamos!

Já a história que abre este texto,  fala muito mais sobre isso. Permita-me conta-la. Davi nomeou a cinco homens sábios e entendidos, para com eles se aconselhar, entre eles estava Aitofe o gilonita, a qual quero destacar, Vale lembrar que cada conselheiro atuava especificamente em uma área. Aitofel, era o conselheiro de guerra. Provavelmente, era ele o estrategista das inúmeras batalhas que Davi venceu.  Aitofel merecia destaque entre os conselheiros de Davi. Naquela época, tanto Davi como Absalão consideravam os conselhos de Aitofel como se fossem a palavra do próprio Deus. (II Samuel 16:23). Por ocasião da fuga de Davi, ao tomar conhecimento do golpe de Estado que Absalão estava elaborando, Aitofel, voluntariamente seguiu a Absalão. No meio da fuga, entre as centenas de pessoas que o acompanhavam, Davi sentiu a falta de Aitofel. Sabedor que era do peso da palavra de seu conselheiro, Davi orou, pedindo ao Senhor que transtornasse o conselho de Aitofel. Davi sabia muito bem que se Absalão seguisse os conselhos daquele homem, teria imensa vantagem sobre Davi.

Os dois conselhos de Aitofel a Absalão foram:

1º Manter uma relação sexual com as concubinas de seu pai Davi, em público. O intuito era que o povo entendesse de vez por todas que Absalão estava disposto a reinar e que ninguém deveria apresentar-se como obstáculo a este intento.

2º Aitofel apresenta-se como voluntário para formar um exército com doze mil homens e sair, imediatamente no encalço de Davi. Aitofel sabia que a marcha de Davi era lenta e, pelo tempo, ele ainda estava nas regiões montanhosas. Como ele não tinha onde acampar e estava sendo acompanhado por famílias inteiras, com suas mobílias, Davi não teria tempo para sentar-se e elaborar um plano de guerra. Neste projeto, Aitofel propôs a Absalão matar apenas a Davi e com isto dispersar os seus seguidores. Absalão gostou muito do plano.

No entanto, Husai, amigo de Davi, que a pedido deste tinha ficado com Absalão, propôs formar um exército muito maior, aliás, conclamar a todo Israel para sair à peleja, sob o argumento de que Davi não perderia uma batalha para apenas doze mil homens. Deus agiu, levando Absalão a preferir este conselho. Aitofel percebeu que o plano de Husai era uma furada. Até que reunissem a todo o povo, Davi teria atravessado os limites do território de Israel e estaria em lugar onde pudesse enfrentar qualquer inimigo. Aitofel não tinha dúvida que atendendo ao conselho de Husai, Absalão seria derrotado e Davi retornaria mais forte ainda para Jerusalém. Em função disto, Aitofel se enforcou pondo fim a toda a sua história no governo da nação de Israel.

Vamos entender a história!

Primeiro precisamos entender o que Aitofel tinha em seu coração, a ponto de Trair Davi. E a resposta gira em torno de uma única palavra “RESSENTIMENTO”. Ressentimento de um passado que não se apagou. Bate-seba, a mulher de Urias, que Davi possui pecaminosamente, era filha de Eliã (II Samuel 11:3). Por sua vez, Eliã, era filho de Aitofel – (II Samuel 23:34) Na lista dos trinta e sete valentes de Davi, aparece Urias – (II Samuel 23:39), e Eliã, filho de Aitofel. Ou seja, Urias, além de genro de Eliã, era seu companheiro de guerra. Todos eles, por parentesco direto ou por afinidade, estavam ligados a Aitofel. Este, por sua vez, assistiu a tudo o que Davi fez e guardou tudo isto em seu coração.

Aitofel apresentou-se como homem sábio e demonstrou imensa lealdade ao longo de, aproximadamente, três dêcadas. Pelo excelente serviço  prestado, ele tornou-se  um homem de confiança do rei Davi. 
No entanto, guardou esta mágoa em seu coração. Ele nunca deixou de desejar que um dia Davi fosse vingado pelo mal que causou à sua neta e ao esposo dela. No livro de Jó fala que aquele que guarda ressentimento, "morre na amargura do seu coração, não havendo provado do bem". Por isto o escritor da  epístola aos Hebreus, assim escreveu: "Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem". - Hebreus 12.15.

Foi por causa deste ressentimento que Aitofel aproveitou-se da oportunidade que teve para se vingar de Davi. Ao propor que Absalão abusasse das mulheres do rei, ele estava dando o troco ao que Davi fizera à sua neta. Ao propor que Absalão lhe desse permissão de ir ao encontro da tropa de Davi, mas que somente ele deveria ser morto, Aitofel estava mostrando o quanto queria que Urias fosse vingado.
Por fim, Aitofel terminou por dar cabo à sua própria vida, por nunca ter se conformado com o perdão que o Senhor havia concedido ao rei Davi. Aitofel nunca perdoou e não admitia a maravilhosa graça de Deus para com Davi.

