quinta-feira, 15 de junho de 2017

EBD - Judá é levado para o cativeiro da Babilônia


Texto Áureo
Jeremias 52.13
E queimou a Casa do Senhor, e a casa do rei, e também a todas as casas de Jerusalém, e incendiou todas as casas dos grandes.

Verdade Aplicada
Os graves erros cometidos por seus líderes fizeram com que o povo de Judá se afundasse cada vez mais em seus pecados.

Textos de Referência
Jeremias 52:14-16, 28

E todo o exército dos caldeus que estava com o capitão da guarda, derribou todos os muros que rodeavam Jerusalém.
E os mais pobres do povo, e a parte do povo que tinha ficado na cidade, e os rebeldes que se haviam passado para o rei da Babilônia, e o resto da multidão, Nebuzaradã, capitão da guarda, levou presos.
Mas dos mais pobres da terra deixou Nebuzaradã, capitão da guarda, ficar alguns, para serem vinhateiros e lavradores.
Este é o povo que Nabucodonosor levou cativo no sétimo ano: três mil e vinte e três judeus.


Norte e Sul

Após a morte de Salomão, seu filho Roboão reinou em seu lugar. Ambicionando ainda mais riqueza e poder, o jovem rei aumentou arbitrariamente a tributação das tribos de Israel, mesmo os impostos cobrados por seu pai já sendo abusivos. O resultado foi uma guerra civil que dividiu a nação em dois estados independentes. A coalizão formada por Efraim, Manassés, Ruben, Gade, Aser, Naftali, Issacar, Dã e Zebulom, declarou Jeroboão como seu rei, e estabeleceu Samaria como a nova capital do “Reino do Norte”, e manteve a nomenclatura “Israel”. Os territórios de Judá, Benjamim e Simeão, passaram a ser chamados de Reino do Sul, tendo Jerusalém como capital, e usando a nomenclatura “Judá”.  Os levitas, que viviam em função do templo, permaneceram em Jerusalém. Já os descendentes de Simeão, preferiram migrar para Israel, totalizando as famosas “dez tribos do Norte”. Para Deus, esta divisão política pouco importava, já que o Senhor enxergava seu povo como uma única nação. Historicamente, Israel se mostrou mais inclinado a práticas pecaminosas do que Judá, principalmente em decorrência da sucessão de reinados imersos em perversidade.

Segundo os registros de I e II Reis, cada reino teve 20 governantes diferentes. Em Judá, 12 reis são descritos como homens maus e perversos. Em Israel, a coisa era muito pior. Não houve um único governante que escapasse desta lista negra de iniquidades. O trono de Israel sempre foi o epicentro de idolatrias, promiscuidades e violência.  Sete, dos vintes reis, foram assassinados. Um cometeu suicídio, um foi ferido por Deus e outro foi deposto e levado para Assíria. A média de duração do reinado de um monarca israelita era de apenas dez anos, e nove famílias diferentes reivindicaram o trono. Isto explica a sua curta duração como estado independente, que não chegou a 210 anos.

Deus levantou a Assíria como um chicote disciplinador contra seu povo. Era preciso trazer a nação de volta ao eixo, mesmo que a cura para aquela terra pecaminosa, fosse extremamente amarga. Em 723 AC, Israel perdeu para de seu território para os assírios, e viu a soberania nacional sucumbir ante o poder bélico dos estrangeiros. A Galileia foi tomada, e nessa região, estabeleceu-se a migração forçada de colonos estrangeiros, criando uma nova identidade étnica através da mistura dos assírios com a população local. Em 722 AC, o Reino do Norte foi definitivamente conquistado por Salmanaser V (726-722 AC.), ocorrendo a consolidação assíria com Sargão II (722-705 a.C.). Samaria foi repovoada por colonos estrangeiros e a população deportada por todo o império assírio.

Uma vez que Assíria consolidou sua vitória contra Israel, partir para a conquista de Judá. Porém, em decorrência da ação de governantes tementes a Deus, o Reino do Sul experimentou períodos de grandes avivamentos espirituais, gerados pelo arrependido e pela busca verdadeira ao Senhor. Com isso, ao invés de ser derrotada pelos Assírios, foi Judá, que liderada por Ezequias, obteve uma miraculosa vitória contra os seus inimigos. Porém, 150 anos depois, mais uma vez o Reino do Sul estava imerso em iniquidade, hedonismo e apostasia espiritual. É neste cenário que nos deparamos com Jeremias, anunciado a toda nação que a hora do juízo do divino havia chegado, e desta vez, Judá de fato, iria cair. A grande questão, era que eles poderiam escolher o tamanho do estrago. O profeta aconselhava a rendição aos caldeus, já que tal atitude atrairia a benesse de Nabucodonosor para com os judeus, e seria uma demonstração nacional de submissão a vontade de Deus.

Judá preferiu lutar com suas próprias armas, e a derrocada foi inevitável. Nabucodonosor, realizou três viagens a Jerusalém, sendo que em cada uma delas, infligiu castigos mais severos à cidade. Durante a sua primeira visita em 606 AC., Nabucodonosor saqueou o Templo de salamão, tomando para si diversos utensílios sagrados. Também levou para a Babilônia um bom número de reféns, sendo eles jovens provenientes da mais alta classe social judaica. Uma aliança política entre Judá e o Egito despertou a ira dos caldeus e em 597 AC., a cidade de Jerusalém foi novamente atacada, e uma segunda leva foi encaminhada para Babilônia, incluindo milhares de cativos e todos os artífices e ferreiros. A terceira investida por parte do exército de Babilônia ocorreu em 586 AC., durante o reinado de Zedequias. Nesta ocasião, Jerusalém caiu definitivamente, o templo e a cidade foi incendiada. Apenas os pobres dentre o povo foram deixados na terra, vivendo em miséria sobre as ruínas de Judá.

Assim como já tinha acontecido centenas de anos antes durante a estadia no Egito, Deus usaria uma nação estrangeira como “útero”, para gerar um povo especial. Os setenta nos no exílio ensinaram aos judeus a serem mais tementes a voz do Senhor, e a obedecerem seus estatutos. Pela lei, eles deveriam plantar na terra durante seis anos, mais no sétimo, o solo deveria descansar. Por 490 anos, os judeus desrespeitaram a ordenança divina, e agora, amargariam sete décadas de exílio, enquanto a terra descansava por 70 anos, o exato número de “férias atrasadas”. Deus sabia o que estava fazendo. Tudo estava sobre o controle de suas mãos. O cativeiro começou com o final já decretado. Bastava que os exilados, compreendessem o quanto Deus se sentia “solitário”, quando seu povo o mantinha exilado no limbo de seus corações.

