segunda-feira, 15 de maio de 2017

Culto do Dia das Mães


Na noite deste domingo, 14 de maio de 2017, realizamos nosso tradicional culto em homenagem ao Dia das Mães. Uma celebração a Deus pela vida de nossas “RAINHAS” que contou com muitos louvores, onde nossas “mamães” puderam soltar a voz.

O culto ainda teve oração pelos recém-casados e a apresentação de mais uma ovelhinha do rebanho do Senhor. Muitas homenagens marcaram a noite, como os vídeos preparados pelos departamentos da igreja, e o belíssimo “coral” de mães, que louvou ao Senhor com o hino "Joia de Valor".

A noite teve presentinhos, abraços, bolos e selfie’s. Mas, nada foi mais importante do que o senso de gratidão que demostramos ao Senhor pela vida de cada mulher guerreira e abençoada desta igreja.

Agradecemos aos organizadores, decoradores, editores, confeiteiros e músicos, que doaram seus talentos para a realização deste trabalho. Juntos somos mais fortes!



domingo, 14 de maio de 2017

RAINHAS - Vídeo em homenagem ao Dia das Mães


Vídeo comemorativo ao Dia das Mães 2017, produzido pela secretaria eclesiástica e exibido no culto em homenagem as mães, realizado no dia 14 de maio de 2017.  



Apresentação: Natanael Almeida Pereira Gomes


Neste dia 14 de maio de 2017, com muita alegria, apresentamos ao Senhor o pequeno Natanael Almeida Pereira Gomes, filho de Márcia Regina de Almeida Gomes e Anaelton Gomes Pereira, nascido no dia 10 de abril de 2017.

A cerimônia foi assistida por familiares e amigos, sendo realizada pelo Pr. Wilson Gomes, que explicou o porquê apresentamos crianças ao Senhor, deixando a decisão do batismo para a vida adulta. Conforme o texto de Lucas 2, Jesus foi apresentado no templo aos 8 dias de vida, e se batizou aos trinta anos.

Apresentação de um bebê é um momento de uma ternura e Alegria inigualável pela vida! Alegria de viver nos ensinos do Senhor, de ensinar os caminhos do Senhor e de andar neles. Alegria de andar nos caminhos juntamente com os filhos e toda a família. É privilégio e não obrigação.

Desejamos ao pequeno Natanael, cuja vida é um milagre do Senhor, toda sorte de benção, muita paz e felicidade. Que Deus o ilumine em todos os caminhos que trilhar. Os filhos são heranças do Senhor, uma recompensa que Ele dá (Salmo 127:3).




Saudade






















MÃE...

Te procuro por todos os cantos,
No sol, na brisa, no ar,
Com o rosto banhado em prantos,
Porém não consigo te achar.

Eu sinto a tua ausência
Na hora em que adormeço.
Quisera ouvir tua bênção,
Sem ti, oh como padeço!

Quando o dia amanhece
E o sol vem trazendo o seu brilho
Eu não ouço tua prece
Pedindo a Deus por teu filho.

Então de novo procuro
Enquanto o dia se passa,
Prossigo triste, inseguro,
Qual nuvem de pó e fumaça.

Mãe, como eu sinto a tua falta!
Ainda sou teu menino...
E esta dor me assalta,
Mas sigo meu triste destino.



O Dia das Mães


O dia das mães é o dia do amor, o dia da compreensão e do carinho. Resumindo: é todo dia. Há qualidades e reações, sonhos e realizações que são próprias das mães. 

A mãe é única na sua forma de pensar e de agir, de amar e de interferir na vida do filho.

Mãe chega e fala, se preocupa e se ocupa com a vida do filho. Não mede as palavras e não economiza no carinho, não subtrai, mas sempre atrai, ou procura faze-lo de alguma forma.

Mãe chora, mas não se entrega, não se desanima em meio á faina do dia a dia. Não se deixa levar, sempre acredita e se agita quando o filho está em desvantagem. Mãe luta e até dá a sua própria vida, sente e participa, nunca se omite.

O filho é uma extensão do seu corpo, de sua alma, por isto ela nunca se entrega e sempre tem esperança, mesmo quando tudo se resume em apenas uma lembrança. 


quinta-feira, 11 de maio de 2017

EBD - A coragem de um profeta levantado por Deus


Texto Áureo
Jeremias 36.2
Toma o rolo de um livro, e escreve nele todas as palavras que te tenho falado de Israel, e de Judá, e de todas as nações, desde o dia em que eu te falei a ti, desde os dias de Josias até hoje.

Verdade Aplicada
Poucas pessoas nas Sagradas Escrituras exibiram fé, coragem e resiliência como Jeremias.

Textos de Referência
Jeremias 36.1-3

Sucedeu, pois, no ano quarto de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá, que veio esta palavra do Senhor a Jeremias, dizendo:
Toma o rolo de um livro e escreve nele todas as palavras que te tenho falado sobre Israel, e de Judá, e de todas as nações, desde o dia em que eu te falei a ti, desde os dias de Josias até hoje.
Ouvirão, talvez, os da casa de Judá todo o mal que eu intento fazer-lhes, para que cada qual se converta do seu mau caminho, e eu perdoe a sua maldade e o seu pecado.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS

Quando Deus nos chama
Pb. Miquéias Daniel Gomes

Existe um velho jargão, muito utilizado por pregadores pentecostais, que diz: - Deus não escolhe capacitados, ele capacita os escolhidos. Não concordo. As escolhas de Deus me dizem o contrário.  Abraão foi escolhido porque possuía uma fé inabalável.  Jó foi escolhido por sua longanimidade sem precedentes.  Davi foi escolhido por ter um coração quebrantado. Paulo foi escolhido porque priorizava a causa divina. Jeremias foi escolhido por sua devoção a Palavra de Deus. O sempre escolheu pessoas detentoras de qualidades especiais, e então, as potencializou. Isso mesmo. Somos escolhidos porque aos olhos de Deus, já temos algo especial. Então, quando dizemos que não temos “capacidade” para realizar uma tarefa destinada a nós pelo Senhor, banalizamos uma escolha divina e questionamos abertamente a sabedoria de Deus. A mecânica é simples de entender. A Obra de Deus aqui na Terra, é realizada por mãos humanas, direcionadas por seu Santo Espírito. Algumas destas mãos, deslizam por teclas de pianos. Outras, manejam pás e picaretas. Todas têm valor, mas, cada uma, possui especialidades distintas. Então, Deus as escolhe, separa e designa para trabalhos que condizem com sua habilidade. O Senhor nos usa naquilo em que somos bons.  Não com base no que achamos, mas sim, do que ele já sabe. Até, porque, foi exatamente as mãos do Criador que nos fez assim. 