Se existe algumas coisas a qual não estamos imunes nesse mundo são: Sermos feridos. Traídos. Decepcionados. Agredidos com palavras.  Não é algo que desejamos. Não é algo que nosso coração suporte 100% mas as fragilidades, e defeitos da pessoas possui a capacidade de nos ocasionar essas situações.  E o que virá depois de sofrermos uma dessas “ações’ acima, vai depender unicamente de quem alimentaremos dali em diante, o Perdão ou o Ressentimento.

De acordo com o dicionário, ressentimento é a Ação ou efeito de ressentir; em que há mágoa, angústia ou rancor.” O dicionário também acrescenta: Ressentimento é Angústia ou mágoa ocasionada por uma ofensa, por uma desfeita, por um mal causado por uma outra pessoa.
Aitofel experimentou do ressentimento, ao invés de desfrutar do perdão. Perdeu a vida por mágoa, ao invés de adquirir bens na vida através do perdão.  Um artigo publicado em um determinado site de sermão, citou os cinco problemas do ressentimento, destacaremos apenas dois:

I - O ressentimento é irracional. É tolice. Não modifica o passado. Não altera o seu presente. Ao contrário, destrói seu futuro.
II – O ressentimento é doentio. Fere o coração. Apaga sorrisos. Afinal, ninguém é feliz remoendo aquilo que um dia o entristeceu.

Provérbios 17:22 diz algo sobre isso: “O coração bem disposto é remédio eficiente, mas o espírito oprimido resseca os ossos.” A mágoa não traz benefícios. Não oferece mudança alguma, ao contrário, nos prende na mesmice, de uma vida triste e sem crescimento. Tranca o coração. Aprisiona a mente. Altera personalidade.  Porém há o remédio para esse mal, o Perdão.

Clara Barton foi à fundadora da Cruz Vermelha Americana. Um homem, anteriormente, a ferira muito profundamente. Anos depois, ela estava novamente envolvida na vida dele. Ela falava sobre ele com outra pessoa de maneira muito amável. A pessoa disse: “Não é ele o homem que feriu você?” Barton disse: “Sim, mas claramente me lembro tê-lo perdoado.”
O perdão é exatamente isso, é voltar amar. É começar de novo um ciclo. Talvez o mesmo ciclo, porém, sem a antigo ressentimento. Perdão é se lembrar, e não ser ferido.

Vivemos em um mundo repleto de corações magoados. Esposas traídas, que não perdoaram seu cônjuge. Garotas abusadas, que não perdoaram a ação. Filhos abandonados, que não perdoaram seus pais. Mães que teve filhos assassinados, e não perdoaram o assassino. Pessoas que estão perdendo o hoje, deixando de planejar o amanhã, porque ainda querem justiça pelo ontem. Vivem para que a justiça seja feita, mas na verdade estão morrendo por aguardar.  Só há um conselho para quem ainda vive acorrentado pelas correntes do Ressentimento. Enfrente o mundo de novo”. Se você estiver sempre olhando o que aconteceu no passado, permitindo que isso defina sua identidade, é como dirigir um carro olhando pelo retrovisor. Você vai bater. E de uma vez por todas quebra as correntes, use o perdão.

E para você que chegou até aqui, que memórias dolorosas você está escolhendo manter na memória? Alguma coisa dita por alguém? Ou feita? Ou pensou a seu respeito? Isso ainda lhe dói hoje? Talvez tenha acorrido já há muito tempo, mas quando algo mexe com sua memória, dói tanto como se fosse ao dia do acontecido. Sobre quem você tem falado: “Não vou ser nunca como aquela pessoa. ” Se você não os libera você começa a ficar semelhante a eles. O ressentimento faz coisas muito estranhas conosco. Alguns de vocês precisam perdoar seus pais. Todos temos pais imperfeitos, mas aqueles filhos que foram feridos, amam e odeiam os pais ao mesmo tempo. É duro para uma criança entender isso. Mas é possível amar alguém e odiar ao mesmo tempo. “Amo meu pai, mas por que ele está fazendo isso? ” “Amo minha mãe, mas por que ela está dizendo isso? ” É duro para a criança entender.

Alguns de vocês precisam perdoar um ex-cônjuge. Eles fizeram sua vida miserável no passado, não permitam que eles façam o mesmo hoje. Você não precisa fazer isso. Eles não podem mais lhe ferir, a não ser que você guarde alguma mágoa. O ressentimento não vale à pena. É irracional, inútil e doentio. Para seu próprio bem, perdoe... “Mas eu não posso perdoá-los! ” É por isso que você precisa de Jesus. Precisa dEle em sua vida. Ele pode providenciar o poder para perdoar quem não merece. Ele pode curar sua dor, aquele que ninguém mais consegue. Abra sua vida para Ele. Comece a levar seu coração a sério. Volte a ser feliz.  Não termine como Aitofel, que destruiu sua vida vivendo uma mágoa antiga. Dê valor a esse coração que pulsa dentro de você! Deixe Deus fazer morada Nele!

Que Deus abençoe!