A verdade é esta: Vocês estarão em Babilônia durante o tempo normal duma vida, ou seja, setenta anos. Mas depois virei, e vos farei todo o bem que vos prometi, e vos trarei para casa. Porque não me esqueci dos planos que fiz a vosso respeito, planos de bem e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança. Nesses dias, quando orarem a mim, eu vos ouvirei. Encontrar-me-ão quando me buscarem de todo o vosso coração, com toda a diligência. 14 Sim, diz o Senhor, serei achado por vocês, e porei fim à vossa escravidão; restaurarei a vossa situação; juntar-vos-ei das nações para onde vos enviei, e hei-de trazer-vos de novo para a vossa terra natal. (Jeremias 26:10-13)

A vida na Babilônia não foi fácil. Os judeus se sentiam derrotados, humilhados e abatidos. Seus lábios se fecharam e não se ouvia cântico entre eles. Deus, então, usa o profeta Jeremias para escrever uma carta aos cativos da Babilônia, afim de encorajá-los e anima-los. Nela, os judeus são aconselhados a não perderem sua identidade nacional, a se manterem leais as suas crenças e fugirem das tentações pagãs. Aquele era um “teste” no qual precisavam ser aprovados, para que o Senhor, em seu devido tempo, restaurasse a sorte de Sião. Na Babilônia, um povo fragmentado voltaria a ser um, e voltaria a viver momentos de intimidade com seu Deus. O Senhor estaria com eles mesmo naquela terra pagã, e os faria prosperar em território hostil, e por eles, até mesmo s caldeus seriam abençoados.

- Construam as vossas casas, não tenham receio de fazer projectos a longo prazo; plantem pomares, pois que hão-de ficar aí por muitos anos. Podem casar, e ter filhos; procurem maridos e mulheres para estes últimos, e que se rodeiem de netos. Multipliquem-se, não decaiam! Trabalhem para a paz e a prosperidade de Babilónia. Orem por ela, porque se Babilónia tiver paz, vocês também. (Jr. 5.7)


Um profeta atemporal

Toda a lição de Escola Dominical desafiadora, e esta, não poderia deixar de ser mais um grande desafio. O assunto é extenso, e cheio de percalços, o que dificulta nosso aprofundamento em alguns pontos salientes deste evento histórico. Mas, mesmo dentro de algumas limitações gráficas e didáticas, a riqueza de conhecimento a ser adquirido com este conteúdo é enorme. As profecias de Jeremias são atualíssimas, seja em termos teológico ou escatológico. Cada etapa da vida ministerial deste profeta nos abre um leque de dimensões profundas, e porque não, assustadoras. As questões levantadas por Deus através do profeta Jeremias, são na verdade, as mesmas para as quais Deus tem chamado a atenção do mundo hodierno. Não podemos negar que nas páginas deste livro milenar, foram lavradas profecias para o nosso tempo. Parece-me, que Jeremias nasceu ainda na década passada.

Tenho dificuldades em entender, a existência de cristãos que não enxerguem nas páginas o panorama do agora. No decorrer das doze lições estudadas até agora, minha vida, bem como a vida de muitos servos do Senhor Jesus Cristo, foram profundamente impactadas, transformadas, e regeneradas. O livro de Jeremias é um grito de Deus, pedindo ao seu povo que se volte para Ele. E não é isto que estamos vivenciando?

O distanciamento entre o homem e seu Criador é latente até mesmo no seio de nossas igrejas. O descaso espiritual é gritante em nossos dias, os valores cristãos genuinamente bíblicos vêm sofrendo uma degradação absurda e furiosa por parte dos agentes de Satanás infiltrados nas esferas políticas e eclesiásticas.  E Deus, como nos dias​ do profeta Jeremias, continua nos alertando para o perigo eminente que já está as portas. Os avisos do profeta foram ignorados pelo povo, as pessoas não queriam ouvir as advertências de Deus, e toda a nação sofreu a “pena máxima” como resultado da sua loucura.

Para atrair seu povo, Deus providenciou o exílio babilônico como o peso da sua mão. A única vontade de Deus, era que Israel voltasse a ser “seu” povo exclusivo. Este foi o plano original de Deus quando em Abraão, firmou a promessa ( Gn 12). Deus chamou um homem, e lhe disse que dele, faria uma grande nação, através da qual, todas as famílias terra seria benditas. Mas, ao longo dos anos o povo se desviou do plano original de Deus, e com isso irrompeu historicamente em diversas catástrofes. Se afastando de Deus, e andando ao bel prazer, caíram em grandes desgraças. Vivenciaram o caos.  Percebe a semelhança com os nossos dias?

Infelizmente, em muitos altares de hoje, não podemos pregar como Jeremias, já que não é “conveniente” assustar os “pobrezinhos” dos “irmãozinhos”, se não, eles abandonam a igreja. Entra em pauta o velho jargão:  Os tempos são outros! E assim, estamos assistindo de camarote o navio indo a pique.

Seria preciso páginas e mais páginas para escrever sobre tudo o que a Bíblia a respeito de idolatria, paganismo espiritual, perversão bíblica, apostasia bíblica, teológica e cristã. Itens presente em diversas prateleiras nos atuais mercados da fé. Mas, creio que podemos mudar este cenário. Acredito numa revolução espiritual antes do Arrebatamento da Igreja. Deus vai sacudir seu povo, e os profetas bradarão com autoridade. Pode ser eu. Pode ser você. Mas, certo é, que Deus o fará, pois ele é Deus.

Todos esses​ pecados que relacionei, e outros que não citei no texto, foram a causa principal e definitiva para o castigo divino contra Judá. Provérbios 16.4, diz: - O Senhor fez todas as coisas para o seu próprio fim, até o ímpio, para o dia do mal. O grande erro de Judá foi pensar que ninguém estava vendo seus atos pecaminosos, e que, portanto, nada lhes aconteceria. Infelizmente, é assim que muitos “frequentadores de igrejas” vivem, pensam e fazem. Para acordá-los, o cativeiro se faz necessário. Precisamos orar para Deus nos de homens e mulheres cheios de coragem e com o mesmo espírito de Jeremias. E que possamos dizer: - Eis-aqui. Não será uma tarefa fácil, mas, será recompensadora no futuro.

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Material Didático
Revista Jovens e Adultos nº 103 - Editora Betel
Jeremias - Lição 12
Judá é levado para o cativeiro da Babilônia
Comentarista: Pr. Clementino de Oliveira Barbosa












Introdução

O castigo foi necessário para mostrar ao povo que Deus não havia mudado. Ele queria que o Seu povo retornasse à verdadeira adoração. Ele mostrou seu grande amor ao trazer Israel de volta após um longo exílio na Babilônia.

O propósito de Deus quanto ao exílio

O povo de Israel foi eleito para ser um povo exclusivo do Senhor. Mas, durante o decorrer dos anos, a nação se desviou dos verdadeiros ensinamentos. Israel estava andando segundo seu bel-prazer, praticando toda sorte de pecados. Estava andando mais para trás do que para frente (Jr 7.23-24). Como se recusaram a ouvir as advertências de Deus, o juízo foi derramado sobre eles.

As causas que levaram o povo ao exílio

Este cruel acontecimento havia sido anunciado pelo profeta Isaías ao rei Ezequias (2 Rs 20.16-17). A finalidade de Deus era que Israel fosse um povo separado entre as demais nações. Eles teriam a responsabilidade de guiar os outros povos em direção a Deus e ao Messias. No entanto, durante anos, o povo de Israel se esqueceu do Senhor. Os pecados cometidos nos dias de Jeremias, que levaram o povo ao exílio, continuam acontecendo de igual modo nos dias de hoje, tais como: idolatria, assassinatos, desprezos aos profetas de Deus, etc.