Jeremias tinha seus problemas emocionais. Chorava a torto e a direito, se magoava com facilidade, sofria de depressão e constantemente era abatido por palavras alheias. Porém, seu temperamento melancólico nunca foi desculpa para se esquivar do ministério pesaroso confiado a seus ombros. Entre lágrimas e lamurias, o profeta se mostrava resiliente no momento de conclamar a nação ao arrependimento, mesmo que suas palavras revoltasse os líderes de Judá, e incitassem a ira em sua geração. Sua fraqueza era equilibrada pela força do Senhor, e isto o fazia forte. Por vezes, Jeremias se sentia incomodado com sua vocação, mas, nunca a colocou em dúvidas. Ele tinha plena consciência de seu chamado. E este é um detalhe que faz toda a diferença. Confiar na escolha divina.

Moisés nasceu e cresceu no Egito, sendo criado e educado no palácio de Faraó, ocupando um posto na linhagem real. Foi instruído em todas as ciências dominadas pelos egípcios, como engenharia e medicina. Estudou a arte da guerra e se aperfeiçoou nas relações diplomáticas. Moisés foi criado para liderar, governar e dominar. Mas, apenas isto não bastava para a grande missão que lhe estava destinada. Exilado no deserto, Moisés iniciou um novo ciclo de aprendizado. Ele se tornou pastor de ovelhas, e aprendeu a lidar com rebanhos grandiosos e seus cordeiros saltitantes. Por quarenta anos se dedicou a encontrar pastagens em meio ao mar de areia. Aprendeu sobre rochas, poços e serpentes venenosas. O pastor sabia liderar e o príncipe tinha aprendido a apascentar. Moisés estava pronto.  Deus já sabia disso, mas ele, ainda tinha muitas dúvidas.

O Senhor se apresentou a Moisés como sendo o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Imediatamente, ele reconheceu a voz do Deus dos hebreus, e nem por um segundo, duvidou da identidade do Senhor. Suas dúvidas não orbitavam a existência de Deus, mas sim, suas condições pessoais. Ao saber que tinha sido o escolhido para libertar Israel, imediatamente, Moisés se sentiu pequeno e incapaz, mesmo o Senhor já tendo validado sua capacitação. Foi aí, que o príncipe pastor, dedicou os próximos minutos da vida, tentando convencer Deus de que a escolha estava errada. Exatamente, o que fazemos com uma regularidade absurda.

Ao contrário de Jeremias, que argumentava com Deus sobre o ministério que lhe foi confiado, Moisés tentou convencer o Senhor que não era apto a exercer as atribuições que lhe estavam sendo destinadas (Êxodo 3 e 4). Tudo que Moisés ganhou com seus argumentos, foi a concessão para que Arão o auxiliasse em sua jornada. Mas, ao invés desta “ajuda” amenizar a responsabilidade de Moisés, ela a duplicou. No Egito, Moisés seria a boca, e o EU SOU seria Deus. Agora, Arão, seria a boca, e Moisés lhe seria por Deus. Antes mesmo de se registrar no RH, Moisés já tinha recebido uma promoção. Poder dobrado. Cobrança redobrada.

Não adiante se esquivar. Antes de nos convocar para sua Obra, Deus já nos preparou, nos moldando desde o ventre de nossa mãe. Quando Ele chama, já estamos capacitados. No chamado, o Senhor chancela sua escolha prévia. Tentar argumentar com Deus para fazê-lo mudar de ideia quanto a isto, apenas o fará enxergar ainda mais fundo dentro de nossa alma. E já sabemos muito bem o que tem lá. Exatamente a joia preciosa que nos torna especial aos olhos do EU SOU O QUE SOU. Tesouros em vasos de barro. Foi Ele mesmo quem a colocou ali. (II Coríntios 4:7).


A serviço de Deus
Pb. Bene Wanderley

O ponto chave desta lição é compreender a urgência e a necessidade do bom serviço cristão. I Coríntios 12 e 13, nos dá uma visão ampla e intensiva do servir ao Senhor Jesus, recebendo dele através dos dons, o aperfeiçoamento da ação do Espírito Santo, que torna possível o chamado. Mas, na época do profeta Jeremias, não estavam disponíveis todas as informações que nós temos hoje, e o profeta teve que colocar toda sua confiança naquilo que ele havia recebido de Deus. Tudo era mais difícil.  Logo, a coragem era um ato indispensável na vida de alguém que se dispusesse a desenvolver um certo ministério nos dias do Antigo Testamento, os desafios eram indecifráveis e improváveis. Jeremias viveu numa época bem complexa, já que o pecado da nação havia ultrapassado todos os níveis de idolatria, imoralidade e apostasia. E o único respaldo disponível ao profeta era sua fé e coragem. Estas características ainda são essenciais em nossos dias, mesmo que tenhamos em mãos a revelação das escrituras nas suas mais variadas interpretação.  Deus, ao longo dos anos, levantou homens e mulheres para nos deixar rastros e vestígios incandescentes das verdades divinas, o que possibilita a nossa geração, um melhor entendimento para o desempenho no ministério profético da Igreja.

Ao lermos I Coríntios 12 e 13, compreendemos o trabalhar de Deus, e entendemos como homens e mulheres de nossa geração, também podem agradar ao Senhor Jesus, trazendo uma multidão de almas resgatadas das garras infernais. O profeta Jeremias foi chamado por Deus para trazer a nação de Israel, o povo escolhido, de volta ao seu lugar. O desvio nacional era devastador, e por isso foi necessário que Jeremias se esforçasse para desenvolver a sua função de profeta e porta-voz de Deus, com ousadia e entusiasmo. Deus precisava de alguém que entendesse sua voz, e se disponibilizasse a obedecer às suas orientações. Para tal tarefa, independente do período, se faz necessário ter muita coragem, fé e se mostrar uma pessoa resiliente (resiliência é a capacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar a uma situação desagradável ou mudanças).

Uma pessoa resiliente é capaz de lidar com seus próprios problemas e vencer grandes obstáculos, sem ceder a opressão, seja de qualquer nível. A resiliência mostra se uma pessoa sabe, ou não, se sair bem sob forte pressão. O profeta Jeremias se saiu muito bem diante da pressão sofrida quando o rei Jeoaquim rasgou e lançou ao fogo as palavras ditas por Deus através de seu ministério. Ao saber do acontecido, o profeta pegou outro rolo e voltou a escrever as mesmas palavras que foram queimadas. O profeta foi tomado de uma coragem surpreendente, tanto que Deus o honrou dando lhe uma graça sobrenatural. O rei pensava que o profeta se calaria, mas, Jeremias foi tomado por uma resiliência firmada em seu Deus.

Essa geração precisa de homens e mulheres de Deus, que não se rendam aos ditames mundanos e imoral desse século. Infelizmente, não poderemos contar com muitos profetas como Jeremias. Faltam-nos ferramentas divinas como José no Egito, Noé em sua geração apodrecida, Jó e em meio as calamidades. É triste​ ver que em nossos dias os valores e conceitos cristãos, e divinos, tem sido desprezado por muitos. O crescimento doentio de pregadores, profetas, mestres e doutores, que na verdade não passam de charlatões da fé, são protótipos laboratoriais do inimigo, desviado o povo da santa lei de Deus, vem descaracterizando o evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que é o evangelho da “transformação” do velho homem, para uma nova criatura. Lamentável condição de muitos em nossos dias.