Felipe Pavan

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Biografia - Luiz de Carvalho



Luiz Agapito de Carvalho nasceu em 16/05/1925 na cidade de Bauru/SP. Tornou-se nacionalmente conhecido por Luiz de Carvalho, reconhecido evangelista e grande cantor de música cristã. Ele também foi responsável por lançar grandes nomes da música cristã, como Cristina Mel, Paulo César Baruk, Cícero Nogueira, Jusley, Vaninha (da famosa série Pingo de Gente) e principalmente a cantora Denise Cardoso com quem chegou a gravar alguns discos em dueto. Luiz de Carvalho foi Presidente da União de Mocidade da Igreja Batista da cidade de Tupã, interior de São Paulo, na década de.

Nascido em Bauru, o músico se sentiu atraído pela música desde a infância. Com o apoio do pai saiu de casa aos dez anos de idade a fim de investir em sua carreira musical e ajudar seus familiares. Morou em pensões de várias cidades paulistas e viajou por vários locais do Brasil.

Aos 17 anos tinha uma banda chamada Conjunto Havaiano, que reuniu instrumentistas e dançarinos. O repertório baseava-se em vários gêneros musicais. Tal grupo passou a ser bastante notório no Brasil e se apresentou em países do exterior, como Chile, Argentina e México.

Em 1947 o músico converteu-se ao protestantismo através de um evangelismo realizado por um pastor numa rua em Tupã, horas anteriores a um show da banda. A mensagem trazida pelo pastor despertou interesse em Luiz que decidiu procura-lo, que lhe deu um exemplar da Bíblia, livro que Luiz leu logo em seguida. Apesar de se tornar cristão, ele continuou a trabalhar com o conjunto da qual fazia parte, porém não tinha mais o mesmo entusiasmo e a animação de antes, pois sua vida anterior era controversa ao que estava aprendendo em sua religião. Quando encerrou seu contrato com a banda, tendo o apoio de seu pastor, Luiz deixou o conjunto Havaianos.

Ainda no ano de 1947, Luiz de Carvalho interessou-se pela música cristã e ingressou no Conservatório Carlos Gomes com o apoio de sua igreja. Seu primeiro trabalho musical foi gravado com a finalidade de dar recurso para a construção de um novo tempo de sua congregação. Todas as unidades foram vendidas e a construção foi concluída.

A partir do momento em que o cantor passou a lançar vários trabalhos mesmo sem o apoio de igrejas e mídias seu nome foi se solidificando no meio cristão, se tornando um músico bastante conhecido. Em 1955 gravava o primeiro LP, e em 1958, o antológico álbum “Musical Boas Novas”. A partir daí o cantor lançou diversos discos, alguns com vendagem superior a 200 mil cópias, Como “Meu Tributo – A Deus Toda a Glória“, lançado em 1983 e Ganhador do Disco de Ouro. Também apresentou em diversos países.

Uma das apresentações mais memoráveis do músico foi realizada na década de 60 no Maracanã durante uma cruzada de Billy Graham, onde Luiz de Carvalho cantou para cerca de cento e vinte mil pessoas. No ano 2000 ele voltou a se apresentar no Maracanã novamente com recorde de público. Além de lançar seus trabalhos, também distribuiu obras de outros artistas do meio gospel.

O cantor foi casado com Adelina, tendo quatro filhos com ela. Entretanto por conta de uma aneurisma cerebral ela veio a falecer em 1986. Sua morte teve grande impacto na vida pessoal de Luiz. Após três anos de sua morte o músico conheceu Ernestina Carvalho, com quem se casou e teve uma filha em 1990, Priscila de Carvalho.

Em 2011 aos oitenta e seis anos, o cantor gravou o disco solo, intitulado “Adoração”. Por sua contribuição à música cristã foi homenageado no Troféu Promessas no ano 2012. Gravou também em parceria com o cantor Edvaldo Holanda o CD e DVD “Grande Clássicos da Música Gospel”, sendo portanto, este seu último trabalho.

No dia dezesseis de Maio de 2015, Luiz de Carvalho completou 90 anos de idade, e na ocasião foi realizado um culto de louvor e ação de graças pela vida deste mensageiro da palavra de Deus. A celebração se deu na Igreja Batista Paulistana, e por conta da data foi lançada uma biografia do evangelista intitulada “Luiz de Carvalho Vida e Ministério”, de autoria do Pastor Eliel Faria. Foi ainda lançado um CD intitulado “Louvor Saudade”.

Luiz de Carvalho foi hospitalizado no dia 27 de outubro de 2015, após um acidente vascular cerebral. Ficou 12 dias internado na UTI, e após este tempo, os médicos decidiram por bem não realizar mais nenhum procedimento invasivo pois isto só causaria mais dor e sofrimento. Faleceu na madrugada de 17 de novembro de 2015.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

EBD - Corpo, alma e espírito: instrumentos de adoração


Material Didático
Revista Jovens e Adultos nº 101 - Editora Betel
Louvor e Adoração - Lição 08
Comentarista: Pr. José Elias Croce












Comentários Adicionais
Pb. Miquéias Daniel Gomes
Pb. Bene Wanderley












Confira nossa biblioteca de estudos na página especial da EBD

Texto Áureo
I Tessalonicenses 5:23

E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.

Verdade Aplicada
O propósito principal de todo o nosso ser é adorar a Deus. 