O livro de Provérbios afirma: “O Senhor fez todas as coisas para os seus próprios fins, e até o ímpio, para o dia mal” (Pv 16.4). Não há dúvidas de que o rei Nabucodonosor serviu aos desígnios soberanos do Senhor para disciplinar o Seu povo desobediente, pois estavam envolvidos em muitos pecados (Jr 5.30-31). Deus queria que o Seu povo abandonasse os seus pecados e se voltasse para Ele, em reverência e dependência total: “Ele te declarou, ó Homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a beneficência, e andes humildemente com o teu Deus”? (Mq 6.8).

Uma vida sem perspectiva

O povo de Judá estava disfarçando a sua vida espiritual. Eles estavam cometendo pecado e pensavam que ninguém estava vendo, nem mesmo Deus. O pecado é assim mesmo. Ele ludibria as pessoas, confunde a sua visão, leva-as à fraude espiritual e deixa-as destituídas da verdade. Mas o Senhor vê todas as coisas (Sl 33.13-15). Nos dias de Jeremias, o povo de Judá estava vivendo uma vida dupla. Suas vidas estavam sobrecarregadas de hipocrisia (Jr 6.14). Ou seja, estavam praticando um culto da boca para fora. Era um culto magnífico, mas sem vida, sem amor, sem experiência com Deus. Diante disto, Deus trouxe contra esta nação, que já não mais O adorava, uma série de castigos, culminando na destruição de Jerusalém e o cativeiro do povo.

Quando refletimos sobre a verdadeira adoração a Deus, idealizamos alguma coisa que provém de nós mesmos, a fim de anunciarmos louvor às qualidades de Deus. A Bíblia relata que devemos adorar ao Senhor com todo o nosso coração (Mc 12.30). A adoração simplesmente com os lábios, e não com o coração, é uma adoração fingida. Deus não quer apenas uma parte de sua vida. Ele pede todo o seu coração, toda a sua alma, toda a sua mente e toda a sua força. Que possamos nos achegar ao Senhor com nossos corações, em obediência e amor.

O cativeiro agora era uma realidade
As profecias de Jeremias eram concisas como Deus havia dito que era para ser. O profeta Jeremias descreve que: “Babilônia era um copo de ouro na mão do Senhor, o qual embriagava a toda a terra; do seu vinho beberam as nações; por isso, as nações enlouqueceram” (Jr 51.7). O avanço do exército inimigo contra Judá não era simplesmente resultado da cobiça babilônica ou de fracasso na política externa, mas consequência do povo não ter atentado para as diversas advertências divinas desde Moisés, antes mesmo de Israel entrar em Canaã sob o comando de Josué. Hoje, vivemos dias não diferentes de Jeremias, dias de indiferença e rebeldia ao Senhor. Devemos sempre nos lembrar que a atitude do povo de Judá provocou o caos espiritual e o exílio.

Desde a chamada do patriarca Abraão, o povo de Israel deveria ser diferente, isto é, monoteísta (adorar um único Deus), enquanto os demais povos eram politeístas (adoravam vários deuses). Através dos séculos, depois de entrar na terra Prometida, o povo de Israel se deixou vencer continuamente pela idolatria, contrariando os mandamentos do Senhor Deus (Êx 20.3-5).


A convocação ao arrependimento

Em seu livro, o profeta Jeremias nos apresenta um cenário envolvendo a perversão de Judá e de sua consequente derrota para os babilônios. Conforme a rebeldia do povo aumentava, mais vulneráveis se tornavam, sendo incapazes de compreender a vida e a realidade divina.

Os profetas no exílio

O profeta Jeremias foi contemporâneo dos profetas Ezequiel e Daniel. Jeremias serviu como profeta de Deus em Judá, enquanto Daniel e Ezequiel foram profetas na cidade da Babilônia. Mesmo no cativeiro, Deus estava cuidando do Seu povo. Jeremias permaneceu em Jerusalém, mas Deus também tinha seus profetas no exílio: Daniel e Ezequiel, pois o Senhor prometeu jamais abandonar o Seu povo (Dt 31.6).

Jeremias desempenhou seu ministério profético na terra de Judá anunciando a destruição de Jerusalém e o cativeiro. Daniel esteve na comitiva em Babilônia, servindo como político no palácio real, e, Ezequiel ministrou para os judeus exilados no campo. O profeta Daniel foi transportado nove anos antes que Ezequiel para a Babilônia. A história de Israel a partir deste ano passou a ser estendida em duas localidades geograficamente separadas, com profetas em Jerusalém (Jeremias) e na Babilônia (Daniel e Ezequiel). Este episódio mudou a história do povo de Deus.

É preciso louvar ao Senhor

Os judeus se reuniam no templo de Jerusalém. Neste lugar, todo judeu deveria se dirigir para lá a fim de adorar ao Senhor. Daniel, mesmo no exílio, orava em seu quarto com a janela voltada para a direção de Jerusalém (Dn 6.10). Com a conquista de Jerusalém (Dn 6.10). Com a conquista de Jerusalém por parte dos babilônios, que destruíram o templo e deportaram a população para a Babilônia, o povo não tinha mais terra nem templo. Como era preciso adorar o Senhor, surge neste momento a sinagoga. Assim, a sinagoga passa ser o local do culto judaico, um ponto de encontro dos judeus para as preleções, orações e leitura das Escrituras. Ao se desenvolver entre os judeus as sinagogas, intensificou-se a precisão de cópias das Santas Escrituras para os grupos dos exilados judeus em toda a Babilônia. Mesmo cativo era preciso adorar ao Senhor.

O aparecimento das primeiras sinagogas é atribuído ao período do exílio babilônico, quando os judeus deixaram de ter um templo para venerar e sacrificar ao Senhor. Nesta ocasião, os judeus mais religiosos, passaram a reunir-se numa sinagoga para ouvir a Palavra do Senhor e fazer orações. As sinagogas tornaram-se então as instituições mais importantes para os judeus. Em qualquer local onde tivesse dez judeus, podia ser aberta uma sinagoga. A direção da sinagoga era exercida pelo rabino, o qual era eleito pelos componentes daquele grupo.

Mesmo no cativeiro Deus cuida do Seu povo

A nação de Judá foi castigada para mostrar o quanto o Senhor é fiel e verdadeiro. Deus planejou trazer seu povo de volta à verdadeira adoração e mostrar às nações quem era o Deus de Judá. Mesmo habitando com pagãos na Babilônia, o povo eleito do Senhor não poderia se contaminar. Ou seja, a lealdade do Senhor não podia ser negociada de modo algum. A nossa realidade não é diferente. O Senhor nos diz a mesma coisa hoje: Não se contamine! A vida do profeta Daniel nos inspira em todas as fazes da nossa vida. Ele foi um homem leal a Deus da juventude à velhice. Mesmo que as circunstâncias sejam distintas, o mesmo Deus que conduziu o profeta Daniel na Babilônia nos conduzirá em nossa caminhada.