Precisamos de homens e mulheres que tenham atitude, pois a mesma é o critério para o sucesso e progresso de um ministério profético e santo. Ficar do lado de Deus foi uma atitude sustentável do profeta em todo o percurso do seu ministério. Se queremos ter a aprovação dos céus em nossas vidas, e em tudo o que fizermos, precisamos ter a atitude de ficar do lado da verdade. Jesus Cristo é a verdade, nele não há mentira.

Ao estudar esse assunto me peguei pensando: estamos vivendo dias iguais ao do profeta Jeremias. Já não podemos falar o que Deus quer transmitir ao seu povo, já não temos mais ouvintes da verdade, ninguém quer ouvir Deus. Queremos ouvir os ruídos dos ratos de laboratório, cheios de toxina infernais, homens corruptores da verdade, amantes das flores e das glórias terrenas, famintos por desvios doutrinários, mendigos espirituais, barris cheios de pólvora da apostasia, da idolatria e de toda sorte de engano. Falta-nos homens que queiram sair de dentro dessa bolha de perversão espiritual, que infelizmente estamos vivenciando em nossos dias. Homens que vivam para Deus, e que não apenas gritem aos quatro ventos:  sou profeta, pregador, preletor, doutor, mestre, apóstolo, bispo, semideus ou o que queiram mais.

Ser chamado por Deus é muito mais que títulos ou posição.  Ser chamado por Deus é ser seu profeta na Terra. É ser sua voz aos ouvidos dos homens. É apregoar o ano aceitável do Senhor. É mostrar que o juízo de Deus cairá sobre os maus e sobre todos que desprezam a sua lei. O fato é, precisamos de profetas de Deus em nossos dias. Sabemos que o ministério do profeta Jeremias não foi fácil, mais mesmo assim, ele prosseguiu em cumprir aquilo que lhe fora proposto.

A missão não seria fácil, mas em nenhum momento Deus deixou o seu servo sozinho a graça do Senhor foi o sustentáculo do seu servo. Deus nunca vai deixar de guiar, proteger e sustentar os seus enviados. Para isso é necessário ter convicção da chamada, o que nos torna numa fortaleza segura em tempos de grandes batalhas. Jeremias possuía essa convicção dentro de sua alma. Que Deus nos ajude a estar firme na rocha que é Jesus Cristo nosso Senhor e Salvador, no dia em que nosso ministério for provado.

Material Didático
Revista Jovens e Adultos nº 103 - Editora Betel
Jeremias - Lição 07
A coragem de um profeta levantado por Deus
Comentarista: Pr. Clementino de Oliveira Barbosa













Introdução

A lição a ser ministrada hoje fala que o profeta Jeremias amava ao Senhor de Israel. Para ele, Deus era a realidade suprema. Jeremias imputa a Deus, a quem servia, as mais altas honrarias (Jr 32.17, 25).

Coragem para decidir qual lado ficar

Estudando o livro de Jeremias, percebemos que ele tinha convicção do seu chamado (Jr 1.4). Um fogo ardia dentro dele, misturado com entusiasmo e desejo de querer fazer a vontade de Deus até o fim (Jr 20.9). Deus chamou o profeta Jeremias e lhe orientou a escrever um livro sobre todas as palavras que o Senhor havia dito sobre Israel, Judá e todas as nações (Jr 36.2). Como estava proibido de ir ao templo (Jr 36.5), ordenou ao seu escrivão que fosse e lesse os escritos em voz alta, de modo que eles escutassem tudo o que o Senhor Deus havia dito (Jr 36.8). Estas palavras chegaram ao conhecimento do rei Jeoaquim. A Bíblia relata que era tempo de friagem e o rei estava no seu palácio de inverno, sentado perto do fogo. Depois de ouvir a leitura de três ou quatro folhas, o rei ficou muito irritado, pegou um canivete, cortou o rolo em pedaços e jogou no fogo (Jr 36.23). Que triste para um povo ter um rei insano. Nem o rei e nenhum de seus servos que ouviram todas aquelas coisas ficaram com medo ou mostraram qualquer sinal de arrependimento (Jr 36.24).

Deus pune seu povo dando-lhes maus líderes. Entretanto, o meio que Ele usa para compensá-los é dando-lhes bons líderes (Jr 30.21-22). O profeta Jeremias, sob orientação divina, escreveu num rolo uma carta combatendo os moradores de Judá. Essa mensagem também os alertava de que sua capital, Jerusalém, seria devastada, a menos que transformassem suas atitudes. O rei Jeoaquim não foi o único a tentar queimar a Palavra de Deus. No período que Israel ficou sob domínio da dinastia selêucida, o rei Antíoco Epifânio queria difundir a cultura helenística em todo seu domínio. Para isso, ele tentou impor a cultura e religião gregas aos judeus, saqueando o templo do Senhor em Jerusalém, tentando destruir todos os rolos da Lei. Outro governante que tentou apagar as Escrituras foi o imperador Diocleciano. O que Jeoaquim, Antíoco e Diocleciano tinham em comum? O mesmo desejo de eliminar a Palavra de Deus. Apesar disso, a Bíblia sobreviveu a todas as tentativas de destruí-la, por que a Palavra de Deus é eterna!

Em vez de obedecer à voz de Deus, o rei ordenou que prendessem Jeremias e o seu escriba. Mas o Senhor já os tinha escondido (Jr 36.26). Esconderijo é o lugar onde alguém ou algo se esconde. Uma espécie de abrigo, um refúgio. Em algumas situações, a fuga é a melhor decisão a ser tomada. José fugiu da mulher de Potifar (Gn 39.7, 12). O anjo do Senhor aconselhou a José e Maria a fugirem com o menino para o Egito (Mt 2.13). Elias fugiu para o deserto (1Rs 19.3-4). No momento de perseguição, necessitamos ir ao ambiente da intimidade, o esconderijo de Deus. É para lá que o Soberano quer nos conduzir para palestrar conosco.

Assim como Adão e Eva, muitos de nós escolhemos nos esconder de Deus (Gn 3.8). O livro de Jonas nos narra em duas ocasiões que Jonas “fugiu de Deus”. E, porque fugiu de Deus, encarou tempestade, desesperança e obscuridade. Ele teve a certeza que fugir de Deus é uma péssima escolha. O pecado penetrou na humanidade e gerou esta separação com o Criador. A partir desta fissura do pecado, os homens começaram a trilhar o caminho da rebeldia.

Resiliência é a capacidade de uma pessoa lidar com seus próprios problemas vencer obstáculos e não ceder à pressão, seja qual for a situação. A resiliência demonstra se uma pessoa sabe ou não funcionar bem sob pressão. Depois que o rei queimou o rolo, Jeremias se saiu bem sob pressão. Ele pegou outro rolo e escreveu tudo o que estava escrito naquele que o rei havia queimado e mandou pronunciar o seguinte: “Tu queimaste este rolo, dizendo: Por que escreveste nele anunciando: Certamente virá o rei da Babilônia, e destruirá esta terra, e fará cessar nela homens e animais?” (Jr 36.29). O rei pensava que, queimando o rolo, fosse calar a Palavra de Deus. O que ele não sabia é que o profeta Jeremias não se calaria diante das adversidades.