Textos de Referência
Salmos 103:1-6

Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome.
Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios.
É ele que perdoa todas as tuas iniquidades e sara todas as tuas enfermidades; quem redime a tua vida da perdição e te coroa de benignidade e de misericórdia; quem enche a tua boca de bens, de sorte que a tua mocidade se renova como a águia.
O Senhor faz justiça e juízo a todos os oprimidos.


Corpo, Alma e Espírito
Comentário Adicional
Pb. Miquéias Daniel Gomes

O homem é um ser tridimensional dotado por corpo, alma e espírito.  O “corpo” é a parte externa, corruptível e mortal. Foi originada no pó da terra, lugar para onde deve regressar posteriormente (Eclesiastes 12:7). Perecível e finita, esta carcaça é composta basicamente por água e uma vasta gama de elementos químicos, que apesar de sua preciosidade em vida, deixa de ter qualquer valor quando passa pelo processo da morte, deteriorando-se até retornar ao nada.  Já o “espírito do homem” é sua parte eternal. Foi confiada a ele por Deus ainda no Jardim, e será requerida pelo Criador assim que deixar o corpo para traz. É nossa ligação direta com o mundo espiritual, e está sempre inquieto por Deus, já que por essência, se opõem aos desejos carnais.  Se corpo e espírito são contrapontos de uma batalha épica dentro do homem, a “alma” é o fiel da balança, decidindo quem será o grande vencedor. O livro do Gêneses nos conta que após ter formado o homem do pó da terra, Deus soprou o fôlego de vida em suas narinas (espírito), e ele se tornou “alma vivente”. É exatamente em nossa alma que estão centralizadas as emoções, os sentimentos, os desejos e o intelecto. 

A alma é o epicentro de nossa vontade, e também de nossa personalidade. Nela é forjado nosso caráter, estabelecida nossa postura e definida nossas inclinações. A alma pode ser ambígua, funcionando tanto quanto uma ancora para corpo (Lucas 12:19-20) ou uma alavanca para nosso espírito (Salmo 42:1). A alma está em constante ebulição, intempestiva e imprevisível. Uma prova desta verdade pode ser constatada nas páginas do livro dos Salmos. Em primeiro lugar, precisamos compreender que este compilado de cânticos e poemas são oriundos dos sentimentos e anseios de seus compositores. Por isso, quando iniciamos sua leitura, é como se embarcássemos em uma verdadeira “montanha russa emocional”, num sobe e desce frenético de emoções e sentimentos.  Se um verso expressa  Salmo 4:3 é radiante em felicidade, dizendo que na presença de Deus os justos se regozijam e folgam em alegria e o Salmo 116:3, expressa uma angustia profunda, já que o salmista se sente “amarrado com cordas de morte, apoderado pelas angustias do inferno, vivendo em aperto e tristeza”. Paradoxal? Nem tanto. Os Salmos são reflexos da alma humana, cheia de sombras e suscetível as intempéries da vida. Nossa verdade absoluta muda ao sabor das circunstâncias e acabamos influenciados por elementos externos e seculares. Nossa fé por vezes se mostra oscilante, o ânimo se torna dobre e mãos esforçadas insistem em fraquejar. 

Nossa alma é pega neste “cabo de guerra” entre carne e espírito, e dependendo de quem estiver exercendo maior força, mudamos os discursos e as ações. Jesus é o ponto de equilíbrio para nossa alma. Ele nos assiste nas alegrias e nos conforta nas tristezas. Os salmistas, embora estivessem vivendo situações adversas uns dos outros, tinham sempre um ponto em comum. Na caverna de Adulão, privado de todo conforto e passando necessidade, Davi traz a memória o “pastor que sustenta suas ovelhas” (Salmo 23:1). Um Asafe cujo corpo está desfalecido, testifica que o seu coração é fortalecido pelo Senhor (Salmo 73:26). Os filhos de Coré, constantemente assombrados por erros do passado, se regozijam na bondade Deus que tem sido escudo sobre eles (Salmo 84:11). Um Moisés calejado pelos anos no deserto solta a voz para exaltar ao Senhor que “cuida do pobre e do necessitado” (Salmo 40:17). Quando nossa alma se dedica a Deus, corpo e espírito se alinham no cumprimento de seus propósitos e desígnios, e o homem encontra paz.


Adorando a Deus com o nosso corpo

O sacrifício diário de nosso corpo requer uma conduta e esse procedimento atrela-se a uma mente renovada que nos informa e faz experimentar a boa, perfeita e agradável vontade de Deus para as nossas vidas. O clamor apostólico de Paulo é oriundo das profundezas de Deus para o Seu povo (Romanos 12:1-2). O termo grego “parakaléo” tem o sentido de admoestar, encorajar e exortar. Era usado no grego clássico para exortação de tropas que estavam para ir à batalha. O argumento que Paulo usa para adoração é profícuo e pertinente. “A compaixão de Deus” é “oiktirmós”, misericórdia, compaixão que se origina do estado miserável de alguém que está em necessidade. No hebraico, esta palavra é “hesed”, que em português corresponde à benignidade, amor firme, graça, fidelidade, bondade, devoção. Quanto a sua forma pode ser visto tanto como substantivo (hesed), quanto como adjetivo (hãsîd), que é derivado do substantivo (hesed) e é usado para descrever o israelita fiel. A palavra compaixão é usada 240 vezes no Antigo Testamento de forma especial no livro de Salmos. O apóstolo Paulo usa esse termo por sua grande importância dentro do vocabulário teológico e ético do Antigo Testamento. Quando traduzido para o grego, recebe o nome de misericórdia, assim sendo, o uso mais comum nos fala de força, firmeza e amor. Deus é rico em misericórdia (Efésios 2:4; Lamentações 3:22).