O profeta Daniel tinha uma vida de oração, que lhe impulsionava a não abandonar ao Senhor. Ele começou a buscar o Senhor em oração ainda moço e não sucumbiu, nem mesmo quando já estava em idade adiantada. Daniel entrou para a história porque buscava o Senhor em oração constante. O que aprendemos com Daniel é que, mesmo vivendo escravizado, o Senhor se torna a água para os que têm sede e pai para os órfãos.


A hora de voltar para casa

O profeta Jeremias assegurou que o Senhor resgataria o Seu povo do cativeiro (Jr 30.10; 46.27). Do mesmo modo, Moisés e Salomão, séculos antes, haviam falado sobre uma restauração após o cativeiro (Dt 30.1-5; 1Rs 8.46-53). Outros profetas também asseguravam o livramento do exílio (Ez 39.25-27; Am 9.13-15; Sf 2.7; 3.20).

A restauração do povo de Israel

O período que o povo ficou exilado marcou intensamente tanto os que permaneceram em Judá como os que foram transportados para o exílio. Muitos, de formas distintas, viveram o conhecimento da aflição, da nostalgia, do desprezo e a consciência de culpabilidade pela catástrofe que se abateu sobre o reino de Judá. Sem dúvida alguma, um dos períodos mais difíceis e dolorosos. Mas também foi motivo de renovação e retomada da fidelidade a Deus.

Com o exílio na Babilônia surgiriam importantes escritos como de Ezequiel, Daniel e partes dos Salmos. Esses relatos geram a perspectiva do regressar, de um novo êxodo em que Deus mesmo vai ajuntar o seu povo como o pastor reúne o seu rebanho (Is 40.10-11). O exílio na Babilônia e o retorno do povo à terra de Judá foram percebidos como um dos grandes atos principais no episódio da relação entre o Deus de Israel e o Seu povo arrependido.

O Senhor é Soberano

Deus possui discernimentos que passam longe de nossos pensamentos. Ele usa quem Ele quer em Suas mãos. Após os setenta anos de cativeiro (Jr 29.10), o Senhor escolheu um rei gentio para executar os Seus planos. O rei Ciro foi um instrumento nas mãos do Senhor para garantir o retorno do Seu povo (Ed 1.1-3). Ele é Soberano e sabe a melhor forma e a quem usar para executar Seus planos.

A Soberania do Eterno Deus é informada nas Sagradas Escrituras que é impossível alguém negar essa doutrina. Deus é declarado como Soberano em cada folha das Sagradas Escrituras. De igual modo, o mesmo Deus governa e administra todas as questões desse mundo por Seu poder (Sl 115,2-3). O Senhor Deus é poderoso para fazer o que quiser, pois tudo é dEle: “Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam” (Sl 24.1). Sua Soberania envolve Seu Governo e controle de modo absoluto.

Deus é Deus em qualquer circunstância

Deus não opera nem do jeito e nem no tempo do homem. Deus já havia levantado o rei dos assírios, Salmaneser, contra o reino do Norte, Israel (2Rs 17.6). Por toda a Escritura, notamos que o Senhor Deus não perde o controle, não se confunde e não é surpreendido. Mesmo quando tudo parece desmoronar e se tornar um caos, o Senhor reina e Seu propósito prevalece (Jó 42.2; Ap 19.6). Assim, o Senhor Deus é poderoso para usar as circunstâncias em favor daqueles que O amam, confiam nEle e a Ele se submetem (Rm 8.28).

Podemos estar sujeitos ao Senhor em todo o tempo. Podemos confiar nEle em tempo de perturbações, dores, angústias e ansiedades. Podemos nos apoiar nEle e na força do seu poder. As circunstâncias mudam, mas Deus nunca muda (Ml 3.6; Hb 13.8; Tg 1.17). Podemos não saber o que o Senhor está fazendo, mas sempre podemos confiar nEle, porque Ele sabe o que é melhor para cada um de nós. Não espere coisas comuns de um Deus que faz maravilhas. Não espere coisas acanhadas de um Deus imponente. Não podemos limitar o atuar de Deus. Ele é Deus e será sempre Deus! Ele nunca fracassou e não falhará jamais!


Conclusão

Tudo que aconteceu com o povo de Israel foi por causa de sua desobediência, que trouxe como consequência o cativeiro. Deus até nos permite sermos subjugados, mas não para sempre. Isto dura o tempo que for preciso para que aprendamos e cresçamos em Sua presença.




Neste trimestre, estudaremos a vida do profeta Jeremias. Veremos no decorrer das treze lições que o serviço na obra do Senhor é bastante árduo. Será uma excelente oportunidade para meditarmos sobre os propósitos de Deus ao disciplinar o Seu povo e as profecias de restauração e renovo. Que possamos ter a força necessária para prosseguir nos caminhos do Senhor e possamos nos tornar pessoas melhores na caminhada diária de nossas vidas. Para conhecer ainda mais sobre o ministério do profeta Jeremias, e as grandiosas lições retiradas de suas palavras e ações, participe neste domingo, 18 de maio de Junho, da Escola Bíblica Dominical.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Quarta Forte com Éder do Prado



Nesta fria noite de 14 de junho de 2016, o Senhor aqueceu nossos corações com sua maravilhosa presença em mais uma Quarta Forte que jamais será esquecida. Unção, poder e glória.

Entre clamores contristados e louvores inspirados, Deus se fez presente na casa. A celebração contou ainda com a participação especial do Ministério de Louvor TEMPO DE ADORAR, da Assembleia de Deus Belém em Estiva Gerbi, que profetizou a vitória do povo de Deus mesmo que as postas estejam fechadas, e exaltou o poder do Senhor agindo em nossas vidas.

A ministração da noite ficou a cargo do preletor Eder do Prado, que nos trouxe uma palavra de encorajamento, inspirado pelo encontro de Jesus com os discípulos de caminhavam tristes com destino a Emaús. Aqueles homens estavam decepcionados, magoados e esmorecidos. Eles tinham dedicado os últimos anos de suas vidas ao ministério de Cristo, e agora, tudo o que acreditavam, tinha se desvanecido com o último suspiro de Jesus no Calvário.

Seus olhos marejados de lágrimas não os deixaram perceber, que aquele estranho que os acompanhava pelo caminho, era o mesmo que tinha dado a vida por eles na cruz. Os discípulos sentiam o coração queimar, mas não entendiam o porquê a presença daquele viajante lhes trazia tanta paz.

E quanta vezes também estamos nos sentindo solitários na estrada, sem ao menos perceber que Jesus caminha ao nosso lado. Vemos, mas não enxergamos, e com isso, continuamos imersos em nossas frustrações. Não reconhecemos o Mestre. Nosso coração arde, mas a vida não muda. Porém, isto não impede que Jesus continue andando ao nosso lado, falando aos nossos ouvidos e aquecendo nossa alma. Ele entra em nossa casa e retira as escamas de nossos olhos.

E então enxergamos. E, então, entendemos.... Nunca estivemos sozinhos. A morte jamais vencerá a vida. Emaús é um pit stop para Jerusalém...  Jesus é nosso amigo, companheiro e irmão. Nosso Deus, Rei e Salvador!




Uma geração de Joelhos



força motriz da geração apostólica estava alicerçada numa vida de oração. Duas palavras faziam toda a diferença naquele período: unidade e perseverança (Atos 2:42).

