quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Quarta Forte Especial: Jantar em Família


Estamos vivendo o “Ano da Comunhão”, e este 22 de fevereiro de 2017, foi noite especial de louvor e adoração, onde reunimos dois cultos tradicionalíssimos de nossa igreja em um único evento. A Quarta Forte se encontrou com o Jantar em Família. Comunhão, devoção e solidariedade.

Muitos amigos nos visitaram neste momento de comunhão. A noite contou com os louvores de Priscila Brugnieri, Jaime Abreu e Valdomiro Abreu, Claudomiro Candido, Jean, Clayton Fabrício, e do Ministério de Louvor Diante da Graça. Para tornar este evento ainda mais especial, recebemos a visita de um dos vice-presidentes de nosso ministério e líder de missões na IEAD de Mogi Guaçu, Pr. José Ataílde da Silva.

Baseado nos textos de Salmo 2:11-12 e Provérbios 14:27, o homem de Deus nos trouxe uma poderosa palavra de exortação, sobre os perigos de se perder o temor ao Senhor. Como temos nos comportado diante de nosso Deus? Como temos lidado com as responsabilidades que o Senhor nos entregou? Temos guardados nossos pés ao entrar na Casa de Deus? Do que temos enchido nosso coração? Ao analisar nossa vida, a qual conclusão o Senhor em relação a nossa fidelidade e comprometimento?

Estas foram algumas questões que nos levaram a uma profunda reflexão sobre nosso comportamento espiritual. Temos buscado constantemente o avivamento, mas, pouco nos importamos com o “aproveitamento”. É da Bíblia que retiramos sustento. Ela nos conforta, nos corrige e nos guia. O avivamento genuíno tem como fonte única e insubstituível o temor ao Senhor. E só adquirimos reverencia, temor e temor diante do Santo, conhecendo e amando a sua Palavra. Para temer a Deus é preciso conhece-lo!

E, depois de alimentar a alma, toda a igreja pode também alimentar o corpo, num lindíssimo jantar comemorativo, aberto a toda comunidade de Jardim Florestal. Todos os pratos foram preparados com mão de obra voluntarias, usando ingredientes doados pelos irmãos da igreja. A nossa união, mais uma vez, fez toda a diferença.



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Enfrentando o falso culto



Sob a orientação de Deus, Elias resolveu chamar os profetas de Baal para um desafio (I Reis 18:19). Era o momento de o povo de Deus decidir; ou servia ao Deus verdadeiro de modo verdadeiro ou a Baal no seu falso culto (I Reis 18:21). Para enfrentá-lo, devemos, na graça de Deus, ter muita convicção. O profeta Elias chama o povo a uma convicção: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; e, se Baal, segui-o.” (I Reis 18:21).

Nesta pergunta, vemos a fé vivida por Elias. Antes de ver o fogo cair do céu e a grande vitória, Elias crê, e está convicto, de quem é o verdadeiro Deus, pois o povo parece não saber e demonstra dúvida. A ignorância leva a tibieza. Quando o povo fica na teologia do “acho”, não há firmeza, e uma grande maioria fica em cima do muro. Até quando coxear entre dois pensamentos? É preciso convicção e mais profundidade bíblica, mais amor pela verdade e paixão pela Palavra de Deus.

A situação social na época do profeta Elias era de muita insegurança (I Reis 18:5). Conspirações mudavam os governos com frequências inesperadas. Na área social, muita corrupção e injustiça.

No aspecto moral, uma época de acentuada vaidade, em que o culto ao corpo, evidenciado na própria maquilagem de Jezabel, tornou-se popular. Na teologia e liturgia acontecem mudanças bruscas, sob a poderosa influência dos cultos vizinhos, principalmente o assírio. O culto de Baal era um culto muito sensual, agradável à vista e às emoções, era um culto de expressão afrodisíaca. Gritos, danças sensuais e ritmos marcavam o tom do culto.

Deus levantou o profeta Elias. Ele não era um homem polido. Sua vestimenta, alimentação e temperamento já mostravam alguém rude e impetuoso. A doutrina dos adoradores de Baal e seu culto se misturavam com o culto verdadeiro e Elias rompeu com isso!

A indefinição é característica do falso culto. Vivemos num mundo de indefinições. Ser definido é ser dogmático, e ser dogmático é algo, às vezes, detestável. As filosofias, a comunicação, a experiência, a procura de paz e a boa convivência têm marcado o nosso tempo com indefinições na área moral, eliminando a censura e, na honestidade, com tibieza. Em tudo se procura “fazer média”, mantendo as aparências e identificando-se com os pontos comuns (Apocalipse 3:15).

Elias chama o povo a uma definição: “Se o Senhor é Deus, segui-o; e, se Baal, segui-o.” (I Reis 18:21). Por que ficar no meio termo? Tentar servir a Deus e ao mundo? Precisamos de definições. A Igreja não pode enamorar-se do mundo. É hora de definição moral, teológica e litúrgica. É hora de abandonarmos a teologia relativista. É hora de definição. Deus condenou o povo de Israel pela boca do profeta Isaías (Isaías 29:13). O que estava nos lábios era correto, mas as motivações do coração eram erradas.