Para os leitores de Paulo, esse “sacrifício” leva-os ao Antigo Testamento, pois todas as vezes que se fazia um sacrifício, o animal tinha que ser morto. O apóstolo demonstra verdadeira essência da adoração neotestamentária, isto é, “sacrifício vivo”. Doravante, o sacrifício é “vivo” e isto se configura na adoração através de nosso corpo como culto consciente, racional, inteligente, deixando morrer nossa natureza pecaminosa, mas permanecer vivos e não mortos. Tal atitude leva-nos ao princípio da “renuncia”, delineado por Jesus (Mateus 16:24-35; Lucas 9:23). Deus nos fez com especificidades e objetividades. Todo o nosso ser deve expressar louvor e adoração ao nosso Deus. Foi com essa compreensão que o salmista deu um brado para dentro de si dizendo: “Bendize o minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome.” (Salmo 103:1). Podemos considerar que seja um clamor do Espírito de Deus para valorizarmos nossos corpos como instrumentos de adoração ao Senhor. Podemos nos espelhar no clamor de Davi, quando evoca a si mesmo para bendizer ao Senhor, isto é, um clamor para dentro de si. Que estamos atentos a esse clamor do Espírito de Deus ao nosso corpo. 

O alvo final é cultuar a Deus, adorá-Lo. Toda a força e argumento do clamor tem um único objetivo: a adoração. Essa adoração deve ser inteligente e racional, isto é, deve-se ter compreensão do que se faz. O uso de nossos corpos deve ser caracterizado pela devoção consciente, inteligente e consagrada a Deus e a Seu serviço. Dentro desse quesito, entendemos que nosso corpo foi feito para ser um instrumento de adoração a Deus. Isso envolve todas as nossas atividades, em todos os momentos de nossa vida. A conscientização desse fato nos torna casa de Deus (I Coríntios 3:16). O apóstolo Paulo usa a palavra “casa terrestre” (skênos), “tenda, nossa casa terrestre; a tenda que forma a nossa casa terrestre”, referindo-se à impermanência e à insegurança como uma ilustração da vida terrena (I Coríntios 5:1). Embora nosso corpo seja uma “casa temporária”, torna-se uma ponte para nossa casa eterna no céu e isso requer que seja uma “casa” que adore a Deus. A Bíblia diz que o nosso corpo; é uma casa (II Coríntios 5:1); um vaso (II Coríntios 4:7); um tabernáculo (II Pedro 1:13); um templo (II Coríntios 3:16); uma propriedade (II Coríntios 6:19); um membro de Cristo (I Coríntios 6:15); e um cálice de ouro (Eclesiastes 12:6). Devemos adorar a Deus com o nosso corpo porque ele é o templo do Espírito Santo. Nada poderíamos fazer se fôssemos desprovidos do corpo. Tudo o que somos e fazemos é o resultado de que Deus nos deu o privilégio de servi-Lo com nossos corpos, deixando nossas marcas por onde passarmos. Que o Senhor nos dê graça de sempre glorifica-Lo com nosso corpo. Saibamos adorar a Deus com a renúncia e constante disposição.


O Corpo – Santuário de Deus
Comentário Adicional
Pb. Miquéias Daniel Gomes

Em textos como Gálatas 5:17 e Romanos 7:18-19, Paulo nos adverte sobre a necessidade de mortificar a nossa carne para que o espírito seja fortalecido. Neste contexto, o termo “CARNE” não se refere ao nosso “corpo”, mas sim aos impulsos que nos levam a ações pecaminosas. Mesmo assim, é preciso entender que nosso corpo é o ponto de contato com o mundo e suas imundícias, ao mesmo tempo que também é Casa de Deus e morada de seu Santo Espírito (I Coríntios 3:16-17). Assim, é preciso cuidar deste santuário com esmero e dedicação. Uma criança nasce pura, livre de pecado e maculação. Pouco a pouco, o seu caráter começa a ser desenvolvido baseado nas influências externas as quais fica exposta. Nossos desejos são construídos através do que vemos, ouvimos e tocamos. Nosso corpo é o tato da alma e o coração de nosso espírito. E ele quem absorve os nutrientes espirituais que irrigam nosso interior, sejam eles bons ou maus. Por maior que seja nosso esforço para mantermos nosso interior puro e imaculado, basta um toque externo de impureza, lascívia ou perniciosidade, para que respingos escuros saltem de nossas vestes brancas.