Era um tempo de perseguição à Igreja. Herodes já havia mandado matar a Tiago, Irmão de João (Atos 12:2). Agora atinge o líder Pedro, que, encarcerado, nada lhe restava, a não ser um milagre. A Igreja entrou em ação e usou sua artilharia mais pesada: a oração. A geração apostólica teve como modelo de oração o próprio Senhor Jesus Cristo. Ele sempre manteve diante de seus discípulos o hábito de orar.

Aquela igreja formada pelos apóstolos não poderia ser diferente, pois herdou do Mestre o acesso à comunhão junto ao Pai (Mateus 6:6-10). Curiosamente, a maioria dos milagres realizados por Jesus Cristo aconteceu apenas com o poder de sua Palavra. Enquanto todos dormiam, Jesus passava noites em oração (Marcos 1:35; Lucas 5:16). Durante a noite, Ele entregava todo Seu caminho e direção ao Pai e, durante o dia, apenas colhia o fruto de seu diálogo noturno (Hebreus 5:7).

A vida vitoriosa de Jesus Cristo influenciou seus discípulos a orar (Lucas 11:1). Em resposta a essa influência. Ele ofereceu o modelo universal da oração dominical e discorreu sobre a perseverança na oração e como o Pai tem a boa vontade de nos ouvir e responder às nossas petições (Lucas 11:2-13). Não era muito comum Jesus orar nos horários rígidos, como manhã, ao meio dia e à tarde (Salmo 55:17; Daniel 6:10). Ele costumava orar sozinho, ia para as montanhas e não era rotineiro, com orações cheias de vãs repetições.

A geração apostólica possuía um eixo fundamental: eles não questionavam a vontade de Deus. Eles eram fervorosos e acreditavam que para Deus todas as coisas são possíveis (Marcos 11:23-24). Seu recurso era poderosíssimo: a oração (Atos 2:42). Para Pedro, não existia alternativa a não ser acreditar no impossível.

Esse recurso também precisa ser utilizado em nossa geração. Estamos muito acomodados com tudo. Estamos passivos e não estamos usando essa tão poderosa arma (II Coríntios 10:4).

Os cristãos daquela geração conheciam muito bem a qualidade da batalha espiritual que enfrentavam. Eles sabiam que a luta que estavam travando não era contra Herodes, mas, sim, contra o que influenciava sua mente (Efésios 6:10-12). O rei Herodes já havia começado a desmontar a organização matando Tiago, e, acabando com Pedro, os discípulos certamente dispersariam. Porém, a Igreja, a Noiva de Cristo, conhecia sua força e sabia muito bem acioná-la. O céu se moveu porque a Igreja clamou. A libertação do apóstolo Pedro foi resposta de oração. Existem coisas que só acontecerão quando clamarmos ao Senhor com toda a intensidade.

Jesus não somente orou, mas também nos deixou o caminho pelo qual alcançamos espantosas vitórias em Deus (Lucas 11:5-8). A persistência na oração alcança objetivos magníficos. A oração nunca tem resposta inútil ou prejudicial (Lucas 11:11).

O relato da libertação de Pedro deixa claro que foi exatamente isso que aconteceu. Enquanto Pedro estava preso, “muitos estavam reunidos e oravam” (Atos 12:12), e o socorro veio da parte do Senhor (Atos 12:7-10). Devemos orar sem cessar (I Tessalonicenses 5:17).

Muitos cristãos fracassam por exercer uma fé desassociada de uma revelação. A fé vai além do natural e vê concreto o que ainda não se materializou (Isaías 46:9-10). Somente através de uma comunicação íntima com Deus, através da oração, podemos entender o tempo, quando e como, o que e o porquê. Jesus Cristo atuava grandemente durante o dia, e, à noite, buscava o Pai em oração, onde a Sua vontade lhe era revelada.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Aniversário - Pra. Márcia Gomes



Dia 13 de junho é uma data muito especial, pois neste dia, nossa pastora Márcia Gomes, colhe mais uma flor no jardim da vida. Mas, as nossas comemorações por seu aniversário já começaram na noite de domingos, quando os departamentos da igreja prestaram uma homenagem a nossa mãezona, com direito a presentes e palavras de carinho e gratidão. E como já é tradição, foi servida uma bela feijoada para toda a irmandade.

Já na noite de segunda feira, a igreja, literalmente, “invadiu” a casa de nossos pastores para um abençoadíssimo culto doméstico, e nossos irmãos fizeram uso da palavra para desejar felicidades a aniversariante, e profetizar muitas bênçãos sobre a vida de toda família.

A Pra. Márcia Antônia Quaresma Gomes nasceu no dia 13 de junho de 1963, filha de Avelino Quaresma (in memórian) e Nadir Rocha Quaresma. Foi criada numa família pobre, porém muito honrada, junto com seus irmãos: Maria de Fátima, Márcio (in memorian) e Meire. Se converteu ao evangelho no dia 01 de dezembro de 1980, e logo conheceu seu futuro esposo. Contraiu matrimonio com o Pr. Wilson Gomes no dia 23 de julho de 1983, e juntos, constituíram uma belíssima família, com quatro filhos (Miquéias, Ruth, Lucas e Jhonatan), e já com três netos (Brenda, Nicolas e Libine).

Ao lado do Pr. Wilson Gomes, tem exercício o ministério pastoral desde o ano de 1994, tendo já pastoreado diversos rebanhos. Desde 2009, o casal tem dedicado sua vida a obra de Deus em Estiva Gerbi.

E nós, somos gratos a Senhor pela vida de nossos pastores, e desejamos a esta mulher de Deus, toda sorte de bênçãos!
Você pode conhecer um pouco mais sobre a Pra. Márcia Gomes, clicando nas seguintes postagens:



quinta-feira, 8 de junho de 2017

EDB - A soberba precede a ruína



Texto Áureo
Ezequiel 28.17
Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lancei, diante dos reis te pus, para que olhem para ti.

Verdade Aplicada
O orgulho é como uma erva daninha, que persiste em se desenvolver num jardim, por mais bem cultivado que seja.

Textos de Referência
Jeremias 48.7, 26, 29-30

Porque, por causa da tua confiança nas tuas obras e nos teus tesouros, também tu serás tomada; e Quemós sairá para o cativeiro, os seus sacerdotes e os seus príncipes juntamente.
Embriagai-o, porque contra o Senhor se engrandeceu; e Moabe se revolverá no seu vômito, e será ele também um objeto de escárnio.
Ouvimos falar da soberba de Moabe, que é soberbíssimo, da sua arrogância, e do seu orgulho, e da sua altivez, e da altura do seu coração.
Eu conheço, diz o Senhor, a sua indignação, mas isso nada é; as suas mentiras nada farão.