“E há de ser que o deus que responder por fogo, esse será Deus.” (I Reis 18:24). Somente através da confiança e grande experiência com Deus poder-se ia propor tal desafio. Para enfrentar o falso culto, precisamos estar calçados com a verdade e com a fé acima de tudo (Efésios 2.8). O profeta Elias tinha conhecimento experimental de Deus e isso o colocava em grande vantagem perante os falsos profetas.

Hoje temos a Palavra escrita que é o filtro para esses falsos cultos (II Timóteo 3:16). A Palavra de Deus nos liberta do mal e nos revela a clareza doutrinária (Salmo 119:105). O nosso manual de fé e prática é a Palavra de Deus. Quando nós obedecemos à verdade que está contida na Palavra de Deus podemos estar certos da nossa salvação (Salmo 1:3).

As expressões hipócritas não passam de atos mecânicos. São invenções humanas que não se importam com a vontade de Deus. O formalismo, associado à corrupção doutrinária, produz um tremendo desvio do Senhor e um afastamento do verdadeiro culto que devemos a Deus.

Quando examinarmos o falso culto, aprendemos que ele é sempre seguido pela maioria. Elias reclama que ele está só e que os profetas de Baal são 450! (I Reis 18:22). Precisamos lembrar desta verdade solene: a maioria se perderá. Foi assim na época de Noé e de Sodoma. O povo de Deus foi dizimado e permaneceu o “toco”, a “santa semente”, salvou-se o “renovo”. Não é diferente hoje. Muitos são chamados e poucos os escolhidos. Na época dos profetas, a multidão ia ao templo, mas o seu coração estava longe do Senhor.

Nos tempos hodiernos, muitas igrejas crescem em número e “poder”, mas, perdem na santidade, no caráter e na fidelidade; e isto é um fato histórico. Todas as vezes que a igreja cresceu na quantidade diminuiu na qualidade. Jesus disse que o caminho largo é seguido por vasta maioria.

Estamos adequando nossa fé, nossa religião aos reclamos do mundo. Cristãos mundanizados enchem a Igreja hoje e avançamos mais para a imitação do mundo. A nossa diferença com os ímpios desaparece. Pensamos como eles, falamos como eles e nos divertimos como eles. Vivemos de igual modo. Parece que nos enchemos de toda vaidade, quando nos acham parecidos com o mundo (Hebreus 12:14). Isso não é normal!

O culto falso é um culto em que falsos fogos são admitidos. Elias estabeleceu que o fogo deveria vir do céu (I Reis 18:23). Deus não aceita fogo estranho em seu culto. Os dois filhos de Arão morreram por causa disto: trouxeram fogo estranho ao culto do Senhor.

Há muita coisa estranha hoje no culto a Deus. Muitos por falta de conhecimento das escrituras têm admitido no culto o fogo do “entusiasmo”, fabricados por “animadores” e acrescentam novidades ao culto, tornando-o um “show”. Será que Deus está se agradando de tudo isso? Onde estão aqueles cultos simples, sem muitos aparatos, mas que superavam em tudo os mais sofisticados cultos de hoje? Não necessariamente a falta de logística, mas onde está aquela unção que, até os ensaios, Jesus batizava com Espírito Santo e vidas eram transformadas?

Os profetas de Baal desenharam uma extraordinária coreografia. Eles dançavam. As religiões primitivas procuraram servir aos seus deuses com danças (I Reis 18:26). O culto é chamado por Paulo de culto racional (Romanos 12:1-2). No Novo Testamento, o culto é pela fé, pois o justo vive pela fé. Os profetas de Baal gritavam, manquejavam e se cortavam (I Reis 18:26-28). Era um culto longo. (I Reis 18:29). Muitos movimentos, muitas palavras, muitas repetições. Nosso Deus é de ordem, paz e harmonia.

O falso culto é sempre voltado para impressionar. Quanto mais pompa, menos poder. A busca desenfreada de emoções pode ser uma compensação psicológica de vazio espiritual. Não foi assim na época de Malaquias? Enganoso é o coração!

Quanto cuidado devemos ter! Resumindo, enfrentar o culto falso é um dever que exigirá de nós a profunda convicção, fé que se põe contra todas as heresias; exigirá uma definição, uma atitude de maturidade que não se encontra com a maioria; exige um apego à verdadeira espiritualidade contra os pseudos “fogos” das armadilhas psicológicas, que não se deixa impressionar pela manifestação que visa enganar os incautos. Que Deus nos encha de sabedoria para termos vitória nesta luta (Atos 8:9-11).

Fonte EBD

domingo, 19 de fevereiro de 2017

A autoridade de Jesus



A forma como Jesus ensinava, curava e libertava vidas demonstrava claramente uma autoridade. Mas o que ou quem lhe conferia tal autoridade, tal direito e tal poder? 

A autoridade do Senhor Jesus Cristo repousa sobre uma sólida base escriturística. Isso significa que várias profecias anteviram e legitimaram a autoridade do Messias que haveria de vir, por isso foram usadas para demonstrá-la.

Tomemos por base as citações feitas por Mateus: sua autoridade vem do fato de ser Filho de Deus através de uma virgem (Mateus 1:22-23); sua autoridade como Rei de Israel (Mateus 2:6); sua autoridade curadora e libertadora (Mateus 4:14-15); Jesus como autoridade nomeada e escolhida pelo Pai Celestial (Mateus 12:17-21); a realeza humilde de Jesus (Mateus 21:4-5).