José é outro grande exemplo de resiliência. A partir do momento que foi comercializado como escravo, até virar governador do Egito, José ficou encarcerado aproximadamente por 17 anos. Sendo 15 anos como escravo de Potifar e 2 anos na prisão. Depois de tudo isso ele venceu os obstáculos e se saiu vencedor. Um outro exemplo de resiliência é Rute, que teve três pessoas falecidas na sua família: seu sogro, seu cunhado e seu marido. Residiu com sua sogra, arrecadando sobras de trigo nos campos de Boas. Mas, mesmo assim, não desistiu e nem se lamentou daquela circunstância.

A importância da cooperação

Deus e o povo eram como noivo e noiva, como marido e esposa (Jr 2.2). Mas a aliança entre os dois havia falhado e eles se separaram (Jr 3.8) A esposa (povo) largou o marido (Deus) e foi atrás de outros amantes (deuses) (Jr 2.25; 4.30) e adulterou (Jr 2.20; 3.20; 5.7). Por isso, Deus, o marido, não queria, mais saber da esposa (Jr 2.22; 5.7). A atitude é o critério para o sucesso. Quando procuramos nas Escrituras Sagradas alguém que se encaixe neste perfil, nossos olhos sobrevêm sobre a vida do profeta Jeremias. Mesmo com o casamento rompido entre Deus e o povo, Jeremias decide ficar do melhor lado: o lado de Deus. Poderíamos citar muitos outros, no entanto, enxergamos na vida desse homem um exemplo de quem tomou a atitude correta em se tornar um profeta é extremamente mais do que pregar sobre as coisas que sobrevirão. Profetizar é ver o Senhor convocando seu povo de volta para Si (1Pe 2.9).

Alguns exemplos de pessoas que demonstraram atitude diante do Senhor: Paulo, em servir ao Senhor após ouvir Sua doce voz (At 9.18); a mulher do fluxo de sangue (Mc 5.25, 34); Pedro, ao sair do barco para ir ter com o Mestre (Mt 14.29); Jacó, quando disse: “Não te deixarei enquanto não me abençoares”. (Gn 32.26).

Deus sempre coloca pessoas em nossos caminhos para nos ajudar. Com Jeremias não foi diferente. O Senhor havia dado ordem a Jeremias “para arrancar, despedaçar, arruinar e destruir”, mas também “para edificar e plantar” (Jr 1.10). Mesmo estando encarcerado (Jr 36.5), ele não poderia se calar. Por isso, pede que seu escriba, Baruque, leia a mensagem de Deus ao povo, a fim de encorajá-lo a abandonar os seus pecados (Jr 36.6). Baruque sem dúvida, estava a par dos riscos envolvidos nessa missão. Mesmo assim, ele se dispôs a escrever todas as palavras do Senhor pronunciadas por Jeremias e a lê-las na casa do Senhor para todo o povo (Jr 36.5-8).

Aprendemos muitas coisas essenciais no comportamento do escriba Baruque. Um importante ensino é o seu ânimo de realizar a obra do Senhor, não importando as implicações. Ele colocou suas habilidades ao serviço do profeta Jeremias. Muitos Cristãos mostram o mesmo espírito voluntário nos dias de hoje, isto é, colocam suas aptidões a serviço do Senhor.

Ainda que seja mencionado em apenas quatro capítulos em toda a Bíblia, Baruque é bem conhecido doa amantes da Escrituras Sagradas como secretário, escriba, porta-voz, companheiro e amigo de Jeremias. Notamos que depois de ter escrito o livro, Baruque teve um conflito e desabafou: “Ai de mim agora, porque me acrescentou o Senhor tristeza à minha dor! Estou cansado do meu gemido e não acho descanso”. (Jr 45.3). No caso de Baruque, este conflito o levou à oração e a oração ao desabafo. O desabafo era o ralo por onde fluíam suas lágrimas. O Senhor Deus estava atento à aflição de Baruque e prometeu preservá-lo (Jr 54.5).

Muitos historiadores creem que Baruque pertencia a uma distinta família de escribas, em Judá. Ele era filho de Nerias, irmão de Seraías, amigo e secretários do profeta Jeremias (Jr 36.4). Era homem erudito, de nobre família (Jr 51.59), tendo servido fielmente ao profeta. Foi Baruque também que leu o livro duas vezes, primeiro, para o povo aglomerado no templo em dia de jejum, e, depois, para um distinto grupo de líderes em lugar particular. As Escrituras mencionam também Seraías, seu irmão, era um dignitário na corte do rei Zedequias (Jr 36.32; 51.59).

Cumprindo a missão em tempos difíceis

Em nenhum momento, Deus deixou o profeta Jeremias iludido. Quando chamou o profeta para anunciar a Sua Palavra, declarou que o mesmo sofreria oposição e perseguição, mas não temesse: “...porque eu sou contigo, diz o Senhor, para te livrar” (Jr 1.17-19). Um aspecto muito importante no cumprimento da missão dada por Deus é ter convicção quanto ao chamado divino. Muito contribui para resistir diante das oposições, rejeições e aparentes fracassos. Vide o exemplo de Amós: “Eu não era profeta...mas o Senhor me tirou...e me disse...” (Am 7.14-15). O profeta Amós sabia que tinha sido comissionado por Deus.

Hoje, todo o discípulo de Jesus Cristo tem um chamado (Mt 28.19-20). É importante compreender que a convicção de que o Eterno Deus nos chamou faz a diferença. Somente devem ser contados como verdadeiros cristãos aqueles que vivem em obediência prática à Palavra e se esforçam por cumprir os mandamentos que Ele ordenou. Vale a pena ressaltar que discípulo não é alguém que já aprendeu, mas, sim, alguém que está aprendendo sempre. Os dias de escola do cristão nunca se acabam.

A certeza de que a Palavra de Deus é a verdade, sustentou Jeremias, mesmo quando estava preso, ou enfrentando os falsos profetas, ou sendo conduzido ao Egito contra a sua vontade (Jr 43.5, 8). Ele não se calou! O apóstolo Paulo assim escreveu: “Cri, por isso falei” (2Co 4.13).

Este aspecto é tão relevante que a primeira tentação procurou semear dúvida quanto ao que o Eterno Deus havia falado (Gn 3.1), e a última exortação bíblica é quanto a nossa relação com a Palavra de Deus (Ap 22.18-19). Em todo o seu livro o profeta Jeremias deixa transparecer que a mensagem profética é produto da comunhão espiritual íntima que ele tem com Deus (Jr 2.1). As palavras divinas saem da boca do profeta e a personalidade do pregador santificado nada faz para invalidar ou depreciar a natureza divina fundamental do pronunciamento.