Assim, é preciso se esquivar de todo ponto de contaminação, fugindo constantemente de qualquer coisa que até mesmo apenas “aparente” ser má (I Tessalonicenses 5:22) . Em seu mais famoso sermão, Jesus instruiu os discípulos a terem um cuidado especial com os seus olhos, sendo extremamente seletivos quanto “ao que se olhar”: - Os olhos são como lâmpadas para o corpo. Se seus olhos se focarem em coisas boas, todo o seu corpo (incluindo alma e espírito), serão cheios de luz. Mas se seus olhos estiverem voltados para coisas más, todo o seu corpo (incluindo alma e espírito), estará cheio de trevas (Mateus 6:22-23). Em suma, podemos dizer que um simples toque naquilo que é imundo tem o poder de contaminar nosso espírito, e basta olhar na direção da maldade, para que nossa alma se encha de escuridão. Todo cuidado é pouco.

Mas se um cuidado espiritual com as ações de nosso corpo carnal se faz necessário, o cristão não pode se esquivar de sua responsabilidade em cuidar dos aspectos físicos deste santuário espiritual. É preciso destinar um cuidado especial para a manutenção da estrutura física da Casa de Deus, através de alimentação equilibrada e atividades físicas sistêmicas. Alguns apontam o texto de I Timóteo 4:8, como sendo uma vetação doutrinaria para a prática de exercícios, porém, basta uma leitura atenciosa para compreender que Paulo está ensinando que a prática da piedade é mais proveitosa que a prática de atividades físicas, já que uma tem resultados temporais, e a outra reflete na eternidade: - Pois o exercício físico para pouco é proveitoso, mas a piedade para tudo é proveitosa, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de ser. Logo, não existe uma proibição bíblica para a prática de atividades físicas ou o habito sistêmico de praticar um esporte saudável. Pelo contrário. Em I Coríntios 6:19-20, a Bíblia é clara ao dizer que nós devemos cuidar bem dos nossos corpos, e Efésios 5:29 evidencia a necessidade de cuidados corporais: “Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida”. O que não podemos fazer é sucumbir a vaidade, e ao invés de usarmos nosso corpo para a glória de Deus, começarmos a prestar culto ao próprio corpo.

Uma verdade que não podemos esquecer é que nosso corpo, além de Casa de Deus, é também a ferramenta que o Espírito Santo usa em seus desígnios. Ele anda sobre a terra através de nossos pés, e toca os necessitados pelas nossas mãos, transmitindo sua mensagem pela nossa voz. Assim, é uma obrigação que mantenhamos esta ferramenta em condições plenas de uso. Por exemplo, é recomendado aos obreiros, que antes de realizar a ministração de um sermão, ele dedique um tempo satisfatório ao seu repouso. Aliás, toda tarefa eclesiástica deve sim ser intercalada com períodos de repouso, afim de conservar a produtividade da ferramenta humana no exercício da obra de Deus, prática esta, adotada inclusive pelo próprio Jesus durante seu ministério terreno (Marcos 4:38). Outro aspecto de vital importância é o cuidado com a nossa alimentação, já que comprovadamente, muitos alimentos da atualidade são gatilhos para diversas enfermidades. A preocupação de Deus com os hábitos alimentares de seus filhos é tão notória, que ao lermos o livro de Levíticos, iremos nos deparar com uma dieta rigorosa e restritiva. Hoje, através de diversos estudos e experimentos, é sabido que muitos alimentos proibidos pela lei mosaica, apresentavam diversos perigos a saúde, caso não houvesse um preparado adequado. Assim, o povo de Israel ficava vedado contra tais ameaças, além de se alimentarem de forma balanceada, numa dieta rica de fibras e vitaminas.

Deus tem uma grandiosa preocupação com nosso bem estar, e ciente que somos propensos aos desvios e exageros, tomou medidas preventivas, afim de que incluíssemos em nossa disciplina espiritual, cuidados que são benéficos ao nosso corpo carnal. Entre os mandamentos do decálogo está a exigência de um descanso semanal obrigatório (Êxodo 20:11), e excessos danosos ao bom funcionamento de nosso corpo, como glutonaria, bebedice e lascívia, foram inseridos entre as obras da carne, que devem ser banidas da vida do homem espiritual (Gálatas 5:19-21).


A adoração que flui de nossa alma

A alma é nossa identidade interior, nossa razão de ser. Todos os nossos sentimentos manifestos ou reservados estão atrelados a essa capacidade da alma que está em cada um de nós. É com essa compreensão que o salmista clama para dentro de si, despertando sua alma de uma “possível sonolência” no ato de bendizer a Deus. A sensibilidade de Davi é comovente e impressionante. O seu grito para dentro de si revela uma urgência de adoração da sua alma. Vivemos em um mundo de infindos “gritos”, onde muitos casos revelam apenas ruídos de almas doentias, inclinadas aos seus individualismos e centralismos para satisfazer o imediatismo de naturezas caídas. Ainda assim, temos o prazer de ouvir um homem influente, com autoridade legítima, dar o brado dentro de si mesmo, evocando sua interioridade a bendizer ao Senhor (Salmos 103:1). A adoração deve ser em espírito e em verdade. É necessário compreender o que se entende por espírito.  Teologicamente falando é aquilo que nos torna conscientes de nós mesmos e nos capacita a nos relacionarmos com Deus. Deus é Espírito e nós somos espíritos. Quando Paulo fala do relacionamento do Espírito de Deus com o ser humano, argumenta que Ele testifica com o nosso espírito de que somos filhos de Deus (Romanos 8:16).