A partir das Escrituras é demonstrado de modo inequívoco quem e o quê conferiu a Jesus Cristo tal autoridade, por isso devemos-lhe obediência. As Sagradas Escrituras são um, sólido documento que legitima a autoridade do Senhor Jesus. Qualquer indivíduo que arrogasse para si o direito messiânico sem comprovação escriturística deveria ser desprezado e julgado como blasfemo.

Porém, o que aconteceu com Jesus foi que, mesmo sendo legítimo, por causa da inveja o crucificaram (Mateus 27:18).

Ser Filho de Deus significa que Cristo Jesus é da mesma natureza divina do Pai, quer ambos são eternos, porém distintos. A identidade de Filho de Deus é o aspecto principal que lhe confere autoridade para agir, falar e operar milagres em nome do Pai (Mateus 16:16).

Essas três coisas em verdade funcionaram ao mesmo tempo para comprovar a perfeita salvação alcançada pela fé nEle. Por ser filho de Deus, como cristãos e servos dEle, cremos que Ele nasceu de uma virgem, que Ele perdoa nossos pecados, que Ele cumpriu todas as profecias, que tem toda autoridade no céu e na terra e que Ele voltará para nos buscar (Mateus 28:18). 

O Senhor Jesus Cristo, como Filho de Deus, é da mesma natureza que Deus-Pai. Consequentemente, Ele pode salvar perfeitamente os que por Ele se chegam a Deus. Merece ser especialmente destacado para os alunos que a fé nEle traz o perdão de Deus e paz interior, enquanto a filosofia e o ateísmo promovem a descrença e o desespero velado.

Jesus Cristo veio submisso, como um servo exemplar, manso como um cordeiro, capaz de inspirar os corações a servirem a Deus. Ele não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos (Mateus 20:28). Ele veio para levar as dores e os sofrimentos dos que creem (Mateus 8:17). Ele teve que se submeter a Deus até a morte e sofrer a morte de cruz, o pior tipo de execução. Porém, foi exaltado incomparavelmente (Filipenses 2:5-11).

O que trouxe a nossa salvação foi a obediência de Jesus Cristo ao Pai. Segundo as Sagradas Escrituras, Ele é Eterno, Criador e Sustentar de todas as coisas com seu poder, mas a salvação foi consequência de sua submissão ao plano da salvação. Ele era adorado na eternidade como Criador, porém, não como Salvador.

Para se tornar nosso Salvador, Ele teve que esvaziar-se, tornando-se um bebê, e desenvolver-se, sendo obediente em tudo, até sofrer a morte de cruz. E tudo por quê? Porque Ele nos amou com um amor que excede todo o entendimento (João 3:16). Creia e sinta-se amado.

Fonte: EBD

sábado, 18 de fevereiro de 2017

As prateleiras do tempo



Hoje me peguei refletindo sobre o tempo. É estarrecedora a sensação de olhar para trás e se deparar com a realidade de como o tempo é voraz e ligeiro. O hoje, amanhã já é história. Grandes e pequenos eventos de nosso dia a dia, acontecem e já não são. Tudo se realiza, passa, se modifica e se acumula nas prateleiras do tempo. Primeiro, nas estantes da memória, depois, nos arquivos do esquecimento.

A própria Bíblica é categórica em afirmar que existe um tempo determinado para todas as coisas da vida. Tempo de nascer e tempo de morrer. Tempo de plantar e tempo de colher o que se plantou. Tempo de chorar e tempo de sorrir. O tempo abraça a tudo e a todos. Mas é relativo para cada um.

Qual tempo estamos vivendo? Como estamos vivendo nosso tempo? Uma coisa eu tenho certeza. Deus é o Senhor do tempo, e nos convida a vivermos o tempo que ele determinou sobre nós.

O tempo está sendo cruel com sua juventude ou o está amadurecendo para o amanhã? Se vivermos o tempo divino, certamente não estamos envelhecendo, mas sim, avançando na direção da eternidade. E neste tempo, novos tempos sorrirão para nós.

O “agora” é o “tempo de cantar”. Ele vem depois do tempo da espera e do tempo de angustia. Depois do desanimo, vem o tempo propicio para se reanimar. Tempos difíceis nos fazem ser gratos pelos tempos de bonança. O tempo demostra que nada é definitivo em nossa vida, exceto, a possibilidade de aprender com cada estação.

Tempo, tempo, tempo... O que trazes em nosso favor? Há pouco tempo atrás, eu era uma criança, que sem perceber, se tronou um adolescente. Eu queria ter dezoito anos a qualquer custo. E o tempo se encarregou disso. E junto com a sonhada “liberdade”, também me apresentou a carteira de trabalho, as contas para pagar, os impostos, os tributos e os deveres para com a sociedade. Tempo mal. Porém, o tempo me fez crescer, amadurecer, conhecer pessoas maravilhosas, entender verdades que eu desconhecia, viver momentos de alegrias intensas e inesquecíveis. Tempo bom.

Tempo, tempo, tempo.... Obrigado por existir. Você é a ponte entre minhas batalhas e minhas vitórias. Entre minhas lágrimas e meus sorrisos. Tempo que com sua velocidade, me leva cada vez para mais perto de Deus. Tempo que me presenteia com grandes alegrias e vitórias
grandiosas.

Meu amigo. Hoje o tempo é seu amigo. E ele te convida a cantar. Sempre é tempo de buscar a face de Deus. Então, viva plenamente o hoje, o tempo que está na sua mão. O tempo chamado ontem já passou, e o tempo chamado amanhã não te pertence ainda. Carpe Diem.