O profeta Jeremias é um exemplo de perseverança. O povo não atendeu ao chamado de Deus, os líderes o rejeitaram, o rei destruiu o rolo contendo os escritos da Palavra de Deus e, no final, ainda foi levado ao Egito pelos rebeldes judeus. Todavia, ele não se calou. Continuou profetizando. Foi perseverante. No Novo Testamento, os discípulos de Jesus Cristo “foram dispersos pelas terras da Judéia e de Samaria”, mas, por onde andaram, mesmo espalhados, “iam por toda a parte anunciando a palavra” (At 8.1, 4). É preciso perseverança no cumprimento da missão.

A dispersão dos cristãos levou ao mais significativo avanço na missão da Igreja (At 8.1). Pode-se até dizer que ficou sendo necessária a perseguição para levar cristãos a cumprir o mandamento implícito em Atos 1.8. Na medida em que os cristãos avançavam para novas áreas (At 8.4), descobriram que havia uma resposta imediata ao Evangelho, conforme exemplifica a resposta dada pelo povo de Samaria à pregação de Felipe (At 8.5-13).

Conclusão

O profeta Jeremias foi grandemente usado por Deus num momento crucial da história de Israel. Deus ainda hoje quer usar a mim e a você. Precisamos ter a mesma atitude do profeta Jeremias, isto é, escolher ficar ao lado de Deus, abandonando os prazeres do mundo.



Neste trimestre, estudaremos a vida do profeta Jeremias. Veremos no decorrer das treze lições que o serviço na obra do Senhor é bastante árduo. Será uma excelente oportunidade para meditarmos sobre os propósitos de Deus ao disciplinar o Seu povo e as profecias de restauração e renovo. Que possamos ter a força necessária para prosseguir nos caminhos do Senhor e possamos nos tornar pessoas melhores na caminhada diária de nossas vidas. Para conhecer ainda mais sobre o ministério do profeta Jeremias, e as grandiosas lições retiradas de suas palavras e ações, participe neste domingo, 14 de Maio de 2017, da Escola Bíblica Dominical.

sábado, 6 de maio de 2017

Culto de Missões com Pr. Jeremias Lima de Oliveira



Na noite deste sábado, 06 de maio de 2017, o Grupo de Missões Ágape realizou um belíssimo culto, voltado para a obra missionária, trabalho a qual nenhuma comunidade eclesiástica pode dar as costas, já que é a grande comissão delegada a Igreja pelo próprio Jesus.

Mateus 28:19-20 descreve o que passou a ser chamado de “A Grande Comissão”: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”. Jesus deu esse comando aos Apóstolos logo depois de ascender aos céus. Esse comando praticamente resume o que Jesus esperava que os apóstolos, e os seus seguidores depois dos apóstolos (incluindo cada um de nós), fizessem em sua ausência. 

A noite contou ainda com a participação especial da cantora Eliete Souza (Mogi Guaçu SP), que cantou, edificou e emocionou toda a igreja, com sua adoração enérgica e contagiante.

A palavra do Senhor foi esplanada pelo Pr. Jeremias Lima de Oliveira (Itapira SP), que ministrou sobre o consolo sempre presente na hora da angustia. O preletor levou toda a congregação para uma verdadeira viagem pelas páginas da Bíblia, afim de testemunhar os momentos mais angustiantes da vida de vários personagens bíblicos. Choro, dor, tristeza. Rios de lágrima correm pelas escrituras. Hagar no deserto, Ana no Templo, Ezequias no leito de morte, Marta, Mariano velório de Lazaro.

E o que todos estes choros tem em comum? Consolo. Sim, todos estes personagens choraram para Deus. E obtiveram resposta. O Senhor tem por hábito enxugar pessoalmente as lágrimas de seus filhos. O choro pode durar uma noite, mas, a alegria vem pela manhã.


quinta-feira, 4 de maio de 2017

EBD - O Senhor, Justiça Nossa


Texto Áureo 
Jeremias 23:6
Nos seus dias, Judá será salvo, e Israel habitará seguro; e este será o nome, com que o nomearão: O Senhor, Justiça Nossa.

Verdade Aplicada
Em Jesus somos perdoados e recebemos justificação por intermédio de Seu sangue.

Textos de Referência
Jeremias 23:1-2, 5

Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o Senhor.
Portanto, assim diz o Senhor, o Deus de Israel, acerca dos pastores que apascentam o meu povo: Vós dispersastes as minhas ovelhas, e as afugentastes, e não as visitastes; eis que visitarei sobre vós a maldade das vossas ações, diz o Senhor.
Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, sendo rei, reinará, e prosperará, e praticará o juízo e a justiça na terra.


Um Deus que ama, julga e vinga
Pb. Miquéias Daniel Gomes

Justiça. Como gostamos de deturpar este conceito. Em nossa interpretação, só existe justiça quando somos os beneficiados. Com Deus é diferente. Ele é justo, porque é bom, e bom porque é justo. Sua graça e misericórdia nos seguem dia após dia. Porém, a justiça divina não falha e nem se omite. Deus age, intervém e permite. Parte de sua tratativa com Israel, passava pela correção dolorida vivenciada sob o jugo caldeu. Ali, o amor e justiça se fundiam num único gesto, mesmo que os judeus tivessem dificuldade de aceita-lá. Jeremias, por outro lado, ao se sentir injustiçado pelo povo a quem tentava alertar sobre esta punição, confiou a justiça ao Senhor, pois sabia que nas mãos de Deus, todas as pessoas e suas ações encontram um destino justo. Seja para o bem ou para o mal. Nosso Deus sabe o que faz!

Desde os primórdios de seu povo, Deus tem tomado em suas próprias mãos as guerras de seus filhos (Êxodo 14:13-14). Sobre isto, o sábio rei Salomão fez um registro pertinente em Provérbios 20:22 - Não diga: vingar-me-ei do mal. Espera pelo Senhor e ele te livrará. Um dos maiores problemas da atualidade, é que temos nos tornado cada vez mais vitimistas. A culpa é sempre do sistema, da igreja, dos líderes, do governo, da família, dos irmãos. Poucos assumem a responsabilidade de suas escolhas e semeaduras. Assim, temos um contingente enorme de pessoas que se tornam vítimas de suas próprias agressões.