Uma nação orgulhosa de si mesma

Jeremias viveu num período de grande instabilidade política, com uma sucessão sistêmica de governantes e conchavos internacionais. Ao todo, o profeta vivenciou cinco governos distintos, sendo a maioria destes reis, dotados de arrogância e presunção. A mensagem de Jeremias apontava para um caminho “menos” doloroso, uma que a sentença sobre a nação já havia sido lavrada. Fatalmente, Judá seria subjugada pela Babilônia, sendo o poderoso Nabucodonosor uma ferramenta do próprio Deus na lapidação de seu povo. Ciente que este era um processo irreversível, o profeta clamava aos seus governantes para que se rendessem aos caldeus, evitando assim o conflito armado e as muitas baixas civis e militares.  Nas palavras de Jeremias, era preciso aceitar o castigo divino, aprender com os próprios erros e se voltar para Deus, na busca por um futuro de esperança O presente já estava comprometido por uma tragédia anunciada com muita antecedência (Lm 3:29). Este discurso “pessimista” do profeta foi encarado como uma “afronta ao orgulho nacional”, já que o “governo” ludibriava o povo com falsas expectativas de sucesso.

Uma série de estratégias políticas malfadadas puseram Judá na rota do fracasso. Subjugados pela Babilônia, e taxados com altos impostos para a corte de Nabucodonosor, os judeus ainda preservaram sua elevada estima. Afinal, eles eram os “Filhos de Abraão”, a nação que tinha ao seu lado “O Senhor dos Exércitos”. Seus pais haviam atravessado o mar, se alimentado de pão do céu e vencido guerras improváveis. Porém, o passado de Israel não os isentava do castigo vindouro. Com a boca eles evocavam a memória de um Deus libertador e poderoso nas batalhas, mas, em seus corações, estava acessa a chama do hedonismo e do orgulho próprio. Os judeus se achavam autossuficientes, e este sentimento mesquinho, os levaria a ruína total.

O ultimo rei de Judá foi Zedequias, que contrariando as orientações do profeta, costurou um acordo de cooperação militar com os egípcios, e assim, conquistou apoio nacional para insurgir contra a Babilônia. Ele acreditava que a união dos dois exércitos seria suficiente para derrotar as forças bélicas dos caldeus. Em seu orgulho, o prepotente monarca, se esqueceu que os egípcios priorizavam os próprios interesses, e que através de diversos profetas, o Senhor já havia alertado seu povo a não confiar no Egito para acordos políticos e militares. Usar o “Egito” como um apoio, equivalia a usar uma “vara de pesca muito fina” no lugar de uma muleta. Além de se quebrar com facilidade, ainda rasgaria a carne de quem se apoiasse nela (II Rs 18:21, Is 36:6, Jr 2:16). Judá preferiu confiar em quem lhes trairia a confiança com facilidade, e ignorou a voz de se Deus, que lhes fora fiel desde a antiguidade. Soberba humana atraindo o fracasso.

E neste contexto histórico, onde Judá se assemelha as nações pagãs da terra, que o profeta discursa sobre o destino insólito de Moabe. A intenção é lembrar aos judeus, que eles estão seguindo os mesmos passos de seus vizinhos, caminhando rapidamente para o abismo da derrocada espiritual. O Deus que abominava os pecados de Moabe, também abominava os pecados de Judá. Os atos pecaminosos de ambas as nações, atraia sobre os povos a fúria do Senhor, e consequentemente, seus juízos.

A grande verdade, é que Deus não “mima” os seus filhos e nem “põe panos quentes” sobre as contravenções de seu povo. O Senhor corrige e açoita a quem ama. Deus prefere uma ovelha com as patas quebradas sobre seu ombro, do que uma ovelhinha saltitante longe do redil. Sendo assim, sempre que preciso, Ele quebrará nossos pés, visando nos manter próximos de seu cuidado. Neste ponto, a obediência ao Senhor, e a humildade de estar debaixo de sua vontade, evita fraturas. Judá não entendia que está era a mensagem de Jeremias, assim como diversas nação também não entenderam a voz dos profetas ao longo dos séculos. E o resultado desta arrogância, que nos faz surdos ao clamor divino, é tragédia, decadência e ruína. Ignorar a voz de Deus é acionar o “botãozinho” da autodestruição. Nínive sucumbiu pelas palavras de Naum. Edom encontrou seu fim na mensagem de Obadias. A Babilônia ruiu após a revelação de Daniel.

Israel e Judá, mesmo sendo o povo escolhido do Senhor, também ignoraram a voz de Deus, e muitas vezes, tentaram calar seus profetas. Elias, Jeremias, Ezequiel, Ageu, Miquéias, Habacuque. Tantas mensagens conclamando ao arrependimento, e por vezes, faladas como que ao vento. O orgulho humano é um protetor auricular potente, com selo de aprovação do inferno. Cada palavra ignorada, é um passo em direção ao abismo. O orgulho precede a ruína.



A origem de todos os pecados

Já estamos na reta final de mais um trimestre, e a cada lição, nos surpreendemos com as similaridades entre os dias do profeta Jeremias e o contexto histórico atual. E aqui, temos um aspecto da humanidade que se mantem quase inalterado aos longos dos séculos. A soberba dos homens. E esta é uma poderosa mensagem de Deus para nós, a mesma que ecoava no cenário do Velho Testamento, um chamado para a obediência e a humildade. A cada passo que damos em nossa caminhada cristã, encontramos situações bem parecidas com aquelas descritas nos textos bíblicos de Jeremias, Isaías, Ezequiel, Amós, Oséias e tantos outros que poderíamos citar. Fato é, que todos eles trouxeram mensagens de concerto para um povo desviado dos propósitos de Deus, a mesma mensagem latente nos lábios que homens que nos dias de hoje, escolhem falar a verdade. O que nos comove, e até mesmo nos causa admiração, é a singularidade na voz destes profetas atemporais. A mensagem parece se repetir, perfeitamente adequada a cada geração.

Não dá para negar que a ministração profética do Velho Testamento se encaixa com perfeição no contexto moderno, pois repetimos os mesmos erros das gerações passadas. O profeta Jeremias, é na verdade, uma voz que nunca se calou, e desde os seus dias reverbera um clamor desesperado que nos chama de volta para Deus.

A lição em estudo, nos traz a triste história dos moabitas, um povo marcado por seu orgulho. Esta nação tem sua origem num pecado horrendo, e que trouxe consequências desastrosas para diversas gerações. Após a destruição de Sodoma e Gomorra, as filhas de Ló temiam por não encontrarem marido, e consequentemente, não gerarem filhos. Então, embebedaram o próprio pai e tiveram relações sexuais com ele. Os descendentes deste incesto, são os patriarcas de Moabe, que com o passar dos anos, se tornou uma grande nação.

Israelitas e Moabitas se encontrariam muitos anos a frente, quando depois de quatro décadas de servidão no Egito, Deus visitou seu povo e os libertou das mãos de faraó. O caminho de volta para Canaã passava por Moabe. Em decorrência dos laços parentais entre os povos, Israel não pode guerrear contra os moabitas, mesmo que os descendentes de Ló tenham proibido a passagem de Israel pelo seu território. Este gesto de hostilidade não passou impune aos olhos de Deus, que prometeu fazer justiça no tempo oportuno. Nos anos seguintes, Moabe se tornou uma nação cada vez mais altiva e soberba, tornando-se abominável aos olhos do Senhor. De todos os pecados arrolados por Moabe, o orgulho foi o motivo mastro de sua ruína. Deus não tolera o orgulhoso.