Pb. Carlos Alexandre Alves de Lima

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

EBD - Josué lidera uma geração conquistadora e cheia de fé



Material Didático
Revista Jovens e Adultos nº 102 - Editora Betel
Aprendendo com as Gerações Passadas - Lição 08
Comentarista: Pr. Manoel Luiz Prates












Comentários Adicionais
Pb. Miquéias Daniel Gomes
Pb. Bene Wanderley













Texto Áureo
Hebreus 11:30
Pela fé, caíram os muros de Jericó, sendo rodeados durante sete dias.

Verdade Aplicada
Viver pela fé, além de desfrutar do sobrenatural, é adquirir respeito e honra diante daqueles que nos assistem.

Textos de Referência
Josué 6:10; 16; 20.

Porém ao povo Josué tinha dado ordem, dizendo: Não gritareis, nem fareis ouvir a vossa voz, nem sairá palavra alguma da vossa boca, até ao dia em que eu vos diga: Gritai. Então gritareis.
E sucedeu que, tocando os sacerdotes a sétima vez as buzinas, disse Josué ao povo: Gritai, porque o Senhor vos tem dado a cidade.
Gritou, pois, o povo, tocando os sacerdotes as buzinas; e sucedeu que, ouvindo o povo o sonido da buzina, gritou o povo com grande grita; e o muro caiu abaixo, e o povo subiu à cidade, cada qual em frente de si, e tomaram a cidade.

Introdução

A geração liderada por Josué era guerreira, conquistadora e cheia de fé. A tomada de Jericó apresenta aquele momento em que nossas vidas alcançam o nível exigido por Deus para as grandes realizações.


As lições de Gilgal
Comentário Adicional
Pb. Miquéias Daniel Gomes

Após a miraculosa travessia do Jordão, o povo de Israel acampou em Gilgal, enquanto se preparava para conquistar a primeira cidade de Canaã. Pela primeira vez em quatro décadas, os israelitas pisavam numa terra fértil, podendo comer dos frutos da promessa. Os filhos de Abraão estavam de volta ao lar, mais de 470 anos depois. Uma das primeiras lições aprendidas em Gilgal é o propósito de um milagre. No deserto, Deus enviava diariamente o maná, onde literalmente, chovia pão do céu. Esta era a principal fonte de alimento dos hebreus, já que no deserto, não havia possibilidade de semeaduras e colheitas. Agora que eles estavam em uma terra produtiva, passariam a comer do fruto de seu próprio trabalho, e um sustento milagroso, já não se fazia necessário. Assim, em Gilgal, o maná parou de cair.

Gilgal também pode ser interpretada como uma metáfora para a vida cristã, pois marca um período de dor, entre duas vitórias grandiosas. Passar o Jordão foi um feito portentoso, e a conquista de Jericó seria um evento grandioso, porém, entre as duas conquistas, os hebreus viveram um dia muito difícil, quando todos os homens da nação foram convocados para uma gigantesca cerimônia de circuncisão. Dor, flagelo e muita aflição. A caminhada cristã também é assim. Pontuada por vitórias decisivas, ela também está repleta de momentos angustiantes, noites de lamento e períodos de angustia. Nossa jornada é um ciclo de noites de choro e manhãs de alegria (Salmo 30:5).

Deus nunca permitirá uma sucessão constante de vitórias, sem intercalá-las com experiências desagradáveis, que tem como objetivo nos lembrar de nossa condição humana, e do fato de sermos dependentes de seu poder. Abrãao teve seu Moriá, Moisés teve seu Meribá, Josué teve seu Gilgal, Elias teve sua caverna, Davi teve seu Adulão e Jesus teve seu Getsamani. Pontos de confrontamentos e sacrifícios  que nos fortalecem para a próxima batalha, e nos potencializa na busca de mais uma vitória. Gilgal, é acima de tudo, o lugar de se estabelecer estratégias, se preparar para a próxima conquista enquanto se experimenta na própria pele um longo processo de cura (Josué 5:8).

Em Gilgal, os israelitas também celebraram a primeira Festa da Páscoa na terra da promessa. Durante a celebração, se lembraram dos grandes feitos de Deus, que com mão forte e braço estendido os retirou da dura servidão no Egito, e os conduziu em segurança pelo deserto, provendo sustento a toda nação. Gilgal é importante para que nos lembremos dos cuidados do Senhor, recordemos tudo que ele já fez por nós, e com isso, manter intacta a confiança que seu cuidado nunca findará. Gilgal é um altar de agradecimento, um hino de devoção, que exalta a fidelidade do Grande Eu Sou. Ali, a voz do Senhor retumba sobre a nação, dizendo: - Hoje removo de vocês, toda a humilhação sofrida no Egito (Josué 5:9). O significa do nome Gilgal é “rolar”, “afastar”, “círculo” ou “rolante”. Ali, Deus afasta de seu povo um passado de tristeza, e os aponta para um futuro de esperança.