Até mesmo dentro das igrejas, somos surpreendidos com “tristemunhos” chorosos, repleto de expressões vitimistas, tais como, “meus inimigos”, “estou sendo perseguido”, estou sendo humilhado”. Mas será que isto de fato é a realidade? Somos assim tão relevantes e possuidores de tantos bens, ao ponto de despertarmos a cobiça de tantos inimigos? Infelizmente, são estas “vítimas” de si mesmo, que mais clamam por justiça, e desejam o mal a todos que julgam como adversários. Obviamente, Deus não toma partido em guerras hedonistas e disputas unilaterais. E com isso, nasce nestes corações controvertidos, o temeroso senso de justiça própria, e o desejo ensandecido por vingança pessoal. A vingança é um caminho sem volta. Embora a “VINGANÇA” não seja um pecado, tomar para si um atributo divino, é. Por exemplo:

Apenas ao Senhor cabe doar ou retirar a vida, assim, quem interrompe a vida de alguém, peca. Apenas ao Senhor destina-se louvor e adoração, e quem toma para si este direito, peca. Logo, se a vingança pertence ao Senhor, quem toma para si o direito de vingar-se, ou opta pela “justiça própria”, peca, e atrai sobre si a vingança justa e perfeita de Deus. Não existe vingança sem consequências. Não existe justiça na vingança humana.  E se ao invés de tomar a vingança em minha mão, eu tivesse deixado minha mãe agir? E se ao invés de agirmos cegos pelo ódio, deixarmos Deus lutar por nós?

Vivendo em um tempo de grandes perseguições e constantes ameaças de inimigos poderosos, o profeta Zacarias trouxe uma palavra de encorajamento aos judeus repatriados em Jerusalém após os anos de exílio: - Assim diz o Senhor. Aquele que tocar em vós, toca na menina dos meus olhos. (Zacarias 2:8). Esta é uma palavra que deveria nos fazer dormir em paz toda noite, e esquecer de vez, a preocupação com “tantos” inimigos, sejam eles reais, ou apenas projeções de nossos complexos interiores. Deus nos protege, como protege a íris de seus olhos.

Para tocar nos olhos de alguém, é preciso um ataque frontal. É praticamente impossível, encostar um dedo no olho de alguém, sem gerar uma imediata resposta defensiva da vítima. Se você é “a menina dos olhos de Deus”, o ponto central de sua visão, então, se alguém tentar atingir a sua vida, irá gerar uma reação imediata de Deus em sua defesa. Por isso Jesus nos ensinou a orar por quem intenta o mal contra nós, pois quem assim procede, atrai sobre si a fúria do Senhor. Mas, se partimos para a vingança pessoal, então seremos nós, a tocar o olho de Deus. Os valores se revertem.

Para Deus, a justiça é baseada em dois princípios que nossos corações hedonistas tem dificuldades de assimilar. Misericórdia e Graça. Por nossas escolhas e práticas pecaminosas conscientes, merecemos sim a condenação, inda que a vontade de Deus vá exatamente na direção oposta (João 3:16). A misericórdia do Senhor, surge então, como um facho de luz em meio as trevas, uma segunda chance de vida no exato momento que a mão da morte toca nosso pescoço. Por seu amor, Deus escolhe suspender a sentença que pesa contra o homem, NÃO lhe dando o castigo do qual é merecedor. Só a misericórdia de Deus tem a autonomia para suspender o julgamento que nos é devido, e conceder ao culpado um perdão que ele não faz por merecer.

Já a “graça”, nada mais é do que um favor imerecido, um presente pelo qual não esperamos, uma “promoção” que não tencionávamos receber. Deus não nos deve absolutamente nada e não está obrigado a nos conceder qualquer tipo de favor. Mesmo assim, além de nos livrar da sentença merecida, o Senhor passa a conceder a seus servos bens e favores que não mereciam receber. Alguém disse certa vez, que se Deus decidisse, a partir de hoje não nos conceder uma única benção, fechando para sempre as janelas dos céus sobre nossa vida, ainda assim, teríamos que agradece-lo pela eternidade por tudo que já nos fez. 


A justiça de um justo juiz
Pb. Bene Wanderley

Os objetivos são determinantes para uma visão mais ampla. O primeiro objetivo é reconhecer que somos totalmente dependentes da justiça divina. Todos nós deveríamos confiar plenamente na justiça divina. Somos guardados pela justiça do Senhor, e não importa o quanto seremos julgados, mal vistos ou afligidos por pessoas ou situações, se Deus é nossa justiça, então Ele mesmo fará o que for necessário para nos defender. O segundo objetivo é entender que Deus é um justo juiz, e que Ele sabe muito bem como nos defender, e nos tornar limpos em sua presença. Não temos que ficar preocupados com o julgamento humano, quando temos Deus como defesa. O terceiro objetivo, é que devemos aprender a chorar com dignidade. O choro faz parte da caminhada e, derramar-se em lágrimas, é um “mal” necessário.  Nestes momentos, quanto formos imergidos por injustiças e acusações, tudo que precisamos saber, entender e reconhecer é: Deus é a nossa justiça.

A nossa posição diante de Deus, é que em Cristo Jesus somos justificados por meio do seu sangue. Devemos assumir este posto com segurança, seja diante de Deus ou dos homens. Com essa postura de justificados, venceremos tudo e toda qualquer situação ou adversidades que venham contra nós. O profeta Jeremias tinha em seu peito um distintivo abrasador que o impelia para frente o tempo todo. No capítulo vinte de Jeremias, temos uma narrativa impressionante que nos deixa clara esta força ministerial do profética. Ali, Jeremias é ferido, e logo em seguida, preso num cepo por causa das profecias com a qual bombardeava Judá. Então, em decorrência da mensagem divina, Jeremias se vê lançado num mar de tristezas e desapontamentos. Tudo o Jeremias queria, era que sua disposição em fazer a vontade de Deus lhe trouxesse alegrias, aplausos e reconhecimentos. Mas, os resultados foram os piores possíveis. Perseguido e desacreditado por sua própria nação, o profeta chegou a desabafar: -" Iludido fui eu".  No mesmo instante, o  profeta se lembrou da vocação que o impulsionava, e uma chama ardeu em seu peito. Ele fez exatamente o que eu e você precisamos fazer: descansar na justiça divina.

Outro ponto de grande importância é o texto contido em Jeremias 23, cujos versos, são riquíssimos em detalhes quanto o agir da” justiça divina”. Deus como justo juiz, julgará com bravura os pastores que destroem e dispersam as ovelhinhas de seu pasto. Essa mensagem feriu profundamente o coração dos negligentes pastores do povo de Deus. Esses pastores eram os líderes da nação, os reis, os sacerdotes e os profetas de conveniência, que faziam o povo se desviar do seu Deus e acreditar em mentiras. O julgamento seria inevitável, uma suspensa momentânea da misericórdia. Mas, o mesmo texto também nos diz sobre um renovo justo que viria, trazendo justiça divina, onde Israel viveria um tempo de restauração profunda. Deus sempre age com justiça, mas nunca abre mão da misericórdia sobre seu povo.  Mesmo que Judá fosse dispersados pelas nações inimigas e deportados para terras estranhas, um dia, Deus os restauraria a sua terra. Voltariam ao aprisco, e se multiplicaram para glória de Deus.