Bendizer com gratidão. É reconhecimento. É agradecer a Deus por tudo e reconhecer que tudo aquilo que temos e somos provém de Deus, pois sem Ele é a nossa força, proteção e refúgio, auxílio nos momentos de aflições, o nosso socorro e em quem depositamos nossa confiança e esperança. A justiça e o juízo são a base do trono de Deus e tudo isso está evidente por meio de Suas obras maravilhosas e Suas grandes vitórias. Também devemos ser sempre gratos pelas bênçãos recebidas. O salmista faz outra pergunta para si mesmo no Salmo 116:12: -  “Que darei eu ao Senhor por todos os benefícios que me tem feito?” Sua resposta para si mesmo é sensacional: “tomarei o cálice da salvação” (Salmo 116:13); “invocarei o nome do SENHOR” (Salmo 116:13-17); “oferecer-te-ei sacrifício de louvor” (Salmo 116.17); “pagarei os meus votos” (Salmo 116:18). Um coração agradecido tem menos tendência de desviar-se e o cristão feliz e grato a Cristo não se deixa atrair por doutrinas estranhas. Tampouco se rebela contra Deus quando não alcança a bênção no tempo esperado.

Outro motivo para sermos gratos é a nossa salvação, pois alcançamos do Senhor um favor imerecido. A diferença entre graça e compaixão, no que se refere à pessoa de Deus, é que, na graça, o Senhor nos deu o que não merecíamos (Romanos 6:23). Não merecíamos a vida eterna, mas pela graça de Deus a temos (Efésios 2:8-9). Quanto a misericórdia ou compaixão de Deus, Ele não nos deu aquilo que merecíamos – a morte eterna. Nós merecíamos a cruz, a condenação, o inferno. Mas, no Seu infinito amor misericordioso, Ele não retribui o mal com o mal, mas com o bem (Isaías 54:8). Por isso, devemos agradecer a Deus, render louvores eternos ao nosso Deus pelo Seu grande amor e compaixão, pois não somos consumidos pela multidão dos nossos pecados. A salvação é pela graça de Deus! (Efésios 2:8). A graça de Deus está fundamentada na obediência perfeita e meritória de Cristo. O mérito é dEle, não nosso. Nada pode destruir o valor disso. A graça de Deus pode reinar sobre a maior indignidade. E só com o indigno que a graça se preocupa. Há esperança de salvação para sua família. Alegre-se. Sejamos agradecidos por isso. Que Deus seja louvado por tão grande salvação. Em 1 Tessalonicenses 5:18 diz “Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.” O cultivo da gratidão deve ser o nosso alvo permanente e este alvo deve ser atingido, ainda que nos custe algum sacrifício.


A essência do nosso ser
Comentário Adicional
Pb. Bene Wanderley

Esse trimestre está nos trazendo uma das abordagens mais preciosas de todos os tempos em nossa EBD. Esse tema "Louvor e Adoração" veio para esclarecer de uma vez por todas, as confusas dúvidas e erros doutrinários desse tempo marcado por teologia artificial. Eu chamo isso de “o renascer da verdadeira adoração”. Já é tempo da igreja ampliar o lugar da sua tenda, e abrir as cortinas das suas habitação, alongar as suas cordas e firmar suas estacas (Isaías 54:2). A adoração em sua plenitude é um dos requisitos para um pleno avivamento desses últimos dias. E um dos textos que nos dá uma rota segura para entrarmos nessa dimensão é Romanos 12:1, que faz uma convocação de urgência para todos os crentes. O apóstolo Paulo faz um rogo, e "súplica" para que nos apresentemos a Deus como sacrifício vivo, santo e agradável ao Senhor Jesus. Todo crente deve ter paixão sincera por agradar a Deus, no amor, na devoção, no louvor, na santidade e no servir. O sacrifício vivo é toda a nossa comoção e locomoção no sentido de dar a Deus o seu devido lugar na nossa vida. Ele deve ser o eixo central que nos movimenta para cima e não para baixo, pois ele é o sentido pleno de nossa existência.

Servir a Deus requer sacrifício total. Isso quer dizer que temos que morrer para nós mesmos. Eu sei que para essa geração de afogados na lama do orgulho, da soberba e da corrupção moral e espiritual, com que vivemos e sobrevivemos, as minhas palavras ou até mesmo o texto em estudo das sagradas escrituras, parecem inúteis ou fúteis. Certo é, que o fim vem aí. Mas, o que realmente nos importa é saber que estamos aqui como um atalaia do Senhor, para publicar as verdades que podem ajudar muitos filhos de Deus a ter uma mudança de vida, que venha leva-los para mais próximo do Altíssimo. Sabendo disso nos disponibilizamos a ser um instrumento de Deus, para trazer essas informações bíblicas concernentes a adoração.