Enquanto os israelitas estavam deslumbrados com a terra, Josué se pôs a explorar as possibilidades. Enquanto ele observava Jérico, um homem misterioso se aproxima. O general imediatamente toma posição de combate e inquire ao visitante sobre sua posição militar. Inimigo ou Aliado? Mas, para seu espanto, aquele era o “Comandante dos Exércitos do Senhor”. Gilgal também é a Casa de Deus. Rosto em terra e pés descalços, Josué recebeu do Senhor as instruções para a conquista da cidade fortificada. A vitória de Israel, mais uma vez, dependeria de sua obediência a voz de seu Deus!


Uma geração orientada pelo Senhor

Ainda hoje, arqueólogos e cientistas tentam, sem sucesso, desvendar o mistério da queda dos muros de Jericó. Porém, a Bíblia responde: “Pela fé” (Hebreus 11:30). Após atravessar milagrosamente o Jordão, Josué tem uma nova missão: conquistar a fortificada Jericó, uma cidade de importante comércio. Jericó era humanamente intransponível. Seus habitantes tinham a sensação de segurança: ninguém poderia conquistá-la. Mas algumas coisas fizeram a diferença para que Israel a conquistasse. Josué tinha uma promessa, acreditava nela e conduzia sua geração a crer (I Timóteo 1:19; Tiago 2:22).

A fé nos possibilita a conquistar o inimigo inimaginável (Marcos 9:23). A fé transcende a razão humana. Ela não trabalha com alógica. Para os moradores de Jericó, aquela multidão era apenas mais um exército, que fatalmente seria vencido. Tão importante quanto saber da existência de uma promessa em nossas vidas, ou que Deus é conosco, é estar disposto a acreditar e viver o que nos foi dito. Os muros foram abaixo e isso é o que importa. Quando estamos vivendo uma relação correta e íntima com o Senhor, o impossível se torna possível. Essa é a lógica da fé. 

Josué se tornou um grande guerreiro e estrategista, e, como todo guerreiro bem-sucedido, ele poderia confiar em suas experiências de guerra. Porém, antes da peleja contra Jericó, ele recebe a visita de um homem que tinha na mão uma espada nua e se apresenta como o príncipe do exército do Senhor. Após certificar-se e saber que o próprio Senhor estava na peleja, ele o reverencia e diz: “Que diz meu Senhor ao seu servo?”  (Josué 5:14). A estratégia divina era: rodear a cidade, tocar as trombetas (sacerdotes) e gritar. Josué abandona suas estratégias humanas e, mesmo parecendo absurdas, não hesita em seguir as ordens divinas. Deus estava na frente de tudo e isso era o suficiente para Josué (Josué 1:9).

Existe uma enorme diferença entre a maneira de Deus agir e o modo de agir do homem. Uma mente militar consideraria loucura atacar uma cidade dessa maneira. Por mia absurdas que pareçam ser as ordens de Deus, não devemos questioná-las, porque Deus sabe o que faz. Devemos ter fé suficiente para fazer o que o Eterno nos diz e esperar, porque o Seu modo de agir sempre alcançara o sucesso desejado. Uma coisa é certa: os caminhos do Eterno Deus sempre são caminhos seguros (Salmo 18:30).

A nova geração liderada por Josué passou por uma transição. Eles deixaram de conviver com a provisão de Deus no deserto, saem da posição de receber provisão e passam a conquista da Terra Prometida. Do mesmo modo acontece na vida cristã. Devemos viver as etapas necessárias e conquistar os novos desafios que o Senhor coloca diante de nós (II Coríntios 3:18). O nosso Deus requer de Seu exército obediência, sensibilidade à sua voz, firmeza e santidade. É por esse motivo que se apresentou com uma espada desembainhada (Josué 5:13). Ele ordena que Josué tire os calçados porque ali é terra santa. Mas como uma terra pagã pode ser santa? (Josué 5:15). A resposta é simples: onde o Senhor coloca seus pés e manifesta a sua glória, o lugar torna-se santificado pela presença do Santo Deus.

A atitude do Senhor em ordenar que Josué tirasse o calçado de seus pés em sua presença simboliza o nosso caminhar diante de Deus. É importante lembrar aqui da passagem em que o Mestre Jesus Cristo lavou os pés de seus discípulos (João 13). Mesmo seguindo a Jesus, nossos pés se sujam durante a peregrinação nessa terra. Pés limpos significam santidade e perdão concedidos pelo Senhor. Devemos sempre ir à Sua presença, para que Ele nos limpe e assim prossigamos pelo caminho da Sua Palavra e em santidade. É extremamente necessário entender que a santificação abre a porta para que o Senhor Deus peleje ao nosso lado e nos dê vitórias (Josué 3:5).


As muralhas de Jericó
Comentário Adicional
Pb. Miquéias Daniel Gomes

Jericó é uma antiga cidade da palestina geograficamente localizada a cerca de oito quilômetros do Jordão e a 27 quilômetros de Jerusalém. No Velho Testamento, é muitas vezes identificada como “Cidade das Palmeiras” (Deuteronômio 34:3, Juízes 1:6, II Crônicas 28:15). No Novo Testamento, foi cenário para a cura do cego Bartimeu e o memorável encontro de Jesus com um certo publicano chamado Zaqueu. Incrustada no Vale do Jordão, onde impera um clima quase tropical, Jericó se destacava por sua arborização abundante, que incluía palmeiras, sicômoros, figueiras, henas odoríficas e árvores balsâmicas. Também produzia uma grande quantidade de flores e possuir uma exuberante fonte de águas.  Apesar de não existiram registros históricos de sua fundação, recentes descobertas arqueológicas indicam que seja uma das cidades mais antigas do mundo. Biblicamente falando, conhecemos Jericó como a primeira cidade conquistada pelos hebreus em seu retorna para Canaã.