Os tópicos desta lição nos darão um panorama bem amplo deste agir  em três etapas distintas e intrínsecas. Deus é a nossa justiça, O Senhor é justo juiz e Deus protege os injustiçados. Ao estudarmos este assunto veremos como Deus age em nosso favor, e como procede com sua justiça e equidade. Lembrando que a fonte dessa justiça é Jesus Cristo através de seu sacrifício. Segundo Romanos 3:23, todos os homens pecaram e carecem da misericórdia de Deus. Vindo Jesus nos trouxe a possibilidade de sermos justificados através de seu sangue. Todos nós temos essa benção estendida em nossa vida. Por isso temos então que nos agarrar a justiça divina, sabendo que Deus nos vê e sabe que somos dependentes dele, e, portanto, não vacilaremos em nossa confiança.

Temos de gozar todos os benefícios que Cristo nos trouxe através do seu sacrifício. O Senhor é justo juiz. Não há condenação para os filhos de Deus. Sabendo disso nós os crentes em Cristo Jesus temos essa confiança que nosso Deus é justo juiz e julga pela reta justiça todas as coisas que nos diz respeito. Deus protege os injustiçados. Nunca devemos duvidar da justiça divina. Deus tudo vê, tudo sabe e tudo conhece. Nada está oculto aos seus olhos.


Material Didático
Revista Jovens e Adultos nº 103 - Editora Betel
Jeremias - Lição 06
O Senhor, Justiça Nossa
Comentarista: Pr. Clementino de Oliveira Barbosa












Introdução

Nesta lição estudaremos, dentro do livro do profeta Jeremias, sobre a grandiosa e magnífica justiça do Eterno Deus, isto é, o Seu modo de agir. Em outras palavras, o Seu proceder em favor dos homens.

Deus é a nossa justiça

Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus. Não há justo, nem um sequer (Rm 3.23). Fomos declarados justos por causa da obra de Cristo em nosso lugar e em nosso benefício. Agora, estamos quites com a justiça divina e nenhuma condenação pesa mais sobre nós (Rm 8.1). Injustiça é a prática de violar padrões do que é justo. Sofrer injustiça é uma das coisas mais doloridas de lidar. Quando isso acontece, a revolta toma conta de quem é alvo de injustiças. Na Bíblia, há muitos relatos de pessoas que sofreram injustiças. Jeremias, por exemplo, foi posto em um calabouço (Jr 37.16), jogado na lama (Jr 38.6), desprezado pelos amigos e familiares, apenas por ser justo diante de Deus. Jeremias nos adverte que “ai daquele que edifica a sua casa com injustiça” (Jr 22.13). Por isso Jeremias vivia na presença de Deus (Jr 12.3).

Quando o Senhor levantou Jeremias como profeta em Judá, lhe revelou o nome de Jeová Tsidkenu, prometendo justificar o seu povo: “Nos seus dias, Judá será salvo, e Israel habitará seguro; e este será o seu nome, com que o nomearão: O Senhor, Justiça Nossa.” (Jr 23.6). Jeová Tsidkenu nos descreve que Deus é Juiz e julga com justiça, amparando os que são injustiçados e castigando os injustos com as consequências de suas iniquidades. Ele é a nossa justiça. Só andamos pelas veredas da justiça porque fomos justificados (Rm 5.1). No tempo dos monarcas, o povo judeu viveu períodos de grandes injustiças (2Rs 17.3-4; 18.13, 16; 23.33). A justiça de Deus fez com que o Senhor Jesus levasse as nossas iniquidades, sofrendo o castigo que era nosso, para nós, os pecadores, pudéssemos ser curados, salvos, purificados e justificados diante dEle (Is 53.4-5; 2Co 5.21).

Jeremias conhecia muito bem o sacerdócio, pois nasceu neste ambiente religioso. Ele lamenta que os falsos líderes tenham feito a cabeça do povo (Jr 5.30-31). Jeremias descreve os falsos líderes assim: “Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o Senhor.” (Jr 23.1). Esta passagem mostra a conduta errada dos líderes de Judá. Eles não amavam o povo como o Senhor os ama! O interesse deles era o dinheiro (Jr 5.31; 6.13). Para eles, ser profeta era uma posição de destaque e honra. Eram sábios para o mal e não para o bem (Jr 4.22). Deus não aprova líderes assim. Ele chama homens que amem e para que guiem suas ovelhas na graça e no conhecimento (2Pe 3.18).

Estamos vivendo dias tristes no que concerne a muitos que se intitulam como verdadeiros líderes cristãos. Todos os dias, templos evangélicos estão sendo abertos, não por gerência divina, mas por mera soberba e ambição de seus líderes. Líderes que se acham no direito de administrar a vida das pessoas a seu bel prazer, corrompendo a pregação legítima do Evangelho. A Bíblia nos adverte que todos nós daremos conta dos nossos atos no dia do juízo (Rm 14.12).

Os sacerdotes e profetas contemporâneos a Jeremias viviam uma situação não muito confortável diante de Deu: “Cometem adultérios, e andam com falsidade, e esforçam as mãos dos malfeitores, para que não se convertam da sua maldade; eles têm-se tornado para mim como Sodoma, e os moradores dela, como Gomorra.” (Jr 23.14). Esta situação perversa deixava o Senhor indignado: “Portanto, assim diz o Senhor dos Exércitos acerca dos profetas: Eis que lhes darei a comer alosna, e lhes farei beber águas de fel.” (Jr 23.15). Os falsos profetas enchiam o povo de falsas esperanças, prometendo recompensas sem mudança de vida. Deus nos chama sempre ao arrependimento (2Co 5.17, 20).

Se voltarmos um pouco no tempo, recordaremos que Jeremias tinha tudo para ter uma vida calma no sacerdócio (Jr 1.1). Só que de repente veio o chamado de deus, que traria uma mudança radical na vida deste homem. Esta foi uma enorme mudança, um grande desafio na vida de Jeremias.

O Senhor é Justo Juiz

A justiça é um dos valores mais desejados pelas pessoas de bem. O salmista Davi sabia muito bem disso (Sl 28.7). Deus em toda a história sempre deixou provas que devemos confiar nEle incondicionalmente. O profeta Jeremias é um dos profetas de Judá que não se cansava de chorar pelo povo. Isso aconteceu numa época em que o juízo de Deus já havia sido comunicado ao povo através do próprio Jeremias. Diante de tamanha destruição que estava por vir, o desprezo do povo pela verdade fez Jeremias se ver em prantos diversas vezes em decorrência de amar a sua nação. São elas: quando o povo abandona o Senhor (Jr 2.3) e foi enganado com palavras falsas (Jr 7.4); quando os falsos profetas profetizaram palavras fingidas (Jr 28.11); quando as mulheres piedosas cozeram seus próprios filhos e lhes serviram de alimento na destruição (Lm 4.10); quando viu a aflição por causa dos juízos do Senhor sobre o povo (Lm 3.1). Jeremias deu a resposta de tanto choro: “Por estas coisas, choro eu; os meus olhos, os meus olhos se desfazem em águas; porque se afastou de mim o consolador que devia restaurar a minha alma; os meus filhos estão desolados, porque prevaleceu o inimigo”. (Lm 1.16).