Em primeiro lugar; a adoração verdadeira começa no corpo, pois as manifestações de alma e do espírito, se manifestam através do corpo em suas variadas formas. O corpo traz para fora toda forma de expressão da alma e do espírito. Vejam que o texto áureo da lição em estudo diz: e todo o vosso espírito, alma e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo (I Tessalonicenses 5:23). Veja que esse trio serão inseparáveis até o dia triunfal do retorno de Jesus. Sendo assim, esse corpo deve ser santo, separado e conservado puro diante de Deus. A alma é a sede das nossas emoções. Ela tem que está sob a influência do poder regenerador do Espírito de Deus, pois só uma alma pura pode adorar a Deus. O espírito também teve sofrer uma regeneração profunda pois é nele que o Espírito de Deus vem habitar quando o homem se rende a Jesus. Uma vez tomados pelo poder de Deus esse trio tem condições de elevar um verdadeiro louvor que venha agradar e magnificar o nosso Deus. Para isso devemos olhar para dentro de nós como fez o salmista no Salmo 103, conceitos que devem ser lidos, analisados e absorvidos por cada um de nós.


Ações adoradoras do espírito humano

Tudo o que somos e o que podemos realizar se processa por causa do espírito que em nós habita (João 4:24). Ao pronunciar as bem-aventuranças, Jesus disse: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.” (Mateus 5:3), deixando bem nítida a clareza de Sua grandeza e a nossa pequenez em relação a Ele. Primeiramente, a mulher samaritana viu apenas um homem, depois percebeu que era um judeu e lançou seus protestos e frustações históricas pelo fato de Jesus se dirigira uma “mulher”, ainda mais sendo ele judeu, pois tradicionalmente não havia comunicação entre ambos. As primeiras barreiras foram rompidas por Jesus, a muralha da comunicação fora derrubada e a mulher foi demonstrando a sua verdadeira sede, até que percebeu que Ele não era mais um homem comum, um judeu e O identificou como um profeta (João 4:9). Quando suas mazelas vieram à tona pelas palavras de Jesus, tudo mudou naquele momento. O diálogo de Jesus foi evoluindo até chegar ao espírito daquela mulher. Jesus viu nela uma pessoa carente, sofrida e com uma grande lacuna no seu espírito. A maior necessidade daquela mulher era espiritual, pois logo abriu o seu coração para a questão da adoração (João 4:20). Quando o assunto se voltou se voltou para o espírito, virou-se a página e um novo argumento se iniciou: a grande carência dessa mulher estava na adoração verdadeira. O mundo hoje cria, inventa, engendra deuses de todos os tipos para sanar uma necessidade espiritual que só se preenche com a adoração verdadeira. Essa busca desenfreada por um “deus” por parte da humanidade confirma que o homem não pode viver sem Deus, pois tais atitudes combinam com os “gritos dos caídos”, isto é, o clamor do espírito por uma adoração verdadeira. 

Toda essa linda história envolve atitudes. Logicamente que Deus sempre é o primeiro a tomar atitudes em relação ao homem caído. Tudo que somos atrela-se a uma atitude. Deus não se isola e nem se emudece com as nossas quedas. Jesus passa por Samaria para fazer um grande resgate. Assim como era necessário passar por aquela cidade (João 4:4) ainda hoje existem muitas “Samarias” precisando de um profeta. A “Samaria” desprezada, julgada e discriminada está bem ali diante de nós. Essa “Samaria” pode ser uma pessoa, um mendigo, uma igreja, um irmão, etc. São muitas situações que podem entrar nessa analogia. Todas esperam por uma atitude adoradora, isto é, alguém que esteja disposta a estender as mãos, evangelizar, esclarecer e discipular.

Existe um pássaro chamado “bacurau”, também conhecido como “curiango”. Todas as vezes que o “bacurau” canta, entende se a expressão: “Amanhã eu vou”. Existem muitos crentes que nos lembram o canto do bacurau; estão dispostos, mas só amanhã. Jesus elimina essa possibilidade de procrastinação e diz: “Mas a hora vem, e agora é,...” (João 4.23). A mulher samaritana queria adorar, mas, no seu entendimento, era ainda “amanha”. Jesus tira todas as cortinas e esclarece de uma vez por todas que a adoração é para já. Nada pode aguardar. A adoração a Deus deve ser a prioridade absoluta de nossa vida.

É importante destacar que nada aconteceria em nosso mundo se não fosse o Espírito que em nós habita. É por causa dEle que podemos nos reunir nesse momento, prestar atenção, avaliar e crescer no entendimento, apesar de sermos “tão pobres” na exploração de nossa espiritualidade.

Conclusão

A nossa adoração a Deus tem que ser em espírito e em verdade, isto é, com atitudes que se manifestam nas mais diversificadas situações; ao estender as mãos para os outros abençoando, bendizendo, e acima de tudo, sendo um referencial de Deus em todos os sentidos da vida.




Vivemos para adorar. Deus criou o homem para que este O adorasse. O combustível da adoração é a comunhão com Deus. Uma comunhão verdadeira e despretensiosa começa em um lugar secreto. Adoração é decidir investir a vida no Eterno. É quando nos redescobrimos em Deus e todas as demais coisas são periféricas diante de tão grande descoberta. Deus não procura adoração, mas adoradores. Para compreender ainda mais os princípios da verdadeira adoração, participe deste domingo, 20 de novembro de 2016, da Escola Bíblica Dominical.