Nos dias de Josué, Jericó era uma cidade fortificada, e seus muros, considerando a tecnologia da época, eram intransponíveis. A famosa muralha de Jericó, que circundava os 32.000 metros quadrados da cidade, era formada por uma muralha interna com quatro metros de largura e um externo com dois metros de largura. Calcula-se que a altura dos muros chegava a dez metros, existindo um vão de cinco metros entre eles. Para se ter uma noção da grandiosidade da parede, era possível realizar uma corrida de cavalos sobre as muralhas, além da estrutura comportar casas convencionais em suas paredes. Foi em uma destas residências, que os dois espias enviados por Josué se esconderam dos guardas locais. Raabe, uma meretriz da cidade, escondeu os hebreus em sua casa, fazendo-os prometer que sua família seria poupada quando os israelitas conquistassem a cidade.

Os moradores da cidade estavam apavorados com a chegada de Israel. Eles conheciam as histórias. A fama do povo de Deus tinha se espalhado sobre a terra. Suas vitórias miraculosas faziam seus inimigos estremecerem. Exatamente por isso, todas as portas da cidade foram fechadas, e assim, ninguém podia entrar e nem sair de Jericó. Os espias de Josué só escaparam com a ajuda providencial de Raabi. Apesar do medo, os moradores da cidade confiavam em sua muralha. Seria impossível para o exército de Israel escalar os paredões de pedra, ou derrubá-los com as armas que possuíam. Mas, o que eles não contavam, era com a intervenção sobrenatural de Deus.

É comum dizermos que no sétimo dia, as muralhas caíram ao chão. Mas, escavações realizadas no local entre os anos de 1930 e 1957, não encontraram nenhuma ruína dos muros. Porém, algo bem interessante foi descoberto pelos arqueólogos Sellin e Watzinger. Uma imensa parede intacta, composta de grandes pedras. Muitos estudiosos acreditam que na verdade, as muralhas de Jericó não caíram em escombros, mas sim, foram “engolidas” pela terra, facilitando ainda mais a tomada da cidade.  


O preparo sempre vem 
antes da vitória

Josué teve a fé na estratégia que havia recebido do Senhor e seus liderados também não deixaram a desejar quando acataram suas ordens e visão. Eles deveriam rodear a cidade uma vez durante seis dias e sete sacerdote, levando sete buzinas de carneiro, deveriam seguir adiante da arca, isso durante seis dias. No sétimo dia, a cidade seria rodeada sete vezes e depois os sacerdotes tocariam. Quando a tocassem (somente nesse dia), o povo daria um grande grito. Era esse grito, juntamente com o sonido da buzina de carneiro, que faria com que os muros viessem abaixo (Josué 6:1-5). O que parecia loucura se tornou realidade e, sem qualquer tipo de explosivo, os muros implodiram (I Coríntios 1:25a; 2:14).

Deus nos impõe viver pela fé (Hebreus 10:38). O Eterno Deus é sobrenatural e caminhar com Ele é submeter-se as mais incríveis situações. Somente acreditar que Ele existe já transcende o conhecimento humano, por esse motivo, precisamos viver acima da média e isso exige que exercitemos a cada instante a nossa fé.

Caminhar em círculo não era novidade para essa geração. Só que agora é diferente. Deus disse que lhes daria aquela terra (Josué 6:2). O caminho da conquista exigia paciência, disciplina e silêncio. A ordem do Senhor era para rodearem, um ato insano na visão dos habitantes de Jericó. Mas andar com Deus é assim, é estar disposto a seguir Suas instruções em nome da fé (Hebreus 11:6). Por que Deus pede silêncio? Às vezes, o segredo de grandes vitórias é não anunciar em público aquilo que Deus nos revela no oculto. Se Sansão atentasse para esse detalhe, jamais teria perdido sua força. Ele só foi derrotado porque falou o que não devia (Juízes 16:15-20).

A regra seguida por Josué também serve para todos nós. Existe o tempo em que rodeamos a bênção, mas não podemos tocá-la e, para isso, precisamos ter bastante paciência, porque esse é, o tempo de ficar calado. Josué disse que haveria um momento em que deveria gritar. Existem segredos entre nós e Deus que não podemos revelar, precisamos ser maduros e, quando chegar a hora certa, aí sim testemunharemos com toda a alegria (Lucas 1:20).

Josué foi sábio e instruiu seu povo a gritar no tempo certo (Josué 6:10). Existe o tempo de rodear, o tempo de calar e o tempo de gritar (Eclesiastes 3:7). O estopim da derrota de muitos homens foi falar antes do tempo. Existem estratégias que são pessoais e não podem servir de modelo para outras pessoas. Deus é pessoal e para cada evento Ele atua de maneira diferente. Ele disse que seria com Josué como foi com Moisés, mas o milagre do Jordão, por exemplo, foi diferente do milagre do Mar Vermelho. Com Jericó, Deus usou uma estratégia diferente porque desejava testar a paciência e a fé do povo. Josué sabia que chegaria o dia da vitória e incentivou o povo a esperar o momento certo da comemoração. A nossa hora também vai chegar. É só esperar com fé (Romanos 8:24-25).