O orgulho teve seu início quando Lúcifer, o anjo de luz, desejou ser maior que Deus. O profeta Ezequiel nos revela como este “ser de luz” se deixou dominar pelas trevas, e tramou um ardiloso plano, afim de requerer para si o trono de Deus. Ele já não queria ser mais um entre milhares, pois almejava ser adorado e reverenciado. Seu orgulho lhe tirou o céu, e o condenou a uma eternidade de escuridão. Lúcifer arrastou consigo uma terça parte dos anjos, que também sucumbiram ao seu ambicioso projeto de poder. O orgulho de Lúcifer é o primeiro pecado registrado na história, sendo também a origem de todas as ações pecaminosas desde então.


Material Didático
Revista Jovens e Adultos nº 103 - Editora Betel
Jeremias - Lição 11
A soberba precede a ruína
Comentarista: Pr. Clementino de Oliveira Barbosa














Introdução

Não necessitamos ter orgulho de nós mesmos. O que falamos a respeito de nós mesmos não denota nada no trabalho do Senhor. É o que Deus diz sobre nós que faz toda a diferença (2Co 10.13).

A origem e pecados dos moabitas

Os moabitas são os habitantes de Moabe, que significa “semente do pai”. Segundo a Bíblia, os moabitas se originaram de um incesto promovido pela filha mais velha de Ló, sobrinho de Abraão, pouco depois da destruição de Sodoma e Gomorra (Gn 19.31, 37).

Quando o povo de Israel chegou ao perímetro sul de Moabe, solicitou autorização para cruzar o país, mas o pedido foi rejeitado (Jz 11.17). Por ocasião dos edomitas, moabitas e os amonitas serem da família dos israelitas, não foi admitido a Moisés incidir ou tomar qualquer parte do país destes povos, conforme narrado nas escrituras (Dt 2.4-5, 9, 19). Não obstante, Balaque, o rei de Moabe, ficou amedrontado quando os israelitas tomaram as terras do rei Seom (Nm 21.13, 25). Com medo de não impetrar vitória pela força das lanças, combinou com Balaão, acreditando abater os hebreus por meio de maldições. No entanto, por atuação divina. As maldições converteram-se em bênçãos (Ne 13.1-2). Adotando as recomendações de Balaão, as mulheres moabitas foram até o acampamento de Israel, praticaram a imoralidade com alguns de seus homens (1Co 10.8), e os levaram a idolatria (Nm 25.1-4). Diante das influências negativas, foi dado a ordem para que Israel se mantivesse longe deles (Dt 23.3-6).

O incesto foi condenado por Deus (Lv 20.10-21; Dt 27.22). Moabe é apresentado como um povo bem-sucedido, enérgico, mas também como audacioso e participante de idolatria (Jr 48.7, 11, 14, 29; 1Rs 11.7). Este povo era adorador dos deuses Quemós e Baal-Peor (Nm 21.29; 25.1-3). O Senhor os amaldiçoou. Entretanto, Mateus nos apresenta Rute, a moabita convertida à religião judaica, como uma mulher de dignidade, que se tornou a bisavó do rei Davi e uma antepassada de Jesus Cristo (Rt 3.11; 4.17, 22; Mt 1.1, 5).

A Palavra do Senhor que veio a Jeremias contra Moabe

No princípio da chamada de Jeremias, o Senhor havia dito que estava enviando ele como profeta às nações (Jr 1.5). Sua profecia consistia tanto para ruína, quanto para edificação de uma nação. No caso de Moabe, a ruína. A destruição que viria sobre esta nação estava acontecendo com a permissão do próprio Deus, especialmente por causa dos pecados de idolatria e soberba de seus líderes (Jr 48.7).

Deus havia advertido os moabitas sobre o pecado do orgulho (Sf  2.9-10). Onde estão os moabitas hoje? Os orgulhosos de Moabe, por mais que se procure, não são encontradas. A profecia de Jeremias apontava para um ajuste de contas do Senhor com o povo de Moabe (Jr 9.25-26). Quando Judá sofreu o cumprimento do julgamento do Senhor, por meio dos babilônios, os moabitas proferiram: “Eis que a casa de Judá é como todas as nações” (Ez 25.8). Os moabitas, por admitirem que o julgamento realmente procedia de Deus e que os moradores de Judá eram Seu povo, haveriam de sofrer aniquilamento, para saberem quem era o verdadeiro Senhor (Ez 25.11).

Não devemos confiar em nossos tesouros

Sem dúvida nenhuma, o maior pecado de Moabe, somado à idolatria ao deus Quemós (Jr 48.7), era o orgulho dos nobres e povo daquela nação. Eles haviam sido prósperos em seus negócios, acumulando muitos bens. Esse acúmulo de bens permitiu que se iludissem com sua falsa prosperidade (Jr 48.7). Isto foi o causador da ruína deste povo. Não devemos confiar no dinheiro, ou em nossas próprias capacidades. Devemos confiar em Deus mais do que qualquer outra coisa na vida (Sl 91.2). Para Deus, o bem mais precioso que uma nação possui sãos as pessoas, não suas riquezas.

Jeremias nos adverte que a natureza do nosso coração é enganosa e traiçoeira (Jr 17.9). Paulo relatou que em nosso coração e vontades naturais não habita bem algum (Rm 7.18). Ele lastimava a batalha que tinha que fazer para conseguir fazer o bem, porque isso ia contra a vontade de sua carne e seu coração. Não somos nós que devemos guiar os nossos passos. Mas permitir que Deus o faça!

Deus não tolera o orgulho

A mensagem do profeta Isaias é destinada a uma nação orgulhosa: “Ouvimos da soberba de Moabe, a soberbíssima; da sua altivez, e da sua soberba, e do seu furor; a sua jactância é vã”. (Is 16.6). O orgulho é complemento da ignorância. Isaías ainda reforça dizendo: “Portanto, Moabe uivará por Moabe; todos uivarão; gemereis pelos fundamentos de Quir-Haresete, pois já estão abalados”. (Is 16.7).

A origem do orgulho

Medite nas ambições audaciosas de Satanás: “E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, da banda dos lados do Norte. Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo”. (Is 14.13-14). As Escrituras Sagradas nos dizem que o Senhor não tolera o orgulho: “Aquele que tem olhar altivo e coração soberbo, não o suportarei”. (Sl 101.5);”Deus resiste aos soberbos, dá, porém, graça aos humildes”. (Tg 4.6): “Abominação é para o Senhor todo altivo de coração; ainda que ele junte a mão à mão, não ficará impune”. (Pv 16.5). Devido ao seu orgulho, Satanás e seus anjos somente podem esperar a condenação e a punição eternas (Mt 25.41).

Lúcifer era um anjo de bondade, inteligente e admirável, criado por Deus, mas foi contaminado pelo orgulho e pela ânsia de poder. Ele revoltou-se contra a autoridade de Deus, num esforço para se levantar em posição de ser igual a Deus. Em Ezequiel 28, encontra-se uma narração do rei Tiro, e também de Satanás, que era o poder espiritual que o estimulava e controlava. Ambos caíram devido ao seu orgulho. Gente orgulhosa não se posta de joelhos, não solicita ajuda, não confia em Deus, aliás, é como se Deus não existisse, afinal só confiam em si mesma. Mas a Palavra de Deus nos afirma: “Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará”. (Tg 4.10).