Na Babilônia, diante do furor do rei Nabucodonosor, vemos que o Senhor continuamente esteve com o Seu povo. Outro exemplo claro de que o Senhor nos protege aconteceu na fornalha, aquecida sete vezes mais, com Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, pois, de uma forma linda e extraordinária, o Senhor os livrou (Dn 3.19). Naqueles dias, não era raro penitenciar os amotinados às leis reais, atirando-os na fornalha ardente. Jeremias fala de Zedequias e Acabe, os quais o rei da Babilônia assou no fogo (Jr 29.22). Nabucodonosor estava habituado a ver corpos sendo disseminados em suas fornalhas na Babilônia. Jeremias ficou conhecido como profeta “chorão”. Segundo a tradição judaica, ele escreveu o livro Lamentações sentado sobre um monte próximo a Jerusalém, olhando do alto a cidade sendo devastada. Ele, diante de tamanha tragédia, lamenta o fato do povo não ter ouvido suas palavras e evitado tamanha dor e desgraça sobre a nação.

Jeremias não encontrou o Senhor mostrando-se valente. Deus o fez valente. A força verdadeira não vem de quem o Senhor chama e sim do Senhor (Sl 28.7)! Paulo disse: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece”. (Fp 4.13). Grande parte das nossas vidas passamos por lutas e provações, mas não podemos admitir que o Diabo entre na brecha e nos afaste de Deus (Ef 4,27, 32). Deus encorajou Jeremias, dizendo: “Assim diz o Senhor: Põe-te no átrio da casa do Senhor, e dize a todas as cidades de Judá, que vêm adorar na casa do Senhor, todas as cidades de Judá, que vêm adorar na casa do Senhor, todas as palavras que te mandei que lhes dissesses; não esqueças nem uma palavra”. (Jr 26.2).

Nossa vida cristã não pode ser vivida na fraqueza, pois a graça do Nosso Senhor Jesus Cristo nos fortalece dia-a-dia. A salvação que ganhamos nos resgata de qualquer pequenez espiritual.

Jesus disse que um profeta não é honrado na sua própria terra (Jo 4.44). Isso aconteceu com Jeremias (Jr 26.8-9). O profeta Jeremias tinha expectativas que muitos poderiam acordar do sono espiritual que estavam e ainda poder usufruir das bênçãos de Deus em meio àquela conjuntura tão humilhante (Jr 13.9-10). O profeta não desiste da palavra de esperança e aconselha o povo: “Bendito o varão que confia no Senhor, e cuja esperança é o Senhor”; “Ó Senhor, Esperança de Israel! ” (Jr 17.7, 13ª).

O profeta Jeremias sabia que estava se multiplicando a iniquidade em Judá. Era notório que todo o tipo de maldade estava presente. Os habitantes estavam impregnados pelo pecado. Mesmo assim, o profeta Jeremias intercedia pelo povo, pedindo a Deus que tivesse misericórdia do povo por causa do juízo que estava por vir (Jr 7.16).

Deus protege os injustiçados

Podemos confiar na justiça de Deus sempre! Ele está atento a todo mal que possa vir sobre nós (Is 41.10). Seu amor não tem fim. Que estejamos seguros quanto ao cuidado do nosso Senhor (Sl 55.22). No momento oportuno, o Senhor nos livrará, pois não se agrada de injustiça praticada contra Seus filhos. Jeremias ocupou posição de grande destaque como profeta. Os reis se sucediam no trono, o ambiente era de intrigas e apostasia. Durante quarenta anos, o profeta passou por diversos tormentos em Judá: “Ah! Entranhas minhas, entranhas minhas! Estou ferido no meu coração! O meu coração ruge; não me posso calar, porque tu, ó minha alma, ouviste o som da trombeta e o alarido da guerra”. (Jr 4.19). Com todo sofrimento, com toda a sua dor, com toda angústia, ele não desistiu. Ele sabia que sua missão era maior do que sua dor.

O Eterno Deus salva os que são injustiçados e pune os injustos. O povo do Senhor é sempre alegre (Fp 4.4), pelos benefícios que o Senhor tem feito (Dt 26.11). As marcas que o profeta Jeremias trazia no corpo não foram suficientes para calar o homem escolhido por Deus para entregar a Sua Palavra.

A deportação do povo Judeu para a Babilônia estava às portas e Jeremias sentiu muito o peso da responsabilidade de ser o último mensageiro de Deus para chamar este povo ao arrependimento. Pelo fato de sua mensagem ser muito pessimista, ele foi chamado de falso profeta por todos. Um dos fatores que mais agravaram esta situação foi que os falsos profetas anunciavam paz e prosperidade a todos (Jr 14.11-16). Embora acusado por todos, Jeremias não se calou. A Bíblia diz que obedecer é melhor do que sacrificar (1Sm 15.22).

O profeta Jeremias sofreu dores físicas e emocionais e emocionais imensas, mas, apesar dessas lutas, ele se sentiu instigado a desempenhar sua missão. Ele disse: “Ah! Entranhas minhas, entranhas minhas! Estou ferido no meu coração! O meu coração ruge; não posso me calar, porque tu, ó minha alma, ouviste o som da trombeta e o alarido da guerra”. (Jr 4.19). Tentaram calar o profeta Jeremias, mas o amor ao Senhor o fez persistir.

É impossível nos apresentarmos diante de Deus sem que seja por intermédio do Senhor Jesus (1Tm 2.5). Apenas pela justiça do Pai em Cristo, o pecador pode ser considerado inocente. No tribunal celestial, Jesus é o Advogado que comparece diante do Juiz (Deus), com o intuito de inocentar o réu de sua merecida culpa (1Jo 2.1). A justiça redentora de Deus é testemunhada na obra do Mestre na cruz do Calvário, mostrando Seu imenso amor pela humanidade.

Nosso advogado é o Filho do próprio Deus. Nosso Senhor Jesus Cristo se oferece como aquele que nada deixa faltar aos Seus discípulos. Além de advogar nossas culpas  junto ao Justo Juiz (Deus), nosso Bom Pastor ainda refrigera nossa alma e nos guia por caminhos tranquilos (Sl 23).

Conclusão

Nós temos um advogado! Não porque aspiremos pecar sucessivamente, mas porque sabemos que somos fracos e que, por isso, o Senhor colocou um Salvador sobre nós. Jesus Cristo, o advogado fiel, nos livra do peso e das decorrências do pecado.



Neste trimestre, estudaremos a vida do profeta Jeremias. Veremos no decorrer das treze lições que o serviço na obra do Senhor é bastante árduo. Será uma excelente oportunidade para meditarmos sobre os propósitos de Deus ao disciplinar o Seu povo e as profecias de restauração e renovo. Que possamos ter a força necessária para prosseguir nos caminhos do Senhor e possamos nos tornar pessoas melhores na caminhada diária de nossas vidas. Para conhecer ainda mais sobre o ministério do profeta Jeremias, e as grandiosas lições retiradas de suas palavras e ações, participe neste domingo, 07 de Maio de 2017, da Escola Bíblica Dominical.