Se observarmos a escala da fé, veremos que ela principia com a tribulação; produz a paciência, a paciência vai produzir a experiência e a experiência produzira a esperança. Mais à frente, aprenderemos que a esperança não traz confusão, porque se alguém espera, espera o que não vê, e isso é fé. Fé é acreditar naquilo que é invisível (Romanos 5:3-5a; 8:24b, 25). Aquela ordem, aparentemente absurda, além de produzir um grande milagre, gerou no povo uma fé capaz de alcançar o impossível. Por mais absurda que pareça ser a ordem divina, nunca duvide de seu Deus.



A chama flamejante da fé
Comentário Adicional
Pb. Bene Wandereley

O tema aqui estudado, aqueceu o meu coração com um renovado lampejar da chama de fé. Me senti olhando para minha própria história. E como pode ser isto? É simples. Um dia, eu também decidi andar não pelo que os meus olhos viam, ou pelas circunstâncias ao meu redor. Ao revisitar as conquistas do povo de Deus nos seus anos de peregrinação, é reconfortante observar a nitidez existente nas ações poderosas de Deus, motivadas pela fé de meros mortais.

Em todo tempo, a mensagem da fé está estampada nos atos poderosos de Deus no meio de seu povo. O texto de Hebreus 11 nos ajudar a entender isso com uma clareza absurda, retirando de nossos corações, toda dúvida da ação divina atraída sobre nós por intermédio da fé. O problema de muitas pessoas que vivem a margem do caminho, como mendigos dá fé, é exatamente a desobediência para com a Palavra do Senhor.

Josué teve completa vitória pelo simples fato de confiar na palavra dada a ele pelo próprio Deus. As impossibilidades de conquista se desfizeram em pó diante de uma confiança genuína do general Josué. Deus ama aos obedientes. Às vezes, ao obedecer a orientação divina, parece que daremos um tiro no escuro, mas é justamente aí, onde o poder de Deus se releva. Precisamos voltar a sermos orientados pelo Senhor. A maior vitória de Josué foi justamente confiar no que seu Deus dizia. Mesmo parecendo impossível, inatingível ou inexistente. O foco deve ser confiar plenamente em Deus. Toda vitória exige um preparo, e o Senhor é o mais confiável dos manuais. Então precisamos nos preparar em oração, e na leitura da Palavra de Deus.


Lições práticas acerca da fé 

A ciência e a arqueologia relutam em fornecer uma resposta plausível para a queda das muralhas de Jericó, a Bíblia é muito clara: “Pela fé caíram os muros de Jericó” (Hebreus 11:30). A fé nos faz ver o invisível, crer no incrível e realizar o impossível. Jericó estava rigorosamente fechada por causa dos filhos de Israel; ninguém saía nem entrava (Josué 6:1). Mas dentro dos muros até o próprio inimigo já sabia que a derrota era certa (Josué 2:9-11). Quando Deus nos dá uma missão, jamais devemos ter medo de avançar. Quando Deus diz que vai nos dar vitória, devemos crer em Sua Palavra, porque Ele Nunca falha naquilo que prometeu. Antes de Josué avançar, o Senhor já havia posto o terror no coração dos inimigos. Ele já havia preparado a vitória. Era somente crer em sua Palavra e conquistar o que parecia impossível.

A declaração de Raabe deixa bem claro como o Senhor preparou a vitória antecipada de seu povo. Ele não somente deu ao povo uma estratégia de vitória. Deus foi à frente da batalha e levou pavor e desânimo ao coração do exército inimigo. “E disse aos homens Bem sei que o Senhor vos deu esta terra, e que o pavor de vós caiu sobre nós, e que todos os moradores da terra estão desmaiados diante de vós” (Josué 2:9). É maravilhoso ver como Deus anunciou ao povo de Israel que já havia dado o inimigo em suas mãos e depois mostrou ao povo que o próprio inimigo já se dava por vencido.

A vitória deveria ser precedida de um ritual em forma de culto e havia um conjunto de obrigações que incluía o número sete, símbolo da perfeição de Deus. Deveriam ser sete sacerdotes, estes deveriam conduzir sete buzinas de chifres de carneiro. Ao sétimo dia, eles rodeariam a cidade sete vezes e, após tocar as buzinas, o grito e a vitória. O que seria mais difícil para aquele povo? Ficar calado e esperar o tempo de gritar ou manter a fé para cumprir esse ritual, acreditando que tudo aquilo tinha um propósito? Eles cumpriram cabalmente as instruções divinas, o muro caiu e eles tomaram a cidade (Josué 6:20). O segredo foi a obediência.

Tudo o que Deus falou a Josué, ele comunicou aos sacerdotes e guerreiros. No sétimo dia, Josué proíbe os israelitas de falarem ou gritarem até que ele lhes faça sinal. A despeito de qualquer outro significado que esse silêncio possa ter tido, ele é ilustração de uma excelente disciplina. Temos que ser corajosos e não podemos relaxar. Outro fator imprescindível para a vitória é a santidade. Um povo com brechas sempre será frustrado (Josué 7:10-12).