O orgulho é abominação ao Senhor

Cadê o povo de Moabe atualmente? Não temos mais nenhum relato atual desta nação (Jr 48.42). Todo aquele que é orgulhoso, todo aquele que ergue sua casa apoiando-se em si mesmo, no dinheiro, no conhecimento possui, tende a ruir como o povo de Moabe. A Palavra de Deus é bem clara quando o assunto é orgulho. O salmista Davi servia a um Senhor que Castiga com rigor os orgulhosos e, por isso, ele escreveu: “Porque tu livrarás o povo aflito e abaterás os olhos altivos”. (Sl 18.27). Ele tinha consciência que servia a um Deus que trabalhava em favor dos humildes e contra os homens orgulhosos. O Senhor blinda os que são sinceros de coração, mas não poupa castigo para com os orgulhosos (Sl 31.23).

Os responsáveis pela construção do Titanic jamais poderiam antecipar o fatídico destino de sua principal criação. Para esta construção, foram necessárias 27 mil toneladas do melhor aço. O casco era composto por chapas de aço de 2,5 cm de espessura, que se uniam com mais de 3 milhões de rebites. Nessa época ainda não tinha sido inventada a máquina de solda. O naufrágio não era uma hipótese para os projetistas. Que triste fim para um projeto tão ambicioso, nem sequer foi capaz de realizar uma única viagem, um iceberg levou toda a sua estrutura, assim como também centenas de passageiros ao fundo do mar, pois a soberba precede a ruína (Pv 16.18).

Deus dá graça aos humildes

O orgulho na vida do verdadeiro cristão não tem lugar, porque ele se assemelha a Cristo, que é manso e humilde de coração. O orgulho e a arrogância podem nos transportar por caminhos ilícitos, que ocasionarão tristezas, aflições e até mesmo a morte. O convite de Jesus é ir a Ele. Sem Ele nada podemos fazer: “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas”. (Mt 11.29).

Jesus Cristo deixou bem claro como deve ser o caráter do verdadeiro discípulo (Mt 5.3). Deus nunca recebeu o homem cheio de orgulho, que raciocina e faz as coisas à sua própria maneira. A Palavra de Deus nos mostra que não há outra maneira de andarmos com o Senhor. Ou caminharmos em humildade com o nosso Deus, ou não caminharmos de modo nenhum com Ele!

Uma moabita na genealogia de Jesus

Rute fez perante Noemi uma afirmação que transformaria sua vida para sempre (Rt 1.16). Diante desta declaração de fidelidade ao Deus de Israel, aquela mulher, que não tinha nenhuma esperança, passou a ser agraciada pelo Senhor, casando-se com um dos homens mais ricos da cidade. Ela se tornou bisavó do rei Davi e, consequentemente, passou a fazer parte da genealogia de Jesus (Mt 1.5).

A conversão autêntica faz diferença

A história de Rute acontece no tempo dos juízes, por volta de 1100 anos a.C., aproximadamente, em uma época de desordem e idolatria. Seu livro conta como uma mulher viúva, de Moabe, que, mesmo sendo de uma nação proibida de entrar na congregação do Senhor (Dt 23.3-4), decidiu seguir o povo de Deus. A leitura deste livro é uma das maiores descobertas de que a melhor coisa é entregar sua vida ao Senhor. O livro mostra que, em meio à corrupção generalizada, uma conversão autêntica pode fazer a diferença na vida de uma pessoa.

Rute se converteu e não mais podia ser tratada como moabita (Dt 23.3). Prova disso, presenciamos nesta descrição de Rute a Noemi, sua sogra: “Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me afaste de ti. Porque aonde quer que tu fores, irei eu; e onde quer que pousares a noite, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus”. (Rt 1.16). A finalidade do livro de Rute é mostrar como uma moabita se transformou em um dos ancestrais de Cristo. Para isso, ela teve que aceitar a terra, o povo, os costumes e o principal: o Deus Eterno. Rute teve disposição em deixar para trás tudo que parecia importante em sua vida para dedicar-se a Deus e passar a fazer parte do Seu povo.


Quando Deus quer abençoar, não existem fronteiras

Rute não é discriminada e nem desprezada por Deus, apesar de sua originalidade moabita. Sua linhagem era de um povo que foi amaldiçoado pelo próprio Deus por ter agido como inimigos do povo de Israel durante a caminhada deles no deserto em direção a Canaã (Dt 23.3-4). A lealdade de Rute para com Noemi é bela, mas ela é fiel acima de tudo para com o Deus de Noemi. Isso fez toda a diferença.

Rute foi franca, íntegra e amiga de Noemi e ainda foi fiel à sua sogra. Ser fiel é uma virtude. Mesmo sendo de Moabe, ela foi fiel ao Senhor e obteve filiação plena em Israel. Se formos fiéis a Deus, Ele nos abençoa de tal modo, que ultrapassa o nosso juízo e pensamento.

A lei do resgate

Um senhor, de nome Boaz, por ser parente do marido de Rute, atuou de acordo com a sua obrigação, conforme narrado na Lei de Moisés, para resgatar um parente da sua situação de pobreza (Lv 25.47, 49). Este cenário é repetido por Jesus Cristo. Ele nos redimiu de toda a iniquidade e nos alcançou, dando a Si mesmo por nós. Em outras palavras, Ele nos resgatou das trevas para sua maravilhosa luz (1Pe 2.9).

A união entre Rute e Boaz não estava em desacordo com a Lei de Deus (Dt 25.5, 10). O propósito desta ordenança era perpetuar a linha familiar do falecido. Se não havia um irmão vivo na família, o compromisso de a família continuar era com o parente do sexo masculino mais próximo do finado (Lv 25.25). No caso em questão, havia um parente mais próximo do que Boaz (Rt 4.6). Havia ainda a responsabilidade de resgatar qualquer propriedade que pertence ao que morrera e que tivesse sido vendida ou confiscada (Lv 25.25). Como o parente mais próximo não quis assumir tal responsabilidade (Rt 4.6), ele abriu mão desse direito e dessa responsabilidade de resgatar Noemi e casar-se com Rute, passando tais obrigações a Boaz.

Conclusão

O orgulho é um mal leviano. Em muitas ocasiões, os mais arrogantes são aqueles que ajuízam que não possuem arrogância nenhuma. Exaltar-se da própria modéstia nada mais é do que tomar um banho de orgulho.



Neste trimestre, estudaremos a vida do profeta Jeremias. Veremos no decorrer das treze lições que o serviço na obra do Senhor é bastante árduo. Será uma excelente oportunidade para meditarmos sobre os propósitos de Deus ao disciplinar o Seu povo e as profecias de restauração e renovo. Que possamos ter a força necessária para prosseguir nos caminhos do Senhor e possamos nos tornar pessoas melhores na caminhada diária de nossas vidas. Para conhecer ainda mais sobre o ministério do profeta Jeremias, e as grandiosas lições retiradas de suas palavras e ações, participe neste domingo, 11 de maio de Junho, da Escola Bíblica Dominical.