Com a queda de Jericó, os pequenos reinos vizinhos ficaram muito atemorizados. Israel se tornou uma ameaça que procedia do deserto. A fama de Josué como chefe de exército cada vez mais aumentava, não apenas pelas suas qualificações militares, mas, sobretudo, porque Deus era com ele por onde andava (Josué 6:27). O que diferenciava, por exemplo, Jesus dentre todos os homens? Em primeiro lugar, era a confiança que as pessoas tinham em saber que Deus era com Ele e, depois, a veracidade de sua Palavra, acrescida de milagres (João 3:2). Josué avançou e Israel foi temido por essas qualidades. Se a nossa geração deseja alcançar grandes feitos e avançar, deve então trilhar por esse mesmo caminho.

É válido ressaltar a importância dos milagres em nossos dias. Os sinais fazem parte da grande comissão estabelecida por Jesus Cristo (Marcos 16:17-20). Quando a operação de milagres é atuante em um determinado ministério, pessoas de todas as partes são atraídas, há um reconhecimento de que Deus está agindo naquele lugar e, através da constante exposição da Palavra de Deus, muitas vidas se rendem aos pés do Senhor Jesus Cristo. Os milagres têm uma finalidade: reconhecer a atuação divina. O objetivo do milagre é, antes de tudo, revelar o amor e a misericórdia de Deus. O milagre revela a ação ininterrupta do Pai.


A atualidade dos milagres
Comentário Adicional
Pb. Miquéias Daniel Gomes

A capacidade de realizar proezas sobre humana é uma das maiores ferramentas que Deus disponibilizou aos seus servos ao longo de toda a história. Patriarcas, juízes e profetas utilizaram em larga escala deste recurso para os fins mais diversos, como livrar Israel de um inimigo, prover sustento ao povo, ajudar pessoas desesperadas, humilhar deuses pagãos e desafiar reinados ditatoriais, visando sempre, a glória de Deus e a oblação do nome poderoso do Senhor.Com a IGREJA essa realidade não é diferente. Embora muitas acreditem que os milagres não são para os nossos dias, a Bíblia nos diz exatamente o contrário. João registra uma promessa maravilhosa feita pelo próprio Jesus, onde o Messias enfatiza que aqueles que creem nele, podem sim realizar as mesmas obras por ele realizadas, e ainda avançar para coisas maiores (João 14:12). Considerando que em sua passagem sobre a Terra, Jesus curou cegos, aleijados, mudos e leprosos, expulsou demônios promovendo libertação, andou sobre o mar, transformou água em vinho e ressuscitou mortos, então podemos concluir que o potencial miraculoso que reside no cristão é extraordinário.

Quando comissionou seus discípulos a continuarem a obra por ele iniciada, Jesus concedeu para aqueles homens poder e autoridade, além do respaldo de sua presença divina. Com essa legalidade espiritual e fazendo do nome de Jesus sua "arma", os seguidores de Cristo tornam-se capazes de curar enfermos, expulsar demônios, falar idiomas específicos e sobreviver a investidas mortais de possíveis inimigos (Marcos 16:17-18 / Lucas 10:19). Em sua primeira carta aos coríntios, Paulo lista nove habilidades sobrenaturais, chamadas de “dons do espírito”, que são entregues a membros do corpo de Cristo, visando à edificação de toda a igreja, proporcionando meios de impactar o indivíduo mediante feitos inumanos, que comprovam a atuação de Deus através deste povo. Dentre as nove capacitações citadas pelo apóstolo, duas delas tem por finalidade a realização de feitos milagrosos para aperfeiçoamento da fé: Dons de Cura e Dons de Operação de Maravilhas (I Coríntios 12:8-9).

Se toda a nossa fé está centrada em Jesus e abalizada pelas suas palavras, temos também que crer na atualidade dos milagres, pois a verdadeira igreja não teve mudanças em sua essência, a obra que lhe foi confiada ainda é a mesma e as ferramentas disponibilizadas aos primeiros cristãos para viabilizar este trabalho, ainda estão em perfeito estado de conservação. A diferença é que pela incredulidade latente nos dias de hoje, preferimos uma zona de conforto, e assim, embora nossa mensagem diga que Jesus opera grandes milagres, na pratica, pouco trabalhamos para que os mesmos acontecem, e com isso perdemos a chance de mudar o pensamento desta geração incrédula, que talvez, se presenciasse a teórica do milagre se tornando em um “fato”, seria realmente impactada pelo evangelho. Pois se contra a PALAVRA, muitos intelectuais e religiosos tecem teorias e levantam dúvidas, contra um milagre, fica difícil pautar em contrapartida. E esta é sem dúvida, a principal contribuição que a realização de obras miraculosas pela igreja, traz para o Evangelho de Jesus.


Conclusão

A geração de Josué não foi vencedora em tudo. A santidade lhes abriu a porta das grandes conquistas. Enquanto seguiam pela fé, tudo dava certo, até que o pecado entrou no arraial. Eles sucumbiram diante de Ai por causa do anátema. Não seria essa a causa de tantos fracassos em nossa geração?



Em sua infinita bondade e misericórdia, Deus criou um plano de salvação para a humanidade e cada geração desempenha seu papel para que este plano se torne conhecido em seu tempo. Quando uma geração não cumpre o seu propósito, os prejuízos são incalculáveis. Devemos ser espelhos para as próximas gerações, isto é, através das nossas atitudes anunciar as grandezas do Senhor, mostrando a necessidade constante de termos um relacionamento íntimo e profundo com Deus. Para uma maior compreensão desta verdade, participe neste domingo, 19 de fevereiro de 2017, da Escola Bíblica Dominical.